Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

terça-feira, 12 de março de 2013

A Vingança

- E aí, Zinho? - Dudu provocou o garoto na hora da entrada. - Resolveu me acompanhar? - Dudu continuou sorridente. 
- Sobre o quê você está falando, cara? - Zinho perguntou encarando Dudu, todo sorridente e faceiro como sempre. 
- Sobre o que aconteceu ontem, no banheiro dos meninos, oras! - Dudu deu de ombros.
- Ah, mas pelo visto, era você quem estava fantasiado de loira do banheiro e ainda por cima estava querendo me agarrar! - Zinho comentou furioso, enquanto Dudu, por sua vez, bufava de raiva do garoto rival. - Pensando bem, até que você estava todo charmosinho, com uma camisola toda branquinha, sensual e curtinha! - Zinho gargalhou. - No início eu até me iludi, pensando que você fosse uma garota verdadeira, mas depois, eu logo me toquei, achando que era impossível existirem garotas daquele jeito que iam para a escola com uma camisola branquinha, curtinha e sensual! - Zinho provocou às gargalhadas, enquanto Dudu, por sua vez, olhava furioso para ele, pronto para atacá - lo.
- Eu não sabia que você era bicha, Zinho! - Dudu retrucou entre os dentes, totalmente colérico e furioso com o garoto que continuava provocador.
- Bichona, eu? - Zinho continuou às gargalhadas. - Pelo visto, não fui eu que vestiu fantasia de loira do banheiro e ficou tentando me agarrar feito uma mina verdadeira! - Zinho continuou provocando Dudu, que crispava os lábios de tanta raiva que estava sentindo do garoto.
- Eu me esqueci, Zinho! - Dudu olhou furioso para o garoto, enquanto algumas pessoas aglomeravam - se perto deles, comentando sobre a futura briga entre os dois garotos furiosos. - Me esqueci que você passou blush aquela vez, no banheiro e saiu com as bochechas todas vermelhinhas, apenas para provocar a todos os garotos da escola! - Dudu gargalhou maldoso.
- Mentira! - Zinho apontou o dedo na cara do garoto rival. - Eu fiz isso porque eu fiquei sabendo que a Marion gosta de homens de bochechas vermelhinhas! - Zinho explicou - se ainda furioso com a situação provocada por Dudu.
- Conta outra! - Dudu gargalhou ainda maldoso. - A desculpa agora é a Marion! - apontou para a garota, que olhava nervosa para ele. - Pelo menos eu ainda tirei a minha fantasia de loira do banheiro, me ferrei no castigo com o meu pai, nem almocei e nem jantei, porque a minha irmã não saiu da cola da minha mãe, mas estou satisfeito de ser homem e de assumir a minha identidade masculina! - Dudu bradou satisfeito e feliz, enquanto Zinho, por sua vez, bufava de raiva do garoto sorridente e feliz. - E agora você, assume a sua identidade de bicha todos os dias! - Dudu gargalhou, apontando para o rosto de Zinho, que olhou furioso para ele. - Passando esse blush aí, com a desculpa de conquistar a Marion! - Dudu continuou às gargalhadas, enquanto Zinho, por sua vez, já estava pronto para acertar - lhe um violento murro na cara. - Você gostou mesmo, não? - continuou às gargalhadas, enquanto Zinho, por sua vez, contava até dez, sabendo que não podia brigar, pois a sua mãe sofreria muito, se ele se envolvesse novamente em provocações e brigas violentas na rua.
- Não é bem assim, sabe? - Zinho brincou com seus trejeitos de bicha, fazendo Dudu desmanchar - se em risos. - Estou me enfeitando para ver se eu conquisto logo você! - Zinho gargalhou, vendo Dudu totalmente sem graça e sem ação. - Meu lindo! - cochichou, passando a mão no rosto de Dudu, que por sua vez, ficou sem graça, totalmente envergonhado com a situação provocada pelo rival.
E todos gargalhavam da situação pela qual os dois garotos encontravam - se e Fred, por sua vez, todo sorridente e feliz, já passava os papeizinhos das apostas, esperando uma suposta briga corporal entre os dois garotos furiosos e provocadores.
- Escuta aqui, cara! - Dudu apontou o dedo para Zinho, pronto para acertar - lhe um violento soco na cara. - Desde quando eu gosto de bicha? - Dudu perguntou furioso, enquanto as pessoas aproximavam - se mais perto dos dois, comentando sobre a suposta briga entre eles.- Cuidado com o que você fala, hein? - Dudu apontou o dedo novamente na cara de Zinho, que olhou surpreso para ele. - Mais uma respostinha dessas... - Dudu bradou furioso, fazendo sinal de murro, pronto para esmurrar a cara do garoto furioso. - Eu te parto em dois! - Dudu continuou furioso, apontando o dedo para Zinho, que só olhava furioso para ele, e vendo que o negócio esquentaria para ele, Zinho, por sua vez, deu dois passinhos para trás, já que o dedo de Dudu não saía de seu nariz. - Vamos pessoal! - Dudu ordenou a turma dele a retirar - se e os demais garotos retiraram - se também, junto com todos, que devolveram os papeizinhos das apostas para Fred, desanimados e furiosos, comentando sobre a suposta briga que teria entre Zinho e Dudu e que o mesmo que iniciou a briga, cortou.

- Pois é, Cacio! - Dudu aproximou - se do irmão, todo feliz, que estava olhando para ele, ainda surpreso. - Eu deveria ter falado para ele assim... - começou a remedar os gestos e trejeitos de bicha do rival Zinho. - "Eu te parto em dois!"  - Dudu gargalhou, sendo seguido por Acácio.
- Você já está treinando, Dudu? - Dorise apareceu toda provocante, bem na frente de Dudu, que logo ficou olhando sem graça para a irmã.
- Dorise, cala a boca! - Acácio olhou furioso para a irmã que sorria feliz, olhando diretamente para Dudu. - Por acaso você vai contar tudo para o papai? - Acácio perguntou furioso com a irmã que sorria maldosa.
- Eu ainda não sei! - Dorise respondeu cínica e retirou - se ainda toda sorridente, enquanto Acácio, por sua vez, olhava chocado para a irmã. - Mais tarde eu vejo! - continuou sorridente e feliz. - Se você fizer por merecer, Dudu, eu não conto nada do que aconteceu entre você e o Zinho! - Dorise gargalhou com maldade.

- Mamãe, hoje o Zinho e o Dudu se enfrentaram na porta da escola! - Bunnie começou a falar, ao chegar da escola, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para o filho, que colocava a sua mochila na cadeira da sala.
- O quê você está falando aí, sua fofoqueira? - Zinho perguntou furioso.
- Eu estou contando para a mamãe, o que você não vai contar nunca para ela! - Bunnie olhou para o irmão com o olhar desafiador.
- É mesmo? - Zinho perguntou furioso.
- Isso mesmo! - Bunnie confirmou sorridente.
- Nada disso teria acontecido se não fosse por sua culpa e culpa da Eleomara! - Zinho bradou furioso, enquanto Bunnie ria da cara dele.
- Você vive com seus trejeitos de bicha, então, foi por isso que nós inventamos a loira do banheiro, oras! - Bunnie deu de ombros, enquanto Zinho olhava furioso para ela.
- Mas agora, ao invés de só eu ter essa fama, o Zinho também ficou com a mesma fama que eu! - Zinho continuou furioso com a irmã, que ria sem parar da cara dele.
- Porque ele quis te imitar, Dudu! - Bunnie respondeu com cinismo.
- Eu acho bom vocês dois sentarem para almoçar e parar com essa discussão idiota, porque isso não é coisa de gente civilizada não! - Deda bradou, olhando furiosa para os dois filhos, que continuavam enfrentando - se com o olhar. - E outra coisa... - Deda olhou para os dois filhos, fazendo um suspense. - Eu estou de saco cheio de problemas! - olhou feio para Bunnie, que continuava provocante para o lado do irmão. - Ontem foi você, Bunnie, eu espero que amanhã, por causa dessa maldita discussão, entre o Zinho e o Dudu, não acarrete num grande problema para o Zinho e eu não preciso nem ser chamada lá na escola! - Deda continuou furiosa com ambos os filhos.
- Porque a senhora sabe muito bem que o Dudu é protegido! - Bunnie continuou sorridente e altiva como sempre.
- E por quê o Dudu é protegido, Bunnie? - Zinho perguntou furioso.
- Talvez seja porque o Cacio é o irmão dele, oras! - Bunnie deu de ombros. - E você sabe muito bem que a proteção é maior para o lado daquela família! - Bunnie apontou para o lado que ficava a casa de Acácio, com desprezo e pouco caso.
- Mas você acha que protegem o Dudu só por ele ser o irmão do Cacio? - Zinho perguntou, encarando a irmã, que sorriu feliz.
- Há, você sabe que o Cacio é o garoto mais inteligente da escola e além do mais ele é o mais bonito também! - Bunnie suspirou, sob os olhares furiosos de Zinho.
- Olha aqui, Bunnie! - Zinho apontou o dedo para a irmã. - Tem muita mina suspirando pelo Cacio, e eu não quero que isso aconteça com você também! - Zinho continuou furioso com a situação provocada pela irmã, que sorria provocante e feliz. - Ih, pode deixar, mano! - Bunnie gargalhou. - O meu tipo de loucura é outro e por outros tipos de garotos! - Bunnie continuou feliz e faceira. - E você sabe muito bem por quem é que o meu coração pára! - Bunnie continuou provocante.
- O seu coração pára pelo crápula do Fred, não é? - Zinho perguntou com toda a raiva do mundo, enquanto Bunnie, por sua vez, afirmava tudo com a cabeça.
- Exatamente, Zinho! - Bunnie continuou feliz e ansiosa, enquanto Zinho, por sua vez, crispava os lábios de raiva da irmã.
- Pois você nunca vai sair com esse cara, Bunnie! - Zinho olhou furioso para a irmã, que continuou sorridente, provocante e feliz.
- Por quê não, Zinho? - Bunnie perguntou séria.
- Porque esse cara não é para você, Bunnie! - Zinho respondeu em tom de conselho.
- Mas quem sabe se o Fred é bom para mim, sou eu e mais ninguém! - Bunnie respondeu com mal criação.
- Eu também falei o mesmo para a minha mãe, em relação ao seu pai, minha filha! - Deda respondeu ríspida, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava admirada para a mãe.
- E no fim deu no que deu, não foi, mamãe? - Zinho perguntou olhando sério para a mãe.
- Isso mesmo, meu filho! - Deda respondeu ainda chateada com a situação provocada pela filha.
- Mas no meu caso vai ser tudo diferente, mamãe! - Bunnie respondeu ansiosa e feliz. - Não são todos os casos que são iguais, a senhora verá! - Bunnie continuou toda sorridente, romântica e feliz.
- Não sei não, minha filha! - Deda respondeu séria. - Pelo visto esse carinha nem se importa com você, ele só se importa é com a sua beleza! - Deda concluiu o que talvez seria a verdade, pois nem com isso, Fred se importava, ele só queria era tirar uma casquinha da pobre garota ingênua e apaixonada e que se achava muito esperta.
- Pois eu já acho o contrário, mamãe! - Zinho anunciou, olhando furioso para a irmã. - Eu acho que o Fred quer mais é se aproveitar da Bunnie! - Zinho bradou todo sorridente e feliz.
- Não será você que quer se aproveitar da Marion? - Bunnie perguntou com uma voz doce.
- Não, mas é claro que eu não quero me aproveitar da Marion! - Zinho bradou ríspido.
- E pode ficar aí no seu achismo, porque eu não vou me importar! - Bunnie deu de ombros e retirou - se furiosa, indo para o seu quarto.
- Minha filha você não vai almoçar? - Deda perguntou curiosa.
- Não, mamãe, eu perdi a minha fome, no momento, mas quando a minha fome voltar, eu como um pouquinho, ok? - Bunnie retirou - se ainda furiosa com a situação provocada por ela mesma.
- Não é a toa que você está magra demais, minha filha! - Deda bradou insatisfeita, enquanto a filha ia em direção ao seu quarto.
- Magra demais, mamãe? - Zinho perguntou, discordando da mãe.
- Mas é claro, meu filho, a maioria das moças de hoje tem um corpo lindo, bem torneado, você não assiste ao Miss Brasil? - Deda perguntou ansiosa.
- Mamãe, eu acho que a senhora tem que ver melhor, a Bunnie tem o mesmo corpo dessas garotas que se apresentam no Miss Brasil! - Zinho comentou, deixando a mãe ansiosa e feliz.
- Ai, você jura, meu filho? - Deda perguntou sonhadora.
- Mas é lógico, mamãe! - Zinho bradou feliz e ansioso. - Nas festas, a Bunnie chama mais a atenção do que qualquer garota que vai lá! - Zinho comentou ainda feliz, enquanto Bunnie, por sua vez, escutava a conversa do irmão e da mãe e sorria toda convencida, ansiosa e feliz.
- E deve despertar a raiva em todas as garotas que querem ser notadas e não o são, por causa dela! - Deda respondeu, enquanto Zinho, por sua vez, olhava ansioso para a mãe.
- Exatamente, mamãe, ela desperta mesmo! - Zinho comentou feliz.
- Fico feliz por você ir às festas junto com ela, assim pelo menos, eu não fico preocupada! - Deda comentou ansiosa e feliz.
- E pelo menos, quando ela estiver velha e caquética, vai ter do que lembrar! - Zinho gargalhou, enquanto a mãe, por sua vez, olhava furiosa para o filho.
- É, mas até lá, ela estará com a coroa de Miss Brasil, e linda como sempre! - Deda respondeu, olhando feio para o filho.
- E até lá, eu serei um jogador famoso, de um time estrangeiro e que jogou a libertadores com o Coringão e esse vai ser campeão mundial, mamãe! - Zinho suspirou feliz.
- Sonha Zinho, porque faz bem sonhar! - Deda sorriu para o filho, que sentava - se todo feliz e ansioso, pronto para escutar uma palavra positiva e de incentivo da mãe. - Porque o Corínthians até pode ser campeão da Libertadores, mas você jamais será um jogador de futebol! - Deda respondeu ríspida, enquanto Zinho olhava surpreso para a mãe.
- Mas por quê eu não serei um jogador de futebol, mamãe? - Zinho perguntou furioso.
- Porque você não se aplica em seus estudos, meu filho! - Deda olhou furiosa para o filho.
- E desde quando para chutar uma bola no gol precisa ter estudo, mamãe? - Zinho perguntou furioso.
- Desde sempre, meu filho! - Deda continuou furiosa com o filho. - Você não vê o doutor Sócrates? - Deda continuou conversando duro com o filho. - Ele é médico! - sorriu feliz. - E quando a carreira dele terminar, ele vai continuar o que ele estudou! - Deda continuou em tom de conselho.
- Eu não! - Zinho deu de ombros. - Eu prefiro ser como o Galinho de Quintina, o Zico! - Zinho suspirou todo feliz e sorridente, enquanto Deda olhava para ele surpresa.
- Então se esforce para pelo menos terminar o colégio, meu filho! - Deda continuou firme com o filho, que nada disse, baixou a cabeça e concentrou - se apenas em seu almoço delicioso.

- Papai, o quê a gente faz quando um ser desclassificado nasce homem e depois quer por força virar mulher? - Dorise perguntou ao pai, bem em frente à mesa do almoço, enquanto todos estavam concentrados na deliciosa comida preparada por Olívia.
- Como é que é, minha filha? - Acamir perguntou, olhando diretamente para Dudu, que por sua vez, engolia em seco.
- Depois que o Dudu virou a nova loira do banheiro, ele e o Zinho discutiram na hora da saída! - Dorise anunciou toda sorridente e feliz, pois havia se vingado do irmão furioso e nervoso.
- Como é que é, Dudu? - Acamir perguntou furioso, e sua raiva era tanta, que ele até sentiu vontade de engolir o filho pródigo e nervoso.
- É papai! - Dorise continuou seu diálogo tempestuoso. - Depois que o Dudu se maquiou todo, naquele dia da exibição do banheiro, agora ele e o Zinho discutiram por causa do ocorrido! - Dorise continuou sorridente, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para o filho que continuava engolindo em seco.
- Foi isso mesmo, Dudu? - Acamir perguntou, olhando furioso para o filho e pronto para engoli - lo, enquanto Dudu, por sua vez, nada respondia, pois não conseguia nem sequer respirar, de tão nervoso que estava e de tão transtornado que estava com a irmã sorridente e feliz. - Eu estava até duvidando do ocorrido, mas agora eu não tenho mais dúvidas de que você é uma tremenda de uma bichona mesmo! - Acamir gritou colérico e vermelho, de tão nervoso que ele estava com o filho, assustando aos dois garotos e Dorise, como ainda estava aprendendo a praticar toda a sua maldade, começou a se divertir às custas do sofrimento de Dudu, que olhava totalmente furioso para ela.
- Bicha não, papai! - Dudu defendeu - se sob os olhares apreensivos de Olívia. - Tudo o que aconteceu, foi por culpa da Bunnie, como já foi dito! - Dudu continuou em sua defesa e sob os olhares feios do pai. - E eu aceitei entrar na brincadeira, porque o Zinho agora está usando blush, com a desculpa da Marion gostar de homens de bochechas rosadas! - Dudu continuou em sua defesa, mas agora ele olhava diretamente para o irmão, que olhava furioso para ele, e cheio de ciúmes de Zinho.
- Ah, então quer dizer, que ser bicha agora, é moda na sua escola? - Acamir explodiu furioso, e Dudu, por sua vez, até esquivou - se, pois sabia muito bem, como era a mão pesada do pai.
- Papai, isso tudo foi uma tremenda coincidência! - Dudu respondeu ainda nervoso, enquanto Dorise, por sua vez, ria muito do jeito atrapalhado do irmão, que quase derrubou a salada que a mãe havia feito com tanto amor e carinho.
- Coincidência? - Acamir gritou furioso. - Filho meu não aceita determinados tipos de brincadeiras, porque filho meu é macho! - Acamir continuou furioso com o filho, que engoliu em seco, pois o pai estava totalmente transtornado, com a situação provocada por Dorise. - E se alguém te chamar de bicha, perto de mim, eu te juro que acabo com a sua raça na frente de quem te chamar de bicha! - Acamir continuou furioso, apontando o garfo para o garoto, que olhou surpreso para o pai, sem defesa nenhuma.
- Fofoqueira! - Dudu olhou furioso para Dorise, ao sair da mesa triste.
- Mamãe, o Dudu me insultou! - Dorise reclamou com manha, enquanto Olívia, por sua vez, olhava furiosa par a filha, que nada disse.
- Cala a sua boca, sua fofoqueira! - Acácio repetiu o mesmo que o irmão e também saiu da mesa, em solidariedade ao irmão.

- A Dorise é uma filha da puta! - Dudu olhou furioso para o irmão, que acabava de entrar no quarto.
- Fofoqueira, mas filha da puta não, mano! - Acácio olhou para o Dudu, com o olhar reprovador.
- O papai brigou comigo novamente e por causa da inteligência dela! - Dudu continuou em tom acusador.
- Você não devia ter topado a brincadeira da Bunnie, isso sim! - Acácio censurou ao irmão, que olhou surpreso para ele.
- É, mas eu acho que ela fez isso tudo inspirada na Marion! - Dudu olhou furioso para o irmão, que ao ouvir o nome da amada, seu coração acelerou - se e ele pôs - se a ficar nervoso.
- O que tem a Marion, Dudu? - Acácio perguntou, logo após recompor - se.
- A Marion acha lindo homens de bochechas vermelhinhas! - Dudu anunciou ansioso, enquanto Acácio por sua vez, foi olhar - se no espelho para ver se as suas bochechas também estavam vermelhinhas, do jeito que a sua amada gostava.
- E foi por isso que o idiota do Zinho foi passar blush? - Acácio perguntou furioso.
- Exatamente! - Dudu afirmou sorridente. - E a Bunnie me fez passar por isso, apenas para testar o Zinho, para ver se ele é uma tremenda bichona ou se ele só quer fazer o que a Marion gosta! - Dudu explicou ansioso e feliz.
- E ela fez você se passar por bicha? - Acácio perguntou indignado.
- Eu não me passei por bicha, eu simplesmente me passei pela loira do banheiro! - Dudu protestou chateado.
- Não é o que estão falando por aí, Dudu! - Acácio olhou sério para o irmão, que ficou decepcionado com a notícia dada pelo irmão.
- Jura? - Dudu perguntou assustado.
- Juro! - Acácio afirmou, deixando o irmão triste.
- O Zinho não vai namorar a Marion! - Dudu olhou furioso para Acácio, como que prometendo o fato que ainda não havia ocorrido.
- Como é que é? - Acácio perguntou surpreso.
- Você verá, mano! - Dudu bradou ansioso e feliz.
- Eu não sei não! - Acácio bradou desanimado e até sentou - se em sua cama. - Eu acho que os dois vão namorar sim, se já não estão namorando! - Acácio bradou com uma ponta de ciúmes.
- Ah, eu não acredito no que eu estou ouvindo, cara! - Dudu censurou ao irmão, que olhou surpreso para ele.
- É o que todo mundo está falando, Dudu! - Acácio olhou sério para o irmão, que estava ainda olhando - o surpreso.
- Todo mundo está falando, ou você está achando que todo mundo está falando? - Dudu perguntou sério.
- Pode até ser! - Acácio deu de ombros, ainda triste e desolado.
- Calma que tudo dará certo, quando você menos esperar, você e a Marion estarão juntos! - Dudu aconselhou o irmão, com um enorme sorriso nos lábios, enquanto Acácio, por sua vez, olhava para o irmão, ainda surpreso com o rumo da conversa e não estava nem acreditando que Dudu estava apoiando o seu romance com Marion, ou pelo menos que ele estivesse falando da boca pra fora, mas pelo menos ele estava falando alguma coisa positiva sobre o seu futuro romance com a sua amada.

- Lavando o rostinho para tirar o blush, maninho? - Bunnie perguntou, aproximando - se da porta do banheiro, observando Zinho lavar o rosto.
- E daí? - Zinho gritou furioso e dando de ombros, assustando à sua irmã Bunnie, que olhou surpresa para ele.
- Bunnie, você é tão nojenta que quando eu chego perto de você eu tenho vontade de vomitar! - Zinho bradou, fazendo menção de enfiar o dedo na garganta.
- Mas por quê? - Bunnie perguntou fingindo surpresa.
- Porque você mandou o Dudu se fantasiar de loira do banheiro, apenas para tirar a prova dos nove! - Zinho bradou furioso, olhando feio para a irmã, que deu três passinhos para trás, de tão assustada que ficou.
- Eu não estou entendendo, Zinho! - Bunnie meneou a cabeça em negativa.
- Ah, como você não está me entendendo, Bunnie? - Zinho continuou furioso com a irmã, que continuava olhando para ele boquiaberta. - Você fez tudo isso para provar para você e para a escola toda, que eu não sou bicha! - Zinho continuou com tom de fúria, enquanto Bunnie, por sua vez, sorria maldosa para ele.
- Ah, está vendo como eu tenho um irmão inteligente! - Bunnie gargalhou maldosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela com os lábios crispados de tanta raiva que estava sentindo da irmã.
- Eu já sabia! - Zinho choramingou, enquanto Bunnie, por sua vez, continuava rindo da cara do irmão e com muita maldade mesmo. - E agora quem está com fama de bicha é o Dudu, não eu! - Zinho continuou furioso com a irmã, que continuava com sua risada sarcástica.
- E você preferia ficar com fama de bicha, no lugar do cara? - Bunnie perguntou séria.
- Mas é claro que não, Bunnie! - Zinho continuou furioso.
- Então não reclame! - Bunnie continuou, no mesmo tom de Zinho. - E não se esqueça Zinho, que estava muito divertido! - Bunnie gargalhou, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ela.
- Isso não é brincadeira que se faça, Bunnie! - Zinho olhou furioso para Bunnie, que continuava sorridente e feliz. - Agora o Dudu vai ficar com mais raiva de mim, devido às suas brincadeirinhas idiotas! - Zinho bradou furioso, enquanto Bunnie, por sua vez, continuava sarcástica com o irmão.
- Meninos vamos almoçar? - Deda perguntou, dispersando os dois filhos. - Eu já falei que não é para vocês brigarem! - Deda continuou alertando aos dois filhos, que nada disseram, apenas olharam apreensivos para ela.
- Mamãe, a senhora acha que a Bunnie fez certo? - Zinho perguntou, dirigindo - se à sua cadeira.
- Mas é claro que não, meu filho! - Deda olhou sério para o filho, que ainda estava triste.
- Mamãe, o Zinho passou blush só porque a Marion gosta de garotos com bochechas vermelhinhas! - Bunnie apontou para o irmão, que nada disse, apenas engoliu em seco.
- Meu filho, você pegou um pouco do blush do Dudu e passou em você? - Deda perguntou séria, enquanto Bunnie, por sua vez, gargalhava feliz.
- Não, mamãe, eu não passei um pouquinho do blush do Dudu, o blush era da Marion! - Zinho bradou furioso.
- Jura, meu filho? - Deda perguntou curiosa, enquanto Zinho, por sua vez, engolia em seco.
- Juro, mamãe! - Zinho olhou para a mãe, com o maior pouco caso do mundo.
- Ah, mas essa Marion não presta mesmo! - Deda bradou com toda a raiva do mundo. - Eu já falei pra você parar de gostar dessa garota maldita, porque ela só incentiva você a fazer o que é errado! - Deda continuou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a mãe.
- Mas, mamãe, não é a Marion que me incentiva a fazer as coisas erradas! - Zinho respondeu nervoso.
- Não? - Deda perguntou furiosa. - Então, quem te incentivou a passar blush? - Deda perguntou curiosa. - Se foi ela quem trouxe o blush no lugar de algum material escolar! - Deda continuou no mesmo tom de fúria.
- A Marion te incentivou a passar o blush, desde o momento que ela falou que gosta de homens de bochechas vermelhinhas! - Bunnie bradou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para a irmã sarcástica.
- Meu filho! - Deda olhou com sinceridade para o garoto furioso. - É assim que se começa! - Deda continuou só que agora em tom de admiração. - Você faz os gostos de uma garota, depois resolve ir para o carnaval, se pintando todo, e aí quando você for ver, já é tarde, meu filho! - Deda bradou com a mão na boca, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para a mãe, sem ao menos entender o que a mãe queria dizer - lhe com todas aquelas palavras.
- O quê a senhora está querendo dizer com isso, mamãe? - Zinho perguntou preocupado.
- Eu não estou querendo dizer nada, meu filho! - Deda bradou furiosa. - Eu simplesmente estou dizendo que logo, logo, eu vou ter um filho que faz shows em casas noturnas e assumindo perante à sociedade que é um tremendo de um bichona, ao invés de ser jogador do Corínthians! - Deda continuou furiosa com o filho que engolia em seco.
- Qual é que é, mamãe! - Zinho também exaltou - se, enquanto, Bunnie, por sua vez, ria da atitude do irmão. - Eu sou é muito macho! - bradou, sob as gargalhadas de Deda.
- E a loira do banheiro? - Deda olhou amigavelmente para Bunnie, depois de muito rir de Zinho. - Como o Dudu aceitou fazer isso, filha? - Deda perguntou, ainda sorridente, enquanto Bunnie, por sua vez, também recompunha - se das gargalhadas.
- O Dudu não vai com a cara do Zinho, como a senhora sabe, mamãe! - Bunnie começou a falar.
- Eu sei muito bem disso, e eu não preciso que ninguém vá com a cara dos meus filhos! - Deda continuou furiosa e olhando em direção à casa de Olívia, sua arqui - inimiga.
- Então, ele achou a idéia estupenda! - Bunnie gargalhou, só em lembrar quando estava falando sobre o assunto com o Dudu e esse, por sua vez, todo sorridente e feliz. - Assim, pelo menos ele se vingaria do Zinho, e todo mundo sabe que ele é totalmente medroso! - Bunnie continuou apontando para o Zinho e com suas enormes e estrondosas gargalhadas. - E o pior que o trouxa do Zinho acreditou e até saiu do banheiro, totalmente sem cor e ainda por cima ficou assustado demais e falando para o Cacio sobre a loira do banheiro! - Bunnie continuou às gargalhadas, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ela.
- Pois saiba que eu não gostei disso, Bunnie! - Zinho continuou furioso com a irmã que continuava sorridente e feliz.
- Eu sei que você não gostou nenhum pouco e ficou morrendo de medo! - Bunnie continuou com sua risada sarcástica. - Mas foi muito engraçado, Zinho! - Bunnie continuou às gargalhadas.
E Zinho, por sua vez, sentiu vontade de bater na irmã, mas segurou - se, pois sabia que se o fizesse, a mãe a defenderia, batendo nele também, aí tudo viraria contra ele!

E foram para a escola, e novamente, Zinho foi para a escola de blush e todos olharam para ele e comentavam, achando ruim foi ao banheiro para lavar o rosto, e logo sendo surpreendido por Dudu, que aproximou - se dele todo faceiro e sorridente.
- Lavando o rostinho, bem? - Dudu perguntou aproximando - se de Zinho, que olhou furioso para ele, depois de esfregar seu rosto com muita fúria para ver se conseguia eliminar totalmente o blush que grudou em seu rosto feito uma nódia.
- Eu acho melhor você sair daqui, Dudu! - Zinho olhou furioso para o garoto sorridente e feliz.
- Não liguem não gente, mas ela está nervosa! - Dudu gritou correndo, porque Zinho, furioso, tacava água em todos os seus amigos, inclusive nele! - E se você continuar nervosa, minha querida, eu logo te parto em duas! - Dudu gritou às gargalhadas, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para Dudu, que continuava às gargalhadas, e ainda levou mais água em sua direção, retirando - se rapidinho, sob as gargalhadas de seus próprios amigos.
- O quê está acontecendo aqui? - Gomes perguntou, olhando furioso para os garotos, que disfarçaram e retiraram - se cabisbaixos.
- Foi o seguinte, inspetor Gomes. - Zinho começou a falar, enquanto todos os demais corriam, deixando - o sozinho, sob os olhares furiosos do inspetor Gomes. - Eu taquei água neles, porque eles estão zombando de mim! - Zinho comentou chateado, enquanto Gomes, por sua vez, olhava para o garoto, com um enorme sorriso nos lábios.
- E você fez toda essa molhadeira por causa disso? - Gomes perguntou furioso.
- E o senhor não faria o mesmo, seu Gomes? - Zinho perguntou exaltado, enquanto o inspetor, por sua vez, olhava furioso para ele.
- Meu filho! - Gomes olhou para o garoto, em tom de conselho. - Deixa disso, deixa de passar blush, com a desculpa de que é a Marion que gosta! - Gomes continuou olhando para o garoto, em tom de conselho. - Assuma logo a sua sexualidade, porque é bem mais bonito, filho! - Gomes olhou para Zinho, com cara de pena, enquanto esse, por sua vez, olhava surpreso para ele.
- Como é que é, seu Gomes? - Zinho perguntou, surpreso.
- Isso mesmo, meu filho, assuma a sua sexualidade, porque aí todo mundo vai te respeitar! - Gomes continuou aconselhando ao garoto, que por sua vez, ficou mais nervoso ainda.
- Eu não acredito no que eu estou ouvindo, seu Gomes! - Zinho bradou ainda surpreso.
- Mas meu filho, todo mundo já sabe, todo mundo comenta! - Gomes continuou surpreendendo Zinho, que olhou surpreso para ele.
- Eu não quero mais ouvir, seu Gomes! - Zinho continuou furioso com o inspetor. - Eu não quero mais ouvir, porque eu não tenho nada o que assumir, porque eu sou é macho! - Zinho retirou - se furioso, enquanto Gomes, por sua vez, observava Zinho voltando para a sua sala, furioso.

- O cara é folgado mesmo, meu! - Dudu começou a contar as suas peripécias, na rodinha dos amigos atenciosos e ansiosos para ouvir a briga que teve entre os dois garotos. - E vocês se lembram que eu já dei um pau nele? - Dudu perguntou, olhando para todos os garotos, que olhavam para ele com toda a atenção do mundo e logo bateu o sinal e a conversa foi totalmente interrompida, hora de ir para a sala de aula a fim de continuar os estudos.

E na hora da saída, Zinho andava calmo, ao lado de Marion, quando uma tropinha começou a andar atrás dele cantando músicas com letras a respeito de bichas e Zinho, por sua vez, ficou irritado com o que estava acontecendo atrás dele.
- Bicha, bicha, bicha! - Dudu liderava a tropa e os demais repetiam, atrás de Zinho. - Um prato de feijão com arroz, deixa o bicha pra depois! - os demais garotos repetiam em coro, tudo o que Dudu dizia a respeito de Zinho.
Zinho, por sua vez, virou para trás, furioso, pronto para atacar Dudu, pensando que fossem poucos, e quando ele viu, eram muitos, aí ele não tinha nada o que fazer, a não ser acelerar seus passos.
E Dudu, por sua vez, estava conseguindo muitos voluntários, dispostos a irritar Zinho e a roda formava - se, fechando ele e Marion, que estava morrendo de medo de apanhar de todo aquele bando de gente, afinal de contas, ela não era tão amada assim, era como Zinho, todo mundo a odiava, inclusive Sonda, que olhava tudo de longe.
- Eu não sou bicha, posso provar isso pra todo mundo! - Zinho olhou furioso para todos os demais, que riam da sua cara. - E você se saiu bem, não é, Dudu? - Zinho continuou irritado com o garoto sorridente e cínico.
- Por quê eu me dei bem, Zinho? - Dudu perguntou, enfrentando o pobre garoto com os olhos.
- Porque você se vestiu de loira do banheiro e quem está pagando só porque passou blush, nessa história toda, sou eu! - Zinho bradou totalmente magoado com o garoto, que continuava com seu sorriso cínico.
- Uau! - Dudu provocou Zinho e com trejeitos de bicha, enquanto Zinho olhava furioso para ele. - Vá em frente então, e prove a todos os que estão aqui, que você não é bicha! - Dudu olhou furioso para Zinho e bem no meio da rodinha que já tinha se formado.
E Marion, por sua vez, estava totalmente assustada e nervosa com aquela situação que se formava entre eles.
- E não mexam com a Marion, porque ela não tem nada a ver com isso! - Zinho bradou furioso, ao ver que todos os seguidores de Dudu, olhavam furiosos para Marion, que até encolhia - se, de tanto medo que ela estava sentindo de apanhar de todo mundo. - Eu vou provar pra todo mundo aqui que eu sou macho! - Zinho continuou furioso e abriu o zíper da sua calça, surpreendendo a todos os presentes naquela roda. - E nunca mais você vai liderar tropinha pra me acusar de bicha, sem eu ser! - Zinho continuou furioso e pronto a tirar o seu sexo pra fora, apenas com o intuito de provar que ele não era bicha e que também ele não tinha intenção de ser.
- Dudu, pelo amor de Deus! - Sonda aproximou - se do primo, vendo que o negócio ficaria sério. - Faça alguma coisa! - Sonda continuou apavorada, ao ver as cuecas de Zinho aparecendo e todos os demais, olhando surpresos e intactos para ele, enquanto Marion, por sua vez, dava estrondosas gargalhadas da situação pela qual Zinho estava passando diante de seus inimigos e para piorar a cueca de Zinho era cor de rosa bem clarinha e mais, quando Marion olhou para o traseiro do garoto, viu que tinha uma mancha marrom, parecendo até que ele não tinha se limpado direito ou então, tinha feito coco nas calças.
- Uau! - Dudu continuou tirando uma com Zinho e dando estrondosas gargalhadas. - Você está de cueca rosa? - Dudu continuou com seus trejeitos de bicha e todos gargalharam dos trejeitos do garoto sorridente, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ele.
- É! - Zinho concordou furioso. - Mas o que tem aqui dentro não é cor de rosa igual ao seu! - Zinho respondeu no mesmo tom de Dudu, e Bunnie, que fazia tempo que estava querendo entrar no meio da roda para ver quem estava brigando e ficou admirada ao ver o irmão no meio da roda, só de cueca cor de rosa.
- Mas o que está acontecendo aqui? - Bunnie perguntou apavorada com a situação pela qual seu irmão estava passando, enquanto Zinho, por sua vez, olhou assustado para a cara da irmã furiosa. - Zinho, o Dudu está te fazendo de palhaço, você não percebe? - Bunnie perguntou ainda nervosa, enquanto Zinho, por sua vez, continuava olhando surpreso para ela.
- E tudo isso é por sua culpa, Bunnie! - Zinho olhou furioso para a irmã, que ficou sem ao menos entender o que o irmão estava querendo dizer com aquela maldita frase que a culpava de tudo!
- Eu não estou entendendo, Zinho! - Bunnie continuou furiosa com o irmão, que continuava olhando surpreso para ela.
- Se você não tivesse feito o Dudu de loira do banheiro, garanto que isso não estava acontecendo agora! - Zinho continuou acusando a garota furiosa.
- Você que passa blush e eu é que sou o bicha? - Dudu continuou furioso com Zinho, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para o garoto.
- Para o seu governo, eu passei blush porque a Marion gosta de bochechas rosadinhas e eu simplesmente tentei dar um efeito translúcido em minhas bochechas morenas, para ver se eu consigo conquistá - la ainda mais rápido! - Zinho explicou  furioso, enquanto Dudu, por sua vez, ria da cara dele. - Já que as minha bochechas não são branquelas assim como as suas! - Zinho olhou furioso para Dudu, que continuava rindo da cara dele, não se importando com a fúria do garoto.
- Bochechas branquelas? - Dudu perguntou indignado com a comparação do garoto sorridente. - Elas são branquelas, mas são rosadas e não há necessidade nenhuma de passar blush para conquistar ninguém, porque eu já tenho namorada! - Dudu continuou furioso com o garoto sorridente, pois agora Zinho, estava por cima da cocada preta. - E além do mais a Marion gosta do meu irmão e nunca vai gostar de você! - Dudu apontou para Marion, que sorriu feliz e satisfeita por Dudu ter mencionado Acácio na discussão entre os dois, e Zinho, por sua vez, olhou furioso para Marion, que logo parou de sorrir. - E tem outra coisa. - Dudu olhou para Zinho, fazendo um tremendo suspense. - Eu duvido que se a Marion tivesse que escolher entre as minha bochechas e as suas, ela escolheria você, porque as minha bochechas já são rosadas e não há necessidade de passar blush nenhum, somente para fantasiar uma coisa que não são! - Dudu continuou furioso com a situação e deixando assim, Zinho totalmente sem graça.
Sendo assim, ao ver Dudu passando as mãos em suas bochechas em sinal de convencimento e Marion rindo feliz da situação, pois ficou admirada com a colocação feita pelo garoto que não gostava dela, Eleomara ficou com muito raiva da situação pela qual o namorado estava passando e não gostou da comparação feita pelo namorado.
E Acácio, por sua vez, olhou feio para o irmão, não gostando de seu comentário sórdido.
- A Marion não gosta de você, ela gosta mesmo é do seu irmão! - Zinho olhou furioso para Dudu, observando Eleomara de lábios crispados e com muita raiva da garota sorridente e feliz e Acácio, por sua vez, sorriu para Zinho e acenou para todos, que observaram muito bem, as suas bochechas rosadas.
- E essa coisa aí de bochechas translúcidas e rosadas, não estão com nada! - Dudu bradou, fazendo pouco caso do garoto. - E além do mais, você não fica bem assim, Zinho! - Dudu bradou ainda com pouco caso do garoto. - Não adianta você pintar as suas bochechas e fingir ser o que não é! - Dudu continuou no mesmo tom de fúria, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para o garoto, engolindo em seco.
- Eu acho que não! - Zinho bradou seco. - Quem está perdendo tudo aqui é você, Dudu! - Zinho continuou no mesmo tom de fúria e ainda com as calças arriadas, olhando furioso para o garoto provocador, enquanto Dudu, por sua vez, olhava ansioso para Zinho. - E toma aí, o seu blush! - Zinho tirou um blush da sua bolsa e o jogou para Bunnie, que mais que depressa o pegou, e olhou furiosa para o irmão, não acreditando na atitude do mesmo.
- Tira, tira, tira! - todos começaram a gritar, com palmas ritmadas, para que Zinho tirasse a cueca e mostrasse logo o que ele tinha de melhor, inclusive as garotas, estavam loucas para ver o que Zinho tinha de melhor!
E Zinho, por sua vez, ficou todo sorridente e vergonhoso, exibindo ali, seus futuros músculos, que mais tarde seu corpo seria totalmente malhado, pois Zinho resolveu tirar a camisa, ao invés de tirar a sua cueca, deixando todos insatisfeitos, inclusive as garotas ansiosas para ver o que ele tinha de melhor.
- E vocês ainda duvidam? - Zinho perguntou, causando sensação e fúria, em todas as garotas que estavam ali presentes e despertou silêncio em todos, ansiedade nas garotas, quando ele fez menção em tirar as suas cuecas para mostrar o seu melhor...
Mas infelizmente ele não tirou e ficou com um sorriso safado, ali, no meio daquela roda, enquanto Bunnie e Marion, olhavam - se horrorizadas com aquela situação provocada por Dudu.
- Zinho! - Bunnie resolveu chamar o seu irmão, que olhou atônito para ela. - Eu vou dar um jeito nisso, Zinho! - Bunnie, por sua vez, continuou furiosa com a situação, enquanto todas as garotas tentavam agarrá - lo como se fosse no clube das mulheres!
- Não vai me dizer que você, com esse comportamento chulo, não viu nenhum documento oficial, Bunnie? - Zinho perguntou furioso, enquanto Bunnie, por sua vez, crispava os lábios de tanta fúria que estava sentindo.
- Eu posso ter qualquer comportamento Zinho, mas eu posso te garantir, que eu nunca vi nenhum órgão sexual, a não ser nos livros de ciências! - Bunnie respondeu furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, ria surpresa e duvidoso para a irmã furiosa.
- Eu duvido, Bunnie! - Zinho continuou sorridente e faceiro como sempre, adorando a atitude das garotas eufóricas por sua causa.
- O que está acontecendo aqui? - Fred perguntou ansioso e entrando no meio da roda.
- Ah, e você não sabe, Fred? - Bunnie perguntou, olhando apaixonada para o garoto, que olhava surpreso para ela.
- Mas é claro que não, Bunnie! - Fred respondeu sério.
- O Zinho quer provar pra todo mundo que não é bicha! - Bunnie apontou furiosa para o irmão, que olhava sério para Fred, que por sua vez, exibia um enorme sorriso safado para o garoto.
- Marion, saia do meio dessa roda, porque esse cara está muito louco! - Fred apontou para fora da roda, referindo - se a Marion, que assustada com a presença do irmão, resolveu sair do meio da roda rapidinho, enquanto Zinho, por sua vez, olhava com ternura para a garota.
- Eu vou chamar o inspetor Gomes, se você não sair dessa roda e arrumar essa calça fedida aí! - Fred apontou para a calça do garoto, com muita raiva, enquanto Zinho, por sua vez, respondia com um sorriso faceiro e continuou ali, no meio da roda. - Você está ofendendo a moral e os bons costumes, cara! - Fred continuou alertando ao garoto, que não se importava com o que o garoto estava falando para ele. - Tem gente descente aqui, inclusive a sua irmã, que você falou que duvida que ela não viu nenhum órgão masculino! - Fred continuou olhando furioso para Zinho, que nem sequer se movia.
- Seu puritano filho da puta! - Zinho bradou entre dentes, enquanto Fred, por sua vez, olhava furioso para o garoto rude.
- Puritano, filho da puta? - Fred perguntou furioso, e pulou encima do pescoço de Zinho, que logo foi ao chão e ainda com as cuecas à mostra.
E Fred e Zinho rolaram no chão, enquanto Dudu, por sua vez, assistia à briga, com um enorme sorriso vingativo nos lábios e os dois trocavam murros, socos e pontapés, quando levantavam - se, e Zinho, por sua vez, também levava murros na boca do estômago e também devolvia, e os dois gemiam de dor, e os dois engalfinhavam - se no chão, sem direito à apostas, pois o garoto que corria com as apostas, estava rolando no chão com Zinho, para defender a moral e os bons costumes.
- Zinho saia daí e coloque a sua camisa, abotoa essa calça e saia dessa maldita briga! - Bunnie começou a gritar, sem ao menos ter o que fazer, pois agora via o irmão apanhar de seu amado Fred. - Suba a calça Zinho e saia daí dessa maldita roda! - Bunnie continuou apavorada, enquanto todos a olhavam admirada e Marion, por sua vez, nada dizia, apenas observava tudo de olhos arregalados.
Chegou uma hora que Zinho começou a apanhar, pois levou um violento murro no nariz que verteu sangue, e trocaram tapas sonoros na cara, deixando todos que viam a briga, surpresos e Marion, por sua vez, gemia a cada tapa trocado, por pena de Zinho e não do seu irmão, Fred, e os dois até pareciam o diabo lutando por um pedacinho do inferno, pois também urravam do tamanho ódio que sentiam um do outro.
- Párem! - gritou o inspetor Gomes entrando no meio da briga, quando os dois já trocavam socos em pé.
- Seu cachorro, seu safado! - Fred gritou debatendo - se e sendo segurado pelo inspetor Gomes, que o segurava com muita força, pois o garoto não estava conseguindo conter - se. - Você está tentando provar o quê para o pessoal, cara? - Fred continuou gritando furioso para o garoto que olhava para ele com sede de apanhar mais, pois não estava vencendo a briga, enquanto Sandro, por sua vez, o segurava.
O rosto de Fred estava bastante bastante machucado, com arranhões enormes, que parecia mais uma garota que tinha arranhado seu rosto, e não um garoto, a boca estava sangrando também, e um dente quase quebrado, mas... com o tempo, recuperado.
E Fred, por sua vez, também tinha rasgado a camisa de Zinho, que ainda estava na mão dele, e Zinho também estava com o peito moreno arranhado, talvez pela força da briga, parecendo mais um gato selvagem.
O braço de Fred também estava arranhado e ardendo, e sua camisa também estava rasgada, não tanto quanto a camisa de Zinho, é claro, pois Zinho era mais fraco.
- Para a diretoria, seu safado, indecoroso! - o inspetor Gomes ordenou, olhando furioso para Zinho, que por sua vez, baixou a cabeça triste e dirigiu - se até a diretoria, sob os olhares furiosos do inspetor.
- Tudo isso aconteceu por sua culpa, Dudu! - Zinho apontou furioso para o garoto surpreso, antes de ir para a diretoria. - Você começou a zuar de mim e agora quem vai para a diretoria sou eu! - Zinho choramingou chateado, e pegou as suas coisas que estavam no chão e retirou - se. - E se eu vou para a diretoria, você também vai! - Zinho continuou apontando para Dudu, que continuou surpreso com o que estava acontecendo.
- Nada disso! - Sonda olhou furiosa para Zinho. - Se o Zinho vai para a diretoria, todos nós vamos! - Sonda bradou furiosa, surpreendendo a Zinho, que pensou que ela estivesse defendendo o primo. - Não é só o Zinho que vai pagar por um erro que todo mundo que estava presente aqui, estava cometendo o mesmo erro, e as garotas presentes aqui, na maioria, estavam agarrando ao Zinho e isso aqui estava parecendo até o clube das mulheres! - Sonda continuou furiosa com a situação, enquanto todos os demais olhavam surpresos para ela, e Dudu, por sua vez, sentiu medo, pois sabia muito bem que na sua casa, as coisas cairiam tudo sobre ele novamente e conhecia muito bem o pai que tinha.
- E por acaso voce vai defender quem, Sonda? - Zinho perguntou furioso, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para ele de labios crispados.
- Eu não estou defendendo ninguem especificamente, porque quem foi que brigou foi você e o Fred, então, dos dois, eu nao defendo nenhum! - Sonda respondeu altiva, enquanto Zinho e Fred, por suas vezes, olhavam - se furiosos. - E o unico que eu posso defender, e que tambem esta errado, é o meu primo, pois eu conheço o tio que tenho! - Sonda olhou furiosa para Dudu, que logo baixou a cabeca triste e com medo do pai, enquanto Zinho, por sua vez, deliciava - se com a desgraça do pobre garoto.
- Então, é por isso mesmo que o Dudu tem que ir para a diretoria junto com a gente! - Zinho respondeu sarcástico e sorridente, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- Ah, então ja qu é assim, todo mundo para a diretoria! - Gomes bradou, apontando em direção ao caminho que conduzia à direção da escola e todos olharam perplexos para ele.
- Todo mundo não! - Zinho levantou a mão, olhando para Marion. - Menos a Marion! - Zinho continuou em defesa da amada.
E Marion, por sua vez, sorriu satisfeita e feliz.
- E por quê a Marion não vai para a diretoria junto com a gente, Zinho? - Sonda perguntou indignada e olhando furiosa para a pobre garota. - Nada disso! - Sonda continuou sarcástica. - Ela vai também! - Sonda apontou furiosa para Marion, que emudeceu.
- Pode parar! - Gomes bradou, puxando Fred queria fugir da situação provocada por ele. - Foi acertado que é para ir todo mundo que estava aqui para a diretoria! - Gomes continuou segurando Fred, que sorriu sarcástico para ele.

- O quê foi que aconteceu? - Virgínia perguntou assustada e olhando para Fred e Zinho, que estavam, ambos, machucados.
- É melhor alguém se explicar! - Gomes aconselhou, olhando para os dois garotos brigões.
- Gomes, será que você ainda não aprendeu a trabalhar comigo? - Virgínia perguntou furiosa e olhando feio para o inspetor, que ficou surpreso com a reação da diretora.
- Desculpe - me, dona Virgínia! - Gomes pediu totalmente sem graça, enquanto, alguns alunos, riam da cara do inspetor e esse, por sua vez, olhava furioso para ambos, que logo pararam, totalmente sem graça.
- Está desculpado, Gomes! - Virginia girou em sua cadeira giratória. - Então, relate o fato, por favor! - Virginia pediu, ainda olhando feio para Gomes.
- Tudo ocorreu, porque o Zinho passou blush! - Gomes bradou, apontando para Zinho, que por sua vez, olhou surpreso para o inspetor.
- É mesmo? - Virginia olhou furiosa para Zinho, que estava todo sorridente. - Meu Deus do céu! - praguejou, elevando as mãos aos céus. - Agora, aqui nessa escola todo mundo passa blush? - Virginia perguntou furiosa.
- Não, sabe o que é, dona Virgínia! - Zinho começou a gaguejar.
- Cale - se, Zinho! - Virgínia olhou furiosa para o garoto, que sem argumentos, logo calou - se. - Quando um burro fala, o outro baixa a orelha! - Virgínia bateu com toda a força em sua mesa, assustando o pobre do garoto, que acabou dando três passinhos para trás.
- E quando eu cheguei lá, ele estava tentando arrancar as cuecas no meio da rua! - Gomes olhou para o garoto, com o olhar acusador.
- Mas eu estava mesmo e não nego! - Zinho olhou furioso para o inspetor.
- E por quê você estava querendo cometer essa atrocidade, Zinho? - Eu fiz isso com o intuito de provar para todo mundo, que eu não sou bicha! - Zinho choramingou, enquanto Virgínia olhava para a cara do garoto, louca para rir da cara do mesmo.
- E por quê você não provou para todo mundo que você é macho, Zinho? - Virgínia perguntou sarcástica.
- Porque nessa hora o Fred chegou! - Zinho bradou apontando com raiva para Fred, que olhou para ele com sarcasmo.
- Para provar que é homem, não é preciso tirar as cuecas por aí! - Fred olhou furioso para o garoto, que também olhou para ele no mesmo tom.
- Engraçado! - Virgínia bradou furiosa. - Eu não mandei o sem educação do Fred falar, e ele acabou falando! - Virgínia reclamou, olhando furiosa para Fred, que nada disse, apenas baixou a cabeça e calou - se.
- O Dudu começou a me provocar, a me chamar de bicha, como sempre! - Zinho reclamou, apontando para Dudu, que achou que dessa vez, não seria notado. - E eu, como sou muito macho, estava tentando provar para eles! - Zinho continuou furioso com o interrogatório da diretora.
- Mas não precisava fazer isso, Zinho! - Virgínia aconselhou ao garoto que baixou a cabeça triste e desconsolado. - Eu também fiquei sabendo que você tacou água nos garotos, dentro do banheiro masculino! - Virgínia bradou, surpreendendo Zinho, que olhou furioso para Gomes, que acenou ansioso para ele.
- Sim, eu fiquei sabendo, mas até aí eu pensei que você estava gostando da brincadeira! - Virgínia olhou sorridente para Zinho, que não entendeu o "porque" da diretora estar falando daquele jeito com ele.
- Mas eu não estava gostando, dona Virgínia! - Zinho choramingou triste.
- Então, por quê você não reclamou para mim? - Virgínia perguntou, girando em sua cadeira, que parecia ser mais um parque de diversões para ela.
- Porque eu fiquei com medo da senhora me taxar também! - Zinho continuou choramingando, enquanto Virgínia, por sua vez, olhava surpresa para o garoto desconcertado.
- Pois é! - Virgínia olhou séria para Dudu e para Fred. - Já que estava ocorrendo abusos por parte de Dudu, Fred e seus amigos, então, eu vou convocar novamente os seus pais! - Virgínia bradou, gelando o coraçãozinho de Dudu e Fred, por sua vez, deu um enorme sorriso sarcástico, pois já sabia que sua mãe era conivente com ele. - E você, Zinho! - Virgínia olhou séria para o garoto, que engoliu em seco. - Pode ficar tranquilo e vir sempre reclamar, quando for atormentado por esses garotos! - Virgínia bradou, apontando para Dudu e Fred, que olharam - se surpresos. - Porque todas as vezes em que o Fred e o Dudu mexerem com você, eu estarei te dando total cobertura e darei as suspensões devidas até que os dois sejam expulsos da escola! - sentenciou, vendo Dudu tremendo de medo e Fred, sorridente e não importando - se com o que estava acontecendo a ele, enquanto Zinho, por sua vez, ria de tão satisfeito que estava, devido a sentença dada pela diretora.
- Mas, dona Virgínia! - Dudu começou a falar, nervoso e trêmulo. - Eu faço tudo que a senhora quiser! - Dudu continuou ansioso e nervoso, enquanto Fred, por sua vez, agora ria da cara do garoto nervoso, que se achava tão esperto e inteligente. - Olha, eu lavo até a louça da merenda! - Dudu bradou, despertando sonoras gargalhadas em Fred. - Eu varro o pátio depois do recreio, eu coloco aluno para dentro da sala de aula, lavo o banheiro masculino, deixo tudo brilhando! - Dudu continuou ansioso e nervoso, enquanto Sonda, por sua vez, sentia uma enorme pena do primo. - Eu só imploro uma coisa para a senhora: não chame os meus pais! - Dudu choramingou, enquanto Fred, por sua vez, calava - se, pois Gomes olhava furioso para ele.
- Eu não vou te salvar dessa, Dudu! - Virgínia bradou, batendo em sua mesa furiosa e olhando para o garoto nervoso e trêmulo. - E por quê você não pensou antes de ficar colocando apelidos estranhos em Zinho? - Virgínia perguntou, encarando ao garoto, que olhou surpreso para ela.
- Isso tudo foi por sua culpa, Bunnie! - Dudu olhou furioso para a garota. - Se você não tivesse me dado a idéia de me travestir de loira do banheiro, eu tenho certeza que essa história idiota não iria virar contra mim, como está sobrando agora! - Dudu olhou furioso para Bunnie, que lançou - lhe um olhar furioso.
- Ah, qual é que é? - Bunnie sorriu. - E por acaso você não gostou da ideia de ser a loira do banheiro por um dia? - Bunnie perguntou às gargalhadas, enquanto Dudu, por sua vez, olhava furioso para a garota assanhada.
- Mas é claro que não! - Dudu olhou furioso para a garota. - Eu sou macho! - Dudu bradou batendo no peito. - E o meu pai não admite esse tipo de coisas! - Dudu continuou furioso, enquanto Bunnie, por sua vez, sorria feliz.
- E já que você aprontou também para o Dudu, Bunnie, então eu também vou convocar a sua mãe! - Virgínia sentenciou Bunnie, que olhou surpresa e boquiaberta para a diretora e até sentiu ódio de Dudu ter colocado seu nome no meio do que ele havia aprontado com seu irmão.
- Dona Virgínia, eu vou me retirar! - Dudu bradou ansioso e ainda com medo.
- E por quê você se acha no direito de se retirar, sendo que eu ainda não te dispensei? - Virgínia perguntou, encarando - o, enquanto Dudu, por sua vez, baixava a cabeça triste e engolia em seco.
- Porque o meu pai não vai aceitar novamente vir para a diretoria, por causa da mesma coisa! - Dudu respondeu desanimado.
- É mesmo? - Virgínia perguntou furiosa. - E seu pai vai adorar saber que você foi chamado novamente para a diretoria e pelo mesmo motivo! - Virgínia gargalhou maldosa. - E já que é assim, eu vou comunicá - lo hoje mesmo! - Virgínia bradou, fazendo menção de pegar o telefone, enquanto, Dudu, por sua vez, olhou para a mulher, totalmente nervoso e com o coração partido.
- Dona Virgínia, eu vou ter prova esses três dias! - Dudu resmungou nervoso.
- E daí? - Virgínia deu de ombros. - E você já sabe mesmo que vai ter suspensão! - Virgínia encarou ao garoto, que começava a chorar, feito um bebê chorão. - E que isso tudo sirva de lição para você nunca mais provocar ninguém! - Virgínia apontou o dedo para o garoto, que chorava inconsolado. - E serão esses três dias de prova! - Virgínia, por fim, sentenciou ao garoto, que  até chorou, de tão nervoso que ficou.
- Homem que é homem não chora! - Zinho provocou Dudu, com um enorme sorriso nos lábios.
- Mas, dona Virgínia, eu prometo que não chamo o Zinho de bicha! - Dudu respondeu, com os olhos vermelhos de tanto chorar. - Eu juro para a senhora, nem se ele usar calcinha agora, eu chamo ele de bicha! - Dudu soluçou, sob os olhares inquisidores de Zinho.
- Agora não adianta você prometer, você jurar, porque agora já foi! - Virgínia continuou furiosa com o garoto chorão. - E já que você está enchendo o saco, agora, todo mundo que está aqui, também vai ter suspensão! - Virgínia olhou furiosa para todos, que olharam - se totalmente indignados.
- Mas, dona Virgínia! - Zinho tentou contornar a situação, mas devido ao olhar da diretora, calou - se.
- Eu já disse! - Virgínia bateu na mesa, assustando a todos os presentes ali. - Três dias de suspensão para todos os que estão aqui! - olhou furiosa para todos, e interrompendo ao pobre do Zinho, que olhou sério para ela.