Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

domingo, 1 de dezembro de 2013

A Amizade...

- E ai, cara? - Fred aproximou - se de Zinho, logo apos sairem da escola, e os dois observaram Marion e Sonda passarem por eles, ansiosas e conversando livremente, de maos dadas. - Falta somente voce me responder essa pergunta! - Fred bradou furioso e observando as duas garotas felizes e ansiosas.
- Pergunta? - Zinho perguntou ansioso. - Mas que pergunta, cara? - Zinho olhou para Fred e observou que o garoto estava estranho, totalmente estranho e nao desgrudava os olhos das duas garotas, que sumiam rua a fora.
- Voce ja tentou alguma coisa com a minha irma, cara? - Fred perguntou com um sorriso sarcastico nos labios.
- Cara, voce sabe que nao! - Zinho respondeu furioso e olhando feio para Fred, que continuou com o seu sorriso sarcastico. - Voce sabe muito bem que a Marion nao e dada a esse tipo de coisa, assim como a Bunnie! - Zinho continuou furioso com o garoto, que continuava a exibir seu sorriso sarcastico e maldoso. - E alem do mais, voce ja me fez esse tipo de pergunta indiscreta antes! - Zinho continuou olhando feio para Fred que agora olhava surpreso para ele.
- Eu sei disso tudo que voce me falou, cara! - Fred olhou surpreso para Zinho, que estava nervoso e ansioso para sair fora daquele papo maldito. - Mas so que eu queria ouvir a mesma resposta sua! - Fred continuou a falar, enquanto Zinho, por sua vez, continuava furioso com ele. -E falta do que falar, do que perguntar! - Fred justificou com um enorme sorriso camarada nos labios, sorriso que nao convencia Zinho e nem tampouco a ninguem. - E da outra vez que eu te perguntei, voce nem fez questao de me responder! - Fred logo desmanchou seu sorriso camarada e olhou furioso para o garoto que estava surpreso e boquiaberto com a conclusao feita pelo garoto maldoso. - E com isso me trouxe muitas duvidas, porque voce ficou mudo bem na hora que eu fiz a pergunta e so ficou olhando para a minha cara! - Fred tentou justificar o que estava perguntando para o outro garoto, que continuava olhando surpreso para ele. - Cara, voce nao sabe como eu fiquei! - Fred continuou, sob os olhares de Zinho. - E essa sua reaçao a respeito disso, me trouxe varias suspeitas, sabe? - Fred continuou falando e deixando Zinho ainda mais nervoso e Zinho, por sua vez, olhava para ele, vermelho e furioso.
- Eu fiz isso mesmo para voce ficar com a pulga atras da orelha, cara! - Zinho olhou serio para Fred, que engoliu em seco, sem ao menos entender o que era que Zinho queria! - Ja que voce desconfia tanto assim da Marion! - Zinho exibiu um sorriso brincalhao, enquanto Fred, por sua vez, olhava furioso para ele. - E isso que voce tanto teme, so vai acontecer comigo e com a Marion, depois que nos casarmos! - Zinho suspirou ao sonhar com um futuro tao proximo com a amada! 
Enquanto Fred, por sua vez, ria dos devaneios do garoto e sabia tambem que so estralar os dedos a irma de Zinho, ela viria como nasceu ao mundo, para ele e para qualquer outro cara que o fizesse!
- Casar? - Fred surpreendeu - se às gargalhadas, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ele sobressaltado. - Eu nao te quero nem para amigo, quanto fara para cunhado! - Fred respondeu rispido, ao passo que Zinho, por sua vez, baixava a cabeça triste e desolado.
- E voce nao quer o Acacio e nem a mim, cara? - Zinho perguntou surpreso. - Entao, quem que voce quer para cunhado? - Zinho continuou curioso, enquanto Fred, por sua vez, exibia o seu sorriso sarcastico e furioso.
- No seu caso, voce so vai namorar a minha irma, para afastar o Cacio dela! - Fred explicou, observando tristeza no olhar do pobre garoto. - A minha irma nao pode se casar com um cara que nao sabe nem lavar as cuecas dele! - Fred mediu o garoto de cima em baixo, enquanto Zinho, por sua vez, sentiu um violento no na garganta e começou a querer chorar, devido à infeliz observaçao do garoto maldoso, que ria da cara dele!
- Entao e para isso que voce quer que eu fique ao lado dela, cara? - Zinho perguntou furioso.
- Topando ou nao, voce vai ter que aceitar, cara! - Fred olhou bem serio para o garoto triste e desolado. - Porque eu ja estou de saco cheio de ver aquelas duas juntas! - Fred bradou com odio. - Elas comem juntas, riem juntas, e eu nao quero mais isso, porque a minha familia nao vai gostar e nem tampouco vai aceitar, e se eu contar tudo para a minha mae, com quem a Marion esta andando, garanto que ela arranca os cabelos da Marion no meio da rua! - Fred bufou furioso, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para ele. .
- Mas por que voce nao quer que as duas fiquem amigas? - Zinho perguntou furioso.
- Porque a Marion e o Acacio vao se aproximar! - Fred respondeu estupido. - E voce sabe muito bem disso e é isso que a Sonda quer! - Fred concluiu ainda furioso com a situaçao.
- Mas a Sonda ama o Cacio, eu duvido que ela deseje isso para a Marion! - Zinho olhou serio para Fred que continuava exibindo o seu sorriso sarcastico.
- Nao e bem assim, Zinho! - Fred continuou olhando furioso para o garoto. - Se eles se aproximarem vai dar namoro ou algo a mais, e a minha mae nao quer que isso aconteça, Zinho! - Fred bradou estupido e com gesto de pouco caso ao referir - se à familia de Acacio.
- Concordo com voce, Fred! - Zinho conseguiu proferir, mas ainda chateado com a situaçao.
- Estando comigo Zinho, voce vai ganhar a minha irma, e nao vai ter nada a perder! - Fred exibiu seu sorriso sarcastico para o garoto que ate sentiu medo de Fred! - Tudo que voce quiser, cara, voce tera! - Fred continuou sorridente e feliz com a decisao do pobre garoto.
- Como assim, cara? - Zinho perguntou, olhando surpreso para Fred, que nada respondeu, apenas olhou para ele exibindo seu sorriso sarcastico. - Aonde voce esta querendo chegar com todas essas promessas? - Zinho continuou lançando suas duvidas, sem ao menos entender o que Fred queria com ele.
- Eu so quero que voce nao saia de perto daquelas duas! - Fred bradou com todo o odio do mundo. - Nao deixe que a Sonda se aproxime de Marion, porque eu continuou batendo na mesma tecla, cara! - Fred continuou olhando serio para o garoto, que ate sentiu medo. - Ela quer aproximar o Cacio da Marion, mesmo voce discordando, eu continuo achando o mesmo! - Fred bradou ainda furioso, tentando convencer Zinho do que ele estava dizendo. - E se o que Sonda estiver planejando, acontecer mesmo, voce sera o culpado, totalmente culpado pela desgraça de Marion! - Fred ameaçou Zinho, encarando - o e apontando o dedo para ele. - E voce nao vai se safar nao, porque antes de acontecer a desgraça com aquele cara, vai acontecer com voce primeiro! - Fred continuou furioso com Zinho, que ate sentiu medo de sua ameaça.
- Voce jura que e voce mesmo quem esta me ameaçando, cara? - Zinho perguntou, nao querendo acreditar no que estava acontecendo entre ele e Fred.
- Não, e a minha alma que subiu das profundezas do inferno e veio aqui na terra para te ameaçar, Zinho! - Fred bradou com uma voz sinistra, que fez Zinho ate sentir arrepios de medo da situaçao.
- Bem que a minha mae falou para mim, que voce nao e confiavel! - Zinho bradou cabisbaixo, sob os olhares de Fred. - E ela ate me falou para eu parar de andar com voce, porque senao quem se ferraria era eu! - Zinho olhou chateado para Fred, que exibiu um sorriso sarcastico para ele.
- E ai que ela se engana! - Fred olhou furioso para Zinho. - Se voce parar de andar comigo, ai sim, voce vai se ferrar legal! - Fred ameaçou, ainda apontando o dedo para Zinho. - Uhn... Mamae? - Fred zombou, enquanto Zinho, por sua vez, baixava a cabeça triste. - E eu espero que voce tenha me entendido e percebido que voce esta totalmente errado em deixa - las juntas, com aquela amizade nojenta, e eu nao quero isso nunca mais! - Fred continuou ameaçando Zinho e apontando o dedo para ele, ao passo que Zinho, por sua vez, baixava a cabeça triste, totalmente acuado. - E logo eu que pensei que esse dia nunca chegaria, mas... Infelizmente esse dia chegou! - Fred continuou furioso.
- Eu so queria saber o "porque" de tanto odio em seu coração, Fred? - Zinho perguntou furioso com a atitude do garoto, que exibiu novamente aquele sorriso sarcastico para ele, que era a sua marca registrada.
- Isso e coisa minha, cara, que nao interessa a ninguem, so a mim e à minha familia! - Fred bradou furioso. - E a Sonda fez a mesma pergunta, e ficou sem resposta definida, certo? - continuou olhando furioso para Zinho, que nada disse, ficou apenas sem ao menos entender o que se passava naquele coraçao negro do Fred!

- Espero que a nossa amizade dure para sempre, Marion! - Sonda bradou ao se despedir de Marion e aliviada por ter feito amizade com a garota sorridente.
- E eu tambem, Sonda! - Marion bradou feliz e as duas se abraçaram, trocando tres beijinhos e cada uma foi para um lado.
E Marion, por sua vez, nao entendia o que tinha acontecido com Sonda e nem o fato dessa amizade tao sincera ter surgido entre elas duas.

- Eu nao te disse que a Sonda esta ficando doente, Herbert? - Eleomara perguntou para o irmao, que ate entao, observava a situaçao.
- Doente? - Herbert perguntou achando estranha a atitude da irma nervosa. - Voce nao me disse nada, Eleomara! - Herbert bradou, enquanto Eleomara, por sua vez, ficava totalmente sem graça, pela atitude tomada pelo irmao, e assim, os dois observaram Sonda atravessando a rua ansiosa e feliz, com um enorme sorriso nos labios.
- Eu posso nao ter dito, mas eu estou dizendo agora! - Eleomara bradou ansiosa por Sonda estar chegando ate eles.
- Por que voce acha que a Sonda esta doente, Eleomara? - Herbert perguntou insistindo, observando tambem Sonda atravessando a rua.
- Porque ela, de repente, fez amizade com a Marion, assim, do nada! - Eleomara respondeu furiosa com a ideia de que Sonda e Marion estavam ficando amigas e que ela, que era amiga antiga de Sonda, estava totalmente ficando de lado da situaçao em que ela era a primogenita. - E as duas estao como que em lua de mel, de papinho na porta da escola, entrando grudadas uma na outra, ate mesmo sentam uma do lado da outra! - Eleomara bradou furiosa, enquanto Herbert a olhava surpreso e ja percebendo que a irma estava furiosa porque Sonda estava mudando a sua amizade, deixando - a totalmente de lado!
Enquanto Sonda, por sua vez, aproximava - se toda feliz e sorridente.
- É mesmo? - Herbert perguntou furioso com a irma e retirou - se, deixando - a sozinha e totalmente sem graça com a situaçao, correndo em direção à namorada feliz e sorridente.
- Herbert, estou falando com voce! - Eleomara bradou nervosa. - Como voce pode me deixar aqui sozinha? - Eleomara continuou indignada e nao sendo ouvida nem pelo irmao, e nem por Sonda!
- Eleomara, depois nos conversamos! - Herbert bradou, olhando para tras, e observando a cara furiosa e vermelha da irma.
- E no minimo as duas acharam a pilula da paz! - Eleomara bradou ainda furiosa e deu um enorme sorriso para Sonda, que correspondeu feliz, sabendo que Eleomara estava louca de ciumes, por ter sido passada para tras.
- Eleomara voce esta é com ciumes! - Herbert afirmou, olhando bem para a irma, que bufou furiosa.
- Nao, Herbert, imagine! - Eleomara negou furiosa, enquanto Herbert, por sua vez, olhava desconfiado para ela. - E voce ainda acha que eu ligo para esse tipo de coisas? - Eleomara perguntou furiosa pela pergunta indelicada feita pelo irmao sorridente e desconfiado, enquanto Sonda, por sua vez, tambem olhava desconfiada para Eleomara.
- Mas nao e o que parece, Eleomara! - Herbert bradou ainda desconfiado do ciume da irma, e trocou um selinho com Sonda e os dois retiraram - se felizes e sorridentes, enquanto Eleomara, por sua vez, viu - se sozinha e retirou - se furiosa, em direção à sua casa.

E no dia seguinte, bem na hora da entrada, Marion e Sonda conversavam animadas, sob os olhares furiosos de Fred e de Eleomara que observavam a cena furiosos com a ideia de Sonda e Marion agora tornarem - se amigas e o pior de tudo, e que uma rodinha se formava ao redor delas duas, sem que as mesmas percebessem e todos os que estavam na rodinha em volta delas, conversavam amenidades, esperando uma suposta briga e as duas nem se importaram com toda aquela atençao que os demais estavam dando para elas, conversavam animadas e felizes, sem perceberem que os demais aguardavam uma tremenda briga entre elas.
- Sonda, venha ate aqui, que eu quero falar com voce! - Fred bradou furioso, puxando - a da roda, enquanto Sonda, por sua vez, debatia - se, para nao sair dali.
- Me solta, seu desgraçado! - Sonda bufou furiosa, enquanto Fred a fazia encara - lo.
- Voce nao percebeu que estava se formando uma rodinha de briga em volta de voces duas? - Fred perguntou furioso, enquanto Sonda, por sua vez, o encarava furiosa.
- Nao, eu nao tinha percebido a situaçao! - Sonda bradou furiosa, olhando - o e depois olhou para Marion que a olhava do meio da roda, sem entender o "porque" de todos se dispersarem com comentarios maldosos e furiosos e Sonda, por sua vez, fez mençao de ir atras de Marion, que retirava - se totalmente chateada, mas Fred, por sua vez, a deteve novamente, fazendo - a encara - lo.
- Pois e, Sonda, infelizmente, voce sempre foi tao briguenta e sempre todo mundo teve medo de voce, que agora, quando voce se aproxima de uma garota, ou chega na escola, junto com ela, mesmo na amizade, o povo pensa que e briga e automaticamente, fecha a rodinha em volta de voces, e voce esta vendo no que deu ser maloqueira o tempo todo, Sonda? - Fred perguntou com um enorme sorriso sarcastico nos labios, enquanto Sonda, por sua vez, o encarava, louca para dar na cara dele, mas sabia que ele jamais permitiria uma atitude dessas da parte dela e de nenhuma garota.
- Maloqueira, eu? - Sonda perguntou, indignada.
- Exatamente, Sonda! - Fred continuou a encara - la. - E maloqueira das bravas! - gargalhou com maldade. - Daquelas maloqueiras da porta da favela! - Fred ridicularizou e Sonda, por sua vez, ficou boquiaberta com a atitude do garoto maldoso.
- Voce e muito grosso Fred, e muito sem educaçao! - Sonda reclamou furiosa, enquanto Fred, por sua vez, exibia um enorme sorriso sarcastico.
- Olha aqui, Sonda... - Fred apontou o dedo para a garota, que surpreendeu - se pela atitude rispida do garoto maldoso. - Esqueça da Marion, e nao adianta voce tentar desvirtua - la, com as suas ideias prafentex, porque eu nao vou permitir esse tipo de coisas! - Fred gritou furioso com Sonda, e as pessoas que entravam na escola, ate olharam para observar algum indicio de briga, enquanto Sandro e Acacio surpreenderam - se com a discussao entre Fred e Sonda e dirigiram - se ate eles.
- Eu nao estou com ideias prafrentex para cima da Marion! - Sonda replicou furiosa. - Porque eu nao tenho esse tipo de ideias, assim como voce pensa que eu tenho! - Sonda respondeu, apontando o dedo para o garoto maldoso, enquanto Acacio e Sandro estavam mais ou menos proximos da discussao entre Sonda e Fred.
- Voce tem certeza, Sonda? - Fred gargalhou maldoso. - Uma garota como voce, dessa idade, que ja namorou ate o seu primo e agora namora outro cara, nao tem ideias prafrentex? - Fred continuou zombando de Sonda, que continuava olhando furiosa para ele.
- Olha aqui, Fred, tudo isso eu interpreto que e raiva de voce nao ter conseguido namorar comigo! - Sonda bradou furiosa, enquanto Fred, por sua vez, gargalhava com despeito e raiva pela esperteza da garota furiosa. - E por que voce nao aceita a minha amizade com a Marion? - Sonda perguntou, por fim, deixando Fred extremamente nervoso com a pergunta furiosa de Sonda.
- Porque voce nao serve para ser amiga da minha irma, oras! - Fred deu de ombros, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para ele, nao convencida com a resposta dada pelo garoto maldoso.
- Eu nao acredito na sua conversa, Fred! - Sonda meneou a cabeça em negativa.
- Eu ja disse que eu nao quero ve - la conversando e pronto! - Fred bradou furioso, sem querer dar muitas explicaçoes sobre a sua opiniao da amizade das duas garotas. - E a unica conversa que eu quero ver entre voces duas, e a suposta briga que voces terao, se continuarem conversando uma com a outra! - Fred bradou em tom de ameaça, enquanto Sonda, por sua vez, olhou - o sem ao menos entender o que aquele garoto maldoso estava querendo dizer.
- E por acaso voce le o futuro das pessoas, Fred? - Sonda perguntou com pouco caso.
- Isso nao vem ao caso, Sonda! - Fred continuou furioso.
- Voce esta prevendo que eu e a Marion vamos brigar se continuarmos a conversar! - Sonda bufou furiosa e com raiva do garoto que continuava sorrindo com maldade. - E quem voce pensa que e para ditar as regras para mim? - Sonda continuou furiosa com o garoto maldoso.
- Eu sou o Fred! - Fred gargalhou, para mostrar - lhe que ele era "o poderoso" e que ele estava por cima da carne seca, ao contrario de Sonda, que era a sua sudita, assim ele pensava. - O Frederico Fontanni, o Fred, o invensivel Fred, que tudo quer e tudo pode e tudo consegue! - sorriu todo feliz e convencido, depois de ter apontado o dedo para o ceu, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ele. - E tudo faz! - piscou para Sonda, que continuou olhando furiosa para ele.
- Voce e muito prepotente, Fred! - Sonda concluiu, ainda furiosa com o garoto maldoso.
- Ah, agora eu ja entendi o "porque" do seu primo e ex namorado ter batido em voce, um dia! - Fred bradou sarcastico e Sonda, por sua vez, ficou boquiaberta e perguntando - se, como Fred havia descoberto sobre a discussao feia que ela e Acacio tinham tido, antes de terminarem o namoro conflituoso. - E nao se preocupe nao, Sonda, que eu nao descobri pela boca de outros, porque eu mesmo vi a discussao feia entre voces dois! - Fred bradou, apontando para o seu olho, observando Sonda mais furiosa ainda com ele, enquanto Acacio e Sandro olhavam - se surpresos.
- Agora, da para voce responder o "porque" de voce nao querer que eu ande com a sua irma? - Sonda continuou insistindo, enquanto Fred, por sua vez, olhava para ela, de labios crispados. - E por acaso a Marion e algum anjo que veio do ceu e eu sou uma diaba que veio do inferno? - Sonda perguntou com sarcasmo.
- E por esse motivo mesmo, Sonda! - Fred concordou furioso, deixando Sonda ainda mais furiosa com ele, pois Sonda sabia muito bem que essa nao era a verdade! - Eu nao quero que a minha irma se misture com gente da sua laia! - Fred bradou, furioso, enquanto Sonda, por sua vez, crispava os labios de raiva do garoto insuportavel e maldoso.

- O que foi que aconteceu, cara? - Sandro perguntou furioso, ao observar Sonda retirar - se cabisbaixa e triste.
- Eu nao quero que a sua irma ande com a minha irma! - Fred bufou, enquanto Acacio, por sua vez, olhava furioso para ele.
- Voce nao quer, porque tem medo dela nos aproximar, nao e? - Acaico perguntou em tom de provocaçao.
- Isso mesmo, eu nao quero que ela namore com voce, seu crapula! - Fred olhou furioso para Acacio, que olhou para ele, com um sorriso sarcastico nos labios.
- Pois se tiver que acontecer, acontecera! - Acacio olhou furioso para Fred, que começou a debater - se para escapar e bater em Acacio, que retirava - se sorridente e vitorioso, sabendo que se Fred o pegasse, ele acabaria com toda a sua beleza ali mesmo!
- Fica frio cara, fica frio! - Sandro tentou acalma - lo. - Mas eu nao quero mais que voce encoste a mao na minha irma, qualquer coisa voce fala comigo que eu dou um jeito nela! - Sandro olhou o garoto furioso e soltou - o, assegurando - se de que ele nao iria mais atras do primo para bater nele, assim como ele tanto queria.
- Sera que voce da um jeito nela mesmo, cara? - Fred perguntou furioso.
- Mas e claro que sim, cara! - Sandro olhou para o garoto nervoso, que ajeitava - se todo vaidoso.

- Voce esta bem, Sonda? - Marion perguntou ao avistar a nova amiga aproximando - se dela e ainda tossindo, com a mao na garganta.
- Estou, Marion, agora estou! - Sonda respondeu, ainda com a mao na garganta e totalmente sem graça, porque todas as pessoas que passavam por ela, estavam comentando sobre o assunto.
- Tudo porque o meu irmao nao permite que nos andamos juntas! - Marion reclamou furiosa, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava concordando.
- E o pior de tudo e que ele disse que eu vou te desvirtuar! - Sonda olhou serio para Marion, que olhava surpresa para Sonda.
- Me desvirtuar? - Marion perguntou curiosa e Sonda, por sua vez, ate suspirou, imaginando Marion nao saber do significado da palavra "desvirtuar"!
Mas Marion, por sua vez, ja sabia do significado da palavra "desvirtuar", pois a sua familia sempre usava, quando se referia às garotas que tinham varios namorados e que eram assanhadas.
- Exatamente, Marion! - Sonda olhou para ela. - Ele pensa que eu vou te levar para o mau caminho! - Sonda reclamou furiosa. - So porque eu tive dois namorados, com essa pouca idade que eu tenho! - Sonda reclamou chateada.
- Imagine, Sonda! - Marion benzeu - se. - Voce, como todo mundo da escola, sabem que eu nao namoraria mais ninguem a nao ser o... - Marion suspirou, fazendo suspense, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava respirando bem devagarinho, pois Marion, por sua vez, estava com medo de falar, pois sabia muito bem que Sonda ainda gostava do primo!
- O Acacio, Marion? - Sonda perguntou apenas para confirmar a resposta que Marion daria, pois essa, por sua vez, estava engolindo em seco. - E o seu irmao nao quer que nos sejamos amigas, por conta de eu tentar aproxima - los! - Sonda comentou ainda chateada com a situaçao e com a mao na garganta, e o coraçao de Marion, por sua vez, foi aos pulos, so em mencionar o seu amado Acacio e so em pensar na possibilidade da amizade dela e de Sonda aproxima - los e isso a fez feliz, pois ela ainda nao havia pensado nessa hipotese.
- Bom, seria maravilhoso se a nossa amizade pudesse me aproximar de Acacio! - Marion bradou com um enorme sorriso. - Isso se ele me quiser mesmo, nao e, Sonda? - Marion perguntou ainda chateada com a situaçao.
- Se ele te quiser? - Sonda perguntou de olhos arregalados. - Se ele te quiser nao, Marion, ele te quer, e que eu nunca tive a oportunidade de falar isso para voce! - Sonda sorriu encabulada. - Tambem, eu sentia raiva so em pensar na possibilidade dele me largar para ficar com voce, Marion! - Sonda explicou, deixando Marion surpresa com a sua atitude. - Ai sim, nos nunca ficariamos amigas, porque o Cacio foi e sempre sera o meu unico e verdadeiro amor! - Sonda suspirou feliz e Marion, por sua vez, ficou olhando surpresa para Sonda, que olhou para ela e sorriu feliz.
- Entao, ele te falou alguma coisa antes, Sonda? - Marion perguntou curiosa e com o coraçao aos pulos.
- Eu mesma descobri e fiquei furiosa com ele! - Sonda bradou triste em lembrar - se do que ela havia passado com seu primo e ex namorado. - E pode deixar que eu ajudo no que for preciso, Marion! - Sonda logo exibiu o seu sorriso iluminado, enchendo o pobre coraçaozinho desiludido de Marion de esperanças! - Ja que ele nao me quer mesmo, eu adoro contrariar, Marion! - Sonda, por sua vez, sorriu feliz, deixando Marion nas nuvens, e surpresa com todas aquelas palavras proferidas por Sonda.
Mas na verdade, Sonda so estava fazendo tudo isso para vingar - se de Fred, pois ele ja estava fazendo ameças a ela e ninguem ameaçava um Sandolli, entao, por isso que ela daria uma liçao em Fred!
- Eu nao sei o que a minha familia ve de errado em sua familia, Sonda! - Marion reclamou, desviando o assunto.
- Eu tambem nao sei, mas estou louca para descobrir, Marion! - Sonda bradou feliz e sorridente. - Voce sabe que a Nina e a Bunnie estao loucas para conquistar o Acacio? - Sonda perguntou, voltando novamente ao assunto e Marion, ao receber a notica, ficou triste e cabisbaixa.
- Eu sei, Sonda, e isso me deixa muito aflita! - Marion reclamou ainda chateada. - Todos os dias eu penso nisso! - Marion confessou - se, ainda chateada.
- Eu tenho certeza de que o Cacio nao vai querer nenhuma delas, Marion! - Sonda bradou, dando esperanças para a pobre garota, que sorriu sem graça e insegura das palavras proferidas por Sonda.
- Mas por que voce acha que ele nao vai querer nenhuma delas, Sonda? - Marion perguntou curiosa. - Mas elas sao bonitas! - Marion reclamou.
- E nao adianta elas serem bonitas como sao, se faz tempo que ele gosta de voce, Marion! - Sonda olhou serio para o rostinho desiludido da nova amiga. - Eu acho meio dificil o meu primo e ex namorado desistir de voce para se aventurar com essas garotas que so querem fazer graça! - Sonda bradou, deixando Marion feliz com a situaçao.
- Voce tem tanta certeza assim, Sonda? - Marion perguntou ansiosa. - Porque essas duas sao de parar o transito! - Marion continuou batendo na mesma tecla.
- Mesmo elas sendo de parar o transito, a minha mae me falou que beleza nao poe à mesa! - Sonda explicou, olhando serio para Marion. - Ele pode ate tirar uma casquinha daquelas duas, pode ate dar uns beijinhos, mas nao vai ser nada de mais, pois ele gosta e de voce, Marion! - Sonda concluiu, observando Marion totalmente feliz com a noticia dada pela nova amiga.

- E la vai elas, a Sonda com a esquisita! - Nina comentou, ao cruzar com as duas garotas felizes e sorridentes, andando pelo patio da escola.
- Escuta aqui, Nina, por que voce nao para de implicar com a Sonda? - Eleomara perguntou furiosa, observando a surpresa de Sonda. - Ja que voce quer sair com o Cacio, por que voce nao a deixa em paz? - Eleomara continuou na defesa de Sonda, enquanto Nina, por sua vez, olhava furiosa para Eleomara.
- Para o seu governo, Eleomara, nao sou eu quem quero sair com o Cacio, é ele quem quer sair comigo! - Nina bradou determinada e convencida, enquanto Eleomara, por sua vez, ria da cara dela e Marion , baixava a cabeça triste.
- Voce tem certeza disso, Nina? - Eleomara perguntou às gargalhadas e fazendo pouco de Nina, que olhou furiosa para ela.
- Tenho! - Nina a encarou determinada, enquanto Eleomara, por sua vez, ria da cara dela ainda mais.
- Pois se eu fosse voce, eu nao teria tanta certeza assim, Nina! - Eleomara bradou determinada, enquanto Bunnie, por sua vez, corria ate Nina, para prestar algum socorro a ela.
- Mas por que voce esta me falando isso, Eleomara? - Nina perguntou furiosa e ja com o apoio de Bunnie, que estava bem proxima a ela, com um enorme sorriso vermelho e vitorioso para ambas as garotas.
- Porque eu sempre observo as coisas, Nina, e vejo que voce corre atras do Cacio e ele nem liga para voce! - Eleomara bradou determinada, enquanto Cleide, por sua vez, dava um pequeno sorriso. - E se eu vejo isso, todo mundo ve! - Eleomara continuou determinada e a vontade de Nina era de avançar na bela ruiva e de dar - lhe um violento tapa na cara.
- O que? - Nina perguntou escandalizada. - Voce esta insinuando que sou eu quem vivo atras do Cacio? - Nina perguntou escandalizada. - E nao ele quem vive atras de mim? - Nina continuou no mesmo tom, enquanto Eleomara, por sua vez, ria da cara da garota metida.
- Voce esta me chamando de mentirosa? - Eleomara explodiu de olhos arregalados e chamando a atençao de todos os que estavam andando pelo patio. - Veja la como voce fala comigo, garota! - Eleomara bradou, pegando no braço de Nina, com toda a força do mundo, e Nina, por sua vez, tentou soltar - se, mas nao conseguiu.
- O que esta acontecendo aqui, entre voces duas? - Zinho perguntou, aproximando - se e separando - as, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para Nina. - Voces nunca se deram e por que voces estao brigando agora? - Zinho perguntou todo sorridente, enquanto as duas garotas encaravam - se com toda a furia do mundo.
- Elas vivem se desentendendo! - Dudu aproximou - se das garotas, e enlaçou Eleomara pela cintura, deixando a garota mais confortavel, enquanto Nina, por sua vez, ainda olhava furiosa para Eleomara, desejando que Acacio tambem a enlaçasse pela cintura, assim como Dudu havia feito com Eleomara.
- Voce viu isso? - Nina perguntou, olhando para Bunnie e apontando para a garota que retirava - se, enlaçada por Dudu e Zinho do lado do casal. - Ela fez tudo isso porque me odeia e eu tambem nao fico atras! - Nina bradou ainda furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, tambem olhava para os tres que sumiam patio a fora.
- A Eleomara nao e de brincadeira! - Cleide bradou, observando Sonda e Marion se retirarem dali, enquanto Nina, por sua vez, fazia panca de briga.
- Eu tambem nao sou de brincadeira, Cleide! - Nina bradou com raiva. - Ela que venha abusar de mim novamente, que ela vai acabar tomando uns tremendos cascudos! - Nina ameaçou, ainda observando Eleomara ao longe, enlaçada pelo namorado feliz e sorridente.

- Venha comigo! - Nina bradou, puxando Bunnie e deixando Cleide sozinha, ao ver as garotas entrarem no banheiro.
- De plantao com a Marion no banheiro, Sonda? - Nina provocou, observando as duas garotas conversarem amigavelmente, em frente ao espelho do banheiro das meninas.
- Dá o fora Nina e ve  se nos deixa em paz! - Sonda bradou furiosa. - Mais uma aliada sua? - Sonda provocou, observando Cleide entrando no banheiro e indo atras das duas garotas, que olharam surpresas para tras. - Voce nem pensa que a Cleide vai te ajudar, porque voce esta redondamente enganada! - Sonda bradou furiosa e rispida, ainda olhando furiosa para Cleide, enquanto Nina, por sua vez, olhava furiosa para Sonda e dava um sorrisinho amarelo. - Essa dai, a Cleide, e a maior bunda mole do mundo! - Sonda continuou provocando, enquanto Cleide, por sua vez, baixava a cabeça triste e com vergonha e medo. - E bom mesmo voce baixar a cabeça pra mim, porque voce ja sabe! - Sonda fez suspense, encarando Cleide, que por sua vez, nem ousava olha - la. - Falou alguma coisa, ou fez algum gesto do qual eu nao gostei, toma um tremendo pau na rua! - Sonda ameaçou a garota que engoliu em seco, sem levantar a cabeça para ela, e Marion, por sua vez, observava toda a cena, do bebedouro do banheiro, pois havia afastado - se para tomar agua, enquanto as garotas discutiam com Sonda.
- E mesmo, Sonda? - Nina perguntou, em defesa de Cleide. - E comigo e assim, eu sigo a mesma lei sua! - Nina enfrentou Sonda com um olhar altivo, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava e exibia um enorme sorriso desafiador.
- E mesmo? - Eleomara entrou no banheiro por acaso e olhou furiosa para Nina, que continuava provocando Sonda. - Nao foi a toa que a Sonda te deu um pau na rua, naquele dia, voce se lembra, Nina? - Eleomara olhou para Nina com o olhar provocador e as duas observaram a reaçao de Nina, totalmente sem graça e arrepiada so em lembrar - se na surra que ela havia tomado naquela tarde de sua inimiga Sonda.
- E voce vem defendendo a sua ex cunhadinha, Eleomara? - Nina perguntou furiosa, enquanto Eleomara, por sua vez, ria da cara de Nina.
- E voce tras a fracote da Cleide que tambem apanhou da Sonda para te defender? - Eleomara perguntou, olhando Cleide com um olhar desafiador e pronta para ataca - la, enquanto Cleide, por sua vez, baixou a cabeça triste.
- E dai? - Nina perguntou com pouco caso e dando de ombros. - Ela nao e a fracote que voce pensa, na hora do nervoso, todo mundo fica forte! - Nina sorriu sarcastica, nao querendo ser derrotada por Eleomara.
- Nao, ela nao e fracote, Nina? - Eleomara continuou provocando. - Entao como ela e voce apanharam de Sonda e na hora do nervoso nao souberam se defender? - Eleomara deixou a pergunta no ar, pois ambas engoliram em seco.
- E voce esta certa do que esta falando, Nina? - Sonda provocou furiosa, com vontade de pegar no pescoço de Nina e de inforca - la.
- Ninguem quer ouvir papo de jerico aqui, Nina! - Eleomara continuou furiosa com a garota que a olhava engolindo em seco e ja nervosa, enquanto Nina, por sua vez, temia apanhar das duas garotas, ali mesmo.
- Eleomara, deixa ela comigo! - Sonda pediu, arrepiando Nina, que se arrependeu ate do dia que nasceu, pois sabia muito bem, que quando Sonda pegava na rua, a garota saia do meio da briga, totalmente em frangalhos!
- Eu tambem quero dar uma liçao nessa garota maldita, Sonda! - Eleomara bradou, olhando furiosa para Sonda e depois olhou feio para Marion, que nada disse, pois ela estava roubando - lhe a amizade de Sonda!
- Nina, por que voce nao vai catar coquinho? - Sonda perguntou, com um enorme sorriso sarcastico nos labios, enquanto Nina, por sua vez, ja havia perdido a coragem de agarrar os cabelos de Sonda, pois estava com muito nervoso e com muito medo.
Pois o seu medo foi tanto, que ela pegou na mao de Bunnie e as duas sairam rapidinho do banheiro, com medo de apanhar de Sonda e de Eleomara e Cleide, por sua vez, olhou para as duas e tambem retirou - se atras de Bunnie e Nina.
- Suas trouxas, covardes! - Eleomara gritou furiosa. - Aquelas tres sairam fora, de tanto medo que ficaram! - Eleomara comentou, olhando surpresa para Sonda, que olhou serio para ela e as duas tocaram - se nas maos, depois da gargalhada estrondosa de Eleomara.
- Pra voce ver, Eleomara! - Sonda bradou, esquecendo - se de Marion, e olhando surpresa para ela, despertando mais raiva ainda em Eleomara, que acabou retirando - se furiosa com a atitude de Sonda, e Marion, por sua vez, ainda estava encostada no bebedouro.

- Sonda, eu pensei que voce fosse estrangula - la! - Marion bradou, aproximando - se da garota sorridente e ansiosa.
- Foi ela quem fugiu da raia! - Sonda reclamou chateada por nao descontar a sua raiva em Nina, em Bunnie e Cleide. - Mas nao faltaram oportunidades! - Sonda bradou ansiosa.
- Eu tenho certeza que a Eleomara esta com raiva de mim! - Marion comentou chateada.
- Ah, nao liga nao, Marion! - Sonda a tocou no ombro. - A Eleomara esta com ciumes, porque nos ficamos amigas e ela esta ficando de lado! - Sonda bradou ansiosa e feliz, enquanto Marion a olhava surpresa.

- Acacio, a Nina estava discutindo com a Sonda no banheiro! - Zinho aproximou - se ansioso do garoto que olhou assustado para ele.
- E por que elas estavam brigando, Zinho? - Acacio perguntou curioso.
- No minimo foi por sua causa, cara! - Zinho respondeu sorridente.
- Eu ja sabia! - Acacio respondeu triste.
- E voce nao fica feliz por isso? - Zinho perguntou ansioso.
- Mas e claro que nao, cara! - Acacio respondeu chateado. - E nao e de se estranhar, eu ouvi uma discussao entre elas no patio! - Acacio respondeu ainda chateado com a situaçao provocada por Zinho.
- Entao voce ja esta a par da noticia que eu pensei que fosse inedita? - Zinho perguntou chateado.
- Sim, eu so nao sabia da discussao no banheiro das meninas! - Acacio respondeu sincero.

- Sonda voce e a Marion ficaram amigas - Sandro perguntou na mesa de jantar, em sinal de provocação.
- Como é! - Claudete perguntou sobressaltada e nao acreditando na pergunta feita pelo filho, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para o irmao sorridente e provocador. - Voce ouviu Clovis! - Claudete perguntou surpresa, enquanto, Clovis, por sua vez, olhava nervoso para a mulher.
- Nos ouvimos muito bem, mulher! - Clovis respondeu furioso e nao querendo acreditar ainda na pergunta feita pelo filho, que ria da cara da irma, que olhava furiosa para ele, feito uma leoa pronta para atacar.
- Sonda voce ficou louca! - Claudete explodiu, ao passo que Sonda, por sua vez, olhava furiosa para a mae indignada.
- Louca por que, mamae! - Sonda perguntou, no mesmo tom indignado. - A senhora so esta assim porque eu resolvi fazer amizade com a Marion! - Sonda continuou indignada. - Ou a senhora queria que eu ficasse brigando com ela o tempo todo! - Sonda perguntou no mesmo tom, encarando aos pais que continuavam olhando - a com desdem e preocupados com a sua atitude inesperada.
- Minha filha, ela e uma Fontanni! - Claudete começou a tentar explicar para a filha. - E voces dois ja sabem muito bem, que Sandollis nao devem ter amizades e nem relacionamento algum com Fontannis! - Claudete explicou, tentando convercer aos dois filhos e Sandro, por sua vez, comia com esganadice e encarava a irma que continuava encarando aos pais com muita furia.
- E pelo visto, a senhora nem precisa falar, porque nos dois somos um caso inedito aqui nessa familia maldita! - Sonda bradou furiosa. - Eu, por ter amizade com a Marion, o Sandro por ter amizade com o Fred e agora o Cacio que gosta da Marion! - Sonda bradou, deixando os pais perplexos com a sua revelaçao de Acacio gostar de Marion.
- O que! - Claudete perguntou admirada. - Eu nao estou acreditando no que eu ouvi agora! - Claudete continuou escandalizada. - Ja nao basta os meus dois filhos de amizades com dois Fontannis, agora o Cacio esta gostando de uma Fontanni! - Claudete perguntou apavorada com a ideia do sobrinho ter deixado a sua filha por causa de um amor proibido.
- Bom, vamos parar com essa discussao tola e sem fundamentos e vamos comer, que ganhamos mais! - Clovis ordenou, ao passo que os demais olhavam surpresos para ele.
- Nao, eu nao estou acreditando que voce vai dar mais um ponto para a sua filha, Clovis! - Claudete bradou, olhando furiosa para o marido, que olhou surpreso para ela.
- Nao, eu nao estou dando dando mais um ponto para a sua filha, eu estou apenas tentando evitar uma discussao tola entre a familia! - Clovis bradou ainda com o olhar desafiador.
- Entao, depois nos vamos discutir sobre esse assunto, Sonda! - Claudete bradou, olhando furiosa para a filha e recebendo em troca o mesmo olhar da filha. - Porque com o seu pai aqui, nao da para discutir sobre o mesmo assunto! - Claudete bradou, olhando furiosa para Clovis, que tambem olhava para ela, bufando de tanta raiva que ficou do modo com o qual a mulher referia - se a ele!

- Mano, voce viu como a Sonda esta grudada com a Marion! - Dudu perguntou, olhando para Acacio, que ao falar de Marion, o seu coraçao acelerou e esse, por sua vez, exibiu um enorme sorriso apaixonado. - Estao ate falando por ai, que as duas ficaram amigas! - Dudu continuou ansioso, enquanto Acacio, por sua vez, olhava surpreso para ele.
- E o que estao falando por ai, é a pura verdade, Dudu! - Acacio confirmou, deixando Dudu surpreso pela atitude do irmao. - E quem e que esta comentando sobre a amizade das duas! - Acacio quis saber, enquanto Dudu, por sua vez, olhava surpreso para ele.
- Todo mundo, oras! - Dudu deu de ombros. - E hoje eu comprovei com os meus proprios olhos, as duas la no patio, de conversinhas! - Dudu deu um sorrisinho amarelo, enquanto Acacio, por sua vez, olhava serio para ele.
- Eu achei otima a ideia da Sonda! - Acacio festejou sorridente, enquanto Dudu, por sua vez, olhava surpreso para ele.
- E aquelas duas tambem nao podiam ficar brigando constantemente! - Dudu bradou sorridente e arrumando os cobertores para se deitar.
- Isso e verdade, Dudu! - Acacio bradou feliz, enquanto Dudu, por sua vez, tambem olhava feliz e sorridente para o irmao.
- E o que voce acha dos nossos pais ficarem sabendo disso! - Dudu perguntou todo sorridente, como se tivesse tido uma grande ideia, enquanto Acacio, por sua vez, olhava furioso para ele.
- Nao! Voce e louco, Cacio! - Dudu perguntou, enquanto Acacio, por sua vez, abria a porta e Dorise, mais que depressa, ia ao chao, pois ela estava escutando toda a conversa entre os dois garotos por detras da porta.
- E o que voce esta fazendo ai atras da porta, Dorise! - Acacio perguntou furioso, enquanto Dorise, por sua vez, levantava - se do chao, indignada e olhando feio para os dois.
- Nada! - Dorise respondeu, engolindo em seco. - Mas eu ouvi tudinho e sei do que se trata, agora falta so eu contar para os nossos pais! - Dorise bradou, indo ate o quanto dos pais, enquanto Dudu e Acacio corriam atras dela feito dois loucos apavorados e sem sucesso algum.
- Pai, sabe quem fez amizade com quem! - Dorise perguntou ansiosa, enquanto os pais olhavam para ela, com toda a atençao do mundo e Acacio e Dudu, por suas vezes, olhavam - se desesperados.
- Nao, filha, quem! - Acamir perguntou todo derretido pela filha fofoqueira e sorridente, que olhava para Acacio e Dudu, em sinal de provocaçao, enquanto os dois garotos apavorados, olhavam para ela rezando e pedindo pelo amor de Deus, em pensamento, para que ela nao contasse nada para os pais.
- A... - Dorise começou a falar, mas Acacio, mais que depressa, tapou a boca dela, para que essa, por sua vez, nao prosseguisse na fofoca.
Seus pais ja haviam desligado a TV e ja estavam prontos para escutar a nova fofoca da filha, que lutava desesperadamente para falar, reagindo com mordidas, mas mesmo assim, Acacio nao tirava a mao da boca da maldita, pois estava suportando a dor das mordidas finas da garotinha insuportavel.
- Acacio, pelo amor de Deus, deixa a Dorise contar! - Olivia bradou furiosa, enquanto Acacio, por sua vez, olhava furioso para a mae.
- Nao, mamae, o que ela tem a falar e pura fofoca! - Acacio respondeu furioso, enquanto a mae olhava de cara feia para ele.
- Como e fofoca, meu filho, agora nos queremos saber! - Olivia bradou furiosa, enquanto Acacio, por sua vez, olhava furioso para ela.
- Vamos, Acacio, deixe a Dorise contar a fofoca que voce nao quer que ela nos conte! - Acamir ordenou ao filho, de cara feia, enquanto Acacio, por sua vez, mais que depressa, tirava a mao da boca da irma maldosa e essa, por sua vez, olhava para ele com um enorme sorriso nos labios.
- Entao, conte o que voce quer contar, Dorise! - Dudu ordenou com o maior pouco caso do mundo, enquanto Dorise, por sua vez, olhava para os dois irmaos, com um enorme sorriso vitorioso nos labios.
- Voces duvidam do que eu falo, so porque eu sou pequena! - Dorise bradou furiosa, enquanto todos olhavam para ela com toda a atençao do mundo.
- Nao e questao de duvidar, minha filha! - Olivia sorriu simpatica para a filha, que olhava satisfeita para ela. - Nos so queremos saber do que se trata a fofoca, Dorise! - Acamir olhou furioso para Dorise, que por sua vez, engoliu em seco, tamanho o medo que estava sentindo do pai.
- Antes de me perguntarem com duvidas, de onde eu ouvi a fofoca, eu comunico - lhes que eu ouvi a fofoca quando eu estava passando pela porta do quarto desses dois ai, olha! - Dorise apontou para os dois irmaos, que olhavam para ela de olhos arregalados, enquanto Olivia e Acamir olhavam - se surpresos, tamanha a esperteza da filha.
- Minha filha, eu ja te falei que e feio escutar as conversas alheias atras da porta! - Olivia foi logo repreendendo a arte da filha e totalmente curiosa para saber o fato que a garota estava escondendo tanto deles.
- Mamae, eu nao estava escutando as conversas alheias atras da porta! - Dorise reclamou chateada com a mae, que olhava furiosa para ela.
- Entao fala logo! - Acamir bradou com toda a brutalidade do mundo.
- Ja nao bastava o Sandro de amizades com a Marion, o Acacio apaixonado por ela e agora a Sonda aproximou - se dela e as duas estao de amizades, pra cima e pra baixo, no patio da escola! - Dorise despejou tudo o que ela achava que tinha direito, enquanto os dois irmaos olhavam - se de olhos arregalados e ambos com medo de sobrar algo de errado para eles.
- Ah, disso voce ja sabia a muito, Dorise! - Acacio olhou furioso para a garota sorridente e estralou os dedos para ela.
- Eu nao sei como voce nao contou isso para a mae, ja que voce adora fofoca! - Dudu replicou tambem, no mesmo tom de Acacio.
- E que ela gosta de ver a gente pelas costas, mano, esperou a gente comentar em nosso quarto, sobre o assunto, somente para colocar fogo na fofoca! - Acacio bradou com raiva da atitude perversa da irma, que continuava exibindo seu sorriso vitorioso.
- Eu nao acredito! - Olivia começou seus faniquitos, olhando furiosa para o marido, que tambem olhava no mesmo tom para ela. - Eu nao estou acreditando no que eu estou ouvindo! - Olivia continuou indignada, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para a mulher, ja sabendo que levaria a culpa de algo. - Elas! As duas estao de amizades! - Olivia continuou com a mesma indignaçao.
- O que o senhor esta sentindo, pai! - Acacio, perguntou, indo ate o pai, pois temia que o velho estava passando mal.
- Eu acho que nao estou me sentindo bem, filho! - Acamir acabou por confessar e jogou - se no sofa, enquanto Acacio, por sua vez, ainda olhava surpreso para o pai. - Eu ainda nao estou acreditando no que eu estou ouvindo! - Acamir balbuciou, fechando os olhos.
- Pois foi isso mesmo que voce ouviu, meu velho! - Olivia olhou furiosa para o marido que nao gostou de ser chamado de "velho". - Depois dessa fofoca, voce vai desmaiar! - Olivia perguntou preocupada com o marido, que olhava incredulo para ela, enquanto os tres filhos, olhavam assustados para ele. - O que voce tem, Acamir! - Olivia continuou preocupada com a situaçao do marido.
- Nada nao, minha velha! - Acamir devolveu o "velha" para a mulher, que olhou para ele, com os labios crispados. - Nao e preciso se preocupar comigo, velha! - Acamir bradou a palavra "velha" com bastante ostentaçao e pouco caso, enquanto Olivia, por sua vez, olhava indignada para o marido, tamanho pouco caso ele se referia a ela.
E Acacio, por sua vez, observava a cena, retirando - se de perto do pai.
- Acamir, eu sou bem mais nova do que voce! - Olivia respondeu rispida, olhando furiosa para o marido. - Que negocio e esse de me chamar de "velha"! - Olivia perguntou furiosa e com as maos na cintura, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para ela.
- Ah!!! - Acamir reclamou, largando a mao pra tras. - Voce me chamou de "velho" primeiro! - Acamir bradou todo sorridente. - Entao eu estou me vingando de voce, mulher! - Acamir bradou sorridente e feliz, enquanto Olivia, por sua vez, olhava furiosa para o marido desaforado.
- Mas... Voltando ao assunto anterior a esse, quem estava comentando com quem sobre a suposta amizade entre a Marion e a Sonda! - Olivia voltou - se para a filha, que engoliu em seco, ao perceber que a mae estava totalmente curiosa sobre o assunto.
- O Cacio e o Dudu estavam comentando um com o outro, no quarto deles, sobre o suposto assunto! - Dorise respondeu, sob os olhares furiosos da mae.
- Ah... Quantas vezes eu te falei que nao e pra voce ficar ouvindo as conversas dos outros! - Olivia perguntou, encarando a filha, que exibiu um sorrisinho amarelo para a mae.
- Mas nem era preciso ninguem me contar e nem tampouco eu ouvir essa suposta conversa acidentalmente, mae, porque eu ja estava mesmo desconfiada da amizade entre as duas, porque agora elas estao andando juntas para cima e para baixo, ate no banheiro, elas vao juntas! - Dorise bradou, olhando serio para a mae, que tambem continuava olhando feio para ela.
- Ouvindo as conversas acidentalmente, Dorise! - Acacio perguntou furioso, enquanto Dorise, por sua vez, respondia com um enorme sorriso.
- Mas mamae, foi um acidente! - Dorise retrucou chateada, enquanto Olivia, por sua vez, olhava furiosa para a filha.
- Ah, entao quer dizer que os dois comentam e a Dorise repassa a fofoca! - Acamir perguntou olhando furioso para a filha, que nada respondia, apenas engolia em seco. - Ah, agora eu ja sei a faculdade que voce vai fazer, Dorise! - Acamir gritou bem na cara da garota, assustando - a.
- E qual e a faculdade que eu vou fazer, pai! - Dorise perguntou surpresa.
- Jornalismo, minha querida! - Acamir respondeu com pouco caso, enquanto Dorise, por sua vez, ria da cara do pai.
- Agora, eu nao estou entendendo esse comentario todo aqui em casa! - Olivia olhou diretamente para os dois filhos que olharam - se surpresos. - E por que voces dois estao tao interessados na amizade entre as duas! - Olivia perguntou, fixando seu olhar em Acacio.
- A resposta a senhora ja sabe, mamae! - Dorise olhou serio para a mae.
- E voces nao vao responder o que a sua mae quer ouvir! - Acamir perguntou furioso, enquanto Acacio, por sua vez, engolia em seco.
- Mas e claro que tem uma resposta para a pergunta da mae! - Dudu respondeu, com medo do que ia falar.
- Entao, se tem uma resposta os dois desembucham logo porque e melhor! - Acamir ameaçou, olhando furioso para os dois garotos atrapalhados, enquanto Dorise, por sua vez, olhava para os dois irmaos, rindo da cara deles.
- E que eu achei o comportamento delas totalmente estranho e eu comentei com o Dudu, mas so que a Dorise, ja vem adiantando as coisas eo  falando o que nao deve! - Acacio levantou a mao para pedir a palavra, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para ele.
- Da pra engolir, Acacio, essa da pra engolir! - Acamir fez gesto de que a coisa estava passando com dificuldades pela garganta. - Raspando mas da! - Acamir bradou, fazendo caretas, enquanto Acacio, por sua vez, olhava surpreso para o pai.
- Mas por que o senhor esta falando assim, papai! - Dudu perguntou, achando os comentarios estranhos.
- Porque eu sei muito bem quais as intençoes do Cacio encima de Marion! - Acamir olhou furioso para Acacio, que ficou furioso, pela pergunta fora de hora feita pelo irmao. - E quem ama quer saber os passos que a amada da, entao, ele fica ansioso e acaba cometendo erros gravissimos quanto a isso! - Acamir bradou, olhando furioso para o filho, que baixou a cabeça triste. - E eu ja te falei que eu nao quero ver voce namorando a Marion e ja te falei tambem que eu tenho os meus motivos de sobra pra torcer para que isso nao aconteça! - Acamir bradou, ainda encarando ao filho, que nada dizia, apenas baixava a cabeça triste e com o choro pronto para sair pela garganta, aquela angustia danada, de gente apaixonada. - E se voce ousar tentar qualquer coisa com a Marion, a sua vida vai acabar, entendeu bem! - Acamir gritou furioso, enquanto Acacio baixava a cabeça triste e começava a chorar em silencio para que ninguem percebesse, mas sua mae o percebeu e sentiu pena do pobre garoto apaixonado!
E Acacio, por sua vez, nao retrucou nada, pois o choro nao deixava, retirou - se em silencio e foi para o seu quarto, enquanto Olivia, por sua vez, olhava furiosa para o marido e para a filha, que nada disseram e Dorise, por sua vez, ria por dentro da situaçao pela qual o irmao mais velho estava passando, ao passo que Dudu, por sua vez, olhava furioso para ela, sabendo que a garota, quando nao mostrava que estava rindo, ela estava gargalhando por dentro.
- E quanto a voce Dorise! - Olivia olhou furiosa para a filha, que ainda encarava Dudu, que tambem resolveu sair da sala, olhando furioso para ela. - Eu ja te disse que e para parar de ficar escutando as conversas dos outros e interpretando as coisas como elas nao sao! - Olivia continuou brigando com a filha, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para a filha, sem n a a dize
- A Dorise sabe o que faz, Olivia! - Acamir bradou, dando um ponto a mais para a filha, que olhou para o pai e lançou - lhe um enorme sorriso vitorioso e retirou - se da sala toda radiante, deixando os pais sozinhos no recinto.
- Isso nao tem cabimento, Acamir! - Olivia bradou furiosa.
- Ah, mas como isso nao tem cabimento, Olivia! - Acamir perguntou furioso e retirou - se do recinto, deixando Olivia absorta em seus pensamentos.

- Mamae! - Fred entrou em casa todo esbaforido e fechando a porta atras de si.
- O que foi dessa vez! - Zoraide perguntou da cozinha, fazendo seu croche, ja com uma sensaçao de que o assunto que o filho iria falar com ela, era sobre Marion.
- Eu preciso falar com a senhora! - Fred bradou sentando - se na cadeira em frente à mae e Marion, por sua vez, ficou atenta, enquanto tentava fazer a sua liçao do seu quarto.
- Entao fale meu filho, eu ja ate sei do que se trata! - Zoraide bradou totalmente desanimada. - Mais problemas, nao e! - perguntou assustada com o que viria a seguir.
- Mamae! - Fred bradou, limpando a garganta.e melhor Marion vir ate aqui para ela se defender do assunto que sera tratado! - Fred determinou,enquanto a mae engolia em seco e ja estava vermelha de raiva da pobre garota, porque sabia muito bem que o assunto seria sobre ela, mas que ela nao conseguiria defender - se como uma garota normal se defenderia.
- Pode vir aqui, dona Marion! - Zoraide anunciou bem alto, enquanto o pobre coraçaozinho da garota acelerava - se ainda mais e o medo fazia - lhe secar a boca. - Venha porque o assunto e voce, minha querida! - Zoraide bradou na falsidade, enquanto Marion, por sua vez, deixava seus livros, desejando sofrer problema de surdez para nao escutar o que lhe viria a seguir.
- Eu pensei que nao era nem pra eu escutar o assunto de voces, mas como e sobre mim, eu tenho que ir ai para tomar uma tremenda bronca! - Marion reclamou, abrindo a porta do seu quarto, toda vermelha e sem graça, enquanto Zoraide e Fred a encaravam com furia, como se fosse num ringue e ela fosse o pior inimigo.
- E nao reclame Marion! - Fred olhou furioso para a garota, que continuava vermelha e com taquicardia. - Pode sentar ai mocinha, que e de voce mesma que nos vamos falar! - Fred bradou com arrogancia.
- Pode falar, filho! - Zoraide ordenou baixinho, enquanto Fred, por sua vez, dava um sorriso sarcastico para Marion, que olhava surpresa para ele, sabendo que sofreria muito com a noticia que seria dada pelo irmao maldoso, e Marion, por sua vez, via - se sentada diante da mae e do irmao, pronta para ser crucificada mais uma vez, ja sabendo tambem que a amizade entre ela e Sonda seria colocada em questao, era so o que faltava!!!
- Sabe quem estava la no patio pra cima e pra baixo com a Sonda, mamae! - Fred perguntou, olhando para Marion.
- A rainha da Inglaterra! - Marion respondeu, olhando para a mae, que olhou furiosa para ela.
- Ora, deixa de ser besta menina! - Zoraide a repreendeu furiosa. - E desde quando a rainha da Inglaterra teria amizades com uma garota daquele tipo! - Zoraide continuou furiosa.
- A Marion e a Sonda estao de amizades! - Fred aproximou os dois dedos, como era de costume entre os jovens naquela epoca.
- Mas eu nao acredito, Marion! - Zoraide olhou assustada para a filha, que sorriu sem graça para a mae, enquanto Fred, por sua vez, continuava olhando furioso para a irma, ainda nao satisfeito com o assunto a ser tratado, ele queria ver Marion sair dali totalmente derrotada. - Eu ainda nao acredito que voce e aquela vagabunda pela qual o Fred é apaixonado, agora estao de amizades! - Zoraide explodiu, assustando à pobre garota indignada. - E voce esta permitindo tudo isso, Fred! - Zoraide olhou furiosa para o filho, que baixou a cabeça totalmente sem graça e Marion, por sua vez, ficou feliz, pois o irmao havia falhado às ordens da mae. - E eu ainda confiei em voce, para vigiar a Marion naquela maldita escola! - Zoraide bradou com raiva, enquanto Fred, por sua vez, continuava cabisbaixo e Marion, por sua vez, ainda sentia - se vitoriosa com a situaçao.
- Mamae, eu nao posso ficar andando atras da Marion o tempo todo! - Fred reclamou nervoso. -
- E eu posso saber o por que de voce nao poder ficar atras da sua irma, Fred! - Zoraide perguntou, em tom de cobrança.
- Porque senao, todo mundo vai me chamar de maricas, oras! - Fred deu de ombros, enquanto Marion, por sua vez, ria da cara do irmao, que tinha medo de ser intitulado de Maricas, por todos os colegas da escola, e ela, que achava que Fred era totalmente dotado de coragem, havia descoberto a fraqueza do irmao, ele tinha medo de ser julgado pelos outros.
- Maricas! - Zoraide perguntou, olhando furiosa para Fred, que tambem olhava furioso para ela. - Desde quando andar atras da irma e ser maricas! - Zoraide continuou furiosa e em tom autoritario. - E o Zinho! - Zoraide continuou no mesmo tom. - Cade o Zinho! - continuou cobrando.
- A Sonda o expulsou da compania delas! - Fred foi logo explicando sem pensar, enquanto Zoraide, por sua vez, ainda olhava furiosa para ele e em tom de cobrança.
- E aquele maricas obedeceu! - Zoraide perguntou furiosa.
- Infelizmente ele permitiu, mamae! - Fred bradou desanimado. - E o que a Sonda nao pede que todo mundo nao faz! - Fred perguntou, ainda olhando para a mae, que estava inconformada com a conduta do filho.
E Marion, por sua vez, ria do embaraço do irmao, em ter que explicar o "porque" de nao vigia - la direito, conforme o combinado entre os dois e Fred, por sua vez, bufou furioso e com mais raiva ainda da conduta da irma em relaçao a ele.
E Fred, por sua vez, sempre se achava o bom, o sedutor, aquele cara que conseguia tudo e o que dava jeito em tudo e o pior de tudo e que muitos da escola, tambem achavam o mesmo dele e muitos caras ate tentavam copia - lo, pois o achavam o maximo!!!
- Muito bem! - Zoraide levantou - se nervosa da cadeira, largando ate o seu croche. - Eu vou ter que pagar alguem para vigia - la! - Zoraide olhou furiosa para Marion, que conteve - se ao sorrir. - Ja que ela nao sabe se conter e nem tampouco escolher às suas amizades! - bradou, olhando feio para Marion, que baixou a cabeça novamente triste. - Pra ela so um sorrizinho basta! - Zoraide bradou, condenando à pobre garota, que nada dizia, apenas engolia em seco. - Va para o seu quarto, sua incompetente e ve - se voce estuda para nao perder o ano, porque pelo jeito voce nao esta nem ai pra nada! - Zoraide continuou furiosa com a filha, que nada dizia, apenas levantava - se para obedecer às ordens da mae.
E Marion, por sua vez, retirou - se mais que depressa, como se fosse uma cadelinha adestrada que estava obedecendo as ordens de sua dona furiosa e Fred, mais que depressa, levantou - se e foi para o seu quarto, a fim de nao ouvir mais as ladainhas da mae, enquanto Zoraide, por sua vez, entregava - se ao seu croche novamente ouvindo Marion fechar a porta atras de si.

- Cara, eu estou aqui pensando com os meus botoes... - Sandro bradou, batendo nas costas de Fred, que virou -se para atende - lo, ainda chateado com a conversa que tivera com a mae e a irma no dia anterior. - Que tal eu fazer um outro concurso de beleza! - Sandro, olhou ansioso para Fred, que tambem olhou para ele com um enorme sorriso satisfatorio.
- E pra que voce quer fazer outro concurso de beleza, Sandro! - Fred perguntou sarcastico, deixando o garoto totalmente -m graçra a Bunnie ganhar, ficar colecionando titulos de Miss e ainda por cima ficar sonhando com o concurso Miss Brasil! - Fred continuou no mesmo tom sarcastico, enquanto Fred, por sua vez, olhava surpreso para ele.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A Magia...

Sonda estava sentada em seu divã, em devaneios, quando a empregada aproximou - se sem que a mesma notasse.
- Dona Sonda, a sua mae esta chamando a senhora para jantar! - a bela moça que era nova ali, apareceu bem na sua frente, chateando - a.
- Tudo bem! - Sonda levantou - se bufando. - Voce é a nova empregada, não é? - perguntou, encarando - a e medindo - a de cima em baixo.
- Sou sim, dona Sonda, licença! - a moça respondeu educadamente e retirou - se rapidamente e Sonda, por sua vez, ficou ainda vendo - a sumir e percebeu que a garota era extremamente linda e que ela tinha dotes suficientes para fazer o seu irmao Sandro perder a cabeça e sua mae logo manda - la embora, assim como fez com varias que nao eram tao belas.
E ficou pensando o "porque" da sua mae nao procurar empregadas gordas e peitudas, porque so assim era garantido que o seu irmao nao passaria cantada num tipo desses, a nao ser se ele fosse louco demais ou tivesse se drogado totalmente para ve - las extremamente belas e magrinhas...
- O meu irmao ja te cantou, garota? - Sonda perguntou aparecendo na frente da garota, que olhou assustada para ela.
- Sim, mas ele falou que esta apaixonado por uma tal de Bunnie, mas me garantiu que a qualquer hora ele me pega! - a garota sorriu ansiosa para que a promessa desse dia logo chegasse, enquanto Sonda, por sua vez, a encarava com raiva.
- E pelo visto voce esta totalmente ansiosa para sair do seu emprego, nao? - Sonda perguntou com pouco caso, enquanto a garota, por sua vez, a olhava ansiosa e surpresa pela pergunta que ela havia feito.
- Não, Deus me livre! - a garota mais que depressa benzeu - se. - Eu preciso da grana para sustentar os meus gatos! - olhou surpresa para Sonda, que nao havia entendido o que a garota havia dito.
- Gatos? - Sonda perguntou surpresa. - De duas ou de quatro patas? - Sonda perguntou, ao observar a garota menear a cabeça em positivo, respondendo a sua pergunta.
- Como assim, de duas ou de quatro patas, dona Sonda? - a empregada perguntou curiosa, pois nao havia entendido à pergunta feita por Sonda.
- De duas patas sao os homens mesmo e de quatro patas sao os bichanos! - Sonda respondeu sorridente, enquanto a garota, por sua vez, olhava ainda surpresa para Sonda.
- E quem vai me fazer perder esse emprego? - a empregada perguntou ansiosa.
- A minha mae, é claro! - Sonda respondeu com pouco caso.
- Mas por que a sua mae vai me tirar daqui? - a empregada continuou, ansiosa por uma resposta convincente.
- Porque todas as empregadas que o meu irmao da encima, a minha mae tira daqui! - Sonda respondeu rispida.
- Ahn, meu Deus! - a empregada tapou a boca com a mao. - Mas por que ela nao briga com o seu irmao, ao inves de mexer com as pobres das empregadas? - a empregada perguntou assustada, enquanto Sonda, por sua vez, ria da pergunta feita pela garota ingenua.
- Porque nao adianta ela brigar com o Sandro, ele nao ouve! - Sonda respondeu rispida. - Entao, ja que é assim, ela troca de empregadas de quinze em quinze dias! - Sonda respondeu toda sorridente e feliz, enquanto a pobre garota, por sua vez, olhava surpresa para ela.
- Ah, agora eu logo vi o "porque" de ter sido tao facil assim, de eu conseguir esse emprego! - a garota bradou totalmente desanimada com a situaçao. - Mas, madame, eu limpei o seu quarto todo bonitinho, e eu acho que a senhora vai gostar e vai falar para a sua mae que eu limpo direitinho e mesmo que se o seu irmao vier dar encima de mim, assim como ele prometeu, a senhora vai me defender, dando mais pontos para mim! - a garota explicou - lhe toda sorridente, enquanto Sonda, por sua vez, olhava surpresa para a empregada.
- Voce é muito inteligente e tambem acha que eu vou poder subornar a minha mae com palavras positivas sobre voce, mas jamais eu farei isso! - Sonda continuou rispida com a garota, que baixou a cabeça triste.
- Mas por que, dona Sonda? - a empregada perguntou ansiosa.
- Porque ela é minha mae e alem do mais, ela é a dona dessa casa e ela faz tudo conforme ela acha que deve ser, oras! - Sonda deu de ombros, enquanto a pobre garota, olhava triste para ela. - É só ela descobrir que o Sandro tentou ou fez algo com voce, que ela te manda embora imediatamente! - Sonda olhou para a pobre garota em tom de ameaça.
- A senhora tem tanta coisa bonita, dona Sonda! - a garota falou, suspirando, para ver se mudava de assunto, enquanto Sonda, por sua vez, olhava surpresa para a pobre garota. - A senhora tem ate fotos dos Beatles! - continuou feliz e sonhadora. - E eu fiquei boba com as coisas que a senhora tem, as suas roupas! - continuou suspirando e tapando a boca, num gesto caipira, de tao admirada que ficou.
- E voce mexeu em alguma coisa minha, garota? - Sonda perguntou em tom furioso.
- Nao, nao, madame, pode ficar sossegada! - a garota a tranquilizou e Sonda, por sua vez, ate deu um suspiro de alivio. -  E por que a senhora tem tanta coisa bonita, dona Sonda? - a garota fez a infeliz pergunta, enquanto Sonda, por sua vez, crispava os labios de raiva da garota.
- Porque os meus gostos sao diferentes dos seus, minha filha! - Sonda respondeu bem estupida, deixando a pobre garota totalmente sem graça.
- Só mais uma pergunta, dona Sonda! - a garota sorriu, enquanto Sonda, por sua vez, bufava de raiva da mesma. - Quem foi que deu aquele quadro que tem a senhora e o John Lennon juntos? - a garota continuou ansiosa por saber mais da vida de Sonda.
- Foi o meu namorado, garota! - Sonda continuou furiosa com a garota, que sorriu sonhadora, e Sonda, por sua vez, ficou olhando para a pobre garota curiosa, nao gostando muito dela estar invadindo a sua privacidade com perguntas idiotas. - Voce nao vai me fazer mais nenhuma pergunta, va colocar a mesa do jantar, poque senao a minha mae te manda embora hoje mesmo, antes do meu irmao cumprir o que te prometeu! - Sonda fez um gesto com a mao, como que enxotando a garota de perto dela e essa, por sua vez, mais que depressa, foi correndo, em direçao à cozinha.
- Ah, só mais uma coisinha! - voltou - se antes de abrir a porta da cozinha.
- Nao estou nem mais a fins de dar entrevistas para voce, garota! - Sonda bradou furiosa com a garota e com sua invasao de privacidade, deixando - a totalmente sem graça. - E quem voce pensa que é para me encher de perguntas idiotas? - Sonda perguntou furiosa, enquanto a pobre garota, humilhada, baixava a cabeça triste e retirava - se e Sonda, por sua vez, ria da cara da garota ingenua que podia muito bem ser alguma parente de Marion, porque ela agia como tal. 
- Com licença, madame! - a garota balbuciou de voz tremula e retirou - se, com lagrimas nos olhos, pronta para chorar, mas quando viu a sua patroa olha - la furiosa, logo enxugou as suas lagrimas e foi forte o suficiente para mais tarde, ao chegar na sua casa, chorar debaixo de seus lençois velhos, com seus gatos de consolo, todos, encima da sua cama, prontos para dormir juntos com ela.

E quando Sonda entrou em seu quarto, fechou a porta atras de si, ela sentiu uma forte dor no peito e uns arrepios estranhos e nao estava entendendo o "porque" de estar passando tao mal daquele jeito.
- Droga! - praguejou ainda nervosa. - O que sera isso que eu estou sentindo, hein? - continuou preocupada com o que estava sentindo.
- Nao vem jantar, filha? - Sonda escutou a mae de la do outro lado da porta do seu quarto e viu a mae entrando em seu quarto num grande estilo.
- Jantar de gala, mamae? - Sonda perguntou, medindo a mae de cima em baixo, porque a mae trajava um conjunto branco lindissimo, de calça jeans e blazer, e ainda por cima, aquele monte de colar no pescoço, enormes brincos, a maquiagem bem forte mesmo, estilo as maquiagens que usavam na decada de oitenta, e os aneis e as pulseiras, tudo pra combinar com o seu traje chique e lindo, e os saltos altos para realçar tudo aquilo, e para completar uma belissima blusa vermelha que ela usava por baixo, apenas para quebrar um pouco o branco, para nao parecer uma medica andando pela casa.
- Nao senhora, minha filha, eu nao vou a um jantar de gala! - Claudete respondeu sorridente, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava ainda mais, surpresa pela negativa da mae, pois seu traje estava muito informal para jantar em casa.
- Entao, a senhora vai para Paris, mae? - Sonda perguntou com um sorriso zombeteiro, ate que Claudete, por sua vez, percebeu que nao estava vestida de acordo para um jantar em casa. - Visitar Pierre Cardin? - Sonda continuou sorridente, enquanto Claudete, por sua vez, olhava para a filha e prestava a atençao bem no seu toque de elegancia, pois Sonda nunca exagerava em suas roupas.
- Voce nao esta batendo bem dos pinos, filha! - Claudete olhou seria para a filha, que logo desmanchava seu belo sorriso.
- Tudo bem, que o meu costureiro favorito é o Pierre Cardin, mas pelo que voce esta falando ai, eu nao estou adequada nem para fazer uma visitinha para ele, se eu precisar um dia! - Claudete bradou sorridente, para disfarçar seu mal humor, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para a mae, pedindo "socorro", pois ela nao estava se sentindo nada bem.
- A senhora esta vestida como para um jantar de gala, mamae, so nao gostei dessa blusa vermelha que nao colou nada, nada! - Sonda comentou ainda olhando para a blusa vermelha da mae.
- Voce nao vem jantar, filha? - Claudete perguntou, fingindo nao se importar com os comentarios da filha.
- Nao, mamae, eu nao estou legal! - Sonda bradou, jogando - se em sua cama, enquanto Claudete, por sua vez, olhava para a filha com pena da pobre garota.
- Nao falei? - Claudete  perguntou, voltando - se para Clovis, que ja estava escutando a conversa das duas, bem na porta do quarto de Sonda, mas ela nao conseguiu escutar toda a conversa, pois a mae fechava a porta atras de si, deixando Sonda novamente, mergulhar na solidao.
E em seu quarto, deitada em sua cama, Sonda começou a chorar do nada, e sem ao menos saber o "porque" do seu chororo, que a pegou repentinamente.
E logo em seguida, começou a chorar por Acacio, querendo apenas que ele voltasse para ela, e como seu choro nao tinha motivo nenhum, ela chorou por diversos tipos de coisas...
- Acacio, pelo amor de Deus, volta para mim! - soluçou com a cabeça escondida no travesseiro. - O que ela tem que eu nao tenho? - suspirou ainda com as lagrimas quentes caindo em seu belo rosto, e ate pensou em Marion, e foi ai que seu choro piorou mais ainda...

- E o que sera que a Sonda tem agora? - Clovis perguntou examinando a salada feita pela nova empregada.
- Ela disse que nao esta bem! - Claudete respondeu, servindo - se da comida feita pela nova empregada.
E enfim, Clovis saiu da mesa chateado, sendo observado por Claudete e por Sandro, e os dois olhavam - se depois, temendo acontecer alguma confusao entre Sonda e Clovis.
- Clovis, aonde voce pensa que vai? - Claudete perguntou apavorada. - Deixa a garota, ela disse que nao esta bem, so isso! - Claudete ate largou seu guardanapo e ambos estavam sendo observados pela nova empregada.
- Se ela nao esta bem, nao custa nada eu ver o que ela tem, ja que voce foi e nao conseguiu que ela viesse, quem sabe eu consigo! - Clovis bradou ao longe, enquanto Claudete e Sandro continuavam olhando - se preocupados com a situaçao.

E de seu quarto, sentada em sua cama, chorando, Sonda escutou umas batidas fortes na porta do mesmo, assustando - se com a presença do pai, pois sabia muito bem que a sua mae nao tinha conseguido convence - lo de nao ir procura - la para especular sobre os seus sentimentos.
E o negocio era ela abrir a porta do seu quarto, pois as batidas estavam ficando cada vez mais intensas.
- Filha! - Clovis bradou, ao ve - la abrir a porta toda desanimada e com os olhos vermelhos de tanto chorar. - O que voce tem, Sonda? - Clovis perguntou com pena da garota, que olhava intensamente para ele.
- Nada nao, pai! - Sonda deu de ombros, esforçando - se para ser o mais natural possivel. - Isso que eu estou sentindo é apenas uma indisposiçao! - Sonda respondeu tentando novamente ser natural.
- Filha, venha jantar que logo isso tudo passa! - Clovis tentou consola - la, pegando em sua mao, e logo Sonda, por sua vez, puxou sua mao bruscamente. - Quem sabe isso tudo é fome, filha! - Clovis continuou insistindo, enquanto Sonda, por sua vez, ria do jeito solidario do pai, que sabia que tinha alguma coisa por tras do comportamento brusco da filha.
- Eu ja disse para a mamae, que eu nao sinto fome e nao estou muito bem! - Sonda respondeu altiva e olhando séria para o pai, que nao estava querendo entender o tipo de indisposiçao que a filha estava sentindo.
- Se voce tiver sentindo algo mais forte, e so voce falar para o pai, filha! - Clovis continuou insistindo, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para o pai com um meio sorriso nos labios.
- Tudo bem! - Sonda resmungou, vendo - se livre do pai, que era o que ela mais queria e fechou a porta atras de si, jogou - se na cama e continuou de onde ela havia parado...
- Nao vem jantar mesmo? - Clovis voltou - se e perguntou, apenas para a porta, pois a filha ja havia fechado a porta atras de si, enquanto Sonda, por sua vez, bufava de tanta raiva que havia sentindo da insistencia do pai.
- Nao pai, eu ja falei que nao e nao adianta o senhor ficar insistindo, porque assim, o senhor vai me chatear ainda mais! - Sonda respondeu firme, para ver se o pai agora retirava - se da porta de seu quarto e fosse jantar junto com a sua mae, a empregada e o seu irmao. - E fala para a mae mandar a empregada guardar a minha comida que quando eu sentir fome ai sim, eu vou comer! - Sonda berrou do seu quarto, deixando Clovis, assim, satisfeito com a ideia da filha poder jantar mais tarde.

- Vamos jantar entao, porque a Sonda nao esta bem! - Clovis sentou - se à mesa e anunciou, enquanto Sandro, por sua vez, começava a dar as primeiras garfadas, de tanta fome que sentia. - E ela disse que é pra voce mandar a empregada guardar a comida dela, porque ela vem jantar mais tarde, quando der fome! - Clovis continuou comentando e olhando para a bela garota que acenou para ele, dando - lhe um pequeno aceno e Claudete, por sua vez, olhou furiosa para a garota, que logo baixou a cabeça triste, enquanto Sandro, por sua vez, olhava babando para a bela garota.
- Eu nao te falei? - Claudete perguntou, ainda olhando para o marido que pegava seu garfo e começava a comer com toda a furia da fome.

Ainda em seu quarto, depois que Sonda ouviu o silencio e a calma que reinava, ela voltou a chorar e a lamentar - se ainda mais...
Baixinho e bem baixinho, para que ninguem pudesse escutar...
- Acacio, como eu te amo! - começou a sussurrar para o seu travesseiro, imaginando ser o primo e namorado. - Voce e o primeiro e unico amor da minha vida! - continuou a chorar e a sufocar - se no travesseiro.
Olhou no espelho da sua comoda e chorou ainda mais, pois a sua aparencia esta horrivel, de tanto chorar...
- Ah, Marion, eu nao sei "porque" eu nao sou sua amiga, nao sei "porque" eu te maltrato tanto! - soluçou. - Por favor, pedoe - me! - soluçou ainda mais, agora bem de frente com a sua imagem horrivel, cara inchada, olhos tambem inchados e vermelhos, de tanto ela chorar... - O que? - sobressaltou - se de repente num susto só e olhou - se no espelho ainda totalmente inerte. - Marion? Eu falei em Marion? - perguntou - se ainda olhando - se no espelho, totalmente assustada com a ideia de ter falado na pobre garota que ela considerava como sua arqui - inimiga e rival.
E ficou chorando assim por muito tempo, sussurrando nomes confusos, como se estivesse bebada ou em algum transe... Chorava e suava, rezando para que Deus tirasse aquelas ideias confusas da sua cabecinha.
- Meu Deus! - elevou as maos aos ceus. - Eu nao sou vagabunda, assim como a maioria diz! - continuou sussurrando e aos soluços, enquanto olhava - se no espelho. - Ai meu Deus! - benzeu - se, escandalizada. - Eu vou acabar virando uma crente ou uma freira! - continuou soluçando e olhando - se no espelho .
Ela se mexia, abraçando seu travesseiro e sempre dizendo palavras confusas...
E Sonda, por sua vez, terminou de chorar, dando um lugar mais claro ao seu raciocinio, pensando melhor, ela ate podia ver - se melhor, conhecendo - se melhor por dentro e nao ficar ouvindo e importando - se com o que os outros diziam dela.
- Eu nao sei o "porque" dessa rincha, eu preciso de saber o que aconteceu no passado obscuro de nossas familias! - Sonda sussurrou, olhando - se no espelho, ainda com os olhos bastante inchados. - E eu vou me aproximar logo de Marion, apenas para ver se eu descubro alguma coisa sobre isso! - continuou, olhando - se no espelho e preocupada com o que podia descobrir a respeito da rincha entre as duas familias.

E no dia seguinte, Marion e Zinho estavam na porta da escola conversando, e prontos para entrar, so faltando o portao abrir, quando Sonda, timidamente, aproximou - se deles, olhando diretamente para Marion, que logo assustou - se com a ideia daquela garota briguenta estar bem ali, na sua frente, encarando - a.
- Zinho, voce foi na casa do Dudu? - Marion perguntou, ignorando Sonda, que ficou furiosa com a atitude da garota.
- Nao! - Dudu respondeu serio. - Voce sabe como é Sonda! - Dudu sorriu, estranhando a atitude da garota, que continuava olhando - os, furiosa. - Depois daquilo tudo, ele nao falou mais nada! - Zinho continuou explicando, enquanto Marion, por sua vez, ganhava tempo para tentar livrar - se de Sonda. - E eu nao quero mais encarar a insuportavel da mae dele! - Zinho continuou determinado e observando a presença de Sonda ali.
- Oi gente! - Sonda bradou feliz, acenando para os dois e vendo Marion e Zinho olharem surpresos para ela.
- Oi! - Zinho respondeu seco e olhou para Marion, que nada respondeu, apenas deu um aceno positivo com a cabeça para nao fazer muita desfeita dos cumprimentos de Sonda. - E o que manda? - Sonda perguntou, ainda olhando para Marion e achando a atitude dela estranha em relaçao ao seu cumprimento, pois achou que Marion tinha obrigaçao de responder aos seus cumprimentos.
- Olha... - Sonda pigarreou, colocando - se em frente a Marion, que ate assustou - se com a atitude da garota briguenta. - Eu nao vim aqui para brigar e nem tampouco para bater em voce, Marion! - bradou bem calma e olhando para Marion, enquanto Zinho, por sua vez, ria da atitude estranha da garota. - E se é o que voce esta pensando, Marion, eu nao vim aqui para fazer isso! - Sonda continuou explicando - se, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para Sonda, achando estranha a sua atitude em relaçao a Marion. - Mas eu sei o "porque" de voce estar pensando que a minha presença aqui é sinal de briga! - Sonda continuou falando, enquanto algumas pessoas, por suas vezes, ja observavam as duas garotas ao longe e ja apontavam para as duas, aproximando - se, prontos para verem a suposta briga entre as duas garotas. - Porque quando um Sandolli se aproxima de um Fontanni, todo mundo ja sabe que é para quebrar a cara! - Sonda continuou falando ansiosa, ao passo que Zinho, por sua vez, continuava olhando surpreso para Sonda e admirado pela conversa e tagarelice da garota ansiosa pela amizade de Marion. - E o que voces estao fazendo aqui? - Sonda perguntou, olhando para todas as pessoas que ja estavam ao seu redor, fechando os tres numa roda enorme!
- E por que voce quer que a gente saia fora, Sonda? - Cosmo perguntou furioso.
- Porque eu nao estou brigando, eu estou apenas conversando com a Marion! - Sonda respondeu, olhando furiosa para Cosmo. - Eu vim aqui na perfeita paz, Cosmo! - Sonda continuou indignada com o garoto loiro que olhava para ela com cara de deboche. - Ou melhor dizendo... - sorriu feliz. - Eu vim aqui para fazer uma amizade com voce, Marion! - Sonda continuou sorridente, surpreendendo a todos os que estavam ali, naquela roda, prontos para verem uma violenta briga, entre as duas, e todos começaram a falar ao mesmo tempo, indignados com o que estava acontecendo entre as duas garotas.
- O que? - Marion perguntou ainda surpresa. - Voce veio aqui a fim de fazer amizade comigo, Sonda? - Marion perguntou escandalizada com a situaçao que estava surgindo bem na sua frente.
- Eu nao acredito, Sonda! - Zinho bradou furioso e olhando feio para Sonda, que ate sobressaltou - se com a atitude drastica do garoto. - Que bicho te mordeu? - Zinho perguntou ainda incredulo com a atitude brusca da garota sorridente. - Voce esta muito estranha, Sonda! - Zinho continuou surpreso, enquanto Sonda, por sua vez, continuava encarando o garoto e com muita furia e vontade de dar na cara dele, mas controlou - se, para nao arrumar mais briga na porta da escola e para nao satisfazer todas aquelas pessoas que estavam ali naquela roda a fim de ve - la brigar.
- Por que voce esta perguntando isso, Zinho? - Sonda perguntou furiosa.
- Porque nem voce e nem seu primo, nunca foram assim, de brigar e depois vir correndo fazer as pazes! - Zinho continuou olhando incredulo para a garota desdenhoza e furiosa. - Ontem foi a vez do Dudu fazer as pazes comigo e hoje e a sua vez de fazer as pazes com a Marion! - Zinho bradou, olhando para a garota sorridente, que nao estava querendo mais perder a pose. - Eu nao estou entendendo mais nada, Sonda! - Zinho coçou a cabeça preocupado. - Que tipo de remedio deram para voces dois? - Zinho continuou perguntando e todo sorridente, totalmente descrente com o que ele estava observando ali, bem na sua frente.
- É! - Cosmo concordou, aplaudindo. - É isso aí, cara! - Cosmo continuou feliz.
- E por acaso, voces acharam a pilula da amizade? - Zinho continuou surpreso com a situaçao, enquanto Sonda, por sua vez, encarava o garoto, com muita furia. - Muito bem, entao! - Zinho bradou, aplaudindo, pois nao estava obtendo respostas às suas perguntas, da parte de Sonda. - E ja que voce veio aqui a fim de fazer as pazes com a Marion, entao, abrace - a! - Zinho bradou, encorajando Sonda, que ainda estava timida em relaçao a fazer as pazes com Marion e Sonda, por sua vez, fuzilou - o com o olhar, deixando - o totalmente encabulado com a sua atitude inesperada.
E Marion e Sonda, por suas vezes, começaram a olharem - se tensas e surpresas com a situaçao forçada por Zinho, que continuava sorridente e feliz, ansioso por ve - las abraçadas, a fim de acabar logo com aquela maldita rincha entre elas.
- Abraça, abraça, abraça!!! - todos os que cercavam os tres, naquela enorme roda, começaram a bradar, com palmas ritmadas.
- Vamos gente, nao custa nada tentar! - Marion disse humilde, e Sonda, por sua vez, ficou surpresa com a humildade da garota e sorriu para ela, a fim de selar a amizade entre elas, ja que para o abraço, as duas estavam timidas e totalmente timidas...
- É! - Sonda concordou, ainda com um enorme sorriso nos labios. - Nao custa nada tentar! - Sonda continuou sorridente, abraçando a nova amiga e todos os demais, que estavam ali, a fim de verem uma nova briga, começaram a aplaudir as duas garotas, surpresos e felizes, e com alguns comentarios maldosos e paralelos, pois as duas estavam selando uma nova amizade com aquela abraço caloroso, da parte de ambas.
- O que esta acontecendo? - Sandro aproximou - se de Fred, ao observar a enorme roda na porta da escola, bem ao longe.
- As duas fizeram as pazes! - Zinho apareceu feliz, apontando para a roda.
- Quem esta fazendo as pazes, Zinho? - Sandro continuou curioso e olhando para a roda, querendo saber quem fazia as pazes e nao brigava como era o de costume, na porta daquela escola.
- A Sonda resolveu fazer as pazes com a Marion! - Zinho comentou feliz, enquanto Sandro, por sua vez, olhava para Fred e dava um sorrizsinho amarelo para ele, que olhava furioso para a roda.
- Eu nao acredito que a Sonda esta fazendo as pazes com a trouxa da minha irma! - Fred bradou indignado com a situaçao e o erro de Sonda estar fazendo as pazes com a sua irma Marion.
- Ontem foi o Dudu que resolveu fazer as pazes com voce e hoje e a Sonda que resolveu fazer as pazes com a Marion! - Sandro continuou admirado com a situaçao.
- E nao vai demorar muito, vai vir o Cacio pedindo perdao para voce, Fred! - Zinho bradou feliz e olhando para Fred, que ao ouvir aquilo de Zinho, benzeu - se, so em pensar que isso teria possibilidades de acontecer - lhe.
- O Cacio nao! - Sandro olhou furioso para Zinho. - Se eu bem o conheço, jamais ele fara isso! - Sandro bradou, benzendo - se tambem, enquanto Fred, por sua vez, olhava furioso para ele, e percebendo que o garoto tambem nao queria que seu primo Acacio fizesse as pazes com ele!
- Sandro, voce tambem me disse que conhecia muito bem a sua irma, e que jamais ela seria capaz de estar fazendo o que ela esta fazendo agora! - Zinho comentou surpreso, enquanto Sandro, por sua vez, olhava para o garoto, sem nada o que responder, pois Zinho estava totalmente certo no que lhe dizia.

E o final de ano aproximava - se, e com ele, tambem os resultados finais...
- Marion! - Sonda chamou a garota, ainda receosa do que poderia lhe acontecer. - Espere! - foi correndo atras da garota que ficou parada no meio da rua, estatica.
E Marion, por sua vez, nao entendia o "porque" de Sonda, a garota que a odiava, aproximar - se dela, assim, tao de repente...
Parecia ate que Sonda brincava com os seus sentimentos, assim como Acacio, seu primo, parecia fazer...
- Sabe Sonda! - Marion olhou sincera para a garota, logo quando essa aproximou - se dela. - Eu acho que voce esta querendo é brincar comigo! - Marion disse, decepcionando Sonda, que olhou surpresa para ela.
- Mas por que voce acha que eu estou brincando com voce, Marion? - Sonda perguntou indignada com o pensamento da pobre garota assustada.
- Pelo fato de voce vir falar comigo, procurando amizade, dá para pensar que isso tudo é uma tremenda brincadeira, ou entao, ate que voce está querendo alguma coisa de mim! - Marion continuou com a voz tremula e Sonda, por sua vez, continuou surpresa com a inteligencia da garota que ela pensava que era burra.
Não, Marion não era burra, ela era simplesmente uma garota fragil!
- Imagine, Marion, jamais eu pensei em me aproximar de voce para brincar com os seus sentimentos ou ate mesmo por querer me aproveitar de voce com o intuito de querer algo em troca! - Sonda respondeu com sinceridade, embora ela quisesse algo em troca sim... Ela queria era que Marion esquecesse o seu primo, somente isso, ai sim, ela tentaria novamente algo com o seu amado Acacio!
- Mas mesmo voce me afirmando que não é isso, eu nao acredito, Sonda! - Marion bradou olhando serio para a garota, que ficou triste por Marion ser tao intuitiva assim e ate temeu da garota descobrir que a sua intençao era Acacio e não a amizade de Marion, ela era apenas as portas de entrada para o coraçao do seu primo! - E eu acredito tambem que essa aproximação se deu depois que voce bateu em Bunnie e em varias garotas folgadas ou nao da escola! - Marion continuou olhando serio para Sonda, que olhou surpresa para ela.
- Não, Marion, isso não é motivo para eu me aproximar de voce! - Sonda começou a falar, tentando convencer a pobre garota que ainda nao acreditava em sua amizade. - E por que voce acha que eu me aproximei de voce, depois dessas brigas todas? - Sonda perguntou seria e ainda surpresa.
- Porque ninguem quer se aproximar de voce, ninguem quer papo com voce, a nao ser aquela chata da Eleomara, todas temem a voce! - Marion bradou, apontando para Sonda. - Acredito que com isso, as coisas mudaram muito pra voce e que voce esta se sentindo desprezada por todos daqui da escola, inclusive a maioria das garotas que olham para voce e se arrepiam de tanto medo! - Marion bradou, ainda olhando Sonda, que ficou surpresa pelas palavras da garota.
- Espere aí, Marion! - Sonda segurou no braço da garota, enquanto que os demais que viam, comentavam sobre a cena entre as duas garotas.
- O que foi dessa vez, Sonda? - Marion perguntou assustada com aquele aperto em seu braço.
- O Zinho vem vindo, mas isso nao e certo Marion! - Sonda a encarou e a olhou nos olhos. - Eu nao estou me aproximando de voce, por causa dos outros, é serio! - Sonda continuou apelando pela amizade da garota. - O seu namorado! - Sonda suspirou e Marion, por sua vez, ate tremeu, pensando que Sonda referia - se ao seu primo Acacio.
- Namorado, que namorado? - Marion perguntou, com medo de olhar.
- O Zinho, Marion! - Sonda bradou toda sorridente e feliz, decepcionando a garota, que logo ficou sem graça.
- Mas a gene só é colega, Sonda! - Marion respondeu triste.
- É, mas nao parece, Marion! - Sonda bradou com um enorme sorriso. - Voces dois andam tao colados que todo mundo comenta aqui na escola que voces sao namorados! - Sonda revelou o que todos pensavam sobre ela e Zinho, enquanto Marion, por sua vez, olhou assustada para a garota.
- Mas como assim "namorando", Sonda? - Marion perguntou assustada.
- É, pelo visto o Zinho não te explica nada mesmo e nem tampouco te pede em namoro! - Sonda continuou sorridente e feliz. - Puxa, eu ate pensei que voces estivessem de casinho! - Sonda continuou ansiosa e feliz.
- Casinho? - Marion perguntou surpresa. - E o que é "casinho", Sonda? - Marion perguntou surpresa com a expressao da garota.
- Casinho é quase namoro! - Sonda respondeu ainda sorridente, e achando engraçado a ingenuidade da pobre garota.
- Ah, entao quer dizer que é uma aproximação quase avançada, pronta para chegar ao namoro! - Marion repetiu como se estivesse descobrindo uma joia preciosa.
- Isso aí, garota! - Sonda bradou feliz e aplaudindo. - Por que voce não para de andar com o Zinho, ja que voce gosta do meu primo Acacio? - Sonda perguntou curiosa, querendo saber mais sobre o amor de Marion em relaçao a Acacio, seu primo, pronta para vasculhar a vida da pobre garota.
Afinal de contas, ela so estava conversando com Marion, apenas para descobrir o "porque" da rincha entre as duas familias e tambem para afasta - la de seu primo Acacio.
- Porque é isso que o Fred quer! - Marion baixou a cabeça triste. - Ele quer que eu fique andando com o Zinho, para que nunca o Cacio se aproxime de mim! - Marion continuou triste e cabisbaixa, enquanto Sonda, por sua vez, sentiu pena de Marion, pela primeira vez e descobriu que a pobre garota estava sendo totalmente pressionada pelo imbecil do Fred, que usava Zinho para afasta - la de seu primo Acacio.
- Entao o Zinho esta servindo como escudo para voce e o Cacio nao se aproximarem? - Sonda perguntou surpresa, enquanto Marion, por sua vez, meneava a cabeça em sinal positivo.
- Exatamente! - Marion concordou desanimada, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava com pena.
- E com isso, o meu primo nao se aproxima de voce, porque ele deve pensar o mesmo que todo mundo! - Sonda concluiu penalizada pela pobre garota, mas feliz, porque Marion nao podia ter o seu primo que ela tanto queria!
- Uhn, Sonda! - Nina apareceu por tras da garota e a segurou pelo braço e ficou encarando Marion com ar zombeteiro. - Quando nós andavamos juntas, parecia ate que voce era tao equilibrada! - Nina continuou com seus comentarios sordidos e ainda olhando furiosa para Marion, que sorriu feliz para ela, deixando - a mais furiosa ainda.
- Me solta, sua porca! - Sonda bradou, dando um violento safanao com o braço e deixando a garota totalmente desequilibrada, pronta para cair, mas Nina segurou - se, enquanto Marion, por sua vez ria da cara da garota que ainda ajeitava - se para nao cair, tamanha a força de Sonda. - É melhor eu arrumar novas amizades, do que continuar com as antigas que de nada me servem! - Sonda respondeu furiosa e olhando feio para a garota, que olhava surpresa para ela. - Voce pensa que eu me esqueci do que voce e a Bunnie me fizeram? - Sonda perguntou furiosa.
- Mas não foi a gente que te fez, foi o seu namoradinho que te fez, Sonda! - Nina respondeu com pouco caso. - Voce so pensa que foi a gente que correu atras do Cacio, mas foi ele quem correu atras da gente! - Nina respondeu ainda com pouco caso, enquanto Sonda, por sua vez, bufava de raiva, sabendo que o que Nina falava para ela nao era verdade.
- Corre atras do Acacio e ainda fala que é ela quem corre atras de voce e da Bunnie, e depois ousa a tentar uma aproximaçao comigo? - Sonda perguntou ainda furiosa com a garota, que dava de ombros, em sinal provocante.
- Voce esta vendo o que da mexer com a Sonda, Nina? - Eleomara perguntou atras da mesma, que olhou para ela furiosa. - A Sonda não é dessas que recebe insultos e depois deixa pra la, como umas que tem por ai! - Eleomara bradou, olhando furiosa para Marion.
- Quem anda com bicho sabe a sua especie e o seu comportamento e ainda acaba virando o mesmo! - Nina bradou, olhando furiosa para Eleomara que ainda sorriu sarcastica para ela.
- Se voce acha que a Sonda é um bicho, então por que voce esta tentando novamente aproximar - se dela? - Eleomara perguntou furiosa, enquanto Nina, por sua vez, engolia em seco, sem ter o que responder para a garota furiosa.
E vendo tudo aquilo, e achando que iria esquentar e que iria sobrar para ela, Marion retirou - se calada daquele meio, deixando Sonda sozinha, ali com as duas garotas que ainda olhavam - se, estranhando - se e prontas para brigar, mas quando viram o inspetor Gomes, acabaram dispersando - se e Sonda, por sua vez, tambem acabou fazendo o mesmo, pois sabia que sobraria para ela.

- Marion, por que voce saiu fora quando a Eleomara chegou e começou a discutir com a Nina? - Sonda perguntou, guardando o seu material na mala.
- E por que voce so fica especulando as coisas que eu faço, Sonda? - Marion devolveu a pergunta de uma tacada só, surpreendendo a outra garota, que olhou - a surpresa. - E o que esta acontecendo com voce, Sonda? - Marion continuou encarando a garota que a olhava com cara espantada e surpresa. - Por acaso voce tomou a pilula da amizade? - Marion continuou fazendo - lhe perguntas e olhando - a, observou que Sonda, por sua vez, ria do jeito que Marion lhe fazia tantas perguntas.
- Andar com o engraçadinho do Zinho, da nisso ai, olha! - Sonda apontou para Marion, que ficou furiosa com ela. - E por que voce nao levanta a cabeça para falar com as pessoas, Marion? - Sonda perguntou, olhando para a garota, que baixava a cabeça novamente. - Da minha parte, eu nao tenho mais rinchas com voce, Marion! - Sonda mentiu, toda sorridente e feliz, para que Marion percebesse que ela nao estava mentindo, mas no fundo, no fundo, Sonda mentia... Porque ela queria ganhar tempo para reconquistar o seu primo de volta e a unica pessoa que podia ajuda - la no feito, era a pobre e desiludida da Marion. - Pode ficar sossegada, Marion! - Sonda levantou a cabeça da garota com toda a delicadeza do mundo, de modo que Marion, foi obrigada a olha - la, mas Marion, por sua vez, nao sentia firmeza nas palavras ditas pela garota ansiosa.
- E voce esta falando, serio? - Marion perguntou, ainda olhando desconfiada.
- Sim, mas e logico que estou! - Sonda mentiu novamente, pensando que Marion nao estava desconfiando da sua amizade repentina.
- Eu nunca tive uma amiga sincera, em todos esses anos da minha vida! - Marion reclamou com um sorriso singelo, enquanto Sonda, por sua vez, continuava exibindo aquele sorriso forçado para Marion, que ainda desconfiava da garota.
- E nem eu, Marion! - Sonda sorriu, e as duas acabaram abraçando - se, e todos que entravam na sala, começaram a estranhar a amizade repentina das duas garotas, e com isso, surgiram muitos comentarios sarcasticos das pessoas que adentravam - se na sala, e alguns ate aplaudiam felizes e surpresos, e outros ate ignoravam o que acontecia entre as duas garotas felizes.
- E eu nunca tive uma amiga assim! - Cleide lamentou - se bufando de raiva e observando a cena entre as duas garotas, com a maior raiva do mundo.
- Ninguem quer ter amizade com uma garota chata e impertinente e tao esquisita assim como voce, Cleide! - bradou Zinho, furioso com os comentarios sarcasticos da garota invejosa. - E ainda por cima, voce engana a todo mundo tambem! - Zinho continuou furioso com a garota que olhava furiosa para ele.
- É, mas eu te ajudei em relaçao à Marion! - Cleide bufou furiosa, enquanto Zinho a olhava com um enorme sorriso sarcastico. - E foi bom, porque voce confirmou que ela gosta mesmo é do Acacio! - Cleide continuou furiosa com o garoto, que olhava do mesmo jeito para ela, totalmente sem graça e furioso com a resposta sarcastica da garota.
- Não interessa o que voce tentou fazer, Cleide! - Zinho bradou furioso, despertando a atençao dos demais que estavam se arrumando na sala. - Eu estou pouco me lixando para voce e para os seus pensamentos cretinos! - Zinho bradou furioso e dando de ombros. - Detesto voce e dispenso a sua amizade! - Zinho continuou furioso com Cleide, que baixava a cabeça triste e fazia beicinho para que alguem dali tivesse dó dela, mas só que ela, novamente não conseguiu que ninguem sentisse pena dela. - Voce é uma traidora, isso sim! - Zinho deu as costas para a garota, que sentou - se em seu lugar, totalmente derrotada.
- Nao esquenta com ele nao! - Nina bradou, acalentando a garota, que chorava baixinho. - Eu vou ser sua amiga! - Nina bradou, piscando para Eleomara, que olhava furiosa para ela, enquanto Cleide, por sua vez, sentia - se feliz e surpresa com a noticia dada pela bela garota.
- Depois que a Cleide descobrir o tipo que voce é, ela nunca mais vai querer lhe dirigir a palavra, Nina! - Eleomara bradou com sarcasmo, enquanto Nina, por sua vez, a olhava furiosa, e sem nada a dizer.

- Pode cair fora, Zinho! - Sonda ordenou  ao ver o pobre garoto aproximando - se das duas.
- Espere ai, Sonda, esse é o meu lugar! - Zinho olhou zangado para Sonda, que tambem olhava para ele a altura e ja sentava - se no lugar que era dele, bem proximo à Marion.
- Nada disso, Zinho, eu ja estou sentada aqui! - Sonda continuou determinada e enfrentando - o com o olhar, sob os olhares e comentarios de toda a classe.
- Nao senhora, o ano que vem, quem sabe a gente troca! - Zinho continuou discordando da garota furiosa.
- Tire as suas patas sujas decima de mim! - Sonda gritou furiosa e enfrentando - o com o olhar, pronta para voar encima do pobre garoto, enquanto o garoto, mais que depressa tirava suas maos encima dos ombros de Sonda, que empurrava - o, derrubando todas as suas coisas no chao.
- Que legal! - Cleide bradou feliz, enquanto todos gargalhavam e Sonda, por sua vez, a enfrentava com o olhar, deixando - a totalmente sem graça.
- O que esta acontecendo aqui, Sonda? - a professora entrou furiosa na sala e começou olhar feio para Sonda, que a olhou, exibindo um sorriso maldoso.
- O Zinho e a Sonda estao brigando por causa de lugar! - Nina dedou, sob os olhares furiosos de Sonda.
- Sonda, por que voce nao volta para o seu lugar? - a professora dirigiu - se à Sonda, com toda a furia do mundo.
- Porque ai na frente tem algo que nao me agrada, professora! - Sonda respondeu rispida, olhando em direçao à Nina, que olhou para ela, exibindo - lhe um sorriso sarcastico e Sonda, por sua vez, sentiu uma vontade louca de levantar - se e ir ate Nina, e arrebentar a cara da garota maldosa e ladra de namorados.
- Aé? - a professora cruzou os braços, indignada com a resposta dada por Sonda. - E ai atras tem algo que lhe agrada agora, Sonda? - a professora perguntou, olhando para Marion, que olhou surpresa para ela.
- Mas e claro que tem, professora! - Sonda respondeu determinada, vendo que a professora nao estava acreditando que ela havia feito amizade com Marion.
- Sabe o que é, pissora, é que a Sonda resolveu fazer amizade com a Marion! - Nina bradou sarcastica, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava com muita furia.
- Eu acho que aqui na sala esta um fedor tremendo de chiqueiro! - Sonda bradou tapando o nariz e olhando furiosa para Nina, que a olhou surpresa e vermelha de raiva.
- E verdade, Sonda! - Nina concordou para a surpresa de Sonda. - E voce é a propria porca que esta recem chegada ao chiqueiro! - Nina bradou furiosa, enquanto Sonda a olhava com desdem. - So faltava voce para completar o mangueirao, nao e? - Nina perguntou às gargalhadas, enquanto todos da sala riam da cara de Sonda e da cara de Marion.
- E na sua casa que nem precisa de galinheiro? - Sonda perguntou furiosa. - Porque ja tem uma galinha que faltava para completar, e ainda vai mais uma para completar aos finais de semana, nao e, Nina? - Sonda perguntou furiosa e a professora estava no meio das duas garotas que estavam trocando farpas.
- Eu prefiro ser galinha do que ser porca! - Nina continuou furiosa com a garota que a olhava com odio. - E voce esta mexendo com a Bunnie sem a presença dela aqui? - Nina perguntou no mesmo tom de furia.
- A presença dela aqui e nada da no mesmo, minha querida! - Sonda respondeu furiosa, enquanto Nina continuava olhando - a no mesmo tom de furia. - E aposto que voce ia na minha casa antes, para procurar algum galinheiro para se encostar, nao e? - Sonda perguntou fuirosa. - E como voce nao encontrou, entao voce resolveu unir - se à Bunnie, prontas para tomar o meu primo de mim! - Sonda continuou furiosa com a garota, que ria para ela com despeito.
- Eu nao piso mais em casa de porca! - Nina continuou furiosa com Sonda, que agora ria da cara dela. - E agora voce esta ai, unida com a Marion, pensando que e a gente que vai tomar o seu grande amor de voce, e no fim quem vai tomar ele de voce, é a Marion! - Nina dasabafou, olhando furiosa para Marion, que nada disse, apenas baixou a cabeça triste, enquanto Sonda, por sua vez, olhava preocupada para Marion, mas precisava de contornar essa situaçao, pois sabia que os dois se gostavam e nao podia deixar isso acontecer.
- É melhor parar, senao voces duas vao parar na diraçao e vao resolver isso la com a dona Virginia! - a professora ameaçou, observando o silencio das duas garotas, que continuavam olhando - se furiosas.

E na hora do intervalo, Zinho foi correndo atras das duas garotas, que conversavam felizes e sorridentes, com o intuito de resgatar a amizade de Marion novamente, temendo Sonda levar Marion para o lado de Acacio.
- Oi gente! - Zinho bradou feliz, aproximando - se das duas garotas sorridentes e felizes e passando na frente delas.
- Zinho, da pra voce sair fora? - Sonda perguntou furiosa com a atitude do garoto e surpresa por ve - lo bem na sua frente, assim, tao de repente. Voce e o Dudu ja ficaram de bem! - Sonda olhou serio para Zinho. - Entao, por que voce nao vai procurar os seus novos amigos? - Sonda continuou amavel e gentil com o garoto que olhava surpreso para ela.
- Entao ta tudo bem, Sonda! - Zinho concordou sem graça e arrependido do feito realizado e retirou - se sem graça e sem olhar para tras.
- Sonda, por que voce fez isso? - Marion perguntou, olhando surpresa para Sonda, enquanto Zinho sumia ao longe e aproximava - se da rodinha de novos amigos.
- Porque eu nao quero que ele fique muito grudado a voce, Marion! - Sonda respondeu, olhando - a serio. - Agora nos somos amigas e nao fica bem o Zinho ficar se metendo no meio! - Sonda continuou explicando para Marion, que estava sem ao menos entender o que estava se passando. - E nao se preocupe que o Zinho nao se zanga a toa! - Sonda respondeu sorridente e com plena certeza de que Zinho nao jamais se zangaria com a sua atitude!
- Entao voce conhece o cara? - Marion perguntou surpresa.
- Mas e claro que sim, Marion! - Sonda respondeu ansiosa e admirada por Marion se preocupar com as pessoas e começou a perceber que Marion nao era como a sua familia pintava!
- Voce é muito comunicativa, nao é, Sonda? - Marion perguntou admirada, enquanto as duas caminhavam em direçao ao patio.
- É! - Sonda concordou sorridente. - Sou sim e eu acho que voce tem que mudar o seu circulo de amizades! - Sonda opinou amigavelmente, sem querer magoar a nova amiga que se preocupava muito com as pessoas.
- Circulo de amizades? - Marion perguntou admirada, sob os olhares de Sonda.
- E nao va me dizer que voce nao sabe o que é um "circulo"? - Sonda perguntou, achando estranho a ignorancia de Marion.
- Nao, Sonda, eu sei sim! - Marion respondeu timida e sem graça. - É que eu nao tenho amigos, como e que eu vou mudar o meu circulo de amizades? - Marion perguntou ainda timida e sorridente. - E voce ainda vem me falando que eu tenho que mudar o meu circulo de amizades? - Marion perguntou ainda admirada com a atitude da nova amiga, que olhava surpresa para ela.
- Bom... - Sonda sorriu sem graça, encarando a nova amiga. - Mudando de assunto... - começou a falar, com o intuito de disfarçar. - O que voce quer ser quando crescer? - Sonda perguntou ansiosa por uma resposta positiva.
- Bom... - Marion sorriu, pronta a fazer uma nova piada. - Eu acho que nao vou crescer muito! - Marion sorriu, deixando Sonda feliz com a sua piadinha totalmente sem graça. - Estou em duvidas entre professora e aeromoça! - Marion respondeu dividida, enquanto Sonda a olhava incredula, pois sabia que a garota nao se daria bem em nenhuma das duas profissoes, talvez por sua timidez e por nao conhecer o significado de muitas palavras, pois Sonda achou que no futuro Marion as aprenderia!
- Bem... - Sonda sorriu ansiosa por falar sobre o que ela queria ser. - Eu ja sei o que eu vou ser quando eu crescer! - Sonda sorriu fazendo panca.
- É mesmo? - Marion perguntou ansiosa pela resposta da garota que ainda botava panca.
- Sim! - Sonda respondeu no mesmo olhar que Marion a dirigia.
- Entao, diga logo, Sonda! - Marion bradou ansiosa por uma resposta que justificasse a panca que Sonda estava colocando encima dela.
- Médica! - Sonda respondeu feliz e ansiosa, enquanto Marion, por sua vez, a olhava surpresa, pois sabia que um curso de medicina era carissimo, e alem de ser carissimo, para entrar em uma faculdade publica, Sonda teria que ralar muito, ainda mais ela, que nao se importava muito com os estudos e que so queria era brincar! - Eu quero ser Médica igualzinho ao meu pai! - Sonda continuou ansiosa, enquanto Marion, por sua vez, a olhava surpresa.
- É mesmo, Sonda? - Marion so fez perguntar, ainda surpresa com o sonho radiante da garota feliz e ansiosa. - Que legal! - Marion bradou ainda sorridente e feliz pelo sonho da amiga e desejando que esse, por sua vez, se realizasse!
E as duas caminhavam patio a fora, sorridentes e felizes, e Sonda, por sua vez, ficou feliz em poder compartilhar o seu grande sonho com a sua nova amiga e vendo que Marion era sincera, e ela sentia isso, percebeu que poderia compartilhar todos os seus sonhos com ela.
Enquanto isso, Zinho, por sua vez, roncava o maior papo em sua nova rodinha de amigos e os garotos por sua vezes, nem tampouco piscavam os olhos, atentos aos papos que Zinho estava roncando para eles.
- Olha la! - Sonda apontou para a rodinha de amigos do primo, enquanto Zinho roncava papo, Dudu, por sua vez, olhava atento para Sonda, nao acreditando na nova amizade que surgiu entre sua prima e Marion. - Eu nao falei, Marion? - Sonda perguntou feliz. - O Zinho é assim mesmo, ele tem o coração puro, nao se zanga com ninguem, ele é como voce, sabe perdoar! - Sonda sorriu para a nova amiga, que tambem correspondeu ao seu sorriso tambem.
- Sonda, voce vai passar de ano? - Marion perguntou triste, pois ja sabia que as suas notas nao dariam para ela passar de ano!
- Não sei! - Sonda deu de ombros, ainda cabisbaixa. - Talvez sim, talvez nao... - Sonda sorriu encabulada ao lembrar - se de suas notas. - Sei la, depende da professora! - Sonda continuou sorridente, nao demonstrando preocupaçao, mas no fundo, ela se preocupava muito, pois sabia que isso pesaria em seu curso de medicina! - E nem me pergunte se eu vou visitar o John Lennon, porque eu nao vou mais! - Sonda bradou triste, ao lembrar - se que nao veria o seu idolo, como o prometido, se ela se esforçasse para passar de ano!
E ao lembrar - se dessa parte, Sonda ficou totalmente triste com a ideia de nao ve - lo mais!
- Quem é a figura? - Marion perguntou curiosa, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava surpresa e sem ao menos perdoar a tamanha ignorancia da garota, ate ai, nao saber o significado das palavras ainda ia, agora nao saber nada sobre o seu idolo John Lennon, era demais!
- John Lennon foi um ex Beatles que foi morto por um ignorante, o ano passado! - Sonda explicou ainda incredula pela garota nao conhecer nada sobre o seu idolo! - Na verdade eu nao iria visita - lo pessoalmente, porque ele ja morreu, mas eu ia visitar o seu tumulo! - Sonda terminou de explicar, observando que Marion a olhava surpresa e incredula.
- Ex Beatles? - Marion perguntou lembrando - se da sua irma. - A minha irma mais velha tem os discos desses caras ai! - Marion respondeu, visualizando a sua irma apaixonada pelos Beatles e pegando os discos e colocando - os na vitrola, cantando feito uma louca!
E Sonda, por sua vez, ficou ansiosa em conhecer a irma de Marion, pois gostaria de conhecer todos os fas dos Beatles para ela poder manter contatos e poder reunir - se sempre na casa dessas pessoas que eram fas dos Beatles, para poder falar em John Lennon.
- E como se chama a sua irma, Marion? - Sonda perguntou ansiosa, achando que a irma de Marion era pouca coisa mais velha do que ela.
- Zulma! - Marion respondeu bem baixinho e com um enorme sorriso, enquanto Sonda, por sua vez, colocava a sua cabeça para funcionar, imaginando ter ouvido esse nome antes entre os seus tios. - Ela ja é casada, Sonda! - Marion respondeu, tirando todas as esperanças da garota sonhadora.
- Eu ja ouvi esse nome antes, Marion! - Sonda respondeu determinada e desconfiada de que tinha alguma coisa errada em relaçao à sua familia e à irma de Marion! - O meu tio estava falando desse nome, uns dias atras, com o meu pai! - Sonda continuou desconfiada da situaçao, enquanto Marion, por sua vez, olhava surpresa para ela. - So que deve ter tanta gente com o mesmo nome da sua irma, que eu acho que nao tem nada a ver com a sua irma! - Sonda bradou ansiosa, e sentindo cheiro de coisa estranha no ar, enquanto Marion tambem a olhava estranho.
- Pode ate ser, Sonda! - Marion deu de ombros, insatisfeita com a explicação da nova amiga. - Mas so que o nome da minha irma nao e tao comum assim! - Marion continuou explicando, observando que Sonda a olhava desconfiada.
- Entao...- Sonda pigarreou, observando que conseguiria arrancar muita coisa de Marion. - Voce tem que decidir logo o que voce vai ser quando crescer, Marion! - Sonda bradou, aliviando a tensao que pairava entre as duas garotas, enquanto o sinal do intervalo tocava e as duas corriam logo para a fila, a fim de irem para a sala.
- Mas Sonda, voce iria gastar dinheiro para visitar o tumulo do John Lennon? - Marion perguntou ansiosa.
- Ia Marion! - Sonda respondeu sorridente. - Voce nao gosta de nenhum cantor nao, Marion? - Sonda perguntou ansiosa por saber, enquanto as duas ajeitavam - se na fila.
- Não, eu não tenho nenhum cantor predileto, para mim, todos cantam bem! - Marion respondeu feliz e ansiosa pela nova amiga.

- Eu preciso de falar com voce! - Fred bradou, enlaçando Sonda pela cintura e assustando Marion, que ficou apreensiva.
- O que voce quer, Fred? - Sonda perguntou, lutando para soltar - se das garras do garoto estupido, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava a cena com muita raiva da atitude do pretendido, que nem se importava com ela! - Eu acho bom voce me soltar, Fred! - Sonda bradou em tom ameaçador e arranhando os braços do garoto, para que ele a soltasse e Fred, por sua vez, nem se importava por ter os braços arranhados por Sonda, afinal de contas, ela era o seu grande amor...
- Aé? - Fred perguntou exibindo um sorriso maldoso, sem que Sonda olhasse para ele. - E por que voce esta me dizendo isso em tom de ameaça, Sonda? - Fred perguntou em tom provocador.
- Porque eu tenho namorado, se voce nao sabe! - Sonda bradou furiosa, sob as gargalhadas insuportaveis de Fred, que a fez odia - lo mais ainda.
- Eu estou de olho em voce e na Marion, isso sim! - Fred continuou furioso, so que agora, ela havia virado Sonda de frente, para que ela pudesse encara - lo, assim como ele fazia com ela. - E nao pense que eu vou me afastar de voces duas! - bradou dando sonoras gargalhadas, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para ele com todo o odio do mundo, enquanto Marion via a situaçao com olhos estranhos, achando que algo de estranho estava acontecendo entre o seu irmao e a sua nova amiga, agora era ela que sentia um cheiro estranho no ar...
- Eu nao estou entendendo aonde voce quer chegar, Fred! - Sonda o encarou furiosa e com muito odio do cara que so ria da cara dela e se comportava com todo o sarcasmo do mundo.
- Por acaso voce nao esta entendendo o meu recado, Sonda? - Fred perguntou soltando - a com toda a força do mundo e Sonda, por sua vez, desequilibrou - se e quase foi ao chao, para a felicidade de Nina e Bunnie, que riam da cena feito duas garotas vitoriosas, enquanto Marion, por sua vez, observava o comportamento das duas garotas insuportaveis. - E esse transe de voce abraçar a minha irma em publico, Sonda! - Fred a pegou pelo pulso e começou a força - la a encara - lo novamente, enquanto Sonda, por sua vez tentava soltar - se novamente. - Isso pega mal tanto para voce, como para toda a sua familia! - Fred continuou com raiva da garota, que grunhia de dor, tentando soltar - se do garoto furioso. - Ja que voces nao aceitam em hipotese alguma uma amizade entre um Sandolli e um Fontanni! - Fred continuou encarando Sonda, com toda a raiva do mundo. - Olha aqui... - Fred olhou para Sonda com um olhar ameaçador e chegou bem mais proximo da garota, assustando - a. - Sera que seus pais ja sabem dessa sua amizade com a minha irma? - Fred perguntou ainda com raiva de Sonda, que olhava assustada para ele e ainda lutava para soltar - se. - Garanto que eles nao sabem de nada! - Fred bradou em tom ameaçador, encarando a garota furiosa tambem.
- Me solta, seu desgraçado! - Sonda bradou tentando soltar - se do garoto furioso, que a segurava com mais força ainda. - E qual e a sua, cara? - Sonda continuou furiosa e assustada com a atitude do garoto que exibia seu sorriso sarcastico que ela conhecia tao bem. - Voce queria que eu batesse nela? - Sonda perguntou em tom furioso, enquanto Fred olhava surpreso para ela.
- Eu queria mesmo, Sonda! - Fred continuou furioso com a garota, mas nada o fazia solta - la. - Assim quem sabe a Marion tomaria vergonha na cara e ficaria mais esperta com as pessoas! - Fred continuou furioso com a garota, que ainda olhava para ele com raiva.
- E por que voce tem tanto odio da Marion, cara? - Sonda perguntou ainda tentando soltar - se do garoto furioso. - Eu gostaria muito de saber, Fred! - Sonda olhou furiosa para o garoto e continuou rispida com ele, que, por sua vez, continuou lançando seu sorriso sarcastico para ela.
- Voce nao tem nada o que perguntar, Sonda! - Fred bradou estupido. - Eu nao devo satisfaçoes dos meus atos para voce! - Fred continuou furioso com a garota, que ainda debatia - se para soltar - se das garras do inimigo, que continuava segurando - a com toda a força do mundo. - E nem se eu devesse, eu explicaria, porque esse odio e coisa minha, so minha! - Fred continuou furioso com a pobre garota, que ainda debatia - se para soltar - se e Zinho, por sua vez, viu que Sonda estava em uma enrascada e começou a andar patio a fora, atras de Sandro e Acacio, para salvar Sonda daquela enrascada. - E se é por causa disso que voce esta de amizades com a minha irma, e se voce pensa que vai descobrir alguma coisa sobre isso, voce esta redondamente enganada, Sonda! - Fred continuou furioso com a garota que ainda debatia - se e resolveu soltar o pulso da mesma, que quase caiu, desequilibrando - se, enquanto Nina e Bunnie davam sonoras gargalhadas da situaçao que Sonda estava passando, essa, por sua vez, examinava o seu pulso que estava totalmente vermelho, quase roxo, por Fred ter pegado com tudo e nao querer soltar mais, em tom de ameaça para cima da pobre!
E foi ai que Sonda descobriu e deu graças a Deus por nao ter aceitado o pedido de namoro de Fred, e ficou muito feliz em ter Herbert como namorado!
Pois Fred nao servia mesmo para ela e sua familia tinha razao quanto aos Fontanni e agora ela observaria Marion, e ai ela veria se Marion serviria ou nao para o seu primo Acacio!

- Sandro, Acacio! - Zinho bradou ofegante, ao observar os dois garotos, que olharam assustados para ele.
- O que voce tem? - Acacio perguntou assustado.
- O Fred agarrou Sonda pelo pulso e ficou ameaçando - a, nao querendo solta - la! - Zinho contou por fim e Sandro e Acacio ficaram olhando - se surpresos.
- O que? - Sandro perguntou surpreso. - E a minha irma nao fez nada? - Sandro perguntou, achando estranha a atitude da irma.
- Ela tentou soltar - se, mas o Fred e mais forte do que ela! - Zinho comentou ainda ofegante.
- Eu nao acredito! - Sandro bradou assustado e olhando novamente para Acacio.
- Vamos la! - Acacio bradou ainda assustado e Sandro, por sua vez, seguiu ao garoto, enquanto Zinho, por sua vez, corria atras dos dois.

- O que aconteceu, Sonda? - Sandro aproximou - se da irma, que olhou surpresa para ele e foi logo mostrando - lhe o pulso, enquanto Sandro, por sua vez, olhava admirado para a irma ainda ofegante.
- O Fred nao quer que eu e a Marion sejamos amigas, ele ate ameaçou em contar para os nossos pais, a respeito da nossa amizade! - Sonda comentou, ainda ofegante, enquanto Sandro, por sua vez, olhava assustado para ela.
- E melhor voce parar por ai, Sonda! - Sandro bradou furioso e determinado.
- Mas por que eu devo parar por ai, Sandro? - Sonda perguntou no mesmo tom do irmao.
- Porque os nossos pais nao vao gostar de ficar sabendo sobre isso! - Sandro continuou determinado com a irma, que continuou encarando - o com altivez.
- Pois que conte, eu vou continuar com a minha amizade com a Marion! - Sonda bradou furiosa, enquanto Fred, por sua vez, escutava tudo, de costas para eles.
- Olha o que aquele cara fez com voce, Sonda! - Sandro continuou furioso com o que havia acontecido com a sua irma. - Sera que ele gostaria que eu fizesse isso com a Bunnie? - Sandro perguntou, olhando para a bela garota, que continuava cochichando e rindo da desgraça de Sonda.
- Mas e claro que ele nao gostaria, Sandro! - Sonda respondeu furiosa. - E voce tambem nunca faria isso com ela! - Sonda encarou o irmao, que enrubesceu e disfarçou o seu rubor.
- Eu vou falar com ele, cara! - Acacio bradou, avistando Fred e sendo seguido por Sandro, que por sua vez, deu as costas para a sua irma e a deixou plantada no mesmo lugar que ela estava.

- Fred, eu quero falar com voce! - Sandro bradou, passando a frente de Acacio, que nada disse, apenas olhou assustado para o primo furioso.
- La vem voce novamente, cara! - Fred reclamou, virando - se para o garoto furioso, enquanto Nina e Bunnie aproximavam - se do garoto, em busca de defende - lo dos outros dois garotos furiosos.
- Por que voce fez aquilo com a minha irma, cara? - Sandro perguntou ainda furioso, enquanto uma rodinha formava - se ao redor deles.
- Eu fiz aquilo tudo, porque eu nao quero que a sua irma fique de amizades com a minha irma! - Fred explicou - se, furioso, enquanto os outros dois olhavam furiosos para ele.
- E voce preferia que a minha irma estivesse batendo em sua irma, cara? - Sandro continuou furioso com Fred, que por sua vez, exibia o seu sorriso sarcastico para ele.
- Mas e claro que sim! - Fred gargalhou. - So assim a Marion tomaria vergonha na cara! - Fred bradou com toda a raiva do mundo, enquanto Marion, por sua vez, escutava aquilo e baixava a cabeça triste, sob as gargalhadas de Bunnie e Nina, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para as duas garotas.
- A Sonda esta abrindo as portas para que a minha familia se reconcilie com a sua, cara! - Sandro bradou chateado com as palavras do garoto sarcastico.
- Mas acontece que eu nao quero reconciliaçao com a sua familia e eu garanto que os meus pais tambem nao querem! - Fred bradou furioso.
- Engano seu, cara! - Fred discordou furioso com a atitude do garoto em relaçao a Sonda. - O seu pai ja conversa com o meu tio! - Sandro respondeu, justificando a amizade dos dois homens.
- Ah, o meu pai nao conta, cara! - Fred bradou furioso, enquanto Sandro, por sua vez, olhava surpreso para o garoto sem educaçao.
- E por que o seu pai nao conta? - Sandro perguntou surpreso.
- Porque ele e um frouxo! - Fred bradou surpreendendo Sandro e aos que escutavam a discussao entre os dois garotos.
- O que? - Sandro perguntou admirado. - O seu pai luta tanto para te sustentar e voce ainda fala isso dele? - Sandro continuou admirado com a atitude do garoto, que exibia o seu sorriso sarcastico para a tristeza de Sandro, que lamentava por ter um amigo assim, enquanto Fred, por sua vez, retirava - se, deixando Sandro e Acacio plantados ali e com ele, todos começaram a dispersar - se tambem. - Ele foge da raia, cara! - Acacio comentou furioso, enquanto Sandro, por sua vez, dava de ombros, observando Fred retirar - se, acompanhado das duas garotas sorridentes e felizes.

- Ainda bem que voce nao bateu em Sonda! - Bunnie cochichou baixinho, ainda olhando para tras.
- Bem que eu deveria, Bunnie! - Fred cochichou sorridente. - Mas um dia eu ainda pego ela e a minha irma! - Fred prometeu, sob os olhares de Bunnie e Nina.

- Sonda, o que foi que o meu irmao te falou? - Marion perguntou aproximando - se, ainda assustada com a situaçao.
- Ele nao quer que eu tenha amizades com voce, prefere que eu parta a sua cara! - Sonda olhou serio para Marion, que ficou assustada com a atitude da nova amiga.
- E o que voce pretende fazer, Sonda? - Marion perguntou assustada.
- Partir a sua cara, Marion? - Sonda perguntou, dando uma tremenda gargalhada e sendo seguida por Marion. - Mas e claro que nao! - Sonda continuou feliz, enquanto Marion, por sua vez, olhava feliz para a nova amiga e as duas sairam de maos dadas, patio a fora.