Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A Surpresa...

- A Marion caiu na minha sala, e ele á irmã do Fred! - Dudu explicou alterado.
- E você tem certeza do quê você está falando? - Acácio perguntou encarando o irmão.
- Tenho sim, porque os dois se parecem muito e para concluirmos, o que interessa é a semelhança! - Dudu explicou, olhando sério para o irmão. - E eu vi o Fred entrando na casa do Sandro e fui lá falar com ele, para tirar tudo a limo, sabe? - Dudu deu um sorrisinho amarelo, sendo observado por Acácio, que continuava decepcionado com a identidade de Fred.
- E você conseguiu arrancar alguma coisa do Fred? - Acácio perguntou curioso.
- Mas é claro! - Dudu sorriu feliz. - Eu fui logo perguntando e ele logo respondendo! - Dudu comentou ainda sorridente e feliz pela descoberta, enquanto Acácio olhava desconfiado para ele.
- E o Sandro? - Acácio perguntou curioso. - O que ele acha disso? - continuou curioso.
- Pelo jeito ele vai continuar a amizade com o cara! - Dudu respondeu sério e Acácio olhando surpreso para ele.
- Puxa, mas que bomba! - Acácio admirou - se ainda assustado com a notícia dada pelo irmão. - Só não me conformo com uma coisa! - Acácio olhou bem para a cara de Dudu.
- E com o quê você não se conforma, mano? - Dudu perguntou susrpreso.
- Eu só não me conformo do Sandro querer continuar a amizade com um Fontanni! - Acácio bradou furioso pela atitude do Sandro.
- Mas se nós conseguíssemos conversar com ele, com certeza, nós conseguiremos convencê - lo de que a amizade de Fred não é para ele, por ele ser um Fontanni! - Dudu comentou, vendo que Acácio coçava a cabeça preocupado.
- O Sandro? - Acácio gargalhou. - Justo ele, que quando põe uma coisa na cabeça, não a tira nem a cassetada? - Acácio continuou surpreso.
- Não sei! - Dudu bradou preocupado com a situação. - Precisamos de fazer alguma coisa para convencê - lo de que o Fred não é amizade certa para ele! - Dudu continuou preocupado com o primo e retirou - se, deixando Acácio absorto em seus pensamentos.

- Fred, o quê aconteceu? - Sandro perguntou, abrindo uma garrafa de guaraná para ambos tomarem.
- Por quê? - Fred perguntou assustado com a franqueza do amigo.
- Porque eu não o vi mais! - Sandro respondeu sério.
- Ah, é que eu estava na casa da minha tia, lá no Rio de Janeiro! - Fred explicou, bebericando a bebida que o amigo havia lhe dado.
- Uhn... - Sandro examinou o garoto que estava bem corado. - E pegou uma boa praia? - perguntou ansioso, enquanto Fred ria encabulado. - E quais são as boas novas, que você trás de lá? - Sandro perguntou ansioso.
- Nenhuma! - Fred sorriu encabulado e decepcionando ao amigo Sandro. - Só me diverti muito com os meus primos! - Fred explicou ainda feliz por ter mudado o assunto.
- Espera aí! - Sandro pegou fôlego, ainda surpreso com o amigo, que não disse nada a respeito de garotas cariocas. - E você não arrumou nenhuma gatinha carioca? - Sandro perguntou ainda surpreso.
- Não! - Fred respondeu ríspido. - O meu pai ficou o tempo todo encima, e não nos deixou sair sozinhos, falando que o Rio é muito perigoso e muito violento! - Fred continuou chateado, ao lembrar - se, que enquanto esteve no Rio, não havia saído nenhuma vez com os primos, como ele queria. - E o pior de tudo, o pior de tudo, é que a minha tia também estava concordando com ele, e os meus primos, como eu, com água na boca de vontade de sair, e eles encima, falando que não era para sairmos! - reclamou ainda chateado, enquanto Sandro observava as feições do amigo.
- Isso é muito complicado mesmo, Fred! - Sandro bradou também chateado com a situação pela qual o amigo se encontrava.
- Depois dessa chateação toda que eu causei para você amigo, eu vou embora! - Fred bradou chateado com a situação pela qual o amigo estava passando.
- Não, não se preocupe não, que está tudo bem! - Sandro sorriu feliz. - Vamos assistir a um filme agora, vamos fazer alguma coisa juntos, para ficarmos mais tranquilos! - Sandro bradou feliz e os dois ficaram assistindo à televisão para distraírem mais um pouco.

- Vou evitá - lo! - Acácio bradou, entrando em seu quarto.
- Gente assim, é melhor nós evitarmos! - Dudu bradou chateado. - Mas precisamos dar uns conselhos para o Sandro deixar de andar com aquele cara! - Dudu bradou chateado com a situação.
- Vamos tentar! - Acácio sorriu. - Vamos tentar convercer a cabeça dura do primo! - gargalhou feliz e retirou - se, deixando Dudu sozinho, igualzinho ele fez com ele.

- E aí, Sonda? - Sandro perguntou ansioso, ao ver a irmã chegando em casa toda esbaforida. - Aonde você estava? - continuou furioso com a irmã que tinha demorado demais para chegar em casa.
- Não te interessa, Sandro! - Sonda respondeu estúpida, e Fred, por sua vez, ficou assustado ao ver a amada ali, bem na sua frente, ignorando - o.
- Nossa! - Sandro a mediu de cima em baixo. - E por quê a amargura? - Sandro continuou achando estranha a atitude do amigo.
- Ai, ainda bem que você não foi para a escola hoje! - Sonda sentou - se, pegando o copo de refrigerante do irmão e bebericando.
- Por quê? - perguntou Sandro ansioso.
- Porque na minha sala tem uma Fontanni! - Sonda revelou furiosa, enquanto Sandro a olhava com um sorriso.
- É mesmo? - Sandro perguntou sorridente e ansioso, piscando para Fred, que também sorria sem graça. - E aqui em casa, bem no meio da nossa sala, também tem um! - Sandro bradou sorridente, enquanto Sonda cuspia o refrigerante com tudo.
- Como é que é? - Sonda perguntou colocando o copo do irmão na mesinha de centro e tossindo sufocada pelo líquido que havia bebido e engasgado, olhou furiosa para Fred, que sorria com cinismo. - Você também é um Fontanni, Fred? - Sonda perguntou furiosa, enquanto o garoto ria da cara dela. - Então o Dudu está certo? - Sonda continuou incrédula. - Bem que eu desconfiava! - meneou a cabeça em negativa, não querendo acreditar. - E agora? - Sonda perguntou, dirigindo - se ao irmão. - O quê vamos fazer, Sandro? - Sonda continuou incrédula.
- Eu não sei o que eu vou fazer, porque a minha amizade com ele, não vai acabar por causa dessa tolice não! - Sandro bradou determinado, enquanto Sonda o encarava de boca aberta e olhava para Fred, que sorria triunfante.
- Eu não estou acreditando! - Sonda meneou a cabeça em negativa, preocupada com o irmão, que ainda olhava sério para ela, e aproveitando a situação, encheu seu copo de refrigerante e retirou - se, para tomá - lo em seu quarto sossegada.
- Por quê você está fazendo isso, cara? - Fred perguntou, ao ver Sonda retirar - se furiosa.
- Porque é a nossa amizade, acima de tudo! - Sandro bradou ainda calmo, enquanto Fred sorria feliz e Sonda voltava novamente, ainda furiosa, sem o copo de refrigerante na mão e com uma bolsinha a tira colo.
- Você não disse que eu sou Maria Vai Com as Outras? - Sonda perguntou furiosa, enquanto Sandro a observava, sem ao menos entender a situação. - Pois então! - sorriu maliciosa. - Eu vou lá na casa do meu namorado, porque o Dudu já deve ter contado tudo para ele! - Sonda bradou, lançando um olhar fulminante à Fred, que devolveu com um sorriso sarcástico. - E aproveito para deixá - los à sós para curtirem a nova amizade, agora que vocês dois já sabem a verdade! - Sonda bradou furiosa e retirou - se, enquanto Fred a olhava sair novamente.
- Eu também vou andando, cara! - Fred bradou chateado e retirou - se, sendo seguido por Sandro.
- Cara, não é preciso você ir embora por causa disso que ocorreu! - Sandro foi atrás do garoto, tentando salvar o encontro dos dois, e Fred, por sua vez, retirou - se com a sua bicicleta, enquanto Sandro ficava sozinho, a ver navios.

E no dia seguinte, Sonda chegou no portão da escola, ainda esbaforida e vermelha de raiva, juntou - se com as suas amigas, que Marion achava que eram as desordeiras da sala.
- O quê foi que aconteceu? - Nina perguntou, encarando Sonda, preocupada com ela.
- Tudo está horrível para mim! - Sonda bradou furiosa. - E vocês nem imaginam o que foi que me aconteceu! - bradou, sentando - se no murinho da escola.
- E o quê foi que te aconteceu, Sonda? - Nina perguntou ainda curiosa.
- O Dudu estava certo, quando me falou que o Fred é irmão da Marion! - Sonda bradou, encarando a loira, que ficou de boca aberta.
- Fred? - Nina perguntou curiosa. - E quem é Fred? - continuou no mesmo tom de curiosidade.
- Ah, você não o conhece! - Sonda bradou, olhando feio para a garota. - Ele é um bonitão e ainda por cima é irmão de Marion! - Sonda bradou furiosa.
- Nossa, mas para mim, isso é uma surpresa! - a loira bradou chateada.
- E quem é o bonitão, gente? - Nina perguntou, olhando para os lados, enquanto Sonda sorria da atitude da garota.
- Aquele ali, olha! - apontou para Fred, que estava todo sorridente, falando com o seu irmão, e Acácio, por sua vez, que estava do outro lado da rua, observava a cena dos dois garotos, conversando felizes, com os olhares reprovadores.
Nunca gostava de vir para a escola junto com o Sandro e o Fred, pois esses ficavam falando diversas coisas sobre lugares que os dois mais novos ainda não curtiam.
- Qual deles é o Fred, mesmo, Sonda? - Nina continuou observando os dois bonitões que chamavam a atenção dela. - Já que os dois são lindos e maravilhosos! - Nina bradou sorridente, enquanto Sonda e a outra garota olhavam - se surpresas pela atitude assanhada da garota.
- O cara de bolsa azul é o meu irmão e o outro sim, é o Fred! - Sonda bradou ainda furiosa com a atitude da garota.
- Ah, já entendi! - Nina bradou toda sorridente e suspirante. - Nossa, você tem um irmão muito lindo, hein? - Nina continuou sorridente e feliz, enquanto a outra a olhava com reprovação.
- Modéstia parte, o meu irmão dá de dez em Fred! - Sonda bradou bem alto, para chamar a atenção dos dois garotos, e conseguiu o que queria, pois os dois olharam para ela, e essa, por sua vez, olhou feio para Fred. - Mas infelizmente, o Fred é um Fontanni! - Sonda bradou para provocar Marion que estava passando e a garota dentuça atrás dela feito uma louca.
E Marion, por sua vez, baixou a cabeça triste, ao passar por Sonda e as demais, que estavam junto com ela, observaram o fato.

Entraram na sala de aula e viram a professora japonesa, que ia ficar com eles até o final do ano, e o nome dela era Miú, mas só que ninguém sabia ao certo, se era ou não apelido.
E a bagunça já estava formada, Sonda junto com as desordeiras dando altas gargalhadas e Dudu falando bem alto, todo à vontade.
- O quê está acontecendo aqui? - Miú perguntou dando importância, no momento, para o tremendo barulhão que estava ocorrendo na sala de aula, já que no dia anterior, ela não tinha se incomodado com a barulheira.
- Nada não, fissora! - disse Dudu acomodando - se em seu lugar, enquanto Miú olhava feio para ele. - É que a Marion acaba de ser nomeada a representante da nossa sala, para o concurso de beleza que será realizado no final do ano! - Dudu provocou, vendo todo mundo apontar para Marion e rir, e Marion, que nem sabia do assunto, assustou - se, ao ver que todos apontavam para ela e davam enormes gargalhadas.
- Meus parabéns! - bradou Miú aproximando - se de Marion e apertando a mão dela. - Mas, tão cedo assim, Marion? - Miú perguntou, ainda olhando nos olhos da garota tímida, que não estava entendendo o que estava se passando com ela. - O concurso só será em setembro! - Miú continuou incrédula, enquanto Marion sentiu vontade de desmentir tudo aquilo que estava acontecendo com ela, mas não teve coragem de fazê - lo.
- E que bela representante, hein? - continuou Dudu, provocando a garota tímida e retraída.
- Não esquenta não! - disse a dentuça, aproximando - se da garota que baixou a cabeça triste, pela confusão que estava causando entre os demais. - Olha, o meu nome é Rafaela! - bradou, apertando a mão de Marion, que estava com nojo de pegar na mão fedida da garota, que ofereceu - lhe com tanto carinho, que ela viu - se obrigada a pegar na mão da garota fedida para cumprimentá - la, afinal, de fato, a garota fedida era a única da sala que habilitava - se a fazer amizade com ela. - Pode me chamar de Rafa, se quiser! - sorriu, ainda exibindo aqueles dentes amarelos de sujeira, por não escová - los.
- Está nervosa, queridinha? - perguntou Nina, aproximando - se de Marion, por vontade própria, enquanto todos a observavam, prontos para ver uma briga, passou a mão pelos cabelos de Marion, que ajeitou - os com raiva da garota e a garota loira sorria da atitude de Nina, enquanto Sonda observava toda a cena, calada.
- Parece mais um fantasma! - Dudu bradou ainda com um enorme sorriso nos lábios, enquanto Miú olhava para ele com olhares reprovadores.
- É gente, um apelido novo! - Nina bradou feliz e sentando - se em seu lugar. - E que tal chamá - la de Fantasminha? - Nina perguntou com sua idéia brilhante, enquanto Dudu bufava de tão furioso que ficou, pois a garota havia roubado a idéia dele.
E enquanto Nina sentava - se, alguns discutiam o apelido de Marion, achando - o feio, já outros, gostavam da suposta idéia de Nina, que foi dada por Dudu.
- Eu quero respeito com a colega, pessoal! - Miú bradou furiosa com a sala que estava agitada demais, e Marion, por sua vez, cabisbaixa e triste.
E Rafaela, por sua vez, também entrava na dança, e na onda de Sonda, também conversava com as bagunceiras, mas não ficava muito perto não, e depois ia falar novamente com Marion, de Marion ela se aproximava mais e daquelas meninas ela tinha um pouco de medo, talvez por causa do seu fedor.
E foi difícil para a professora, colocá - los em ordem, mas enfim, ela conseguiu, passando muita lição na lousa.

Marion chegou em casa, exausta, pensando em ter uma conversa bem séria com o irmão, pois isso a afligia muito, chegou mais cedo do que Fred e o viu chegando e jogando sua mochila velha marron no sofá e logo após jogando - se também.
- Agora eu sei o "porque" de você ter chegado com a cara em casa, com a cara mais fechada do que aquela cara de joelho que você nasceu! - Marion bradou furiosa, enquanto Fred a olhava com ódio, já não combinava bem com o irmão e agora, muito menos, porque ele ia acabar aceitando a humilhação dos Sandolli e iria continuar a sua amizade com o Sandro, pelo menos era o que ela achava e ela estava certa.
- É mesmo? - Fred olhou furioso para ela. - Então, fale logo o que você concluiu de tudo isso! - Fred continuou furioso com a irmã, que olhava feio para ele.
- Você vai aceitar humilhação dos Sandolli, porque você está apaixonado pela Sonda, a irmã dele! - Marion bradou furiosa, enquanto Fred olhava feio para ela e seu ódio dela estava estampado em seu rosto.
- É? - Fred perguntou, fazendo pouco caso de Marion. - E tudo isso que eu estou passando, você deve saber muito bem o "porque"! - olhou furioso para ela. - Tudo o que aconteceu comigo, foi por sua culpa, Marion! - Fred bradou seco. - E quem mandou você começar a andar com aquela galinha? - Fred perguntou, encarando Marion, com ódio mortal, enquanto essa, ficou assustada pelo jeito que o irmão a olhava, furioso, pronto para agarrá - la e torcer - lhe o pescoço, de tamanha raiva estampada na face do garoto.
- Galinha? - Marion olhou admirada para o irmão. - Mas que galinha? - Marion insistiu, pensando que fosse a Rafaela, pois ela cheirava a galinheiro.
- Ora, você sabe muito bem de quem eu estou falando, Marion! - Fred continuou furioso com a garota, que não estava entendendo sobre quem o irmão estava falando, já que nunca o vira conversando com a Rafaela. - A Sonda, eu estou falando da Sonda! - Fred bradou ainda mais furioso.
- Eu não te entendo, Fred! - Marion olhou para a cara do irmão dela, que a olhava com desdém. - Você gosta da Sonda e a chama de galinha? - continuou furiosa com o irmão, que continuava olhando incrédulo para ela.
- Eu já falei para você que eu não gosto dela! - Fred bradou furioso com a irmã e retirou - se bufando, enquanto Marion olhava o irmão pegando a sua mochila velha e retirando - se furioso, sem olhar para a cara dela.
E Fred era idiota mesmo, gostava de uma garota, que nem se importava com a existência dele, porque ela já namorava o garoto que ela amava.
- E se a mãe souber que você caiu na sala dela? - Fred voltou para provocar Marion, olhando para a irmã com um sorriso vingador.
- Estudar com ela, não tem nada a ver! - Marion bradou na defesa.
- E você tem tanta certeza assim, Marion? - Fred provocou - a e Marion, por sua vez, engoliu em seco, pois sabia o gênio da mãe. - Pois se ela souber, ela te mata! - Fred gargalhou da desgraça da irmã que continuava olhando incrédula para ele. - Podes crer! - retirou - se, ainda às gargalhadas.
- A mãe só vai ficar sabendo se você contar, Fred! - Marion falou sem pensar, enquanto o irmão a olhava de lábios crispados.
- Se você não tivesse estudando aí nessa escola, no mínimo agora, eu estaria livre! - Fred olhou feio para a irmã, que nada disse, apenas suspirou nervosa. - E eu não teria falado nada, se o Dudu não fosse lá na casa do Sandro, falando com ele, sobre esse maldito assunto de você estar na sala dele! - continuou furioso, e olhando Marion com um olhar acusador. - Mas, graças a Deus, para o meu amigo Sandro, isso não importa! - continuou feliz. - Então, a nossa amizade continua! - bradou, não se importando com a irmã e ainda dando de ombros, para que Marion percebesse que ele não estava nem aí com ela. - E ai de você, se você abrir a boca e falar que o meu amigo Sandro é um Sandolli, ai de você! - Fred ameaçou, apontando o dedo na cara de Marion, que engoliu em seco, de tanto medo que ficou do irmão.
Irmão mais velho de Marion, um pouco mais alto do que ela, adolescente, perverso, cursava dois anos a mais que Marion, suas características físicas eram bem fortes, cabelos negros, olhos castanhos escuros, pele alva, rosto belo e de feições suaves, corpo pronto para ser bem musculoso, pois ia para a academia com o amigo Sandro, de forte temperamento e briguento, não ia com a cara da irmã Marion, pois tinha muitos ciúmes dela.
Já Marion era parecidíssima com o irmão, olhos também castanhos escuros, cabelos lisos, o mesmo tom de pele, ela sempre cortava os cabelos com franginha, e jogava, como era de uso na época, e isso favorecia muito os contornos do seu rosto, e seus cabelos ficavam melhores ainda quando eram divididos de lado, como ela sempre usava.
E o comprimento dos seus cabelos, iam até os ombros.
E seu rosto era de formato mais comprido do que o de Fred, indo para o mais cheio, assemelhando - se um pouco com os Sandolli, mas ninguém ainda havia notado essa pequena semelhança entre ela e a família, bastante alta e magra para a idade, pacífica, morria de medo da vida, pois tinha muitas caraminholas na cabeça.
Não respondi muito aos insultos dos outros, pelo motivo de ter medo de brigar e de apanhar injustamente.
E seu maior defeito era a grande paixão que tinha por Acácio, desde pequena.

- É verdade que a Marion é irmã do Fred? - Dorise perguntou, enquanto a família toda jantava sossegada, numa noite de domingo.
- Como é que é? - Acamir, o pai, perguntou assustado, já deixando seu prato de lado, desistindo de comer, ao passo que Olívia, a mãe, olhava surpresa para o marido.
- Por quê você vem com esse tipo de pergunta, minha filha? - Olívia encarou Dorise, nervosa. - Você não está vendo que o seu pai ficou nervoso? - continuou furiosa com a filha, que olhava surpresa para ela.
- E de onde você tirou essa informação, Dorise? - perguntou Acamir, preocupado com a pergunta da filha.
- É que todo mundo está comentando na escola, papai! - Dorise respondeu séria. - E eu fiquei de fora, como sempre! - Dorise bradou chateada e olhando para os dois irmãos, que olhavam furiosos para ela. - Eu quero saber, oras! - deu de ombros, furiosa. - E eu acho que o Dudu deve saber mais alguma coisa, afinal de contas, ele caiu na sala dela! - Dorise continuou comentando, enquanto Acamir olhava furioso para o filho.
- Como é que é, Dudu? - Acamir perguntou, encarando o filho, com fúria.
- Eu não tenho culpa de nada, papai! - Dudu foi logo defendendo - se da cara feia do pai. - Dorise, por quê você não come o delicioso macarrão que a mãe fez e depois, como sobremesa, não coloca a sua maldita língua no formigueiro? - Dudu perguntou nervoso, enquanto Dorise olhava furiosa para ele e Acácio, por sua vez, dava uma sonora gargalhada, e só parou, porque Acamir olhou feio para ele.
- Meninos, acalmem - se, por favor! - Olívia, pediu calma, enquanto Acamir olhava feio para ela.
- Todas as vezes, a Dorise me coloca numa fria! - Dudu reclamou furioso com a garota, que continuava vermelha de raiva.
- Eu não estou te colocando numa fria, Dudu! - Dorise bradou, em tom de reclamação. - Acontece que você já está numa fria! - Dorise gargalhou maldosa, sob os olhares feios do pai.
- Eu estou numa fria porque aquela Fantasminha está na minha sala, senão, no mínimo eu não estaria! - Dudu bradou ainda nervoso com a irmã.
- É verdade, sim! - Acácio bradou na defesa do irmão. - Isso aí é culpa do pessoal da escola, foi igualzinho aconteceu comigo! - Acácio continuou falando, mas sentindo algo de estranho, seu coração acelerando - se, e ele achava estranho tudo isso, era só falar em Marion, que ele sentia - se exatamente assim.
- Era sobre isso que eu queria saber! - Dorise reclamou, já sozinha na cozinha, e nem percebeu que todo mundo havia saído da mesa.
E para não ouvir mais as tolices de Dorise, todos resolveram sair da mesa, sem que ela percbesse, a começar do pai, que piscou, fez sinal e todos os seguiram, deixando - a só e abandonada.
- E ninguém me avisa nada, que vai sair da mesa! - Dorise reclamou consigo mesma, levantando - se e colocando seu prato na pia, ao passo que todos os pratos ainda estavam lá, encima da mesa, e quase vazios, e o prato dela ainda estava um pouco cheio, porque era a segunda vez que ela estava comendo.
Passou pelo quarto dos pais e escutou os dois discutindo a portas fechadas sobre um assunto que ela tentava entender, mas não entendia nada.
- Eu vou falar para a mãe que você fica ouvindo a discussão deles atrás da porta! - Dudu reclamou furioso, enquanto Acácio instalava o Atari para eles dois jogarem e Dorise, por sua vez, quebrou um pau no ouvido, deu as costas para o irmão e foi para o seu quarto.

E passados alguns meses, Sonda estava destacando - se nas notas, assim como o seu primo Dudu, apesar de andar com as desordeiras.
E numa tarde, uma professora, bateu à porta da sala de Marion e adentrou - se toda esbaforida e sorridente.
- Preciso de um aluno bom, Miú! - bradou, dando os famosos três beijinhos na colega.
A professora da outra sala, era uma paraguaia muito bonita, chamava a atenção por onde passava e os meninos que estavam aflorando - se sexualmente até sonhavam com a moça, era considerada uma ótima professora, que todos gostavam dela e viam - na como a melhor professora da escola.
- Você vai fazer aquela troca? - perguntou Miú, mexendo as mãos como se fosse um aqui e outro lá. - Se você for, eu tenho dois alunos bons aqui! - Sorriu, olhando diretamente para Sonda e para Dudu. - A Sonda e o Dudu! - e os dois levantaram - se com sorrisos lisonjeados, para que todos vissem que eles eram os melhores alunos da sala.
- Eu quero o Dudu! - bradou apontando para o garoto que sorriu mais lisonjeado ainda, só de pensar em estudar na sala daquela belíssima professora e de ver - se livre de Marion.
- Graças a Deus! - Nina bradou feliz, ao ver Sonda sentar - se chateada.
- Dudu, pode arrumar as suas coisas, que você vai mudar de classe! - Miú ordenou e o garoto, mais que depressa, arrumou as suas coisas, todo feliz e lisonjeado, pois agora, seus sonhos tornariam - se realidade.
- Tchau, camarada! - o garoto de trancinhas bradou, chateado com a ida de Dudu que nem se importou com o garoto que estava sentindo muito a sua ida, pois o sonho dele estava prestes a ser realizado, iria estudar na sala daquela professora paraguaia que não era falsificada como as coisas do Paraguai.
A sala toda virou um tremendo rebu, pela partida de Dudu, enquanto a paraguaia o esperava ali na porta da sala, para conduzi - lo até a sua sala, e todos comentavam a mudança de Dudu.
- Quem será que vem para cá? - Sonda perguntou dirigindo - se à Nina.
- Nem imagino! - Nina deu de ombros, como quem não se importando com quem viria para a sala dela ou não. - Graças a Deus, amiga! - sorriu pegando na mão de Sonda, que não gostava desse tipo de frescura. - Ainda bem que não foi você! - sorriu simpática, dando - lhe uma piscadela, enquanto Sonda olhava surpresa para a loira, e as duas não estavam entendendo nada.
E Dudu foi - se com a professora, deixando a sala toda mais eufórica ainda, pois sabiam que teria uma troca e esperavam ser uma boa troca.
E de repente a paraguaia apareceu com um garoto moreno, alto, olhos castanhos escuros e cabelos crespos e da mesma cor dos olhos, de rosto magro e de formas ovaladas, um garoto de belas feições, que todas as meninas olhavam para ele, inclusive Nina que acabou encantando - se com ele, mas esse, nem importou - se com ela.
- Oi, coração! - suspirou o garoto, dirigindo - se à Marion, com bastante interesse.
E Marion, por sua vez, nem se importou, pois pensou que o lisonjeiro cumprimento fosse para Sonda e para Nina, as duas garotas mais belas da sala.
- Como? - Marion, surpreendeu - se, ao ver que o garoto, que nem a conhecia, olhava muito para ela. - Foi comigo que você falou? - Marion perguntou, ainda surpresa com a situação pela qual ela estava passando e pronta para levar chingos do garoto, pois era isso que sempre acontecia com ela e no mínimo o garoto falaria assim para ela: "- Não, sua burra!!! Eu falei com aquelas duas gostosonas ali e não foi com você não, sua horrorosa!", mas não foi bem assim, pela primeira vez, não foi bem assim...
- Mas é claro que sim, princesa! - suspirou sentando - se bem ao lado dela, cordialmente, enquanto Sonda e as duas garotas observavam a cena boquiabertas e surpresas com a situação que estava acontecendo bem embaixo dos narizes delas.
E pela primeira vez em toda a sua vida, Marion sentiu - se surpresa e feliz com aquela situação, e pelo menos uma vez na vida, um garoto a tratou bem e não a tratou com brutalidade, mandando - a calar a boca e ridicularizando - a bem na frente de todos que também aproveitavam o encejo e faziam o mesmo com ela, até assustou - se com o fato e sentiu vontade de ter um termômetro ali para medir a febre do garoto cordial e sorridente.
E a saída de Dudu foi triunfante e feliz, só quem sentia a sua falta era o garoto de trancinhas, porque os demais garotos choravam lágrimas de crocodilo por sua causa, dando graças a Deus pela ida dele.
- E qual é o seu nome? - Miú perguntou olhando interessada para o garoto que já estava sentado perto de Marion.
- Rogério Rostti, me chamam de Zinho, fissora! - Zinho continuou feliz e voltou todos os seus olhares cordiais para Marion, que sorria totalmente encabulada.
- Vejo que você é um aluno problema! - Miú olhou séria para o garoto, que sorria sem graça. - Só me mandam alunos problemas mesmo! - bradou desanimada com a situação pela qual ela se encontrava de receber alunos problemas para a sua sala de aula. - Até parece que eu tenho cara de "aluno problema"! - continuou no mesmo tom de raiva, enquanto Sonda e as duas garotas desordeiras, riam da cara da professora.
- Podes crer! - Zinho gargalhou maldoso, para a surpresa da professora. - Eu acho que a senhora tem cara de terapeuta! - Zinho bradou feliz, despertando gargalhadas em todos da sala, inclusive em Marion.
- Não é preciso exagerar, não é, Zinho? - Miú olhou furiosa para o garoto engraçadinho.
- E a senhora não vai passar lição? - Zinho perguntou, vendo que a professora virava - se para a lousa, a fim de passar mais lição, para ver se os alunos calavam logo suas bocas.
- Já estamos no mês de abril, Zinho! - Miú olhou para a cara do garoto, que já tinha começado a copiar. - E quais são as suas notas? - perguntou curiosa.
- "E", somente "E", fissora! - Zinho bradou sorridente e malicioso e a sala toda riu.
- Muito bem, garoto! - Miú bradou furiosa. - Continue assim, que você vai entrar em primeiro lugar na USP! - ironizou, olhando feio para o garoto, que ficou todo sem graça, enquanto a sala ficava em silêncio.
- Zinho, o quê você faz na escola? - Sonda aproximou - se do garoto, mantendo distância de Marion. - Se você não gosta de estudar! - olhou sério para ele, que deu um sorrisinho amarelo. - Reprovou uma vez a quarta série e está arriscando - se a reprovar novamente! - Sonda continuou furiosa com o garoto que dava de ombros, todo sorridente. - E o quê você está fazendo aí, sentando - se perto dessa garota, Zinho! - Sonda fez careta ao olhar para Marion, que olhou para ela, surpresa. - Vamos, venha sentar - se aqui, perto da gente, porque tem uma mina querendo te conhecer! - bradou feliz, referindo - se à Nina, que não havia falado nada, mas Sonda já sabia que ela topava conhecer qualquer garoto, já que queria um namorado a todo custo, assim, se ela o apresentasse à Zinho, a garota jamais iria querer conhecer Acácio, seu namorado, pois ela já teria o Zinho, e não iria querer a mais ninguém.
- Não, eu prefiro ficar aqui! - Zinho olhou para as garotas e fez uma careta.
- Mas, por quê você prefere ficar perto dessa garota, Zinho? - Sonda continuou insistindo.
- Porque eu gostei dela, foi amor a primeira vista! - Zinho sorriu, enquanto Sonda olhava surpresa para ele, sem nem saber o que estava acontecendo com o garoto, enquanto Marion olhava surpresa para ele, pois nunca havia recebido uma declaração de amor na vida.
- Você quem sabe, Zinho! - Sonda deu de ombros, voltando ao seu lugar. - Pois aqui, eu tenho coisa melhor para te apresentar! - Sonda bradou, fazendo desfeita de Marion, que baixou a cabeça triste, enquanto as duas garotas riam da cara de Marion.

Sandro, irmão mais velho de Sonda, também admirado pelas garotas da escola, pela sua beleza estonteante, embora ninguém era mais belo do que Acácio.
Era o sonho de algumas garotas da escola, e de todos os lugares que ele frequentava, chamava muito a atenção, tinha sido bastante premiado com medálias, pela sua inteligência, e também as guardava no seu quarto, assim como Acácio, seu primo, fazia.
Possuía cabelos curtos, lisos e negros, jogadinhos para trás, como era o corte da época, olhos verde água, iguais ao de Dudu, bastante alto pela sua idade, já criando músculos também por frequentar a academia, junto com seu melhor amigo Fred, seu rosto era cheio, característica dos Sandolli, garoto pacífico, que não podia ver uma briga, porque já corria atrás de separá - la, não gostava de ver ninguém brigando e nem apanhando.
Seu grande aliado fora da família era o Fred, que ele já confiava muito, e dentro da família era o seu primo Acácio.
- Precisamos de falar com você, Sandro! - Acácio apareceu com Dudu, vendo que Fred não estava ali, com seu primo.
- Está bem! - Sandro olhou sério para os dois garotos. - O que foi que aconteceu? - Sandro perguntou nervoso.
- Nós queremos que você saiba que o Fred não é o cara certo para você andar, cara! - Acácio começou a falar, enquanto Sandro olhava para ele sorridente.
- Sério? - Sandro gargalhou. - E você acha que eu vou acreditar no que você falou? - Sandro perguntou furioso. - Jamais! - deu de ombros. - Eu sei o que é bom para mim, e se eu continuar andando com ele, o problema é meu, somente meu! - Sandro bradou ríspido.
- Eu não falei, Dudu? - Acácio olhou sério para o irmão que deu de ombros.
- O Cacio está falando isso para o seu bem, cara! - Dudu bradou desanimado.
- Não se preocupe que o meu bem, quem sabe sou eu! - Sandro continuou estúpido. - E olha só quem está aí! - bradou, puxando um garoto tímido para si. - Ele é novo aqui, é o segundo dia dele aqui e eu prometi para ele que eu ia apresentá - los aos meus primos! - Sandro continuou sorridente e mostrando o garoto novo para os dois primos, que sorriam forçados.
- O meu nome é Herbert! - o garoto novo apresentou - se, ainda tímido, enquanto Acácio e Dudu o cumprimentavam com um aceno de cabeça.
- Esse é o Cacio e esse daqui é 0 Dudu! - Sandro continuou apresentando - os sorridente, enquanto Herbert, o garoto novo, também os cumprimentava com um aceno de cabeça, igualzinho a Acácio e Dudu.
- Ainda bem que você não mencionou o fato de eu ser mais novo do que você, primo! - Acácio bradou com um sorriso amarelo.
- Eu não mencionei porque eu sei que você não gosta, mas agora, não fui eu quem mencionei, agora, foi você! - Sandro apontou o dedo para o primo, que sorriu sem graça.
- Cara, já está quase na hora da entrada, porque se não fosse... - tomou um fôlego. - Eu juro que eu te daria um pau! - gargalhou, vendo o primo sorridente com a perna para trás, apoiado no portão da entrada da escola, e arriscando de alguém abrir e ele cair para trás.
- O Herbert senta atrás de mim! - Sandro anunciou todo sorridente e feliz, não importando - se com a brincadeira do primo. - Pelo menos ontem ele sentou, não é? - Sandro perguntou, olhando para o garoto, que acenou a cabeça em sinal positivo.
- Uhn, que bom! - Acácio bradou feliz. - Dá até para colar na prova da Adjalmas, não é? - Acácio provocou sorridente.
- O quê? - Sandro perguntou assustado. - Não fala isso não! - Sandro continuou assustado. - Pelo amor de Deus, eu que ganhei tantas medálias, no passado, por ter sido inteligente, não posso nem pensar em colar na matéria de ninguém, oras! - bradou furioso com o primo, que ainda continuava feliz. - Eu guardo as minhas medálias como você guarda, primo! - sorriu, fazendo festa. - Dentro do meu quarto, perto da minha cama! - continuou, explicando seus detalhes sórdidos, enquanto Acácio olhava surpreso e feliz para o primo. - Eu não colo e nem nunca colarei na prova, primo! - continuou feliz com o primo, que ainda olhava atento para ele.
Acácio, que olhava ansioso para o primo, ganhou mais medálias do que ele e sempre festejou, foi considerado o garoto mais inteligente da escola, passando até mesmo do irmão e do primo, de tantas medálias que ele ganhou.
Garoto lindo, admirado por todas as garotas da escola, de beleza européia, olhos verdes cana, mais escuros do que os de Dudu, cabelos encaracolados e ruivos, e nunca ninguém na escola, tinha visto tal cor de cabelos iguais aos dele, não tinha ninguém pelas redondezas, ele era um dos poucos ruivos.
Acácio era um privilegiado, por ter os cabelos ruivos daquela tonalidade tão diferente, rosto oval e lábios grossos e delicados, não era magro e nem atlético como o primo, porém não gostava de academias, gostava de comer besteiras, por isso era gorduchinho e não muito alto, assim como o primo, namorava Sonda, que era da mesma família, sua prima, porém, tinha um amor platônico por Marion, cujo qual ninguém sabia e nem imaginava em saber, nem mesmo o seu irmão e nem tampouco a sua família, que seria contra, se soubesse.

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