Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O Bailinho...

- O John Lennon passa até o Cacio para trás! - Sandro bradou todo sorridente, olhando para o amigo, que olhava surpreso para ele.
- É, estou vendo! - Fred bradou desanimado.
- O quê você quer comigo, Fred? - Sonda perguntou, encarando ao garoto, que olhava apaixonado para ela. - Por acaso você já riscou a sua identidade, Fred? - Sonda perguntou sarcástica, enquanto Fred a olhava surpreso, sem nem ter o que responder, apenas crispou os lábios de raiva da garota.
- Não senhora! - Fred respondeu ríspido. - Eu vim aqui apenas para saber de você se todo mundo ainda está me aceitando! - Fred justificou cabisbaixo, enquanto Sonda ria da cara dele, aproveitando - se da situação pela qual o garoto encontrava - se.
- Ah, e você ainda se faz de besta? - Sonda perguntou às gargalhadas, enquanto Sandro olhava surpreso para ela. - Você sabe muito bem que ninguém te quer aqui, por causa desse maldito sobrenome que você tem! - Sonda explodiu furiosa, enquanto Fred olhava assustado para ela.
- Tudo bem então, quem sabe eu voltando mais tarde, os ânimos se acalmem e eu receba uma resposta positiva! - Fred bradou, retirando - se furioso.
- Ah, mas também você não precisava destratar o cara assim, desse jeito! - Sandro bradou, encarando a irmã furioso e retirando - se para ir atrás do amigo e quando chegou lá fora, não o viu mais e entrou furioso em casa. - O pai vai ficar sabendo de tudo, Sonda! - Sandro jurou, olhando bem no fundo dos olhos da irmã que nada respondeu, apenas foi para o seu quarto furiosa.

A sala da casa de Sonda estava vazia, e Sonda, por sua vez, olhou para os lados com o objetivo de confirmar se seu irmão Sandro estava ainda lá, junto com a empregada, e percebeu que os dois tinham ido para a cozinha, sentou - se com um sorriso nos lábios, já constatando que o irmão aprontaria outra com a garota e ela seria mais uma a ser despedida e mais uma na lista de empregadas da mãe.
E sem esperar o convite da garota, Fred adentrou - se novamente em sua casa, deixando Sonda totalmente nervosa e furiosa com aquela cena que ela estava contemplando, Fred sentado a admirando a decoração da casa dela, já que a casa dele era bem mais bagunçada e bem mais largada do que a casa da garota.
- Fred! - Sonda bradou, fazendo - o voltar à realidade. - Você tem certeza de que você veio para isso mesmo? - perguntou Sonda furiosa e levantando - se com a mão na cintura, querendo expulsá - lo ali, da sua casa.
- Não, na verdade eu voltei, para ver se vocês me convidam para o baile! - Fred confessou - se todo afobado e sorridente, enquanto Sonda o encarava furiosa. - Afinal de contas, fui eu quem tive a idéia do DJ, ele é muito bom, sabe... - deu um sorriso amarelo. - Ele toca na Toco! - bradou feliz, enquanto Sonda olhava incrédula para ele.
- Ele toca na Toco? - Arregalou os olhos ainda surpresa.
- Toca! - Fred bradou ansioso e pronto para ouvir o convite para o baile, enquanto Sonda sorria feliz e ansiosa para ele.
- Ah, bom! - Sonda o encarou com um enorme sorriso, enquanto Fred a olhava com admiração. - Você sabe muito bem que eu estou namorando o meu primo e não posso namorar você! - Sonda bradou seca, mudando o assunto, enquanto Fred olhava surpreso para ela.
- Mas eu não vim aqui falar de namoro, Sonda! - Fred bradou nervoso. - Eu só vim aqui para ver se eu posso vir ou não ao baile! - bradou chateado. - Afinal de contas eu conheço o DJ e vai ficar chato eu convidá - lo e não poder vir ao baile! - Fred lamentou - se ainda chateado e observando o sorriso sarcástico da garota.
- E nem tampouco o amigo do Sandro, que ficou me admirando na porta da escola e falando de mim! - Sonda bradou, desviando ao assunto e observando que Fred ficou louco de ciúmes.
- Como é que é? - Fred perguntou furioso. - Tem um outro cara interessado em
você, além de mim e do seu primo? - Fred continuou furioso e admirado com a notícia da garota, que continuava exibindo - lhe aquele belo sorriso sarcástico.
- Para você ver, Fred! - Sonda continuou sorridente, enquanto o garoto estava sentindo muito ciúmes.
- E eu posso saber quem é esse carinha? - Fred perguntou ainda nervoso.
- Não, eu acho que não, Fred! - Sonda bradou simpática, percebendo que o garoto estava mordendo - se de ciúmes.
- E o seu namorado sabe, Sonda? - Fred perguntou com pouco caso.
- Pode se dizer que sim! - Sonda bradou sorridente, enquanto Fred bufava de raiva.
- E ele não se importa? - Fred continuou questinando a garota.
- Mas é claro que não, Fred! - Sonda gargalhou.
- Então, se ele não se importa, ele não gosta de você o suficiente, Sonda! - Fred bradou nervoso, enquanto a garota ria da cara dele.
- Eu sinto muito Fred, e quanto ao convite para o baile, eu preciso ver com o Sandro, que é bem capaz de te convidar, porque, se depender do Cacio, com certeza a sua presença aqui não é bem vinda! - Sonda meneou a cabeça em negativa. - Agora, se o Sandro te aceitar, logicamente, ele vai ter que aceitar! - Sonda explicou, enquanto Sandro olhava sério para ela.
- Mas o Cacio não manda nada, pelo menos aqui na sua casa! - Fred insistiu, enquanto Sonda dava um sorrisinho amarelo para ele.
- Mas ele é meu primo, e além de primo, ele é o meu namorado, Fred! - Sonda respondeu séria, enquanto Fred engolia em seco.
- Ah, o Cacio, o Cacio... - Fred replicou entre os dentes. - Por quê você tem que fazer tudo o que ele quer? - Fred continuou nervoso, enquanto Sonda olhava para ele, com um meio sorriso nos lábios.
- O "porque" eu já disse! - Sonda o encarou de braços cruzados. - E além disso, ele não gosta nem de você e nem tampouco da sua família! - Sonda olhou furiosa para o garoto que continuava nervoso com ela, e observou o garoto, fazendo o mesmo gesto do seu primo, passando as mãos pelos cabelos, em gesto de nervoso, como o primo sempre fazia.
- Veja bem, Sonda, a festa vai ser na sua casa, e não na casa dele, e não tem essa! - Fred continuou insistindo, enquanto Sonda bufava, de tão nervosa que ela estava.
- Como "não tem essa", Fred? - Sonda perguntou estúpida.
- Olha, como eu já disse! - Fred continuou insistindo, enquanto Sonda, cheia de escutar a insistência do garoto, ficou mais nervosa ainda. - Nem ele, e nem tampouco o seu admirador secreto! - Fred continuou insistindo e olhando bem nos olhos de Sonda.
- Ih, qual é que é, Fred! - Sonda o encarou furiosa. - Eu não estou namorando mais ninguém além do meu primo! - Sonda gritou ainda furiosa, enquanto Fred olhava surpreso para ela, tamanho seu nervosismo. - O garoto ficou bobo igualzinho a você! - Sonda continuou com o olhar fixo em Fred, que engolia em seco. - E o que tem demais ter mais dois admiradores além do Cacio? - Sonda continuou furiosa com o garoto, que agora exibia - lhe um sorriso amarelo.
- Perdoe - me, olha, eu não sou como eles! - Fred, de repente, viu - se novamente, passando as mãos pelos cabelos, como Acácio fazia.
- Ah, não é como eles? - Sonda perguntou, às gargalhadas. - Mas está com eles e na casa deles! - Sonda respondeu furiosa. - E tem outra coisa... - Sonda pigarreou. - Você sabe muito bem que eu não gosto nada, nada da sua irmãzinha e no mínimo você vai trazê - la aqui! - Sonda reclamou furiosa, observando o largo sorriso de Fred.
- Não, ali em casa, ela nem sonha em ir a bailes, porque ela vai à igreja com a minha mãe, e quem vai à igreja não vai à bailes! - Fred concluiu, e Sonda, por sua vez, continuou sorridente.
- Você que pensa! - Sonda gargalhou. - Eu conheço um monte de gente que vai à igreja e que também vai à bailes! - Sonda continuou, no mesmo tom divertido ao ver o nervoso do garoto em relação ao baile.
- Ela te provocou? - Fred perguntou ansioso, logo mudando o assunto, assim surpreendendo Sonda.
- Não, não é isso! - Sonda deu um sorriso malicioso. - Ela nem ousaria! - comentou num tom ameaçador. - É que eu descobri que ela é da sua família! - Sonda confessou, enquanto Fred olhava surpreso para ela.
- Só por isso? - Fred perguntou mais aliviado e não acreditando que Sonda não tinha gostado de Marion, só porque ela é uma Fontanni. - Não sei porque as nossas famílias se odeiam tanto! - Fred bradou ainda desanimado.
- Nem eu, sabe? - Sonda comentou e também levantou - se, pensando que o garoto já ia retirando - se e olhou em direção à cozinha, preocupada com o irmão e a empregada. - Estou curiosa para saber! - voltou - se para o garoto que não entendia o "porque" dela estar preocupada.
- Ela é quadrada, assim como os meus pais, e mamãe apenas me disse que ela veio de um amor proibido! - Fred revelou, vendo que Sonda ficou boquiaberta de tão surpresa que ficou em relação ao assunto.
- A sua mãe? - Sonda perguntou ainda escandalizada com a notícia dada pelo garoto sorridente. - Não, eu não posso pensar isso da sua mãe, não! - Sonda continuou preocupada e nem sabia o que pensar da mãe de Fred, pois não a conhecia. - Vai ver um dos Sandolli teve um caso com um dos Fontanni e daí... Daí veio a Marion!!! - Sonda concluiu o que até poderia ser a verdade, e Fred, por sua vez, só ficou observando a garota. - E por acaso ela sabe? - perguntou, ainda olhando para Fred.
- Não! - Fred bradou ainda perplexo pela conclusão da garota. - Mas que idéia mais absurda essa a sua, hein? - Fred continuou olhando perplexo para a garota.
- Absurda? - Sonda perguntou furiosa. - "Absurda" por quê, Fred? - Sonda deu uma gargalhada. - Você é um Fontanni e se diz apaixonada por mim, que sou uma Sandolli e disso, eu conclui que mais alguém de ambas as famílias se apaixonaram, oras! - concluiu feliz, e nisso, a campainha tocou, dispersando os dois, enquanto Sonda continuava sentada.
- E aí, disse tudo? - Fred saiu da cozinha com as mãos ainda lambuzadas. - Ah! - bradou sorridente, vendo que Sonda observava as suas mãos ainda lambuzadas e logo a empregada veio atender à porta. - Estou ajudando a empregada a fazer uns quitutezinhos! - concluiu lambendo as mãos, enquanto Sonda, por sua vez, observava tudo aquilo, com cara de nojo. - São bolinhos de chuva! - explicou Sandro ainda simpático e sorridente, enquanto Fred sorria.
- Não deu tempo ainda! - Fred sorriu simpático. - Mas a Marion deve saber, porque ela percebe! - bradou Fred, vendo Acácio entrar com toda a fúria do mundo, e com os olhos cheios de ódio, encima dos olhos de Fred que logo arrepiou - se.
- Ah, eu sabia que você estava aqui, Fred! - Acácio bradou furioso, criando um clima tenso na sala. - Foi por isso que eu vim aqui! - continuou furioso com Fred, que estava ali, bem em frente à sua namorada Sonda. - Por isso mesmo eu vim correndo, porque eu percebi a sua presença, somente por causa da sua bicicleta! - Acácio continuou sarcástico, enquanto Fred olhava furioso para ele. - É, sem dúvida, sem dúvida essa é mesmo a sua bicicleta! - continuou sarcástico, enquanto Sonda olhava furiosa para o namorado, querendo entender até onde ele queria chegar.
- E ao ver a minha bicicleta, você veio correndo para cá, não é, cunhado? - Fred provocou Acácio, que olhou vermelho e surpreso para ele, não entendendo até aonde ele queria chegar.
- Não, eu não sou seu cunhado! - Acácio bradou furioso. - Mas que negócio é esse, cara? - continuou no mesmo tom de fúria. - O Dudu não brigou com o Zinho porque gosta da sua irmã, mas brigou para defender a honra dele e a honra da nossa família! - Acácio continuou furioso, enquanto Fred exibia um sorriso cínico. - Agora, quem cai de amores por ela é o Zinho, esse sim! - Acácio bradou com uma ponta de ciúmes, mas sem ao menos saber ainda o que sentia por Marion. - Muito menos eu, eu também não caio de amores por ela, porque eu já namoro a minha prima! - bradou, dando um largo e falso sorriso para Sonda, que não desconfiou que ele mentia, na parte de não gostar de Marion e nem ele mesmo sabia... Nem ele mesmo sabia que amava tanto Marion, que mal podia ocultar...
- Acácio, por favor, você está em minha casa! - Sonda implorou, vendo que o garoto estava vermelho e pelo que ela deduzia, Acácio estava vermelho de raiva e não de paixão.
- Pelo que eu fiquei sabendo aí, você não gosta da Sonda, só namora com ela por obrigação, e não é por outra coisa não! - Fred bradou com um sorriso cínico, enquanto Sonda estava surpreso pela notícia que Fred estava dando.
- Como é que é? - Sonda perguntou olhando furiosa para Acácio, que engolia em seco. - Você só namora comigo por obrigação? - Sonda perguntou ainda furiosa com o primo que não tinha palavras para responder, pois era verdade, extremamente a verdade. - E por acaso você sabe mais alguma coisa, Fred? - Sonda perguntou furiosa, enquanto Fred olhava para ela com um sorriso cínico.
- Você não ouviu que eu o chamei de "cunhado"? - Fred perguntou com seu sorriso cínico, enquanto Sonda olhava furiosa para Acácio.
- O quê? - Sonda perguntou, com o choro na garganta, pronto para sair pelos olhos lacrimejantes. - Você gosta daquela desengonçada? - perguntou quase que aos prantos, enquanto Fred abria o seu sorriso cínico e Sandro, por sua vez, observava tudo aquilo, com um tremendo nervoso.
- Cara, eu acho que você já aprontou demais, hoje! - Sandro olhou nervoso para o amigo, que nem se incomodou com o que ele estava dizendo - lhe.
- Sonda, ele está querendo é que você chore, somente para ele tomar o meu lugar e te consolar! - Acácio bradou com a voz doce e despreocupado, só seu rosto que queimava de tanta vermelhidão. - Então, vamos embora, Sonda! - Acácio a puxou com toda a força do mundo, e Sonda, por sua vez, ainda ficou olhando furiosa para a cara cínica de Fred, e Sandro, que ainda estava surpreso com a notícia dada por Fred.
- Droga! - Fred bufou sentando - se chateado, sendo seguido por Sandro, que pensou que o garoto ia embora. - Estávamos indo tão bem agora! - bradou ainda chateado. - Eu juro cara, eu juro, que se ela deixasse esse cara, eu daria um quadro do John Lennon para ela! - Fred disse, ainda chateado, e Sandro observava o garoto, ainda sorridente.
- Ah, cara!!! - Sandro encarou Fred, que ainda estava chateado. - Seria como ganhar na loteria! - sorriu feliz. - Prometa isso para Sonda, que sem dúvidas nenhuma, ela deixa o Cacio num segundo! - Sandro continuou com um enorme sorriso. - Ah! - Sandro estralou os dedos, como se estivesse esquecido - se de algo e o coração de Fred acelerou - se, deixando - o nervoso, pronto para ouvir o convite da boca do amigo, já que Sonda estava negando - lhe o convite para ir ao baile. - E você não sabe da útima! - Sandro continuou sorridente, e fazendo suspense. - Sábado a noite, vai ter um bailinho aqui em casa para anunciar a inauguração da nova casa noturna do meu pai! - Sandro fez festa, todo entusiasmado. - E você vai trazer mesmo o DJ da Toco? - Sandro continuou entusiasmado, enquanto Fred dava um largo sorriso de satisfação, já sabendo que seria convidado para o baile.
- Se eu for convidado, logicamente que sim! - Fred sorriu feliz e deu uma piscadela.
- Mas é claro que você está sendo convidado! - Sandro bradou feliz e sorridente, enquanto Fred ia às nuvens. - Por quê você pensou que não seria convidado, Fred? - Sandro perguntou curioso.
- Sim, e eu estava muito chateado com isso! - Fred confessou cabisbaixo, enquanto Sandro sorria entusiasmado.
- Quem te deu essa idéia, Fred? - Sandro perguntou curioso, vendo que o amigo estava visivelmente chateado.
- A Sonda! - Fred respondeu ainda triste.
- A Sonda? - Sandro gargalhou. - Ah, mas ela não manda nada aqui! - Sandro continuou às gargalhadas. - Ela só pensa que manda e o baile não é dela, é meu! - Sandro bateu no peito.
- Ela falou que o Cacio não ia me aceitar no baile! - Fred continuou chateado.
- O quê? - Sandro continuou às gargalhadas. - Ela só pensa que pode mandar e o Cacio vai ter que te engolir, se ele quiser vir, é claro! - Sandro bradou furioso, enquanto Fred enchia - se de felicidade, pois Sandro estava dando mais preferência para ele, do que para o seu próprio primo. - A casa noturna será inaugurada breve, o meu pai comprou um terreno bem grande, do tamanho da Toco e essa casa noturna vai concorrer com a própria! - Sandro continuou feliz, enquanto Fred olhava para ele de olhos arregalados.
- E por acaso essa tal casa noturna já tem nome, Sandro? - Fred perguntou ansioso por saber.
- Sim, e sabe quem foi que escolheu? - Sandro perguntou entusiasmado.
- Quem foi que escolheu o nome? - Fred continuou ansioso.
- O papai aqui! - Sandro bradou, batendo no peito, enquanto Fred gargalhava feliz.
- E qual é o nome da futura casa noturna, Sandro? - Fred perguntou ansioso por saber o mais rápido possível.
- Black Panther! - Sandro respondeu feliz, enquanto Fred olhava para ele surpreso.
- Maravilha, cara! - Fred fez festa, feliz por ter sido um dos convidados para o baile, e ainda sem ao menos insistir, como fez com Sonda que não queria que ele fosse ao baile. - Mas você jura, cara? - Fred perguntou ansioso. - Esse nome vai pegar pacas, imagine só, todo mundo comentando! - Fred continuou ansioso. - E aí, aonde você foi? - Fred começou a imitar as pessoas na porta da escola. - Qual matinê você curte? E todo mundo respondendo num uníssino só... Black Panther! - Fred continuou ansioso, imaginando como seria na porta da escola, enquanto Sandro dava um enorme sorriso para o amigo ansioso e feliz.
- É, a galera vai curtir demais! - bradou Fred, ainda vendo a ansiedade do amigo, e os dois deram - se com as mãos, e assim comeram os deliciosos e quentíssimos bolinhos de chuva que a empregada tinha acabado de fazer, e Sandro, por sua vez, ainda ficou deliciando - se com as pernas maravilhosas da empregada e sendo seguido por Fred, que também não queria ficar para trás, para não ter fama de bicha entre os garotos da escola.

- Será que o Sandro vai acabar convidando o Fred para o baile? - Acácio perguntou, sentando - se no sofá da casa dele e sendo seguido por Sonda.
- Era por isso que eu não queria sair de lá, Cacio! - Sonda bradou chateada.
- Mas eu tinha que sair de lá, Sonda! - Acácio bradou com raiva.
- Eu sei disso, mas ele vai convidar aquele idiota e no final de tudo, ele ainda vai trazer aquela maldita daquela irmã dele! - Sonda bradou furiosa, enquanto Acácio olhava para ela furioso, e sem saber o "porque" daquilo tudo.
- Você não gostou que eu me referi àquela garota, como "maldita"? - Sonda perguntou furiosa com Acácio.
- Sonda, esqueça isso, pelo amor de Deus! - Acácio bradou ainda furioso com a garota que estava com os lábios crispados de tanta raiva que sentia do primo e namorado.
- Não, não dá para esquecer, Cacio! - Sonda bradou ainda furiosa com o primo que olhava feio para ela. - Não dá, porque até agora não está passando pela minha garganta, o fato do Fred chamá - lo de "cunhado"! - Sonda bradou furiosa.
- Você sabe muito bem que o Fred quer você e não admite o fato de estarmos namorando! - Acácio continuou furioso. - Então, ele faz de tudo para que você fique livre de mim, para poder atacar! - Acácio explicou calmo.
- Mas você sabe também que eu não gosto dele! - Sonda bradou ainda furiosa, enquanto Acácio olhava furioso para ela. - Mas só que pelo que ele deu a entender, você deve estar apaixonado por aquela Fontanni! - Sonda bradou com um tremendo ódio, enquanto Acácio olhava boquiaberto para ela.
- Eu, apaixonado por uma Fontanni? - Acácio perguntou com um sorriso maldoso e irônico.
- É, pelo que ele disse, sim! - Sonda continuou furiosa com o namorado.
- Mas isso é mentira, Sonda! - Acácio bradou ainda nervoso.
- Se é mentira eu não sei, mas eu vou verificar, Cacio! - Sonda levantou - se furiosa e retirou - se ainda magoada com o namorado e primo, que ficou olhando - a sair, sem nada dizer.
- Eu não te disse, meu filho? - Olívia aproximou - se do filho, que estava sentado no sofá, ainda triste. - Eu te avisei, que namorar a sua prima, não daria certo, mas como você é teimoso! - Olívia continuou furiosa com o filho, que nada dizia.
- Mamãe, eu e a Sonda vamos nos acertar, e a senhora verá! - Acácio bradou retirando - se e indo para o seu quarto, deixando Olívia sozinha.

- Como é, Sandro? - Sonda perguntou olhando para os lados, para certificar - se de que Fred não estava mais lá.
- Ele já se foi, Sonda! - Sandro bradou, vendo a irmã jogar - se no sofá. - O quê foi que aconteceu? - Sandro perguntou preocupado.
- Briguei com o Cacio! - Sonda bradou furiosa.
- Ah, isso não é novidade, Sonda! - Sandro bradou sorridente. - Mas qual foi o motivo dessa vez? - Sandro perguntou interessado. - Já que vocês brigam por tudo! - Sandro continuou olhando sério para a irmã que deu um sorrisinho amarelo.
- O motivo foi o Fred, dessa vez! - Sonda respondeu olhando sério para o irmão.
- O Fred, Sonda? - Sandro perguntou surpreso. - Mas por qual motivo mesmo? - Sandro perguntou ansioso por saber.
- Ele chamou o Cacio de uma coisa que eu não gostei! - Sonda bradou ainda desanimada.
- E do que foi que ele chamou o Cacio, que você não gostou, Sonda? - Sandro perguntou, já nervoso com a irmã.
- Ele chamou o Cacio de "cunhado", logo que o viu, entrando na sala! - Sonda bradou furiosa, só pelo fato dela pensar que Acácio estaria interessado em Marion.
- "Cunhado" ele chamou o Cacio de "cunhado"? - Sandro perguntou surpreso com a notícia.
- Exatamente! - Sonda bradou furiosa. - E eu não quero esse cara no baile, Sandro! - Sonda bradou ainda furiosa com o que Fred tinha chamado Acácio.
- Mas por quê você não quer o Fred no baile, Sonda? - Sandro perguntou sem ao menos entender.
- Por causa desse fato e de muitos outros, Sandro! - Sonda bradou ainda furiosa, pensando que o irmão fosse ceder.
- É, mas você não manda nada aqui, Sonda! - Sandro bradou furioso, olhando para a irmã que ainda estava surpresa pela reação do irmão.
- Como assim, "eu não mando em nada", Sandro? - Sonda perguntou escandalizada.
- Porque eu já chamei o cara, Sonda, e pelo que ele deu a entender, você não queria que ele viesse ao baile! - Sandro bradou estúpido, enquanto Sonda ainda estava furiosa com a notícia dada pelo irmão.
- E não queria mesmo, Sandro! - Sonda bradou furiosa. - Ele ficou aqui, feito um idiota, insistindo como se fosse um cachorro, desesperado pelo osso envenenado, somente para matar a fome dele! - Sonda bradou quase que aos gritos, enquanto Sandro olhava furioso para ela e assustado também com a sua atitude.
- Mas você não devia de fazer isso com o cara, Sonda! - Sandro bradou nervoso, enquanto a irmã olhava furiosa para ele. - Ele quem convidou o DJ que toca na Toco e que vai animar ao baile! - Sandro continuou protestando com a irmã que ainda estava de cara feia.
- Eu só espero que ele não venha com aquela irmãzinha maldita dele! - Sonda bufou, encarando ao irmão. - E se dependesse de mim, ele não seria convidado! - Sonda continuou furiosa. - Ele insistiu, falando desse tal DJ, no início, eu confesso a você que eu fiquei animada com o fato, mas eu resisti! - Sonda continuou nervosa com a situação.
- E se a irmãzinha dele vier, minha filha, você vai ter que engolir! - Sandro bradou, vendo Sonda retirar - se furiosa da sala, sem ao menos ter o que responder.


E quando chegou na hora do jantar, e todos apostos à mesa, Sandro cumpriu o que havia prometido para a irmã que jantava calada.
- Pai, a Sonda destratou o Fred! - Sandro começou a falar, enquanto Claudete olhava a filha, surpresa.
- O quê? - Clovis perguntou admirando - se do feito da filha que comia cabisbaixa.
- Pois é, mas só que o Sandro não explicou o "porque" de tudo! - Sonda bradou seca e furiosa.
- Por quê foi então, Sonda? - Clovis perguntou furioso.
- Porque ele não mudou ainda a identidade dele! - Sonda bradou ainda furiosa.
- E por quê você quer que ele mude a identidade, minha filha? - Claudete perguntou, atenciosa.
- Porque ele é um Fontanni, e o senhor sabe muito bem que a nossa família não suporta aquela gente! - Sonda bradou, olhando para o pai, que ficou surpreso com o sobrenome do garoto.
- O quê? - Clovis perguntou surpreso. - Quer dizer então que ele é um Fontanni? - Clovis perguntou, encarando a filha.
- Sim, papai, ele é um Fontanni! - Sonda explicou, encarando ao irmão. - Agora, ele fala de mim, mas não fala que está andando com um Fontanni e o pior de tudo é que o Dudu descobriu tudo e no mínimo o Cacio já está sabendo também! - Sonda bradou furiosa, enquanto Sandro olhava de boca aberta para ele e ainda surpreso.
- O quê? - Clovis perguntou admirado e encarando Sandro que olhou furioso para Sonda. - Você está andando com um Fontanni? - perguntou ainda perplexo.
- Somos amigos sim, papai! - Sandro explicou sem graça. - E eu acho que a pessoa não tem nada a ver com o sobrenome! - Sandro continuou chateado, porque o pai estava desaprovando a sua amizade com o garoto.
- Não tem nada a ver com o sobrenome? - Clovis explodiu furioso, enquanto Sandro olhava chateado para a irmã que dava um sorrisinho sarcástico para ele.
- Mas não devemos também maltratar as pessoas só por causa de um sobrenome, não é, Sonda? - Claudete perguntou encarando a filha, que bufava furiosa.
- Ele veio aqui perguntando se ele era aceito entre a gente, então eu perguntei para ele, se ele já tinha riscado a identidade dele! - Sonda contou furiosa, enquanto os pais olhavam furiosos para ela.
- Você também fez errado, Sonda! - Clovis bradou furioso com a filha. - Mas o Sandro vai tratar de arrumar outra amizade e deixar esse rapaz de lado, porque, quando o Acamir ficar sabendo, ele vai ficar furioso! - Clovis alertou Sandro, que baixou a cabeça triste.
- Isso se ele já não sabe! - Sonda estralou o dedo para cima. - Porque, do jeito que a Dorise é linguaruda! - gargalhou maldosa, enquanto Sandro olhava furioso para ela e os pais achavam estranho o comportamento alegre da filha.
- Bom, só espero que os dois tenham entendido o meu recado! - Clovis olhou para os dois filhos. - A Sonda não deve ficar maltratando ninguém e nem o Sandro deve ficar andando com esse garoto! - Clovis bradou, retirando - se da mesa e indo para o seu quarto, sendo seguido por Claudete, enquanto Sandro viu - se sozinho com a irmã e levantou - se furioso, indo também para o seu quarto, deixando Sonda ali, sozinha.

O grande dia chegou e o baile mais comentado da escola, iria acontecer, todos estavam entusiasmado com o baile e até Marion iria!!!
E na festa, já tinha vários convites grátis que Sandro tinha mandado confeccionar, para a inauguração da mais nova casa noturna que iria competir com a Toco!
E os comentários foram geral, todos da escola comentando sobre isso e muita gente foi à festa, pois Sandro e Fred trataram de pregar inúmeros cartazes para o baile na casa do Sandro.
- Nossa!!! - Sandro olhou feliz para Fred, todo animado. - Eu pensei que ninguém ia dar valor ao baile! - Sandro continuou admirado por ver bastante gente em frente à sua casa.
No porão funcionava a discoteca, com jogos de luzes, e tudo que tinha direito numa casa noturna.
E os pais de Sonda estavam animados com o baile e felizes, por fazer seus filhos também felizes!
- Sonda, e o seu namorado? - Nina perguntou, aproximando - se da amiga, que a olhou furiosa.
- Por quê você não procura um namorado só para você, Nina? - Sonda perguntou furiosa, enquanto Nina a olhava sorridente.
- Eu não vou querer o seu namorado, Sonda, eu apenas estou querendo conhecê - lo, apenas para constatar, que vocês dois fazem um belo casal! - Nina continuou sorridente.
- Eu acho bom você sair da minha cola, Nina, porque ele vem chegando aí, e eu não quero estragar a festa do meu irmão! - Sonda ameaçou a garota, que olhou chateada para ela e retirou - se.
A festa estava lotada e Sonda nem sabia quem estava lá ou não, pois não conhecia muita gente que estava lá dentro.
- Eu acho que o Fred já está aí! - Eleomara apareceu ansiosa e feliz.
- O Fred? - Sonda perguntou furiosa.
- É! - concordou Eleomara. - E pelo visto ele está acompanhado, Sonda! - Eleomara bradou furiosa.
- Acompanhado? - Sonda perguntou furiosa. - Acompanhado de quem? - Sonda continuou insistente.
- Da irmãzinha dele, Sonda! - Eleomara bradou furiosa.
- O quê? - Sonda perguntou furiosa. - Ah, não, eu não queria estragar a festa do meu irmão, mas pelo visto eu vou ser obrigada a fazê - lo! - Sonda bradou desanimada, enquanto Eleomara a segurava pelo braço.
- Não, pelo amor de Deus, Sonda! - Eleomara pediu calma. - Deixa a garota aí, ela é inofensiva, pelo jeito! - Eleomara a aconselhou, enquanto Sonda bufava de tão nervosa que tinha ficado.
- Inofensiva? - Sonda perguntou furiosa. - Ela é uma Fontanni e está pronta para destruir a vida dos outros! - Sonda continuou furiosa, enquanto a outra garota olhava surpresa para ela. - O Fred chamou o Cacio de "cunhado", dando a entender que ele gosta daquela maldita! - Sonda bradou furiosa e com um tremendo rancor, enquanto Eleomara olhava surpresa para ele.
- O quê, Sonda? - Eleomara perguntou preocupada. - Mas isso deve ser intriga do Fred! - Eleomara bradou, olhando para a cara da amiga, que estava muito furiosa com aquilo tudo.
- Eu não acho, Eleomara! - Sonda bradou furiosa com a garota, que olhava surpresa para ela. - Para mim, o Cácio está querendo aquela coisa esquisita! - Sonda continuou duvidosa.
- Você sabe muito bem que o Fred quer namorar você e que ele faz de tudo para que você e o Cacio desistam! - Eleomara concluiu, enquanto Sonda avistava Marion ao lado de Fred, que nem sequer olhava para ela.
- Você está vendo a roupa daquela maldita? - Sonda perguntou às gargalhadas.
- É! - Eleomara concordou, olhando para Marion. - Ela precisa mesmo é de um banho de loja! - gargalhou junto com Sonda. - E você acha que o Cacio vai se interessar por aquele tipo? - Eleomara perguntou, encarando Sonda, que só ficou olhando Marion que não a via, pois tinha muita gente no baile.

Acácio, por sua vez, procurava a prima com os olhos, e no lugar dela, via Marion ali, parada, observando toda aquela multidão.
- Você viu quem está aí, Cacio? - Dudu perguntou aproximando - se do irmão que levou um violento susto.
- Mas é claro que eu vi! - Acácio olhou sorridente para o irmão.
- E pelo visto você ficou muito feliz e satisfeito por vê - la, não é? - Dudu provocou, vendo a cara feia do irmão. - O Fred está todo entusiasmado, veio com o DJ que toca na Toco! - Dudu olhou sério para o irmão que nada respondeu, pois só tinha olhos para Marion.
- Se você continuar assim, olhando diretamente para Marion, a Sonda pode perceber, cara! - Dudu alertou o irmão, que olhou furioso para ele.
- E quem está olhando diretamente para a Marion? - Acácio perguntou furioso. - A Sonda já brigou comigo por causa disso, Dudu! - Acácio olhou furioso para o irmão. - Não faça com que isso aconteça novamente, por favor! - Acácio alertou Dudu, que olhava para ele com um enorme sorriso sarcástico nos lábios.
- Uma hora todo mundo vai descobrir, Cacio, não adianta! - Dudu sorriu feliz.
- O Fred já descobriu! - Acácio bradou assustado.
- Ah, então você admite que gosta da Marion? - Dudu perguntou, observando a cara feia do irmão.
- Não, eu não admito nada, cara! - Acácio continuou furioso com o irmão. - E páre de me provocar, por favor! - Acácio bradou furioso, retirando - se e deixando Dudu plantado.
- Mas cara, você não me contou o que foi que ele te falou! - Dudu correu atrás do irmão que estava dando as costas para ele.
- Ele apenas me chamou de "cunhado". - Acácio bradou sorridente, avistando Marion, que também o viu e ficou observando - o.
- O quê? - Dudu perguntou de olhos arregalados. - E foi por isso que a Sonda brigou com você, cara? - Dudu perguntou sorridente.
- Exatamente! - Acácio concordou por fim, enquanto Acácio e Marion olhavam - se surpresos. - Eu não sei como o Sandro convidou o Fred? - Acácio perguntou furioso.
- Se ele não tivesse vindo, você logicamente, não estaria vendo a Marion, agora! - Dudu provocou Acácio que nem sequer olhou - o, apenas se mandou, sem ao menos olhar para trás.

- E o quê você está achando, cara? - Fred aproximou - se todo feliz e ansioso.
- Eu estou achando ótimo! - Sandro bradou feliz, enquanto Fred exibia seu sorriso falso e largo. - Eu tenho que falar para o meu pai contratar esse DJ, pelo menos para as matinês! - Sandro continuou entusiasmado.
- Mas será que ele vai, cara? - Fred perguntou curioso.
- Não sei! - Sandro deu de ombros. - Então, pelo menos, se ele tiver algum amigo ou conhecido, aí fica mais fácil! - Sandro bradou ainda satisfeito.
- Não falei que ele é bom, cara? - Fred perguntou entusiasmado.
- Realmente ele é! - Sandro bradou animado, enquanto Fred sorria feliz.

- Olha lá o meu irmão com o amigão do peito! - Sonda apontou, mostrando - lhe para Eleomara, que sorriu feliz.
- Até parece que esse cara aí não pertence aos Fontanni! - Eleomara bradou sorridente.
- É verdade! - Sonda bradou desanimada.

- Nossa, olha quem vem vindo aí, Sandro! - Fred bradou, ao ver Bunnie toda feliz e sorridente, em sua saia curtíssima. - A garota mais gata da escola! - Fred suspirou feliz e ao ver Bunnie, Sonda soltou um suspiro de fúria, e Eleomara percebeu.
- Você não gosta da Bunnie, por quê ela está cumprimentando o Fred, ou por quê ela é a mais galinha da escola? - Eleomara provocou.
- Eu não tenho nada a ver com o Fred! - Sonda respondeu estúpida. - Eu não gosto dela, porque ela é a mais galinha da escola! - Sonda bufou furiosa. - Ela se sente a mais bela! - Sonda continuou com muito rancor.
- Ela é a mais bela, ela não se sente! - Eleomara olhou para Sonda, que ficou mais furiosa ainda pela sua resposta.
- O Sandro está caidinho por ela, olha só! - Sonda observou o irmão olhando para Bunnie, como se fosse um delicioso doce.
- Verdade! - Eleomara gargalhou. - Mas não é só o Sandro! - apontou para todos os garotos que olhavam para as belas pernas da garota.
- Mas ela se veste desse jeito, como se fosse uma puta, e os caras ficam loucos mesmo! - Sonda bradou furiosa.
- Se quisermos chamar a atenção, Sonda, temos que fazer como ela! - Eleomara olhou surpresa para Sonda, que crispou os lábios de raiva da conversa da garota.
- Nem você e nem eu, precisamos, Eleomara! - Sonda replicou ríspida.
- Mas por quê nós não precisamos? - Eleomara perguntou asssustada.
- Porque nós já temos namorado, oras! - Sonda deu de ombros, enquanto Eleomara olhava sorridente para ela.
- Ninguém vem falar com a Marion! - Sonda ficou observando a garota, ali, sozinha, na festa.
- Realmente, como ela está vestida, ninguém vai ter pena dela mesmo! - Eleomara bradou, sob as gargalhadas de ambas.
- E o Zinho? - Sonda perguntou, depois de rirem muito da cara da garota.
- O Zinho não deve ter visto a Marion, deve estar girando por aí! - Eleomara bradou, avistando Zinho aproximando - se de Marion.
- Pronto, está tudo resolvido! - Sonda bradou feliz, e apontando o garoto que aproximava - se de Marion.
- O quê você está fazendo aqui, Marion? - Zinho aproximou - se todo feliz e sorridente.
- Nada! - Marion olhou surpresa para ele. - Eu vim aqui porque a minha mãe obrigou! - Marion bradou chateada. - Mas eu preferia estar em minha casa dormindo! - Marion continuou chateada, enquanto Zinho olhava para a cara dela surpreso.
- O quê é isso, Marion? - Zinho perguntou sorridente. - Todo mundo só veio aqui para conseguir o convite para a inauguração do tal Black Panther e você também vai conseguir um convite de graça! - Fred anunciou, enquanto Marion olhava surpresa para ele, sem ao menos entender do que se tratava.
- Black Panther? - Marion perguntou, encarando - o, ainda surpresa.
- A discoteca do pai do Sandro, oras! - Zinho deu de ombros. - Vai concorrer com a Toco, sabe? - Zinho perguntou ansioso. - E todo mundo quer ir para conhecer e se for boa tanto quanto a Toco, logicamente, todo mundo vai querer ir! - Zinho bradou animado.
- Eu sei lá quem é Toco! - Marion bradou furiosa. - Eu só sei do meu travesseiro! - Marion bradou desanimada.
- Travesseiro? - Zinho perguntou às gargalhadas, vendo que a garota não tinha gostado nada, nada, da sua reação. - Que travesseiro que nada, Marion! - continuou às gargalhadas. - Aqui ninguém quer saber de travesseiro não! - Zinho recompôs - se.
- Mas eu quero! - Marion bradou ainda furiosa.
- E você agora vai ficar culpando ao seu irmão, Marion? - Zinho perguntou feliz. - Vamos dançar? - perguntou ansioso.
- Dançar? - Marion perguntou surpresa. - Mas eu não sei nem me mexer direito, quanto fará dançar! - Marion bradou escandalizada com o convite do garoto sorridente.

Acácio, por sua vez, ao ver Zinho conversando com Marion, começou a sentir uma tremenda raiva do garoto e não sabia ao certo o "porque" dele estar sentindo aquilo tudo, mas segurou - se para não brigar com Zinho, pois o que ele estava sentindo era muito sério!
E Sonda, por sua vez, percebeu que Acácio estava olhando para Marion e ficou furiosa com aquela maldita cena, Acácio contemplando Marion ali, parada e sentiu vontade de acabar com tudo aquilo.
- Sonda, o quê você vai fazer? - Eleomara perguntou, indo atrás da amiga, que saiu de repente de perto dela.
- Eu não vou fazer escândalo nenhum, Eleomara! - Sonda parou e olhou furiosa para a amiga. - Eu só vou lá distrair o Cacio, porque ele está olhando para aquela lambisgóia! - Sonda bradou ainda furiosa, enquanto Eleomara a olhava surpresa.
- Acácio, eu estava te procurando! - Sonda aproximou - se furiosa do namorado, que olhou surpreso para ela.
- Eu também estava te procurado, Sonda! - Acácio bradou ansioso.
- Mentira! - Sonda bradou furiosa. - Você não estava me procurando! - Sonda o encarou furiosa. - Você está aí, com os olhos fixos na Marion! - Sonda continuou no mesmo tom de fúria.
- Eu, olhando para a Marion? - Acácio perguntou tentando disfarçar, enquanto Sonda olhava furiosa para ele.
- Exatamente, eu percebi, de onde eu estava! - Sonda continuou furiosa. - E se eu percebi, acredito que muita gente também deve ter percebido! - Sonda continuou no mesmo tom de fúria.
- Sonda, eu acho que você está equivocada! - Acácio bradou, olhando para a cara da namorada, que crispou os lábios de raiva do namorado.
- O quê? - Sonda perguntou totalmente assustada. - Eu, equivocada? - gargalhou furiosa. - O Fred tinha razão em te chamar de "cunhado"! - Sonda olhou com fúria para o namorado que até assustou - se, tamanha a fúria dela.
- O Fred não tinha razão de nada, ele simplesmente quer nos separar, por isso que ele inventa essas coisas! - Acácio continuou furioso com Sonda, que continuava bufando de raiva. - E se você está assim, é porque você não confia em si mesma! - Acácio bradou, vendo que Sonda retirva - se furiosa, seguida por Eleomara.
- O quê está acontecendo? - Dudu perguntou, aproximando - se do irmão, que ainda estava passando as mãos pelos cabelos em sinal de fúria.
- A Sonda discutiu comigo novamente e dessa vez por um motivo banal! - Acácio bradou ainda chateado, enquanto Dudu olhava incrédulo para ele.
- Todas as vezes você diz que o motivo é banal e no entanto, eu nunca acho que são motivos banais! - Dudu olhou sério para o seu irmão. - E sempre é ela quem discute, nunca é você! - continuou sorridente, enquanto Acácio bufava de raiva do irmão.
- Ora, cale - se seu idiota! - Acácio bradou furioso. - Você não sabe de nada, cara! - Acácio continuou furioso com o irmão, que nada disse, apenas retirou - se, deixando - o ali, sozinho, absorto em seus pensamentos.
- O quê está acontecendo aqui? - Sandro perguntou, aproximando - se e olhando para onde seu primo estava olhando.
- Nada não, cara! - Acácio bradou, ainda olhando para Marion. - A sua irmãzinha discutiu comigo novamente! - Acácio continuou falando e nem estava importando - se com o primo, que ainda estava ali olhando para ele.
- Por acaso você quer deixar a minha irmã? - Sandro perguntou furioso.
- Não é bem assim, cara! - Acácio bradou encarando - o. - E por quê você está perguntando isso para mim? - Acácio perguntou nervoso.
- Porque eu estou vendo que você está olhando muito para a Marion! - Sandro continuou furioso. - E bem que o Fred tinha razão em te chamar de "cunhado"! - continuou furioso com o garoto que olhou - o boquiaberto.
- Imagine se eu vou me interessar por uma garota dessas, cara! - Acácio bradou, fingindo despreso, enquanto Sandro dava um sorriso maroto.
- Eu não acredito, cara! - Sandro gargalhou. - Você está negando tudo! - continuou às gargalhadas, enquanto Acácio olhava incrédulo para ele. - Mas não fique preocupado, porque, se você deixar a minha irmã, eu tenho para ela dois pretendentes! - Sandro bradou, bem baixinho, e Acácio por sua vez, assustou - se com a idéia do primo.
- Como é que é, Sandro? - Acácio perguntou assustado.
- Exatamente, foi isso mesmo que você ouviu! - Sandro olhou sério para o primo que não estava acreditando no que tinha ouvido.
- E quem são esses caras? - Acácio perguntou nervoso.
- Ah, eu acho que não interessa para você! - Sandro continuou sorridente.
- Você tem certeza? - Acácio perguntou ainda furioso.
- Sim, porque você já está interessado em outra garota e não tem como você ficar perguntando da minha irmã, com esse ciúme todo, cara! - Sandro olhou bem para o primo que estava furioso com ele. - Mas já que você é meu primo e para também não estragar toda a minha noite, que já está estragada, eu vou te contar! - Sandro fez suspense, enquanto Acácio olhava furioso para ele. - Um deles não vale nem o que come! - Sandro gargalhou e Acácio, por sua vez, começou a rir também.
- Já até sei quem é! - Acácio bradou ansioso. - E você apóia aquele cara, Sandro? - Acácio perguntou ainda ansioso.
- Não, eu não apoio o Fred, mas apoio o Herbert! - Sandro sorriu feliz.
- O quê? - Acácio perguntou furioso. - Aquele carinha que quase beijou a Sonda na minha frente? - Acácio perguntou ainda furioso.
- Exatamente! - Sandro olhou sério para ele. - Mas você mesmo ofereceu a Sonda para ele, cara! - Sandro olhou sério para o primo que engoliu em seco. - Eu não quero mais ficar aqui, porque você já estragou a minha noite! - Fred retirou - se deixando Acácio sozinho e furioso, ainda em seus pensamentos.
- Desculpe - me por ter estragado a sua noite, Sandro! - Acácio desculpou - se com o primo, sem ter sido ouvido pelo mesmo.
E enfim, o baile acabou e todos voltaram ansiosos e felizes para suas casas, com os convites na mão, inclusive Marion que voltou chateada por ter perdido sua noite de sono!
E os comentários sobre o baile na casa do Sandro aconteceram por mais de uma semana, tanto na escola como na rua!

E as férias, tão sonhadas férias, chegaram!
Para a alegria de alguns e tristeza de outros...
E só ficou triste para Acácio que ainda não entendia o "porque" daquela tristeza profunda e para Marion, que sabia o "porque" dela estar sentindo aquela tremenda tristeza profunda.
Para Marion, a escola era tudo!
Porque lá ela podia ver o seu grande amor, somente assim... Somente assim, ela poderia vê - lo!
E por outro lado, para Acácio também ficou difícil as férias, pois teria que ficar em casa, triste e fechado, só sairia um pouco para brincar e para namorar a prima, que já estava de saco cheio de namorá - la, pois fazia dias que não se falavam, desde o baile na casa do Sandro.
Ele teria também que suportar as brigas com os irmãos, as brigas dos pais, e além do mais presenciar tudo calado! E os pais brigavam mas nunca falavam o "porque" das brigas, somente brigavam no quarto e ninguém jamais podia entender aquelas discussões medonhas entre os dois.
- Pois é, Sandro, os meus pais vão para o Sul e eu não estou com nenhum pouco de vontade de ir! - Herbert bradou, encontrando o amigo na rua.
- Não está com vontade de ir, então não vá, cara! - Sandro bradou sorridente, enquanto Herbert o encarava sorridente.
- Para você é fácil falar, cara! - Herbert bradou ainda desanimado. - A sua família é bem diferente da minha! - Herbert continuou desanimado, enquanto Sandro olhava surpreso para ele. - Eles deixam vocês fazerem tudo o quê vocês querem! - Herbert bradou, com um pouco de inveja, enquanto Sandro olhava surpreso para ele.
- Tem muita gente com essa idéia ainda! - Sandro continuou admirado. - Olha só, Herbert, tem gente que se caga de inveja de mim e da minha irmã somente por causa disso! - continuou sorridente, enquanto Herbert não estava acreditando no que estava ouvindo do amigo.
- E por falar em sua família! - Herbert deu um sorrisinho. - E a sua irmã? - Herbert perguntou ansioso.
- Ela e o Cacio não estão se falando desde aquela noite no baile da minha casa! - Sandro bradou sorridente, enquanto Herbert olhava surpreso para ele.
- Sério, cara? - Herbert perguntou ansioso.
- O Cacio está interessado em outra garota, pelo que eu entendi! - Sandro bradou desanimado, enquanto Herbert olhava feliz para ele. - E quando a barra estiver limpa para você, pode deixar que eu te aviso, cara! - Sandro bradou feliz, enquanto Herbert olhava para ele ainda ansioso e louco para que esse dia chegasse logo. - Só que o Fred também está interessado nela! - Sandro comentou, vendo que Herbert havia ficado chateado com a idéia de ter um outro carinha interessado na irmã do novo amigo dele.
- O Fred? - Herbert perguntou surpreso. - Mas eu pensei que ele gostasse de garotas mais velhas! - Herbert bradou desanimado. - Eu até pensei que ele estivesse interessado na Bunnie! - Herbert continuou desanimado.
- Não fique preocupado não, porque existem muitas coisas contra o Fred! - Sandro bradou, tentando animar ao garoto.
- E quais são essas coisas, cara? - Herbert perguntou cabisbaixo. - Se o Fred adora tirar vantagens encima de tudo e de todos! - continuou no mesmo tom triste.
- Mas eu tenho algumas armas contra ele, que vão acabar ajudando a você! - Sandro continuou esperançoso, pois ele não queria o Fred como cunhado, não ousaria, jamais ousaria fazer esse tipo de coisa, com os membros de sua família. - Apesar dele só pensar na minha irmã, desde o primeiro dia em que ele a viu, igualzinho a você! - sorriu feliz. - Ah, quisera eu, ter um monte de garotas aos meus pés! - Sandro suspirou, enquanto o garoto ria do amigo.
- Mas você tem! - Herbert sorriu.
- Quem? - Sandro perguntou sorridente.
- As empregadas, oras! - Herbert sorriu, ao passo que Sandro crispou os lábios de raiva.
- Elas não estão aos meus pés, cara! - Sandro bradou desanimado. - Sou eu quem forço, oras! - deu de ombros. - Porque essas garotas já estão fáceis! - gargalhou. - Depois os meus pais descobrem e manda todas elas embora para o meu desgosto e a minha desilusão! - Sandro reclamou ainda chateado. - E a minha mãe até chegou a falar que tem até medo dela estar na cozinha e eu pensar que ela é uma das empregadas e atacá - la! - Sandro gargalhou benzendo - se, enquanto Herbert o acompanhava também nas gargalhadas.

Depois das tão sonhadas férias para a maioria e do pesadelo de ter que ficar em casa, para Acácio e Marion, a volta às aulas aconteceu...
- As férias para mim, foram maravilhosas! - Sonda suspirou ansiosa, olhando para Nina e Marion, por sua vez, ficou observando as duas garotas conversarem, sem que elas mesmas percebessem.
- E o quê você fez em suas férias maravilhosas? - Nina perguntou curiosa.
- Meus pais foram para Alagoas, fazer um turismo por lá, e os pais de Acácio foram para Portugal, pena que deixaram adultos para nos olhar! - Sonda baixou a cabeça triste. - Senão, ia ter baile todas as noites! - Sonda gargalhou, vendo que Nina cresceu os olhos, surpresa.
E do seu lugar, Marion começou a imaginar o que Sonda, Sandro e Acácio e a nova empregada, podiam fazer se não tivessem adultos para olhá - los nas malditas férias!
- E o que fizeram com a outra empregada, Sonda? - Rafaela perguntou curiosa, vendo que Sonda a olhava feio, pois não tinha gostado da sua pergunta indiscreta.
- Não sei! - Sonda deu de ombros toda sorridente. - O meu pai deve ter visto que o Sandro estava querendo beijá - la e que ela estava até que gostando, sabe? - Sonda continuou sorridente, contando tudo para Nina, ignorando assim, a pobre coitada da Rafaela. - E eu acho que ele a despediu! - sorriu, enquanto as demais ficaram olhando para a cara dela, com bastante atenção.
- Sério? - Nina perguntou ansiosa, imaginando ser aquela empregada para ganhar um suposto beijo do irmão de Sonda. - E quando é que a discoteca será inaugurada, Sonda? - Nina continuou ansiosa.
- Não sei ainda! - Sonda deu de ombros. - O Sandro mandou fazer os convites, mas acabou esquecendo - se da suposta data de inauguração! - Mas eu acho que vai ter um outro bailinho lá em casa, e nesse baile, quem sabe a data esteja nos novos convites! - Sonda bradou desanimada. - Até que estava tudo pronto, mas só que o meu pai mandou cancelar todos os convites, porque nem ele sabe o que está acontecendo! - Sonda continuou desanimada, enquanto as demais olhavam atônitas para ela. - Todas as vezes, que marcamos a inauguração, nunca dá certo, devido ao que falta e discoteca gasta muito dinheiro! - Sonda reclamou ainda desanimada. - Mas eu posso traduzir essa pergunta em: "Quando é que eu vou conhecer o Cacio?" - Sonda imitou a garota, que por sua vez, ficou sem graça e até bufou de raiva, enquanto as demais riam da cara dela, inclusive Rafaela.

Finalzinho de agosto e o sinal bateu para o intervalo, e todos assim saíram, todos em fila, devido ao respeito que tinham pela diretoria e pelos amigos também.
- E na próxima aula, prova de matemática! - Dudu bradou ao sair da sala.
E o pessoal da quinta série A e da sexta série B, fariam um amistoso de vôlei, quando o sinal do intervalo tocou e todos das duas salas que fariam o amistoso, saíram ansiosos e com as roupas de educação física nas mãos, uns já estavam trocados, e prontos para o tal amistoso.
- E por quê você está triste, Herbert? - perguntou Sandro, ao terminarem o jogo, cujo qual eles perderam.
- Os meus pais estão me obrigando ir para Joinvile, novamente! - comentou Herbert chateado, enquanto Sandro olhava triste para ele.
- Ah, mas ainda está longe, amigo! - Sandro tentou consolar o garoto para que ele ficasse calmo. - Não esquenta! - Sandro bateu nas costas do colega que ainda sorriu, não muito convencido.
- Mas eu já tenho que pensar nisso, sabe? - Herbert continuou chateado com a situação. - Toda hora eles falam! - reclamou ainda chateado.
- Comigo não tem nada disso não, de pai e mãe ficar obrigando e falando direto, se eu não quero ir, eles sempre arrumam adultos para ficarem com a gente! - Sandro sorriu e Herbert, por sua vez, sentiu vontade de pertencer à família de Sandro, que era bastante liberal com ele. - Seja a minha avó, a minha tia, sei lá! - deu de ombros, enquanto Herbert olhava atento para ele. - Quem puder! - Sandro continuou sorridente.
- Mas só que vocês tem gente aqui e nós não! - Herbert comentou totalmente desanimado com a situação que estava ocorrendo com ele.
- Cara... Fica com a gente e pronto! - bradou Sandro feliz e o garoto deu um meio sorriso, ainda chateado, porque sabia que os pais não o deixariam ficar em casa, e Herbert, por sua vez, achou legal e tentadora a idéia, e se seus pais deixassem, com certeza ele ficaria mesmo...

- Aí, Fantasminha! - Dudu bradou, ao ver Marion entrando em sua sala e Zinho, por sua vez, passou por ele, ainda olhando feio e Dudu, por sua vez, sorriu e baixou a cabeça sem graça.
- Cala a boca, Gasparzinho! - Marion bradou parando e encarando - o.
- Qual é a sua, hein, mina? - Dudu bradou bem alto, querendo se aparecer, enquanto Zinho, continuava ali, parado, encarando - o. - Quem é você para me mandar calar a boca, e me chamar de Gasparzinho? - Dudu continuou furioso com Marion e ignorando Zinho totalmente. - Nem a minha mãe que é a minha mãe, me manda calar a boca! - bradou retirando - se para Zinho não aprontar encrenca com ele.
- E quem mandou você chamá - la de Gasparzinho? - Zinho segurou no braço do garoto que voltou - se surpreso. - Nem eu que sou eu, a chamo assim! - bradou Zinho, em defesa de Marion, ao passo que Dudu dava - lhe um sorriso sarcástico.
- Ih, briga!!! - Herbert bradou vendo tudo de longe, enquanto Sandro olhava surpreso para ele. - e todos os que escutaram juntaram - se novamente perto dos dois garotos, prontos para ver o pau, um falando para o outro que era briga, e logo todos estavam próximos a Dudu e Zinho, que continuavam estranhando - se, próximos às salas das quarta séries que eram retiradas do prédio principal da escola.
- Olha quem fala! - Dudu deu de ombros, ainda com seu sorriso sarcástico. - O derrotado defensor da Fantasminha! - bradou Dudu, cheio de poder, já sabendo que era o poderoso do momento, enquanto Zinho olhava furioso para ele e pronto para atacá - lo novamente, mesmo que fosse para perder ou ganhar. - e o poder de Dudu era tanto, que nenhum dos garotos da escola, não ousavam nem olhar para ele e nem tão pouco esbarravam nele, esticavam - se ao passar por ele, tamanho medo que tinham de apanhar, assim como Zinho apanhou.
- Não, por favor, não briguem! - Marion implorou entrando no meio dos dois garotos, que olhavam - se feito dois cachorros loucos.
- O quê está acontecendo? - Acácio aproximou - se de Sandro, que estava atento à discussão entre os dois garotos.
- Não sei, cara! - Sandro continuou erguendo -se para tentar ver quem era que estava discutindo, pois de onde ele estava, não dava para ver. - Só pode ser briga! - sorriu, puxando Acácio e levando - o até a frente, sendo seguido por Herbert que estava ali parado, com ele, todos acotuvelavam - se a fim de ver a suposta briga que estava ocorrendo e foi bem difícil para Sandro chegar até onde ele queria chegar.

- Olha aqui, cara! - Dudu bradou nervoso, apontando o dedo na cara de Zinho, que não fez sinal de medo. - Eu vou te meter um murro nessa sua cara lisa! - Dudu continuou apontando o dedo para Zinho e na maior fúria do mundo, enquanto Marion ainda estava no meio dos dois, olhando - os atônita.
- E quem é que está brigando? - Acácio perguntou passando pela multidão, e já com medo de que fosse o irmão novamente. - Dá uma licença? - Acácio perguntava, acotovelando - se junto com os demais, louco para descobrir quem era que estava brigando e preocupado com o irmão que podia estar metido novamente em brigas com o Zinho, por causa de Marion. - Dudu? - Acácio bradou furioso, ao avistar o irmão ali, novamente, no meio de uma discussão e pronto para transformar aquilo tudo em uma tremenda briga, oferecendo - lhe um enorme sorriso sarcástico, e Zinho, por sua vez, nem respeitou Marion, que estava ali, servindo - se de escudo, e foi logo encima de Dudu, mas Sandro salvou o primo a tempo, agarrando Zinho pelo pescoço, ao passo que Acácio, também segurava Dudu pela cintura, que debatia - se feito um louco.
- Venha, degraçado! - Dudu bradou arregaçando as mangas, com todo o poder do mundo. - Venha apanhar novamente! - bradou ofegante. - E se você ousar a relar esses seus dedos sujos encima de mim, você vai ter o troco! - Dudu continuou furioso e de olhos arregalados. - Só que pior do que aquele que você teve no meio da rua, está sacando, meu irmão? - Dudu continuou furioso com o garoto que debatia - se também e com um enorme sorriso sarcástico nos lábios e não demonstrando medo, pois tinha que manter a sua postura.
- Ih, qual é que é, meu! - Zinho bradou furioso. - Você só está falando isso porque está acompanhado pelo seu irmãozinho que vai correndo em sua defesa! - continuou furioso, e dando aquele sorriso sarcástico, ao passo que Dudu, já estava transtornado e mais furioso ainda.
- Saia daí, sua minhoca estragada! - Sonda bradou ao ver Marion ali, no meio dos dois garotos, servindo ainda de escudo. - Quanto você quer apostar que a discussão entre eles, está sendo novamente por causa dessa minhoca estragada? - Sonda perguntou, encarando Nina e viram Fred distribuindo os papeizinhos de apostas e recolhendo a grana.
E Marion, por sua vez, nem quis discutir com Sonda, pois sabia que perderia mesmo, então, nem importou - se com o que a garota estava dizendo sobre ela.
- O quê? - Dudu continuou furioso. - Você que pensa, cara! - deu de ombros. - Eu não tenho medo de você, não fui eu que apanhou naquela última briga! - Dudu gargalhou, tentando soltar - se, mas Acácio, por sua vez, usou de mais força para poder conter o irmão brigão.
- Olha aqui, seu desgraçado! - Zinho bradou debatendo - se e entre os dentes. - Quem vence uma vez, não pode vencer outra! - continuou debatendo - se, enquanto Dudu ria da cara dele.
- É o que veremos, cara! - garantiu Dudu, tentando soltar - se de seu irmão, e ir até Zinho com o intuito de quebrar a cara dele, e acabou soltando - se, mas não, para bater em Zinho, mas sim, para ir para a sua sala e Acácio, assim como a maioria dos presentes, ficaram surpresos com a atitude de Dudu, até mesmo Zinho!
E Marion, por sua vez, ainda ali, tentando servir de escudo, pois se Dudu tivesse uma idéia contrária, logicamente, ela tentaria ser um escudo.
E os colegas de Dudu, por sua vez, ficaram na porta da sala, para detê - lo, caso ele mudasse de idéia!
E Dudu, por sua vez, tentando desvencilhar - se dos colegas para ir novamente brigar com Zinho, só que a corrente que eles faziam era mais forte, pois até os garotos de outra sala estavam ajudando para que Dudu não brigasse novamente.
- É melhor vocês todos saírem daí, porque eu não estou a fins de brigar hoje! - Dudu aconselhou os garotos que continuavam firmes ali. - Eu não quero mais quebrar a cara de um cara, que não tem vergonha na cara! - Dudu continuou nervoso e conseguiu sair da sala, mas todos ficaram atrás dele, inclusive Acácio, com medo dele voltar novamente a discussão com Zinho.
- Você está com medo de apanhar, cara? - Zinho insultou, vendo Dudu passar bem na sua frente, calmo e sorrateiro, enquanto Sandro continuava segurando - o. - Você está com medo de me enfrentar novamente, e eu recobrar as minhas forças! - Zinho continuou insultando ao garoto, que nem olhava para a sua cara e Sandro, por sua vez, ficou olhando feio para o garoto brigão, enquanto todos dispersaram - se, comentando sobre a suposta briga e Fred, por sua vez, olhava feliz para os dois garotos, com o bolso cheio de dinheiro.
E Dudu, por sua vez, continuou andando, sem ao menos olhar para trás, entrou em sua sala, ainda vermelho de raiva, e todos olhavam atenciosos para ele e comentavam da situação pela qual ele se encontrava.
- Eu vou atrás dele! - bradou Zinho, vendo que não tinha ninguém mais ali.
- E você não se atreva! - Sandro olhou feio para o garoto, que deu um sorriso sarcástico para ele. E Zinho, por sua vez, encarou Sandro sabendo que não podia com ele, e com a maior raiva do mundo, enquanto esse o segurava pelo braço, ainda com medo de acontecer outra briga entre ele e o primo.
Sendo solto, Zinho é deixado pelo Sandro que ainda olhou furioso para ele, enquanto Marion ficou ali, com ele, fielmente e Zinho, por sua vez, ainda ofegante, sorriu para ela.

- E você sabe qual é o motivo da briga, primo? - Acácio perguntou ansioso.
- O mesmo motivo, cara! - Sandro bradou sorridente, enquanto Acácio olhava surpreso para ele.
- O quê? - Acácio perguntou surpreso. - Eu não acredito! - continuou surpreso. - Por causa da Marion? - fez careta e olhou para Sandro, que sorria sarcástico para ele, já percebendo o comportamento do primo, ao falar da garota. - Eu vou contar tudo para a minha mãe novamente e ela vai dar uma grande lição nele! - Acácio continuou nervoso e sempre sendo observado pelo primo, que nada disse para não arrumar mais confusão ainda, pois sabia que Acácio negaria tudo.

- Nossa!!! - Nina admirou - se. - O Dudu saiu fora!!! - Nina bradou ansiosa. - Você viu? - perguntou, olhando ansiosa para Eleomara que nada respondeu, apenas ficou olhando para a cara dela.
- Se ele saiu fora, é porque ele está de saco cheio de brigar pelo mesmo motivo! - bradou Eleomara, olhando feio para Marion, que nada respondeu.
- E esse motivo é bem fútil! - Sonda bradou furiosa.
E Marion, por sua vez, fez de conta que era um vento ruim que passava por ela, pois nada respondeu...

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