Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Inveja...

E quando Sonda abriu a porta do quarto do irmão, observou que ele chorava copiosamente e ainda preocupada, sentou - se ao lado do seu irmão, para ver o que era, já sabendo que era por causa da maldita da Bunnie, que havia encantado seu pobre coração desiludido...
- Você acabou com a Bunnie, Sonda! - Sandro soluçou surpreendendo a sua irmã, que olhou furiosa para ele.
- Ah, então quer dizer que você está chorando por causa daquela cadela que beijou o meu ex - futuro namorado? - Sonda perguntou furiosa e com raiva do irmão.
- Exatamente, Sonda! - Sandro enxugou seus olhos e ficou encarando a irmã, ainda muito furioso com ela. - Ainda bem que você sabe que eu estou chorando por causa dela! - Sandro bradou ainda chateado com a situação. - E se você sabe o que é amor, você sabe muito bem o que eu estou sentindo! - Sandro continuou furioso com a irmã. 
- Você está exagerando Sandro! - Sonda bradou massageando as costas do irmão, que ainda chorava magoado com a irmã. - A Bunnie não é tudo isso que você pensa! - Sonda continuou furiosa com o irmão. - A Bunnie é falsa, vagabunda, interesseira... - Sonda continuou comentando sobre a garota mal caráter da qual ela não suportava nem ouvir falar. - Eu ainda não sei como você consegue gostar dessa garota mal caráter, Sandro! - Sonda bradou nervosa com o irmão que olhava surpreso para ela.
- Ela pode ser tudo que você está falando mas eu gosto dela, Sonda! - Sandro enfrentou a irmã, ainda olhando nos olhos dela.
- Então, faça como você quiser, Sandro! - Sonda bradou furiosa e retirou - se do quarto do irmão, deixando - o sozinho, para que ele pudesse pensar melhor em Bunnie.

- Mamãe, a Sonda deu uma violenta surra em Bunnie! - Dorise começou a falar, bem na mesa do almoço, e Acamir, por sua vez, arregalou os olhos para cima da filha fofoqueira.
- Como é que é? - Olívia perguntou surpresa, já fazendo parte da fofoca da filha.
- Foi isso mesmo que a senhora ouviu, mamãe! - Dorise olhou sério para a mãe, que nada respondeu, apenas engoliu em seco.
- Quando você crescer, minha filha, você vai ter que fazer faculdade de jornalismo! - Acamir bradou, olhando furioso para a filha, que olhou surpresa para ele.
- Por quê papai? - Dorise perguntou furiosa.
- Porque você adora fofoca, imagino eu, que você também adora notícias, não é? - Acamir perguntou sério.
- Não, papai, eu não adoro fofoca, eu simplesmente repasso o que eu vi e o que eu fiquei sabendo! - Dorise respondeu, olhando sério para o pai, que olhou furioso para ela.
- Então quer dizer que a Sonda rebateu mais uma garota? - Olívia perguntou surpresa.
- E o Cacio foi ajudar a separar a briga que estava emocionante! - Dorise bradou, olhando feio para o irmão.
- Mas a briga estava emocionante por quê, Dorise? - Acácio perguntou furioso.
- Estava emocionante porque não era ela que estava apanhando, era a Bunnie! - Dudu respondeu sarcástico, ao passo que Dorise, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- Nada disso, Dudu! - Dorise respondeu furiosa. - A briga estava emocionante, porque a Sonda estava batendo na Bunnie e descontando toda a raiva que a maioria das garotas da escola tem dela! - Dorise bradou furiosa com o irmão, que nada respondeu, apenas olhou furioso para ela.
- De uma coisa eu tenho orgulho de ser tia da Sonda! - Olívia bradou toda sorridente, e com a concha de feijão na mão.
- E do que você tem orgulho de ser tia da Sonda, Olívia? - Acamir perguntou furioso.
- Eu tenho orgulho de ser tia da Sonda, porque ela é uma garota muito corajosa e não leva desaforos para casa! - Olívia bradou feliz.
- Ao contrário de você, Olívia! - Acamir respondeu ríspido e deixando a mulher totalmente sem graça. - Você briga, provoca e ainda por cima, faz vergonha para a nossa família! - Acamir continuou ríspido e seco com a mulher, que ainda olhava furiosa para ela.
- Errado papai! - Dorise bradou, na defesa da mãe, que sorriu feliz para ela, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para a filha. - A mamãe não provoca ninguém, é que todo mundo tem inveja da gente e acaba descontando nela! - Dorise bradou, apontando para a mãe, que continuava sorridente e convencida de que Dorise sim, era uma boa filha, ao contrário dos outros dois, que nem abriram a boca em sua defesa.
E a família toda almoçou em silêncio, pois ninguém mais queria falar sobre o assunto, o interessante era comer a deliciosa comida caprichada de Olívia!

E enquanto Zinho e Bunnie estavam sossegados em casa, o telefone tocou e Bunnie, por sua vez, foi até o quarto da mãe para atendê - lo, enquanto Zinho, mais que esperto, foi para a extensão que ficava na cozinha, somente para sondar a vida da irmã, pois estava muito desconfiado das peripécias de Bunnie.
- Você esteve esplêndida, garota! - Fred bradou do outro lado da linha, parecendo até que Bunnie tinha ganhado um jogo de asar, enquanto Zinho, mais que esperto, foi observar a cara que a irmã estava fazendo ao receber o elogio do maldito garoto.
- Mas Fred, eu apanhei! - Bunnie insistiu, e ouviu uma enorme gargalhada sarcástica do outro lado da linha.
- E daí? - Fred deu de ombros, mas só que Bunnie não podia ver o desaforo que o garoto maldoso estava fazendo para ela. - Mas isso tudo foi por uma ótima causa, não foi? - Fred provocou, de voz melosa. - Pois quase que você conseguia o Herbert no lugar do Cacio! - Fred continuou às gargalhadas, enquanto Bunnie, por sua vez, bufava de raiva.
- Filho da puta! - Zinho praguejou bem baixinho, ao tirar o fone perto da sua boca, para que Fred não percebesse que tinha alguém escutando na extensão da casa de Bunnie.
- Mas você sabe muito bem que quem eu quero é você e não o Herbert! - Bunnie reclamou chateada.
- E o Cacio? - Fred perguntou às gargalhadas. - Você não o quer mais, Bunnie? - Fred perguntou com pouco caso, enquanto Bunnie, por sua vez, suspirava do outro lado da linha, de tão ansiosa que estava.
- Mas é claro que eu também quero! - Bunnie gargalhou maldosa e Zinho não estava gostando nada da conduta da irmã.
- Ah, então você só quer o Cacio para fazer graça para a Sonda e para as demais garotas da escola? - Fred perguntou sorridente.
- Você sabe que não é bem assim, Fred! - Bunnie começou a explicar - se. - Eu quero o Cacio para satisfazer o meu ego e também para mostrar para qualquer garotinha que eu também posso ter o garoto mais bonito da escola! - Bunnie gargalhou, sendo acompanhada por Fred e Zinho, por sua vez, percebeu que a irmã estava apenas aceitando a sua ideia de beijar Acácio, apenas para satisfazer o seu próprio ego.
- Não, eu não acredito, Bunnie! - Fred começou a falar com sarcasmo, enquanto Bunnie escutava tudo do outro lado da linha, com toda a atenção do mundo. - Você é do tipo da garota que gosta de desmanchar namoros, casamentos, noivados, e quando as pessoas estão apenas saindo, você gosta de dar motivos justos para que o casal brigue e depois ainda sai tranquila e sem se importar com o estrago que fez! - Fred bradou satisfeito e continuou dando as suas gargalhadas sórdidas, enquanto Bunnie, por sua vez, escutava tudo aquilo, totalmente chateada com o garoto que falava do outro lado da linha.
- E você está chamando a minha irmã de galinha, seu safado? - Zinho não suportou ouvir tudo aquilo que Fred estava dizendo para a sua irmã e resolveu intervir, já que Bunnie não estava se importando com o que o garoto estava dizendo para ela, do outro lado da linha.
- Cara! - Fred bradou surpreso, ao ouvir a voz de Zinho, no meio da linha cruzada. - Deus deu uma vida para cada um de nós, que é para ficar bem mais fácil, para que cada um cuide da sua! - Fred continuou furioso, e Zinho, ficou mais furioso ainda com a conversa do garoto insuportável.
- E se eu estivesse aí, pertinho de você, te juro que te daria um violento murro nessa sua cara safada e mentirosa! - Zinho continuou colérico com o garoto, que escutava tudo do outro lado da linha, com um enorme sorriso sarcástico. - Porque a Bunnie não é do tipo que você está acostumado a lidar, não! - Zinho continuou furioso com o garoto, e louco para estar perto dele, no momento e acertar - lhe um violento murro na cara, com o intuito de verter muito sangue da cara safada de Fred.
E Deda, que estava ocupada com suas novelas, foi verificar o "porque" do nervosismo de Zinho.
E quando Bunnie percebeu que Deda observava Zinho, todo nervoso, no telefone, sem saber que Fred estava do outro lado da linha, deixou o fone no mesmo lugar de costume e ficou olhando surpresa para a mãe, que olhava para ela, percebendo que alguma coisa errada estava acontecendo com ela e que Zinho estava xingando totalmente nervoso, apenas para defender a honra da irmã.
- O quê está acontecendo aqui, Bunnie? - Deda perguntou, olhando furiosa para a filha, que estava cabisbaixa e triste.
- Você? - Fred gargalhou, referindo - se a Zinho e logo desligou o telefone, ao ouvir a voz furiosa de Deda.
- Mamãe, a Bunnie recebeu um telefonema de Fred, parabenizando - a por ter beijado o Herbert! - Zinho começou a falar para a mãe, tirando conclusões precipitadas sobre o assunto, mas ele estava totalmente certo em relação a isso. - Você não tem vergonha na cara, Bunnie! - Zinho olhou colérico para a irmã, que nada respondeu, apenas ficou olhando furiosa para ele. - Você se sente orgulhosa em mostrar para todo o que você não é, Bunnie! - Zinho bradou ainda furioso com a irmã, que nada respondia, apenas escutava furiosa, não acreditando que estava levando bronca do irmão mais novo, já que ela era pouca coisa mais velha do que ele. - E fazendo isso, você perde até maravilhosas amizades, porque as garotas não querem andar com quem não presta! - Zinho continuou furioso com a ação mal feita de Bunnie.
- Eu não estou fazendo nada, mamãe! - Bunnie continuou nervosa com o irmã, que agora estava bem pertinho dela, assustando - a com a sua aproximação.
- Você tem certeza, Bunnie? - Zinho perguntou furioso com a irmã. - Eu vi no baile, como você estava se comportando, junto com o Fred! - Zinho continuou furioso com a irmã, que nada dizia, apenas escutava a bronca que o irmã lhe dava com razão. - E se eu não ficasse vigiando, no mínimo, você teria agarrado o Fred, e roubado um beijo dele, Bunnie! - Zinho continuou colérico e totalmente furioso com a irmã que apenas olhava para ele, de olhos arregalados de medo.
- Minha filha, você merece um homem rico e bonito que te faça feliz! - Deda bradou com os olhos sonhadores, enquanto Bunnie, por sua vez, ria do "rico e bonito" que a mãe desejava para ela. - E você não vai ganhar nada do Fred, só vai ganhar desgosto e o ódio das pessoas! - Deda continuou aconselhando à filha, que nada respondia, apenas escutava aos conselhos da mãe. - Bunnie, sabe o que eu acho? - Deda perguntou, olhando furiosa para a filha, que nada respondia, apenas escutava tudo cabisbaixa e triste. - Eu acho que você devia ter apanhado mais ainda de Sonda, e eu só não te bato mais, porque você ainda está com o rosto totalmente machucado e ainda está inchado, de tanta unhada que você levou de Sonda! - Deda ainda gritou furiosa com a garota. - Eu espero que você crie juízo, e não nos faça passar mais vergonha! - Deda continuou furiosa com a filha. - Você tem que parar de fazer essas coisas idiotas que você faz! - Deda olhou bem nos olhos da filha. - Se oferecer para todos esses garotos, e de fazer tudo o que o Fred manda somente para conquistar o amor dele! - Deda continuou furiosa com a filha. - E se eu ver você com o Fred, eu acabo com você! - Deda gritou furiosa, assustando à pobre garota, que até esquivou - se da mãe, com medo de levar outra surra e retirou - se rapidamente, em direção a seu quarto e lá chorou copiosamente, enquanto Zinho e Deda ficaram olhando - se ainda surpresos pela ação da pobre garota.

- Você acredita em Deus? - Sonda perguntou, aproximando - se de Sandro, e olhando para o irmão que estava chegando da escola e deixando a sua mochila no divã de Sonda, que logo olhou furiosa para ele, e esse, por sua vez, logo tirou sua mochila totalmente sem graça.
- E por quê você está me perguntando isso agora, Sonda? - Sandro perguntou curioso.
- Porque eu estou pensando em ser freira, Sandro! - Sonda respondeu bem séria, enquanto Sandro, por sua vez, ria da cara da irmã.
- Freira? - Sandro gargalhou. - Você, freira? - Sandro continuou às gargalhadas, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ele. - Mas como, Sonda? - Sandro perguntou furioso. - Nem vai para as missas de domingo, conosco e agora você me vem com essa conversa idiota, Sonda? - Sandro continuou achando a atitude da irmã totalmente estranha, enquanto que, a nova empregada, por sua vez, observava - os com toda a atenção do mundo, para ver se os dois estavam discutindo.
- É que para ser freira não é preciso estudar e para ser médica, é preciso e muito! - Sonda bradou com um sorrisinho amarelo.
- Você que pensa, Sonda! - Sandro respondeu todo sorridente e foi para o seu quarto, enquanto Sonda, por sua vez, retirava - se da sala e também dirigia - se para o seu quarto.

- E a Sonda? - Claudete perguntou mais tarde, ao chegar em casa, olhando para Sandro, que estava na sala assistindo televisão.
- Ela deve estar no quarto dela, sei lá! - Sandro deu de ombros, preocupado com os desenhos.
- Ela bateu em Bunnie novamente, meu filho? - Claudete perguntou surpresa.
- Bateu, mamãe! - Sandro respondeu chateado. - Mas quem foi que contou para a senhora, mamãe? - Sandro perguntou ansioso.
- Porque eu vi o rosto da pobre garota! - Claudete respondeu furiosa e nada falou com Sonda, pois viu que realmente de nada adiantava mesmo ela falar com a filha teimosa e arrogante.

E no dia seguinte, Fred aproximava - se da entrada da escola, que já estava totalmente aglomerada de tanta gente que tinha e parecia até mesmo que estava acontecendo uma briga!
- Fred, eu preciso de falar com você! - Zinho correu atrás do garoto que recebeu um violento cutucão nas costas e olhou assustado para trás.
- Tudo bem, Zinho? - Marion aproximou - se toda ansiosa e feliz, deixando Zinho totalmente desarmado, enquanto Fred, por sua vez, olhava totalmente vitorioso para Zinho, pois a sua irmã o tinha salvo pelo gongo.
- Tudo bem, Marion! - Zinho bradou todo orgulhoso e feliz, pois a amada estava falando com ele no presente momento, toda sorridente e feliz. - Estudou? - perguntou ansioso, enquanto Marion olhava desanimada para o irmão.
- Não! - Marion respondeu cabisbaixa. - Eu estou ruim mesmo! - Marion deu de ombros, enquanto Fred a olhava de lábios crispados.
- Você não pegou em nenhum caderno, não é, Marion? - Fred perguntou, em tom de cobrança, enquanto Marion nada respondia, apenas engolia em seco.
- E quando é que se estuda? - Sonda apareceu bem na frente deles, totalmente arrogante. - E quando é que se pega em caderno? - Sonda continuou furiosa e medindo Marion de alto a baixo.
- E você também não fica atrás, Sonda! - Marion bradou sem medo, deixando a outra garota boquiaberta com a resposta dada por Marion e Fred sorria, louco para ver Sonda bater em sua irmã, enquanto que Zinho, por sua vez, temia que Marion apanhasse feio de Sonda. - O quê está acontecendo com você, Sonda? - Marion perguntou, encarando - a. - Só porque a Bunnie roubou seu futuro namorado, você está querendo descontar em todo mundo? - Marion continuou furiosa com Sonda, que nada respondia, apenas encarava a garota. - E não fui eu quem mandou roubar o seu futuro namoradinho, portanto, discuta com o meu irmão, porque foi ele quem mandou a Bunnie beijar o Herbert! - Marion apontou para o irmão, que olhou para ela com os lábios crispados de tanta raiva que sentiu da irmã.
- Você percebeu, Marion? - Zinho perguntou, logo após ver Sonda olhar furiosa para Fred e retirar - se calada. - Como você conseguiu deixar a Sonda totalmente sem graça e sem resposta! - Zinho bradou, ainda olhando para Sonda, que sumia pisando duro nas imediações da escola. - E você sabe como se chama isso? - Zinho perguntou, todo ansioso e feliz pela ação da garota que olhava incrédula para ele.
- Não! - Marion olhou surpresa para ele, enquanto Fred, por sua vez, retirava - se totalmente sem graça e deixava os dois mais a vontade, pois tinha visto Acácio aproximar - se da entrada da escola e o garoto, como queria namorar a sua irmã, tinha que ver os dois conversando, para esquecer - se logo de sua irmã.
- Coragem, isso se chama coragem! - Zinho continuou falando, enquanto Acácio, por sua vez, parava e olhava surpreso para Zinho e Marion, que conversavam animadamente. - Você está aprendendo a ter coragem! - Zinho continuou feliz, observando que a garota ficava toda feliz, por ele ter elogiado a sua conduta diante a Sonda. - E como prêmio eu vou te pagar um sorvete! - Zinho anunciou mexendo em seu bolso e olhando para Fred, que estava observando os dois conversarem. - Fred, e onde está a grana que você me prometeu? - Zinho olhou surpreso para Fred, que começou a mexer em seu bolso. - Eu apostei em Sonda, ela ganhou e eu quero a minha grana prometida! - Zinho continuou ansioso, enquanto Bunnie, por sua vez, aproximava - se furiosa do irmão, que olhou para ela totalmente sem graça.
- O quê? - Bunnie perguntou furiosa. - Você, que é meu irmão, apostando em Sonda? - Bunnie continuou furiosa com o irmão, que olhava para ela, totalmente sem graça.
- Mas é claro, Bunnie! - Zinho deu uma risadinha sem graça. - Eu sabia que a Sonda ganharia, e eu não quero perder, preciso de grana porque eu não trabalho, então, logicamente, eu apostei em quem eu tinha certeza que ganharia e eu apostei uma boa grana em Sonda e acabei ganhando uma boa grana também! - Zinho continuou explicando - se para a irmã, que olhava furiosa para ele e de boca seca, pois o irmão havia cometido a maior injustiça com ela.
- Seu crápula! - Bunnie bufou furiosa. - E você ainda diz que eu tenho que ser certinha! - Bunnie continuou bufando com muita raiva. - E ainda por cima, com essa grana toda, você vai pagar um sorvete para a Marion? - perguntou, olhando para o sorveteiro, que estava todo sorridente, sabendo que iria ganhar algum dinheiro de Zinho.
- E você quer que eu te pago um também, mana? - Zinho perguntou sorridente, enquanto Bunnie, por sua vez, jogava seus cabelos para cima do irmão, e retirava - se furiosa, indo para perto de Fred, que entregava - lhe o dinheiro e retirava - se junto com ela.
E Sonda, por sua vez, observava tudo de onde ela estava, sozinha, dando furiosas lambidas em seu sorvete de morango.
- Não, não precisa, Zinho! - Marion foi atrás do garoto que dirigiu - se até o sorveteiro que o recebeu feliz, sabendo que ganharia algum dinheiro do garoto.
- Escolha o seu sabor preferido, Marion! - Zinho ordenou com carinho.
- Morango! - Marion falou sem pensar e assim, Sonda, parou de chupar o seu sorvete e ficou furiosa por Marion ter escolhido o mesmo sabor que o seu e logo pensou que Marion estivesse com inveja do sabor que ela havia escolhido, sem que Marion, ao menos, percebesse que Sonda estava chupando o sorvete do mesmo sabor que ela havia escolhido. - E você ganhou essa grana toda do meu irmão, só por ter apostado em Sonda? - Marion perguntou curiosa.
- Bom, eu não sou nenhum delinquente juvenil, embora eu tenha cara, mas eu apostei e ganhei honestamente! - Zinho explicou - se todo feliz e colocando o dinheiro ganho no bolso. - E com isso tudo, a Bunnie sentiu - se totalmente injustiçada por eu não ter apostado nela! - Zinho comentou chateado.
- Mas se você não tivesse apostado em Sonda, logicamente, você não estaria com tanta grana assim e nem tampouco poderia sonhar em pagar um sorvete para mim! - Marion comentou sorridente, enquanto Sonda, por sua vez, a via pegar seu sorvete toda sorridente.
- Mas eu não estou acreditando que vocês ainda estão falando sobre aquela maldita briga! - Sonda bradou surpresa e foi até os dois garotos que a olharam de olhos arregalados e Sonda logo deteu - se no sorvete de Marion, enquanto Marion, por sua vez, fazia o mesmo! - Ainda bem que você apostou em mim, por isso que você ganhou, essa bolada toda, porque se você tivesse apostado em Bunnie, agora você não teria nada, isso sim! - Sonda bradou sorridente e olhando furiosa para Bunnie, que jogou seus belos cabelos para ela, em sinal de desaforo.
- Sonda, você quer que eu te pague outro sorvete? - Zinho perguntou, já mexendo em seu bolso.
- Para quê? - Sonda perguntou dando de ombros. - Para a Marion terminar o dela e fazer você pagar outro sorvete do mesmo sabor que eu escolher? - Sonda perguntou furiosa, enquanto Marion olhava surpresa para ela.
- E você está assim por conta disso, Sonda? - Zinho perguntou, encarando - a.
- Não senhor, seu Zinho! - Sonda respondeu seca. - Eu estou assim por conta da Marion estar chupando o mesmo sabor do meu sorvete! - Sonda olhou furiosa para a garota que a olhava surpresa. - Marion, você é uma tremenda de uma invejosa, isso sim! - Sonda bradou ainda furiosa.
- Mas como "invejosa", Sonda? - Marion perguntou, olhando surpresa para ela, sabendo que qualquer agressão por parte de Sonda, logicamente Zinho não pensaria duas vezes em ir em sua defesa. - Se eu nem sabia que você também estava chupando um sorvete de morango, Sonda! - Marion continuou séria, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava de lábios crispados.
- É! - Zinho concordou em defesa de Marion, enquanto essa, por sua vez, olhava para ele toda sorridente. - A Marion nem sabia que você estava chupando um sorvete de morango, senão, logicamente, eu teria falado para ela pegar um sorvete de outro sabor, porque eu já tinha previsto que aconteceria isso mesmo! - Zinho continuou furioso com Sonda, que olhava no mesmo tom para ele.
- Sonda! - Fred a chamou, querendo dar fim ao assunto entre os três, e Sonda, por sua vez, que chupava seu sorvete feito uma morta de fome, olhou para Fred com desdém, não querendo ir até ele, iniciar a mesma conversa.
- O quê você quer, Fred? - Sonda perguntou nervosa e sem ao menos sair do lugar onde estava, enquanto Zinho e Marion observavam a cena ansiosos e torcendo para que Sonda saísse dali e ficasse conversando com o Fred.
- Precisamos nos falar, Sonda! - Fred bradou ansioso. - E você sabe muito bem disso! - Fred bradou ríspido, enquanto Sonda olhava para ele com desdém.
- Pode falar, Fred! - Sonda bradou, indo até o garoto, com um desânimo total, enquanto Fred, por sua vez, a olhava com muita raiva. - Sabe? - Sonda gargalhou com maldade. - Na hora que você me chamou, eu até pensei que fosse o Herbert! - Sonda bradou sonhadora, despertando ainda mais raiva no garoto.
E nisso, Herbert, passou perto deles e ficou olhando Sonda, triste, sem nada a falar e essa, por sua vez, também olhou o garoto, mas engoliu em seco, pois também não tinha nada a dizer.
- Ele passou reto, você viu? - Fred perguntou, olhando para a garota, que sabia que o que Fred havia mencionado, não tinha acontecido assim. - Ih! - Fred bradou, batendo em sua cabeça, bem de leve. - Eu acho que já era, Sonda! - Fred continuou com um sorriso vitorioso, enquanto, Sonda, por sua vez, olhava furiosa para o garoto, sem ter nada o que dizer - lhe.
E ouvindo isso, e vendo o sinal de negativo que Fred estava fazendo com o dedo, Sonda ficou furiosa e sentiu vontade de ir atrás de Herbert, para falar com ele e ver se eles dois ficavam juntos, mas só que Fred estava ali e bem ali na sua frente, apenas para detê - la, em qualquer tentativa brusca da parte dela. - Sonda, se você ficar comigo, eu conheço um cara que pode fazer um quadro bonito, de você junto com o John Lennon! - Fred prometeu, observando o enorme sorriso da garota e essa proposta feita por Fred, era tentadora demais e Sonda, por sua vez, quase ia dando uma resposta positiva, mas resolveu pensar mais um pouco, pois ainda era criança, e não podia afundar - se num amor maduro com o Fred, o garoto mais temido e odiado da escola!
- E quem te contou que eu gosto do John Lennon, Fred? - Sonda perguntou furiosa.
- O Sandro, oras! - Fred deu de ombros, com um enorme sorriso nos lábios, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para ele com desdém.
- O Sandro não tem jeito mesmo! - Sonda bradou entre dentes, enquanto Fred, por sua vez, olhava para ela todo sorridente.
- E se você aceitar a namorar comigo, além de eu ser o cara mais feliz do mundo, eu prometo te dar um quadro de você com o John Lennon! - Fred continuou ansioso. - E é claro que você vai ter que se esquecer o Herbert, Sonda! - Fred bradou em tom de alerta.
- Sonda, não caia na dele não! - Acácio apareceu bem atrás da prima e cutucou - a, deixando Fred furioso com a ação do garoto.
- Por quê? - Sonda perguntou, querendo o bendito quadro do John Lennon junto com ela.
- Porque o Fred é como os políticos, promete mais não cumpre! - Acácio bradou furioso  e olhou furioso para o garoto, que estava furioso com a atitude de Acácio, que sorria e suspirava por Marion, que também correspondia a sua admiração, toda lisonjeada e feliz, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para o belo garoto.
- Ahn! - Sonda olhou furiosa para Acácio. - Mas justo agora que eu vou ter a oportunidade de ter um quadro comigo e o John Lennon juntos? - Sonda perguntou furiosa, enquanto Acácio, por sua vez, olhava surpreso para ela.
- Sonda, você vai se vender por causa de um quadro do John Lennon junto com você? - Acácio perguntou incrédulo, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- E por acaso você prometeu um quadro comigo e com o John Lennon juntos, Acácio? - Sonda perguntou furiosa.
- Não, eu não prometi isso para você, porque eu não acho isso necessário, Sonda! - Acácio bradou furioso, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para ela com desdém.
- É, mas se fosse para a Marion, você prometia, não é? - Sonda perguntou, olhando furiosa para Marion, que disfarçou e nada respondeu.
- Mas não é bem assim, Sonda! - Fred começou a falar, antes que Acácio se defendesse. - Eu quero você, Sonda e não importa o que eu seu primo fala de mim e nem tampouco o que ele pensa de mim, eu só quero você! - Fred disse romântico, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para ele e para Sonda, pois aquelas palavras não podiam ser ditas para Sonda, que ainda tinha corpo de menina, mas sim, para ela, que já era uma mulher...
E Fred conversava baixinho com Sonda, como se estivesse implorando para que ela resolvesse logo aquela situação, desistindo de Herbert, seu grande amor, para ficar logo com ele, a troco de um quadro do John Lennon, enquanto Herbert e Acácio, observavam a cena que Fred estava fazendo com Sonda, implorando para que ela namorasse com ele.
E Sandro, por sua vez, aproximou - se de Bunnie, com as pernas mole e o coração acelerando, afinal de contas, estava perto da amada, a bela Bunnie...
E Bunnie, por sua vez, olhou surpresa para Fred, percebendo que seu rosto tingiu - se de um vermelho imenso e Bunnie correspondeu com um belo sorriso que quase fez Sandro desmaiar de tanta comoção que sentiu, e Sonda, por sua vez, observava o jeito que o irmão havia ficado quando a safada da Bunnie ofereceu - lhe seu belo sorriso e ficou nervosa com a situação pela qual o irmão estava passando.
- Você pagou o Zinho, não foi? - Bunnie deixou Sandro de lado e foi falar com Fred que olhou para as suas belas pernas e até prendeu a sua respiração, de tão emocionado que ficou.
- Você sabe muito bem que eu paguei, Bunnie! - Fred respondeu, concertando - se do estrago que a bela grota havia feito em seu coração. - E agora, por quê você veio aqui me perguntar isso? - Fred perguntou colérico, enquanto Sonda, por sua vez, ria da cara da pobre garota apaixonada por um cara que não a queria de jeito nenhum.
- Porque o Zinho pagou um sorvete para a Marion, ao invés de pagar um para mim! - Bunnie bradou furiosa e olhando feio para Zinho.
- Mas é claro que ele tem que pagar um sorvete para a Marion, afinal de contas, eles dois vão namorar! - Fred bradou ríspido, decepcionando Bunnie, que pensou que Marion levaria uma violenta bronca do irmão, por ter aceitado um sorvete de um garoto qualquer. - E você estava pensando que o Zinho te pagaria um sorvete, ao invés de pagar um para a minha irmã? - Fred perguntou sarcástico, enquanto Bunnie, por sua vez, engolia em seco e Sandro, do seu lugar, sentia pena da pobre garota, que estava sendo humilhada por Fred.
- Qual é? - Bunnie deu de ombros, ainda furiosa. - Ele é meu irmão e pode me pagar quantos sorvetes ele quiser e puder! - Bunnie continuou furiosa com o garoto, que olhava para ela, com um enorme sorriso maroto nos lábios.
- Mas agora, sou eu quem não quer pagar nenhum sorvete para você, Bunnie! - Zinho bradou furioso, deixando a diversão mais barata ainda para Fred, que ria feliz, enquanto Bunnie mostrava a sua carranca.
- Vocês não vão entrar? - Gomes perguntou, pronto para fechar o portão da escola e todos, rapidamente se dispersaram, deixando o assunto de lado.

Olívia resolveu com o marido, que iria colocar Acácio, Dudu e Dorise na escola dominical da igreja batista do bairro, apesar de serem católicos, sempre era bom que os filhos aprendessem mais um pouco sobre a religião, então, eles acharam por bem que principalmente Acácio fosse para a escolinha dominical, assim, quem sabe, com isso, ele esqueceria Marion, porque ela achava que não valia a pena Acácio ficar com uma Fontanni, e além dela ser uma Fontanni, Olívia achava a pobre da garota, um tanto quando desengonçada e feia para o seu belo filho.
- Bom gente! - Acácio apareceu todo feliz e ansioso, na frente de todos os seus colegas da escola, inclusive de Marion, que Olívia não contava que seria aluna de seu filho na escolinha dominical. - Segundo o pastor da igreja que gostou muito de mim... - Acácio continuou todo sorridente e convencido perante aos seus colegas de escola.
- Gostou de você, Cacio? - Dudu perguntou às gargalhadas. - Eu tenho certeza de que o pastor da igreja gostou mesmo foi da simpatia da mãe! - Dudu continuou sorridente, e deixando o irmão totalmente sem graça com a atitude dele.
- Voltando ao assunto... - Acácio bradou tentando recompor - se. - O pastor falou para mim, que eu vou dirigir a escolinha dominical junto com vocês, é claro! - Acácio voltou a sorrir, sob as risadinhas marotas do irmão.
- Vamos ficar quietos que o nosso líder está falando! - Zinho começou a chamar a atenção do pessoal, com um enorme sorriso nos lábios e Acácio, por sua vez, ficou furioso com a atitude do garoto e viu que Bunnie estava na última fileira, com um shorts bem curto e mascando um chiclete como se fosse uma cabra, e todos os garotos olharam para a mesma direção, e as garotas também não perderam seu tempo também, embora ficaram com raiva depois, constatando que a bela e provocante garota também estava ali, na escolinha dominical.
- Bunnie, esses são os trajes que você escolheu para vir a uma igreja? - Sonda perguntou toda escandalizada com o jeito da garota toda sorridente e provocante.
- São! - Bunnie respondeu ríspida. - Fazer o quê! - deu de ombros, em sinal de provocação. - Você ainda não me comprou roupas! - Bunnie continuou provocando a garota e cruzando as suas pernas com mais provocação.
- Imagine só, eu, comprando roupas de vagabunda para você, Bunnie? - Sonda provocou a garota, às gargalhadas, enquanto todos olhavam para as duas, esperando que Sonda, levantasse e esquentasse a sua mão na cara da garota provocante.
- Vamos fazer silêncio, por favor! - Acácio pediu, deixando as duas garotas totalmente sem graça.
- Eu só faço o que você pede, porque é você quem está pedindo, Cacio! - Bunnie respondeu com a voz totalmente doce, deixando o garoto totalmente sem graça, enquanto Zinho, por sua vez, olhava satisfeito para a irmã e dava - lhe uma piscadela, sem que ninguém percebesse.
- Eles não encontraram outro para dirigir a escolinha dominical? - Fred perguntou com desdém, enquanto Acácio, por sua vez, olhava furioso para o garoto, pois não havia gostado da pergunta provocante feita por Fred.
- Não foi bem isso! - Acácio rebateu em tom de fúria, enquanto todos olhavam para os dois com atenção, prontos para uma suposta briga entre os dois garotos, já que não havia dado certo a futura briga entre Sonda e Bunnie!
- Então o que foi que aconteceu para eles te nomearem? - Fred continuou ríspido com o garoto, que crispava os lábios de raiva.
- Pois é, Fred, eu sinto te informar, que você foi reprovado na provinha que foi dada e eu fui o único que passou com a nota máxima! - Acácio bradou satisfeito e lisonjeado, enquanto Fred, por sua vez, ria da cara dele.
- E qual foi a nota mais alta? - Fred continuou provocando o garoto e duvidando da sua inteligência.
- Eu gabaritei a prova inteira! - Acácio bradou, deixando Fred totalmente sem graça. - Tirei a nota máxima! - Acácio continuou satisfeito e feliz. - Está bom para você, Fred? - Acácio perguntou em tom de provocação, enquanto o garoto, por sua vez, calava - se, pois não tinha mais nada a dizer.
- Mas eles não encontraram ninguém da igreja que estivesse apito a dirigir a escolinha dominical? - Fred continuou a insistir nas provocações, ainda não satisfeito com a lição que havia tomado de Acácio.
- Infelizmente para você e felizmente para mim, o único que conseguiu gabaritar essa prova fui eu! - Acácio bradou, batendo no peito todo ansioso e feliz, enquanto Fred, por sua vez, olhava furioso para ele, desejando estar ali, em seu lugar.
- Ih, qual é meu! - Fred gargalhou, surpreendendo Acácio, que estava com a bíblia na mão. - Você só entende de roque, e não entende nada de religião! - Fred continuou furioso com o garoto que havia passado na prova. - Para mim, a sua provinha estava bem diferente da minha! - Fred continuou furioso com o garoto, que apenas ria da cara dele.
- E por quê você acha que a sua provinha estava diferente da minha? - Acácio perguntou com desdém.
- Porque na sua provinha, devia ter coisas sobre roque e na minha e nos demais, devia ter coisas sobre a bíblia! - Fred continuou ríspido com o garoto, que continuava olhando para ele com desdém e Sandro, por sua vez, já não estava aguentando mais aquela discussão tola entre os dois garotos, enquanto todos gargalhavam da situação e Fred, por sua vez, levantava os braços, como possível vencedor da discussão entre Acácio. - E aposto que nesse seu gravadorzinho aí, só tem músicas de roque, que você vai tocar aqui para a gente dançar! - Fred continuou com despeito, provocando mais gargalhadas ainda no pessoal.
-0 Roque na igreja é pecado, irmão! - Acácio respondeu ríspido para Fred, que continuava olhando para ele e exibindo aquele seu sorriso característico.
- E Deus, nosso senhor Jesus Cristo não o permite! - Zinho bradou, elevando suas mãos aos céus, enquanto alguns riam da cara dele.
E Sonda, por sua vez, estava sentada junto a Herbert, já que esse último, estava tentando aproximar - se novamente da garota, para ver se namorava logo com ela.
E Bunnie e Nina aproveitaram para ficar olhando para Acácio, ao mesmo tempo, e as duas garotas estavam tentando a sorte delas com o pobre garoto, que estava com a bola toda, e Marion, por sua vez, percebeu que as duas garotas estavam encantadas por Acácio, e começou a observá - las, para ver se Acácio percebia que elas estavam olhando para ele.
Enquanto Acácio sempre olhava para ela e seus olhares se encontraram, enquanto as duas percebiam e ficavam furiosas com a situação.
Estudaram sobre a Bíblia, conforme Acácio ia explicando, e a manhã passou muito rápida e todos saíram felizes e ansiosos da igreja.
- Acácio, você vai mesmo se converter na igreja Batista? - Bunnie perguntou toda provocante, enquanto avistavam uma garota tímida e bela bem na frente deles, descendo as escadarias da igreja. - Eih! - Bunnie apontou, observando a garota cabisbaixa. - Quem é aquela? - Bunnie continuou curiosa.
- Respondendo a primeira pergunta, eu não sei! - Acácio respondeu ríspido e observando Marion e Zinho seguindo atrás deles. - E respondendo a segunda pergunta, eu também não sei! - Acácio retirou - se da presença de Bunnie, enquanto essa, por sua vez, bufava de tanta raiva que havia ficado.
Nina aproximou - se de Acácio, em uma disputa total, seu batom era tão vermelho, que sua boca parecia o próprio pecado!
E Bunnie, por sua vez, foi novamente até Acácio, que agora olhava surpreso para Nina, e as roupas de Bunnie eram muito provocantes e insinuantes, e seus seios saltavam quase que totalmente para fora, pedindo para que Acácio os tocasse, por causa de seu enorme decote, e Acácio, por sua vez, ficou boquiaberto ao perceber o tamanho do decote de Bunnie, pois não tinha percebido até então, enquanto Sandro, por sua vez, crispava os lábios de raiva do primo, pois não queria que isso jamais acontecesse, pois a raiva do primo aflorava em seu pobre coração apaixonado, mas Acácio estava totalmente perdido, entre os maravilhosos e volumosos seios de Bunnie e entre o batom escandaloso e insinuante de Nina.
Assim Sonda percebeu ansiosa e feliz, que naquele exato momento a pobre Marion tinha perdido a vez em relação a Acácio, que olhava admirado para ambas garotas.
Enquanto Marion conversava animadamente com Zinho, observando tudo atenta e morrendo de ciúmes do garoto em relação às duas garotas assanhadas.
- E aí, primo? - Sandro perguntou, aparecendo bem na frente de Acácio, que olhou surpreso para ele, enquanto as duas garotas ficaram totalmente sem graça. - Está quase na hora do almoço, não é? - Sandro perguntou, tentando puxar assunto com Acácio, que ainda olhava surpreso para ele.
- Eu acho que o Cacio não almoça hoje não! - Bunnie respondeu furiosa, enquanto Sandro, por sua vez, olhava encantado para o belo rosto da garota, sem ater - se em seus belos e volumosos seios, assim como Acácio estava fazendo.
- Mas por quê você está me dizendo isso, Bunnie? - Sandro perguntou ainda surpreso com a situação provocada pela garota fútil.
- Porque eu estou tentando tirar umas dúvidas sobre a Bíblia com ele e no mínimo eu vou convidá - lo para ir até a minha casa! - Bunnie respondeu, surpreendendo Sandro.
- O quê? - Sandro perguntou surpreso, enquanto a garota sorria ansiosa. - Mas você pode tirar as suas dúvidas comigo, Bunnie! - Sandro protestou, enquanto a garota sorria feliz.
- Por quê? - Bunnie perguntou nervosa.
- Porque eu também sei muita coisa sobre a Bíblia, Bunnie! - Sandro respondeu delicado, enquanto a garota continuava olhando surpresa para ele.
- Mas é o Cacio que é o professor! - Bunnie protestou, encarando Sandro, que continuava olhando surpreso para Bunnie.
- Mas eu sou um bom aluno, Bunnie! - Sandro continuou protestando. - Eu posso também ser um aluno multiplicador! - Sandro bradou com um enorme sorriso. - E eu posso te dar uma aula de professor universitário, Bunnie! - Sandro continuou insistindo. - Venha comigo! - ofereceu - lhe a mão, enquanto Acácio olhava para os dois com um belo sorriso e Nina, por sua vez, torcia para que Bunnie fosse com Sandro, assim, Acácio ficaria somente para ela.
- Então, você pode muito bem dar essa aula de professor universitário para a Nina, e não para mim! - Bunnie reclamou, olhando para a garota, que não queria sair da presença de Acácio.
- Mas eu não quero ensinar a Nina, eu quero ensinar você, Bunnie! - Sandro respondeu calmo, enquanto Nina sorria satisfeita, esperando uma resposta positiva da garota, para ela ficar livre e tentar algo com Acácio.
- E eu não quero a aula de professor universitário ministrada pelo Sandro, eu quero a aula de professor universitário, ministrada pelo Acácio! - Nina respondeu mais que depressa, decepcionando Bunnie.
- E ninguém vai pedir explicação para o meu irmão e nem tampouco para o meu primo, porque os dois precisam almoçar e cada uma de vocês, se quiserem, estudem em suas casas, do mesmo jeito que nós vamos fazer! - Sonda apareceu para salvar a pátria, enquanto Acácio e Sandro olhavam felizes para ela e as duas garotas, olhavam furiosas para ela. - E qualquer dúvida é com o pastor e não com o meu irmão e nem tampouco com o meu primo! - Sonda continuou furiosa.
- Até parece que você manda, Sonda! - Bunnie replicou furiosa, desafiando a garota, que olhou furiosa para ela.
- A Sonda manda sim, Bunnie! - Acácio respondeu ríspido, pela surpresa de Bunnie.
- Essa Sonda está me saindo pior do que a encomenda! - Bunnie resmungou ao lado de Nina.
- E eu achei foi bom! - Nina respondeu furiosa.
- E por quê, Nina? - Bunnie perguntou curiosa.
- Porque assim você tira esse seu timinho que está perdendo, de campo! - Nina respondeu ríspida, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para ela.
- E por acaso você acha que o meu time está perdendo? - Bunnie perguntou ríspida, enquanto Nina olhava furiosa para ela. - Você está louca! - Bunnie gritou furiosa, despertando a atenção de todos que caminhavam para suas casas. - Quem tem que tirar o seu timinho de campo é você, minha querida! - Bunnie continuou furiosa com a garota, que olhava feio para ela.
- O seu timinho já perdeu, minha querida! - Nina respondeu com pouco caso.
- E por quê você acha que o meu time já perdeu, Nina? - Bunnie perguntou furiosa.
- Porque ele já deu a entender que não te quer! - Nina respondeu às gargalhadas e observando a fúria da garota.
- É mesmo? - Bunnie perguntou às gargalhadas. - Pois se ele não me quer, ele também não te quer, minha querida! - Bunnie respondeu colérica, e Sandro, que observava a discussão das duas belas garotas, ficou observando - as e deliciando - se com a beleza de ambas.
- O Cacio nunca me disse nada! - Nina respondeu vitoriosa. - Então, não custa nada tentar! - Nina continuou feliz, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para a garota petulante.
- E eu duvido que você vai conseguir algo com ele, Nina! - Bunnie respondeu furiosa, enquanto Sonda, por sua vez, observava as duas garotas, que estavam furiosas uma com a outra.
- Mas que discussão mais idiota, não? - Sonda perguntou, olhando furiosa para as duas garotas, que olharam surpresas para ela. - Vocês acham bonito discutir por um garoto que não quer nada com nenhuma de vocês? - Sonda perguntou, apontando para Acácio, que olhava apaixonado para Marion. - Ele só quer a Marion e eu sei disso! - Sonda continuou furiosa com as duas garotas, que continuavam olhando furiosas para ela. - E eu acho ótimo! - Sonda continuou furiosa com as duas garotas.
- E por quê você acha isso ótimo, Sonda? - Nina perguntou colérica.
- Porque assim, vocês duas vão tirando logo seus timinhos de campo, porque ambos os times já perderam! - Sonda continuou furiosa com as duas garotas oferecidas. - E outra coisa! - Sonda apontou para as duas garotas. - Vocês duas tem que respeitar a igreja, porque a igreja é a casa de Deus! - Sonda bradou, apontando o dedo para o céu. - Então, da próxima vez, Nina, vê  se você passa um batom mais suave para ir até a escolinha dominical e quanto a você,  Bunnie, vê se você usa roupas mais descentes para vir até a igreja! - Sonda mediu Bunnie de cima em baixo, enquanto essa, por sua vez, a olhava toda sorridente e provocante e retirou - se, a fim de não ouvir nenhum desaforo daquelas duas garotas insuportáveis.

- E quem é ela para falar todos esses desaforos para nós? - Bunnie perguntou furiosa.
- Ela é uma tremenda de uma invejosa, isso sim! - Nina respondeu no mesmo tom de Bunnie, enquanto observavam Sonda desaparecer, indo até o lado do primo sorridente e feliz.

- Quem é aquela garota, Sandro? - Acácio perguntou, ao ver a garota cabisbaixa, andando pela rua.
- Não sei! - Sandro deu de ombros. - Não me diga que você está interessado nela, Cacio? - Sandro perguntou fazendo caretas.
- Não! - Acácio negou mais que depressa. - Você sabe muito bem que o meu negócio é a Mairon! - Acácio respondeu estúpido.
- Então, por quê você está perguntando sobre aquela garota sem graça, Cacio? - Sandro perguntou, ao ver a irmã aproximar - se.
- Porque ela estava lá na reunião, sempre anotando tudo! - Acácio respondeu compenetrado na garota cabisbaixa, enquanto Sonda, por sua vez, sentia que algo de errado estava no ar, em relação ao seu primo e àquela garota esquisita.
- Está totalmente certa! - Sonda respondeu ansiosa. - Ao contrário de Nina e Bunnie, que só vieram aqui com o intuito de te provocar! - Sonda respondeu, olhando sério para o primo, que nada respondeu.
- Sandro! - Herbert chamou o garoto, olhando diretamente para Sonda, que nada disse, apenas ficou encarando ao garoto.
- Olá! - Sandro saldou o garoto, que nada respondeu. - Mais tarde eu vou lá na sua casa! - Herbert anunciou, vendo o enorme sorriso no rosto do garoto e logo retirou - se.
- E o quê o Herbert vai fazer lá em casa, Sandro? - Sonda perguntou curiosa.
- Sei lá! - Sandro deu de ombros. - Ele vai lá para falar comigo, oras! - Sandro bradou sério, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para ele, em tom de dúvidas.

E mais tarde, depois do almoço, Herbert foi até a casa de Sonda, com o intuito de aproximar - se da pobre garota traída por ele, já que Sandro gostaria de ver Fred longe da garota, pois sabia que o garoto não prestava e a única coisa que ele fez foi mandar fazer um quadro de Sonda com o John Lennon do lado, do jeitinho que a garota queria!
- Olá, cara! - Sandro o cumprimentou, já na porta da sua casa, enquanto Herbert, entrava na casa do garoto, totalmente sem graça e com o quadro próximo a ele, pois esse era bem grande para o garoto carregá - lo sozinho! - Eu vou falar com a Sonda, para ver se ela quer mesmo falar com você, cara! - Sandro olhou bem na cara do garoto, que até ficou mudo, tamanha emoção em falar com a amada.
E Herbert viu a mãe de Sandro ajudando a empregada da casa, a limpar a mesa da sala de jantar, já que a mulher não dava conta da casa inteira.
E como por encanto, Sonda apareceu toda sorridente e feliz, deixando ambos surpresos, e logo a garota parou totalmente sem graça, pois não estava acreditando que Herbert estava em seu teto.
- Um quadro? - Sonda perguntou estasiada, olhando para o quadro que estava próximo ao garoto, enquanto Sandro sorria ansioso e feliz.
- Sim, um quadro! - Herbert bradou ansioso e feliz, pela garota estar surpresa, já sabendo que o quadro seria dela! - Resolvi passar a frente de Fred, porque senão ele iria forçá - la a namorar com ele, por causa desse bendito quadro! - Herbert continuou sorridente e feliz, enquanto Sonda exibia um sorriso encantador e ainda surpreso pela notícia dada pelo garoto, e Sandro, por sua vez, olhava ansioso para a irmã.
- E foi a melhor coisa que você fez, meu garoto! - Claudete bradou ansiosa e feliz por estar livre de Fred, pois sabia muito bem que a filha acabaria namorando o pobre do garoto desiludido que havia trazido o quadro que ela tanto queria, de presente para ela!
E de tão ansiosa que Sonda estava para abrir o quadro, que ela o pegou com tudo da mão do garoto, que ainda ficou surpreso pela atitude da garota ansiosa que até sentou - se em seu divã e ficou abrindo o quadro com toda a ansiedade do mundo!
- A Sonda adora o John Lennon, não é? - Herbert perguntou, ao ver a garota boquiaberta e surpresa, pois ela via a sua imagem junto com a imagem de John Lennon, o seu ídolo favorito!
- E como adora! - Sandro começou a falar ansioso e feliz. - Quando ela viu os noticiários da morte do John Lennon, ela ficou três dias de luto! - Sandro continuou ansioso, enquanto a garota alisava o seu quadro, com um enorme sorriso nostálgico nos lábios.
- E ela só usava preto, em sinal de luto verdadeiro! - Claudete completou feliz, ao ver a filha acariciando a imagem do seu cantor favorito.
E pela surpresa de todos os presentes ali, que puderam observar a garota chorar de emoção, por ver - se ao lado de seu cantor favorito.
- Ai, eu nem acredito! - Sonda continuou, com lágrimas nos olhos. - Nossa, Herbert, você nem sabe o quanto eu estou feliz! - Sonda deixou o quadro encima de seu divã e foi correndo abraçar ao garoto, na frente de todos os presentes ali na sala, em sinal de comoção.
E nisso a campainha tocou e a empregada foi logo atender e voltou com Fred entrando com tudo na sala, estragando a felicidade da garota, que logo soltou - se de Herbert e ficou olhando surpresa para Fred, que estragou com toda aquela felicidade imensa que a garota estava sentindo.
- Era pra eu dar esse bendito quadro e não você, Herbert! - Fred bradou furioso, enquanto todos os presentes ali, naquela sala, olhavam surpresos para o garoto furioso.
- Passei na sua frente, oras! - Herbert deu de ombros, enquanto Fred o olhava de lábios crispados. - Você demorou muito para dar esse quadro para ela! - Herbert continuou furiosa com o garoto.
- Essa idéia do quadro foi um plágio da sua parte! - Fred continuou ameaçador. - E foi tudo por sua culpa, Sandro! - Fred olhou para o garoto, que nada disse, apenas engoliu em seco.
- Você não veio aqui para bater em meu filho, não é? - Claudete perguntou furiosa.
- O Fred não vai fazer nada, mamãe! - Sandro respondeu firme.
- Vocês dois vão me pagar caro por isso tudo! - Fred apontou para Herbert e Sandro que olharam surpresos para ele, enquanto Sonda admirava seu quadro com John Lennon e Fred retirava - se furioso da casa da garota, e Claudete, por sua vez, deu Graças a Deus, pelo garoto insuportável não ter chegado em sua casa, com o quadro para a filha, forçando - a a namorar com ele.