No dia seguinte, Sonda foi nervosa para a escola, pronta para descontar nas duas peruas que estavam atrás do seu namorado e se desse... Se desse, com certeza, ela também acabaria com a Marion e a única que conquistou o coração de seu namorado Acácio e era o que ela mais detestava, não estar no coração do seu namorado, com toda a plenitude do mundo...
Sonda ficou olhando de um lado a outro, em busca das suas três poderosas rivais e duas delas ainda dava para ela vencer, pois eram elas que estavam atrás do seu namorado, fazendo gracinhas para ela ficar furiosa e Marion, por sua vez, era muito mais difícil, pois ela era a preferência do seu namorado Acácio!
- Ela está tão furiosa com você! - Eleomara cochichou com Nina, ao ver Sonda olhando furiosa de um lado para o outro. - E, com Bunnie também! - sorriu, ao ver Bunnie passar ao lado de Zinho.
- E por quê a Sonda está furiosa comigo? - Nina perguntou curiosa. - Eu sei que ela está furiosa com a Bunnie, porque ela venceu o concurso! - Nina continuou achando a conversa de Eleomara totalmente esquisita. - Agora, eu não entendi o "porque" dela estar furiosa comigo! - Nina olhou para Eleomara sem ao menos entender o que estava acontecendo.
- Eu falei para você que eu iria contar tudo para ela, não falei? - Eleomara perguntou, olhando para Nina com sinismo, enquanto essa, por sua vez, a olhou de olhos arregalados. - Pois eu fui lá na casa dela ontem e contei, Nina! - Eleomara olhou para Nina com um sorriso sarcástico. - E a Sonda não está furiosa com a Bunnie somente porque ela venceu o concurso! - Eleomara começou a falar, enquanto Nina, por sua vez, a olhava com muita raiva. - É porque o Cacio está querendo a Bunnie! - Eleomara continuou sarcástica com a garota, que não estava se aguentando, de tanta raiva que ficou da garota e Eleomara, por sua vez, acabou sentindo um queimor no rosto e olhou surpresa para a garota furiosa. - Eih! Por quê você me bateu, Nina? - Eleomara perguntou, ainda passando a mão no rosto e devolvendo o tapa em Nina.
- Porque você fez coisa que não devia, Eleomara! - Nina olhou furiosa para a garota. - Se eu quisesse que a Sonda ficasse sabendo, eu mesma iria contar para ela pessoalmente e não precisaria de você para fofocar, Eleomara! - Nina replicou furiosa com a garota, que a olhava com ódio, e deu - lhe um violento empurrão, e Eleomara, por sua vez, foi ao chão e logo já estavam no meio de uma roda, Nina e Eleomara, prontas para brigar na rua, e Bunnie, por sua vez, ria muito da situação pela qual as duas garotas estavam passando.
E um avisava ao outro que ia ter briga e logo... Logo Fred corria com as apostas para ver qual das duas garotas ganhariam a briga.
- Não ri não, sua vaca! - Sonda bradou furiosa e olhando feio para Bunnie, que disfarçava à bronca da outra garota. - Logo, logo, vai ser você que vai estar na mesma situação das duas, só que vai ser comigo e não com elas! - Sonda continuou furiosa com a garota que nada dizia, apenas olhava surpresa para ela.
- Você está louca, Sonda! - Bunnie olhou furiosa para a garota. - Você está falando isso, só porque você está com inveja de mim! - Bunnie continuou furiosa.
- Inveja? - Sonda gargalhou furiosa. - Inveja do quê, Bunnie? - Sonda perguntou com pouco caso.
- Inveja porque eu ganhei o concurso Miss Primavera e você não ganhou! - Bunnie bradou com muita mal criação.
- Mas não é só por causa desse maldito concurso que você ganhou, Bunnie! - Sonda continuou com pouco caso, ao passo que Eleomara levantava - se do chão e dava um violento empurrão em Nina que também ia ao chão feito uma abóbora madura.
- Não? - Bunnie continuou furiosa. - Então, "por quê" esse ódio todo de mim? - Bunnie perguntou furiosa e fazendo - se de idiota.
- Eu vou te refrescar a sua memória, Bunnie! - Sonda continuou com pouco caso e louca para dar um violento tapa na cara da rival que a encarava com pouco caso. - Você está atrás do meu namorado! - Sonda continuou furiosa, ao passo que Bunnie, enchia - se de gargalhadas.
- Para teu governo, garota, foi ele quem ligou para a minha casa! - Bunnie retrucou furiosa, enquanto Sonda a encarava surpresa.
- E para o teu governo, garota, eu sei muito bem, que foi você que deu o número do seu telefone para ele! - Sonda apontou o dedo para Bunnie, que até arrepiou - se, ao sentir a fúria da garota. - E bem na hora que ele veio aqui, atrás do Herbert! - Sonda continuou com desdém, ao passo que Bunnie a olhava com um sorriso maroto e de pouco caso.
- E para o teu governo, ainda, garota, ele não veio aqui atrás do Herbert, ele veio aqui atrás do meu telefone! - Bunnie bradou, batendo no peito, ao passo que Sonda ficava mais vermelha ainda, tamanha raiva que ela sentia. - E não sou eu que estou atrás dele, é ele que está atrás de mim, a Miss Primavera! - Bunnie continuou às gargalhadas, ao passo que Sonda crispava os lábios de raiva e dando um violento tapa na cara de Bunnie, que nem ficou surpresa pelo violento tapão que ela havia levado da rival.
- Sonda, por favor, deixe essa briga terminar primeiro, depois você briga com ela! - Sandro bradou, olhando fixamente para Bunnie, que sabia que Sonda estava pronta para atacá - la novamente, e Bunnie, por sua vez, ficou toda desconcertada com o violento tapa que levou de Sonda, ao passo que as duas se estranhavam lá no meio daquela roda, por uma ter fofocado da outra, e ninguém quase prestava a atenção na briga de Eleomara e Nina.
E as duas garotas já estavam em pé, sendo incentivadas pelos outros a brigar mais e se olhavam furiosas.
- Eu nunca fui com a sua cara, mina! - Nina bradou ainda furiosa com Eleomara.
- E nem eu com a sua, Nina! - Eleomara olhou também furiosa para Nina. - Ainda mais, quando você sentou perto de Sonda, a minha amiga, e ficou de amizade com ela, para depois tentar roubar o namorado dela! - Eleomara acusou Nina com mais fúria ainda.´
- Não é o namorado da Sonda que eu quero! - Nina sorriu furiosa. - Quem eu quero é o seu namorado, Eleomara! - Nina apontou o dedo para Eleomara que crispou os lábios de raiva da garota e ainda surpresa com a notícia dada pela rival.
- O quê, como é? - Eleomara perguntou furiosa. - Você quer o meu namorado? - Eleomara continuou furiosa.
- Se você não está surda, foi isso mesmo que você ouviu! - Nina confirmou com pouco caso e sendo lançada ao chão e Eleomara, por sua vez, foi encima dela e aí sim, começou a disputa e nessa hora, Dudu estava se sentindo o rei da cocada preta, porque duas garotas estavam brigando por causa dele, a sua namorada e a sua suposta paquera, que ele nem sabia, mas... Desconfiava!
- Olha lá, cara! - Dudu apontou todo cheio e convencido.
- As duas estão brigando por sua causa! - Acácio bradou todo sorridente e feliz pelo irmão.
- É, isso é para quem pode e não para quem quer, mano! - Dudu bradou todo feliz e convencido. - E você viu que estava começando uma briga entre a Sonda e a Bunnie e por sua causa, também? - Dudu perguntou, olhando para as duas garotas que ainda estavam furiosas, e torcendo para as duas que ainda estavam no meio da roda brigando feito duas gatas no cio, enquanto Fred, por sua vez, distribuía os papelzinhos e já pegava os demais com o dinheiro das apostas de quem iria vencer a briga.
Acácio, por sua vez, ficou até perdido aos avistar as duas garotas brigando e ali no meio, ele viu sua amada Marion que assistia à briga com veemência.
E logo apareceu o inspetor Gomes, no meio da briga para estragar tudo e muita gente até deixou de assistir à briga para correr para dentro da escola e não ter futuros problemas depois, inclusive Marion e Rafaela, que já tinham problemas demais para o gosto delas.
- O quê está acontecendo aqui? - o inspetor Gomes perguntou, fazendo - se ouvir, e já acompanhado pela diretora, e até mesmo as duas garotas pararam de brigar, pois a diretora estava presente ali, e era como se fosse a presença do presidente da república, ou de um major do exército brasileiro, onde ninguém podia deixar de bater continência.
- Todo mundo para a diretoria! - bradou dona Virgínia furiosa e muita gente se dispersou e não teve como pegar, mais os bobões e as duas garotas que estavam brigando, e até mesmo Fred, foram todos para a diretoria, aquela tremenda multidão foi para a diretoria tomar uma tremenda suspensão de três dias, ou... Se não tivesse nada de mais na ficha, apenas uma advertência, para depois... Com futuros problemas, levar uma suspensão de três dias...
E Fred, por sua vez, não estava nem aí com a situação, pois não era ele mesmo quem estava brigando, ele apenas estava correndo com as apostas da briga das duas garotas.
- Eu nem preciso perguntar o "porque" das duas madames estarem brigando na rua, porque eu já sei a resposta... "namorado"! - Virgínia gritou, assustando as duas garotas, com o tremendo grito que ela deu.
- Foi por causa do papai aqui! - Dudu apareceu batendo no peito, todo convencido.
- Ah! - Virgínia cruzou os braços, olhando feio para Dudu, que continuava sorridente. - Então é isso mesmo, Dudu? - continuou desconfiada do garoto sorridente. - Que coisa, não? - deu um sorrizinho sarcástico. - Fiquei sabendo também, que havia começado uma briga entre a Sonda e a Bunnie! - continuou encarando ao aluno, que agora estava sério e com medo de acontecer algo mais grave com ele. - E essa suposta briga entre a Sonda e a Bunnie, logicamente era por causa do seu irmão e não de você! - apontou o dedo para o garoto, ainda séria. - Então, a família toda está de parabéns! - continuou sarcástica com o garoto que continuava olhando sério e com medo para ela. - Todas brigam por causa dos dois "papais" aí! - Virgínia bradou olhando também para Acácio, que engolia em seco, ainda com medo do que a diretora faria com ele. - Eu não aceito brigas em frente ao meu colégio! - Virgínia continuou furiosa. - Pois aqui ninguém briga! - continuou furiosa com os dois garotos. - Mais que coisa feia, uma encima da outra, parecendo até duas garotas de favela, daquelas mais rampeiras, sujas! - continuou furiosa, enquanto Sonda e Bunnie, também sentiam medo. - E por causa disso tudo, vocês duas vão acabar tomando suspensão, isso se vocês duas não tiverem a ficha suja aqui na escola! - continuou, apontando para a diretoria. - E logo vocês duas vão acabar sendo expulsas do colégio e depois não digam que eu não avisei! - continuou em tom ameaçador. - Aí sim, será difícil até de vocês duas conseguirem uma vaga na escola pública, porque aluno expulso de uma escola pública, jamais será aceito em outra! - bradou furiosa, enquanto Sonda, por sua vez, sentia um tremendo arrepio, só em pensar nessa hipótese.
- O quê foi que aconteceu? - Rafaela perguntou, observando as duas garotas chegarem totalmente sem graça e silenciosas.
- Acho que no mínimo as duas tomaram uma suspensão, porque elas estão aqui na sala! - Marion comentou baixinho, com medo de ser ouvida pelas duas garotas brigonas.
- É verdade! - Rafaela acabou concordando, ainda sem graça. - Eu acho que elas não tinham nenhuma ficha suja aqui na escola, porque elas estão sossegadas! - Rafaela comentou baixinho, ainda reparando nas duas garotas, disfarçadamente.
- E você percebeu que não teve nada de arranhão na cara, e que as duas apenas rasgaram as roupas uma da outra? - Marion perguntou ainda baixinho e temendo que as duas garotas insuportáveis escutassem.
E as duas garotas, que queriam fazer parte dos comentários dos demais, que ainda comentavam sobre a suposta briga delas, começaram a fazer a sua lição, como Virgínia havia recomendado, mas só que quem estava com o sangue quente era a Sonda, que no mínimo, já estava com a ficha suja e acabaria levando uma suspensão de três dias, se não parasse de brigar.
E o sinal do intervalo tocou e Sonda, por sua vez, mais que depressa, resolveu envolver Nina em mais uma das suas peripécias, somente para ela tomar uma tremenda suspensão junto com ela, e depois ela aceitaria os ponteiros com a Bunnie, que logo também, levaria uma tremenda suspensão, pois também tinha a ficha suja na diretoria!
- Que negócio é esse, Nina, de você comentar por aí, que nem para Miss Simpatia eu sirvo? - Sonda aproximou - se da garota, que olhou surpresa para ela.
- Aquela desgraçada te contou, não foi? - Nina perguntou com raiva de Eleomara, enquanto Sonda, por sua vez, exibia um sorrisinho amarelo. - Foi por causa disso que eu briguei com ela! - Nina continuou furiosa. - E ela brigou comigo por causa do Dudu! - continuou no mesmo tom de fúria, enquanto Sonda a encarava totalmente furiosa.
- E eu estou apenas te fazendo uma pergunta, não quero saber o "porque" de você e Eleomara terem brigado! - Sonda continuou furiosa, enquanto Nina, por sua vez, engolia em seco. - E você ficou com inveja, porque você não foi escolhida a Miss da sala! - Sonda acusou furiosa.
- E você se ofereceu para que todos os moleques votassem em você e todos eles acabaram votando! - Nina deu de ombros, ainda furiosa com Sonda, que a olhava com ódio.
- E você está dizendo que todos os moleques votaram em mim? - Sonda perguntou curiosa e ainda com um sorriso sarcástico. - E como mais algumas garotas tiveram votos, então foi você quem deu os votos para elas? - Sonda perguntou indignada, enquanto a garota a olhava com pouco caso. - Você me odeia, não é? - Sonda perguntou, olhando bem nos olhos de Nina. - E bem que a Eleomara me falou que você está querendo é os nossos namorados! - Sonda continuou furiosa com a garota, ao passo que essa não respondeu.
- Muito bem, Sonda! - o inspetor Gomes aproximou - se da garota, que ao vê - lo, engoliu em seco. - Você quer me acompanhar? - o inspetor mostrou - lhe um enorme sorriso maldoso.
- Não senhor, seu Gomes, eu já estou indo falar com a Eleomara! - Sonda retirou - se de mansinho, e ainda furiosa, porque Nina, por sua vez, sorria triunfante.
- E vê se você abra o olho, mocinha! - o inspetor apontou para Nina, em tom de ameaça. - Porque a Sonda quer te ferrar também! - Gomes alertou Nina, que por sua vez, ficou sozinha e deslocada, no intervalo, sem ter com quem falar, ao passo que Sonda e Eleomara ainda gargalhavam e no mínimo falavam dela, porque olhavam sem parar para ela, e as duas caras de pau, não queriam mais a sua amizade.
Mas... Quem sabe isso tudo logo passaria e elas começariam a se falar novamente?
E o dia seguinte amanheceu e Sonda, por sua vez, saiu até a rua, pronta para provocar, quem cedo aparecesse na sua frente.
- Bom dia, dona Deda, como tem passado? - Sonda cumprimentou a mulher, em sinal de provocação.
- Não adianta você me cumprimentar na falsidade, apenas para disfarçar, mocinha! - Deda bradou, furiosa e olhando feio para Sonda, que por sua vez, continuava exibindo seu falso sorriso. - Porque eu sei muito bem que você está aí na espreita, pronta para bater em minha filha, sua invejosa! - Deda continuou furiosa e em tom de pouco caso.
- E a Bunnie? - Sonda continuou com pouco caso. - É com ela mesmo que eu quero falar! - Sonda continuou encarando a mulher, com muita fúria.
- A Bunnie não está! - Deda mentiu, com o intuito de proteger a pobre da filha, e olhando para a casa, com medo da filha aparecer de repente.
- Aé? - Sonda perguntou com pouco caso. - Pois enquanto a senhora está trabalhando ou fazendo sei lá o quê, a sua filha fica passeando pelas ruas, com shortinhos curtos, na garupa das motos de qualquer cara que ela encontra por aí! - Sonda acusou Bunnie, mentindo sobre a sua conduta.
- Deixa ela falar, mamãe! - Bunnie resolveu aparecer, ainda de shorts curtos, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava boquiaberta e feliz por Deda ter mentido a respeito dela estar ou não em casa. - Isso tudo é inveja, da parte dela, por isso ela me difama assim! - Bunnie continuou furiosa com a garota que a olhava com um tremendo ódio. - Eu nunca fiz isso Sonda, quem tem vontade de fazer isso é você! - Bunnie continuou furiosa com a garota, que olhou feio para ela. - Olha aqui! - Bunnie apontou o dedo para Sonda. - Eu não tenho culpa de ter vencido esse maldito concurso e nem tampouco de ter conquistado o coração do Cacio! - continuou furiosa e olhando feio para Sonda, que, por sua vez, crispava os lábios de ódio da rival.
- Olha aqui! - Sonda replicou furiosa. - O coração dele você ainda não conquistou, porque de você, ele só quer tirar uma casquinha, e de quem ele gosta mesmo é da Marion! - Sonda revelou ainda furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, sorria sarcástica para ela.
- E você admite isso, Sonda? - Bunnie gargalhou maliciosa, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava furiosa e a única coisa que as separava era o portão da casa de Bunnie, porque senão Sonda voaria encima dela e a enforcaria até matar. - O Cacio gostando daquela esquisita que estava com o Zinho bem na minha coroação? - Bunnie perguntou às gargalhadas.
- Pode perguntar para o trouxa do seu irmão, que anda atrás da Marion, porque ele sabe de tudo! - Sonda bradou ainda furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, a olhava com pena. - E se você ainda pensa que conseguiu conquistar o coração do meu namorado, você está redondamente enganada! - Sonda continuou furiosa com Bunnie, que continuava sorridente para ela.
- E você aceita essa situação, Sonda? - Bunnie continuou sorridente, reprovando a reação da garota.
- Não! - Sonda bradou nervosa. - Mas eu posso muito bem arrumar outro namorado, se o Cacio quiser ficar com a Marion! - Sonda bradou chateada, enquanto Bunnie, por sua vez, a olhava surpresa.
- E para entregá - lo para a esquisita, assim, de mão beijada? - Bunnie perguntou ainda indignada com a situação de sonda, ao passo que Deda, por sua vez, ria da desgraça da garota. - Ah não! - Bunnie meneou a cabeça em negativa. - Você não é a Sonda que eu temo e que eu tanto ouço falar! - Bunnie continuou indignada com a reação da garota, que agora estava cabisbaixa e triste. - Não é aquela Sonda que todas as garotas da escola morrem de medo e que me deu um violento tapa na cara hoje, lá na porta da escola, enquanto a Nina e a Eleomara brigavam feito duas gatas no cio! - Bunnie, por sua vez, continuou indignada, enquanto Sonda chorava copiosamente.
- O quê? - Deda perguntou, olhando indignada para Bunnie. - Minha filha, ela te bateu? - Deda continuou preocupada com Bunnie que fazia beicinho de tão manhosa que era.
- Mamãe, não se meta! - Bunnie bradou nervosa com a mãe, surpreendendo - a. - Isso é briguinha de adolescente! - Bunnie continuou, observando a mãe retirando - se furiosa de perto dela.
- Já vi que eu não preciso te defender, porque você acabou com a Sonda! - Deda apontou para Sonda, que retirava - se bem de mansinho, atravessando a rua em direção à sua casa. - E você nem precisou revidar o tapa que você levou dela, porque ela veio aqui para te afrontar novamente, e você, mais que depressa acabou com a raça dela! - Deda continuou satisfeita com a proeza da filha, que sorria convencida, e levou um forte abraço da mãe, e as duas ainda viram Sonda abrindo o portão da sua casa e passando correndo pela mãe e o irmão, como se fosse um furacão, chorando copiosamente e indo em direção ao seu quarto, a fim de trancar - se lá e chorar as suas mágoas.
- No mínimo ela deve ter visto o Cacio fazendo gracinhas com a Bunnie! - Sandro concluiu nervoso.
- Deixa pra lá! - Claudete deu de ombros e ficou nervosa com a situação pela qual a filha se encontrava, mas nada ela podia fazer em relação ao que se sucedia com Sonda.
E no quarto, Sonda lembrava - se das palavras duras proferidas por Bunnie, e arrependeu - se rapidamente de ter ido falar com a garota despeitada, e acusado - a de andar na garupa das motos de qualquer garoto, de shortinhos curtos, sendo que ela também fazia o mesmo que a garota, e tudo isso que aconteceu entre ela e Bunnie, foi por pura inveja da parte dela, pois seu namorado agora a notava e estava louco para tirar uma casquinha da garota.
E já não bastava Marion, agora Bunnie?
E o pior de tudo é que Bunnie era uma garota especial, muito bonita, notada pelos garotos, ainda mais agora que havia vencido o concurso de Miss Primavera por seu próprio mérito!
Talvez... Se Acácio se apaixonasse por ela, ele faria uma boa escolha!
E Marion?
Marion ficaria para trás também, chorando e sofrendo assim como ela, no presente momento...
Em uma tarde, não muito longe dali, quando a sala estava em silêncio, já quase para o final do ano, quando todos copiavam a matéria, principalmente os que estavam condenados a repetir de ano, e que queriam tirar o atraso de um ano inteiro, em apenas oito semanas...
- O quê aconteceu? - a professora perguntou ansiosa. - Vocês estão todos doentes? - continuou preocupada com seus alunos apavorados.
- Não é, professora! - Zinho começou a falar ansioso. - É que nós queremos tirar o atraso do ano todo em apenas oito semanas que estão faltando para encerrar o ano! - Zinho continuou ansioso e feliz, e acabou despertando gargalhadas na sala. - Pelo menos eu, e os que acham que vão repetir! - continuou, olhando para algumas pessoas que ele tinha certeza que iriam reprovar, assim como ele e a professora, por sua vez, ficou de boca aberta, com a desculpa do garoto. - E eu detesto silêncio, professora! - Zinho continuou, imitando um político e todos gargalhando novamente.
- É mesmo? - a professora perguntou com pouco caso. - Eu percebi que você não gosta de silêncio, Zinho! - continuou, olhando feio para o garoto que ria sem graça. - Porque você quebrou logo o silêncio, despertando sonoras gargalhadas em todo mundo! - a professora continuou com pouco caso, enquanto Zinho, por sua vez, engolia em seco.
- E se ninguém está com vontade de conversar, porque quer resolver o ano todo em oito semanas, então vamos rir, porque é a única coisa que nós podemos fazer! - a professora agora olhava furiosa para a sala. - Porque assim ninguém vai deixar de se divertir e nem tampouco de copiar a lição e tentar aprender o que não aprendeu durante o ano, para aprender durante oito semanas! - continuou furiosa com todos os alunos da sala, sem exceção de ninguém.
E o silêncio reinou, depois da palhaçada de Zinho, só fez - se ouvir um lápis caindo, e Cleide indo até o cestinho de lixo para apontar o lápis que ela havia pegado do chão e todos observando juntos, até mesmo Sonda, que estava com o sangue fervendo, por muitos dias...
- O meu lápis sumiu! - anunciou Sonda, quebrando o silêncio da sala, logo após Cleide sentar - se com o lápis que ela havia pegado do chão e apontado e Sonda, por sua vez, louca para brigar, levantou - se para procurá - lo.
Procurava debaixo de todas as carteiras, e no lugar de todo mundo, pois todos tinham que permitir, se não quisessem procurar encrencas com ela!
E ninguém era besta de não deixá - la procurar seu lápis, pois até levantavam - se para ajudá - la na procura do lápis fugitivo e a professora, mais que esperta, sentiu cheiro de confusão no ar.
E quando Sonda chegou no lugar de Marion, que era a maior suspeita até então, além de Cleide, pois todo mundo havia visto a garota pegar um lápis que havia caído do chão, e que provavelmente não era dela.
E Sonda, por sua vez, começou a mexer nas coisas de Marion, sem que a mesma concentisse, e Marion, por sua vez, mais que esperta, começou a ajudá - la também, pois não queria encrenca com ela e nem tampouco queria apanhar da garota que era bem mais ágil do que ela e todos, por suas vezes, ajudavam - na, para que ela não aprontasse confusão com ninguém.
- Não é possível! - Sonda reclamou nervosa. - Esse lápis é caríssimo! - continuou reclamando. - Veio da Itália, e sumir assim? - continuou, olhando desconfiada para Cleide, que também a olhava furiosa. - Não é como os lápis do Brasil, que são baratos e feitos de qualquer pau não! - Sonda continuou, fazendo pouco caso dos lápis brasileiros. - Não é, não é... - continuou, mexendo nas coisas de Marion, que já tremia de tanto nervoso que estava sentindo, pois estava sendo totalmente precionada pela garota furiosa e metida a rica.
E Marion desconfiou que Sonda nunca mais iria ver aquele maldito lápis e resolveu copiar a matéria que a professora passava na lousa, pois ela ganharia mais, enquanto Zinho, por sua vez, vigiava a situação, para que nada de mal acontecesse com a sua amada Marion, que agora copiava a sua lição sossegada sem ao menos se importar com a bagunça que sua rival e arqui inimiga estava fazendo em suas coisas.
E quando Sonda, ainda desconfiada, foi mexer nas coisas de Cleide, houve aquele tremendo reboliço na sala, aí Cleide não gostou daquela situação, e nem tampouco ajudou a garota procurar, também louca por confusão, e naquela sede para aprontar uma tremenda confusão com Sonda...
E Sonda, por sua vez, estava pronta para brigar, e Cleide, por sua vez, também não estava aceitando as atitudes da garota, que ameaçava a classe toda, para que todos a temessem e jamais aprontassem com ela...
E não era só a classe dela que a temia, mas sim, todas as garotas da escola, que não podiam ouvir falar nela, que já sentiam medo!
E isso tudo, Cleide tinha vontade de acabar, pois não admitia esse tipo de atitude que Sonda tinha em relação aos outros...
- Pode parar de mexer nas minhas coisas, mina! - Cleide ordenou, com a maior autoridade do mundo e Sonda, por sua vez, a olhava surpresa, ainda com as coisas de Cleide em suas mãos. - Aqui não tem lápis nenhum! - Cleide continuou autoritária e pegou na mão de Sonda, que ficou olhando feio para ela. - E se tivesse algum lápis aqui comigo e eu soubesse que fosse seu, eu jogaria ali na latinha de lixo! - Cleide apontou para a lata de lixo que estava perto da porta e todos fizeram silêncio a fim de escutar a briga entre as duas garotas e a professora ficou apreensiva com a situação que estava ocorrendo entre as duas garotas.
- Você quer fazer o favor de soltar a minha mão? - Sonda continuou furiosa com a garota, tentando soltar - se dela, mas a garota era forte e Sonda, por sua vez, começou a ficar mais esperta com ela, pois ela nem imaginava que a garota era tão forte assim. - E esse lápis aí é meu! - Sonda apontou com a cabeça, olhando o lápis que estava encima da mesa de Cleide. - Olha aí! - Sonda continuou com pouco caso. - Eu encontrei o meu lápis, que você disse que se soubesse que era meu, você jogaria no cestinho de lixo! - Sonda continuou colérica. - Imagine, um lápis italiano sendo jogado no lixo, por uma criatura sem classe e sem grana assim como você, Cleide! - Sonda continuou no mesmo tom de fúria, ao passo que a outra garota a olhava com muita fúria e tentava pegar o lápis da mão da mesma que o afastava para mais longe.
- Seu? - Cleide gargalhou maldosa e com olhar desafiador. - Seu uma pinóia! - continuou furiosa com Sonda, que estava pronta para bater nela. - Eu comprei esse lápis ali, na lojinha da dona Aurora! - apontou com a cabeça, enquanto Sonda, por sua vez, ficava cada vez mais furiosa com a garota mentirosa. - E se o seu lápis fosse italiano mesmo, no mínimo não seria como esse aqui, olha! - Cleide continuou com pouco caso, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para o lápis e crispava os lábios de ódio da garota teimosa e ladra.
- É mesmo? - Sonda perguntou com pouco caso. - E você tem tanta certeza assim? - Sonda continuou teimando com a garota e tentando pegar o lápis da garota forte. - Foi o meu tio quem trouxe esse lápis e o meu irmão também tem um igualzinho! - Sonda continuou teimando e tentando pegar o lápis da mão da garota forte. - Ou será que o Sandro também te deu um? - Sonda perguntou com pouco caso e mediu a garota de cima em baixo e com um tremendo pouco caso. - Mas será que o meu irmão é tão porco assim para se envolver com você, Cleide? - Sonda continuou com pouco caso da garota, que a olhou de olhos arregalados e ainda surpresa pelo que a garota furiosa havia dito para ela.
- Por quê Sonda? - Cleide perguntou ainda colérica. - Você acha que só a sua família tem condições para comprar um lápis italiano? - Cleide continuou furiosa e encarando Sonda, pronta para brigar. - Ou você acha que eu sou pobre o suficiente para não ter grana para comprar um lápis italiano? - Cleide continuou furiosa com Sonda, que continuava olhando feio para ela, pronta para brigar. - Ou você acha que eu roubei esse lápis de você? - Cleide continuou com o seu interrogatório, enquanto Sonda, por sua vez, meneava a cabeça em positivo, concordando com a última frase dita por Cleide. - Ou você acha ainda que o seu irmão é tão porco o suficiente para andar comigo? - Cleide continuou em tom provocador, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava ainda mais furiosa. - Garota, abra o olho, porque não é porque todo mundo tem medo de você, é que eu vou ter medo também! - Cleide bradou em tom de ameaça, enquanto Sonda, por sua vez, dava um sorriso sarcástico e debochado.
- Eu não estou te chamando de ladra, Cleide, eu estou apenas afirmando que você roubou o meu lápis, já que o meu irmão não é tão porco e tão louco o suficiente para andar com tipos esdrúchulos assim como você, Cleide! - Sonda bradou bem mais alto do que ela e bem mais colérica, a fim de intimidá - la, mas só que ela ainda não obteve sucesso encima de Cleide. - E você está falando que comprou o lápis na lojinha da dona Aurora, apenas para tapar o sol com a peneira! - Sonda reclamou ainda furiosa com a garota que agora dava um tremendo sorriso sarcástico.
- Olha aqui, mina! - Cleide bradou revoltada e apontando o dedo na cara de Sonda, que continuava encarando - a com muita fúria. - Desde o primeiro dia que eu entrei aqui nessa escola e olhei para você, eu não topei a sua cara! - Cleide bradou ainda furiosa com Sonda e louca para baixar a bola da garota topetuda.
- Nem eu topei a sua cara, sua fedorenta, porca! - Sonda gritou furiosa, enquanto Cleide, por sua vez a encarava no mesmo tom de Sonda.
- Fedorenta? - Cleide perguntou com muita fúria e indignação. - Porca? - continuou furiosa. - Você vai pagar caro por todas essas palavras insuportáveis e horrorosas que você me disse! - Cleide continuou no mesmo tom de fúria, enquanto Sonda, por sua vez, ria da cara da garota e assim resolveu agarrar os cabelos de Sonda, a fim de terminar logo com aquela situação e as duas, por sua vez, começaram a lutar com toda a fúria e ódio do mundo, indo ao chão, e todos os que estavam na sala, ficaram apavorados com a situação que se seguia e logo ficaram em pés, apreensivos e com medo de acontecer qualquer coisa mais grave em relação às duas garotas briguentas.
E uns ficaram em pés apenas para ver a briga, outros para torcer, e outros ainda... Com medo da reação da professora, começaram a se dispersar, a fim de chamar o inspetor Gomes, que era a salvação daquela escola, e era ele quem socorria a todos e quem ia atrás de tudo...
Cleide até dava pontapés em Sonda e as duas brigavam de igual para igual, mas... Cleide era bem mais forte, mais robusta, e... Mais folgada também... Mas não aprontava tanto quanto Sonda, que agia com abuso de poder encima dos pobres oprimidos.
E em dado momento, enquanto Cleide dava mais pontapés nas canelas de Sonda, essa quase caiu encima de Marion, que até saiu de perto da confusão, dando um gritinho fino de exclamação, e as carteiras da sala iam todas ao chão, causando aquela tremenda confusão...
E Sonda, por sua vez, dava sonoros tapas na cara de Cleide, em uma hora que ela se viu em vantagens encima da garota forte e robusta, e a mesma não conseguia mais lutar contra Sonda, pois ela era mais ágil e não tão forte quanto Cleide, mas só que ágil, devido a tantas brigas na rua, Sonda tinha bem mais prática do que Cleide, e como Cleide não gostava de muita provocação, entrava em desvantagem e já estava cansando - se de lutar contra a sua rival Sonda.
- Pelo amor de Deus, párem! - bradou a professora, com aflição de ver as duas garotas brigarem, pois Cleide já estava apanhando de Sonda. - Vou chamar o inspetor! - continuou com aflição e fez menção de sair, já que as duas garotas não paravam mesmo de brigar.
- Deixa quieto, professora! - Zinho parou na frente da professora, detendo - a. - Já, já elas páram! - continuou encarando a professora, que também olhava surpresa para ele.
E Sonda, por sua vez, mordia os lábios ao dar violentos murros no estômago de Cleide, que gemia de dor, e essa última foi logo ao chão e Sonda, por sua vez, pulou encima de Cleide, e as duas garotas agora rolavam no chão, feito duas panquecas sendo mal preparadas por um cozinheiro qualquer.
- E estamos aí, apresentando o último raund da briga entre Sonda e Cleide! - Zinho começou a narrar, indo até o meio da rodinha formada com um papel na mão, o qual ele fazia de microfone, dobradinho igual, e estava de palhaçada, imitando um narrador de luta livre.
- Você está vendo, Zinho? - Marion perguntou nervosa com a situação entre as duas garotas. - Só foi você falar! - Marion ainda continuou nervosa, já com o suposto microfone maldito perto da sua boca. - Ah, tira isso aí! - bradou zangada e dando tapinhas na mão do garoto sorridente e feliz. - Não era isso que você queria, Zinho? - Marion continuou furiosa com a situação, ao passo que o garoto apaixonado a olhava com desdém, sem ao menos entender o que estava acontecendo e as palavras que sua amada Marion estava proferindo para ele. - Por quê você não deixou a professora chamar o inspetor Gomes? - Zinho continuou furioso com a situação que se seguia entre as duas garotas furiosas, e Zinho, por sua vez, nada respondeu, não se importando com as palavras que a garota proferia para ele.