- Se eu fosse você, Eleomara, acertava a cara da Marion! - bradou Sonda, olhando feio para a garota, que baixava a cabeça triste. - Eu não deixaria o Dudu perder tempo com coisinhas tolas! - Sonda bradou ainda fazendo pouco caso da garota, que até ficou com medo de levar um violento murro na cara.
E só de pensar na situação, pela qual ela passaria, se Eleomara quisesse, arrepiou - se toda e ainda ficou com aquele medo insistente.
- Mas, como o Dudu é o meu primo, eu mesma te pouparei disso e darei um jeito nela! - Sonda continuou olhando ameaçadoramente para Marion que continuou engolindo em seco, ao passo que Eleomara ria da situação, enquanto Sonda estava com a mão fechada em sinal de murro e ela fez isso para que Marion pudesse ver, nitidamente.
E ao ver a mão de Sonda com gesto de murro, Marion gelou ainda mais, só de pensar que apanharia de Sonda e não de Eleomara e acabou retirando - se rapidinho, para não ouvir mais desaforos e nem tampouco apanhar de Sonda.
- Por quê você saiu fora, Dudu? - Fred perguntou entrando na sala sem pedir licença para a professora de Dudu e essa, por sua vez, só ficou observando a atitude do garoto mal educado.
- Porque eu já estou de saco cheio de perder o meu tempo quebrando a cara de um cara, por causa de uma mina que eu detesto! - Dudu fez careta, enquanto Fred ria da situação. - Vou deixar que a minha prima faça isso por mim ou até mesmo a minha namorada! - Dudu bradou furioso, enquanto Fred ria feliz, esperançoso de ver a irmã levar um violento pau de ambas as garotas.
Zinho sentava - se bem próximo à Marion, e enquanto a professora passava lição na lousa, Zinho foi até a carteira de Marion, sendo observado por todos, inclusive pelas tais desordeiras.
- O quê foi? - Marion perguntou, encarando o garoto.
- A Sonda... - suspirou chateado, enquanto Marion olhava incrédula para ele. - Ela está querendo quebrar a tua cara! - anunciou triste, enquanto Marion engolia em seco e sorria para disfarçar o medo que sentia.
- Eu... Eu sei! - Marion respondeu ainda nervosa e com aquele sorriso forçado e trêmulo, para tentar disfarçar seu medo.
- E você? - Zinho perguntou curioso. - Está com medo, Marion? - Zinho continuou ansioso. - Você não vai fazer nada? - continuou no mesmo tom e não acreditando que a garota não reagiria.
- Mas é claro que eu estou com medo, Zinho! - Marion bradou ainda nervosa. - Eu não posso fazer nada quanto a isso! - Marion continuou chateada e com medo da situação pela qual ela se encontrava. - Pelo que eu sei, ela nunca vem sozinha! - Marion reclamou ainda chateada, enquanto Zinho olhava para ela, com toda a atenção do mundo. - E quando o Dudu estava te provocando, você não ficou com medo? - Marion perguntou com curiosidade.
- Na primeira vez não, porque eu tinha certeza que acabaria com ele, mas agora... - Zinho pensou um pouco e apertou os lábios de tanta preocupação. - Agora eu fiquei com medo, sim! - declarou com um sorriso amarelo, enquanto Marion ficava surpresa com a situação, pela qual Zinho se encontrava.
- Então, mas eu estou com medo porque eu sei muito bem que eu não posso com ela! - Marion explicou baixinho, vendo que elas também cochichavam entre elas e riam.
- Eih, Sonda! - Nina cochichou, cutucando a garota, que por sua vez, olhou surpresa para ela.
- O quê foi dessa vez, Nina? - Sonda perguntou furiosa.
- Se a Eleomara tirar a cabeça da frente, eu falo! - bradou, olhando feio para a garota, que crispou os lábios de raiva.
- Rafa, saia daí, porque a Nina quer sentar! - Sonda ordenou e foi logo obedecida pela dentuça que saiu do seu lugar para que a outra sentasse e ficasse bem mais próxima de Sonda.
Rafa sentava - se atrás de Sonda, porque a professora havia mudado o pessoal de lugar, por causa dos papos prolongados entre Sonda e Nina.
- Droga de professora! - praguejou Nina, entre dentes, e olhando feio em direção à lousa, enquanto a professora olhava furiosa para ela.
- Pode falar agora, Nina! - Sonda continuou furiosa e copiando a sua lição. - Eu já estou ruim em Ciências! - choramingou, ao passo que a outra ria feliz.
- Calma, fica fria que eu te passo a cola nas três matérias mais complicadas! - Nina fez promessa, enquanto Sonda sorria simpática para ela.
- Falta um ponto em cada uma dessas três, ajude - me! - Sonda reclamou ainda chateada. - Eu nunca pensei, em toda a minha vida, em pedir ajuda por causa de nota! - Sonda continuou chateada, enquanto Nina a olhava com toda a atenção do mundo.
- O Zinho está falando sobre o nosso papo, com a Marion! - Nina anunciou, vendo que Sonda olhou furiosa para trás, e Zinho ainda estava ali, abaixado, cochichando com Marion.
- Ela quer te pegar e... - Zinho continuava a conversa com Marion, ao passo que essa olhou para Sonda e Nina que estavam olhando curiosas para os dois e logo Marion soltou a mão de Zinho, que por sua vez olhou para as duas que estavam incrédulas em relação a atitude dos dois.
- Quero mesmo! - Sonda bradou furiosa, vendo que todos da sala olhavam surpresos para trás, inclusive a professora, que parou de passar a lição na lousa, enquanto o pobre coraçãozinho assustado de Marion acelerou - se ainda mais. - Ela fica provocando intrigas entre você e o meu primo, e você ainda a defende!!! - Sonda continuou furiosa e indignada com a atitude de Zinho.
- Sonda, você gostaria que alguém te xingasse do que você não é? - Zinho levantou - se furioso e ficou encarando Sonda e Marion, por sua vez, ficou com mais medo ainda da situação.
- Mas é claro que não! - Sonda bradou com um sorriso falso. - Mas eu saberia me defender sozinha, não ficaria atrás da ajuda de ninguém! - Sonda continuou furiosa com Marion e Zinho.
- Ela não pediu que eu a defendesse, eu estou fazendo isso voluntariamente, Sonda! - Zinho continuou furioso com a garota, que continuava olhando feio para ele.
- Sei! - Sonda bradou furiosa, mordendo a caneta em sinal de provocação. - Eu vou dar um pau nela qualquer dia desses aí! - Sonda deu de ombros, enquanto Marion estremecia por causa da promessa feita pela garota. - Só que sem tropa, ouviu bem, dona Marion? - Sonda perguntou furiosa e com pouco caso da garota. - Eu não levo desaforos para casa, mocinha! - Sonda continuou com pouco caso. - Eu sei muito bem me defender sozinha, não preciso do apoio dos outros! - Sonda continuou furiosa com a garota que nada dizia, apenas olhava com medo para ela e engolia em seco. - Mexeu com gente da minha família, mexeu comigo! - Sonda continuou furiosa com a situação, enquanto todos da sala prestavam a atenção nas ameaças de Sonda, e nenhuma garota da sala queria estar na pele da pobre Marion.
E Marion, por sua vez, ficou ainda mais vermelha e trêmula, de tão nervosa que estava e Zinho acabou sentindo - se mais uma vez derrotado, olhou para Marion e segurou nos ombros dela, seriamente, como sinal de amparo e a vontade era tanta de chorar, que Marion até escondeu as faces, como se ela estivesse sido condenada pela justiça e Sonda sempre sorrindo, junto com as garotas, menos Rafaela, que também era uma vítima inrustida, porque elas ainda conversavam com ela, apenas para tirarem proveito.
- Sonda, você não quer fazer o favor de sentar - se? - perguntou a professora, tirando Sonda da sua realidade.
- Ampare ela bastante, ajude ela bastante, que a qualquer dia desses, você vai curar as ataduras sujas dela! - bradou Sonda obedecendo a professora e sentando - se.
E ao ouvir o que Sonda havia dito a Zinho, Marion não pode mais suportar e começou a chorar em silêncio, ao passo que as desordeiras riam da atitude da garota e Sonda, por sua vez, aproveitava - se muito disso, ainda mais quando as garotas fracas demonstravam medo...
O sinal bateu para a hora da saída e Sonda ainda olhou para trás e observou Zinho arrumando as suas coisas e as coisas de Marion e essa, por sua vez, ainda estava sentada e cabisbaixa e todos os que saiam comentavam da suposta briga que haveria entre as duas.
- Vai ser hoje, Sonda? - Nina perguntou em pé e pronta para sair.
- Não, porque ela está preparada e com muito medo, deixa para outro dia, quando ela menos esperar! - Sonda bradou às gargalhadas, enquanto as duas saíam e Zinho e Marion ainda olhavam.
- Vamos, Marion? - Zinho perguntou já de pé e com ambas as mochilas prontas.
- Ela quer me dar um pau, meu Deus!!! - Marion começou a choramingar, ainda trêmula.
- Marion, não esquenta não, porque eu ouvi a Sonda dizendo que não vai ser hoje, porque você já está preparada e com medo, então, ela vai te dar um pau de surpresa! - Zinho comentou, vendo que Marion olhou surpresa para ele.
- Que nada, Zinho! - Marion continuou incrédula. - Ela disse isso, somente para sairmos despreocupados e depois, lá fora, ela vai dar o bote! - Marion continuou nervosa e com muito medo do que lhe poderia acontecer.
- O negócio é você ter coragem, Marion! - Zinho a puxou pela mão.
- É, mas é isso que me falta, Zinho! - Marion suspirou desanimada.
- É uma troca! - Zinho começou a explicar para Marion que chorava copiosamente. - E você tem medo de apanhar daquela garota? - continuou curioso, ao passo que os dois começavam a andar. - Marion, brigar é trocar tapas, empurrões, beliscões e não apanhar sem reagir! - Zinho continuou insistente em sua aula de como dar e levar uma boa surra. - Olha, eu conheço a Sonda, não é de hoje! - Zinho estralou os dedos, ao passo que Marion olhava surpresa para ele. - Ela é muito briguenta, vive procurando encrencas e pegando as garotas na rua ou em qualquer recinto que ela achar melhor... - Zinho continuou furioso só com a idéia de Sonda encostar um dedo em Marion, sua protegida. - Ela não presta! - Zinho continuou com rancor. - E a família dela também não! - Zinho olhou sério para Marion, que observava atenta a conversa de Zinho. - O único cara que eu gosto dali da família dela, é o Sandro, que também não é flor que se cheira não! - Zinho bradou ainda furioso. - O Acácio, o Dudu e a Dorise, parecem que nasceram com o rei na barriga, de tão metidos e nojentos que são! - Zinho bradou com nojo, ao passo que Marion olhava para ele curiosa com a descrição da família de Acácio.
E enquanto Zinho falava mal da família de Sonda, inclusive de seu amado Acácio, ela sentiu vontade de gritar para ele parar de falar, principalmente de seu amado Acácio, mas não podia porque quase ninguém sabia que ela amava Acácio, e tinha medo de ferir o coração de Zinho, que ela já sentia que ele o amava.
- Eu não tenho coragem de brigar, porque eu nunca briguei na minha vida, Zinho! - Marion bradou ainda nervosa, enquanto saíam.
- Se ela te xingar, você xinga também! - Zinho continuou aconselhando a garota, que ainda estava com medo. - E sem baixar a cabeça, e se você demonstrar medo é pior, Marion! - Zinho aconselhou a garota que ainda olhava com medo para ele.
- Mas, se eu demonstrar coragem, Zinho, vai ser pior! - Marion continuou insistente, enquanto Zinho ria da situação e dos impencilhos que a garota estava colocando em relação à suposta briga.
- Marion, você vai me prometer, que se ela vier para cima de você, você vai reagir? - Zinho insistiu na pergunta por mais duas vezes, até que Marion concordasse com ele, ainda cabisbaixa e com um tremendo medo.
- Muito bem, Marion! - Zinho bradou feliz e beijou - lhe a testa, deixando a garota ainda mais encabulada e nervosa.
E Marion, por sua vez, corou um pouco, e vendo isso Zinho sorriu feliz e pensou... "ainda existem garotas donzelas!" ao contrário da sua irmã Bunnie, Zinho suspirou feliz e deu um sorriso exaltado, ao passo que ele a pegou pelos ombros e saíram os dois como se fossem namorados.
Enquanto alguns que ainda estavam pelo caminho, acharam estranha a atitude dos dois garotos.
- Acácio, já está na hora! - Olívia bradou despertando ao filho, que estava estudando na mesa da cozinha, pois Dudu tomava todo o espaço da sua escrivaninha. - Você não vai, meu filho? - Olívia continuou a insistir, enquanto seu filho bufava de raiva e fechava seus cadernos.
E Acácio, por sua vez, desde que tinha chegado da escola, não teve coragem de contar para a mãe sobre a suposta discussão entre Zinho e Dudu, com medo da reação da mãe, mas tomou coragem, antes de tudo, e resolveu contar.
- Mãe, eu preciso de falar uma coisa! - Acácio bradou, olhando sério para a mãe que virou - se surpresa para ele.
- Você não vai? - Olívia continuou insistindo na pergunta, enquanto Acácio a olhava ansioso.
- Sente - se aí, mãe! - Acácio pediu baixinho, enquanto a mãe olhava séria para ele e obedecia. - Se der eu vou em outra hora! - Acácio bradou ainda chateado.
- E o quê você quer tanto me contar, filho? - Olívia perguntou curiosa.
- É que na escola, houve uma discussão entre o Zinho e o Dudu, hoje, no recreio! - Acácio bradou ainda desanimado com a situação pela qual se encontraram pela tarde. - Acácio bradou por fim, vendo a cara feia que a mãe fez no momento da notícia.
Acácio por sua vez tirou um tremendo peso em seu coração, ao desabafar logo para a mãe, o fato da suposta briga entre o irmão e o colega de escola e no lugar do peso, veio um grande alívio...
- O quê? - Olívia perguntou incrédula. - Outra briga? - continuou incrédula. - E qual foi a causa dessa vez, meu filho? - Olívia perguntou ansiosa e esperando não ser a Marion novamente, enquanto Acácio crispava os lábios de raiva.
- A mesma mamãe, a mesma! - Acácio bufou cabisbaixo, para que a mãe não percebesse que ele havia corado, e nem tampouco que o seu coração estava a mil, somente em falar em Marion, seu coração já batia descompassadamente.
- O quê? - Olívia bradou furiosa. - Mas bem que eu desconfiava que aquele garoto estava de namorico com aquela coisa esquisita! - bradou, batendo na mesa, com toda a fúria do mundo.
- Não, mamãe, engano da senhora, ele não gosta dela! - Acácio engoliu em seco ao dizer isso para a mãe. - Apenas brinca com ela, e o Zinho, que gosta dela, acaba defendendo! - Acácio explicou, vendo que a mãe estava estremamente nervosa e pelo nervoso extremo de Olívia, ela não havia observado o jeito que seu filho se encontrava.
- Eu vou dar uma lição na desgraçada da Deda que vai aprender a ser mãe! - Olívia bradou ainda inconformada. - Não me conformo com isso!!! - Olívia continuou furiosa com a situação. - Vocês tão educadinhos e ela com aqueles filhos grossos, que não gostam de estudar! - continuou furiosa com a situação pela qual os dois filhos de Deda se encontravam. - Imagine!!! - Olívia continuou furiosa. - Uhn, aquela garota mais velha dela é uma verdadeira putinha! - fez cara de nojo. - Fica ali na porta da casa dela olhando para dentro dos carros que passam por lá! - reclamou furiosa e Acácio, por sua vez, olhava para a mãe e coçava a cabeça em sinal de nervosismo, arrependendo - se de ter contado a notícia para a mãe que havia ficado transtornada. - Acácio, vá para o curso! - Olívia bradou nervosa, apontando para a porta de saída, e esse, por sua vez, ficou olhando incrédulo para a mãe.
- Veja lá o que a senhora vai fazer, mãe! - Acácio alertou a mãe ainda preocupado com a atitude dela. - Baixaria não! - Acácio continuou nervoso com a mãe, que nada dizia, e ainda por cima estava vermelha de raiva, e que se ele não se levantasse para ir para o seu curso de Inglês, logicamente a mãe descontaria toda a sua raiva nele.
- Acácio, suma daqui! - Olívia bradou furiosa com o garoto, que olhava estático para ela. - Dorise!!! - gritou o nome da filha com fúria, enquanto Acácio, por sua vez, pegava suas coisas para retirar - se dali.
Mais que depressa, Dorise apareceu ali na cozinha, enquanto Acácio retirava - se encucado e arrependido por ter contado para a mãe da suposta briga entre o irmão e Zinho.
- Fique aqui na cozinha, que eu vou resolver um problema e se teu pai chegar, diga a ele que eu saí! - Olívia olhou furiosa para a filha, que nada dizia, apenas olhava para ela de olhos arregalados.
Olívia, por sua vez, tirou o avental, sob os olhares curiosos da filha que sentou - se na cadeira e apoiou seus braços na mesa, vendo a mãe ainda muito nervosa, ajeitando seus cabelos, logo após ter tirado seu avental. - A Deda disse, quando passou na rua, que ia comprar ovos, não foi? - perguntou olhando para Dorise, que meneou a cabeça positivamente e com um sorriso maroto nos lábios, já imaginando o que seria feito dos ovos de Deda. - Então, ovos fazem bem ao cabelo, não é, filha? - Olívia continuou ansiosa, enquanto Dorise concordava com tudo, meneando a sua cabeça em sinal positivo, enquanto Olívia retirava - se em direção à rua e com um sorriso maldoso nos lábios.
- O quê a senhora vai aprontar, mamãe? - Dorise perguntou, seguindo a mãe, que seguia em direção à rua, com a chave de casa no bolso e Olívia, por sua vez, foi retirando - se sem responder para a filha.
- Vou defender a nossa honra, minha filha, a nossa honra! - Olívia bradou com um tremendo orgulho. - Você não gosta que a mamãe defenda a sua honra, minha filha? - perguntou para Dorise, que até parou estática.
- Depende mãe! - Dorise exibiu um sorriso maldoso. - Se eu gostar do cara! - sorriu maliciosa, vendo a cara feia da mãe.
- Deixa disso, garota! - Olívia olhou furiosa para a filha. - Nem bem dez anos tem e já sabe de coisas que não lhe cabem! - Olívia reclamou, olhando furiosa para a garota, que estampou um enorme sorriso no rosto. - Cale - se e fique aí que eu vou esperar Deda no portão! - ordenou, vendo que a filha olhava surpresa para a mãe.
- Mãe! - Dorise foi atrás da mãe aos prantos. - Eu quero ver a briga, mamãe! - Dorise continuou choramingando.
- Fique aí! - Olívia bradou, olhando feio para a filha e fechando o portão com a chave, deixando a garota do lado de dentro e chorando copiosamente.
- Olá, Olívia! - Deda bradou com uma caixa de ovos na mão. - Fazendo o quê aí fora, dona Olívia? - Deda continuou sorridente e simpática, vendo que Olívia estava com cara de raiva e não respondia às suas perguntas simpáticas.
Deda, por sua vez, olhava bermuda jeans e camiseta de manga longa xadrez, de branca e vermelho, e segurava duas dúzias de ovos, nas mãos, com as embalagens fechadas e também farinhas de trigo.
- Esperando você passar, Deda! - Olívia bradou entre os dentes, e observando que Deda deixava seu sorriso aos poucos.
- Ah, amanhã vai ter um bailinho lá em casa, em comemoração ao aniversário da Bunnie, dê uma passadinha lá, a senhora e a sua família, enquanto os garotos dançam, nós ficaremos lá na cozinha jogando conversa fora, ou então, ficaremos lá, também jogando cartas! - Deda continuou toda ansiosa e feliz, mal sabendo o que iria acontecer com ela.
- Não, não vou não, Deda! - Olívia bradou séria e Deda não estava entendendo ainda o "porque" de Olívia estar assim, com tanta raiva dela. - E nem sei se a senhora ainda vai fazer festa para comemorar o aniversário da sua filhinha putinha! - Olívia gargalhou maldosa, Deda, por sua vez, estava indignada com a atitude da amiga nervosa.
- O quê está acontecendo com você, Olívia? - Deda perguntou, sem ao menos saber o que estava acontecendo com a mulher furiosa. - Está triste comigo? - continuou incrédula, enquanto Olívia olhava para ela com um tremendo ódio. - Eu não fiz nada para a senhora, dona Olívia! - Deda continuou insistente. - E o que a senhora quis dizer com o fato de eu não poder mais fazer a festinha para a minha filhinha putinha? - Deda perguntou na inocência, enquanto Olívia gargalhava da inocência da mulher.
- Nada não, Deda, você não me fez nada! - Olívia continuou ríspida e olhando feio para a mulher, e querendo pegar logo aqueles ovos e tacá - los todos na cabeça da pobre da mulher, como ela queria fazer logo de imediato, assim a Deda não faria a festinha para a sua filhinha putinha...
- A Dorise está chorando tanto! - Deda olhou para cima, em direção à casa da rival, e viu Dorise chorando copiosamente. - A senhora quer me fazer o favor de me explicar o quê está acontecendo, dona Olívia? - Deda perguntou ansiosa.
- Você ainda precisa de explicações, Deda? - Olívia perguntou com um sorriso sarcástico e foi para a rua, fazendo de conta que estava ignorando a mulher, que foi logo atrás de Dorise, e quando Deda percebeu que Olívia queria briga, foi correndo para o portão e com o intuito de abri - lo para consolar a pobre da Dorise que continuava chorando copiosamente, mas só que percebeu que o portão estava trancado e ficou olhando com pena para Dorise. - Não foi bem você, Deda, foi seu filhinho! - Olívia bradou ainda nervosa.
- O meu filhinho, dona Olívia? - Deda perguntou ainda incrédula.
- Sim, seu filhinho, dona Deda, seu filhinho! - afirmou Olívia, olhando feio para a mulher que já estava bem perto dela. - Eles discutiram novamente na hora do recreio! - Olívia continuou furiosa com a mulher. - Essa é uma educação boa que a senhora dá para os seus filhos, não é, dona Deda? - Olívia perguntou furiosa com a mulher, que olhava incrédula para ela. - E o pobre do meu filho, sem ao menos fazer nada, sempre leva a ruim! - Olívia continuou furiosa com a mulher que estava surpresa com a atitude de Olívia.
- Seu filho é pobre? - Deda perguntou também furiosa.
E nisso, a rua já começava a encher de gente, um falando para o outro, tantos os que vinham para ver a suposta briga das duas mulheres...
- Tem pau? - uma das fofoqueiras da rua, que fazia par com Olívia, passava de casa em casa avisando para que todos saíssem e vissem a suposta briga entre as duas mulheres.
- Pobre sim, porque ele é um inocente, não sabe de nada, é um pobre garoto! - Olívia continuou furiosa com a outra mulher. - Estudioso, e vai ganhar o prêmio de melhor aluno da escola! - Olívia apontou o dedo na cara da rival que olhou surpresa para ela. - Enquanto que os seus filhos são burros, só sabem reprovar! - Olívia continuou fazendo pouco da mulher, que a olhava indignada. - Um vai dar para ser assaltante e a outra vai dar para prostituta! - bradou, vendo a fúria da rival que crispava os lábios de ódio.
- Dá nela, Olívia! - bradou a mesma fofoqueira, que estava correndo de casa em casa para avisar.
- E como você se atreve a falar isso dos meus pobres filhos, dona Olívia? - Deda perguntou colérica. - E os seus filhos são nojentos e metidos, ao contrário dos meus pobres filhos! - Deda continuou furiosa com a mulher. - E tem uma vagabundinha aí, no portão, chorando! - continuou furiosa com a mulher, que a encarava com muito ódio.
Olívia, por sua vez, observou a mulher olhando para a sua filha que chorava copiosamente, e também olhou para a pobre garota, mas não sentiu dó da filha não.
- O quê? - Olívia perguntou incrédula. - Como você se atreve a falar isso da minha filha? - continuou furiosa com a mulher. - Ela é uma pobre criança! - continuou furiosa com a mulher, que gargalhava com toda a fúria do mundo.
E a garota chorava mais ainda, ao ver que a briga estava esquentando cada vez mais, entre a sua mãe e a mulher.
- Tem mais algum desaforo a fazer, dona Olívia? - Deda perguntou com pouco caso, enquanto Olívia cruzava os braços furiosa.
- Tenho sim, Deda! - Olívia bradou, dando um violento tapa na cara da mulher que até titubeou, balançou, mas não caiu... E depois foi aplaudida pelos vizinhos, ao ficar de pé.
- Como se atreve a dar na minha cara, sua velha vagabunda? - Deda perguntou furiosa com a mulher e abriu a caixa de ovos, tacando um em Olívia.
- Aé? - Olívia perguntou furiosa, e já com a roupa suja de ovo. - É assim, é? - continuou furiosa. - Dorise, vê se você pára de chorar e vá até a geladeira e pegue vários tomates para a mamãe! - Olívia ordenou, olhando feio para a filha, que obedeceu, ainda chorando e soluçando.
- Ah, então quer dizer que a senhora vai tacar tomates em mim? - Deda perguntou furiosa. - E depois vai tacar a feira inteira, dona Olívia? - Deda continuou provocando, com muita fúria.
- Melhor do que a senhora, que vai tacar a granja inteira, taca ovos, taca galinhas e depois taca a sua filhinha! - Olívia respondeu furiosa e Deda ficou muito mais furiosa, e deu um tremendo empurrão na mulher, por ela ofender a sua filha e Olívia, por sua vez, foi parar encima da fofoqueira que a jogou de volta para Deda.
- Aqui estão os tomates! - bradou a fofoqueira, pegando uma bacia de tomates das mãos de uma das vizinhas.
- Dorise os pegou e eles estão madurinhos! - Olívia gargalhou maldosa. - Uhn, dá até para fazer uma pizza portuguesa daquelas! - bradou, passando um dos tomates em suas faces e ironizando - a. - E que tal, dona Deda, uma pizza portuguesa, feita na senhora? - Olívia continuou provocando a mulher e dando tremendas e estrondosas gargalhadas, enquanto Deda crispava os lábios de tanta raiva que ficou da mulher, enquanto Deda tacava os ovos em Olívia, que eram do suposto aniversário de sua filha Bunnie e um ovo caiu diretamente na boca de Olívia, que mordeu - o e quebrou - o com o dente, e muitos espectadores da briga, davam sonoras gargalhadas, enquanto Olívia, por sua vez, ficava vermelha de raiva.
Depois, Olívia recebeu um ovo no meio dos seios fartos, e depois um ovo em cada olho, e muita gente ria da cara da pobre coitada da mulher.
E a tremenda guerra de ovos de tomate iniciou - se para a surpresa de todos os presentes ali, recheados a palavrões cabeludos.
Gente que não tinha nada a ver com a briga, tomava ovada e tomatada.
E quando os ovos e os tomates acabavam, as pessoas procuravam pegar em suas casas para continuarem vendo a estrondosa briga das duas mulheres, tinha muitos que compravam ovos e tomates nos mercados, mercearias e quitandas do bairro, e até ficou faltando ovos e tomates nos mesmos e a população do bairro, ficou sem esses, durante uma semana, até que novamente os mercados, quitandas e mercearias do bairros se abasteceram novamente.
E muitos velhos aposentados, que iam jogar bocha, paravam e observavam a sujeira em frente à casa de Olívia, e davam estrondosas gargalhadas, enquanto que as velhotas também aposentadas, que faziam crochê pelo bairro, também, quando passavam, gargalhavam muito da situação e assim lamentavam por não terem visto a suposta briga entre as duas mulheres.
- Sua nojenta! - bradou Olívia furiosa, toda suja de ovos e de tomates, e quando essa viu - se sem armas, agarrou nos cabelos de Deda, que por sua vez foi ao chão, por causa do peso de Olívia.
- Patroa, tem uma confusão lá na rua, por isso que eu peguei os ovos e os tomates da geladeira, para dar às duas mulheres! - bradou a nova empregada toda ansiosa e feliz, já com os ovos e os tomates em uma bacia.
- O quê? - Claudete perguntou encarando a moça. - Eu não acredito! - meneou a cabeça em negativa. - Quem será que está brigando e que te deu o direito para você pegar os ovos e os tomates da minha geladeira? - Claudete continuou indignada com a moça, que continuava olhando surpresa para ela. - Arrume as suas coisas, que você já está na rua! - Claudete bradou furiosa e apontando para a rua, enquanto a moça olhava surpresa para ela.
- Mas patroa, o seu Sandro ainda nem me beijou para a senhora estar me mandando embora! - a moça bradou furiosa, enquanto Claudete olhava feio para ela.
- Mais uma! - bradou Sonda olhando sorridente para a moça, que olhou furiosa para ela.
E Claudete, por sua vez, saiu para fora, a fim de conferir o que estava acontecendo e quem era que estava brigando.
E as duas mulheres engalfinhavam - se no chão, feito duas cadelas no cio, trocando tapas, mordidas, puxões de cabelos, beliscões, tudo isso acompanhado de urros de ódio, da parte das duas mulheres e a torcida também ajudava as duas a rolarem pelo chão.
- Mas o quê é isso? - Claudete perguntou, entrando no meio da roda, depois de ter entrado com sacrifício para ver quem era que estava brigando. - Parem com isso! - Claudete ordenou, sem ser ouvida por ambas. - Olívia, o Acamir vai ficar louco quando souber da situação pela qual você está passando! - Claudete bradou furiosa e sendo ignorada por ambas as mulheres.
- O quê está acontecendo na sua rua, Cacio? - Bunnie perguntou, toda provocante, olhando para Acácio, que não tinha percebido nada, pois estava apenas tentando atravessar a rua para pegar o ônibus, a fim de ir para o seu curso de inglês.
- Não sei, Bunnie! - Acácio olhou sério para a garota sorridente. - Por quê? - Acácio perguntou curioso.
- É que a minha mãe ficou de ir ao mercado para buscar ovos para o meu bolo, sabe? - Bunnie continuou provocante, enquanto Acácio olhava incrédulo para ela. - Ah, amanhã vai ter um bailinho lá em casa para comemorar o meu aniversário e você está convidado! - Bunnie bradou, contemplando o enorme sorriso de felicidade do garoto bonito. - Mas venha sozinho, não leve a Sonda com você, porque ela não é bem vinda! - Bunnie continuou provocante e Acácio, por sua vez, já tinha entendido o jogo da garota. - Vamos lá na sua rua, dar uma olhada? - Bunnie continuou provocante, enquanto Acácio titubeava, com medo de levar bronca da mãe, por não ter ido ao seu curso de inglês.
Mas Acácio, não pensou duas vezes, pois estava sentindo algo de estranho e seu peito estava dando tamanhos apertões que até o deixavam preocupado, pois quando ele ficava assim, ele sabia que alguma coisa ruim poderia acontecer, por isso é que ele tinha que faltar.
- E o meu curso de inglês? - Acácio perguntou preocupado.
- Ah, deixa o seu curso de inglês para lá, Acácio! - Bunnie aconselhou - o, puxando pelo braço com muita ansiedade. - Talvez e professora não sinta a sua falta hoje! - Bunnie piscou tentadoramente e Acácio, por sua vez, não estava resistindo ao charme da garota.
- Esperem por mim! - Sonda bradou furiosa, ao ver Acácio ao lado de Bunnie e os dois pararam e olharam surpresos para ela.
- Sonda, o quê você está fazendo aqui? - Acácio perguntou furioso.
- Está tendo uma briga lá na rua e a minha mãe foi ver e eu ia te buscar no ponto, porque eu acho que o negócio pode ser com a tia Olívia! - Sonda bradou furiosa, enquanto Bunnie a olhava sorridente.
Acácio e Bunnie foram até a rua novamente e conseguiram com muito esforço a passar pelas pessoas que assistiam à briga ansiosos e aglomerados uns nos outros, e de mãos dadas com Bunnie, que pegou na mão dele, apenas por safadeza, e Bunnie, por sua vez, não queria se perder dele e estava adorando aquela situação de estar de mãos dadas com o namorado de Sonda, que via a situação com os lábios crispados de raiva da garota safada que estava segurando a mão de seu namorado, que por sua vez, estava adorando a situação.
E só de pensar na situação, pela qual ela passaria, se Eleomara quisesse, arrepiou - se toda e ainda ficou com aquele medo insistente.
- Mas, como o Dudu é o meu primo, eu mesma te pouparei disso e darei um jeito nela! - Sonda continuou olhando ameaçadoramente para Marion que continuou engolindo em seco, ao passo que Eleomara ria da situação, enquanto Sonda estava com a mão fechada em sinal de murro e ela fez isso para que Marion pudesse ver, nitidamente.
E ao ver a mão de Sonda com gesto de murro, Marion gelou ainda mais, só de pensar que apanharia de Sonda e não de Eleomara e acabou retirando - se rapidinho, para não ouvir mais desaforos e nem tampouco apanhar de Sonda.
- Por quê você saiu fora, Dudu? - Fred perguntou entrando na sala sem pedir licença para a professora de Dudu e essa, por sua vez, só ficou observando a atitude do garoto mal educado.
- Porque eu já estou de saco cheio de perder o meu tempo quebrando a cara de um cara, por causa de uma mina que eu detesto! - Dudu fez careta, enquanto Fred ria da situação. - Vou deixar que a minha prima faça isso por mim ou até mesmo a minha namorada! - Dudu bradou furioso, enquanto Fred ria feliz, esperançoso de ver a irmã levar um violento pau de ambas as garotas.
Zinho sentava - se bem próximo à Marion, e enquanto a professora passava lição na lousa, Zinho foi até a carteira de Marion, sendo observado por todos, inclusive pelas tais desordeiras.
- O quê foi? - Marion perguntou, encarando o garoto.
- A Sonda... - suspirou chateado, enquanto Marion olhava incrédula para ele. - Ela está querendo quebrar a tua cara! - anunciou triste, enquanto Marion engolia em seco e sorria para disfarçar o medo que sentia.
- Eu... Eu sei! - Marion respondeu ainda nervosa e com aquele sorriso forçado e trêmulo, para tentar disfarçar seu medo.
- E você? - Zinho perguntou curioso. - Está com medo, Marion? - Zinho continuou ansioso. - Você não vai fazer nada? - continuou no mesmo tom e não acreditando que a garota não reagiria.
- Mas é claro que eu estou com medo, Zinho! - Marion bradou ainda nervosa. - Eu não posso fazer nada quanto a isso! - Marion continuou chateada e com medo da situação pela qual ela se encontrava. - Pelo que eu sei, ela nunca vem sozinha! - Marion reclamou ainda chateada, enquanto Zinho olhava para ela, com toda a atenção do mundo. - E quando o Dudu estava te provocando, você não ficou com medo? - Marion perguntou com curiosidade.
- Na primeira vez não, porque eu tinha certeza que acabaria com ele, mas agora... - Zinho pensou um pouco e apertou os lábios de tanta preocupação. - Agora eu fiquei com medo, sim! - declarou com um sorriso amarelo, enquanto Marion ficava surpresa com a situação, pela qual Zinho se encontrava.
- Então, mas eu estou com medo porque eu sei muito bem que eu não posso com ela! - Marion explicou baixinho, vendo que elas também cochichavam entre elas e riam.
- Eih, Sonda! - Nina cochichou, cutucando a garota, que por sua vez, olhou surpresa para ela.
- O quê foi dessa vez, Nina? - Sonda perguntou furiosa.
- Se a Eleomara tirar a cabeça da frente, eu falo! - bradou, olhando feio para a garota, que crispou os lábios de raiva.
- Rafa, saia daí, porque a Nina quer sentar! - Sonda ordenou e foi logo obedecida pela dentuça que saiu do seu lugar para que a outra sentasse e ficasse bem mais próxima de Sonda.
Rafa sentava - se atrás de Sonda, porque a professora havia mudado o pessoal de lugar, por causa dos papos prolongados entre Sonda e Nina.
- Droga de professora! - praguejou Nina, entre dentes, e olhando feio em direção à lousa, enquanto a professora olhava furiosa para ela.
- Pode falar agora, Nina! - Sonda continuou furiosa e copiando a sua lição. - Eu já estou ruim em Ciências! - choramingou, ao passo que a outra ria feliz.
- Calma, fica fria que eu te passo a cola nas três matérias mais complicadas! - Nina fez promessa, enquanto Sonda sorria simpática para ela.
- Falta um ponto em cada uma dessas três, ajude - me! - Sonda reclamou ainda chateada. - Eu nunca pensei, em toda a minha vida, em pedir ajuda por causa de nota! - Sonda continuou chateada, enquanto Nina a olhava com toda a atenção do mundo.
- O Zinho está falando sobre o nosso papo, com a Marion! - Nina anunciou, vendo que Sonda olhou furiosa para trás, e Zinho ainda estava ali, abaixado, cochichando com Marion.
- Ela quer te pegar e... - Zinho continuava a conversa com Marion, ao passo que essa olhou para Sonda e Nina que estavam olhando curiosas para os dois e logo Marion soltou a mão de Zinho, que por sua vez olhou para as duas que estavam incrédulas em relação a atitude dos dois.
- Quero mesmo! - Sonda bradou furiosa, vendo que todos da sala olhavam surpresos para trás, inclusive a professora, que parou de passar a lição na lousa, enquanto o pobre coraçãozinho assustado de Marion acelerou - se ainda mais. - Ela fica provocando intrigas entre você e o meu primo, e você ainda a defende!!! - Sonda continuou furiosa e indignada com a atitude de Zinho.
- Sonda, você gostaria que alguém te xingasse do que você não é? - Zinho levantou - se furioso e ficou encarando Sonda e Marion, por sua vez, ficou com mais medo ainda da situação.
- Mas é claro que não! - Sonda bradou com um sorriso falso. - Mas eu saberia me defender sozinha, não ficaria atrás da ajuda de ninguém! - Sonda continuou furiosa com Marion e Zinho.
- Ela não pediu que eu a defendesse, eu estou fazendo isso voluntariamente, Sonda! - Zinho continuou furioso com a garota, que continuava olhando feio para ele.
- Sei! - Sonda bradou furiosa, mordendo a caneta em sinal de provocação. - Eu vou dar um pau nela qualquer dia desses aí! - Sonda deu de ombros, enquanto Marion estremecia por causa da promessa feita pela garota. - Só que sem tropa, ouviu bem, dona Marion? - Sonda perguntou furiosa e com pouco caso da garota. - Eu não levo desaforos para casa, mocinha! - Sonda continuou com pouco caso. - Eu sei muito bem me defender sozinha, não preciso do apoio dos outros! - Sonda continuou furiosa com a garota que nada dizia, apenas olhava com medo para ela e engolia em seco. - Mexeu com gente da minha família, mexeu comigo! - Sonda continuou furiosa com a situação, enquanto todos da sala prestavam a atenção nas ameaças de Sonda, e nenhuma garota da sala queria estar na pele da pobre Marion.
E Marion, por sua vez, ficou ainda mais vermelha e trêmula, de tão nervosa que estava e Zinho acabou sentindo - se mais uma vez derrotado, olhou para Marion e segurou nos ombros dela, seriamente, como sinal de amparo e a vontade era tanta de chorar, que Marion até escondeu as faces, como se ela estivesse sido condenada pela justiça e Sonda sempre sorrindo, junto com as garotas, menos Rafaela, que também era uma vítima inrustida, porque elas ainda conversavam com ela, apenas para tirarem proveito.
- Sonda, você não quer fazer o favor de sentar - se? - perguntou a professora, tirando Sonda da sua realidade.
- Ampare ela bastante, ajude ela bastante, que a qualquer dia desses, você vai curar as ataduras sujas dela! - bradou Sonda obedecendo a professora e sentando - se.
E ao ouvir o que Sonda havia dito a Zinho, Marion não pode mais suportar e começou a chorar em silêncio, ao passo que as desordeiras riam da atitude da garota e Sonda, por sua vez, aproveitava - se muito disso, ainda mais quando as garotas fracas demonstravam medo...
O sinal bateu para a hora da saída e Sonda ainda olhou para trás e observou Zinho arrumando as suas coisas e as coisas de Marion e essa, por sua vez, ainda estava sentada e cabisbaixa e todos os que saiam comentavam da suposta briga que haveria entre as duas.
- Vai ser hoje, Sonda? - Nina perguntou em pé e pronta para sair.
- Não, porque ela está preparada e com muito medo, deixa para outro dia, quando ela menos esperar! - Sonda bradou às gargalhadas, enquanto as duas saíam e Zinho e Marion ainda olhavam.
- Vamos, Marion? - Zinho perguntou já de pé e com ambas as mochilas prontas.
- Ela quer me dar um pau, meu Deus!!! - Marion começou a choramingar, ainda trêmula.
- Marion, não esquenta não, porque eu ouvi a Sonda dizendo que não vai ser hoje, porque você já está preparada e com medo, então, ela vai te dar um pau de surpresa! - Zinho comentou, vendo que Marion olhou surpresa para ele.
- Que nada, Zinho! - Marion continuou incrédula. - Ela disse isso, somente para sairmos despreocupados e depois, lá fora, ela vai dar o bote! - Marion continuou nervosa e com muito medo do que lhe poderia acontecer.
- O negócio é você ter coragem, Marion! - Zinho a puxou pela mão.
- É, mas é isso que me falta, Zinho! - Marion suspirou desanimada.
- É uma troca! - Zinho começou a explicar para Marion que chorava copiosamente. - E você tem medo de apanhar daquela garota? - continuou curioso, ao passo que os dois começavam a andar. - Marion, brigar é trocar tapas, empurrões, beliscões e não apanhar sem reagir! - Zinho continuou insistente em sua aula de como dar e levar uma boa surra. - Olha, eu conheço a Sonda, não é de hoje! - Zinho estralou os dedos, ao passo que Marion olhava surpresa para ele. - Ela é muito briguenta, vive procurando encrencas e pegando as garotas na rua ou em qualquer recinto que ela achar melhor... - Zinho continuou furioso só com a idéia de Sonda encostar um dedo em Marion, sua protegida. - Ela não presta! - Zinho continuou com rancor. - E a família dela também não! - Zinho olhou sério para Marion, que observava atenta a conversa de Zinho. - O único cara que eu gosto dali da família dela, é o Sandro, que também não é flor que se cheira não! - Zinho bradou ainda furioso. - O Acácio, o Dudu e a Dorise, parecem que nasceram com o rei na barriga, de tão metidos e nojentos que são! - Zinho bradou com nojo, ao passo que Marion olhava para ele curiosa com a descrição da família de Acácio.
E enquanto Zinho falava mal da família de Sonda, inclusive de seu amado Acácio, ela sentiu vontade de gritar para ele parar de falar, principalmente de seu amado Acácio, mas não podia porque quase ninguém sabia que ela amava Acácio, e tinha medo de ferir o coração de Zinho, que ela já sentia que ele o amava.
- Eu não tenho coragem de brigar, porque eu nunca briguei na minha vida, Zinho! - Marion bradou ainda nervosa, enquanto saíam.
- Se ela te xingar, você xinga também! - Zinho continuou aconselhando a garota, que ainda estava com medo. - E sem baixar a cabeça, e se você demonstrar medo é pior, Marion! - Zinho aconselhou a garota que ainda olhava com medo para ele.
- Mas, se eu demonstrar coragem, Zinho, vai ser pior! - Marion continuou insistente, enquanto Zinho ria da situação e dos impencilhos que a garota estava colocando em relação à suposta briga.
- Marion, você vai me prometer, que se ela vier para cima de você, você vai reagir? - Zinho insistiu na pergunta por mais duas vezes, até que Marion concordasse com ele, ainda cabisbaixa e com um tremendo medo.
- Muito bem, Marion! - Zinho bradou feliz e beijou - lhe a testa, deixando a garota ainda mais encabulada e nervosa.
E Marion, por sua vez, corou um pouco, e vendo isso Zinho sorriu feliz e pensou... "ainda existem garotas donzelas!" ao contrário da sua irmã Bunnie, Zinho suspirou feliz e deu um sorriso exaltado, ao passo que ele a pegou pelos ombros e saíram os dois como se fossem namorados.
Enquanto alguns que ainda estavam pelo caminho, acharam estranha a atitude dos dois garotos.
- Acácio, já está na hora! - Olívia bradou despertando ao filho, que estava estudando na mesa da cozinha, pois Dudu tomava todo o espaço da sua escrivaninha. - Você não vai, meu filho? - Olívia continuou a insistir, enquanto seu filho bufava de raiva e fechava seus cadernos.
E Acácio, por sua vez, desde que tinha chegado da escola, não teve coragem de contar para a mãe sobre a suposta discussão entre Zinho e Dudu, com medo da reação da mãe, mas tomou coragem, antes de tudo, e resolveu contar.
- Mãe, eu preciso de falar uma coisa! - Acácio bradou, olhando sério para a mãe que virou - se surpresa para ele.
- Você não vai? - Olívia continuou insistindo na pergunta, enquanto Acácio a olhava ansioso.
- Sente - se aí, mãe! - Acácio pediu baixinho, enquanto a mãe olhava séria para ele e obedecia. - Se der eu vou em outra hora! - Acácio bradou ainda chateado.
- E o quê você quer tanto me contar, filho? - Olívia perguntou curiosa.
- É que na escola, houve uma discussão entre o Zinho e o Dudu, hoje, no recreio! - Acácio bradou ainda desanimado com a situação pela qual se encontraram pela tarde. - Acácio bradou por fim, vendo a cara feia que a mãe fez no momento da notícia.
Acácio por sua vez tirou um tremendo peso em seu coração, ao desabafar logo para a mãe, o fato da suposta briga entre o irmão e o colega de escola e no lugar do peso, veio um grande alívio...
- O quê? - Olívia perguntou incrédula. - Outra briga? - continuou incrédula. - E qual foi a causa dessa vez, meu filho? - Olívia perguntou ansiosa e esperando não ser a Marion novamente, enquanto Acácio crispava os lábios de raiva.
- A mesma mamãe, a mesma! - Acácio bufou cabisbaixo, para que a mãe não percebesse que ele havia corado, e nem tampouco que o seu coração estava a mil, somente em falar em Marion, seu coração já batia descompassadamente.
- O quê? - Olívia bradou furiosa. - Mas bem que eu desconfiava que aquele garoto estava de namorico com aquela coisa esquisita! - bradou, batendo na mesa, com toda a fúria do mundo.
- Não, mamãe, engano da senhora, ele não gosta dela! - Acácio engoliu em seco ao dizer isso para a mãe. - Apenas brinca com ela, e o Zinho, que gosta dela, acaba defendendo! - Acácio explicou, vendo que a mãe estava estremamente nervosa e pelo nervoso extremo de Olívia, ela não havia observado o jeito que seu filho se encontrava.
- Eu vou dar uma lição na desgraçada da Deda que vai aprender a ser mãe! - Olívia bradou ainda inconformada. - Não me conformo com isso!!! - Olívia continuou furiosa com a situação. - Vocês tão educadinhos e ela com aqueles filhos grossos, que não gostam de estudar! - continuou furiosa com a situação pela qual os dois filhos de Deda se encontravam. - Imagine!!! - Olívia continuou furiosa. - Uhn, aquela garota mais velha dela é uma verdadeira putinha! - fez cara de nojo. - Fica ali na porta da casa dela olhando para dentro dos carros que passam por lá! - reclamou furiosa e Acácio, por sua vez, olhava para a mãe e coçava a cabeça em sinal de nervosismo, arrependendo - se de ter contado a notícia para a mãe que havia ficado transtornada. - Acácio, vá para o curso! - Olívia bradou nervosa, apontando para a porta de saída, e esse, por sua vez, ficou olhando incrédulo para a mãe.
- Veja lá o que a senhora vai fazer, mãe! - Acácio alertou a mãe ainda preocupado com a atitude dela. - Baixaria não! - Acácio continuou nervoso com a mãe, que nada dizia, e ainda por cima estava vermelha de raiva, e que se ele não se levantasse para ir para o seu curso de Inglês, logicamente a mãe descontaria toda a sua raiva nele.
- Acácio, suma daqui! - Olívia bradou furiosa com o garoto, que olhava estático para ela. - Dorise!!! - gritou o nome da filha com fúria, enquanto Acácio, por sua vez, pegava suas coisas para retirar - se dali.
Mais que depressa, Dorise apareceu ali na cozinha, enquanto Acácio retirava - se encucado e arrependido por ter contado para a mãe da suposta briga entre o irmão e Zinho.
- Fique aqui na cozinha, que eu vou resolver um problema e se teu pai chegar, diga a ele que eu saí! - Olívia olhou furiosa para a filha, que nada dizia, apenas olhava para ela de olhos arregalados.
Olívia, por sua vez, tirou o avental, sob os olhares curiosos da filha que sentou - se na cadeira e apoiou seus braços na mesa, vendo a mãe ainda muito nervosa, ajeitando seus cabelos, logo após ter tirado seu avental. - A Deda disse, quando passou na rua, que ia comprar ovos, não foi? - perguntou olhando para Dorise, que meneou a cabeça positivamente e com um sorriso maroto nos lábios, já imaginando o que seria feito dos ovos de Deda. - Então, ovos fazem bem ao cabelo, não é, filha? - Olívia continuou ansiosa, enquanto Dorise concordava com tudo, meneando a sua cabeça em sinal positivo, enquanto Olívia retirava - se em direção à rua e com um sorriso maldoso nos lábios.
- O quê a senhora vai aprontar, mamãe? - Dorise perguntou, seguindo a mãe, que seguia em direção à rua, com a chave de casa no bolso e Olívia, por sua vez, foi retirando - se sem responder para a filha.
- Vou defender a nossa honra, minha filha, a nossa honra! - Olívia bradou com um tremendo orgulho. - Você não gosta que a mamãe defenda a sua honra, minha filha? - perguntou para Dorise, que até parou estática.
- Depende mãe! - Dorise exibiu um sorriso maldoso. - Se eu gostar do cara! - sorriu maliciosa, vendo a cara feia da mãe.
- Deixa disso, garota! - Olívia olhou furiosa para a filha. - Nem bem dez anos tem e já sabe de coisas que não lhe cabem! - Olívia reclamou, olhando furiosa para a garota, que estampou um enorme sorriso no rosto. - Cale - se e fique aí que eu vou esperar Deda no portão! - ordenou, vendo que a filha olhava surpresa para a mãe.
- Mãe! - Dorise foi atrás da mãe aos prantos. - Eu quero ver a briga, mamãe! - Dorise continuou choramingando.
- Fique aí! - Olívia bradou, olhando feio para a filha e fechando o portão com a chave, deixando a garota do lado de dentro e chorando copiosamente.
- Olá, Olívia! - Deda bradou com uma caixa de ovos na mão. - Fazendo o quê aí fora, dona Olívia? - Deda continuou sorridente e simpática, vendo que Olívia estava com cara de raiva e não respondia às suas perguntas simpáticas.
Deda, por sua vez, olhava bermuda jeans e camiseta de manga longa xadrez, de branca e vermelho, e segurava duas dúzias de ovos, nas mãos, com as embalagens fechadas e também farinhas de trigo.
- Esperando você passar, Deda! - Olívia bradou entre os dentes, e observando que Deda deixava seu sorriso aos poucos.
- Ah, amanhã vai ter um bailinho lá em casa, em comemoração ao aniversário da Bunnie, dê uma passadinha lá, a senhora e a sua família, enquanto os garotos dançam, nós ficaremos lá na cozinha jogando conversa fora, ou então, ficaremos lá, também jogando cartas! - Deda continuou toda ansiosa e feliz, mal sabendo o que iria acontecer com ela.
- Não, não vou não, Deda! - Olívia bradou séria e Deda não estava entendendo ainda o "porque" de Olívia estar assim, com tanta raiva dela. - E nem sei se a senhora ainda vai fazer festa para comemorar o aniversário da sua filhinha putinha! - Olívia gargalhou maldosa, Deda, por sua vez, estava indignada com a atitude da amiga nervosa.
- O quê está acontecendo com você, Olívia? - Deda perguntou, sem ao menos saber o que estava acontecendo com a mulher furiosa. - Está triste comigo? - continuou incrédula, enquanto Olívia olhava para ela com um tremendo ódio. - Eu não fiz nada para a senhora, dona Olívia! - Deda continuou insistente. - E o que a senhora quis dizer com o fato de eu não poder mais fazer a festinha para a minha filhinha putinha? - Deda perguntou na inocência, enquanto Olívia gargalhava da inocência da mulher.
- Nada não, Deda, você não me fez nada! - Olívia continuou ríspida e olhando feio para a mulher, e querendo pegar logo aqueles ovos e tacá - los todos na cabeça da pobre da mulher, como ela queria fazer logo de imediato, assim a Deda não faria a festinha para a sua filhinha putinha...
- A Dorise está chorando tanto! - Deda olhou para cima, em direção à casa da rival, e viu Dorise chorando copiosamente. - A senhora quer me fazer o favor de me explicar o quê está acontecendo, dona Olívia? - Deda perguntou ansiosa.
- Você ainda precisa de explicações, Deda? - Olívia perguntou com um sorriso sarcástico e foi para a rua, fazendo de conta que estava ignorando a mulher, que foi logo atrás de Dorise, e quando Deda percebeu que Olívia queria briga, foi correndo para o portão e com o intuito de abri - lo para consolar a pobre da Dorise que continuava chorando copiosamente, mas só que percebeu que o portão estava trancado e ficou olhando com pena para Dorise. - Não foi bem você, Deda, foi seu filhinho! - Olívia bradou ainda nervosa.
- O meu filhinho, dona Olívia? - Deda perguntou ainda incrédula.
- Sim, seu filhinho, dona Deda, seu filhinho! - afirmou Olívia, olhando feio para a mulher que já estava bem perto dela. - Eles discutiram novamente na hora do recreio! - Olívia continuou furiosa com a mulher. - Essa é uma educação boa que a senhora dá para os seus filhos, não é, dona Deda? - Olívia perguntou furiosa com a mulher, que olhava incrédula para ela. - E o pobre do meu filho, sem ao menos fazer nada, sempre leva a ruim! - Olívia continuou furiosa com a mulher que estava surpresa com a atitude de Olívia.
- Seu filho é pobre? - Deda perguntou também furiosa.
E nisso, a rua já começava a encher de gente, um falando para o outro, tantos os que vinham para ver a suposta briga das duas mulheres...
- Tem pau? - uma das fofoqueiras da rua, que fazia par com Olívia, passava de casa em casa avisando para que todos saíssem e vissem a suposta briga entre as duas mulheres.
- Pobre sim, porque ele é um inocente, não sabe de nada, é um pobre garoto! - Olívia continuou furiosa com a outra mulher. - Estudioso, e vai ganhar o prêmio de melhor aluno da escola! - Olívia apontou o dedo na cara da rival que olhou surpresa para ela. - Enquanto que os seus filhos são burros, só sabem reprovar! - Olívia continuou fazendo pouco da mulher, que a olhava indignada. - Um vai dar para ser assaltante e a outra vai dar para prostituta! - bradou, vendo a fúria da rival que crispava os lábios de ódio.
- Dá nela, Olívia! - bradou a mesma fofoqueira, que estava correndo de casa em casa para avisar.
- E como você se atreve a falar isso dos meus pobres filhos, dona Olívia? - Deda perguntou colérica. - E os seus filhos são nojentos e metidos, ao contrário dos meus pobres filhos! - Deda continuou furiosa com a mulher. - E tem uma vagabundinha aí, no portão, chorando! - continuou furiosa com a mulher, que a encarava com muito ódio.
Olívia, por sua vez, observou a mulher olhando para a sua filha que chorava copiosamente, e também olhou para a pobre garota, mas não sentiu dó da filha não.
- O quê? - Olívia perguntou incrédula. - Como você se atreve a falar isso da minha filha? - continuou furiosa com a mulher. - Ela é uma pobre criança! - continuou furiosa com a mulher, que gargalhava com toda a fúria do mundo.
E a garota chorava mais ainda, ao ver que a briga estava esquentando cada vez mais, entre a sua mãe e a mulher.
- Tem mais algum desaforo a fazer, dona Olívia? - Deda perguntou com pouco caso, enquanto Olívia cruzava os braços furiosa.
- Tenho sim, Deda! - Olívia bradou, dando um violento tapa na cara da mulher que até titubeou, balançou, mas não caiu... E depois foi aplaudida pelos vizinhos, ao ficar de pé.
- Como se atreve a dar na minha cara, sua velha vagabunda? - Deda perguntou furiosa com a mulher e abriu a caixa de ovos, tacando um em Olívia.
- Aé? - Olívia perguntou furiosa, e já com a roupa suja de ovo. - É assim, é? - continuou furiosa. - Dorise, vê se você pára de chorar e vá até a geladeira e pegue vários tomates para a mamãe! - Olívia ordenou, olhando feio para a filha, que obedeceu, ainda chorando e soluçando.
- Ah, então quer dizer que a senhora vai tacar tomates em mim? - Deda perguntou furiosa. - E depois vai tacar a feira inteira, dona Olívia? - Deda continuou provocando, com muita fúria.
- Melhor do que a senhora, que vai tacar a granja inteira, taca ovos, taca galinhas e depois taca a sua filhinha! - Olívia respondeu furiosa e Deda ficou muito mais furiosa, e deu um tremendo empurrão na mulher, por ela ofender a sua filha e Olívia, por sua vez, foi parar encima da fofoqueira que a jogou de volta para Deda.
- Aqui estão os tomates! - bradou a fofoqueira, pegando uma bacia de tomates das mãos de uma das vizinhas.
- Dorise os pegou e eles estão madurinhos! - Olívia gargalhou maldosa. - Uhn, dá até para fazer uma pizza portuguesa daquelas! - bradou, passando um dos tomates em suas faces e ironizando - a. - E que tal, dona Deda, uma pizza portuguesa, feita na senhora? - Olívia continuou provocando a mulher e dando tremendas e estrondosas gargalhadas, enquanto Deda crispava os lábios de tanta raiva que ficou da mulher, enquanto Deda tacava os ovos em Olívia, que eram do suposto aniversário de sua filha Bunnie e um ovo caiu diretamente na boca de Olívia, que mordeu - o e quebrou - o com o dente, e muitos espectadores da briga, davam sonoras gargalhadas, enquanto Olívia, por sua vez, ficava vermelha de raiva.
Depois, Olívia recebeu um ovo no meio dos seios fartos, e depois um ovo em cada olho, e muita gente ria da cara da pobre coitada da mulher.
E a tremenda guerra de ovos de tomate iniciou - se para a surpresa de todos os presentes ali, recheados a palavrões cabeludos.
Gente que não tinha nada a ver com a briga, tomava ovada e tomatada.
E quando os ovos e os tomates acabavam, as pessoas procuravam pegar em suas casas para continuarem vendo a estrondosa briga das duas mulheres, tinha muitos que compravam ovos e tomates nos mercados, mercearias e quitandas do bairro, e até ficou faltando ovos e tomates nos mesmos e a população do bairro, ficou sem esses, durante uma semana, até que novamente os mercados, quitandas e mercearias do bairros se abasteceram novamente.
E muitos velhos aposentados, que iam jogar bocha, paravam e observavam a sujeira em frente à casa de Olívia, e davam estrondosas gargalhadas, enquanto que as velhotas também aposentadas, que faziam crochê pelo bairro, também, quando passavam, gargalhavam muito da situação e assim lamentavam por não terem visto a suposta briga entre as duas mulheres.
- Sua nojenta! - bradou Olívia furiosa, toda suja de ovos e de tomates, e quando essa viu - se sem armas, agarrou nos cabelos de Deda, que por sua vez foi ao chão, por causa do peso de Olívia.
- Patroa, tem uma confusão lá na rua, por isso que eu peguei os ovos e os tomates da geladeira, para dar às duas mulheres! - bradou a nova empregada toda ansiosa e feliz, já com os ovos e os tomates em uma bacia.
- O quê? - Claudete perguntou encarando a moça. - Eu não acredito! - meneou a cabeça em negativa. - Quem será que está brigando e que te deu o direito para você pegar os ovos e os tomates da minha geladeira? - Claudete continuou indignada com a moça, que continuava olhando surpresa para ela. - Arrume as suas coisas, que você já está na rua! - Claudete bradou furiosa e apontando para a rua, enquanto a moça olhava surpresa para ela.
- Mas patroa, o seu Sandro ainda nem me beijou para a senhora estar me mandando embora! - a moça bradou furiosa, enquanto Claudete olhava feio para ela.
- Mais uma! - bradou Sonda olhando sorridente para a moça, que olhou furiosa para ela.
E Claudete, por sua vez, saiu para fora, a fim de conferir o que estava acontecendo e quem era que estava brigando.
E as duas mulheres engalfinhavam - se no chão, feito duas cadelas no cio, trocando tapas, mordidas, puxões de cabelos, beliscões, tudo isso acompanhado de urros de ódio, da parte das duas mulheres e a torcida também ajudava as duas a rolarem pelo chão.
- Mas o quê é isso? - Claudete perguntou, entrando no meio da roda, depois de ter entrado com sacrifício para ver quem era que estava brigando. - Parem com isso! - Claudete ordenou, sem ser ouvida por ambas. - Olívia, o Acamir vai ficar louco quando souber da situação pela qual você está passando! - Claudete bradou furiosa e sendo ignorada por ambas as mulheres.
- O quê está acontecendo na sua rua, Cacio? - Bunnie perguntou, toda provocante, olhando para Acácio, que não tinha percebido nada, pois estava apenas tentando atravessar a rua para pegar o ônibus, a fim de ir para o seu curso de inglês.
- Não sei, Bunnie! - Acácio olhou sério para a garota sorridente. - Por quê? - Acácio perguntou curioso.
- É que a minha mãe ficou de ir ao mercado para buscar ovos para o meu bolo, sabe? - Bunnie continuou provocante, enquanto Acácio olhava incrédulo para ela. - Ah, amanhã vai ter um bailinho lá em casa para comemorar o meu aniversário e você está convidado! - Bunnie bradou, contemplando o enorme sorriso de felicidade do garoto bonito. - Mas venha sozinho, não leve a Sonda com você, porque ela não é bem vinda! - Bunnie continuou provocante e Acácio, por sua vez, já tinha entendido o jogo da garota. - Vamos lá na sua rua, dar uma olhada? - Bunnie continuou provocante, enquanto Acácio titubeava, com medo de levar bronca da mãe, por não ter ido ao seu curso de inglês.
Mas Acácio, não pensou duas vezes, pois estava sentindo algo de estranho e seu peito estava dando tamanhos apertões que até o deixavam preocupado, pois quando ele ficava assim, ele sabia que alguma coisa ruim poderia acontecer, por isso é que ele tinha que faltar.
- E o meu curso de inglês? - Acácio perguntou preocupado.
- Ah, deixa o seu curso de inglês para lá, Acácio! - Bunnie aconselhou - o, puxando pelo braço com muita ansiedade. - Talvez e professora não sinta a sua falta hoje! - Bunnie piscou tentadoramente e Acácio, por sua vez, não estava resistindo ao charme da garota.
- Esperem por mim! - Sonda bradou furiosa, ao ver Acácio ao lado de Bunnie e os dois pararam e olharam surpresos para ela.
- Sonda, o quê você está fazendo aqui? - Acácio perguntou furioso.
- Está tendo uma briga lá na rua e a minha mãe foi ver e eu ia te buscar no ponto, porque eu acho que o negócio pode ser com a tia Olívia! - Sonda bradou furiosa, enquanto Bunnie a olhava sorridente.
Acácio e Bunnie foram até a rua novamente e conseguiram com muito esforço a passar pelas pessoas que assistiam à briga ansiosos e aglomerados uns nos outros, e de mãos dadas com Bunnie, que pegou na mão dele, apenas por safadeza, e Bunnie, por sua vez, não queria se perder dele e estava adorando aquela situação de estar de mãos dadas com o namorado de Sonda, que via a situação com os lábios crispados de raiva da garota safada que estava segurando a mão de seu namorado, que por sua vez, estava adorando a situação.
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