Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Revanche...

No dia seguinte, Sonda foi nervosa para a escola, pronta para descontar nas duas peruas que estavam atrás do seu namorado e se desse... Se desse, com certeza, ela também acabaria com a Marion e a única que conquistou o coração de seu namorado Acácio e era o que ela mais detestava, não estar no coração do seu namorado, com toda a plenitude do mundo...
Sonda ficou olhando de um lado a outro, em busca das suas três poderosas rivais e duas delas ainda dava para ela vencer, pois eram elas que estavam atrás do seu namorado, fazendo gracinhas para ela ficar furiosa e Marion, por sua vez, era muito mais difícil, pois ela era a preferência do seu namorado Acácio!
- Ela está tão furiosa com você! - Eleomara cochichou com Nina, ao ver Sonda olhando furiosa de um lado para o outro. - E, com Bunnie também! - sorriu, ao ver Bunnie passar ao lado de Zinho.
- E por quê a Sonda está furiosa comigo? - Nina perguntou curiosa. - Eu sei que ela está furiosa com a Bunnie, porque ela venceu o concurso! - Nina continuou achando a conversa de Eleomara totalmente esquisita. - Agora, eu não entendi o "porque" dela estar furiosa comigo! - Nina olhou para Eleomara sem ao menos entender o que estava acontecendo.
- Eu falei para você que eu iria contar tudo para ela, não falei? - Eleomara perguntou, olhando para Nina com sinismo, enquanto essa, por sua vez, a olhou de olhos arregalados. - Pois eu fui lá na casa dela ontem e contei, Nina! - Eleomara olhou para Nina com um sorriso sarcástico. - E a Sonda não está furiosa com a Bunnie somente porque ela venceu o concurso! - Eleomara começou a falar, enquanto Nina, por sua vez, a olhava com muita raiva. - É porque o Cacio está querendo a Bunnie! - Eleomara continuou sarcástica com a garota, que não estava se aguentando, de tanta raiva que ficou da garota e Eleomara, por sua vez, acabou sentindo um queimor no rosto e olhou surpresa para a garota furiosa. - Eih! Por quê você me bateu, Nina? - Eleomara perguntou, ainda passando a mão no rosto e devolvendo o tapa em Nina.
- Porque você fez coisa que não devia, Eleomara! - Nina olhou furiosa para a garota. - Se eu quisesse que a Sonda ficasse sabendo, eu mesma iria contar para ela pessoalmente e não precisaria de você para fofocar, Eleomara! - Nina replicou furiosa com a garota, que a olhava com ódio, e deu - lhe um violento empurrão, e Eleomara, por sua vez, foi ao chão e logo já estavam no meio de uma roda, Nina e Eleomara, prontas para brigar na rua, e Bunnie, por sua vez, ria muito da situação pela qual as duas garotas estavam passando.
E um avisava ao outro que ia ter briga e logo... Logo Fred corria com as apostas para ver qual das duas garotas ganhariam a briga.
- Não ri não, sua vaca! - Sonda bradou furiosa e olhando feio para Bunnie, que disfarçava à bronca da outra garota. - Logo, logo, vai ser você que vai estar na mesma situação das duas, só que vai ser comigo e não com elas! - Sonda continuou furiosa com a garota que nada dizia, apenas olhava surpresa para ela.
- Você está louca, Sonda! - Bunnie olhou furiosa para a garota. - Você está falando isso, só porque você está com inveja de mim! - Bunnie continuou furiosa.
- Inveja? - Sonda gargalhou furiosa. - Inveja do quê, Bunnie? - Sonda perguntou com pouco caso.
- Inveja porque eu ganhei o concurso Miss Primavera e você não ganhou! - Bunnie bradou com muita mal criação.
- Mas não é só por causa desse maldito concurso que você ganhou, Bunnie! - Sonda continuou com pouco caso, ao passo que Eleomara levantava - se do chão e dava um violento empurrão em Nina que também ia ao chão feito uma abóbora madura.
- Não? - Bunnie continuou furiosa. - Então, "por quê" esse ódio todo de mim? - Bunnie perguntou furiosa e fazendo - se de idiota.
- Eu vou te refrescar a sua memória, Bunnie! - Sonda continuou com pouco caso e louca para dar um violento tapa na cara da rival que a encarava com pouco caso. - Você está atrás do meu namorado! - Sonda continuou furiosa, ao passo que Bunnie, enchia - se de gargalhadas.
- Para teu governo, garota, foi ele quem ligou para a minha casa! - Bunnie retrucou furiosa, enquanto Sonda a encarava surpresa.
- E para o teu governo, garota, eu sei muito bem, que foi você que deu o número do seu telefone para ele! - Sonda apontou o dedo para Bunnie, que até arrepiou - se, ao sentir a fúria da garota. - E bem na hora que ele veio aqui, atrás do Herbert! - Sonda continuou com desdém, ao passo que Bunnie a olhava com um sorriso maroto e de pouco caso.
- E para o teu governo, ainda, garota, ele não veio aqui atrás do Herbert, ele veio aqui atrás do meu telefone! - Bunnie bradou, batendo no peito, ao passo que Sonda ficava mais vermelha ainda, tamanha raiva que ela sentia. - E não sou eu que estou atrás dele, é ele que está atrás de mim, a Miss Primavera! - Bunnie continuou às gargalhadas, ao passo que Sonda crispava os lábios de raiva e dando um violento tapa na cara de Bunnie, que nem ficou surpresa pelo violento tapão que ela havia levado da rival.
- Sonda, por favor, deixe essa briga terminar primeiro, depois você briga com ela! - Sandro bradou, olhando fixamente para Bunnie, que sabia que Sonda estava pronta para atacá - la novamente, e Bunnie, por sua vez, ficou toda desconcertada com o violento tapa que levou de Sonda, ao passo que as duas se estranhavam lá no meio daquela roda, por uma ter fofocado da outra, e ninguém quase prestava a atenção na briga de Eleomara e Nina.
E as duas garotas já estavam em pé, sendo incentivadas pelos outros a brigar mais e se olhavam furiosas.
- Eu nunca fui com a sua cara, mina! - Nina bradou ainda furiosa com Eleomara.
- E nem eu com a sua, Nina! - Eleomara olhou também furiosa para Nina. - Ainda mais, quando você sentou perto de Sonda, a minha amiga, e ficou de amizade com ela, para depois tentar roubar o namorado dela! - Eleomara acusou Nina com mais fúria ainda.´
- Não é o namorado da Sonda que eu quero! - Nina sorriu furiosa. - Quem eu quero é o seu namorado, Eleomara! - Nina apontou o dedo para Eleomara que crispou os lábios de raiva da garota e ainda surpresa com a notícia dada pela rival.
- O quê, como é? - Eleomara perguntou furiosa. - Você quer o meu namorado? - Eleomara continuou furiosa.
- Se você não está surda, foi isso mesmo que você ouviu! - Nina confirmou com pouco caso e sendo lançada ao chão e Eleomara, por sua vez, foi encima dela e aí sim, começou a disputa e nessa hora, Dudu estava se sentindo o rei da cocada preta, porque duas garotas estavam brigando por causa dele, a sua namorada e a sua suposta paquera, que ele nem sabia, mas... Desconfiava!
- Olha lá, cara! - Dudu apontou todo cheio e convencido.
- As duas estão brigando por sua causa! - Acácio bradou todo sorridente e feliz pelo irmão.
- É, isso é para quem pode e não para quem quer, mano! - Dudu bradou todo feliz e convencido. - E você viu que estava começando uma briga entre a Sonda e a Bunnie e por sua causa, também? - Dudu perguntou, olhando para as duas garotas que ainda estavam furiosas, e torcendo para as duas que ainda estavam no meio da roda brigando feito duas gatas no cio, enquanto Fred, por sua vez, distribuía os papelzinhos e já pegava os demais com o dinheiro das apostas de quem iria vencer a briga.
Acácio, por sua vez, ficou até perdido aos avistar as duas garotas brigando e ali no meio, ele viu sua amada Marion que assistia à briga com veemência.
E logo apareceu o inspetor Gomes, no meio da briga para estragar tudo e muita gente até deixou de assistir à briga para correr para dentro da escola e não ter futuros problemas depois, inclusive Marion e Rafaela, que já tinham problemas demais para o gosto delas.
- O quê está acontecendo aqui? - o inspetor Gomes perguntou, fazendo - se ouvir, e já acompanhado pela diretora, e até mesmo as duas garotas pararam de brigar, pois a diretora estava presente ali, e era como se fosse a presença do presidente da república, ou de um major do exército brasileiro, onde ninguém podia deixar de bater continência.
- Todo mundo para a diretoria! - bradou dona Virgínia furiosa e muita gente se dispersou e não teve como pegar, mais os bobões e as duas garotas que estavam brigando, e até mesmo Fred, foram todos para a diretoria, aquela tremenda multidão foi para a diretoria tomar uma tremenda suspensão de três dias, ou... Se não tivesse nada de mais na ficha, apenas uma advertência, para depois... Com futuros problemas, levar uma suspensão de três dias...
E Fred, por sua vez, não estava nem aí com a situação, pois não era ele mesmo quem estava brigando, ele apenas estava correndo com as apostas da briga das duas garotas.
- Eu nem preciso perguntar o "porque" das duas madames estarem brigando na rua, porque eu já sei a resposta... "namorado"! - Virgínia gritou, assustando as duas garotas, com o tremendo grito que ela deu.
- Foi por causa do papai aqui! - Dudu apareceu batendo no peito, todo convencido.
- Ah! - Virgínia cruzou os braços, olhando feio para Dudu, que continuava sorridente. - Então é isso mesmo, Dudu? - continuou desconfiada do garoto sorridente. - Que coisa, não? - deu um sorrizinho sarcástico. - Fiquei sabendo também, que havia começado uma briga entre a Sonda e a Bunnie! - continuou encarando ao aluno, que agora estava sério e com medo de acontecer algo mais grave com ele. - E essa suposta briga entre a Sonda e a Bunnie, logicamente era por causa do seu irmão e não de você! - apontou o dedo para o garoto, ainda séria. - Então, a família toda está de parabéns! - continuou sarcástica com o garoto que continuava olhando sério e com medo para ela. - Todas brigam por causa dos dois "papais" aí! - Virgínia bradou olhando também para Acácio, que engolia em seco, ainda com medo do que a diretora faria com ele. - Eu não aceito brigas em frente ao meu colégio! - Virgínia continuou furiosa. - Pois aqui ninguém briga! - continuou furiosa com os dois garotos. - Mais que coisa feia, uma encima da outra, parecendo até duas garotas de favela, daquelas mais rampeiras, sujas! - continuou furiosa, enquanto Sonda e Bunnie, também sentiam medo. - E por causa disso tudo, vocês duas vão acabar tomando suspensão, isso se vocês duas não tiverem a ficha suja aqui na escola! - continuou, apontando para a diretoria. - E logo vocês duas vão acabar sendo expulsas do colégio e depois não digam que eu não avisei! - continuou em tom ameaçador. - Aí sim, será difícil até de vocês duas conseguirem uma vaga na escola pública, porque aluno expulso de uma escola pública, jamais será aceito em outra! - bradou furiosa, enquanto Sonda, por sua vez, sentia um tremendo arrepio, só em pensar nessa hipótese.

- O quê foi que aconteceu? - Rafaela perguntou, observando as duas garotas chegarem totalmente sem graça e silenciosas.
- Acho que no mínimo as duas tomaram uma suspensão, porque elas estão aqui na sala! - Marion comentou baixinho, com medo de ser ouvida pelas duas garotas brigonas.
- É verdade! - Rafaela acabou concordando, ainda sem graça. - Eu acho que elas não tinham nenhuma ficha suja aqui na escola, porque elas estão sossegadas! - Rafaela comentou baixinho, ainda reparando nas duas garotas, disfarçadamente.
- E você percebeu que não teve nada de arranhão na cara, e que as duas apenas rasgaram as roupas uma da outra? - Marion perguntou ainda baixinho e temendo que as duas garotas insuportáveis escutassem.
E as duas garotas, que queriam fazer parte dos comentários dos demais, que ainda comentavam sobre a suposta briga delas, começaram a fazer a sua lição, como Virgínia havia recomendado, mas só que quem estava com o sangue quente era a Sonda, que no mínimo, já estava com a ficha suja e acabaria levando uma suspensão de três dias, se não parasse de brigar.

E o sinal do intervalo tocou e Sonda, por sua vez, mais que depressa, resolveu envolver Nina em mais uma das suas peripécias, somente para ela tomar uma tremenda suspensão junto com ela, e depois ela aceitaria os ponteiros com a Bunnie, que logo também, levaria uma tremenda suspensão, pois também tinha a ficha suja na diretoria!
- Que negócio é esse, Nina, de você comentar por aí, que nem para Miss Simpatia eu sirvo? - Sonda aproximou - se da garota, que olhou surpresa para ela.
- Aquela desgraçada te contou, não foi? - Nina perguntou com raiva de Eleomara, enquanto Sonda, por sua vez, exibia um sorrisinho amarelo. - Foi por causa disso que eu briguei com ela! - Nina continuou furiosa. - E ela brigou comigo por causa do Dudu! - continuou no mesmo tom de fúria, enquanto Sonda a encarava totalmente furiosa.
- E eu estou apenas te fazendo uma pergunta, não quero saber o "porque" de você e Eleomara terem brigado! - Sonda continuou furiosa, enquanto Nina, por sua vez, engolia em seco. - E você ficou com inveja, porque você não foi escolhida a Miss da sala! - Sonda acusou furiosa.
- E você se ofereceu para que todos os moleques votassem em você e todos eles acabaram votando! - Nina deu de ombros, ainda furiosa com Sonda, que a olhava com ódio.
- E você está dizendo que todos os moleques votaram em mim? - Sonda perguntou curiosa e ainda com um sorriso sarcástico. - E como mais algumas garotas tiveram votos, então foi você quem deu os votos para elas? - Sonda perguntou indignada, enquanto a garota a olhava com pouco caso. - Você me odeia, não é? - Sonda perguntou, olhando bem nos olhos de Nina. - E bem que a Eleomara me falou que você está querendo é os nossos namorados! - Sonda continuou furiosa com a garota, ao passo que essa não respondeu.
- Muito bem, Sonda! - o inspetor Gomes aproximou - se da garota, que ao vê - lo, engoliu em seco. - Você quer me acompanhar? - o inspetor mostrou - lhe um enorme sorriso maldoso.
- Não senhor, seu Gomes, eu já estou indo falar com a Eleomara! - Sonda retirou - se de mansinho, e ainda furiosa, porque Nina, por sua vez, sorria triunfante.
- E vê se você abra o olho, mocinha! - o inspetor apontou para Nina, em tom de ameaça. - Porque a Sonda quer te ferrar também! - Gomes alertou Nina, que por sua vez, ficou sozinha e deslocada, no intervalo, sem ter com quem falar, ao passo que Sonda e Eleomara ainda gargalhavam e no mínimo falavam dela, porque olhavam sem parar para ela, e as duas caras de pau, não queriam mais a sua amizade.
Mas... Quem sabe isso tudo logo passaria e elas começariam a se falar novamente?

E o dia seguinte amanheceu e Sonda, por sua vez, saiu até a rua, pronta para provocar, quem cedo aparecesse na sua frente.
- Bom dia, dona Deda, como tem passado? - Sonda cumprimentou a mulher, em sinal de provocação.
- Não adianta você me cumprimentar na falsidade, apenas para disfarçar, mocinha! - Deda bradou, furiosa e olhando feio para Sonda, que por sua vez, continuava exibindo seu falso sorriso. - Porque eu sei muito bem que você está aí na espreita, pronta para bater em minha filha, sua invejosa! - Deda continuou furiosa e em tom de pouco caso.
- E a Bunnie? - Sonda continuou com pouco caso. - É com ela mesmo que eu quero falar! - Sonda continuou encarando a mulher, com muita fúria.
- A Bunnie não está! - Deda mentiu, com o intuito de proteger a pobre da filha, e olhando para a casa, com medo da filha aparecer de repente.
- Aé? - Sonda perguntou com pouco caso. - Pois enquanto a senhora está trabalhando ou fazendo sei lá o quê, a sua filha fica passeando pelas ruas, com shortinhos curtos, na garupa das motos de qualquer cara que ela encontra por aí! - Sonda acusou Bunnie, mentindo sobre a sua conduta.
- Deixa ela falar, mamãe! - Bunnie resolveu aparecer, ainda de shorts curtos, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava boquiaberta e feliz por Deda ter mentido a respeito dela estar ou não em casa. - Isso tudo é inveja, da parte dela, por isso ela me difama assim! - Bunnie continuou furiosa com a garota que a olhava com um tremendo ódio. - Eu nunca fiz isso Sonda, quem tem vontade de fazer isso é você! - Bunnie continuou furiosa com a garota, que olhou feio para ela. - Olha aqui! -  Bunnie apontou o dedo para Sonda. - Eu não tenho culpa de ter vencido esse maldito concurso e nem tampouco de ter conquistado o coração do Cacio! - continuou furiosa e olhando feio para Sonda, que, por sua vez, crispava os lábios de ódio da rival.
- Olha aqui! - Sonda replicou furiosa. - O coração dele você ainda não conquistou, porque de você, ele só quer tirar uma casquinha, e de quem ele gosta mesmo é da Marion! - Sonda revelou ainda furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, sorria sarcástica para ela.
- E você admite isso, Sonda? - Bunnie gargalhou maliciosa, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava furiosa e a única coisa que as separava era o portão da casa de Bunnie, porque senão Sonda voaria encima dela e a enforcaria até matar. - O Cacio gostando daquela esquisita que estava com o Zinho bem na minha coroação? - Bunnie perguntou às gargalhadas.
- Pode perguntar para o trouxa do seu irmão, que anda atrás da Marion, porque ele sabe de tudo! - Sonda bradou ainda furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, a olhava com pena. - E se você ainda pensa que conseguiu conquistar o coração do meu namorado, você está redondamente enganada! - Sonda continuou furiosa com Bunnie, que continuava sorridente para ela.
- E você aceita essa situação, Sonda? - Bunnie continuou sorridente, reprovando a reação da garota.
- Não! - Sonda bradou nervosa. - Mas eu posso muito bem arrumar outro namorado, se o Cacio quiser ficar com a Marion! - Sonda bradou chateada, enquanto Bunnie, por sua vez, a olhava surpresa.
- E para entregá - lo para a esquisita, assim, de mão beijada? - Bunnie perguntou ainda indignada com a situação de sonda, ao passo que Deda, por sua vez, ria da desgraça da garota. - Ah não! - Bunnie meneou a cabeça em negativa. - Você não é a Sonda que eu temo e que eu tanto ouço falar! - Bunnie continuou indignada com a reação da garota, que agora estava cabisbaixa e triste. - Não é aquela Sonda que todas as garotas da escola morrem de medo e que me deu um violento tapa na cara hoje, lá na porta da escola, enquanto a Nina e a Eleomara brigavam feito duas gatas no cio! - Bunnie, por sua vez, continuou indignada, enquanto Sonda chorava copiosamente.
- O quê? - Deda perguntou, olhando indignada para Bunnie. - Minha filha, ela te bateu? - Deda continuou preocupada com Bunnie que fazia beicinho de tão manhosa que era.
- Mamãe, não se meta! - Bunnie bradou nervosa com a mãe, surpreendendo - a. - Isso é briguinha de adolescente! - Bunnie continuou, observando a mãe retirando - se furiosa de perto dela.
- Já vi que eu não preciso te defender, porque você acabou com a Sonda! - Deda apontou para Sonda, que retirava - se bem de mansinho, atravessando a rua em direção à sua casa. - E você nem precisou revidar o tapa que você levou dela, porque ela veio aqui para te afrontar novamente, e você, mais que depressa acabou com a raça dela! - Deda continuou satisfeita com a proeza da filha, que sorria convencida, e levou um forte abraço da mãe, e as duas ainda viram Sonda abrindo o portão da sua casa e passando correndo pela mãe e o irmão, como se fosse um furacão, chorando copiosamente e indo em direção ao seu quarto, a fim de trancar - se lá e chorar as suas mágoas.
- No mínimo ela deve ter visto o Cacio fazendo gracinhas com a Bunnie! - Sandro concluiu nervoso.
- Deixa pra lá! - Claudete deu de ombros e ficou nervosa com a situação pela qual a filha se encontrava, mas nada ela podia fazer em relação ao que se sucedia com Sonda.

E no quarto, Sonda lembrava - se das palavras duras proferidas por Bunnie, e arrependeu - se rapidamente de ter ido falar com a garota despeitada, e acusado - a de andar na garupa das motos de qualquer garoto, de shortinhos curtos, sendo que ela também fazia o mesmo que a garota, e tudo isso que aconteceu entre ela e Bunnie, foi por pura inveja da parte dela, pois seu namorado agora a notava e estava louco para tirar uma casquinha da garota.
E já não bastava Marion, agora Bunnie?
E o pior de tudo é que Bunnie era uma garota especial, muito bonita, notada pelos garotos, ainda mais agora que havia vencido o concurso de Miss Primavera por seu próprio mérito!
Talvez... Se Acácio se apaixonasse por ela, ele faria uma boa escolha!
E Marion?
Marion ficaria para trás também, chorando e sofrendo assim como ela, no presente momento...

Em uma tarde, não muito longe dali, quando a sala estava em silêncio, já quase para o final do ano, quando todos copiavam a matéria, principalmente os que estavam condenados a repetir de ano, e que queriam tirar o atraso de um ano inteiro, em apenas oito semanas...
- O quê aconteceu? - a professora perguntou ansiosa. - Vocês estão todos doentes? - continuou preocupada com seus alunos apavorados.
- Não é, professora! - Zinho começou a falar ansioso. - É que nós queremos tirar o atraso do ano todo em apenas oito semanas que estão faltando para encerrar o ano! - Zinho continuou ansioso e feliz, e acabou despertando gargalhadas na sala. - Pelo menos eu, e os que acham que vão repetir! - continuou, olhando para algumas pessoas que ele tinha certeza que iriam reprovar, assim como ele e a professora, por sua vez, ficou de boca aberta, com a desculpa do garoto. - E eu detesto silêncio, professora! - Zinho continuou, imitando um político e todos gargalhando novamente.
- É mesmo? - a professora perguntou com pouco caso. - Eu percebi que você não gosta de silêncio, Zinho! - continuou, olhando feio para o garoto que ria sem graça. - Porque você quebrou logo o silêncio, despertando sonoras gargalhadas em todo mundo! - a professora continuou com pouco caso, enquanto Zinho, por sua vez, engolia em seco.
- E se ninguém está com vontade de conversar, porque quer resolver o ano todo em oito semanas, então vamos rir, porque é a única coisa que nós podemos fazer! - a professora agora olhava furiosa para a sala. - Porque assim ninguém vai deixar de se divertir e nem tampouco de copiar a lição e tentar aprender o que não aprendeu durante o ano, para aprender durante oito semanas! - continuou furiosa com todos os alunos da sala, sem exceção de ninguém.
E o silêncio reinou, depois da palhaçada de Zinho, só fez - se ouvir um lápis caindo, e Cleide indo até o cestinho de lixo para apontar o lápis que ela havia pegado do chão e todos observando juntos, até mesmo Sonda, que estava com o sangue fervendo, por muitos dias...
- O meu lápis sumiu! - anunciou Sonda, quebrando o silêncio da sala, logo após Cleide sentar - se com o lápis que ela havia pegado do chão e apontado e Sonda, por sua vez, louca para brigar, levantou - se para procurá - lo.
Procurava debaixo de todas as carteiras, e no lugar de todo mundo, pois todos tinham que permitir, se não quisessem procurar encrencas com ela!
E ninguém era besta de não deixá - la procurar seu lápis, pois até levantavam - se para ajudá - la na procura do lápis fugitivo e a professora, mais que esperta, sentiu cheiro de confusão no ar.
E quando Sonda chegou no lugar de Marion, que era a maior suspeita até então, além de Cleide, pois todo mundo havia visto a garota pegar um lápis que havia caído do chão, e que provavelmente não era dela.
E Sonda, por sua vez, começou a mexer nas coisas de Marion, sem que a mesma concentisse, e Marion, por sua vez, mais que esperta, começou a ajudá - la também, pois não queria encrenca com ela e nem tampouco queria apanhar da garota que era bem mais ágil do que ela e todos, por suas vezes, ajudavam - na, para que ela não aprontasse confusão com ninguém.
- Não é possível! - Sonda reclamou nervosa. - Esse lápis é caríssimo! - continuou reclamando. - Veio da Itália, e sumir assim? - continuou, olhando desconfiada para Cleide, que também a olhava furiosa. - Não é como os lápis do Brasil, que são baratos e feitos de qualquer pau não! - Sonda continuou, fazendo pouco caso dos lápis brasileiros. - Não é, não é... -  continuou, mexendo nas coisas de Marion, que já tremia de tanto nervoso que estava sentindo, pois estava sendo totalmente precionada pela garota furiosa e metida a rica.
E Marion desconfiou que Sonda nunca mais iria ver aquele maldito lápis e resolveu copiar a matéria que a professora passava na lousa, pois ela ganharia mais, enquanto Zinho, por sua vez, vigiava a situação, para que nada de mal acontecesse com a sua amada Marion, que agora copiava a sua lição sossegada sem ao menos se importar com a bagunça que sua rival e arqui inimiga estava fazendo em suas coisas.
E quando Sonda, ainda desconfiada, foi mexer nas coisas de Cleide, houve aquele tremendo reboliço na sala, aí Cleide não gostou daquela situação, e nem tampouco ajudou a garota procurar, também louca por confusão, e naquela sede para aprontar uma tremenda confusão com Sonda...
E Sonda, por sua vez, estava pronta para brigar, e Cleide, por sua vez, também não estava aceitando as atitudes da garota, que ameaçava a classe toda, para que todos a temessem e jamais aprontassem com ela...
E não era só a classe dela que a temia, mas sim, todas as garotas da escola, que não podiam ouvir falar nela, que já sentiam medo!
E isso tudo, Cleide tinha vontade de acabar, pois não admitia esse tipo de atitude que Sonda tinha em relação aos outros...
- Pode parar de mexer nas minhas coisas, mina! - Cleide ordenou, com a maior autoridade do mundo e Sonda, por sua vez, a olhava surpresa, ainda com as coisas de Cleide em suas mãos. - Aqui não tem lápis nenhum! - Cleide continuou autoritária e pegou na mão de Sonda, que ficou olhando feio para ela. - E se tivesse algum lápis aqui comigo e eu soubesse que fosse seu, eu jogaria ali na latinha de lixo! - Cleide apontou para a lata de lixo que estava perto da porta e todos fizeram silêncio a fim de escutar a briga entre as duas garotas e a professora ficou apreensiva com a situação que estava ocorrendo entre as duas garotas.
- Você quer fazer o favor de soltar a minha mão? - Sonda continuou furiosa com a garota, tentando soltar - se dela, mas a garota era forte e Sonda, por sua vez, começou a ficar mais esperta com ela, pois ela nem imaginava que a garota era tão forte assim. - E esse lápis aí é meu! - Sonda apontou com a cabeça, olhando o lápis que estava encima da mesa de Cleide. - Olha aí! - Sonda continuou com pouco caso. - Eu encontrei o meu lápis, que você disse que se soubesse que era meu, você jogaria no cestinho de lixo! - Sonda continuou colérica. - Imagine, um lápis italiano sendo jogado no lixo, por uma criatura sem classe e sem grana assim como você, Cleide! - Sonda continuou no mesmo tom de fúria, ao passo que a outra garota a olhava com muita fúria e tentava pegar o lápis da mão da mesma que o afastava para mais longe.
- Seu? - Cleide gargalhou maldosa e com olhar desafiador. - Seu uma pinóia! - continuou furiosa com Sonda, que estava pronta para bater nela. - Eu comprei esse lápis ali, na lojinha da dona Aurora! - apontou com a cabeça, enquanto Sonda, por sua vez, ficava cada vez mais furiosa com a garota mentirosa. - E se o seu lápis fosse italiano mesmo, no mínimo não seria como esse aqui, olha! - Cleide continuou com pouco caso, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para o lápis e crispava os lábios de ódio da garota teimosa e ladra.
- É mesmo? - Sonda perguntou com pouco caso. - E você tem tanta certeza assim? - Sonda continuou teimando com a garota e tentando pegar o lápis da garota forte. - Foi o meu tio quem trouxe esse lápis e o meu irmão também tem um igualzinho! - Sonda continuou teimando e tentando pegar o lápis da mão da garota forte. - Ou será que o Sandro também te deu um? - Sonda perguntou com pouco caso e mediu a garota de cima em baixo e com um tremendo pouco caso. - Mas será que o meu irmão é tão porco assim para se envolver com você, Cleide? - Sonda continuou com pouco caso da garota, que a olhou de olhos arregalados e ainda surpresa pelo que a garota furiosa havia dito para ela.
- Por quê Sonda? - Cleide perguntou ainda colérica. - Você acha que só a sua família tem condições para comprar um lápis italiano? - Cleide continuou furiosa e encarando Sonda, pronta para  brigar. - Ou você acha que eu sou pobre o suficiente para não ter grana para comprar um lápis italiano? - Cleide continuou furiosa com Sonda, que continuava olhando feio para ela, pronta para brigar. - Ou você acha que eu roubei esse lápis de você? - Cleide continuou com o seu interrogatório, enquanto Sonda, por sua  vez, meneava a cabeça em positivo, concordando com a última frase dita por Cleide. - Ou você acha ainda que o seu irmão é tão porco o suficiente para andar comigo? - Cleide continuou em tom provocador, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava ainda mais furiosa. - Garota, abra o olho, porque não é porque todo mundo tem medo de você, é que eu vou ter medo também! - Cleide bradou em tom de ameaça, enquanto Sonda, por sua vez, dava um sorriso sarcástico e debochado.
- Eu não estou te chamando de ladra, Cleide, eu estou apenas afirmando que você roubou o meu lápis, já que o meu irmão não é tão porco e tão louco o suficiente para andar com tipos esdrúchulos assim como você, Cleide! - Sonda bradou bem mais alto do que ela e bem mais colérica, a fim de intimidá - la, mas só que ela ainda não obteve sucesso encima de Cleide. - E você está falando que comprou o lápis na lojinha da dona Aurora, apenas para tapar o sol com a peneira! - Sonda reclamou ainda furiosa com a garota que agora dava um tremendo sorriso sarcástico.
- Olha aqui, mina! - Cleide bradou revoltada e apontando o dedo na cara de Sonda, que continuava encarando - a com muita fúria. - Desde o primeiro dia que eu entrei aqui nessa escola e olhei para você, eu não topei a sua cara! - Cleide bradou ainda furiosa com Sonda e louca para baixar a bola da garota topetuda.
- Nem eu topei a sua cara, sua fedorenta, porca! - Sonda gritou furiosa, enquanto Cleide, por sua vez a encarava no mesmo tom de Sonda.
- Fedorenta? - Cleide perguntou com muita fúria e indignação. - Porca? - continuou furiosa. - Você vai pagar caro por todas essas palavras insuportáveis e horrorosas que você me disse! - Cleide continuou no mesmo tom de fúria, enquanto Sonda, por sua vez, ria da cara da garota e assim resolveu agarrar os cabelos de Sonda, a fim de terminar logo com aquela situação e as duas, por sua vez, começaram a lutar com toda a fúria e ódio do mundo, indo ao chão, e todos os que estavam na sala, ficaram apavorados com a situação que se seguia e logo ficaram em pés, apreensivos e com medo de acontecer qualquer coisa mais grave em relação às duas garotas briguentas.
E uns ficaram em pés apenas para ver a briga, outros para torcer, e outros ainda... Com medo da reação da professora, começaram a se dispersar, a fim de chamar o inspetor Gomes, que era a salvação daquela escola, e era ele quem socorria a todos e quem ia atrás de tudo...
Cleide até dava pontapés em Sonda e as duas brigavam de igual para igual, mas... Cleide era bem mais forte, mais robusta, e... Mais folgada também... Mas não aprontava tanto quanto Sonda, que agia com abuso de poder encima dos pobres oprimidos.
E em dado momento, enquanto Cleide dava mais pontapés nas canelas de Sonda, essa quase caiu encima de Marion,  que até saiu de perto da confusão, dando um gritinho fino de exclamação, e as carteiras da sala iam todas ao chão, causando aquela tremenda confusão...
E Sonda, por sua vez, dava sonoros tapas na cara de Cleide, em uma hora que ela se viu em vantagens encima da garota forte e robusta, e a mesma não conseguia mais lutar contra Sonda, pois ela era mais ágil e não tão forte quanto Cleide, mas só que ágil, devido a tantas brigas na rua, Sonda tinha bem mais prática do que Cleide, e como Cleide não gostava de muita provocação, entrava em desvantagem e já estava cansando - se de lutar contra a sua rival Sonda.
- Pelo amor de Deus, párem! - bradou a professora, com aflição de ver as duas garotas brigarem, pois Cleide já estava apanhando de Sonda. - Vou chamar o inspetor! - continuou com aflição e fez menção de sair, já que as duas garotas não paravam mesmo de brigar.
- Deixa quieto, professora! - Zinho parou na frente da professora, detendo - a. - Já, já elas páram! - continuou encarando a professora, que também olhava surpresa para ele.
E Sonda, por sua vez, mordia os lábios ao dar violentos murros no estômago de Cleide, que gemia de dor, e essa última foi logo ao chão e Sonda, por sua vez, pulou encima de Cleide, e as duas garotas agora rolavam no chão, feito duas panquecas sendo mal preparadas por um cozinheiro qualquer.
- E estamos aí, apresentando o último raund da briga entre Sonda e Cleide! - Zinho começou a narrar, indo até o meio da rodinha formada com um papel na mão, o qual ele fazia de microfone, dobradinho igual, e estava de palhaçada, imitando um narrador de luta livre.
- Você está vendo, Zinho? - Marion perguntou nervosa com a situação entre as duas garotas. - Só foi você falar! - Marion ainda continuou nervosa, já com o suposto microfone maldito perto da sua boca. - Ah, tira isso aí! - bradou zangada e dando tapinhas na mão do garoto sorridente e feliz. - Não era isso que você queria, Zinho? - Marion continuou furiosa com a situação, ao passo que o garoto apaixonado a olhava com desdém, sem ao menos entender o que estava acontecendo e as palavras que sua amada Marion estava proferindo para ele. - Por quê você não deixou a professora chamar o inspetor Gomes? - Zinho continuou furioso com a situação que se seguia entre as duas garotas furiosas, e Zinho, por sua vez, nada respondeu, não se importando com as palavras que a garota proferia para ele.



terça-feira, 12 de junho de 2012

Intrigas...

No dia seguinte ao episódio sinistro do concurso Miss Primavera, Eleomara foi até a casa de Sonda, que ainda estava chateada com o que havia ocorrido com ela, pela sua derrota no concurso Miss Primavera...
- Sonda, eu preciso te contar uma coisa chata! - Eleomara apareceu toda ansiosa e esbaforida, ao passo que Sonda ainda estava chateada e desanimada da vida.
- O quê você quer, Eleomara? - Sonda perguntou estúpida. - Já até sei que é fofoca! - bradou Sonda com os lábios crispados.
- Fofoca não, Sonda! - Eleomara replicou com raiva. - É que eu sempre te alertei sobre a safada da Nina! - Eleomara bradou nervosa, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ela. - Ela não é sua amiga! - Eleomara continuou furiosa. - Ela só está com a gente, por causa do Cacio! - Eleomara bradou, encarando Sonda, que a olhou de olhos arregalados. - Ela quer todos os garotos da escola, inclusive o Cacio e o Dudu! - Eleomara continuou desafiadora, enquanto Sonda, por sua vez, bufava de raiva.
- Cale - se, Eleomara! - Sonda ordenou, interrompendo a garota e olhando feio para ela. - Diga logo o que eu preciso de saber sobre a Nina! - Sonda bradou firme, e a garota logo calou - se e ficou olhando surpresa para ela.
- É que a Nina me falou que você não serve nem para ser a Miss Simpatia! - Eleomara contou por fim, enquanto Sonda a encarava de boca aberta.
- O quê? - Sonda perguntou incrédula. - Aquela filha da puta falou isso? - Sonda continuou escandalizada com o que Eleomara havia dito sobre Nina.
- Inveja! - Eleomara deu de ombros. - Eu tenho certeza de que ela queria era estar em seu lugar e no mínimo você ainda a cumprimentaria! - Eleomara bradou furiosa. - Você percebeu que ela nem veio te cumprimentar? - Eleomara perguntou ainda furiosa. - E toda hora ela torcia contra você, Sonda! - Eleomara bradou feliz por Sonda ter ficado surpresa pela atitude de Nina.
- Ah, mas amanhã ela me paga! - Sonda bradou entre dentes. - E me paga com todas as forças que ela não deve ter! - Sonda continuou ofegante e furiosa. - Vou pegá - la aonde ele estiver! - Sonda ameaçou, contemplando o belo sorriso vingativo de Eleomara.
- Isso! - Eleomara aplaudiu feliz. - É assim que se fala! - continuou ofegante de felicidade. - Eu nunca gostei mesmo daquela garota! - Eleomara bradou ansiosa por vingança. - E desde o primeiro dia que eu a vi! - Eleomara continuou feliz pela fúria da amiga.
- Eu posso saber o quê está acontecendo aqui? - Sandro apareceu bem na porta da sua casa, observando a fúria entre as duas garotas que estavam no portão.
- Nada! - as duas responderam em uníssono.
- Nada? - Sandro perguntou com pouco caso. - Como "nada"? - Sandro continuou furioso com as duas garotas, que olhavam surpresas para ele. -
Eu ouvi tudo o que vocês duas estavam falando! - Sandro bradou, olhando feio para as duas garotas. - E você veio aqui, Eleomara, somente para fazer fofoca para a Sonda! - Sandro bradou, apontando o dedo para Eleomara, que ficou surpresa com o que o garoto estava fazendo com ela. - Eu eu ainda ouvi a Sonda jurando que vai pegar alguém na rua! - Sandro continuou, olhando feio para Sonda, que ainda estava surpresa com o que ele estava falando. - Acho que é a Nina, não é? - Sandro perguntou curioso.
- Oras! - Sonda deu de ombros, ainda furiosa com o irmão, que olhava feio para ela. - E se fosse? - desafiou Sandro, que continuou furioso com ela. - A briga é minha e você sabe muito bem como eu me saio nas brigas e como as minhas rivais se saem! - Sonda respondeu com dureza, ouvindo a enorme risada sarcástica do irmão, que não duvidava nada das loucuras e peripécias da irmã.
- E mais! - Sandro apontou o dedo para a irmã, que continuava olhando incrédula para ele. Você sabe como a mãe fica nervosa a cada briga sua! - Sandro continuou furioso e com sarcasmo.
- Eu não estou nem aí! - Sonda deu de ombros. - Eu só quero é me vingar! - Sonda continuou furiosa com o irmão, que continuava olhando feio para ela.
- O quê você está falando, Sonda? - Claudete apareceu toda nervosa, na porta da sala, empurrando Sandro para que ele saísse de lá e desse um espaço para ela brigar com a filha.
- Ela quer se vingar mãe! - Sandro bradou, apontando para a irmã e olhando feio. - Ela vai bater na Nina só porque a Nina falou que a Sonda não servia nem para ser Miss Simpatia! - Sandro bradou furioso, observando Sonda boquiaberta.
- E foi você quem veio com essa fofoca, Eleomara? - Claudete perguntou, olhando feio para a garota que até gaguejou e nem conseguiu responder.
- Não falei, mãe? - Sandro olhou sério para a mãe. - Tem gente que adora ver o circo pegar fogo! - Sandro bradou, olhando feio para Eleomara, que disfarçava.
- Até logo, Sonda! - Eleomara despediu - se, olhando somente para Sonda. - Eu vou lá na casa do seu primo! - Eleomara retirou - se sem mais nada a dizer, e deixou Sonda lá, plantada e olhando para o seu irmão e a sua mãe, que olhavam para ela indignados com o comportamento chulo da garota.
- O quê foi isso, minha filha? - Claudete perguntou ainda incrédula, logo depois que Eleomara retirou - se totalmente sem graça. - Você está agindo igual àquelas garotas da favela, que vivem tirando satisfações com as outras e que vivem perturbando quem está quieto! - Claudete bradou furiosa, olhando bem nos olhos da filha, que logo baixou a cabeça triste e retirou - se furiosa.
- Mãe, assim não está dando! - Sandro reclamou furioso, ao ver a irmã retirar - se cabisbaixa. - A Sonda está nos fazendo passar muita vergonha! - Sandro continuou chateado com o que estava acontecendo. - Ela apronta muita confusão e ainda mais os outros a ajudam! - Sandro continuou furioso.
- Fazer o quê, meu filho! - Claudete bradou ainda chateada. - E não adianta nós falarmos com ela não, porque amanhã, com certeza ela vai bater na pobre da garota linguaruda! - Claudete bradou, por fim.

- Como eu tinha te dito, Bunnie, eu sou o primeiro prêmio! - Acácio bradou do outro lado da linha, enquanto Bunnie derretia - se toda por ele.
- Mas ninguém te anunciou como prêmio principal, Cacio! - Bunnie replicou com a voz meiga e deitada no sofá, e Zinho, por sua vez, achou estranho o comportamento da irmã que estava de namorico pelo telefone, porque ela nunca dava o telefone de casa para ninguém e no mínimo ele achou que era brincadeira que ela estava fazendo.
- É! - Acácio gargalhou malicioso. - Eu sou o prêmio, me ofereço todinha para você, amor! - Acácio suspirou, do outro lado da linha e mal podia ver o belo sorriso da Miss Primavera.
A voz dele... A voz dele totalmente delicada, que todas as garotas queriam ouvir em seus ouvidos e ele estava com água na boca e louco para beijar a Miss Primavera...
Mas só que ele não podia!
Não podia por causa da namorada Sonda, que todas as garotas temiam, inclusive Bunnie!
- Qual é que é, cara! - Zinho bradou furioso. - Ela é a minha irmã, não é qualquer mina que você encontra por aí, nos becos! - Zinho continuou falando furioso, na extensão do telefone, surpreendendo - os e logo Acácio, por sua vez, assustou - se e desligou o telefone com a boca seca.
- Se liga! - Bunnie, ao ouvir o telefone na sua orelha, foi até o quarto da mãe e gritou furiosa com o irmão. - Por quê você fez isso, Zinho? - Bunnie continuou colérica com o irmão.
- E com quem você estava conversando, Bunnie? - Zinho perguntou curioso. - Quem era aquele maldito cara? - Zinho continuou curioso e desconfiado de que o cara com o qual Bunnie falava, era Acácio. - Eu fiquei o tempo todo na sua cola, no baile, como a mãe mandou. - Zinho olhou furioso para Bunnie, que nada dizia, apenas olhava para o irmão com muita fúria. - E depois do meu sacrifício todo, você ainda me apronta? - Zinho continuou furioso.
- Eu não aprontei nada, Zinho! - Bunnie defendeu - se ainda furiosa. - Eu estava falando com o Cacio, oras! - Bunnie suspirou, olhando furiosa para o irmão.
- Ah, então foi naquela hora, antes de começar o baile, que o Cacio foi lá e pegou o número do nosso telefone! - Zinho olhou para Bunnie, todo desconfiado. - E eu, querendo imaginar o quê você tanto escrevia ali naquele maldito papelzinho! - Zinho continuou indignado com o feito de Bunnie, que olhava incrédula para ele. - E eu fiquei até de te perguntar, mas aí eu acabei me esquecendo! - Zinho disse mais calmo.
- Pensando naquela garota esquisita, não é? - Bunnie perguntou maliciosa.
- Como "pensando naquela garota esquisita"? - Zinho perguntou furioso. - Eu já disse para você que ela é a minha Marion! - Zinho bradou, batendo no peito, enquanto Bunnie, por sua vez, ria maliciosa. - E que negócio é esse de você ficar falando no telefone com o namorado da Sonda? - Zinho perguntou furioso.
- Negócio nenhum, oras! - Bunnie bradou furiosa e deu de ombros em sinal de mal criação. - Ele prometeu que ia me ligar e pronto! - Bunnie continuou mal criada e tentou sair, logo, sendo agarrada pelo irmão.
- Olha aqui! - Zinho ameaçou. - Eu não quero confusão com a Sonda e nem com nenhum deles! - Zinho continuou furioso, forçando Bunnie a encará - lo. - Já chega a confusão que houve, quando a mãe brigou com a dona Olívia! - Zinho continuou furioso com a irmã, que tentava soltar - se, mas não conseguia, tamanha a sua força. - E você sabe muito bem como é aquela família maldita! - Zinho conseguiu o que queria... Que Bunnie o encarasse.
- Calma, Zinho! - Bunnie pediu quase chorando. - Você está me agredindo! - continuou choramingando, enquanto Zinho, por sua vez, encarava a irmã com os lábios crispados de ódio. - Eu vou contar tudo para a mãe! - Bunnie ameaçou furiosa.
- Aé? - Zinho perguntou estúpido. - E eu vou contar para a mãe, que você estava falando coisas indecentes com o Cacio no telefone! - Zinho continuou furioso.
- Coisas indecentes? - Bunnie perguntou quase que aos berros. - Mas não era eu quem falava esse tipo de coisa no telefone, era ele! - Bunnie defendeu - se, enquanto Zinho, por sua vez, lançava - lhe um sorriso maldoso.
- Não interessa! - Zinho gritou furioso. - Era ele quem estava do outro lado da linha! - Zinho continuou furioso. - E você, como sempre, estava gostando! - concluiu Zinho, ainda furioso.

- Com quem você estava falando, Cacio? - Dorise perguntou aproximando - se do irmão, que estava na sala, pensativo.
- Com ninguém, oras! - Acácio deu de ombros, enquanto Dorise, por sua vez, ria da cara dele.
- Ahn, então você ficou bobo, agora? - Dorise perguntou sorridente. - Porque eu ouvi tudo, Cacio! - Dorise bradou ansiosa. - Ouvi muito bem que você estava cantando a Bunnie no telefone! - Dorise bradou em tom ameaçador, enquanto Acácio, por sua vez, a olhava com o olhar ameaçador. - E eu não sou nem boba e nem tampouco surda! - Dorise continuou intimidando ao irmão, que continuava furioso com ela.
- Sua fofoqueira, estúpida! - Acácio bradou furioso. - Eu sou homem, e você sabe muito bem que homem pode fazer tudo o que quer! - Acácio continuou furioso com a irmã, que olhava sorridente para ele.
- Homem? - Dorise gargalhou, apontando para a cara do irmão que ficou olhando furioso para ela. - E desde quando você é homem? - Dorise perguntou furiosa.
- E o quê você sabe de homem? - Acácio perguntou, levantando - se e pegando a irmã pelo braço, em sinal de agressão.
- Ai! - Dorise gritou furiosa. - Mãe! - Dorise começou a chamar a mãe, surtindo logo efeito, e Acácio, rapidamente soltou - a, pois sabia que levaria bronca da mãe. - Suma daqui, sua fofoqueira! - Acácio continuou furioso e Dorise, por sua vez, saiu rapidinho da frente do irmão.
- O quê foi que aconteceu, filha? - Olívia perguntou, indo até a filha.
- É que o Cacio estava falando coisas indescentes para a Bunnie no telefone, mamãe! - Dorise apontou para o irmão com toda a fúria do mundo. - E eu ouvi tudo! - Dorise continuou furiosa, enquanto Olívia, por sua vez, olhava feio para o filho. - Mas só que ele ainda não admitiu que estava falando coisas indescentes para a Bunnie! - Dorise continuou furiosa com o irmão.
- Todos os homens são iguais! - Olívia encarou o filho, que estava escorado na porta, soltando chispas de ódio no olhar para Dorise. - Não é, meu filho? - Olívia continuou furiosa com o filho que nada dizia, apenas saiu de perto da mãe, pois sabia muito bem que a mãe estava furiosa com o pai e que podia descontar seu ódio todinho nele!
E além disso, a mãe ainda estava com uma faca na mão, então, era bem perigoso ele ficar por ali, pois a mãe podia muito bem reverter seu ódio que estava sentindo do seu pai para ele.
- Mamãe, não foi nada disso! - Acácio tentou defender - se da situação pela qual ele se encontrava.
- Ah, não? - Olívia perguntou estúpida. - E você ainda tem namorada e vai logo colocar um galho nela? - Olívia continuou furiosa com o filho que nada dizia, apenas olhava assustado para a mãe.
No calor da discussão, Dorise retirou - se da cozinha, com uma idéia esplêndida!
Já que fofoca era com ela mesma, então... Como ela adorava fazer confusão, e se falasse em confusão com a prima Sonda, iria dar um enorme reboliço!
- Sonda! - Dorise bradou baixinho, ao escutar o "alô" desanimado da prima.
- Fala Dorise! - Sonda bradou desanimada. - O quê você quer? - Sonda perguntou no mesmo tom de fúria, e já esperando ansiosa por mais fofoca, pois quando a prima ligava, ela tinha certeza que o negócio era fofoca!
- É que o Cacio estava falando coisas indescentes para a Bunnie no telefone! - Dorise anunciou, despertando uma enorme raiva em Sonda.
- O quê? - Sonda perguntou colérica.
- E no mínimo, a Bunnie estava se derretendo toda! - Dorise gargalhou maldosa, enquanto Sonda, por sua vez, crispava os lábios de raiva do namorado. - E eu ouvi mesmo o Cacio comentando com o Dudu, que tinha pegado o número do telefone da Bunnie, logo no início do baile! - Dorise bradou furiosa. - E o meu pai não o deixou ir ao baile, porque senão eu ia querer ir também e criança não pode ir nesses lugares, pelo menos foi o que o meu pai me disse! - Dorise bradou ansiosa e Sonda que já estava furiosa com a situação, ficou mais furiosa ainda.
- Mas pode fazer fofocas e deixar as pessoas mais nervosas do que estão, não é, Dorise? - Sonda perguntou estúpida.
- Ai, desculpe! - Dorise pediu sem graça. - Mas isso não foi uma fofoca, Sonda! - Dorise mentiu ainda furiosa com a colocação da prima.
- Não foi? - Sonda perguntou colérica. - Mas é claro que foi, Dorise! - Sonda continuou ríspida com a prima.
- O quê você está fazendo aí? - Acácio aproximou - se da irmã, que olhou para ele de olhos arregalados. - E com quem você está falando? - Acácio perguntou, tomando o fone da mão da irmã, com toda a estupidez do mundo, e Dorise, mais que depressa foi correndo chorar no ombro da mãe.
- Filho? - Olívia perguntou surpresa com a atitude do garoto. - O quê você fez com a sua irmã? - Olívia continuou alisando a cabeça da filha, que chorava copiosamente, abraçada à mãe. - Que grosseria é essa, meu filho? - Olívia continuou escandalizada, ao passo que, Acácio, por sua vez, só olhava para a mãe, segurando o fone na mão.
- Ela deve ter ligado para a Sonda, e no mínimo fez fofoca para ela! - Acácio disse firme, e colocou o fone no ouvido.
- Quem é que está do outro lado da linha? - Acácio perguntou assustado e ouvindo o tremendo desaforo de Sonda.
- Seu cachorro, seu desgraçado! - Sonda gritou furiosa. - Agora você anda ligando para a Bunnie e falando coisas indescentes no telefone para ela? - Sonda perguntou colérica. - Tudo isso só porque ela venceu esse maldito concurso? - soluçou e Acácio, por sua vez, emudeceu, pois não conseguia responder à tremenda fúria da namorada.
- Depois a gente se fala, Sonda! - Acácio bradou, desligando o telefone no ouvido de Sonda, sem ao menos ouvir os demais desaforos que Sonda tinha para dizer - lhe, e... Quando Sonda percebeu, o telefone estava mudo e ela também colocou - o no gancho com toda a brutalidade do mundo e foi correndo chorar em seu quarto.
- Aquela vagabunda! - Sonda praguejou furiosa. - Venceu o concurso e agora, de quebra, quer tirar o Cacio de mim! - Sonda continuou furiosa, enquanto o irmão e a mãe a olhavam surpresos.
- Pronto! - Sandro bufou furioso, ao ver Sonda fechar a porta atrás de si. - Mais uma confusão! - Sandro encarou a mãe.

- A Sonda até parece um carrapato! - Acácio reclamou, coçando a cabeça e olhando para Dorise que ainda chorava e a mãe olhava sério para ele. - Foi por sua culpa, Dorise! - Acácio olhou furioso para a irmã, que continuava chorando feito uma louca. - Você é uma tremenda fofoqueira mesmo! - Acácio continuou furioso com ela. - Fofoqueira! - gritou olhando - a com o olhar acusador. - A maior fofoqueira do mundo! - Acácio continuou furioso e retirou - se da sala furioso, ouvindo o choro estridente da irmã manhosa.
- Ah, eu já te falei, minha filha! - Olívia começou a falar, dando conselhos à pobre filha descabeçada. - Você sabe muito bem como a sua prima é! - Olívia continuou furiosa com a filha. - E ainda por cima vai fazer fofocas para ela? - Olívia continuou acariciando a filha, que chorava copiosamente.

- O povo do bairro está até engolindo sangue e cuspindo fogo! - Deda bradou entrando em casa, cheia de pacotes do mercado. - Tudo porque já ficaram sabendo que a Bunnie é Miss! - Deda continuou falando e olhando para os dois filhos que estavam bem esquisitos. - O quê aconteceu entre vocês dois? - Olívia perguntou curiosa. - Vocês dois brigaram? - perguntou, olhando feio para os dois garotos, que nada diziam, enquanto Bunnie, por sua vez, colocava as compras na pequena dispensa que eles tinham.
- Você prefere contar, ou prefere que eu conte, Bunnie? - Zinho perguntou e Bunnie quase deixou cair o açúcar.
- Nenhum dos dois! - Bunnie respondeu ríspida. - Eu gostaria que a mãe não ficasse sabendo de nada, Zinho! - Bunnie continuou ríspida, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a mãe. - E se eu quisesse que a mãe ficasse sabendo, é claro que eu logo contaria! - Bunnie bradou, olhando feio para o irmão, que estava totalmente sem graça. - E outra coisa... - Bunnie continuou altiva. - Se eu quisesse que ela ficasse sabendo, eu iria correndo encontrá - la no mercado e contaria todo o feito para ela! - Bunnie continuou no mesmo tom de fúria.
- É mesmo? - Zinho perguntou às gargalhadas. - Pois então, eu estou vendo que você não vai contar nada para a mãe, e vai deixar as coisas como estão! - Zinho olhou feio para a irmã, que nada dizia, apenas o encarava furiosa e altiva. - E aí, quando for amanhã, você vai chegar em casa com a cara toda arranhada e vai inventar qualquer história! - Zinho apontou o dedo para Bunnie, que nada disse, apenas olhou furiosa para o irmão.
- Eu acho melhor você falar logo, filha! - Deda olhou furiosa para Bunnie, que engoliu em seco. - Porque agora, já que o Zinho começou, é melhor que você mesma termine, porque eu quero saber! - Deda olhou sério para a filha, que baixou os olhos tristes.



- Está bem! - Bunnie concordou furiosa. - É que antes de iniciar o baile, o Cacio foi lá na porta e pegou o número do nosso telefone comigo, falando que depois me ligaria, pois ele não podia ficar no baile, por conta da confusão da Sonda comigo! - Bunnie disse devagar, sob o sorriso sarcástico de Zinho.



- E o Cacio ligou para cá e ficou falando coisas indescentes para a Bunnie que não é nada boba! - Zinho bradou furioso, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para ele. - E eu fui até a extensão, porque eu achei que a Bunnie estava brincando! - Zinho foi logo justificando o seu erro, sob os olhares reprovadores da mãe. - E eu não percebi que era o Cacio, mas logo a Bunnie me contou que era ele! - Zinho completou, o que Bunnie não queria contar.



- Pelo amor de Deus, minha filha! - Deda começou a alertar Bunnie, ainda nervosa. - Confusão com aquele gente não! - Deda até arrepiou - se em pensar na situação pela qual a filha estava passando. - Ontem, de inveja de você, a Sonda quase te arrebentou! - Deda continuou nervosa. - E agora, ela tem razão em fazer isso! - Deda continuou nervosa com a situação.



- Mãe, eu juro para a senhora que não vai acontecer nada não! - Bunnie apelou ainda nervosa e olhou furiosa para o irmão que estava furioso com a situação.



- E você tem tanta certeza disso, filha? - Deda perguntou furiosa. - Você ainda não sabe como é a Dorise? - Deda continuou furiosa. - Ela fica de olho e de ouvido em tudo! - Deda até benzeu - se. - E é fofoqueira como a mãe e no mínimo a Sonda já deve estar sabendo e você não tem como se defender contra essa família maldita! - Deda continuou furiosa com a filha, que olhava nervosa para ela.



- Foi o que eu falei para ela, mãe! - Zinho acudiu, nervoso com a situação que se seguia.



- Você tem poder para desmanchar todas as minhas conquistas, não é, Zinho? - Bunnie perguntou colérica, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela com um sorriso zombeteiro. - Seu jogador de meia pataca repetente! - Bunnie continuou furiosa com o irmão, que agora, olhava surpreso para ela.



- E você também não fica atrás, Bunnie! - Zinho replicou furioso. - Aposto que você ficou nervosa quando eu comecei a contar para a mamãe sobre as peripécias suas e de Acácio! - Zinho continuou falando com Bunnie e com o olhar acusador. - Sua vaca! - Zinho olhou bem nos olhos da irmã, que ficou surpresa com o xingamento do irmão.



- Você tem inveja de mim, Zinho! - Bunnie bradou furiosa e ofegante, pronta para tacar o que tivesse na mão, em direção ao irmão. - Porque você sabe que eu tenho mais condições de subir na vida do que você, Zinho! - Bunnie continuou furiosa com o irmão, que nada dizia, apenas escutava, com um sorriso zombeteiro nos lábios. - Você não vai ter condições nunca, de ser um jogador da seleção brasileira, porque lá, eles não aceitam jogadores repetentes! - Bunnie continuou furiosa e deu uma tremenda gargalhada na cara do irmão, deixando o irmão totalmente desconcertado com a situação que ele mesmo havia provocado para ela. - E tem mais uma coisa! - Bunnie apontou o dedo para Zinho. - Isso é para quem pode e não para quem quer, maninho! - Bunnie olhou bem na cara de Zinho. - E a sua mina que é tão esquisita! - benzeu - se e retirou - se furiosa da cozinha, observando que Zinho corria atrás dela para bater.


- Não, Zinho! - Deda também corria atrás do filho, para detê - lo. - Você não vai bater nela! - Deda, num italiano arrastado, puxou o filho para si e esse, por sua vez, quase caiu.


- Mamãe, por quê a senhor ainda imita o papai? - Zinho perguntou curioso.


- Oras! - Deda deu de ombros. - Você sempre me pergunta isso, filho! - Deda olhou feio para o filho. - Já me perguntou várias vezes e por quê pergunta de novo, filho? - Deda perguntou furiosa com a insistência do garoto, que olhava surpreso para ela. - E você vai passar de ano ou não vai? - Deda desviou o assunto, dando três tapinhas na bunda do filho, que deu um sorrisinho malicioso, tentando afastar - se da mãe, para não responder.


- Mamãe, pelo amor de Deus, não fique falando para todo mundo que a Bunnie é Miss, porque ela não merece tanta coisa assim! - Zinho aconselhou a mãe, que olhava furiosa para ele. - A senhora percebeu que ela vai nos prejudicar novamente! - Zinho olhou sério para a mãe. - Aquela vez foi a briga da senhora com a dona Olívia e da Bunnie com a Sonda e agora, novamente acontece tudo de novo! - Zinho olhou para a mãe, que olhava para ele sem nada dizer.


- E eu estou pouco me importando com o que aqueles invejosos dizem e pensam! - Deda bradou furiosa. - E eu vou continuar falando que a Bunnie é Miss e pronto! - Deda olhou bem nos olhos do filho, e Zinho, por sua vez, ainda passou em frente ao quarto de Bunnie e deu um aceno provocante, junto com um enorme e sarcástico sorriso e levando uma tremenda portada na cara.




- Você viu, Olívia? - Deda perguntou, logo depois do almoço, passando pelas ruas do bairro e provocando quem ela queria provocar.


- O quê? - Olívia perguntou seca, lavando o quintal da casa e a mangueira ligada, esguichando água em abundância.


- A minha filha é Miss! - bradou toda orgulhosa, enquanto Olívia olhava para ela com a cara de deboche.


- Grandes coisas! - Olívia deu de ombros, em sinal de desaforo. - E a minha sobrinha ficou em segundo lugar! - bradou Olívia satisfeita, também fazendo pouco da mulher.


- É mesmo, Olívia? - Deda perguntou com pouco caso. - A sua sobrinha ficou em segundo lugar e a minha filha ficou em primeiro lugar! - Deda bateu no peito, toda orgulhosa, enquanto Olívia, por sua vez, olhava para ela com pouco caso. - Então... Significa que a minha filha é muito mais bonita do que a sua sobrinha! - Deda continuou feliz, por ter ganhado alguma coisa, pelo menos dessa vez.

- Orgulho se acaba com água fria! - Olívia bradou furiosa e esguichando a mangueira de água abundante para o lado de Deda, e essa, por sua vez, começou a correr, tomando banho de água fria, ao passo que Olívia ria da situação e continuava com a mangueira apontada para a rival, toda surpresa e furiosa com o que estava acontecendo.


- Não acredito! - Sonda saiu para fora e Eleomara, que passava na rua, veio ao encontro dela.

- Nossa, o quê está acontecendo? - Eleomara perguntou olhando surpresa para Sonda.

- A minha tia está tacando água fria em Deda! - Sonda bradou às gargalhadas e Eleomara, por sua vez, também acompanhou - a nas gargalhadas.

- Não, Olívia! - Deda gritou, dando gritinhos e correndo pela rua e Olívia, por sua vez, fez questão de sair com a mangueira do lado de fora, e ficou dando banho na mulher, até ela sumir, com as roupas todas molhadas e dando pulinhos e gritinhos pela água fria estar batendo em seu corpo quente.

E todos os vizinhos e os demais que passavam, riam da situação, pela qual Deda estava passando novamente.

- Vem me provocar? - Olívia perguntou furiosa, sem perceber que agora jogava água no carro do marido que tinha chegado e nem percebeu ainda, que jogava água no próprio marido!


- Eu avisei, mamãe! - Zinho bradou, ao ver a mãe chegando furiosa e com as roupas todas molhadas.

- O quê foi que aconteceu, mãe? - Bunnie perguntou, ao ver a mãe chegando toda molhada e observando Sonda e Eleomara rirem do portão da casa de Sonda.

- A vaca está ali, olha! - Sonda apontou para Bunnie que olhava furiosa para as duas garotas.

- O quê aquela vagabunda está falando e apontando para cá? - Bunnie perguntou furiosa.

- No mínimo ela está te chamando de vaca e está dando risada, mas... - Zinho gargalhou maldoso. - Furiosa por dentro, por ter que aturar você e querer te dar um pau! - Zinho gargalhou ainda mais. - E eu vou achar bem feito, quando isso acontecer! - Zinho continuou às gargalhadas, ao passo que a irmã virava a cara e entrava junto com a mãe que estava toda molhada e tinha que se trocar rapidinho, para não chegar atrasada no serviço.
- O quê está acontecendo, mulher? - Acamir perguntou, encarando Olívia, totalmente incrédulo. - Você resolveu lavar a rua, o meu carro e me lavar também? - Acamir continuou furioso e com as roupas todas molhadas e Olívia, por sua vez, estava totalmente sem graça e foi baixando a mangueira até que a desligou.
- Nada a ver, Acamir! - Olívia bradou furiosa. - É que a Deda veio aqui me provocar! - Olívia explicou furiosa.
- E o quê a pobre da Deda veio te falar, dessa vez, Olívia? - Acamir perguntou ainda furioso.
- Ela veio me provocar, falando que a filha dela é Miss e eu falei que a Sonda tinha ficado em segundo lugar e ela ficou me provocando, falando que primeiro lugar é melhor do que segundo lugar e eu falei para ela que orgulho se acaba com água fria e esguichei a mangueira nela, oras! - Olívia bradou, observando Dorise rindo muito da situação pela qual o pai se encontrava.
- Você está mais parecendo mulher de favela, Olívia! - Acamir encarou a mulher, que ficou surpresa com a atitude dele. - Mulher de favela é que fica brigando por coisas tolas! - Acamir continuou furioso. - Deixa todos esses vizinhos pra lá, Olívia! - Acamir continuou furioso com a mulher, que ficou novamente surpresa porque ele não deu apoio para ela.
- Olha aqui! - Olívia apontou o dedo para o marido, com muita fúria. - Se fosse a Marion, você ia lá, dar o maior apoio para ela! - Olívia continuou, no mesmo tom de fúria, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para ela. - Só que como as coisas aconteceram comigo, você fica com esses desaforos idiotas! - Olívia continuou no mesmo tom de fúria. - E o seu filho é um safado igualzinho a você! - Olívia bradou, entrando atrás do marido que ainda estava todo molhado, pelo banho que havia tomado de mangueira.
- E o quê foi que aconteceu dessa vez, mulher? - Acamir perguntou incrédulo, e dirigindo - se ao banheiro, a fim de trocar de roupas.
- Ele pegou o número do telefone da Bunnie, naquela escapadela que ele deu ontem para ir até a porta da escola, falar com o Herbert e ficou ligando para ela, falando coisas indescentes para ela, e iludindo - a! - Olívia disse furiosa, ainda na porta do banheiro, ao passo que Acácio, por sua vez, comia sua macarronada rapidinho para poder sair dali, e não levar bronca do pai, mas só que não deu tempo, pois o pai saiu sem camisa do banheiro e dirigiu - se a ele, pronto para brigar com o filho.
- O quê foi que aconteceu, Acácio? - Acamir perguntou furioso. - Você está namorando a Sonda e quer a Bunnie agora? - Acamir continuou estúpido, ao passo que Acácio, por sua vez, nada respondia, pois engolia a macarronada em seco.
- Puxou a você, Acamir! - Olívia apontou furiosa para o marido, que olhava para ela com desdém. - Está com uma mulher e vai atrás de outra! - Olívia bradou, sob os olhares de ódio do marido.
- Cale a sua boca, mulher! - Acamir bradou ríspido. - Que agora o meu negócio é com o seu filho e não com você! - Olívia continuou no mesmo tom.
- E a mãe também não contou que a Dorise também fez fofoca para a Sonda? - Acácio perguntou, não querendo levar a bronca sozinho. - Quando a mãe estava me dando bronca, a Dorise foi lá no telefone e contou a fofoca todinha para a Sonda! - Acácio acusou, apontando para a irmã que começou a chorar, de medo de apanhar do pai, que a olhou furioso.
- Leve essa garota fofoqueira daqui, Olívia! - Acamir gritou, olhando feio para a filha, que chorava copiosamente. - Porque ela também não presta igual à você! - Acamir continuou furioso com a filha e com a mulher. - Ela adora uma fofoca! - bradou, vendo Olívia amparando a filha nos braços e retirando - a dali, ao passo que Acamir servia - se do suculento macarrão preparado pela mulher.



domingo, 10 de junho de 2012

A Fúria...

- Não é que todo mundo percebe, todo mundo acha que essas garotas bonitas, é claro, estão cheias de maquilagem, vestido de gala, e que todas estão arrumadas apenas para o concurso, é claro que são bonitas! - Zinho concluiu feliz, observando o enorme sorriso de Marion. - E não é nem questão de ser bonita mesmo, é que as pessoas não gostam mesmo de você! - Zinho, concluiu todo sorridente e feliz por estar bem próximo à sua amada Marion. - Mas eu gosto! - Zinho bradou, depois do pequeno suspense e Marion, por sua vez, ainda olhou para trás e viu Acácio com a atenção voltada para todas aquelas garotas belíssimas que estavam aguardando o resultado final, e que também dirigiam seus olhares afetuosos para ele, o garoto mais belo da escola, e assim, Acácio nem percebeu que Marion estava ali, olhando admirada para ele.

- E agora chegou o grande momento! - Sandro bradou ansioso e feliz por estar perto de todas aquelas belas garotas.
- O Sandro que deve estar feliz, não? - Acácio, por sua vez, dirigiu a sua palavra à Herbert, que só jogava as suas atenções para cima de Sonda, mas também, ligeiramente, observou que Marion também olhava para Acácio.
- É! - Herbert concordou, ainda olhando para Marion. - E quem dera eu estar ali, no lugar do seu primo, próximo às quatro finalistas? - Herbert suspirou todo feliz e ansioso por estar perto de Sonda.
E Acácio, por sua vez, nem precisou perguntar nada ao Herbert, a respeito do "porque" dele querer estar ali, próximo às quatro finalistas, porque ele já sabia a resposta final...
- E quem não sonha? - Acácio perguntou sorridente e também olhou para trás, apenas para certificar - se o "porque" do amigo olhar tanto para trás.
- E você Acácio, que fica suspirando pelas quatro finalistas do concurso enquanto a sua amada ficou te olhando, e no mínimo ela sentiu ciúmes de você! - Herbert comentou, ainda olhando para Marion, enquanto Acácio, por sua vez, a olhava também, causando um enorme e intrigando ciúmes em Zinho, que bufava de raiva.
- A Marion? - Acácio perguntou baixinho e Marion, por sua vez, começou a prestar a atenção no concurso, já que Acácio e Herbert, olhavam atenciosos para ela.
- E pelo jeito, o Zinho está cantando a sua amada, cara! - Herbert comentou baixinho, enquanto Acácio, por sua vez, olhava furioso para Zinho que nem se importou.
- E eu não posso nem me aproximar dela! - Acácio reclamou triste e cabisbaixo. - O quê você acha que eu devo fazer, Herbert? - Acácio perguntou, querendo ouvir um bom conselho do garoto, que sorriu feliz.
E todos os garotos estavam ansiosos por saberem quem seria a dona da belíssima coroa de flores, que era a coroa do concurso Miss Primavera, e as demais garotas roíam as unhas de inveja, porque também queriam estar entre as quatro finalistas, e todas as garotas da escola sonhavam com esse dia, mesmo sendo bonitas ou feias, não interessava...
Mulher sonha com essas coisas e mulher é tudo igual...
Tem aquelas que dizem que não sonham, mas no fundo... Elas sonham...
Só que não dão o braço a torcer!
- E os resultados finais do concurso Miss Primavera, estão aqui em minhas mãos! - Sandro anunciou recebendo o envelope das mãos de uma garota. - E primeiramente, vamos chamar a vencedora do ano passado, para o seu último "adeus", a Marilene Gomes! - Sandro anunciou contente e todos aplaudiram, para a garota que passeava pelo palco e ela estava lindíssima!
Morena de rosto cheio, e de cabelos lisos e soltos, sorridente, acenando o tradicional "adeuzinho" de Miss e com direito à marcha de despedida e tudo!
- Conhece? - Acácio perguntou ansioso para mentir e Herbert, por sua vez, começou a suspirar pela bela garota. - É a filha mais velha do inspetor Gomes! - Acácio, continuou, e ambos olharam para o inspetor Gomes com todo o respeito do mundo, que estava ali parado, todo sorridente, e até ajeitando a gravata de tão orgulhoso que estava da sua filha, que acenava para todos, como se fosse uma verdadeira Miss Brasil, em noite de despedida.
- Uau, cara! - Herbert continuou suspirando pela garota. - Ela é linda! - Herbert continuou ansioso, enquanto Acácio, por sua vez, sorria feliz e ansioso por mentir para o garoto bobo e de rosto bem esfogueado, tonto pela beleza da garota.
- Ela já terminou o terceiro ano, faz faculdade, agora, e você precisa de ver, ela é inteligentíssima! - Acácio anunciou, suspirando de olhos fechados, enquanto Herbert, por sua vez, notava a alegria do amigo. - E quando ela estudava aqui, o ano passado, ela era o sonho de consumo de todos os garotos da escola! - Acácio comentou ansioso.
- Puxa, pena que eu não estudava aqui! - Herbert comentou ansioso e feliz.
- E muitas garotas não gostaram quando ela foi eleita a Miss Primavera de 1980! - Acácio bradou ansioso, e lembrando - se do que havia ocorrido com a garota o ano anterior.
- Que pena! - Herbert continuou sorridente e ansioso pela garota bela que desfilava dando "adeuzinhos" a todos os que a aplaudiam. - As garotas dessa escola são muito invejosas! - comentou Herbert feliz e contemplando a bela garota desfilando simpática e sorridente.
E a bela garota trajava um vestido longo branco e bem bonito.
E, sempre sorridente, com a coroa de flores na cabeça e a faixa branca escrito em letras azuis: "Miss Primavera 1980!" E o cetro na mão direita e quando ela mudava de lado, mudava seu cetro.
A garota sentou - se no trono de Miss Primavera e Sandro, por sua vez, começou a falar novamente, todo feliz e sorridente.
- Muito bem, vamos à lista de prêmios da nova Miss Primavera que irá ganhar um belíssimo estojo de maquilagem, e um automóvel zerinho! - Sandro mentiu, sob as gargalhadas de todos os presentes ali. - Perdoem - me! - Sandro pediu calmo e brincalhão. - É que eu estou lendo a lista de prêmios do concurso Miss Brasil! - Sandro continuou simpático.
- Eu já andei dando uns maios na filha do inspetor! - Acácio mentiu com a cara mais deslavada do mundo, enquanto Herbert, por sua vez, ria da mentira deslavada do garoto.
- Ah, você acha que uma mina desenvolvida dessa daí, com dezoito anos agora, vai deixar um mino de doze anos encostar nela? - Herbert perguntou às gargalhadas, enquanto Acácio, por sua vez, olhava furioso para ele. - Nem pinto você tem direito, cara! - Herbert continuou furioso com o garoto, que continuava olhando feio para ele. - Deixa de ser besta, seu idiota! - Herbert continuou furioso com Acácio, que não estava nem acreditando na fúria do garoto. - E se eu tivesse a sua Sonda, jamais eu teria a coragem de falar isso! - Herbert caçoou de Acácio, cobiçando a namorada do garoto, enquanto ele olhava para Marion que estava atenta ao resultado do concurso e nem prestou a atenção se Acácio olhava ou não para ela.
- E vamos continuar anunciando a lista de prêmios do concurso Miss Primavera! - Sandro anunciou, sendo aplaudido novamente, pois haviam lhe enviado uma nova lista, e essa mesma, era a lista real de prêmios.
- Leia rápido porque eu estou com pressa! - Zinho bradou, olhando para o relógio e sendo vaiado pelos demais, e aí foi que Marion viu que Acácio estava olhando para ela, e logo que avistou - o, seu coração acelerou...
- A vencedora também irá ganhar, além de todos os apetrechos de Miss, um belíssimo vestido de gala e um porta treco lindíssimo e... - pigarreou malicioso.
- Um porta pênis! - Zinho bradou, despertando gargalhadas dos demais presentes.
- E uma belíssima máquina de escrever, um curso de modelo, e uma viagem para o Rio de Janeiro, com tudo pago! - Sandro bradou, deixando as quatro finalistas ansiosas e felizes e o alvoroço dos jurados, porque ninguém acreditava que Sandro tinha tanta imaginação para inventar prêmios para as finalistas do concurso.
- Anuncie logo! - Zinho bradou furioso e ansioso para ver sua irmã desfilando de vencedora.
E Marion, por sua vez, ficou observando Zinho, preocupada com a reação dele.
- E todo o concurso de beleza tem que ter sua Miss Simpatia, então... - Sandro, por sua vez, fez suspense. - A Miss Simpatia desse ano é Bushina Rostti! - Sandro anunciou, e Bunnie, por sua vez, até vibrou, de tão feliz que ficou e recebeu a faixa de Miss Simpatia da vencedora do ano anterior e as belíssimas flores primaveris e acenou para o público que a aplaudiu de tão felizes que ficaram, mas... Ainda a sorte reservava mais para Bunnie.
E observando tudo isso, Sonda já ficou furiosa com a situação que estava ocorrendo com Bunnie, que estava toda ansiosa e feliz, querendo roubar o namorado dela, e ainda...
Ainda levando de quebra, o título de Miss Simpatia, mas... Se ela soubesse o que o destino teria reservado à Bunnie, naquele momento, ela ficaria mais furiosa ainda...



Da quarta colocada até restarem as duas finalistas, Sonda e Bunnie, que ainda estava emocionada, com a faixa de Miss Simpatia, e todas vibraram e agora...



Agora Sonda tinha a extrema certeza de que seria ela a Miss Primavera, e nem tampouco importou - se com todo o glamour que Bunnie representava, e nem com tudo o que ocorria ali, naquela platéia, onde todos estavam bradando "Bunnie, Bunnie"!



Até com palmas ritmadas.



E infelizmente Sonda teve que usar de extrema falsidade e abraçar Bunnie, desejando - a "boa sorte", assim como fazem as misses em todo final de concurso de beleza e Bunnie teve que fazer o mesmo.



- Anuncia logo, vai! - Zinho bradou ansioso, despertando a curiosidade dos demais que ficaram curiosos para saber de onde vinha a voz daquele cara tão apressado que fazia até raiva.



- A Miss Primavera, pela opinião do júri é... - Sandro começou a fazer suspense, enquanto todos faziam silêncio, para ver de quem seria a vencedora do concurso do ano corrente, enquanto as duas finalistas, seguravam as mãos uma da outra, ansiosas e nervosas para ouvirem o resultado final e Sonda, por sua vez, já imaginava - se desfilando toda feliz por ter vencido o concurso e Bunnie, por sua vez, imaginava - se na mesma situação. - Bushina Rostti! - anunciou, observando Bunnie, toda ansiosa, e todos aplaudindo por unanimidade e ficou tão surpresa, que até ficou de boca aberta, e com a mão na boca, enquanto Sonda, por sua vez, ficou muito magoada com o resultado final, cumprimentou a garota, totalmente sem graça, e saiu logo do local, nervosa, pegou com toda a brutalidade, as flores, que lhe foram oferecidas e logo saiu e Claudete, por sua vez, observou o comportamento abrupto da filha, e ficou com medo dela fazer alguma coisa de errado, contra a vencedora do concurso, porque ela conhecia muito bem a filha que tinha.



E a vencedora do ano anterior, foi atrás de Bunnie, e colocou a coroa na cabeça dela, que até fechou os olhos, feliz, por realizar o grande sonho de ser Miss Primavera, o sonho de todas as garotas da escola.



E Bunnie, por sua vez, sorriu com a bela coroa de flores na cabeça, e com lágrimas nos olhos, de tanta emoção que estava sentindo, e as demais a cumprimentaram com beijinhos, e mais beijinhos e limpavam as faces sujas de batom da garota vencedora, e a faixa também foi colocada por cima da faixa de Miss Simpatia e Bunnie, por sua vez, desfilou feliz, toda feliz...



E as flores foram oferecidas para Bunnie, que as pegou delicadamente e feliz e Acácio, por sua vez, ficou suspirando por ela, esquecendo - se da filha do inspetor...



E a nova Miss Primavera até esqueceu - se de Sonda, que estava totalmente transtornada, e furiosa, por Bunnie também querer roubar seu namorado e agora por ela também roubar - lhe o concurso Miss Primavera e Sonda ainda estava totalmente transtornada, pronta a fazer qualquer loucura, queria pegar Bunnie pelos cabelos e tirar aquela maldita coroa horrorosa da cabeça dela, e destruir flor por flor...



E foi isso que ela acabou fazendo, mais tarde, não ficou só na vontade não...



Ela acabou aprontando o maior escândalo da história da escola e do concurso Miss Primavera também...



E quando Bunnie já estava com o cetro na mão, junto com as flores, ela começou a desfilar, ainda com lágrimas nos olhos, de tão feliz e ansiosa que estava, de lábios trêmulos de emoção, começou a desfilar como a eterna vencedora e a plena certeza de ser bela e a mais bela da escola...



E Sonda ainda de cara amarrada, sem esboçar nenhum sorriso sequer, ficou ali, intacta, esperando o momento certo para agir, e ela esperava ansiosa para terminar toda aquela emoção e aquela parafernália toda, para fazer o que ela achava que tinha que fazer, vingar a vencedora do concurso Miss Primavera.



- Parece até um concurso Miss Universo! - suspirou Marion ansiosa e feliz por ver tamanha beleza desfilando. - Já pensou? - Marion continuou sorridente e sonhadora. - Pena que a coroa não é de platina com pedras de diamante! - reclamou Marion, fazendo beicinho, enquanto Zinho, por sua vez, olhava ansioso para ela.



- Mas a coroa que eu vou te dar, vai ser! - Zinho respondeu aos sonhos de Marion, com outro sonho impossível. - Vai ser até mais bela do que a coroa do concurso Miss Universo! - Zinho continuou aos suspiros, olhando para a sua amada, que até suspirou junto com ele, de tão feliz que estava e nem se importou com a tola promessa de Zinho.



- Eu tenho certeza que a coroa que você pode vir a me dar no futuro, poderá ser de inox com pedrinhas de brilhantes falsos, aí sim, eu acredito! - Marion continuou feliz, esboçando um sorriso e olhando para Acácio que também olhou para ela e... Seus olhares se encontraram.



- E você acha que só o Cacio pode ter dar uma coroa mais bela do que a coroa da Miss Universo? - Zinho perguntou furioso, observando que os dois olhavam - se apaixonados.



- Mas é claro que não! - Marion respondeu furiosa. - Em primeiro lugar, ele não me prometeu nada! - Marion continuou furiosa com Zinho, que a encarava surpreso. - Assim como você que está prometendo agora! - Marion reclamou ainda no mesmo tom de fúria, e Zinho, por sua vez, ficou quieto.



- Marion, eu não sei se você se lembra, mas fui eu quem venci o concurso de Mister da escola, o ano passado! - Zinho olhou sério para a amada, que sorria feliz.



- Jura? - Marion perguntou surpresa. - Nossa, eu nem me toquei, Zinho! - Marion continuou sorridente e surpresa, ao passo que Zinho, por sua vez, ria ansioso para ela, enquanto Marion lembrava - se de que o belo garoto que havia vencido o concurso de Mister da escola, o ano anterior era Zinho! - Por isso que eu estava vendo, que você não me era estranho! - Marion continuou sorridente e encarando ao garoto.



- É. - Zinho concordou cabisbaixo. - E um dos prêmios era a Quarta Série "A"! - Zinho sorriu encabulado. - Que não foi possível, pois eu fui reprovado, porque era para eu estar na Quinta Série "A" e acabei indo para a Quarta Série "C", sua sala, e ainda bem! - olhou - a nos olhos. - Porque senão eu não ia ficar tão íntimo assim com você, Marion! - Zinho continuou suspirando pela garota, que sorria encabulada. - E no bairro também tem concurso de beleza! - Zinho continuou feliz. - Você não quer participar? - perguntou ansioso.



- Eu já disse para você, que eu não tenho condições de ser Miss! - Marion bradou um pouco impaciente. - E onde são confeccionadas essas coroas? - Marion perguntou ansiosa.


- Bom, essa eu não sei! - Zinho bradou sorridente. - Acho que essa coroa que está na cabeça de Bunnie, foi feita aqui na escola! - Zinho bradou ansioso para cumprimentar a sua irmã. - Pelos próprios alunos, mas as coroas do concurso de Miss do Bairro, são feitas em uma casa, porque eu já vi, e já peguei uma coroa daquelas na mão, é linda! - Zinho suspirou de olhos fechados, enquanto Marion olhava para ele totalmente encantada e Acácio, por sua vez, sentia um tremendo ciúmes da cena que estava contemplando. - Você tem que ver, Marion! - Zinho continuou entusiasmado, enquanto Marion, por sua vez, continuava feliz e satisfeita. - A coroa do concurso do bairro, é mais bonita do que essa coroa de flores que a Bunnie está usando e é pesada, como chumbo! - Zinho continuou feliz. - E se você ganhasse, aquela coroa ficaria linda em sua cabecinha! - Zinho continuou ansioso, e sonhando em ver Marion toda feliz, vencendo um concurso igualzinho à sua irmãzinha Bunnie. - Vamos lá, Marion, abraçar a minha irmã, afinal de contas, ela é a nova Miss Primavera! - Zinho bradou, puxando Marion, depois que abriram para todos cumprimentarem a vencedora!
E realmente, Bunnie estava muito linda mesmo... E Marion observou que a garota estava cheia de maquiagem, encobrindo seus defeitos no rosto, por algunas acnes e manchas do sol.


E Bunnie era perfeita!


Um belíssimo rosto redondo e bem branquinho como se fosse um copo de leite, olhos amendoados e negros, como a noite, cabelos encaracolados e cheios, até os ombros, da mesma cor de seus olhos, duas covinhas no queixo, quando sorria.


Era bela, mas nem tanto, como aparentava ali, no presente momento...


E além das duas covinhas, que eram o charme do seu rosto, também tinha uma covinha transversal no queixo, que também fazia parte do seu maior charme!


"- Ah! Quem me dera eu ser bela como ela!" - Marion suspirou, observando aquela garota maravilhosa e simpática, que beijava todos os que iam cumprimentá - la. "- E quem sabe, com isso, eu sendo a mais bela da escola, o Cacio deixaria a Sonda e ficaria comigo!" - Marion continuou ansiosa e em seus devaneios em relação ao seu amado Acácio.


Bunnie era alta, elegante, e com um minúsculo corpinho e Marion também não ficava atrás, e a diferença entre ela e Bunnie, é que a última chamava mais a atenção do que a própria Marion, talvez por ser até mais vaidosa e simpática e possuir outros quesitos que Marion e outras garotas achavam estranho para elas, o de ser oferecida e sem vergonha.


- Nossa Zinho, essa é mesmo a sua irmã? - Marion perguntou ainda duvidando, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para Marion, enquanto todos os professores que fizeram parte do júri estavam cumprimentando Bunnie, a garota mais bela da escola.


E quando a diretora, a dona Virgínia, foi cumprimentar Bunnie, a sua coroa até caiu, talvez por emoção ou por tanto medo da mejera da diretora!


E vendo a coroa caindo no colo de Bunnie, Virgínia, por sua vez, rapidamente, pegou a coroa do colo da garota e a colocou em sua cabeça novamente.


- Mas é claro que é a Bunnie, Marion! - Zinho bradou, sem paciência. - Você não está vendo como ela é bonita! - Zinho perguntou ansioso. - Parece o papai aqui! - bateu no peito todo ansioso e feliz. - Mamãe é que é assim! - Zinho bradou sorridente, referindo - se ao tom de pele da garota, e mostrando - lhe a mãe, que estava ansiosa para cumprimentar a filha, que tinha acabado de vencer ao concurso Miss Primavera. - É branca como ela, porque a minha mãe é descendente de árabe e o meu pai é italiano mesmo! - Zinho sorriu sem graça. - Só que ele também tem descendência com turco também, por isso é que eu sou moreno assim! - explicou todo feliz, batendo no peito, convencido de sua beleza. - E segundo as mulheres, os morenos é que são os mais gostosos e os mais bem dotados de membro masculino para satisfazê - las melhor, entende? - Zinho perguntou, observando Marion corar furiosa.


- A sua irmã parece até mais velha do que você, Zinho! - Marion notou a aparência da garota e Zinho, por sua vez, ficou sem graça com a colocação dela.


- Pouca coisa! - Zinho deu de ombros. - É que ela é mais sofrida do que eu, é um ano mais velha, e está na sala do Cacio! - Zinho cutucou Marion, que sentiu uma ponta de inveja da garota e de ciúmes também e o seu coração até acelerou - se, de ouvir o nome do amado Acácio, e ficou imaginando Acácio olhando para a bela garota e jogando assim, suas atenções encima dela.


E Sonda, por sua vez, foi muito cumprimentada, não satisfeita com o segundo lugar e sua mãe, por sua vez, ainda estava totalmente preocupada com a filha que ficou muito nervosa com o segundo lugar indesejável que ela tinha merecido!


E logo após Bunnie ver - se livre, Zinho foi cumprimentá - la, junto com sua mãe, e Marion, por sua vez, resolveu ficar de fora, pois não tinha amizade o suficiente com a garota e talvez ela não gostaria de ser cumprimentada por Marion, já que todo mundo falava mal dela mesmo, ela tinha medo de chegar lá e a garota ficar falando mal dela na cara dela, então...


Deixou o momento precioso para a família dela cumprimentá - la.


- Os meus parabéns pelo concurso, mana! - Zinho bradou todo festivo e feliz, cumprimentando a sua irmã.


- Você viu que legal? - Bunnie perguntou ansiosa. - O ano passado foi você que venceu, e esse ano, sou eu! - bradou toda festiva e feliz, e os dois abraçaram - se novamente e Marion observou que os dois davam - se muito bem, e desejou também que fosse assim entre ela, a mãe e o Fred, e a mãe de Bunnie, por sua vez, com todo orgulho da filha, e gostaria que sua mãe sentisse o mesmo orgulho dela, como Deda estava sentindo de Bunnie e Olívia, por sua vez, só prestava a atenção em toda aquela cena, de lábios crispados, de tanta raiva que estava sentindo de Bunnie ter vencido o concurso e a filha dela não.


- Preferia que fosse a Dorise que tivesse vencido! - Olívia bradou furiosa. - E no fim elegeram a assanhada da Bunnie! - continuou furiosa com a situação que Dorise estava passando. - Desclassificaram logo a Dorise, que é bem mais bonita do que a Bunnie! - Olívia comentou furiosa, com Acamir, que crispava os lábios de raiva da mulher, enquanto Dorise, por sua vez, chorava feito louca e foi amparar - se na mãe, que a abraçou por ela não ter vencido o concurso Miss Primavera.


- As coisas não são do jeito que você e a Dorise querem, mulher! - Acamir bradou ríspido e observou Marion ali, sozinha, e ele não pôde fazer nada, em relação à garota.




- Essa daqui é... - Zinho puxou Marion, que não estava querendo cumprimentar a Bunnie, por medo dela falar qualquer coisa que a ofendesse, quanto à sua aparência, como muitos faziam.


- Sua garota? - Bunnie completou, olhando sorridente para Marion e a puxou para ela, dando - lhe três beijinhos, enquanto Zinho ficava feliz com a reação da irmã e Marion, por sua vez, ficava surpresa com o que estava acontecendo com ela.


E Marion, por sua vez, cumprimentou Bunnie, totalmente sem graça, por saber que ela agora era a garota do Zinho, e não gostou muito da situação, mas... Acabou aceitando.


E Bunnie, por sua vez, era totalmente delicada, bem diferente das garotas que ficavam reparando em sua aparência, e ela até que gostou da garota, que era totalmente perfumada e bem educada, delicada no modo de se expressar e bem carismática, sorriso delicado, lábios carnudos que Acácio e outros garotos ficavam loucos para beijá - los, unhas compridas e pintadas de rosa cintilante, enfim... Tudo nela era delicado e perfeito, e Marion olhou para Sonda e observou sua cara feia e se fosse Sonda, jamais ela iria cumprimentá - la, e quase ninguém, com certeza, não a cumprimentaria, e nem tampouco os próprios professores.


"- Aposto que se a mamãe conhecesse essa garota, ela iria dizer que ela sim, era a companhia ideal para mim!" - Marion suspirou, mal sabendo que sua mãe não aprovaria Bunnie jamais para ser sua amiga, devido ao seu comportamento chulo.


- Eu sou o primeiro prêmio! - uma voz conhecida apareceu, quase que nos ouvidos de Marion, surpreendendo - a e logo Marion pôde observar como o sorriso de Bunnie havia mudado em relação àquela voz conhecida.


Era Acácio!!! Acácio que estava ali, atrás de Marion, fazendo - a ficar mole e trêmula e os olhos de sonda, por sua vez, soltaram chispas de ódio!

E Marion, por sua vez, acabou virando - se e dando de cara com os belos olhos de Acácio que até suspirou ao vê - la, pois ele já sabia que ela estava ali, e foi por isso que ele teve a idéia de cumprimentar Bunnie também, coisa que ele não faria, temendo o escândalo de Sonda!

E agora, já estava chegando a hora de Sonda armar o barraco que ela queria com Bunnie e com Marion.

- Ah, não! - Sonda bradou furiosa e dirigiu - se até o palco. - Eu não vou aceitar essa humilhação não! - Sonda bradou furiosa, indo até o palco com o intuito de chegar bem perto das duas garotas que ela queria acertar, e quando Acácio ia dar os três beijinhos para cumprimentar Bunnie, Acácio, por sua vez, sentiu um arrepio tremendo e logo soltou das mãos da garota e todos ficaram olhando surpresos para Sonda, e Bunnie, por sua vez, ainda estava sentada em seu trono e Marion próxima a ela.
- E aí? - Sonda aproximou - se, em sinal de provocação. - Você está vendo se pega a beleza de Bunnie, Marion? - Sonda continuou sarcástica.
- Por favor, nada de escândalos, Sonda! - Acácio ordenou furioso e dirigindo - se à namorada, que continuava olhando feio para ele.
- Como "nada de escândalos", Acácio? - Sonda perguntou ríspida. - Você fica perto dessa daí e ainda não quer que eu fale nada? - Sonda perguntou furiosa, apontando para Marion que até esquivou - se, e Zinho, por sua vez, ficou segurando nos ombros de Marion.
- Calma! - Zinho, por sua vez, sussurrou no ouvido de Marion e Acácio, por sua vez, não gostou nada da aproximação do garoto.
- E agora cumprimenta a vencedora e nem se importa comigo! - Sonda queixou - se furiosa. - Isso só foi porque eu fiquei em segundo lugar, Cacio? - Sonda continuou no mesmo tom de fúria.
- Calma, calma, Sonda! - Acácio tentou acalmar a namorada, que continuava olhando furiosa para ele. - Eu não sabia que você estava furiosa por causa disso! - Acácio bradou calmo, sob os olhares furiosos de Sonda. - Tudo bem que você não venceu o concurso, mas... - Acácio sorriu simpático para a namorada, tentando acalmar a fúria dela. - Não fique assim, isso são coisas da vida, Sonda! - Acácio continuou falando e acariciando o ombro da garota, que, por sua vez, desvencilhou - se dele, ainda furiosa com a situação.
- Não são coisas da vida nada! - Sonda respondeu, desvencilhando - se abruptamente do namorado, enquanto Acácio, por sua vez, olhava surpreso para ela. - Todas as atenções estão totalmente voltadas para essa daí! - apontou Bunnie com a cabeça. - E isso continua pela tarde toda! - Sonda continuou queixando - se furiosa e foi para cima de Bunnie que ainda estava sentada no trono de vencedora, boquiaberta com a situação que estava ocorrendo com ela.
- Minha filha, escândalos aqui não! - Claudete acudiu furiosa, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para a mãe. - Vamos para casa logo conversar! - Claudete tentou apaziguar a briga.
- Para casa? - Sonda gargalhou maldosa. - A senhora está louca, mãe? - Sonda continuou às gargalhadas. - Eu preciso resolver um problema que eu tenho que resolver agora, com essas duas garotas que ficam atrás do meu namorado! - Sonda continuou furiosa com as duas garotas que olhavam surpresas com a situação provocada por Sonda.
- Mas esse nervosismo seu não vai resolver nada, minha irmã! - Sandro também tentou acudir. - Olha... Olha a vergonha que você está fazendo a gente passar, pelo amor de Deus, vamos para casa resolver as coisas lá! - Sandro continuou tentando pegar Sonda pelo braço, que rapidamente desvencilhou - se do irmão e foi parar em frente à Bunnie.
- Pode ficar sentada que eu vou conversar com você daí mesmo! - bradou Sonda vendo que Bunnie estava levantando - se para ficar quase de igual para igual com ela, apesar de Sonda ser um pouco mais baixa e mais valente e furiosa.
- O quê você quer então, Sonda? - Bunnie perguntou com pouco caso. - Você quer a minha coroa? - Bunnie perguntou, com o maior pouco caso do mundo, vendo os lábios da garota crispados de ódio.
- Quero sim! - Sonda respondeu determinada. - Quero para fazer isso! - Sonda voou encima de Marion e tomou a coroa da cabeça da garota e começou a destruí - la, arrancando todas as flores feitas de papel crepom e amassando - as, uma a uma, todas as flores e rosas coloridas.
- Ahn! - Bunnie bradou chateada e vendo tudo aquilo acontecendo bem na sua frente, toda aquela fúria de Sonda. - A minha coroa, a minha coroa! - Bunnie começou a gritar, furiosa com a outra garota que agora começou a agarrá - la pelos cabelos e deu o que fazer para tirarem Sonda de cima de Bunnie que estava levando desvantagem, pois estava sentada em seu trono e Fred, por sua vez, aproveitava para fotografar o escândalo que Sonda estava causando e o concurso que seria uma festa, com bolo, salgadinhos e refrigerantes e ainda um baile que ficaria até a madrugada, o baile teve, mas... O bolo e os salgadinhos ficaram para depois... Apenas para os convidados vips, inclusive Bunnie de cabelos desmanchados e a coroa arrebentada.
E até que enfim, conseguiram tirar Sonda de cima de Bunnie que ficou totalmente assustada com o comportamento da garota que estava morrendo de inveja dela, por ela ter vencido o concurso de Miss Primavera.
Bunnie ficou totalmente desmentelada, maquiagem estragada, rosto manchado, cabelos despenteados e a coroa no chão, ainda foi pisoteada por Sonda, logo depois que ela foi pega pela mãe e pelo irmão que deu o que fazer e Sonda, por sua vez, ainda debatia - se furiosa com a situação que se seguia.
- Sua nojenta! - Sonda bradou debatendo - se furiosa. - Você me paga ainda! - Sonda continuou ofegante. - Pegando os namorados das outras! - continuou debatendo - se, louca para soltar - se da mãe e do irmão que a levaram dali e Nina, por sua vez, começou a dar gargalhadas da situação que estava acontecendo ali diante dela.
- Logo, logo, vai ser você! - Eleomara bradou furiosa. - Você pensa que eu não vou contar tudo para a Sonda? - Eleomara continuou encarando Nina, que continuava rindo da cara dela.
- Ah, mas se você contar, você vai ver o que vai acontecer com você! - Nina ameaçou furiosa. - Arranco todos esses seus dentes brancos, que você nem vai precisar ir ao dentista todo ano para cuidar dos seus dentinhos! - Nina continuou ameaçando, furiosa e todos já estavam atentos à discussão entre as duas garotas, e Acácio, por sua vez, saiu furioso dali do local.
- Você verá! - Eleomara retirou - se do local furiosa, deixando a outra sozinha.
- E por quê você vai sair fora da discussão, Eleomara? - Nina perguntou, querendo briga e não sendo ouvida pela garota que foi embora sem ao menos olhar para trás.

- Por quê você tirou o microfone de mim, Sandro? - Sonda perguntou colérica. - Assim você me desclassificou do concurso, e me deixou em segundo lugar! - Sonda, por sua vez, continuou reclamando furiosa. - Quando era para eu ser a nova Miss Primavera! - Sonda reclamou com o irmão que já estava dentro do carro com ela.
- Bobinha! - Sandro gargalhou. - Você acreditou mesmo que você seria eleita a Miss Primavera? - Sandro continuou às gargalhadas, enquanto Sonda, por sua vez, bufava de raiva do irmão. - Jamais você seria a Miss Primavera, Sonda! - Sandro continuou furioso com a irmã tolinha. - Porque a Miss Primavera teria que ser a Bunnie! - Sandro continuou, deixando a irmã furiosa. - E nem era para você estar nesse concurso, Sonda! - Sandro bradou, olhando feio para a irmã. - Porque você é muito criança ainda! - Sandro bradou todo sorridente, enquanto Sonda, por sua vez, olhava feio para ele.
- Eu não sou criança! - Sonda bradou furiosa, enquanto Sandro a olhava sorridente.
- Vamos parar com essa discussão idiota, gente! - Claudete acudiu, vendo que os ânimos entre os filhos não estavam caminhando bem. - Só sei que foi muito feio o que você fez, Sonda! - Claudete reclamou com a filha que ainda estava de beicinho. - Você foi muito mimada pelo seu pai, minha filha! - Claudete bradou, jogando a culpa no marido. - E eu até que estava ficando com orgulho de você, Sonda! - Claudete comentou dirigindo. - Mas agora, no presente momento, eu estou morrendo de vergonha de ser sua mãe, Sonda! - Claudete lamentou - se, olhando para a filha do espelhinho de cima do carro. - A mãe da segunda colocada do concurso Miss Primavera 1981, que fez o maior escândalo com a vencedora do concurso! - Claudete lamentou - se furiosa, e choramingando, enquanto Sonda, por sua vez, ficava chateada com o que a mãe dizia para ela. - E tem mais! - Claudete olhou feio para ela, logo que chegaram em casa. - O Sandro vem ao baile, agora você não! - Claudete proibiu furiosa, enquanto Sonda, por sua vez, olhava surpresa para ela. - Nós podíamos ficar nos comes, mas como você agiu assim, dando escândalos, então, eu não pude ficar para os comes da Miss Primavera! - Claudete bradou ainda chateada, enquanto desciam do carro e Sonda, por sua vez, estava cansada de escutar a ladainha da mãe. - E você poderia ter agido na paz, que iríamos completar as fotos do álbum da Miss Primavera, que eu nem sei se vou adquiri - lo, porque você não merece! - Claudete continuou, ainda furiosa, com Sonda, que por sua vez, começava a chorar chateada com a situação que havia provocado.
E Dorise, por sua vez, também chorava copiosamente em seu carro, e também descendo para a sua casa.
Até Acácio, que não tinha a ver muito com o peixe oferido por Sonda, resolveu ir junto com seus pais e a irmã chorona e derrotada, enquanto Dudu, por sua vez, acabou ficando lá na festa com os colegas, para os comes da Miss Primavera.
E Bunnie, por sua vez, tirava as fotos com a maquiagem toda borrada e a filha do inspetor ao lado, também toda sorridente e esse acontecimento, regido pela fúria de Sonda, iria ficar na história de Bunnie que estava sem a coroa, e sem a sua beleza inicial do concurso, que a fez vencer o concurso de Miss Primavera.

E no dia seguinte, estava estampado no jornalzinho da escola, Sonda, toda furiosa, acabando com a coroa da vencedora do concurso, o que fez Claudete ficar cada vez mais revoltada com a filha que fazia - se feliz pelo que havia feito.
- Eu não acredito que você foi capaz de fazer isso com a garota, Sonda! - Clóvis bradou assustado, ao olhar para a cara da filha, que comia cabisbaixa. - E por quê você não me contou, Claudete? - Clóvis dirigiu - se à mulher, com muita fúria.
- Porque eu não quis te preocupar, Clóvis! - Claudete bradou calma.
- Ah, você não quis me preocupar? - Clóvis perguntou furioso. - Você defende a sua filha, não dá margem para eu brigar com ela! - Clóvis começou a falar totalmente descontrolado com a situação que se seguia.
- Nada disso, pai, a mãe está sofrendo muito! - Sandro bradou na defesa da mãe, enquanto o pai, por sua vez, olhava feio para ele.
- Ora, cale - se, Sandro! - Clóvis bradou furioso, e logo calando o pobre do garoto, que olhou para ele de olhos arregalados. - Você não está no meio dos seus colegas não! - Clóvis continuou furioso. - Não é preciso defender a sua mãe de uma coisa que ela está errada! - Clóvis continuou furioso, ao passo que todos calaram - se e almoçaram assim, só com o silêncio dos mosquitos, se tivessem mosquitos é claro!