Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A Magia...

Sonda estava sentada em seu divã, em devaneios, quando a empregada aproximou - se sem que a mesma notasse.
- Dona Sonda, a sua mae esta chamando a senhora para jantar! - a bela moça que era nova ali, apareceu bem na sua frente, chateando - a.
- Tudo bem! - Sonda levantou - se bufando. - Voce é a nova empregada, não é? - perguntou, encarando - a e medindo - a de cima em baixo.
- Sou sim, dona Sonda, licença! - a moça respondeu educadamente e retirou - se rapidamente e Sonda, por sua vez, ficou ainda vendo - a sumir e percebeu que a garota era extremamente linda e que ela tinha dotes suficientes para fazer o seu irmao Sandro perder a cabeça e sua mae logo manda - la embora, assim como fez com varias que nao eram tao belas.
E ficou pensando o "porque" da sua mae nao procurar empregadas gordas e peitudas, porque so assim era garantido que o seu irmao nao passaria cantada num tipo desses, a nao ser se ele fosse louco demais ou tivesse se drogado totalmente para ve - las extremamente belas e magrinhas...
- O meu irmao ja te cantou, garota? - Sonda perguntou aparecendo na frente da garota, que olhou assustada para ela.
- Sim, mas ele falou que esta apaixonado por uma tal de Bunnie, mas me garantiu que a qualquer hora ele me pega! - a garota sorriu ansiosa para que a promessa desse dia logo chegasse, enquanto Sonda, por sua vez, a encarava com raiva.
- E pelo visto voce esta totalmente ansiosa para sair do seu emprego, nao? - Sonda perguntou com pouco caso, enquanto a garota, por sua vez, a olhava ansiosa e surpresa pela pergunta que ela havia feito.
- Não, Deus me livre! - a garota mais que depressa benzeu - se. - Eu preciso da grana para sustentar os meus gatos! - olhou surpresa para Sonda, que nao havia entendido o que a garota havia dito.
- Gatos? - Sonda perguntou surpresa. - De duas ou de quatro patas? - Sonda perguntou, ao observar a garota menear a cabeça em positivo, respondendo a sua pergunta.
- Como assim, de duas ou de quatro patas, dona Sonda? - a empregada perguntou curiosa, pois nao havia entendido à pergunta feita por Sonda.
- De duas patas sao os homens mesmo e de quatro patas sao os bichanos! - Sonda respondeu sorridente, enquanto a garota, por sua vez, olhava ainda surpresa para Sonda.
- E quem vai me fazer perder esse emprego? - a empregada perguntou ansiosa.
- A minha mae, é claro! - Sonda respondeu com pouco caso.
- Mas por que a sua mae vai me tirar daqui? - a empregada continuou, ansiosa por uma resposta convincente.
- Porque todas as empregadas que o meu irmao da encima, a minha mae tira daqui! - Sonda respondeu rispida.
- Ahn, meu Deus! - a empregada tapou a boca com a mao. - Mas por que ela nao briga com o seu irmao, ao inves de mexer com as pobres das empregadas? - a empregada perguntou assustada, enquanto Sonda, por sua vez, ria da pergunta feita pela garota ingenua.
- Porque nao adianta ela brigar com o Sandro, ele nao ouve! - Sonda respondeu rispida. - Entao, ja que é assim, ela troca de empregadas de quinze em quinze dias! - Sonda respondeu toda sorridente e feliz, enquanto a pobre garota, por sua vez, olhava surpresa para ela.
- Ah, agora eu logo vi o "porque" de ter sido tao facil assim, de eu conseguir esse emprego! - a garota bradou totalmente desanimada com a situaçao. - Mas, madame, eu limpei o seu quarto todo bonitinho, e eu acho que a senhora vai gostar e vai falar para a sua mae que eu limpo direitinho e mesmo que se o seu irmao vier dar encima de mim, assim como ele prometeu, a senhora vai me defender, dando mais pontos para mim! - a garota explicou - lhe toda sorridente, enquanto Sonda, por sua vez, olhava surpresa para a empregada.
- Voce é muito inteligente e tambem acha que eu vou poder subornar a minha mae com palavras positivas sobre voce, mas jamais eu farei isso! - Sonda continuou rispida com a garota, que baixou a cabeça triste.
- Mas por que, dona Sonda? - a empregada perguntou ansiosa.
- Porque ela é minha mae e alem do mais, ela é a dona dessa casa e ela faz tudo conforme ela acha que deve ser, oras! - Sonda deu de ombros, enquanto a pobre garota, olhava triste para ela. - É só ela descobrir que o Sandro tentou ou fez algo com voce, que ela te manda embora imediatamente! - Sonda olhou para a pobre garota em tom de ameaça.
- A senhora tem tanta coisa bonita, dona Sonda! - a garota falou, suspirando, para ver se mudava de assunto, enquanto Sonda, por sua vez, olhava surpresa para a pobre garota. - A senhora tem ate fotos dos Beatles! - continuou feliz e sonhadora. - E eu fiquei boba com as coisas que a senhora tem, as suas roupas! - continuou suspirando e tapando a boca, num gesto caipira, de tao admirada que ficou.
- E voce mexeu em alguma coisa minha, garota? - Sonda perguntou em tom furioso.
- Nao, nao, madame, pode ficar sossegada! - a garota a tranquilizou e Sonda, por sua vez, ate deu um suspiro de alivio. -  E por que a senhora tem tanta coisa bonita, dona Sonda? - a garota fez a infeliz pergunta, enquanto Sonda, por sua vez, crispava os labios de raiva da garota.
- Porque os meus gostos sao diferentes dos seus, minha filha! - Sonda respondeu bem estupida, deixando a pobre garota totalmente sem graça.
- Só mais uma pergunta, dona Sonda! - a garota sorriu, enquanto Sonda, por sua vez, bufava de raiva da mesma. - Quem foi que deu aquele quadro que tem a senhora e o John Lennon juntos? - a garota continuou ansiosa por saber mais da vida de Sonda.
- Foi o meu namorado, garota! - Sonda continuou furiosa com a garota, que sorriu sonhadora, e Sonda, por sua vez, ficou olhando para a pobre garota curiosa, nao gostando muito dela estar invadindo a sua privacidade com perguntas idiotas. - Voce nao vai me fazer mais nenhuma pergunta, va colocar a mesa do jantar, poque senao a minha mae te manda embora hoje mesmo, antes do meu irmao cumprir o que te prometeu! - Sonda fez um gesto com a mao, como que enxotando a garota de perto dela e essa, por sua vez, mais que depressa, foi correndo, em direçao à cozinha.
- Ah, só mais uma coisinha! - voltou - se antes de abrir a porta da cozinha.
- Nao estou nem mais a fins de dar entrevistas para voce, garota! - Sonda bradou furiosa com a garota e com sua invasao de privacidade, deixando - a totalmente sem graça. - E quem voce pensa que é para me encher de perguntas idiotas? - Sonda perguntou furiosa, enquanto a pobre garota, humilhada, baixava a cabeça triste e retirava - se e Sonda, por sua vez, ria da cara da garota ingenua que podia muito bem ser alguma parente de Marion, porque ela agia como tal. 
- Com licença, madame! - a garota balbuciou de voz tremula e retirou - se, com lagrimas nos olhos, pronta para chorar, mas quando viu a sua patroa olha - la furiosa, logo enxugou as suas lagrimas e foi forte o suficiente para mais tarde, ao chegar na sua casa, chorar debaixo de seus lençois velhos, com seus gatos de consolo, todos, encima da sua cama, prontos para dormir juntos com ela.

E quando Sonda entrou em seu quarto, fechou a porta atras de si, ela sentiu uma forte dor no peito e uns arrepios estranhos e nao estava entendendo o "porque" de estar passando tao mal daquele jeito.
- Droga! - praguejou ainda nervosa. - O que sera isso que eu estou sentindo, hein? - continuou preocupada com o que estava sentindo.
- Nao vem jantar, filha? - Sonda escutou a mae de la do outro lado da porta do seu quarto e viu a mae entrando em seu quarto num grande estilo.
- Jantar de gala, mamae? - Sonda perguntou, medindo a mae de cima em baixo, porque a mae trajava um conjunto branco lindissimo, de calça jeans e blazer, e ainda por cima, aquele monte de colar no pescoço, enormes brincos, a maquiagem bem forte mesmo, estilo as maquiagens que usavam na decada de oitenta, e os aneis e as pulseiras, tudo pra combinar com o seu traje chique e lindo, e os saltos altos para realçar tudo aquilo, e para completar uma belissima blusa vermelha que ela usava por baixo, apenas para quebrar um pouco o branco, para nao parecer uma medica andando pela casa.
- Nao senhora, minha filha, eu nao vou a um jantar de gala! - Claudete respondeu sorridente, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava ainda mais, surpresa pela negativa da mae, pois seu traje estava muito informal para jantar em casa.
- Entao, a senhora vai para Paris, mae? - Sonda perguntou com um sorriso zombeteiro, ate que Claudete, por sua vez, percebeu que nao estava vestida de acordo para um jantar em casa. - Visitar Pierre Cardin? - Sonda continuou sorridente, enquanto Claudete, por sua vez, olhava para a filha e prestava a atençao bem no seu toque de elegancia, pois Sonda nunca exagerava em suas roupas.
- Voce nao esta batendo bem dos pinos, filha! - Claudete olhou seria para a filha, que logo desmanchava seu belo sorriso.
- Tudo bem, que o meu costureiro favorito é o Pierre Cardin, mas pelo que voce esta falando ai, eu nao estou adequada nem para fazer uma visitinha para ele, se eu precisar um dia! - Claudete bradou sorridente, para disfarçar seu mal humor, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para a mae, pedindo "socorro", pois ela nao estava se sentindo nada bem.
- A senhora esta vestida como para um jantar de gala, mamae, so nao gostei dessa blusa vermelha que nao colou nada, nada! - Sonda comentou ainda olhando para a blusa vermelha da mae.
- Voce nao vem jantar, filha? - Claudete perguntou, fingindo nao se importar com os comentarios da filha.
- Nao, mamae, eu nao estou legal! - Sonda bradou, jogando - se em sua cama, enquanto Claudete, por sua vez, olhava para a filha com pena da pobre garota.
- Nao falei? - Claudete  perguntou, voltando - se para Clovis, que ja estava escutando a conversa das duas, bem na porta do quarto de Sonda, mas ela nao conseguiu escutar toda a conversa, pois a mae fechava a porta atras de si, deixando Sonda novamente, mergulhar na solidao.
E em seu quarto, deitada em sua cama, Sonda começou a chorar do nada, e sem ao menos saber o "porque" do seu chororo, que a pegou repentinamente.
E logo em seguida, começou a chorar por Acacio, querendo apenas que ele voltasse para ela, e como seu choro nao tinha motivo nenhum, ela chorou por diversos tipos de coisas...
- Acacio, pelo amor de Deus, volta para mim! - soluçou com a cabeça escondida no travesseiro. - O que ela tem que eu nao tenho? - suspirou ainda com as lagrimas quentes caindo em seu belo rosto, e ate pensou em Marion, e foi ai que seu choro piorou mais ainda...

- E o que sera que a Sonda tem agora? - Clovis perguntou examinando a salada feita pela nova empregada.
- Ela disse que nao esta bem! - Claudete respondeu, servindo - se da comida feita pela nova empregada.
E enfim, Clovis saiu da mesa chateado, sendo observado por Claudete e por Sandro, e os dois olhavam - se depois, temendo acontecer alguma confusao entre Sonda e Clovis.
- Clovis, aonde voce pensa que vai? - Claudete perguntou apavorada. - Deixa a garota, ela disse que nao esta bem, so isso! - Claudete ate largou seu guardanapo e ambos estavam sendo observados pela nova empregada.
- Se ela nao esta bem, nao custa nada eu ver o que ela tem, ja que voce foi e nao conseguiu que ela viesse, quem sabe eu consigo! - Clovis bradou ao longe, enquanto Claudete e Sandro continuavam olhando - se preocupados com a situaçao.

E de seu quarto, sentada em sua cama, chorando, Sonda escutou umas batidas fortes na porta do mesmo, assustando - se com a presença do pai, pois sabia muito bem que a sua mae nao tinha conseguido convence - lo de nao ir procura - la para especular sobre os seus sentimentos.
E o negocio era ela abrir a porta do seu quarto, pois as batidas estavam ficando cada vez mais intensas.
- Filha! - Clovis bradou, ao ve - la abrir a porta toda desanimada e com os olhos vermelhos de tanto chorar. - O que voce tem, Sonda? - Clovis perguntou com pena da garota, que olhava intensamente para ele.
- Nada nao, pai! - Sonda deu de ombros, esforçando - se para ser o mais natural possivel. - Isso que eu estou sentindo é apenas uma indisposiçao! - Sonda respondeu tentando novamente ser natural.
- Filha, venha jantar que logo isso tudo passa! - Clovis tentou consola - la, pegando em sua mao, e logo Sonda, por sua vez, puxou sua mao bruscamente. - Quem sabe isso tudo é fome, filha! - Clovis continuou insistindo, enquanto Sonda, por sua vez, ria do jeito solidario do pai, que sabia que tinha alguma coisa por tras do comportamento brusco da filha.
- Eu ja disse para a mamae, que eu nao sinto fome e nao estou muito bem! - Sonda respondeu altiva e olhando séria para o pai, que nao estava querendo entender o tipo de indisposiçao que a filha estava sentindo.
- Se voce tiver sentindo algo mais forte, e so voce falar para o pai, filha! - Clovis continuou insistindo, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para o pai com um meio sorriso nos labios.
- Tudo bem! - Sonda resmungou, vendo - se livre do pai, que era o que ela mais queria e fechou a porta atras de si, jogou - se na cama e continuou de onde ela havia parado...
- Nao vem jantar mesmo? - Clovis voltou - se e perguntou, apenas para a porta, pois a filha ja havia fechado a porta atras de si, enquanto Sonda, por sua vez, bufava de tanta raiva que havia sentindo da insistencia do pai.
- Nao pai, eu ja falei que nao e nao adianta o senhor ficar insistindo, porque assim, o senhor vai me chatear ainda mais! - Sonda respondeu firme, para ver se o pai agora retirava - se da porta de seu quarto e fosse jantar junto com a sua mae, a empregada e o seu irmao. - E fala para a mae mandar a empregada guardar a minha comida que quando eu sentir fome ai sim, eu vou comer! - Sonda berrou do seu quarto, deixando Clovis, assim, satisfeito com a ideia da filha poder jantar mais tarde.

- Vamos jantar entao, porque a Sonda nao esta bem! - Clovis sentou - se à mesa e anunciou, enquanto Sandro, por sua vez, começava a dar as primeiras garfadas, de tanta fome que sentia. - E ela disse que é pra voce mandar a empregada guardar a comida dela, porque ela vem jantar mais tarde, quando der fome! - Clovis continuou comentando e olhando para a bela garota que acenou para ele, dando - lhe um pequeno aceno e Claudete, por sua vez, olhou furiosa para a garota, que logo baixou a cabeça triste, enquanto Sandro, por sua vez, olhava babando para a bela garota.
- Eu nao te falei? - Claudete perguntou, ainda olhando para o marido que pegava seu garfo e começava a comer com toda a furia da fome.

Ainda em seu quarto, depois que Sonda ouviu o silencio e a calma que reinava, ela voltou a chorar e a lamentar - se ainda mais...
Baixinho e bem baixinho, para que ninguem pudesse escutar...
- Acacio, como eu te amo! - começou a sussurrar para o seu travesseiro, imaginando ser o primo e namorado. - Voce e o primeiro e unico amor da minha vida! - continuou a chorar e a sufocar - se no travesseiro.
Olhou no espelho da sua comoda e chorou ainda mais, pois a sua aparencia esta horrivel, de tanto chorar...
- Ah, Marion, eu nao sei "porque" eu nao sou sua amiga, nao sei "porque" eu te maltrato tanto! - soluçou. - Por favor, pedoe - me! - soluçou ainda mais, agora bem de frente com a sua imagem horrivel, cara inchada, olhos tambem inchados e vermelhos, de tanto ela chorar... - O que? - sobressaltou - se de repente num susto só e olhou - se no espelho ainda totalmente inerte. - Marion? Eu falei em Marion? - perguntou - se ainda olhando - se no espelho, totalmente assustada com a ideia de ter falado na pobre garota que ela considerava como sua arqui - inimiga e rival.
E ficou chorando assim por muito tempo, sussurrando nomes confusos, como se estivesse bebada ou em algum transe... Chorava e suava, rezando para que Deus tirasse aquelas ideias confusas da sua cabecinha.
- Meu Deus! - elevou as maos aos ceus. - Eu nao sou vagabunda, assim como a maioria diz! - continuou sussurrando e aos soluços, enquanto olhava - se no espelho. - Ai meu Deus! - benzeu - se, escandalizada. - Eu vou acabar virando uma crente ou uma freira! - continuou soluçando e olhando - se no espelho .
Ela se mexia, abraçando seu travesseiro e sempre dizendo palavras confusas...
E Sonda, por sua vez, terminou de chorar, dando um lugar mais claro ao seu raciocinio, pensando melhor, ela ate podia ver - se melhor, conhecendo - se melhor por dentro e nao ficar ouvindo e importando - se com o que os outros diziam dela.
- Eu nao sei o "porque" dessa rincha, eu preciso de saber o que aconteceu no passado obscuro de nossas familias! - Sonda sussurrou, olhando - se no espelho, ainda com os olhos bastante inchados. - E eu vou me aproximar logo de Marion, apenas para ver se eu descubro alguma coisa sobre isso! - continuou, olhando - se no espelho e preocupada com o que podia descobrir a respeito da rincha entre as duas familias.

E no dia seguinte, Marion e Zinho estavam na porta da escola conversando, e prontos para entrar, so faltando o portao abrir, quando Sonda, timidamente, aproximou - se deles, olhando diretamente para Marion, que logo assustou - se com a ideia daquela garota briguenta estar bem ali, na sua frente, encarando - a.
- Zinho, voce foi na casa do Dudu? - Marion perguntou, ignorando Sonda, que ficou furiosa com a atitude da garota.
- Nao! - Dudu respondeu serio. - Voce sabe como é Sonda! - Dudu sorriu, estranhando a atitude da garota, que continuava olhando - os, furiosa. - Depois daquilo tudo, ele nao falou mais nada! - Zinho continuou explicando, enquanto Marion, por sua vez, ganhava tempo para tentar livrar - se de Sonda. - E eu nao quero mais encarar a insuportavel da mae dele! - Zinho continuou determinado e observando a presença de Sonda ali.
- Oi gente! - Sonda bradou feliz, acenando para os dois e vendo Marion e Zinho olharem surpresos para ela.
- Oi! - Zinho respondeu seco e olhou para Marion, que nada respondeu, apenas deu um aceno positivo com a cabeça para nao fazer muita desfeita dos cumprimentos de Sonda. - E o que manda? - Sonda perguntou, ainda olhando para Marion e achando a atitude dela estranha em relaçao ao seu cumprimento, pois achou que Marion tinha obrigaçao de responder aos seus cumprimentos.
- Olha... - Sonda pigarreou, colocando - se em frente a Marion, que ate assustou - se com a atitude da garota briguenta. - Eu nao vim aqui para brigar e nem tampouco para bater em voce, Marion! - bradou bem calma e olhando para Marion, enquanto Zinho, por sua vez, ria da atitude estranha da garota. - E se é o que voce esta pensando, Marion, eu nao vim aqui para fazer isso! - Sonda continuou explicando - se, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para Sonda, achando estranha a sua atitude em relaçao a Marion. - Mas eu sei o "porque" de voce estar pensando que a minha presença aqui é sinal de briga! - Sonda continuou falando, enquanto algumas pessoas, por suas vezes, ja observavam as duas garotas ao longe e ja apontavam para as duas, aproximando - se, prontos para verem a suposta briga entre as duas garotas. - Porque quando um Sandolli se aproxima de um Fontanni, todo mundo ja sabe que é para quebrar a cara! - Sonda continuou falando ansiosa, ao passo que Zinho, por sua vez, continuava olhando surpreso para Sonda e admirado pela conversa e tagarelice da garota ansiosa pela amizade de Marion. - E o que voces estao fazendo aqui? - Sonda perguntou, olhando para todas as pessoas que ja estavam ao seu redor, fechando os tres numa roda enorme!
- E por que voce quer que a gente saia fora, Sonda? - Cosmo perguntou furioso.
- Porque eu nao estou brigando, eu estou apenas conversando com a Marion! - Sonda respondeu, olhando furiosa para Cosmo. - Eu vim aqui na perfeita paz, Cosmo! - Sonda continuou indignada com o garoto loiro que olhava para ela com cara de deboche. - Ou melhor dizendo... - sorriu feliz. - Eu vim aqui para fazer uma amizade com voce, Marion! - Sonda continuou sorridente, surpreendendo a todos os que estavam ali, naquela roda, prontos para verem uma violenta briga, entre as duas, e todos começaram a falar ao mesmo tempo, indignados com o que estava acontecendo entre as duas garotas.
- O que? - Marion perguntou ainda surpresa. - Voce veio aqui a fim de fazer amizade comigo, Sonda? - Marion perguntou escandalizada com a situaçao que estava surgindo bem na sua frente.
- Eu nao acredito, Sonda! - Zinho bradou furioso e olhando feio para Sonda, que ate sobressaltou - se com a atitude drastica do garoto. - Que bicho te mordeu? - Zinho perguntou ainda incredulo com a atitude brusca da garota sorridente. - Voce esta muito estranha, Sonda! - Zinho continuou surpreso, enquanto Sonda, por sua vez, continuava encarando o garoto e com muita furia e vontade de dar na cara dele, mas controlou - se, para nao arrumar mais briga na porta da escola e para nao satisfazer todas aquelas pessoas que estavam ali naquela roda a fim de ve - la brigar.
- Por que voce esta perguntando isso, Zinho? - Sonda perguntou furiosa.
- Porque nem voce e nem seu primo, nunca foram assim, de brigar e depois vir correndo fazer as pazes! - Zinho continuou olhando incredulo para a garota desdenhoza e furiosa. - Ontem foi a vez do Dudu fazer as pazes comigo e hoje e a sua vez de fazer as pazes com a Marion! - Zinho bradou, olhando para a garota sorridente, que nao estava querendo mais perder a pose. - Eu nao estou entendendo mais nada, Sonda! - Zinho coçou a cabeça preocupado. - Que tipo de remedio deram para voces dois? - Zinho continuou perguntando e todo sorridente, totalmente descrente com o que ele estava observando ali, bem na sua frente.
- É! - Cosmo concordou, aplaudindo. - É isso aí, cara! - Cosmo continuou feliz.
- E por acaso, voces acharam a pilula da amizade? - Zinho continuou surpreso com a situaçao, enquanto Sonda, por sua vez, encarava o garoto, com muita furia. - Muito bem, entao! - Zinho bradou, aplaudindo, pois nao estava obtendo respostas às suas perguntas, da parte de Sonda. - E ja que voce veio aqui a fim de fazer as pazes com a Marion, entao, abrace - a! - Zinho bradou, encorajando Sonda, que ainda estava timida em relaçao a fazer as pazes com Marion e Sonda, por sua vez, fuzilou - o com o olhar, deixando - o totalmente encabulado com a sua atitude inesperada.
E Marion e Sonda, por suas vezes, começaram a olharem - se tensas e surpresas com a situaçao forçada por Zinho, que continuava sorridente e feliz, ansioso por ve - las abraçadas, a fim de acabar logo com aquela maldita rincha entre elas.
- Abraça, abraça, abraça!!! - todos os que cercavam os tres, naquela enorme roda, começaram a bradar, com palmas ritmadas.
- Vamos gente, nao custa nada tentar! - Marion disse humilde, e Sonda, por sua vez, ficou surpresa com a humildade da garota e sorriu para ela, a fim de selar a amizade entre elas, ja que para o abraço, as duas estavam timidas e totalmente timidas...
- É! - Sonda concordou, ainda com um enorme sorriso nos labios. - Nao custa nada tentar! - Sonda continuou sorridente, abraçando a nova amiga e todos os demais, que estavam ali, a fim de verem uma nova briga, começaram a aplaudir as duas garotas, surpresos e felizes, e com alguns comentarios maldosos e paralelos, pois as duas estavam selando uma nova amizade com aquela abraço caloroso, da parte de ambas.
- O que esta acontecendo? - Sandro aproximou - se de Fred, ao observar a enorme roda na porta da escola, bem ao longe.
- As duas fizeram as pazes! - Zinho apareceu feliz, apontando para a roda.
- Quem esta fazendo as pazes, Zinho? - Sandro continuou curioso e olhando para a roda, querendo saber quem fazia as pazes e nao brigava como era o de costume, na porta daquela escola.
- A Sonda resolveu fazer as pazes com a Marion! - Zinho comentou feliz, enquanto Sandro, por sua vez, olhava para Fred e dava um sorrizsinho amarelo para ele, que olhava furioso para a roda.
- Eu nao acredito que a Sonda esta fazendo as pazes com a trouxa da minha irma! - Fred bradou indignado com a situaçao e o erro de Sonda estar fazendo as pazes com a sua irma Marion.
- Ontem foi o Dudu que resolveu fazer as pazes com voce e hoje e a Sonda que resolveu fazer as pazes com a Marion! - Sandro continuou admirado com a situaçao.
- E nao vai demorar muito, vai vir o Cacio pedindo perdao para voce, Fred! - Zinho bradou feliz e olhando para Fred, que ao ouvir aquilo de Zinho, benzeu - se, so em pensar que isso teria possibilidades de acontecer - lhe.
- O Cacio nao! - Sandro olhou furioso para Zinho. - Se eu bem o conheço, jamais ele fara isso! - Sandro bradou, benzendo - se tambem, enquanto Fred, por sua vez, olhava furioso para ele, e percebendo que o garoto tambem nao queria que seu primo Acacio fizesse as pazes com ele!
- Sandro, voce tambem me disse que conhecia muito bem a sua irma, e que jamais ela seria capaz de estar fazendo o que ela esta fazendo agora! - Zinho comentou surpreso, enquanto Sandro, por sua vez, olhava para o garoto, sem nada o que responder, pois Zinho estava totalmente certo no que lhe dizia.

E o final de ano aproximava - se, e com ele, tambem os resultados finais...
- Marion! - Sonda chamou a garota, ainda receosa do que poderia lhe acontecer. - Espere! - foi correndo atras da garota que ficou parada no meio da rua, estatica.
E Marion, por sua vez, nao entendia o "porque" de Sonda, a garota que a odiava, aproximar - se dela, assim, tao de repente...
Parecia ate que Sonda brincava com os seus sentimentos, assim como Acacio, seu primo, parecia fazer...
- Sabe Sonda! - Marion olhou sincera para a garota, logo quando essa aproximou - se dela. - Eu acho que voce esta querendo é brincar comigo! - Marion disse, decepcionando Sonda, que olhou surpresa para ela.
- Mas por que voce acha que eu estou brincando com voce, Marion? - Sonda perguntou indignada com o pensamento da pobre garota assustada.
- Pelo fato de voce vir falar comigo, procurando amizade, dá para pensar que isso tudo é uma tremenda brincadeira, ou entao, ate que voce está querendo alguma coisa de mim! - Marion continuou com a voz tremula e Sonda, por sua vez, continuou surpresa com a inteligencia da garota que ela pensava que era burra.
Não, Marion não era burra, ela era simplesmente uma garota fragil!
- Imagine, Marion, jamais eu pensei em me aproximar de voce para brincar com os seus sentimentos ou ate mesmo por querer me aproveitar de voce com o intuito de querer algo em troca! - Sonda respondeu com sinceridade, embora ela quisesse algo em troca sim... Ela queria era que Marion esquecesse o seu primo, somente isso, ai sim, ela tentaria novamente algo com o seu amado Acacio!
- Mas mesmo voce me afirmando que não é isso, eu nao acredito, Sonda! - Marion bradou olhando serio para a garota, que ficou triste por Marion ser tao intuitiva assim e ate temeu da garota descobrir que a sua intençao era Acacio e não a amizade de Marion, ela era apenas as portas de entrada para o coraçao do seu primo! - E eu acredito tambem que essa aproximação se deu depois que voce bateu em Bunnie e em varias garotas folgadas ou nao da escola! - Marion continuou olhando serio para Sonda, que olhou surpresa para ela.
- Não, Marion, isso não é motivo para eu me aproximar de voce! - Sonda começou a falar, tentando convencer a pobre garota que ainda nao acreditava em sua amizade. - E por que voce acha que eu me aproximei de voce, depois dessas brigas todas? - Sonda perguntou seria e ainda surpresa.
- Porque ninguem quer se aproximar de voce, ninguem quer papo com voce, a nao ser aquela chata da Eleomara, todas temem a voce! - Marion bradou, apontando para Sonda. - Acredito que com isso, as coisas mudaram muito pra voce e que voce esta se sentindo desprezada por todos daqui da escola, inclusive a maioria das garotas que olham para voce e se arrepiam de tanto medo! - Marion bradou, ainda olhando Sonda, que ficou surpresa pelas palavras da garota.
- Espere aí, Marion! - Sonda segurou no braço da garota, enquanto que os demais que viam, comentavam sobre a cena entre as duas garotas.
- O que foi dessa vez, Sonda? - Marion perguntou assustada com aquele aperto em seu braço.
- O Zinho vem vindo, mas isso nao e certo Marion! - Sonda a encarou e a olhou nos olhos. - Eu nao estou me aproximando de voce, por causa dos outros, é serio! - Sonda continuou apelando pela amizade da garota. - O seu namorado! - Sonda suspirou e Marion, por sua vez, ate tremeu, pensando que Sonda referia - se ao seu primo Acacio.
- Namorado, que namorado? - Marion perguntou, com medo de olhar.
- O Zinho, Marion! - Sonda bradou toda sorridente e feliz, decepcionando a garota, que logo ficou sem graça.
- Mas a gene só é colega, Sonda! - Marion respondeu triste.
- É, mas nao parece, Marion! - Sonda bradou com um enorme sorriso. - Voces dois andam tao colados que todo mundo comenta aqui na escola que voces sao namorados! - Sonda revelou o que todos pensavam sobre ela e Zinho, enquanto Marion, por sua vez, olhou assustada para a garota.
- Mas como assim "namorando", Sonda? - Marion perguntou assustada.
- É, pelo visto o Zinho não te explica nada mesmo e nem tampouco te pede em namoro! - Sonda continuou sorridente e feliz. - Puxa, eu ate pensei que voces estivessem de casinho! - Sonda continuou ansiosa e feliz.
- Casinho? - Marion perguntou surpresa. - E o que é "casinho", Sonda? - Marion perguntou surpresa com a expressao da garota.
- Casinho é quase namoro! - Sonda respondeu ainda sorridente, e achando engraçado a ingenuidade da pobre garota.
- Ah, entao quer dizer que é uma aproximação quase avançada, pronta para chegar ao namoro! - Marion repetiu como se estivesse descobrindo uma joia preciosa.
- Isso aí, garota! - Sonda bradou feliz e aplaudindo. - Por que voce não para de andar com o Zinho, ja que voce gosta do meu primo Acacio? - Sonda perguntou curiosa, querendo saber mais sobre o amor de Marion em relaçao a Acacio, seu primo, pronta para vasculhar a vida da pobre garota.
Afinal de contas, ela so estava conversando com Marion, apenas para descobrir o "porque" da rincha entre as duas familias e tambem para afasta - la de seu primo Acacio.
- Porque é isso que o Fred quer! - Marion baixou a cabeça triste. - Ele quer que eu fique andando com o Zinho, para que nunca o Cacio se aproxime de mim! - Marion continuou triste e cabisbaixa, enquanto Sonda, por sua vez, sentiu pena de Marion, pela primeira vez e descobriu que a pobre garota estava sendo totalmente pressionada pelo imbecil do Fred, que usava Zinho para afasta - la de seu primo Acacio.
- Entao o Zinho esta servindo como escudo para voce e o Cacio nao se aproximarem? - Sonda perguntou surpresa, enquanto Marion, por sua vez, meneava a cabeça em sinal positivo.
- Exatamente! - Marion concordou desanimada, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava com pena.
- E com isso, o meu primo nao se aproxima de voce, porque ele deve pensar o mesmo que todo mundo! - Sonda concluiu penalizada pela pobre garota, mas feliz, porque Marion nao podia ter o seu primo que ela tanto queria!
- Uhn, Sonda! - Nina apareceu por tras da garota e a segurou pelo braço e ficou encarando Marion com ar zombeteiro. - Quando nós andavamos juntas, parecia ate que voce era tao equilibrada! - Nina continuou com seus comentarios sordidos e ainda olhando furiosa para Marion, que sorriu feliz para ela, deixando - a mais furiosa ainda.
- Me solta, sua porca! - Sonda bradou, dando um violento safanao com o braço e deixando a garota totalmente desequilibrada, pronta para cair, mas Nina segurou - se, enquanto Marion, por sua vez ria da cara da garota que ainda ajeitava - se para nao cair, tamanha a força de Sonda. - É melhor eu arrumar novas amizades, do que continuar com as antigas que de nada me servem! - Sonda respondeu furiosa e olhando feio para a garota, que olhava surpresa para ela. - Voce pensa que eu me esqueci do que voce e a Bunnie me fizeram? - Sonda perguntou furiosa.
- Mas não foi a gente que te fez, foi o seu namoradinho que te fez, Sonda! - Nina respondeu com pouco caso. - Voce so pensa que foi a gente que correu atras do Cacio, mas foi ele quem correu atras da gente! - Nina respondeu ainda com pouco caso, enquanto Sonda, por sua vez, bufava de raiva, sabendo que o que Nina falava para ela nao era verdade.
- Corre atras do Acacio e ainda fala que é ela quem corre atras de voce e da Bunnie, e depois ousa a tentar uma aproximaçao comigo? - Sonda perguntou ainda furiosa com a garota, que dava de ombros, em sinal provocante.
- Voce esta vendo o que da mexer com a Sonda, Nina? - Eleomara perguntou atras da mesma, que olhou para ela furiosa. - A Sonda não é dessas que recebe insultos e depois deixa pra la, como umas que tem por ai! - Eleomara bradou, olhando furiosa para Marion.
- Quem anda com bicho sabe a sua especie e o seu comportamento e ainda acaba virando o mesmo! - Nina bradou, olhando furiosa para Eleomara que ainda sorriu sarcastica para ela.
- Se voce acha que a Sonda é um bicho, então por que voce esta tentando novamente aproximar - se dela? - Eleomara perguntou furiosa, enquanto Nina, por sua vez, engolia em seco, sem ter o que responder para a garota furiosa.
E vendo tudo aquilo, e achando que iria esquentar e que iria sobrar para ela, Marion retirou - se calada daquele meio, deixando Sonda sozinha, ali com as duas garotas que ainda olhavam - se, estranhando - se e prontas para brigar, mas quando viram o inspetor Gomes, acabaram dispersando - se e Sonda, por sua vez, tambem acabou fazendo o mesmo, pois sabia que sobraria para ela.

- Marion, por que voce saiu fora quando a Eleomara chegou e começou a discutir com a Nina? - Sonda perguntou, guardando o seu material na mala.
- E por que voce so fica especulando as coisas que eu faço, Sonda? - Marion devolveu a pergunta de uma tacada só, surpreendendo a outra garota, que olhou - a surpresa. - E o que esta acontecendo com voce, Sonda? - Marion continuou encarando a garota que a olhava com cara espantada e surpresa. - Por acaso voce tomou a pilula da amizade? - Marion continuou fazendo - lhe perguntas e olhando - a, observou que Sonda, por sua vez, ria do jeito que Marion lhe fazia tantas perguntas.
- Andar com o engraçadinho do Zinho, da nisso ai, olha! - Sonda apontou para Marion, que ficou furiosa com ela. - E por que voce nao levanta a cabeça para falar com as pessoas, Marion? - Sonda perguntou, olhando para a garota, que baixava a cabeça novamente. - Da minha parte, eu nao tenho mais rinchas com voce, Marion! - Sonda mentiu, toda sorridente e feliz, para que Marion percebesse que ela nao estava mentindo, mas no fundo, no fundo, Sonda mentia... Porque ela queria ganhar tempo para reconquistar o seu primo de volta e a unica pessoa que podia ajuda - la no feito, era a pobre e desiludida da Marion. - Pode ficar sossegada, Marion! - Sonda levantou a cabeça da garota com toda a delicadeza do mundo, de modo que Marion, foi obrigada a olha - la, mas Marion, por sua vez, nao sentia firmeza nas palavras ditas pela garota ansiosa.
- E voce esta falando, serio? - Marion perguntou, ainda olhando desconfiada.
- Sim, mas e logico que estou! - Sonda mentiu novamente, pensando que Marion nao estava desconfiando da sua amizade repentina.
- Eu nunca tive uma amiga sincera, em todos esses anos da minha vida! - Marion reclamou com um sorriso singelo, enquanto Sonda, por sua vez, continuava exibindo aquele sorriso forçado para Marion, que ainda desconfiava da garota.
- E nem eu, Marion! - Sonda sorriu, e as duas acabaram abraçando - se, e todos que entravam na sala, começaram a estranhar a amizade repentina das duas garotas, e com isso, surgiram muitos comentarios sarcasticos das pessoas que adentravam - se na sala, e alguns ate aplaudiam felizes e surpresos, e outros ate ignoravam o que acontecia entre as duas garotas felizes.
- E eu nunca tive uma amiga assim! - Cleide lamentou - se bufando de raiva e observando a cena entre as duas garotas, com a maior raiva do mundo.
- Ninguem quer ter amizade com uma garota chata e impertinente e tao esquisita assim como voce, Cleide! - bradou Zinho, furioso com os comentarios sarcasticos da garota invejosa. - E ainda por cima, voce engana a todo mundo tambem! - Zinho continuou furioso com a garota que olhava furiosa para ele.
- É, mas eu te ajudei em relaçao à Marion! - Cleide bufou furiosa, enquanto Zinho a olhava com um enorme sorriso sarcastico. - E foi bom, porque voce confirmou que ela gosta mesmo é do Acacio! - Cleide continuou furiosa com o garoto, que olhava do mesmo jeito para ela, totalmente sem graça e furioso com a resposta sarcastica da garota.
- Não interessa o que voce tentou fazer, Cleide! - Zinho bradou furioso, despertando a atençao dos demais que estavam se arrumando na sala. - Eu estou pouco me lixando para voce e para os seus pensamentos cretinos! - Zinho bradou furioso e dando de ombros. - Detesto voce e dispenso a sua amizade! - Zinho continuou furioso com Cleide, que baixava a cabeça triste e fazia beicinho para que alguem dali tivesse dó dela, mas só que ela, novamente não conseguiu que ninguem sentisse pena dela. - Voce é uma traidora, isso sim! - Zinho deu as costas para a garota, que sentou - se em seu lugar, totalmente derrotada.
- Nao esquenta com ele nao! - Nina bradou, acalentando a garota, que chorava baixinho. - Eu vou ser sua amiga! - Nina bradou, piscando para Eleomara, que olhava furiosa para ela, enquanto Cleide, por sua vez, sentia - se feliz e surpresa com a noticia dada pela bela garota.
- Depois que a Cleide descobrir o tipo que voce é, ela nunca mais vai querer lhe dirigir a palavra, Nina! - Eleomara bradou com sarcasmo, enquanto Nina, por sua vez, a olhava furiosa, e sem nada a dizer.

- Pode cair fora, Zinho! - Sonda ordenou  ao ver o pobre garoto aproximando - se das duas.
- Espere ai, Sonda, esse é o meu lugar! - Zinho olhou zangado para Sonda, que tambem olhava para ele a altura e ja sentava - se no lugar que era dele, bem proximo à Marion.
- Nada disso, Zinho, eu ja estou sentada aqui! - Sonda continuou determinada e enfrentando - o com o olhar, sob os olhares e comentarios de toda a classe.
- Nao senhora, o ano que vem, quem sabe a gente troca! - Zinho continuou discordando da garota furiosa.
- Tire as suas patas sujas decima de mim! - Sonda gritou furiosa e enfrentando - o com o olhar, pronta para voar encima do pobre garoto, enquanto o garoto, mais que depressa tirava suas maos encima dos ombros de Sonda, que empurrava - o, derrubando todas as suas coisas no chao.
- Que legal! - Cleide bradou feliz, enquanto todos gargalhavam e Sonda, por sua vez, a enfrentava com o olhar, deixando - a totalmente sem graça.
- O que esta acontecendo aqui, Sonda? - a professora entrou furiosa na sala e começou olhar feio para Sonda, que a olhou, exibindo um sorriso maldoso.
- O Zinho e a Sonda estao brigando por causa de lugar! - Nina dedou, sob os olhares furiosos de Sonda.
- Sonda, por que voce nao volta para o seu lugar? - a professora dirigiu - se à Sonda, com toda a furia do mundo.
- Porque ai na frente tem algo que nao me agrada, professora! - Sonda respondeu rispida, olhando em direçao à Nina, que olhou para ela, exibindo - lhe um sorriso sarcastico e Sonda, por sua vez, sentiu uma vontade louca de levantar - se e ir ate Nina, e arrebentar a cara da garota maldosa e ladra de namorados.
- Aé? - a professora cruzou os braços, indignada com a resposta dada por Sonda. - E ai atras tem algo que lhe agrada agora, Sonda? - a professora perguntou, olhando para Marion, que olhou surpresa para ela.
- Mas e claro que tem, professora! - Sonda respondeu determinada, vendo que a professora nao estava acreditando que ela havia feito amizade com Marion.
- Sabe o que é, pissora, é que a Sonda resolveu fazer amizade com a Marion! - Nina bradou sarcastica, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava com muita furia.
- Eu acho que aqui na sala esta um fedor tremendo de chiqueiro! - Sonda bradou tapando o nariz e olhando furiosa para Nina, que a olhou surpresa e vermelha de raiva.
- E verdade, Sonda! - Nina concordou para a surpresa de Sonda. - E voce é a propria porca que esta recem chegada ao chiqueiro! - Nina bradou furiosa, enquanto Sonda a olhava com desdem. - So faltava voce para completar o mangueirao, nao e? - Nina perguntou às gargalhadas, enquanto todos da sala riam da cara de Sonda e da cara de Marion.
- E na sua casa que nem precisa de galinheiro? - Sonda perguntou furiosa. - Porque ja tem uma galinha que faltava para completar, e ainda vai mais uma para completar aos finais de semana, nao e, Nina? - Sonda perguntou furiosa e a professora estava no meio das duas garotas que estavam trocando farpas.
- Eu prefiro ser galinha do que ser porca! - Nina continuou furiosa com a garota que a olhava com odio. - E voce esta mexendo com a Bunnie sem a presença dela aqui? - Nina perguntou no mesmo tom de furia.
- A presença dela aqui e nada da no mesmo, minha querida! - Sonda respondeu furiosa, enquanto Nina continuava olhando - a no mesmo tom de furia. - E aposto que voce ia na minha casa antes, para procurar algum galinheiro para se encostar, nao e? - Sonda perguntou fuirosa. - E como voce nao encontrou, entao voce resolveu unir - se à Bunnie, prontas para tomar o meu primo de mim! - Sonda continuou furiosa com a garota, que ria para ela com despeito.
- Eu nao piso mais em casa de porca! - Nina continuou furiosa com Sonda, que agora ria da cara dela. - E agora voce esta ai, unida com a Marion, pensando que e a gente que vai tomar o seu grande amor de voce, e no fim quem vai tomar ele de voce, é a Marion! - Nina dasabafou, olhando furiosa para Marion, que nada disse, apenas baixou a cabeça triste, enquanto Sonda, por sua vez, olhava preocupada para Marion, mas precisava de contornar essa situaçao, pois sabia que os dois se gostavam e nao podia deixar isso acontecer.
- É melhor parar, senao voces duas vao parar na diraçao e vao resolver isso la com a dona Virginia! - a professora ameaçou, observando o silencio das duas garotas, que continuavam olhando - se furiosas.

E na hora do intervalo, Zinho foi correndo atras das duas garotas, que conversavam felizes e sorridentes, com o intuito de resgatar a amizade de Marion novamente, temendo Sonda levar Marion para o lado de Acacio.
- Oi gente! - Zinho bradou feliz, aproximando - se das duas garotas sorridentes e felizes e passando na frente delas.
- Zinho, da pra voce sair fora? - Sonda perguntou furiosa com a atitude do garoto e surpresa por ve - lo bem na sua frente, assim, tao de repente. Voce e o Dudu ja ficaram de bem! - Sonda olhou serio para Zinho. - Entao, por que voce nao vai procurar os seus novos amigos? - Sonda continuou amavel e gentil com o garoto que olhava surpreso para ela.
- Entao ta tudo bem, Sonda! - Zinho concordou sem graça e arrependido do feito realizado e retirou - se sem graça e sem olhar para tras.
- Sonda, por que voce fez isso? - Marion perguntou, olhando surpresa para Sonda, enquanto Zinho sumia ao longe e aproximava - se da rodinha de novos amigos.
- Porque eu nao quero que ele fique muito grudado a voce, Marion! - Sonda respondeu, olhando - a serio. - Agora nos somos amigas e nao fica bem o Zinho ficar se metendo no meio! - Sonda continuou explicando para Marion, que estava sem ao menos entender o que estava se passando. - E nao se preocupe que o Zinho nao se zanga a toa! - Sonda respondeu sorridente e com plena certeza de que Zinho nao jamais se zangaria com a sua atitude!
- Entao voce conhece o cara? - Marion perguntou surpresa.
- Mas e claro que sim, Marion! - Sonda respondeu ansiosa e admirada por Marion se preocupar com as pessoas e começou a perceber que Marion nao era como a sua familia pintava!
- Voce é muito comunicativa, nao é, Sonda? - Marion perguntou admirada, enquanto as duas caminhavam em direçao ao patio.
- É! - Sonda concordou sorridente. - Sou sim e eu acho que voce tem que mudar o seu circulo de amizades! - Sonda opinou amigavelmente, sem querer magoar a nova amiga que se preocupava muito com as pessoas.
- Circulo de amizades? - Marion perguntou admirada, sob os olhares de Sonda.
- E nao va me dizer que voce nao sabe o que é um "circulo"? - Sonda perguntou, achando estranho a ignorancia de Marion.
- Nao, Sonda, eu sei sim! - Marion respondeu timida e sem graça. - É que eu nao tenho amigos, como e que eu vou mudar o meu circulo de amizades? - Marion perguntou ainda timida e sorridente. - E voce ainda vem me falando que eu tenho que mudar o meu circulo de amizades? - Marion perguntou ainda admirada com a atitude da nova amiga, que olhava surpresa para ela.
- Bom... - Sonda sorriu sem graça, encarando a nova amiga. - Mudando de assunto... - começou a falar, com o intuito de disfarçar. - O que voce quer ser quando crescer? - Sonda perguntou ansiosa por uma resposta positiva.
- Bom... - Marion sorriu, pronta a fazer uma nova piada. - Eu acho que nao vou crescer muito! - Marion sorriu, deixando Sonda feliz com a sua piadinha totalmente sem graça. - Estou em duvidas entre professora e aeromoça! - Marion respondeu dividida, enquanto Sonda a olhava incredula, pois sabia que a garota nao se daria bem em nenhuma das duas profissoes, talvez por sua timidez e por nao conhecer o significado de muitas palavras, pois Sonda achou que no futuro Marion as aprenderia!
- Bem... - Sonda sorriu ansiosa por falar sobre o que ela queria ser. - Eu ja sei o que eu vou ser quando eu crescer! - Sonda sorriu fazendo panca.
- É mesmo? - Marion perguntou ansiosa pela resposta da garota que ainda botava panca.
- Sim! - Sonda respondeu no mesmo olhar que Marion a dirigia.
- Entao, diga logo, Sonda! - Marion bradou ansiosa por uma resposta que justificasse a panca que Sonda estava colocando encima dela.
- Médica! - Sonda respondeu feliz e ansiosa, enquanto Marion, por sua vez, a olhava surpresa, pois sabia que um curso de medicina era carissimo, e alem de ser carissimo, para entrar em uma faculdade publica, Sonda teria que ralar muito, ainda mais ela, que nao se importava muito com os estudos e que so queria era brincar! - Eu quero ser Médica igualzinho ao meu pai! - Sonda continuou ansiosa, enquanto Marion, por sua vez, a olhava surpresa.
- É mesmo, Sonda? - Marion so fez perguntar, ainda surpresa com o sonho radiante da garota feliz e ansiosa. - Que legal! - Marion bradou ainda sorridente e feliz pelo sonho da amiga e desejando que esse, por sua vez, se realizasse!
E as duas caminhavam patio a fora, sorridentes e felizes, e Sonda, por sua vez, ficou feliz em poder compartilhar o seu grande sonho com a sua nova amiga e vendo que Marion era sincera, e ela sentia isso, percebeu que poderia compartilhar todos os seus sonhos com ela.
Enquanto isso, Zinho, por sua vez, roncava o maior papo em sua nova rodinha de amigos e os garotos por sua vezes, nem tampouco piscavam os olhos, atentos aos papos que Zinho estava roncando para eles.
- Olha la! - Sonda apontou para a rodinha de amigos do primo, enquanto Zinho roncava papo, Dudu, por sua vez, olhava atento para Sonda, nao acreditando na nova amizade que surgiu entre sua prima e Marion. - Eu nao falei, Marion? - Sonda perguntou feliz. - O Zinho é assim mesmo, ele tem o coração puro, nao se zanga com ninguem, ele é como voce, sabe perdoar! - Sonda sorriu para a nova amiga, que tambem correspondeu ao seu sorriso tambem.
- Sonda, voce vai passar de ano? - Marion perguntou triste, pois ja sabia que as suas notas nao dariam para ela passar de ano!
- Não sei! - Sonda deu de ombros, ainda cabisbaixa. - Talvez sim, talvez nao... - Sonda sorriu encabulada ao lembrar - se de suas notas. - Sei la, depende da professora! - Sonda continuou sorridente, nao demonstrando preocupaçao, mas no fundo, ela se preocupava muito, pois sabia que isso pesaria em seu curso de medicina! - E nem me pergunte se eu vou visitar o John Lennon, porque eu nao vou mais! - Sonda bradou triste, ao lembrar - se que nao veria o seu idolo, como o prometido, se ela se esforçasse para passar de ano!
E ao lembrar - se dessa parte, Sonda ficou totalmente triste com a ideia de nao ve - lo mais!
- Quem é a figura? - Marion perguntou curiosa, enquanto Sonda, por sua vez, a olhava surpresa e sem ao menos perdoar a tamanha ignorancia da garota, ate ai, nao saber o significado das palavras ainda ia, agora nao saber nada sobre o seu idolo John Lennon, era demais!
- John Lennon foi um ex Beatles que foi morto por um ignorante, o ano passado! - Sonda explicou ainda incredula pela garota nao conhecer nada sobre o seu idolo! - Na verdade eu nao iria visita - lo pessoalmente, porque ele ja morreu, mas eu ia visitar o seu tumulo! - Sonda terminou de explicar, observando que Marion a olhava surpresa e incredula.
- Ex Beatles? - Marion perguntou lembrando - se da sua irma. - A minha irma mais velha tem os discos desses caras ai! - Marion respondeu, visualizando a sua irma apaixonada pelos Beatles e pegando os discos e colocando - os na vitrola, cantando feito uma louca!
E Sonda, por sua vez, ficou ansiosa em conhecer a irma de Marion, pois gostaria de conhecer todos os fas dos Beatles para ela poder manter contatos e poder reunir - se sempre na casa dessas pessoas que eram fas dos Beatles, para poder falar em John Lennon.
- E como se chama a sua irma, Marion? - Sonda perguntou ansiosa, achando que a irma de Marion era pouca coisa mais velha do que ela.
- Zulma! - Marion respondeu bem baixinho e com um enorme sorriso, enquanto Sonda, por sua vez, colocava a sua cabeça para funcionar, imaginando ter ouvido esse nome antes entre os seus tios. - Ela ja é casada, Sonda! - Marion respondeu, tirando todas as esperanças da garota sonhadora.
- Eu ja ouvi esse nome antes, Marion! - Sonda respondeu determinada e desconfiada de que tinha alguma coisa errada em relaçao à sua familia e à irma de Marion! - O meu tio estava falando desse nome, uns dias atras, com o meu pai! - Sonda continuou desconfiada da situaçao, enquanto Marion, por sua vez, olhava surpresa para ela. - So que deve ter tanta gente com o mesmo nome da sua irma, que eu acho que nao tem nada a ver com a sua irma! - Sonda bradou ansiosa, e sentindo cheiro de coisa estranha no ar, enquanto Marion tambem a olhava estranho.
- Pode ate ser, Sonda! - Marion deu de ombros, insatisfeita com a explicação da nova amiga. - Mas so que o nome da minha irma nao e tao comum assim! - Marion continuou explicando, observando que Sonda a olhava desconfiada.
- Entao...- Sonda pigarreou, observando que conseguiria arrancar muita coisa de Marion. - Voce tem que decidir logo o que voce vai ser quando crescer, Marion! - Sonda bradou, aliviando a tensao que pairava entre as duas garotas, enquanto o sinal do intervalo tocava e as duas corriam logo para a fila, a fim de irem para a sala.
- Mas Sonda, voce iria gastar dinheiro para visitar o tumulo do John Lennon? - Marion perguntou ansiosa.
- Ia Marion! - Sonda respondeu sorridente. - Voce nao gosta de nenhum cantor nao, Marion? - Sonda perguntou ansiosa por saber, enquanto as duas ajeitavam - se na fila.
- Não, eu não tenho nenhum cantor predileto, para mim, todos cantam bem! - Marion respondeu feliz e ansiosa pela nova amiga.

- Eu preciso de falar com voce! - Fred bradou, enlaçando Sonda pela cintura e assustando Marion, que ficou apreensiva.
- O que voce quer, Fred? - Sonda perguntou, lutando para soltar - se das garras do garoto estupido, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava a cena com muita raiva da atitude do pretendido, que nem se importava com ela! - Eu acho bom voce me soltar, Fred! - Sonda bradou em tom ameaçador e arranhando os braços do garoto, para que ele a soltasse e Fred, por sua vez, nem se importava por ter os braços arranhados por Sonda, afinal de contas, ela era o seu grande amor...
- Aé? - Fred perguntou exibindo um sorriso maldoso, sem que Sonda olhasse para ele. - E por que voce esta me dizendo isso em tom de ameaça, Sonda? - Fred perguntou em tom provocador.
- Porque eu tenho namorado, se voce nao sabe! - Sonda bradou furiosa, sob as gargalhadas insuportaveis de Fred, que a fez odia - lo mais ainda.
- Eu estou de olho em voce e na Marion, isso sim! - Fred continuou furioso, so que agora, ela havia virado Sonda de frente, para que ela pudesse encara - lo, assim como ele fazia com ela. - E nao pense que eu vou me afastar de voces duas! - bradou dando sonoras gargalhadas, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para ele com todo o odio do mundo, enquanto Marion via a situaçao com olhos estranhos, achando que algo de estranho estava acontecendo entre o seu irmao e a sua nova amiga, agora era ela que sentia um cheiro estranho no ar...
- Eu nao estou entendendo aonde voce quer chegar, Fred! - Sonda o encarou furiosa e com muito odio do cara que so ria da cara dela e se comportava com todo o sarcasmo do mundo.
- Por acaso voce nao esta entendendo o meu recado, Sonda? - Fred perguntou soltando - a com toda a força do mundo e Sonda, por sua vez, desequilibrou - se e quase foi ao chao, para a felicidade de Nina e Bunnie, que riam da cena feito duas garotas vitoriosas, enquanto Marion, por sua vez, observava o comportamento das duas garotas insuportaveis. - E esse transe de voce abraçar a minha irma em publico, Sonda! - Fred a pegou pelo pulso e começou a força - la a encara - lo novamente, enquanto Sonda, por sua vez tentava soltar - se novamente. - Isso pega mal tanto para voce, como para toda a sua familia! - Fred continuou com raiva da garota, que grunhia de dor, tentando soltar - se do garoto furioso. - Ja que voces nao aceitam em hipotese alguma uma amizade entre um Sandolli e um Fontanni! - Fred continuou encarando Sonda, com toda a raiva do mundo. - Olha aqui... - Fred olhou para Sonda com um olhar ameaçador e chegou bem mais proximo da garota, assustando - a. - Sera que seus pais ja sabem dessa sua amizade com a minha irma? - Fred perguntou ainda com raiva de Sonda, que olhava assustada para ele e ainda lutava para soltar - se. - Garanto que eles nao sabem de nada! - Fred bradou em tom ameaçador, encarando a garota furiosa tambem.
- Me solta, seu desgraçado! - Sonda bradou tentando soltar - se do garoto furioso, que a segurava com mais força ainda. - E qual e a sua, cara? - Sonda continuou furiosa e assustada com a atitude do garoto que exibia seu sorriso sarcastico que ela conhecia tao bem. - Voce queria que eu batesse nela? - Sonda perguntou em tom furioso, enquanto Fred olhava surpreso para ela.
- Eu queria mesmo, Sonda! - Fred continuou furioso com a garota, mas nada o fazia solta - la. - Assim quem sabe a Marion tomaria vergonha na cara e ficaria mais esperta com as pessoas! - Fred continuou furioso com a garota, que ainda olhava para ele com raiva.
- E por que voce tem tanto odio da Marion, cara? - Sonda perguntou ainda tentando soltar - se do garoto furioso. - Eu gostaria muito de saber, Fred! - Sonda olhou furiosa para o garoto e continuou rispida com ele, que, por sua vez, continuou lançando seu sorriso sarcastico para ela.
- Voce nao tem nada o que perguntar, Sonda! - Fred bradou estupido. - Eu nao devo satisfaçoes dos meus atos para voce! - Fred continuou furioso com a garota, que ainda debatia - se para soltar - se das garras do inimigo, que continuava segurando - a com toda a força do mundo. - E nem se eu devesse, eu explicaria, porque esse odio e coisa minha, so minha! - Fred continuou furioso com a pobre garota, que ainda debatia - se para soltar - se e Zinho, por sua vez, viu que Sonda estava em uma enrascada e começou a andar patio a fora, atras de Sandro e Acacio, para salvar Sonda daquela enrascada. - E se é por causa disso que voce esta de amizades com a minha irma, e se voce pensa que vai descobrir alguma coisa sobre isso, voce esta redondamente enganada, Sonda! - Fred continuou furioso com a garota que ainda debatia - se e resolveu soltar o pulso da mesma, que quase caiu, desequilibrando - se, enquanto Nina e Bunnie davam sonoras gargalhadas da situaçao que Sonda estava passando, essa, por sua vez, examinava o seu pulso que estava totalmente vermelho, quase roxo, por Fred ter pegado com tudo e nao querer soltar mais, em tom de ameaça para cima da pobre!
E foi ai que Sonda descobriu e deu graças a Deus por nao ter aceitado o pedido de namoro de Fred, e ficou muito feliz em ter Herbert como namorado!
Pois Fred nao servia mesmo para ela e sua familia tinha razao quanto aos Fontanni e agora ela observaria Marion, e ai ela veria se Marion serviria ou nao para o seu primo Acacio!

- Sandro, Acacio! - Zinho bradou ofegante, ao observar os dois garotos, que olharam assustados para ele.
- O que voce tem? - Acacio perguntou assustado.
- O Fred agarrou Sonda pelo pulso e ficou ameaçando - a, nao querendo solta - la! - Zinho contou por fim e Sandro e Acacio ficaram olhando - se surpresos.
- O que? - Sandro perguntou surpreso. - E a minha irma nao fez nada? - Sandro perguntou, achando estranha a atitude da irma.
- Ela tentou soltar - se, mas o Fred e mais forte do que ela! - Zinho comentou ainda ofegante.
- Eu nao acredito! - Sandro bradou assustado e olhando novamente para Acacio.
- Vamos la! - Acacio bradou ainda assustado e Sandro, por sua vez, seguiu ao garoto, enquanto Zinho, por sua vez, corria atras dos dois.

- O que aconteceu, Sonda? - Sandro aproximou - se da irma, que olhou surpresa para ele e foi logo mostrando - lhe o pulso, enquanto Sandro, por sua vez, olhava admirado para a irma ainda ofegante.
- O Fred nao quer que eu e a Marion sejamos amigas, ele ate ameaçou em contar para os nossos pais, a respeito da nossa amizade! - Sonda comentou, ainda ofegante, enquanto Sandro, por sua vez, olhava assustado para ela.
- E melhor voce parar por ai, Sonda! - Sandro bradou furioso e determinado.
- Mas por que eu devo parar por ai, Sandro? - Sonda perguntou no mesmo tom do irmao.
- Porque os nossos pais nao vao gostar de ficar sabendo sobre isso! - Sandro continuou determinado com a irma, que continuou encarando - o com altivez.
- Pois que conte, eu vou continuar com a minha amizade com a Marion! - Sonda bradou furiosa, enquanto Fred, por sua vez, escutava tudo, de costas para eles.
- Olha o que aquele cara fez com voce, Sonda! - Sandro continuou furioso com o que havia acontecido com a sua irma. - Sera que ele gostaria que eu fizesse isso com a Bunnie? - Sandro perguntou, olhando para a bela garota, que continuava cochichando e rindo da desgraça de Sonda.
- Mas e claro que ele nao gostaria, Sandro! - Sonda respondeu furiosa. - E voce tambem nunca faria isso com ela! - Sonda encarou o irmao, que enrubesceu e disfarçou o seu rubor.
- Eu vou falar com ele, cara! - Acacio bradou, avistando Fred e sendo seguido por Sandro, que por sua vez, deu as costas para a sua irma e a deixou plantada no mesmo lugar que ela estava.

- Fred, eu quero falar com voce! - Sandro bradou, passando a frente de Acacio, que nada disse, apenas olhou assustado para o primo furioso.
- La vem voce novamente, cara! - Fred reclamou, virando - se para o garoto furioso, enquanto Nina e Bunnie aproximavam - se do garoto, em busca de defende - lo dos outros dois garotos furiosos.
- Por que voce fez aquilo com a minha irma, cara? - Sandro perguntou ainda furioso, enquanto uma rodinha formava - se ao redor deles.
- Eu fiz aquilo tudo, porque eu nao quero que a sua irma fique de amizades com a minha irma! - Fred explicou - se, furioso, enquanto os outros dois olhavam furiosos para ele.
- E voce preferia que a minha irma estivesse batendo em sua irma, cara? - Sandro continuou furioso com Fred, que por sua vez, exibia o seu sorriso sarcastico para ele.
- Mas e claro que sim! - Fred gargalhou. - So assim a Marion tomaria vergonha na cara! - Fred bradou com toda a raiva do mundo, enquanto Marion, por sua vez, escutava aquilo e baixava a cabeça triste, sob as gargalhadas de Bunnie e Nina, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para as duas garotas.
- A Sonda esta abrindo as portas para que a minha familia se reconcilie com a sua, cara! - Sandro bradou chateado com as palavras do garoto sarcastico.
- Mas acontece que eu nao quero reconciliaçao com a sua familia e eu garanto que os meus pais tambem nao querem! - Fred bradou furioso.
- Engano seu, cara! - Fred discordou furioso com a atitude do garoto em relaçao a Sonda. - O seu pai ja conversa com o meu tio! - Sandro respondeu, justificando a amizade dos dois homens.
- Ah, o meu pai nao conta, cara! - Fred bradou furioso, enquanto Sandro, por sua vez, olhava surpreso para o garoto sem educaçao.
- E por que o seu pai nao conta? - Sandro perguntou surpreso.
- Porque ele e um frouxo! - Fred bradou surpreendendo Sandro e aos que escutavam a discussao entre os dois garotos.
- O que? - Sandro perguntou admirado. - O seu pai luta tanto para te sustentar e voce ainda fala isso dele? - Sandro continuou admirado com a atitude do garoto, que exibia o seu sorriso sarcastico para a tristeza de Sandro, que lamentava por ter um amigo assim, enquanto Fred, por sua vez, retirava - se, deixando Sandro e Acacio plantados ali e com ele, todos começaram a dispersar - se tambem. - Ele foge da raia, cara! - Acacio comentou furioso, enquanto Sandro, por sua vez, dava de ombros, observando Fred retirar - se, acompanhado das duas garotas sorridentes e felizes.

- Ainda bem que voce nao bateu em Sonda! - Bunnie cochichou baixinho, ainda olhando para tras.
- Bem que eu deveria, Bunnie! - Fred cochichou sorridente. - Mas um dia eu ainda pego ela e a minha irma! - Fred prometeu, sob os olhares de Bunnie e Nina.

- Sonda, o que foi que o meu irmao te falou? - Marion perguntou aproximando - se, ainda assustada com a situaçao.
- Ele nao quer que eu tenha amizades com voce, prefere que eu parta a sua cara! - Sonda olhou serio para Marion, que ficou assustada com a atitude da nova amiga.
- E o que voce pretende fazer, Sonda? - Marion perguntou assustada.
- Partir a sua cara, Marion? - Sonda perguntou, dando uma tremenda gargalhada e sendo seguida por Marion. - Mas e claro que nao! - Sonda continuou feliz, enquanto Marion, por sua vez, olhava feliz para a nova amiga e as duas sairam de maos dadas, patio a fora.