E as garotas o adoravam por ele ser bonitinho, inteligente e sabia como passar uma lábias nas garotas com o intuito delas ficarem apaixonadas por ele, mas... tinha essa paixão por Marion que era bem escondida que só ele e mais ninguém sabia de seus sentimentos pela garota...
- Acácio!!! - Sandro aproximou - se do primo apavorado, vendo que o primo olhava para as pernas das garotas que estavam passando pela rua, uma iam entrar na escola e outras só iam lá também com o intuito de paquerar.
E Acácio, por sua vez olhou para onde o primo apontava apavorado e viu Sonda correndo em sua direção, como se fosse uma doida desvairada, pelo pessoal que ia entrando na escola.
- Nossa!!! - Herbert admirou - se encantado. - Que gracinha!!! - continuou, ao ver Sonda aproximar - se de Acácio e pegar na mão do namoradinho, toda feliz e sorridente.
- É? - Acácio perguntou sorridente. - Quer ela para você? - continuou, oferecendo - lhe um olhar provocante, enquanto o garoto olhava surpreso para ele e Sonda olhava assustada para o namorado. - Se você quiser eu a dou para você! - Acácio continuou em tom de brincadeira, enquanto Sandro olhava furioso para ele e Sonda, por sua vez, ficou furiosa com o comportamento do namorado.
- Cara, você tem coragem de fazer isso com a minha irmã? - Sandro perguntou escandalizado com o comportamento do primo, em relação à sua irmã que estava furiosa com ele.
- E por que não? - Acácio perguntou sorridente.
- É a sua irmã? - o garoto perguntou admirado com Sonda. - Eu adoraria mesmo ficar com ela, é sério! - o garoto continuou olhando para Sonda, com toda a admiração do mundo, enquanto Sonda sorria envergonhada.
- Sábado vai ter um bailinho lá em casa, esse é o meu primeiro bailinho, que a minha mãe me deixou fazer! - Sandro bradou totalmente feliz. - E você está totalmente intimado para ir ao meu primeiro bailinho! - Sandro continuou feliz, olhando diretamente para o novo amigo que sorriu feliz por ter sido convidado para ir ao baile do novo amigo.
- Pode deixar que eu vou! - o garoto bradou ansioso e feliz. - A sua irmã estará lá? - continuou referindo - se à Sonda que estava ainda de mãos dadas com Acácio, que olhava ansioso para o garoto.
- Claro que vai! - Sandro respondeu feliz, enquanto Acácio, nem se importava com a situação que acontecia em sua frente. - Ela é a minha irmã, e se ela não estiver no bailinho, a minha mãe acaba com a raça dela! - Sandro olhou sério para a irmã que deu um sorrisinho sem graça para ele.
O desenho do Gasparzinho estava na moda, na época, no auge de sua carreira...
Não sei se vocês se lembram do desenho do Gasparzinho - O Fantasminha Camarada, aquele que fazia amigos, mas... Quando esses sabiam que ele era um Fantasma, fugiam de medo...
Pois é, Dudu também era assim, só que não se tratava dele ser um Fantasma, mas ele era mais ou menos desse tipo, fazia amigos, e depois que eles usavam e abusavam dele o largavam, desmanchando assim a amizade.
E os garotos já estavam bastante acostumados a apelidar Marion de diversas coisas, e Zinho, que observava tudo, não gostava do que estava acontecendo com a garota, que todos a apelidavam e essa, por sua vez, não fazia nada em relação ao que lhe acontecia...
- Você tem é que reagir, mina! - Zinho reclamou furioso, ao ver Dudu passando perto de Marion, bem na hora da entrada e chamando - a de Fantasminha.
- Eu não posso reagir, não tenho ninguém ao meu favor! - Marion reclamou baixando a cabeça triste.
- Aé? - Zinho perguntou com um sorriso maroto. - E eu? - continuou sorridente. - Não sou ninguém? - perguntou, vendo aflorar um belo sorriso no rosto de Marion e esse até suspirou de felicidade. - Eu te defendo, se o negócio piorar para o seu lado, deixa comigo! - bradou, olhando bem nos olhos de Marion, que sorriu feliz, por saber que tinha alguém que iria defendê - la.
E os dois seguiram o fluxo e foram para o páteo, esperando a hora de entrarem para a sala de aula.
Hora do intervalo e crianças corriam para lá e para cá, pelo pátio da escola, e já estavam no mês de junho, perto das férias, e Marion não ia muito bem na escola, para variar...
- Fantasminha, fantasminha... - bradou Dudu correndo atrás de Marion, junto com mais um grupo de amigos e Marion por sua vez, baixou a cabeça triste e nada falou, enquanto eles continuavam apelidando - a e correndo atrás dela.
- Gasparzinho - O Fantasminha Camarada! - Marion bradou furiosa e provocou gargalhadas nos demais que estavam no pátio, inclusive em Sonda e sua turma, ao passo que Dudu ficou furioso com Marion e totalmente sem graça e acabou voltando - se para Marion, pronto para a briga, garantindo - se com seus amigos.
- Ih, Fantasminha, e você acha que eu vou ligar para conversinhas de minas loucas assim como você? - perguntou furioso com a garota, que olhava furiosa para o garoto.
O pessoal já aglomerava - se em volta dos dois, formando uma enorme roda, com o intuito de verem a discussão ou a suposta briga e Marion gelou vendo aquela tremenda roda, e ela, sozinha, no meio e Dudu e sua turma também no meio, todos contra Marion.
- Qual é que é, Dudu? - bradou Zinho, entrando no meio da roda e surpreendendo a todos os que estavam ali. - Repete tudo o que você disse para ela, na minha cara agora! - continuou Zinho, com toda a fúria do mundo e Marion deu um sorrisinho surpreso e de felicidade porque tinha alguém que se importava com ela, já que Fred, seu irmão, nem prestava para isso!
- Cara, eu não tenho obrigação de repetir o que eu disse ou deixei de dizer para essa Fantasminha aí, isso cabe a mim e a ela e também a todos os que estão aqui presentes, me defendendo! - bradou Dudu, olhando furioso para Zinho que deu um sorrisinho cínico e de lado.
- Aé? - Zinho perguntou furioso, e com um ódio colérico. - Então, você vai repetir tudo o que você disse para ela, na hora da saída, e sem tropa nenhuma! - apontou para os amigos de Dudu, que também estavam no meio da roda, juntos com Dudu, que olhou para eles, piscou e todos saíram de lá, deixando - o sozinho com Marion e Zinho. -Só nós dois e a limpo! - Zinho retirou - se furioso e sob as vaias e os comentários dos demais que estavam ali, esperando a briga entre Dudu e Marion.
E só ficou Marion ali, sob os olhares furiosos de Sonda e sua turma, que ficaram comentando baixinho sobre a suposta briga, e somente os burburinhos que eram ouvidos e Marion, por sua vez, saiu de lá do meio do pátio, porque já estava com medo de Sonda querer enfrentá - la, igualzinho ao que o primo dela lhe fez.
- Se o meu primo apanhar daquele cara, te pego na rua! - Sonda bradou, segurando no braço de Marion, com toda a força do mundo, antes que ela fosse embora, para que ela a olhasse nos olhos e Marion, por sua vez, viu Nina dar uma risadinha sarcástica.
"- Ai meu Deus!" - Marion suspirou nervosa, ao se ver livre de Sonda, que ainda continuava olhando para ela, esperando - a virar - se novamente em sua direção, mas Marion não fez isso. "- Tomara que ele não apanhe!" - suspirou ainda indo para a sala de aula.
E Marion, por sua vez, ainda foi para a sala sem saber o que fazer e nem o que dizer, pois, pela primeira vez na vida, um garoto desconhecido iria defender a sua honra, coisa que seu irmão jamais faria.
- O quê te aflige, Marion? - Zinho perguntou olhando sério para a garota, que estava chateada com o que Sonda havia lhe dito.
- A Sonda prometeu me pegar na rua, se o Dudu apanhar! - Marion bradou ainda trêmula.
- O quê? - Zinho perguntou, encarando Sonda, que olhou furiosa para ele. - Não acredito, Marion! - Zinho continuou nervoso com a situação.
- Imagine, se essa garota me pegar, eu estou perdida, Zinho! - Marion continuou assustada, enquanto o garoto a olhava com pena.
- Mas, por que, Marion? - Zinho perguntou nervoso.
- Porque eu não sei brigar, cara, eu nunca briguei na vida e eu fiquei sabendo que ela briga bem e que é difícil alguém conseguir sair ilesa das brigas com ela! - Marion continuou cochichando, e ainda nervosa, enquanto Zinho a olhava com pena.
- Não esquenta que para tudo se dá um jeito, Marion! - Zinho a aconselhou mais calmo e Marion, por sua vez, ficou pensando no assunto o tempo todo.
- Ela deve estar morrendo de medo e contando tudo para Zinho! - Sonda bradou toda sorridente e convencida.
- Mas é claro, Sonda, eu também estaria morrendo de medo, se o caso fosse comigo! - Nina bradou sorridente, enquanto Sonda olhava para ela toda feliz.
Hora da saída, e todos aglomeravam - se ansiosos, esperando o suposto "pau" que iria ter entre Zinho e Dudu e tinha até faixas feitas rapidinho pelos colegas da sala de ambos, uns apoiando Zinho e outros apoiando Dudu e a maioria apoiava Dudu, é claro!
E o pobre coraçãozinho de Marion, batia descontroladamente, pois ela estava com medo de que Zinho ganhasse a briga e logicamente, ela também apanharia de Sonda.
E de papeizinhos na mão, o pessoal aglomerava - se e todos ansiosos e comentando, enquanto isso, Fred passava recolhendo a grana das apostas que também serviria para o suposto bailinho que teria na casa de Sandro no sábado próximo, pois precisavam de grana para comprar bebida, comida, pagar o DJ e etc...
- Quem apostou, aguarda aí, o término da briga, por favor! - gritou Fred, no meio da rua, esperando os dois brigões chegarem para resolverem e mal Fred sabia que era por causa da sua irmã, só sabia que ia ter uma briga entre os dois colegas.
- Estão falando por aí, que essa briga que vai ter entre o Zinho e o Dudu, é por causa da sua irmã! - Sandro cochichou bem baixinho no ouvido de Fred, que ficou surpreso e assustado com a notícia.
- O quê? - Fred perguntou assustado. - Por causa da Marion? - Fred perguntou desacreditando e olhando feio para Marion que estava bem ali, próxima ao início da rodona que se formava e Sonda, por sua vez, só olhando feio para a cara dela e em posição de briga, junto com Nina e as desordeiras.
- É, cara! - Sandro olhou sério para o amigo que ainda estava surpreso com a notícia que havia recebido. - Você tem outra irmã aqui na escola? - Sandro perguntou estúpido, enquanto o garoto olhava furioso para Marion, que nada podia fazer, pois o negócio já estava feito.
- É claro que não! - Fred bradou furioso e querendo agarrar Marion pelo pescoço e louco para chegar em casa e contar tudo para a mãe. - Essa garota está muito saidinha para o meu gosto! - continuou nervoso com a irmã.
- Era para você estar ali, defendendo a honra da sua irmã, e no fim quem está defendendo é o Zinho! - Sandro bradou, achando a atitude de Fred bastante esquisita.
- O Zinho? - Fred perguntou furioso. - O Zinho vai defendê - la? - continuou furioso. - Mas aquele cara é um tremendo de um maloqueiro! - Fred reclamou ainda furioso. - E depois que ele defendê - la, ele vai querer outras coisas com a minha irmã! - continuou no mesmo tom de fúria.
E logo chegou Dudu olhando sério para todos e Zinho, por sua vez, chegou logo atrás e Fred só observando tudo com toda a atenção do mundo, bem em frente aos dois, como se fosse uma luta livre, o cara que conta, que segura quando ambos estão em desvantagem, era esse o papel que Fred estava fazendo.
- Você? - perguntou Fred, olhando feio para a cara de Zinho, que estava confiante que iria bater em Dudu.
- Por quê? - Zinho perguntou furioso.
- Você não tem nada que defender a minha irmã, deixa ela comigo! - Fred continuou olhando furioso para o garoto, que lançava - lhe um sorriso sarcástico, e todos os demais olhavam para os papeizinhos das apostas e comentavam que a briga não era entre Fred e Zinho, mas sim, entre Zinho e Dudu.
- E você nunca a defende, pelo que eu fiquei sabendo, entao, eu estou fazendo o seu papel, porque se alguém também mexesse com a minha irmã, eu também a defenderia, não iria ficar tranquilo e permitir com que outro a defendesse! - Zinho continuou firme e furioso com Fred, que olhava para ele com um sorriso sarcástico nos lábios.
- É mesmo? - Fred perguntou olhando para a irmã de Zinho, com um sorriso maroto nos lábios. - A sua irmã é uma galinha, mas ninguém é louco de mexer com ela, porque ela é uma gata! - bradou sorridente, enquanto a garota olhava toda feliz e sorridente para Fred e piscava apaixonada para ele.
- E você está sendo bem louco agora, cara! - Zinho suspirou furioso, enquanto Fred olhava feio para ele. - Chamando a minha irmã de galinha e depois dizendo que ela é muito gata e que ninguém é louco de mexer com ela! - Zinho continuou furioso, enquanto Fred preparava - se para bater nele e Dudu, por sua vez, deu três tapinhas nas costas dele, em sinal de parar a briga com Zinho e deixar com ele.
- Deixa, essa briga é minha, amigo! - Dudu sorriu simpático e Fred, por sua vez, retirou - se do meio da roda, furioso e ficando por ali por perto, é claro.
- Muito bem, Dudu! - Zinho limpou a garganta, olhando feio para o garoto, que sorria sarcástico para ele. - Agora, repita tudo o que você disse para a Marion! - Zinho bradou furioso com Dudu, que olhava para ele com um sorriso debochado.
- Não, por favor! - bradou Marion, indo para o meio da roda e tentando separá - los, mas Fred interviu.
- Deixa os dois brigarem, e depois a gente conversa! - ameaçou Fred com um olhar ameaçador, segurando forte no braço da irmã que tentava soltar - se. - E quando chegarmos em casa, eu conto tudo para a mãe e você vai até para o colégio interno! - Fred continuou furioso com a irmã, que continuava olhando para ele, e sentindo - se ameaçada pelo irmão, Marion resolveu ficar por ali mesmo, assistindo à briga, porque sabia que depois a mãe daria a bronca e a ameaçaria também.
- Eu não vou repetir, cara! - Dudu bradou ofegante. - Você não é surdo e outra coisa! - apontou o dedo para a cara de Zinho. - Foi para ela que eu falei e não foi para você! - continuou Dudu, no mesmo tom de fúria de Zinho.
- Aé, você não vai repetir? - perguntou Zinho com toda a fúria do mundo.
- Eu não tenho obrigação de repetir o que eu falei para ela, porque ela já está cansada de saber! - Dudu continuou furioso com Zinho, que continuava olhando feio para ele.
- Então, eu vou fazer você repetir palavra por palavra, vírgula por vírgula! - Zinho ameaçou furioso, vendo que todos da roda olhavam atenciosos para ele e Dudu olhava para ele, com um olhar ameaçador.
Dudu, por sua vez, deu um sinal para Sonda, que acabou deixando seu material no chão, para pegar o material de Dudu, e levá - lo junto ao dela.
- Agora o negócio vai esquentar! - Nina bradou ansiosa e feliz, e Sonda, por sua vez, a olhou feio, sendo seguida pela loira, e as duas não acreditavam na reação da nova amiga.
- Dudu, acaba com ele!!! - Sonda bradou ansiosa e Dudu a olhou sorridente. - Como um Sandolli, é claro! - bradou orgulhosa. - E não me faça vergonha! - continuou, vendo que agora, a atenção dos demais, estava toda voltada para ela.
- Então faça - me engolir palavra por palavra, vírgula por vírgula, assim como você falou! - Dudu ordenou, pronto para brigar com Zinho, já com um golpe no queixo e uma tremenda rasteira que o derrubou no chão, e todos vaiaram Dudu, pois como um Sandolli, ele era quem teria que iniciar os golpes e não permitir com que o rival o fizesse, e Zinho, por sua vez, ficou todo cheio e feliz por ter dado os primeiros golpes.
E Dudu levantou - se e foi para cima de Zinho, enforcando - o, com toda a coragem do mundo e raiva também, e Zinho, por sua vez, fez o mesmo com o rival, e assim, os dois foram ao chão, e começaram a brigar, ferozes e grunhindo feito dois cachorros loucos...
Parecia até que Zinho estava levando vantagem e Marion torcia para que Dudu se recuperasse porque se ele não se recuperasse, logicamente ela apanharia muito de Sonda, que por sua vez, a olhava do outro lado da roda, com muita fúria, vendo que o primo estava levando desvantagem embaixo de Zinho.
Por fim... Zinho levantou - se, sendo seguido por Dudu e parecia até que os dois iam dar - se as mãos, na cabeça de Marion.
Mas não... Dudu deu um tremendo golpe de soco no estômago de Zinho, fazendo - o entortar - se todo de tamanha dor que sentia... Aproveitando o ensejo, deu uma tremenda rasteira no rival que foi - se ao chão novamente...
Sonda também torcia para o seu primo que agora estava levando vantagem sobre Zinho...
E vendo que Zinho recuperou - se e levantando - se Dudu novamente aprontou outro golpe e agora no olho esquerdo do rival, que não tinha nem como reagir, e Zinho, por sua vez, conseguiu, antes de ir ao chão, dar um outro golpe de esquerda em no rival, que também ficou com a mão no olho.
E os dois atracaram - se agora, de unhas e dentes, no meio da rua, um tentando enforcar ao outro, novamente, para a surpresa de todos os que estavam ali e Marion estava apavorada com aquela briga toda, por causa dela... Meu Deus... Ninguém podia separá - los?
Marion, por sua vez, ainda estava aflita em relação àquela maldita briga que não parava mais e olhava para Sonda e via seus olhares furiosos dirigindo - se à ela e o medo arrepiou todo o seu corpo.
"- Agora vai ser a sua vez!" - Sonda suspirou furiosa, vendo a rival com uma tremenda cara da medo.
E os dois ainda estavam lutando no chão lutando um contra o outro, enganchando suas pernas uma na outra acompanhado de soco, arranhões e beliscões, entre eles mesmos...
E o ódio parecia ser tanto que um até rasgava a roupa do outro, levantaram - se de ímpeto e Dudu acabou acertando um violento murro no nariz de Zinho para ele sair com uma marca a mais do que ele e foi o que acabou acontecendo, e começou a sair sangue do nariz de Zinho e Marion, por sua vez, abriu a boca de surpresa da coragem do garoto defendê - la, e ele nem era da sua família, assim como o covarde do seu irmão Fred.
E não satisfeito, enquanto Zinho passava a mão em seu nariz quente e sangrando, Dudu aproveitou a oportunidade e acertou - lhe um violento murro na boca do garoto, quase quebrando - lhe os dentes.
E Marion, por sua vez, via a situção pela qual Zinho encontrava - se e sentiu vontade de ajudá - lo, mas ficou com medo do irmão a interrompê - la novamente.
Dudu começou a receber a reação de Zinho, com golpes no estômago, no peito, no rosto e em diversas regiões do seu corpo e começou a desfalecer - se e Sonda, por sua vez, começou a ficar preocupada com o pé que estava indo a briga e começou a olhar furiosa para Marion, como o intuito de afirmar - lhe que a ameaça ainda estava de pé, pois o primo estava levando ainda mais golpes do rival.
Dudu, que quase estava caindo, pronto para desmaiar, reagiu com um violento golpe no rosto do rival que esse, por sua vez, foi ao chão e Dudu, por sua vez, jogou - se encima do rival, dando - lhe violentos golpes nas mesmas regiões em que havia recebido do rival.
E Zinho, por sua vez, começou a desfalecer - se e Dudu aproveitou para acertar - lhe mais golpes, até o rival desmaiar ou ficar bem zonzo, até que deu com a cabeça dele no chão.
- Chega, Dudu! - Sandro gritou furioso, vendo que o negócio ia ficar pior do que ele imaginava e foi para o meio da roda, olhando furioso para Fred.
E o coração de Marion balançou, quando viu Acácio ali, no meio da roda, e Sonda, por sua vez, sorriu ao ver o namorado dela no meio, também muito nervoso.
"- Ah, mas como ele é lindo, quando está nervoso!" - Marion suspirou de olhos fechados.
Acácio, por sua vez, tirou Dudu decima de Zinho e segurou - o e esse ainda debatia - se, louco para acabar com a raça do rival, que estava desfalecido no chão.
E o mesmo fez Sandro, porque Fred nada fez, apenas ficou no meio da roda, dando sinal de que a briga já tinha acabado e todos ficaram comentando sobre a briga mais de uma semana pelos corredores da escola, até mesmo no suposto bailinho na casa do Sandro.
- Você vai me pagar, Dudu! - bradou Zinho, logo após acordar do desmaio, todo ensanguentado.
- Você é um trouxa, porque fica defendendo quem não é para você defender! - bradou Dudu olhando furioso para Marion que baixou a cabeça triste.
- Vá para casa que eu cuido dele! - Acácio bradou olhando amigavelmente para o irmão que logo ficou quieto, achando que o irmão iria defendê - lo das garras de Zinho.
Sandro por sua vez, levou Dudu para fora da roda, que ainda ficou chorando, embora não estivesse tão machucado quanto Zinho.
E para que Zinho e mais ninguém vissem o choro do bebê desmamado, Sonda, por sua vez, deixou a roda e saiu em socorro do primo, levando - o para casa, junto com seu irmão Sandro, e ainda olhou Marion de cara feia, antes de sair da roda.
Segurando na cintura do primo, Sonda ainda foi levá - lo para casa, junto com seu irmão, que ainda estava muito preocupado com a situação que o primo encontrava - se no momento.
- Não esquenta não, primo! - Sonda tentou animá - lo, mas não estava adiantando nada. - Você acabou com ele e o bom é que todos viram e todos tem consciência disso e vão comentar durante uma semana! - Sonda bradou feliz. - Olha só, ele está todo ensanguentado e você nao! - Sonda continuou tentando consolá - lo, mas não estava conseguindo.
Dudu, por sua vez, só estava com a camisa rasgada e Zinho não, pois ele não tinha conseguido rasgar a roupa do outro, assim como o outro tinha feito com ele, e Zinho, por sua vez, além de ensanguentado, estava com a calça rasgada e não a camisa.
- Sonda, eu apanhei dele! - Dudu bradou envergonhado, enquanto Sandro olhava feio para a irmã que iria falar mais alguma besteira para o primo.
- Não, você não apanhou, ele está bem pior! - Sonda continuou a falar e a ignorar a reação do irmão. - Amanhã você verá, primo! - Sonda ainda tentou consolá - lo, mas Dudu chorava copiosamente.
Enquanto isso, Acácio encontrava - se furioso com Zinho e deu um tremendo empurrão no garoto, ainda no meio da roda, ao passo que ninguém ainda tinha movido os pés dali, até mesmo o pessoal mais velho do outro período, que chegava, aglomeravam - se ali também, querendo ainda saber sobre o assunto.
- E que isso nunca mais se repita! - bradou Acácio olhando feio para o rival do seu irmão, e olhou para a roda e seus olhares encontraram - se, ambos ficaram vermelhos, e os coraçõezinhos pulando... Não... Ele não entendia o "porque" daquilo tudo, olhando para ela, ele até benzeu - se e saiu da roda e Marion baixou a cabeça chateada, pois tinha sido mais do que uma ofença para ela.
E o pessoal da escola adorava ver brigas, apostar, torcer e comentar sobre elas...
- Quem ganhou mesmo? - Acácio perguntou indo até Fred, depois de benzer - se por causa de Marion, e exalou aquele delicioso perfume, que foi parar diretamente nas narinas de Marion...
- Não sei cara! - Fred deu de ombros. - Eu tenho que apurar os fatos, perdas e danos ainda! - bradou Fred, sob os olhares furiosos do irmão. - E que seja o meu irmão! - Acácio bradou mais furioso ainda e Fred deu um sorrisinho amarelo para ele.
- O quê foi isso, filho? - Olívia perguntou, indo de encontro ao filho, toda preocupada e atenciosa. - Quem foi que te bateu? - perguntou olhando para Sonda, que adentrava - se com ele, toda eufórica dentro de casa, agaixou - se ao ver o filho chorando feito um bebê desmamado.
- O Zinho, mãe! - Dudu soluçou, deixando Olívia furiosa.
- O quê? - Olívia perguntou ainda furiosa. - Aquele desgraçado fez isso com você, meu filho? - Olívia continuou furiosa. - Ele vai me pagar caro por cada machucado que ele fez em seu corpo! - Olívia jurou, olhando para o céu. - Vou falar com a Deda! - continuou no mesmo tom de fúria, vendo Sonda olhá - la preocupada.
- Calma tia, a senhora nem sabe a causa da briga, a hora que a senhora souber, a senhora nem vai querer falar com a mãe do Zinho, a senhora vai querer é falar com a mãe da causadora de tudo isso! - bradou Sonda, vendo que a tia até sentava - se para ouvir melhor e não cair.
- E qual foi a causa, Sonda? - Olívia perguntou curiosa.
- A senhora não deveria nem perguntar "qual", mas sim, "quem foi a causadora"! - Sonda olhou séria para a tia.
- Então foi por causa de uma garota? - Olívia perguntou, olhando admirada para o filho.
- Sim, titia, mas a senhora não vai nem gostar de saber quem é" - Sonda continuou olhando séria para a tia.
- Você está fazendo muito suspense, minha filha! - Olívia continuou preocupada.
- Foi Marion Fontanni, tia! - Sonda bradou, vendo a tia de boca aberta e preocupada com a situação pela qual o filho havia entrado.
- O quê? - Olívia perguntou preocupada. - Meu Deus!!! - continuou preocupada com a situação. - Se eu sofresse do coração, juro que enfartaria agora e acabaria morrendo! - continuou no mesmo tom de fúria, enquanto Sonda a olhava surpresa.
- Calma, tia, não é nada disso que a senhora está pensando! - Sonda tentou tranquilizá - la. - O Dudu brigou com o Zinho, tirou até sangue dele, mais foi por causa do Zinho que foi defender a Marion, quando o Dudu a chamou de Fantasminha! - Sonda comentou nervosa, enquanto Olívia a olhava ainda mais aliviada.
- Sonda, fique aí, cuidando do seu primo, porque eu vou cuidar de algumas coisinhas! - Olívia retirou - se da sala e foi em seu quarto, trocar a blusa para sair.
- Veja bem o que a senhora vai fazer, tia! - Sonda bradou, encarando a tia, que saia do quarto de blusa nova.
Acácio, por sua vez, passou por Marion e tentou não olhá - la, pois seu coração ainda acelerava quando passava por ela e essa ainda ficou olhando encantada para ele, mas Acácio estava tentando evitá - la.
- Dona Deda, dona Deda! - Olívia gritou em frente à casa da mulher, batendo palmas no portão da mulher, que estava demorando para atender, pois ainda estava com as panelas no fogo e de repente a mulher apareceu na janela.
- O que foi, Olívia? - Deda perguntou esbaforida. - Vamos entrar? - perguntou amigavelmente e vendo que a mulher não se mexia para entrar.
- Como "o que foi"? - Olívia perguntou nervosa, enquanto Deda saia para fora da casa, achando estranha toda aquela euforia da mulher. - O meu filho chegou em casa soluçando e com uma das melhores camisas que o pai deu, rasgada! - Olívia bradou mais furiosa ainda, enquanto Deda engolia em seco, imaginando ser o filho Zinho, o autor do feito. - E a senhora ainda vem fazendo - se de sonsa para o meu lado? - continuou, no mesmo tom de fúria e muitos escutavam a voz furiosa de Olívia e colocavam suas cabeças para fora, para ver a suposta briga entre as duas mulheres.
E nisso, Zinho apareceu surpreso com a mulher que estava lá em frente à sua casa e Olívia olhou - o surpresa e viu que a situação pela qual Zinho encontrava - se, era pior do que a situação de Dudu.
- E o quê a senhora tem a dizer, dona Olívia? - perguntou Zinho todo arrebentado e ensanguentado e Olívia, por sua vez, ficou de boca aberta e olhou para Deda, que até cobriu o rosto, ao ver o filho naquela situação, de tão nervosa que ficou.
- Você não é o pai do Dudu, para deixá - lo tão traumatizado daquele jeito! - Olívia olhou feio para Zinho, que deu - lhe um sorriso sarcástico, e Olívia, ao ver o estrago que o filho havia causado no garoto, até riu por dentro.
- Eu perdi essa briga, dona Olívia, e a minha mãe ainda não foi reclamar com a senhora! - Zinho bradou furioso, enquanto Olívia olhava feio para ele.
- Ela não foi reclamar, porque ela está te vendo agora, meu filho! - Olívia respondeu seca. - Porque se ela tivesse te visto antes, com certeza ela iria lá na minha porta reclamar o estrago que o meu filho fez em você! - apontou furiosa para o garoto, que continuou com seu sorriso sarcástico. - Olha aqui! - apontou o dedo para Zinho, que continuava com seu sorriso sarcástico. - Se você aproximar - se do meu filho novamente, seu estúpido, eu vou chamar a polícia para encaminhá - lo para o juizado de menores! - continuou, no mesmo tom de fúria, ao passo que Zinho continuava com a sua risadinha sarcástica.
- Então, eu acho bom a senhora chamar mesmo! - Deda encarou Olívia com fúria, que até ficou surpresa pelo dito da mulher, que deixou Zinho surpreso e admirado com o que a mãe estava dizendo a seu respeito. - Mas para ir até a sua casa, recolher o Dudu, porque ele sim, é um selvagem! - bradou, entrando para a sua casa, e batendo o portão na cara de Olívia, que ficou olhando feio e furiosa.
- Dona Deda, ou a senhora dá um jeito em seu filho, ou eu mesma vou dar! - Olívia continuou furiosa, não obtendo resposta da mulher e Zinho, por sua vez ria da cara dela e também entrava para sua casa.
- A senhora? - Deda apareceu na janela da sua casa, enquanto Olívia a encarava furiosa. - A senhora nem dá jeito em seus filhos, e vem dizendo que é para eu dar um jeito no meu filho e ainda vem ameaçando a levá - lo para o juizado de menores? - gargalhou furiosa, ao passo que Olívia olhava feio para a mulher, chamando a atenção das pessoas que passavam pela rua, que até paravam, pois viam a movimentação dos vizinhos, vendo a discussão que formava - se entre as duas mulheres e isso já cheirava a briga, e a uma tremenda briga feia. - Desculpe, dona Olívia, mas eu acho bom a senhora cuidar da sua vida, e deixar as brigas das crianças com elas mesmas! - bradou Deda tentando colocar um fim no assunto que já estava prolongado.
- Donda Deda, a senhora vem ou não vem me enfrentar? - perguntou Olívia arregaçando as mangas da sua blusa nova, pronta para brigar com a mulher, repetindo o mesmo feito do filho, enquanto Deda virava as costas para a mulher e Olívia sentiu - se furiosa, pois estava sendo ignorada pela rival.
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