Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

terça-feira, 27 de março de 2012

A Surra...

- Ahn, então quer dizer que você está apaixonado por Marion Fontanni? - Acamir gritou, referindo - se à Dudu, enquanto esse olhava assustado para o pai, e os dois estavam no quarto, Olívia, por sua vez, ficou olhando assustada e gelada, porque no mínimo o marido já estava preparando a cinta para bater no garoto.
- Não, não, papai, é ela quem está... - Dudu por sua vez, ia completar a frase "apaixonada por Acácio", mas logo calou - se, resolvendo morder a língua e deixar para lá, porque não adiantava mesmo, e nada iria resolver...
- É mesmo? - Acamir gargalhou maldoso. - Mas que interessante! - continuou às gargalhadas. - Então por quê vocês brigaram? - explodiu o homem, já na porta do quarto do garoto, já com a cinta na mão e Dudu tremeu de medo da atitude maldosa do pai, e até levantou - se da cama, tentando se proteger, mas de nada adiantava...
- Porque eu xinguei a Marion e o Zinho não gostou! - Dudu explicou ainda com medo do pai, que estava ali, com cara de mau e aquela cinta feia na mão e o sorriso sarcástico nos lábios.
Dudu, por sua vez, sentiu uma violenta dor no rosto e logo em seguida, vieram os gritos apavorados da mãe.
- Não, Acamir, pelo amor de Deus!!! - gritou Olívia, vendo que o marido havia acertado a cinta bem no rosto do garoto, que assim ficou vermelho e começou a chorar copiosamente. - Você não vai bater em meus filhos, por causa daquela vagabunda daquela garota! - Olívia, por sua vez, continuou aos prantos, ao passo que Acamir, virou - se furioso para ela, pronto para dar umas boas cintadas na mulher também, afinal de contas, ela estava xingando a pobre da Marion, sua protegida.
- Fora daqui, Olívia! - Acamir gritou furioso. - Fora daqui e não se aproxime de mim, porque senão você vai levar cintada também! - Acamir continuou furioso e seus olhos até saltaram para fora do seu rosto e seu olhar ameaçador assustou - a, fazendo que essa recuasse, de tanto medo que sentiu do marido.
- Papai, por favor!!! - implorou Dorise, abraçando - se ao irmão, enquanto Acamir aproximava - se com a cinta na mão, sem dó e nem piedade.
- Saia daqui, Dorise, senão vai sobrar para você também! - Acamir abaixou - se e sussurrou no ouvido da filha, em tom ameaçador, ao passo que Dorise sentiu medo e saiu correndo da frente do irmão, indo logo abraçar a mãe, que também chorava de pena do pobre do filho.
E assim, Dorise e Olívia saíram do quarto dos garotos, a fim de não verem Dudu apanhar, e acabaram encaminhando - se para a sala, sentaram - se no sofá e começaram a chorar, as duas, abraçadas uma na outra.
- Levante - se para apanhar como homem! - bradou Acamir em tom ameaçador. - Já que você bateu no Zinho, agora quem leva de mim é você, Dudu! - Acamir continuou em tom ameaçador. - Eu não criei filhos para ficar brigando na rua, feito rinhas de galos! - bradou, olhando ameaçador para o garoto, que tremia os lábios e levantava - se, morrendo de medo de apanhar, mas Acamir bateu sem dó.
- Não, papai, pelo amor de Deus! - Dudu pedia a cada cintada que levava do pai. - O quê foi que eu fiz? - perguntou levando as cintadas e cada vez mais assustado com a idéia de estar levando uma tremenda surra do pai.
- Cale - se!!! - Acamir ordenou, mandando mais cintada, sem se arrepender e vendo o garoto reclamar de tanta dor que ele estava sentindo, era de cortar o coração...
E Olívia, por sua vez, sentiu uma violenta pontada no coração e Dorise, por sua vez, chorava a cada cintada que Dudu levava, e da sala dava para escutar tudo, Dudu chorando e pedindo "pelo amor de Deus" para que o pai parasse, e quanto mais ele chorava e pedia por "Deus", mais cintada ele levava...
Acamir, por sua vez, estava maltratando demais ao garoto, que nunca tinha apanhado na vida, e Dudu, por sua vez, levou muitas cintadas em todas as regiões do corpo e Dudu, por sua vez, até pulava de tanta dor que sentia, enquanto Olívia, por sua vez, sentia violentas fisgadas em seu pobre coração de mãe, e Dorise, por sua vez, chorava a cada cintada que o irmão levava e Acácio, por sua vez, se divertia, jantando na casa de Sonda...
- Não se afaste de mim não, seu moleque safado! - Acamir continuou a falar em tom ameaçador e dando muitas cintadas no pobre do filho, que chorava e gritava desesperado, de tanta dor que estava sentindo.
- Papai, por favor... - Dudu, por sua vez, soluçou nos joelhos do pai, quando Acamir ia dar a última cintada no filho. - Eu prometo o que o senhor quiser! - soluçou, beijando os pés do pai, que sentiu - se comovido com a reação do filho e parou de bater no garoto, deixando - o sozinho em seu quarto e o pior de tudo, machucado e ainda soluçando.
- Eu concordo, desde que você cumpra mesmo e sem titubear, hein? - bradou retirando - se do quarto do garoto e ainda voltando - se para olhá - lo furioso.
E depois que seu pai saiu do quarto, Dudu até caiu no chão e começou a chorar copiosamente, com raiva do Zinho, e de tudo o que havia acontecido com ele, depois dele próprio ter provocado Marion.
Acamir, por sua vez, olhou feio para a mulher e para a filha, que olharam surpresas para ele, e ainda com olhar de medo e foi para o quarto do casal, ao passo que as duas levantaram - se rapidamente e foram até o quarto dos garotos, ver como estava o pobre do Dudu, que havia apanhado injustamente, somente por causa da nojenta da Marion...
E Olívia, por sua vez, acabou ligando a TV do quarto dos garotos, para que o marido não importunasse mais e quando Acamir chegou na sala, também ligou à televisão, com o intuito de assisti - la e sem mais encher as paciências da sua pobre e infeliz família, já que havia feito o estrago mesmo, então... Não precisava mais preocupar - se com nada!
- Aonde foi a peste do Cacio? - Acamir perguntou colérico, enquanto Olívia, ainda com lágrimas nos olhos, pegava o filho que ainda estava largado no chão, e o colocava em cima da sua cama, observando também as marcas das cintadas que o marido havia deixado no filho e Dorise, por sua vez, ainda chorava copiosamente, sentada na cama de Acácio, sem sequer ajudar a pobre da mãe.
- O Cacio foi dormir na casa do Sandro! - Olívia bradou de lá do quarto dos garotos, a fim de que o marido também escutasse.
- Sei! - Acamir meneou a cabeça em sinal positivo. - Qualquer dia desses, eu também pego esse maldito e dou uma violenta surra nele, porque eu já estou de saco cheio dele ir dormir na casa do Sandro, caramba! - continuou furioso e revoltado com o outro filho. - Se ele namora a Sonda, ele não tem nada que ir para a casa dela dormir e ainda dizer que dorme no mesmo quarto do primo! - continuou sorridente, levando a atitude do pobre filho na malícia. - O quê ele tem que fazer lá, Olívia? - Acamir continuou no mesmo tom de fúria, enquanto a mulher engolia em seco, preparando uma boa desculpa para dar ao marido.
- Dudu, levante - se! - Olívia ordenou, ignorando a reclamação do marido.
- Não, não toque em mim, mamãe! - Dudu pediu vendo que a mãe ainda queria ajudá - lo a levantar - se.
- Ele te bateu só por causa daquela peste daquela garota, Dudu? - Olívia perguntou com muita raiva, ao passo que Dudu ainda olhava para a cara da mãe. - Ele nunca levantou a mão para nenhum filho! - Olívia continuou no mesmo tom de fúria. - Olha só o que aquela peste demoníaca está fazendo com a nossa família! - continuou no mesmo tom de fúria, enquanto Dudu chorava copiosamente.
E ao levantar - se, Dudu foi direto para a sala cabisbaixo e Olívia, por sua vez, ficou de lá do quarto dos garotos, observando a ação do filho e com medo do garoto levar outra violenta surra.
- Prometo e juro, papai! - Dudu bradou, beijando seus dedinhos, enquanto o pai olhava surpreso para ele.
- Eu parei de te bater, garoto! - Acamir bradou ainda estúpido. - E o quê você ainda está fazendo aqui perto de mim? - Acamir continuou estúpido com o filho, que olhava para ele com carinho, mesmo depois da violenta surra que tomou, Dudu ainda o olhava com muito carinho, mas acabou recuando um pouco, com medo do que o pai podia fazer - lhe, devido à sua atitude estúpida e descontrolada.
- Eu vim prometer para o senhor, o quê o senhor quiser que eu faça! - Dudu continuou ainda nervoso, vendo que o pai ainda olhava feio para ele.
- Você promete nunca mais tirar uma com a cara dos outros, meu filho? - Acamir perguntou estúpido, mas com um ar de sorriso. - Porque foi por causa disso quê você apanhou! - continuou encarando ao filho, com desdém. - Agora você já sabe, aprontou com a cara de alguém, apanhou! - Acamir bradou ainda nervoso, enquanto Dudu olhava surpreso para ele.
- Eu prometo, papai! - Dudu bradou ainda humilde. - Nunca mais eu vou aprontar com a cara de ninguém! - Dudu bradou ainda chateado pela atitude impensada do pai, e ainda com medo de levar outra surra do pai, e Olívia por sua vez, olhava tudo da porta do quarto dos garotos, ainda apreensiva e com medo de mais uma revanche por parte do marido, contra seu pobre filho.

E a família toda recolheu - se para dormir, e logo depois, quando o casal já estava fechado em seu quarto, Olívia, ainda com medo da atitude impensada do marido, ensaiou as palavras que poderia abordar ao marido, no assunto da surra que ele deu no pobre e coitado do filho.
- Acamir, quê negócio feio foi esse? - Olívia perguntou com calma.
- Ah, deixe - me mulher! - Acamir bradou, largando o braço e com muita fúria. - Pelo menos eu não me peguei com ninguém na rua, não rolei no chão, não falei palavrão, simplesmente descontei a raiva que eu estava sentindo de você, em meu pobre filho! - Acamir continuou furioso com a mulher.
- O quê? - Olívia perguntou admirada. - Então, você bateu em meu filho, para descontar em mim? - Olívia, por sua vez, perguntou incrédula.
- Para você ver, Olívia! - Acamir bradou ainda furioso.
- Eu não estou acreditando no que eu estou ouvindo, homem! - Olívia bradou ainda nervosa.
- E nem eu acreditei quando a vi nessa situação, totalmente em frangalhos! - Acamir bradou furioso. - Eu só espero que a cara da Deda tenha ficado bem pior do que a sua, mulher! - Acamir continuou encarando Olívia, que bufou de raiva, já sabendo que se o marido fosse conferir, talvez não veria a metade do estrago que tinha na cara dela, na cara de Deda. - E ainda por cima a rua está totalmente suja de tomates e ovos, justo na porta da nossa casa! - Acamir continuou olhando feio para a mulher.
- Mas a culpa não foi minha! - Olívia continuou furiosa. - A culpa foi do filho dela que provocou o meu! - Olívia continuou no mesmo tom de fúria.
- E por acaso você pensa que o seu filho é um santo, Olívia? - Acamir perguntou ainda furioso com a mulher, que olhava surpresa para ele.
- Mas é claro que o nosso filho é um santo! - Olívia bradou na defesa do filho, enquanto Acamir gargalhava furioso. - O filho dela é uma peste e todo mundo sabe, o Dudu sentiu - se provocado por ele! - Olívia continuou na defesa do filho, enquanto Acamir, por sua vez, ria da cara dela. - E você nunca encostou um dedo em nenhum de nossos filhos! - Olívia reclamou nervosa.
- Por isso mesmo que eles estão muito saidinhos e mal educados, porque não tem mãe presente para aconselhá - los e explicar - lhes o que o pai aceita e o que o pai não aceita! - Acamir olhou feio para Olívia, que por sua vez, olhou surpresa para ele.
- E você só encostou o dedo no Dudu, por causa daquela peste daquela Marion, não foi? - Olívia perguntou furiosa, enquanto Acamir crispava os lábios de raiva da mulher.
- Mulher não faça isso! - Acamir bradou furioso com Olívia, que por sua vez, ficou surpresa. - Eu não fiz isso por ele ter xingado uma garota específica, eu fiz isso para educá - lo e já expliquei para ele, lá na sala, que não era para ele fazer mais isso com ninguém e ele me prometeu! - Acamir bradou ainda furioso, enquanto Olívia continuava olhando furiosa para ele.
- Tudo bem! - Olívia concordou por fim. - Eu vou fazer um esforço para acreditar na sua palavra! - Olívia bradou virando - se e cobrindo - se, enquanto Acamir ainda estava olhando furioso para ela.
- E você está insinuando alguma coisa de suspeita, Olívia? - Acamir perguntou, sem obter resposta da mulher que virou - se e ficou quietinha ali, virando - se do lado oposto ao marido e tentando dormir, ainda preocupada com o filho Dudu.

- O quê foi que aconteceu, mamãe? - Acácio perguntou, ao ver a cara triste da mãe, logo no outro dia, quando chegou em casa.
- Papai me deu uma surra por eu ter aprontado com a Marion! - Dudu bradou olhando chateado para Acácio, que olhou para ele surpreso e de boca aberta, pois o pai nunca havia encostado o dedo em ninguém.
- Mas ele fez isso mesmo, Dudu? - Acácio perguntou desacreditando na palavra do irmão.
- Fez e falou que vai dar uma surra em você também, se você continuar indo para a casa do Sandro, e que você não tem nada que ficar lá, se você namora a Sonda! - Dorise bradou, encarando Acácio que ainda olhou incrédulo para ela.
- É verdade mesmo, Dudu? - Acácio perguntou, não acreditando nas palavras da irmã.
- Eu disse com as mesmas palavras do pai, você não tem do que duvidar, porque até a mamãe pode confirmar! - Dorise apontou para a mãe, que meneou a cabeça positivo e ainda com os lábios crispados.
- Não acredito! - Acácio, por sua vez, meneou a cabeça em negativa, enquanto o irmão e a irmã olhavam surpresos para ele. - Agora só me faltava essa! - continuou chateado e até sentou - se. - Você apanhar por mexer com a Marion e eu apanhar por ficar lá jogando Atari com o meu primo, só porque eu e Sonda namoramos! - Acácio suspirou furioso.
- Dorise, eu só espero que dessa vez, você não saia contando por aí o que aconteceu em casa! - Acácio bradou olhando feio para a irmã, que deu um sorrisinho falso de como quem: "Eu não prometo nada!"
- Todo mundo sabe como você é, fofoca é com você mesma! - Dudu bradou furioso, enquanto Dorise continuava com aquele sorrisinho falso e não convincente dela, levantou - se, olhou ainda sorridente para os irmãos e foi para a sala telefonar, só que ninguém sabia dela, apenas ela, que ia amolar aos outros, logo cedo.
- Ih, cara, eu acho bom irmos atrás da nossa irmã! - Acácio levantou - se e Dudu, por sua vez, foi atrás do irmão, enquanto Olívia, por sua vez, preparava o café da manhã para que ela e os filhos pudessem ter um desejum mais tranquilo.
- É verdade! - Dudu levantou - se também e seguiu Acácio e os dois foram até a sala, bem de mansinho e começaram a escutar Dorise falando ao telefone.

- Você precisa de ver a surra que o meu pai deu nele! - bradou Dorise toda satisfeita, enquanto Olívia aparecia no beiral da porta, olhando feio para os dois filhos, com medo do que os filhos pudessem fazer com a sua filhinha querida.
- Desliga esse telefone, sua nojenta! - Acácio bradou, tentando tomar o fone da mão de Dorise, que lutava com ele, com toda força do mundo, e Dorise, por sua vez, começou a chorar para chamar a atenção da mãe, pois sabia que a mãe largava tudo e vinha correndo a seu favor e foi o que acabou acontecendo...
- Vá estudar a tabuada do cinco, garota! - Dudu bradou com raiva, enquanto Dorise olhava para ele de olhos arregalados. - Ou você pensa que eu não sei que você colou a tabuada do cinco na prova? - Dudu continuou olhando feio para a irmã que olhava furiosa para ele e ainda de lábios crispados.
- E como você sabe disso, Dudu? - Dorise perguntou com raiva.
- Alguém da sua sala me contou e eu também encontrei como prova, a sua cola bem nas minhas coisas! - Dudu continuou furioso com a irmã que logo calou - se. - E ainda estava bem perto do Atari do Cacio e você ainda apronta as coisas e não sabe nem esconder, pois estava com a data e escrito ainda... "Cola de matemática!" aí eu deduzi! - Dudu bradou com um sorriso sarcástico, enquanto Dorise olhava para ele com uma fúria tremenda e tamanha era essa sua fúria, que sentiu vontade de voar encima do irmão, mas sabia que perderia a briga, pois seu irmão era bem mais forte, aí ela seria mais uma a apanhar de Dudu, além do Zinho.
- E o quê a minha cola de matemática estava fazendo no meio das suas coisas, Dudu? - Dorise perguntou furiosa.
- Você quem deve saber, querida? - Dudu continuou sarcástico com a irmã que olhava furiosa para ele.
- Eu? - Dorise perguntou amarelando. - Eu não! - continuou sem graça, enquanto Olívia também olhava feio para ela.
- Tinha um monte de revistas minhas e do Dudu reviradas e estava lá, bem no meio das nossas revistas, e bem pertinho do meu Atari, e eu encontrei a sua cola ontem, porque eu levei o meu Atari para jogar com o Sandro, porque o dele ainda está no concerto! - Acácio bradou, vendo que Dorise ainda estava sem graça pela descoberta feita por Dudu.
- Então foi você que encontrou, Cacio? - Dorise perguntou ainda surpresa.
- Literalmente foi o Dudu, porque eu pedi para ele pegar o meu Atari! - Acácio explicou - se, vendo que Dorise ainda bufava de raiva.
- Tudo bem, então! - Admitiu Dorise cabisbaixa, ao passo que Olívia olhava desiludida para ela. - Eu faço tudo o quê vocês quiserem! - bradou ainda chateada e com medo de ser descoberta em seus erros ocultos.
- Bom, nós não contamos para ninguém da escola, sobre a sua cola da tabuada do cinco, se você não contar nada para ninguém da escola, que eu levei uma violenta surra do pai! - Dudu bradou, vendo que Dorise olhava furiosa para ele, entendendo o que o irmão queria dizer em relação ao recadinho que ele deu para ela.
- Tudo bem! - Dorise concordou com um sorriso falso e não convencendo muito bem aos irmãos. - Eu faço tudo o quê vocês disserem! - Dorise bradou ainda com aquele sorriso falso.
- Porque é muito feio não saber a tabuada do cinco, Dorise! - Acácio começou a falar, em tom de conselhos. - Porque quem não sabe a tabuada do cinco, também corre o risco de não sabe a tabuada do um! - Acácio bradou furioso, vendo que Dorise baixava a cabeça vermelha de vergonha.
E os dois retiraram - se e foram tomar o café da manhã, deixando Dorise sozinha na sala, ainda com o fone na mão e essa desligou - o rapidinho.

- A Dorise é safada! - Acácio concluiu vendo Dorise aproximar - se da mesa do café da manhã.
- O quê foi que aconteceu, Dorise? - Olívia perguntou, observando aos três filhos.
- Nada não, mamãe! - Dorise bradou cabisbaixa.
- É pelo fato de você ter colado a tabuada do cinco e seu irmão ter feito chantagem com você, minha filha? - Olívia perguntou, olhando feio para o filho.
- Também, mamãe! - Dorise bradou ainda chateada.
- Ah, o seu irmão fala demais, minha filha! - Olívia bradou, olhando feio para Acácio, que olhou surpreso para ela.
- Mamãe, a senhora não pode dar razão para Dorise, porque senão ela vai ficar mais safada do que ela já é! - Acácio bradou furioso, enquanto Olívia continuava olhando feio para ela.
- Peguem as vassouras que nós vamos lavar a frente da nossa casa, porque senão seu pai vai ficar mais furioso ainda comigo! - Olívia bradou, olhando feio para os três garotos que nada disseram, apenas seguiram o conselho dado pela mãe furiosa.
- Mamãe, o Cacio matou uma aranha! - Dorise bradou, vendo que o irmão estava pisando no chão e piscando para ela.
- Uma aranha? - Olívia perguntou arrepiando - se toda, pois morria de medo de aranhas.
- Mamãe, não precisa ter medo! - Acácio, por sua vez tranquilizou a mãe. - Ela já está morta e o velório dela vai ser amanhã! - Acácio brincou, vendo que a mãe olhava para ele com cara de medo e ainda com a vassoura na mão.
- Eu vi que tinha saído uma aranha da vassoura de bruxa que a senhora comprou, mamãe! - Dudu comentou, olhando sério para a mãe, que continuava com cara de medo.
- Sério? - Olívia perguntou preocupada, enquanto Dudu meneava a cabeça em sinal positivo. - Então eu nunca mais compro vassouras de bruxa! - bradou, soltando a sua vassoura de bruxa no chão.
- Pode deixar que eu limpo com a vassoura de bruxa, mamãe! - Dudu bradou sorridente, oferecendo - lhe a sua vassoura e pegando a vassoura da mãe que estava no chão. - Pois eu não tenho medo de aranhas, mamãe! - Dudu bradou sorridente e com um pouco caso da mãe.

- Acácio! - Sonda chamou - o ao vê - lo dirigindo - se ao portão da escola pronto para entrar.
- Olá! - bradou Acácio aproximando - se da prima, com um sorriso falso, enquanto ele queria arumar um jeito para sair fora dali.
- Acácio, aonde está Dudu? - Sonda perguntou, procurando o primo com os olhos.
- Por quê você quer saber do meu irmão, Sonda? - Acácio perguntou achando que Dorise já tinha aprontado com eles dois.
- Porque eu não o vi hoje! - Sonda bradou curiosa. - Mas por quê você está nervoso, Cacio? - Sonda perguntou na inocência.
- Está gripado, Sonda! - Acácio bradou, inventando uma desculpa não muito convincente para Sonda.
- Com gripe?- Sonda fez uma careta. - Mas o Dudu não falta nem quando chove canivete! - Sonda continuou admirada com a situação.
- Sentiu moleza no corpo e vontade de ficar em casa, Sonda! - Acácio, por sua vez bradou furioso pela curiosidade da prima que olhava surpresa para ele.
- Mentira, Cacio! - Sonda bradou toda sorridente. - Esse fato aí você está querendo encobrir! - Sonda continuou sorridente, enquanto Acácio, por sua vez, olhava feio para ela.
- Querendo encobrir o quê, Sonda? - Acácio perguntou estúpido.
- É que eu fiquei sabendo por um passarinho que ele apanhou do tio por causa da Marion, e eu queria saber de você se esse assunto é verdade mesmo! - Sonda bradou toda sorridente, enquanto Acácio, por sua vez, ficava vermelho.
- Dorise! - Acácio bradou entre dentes e com toda a raiva do mundo, enquanto Sonda continuava olhando toda sorridente para ele.
- Foi ela mesma que me contou, Cacio! - Sonda bradou animada, enquanto Acácio crispava os lábios de raiva da irmã fofoqueira.
- Além dela não saber a tabuada do cinco, ela ainda prepara cola para esconder em nossas coisas! - Acácio bradou, mostrando - lhe o papelzinho da cola de Dorise e Sonda, por sua vez, olhou surpresa.
- O quê? - Sonda perguntou olhando surpresa para o papelzinho que Acácio mostrava - lhe. - Cola da tabuada do cinco? - perguntou ansiosa e ainda surpresa. - Eu não acredito que a Dorise foi capaz de colar a tabuada do cinco na prova! - Sonda continuou surpresa pela burrice da prima.
E como Sonda falava bem alto, muita gente já comentava sobre o fato de Dorise ter colado na prova a tabuada do cinco!
- Mas como a Dorise te contou o fato, se eu não desgrudei dela um só minuto? - Acácio, por sua vez, perguntou, preocupado para a prima e namorada, que continuava surpresa com o fato de Dorise não saber a tabuada do cinco.
- Sei lá! - Sonda deu de ombros.
- Ou melhor... - Acácio pigarreou. - Eu só saí para tomar um banho! - Acácio bradou ainda furioso.
- Então, deve ter sido nessa hora, Cacio! - Sonda bradou ansiosa. - Ela me ligou e a nova empregada me chamou bem na hora que eu também estava indo para o chuveiro e eu fui atender ao telefone furiosa, pois eu estava nua em pêlo! - Sonda bradou com cara de safada, enquanto Acácio sonhava em ver a prima nua em pêlo, já que ela era a sua namorada e prima ao mesmo tempo! - E era a sua irmãzinha fofoqueira, com a notícia! - Sonda gargalhou feliz, enquanto Acácio, por sua vez, olhava furioso para ela.
- Mas de nada adiantou ela fazer a fofoca, porque trato foi trato! - Acácio bufou. - Ela fofocou e também recebe em troca, porque agora todo mundo vai comentar que ela não sabe nem a tabuada do cinco! - Acácio gargalhou maldoso e sendo acompanhado pela prima e namorada.
- E por quê o Dudu apanhou? - Sonda perguntou curiosa. - Não é pela mesma causa que eu estou pensando, é? - Sonda perguntou curiosa, enquanto Acácio engolia em seco.
- Sonda, eu não estava lá, eu estava jogando Atari com o seu irmão! - Acácio bradou, olhando sério para a prima. - Portanto, eu não sei a causa, mas eu ouvi dizer, pela mesma boca que te disse, que o Dudu apanhou do meu pai, porque ele bateu no Zinho, por causa da Marion! - Acácio explicou para Sonda, que olhou furiosa para ele.
- Eu não acredito! - Sonda fez gesto de murro. - Essa garota me paga! - bradou furiosa, enquanto Acácio olhava para ela, assustado, e nisso Marion passou e ela olhou furiosa para a garota que estava acompanhada de Rafaela, que ainda olhou para trás. - Mas o tio foi longe demais em bater no Dudu, por nada! - Sonda bradou bem alto para provocar a garota, que nem tampouco importava - se com ela e bufou ao ver que foi ignorada por Marion. - Tudo por causa daquela nojenta! - Sonda continuou falando alto, para provocar Marion, que nem se quer importava - se com o que estava acontecendo.
- Sonda, você não acha que o ódio entre as nossas famílias não está muito forte? - Acácio perguntou, olhando sério para Sonda.
- O quê? - Sonda perguntou exaltada. - Acácio, eu não estou acreditando em você! - Sonda continuou exaltada.
- Mas por quê não, Sonda! - Acácio bradou também exaltado com a prima. - E esse ódio, esse ódio tem que terminar, Sonda! - Acácio bradou ainda exaltado, enquanto Sonda olhava para ele sem graça e furiosa com a atitude do primo, enquanto Acácio, por sua vez, olhava para Marion com ternura e Sonda olhava furiosa para ele.

- No mínimo a Sonda estava falando de você, porque quando nós passamos, ela falou bem alto, em tom de provocação! - Rafaela começou a falar, em tom de cochicho, enquanto Acácio continuava olhando para ela.
- Deixa para lá, porque não vale a pena, Rafaela, e se eu fosse você nem olhava para ela! - Marion, por sua vez, aconselhou a garota, ainda com medo de Sonda aprontar confusão com ela.

- Eu não acredito, Acácio, eu não acredito! - Sonda meneou a cabeça em negativa, obsservando ainda o primo e namorado, saindo de perto dela, sem nada dizer. - Coitado do Dudu! - Sonda continuou resmungando alto, sem que Acácio a ouvisse, pois ele já tinha retirado - se a tempo. - Agora ele vai ser chacota de todo mundo só porque apanhou do meu tio, por culpa de uma desgraçada de uma Fontanni! - Sonda bradou, vendo Nina bem pertinho dela.
- Como é que é? - Nina perguntou, olhando assustada para Sonda.
- É isso mesmo que você ouviu! - Sonda, por sua vez, olhou furiosa para Nina, que olhava sorridente para ela. - Já que todo mundo vai ficar sabendo mesmo, então, que você saiba logo disso de uma vez! - Sonda olhou furiosa para a garota, que oferecia - lhe um sorriso amarelo e totalmente sem graça.
- Nossa, o lindinho do seu priminho apanhou do pai dele, por causa da maldita da Marion? - perguntou Nina sorridente.
- Como é que é, Sonda? - Eleomara perguntou, olhando furiosa para Sonda. - Por quê você contou para ela primeiro e não para mim? - perguntou Eleomara, aproximando - se das duas, furiosa.
- É que a Nina chegou primeiro do que você, Eleomara! - Sonda bradou ríspida. - Mas eu ia te contar primeiro, e a Nina chegou bem na hora errada! - Sonda replicou, olhando feio para Nina, que por sua vez, ainda ficou olhando surpresa para ela.
- Você está vendo o quê você fez, Nina? - Eleomara perguntou furiosa, enquanto Nina a olhava sorridente e feliz da vida, porque tinha provocado toda aquela situação.

E no dia seguinte, Marion estava a caminho da escola, quando viu um carro importado e novo, e de último tipo, buzinar, e até assustou - se com aquele carro novo aproximando - se dela.
Quando ela olhou dentro do carro, era Acamir!
O bondoso homem que gostava muito dela e a ajudava muito quando a via...
E a vontade de Marion era pedir para o bondoso homem falar com Dudu, para ele parar com aquilo tudo que ele fazia com ela, fazia até as pessoas rirem dela, quando ele falava daquele jeito com ela!
- Marion, por favor, entre aqui, que eu te levo para a escola! - ordenou Acamir abrindo a porta do carro para que a bela garota entrasse em seu carro luxuoso.
- Não, obrigada! - Marion rejeitou, observando que a porta do carro já estava aberta, e já sabia que não podia entrar no carro daquele homem porque sua família jamais aprovaria, inclusive Fred e sua mãe.
E ainda ela sabia quais eram os perigos em aceitar caronas dos alheios, ainda mais a carona de um Sandolli!
- Olha, eu sei que você tem medo de pegar caronas, porque a sua família deve ter lhe explicado todos os prós e os contras de uma carona! - Acamir começou a falar preocupado. - E eu sei que você tem medo, mas eu não vou lhe fazer mais algum. - Acamir continuou sorridente. - Eu tenho novidades! - mentiu, mexendo as sobrancelhas e Marion, por sua vez, nem se importou com as tais novidades que o bondoso homem tinha para contar - lhe.
Mesmo o coração de Marion acelerando - se por ouvir a palavra "novidades", ela titubeou, e não entrou no carro do bondoso homem.
E depois pensou em entrar no carro do bondoso homem, mas pensou rapidamente, que Fred poderia aparecer por ali ou até mesmo a sua mãe falar um monte para ela, ou até bater nela, em frente ao bondoso homem.
- Eu estou ficando atrasada! - Marion reclamou sem pensar e começou a andar e a pensar que jamais poderia mal tratar aquele bondoso homem, que sempre conversava com ela e dava - lhe bastante conselhos, sempre atencioso, querendo ajudá - la.
- Melhor ainda, em menos de cinco minutos, estamos na escola! - Acamir bradou sorridente. - O quê você acha, hein? - o homem piscou - lhe com um sorriso tentador e Marion, por sua vez, também sorriu para ele, e toda feliz, e sem pensar, pulou no carro do bondoso homem, e assim fechou a porta e o homem começou a dirigir, todo satisfeito e feliz com a atitude da garota. - Isso é que é ser uma boa garota! - Acamir comentou sorridente e Marion, por sua vez, ficou morrendo de medo, e mal colava a bunda no banco de couro do carro do bondoso homem, de medo dela aprontar alguma coisa errada com ela, ainda mais por ele ser um Sandolli.
- E por acaso o senhor pensou que eu não iria aceitar sua carona? - Marion perguntou sorridente, ainda sem colar a bunda no banco de couro do carro de luxo do bondoso homem...
- Eu sabia que você aceitaria a carona, minha filha! - Acamir, por sua vez, sorriu para ela. - Você é uma boa garota e uma boa garota não rejeita caronas de pessoas que só querem o seu bem! - continuou simpático, sorridente e feliz.
Homem alto, que aparentava ter seus quarenta anos, de cabelos lisos, olhos castanhos claros, alvo, gordo, sempre sorridente, amável e gentil com as pessoas, só deixava para explodir em casa, com a família, é claro!
No mais, era um bom homem, não gostava de bater em ninguém, em geral, ele detestava brigas!!!
- Eu dei uma tremenda surra em meu filho, Marion! - Acamir, por sua vez, começou a falar para a garota, que já sabia da situação, por cima. - E nunca mais o Dudu vai mexer com você! - bradou, piscando para a garota. - E nunca mais o Dudu vai mexer com você! - bradou sorridente. - Pelo menos foi isso que ele me prometeu, agora, eu não sei se foi para eu parar de bater nele ou se ele foi realmente sincero! - Acamir sorriu feliz. - Mas eu vou tentar confiar nele! - continuou sorridente e coçando a cabeça nervoso.
- Será que essa foi a novidade que o senhor queria me contar? - Marion perguntou mais aliviada com a notícia maravilhosa dada pelo homem. - Mas será que ele vai cumprir mesmo o que ele prometeu, seu Acamir? - Marion perguntou ansiosa.
- Se ele não cumprir, eu acabo com a raça dele! - Acamir bradou nervoso. - Ai dele, se ele descumprir com o prometido! - Acamir bradou ainda furioso com o que Marion havia perguntado.

- Ah! - Marion suspirou, louca para perguntar de Acácio. - Mas é essa a novidade que o senhor veio me contar? - Marion perguntou insistente.
- Sim, era essa a novidade que eu tenho para te contar! - Acamir bradou, parando o carro em frente à escola, para deixar a garota feliz e sorridente, toda corada.
- Tudo bem, então! - Marion bradou feliz com a notícia, pelo menos não teria que suportar Dudu mexendo com ela.
- Depois da surra que eu dei nele, eu duvido que ele venha a mexer com você novamente! - Acamir, por sua vez, bradou ansioso por estar dando essa notícia para a garota.
- Por quê o senhor me protege tanto, seu Acamir? - Marion perguntou curiosa, enquanto o homem ficava mudo e engolindo em seco.
- Porque eu te quero bem, Marion, só isso! - Acamir respondeu encabulado e passando a mão pelos cabelos sedosos da garota sorridente e encabulada.
- Mas o senhor bateu em Dudu por minha causa mesmo, seu Acamir? - Marion perguntou, olhando surpresa para o homem bom.
- Olha Marion, eu gosto muito de você, te quero muito bem e não admito que filhos meus e sobrinhos, mexam com você! - Acamir bradou sério e encarando Marion, que, por sua vez, ficou surpresa com o que o homem lhe disse. - E se alguns deles mexer com você, é só você me dar um toque que eu venho correndo te defender! - Acamir continuou olhando para a garota, que não conseguia entender o "porque" daquilo tudo e recebeu um papelzinho da mão do homem, e logo abriu e olhou - o, verificando que ali tinha um número de telefone.
- E por quê o senhor gosta tanto assim de mim, seu Acamir? - Marion perguntou com curiosidade, enquanto o bondoso homem sorria, de tão nervoso que estava.
- Há coisas que nós não podemos revelar ainda Marion! - Acamir bradou sorridente e Marion, por sua vez, olhou surpresa para o homem, que olhou sério para ela.
- Sendo assim, o senhor me deixou mais confusa ainda! - Marion bradou, olhando surpresa para o homem, que ainda engolia em seco, enquanto Marion já sabia que por trás daquilo tudo, tinha um segredo, e um segredo muito forte!
- Agora eu tenho que ir, Marion! - Acamir bradou, observando a garota mais a vontade em seu carro. - Você está indo bem na escola, Marion? - Acamir perguntou curioso, enquanto Marion olhava assustada para ele e temia em falar - lhe a verdade, somente a verdade.
- Não, seu Acamir, eu acho que vou acabar repetindo de ano! - Marion bradou assustada e ainda com medo do que poderia acontecer - lhe.
- Repetir de ano? - Acamir discriminou, olhando feio para Marion que até arrepiou - se de tanto medo que ficou do bondoso homem. - Mas você já repetiu um ano, Marion! - continuou com o olhar reprovador. - Estude garota, estude! - Acamir continuou impaciente com Marion, que ainda olhava incrédula com a preocupação súbita do homem, sendo que nem seu pai preocupava - se tanto com seus estudos, assim, como aquele bondoso homem estava se preocupando agora! - Você quer algum dinheiro, Marion? - perguntou com a mão no bolso e a garota olhava sempre atenta para todas as atitudes do homem bondoso.
- Não, eu não preciso de dinheiro não! - Marion respondeu ríspida, enquanto Acamir, por sua vez, olhava ofendido para ela, mas mesmo assim, ela foi obrigada a aceitar o dinheiro dado pelo bondoso homem, pois ele a forçou, colocando - lhe o dinheiro nos vãos dos dedos de Marion e essa, por sua vez, teve cuidado com as notas para que elas não escapassem mais de suas mãos, sob o enorme sorriso do homem e assim, ela saiu do carro, despreocupada, sem temer a ninguém que pudesse descobri - la.

- Então, valeu aí, cara! - bradou Fred cumprimentando Sandro, ainda na porta da escola e os dois estavam prontos para entrar também.
- É, mas o ano que vem, nós vamos dar de dez, cara! - Sandro bradou feliz e ansioso.

- Agora, me dá um beijinho! - Acamir bradou, segurando - lhe pelo braço, enquanto Marion voltava - se surpresa e temendo ter que dar um beijinho naquele bondoso homem e ele acabar beijando - lhe a boca.
E Marion, por sua vez, deu - lhe um beijinho inocente no rosto e retirou - se rapidamente do carro, toda feliz e saltitante e já com o dinheiro no bolso da sua calça.

- Olha lá, cara! - Fred bradou surpreso, ao ver a sua irmã saindo de um carro de luxo.
- Aonde? - Sandro perguntou, procurando com os olhos, menos olhando para onde o garoto apontava, pois sabia que o carro de luxo, que Fred apontava, era o carro do seu tio Acamir, que estava estacionado bem na porta da escola, enquanto Marion descia de dentro dele, toda feliz e radiante.
- Ali, cara, no carro do seu tio! - Fred continuou furioso, vendo que Sandro estava fazendo - se de besta.
- Cara, é mesmo!!! - Fred bradou, vendo que não tinha mais jeito de negar que também estava vendo a cena. - E o pior é que ela deu um beijinho no rosto do meu tio Acamir! - Sandro bradou ainda admirado com a situação grotesca que ele ainda estava vendo.
- Vamos até lá, acabar logo com essa putaria? - Fred perguntou nervoso e fazendo menção em ir até o carro do tio de Sandro, mas esse, por sua vez, segurou com muita força no pulso de Fred, que, por sua vez, voltou - se totalmente assustado.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O Medo...

E quando eles chegaram no meio da roda, Acácio, por sua vez, não acreditou no que estava vendo, e até apertou a mão de Bunnie, tamanho o nervoso que sentiu, e Bunnie, por sua vez, adorou a situação, pois Acácio protegia - se, segurando em suas mãos.
Sua mãe estava rolando no chão com a mãe de Bunnie, que ficou totalmente desesperada com a cena que via... Duas mulheres engalfinhando - se no chão, parecendo até duas cadelas no cio...
- Mãe!!! - bradou Acácio, desesperado com a cena que via. - Páre com isso, pelo amor de Deus! - continuou apavorado com o que via e tentou agarrar na roupa da mãe, mas sem sucesso, pois Claudete o puxou, para que ele não fizesse nada para detê - las e deixasse assim, as duas mulheres se resolverem.
- Deixe - as! - Claudete bradou ainda nervosa, enquanto Acácio olhava assustado para a tia.
- Tia, a senhora vai deixar a minha mãe se matar ou matar a dona Deda? - Acácio, por sua vez, ficou olhando para a tia que também olhou furiosa para ele e olhou também para Bunnie, que continuava apavorada com a situação que se seguia.
- Não, pelo amor de Deus, pelo amor de São Vito, párem com essa baixaria! - Bunnie bradou num sotaque italiano e com a mão na cabeça, em sinal de apavoramento, enquanto Acácio, por sua vez, olhava encantado para a bela garota.
Sonda e Dudu passaram pela roda, com muito sufoco e chegaram ao meio muito ofegantes e ninguém separava as duas mulheres que estavam se engalfinhando no chão e grunhindo com muita fúria.
- Mamãe! - Sonda chamou a mãe ofegante. - O quê está acontecendo? - continuou perguntando nervosa, sem ao menos perceber a Bunnie, ao lado de seu namorado.
- Sonda! - Dudu bradou ainda assustado e de olhos arregalados, ao ver que era sua mãe que estava brigando. - Uma catástrofe! - continuou nervoso, enquanto Sonda olhava surpresa para ele. - Venha ver! - continuou, puxando Sonda, desanimado, e quase querendo chorar.
- Não! - Claudete gritou, chamando a filha, que ia aproximando - se das duas mulheres que estavam brigando. - Ela vai para casa estudar! - Claudete interviu, olhando feio para a filha, que olhava surpresa para a mãe. - Ela vai para casa estudar, porque ela não está indo bem na escola, ao contrário de você e de seus dois irmãos! - Claudete apontou furiosa para a filha, que também olhou furiosa para ela.
- Sinto muito, mamãe, você não mandou em mim o tempo todo e não é agora que você vai mandar! - Sonda retrucou, deixando a mãe espantada e pegou na mão do primo, que ainda estava apavorado com a situação e foi até o meio da roda, onde as duas mulheres ainda estavam brigando.
- Não, eu não acredito no que está acontecendo! - Sonda bradou colérica, ao ver as duas mulheres já de pé, ainda retalhadas pela briga.
- Pelo amor de São Vito! - Bunnie continuou apavorada e ainda de mãos dadas com Acácio que chorava apavorado com a situação, enquanto Sonda olhava feio para a garota, e seu olhar era aquele de quem ia matar e Bunnie, por sua vez, nem se importava, Acácio chorava apavorado e ela também estava apavorada com a situação que se seguia.
- Eu não acredito no que está acontecendo! - Sonda bufou furiosa. - Mas isso tudo é por culpa da porca da Marion, eu juro que amanhã ela me paga!!! - Sonda bradou entre os dentes e ainda olhando feio para Bunnie, que nem estava se importando com a situação. - Você está ouvindo o que eu estou falando, Dudu? - Sonda perguntou ainda apavorada, enquanto Dudu respondia com um aceno positivo de cabeça.
- Você vai começar uma briga com a Bunnie? - Dudu perguntou, contemplando os dois de mãos dadas, enquanto Sonda olhava furiosa para a garota oferecida.
- Daqui a pouco, deixa acalmar a situação aqui, entre a sua mãe e a mãe dela, que depois nós vamos conversar bem alto e em bom tom, sobre essa maldita dessa situação! - Sonda bradou furiosa e olhando feio para a garota, que chorava feito uma vaca louca.
- Acácio, pelo amor de São Vito, eu vou desmaiar, e você vai me segurar, porque eu nunca vi mamãe metida em baixaria assim, desse jeito! - Bunnie continuou chorando sem parar e olhou para Sonda, que continuava olhando furiosa para ela.
- Pois desmaie! - bradou Sonda, indo para cima da garota, que olhou surpresa para ela.
- Sonda! - Claudete chamou a filha, ao pressentir o que estaria por vir. - Ai meu Deus, outra confusão não! - bradou preocupada e percebendo o que a filha iria fazer contra a outra garota.
- Solta o meu namorado agora, sua vagabunda! - Sonda bradou furiosa e com os lábios crispados de raiva da garota, que olhava para ela com um sorriso provocante, pois tinha parado de chorar. - Eu vou desmanchar esse seu sorriso de piranha! - Sonda bradou, acertando um violento tapa na cara da garota, que com o impacto, foi ao chão e assim, soltou da mão de Acácio, que olhou surpreso para ela e Sandro por sua vez, a pegou do chão e a amparou, ainda sob os olhares furiosos de sua irmã Sonda. - E se você não tem possibilidades de arrumar um namorado, não encosta as suas barbatanas de piranha encima do meu namorado não! - e todos que estavam prestando a atenção na briga entre as duas mulheres, já prestavam a atenção na briga entre as duas garotas.
Bunnie ficou lá ainda chorando, e sendo amparada por Sandro, que resolveu deixá - la ali para amparar a tia que ainda olhava furiosa para Deda.
- Sonda, minha filha, pelo amor de Deus, eu pensei que você fosse criar outro caso! - Claudete bradou ainda olhando feio para a filha que nada respondeu.
- Eu só não criei caso, mamãe, porque ela não criou, porque se ela tivesse criado, aí sim, a coisa ia ficar feia! - Sonda continuou olhando feio para Bunnie, que nada dizia, pois tinha levado a pior.
E a briga já ia começar novamente, porque Olívia foi logo dando uma rasteira em Deda, vendo que Deda devolvia novamente, pois a confusão já tinha acabado, mas Olívia queria continuar com a briga, e Olívia, por sua vez, que era mais pesada, foi ao chão e Deda, com mais vantagem, pulou encima de Olívia e as duas começaram a briga novamente, enquanto Bunnie e Dorise começaram a gritar e a chorar feito duas loucas de pedra.
- O quê está acontecendo aqui? - Zinho perguntou entrando no meio da roda com tudo e levantando a mãe que estava encima de Olívia, enquanto a última, por sua vez, levantava - se sozinha.
- Tudo por culpa do assaltante do Zinho! - bradou Olívia, olhando feio para o garoto que olhava de olhos arregalados para ela, que também estava lambusada de ovos e tomates, fora os arranhões e beliscões que tomou da mulher gorda, mas também devolveu e os devolveu bem devolvidos.
Mas Olívia estava bem pior, além do banho de ovos e tomates, ela trazia as roupas bem surradas e rasgadas, com o rosto todo arranhado e ensanguentado e logo Zinho constatou com um enorme sorriso, que estava vingado de Dudu, pela sua mãe, e olhou sorridente para Dudu, que por sua vez, fechou a cara para ele.
E Deda, por sua vez, só trazia a blusa rasgada e um pedacinho da bermuda também, pela violência dos chutes de Olívia.
- E você tem filhos insuportáveis e metidos a rico, que ninguém do bairro os suporta! - bradou Deda olhando com ódio para a mulher e pensando que estiva pior do que ela.
- Pelo menos os meus filhos são inteligentes! - Olívia bradou ainda furiosa com Deda, e sentiu uma coisa quente escorrendo por sua face, mas achou que fosse o suco do tamate que Deda havia tacado nela, no calor da briga, e jamais pensou que fosse sangue.
- E daí? - Deda deu de ombros, ainda furiosa com Olívia. - Os meus filhos podem ser o que for, mas não precisam da mamãezinha para defendê - los! - Deda continuou furiosa com a mulher, que olhava sarcástica para ela. - Porque eles sabem muito bem se defender, ao contrário dos seus, Olívia! - Deda continuou furiosa, vendo que Olívia olhava provocante para ela, e essa última, sentiu vontade de bater mais ainda na mulher gorda.
- É mesmo? - Olívia bradou com pouco caso. - Mas que interessante! - continuou fazendo pouco caso da outra mulher. - Você cria um futuro assaltante e uma futura prostituta! - Olívia continuou no mesmo tom de fúria, sob os olhares furiosos de Deda.
- Olha aqui, dona Olívia, tudo menos isso! - Deda apontou o dedo na cara da mulher, que olhava para ela com um enorme sorriso sarcástico. - Fale de mim e não dos meus dois filhos! - continuou furiosa com a outra mulher, que olhava para ela com sarcasmo e nem tampouco incomodando - se com a fúria da rival.
- "Tudo menos isso", o quê? - gritou Sonda aproximando - se ao ver que a tia iria continuar a discussão e logo Deda amarelou, vendo que Sonda havia entrado na discussão.
- Ninguém aqui, está falando com você, Sonda! - bradou Bunnie, indo para o meio da roda, sem medo algum de Sonda, que por sua vez, ficou olhando furiosa para a garota que resolveu enfrentá - la naquele momento.
- Mas eu estou falando com a sua mãe, Bunnie! - Sonda bradou furiosa, enquanto a garota olhava no mesmo tom para ela. - E desde quando você entra na roda para interromper a discussão entre a minha tia e a sua mãe? - Sonda segurou nos braços da garota, com muita fúria, enquanto essa a encarava também no mesmo tom de fúria.
- E então, por quê você está defendendo a sua tia, se eu não posso nem defender a minha mãe? - Bunnie soltou - se de Sonda, ainda indignada com a situação que ela estava vendo a sua mãe passar. - E desde quando a sua tia pode falar assim da gente? - Bunnie perguntou, ainda indignada com a situação.
- Desde já! - Sonda bradou ainda furiosa. - Você se dói, não gosta que ninguém fale da sua profissão, não é, Bunnie? - Sonda perguntou sarcástica, enquanto Bunnie olhava furiosa para ela.
E todos os presentes já não prestavam mais a atenção na discussão, entre as duas mulheres, agora prestavam a atenção na briga entre as duas garotas, ao passo que as duas mulheres olhavam preocupadas com as duas garotas.
- E você também não pode falar nada sobre isso, Sonda! - bradou Bunnie devolvendo para Sonda.
- Mas eu sou de um garoto só e você que é de tantos? - Sonda bradou, olhando sério para Acácio, que acabou fazendo uma cara estranha. - E você ainda pede dinheiro para os caras, que aceitam aos seus favores, apenas para se manter e ainda por cima tenta roubar os namorados das outras! - Sonda continuou furiosa com a garota, que estava do mesmo jeito que ela. - Os garotos desse bairro, já sabem como você é, por isso que você não consegue os namorados que você quer roubar das outras! - Sonda continuou furiosa com a garota, que olhava para ela boquiaberta, e para a surpresa de Sonda, Bunnie acertou um violento tapa na cara dela, que por sua vez, foi para cima de Bunnie, atacando com violentos tapas, beliscões, e Bunnie, por sua vez, também reagia, devolvendo - lhe também os violentos tapas e beliscões.
E enquanto Claudete estava apavorada pelo fato de a filha estar brigando na rua, Acácio dava violentas gargalhadas no meio da rua e muita gente achava estranha essa atitude do garoto.
- Acácio! - Claudete chamou - o ainda nervosa. - Separe - as! - ordenou, vendo que o garoto nem se importava com a briga entre as duas garotas.
E Acácio, por sua vez, obedeceu a tia, e acabou por separar a briga entre as duas garotas, que estavam tentando uma derrubar à outra no chão, junto com seu primo Sandro, que sempre separava as brigas dos outros.
E as duas mulheres começaram a brigar novamente, causando um caos total na rua, ao passo que as duas garotas ainda viam a suposta briga entre as mulheres ainda ofegantes, pois tinham acabado de brigar.
E ao perceber que estava acontecendo alguma coisa errada, Sandro foi ate o meio da roda, todo assustado, pois estava com medo do negócio ter virado contra a sua mãe.
- Será que elas estão brigando novamente? - Acácio perguntou apavorado, e deixando as duas garotas paradas, uma de frente para a outra.
- A Sonda e a Bunnie já brigaram e agora a minha mãe novamente com a dona Deda! - Acácio reclamou acompanhando ao primo que ia para o meio da roda, tentar separar a mãe e a vizinha.
- Então vamos separá - las, cara! - Sandro bradou assustado, enquanto Acácio também o seguia.
Acácio e Sandro foram separar as duas mulheres, que já estavam no chão novamente, brigando.
E um agarrou na cintura gorda de Olívia e o outro, agarrou na cintura gorda de Deda e Zinho, por sua vez, somente para garantir, que as duas não se pegassem novamente, acabou enfiando - se no meio das duas, arriscando a tomar uns bons tapas, mas de nada adiantou, pois acabou levando tapas das duas mulheres que tentavam estapear - se novamente.
- Mamãe, amanhã a Marion me paga! - Sonda olhou furiosa para a mãe, que olhava surpresa para ela.
- Não se preocupe, minha filha, porque amanhã, essa garota aí não vai mexer com você! - Claudete bradou, não entendendo a quem Sonda estava se referindo.
- Não, não é de Bunnie, que eu estou falando, mamãe, eu estou falando da Marion! - Sonda bradou entre dentes, enquanto Claudete olhava surpresa para ela.
- Minha filha, não vá brigar novamente! - Claudete aconselhou, ainda nervosa, e Sonda, por sua vez, não deu ouvidos para os conselhos da mãe, pois sabia que a mãe só queria o seu bem, mas ela queria era quebrar a cara de Marion, assim como ela tinha quebrado a cara de Bunnie.
E Claudete, por sua vez, foi para o meio da rua, não suportando mais o que estava acontecendo entre as duas mulheres, foi lá tirar Zinho, que apanhava das duas mulheres, feito um louco, e dava risadas, pois os tapinhas que davam nele, para ele, não doiam e até Dudu foi ao meio da roda, para tentar acabar com aquela maldita briga entre as duas mulheres.
- Sua desgraçada! - bradou Olívia ainda debatendo - se e tentando soltar - se do filho, que a segurava com muita força, pois já não aguentava mais, pelo peso da mãe.
- Desgraçada é você, que não sabe nem educar aos seus filhos! - bradou Deda também debatendo - se e tentando soltar - se de Sandro, que praticamente era levado pela mulher, de um lado a outro, afinal de contas, eles não tinham força de homens adultos, pois eram apenas garotos.
- Mamãe, vamos entrar, porque o pai já está para chegar e ele não vai gostar dessa situação! - Acácio, por sua vez, tentou aconselhar a mãe que ainda debatia - se nervosa pela situação, na qual se encontrava.
E Dorise, por sua vez, já tinha pegado a chave que havia caído no chão, por causa da briga, e abriu o portão de casa, enquanto Acácio, por sua vez, tentava puxar a mãe para dentro, a fim de acabar logo com aquela briga, ao passo que as pessoas, aos poucos, iam dispersando - se por causa do término da briga entre as duas mulheres e ainda por cima saíam comentando sobre a briga entre as duas mulheres.
E enfim, Deda foi para sua casa, com seus dois filhos, Bunnie e Zinho, que ficaram curando suas poucas ataduras.
- Ai, meu Deus, como arde! - reclamou Deda, sentada na cadeira da cozinha, ao passo que os filhos curavam suas poucas ataduras.
- Como começou essa briga, mamãe? - Bunnie perguntou mais calma, limpando os machucados da perna da mãe, que reclamava da dor com muita raiva.
- Foi a Olívia quem começou, eu a convidei para vir aqui amanhã à noite, mais agora eu nem sei como eu vou fazer! - Deda bradou desanimada, enquanto Bunnie sorria, compreendendo a situação pela qual a mãe estava passando.
- Não se preocupe não, mamãe! - Bunnie bradou amável, enquanto a mãe olhava satisfeita para ela. - Isso passa e o ano que vem, quando eu fizer aniversário novamente, a senhora me dá outra festa! - Bunnie continou sorridente e feliz, enquanto Deda olhava surpresa para ela. - E a senhora não precisa nem ficar nervosa, pois eu dou um jeito, no domingo, eu vou à matinê da Toco, com algumas amigas e está tudo resolvido! - explicou Bunnie, deixando a mãe mais satifeita e mais calma.
- O Dudu mexeu com a Marion novamente, e eu, como sempre, a defendi, discutimos e eu deduzo que foi o Cacio quem acabou contando para a mãe dele, porque só tinha ele e o Sandro ali, separando a nossa suposta briga! - Zinho comentou chateado, enquanto a mãe e a irmã olhavam supresas para ele.
- Pelo amor de Deus, Zinho, estude e páre com essas briguinhas! - Deda bradou com lágrimas nos olhos e Zinho, por sua vez, só olhava para a mãe, que estava naquela situação, e o seu coração até doeu e ele nunca aprendia mesmo!
- É sim, Zinho, e foi por sua culpa que a nossa mãe entrou nessa baixaria! - bradou Bunnie, olhando furiosa para o irmão que não gostou dela ter se metido no meio da conversa entre ele e a mãe.
- Cale - se, Bunnie! - Zinho bradou ainda furioso com a irmã que olhava incrédula para ele. - Você também rolou na rua com a Sonda, por causa do Cacio, o namorado dela! - Zinho continuou furioso com a irmã dele, que continuava olhando incrédula para ele. - Ou você pensa que eu não te vi de mãos dadas com ele? - Zinho a condenou com o olhar acusador, ao passo que Bunnie olhava para ele boquiaberta.
- É, mas a mãe não brigou por minha causa! - Bunnie bradou sarcástica, indo para o seu quarto, ainda furiosa, ao passo que Zinho também ficou furioso com a atitude da irmã.
- E daí que ela não brigou por sua causa, Bunnie? - Zinho bradou furioso, e querendo continuar a discussão com a irmã, que voltou - se furiosa.
- Você só sabe defender aquela garota horrorosa! - Bunnie voltou - se e colocou a sua cabeça na porta do seu quarto, ainda furiosa com o irmão.
- Garota horrosa, não! - Zinho bradou com o dedo para cima. - A Marion é uma coitada, que todo mundo mexe com ela! - Zinho continuou furioso com a irmã.
- E daí? - Bunnie deu de ombros. - Ela tem irmão e não precisa de você para defendê - la! - Bunnie continuou furiosa.
- Tem irmão, mas o irmão dela não é de nada não, porque ele não a defende e nem nunca a defendeu! - Zinho continuou furioso com a irmã.
- E você quer fazer as vezes do Fred, Zinho? - Bunnie continuou furiosa com o irmão que olhava incrédulo para ela. - Ao invés de você me defender, você a defende? - Bunnie continuou furiosa com o irmão.
- Ah, você está com ciúmes! - Zinho bradou sorridente, enquanto Bunnie continuava furiosa com ele.
- Não, não se trata de ciúmes, Zinho! - Bunnie continuou no mesmo tom de fúria. - Se trata de bom senso! - Bunnie continuou furiosa e olhando para o irmão.
- Defender você do quê, Bunnie? - Zinho perguntou às gargalhadas. - Das garras dos caras que querem sair com você? - Zinho continuou às gargalhadas, ao passo que Bunnie olhava para ele de lábios crispados e fechando a porta atrás de si, em seu quarto.

Enquanto isso, Sonda curava as ataduras da tia, que chorava copiosamente e Dudu e Dorise, choravam histericamente, por causa da situação pela qual a mãe estava passando.
- Foi tudo por minha culpa, mãe! - Dudu continuou choramingando. - Perdoa - me, mamãe! - Dudu bradou, humilhando - se diante da mãe que olhava para ele com o olhar de misericórdia, enquanto Dudu levantava - se e ia até a cozinha, sob os olhares de Acácio, que também estava sentindo - se culpado por ter contado o fato à mãe da suposta briga entre o irmão e Zinho, mas ele não sabia o que fazia, se contava ou não, porque se ele não falasse, no mínimo Dorise falaria, já que a língua dela não parava mesmo em sua boca.
E Dudu, por sua vez, era o filho mais carinhoso de Olívia, mas a sua adoração, infelizmente era por Dorise, a filha ingrata e fofoqueira, pois ela era a garota que ela sempre quis.
- Não adianta você se desculpar Dudu! - Olívia bradou, sob os olhares surpresos de Sonda. - Não sinta - se o culpado pelo que aconteceu, pois, pelo que aconteceu, pois pelos meus três filhos, eu viro uma leoa! - bradou firme, ao passo que o garoto chorava copiosamente sentindo - se totalmente o culpado pelo que aconteceu com a mãe.

Olívia já estava na cozinha, preparando o jantar para todos, depois de toda aquela confusão, e quando ouviu o carro do marido chegando, até gelou, porque não tinha como explicar todos aqueles arranhões que ela havia levado no rosto, o olho roxo, por um soco bem dado e tentou imaginar diversas situações, para poder contar para o marido nervoso, mas nenhuma das situações pensadas, talvez colasse...
Um assalto, alguém que bateu nela por engano, enfim... Diversas idéias passaram pela cabeça da pobre mulher, mas o jeito seria falar a verdade, totalmente a verdade!
Acamir entrou e notou que a casa estava num clima estranho e queria entender o "porque" de tudo aquilo.
Até então, Olívia sempre o recebera em casa com festa, confetes e tudo mais, como nos primeiros tempos de casados...
Beijos e mais beijos, abraços e mais abraços... E agora... Agora ela estava cabisbaixa, lavando a louça e ele achou aquilo tudo muito estranho.
E logo veio na cabeça do homem, que observava a mulher gorda e praticamente sem cintura, naquele vestido vermelho e gordo que ela também usava, lavando a louça e mexendo no fogão... E o homem ficou pensando que Olívia deveria estar assim, com raiva, por causa de Zulma, mas a muito tempo, ele não via Zulma, e a saudade da outra mulher, cada vez mais aumentava, mas ele nada podia fazer em relação a isso... Pois não sabia onde estava Zulma e nem o que tinha acontecido com ela... E talvez a mulher soubesse algo sobre a bela Zulma, que sumiu do mapa mesmo, como se ela nunca tivesse existido no mundo...
- O quê está acontecendo, Olívia? - Acamir resolveu perguntar, aproximando - se da mulher, bem preocupado.
- Nada não, Acamir! - Olívia bradou, escondendo o rosto, e com medo do homem perguntar alguma coisa, sobre os arranhões que ela tinha em seu rosto.
- Nenhum beijinho? - perguntou, fazendo beicinho ainda atrás da mulher e vendo que Olívia virava a cara para ele, e esse, por sua vez, foi obrigado a virá - la e viu o aspecto do rosto da mulher e acabou dando um pulo para trás, assustando - se e Olívia, por sua vez, ficou nervosa, com a atitude do marido, olhando - o seriamente e com os olhos arregalados.
- Deixe -me! - bradou Olívia, escondendo - se do marido, e olhando aqueles enormes olhos verdes, que estavam indo para cima dos seus, ainda assustados com o que via.
- O quê foi isso no seu rosto, Olívia? - Acamir perguntou assustado, e olhando nervoso para a mulher, que ainda estava olhando intacta para ele e seu coração acelerando - se de tão nervosa que havia ficado.
- Eu e Deda acabamos brigando, Acamir! - Olívia respondeu com a voz sumida.
- O quê? - Acamir perguntou assustado. - Como é que é, Olívia? - perguntou assustado e furioso. - Na rua, vocês duas brigaram na rua? - perguntou curioso e nervoso com a mulher. - Por isso então eu vi que estava uma tremenda bagunça na rua, ovos, tomates e mais papéis picados! - Acamir continuou surpreso, enquanto Olívia olhava para ele com os lábios trêmulos.
- E aonde você acha que seria, Acamir? - Olívia perguntou, olhando - o perplexa, e agora que o marido já havia descoberto, nada mais ela podia fazer em relação a isso, então, o jeito era mesmo contar logo. - Ela tem um filho sem educação, que brigou com o Dudu! - revelou ainda nervosa, enquanto Acamir olhava incrédulo para a mulher e até sentou - se, de tão nervoso que estava, até sentou - se.
- É mesmo? - Acamir perguntou ainda nervoso com a situação, pela qual sua mulher havia passado e até cruzou as pernas ao sentar - se.
- E o filho dela brigou com o Dudu, sem ao menos ele fazer nada! - Olívia continuou contando ao marido, enquanto essa a olhava surpreso, e Olívia, por sua vez, achava que o marido estava satisfeito com a situação.
- E você tem tanta confiança assim, em seus filhos, mulher? - Acamir perguntou ainda nervoso, vendo que Olívia ainda olhava surpresa para ele.

- Ih, papai chegou! - Dudu bradou nervoso, dando um enorme salto da cama e Acácio, por sua vez, estava se arrumando para jantar com Sonda.
- Não esquenta não, cara, mamãe vai acabar te entregando! - bradou Acácio terminando de se arrumar.
- Você vai para a casa de Sonda, mano? - Dudu perguntou surpreso e com malícia, enquanto Acácio dava um sorrisinho para ele, que logo baixou a cabeça quieto.
- Vou e é só você não falar nada para o pai, você encobre aí e fala que eu estou no quarto e não é preciso falar aonde eu fui! - Acácio bradou retirando - se nas pontas dos pés, para que seu pai não desconfiasse de nada.
- E a mãe? - Dudu perguntou, vendo que o irmão já havia pulado a janela.
- A mãe já sabe de tudo! - Acácio bradou, piscando - lhe os olhos e saindo na ponta dos pés.

- O Dudu é um coitado! - Olívia bradou, ao ver o marido furioso com a situação.
E Dudu, por sua vez, escutava tudo em silêncio, pois seus pais falavam alto, tão alto, que dava para ele escutar do seu quarto.
- Coitado? - Acamir gargalhou. - Aquele seu filho? - continuou às gargalhadas, pois conhecia muito bem os filhos que tinha, ao contrário da mulher, que só os defendia, sem saber ao menos se eles aprontavam ou não... - Dudu, venha cá! - Acamir bradou furioso, ao passo que o coração de Dudu quase parou, de tão nervoso que ele ficou com a situação que poderia seguir diante dele e foi rapidinho até o pai, pois podia aprontar uma confusão se não fosse rapidinho, como ele foi.
- Não bata nele, por favor, Acamir! - Olívia choramingou preocupada, enquanto o marido a olhava de cara feia.
- Eu sou o pai dele e faço o que bem entender com ele! - Acamir respondeu estúpido e Dudu, por sua vez, tremeu de tão nervoso que ele ficou e tanto medo que ele sentiu do pai.
- Conte - me o que foi que aconteceu! - Acamir bradou, sarcástico e olhando para o garoto que até gelou quando viu o pai bem na sua frente e falando todo autoritário com ele.
E Dudu, por sua vez, estremeceu e não teve nem coragem de olhar para o pai, tamanho medo que sentia, e até baixou a cabeça e trêmulo, começou a tentar falar, enquanto Olívia, por sua vez, olhava com pena para o filho.
- Olhando para mim, Dudu! - Acamir ordenou furioso e quase deslocou o queixo do garoto, ao passo que a mãe rezava com muita fé para que o pai não batesse no filho.
- Eu e o Zinho discutimos na porta da escola, papai! - começou a falar com a boca seca, e tentava engolir a saliva que já era pouca, tamanho o medo que estava sentindo do pai bater nele, o que era bem provável, e até queria a ajuda do irmão mais velho, mas Acácio, por sua vez, não estava ali, no momento, para ajudá - lo.
- Já entendi que vocês dois brigaram na rua, e agora eu quero saber o motivo! - Acamir olhou furioso para o filho, que engoliu em seco.
- Foi por causa de uma garota, papai! - Dudu respondeu, por fim, e só conseguiu dizer "garota", sem ao menos falar o nome de Marion.
- É? - Acamir sorriu sarcástico, para alívio de Olívia, que também sorriu feliz, pensando que o marido não iria falar mais nada sobre o ocorrido, afinal de contas, Dudu havia brigado por causa de uma garota e não precisava nem falar quem era! - Filho, não vale a pena brigar com os amigos, por causa de garotas! - Acamir, por sua vez, olhou para a mulher, que bufou furiosa. - Não vê a sua mãe? - Acamir olhou furioso para a mulher e deu um sorriso sarcástico para ela. - Engordou! - bradou, olhando a cara feia de Olívia com tamanho descaso.
- É, mas eu provoquei a garota e ele veio logo tirando satisfações comigo e já nos pegamos uma vez na rua! - Dudu comentou o que não devia ter comentado para o pai, que ficou olhando incrédulo para ele e Olívia, por sua vez, achou que o filho não ia tão longe assim, como ele foi, no momento.
- A sua mãe não me contou isso! - bradou furioso, olhando para a mulher, que ainda estava surpresa, pelo fato de Dudu ter ido longe demais e esse, por sua vez, percebeu e ficou cabisbaixo e triste por sua atitude impensada.
- É que, é que... - Olívia gaguejou, diante do marido que exibia um enorme sorriso para o filho, e que já não se importava mais com a mulher.
- Não, espera, espera! - Acamir pediu, ao ver o filho retirando - se o mais rápido possível. - E quem é a garota que você provocou, meu filho? - Acamir perguntou, olhando diretamente nos olhos de Dudu que não tinha como mentir, ou tinha? Se ele quisesse, tinha...
- MM... - Dudu começou a falar, mas engoliu o restante do nome da garota, ao olhar para os olhos castanhos intensos da mãe que olhava furiosa para ele.
- E você gosta dela, e não quer falar para o pai, é isso? - Acamir já estava de joelhos perto do filho, que já estava de pé, pronto para retirar - se e trancar - se em seu quarto.
E Acamir por sua vez, estava totalmente calmo, e já não estava nervoso e isso trouxe confiança em Dudu e ele achou que deveria falar para o pai, sorriu mais calmo também, e o medo desapareceu por completo, então, ele não via o "porque" de não falar para o pai o nome da suposta garota que ele odiava tanto assim...
- Eu e o Zinho brigamos por causa da Marion Fontanni! - Dudu bradou por fim e viu que sua mãe havia levado a mãe à cabeça e o pai até suou ao ouvir o suposto nome e sua fisionomia mudou totalmente, para pior novamente, e isso fez com que Dudu se afastasse do pai, estremecendo, pois o medo havia voltado novamente.
- O que foi que aconteceu, Acamir? - Olívia perguntou, percebendo que o homem havia ficado totalmente transtornado com a revelação feita pelo filho.
- Nada, nada não, mulher! - Acamir bufou, retirando - se da cozinha estupidamente e Olívia por sua vez, ainda ficou parada ali e apoiada na pia para não cair, ao passo que Dudu também saiu, deixando - a completamente só, em seus pensamentos...

quarta-feira, 14 de março de 2012

O Pau...

- Se eu fosse você, Eleomara, acertava a cara da Marion! - bradou Sonda, olhando feio para a garota, que baixava a cabeça triste. - Eu não deixaria o Dudu perder tempo com coisinhas tolas! - Sonda bradou ainda fazendo pouco caso da garota, que até ficou com medo de levar um violento murro na cara.
E só de pensar na situação, pela qual ela passaria, se Eleomara quisesse, arrepiou - se toda e ainda ficou com aquele medo insistente.
- Mas, como o Dudu é o meu primo, eu mesma te pouparei disso e darei um jeito nela! - Sonda continuou olhando ameaçadoramente para Marion que continuou engolindo em seco, ao passo que Eleomara ria da situação, enquanto Sonda estava com a mão fechada em sinal de murro e ela fez isso para que Marion pudesse ver, nitidamente.
E ao ver a mão de Sonda com gesto de murro, Marion gelou ainda mais, só de pensar que apanharia de Sonda e não de Eleomara e acabou retirando - se rapidinho, para não ouvir mais desaforos e nem tampouco apanhar de Sonda.

- Por quê você saiu fora, Dudu? - Fred perguntou entrando na sala sem pedir licença para a professora de Dudu e essa, por sua vez, só ficou observando a atitude do garoto mal educado.
- Porque eu já estou de saco cheio de perder o meu tempo quebrando a cara de um cara, por causa de uma mina que eu detesto! - Dudu fez careta, enquanto Fred ria da situação. - Vou deixar que a minha prima faça isso por mim ou até mesmo a minha namorada! - Dudu bradou furioso, enquanto Fred ria feliz, esperançoso de ver a irmã levar um violento pau de ambas as garotas.

Zinho sentava - se bem próximo à Marion, e enquanto a professora passava lição na lousa, Zinho foi até a carteira de Marion, sendo observado por todos, inclusive pelas tais desordeiras.
- O quê foi? - Marion perguntou, encarando o garoto.
- A Sonda... - suspirou chateado, enquanto Marion olhava incrédula para ele. - Ela está querendo quebrar a tua cara! - anunciou triste, enquanto Marion engolia em seco e sorria para disfarçar o medo que sentia.
- Eu... Eu sei! - Marion respondeu ainda nervosa e com aquele sorriso forçado e trêmulo, para tentar disfarçar seu medo.
- E você? - Zinho perguntou curioso. - Está com medo, Marion? - Zinho continuou ansioso. - Você não vai fazer nada? - continuou no mesmo tom e não acreditando que a garota não reagiria.
- Mas é claro que eu estou com medo, Zinho! - Marion bradou ainda nervosa. - Eu não posso fazer nada quanto a isso! - Marion continuou chateada e com medo da situação pela qual ela se encontrava. - Pelo que eu sei, ela nunca vem sozinha! - Marion reclamou ainda chateada, enquanto Zinho olhava para ela, com toda a atenção do mundo. - E quando o Dudu estava te provocando, você não ficou com medo? - Marion perguntou com curiosidade.
- Na primeira vez não, porque eu tinha certeza que acabaria com ele, mas agora... - Zinho pensou um pouco e apertou os lábios de tanta preocupação. - Agora eu fiquei com medo, sim! - declarou com um sorriso amarelo, enquanto Marion ficava surpresa com a situação, pela qual Zinho se encontrava.
- Então, mas eu estou com medo porque eu sei muito bem que eu não posso com ela! - Marion explicou baixinho, vendo que elas também cochichavam entre elas e riam.

- Eih, Sonda! - Nina cochichou, cutucando a garota, que por sua vez, olhou surpresa para ela.
- O quê foi dessa vez, Nina? - Sonda perguntou furiosa.
- Se a Eleomara tirar a cabeça da frente, eu falo! - bradou, olhando feio para a garota, que crispou os lábios de raiva.
- Rafa, saia daí, porque a Nina quer sentar! - Sonda ordenou e foi logo obedecida pela dentuça que saiu do seu lugar para que a outra sentasse e ficasse bem mais próxima de Sonda.
Rafa sentava - se atrás de Sonda, porque a professora havia mudado o pessoal de lugar, por causa dos papos prolongados entre Sonda e Nina.
- Droga de professora! - praguejou Nina, entre dentes, e olhando feio em direção à lousa, enquanto a professora olhava furiosa para ela.
- Pode falar agora, Nina! - Sonda continuou furiosa e copiando a sua lição. - Eu já estou ruim em Ciências! - choramingou, ao passo que a outra ria feliz.
- Calma, fica fria que eu te passo a cola nas três matérias mais complicadas! - Nina fez promessa, enquanto Sonda sorria simpática para ela.
- Falta um ponto em cada uma dessas três, ajude - me! - Sonda reclamou ainda chateada. - Eu nunca pensei, em toda a minha vida, em pedir ajuda por causa de nota! - Sonda continuou chateada, enquanto Nina a olhava com toda a atenção do mundo.
- O Zinho está falando sobre o nosso papo, com a Marion! - Nina anunciou, vendo que Sonda olhou furiosa para trás, e Zinho ainda estava ali, abaixado, cochichando com Marion.

- Ela quer te pegar e... - Zinho continuava a conversa com Marion, ao passo que essa olhou para Sonda e Nina que estavam olhando curiosas para os dois e logo Marion soltou a mão de Zinho, que por sua vez olhou para as duas que estavam incrédulas em relação a atitude dos dois.
- Quero mesmo! - Sonda bradou furiosa, vendo que todos da sala olhavam surpresos para trás, inclusive a professora, que parou de passar a lição na lousa, enquanto o pobre coraçãozinho assustado de Marion acelerou - se ainda mais. - Ela fica provocando intrigas entre você e o meu primo, e você ainda a defende!!! - Sonda continuou furiosa e indignada com a atitude de Zinho.
- Sonda, você gostaria que alguém te xingasse do que você não é? - Zinho levantou - se furioso e ficou encarando Sonda e Marion, por sua vez, ficou com mais medo ainda da situação.
- Mas é claro que não! - Sonda bradou com um sorriso falso. - Mas eu saberia me defender sozinha, não ficaria atrás da ajuda de ninguém! - Sonda continuou furiosa com Marion e Zinho.
- Ela não pediu que eu a defendesse, eu estou fazendo isso voluntariamente, Sonda! - Zinho continuou furioso com a garota, que continuava olhando feio para ele.
- Sei! - Sonda bradou furiosa, mordendo a caneta em sinal de provocação. - Eu vou dar um pau nela qualquer dia desses aí! - Sonda deu de ombros, enquanto Marion estremecia por causa da promessa feita pela garota. - Só que sem tropa, ouviu bem, dona Marion? - Sonda perguntou furiosa e com pouco caso da garota. - Eu não levo desaforos para casa, mocinha! - Sonda continuou com pouco caso. - Eu sei muito bem me defender sozinha, não preciso do apoio dos outros! - Sonda continuou furiosa com a garota que nada dizia, apenas olhava com medo para ela e engolia em seco. - Mexeu com gente da minha família, mexeu comigo! - Sonda continuou furiosa com a situação, enquanto todos da sala prestavam a atenção nas ameaças de Sonda, e nenhuma garota da sala queria estar na pele da pobre Marion.
E Marion, por sua vez, ficou ainda mais vermelha e trêmula, de tão nervosa que estava e Zinho acabou sentindo - se mais uma vez derrotado, olhou para Marion e segurou nos ombros dela, seriamente, como sinal de amparo e a vontade era tanta de chorar, que Marion até escondeu as faces, como se ela estivesse sido condenada pela justiça e Sonda sempre sorrindo, junto com as garotas, menos Rafaela, que também era uma vítima inrustida, porque elas ainda conversavam com ela, apenas para tirarem proveito.
- Sonda, você não quer fazer o favor de sentar - se? - perguntou a professora, tirando Sonda da sua realidade.
- Ampare ela bastante, ajude ela bastante, que a qualquer dia desses, você vai curar as ataduras sujas dela! - bradou Sonda obedecendo a professora e sentando - se.
E ao ouvir o que Sonda havia dito a Zinho, Marion não pode mais suportar e começou a chorar em silêncio, ao passo que as desordeiras riam da atitude da garota e Sonda, por sua vez, aproveitava - se muito disso, ainda mais quando as garotas fracas demonstravam medo...
O sinal bateu para a hora da saída e Sonda ainda olhou para trás e observou Zinho arrumando as suas coisas e as coisas de Marion e essa, por sua vez, ainda estava sentada e cabisbaixa e todos os que saiam comentavam da suposta briga que haveria entre as duas.
- Vai ser hoje, Sonda? - Nina perguntou em pé e pronta para sair.
- Não, porque ela está preparada e com muito medo, deixa para outro dia, quando ela menos esperar! - Sonda bradou às gargalhadas, enquanto as duas saíam e Zinho e Marion ainda olhavam.
- Vamos, Marion? - Zinho perguntou já de pé e com ambas as mochilas prontas.
- Ela quer me dar um pau, meu Deus!!! - Marion começou a choramingar, ainda trêmula.
- Marion, não esquenta não, porque eu ouvi a Sonda dizendo que não vai ser hoje, porque você já está preparada e com medo, então, ela vai te dar um pau de surpresa! - Zinho comentou, vendo que Marion olhou surpresa para ele.
- Que nada, Zinho! - Marion continuou incrédula. - Ela disse isso, somente para sairmos despreocupados e depois, lá fora, ela vai dar o bote! - Marion continuou nervosa e com muito medo do que lhe poderia acontecer.
- O negócio é você ter coragem, Marion! - Zinho a puxou pela mão.
- É, mas é isso que me falta, Zinho! - Marion suspirou desanimada.
- É uma troca! - Zinho começou a explicar para Marion que chorava copiosamente. - E você tem medo de apanhar daquela garota? - continuou curioso, ao passo que os dois começavam a andar. - Marion, brigar é trocar tapas, empurrões, beliscões e não apanhar sem reagir! - Zinho continuou insistente em sua aula de como dar e levar uma boa surra. - Olha, eu conheço a Sonda, não é de hoje! - Zinho estralou os dedos, ao passo que Marion olhava surpresa para ele. - Ela é muito briguenta, vive procurando encrencas e pegando as garotas na rua ou em qualquer recinto que ela achar melhor... - Zinho continuou furioso só com a idéia de Sonda encostar um dedo em Marion, sua protegida. - Ela não presta! - Zinho continuou com rancor. - E a família dela também não! - Zinho olhou sério para Marion, que observava atenta a conversa de Zinho. - O único cara que eu gosto dali da família dela, é o Sandro, que também não é flor que se cheira não! - Zinho bradou ainda furioso. - O Acácio, o Dudu e a Dorise, parecem que nasceram com o rei na barriga, de tão metidos e nojentos que são! - Zinho bradou com nojo, ao passo que Marion olhava para ele curiosa com a descrição da família de Acácio.
E enquanto Zinho falava mal da família de Sonda, inclusive de seu amado Acácio, ela sentiu vontade de gritar para ele parar de falar, principalmente de seu amado Acácio, mas não podia porque quase ninguém sabia que ela amava Acácio, e tinha medo de ferir o coração de Zinho, que ela já sentia que ele o amava.
- Eu não tenho coragem de brigar, porque eu nunca briguei na minha vida, Zinho! - Marion bradou ainda nervosa, enquanto saíam.
- Se ela te xingar, você xinga também! - Zinho continuou aconselhando a garota, que ainda estava com medo. - E sem baixar a cabeça, e se você demonstrar medo é pior, Marion! - Zinho aconselhou a garota que ainda olhava com medo para ele.
- Mas, se eu demonstrar coragem, Zinho, vai ser pior! - Marion continuou insistente, enquanto Zinho ria da situação e dos impencilhos que a garota estava colocando em relação à suposta briga.
- Marion, você vai me prometer, que se ela vier para cima de você, você vai reagir? - Zinho insistiu na pergunta por mais duas vezes, até que Marion concordasse com ele, ainda cabisbaixa e com um tremendo medo.
- Muito bem, Marion! - Zinho bradou feliz e beijou - lhe a testa, deixando a garota ainda mais encabulada e nervosa.
E Marion, por sua vez, corou um pouco, e vendo isso Zinho sorriu feliz e pensou... "ainda existem garotas donzelas!" ao contrário da sua irmã Bunnie, Zinho suspirou feliz e deu um sorriso exaltado, ao passo que ele a pegou pelos ombros e saíram os dois como se fossem namorados.
Enquanto alguns que ainda estavam pelo caminho, acharam estranha a atitude dos dois garotos.

- Acácio, já está na hora! - Olívia bradou despertando ao filho, que estava estudando na mesa da cozinha, pois Dudu tomava todo o espaço da sua escrivaninha. - Você não vai, meu filho? - Olívia continuou a insistir, enquanto seu filho bufava de raiva e fechava seus cadernos.
E Acácio, por sua vez, desde que tinha chegado da escola, não teve coragem de contar para a mãe sobre a suposta discussão entre Zinho e Dudu, com medo da reação da mãe, mas tomou coragem, antes de tudo, e resolveu contar.
- Mãe, eu preciso de falar uma coisa! - Acácio bradou, olhando sério para a mãe que virou - se surpresa para ele.
- Você não vai? - Olívia continuou insistindo na pergunta, enquanto Acácio a olhava ansioso.
- Sente - se aí, mãe! - Acácio pediu baixinho, enquanto a mãe olhava séria para ele e obedecia. - Se der eu vou em outra hora! - Acácio bradou ainda chateado.
- E o quê você quer tanto me contar, filho? - Olívia perguntou curiosa.
- É que na escola, houve uma discussão entre o Zinho e o Dudu, hoje, no recreio! - Acácio bradou ainda desanimado com a situação pela qual se encontraram pela tarde. - Acácio bradou por fim, vendo a cara feia que a mãe fez no momento da notícia.
Acácio por sua vez tirou um tremendo peso em seu coração, ao desabafar logo para a mãe, o fato da suposta briga entre o irmão e o colega de escola e no lugar do peso, veio um grande alívio...
- O quê? - Olívia perguntou incrédula. - Outra briga? - continuou incrédula. - E qual foi a causa dessa vez, meu filho? - Olívia perguntou ansiosa e esperando não ser a Marion novamente, enquanto Acácio crispava os lábios de raiva.
- A mesma mamãe, a mesma! - Acácio bufou cabisbaixo, para que a mãe não percebesse que ele havia corado, e nem tampouco que o seu coração estava a mil, somente em falar em Marion, seu coração já batia descompassadamente.
- O quê? - Olívia bradou furiosa. - Mas bem que eu desconfiava que aquele garoto estava de namorico com aquela coisa esquisita! - bradou, batendo na mesa, com toda a fúria do mundo.
- Não, mamãe, engano da senhora, ele não gosta dela! - Acácio engoliu em seco ao dizer isso para a mãe. - Apenas brinca com ela, e o Zinho, que gosta dela, acaba defendendo! - Acácio explicou, vendo que a mãe estava estremamente nervosa e pelo nervoso extremo de Olívia, ela não havia observado o jeito que seu filho se encontrava.
- Eu vou dar uma lição na desgraçada da Deda que vai aprender a ser mãe! - Olívia bradou ainda inconformada. - Não me conformo com isso!!! - Olívia continuou furiosa com a situação. - Vocês tão educadinhos e ela com aqueles filhos grossos, que não gostam de estudar! - continuou furiosa com a situação pela qual os dois filhos de Deda se encontravam. - Imagine!!! - Olívia continuou furiosa. - Uhn, aquela garota mais velha dela é uma verdadeira putinha! - fez cara de nojo. - Fica ali na porta da casa dela olhando para dentro dos carros que passam por lá! - reclamou furiosa e Acácio, por sua vez, olhava para a mãe e coçava a cabeça em sinal de nervosismo, arrependendo - se de ter contado a notícia para a mãe que havia ficado transtornada. - Acácio, vá para o curso! - Olívia bradou nervosa, apontando para a porta de saída, e esse, por sua vez, ficou olhando incrédulo para a mãe.
- Veja lá o que a senhora vai fazer, mãe! - Acácio alertou a mãe ainda preocupado com a atitude dela. - Baixaria não! - Acácio continuou nervoso com a mãe, que nada dizia, e ainda por cima estava vermelha de raiva, e que se ele não se levantasse para ir para o seu curso de Inglês, logicamente a mãe descontaria toda a sua raiva nele.
- Acácio, suma daqui! - Olívia bradou furiosa com o garoto, que olhava estático para ela. - Dorise!!! - gritou o nome da filha com fúria, enquanto Acácio, por sua vez, pegava suas coisas para retirar - se dali.
Mais que depressa, Dorise apareceu ali na cozinha, enquanto Acácio retirava - se encucado e arrependido por ter contado para a mãe da suposta briga entre o irmão e Zinho.
- Fique aqui na cozinha, que eu vou resolver um problema e se teu pai chegar, diga a ele que eu saí! - Olívia olhou furiosa para a filha, que nada dizia, apenas olhava para ela de olhos arregalados.
Olívia, por sua vez, tirou o avental, sob os olhares curiosos da filha que sentou - se na cadeira e apoiou seus braços na mesa, vendo a mãe ainda muito nervosa, ajeitando seus cabelos, logo após ter tirado seu avental. - A Deda disse, quando passou na rua, que ia comprar ovos, não foi? - perguntou olhando para Dorise, que meneou a cabeça positivamente e com um sorriso maroto nos lábios, já imaginando o que seria feito dos ovos de Deda. - Então, ovos fazem bem ao cabelo, não é, filha? - Olívia continuou ansiosa, enquanto Dorise concordava com tudo, meneando a sua cabeça em sinal positivo, enquanto Olívia retirava - se em direção à rua e com um sorriso maldoso nos lábios.
- O quê a senhora vai aprontar, mamãe? - Dorise perguntou, seguindo a mãe, que seguia em direção à rua, com a chave de casa no bolso e Olívia, por sua vez, foi retirando - se sem responder para a filha.
- Vou defender a nossa honra, minha filha, a nossa honra! - Olívia bradou com um tremendo orgulho. - Você não gosta que a mamãe defenda a sua honra, minha filha? - perguntou para Dorise, que até parou estática.
- Depende mãe! - Dorise exibiu um sorriso maldoso. - Se eu gostar do cara! - sorriu maliciosa, vendo a cara feia da mãe.
- Deixa disso, garota! - Olívia olhou furiosa para a filha. - Nem bem dez anos tem e já sabe de coisas que não lhe cabem! - Olívia reclamou, olhando furiosa para a garota, que estampou um enorme sorriso no rosto. - Cale - se e fique aí que eu vou esperar Deda no portão! - ordenou, vendo que a filha olhava surpresa para a mãe.
- Mãe! - Dorise foi atrás da mãe aos prantos. - Eu quero ver a briga, mamãe! - Dorise continuou choramingando.
- Fique aí! - Olívia bradou, olhando feio para a filha e fechando o portão com a chave, deixando a garota do lado de dentro e chorando copiosamente.
- Olá, Olívia! - Deda bradou com uma caixa de ovos na mão. - Fazendo o quê aí fora, dona Olívia? - Deda continuou sorridente e simpática, vendo que Olívia estava com cara de raiva e não respondia às suas perguntas simpáticas.
Deda, por sua vez, olhava bermuda jeans e camiseta de manga longa xadrez, de branca e vermelho, e segurava duas dúzias de ovos, nas mãos, com as embalagens fechadas e também farinhas de trigo.
- Esperando você passar, Deda! - Olívia bradou entre os dentes, e observando que Deda deixava seu sorriso aos poucos.
- Ah, amanhã vai ter um bailinho lá em casa, em comemoração ao aniversário da Bunnie, dê uma passadinha lá, a senhora e a sua família, enquanto os garotos dançam, nós ficaremos lá na cozinha jogando conversa fora, ou então, ficaremos lá, também jogando cartas! - Deda continuou toda ansiosa e feliz, mal sabendo o que iria acontecer com ela.
- Não, não vou não, Deda! - Olívia bradou séria e Deda não estava entendendo ainda o "porque" de Olívia estar assim, com tanta raiva dela. - E nem sei se a senhora ainda vai fazer festa para comemorar o aniversário da sua filhinha putinha! - Olívia gargalhou maldosa, Deda, por sua vez, estava indignada com a atitude da amiga nervosa.
- O quê está acontecendo com você, Olívia? - Deda perguntou, sem ao menos saber o que estava acontecendo com a mulher furiosa. - Está triste comigo? - continuou incrédula, enquanto Olívia olhava para ela com um tremendo ódio. - Eu não fiz nada para a senhora, dona Olívia! - Deda continuou insistente. - E o que a senhora quis dizer com o fato de eu não poder mais fazer a festinha para a minha filhinha putinha? - Deda perguntou na inocência, enquanto Olívia gargalhava da inocência da mulher.
- Nada não, Deda, você não me fez nada! - Olívia continuou ríspida e olhando feio para a mulher, e querendo pegar logo aqueles ovos e tacá - los todos na cabeça da pobre da mulher, como ela queria fazer logo de imediato, assim a Deda não faria a festinha para a sua filhinha putinha...
- A Dorise está chorando tanto! - Deda olhou para cima, em direção à casa da rival, e viu Dorise chorando copiosamente. - A senhora quer me fazer o favor de me explicar o quê está acontecendo, dona Olívia? - Deda perguntou ansiosa.
- Você ainda precisa de explicações, Deda? - Olívia perguntou com um sorriso sarcástico e foi para a rua, fazendo de conta que estava ignorando a mulher, que foi logo atrás de Dorise, e quando Deda percebeu que Olívia queria briga, foi correndo para o portão e com o intuito de abri - lo para consolar a pobre da Dorise que continuava chorando copiosamente, mas só que percebeu que o portão estava trancado e ficou olhando com pena para Dorise. - Não foi bem você, Deda, foi seu filhinho! - Olívia bradou ainda nervosa.
- O meu filhinho, dona Olívia? - Deda perguntou ainda incrédula.
- Sim, seu filhinho, dona Deda, seu filhinho! - afirmou Olívia, olhando feio para a mulher que já estava bem perto dela. - Eles discutiram novamente na hora do recreio! - Olívia continuou furiosa com a mulher. - Essa é uma educação boa que a senhora dá para os seus filhos, não é, dona Deda? - Olívia perguntou furiosa com a mulher, que olhava incrédula para ela. - E o pobre do meu filho, sem ao menos fazer nada, sempre leva a ruim! - Olívia continuou furiosa com a mulher que estava surpresa com a atitude de Olívia.
- Seu filho é pobre? - Deda perguntou também furiosa.
E nisso, a rua já começava a encher de gente, um falando para o outro, tantos os que vinham para ver a suposta briga das duas mulheres...
- Tem pau? - uma das fofoqueiras da rua, que fazia par com Olívia, passava de casa em casa avisando para que todos saíssem e vissem a suposta briga entre as duas mulheres.
- Pobre sim, porque ele é um inocente, não sabe de nada, é um pobre garoto! - Olívia continuou furiosa com a outra mulher. - Estudioso, e vai ganhar o prêmio de melhor aluno da escola! - Olívia apontou o dedo na cara da rival que olhou surpresa para ela. - Enquanto que os seus filhos são burros, só sabem reprovar! - Olívia continuou fazendo pouco da mulher, que a olhava indignada. - Um vai dar para ser assaltante e a outra vai dar para prostituta! - bradou, vendo a fúria da rival que crispava os lábios de ódio.
- Dá nela, Olívia! - bradou a mesma fofoqueira, que estava correndo de casa em casa para avisar.
- E como você se atreve a falar isso dos meus pobres filhos, dona Olívia? - Deda perguntou colérica. - E os seus filhos são nojentos e metidos, ao contrário dos meus pobres filhos! - Deda continuou furiosa com a mulher. - E tem uma vagabundinha aí, no portão, chorando! - continuou furiosa com a mulher, que a encarava com muito ódio.
Olívia, por sua vez, observou a mulher olhando para a sua filha que chorava copiosamente, e também olhou para a pobre garota, mas não sentiu dó da filha não.
- O quê? - Olívia perguntou incrédula. - Como você se atreve a falar isso da minha filha? - continuou furiosa com a mulher. - Ela é uma pobre criança! - continuou furiosa com a mulher, que gargalhava com toda a fúria do mundo.
E a garota chorava mais ainda, ao ver que a briga estava esquentando cada vez mais, entre a sua mãe e a mulher.
- Tem mais algum desaforo a fazer, dona Olívia? - Deda perguntou com pouco caso, enquanto Olívia cruzava os braços furiosa.
- Tenho sim, Deda! - Olívia bradou, dando um violento tapa na cara da mulher que até titubeou, balançou, mas não caiu... E depois foi aplaudida pelos vizinhos, ao ficar de pé.
- Como se atreve a dar na minha cara, sua velha vagabunda? - Deda perguntou furiosa com a mulher e abriu a caixa de ovos, tacando um em Olívia.
- Aé? - Olívia perguntou furiosa, e já com a roupa suja de ovo. - É assim, é? - continuou furiosa. - Dorise, vê se você pára de chorar e vá até a geladeira e pegue vários tomates para a mamãe! - Olívia ordenou, olhando feio para a filha, que obedeceu, ainda chorando e soluçando.
- Ah, então quer dizer que a senhora vai tacar tomates em mim? - Deda perguntou furiosa. - E depois vai tacar a feira inteira, dona Olívia? - Deda continuou provocando, com muita fúria.
- Melhor do que a senhora, que vai tacar a granja inteira, taca ovos, taca galinhas e depois taca a sua filhinha! - Olívia respondeu furiosa e Deda ficou muito mais furiosa, e deu um tremendo empurrão na mulher, por ela ofender a sua filha e Olívia, por sua vez, foi parar encima da fofoqueira que a jogou de volta para Deda.
- Aqui estão os tomates! - bradou a fofoqueira, pegando uma bacia de tomates das mãos de uma das vizinhas.
- Dorise os pegou e eles estão madurinhos! - Olívia gargalhou maldosa. - Uhn, dá até para fazer uma pizza portuguesa daquelas! - bradou, passando um dos tomates em suas faces e ironizando - a. - E que tal, dona Deda, uma pizza portuguesa, feita na senhora? - Olívia continuou provocando a mulher e dando tremendas e estrondosas gargalhadas, enquanto Deda crispava os lábios de tanta raiva que ficou da mulher, enquanto Deda tacava os ovos em Olívia, que eram do suposto aniversário de sua filha Bunnie e um ovo caiu diretamente na boca de Olívia, que mordeu - o e quebrou - o com o dente, e muitos espectadores da briga, davam sonoras gargalhadas, enquanto Olívia, por sua vez, ficava vermelha de raiva.
Depois, Olívia recebeu um ovo no meio dos seios fartos, e depois um ovo em cada olho, e muita gente ria da cara da pobre coitada da mulher.
E a tremenda guerra de ovos de tomate iniciou - se para a surpresa de todos os presentes ali, recheados a palavrões cabeludos.
Gente que não tinha nada a ver com a briga, tomava ovada e tomatada.
E quando os ovos e os tomates acabavam, as pessoas procuravam pegar em suas casas para continuarem vendo a estrondosa briga das duas mulheres, tinha muitos que compravam ovos e tomates nos mercados, mercearias e quitandas do bairro, e até ficou faltando ovos e tomates nos mesmos e a população do bairro, ficou sem esses, durante uma semana, até que novamente os mercados, quitandas e mercearias do bairros se abasteceram novamente.
E muitos velhos aposentados, que iam jogar bocha, paravam e observavam a sujeira em frente à casa de Olívia, e davam estrondosas gargalhadas, enquanto que as velhotas também aposentadas, que faziam crochê pelo bairro, também, quando passavam, gargalhavam muito da situação e assim lamentavam por não terem visto a suposta briga entre as duas mulheres.
- Sua nojenta! - bradou Olívia furiosa, toda suja de ovos e de tomates, e quando essa viu - se sem armas, agarrou nos cabelos de Deda, que por sua vez foi ao chão, por causa do peso de Olívia.

- Patroa, tem uma confusão lá na rua, por isso que eu peguei os ovos e os tomates da geladeira, para dar às duas mulheres! - bradou a nova empregada toda ansiosa e feliz, já com os ovos e os tomates em uma bacia.
- O quê? - Claudete perguntou encarando a moça. - Eu não acredito! - meneou a cabeça em negativa. - Quem será que está brigando e que te deu o direito para você pegar os ovos e os tomates da minha geladeira? - Claudete continuou indignada com a moça, que continuava olhando surpresa para ela. - Arrume as suas coisas, que você já está na rua! - Claudete bradou furiosa e apontando para a rua, enquanto a moça olhava surpresa para ela.
- Mas patroa, o seu Sandro ainda nem me beijou para a senhora estar me mandando embora! - a moça bradou furiosa, enquanto Claudete olhava feio para ela.
- Mais uma! - bradou Sonda olhando sorridente para a moça, que olhou furiosa para ela.
E Claudete, por sua vez, saiu para fora, a fim de conferir o que estava acontecendo e quem era que estava brigando.

E as duas mulheres engalfinhavam - se no chão, feito duas cadelas no cio, trocando tapas, mordidas, puxões de cabelos, beliscões, tudo isso acompanhado de urros de ódio, da parte das duas mulheres e a torcida também ajudava as duas a rolarem pelo chão.
- Mas o quê é isso? - Claudete perguntou, entrando no meio da roda, depois de ter entrado com sacrifício para ver quem era que estava brigando. - Parem com isso! - Claudete ordenou, sem ser ouvida por ambas. - Olívia, o Acamir vai ficar louco quando souber da situação pela qual você está passando! - Claudete bradou furiosa e sendo ignorada por ambas as mulheres.

- O quê está acontecendo na sua rua, Cacio? - Bunnie perguntou, toda provocante, olhando para Acácio, que não tinha percebido nada, pois estava apenas tentando atravessar a rua para pegar o ônibus, a fim de ir para o seu curso de inglês.
- Não sei, Bunnie! - Acácio olhou sério para a garota sorridente. - Por quê? - Acácio perguntou curioso.
- É que a minha mãe ficou de ir ao mercado para buscar ovos para o meu bolo, sabe? - Bunnie continuou provocante, enquanto Acácio olhava incrédulo para ela. - Ah, amanhã vai ter um bailinho lá em casa para comemorar o meu aniversário e você está convidado! - Bunnie bradou, contemplando o enorme sorriso de felicidade do garoto bonito. - Mas venha sozinho, não leve a Sonda com você, porque ela não é bem vinda! - Bunnie continuou provocante e Acácio, por sua vez, já tinha entendido o jogo da garota. - Vamos lá na sua rua, dar uma olhada? - Bunnie continuou provocante, enquanto Acácio titubeava, com medo de levar bronca da mãe, por não ter ido ao seu curso de inglês.
Mas Acácio, não pensou duas vezes, pois estava sentindo algo de estranho e seu peito estava dando tamanhos apertões que até o deixavam preocupado, pois quando ele ficava assim, ele sabia que alguma coisa ruim poderia acontecer, por isso é que ele tinha que faltar.
- E o meu curso de inglês? - Acácio perguntou preocupado.
- Ah, deixa o seu curso de inglês para lá, Acácio! - Bunnie aconselhou - o, puxando pelo braço com muita ansiedade. - Talvez e professora não sinta a sua falta hoje! - Bunnie piscou tentadoramente e Acácio, por sua vez, não estava resistindo ao charme da garota.
- Esperem por mim! - Sonda bradou furiosa, ao ver Acácio ao lado de Bunnie e os dois pararam e olharam surpresos para ela.
- Sonda, o quê você está fazendo aqui? - Acácio perguntou furioso.
- Está tendo uma briga lá na rua e a minha mãe foi ver e eu ia te buscar no ponto, porque eu acho que o negócio pode ser com a tia Olívia! - Sonda bradou furiosa, enquanto Bunnie a olhava sorridente.

Acácio e Bunnie foram até a rua novamente e conseguiram com muito esforço a passar pelas pessoas que assistiam à briga ansiosos e aglomerados uns nos outros, e de mãos dadas com Bunnie, que pegou na mão dele, apenas por safadeza, e Bunnie, por sua vez, não queria se perder dele e estava adorando aquela situação de estar de mãos dadas com o namorado de Sonda, que via a situação com os lábios crispados de raiva da garota safada que estava segurando a mão de seu namorado, que por sua vez, estava adorando a situação.