- Mamãe, por acaso a senhora se meteu em alguma confusão? - Zinho perguntou furioso, ao passo que Bunnie sorria, confirmando o que o irmão havia perguntado para a mãe. - Andou falando mal da Sonda por aí e a família dela não gostou? - Zinho continuou perguntando furioso, ao passo que Bunnie, continuava insinuando que aquilo que Zinho perguntava à mãe, era absolutamente a verdade. - Alguém a defendeu, mãe? - Zinho continuou curioso, ao passo que Deda o ignorava. - Eu não acredito! - Zinho elevou as mãos aos céus. - Então era a senhora que estava no meio de todas aquelas fofoqueiras que falavam alto? - Zinho continuou furioso, enquanto Bunnie, por sua vez, apenas confirmava tudo com um aceno de cabeça, porque sua mãe não tinha coragem de responder todas as perguntas feitas pelo furioso do Zinho, em voz alta, enquanto Zinho, por sua vez, ainda estava boquiaberto com a situação pela qual a mãe havia se metido novamente.
O grande dia chegou!!!
E quando Sonda e Sandro chegaram nas imediações da casa de Herbert, perceberam que já estava lotado!!!
Saindo gente pelo ladrão...
O pessoal tinha chegado quase todos na mesma hora, para variar, só falar que tinha festa meio boca livre, com cada um levando uma bebida e alguns mais chegados, levando coisas para comer, todo mundo estava dentro, ainda mais para dançar até dizer chega, pois as pessoas costumavam não pagar para irem em bailes, inclusive as mulheres, pois na época, os bailes eram de graça para as mulheres, sendo que os homens tinham que pagar para entrar.
Era gente aglomerando - se em frente à casa do garoto, ao cair da tarde, festa de pré adolescentes, que ainda os pais vigiavam, levando os seus respectivos filhos até a porta da casa do rapazola, que os recebia todo sorridente e feliz, pois ali, com certeza eles se divertiriam um pouco, falariam também das coisas da escola, e paquerariam até dizer chega!
Era o que mais rolava nas festinhas das casas dos amigos...
E Clóvis, por sua vez, como quase todos os pais da época, levou seus dois filhos até a porta da casa de Herbert, totalmente contra a vontade, mas foi convencido pela mulher, pois Sonda, por sua vez, tinha prometido que não iria aprontar dessa vez, somente para poder ir ao bailinho, na casa do suposto futuro namorado.
- Bom, pessoal, cheguei! - Sandro bradou todo feliz, aproximando - se dos demais, com um enorme sorriso e um pratinho de salgado na mão, todo ansioso, adentrando - se à festa, e alguns que viram Sonda, ainda de mãos dadas com Sandro, teciam comentários sofríveis sobre o ocorrido com ela, sem que ela, ao menos percebesse, é claro, pois tomos temiam a reação abrupta de Sonda, e ninguém estava a fins de apanhar ali na festa.
O som rolava a solto, com vários sucessos da época, ao passo que todos os garotos ficaram sem fôlego, ao avistarem a bela Bunnie adentrando - se também na festinha, de mini saia jeans e mini blusa de estampa de tigre, e Sandro, por sua vez, sentiu o rosto quente e esfogueado, ao passo que ninguém notou e sentiu seu coração acelerar - se, ao ver a bela aproximando - se da sua irmã, em tom de indignação.
- Eu fiquei sabendo por aí, que você apanhou do seu pai, Sonda! - Bunnie sorriu toda provocante e sexy, ao passo que Sandro, ainda surpreso e com o rosto esfogueado, ficou olhando para as belas pernas da garota. - Isso é verdade mesmo, Sonda? - Bunnie continuou toda sorridente, bem em frente à Sonda, que sentiu vontade de agarrar no pescoço daquela garota insuportável, mas segurou - se, pois havia prometido ao pai, que não arrumaria mais confusão com ninguém, mas detestava aquela garota metida e insuportável, só por causa daquele rostinho bonito e aquele corpinho bem feito e torneado, que todos os garotos ficavam loucos!
- E isso é da sua conta, Bunnie? - Sonda perguntou furiosa, ao passo que a garota a olhava surpresa com a resposta dada por Sonda. - E quem será que espalhou esses falsos boatos pelo bairro, Bunnie? - Sonda perguntou ainda furiosa, ao passo que Bunnie, por sua vez, a olhava surpresa, e sem nem ter ao menos o que responder.
- E você ainda veio ao baile, Sonda? - Bunnie perguntou em tom provocante. - Você não tem medo de ninguém comentar nada negativo sobre você? - Bunnie continuou provocando a garota, que a olhava com os lábios crispados de ódio. - Ou você ainda não ouviu os comentários dos outros? - Bunnie perguntou, exibindo um sorriso provocante, para a outra, que bufava de tanta raiva que sentia da perua que só queria se mostrar, e as duas gesticulavam, como se estivessem em uma discussão feia, ao passo que Sandro, por sua vez, observava tudo e com medo de que sua irmã colocasse suas promessas tudo a perder.
- Não, Bunnie, eu não tenho medo de comentários nenhum! - Sonda a olhou furiosa, e pronta para atacar a garota pelo pescoço. - Sabe por quê? - Sonda gargalhou furiosa, ao passo que algumas pessoas que estavam próximas, já observavam atentas à discussão entre as duas garotas esquentadas. - Porque eu passo por cima de todos, ao contrário de você, Bunnie! - Sonda apontou o dedo para Bunnie, que a olhou furiosa.
- Se você pensa assim, tudo bem! - Bunnie deu de ombros, ao passo que Sonda, continuava encarando - a furiosa. - Mas se eu fosse você, Sonda, daria mais um tempo para colocar a cara para fora, sabe? - Bunnie sorriu sarcástica, ao passo que Sonda rangia os dentes de tanta raiva que sentia da garota insuportável.
- Porque você já tem a fofoqueira da sua mãe, dentro da sua casa, não é mesmo? - Sonda perguntou totalmente sarcástica, surpreendendo Bunnie, que a olhou surpresa. - Então, é por isso, que você tem que dar um tempo mesmo, porque a fofoca é tanta, mais tanta, que nem você consegue se livrar, não é, Bunnie? - Sonda perguntou, em tom de provocação, ao passo que Bunnie já estava totalmente sem graça com a reação de Sonda. - E a sua mãe também rola no chão com a minha tia Olívia apenas para te defender, agindo como se fosse uma maloqueira de favela! - Sonda bradou, ainda furiosa, ao passo que Bunnie, por sua vez, crispava os lábios de raiva pelo comentário sórdido feito por Sonda, que a olhava furiosa.
- Olha aqui! - Bunnie apontou o dedo para Sonda, furiosa. - Eu não admito que falem mal da minha mãe! - Bunnie continuou furiosa e olhando de olhos estatalados para Sonda, que ria da cara dela. - Assim como você também não admite que falem da sua mãe! - Bunnie continuou no mesmo tom de fúria, apontando o dedo para Sonda, que logo pegou no dedo dela e ficou segurando - o, com toda a fúria do mundo, ao passo que Sandro, por sua vez, olhava surpreso para a irmã, que já estava descumprindo o que havia prometido ao pai.
- Eu odeio que apontem o dedo para mim, Bunnie! - Sonda soltou o dedo da garota, com toda a força do mundo, ao passo que Bunnie, por sua vez, quase tirava seu braço fora do lugar, tamanha força que Sonda soltou sua mão. - E outra coisa... - Sonda olhou furiosa para a garota, que continuava de lábios crispados para ela. - A minha mãe não dá motivos para que ninguém fale dela! - Sonda bradou furiosa com a garota.
= Ah, e nem a minha! - Bunnie bradou furiosa, sob as gargalhadas de Sonda.
- Sonda, é melhor você vir até aqui comigo! - Sandro a puxou para si, ao passo que Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ele, enquanto Bunnie sorria maldosa. - Pelo amor de Deus, você me prometeu! - Sandro continuou nervoso com a irmã, que continuava olhando furiosa para ele. - E depois você vai achar ruim, quando o pai nos proibir de sair como ele já estava querendo fazer! - Sandro continuou cochichando com a irmã que bufava de tão nervosa que estava.
- Droga! - Sonda interrompeu bufando. - Você interrompeu tudo! - Sonda continuou furiosa com o irmão.
- Por quê? - Sandro perguntou furioso com a irmã.
- Porque eu estava louca para dar na cara dela e pular no pescoço dela! - Sonda continuou furiosa, ao passo que Bunnie escutava tudo com aquele enorme sorriso provocante.
- Então, ela foi salva pelo gongo! - Sandro gargalhou, olhando para a cara de Bunnie, que por sua vez, ficou furiosa com a colocação feita pelo garoto sorridente.
E Sonda, por sua vez, sabia muito bem derrotar as garotas tanto em duelos verbais, como em duelos de lutas, mas havia prometido ao pai e ao irmão, que não iria mais fazer isso.
Ela sabia muito bem dar tapas com luvas de pelica, como se estivesse conversando e quando ela não se alterava, ela sabia muito bem como falar...
Mas agora, ela estava ainda muito nervosa, pois o seu namoro com o primo Acácio, estava indo ao fim, e isso ela jamais queria admitir...
E Bunnie, por sua vez, foi sentar - se um pouco, com a cara bem fechada, e totalmente sem graça, e todos os presentes no baile notaram a raiva transparente entre Bunnie e Sonda, e alguns até comentavam sobre a pequena discussão entre as duas garotas.
E Bunnie ainda sabia que Sonda tinha a língua afiada e sabia também que se vacilasse, iria apanhar, e no mínimo, tinha sido salva pelo gongo, porque Sandro, o próprio irmão de Sonda, a tirou de lá o mais rápido possível, e considerou o fato como um milagre divino.
Sabia também que nem a filha do Presidente da República podia com Sonda, se ele a tivesse...
E o baile todo, Sandro sentiu - se estranho, pois só tinha olhos para Bunnie, a bela Bunnie!
E Bunnie, como sabia que era bonita e que estava sendo paquerada por Sandro, ficou o tempo todo jogando charminho para ele.
- Essa vagabunda não presta mesmo! - Sonda começou a falar furiosa com a situação. - Ela está vendo que você não tira o olho dela e assim mesmo, ela fica jogando charminho para você! - Sonda continuou furiosa com Sandro, ao passo que Bunnie escutava tudo o que a garota furiosa dizia para o irmão.
- Pelo amor de Deus, você não vai fazer nada contra ela! - Sandro puxou Sonda, que ia até a pobre garota que até encolheu - se de medo.
- Vou sim! - Sonda encarou o irmão e ficou tentando soltar - se dele. - E vou arrancar todos aqueles cabelos cacheados dela! - Sonda continuou furiosa e tentando soltar - se do irmão.
- Sonda, você prometeu! - Sandro bradou ameaçadoramente, ao passo que Sonda parou de debater - se e ficou olhando furiosa para o irmão e depois recebeu um sorriso provocante de Bunnie, que sabia que Sonda estava sendo impedida de ir até ela, para dar - lhe aquela surra!
- Mas que irmã linda que o Zinho tem! - Sandro suspirou com os olhos esbugalhados encima da garota, ao passo que Sonda, ainda furiosa, começou a bufar.
- Com quem você está falando, cara? - Acácio perguntou, aproximando - se do primo, e ignorando Sonda, que ficou furiosa com o gesto do primo e namorado.
- Com qualquer pessoa que passar aqui na minha frente, oras! - Sandro bradou dando estrondosas gargalhadas e dando de ombros, ao passo que Acácio também ria da graça feita pelo primo, e Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ele, que a ignorava mais e mais. - A Bunnie é linda demais! - Sandro bradou, olhando para a cara de Acácio, que nada respondeu, pois sabia que se ele concordasse, Sonda iria começar um tremendo escândalo ali mesmo. - Em conpensação, o Zinho! - deu uma gargalhada e fez um sinal negativo, ao passo que Acácio também ria e bebericava seu refrigerante disfarçadamente, ao passo que seu coração acelerou ao ver Marion acompanhada de Zinho e Fred, bem na sua frente, deixando Sonda ainda mais furiosa com a cena.
- É cara! - Acácio comentou para disfarçar, ao passo que Sandro, por sua vez, também havia percebido o embaraço ao qual o primo estava. - Vai ver que o pai dele estava com o órgão genital estragado, quando o fez! - Acácio gargalhou, seguido por Sandro e Fred, por sua vez, ignorou Acácio e aproximou - se do amigo Sandro, enquanto Sonda, por sua vez, ria vingativa.
- Concordo plenamente com você! - Fred bradou ríspido, olhando furioso para Acácio, que logo ficou sem graça com a atitude do garoto.
- E em perfeitas condições quando fez a Bunnie! - Sandro comentou gargalhando junto com Fred, que ficou olhando para Sonda, que por sua vez, acabou ignorando - o e Fred, por sua vez, ficou furioso, pelo fato da garota ignorá - lo, assim como ele havia feito com Acácio. - E você já saiu com a Bunnie, Fred? - Sandro perguntou curioso e ansioso por uma resposta negativa.
- Sair eu ainda não saí, mas ela fica se jogando para mim, uma hora eu saio com ela! - Fred bradou todo convencido, ao passo que Sandro, por sua vez, olhou furioso para Bunnie.
- Ela se joga para você, Fred? - Sandro perguntou com raiva do garoto, ao passo que o garoto respondeu apenas com um sorriso maldoso, percebendo que Sandro, por sua vez, sentia ciúmes dele com Bunnie.
- A gente se beijou uma vez só, cara! - Acácio mentiu, sob os olhares curiosos de Fred e os olhares surpresos de Sandro, ao passo que Sonda engolia em seco de tão furiosa que estava. - E foi inesquecível! - Acácio fechou os olhos para completar a mentira, enquanto Sonda estava furiosa e totalmente transtornada com aquilo tudo.
- Aquela galinha! - Sonda bradou furiosa e com mais ódio ainda da garota, ao passo que Acácio, por sua vez, sorria malicioso.
- E pelo visto foi mesmo, cara! - Sandro continuou sorridente, percebendo que o primo estava mentindo, apenas para mexer com o emocional da sua irmã. - Só pela sua cara dá para notar que deve ter sido inesquecível mesmo! - Sandro bradou às gargalhadas.
- E como foi! - Acácio continuou mentindo apenas para levantar seu próprio ego.
- E pelo visto você vai ter que terminar com a minha irmã! - Sandro olhou para Sonda, que bufava de tão furiosa que estava. - Porque o meu pai disse que ela tem que recuperar as notas dela! - Sandro continuou sorridente, ao passo que Acácio olhava surpreso para ele. - Se bem que, eu acho que ela ainda tem chances de passar de ano! - Sandro continuou sorridente e feliz, ao passo que Fred olhava para os dois primos e acompanhava o encaminhar da conversa, louco para ser o próximo namorado de Sonda.
- E se eu terminasse com ela, com certeza, ela iria correndo para os braços de Herbert! - Acácio comentou furioso. - E aí não vai adiantar nada! - Acácio deu de ombros. - Ela precisa mesmo é de estudar, isso sim! - Acácio olhou furioso para Sonda, que suspirava por Herbert, já não se importando mais com os comentários sórdidos do namorado e do irmão. - Se bem que eu não quero mais ficar com ela, até sonho com o término do nosso namoro! - Acácio deu de ombros, sob os olhares furiosos de Sandro e o enorme sorriso sarcástico de Fred, só em pensar que ele seria o próximo! - E ao mesmo tempo que eu tenho raiva dela, eu tenho pena dela! - Acácio comentou ainda sorridente, ao passo que Sandro olhava surpreso para ele.
- Mas por quê, cara? - Sandro perguntou curioso.
- Eu tenho pena dela, porque ela vai sofrer com tudo isso, mas ao mesmo tempo eu tenho raiva dela, porque ela vai ficar perseguindo a Marion! - Acácio bradou, vendo que Fred afastava - se dele, indo conversar com Cosmo, irmão da Eleomara.
- E você vai ficar logo com a Marion? - Sandro perguntou curioso. - Mesmo sabendo que a nossa família é contra? - Sandro continuou curioso, ao passo que Acácio, por sua vez, nada respondia, apenas escutava as perguntas curiosas do primo.
- Claro! - Acácio sorriu feliz. - Eu gosto dela, e quero ficar com ela, oras! - Acácio deu de ombros, olhando para Fred, que já não escutava mais nada, devido o som alto da festa. - Embora o Zinho não a deixe em paz! - Acácio bradou chateado e observando Zinho conversando alegre com Marion. - Mas eu vou acabar tirando ela dele! - Acácio bradou todo sorridente, ao passo que Sonda, olhava furiosa para o primo, após paquerar bastante Herbert.
- Eu acho que o Zinho somente a protege! - Sandro concluiu sorridente, ao passo que Acácio, por sua vez, olhou surpreso para o primo, discordando totalmente do que ele estava falando.
- Eu não acho! - Acácio discordou chateado. - Ele gosta dela mesmo! - Acácio bradou ansioso e observando que agora os dois conversavam com Cleide e Rafaela. - Mas ela não gosta dele, porque ela gosta de mim! - Acácio concluiu todo orgulhoso, ao passo que Sonda, por sua vez, olhava furiosa para Marion e para as outras três garotas.
- E você acha que ele gosta dela mesmo? - Sandro perguntou curioso. - E eu achava que ele andava com ela, somente para protegê - la! - Sandro concluiu ansioso.
- Sandro, não é bem assim! - Acácio discordou do primo. - A escola inteira sabe, só você que não sabe! - Acácio gargalhou.
- Sério? - Sandro perguntou ansioso.
- Ele deixou isso bem claro! - Acácio bradou chateado, ao passo que Sonda continuava olhando furiosa para o primo e namorado. - E agora ele consegue tudo dela, menos beijar e abraçar! - Acácio continuou sorridente e feliz por ter uma garota fiel. - Mas eu tenho medo disso acontecer mais dia, menos dia! - Acácio bradou chateado. - Por isso é que eu tenho que aparecer logo na frente dela e me declarar para ela! - Acácio bradou cabisbaixo e triste, ao passo que Sandro, por sua vez, olhava surpreso para o primo.
- Se você gosta dela, termina logo com a minha irmã e vá logo atrás, cara! - Sandro aconselhou, sob os olhares furiosos de Sonda. - Antes que você perca a sua futura namorada para o Zinho! - Sandro continuou aconselhando ao primo, que deu um enorme sorriso de satisfação para ele. - Assim você deixa um espaço para o Herbert, cara! - Sandro aconselhou, olhando para o primo, ao passo que o coração de Sonda acelerou, ao falar de Herbert.
- Ou para o Fred? - Acácio perguntou, olhando para o garoto, que continuava conversando animadamente com Cosmo.
- Não, eu não acho o Fred legal para a minha irmã! - Sandro comentou baixinho, para que o garoto não escutasse, apesar da música alta. - Assim como os seus pais não acham a Marion legal para você, cara! - Sandro comentou em tom de conselho, enquanto Acácio, por sua vez, olhava surpreso para o primo.
- Isso que você me falou é verdade, primo! - Acácio comentou ainda cabisbaixo. - Pois eu tenho que me preparar para assumir a Marion, perante a nossa família, principalmente os meus pais, que não vai concordar! - Acácio bradou ainda chateado com a situação que se seguia, e Sandro, por sua vez, sentiu dó do seu primo.
- E a família dela também não vai aceitar, Cacio! - Sandro comentou, deixando o primo ainda mais chateado com a situação. - Principalmente o Fred! - Sandro comentou aterrorizado com a situação. - E ele até falou que prefere o Zinho do que você, lembra? - Sandro perguntou, lembrando ao primo, que nada respondeu.
E logo Fred apareceu perto deles novamente, comendo uma coxinha.
- Uhn... - Fred suspirou, olhando para a coxinha. - Quem foi a mão abençoada que fez? - continuou, olhando para a coxinha.
- Foi a empregada lá de casa! - Sonda comentou, levantando a mão, ao passo que Fred olhava para ela, com o olhar apetitoso.
- Nossa! - Fred continuou elogiando. - Está tão gostosa que faz até gosto! - Fred continuou com seus comentários sarcásticos, ao passo que Sonda sorria sem graça e começou a procurar Herbert com os olhos, e logo seus olhares se encontraram novamente, e Herbert, por sua vez, sorriu, e Fred observou o garoto olhando para Sonda também, e o pior de tudo, é que ele estava sendo correspondido.
- E aí? - Fred provocou Acácio. - Você não vai fazer nada? - Fred apontou para os dois garotos que olhavam - se apaixonados, e Acácio, por sua vez, observou, mas não se importou com a provocação lançada por Fred.
- Não! - Acácio respondeu ríspido. - Eu vou deixá - la a vontade! - Acácio respondeu estúpido, ao passo que Fred, por sua vez, continuava exibindo seu sorriso sarcástico. - Prefiro que ele namore com a minha prima, do que você! - Acácio continuou estúpido e apontou o dedo para Fred, que parecia não incomodar - se com a fúria de Acácio.
- Mas por quê? - Fred perguntou, pronto para receber a resposta.
- Por quê você é um Fontanni, oras! - Acácio deu de ombros, ainda furioso com o garoto que olhava feio para ele.
- Ah, e você se esqueceu que a minha irmã também é uma Fontanni? - Fred perguntou em tom de provocação, ao passo que Acácio olhava furioso para ele. - E você também não é de nada, Acácio! - Fred continuou furioso com Acácio, ao passo que Sandro, por sua vez, observava os dois garotos, com medo de que alguma coisa mais séria acontecesse com seu primo. - Está sendo chifrado na cara dura e não está nem aí com a situação! - Fred continuou furioso com o garoto que nada dizia, apenas sorria como resposta. - E você é do tipo do cara que vai ser traído pela mulher e ainda por cima vai levar caras em casa e você, como desculpas, vai dizer que os amantes dela são amigos seus! - Fred gargalhou maldoso, ao passo que Acácio levantou - se para defender - se de Fred e Sandro, por sua vez, também levantou - se assustado com a reação do primo.
- Primeiro de tudo, a minha mulher vai ser a sua irmã e a sua irmã jamais vai me trair! - Acácio levantou o dedo para cima, ao passo que Fred, por sua vez, ria da cara dele. - Sabe por quê? - Acácio encarou Fred, que continuava debochando da cara dele.
- Não! - Fred bradou furioso com Acácio, que continuava nervoso com ele.
- Porque ela também gosta de mim, oras! - Acácio deu de ombros, ao passo que Fred, por sua vez, deu uma gargalhada alta e estrondosa.
- Olha aqui! - Fred apontou o dedo para Acácio, mudando seu sorriso irônico e debochado, para uma cara ríspida e fechada de tanta raiva que estava sentindo de Acácio. - Você só se casaria com a minha irmã, só se fosse por cima do meu cadáver, porque por baixo não dá! - Fred continuou ríspido e furioso, ao passo que Marion e Zinho escutavam tudo apavorados, com medo de Acácio apanhar de Fred.
- Estão gostando do bailinho? - Herbert apareceu todo feliz e sorridente, perfumado e cheiroso, encantando todas as garotas que estavam na festa, inclusive Sonda, que abriu um enorme sorriso ao vê - lo aproximar - se do primo e de Fred, que estavam discutindo.
- Mas é claro que sim, cara! - Acácio respondeu, fingindo que tudo estava bem, e vendo os dois garotos juntos, Sonda, por sua vez, comparou - os, e percebeu que os dois tinham a mesma beleza e encantavam a todas as garotinhas de qualquer lugar que eles iam, a diferença era que Herbert era um pouco mais fortinho, com mais corpo de homem do que Acácio, que ainda era gorduchinho e tinha corpo de criança ainda.
- Ah, e você se incomoda se eu chamar a Sonda para dançar? - Herbert olhou para Acácio e perguntou todo ansioso e feliz por uma resposta positiva, ao passo que Acácio, por sua vez, olhava surpreso para o garoto sorridente, e Sonda, por sua vez, foi logo levantando - se e desmanchando - se de sorrisos.
- Mas é claro que não! - Acácio sorriu, fazendo - se de simpático, mas remoendo - se de raiva por dentro, mas ainda, para fazer bonito, puxou Sonda e a levou até o garoto sorridente e feliz e a entregou para ele, como se fosse um pacote, ao passo que Herbert, por sua vez, todo simpático e sorridente, a pegou pelas mãos e foram para a pista improvisada dançar uma belíssima música lenta e Sonda, por sua vez, era só sorrisos, de tanta felicidade que sentia ao sentir o amado pegando - a pela cintura e a conduzindo até a pista de danças.
- Muito bem! - Fred aplaudiu Acácio com sarcasmo, ao passo que o garoto olhava furioso para ele. - Entregando a namorada assim? - Fred continuou às gargalhadas. - De mão beijada para o outro? - Fred continuou às gargalhadas, reprovando totalmente a atitude do garoto, e no fundo, ele queria mesmo era que o garoto a entregasse somente para ele e não para o Herbert.
- Melhor do que entregá - la a você, seu idiota! - Acácio respondeu ríspido, soltando chispas de ódio no olhar, em direção a Fred, que continuava com seu sorriso sarcástico, bebericando seu refrigerante, todo sarcástico.
E Sonda e Herbert por suas vezes, dançavam ali, colocando inveja a todos os casais de namorados, pois parecia até que os dois se conheciam a muito tempo.
- O meu pai não quer que ela namore com mais ninguém! - Sandro respondeu ríspido. - Pois nem doze anos ela tem! - Sandro começou a falar totalmente revoltado com a situação, ao passo que Acácio, por sua vez, olhava assustado para ele. - Eu acho que vou pegá - la de volta e vou deixá - la aqui comigo, primo! - Sandro olhou sério para Acácio que continuou sorridente.
- Irmão ciumento é assim mesmo! - Acácio comentou às gargalhadas, ao passo que Fred, por sua vez, olhou furioso para o casal que estava dançando juntinhos.
- E se o tio Clóvis ficar sabendo que o Fred também está querendo namorar a Sonda? - Acácio perguntou sorridente, ao passo que Fred olhava furioso para ele.
- Pelo amor de Deus! - Sandro benzeu - se, olhando para Fred, que por sua vez, também olhava para ele de lábios crispados. - Um Fontanni em casa? - Sandro arrepiou - se só de pensar. - E ainda por cima de mãos dadas com a Sonda? - gargalhou, só em pensar e viu a cena em sua cabeça, ao passo que Acácio, por sua vez, também olhava surpreso para ele. - Não! - Sandro censurou furioso, ao passo que Acácio, por sua vez, imaginava - se também em estar de mãos dadas com Marion e família também condenando - o.
- Eih, você está dura por quê, Sonda? - Herbert perguntou olhando indignado para Sonda, que por sua vez, ficou surpresa com a pergunta do garoto.
- Nada não! - Sonda sorriu encabulada, ao passo que Herbert por sua vez, sorriu.
- E você está fazendo isso por causa do Acácio ou do Fred? - Herbert perguntou curioso. - Você também gosta do Fred, Sonda? - Herbert, por sua vez, perguntou, cheio de ciúmes.
- Mas é claro que não, Herbert! - Sonda olhou admirada para o garoto. - Ele é um Fontanni! - Sonda continuou escandalizada com a pergunta feita pelo garoto ciumento. - E como é que eu posso gostar de um Fontanni? - Sonda perguntou, olhando feio para Marion, que estava do outro lado da pista, ao lado de Zinho, Cleide e Rafaela. - Olha lá! - Sonda apontou com a cabeça para o lado de Marion, ao passo que Herbert olhava para a mesma direção pela qual Sonda apontava com a cabeça. - Além de brega ela também é uma Fontanni! - Sonda bradou às gargalhadas, ao passo que Herbert, por sua vez, olhava com pena para Marion, que baixava a cabeça triste e desolada.
- No baile que teve na sua casa, todo mundo comentou das roupas dela e o pior que aqui também foi assim! - Herbert comentou baixinho, para que ninguém ouvisse sobre o que eles estavam falando, apesar das músicas altas. - Eu não sei o "porque" de todo mundo pegar no pé da pobre da Marion! - Herbert, por sua vez, olhou novamente para Marion, que continuava bebericando seu refrigerante, ao passo que Sonda, por sua vez, olhava furiosa para Herbert, discordando do que o garoto havia falado.
- Ah, então você não sabe o "porque" dos outros implicarem com ela e com as roupas dela? - Sonda perguntou estúpida. - Olha bem para o jeito dela e para as roupas que ela usa, e veja como ela é ridícula! - Sonda continuou furiosa, ao passo que Sandro, por sua vez, observava a ceninha que a sua irmã estava fazendo diante de Marion e com medo da irmã aprontar uma contra a pobre coitada que nem tinha como defender - se, a não ser por Cleide e Zinho. - Ai meu Deus do céu, como essa garota se veste mal! - Sonda continuava olhando para Marion e criticando - a em alto e bom tom. - E o meu tio ainda a protege! - Sonda deu de ombros, ao passo que Sandro a olhava furioso com a situação que estava sendo provocada pela irmã.
- E por quê o seu tio a protege tanto, Sonda? - Herbert perguntou curioso, prendendo a atenção de Sonda somente para ele. - Todo mundo da escola comenta, inclusive o seu primo que é apaixonado por ela! - Herbert olhou sério para Sonda, que nada disse, apenas olhou furiosa para o primo que nada fez em relação à sua fúria. - E ele fica curioso em saber o "porque" do tio a proteger tanto! - Herbert continuou comentando com a garota, que nada dizia, apenas olhava furiosa para ele.
- Se o Cacio não sabe, imagine eu! - Sonda deu de ombros. - Chegaram até a dizer que os dois tinham um caso escondidos! - Sonda benzeu - se. - Imagine só, ela tem a mesma idade do que eu e ainda tem um caso com um homem bem mais velho! - Sonda bradou furiosa com aquela situação, ao passo que Herbert, por sua vez, olhava surpresa para ele. - Eu acho isso impossível! - Sonda meneou a cabeça em negativa. - Ela nem tem corpo de mulher e o meu tio jamais se interessaria por uma coisa daquelas! - Sonda por sua vez, continuou furiosa, ao passo que Herbert, por sua vez, a olhava com toda a atenção do mundo. - O meu tio tem bom gosto, apesar de ter se casado com a gorda da minha tia Olívia! - Sonda gargalhou maldosa e Herbert também sorriu do sorriso da garota e da situação pela qual se encontravam. - Que ainda tem coragem de dizer que não é gorda não e que tem os ossos grossos! - Sonda gargalhou, ao passo que Herbert também ria da conversa de Sonda.
- Olha lá! - Rafaela apontou para Sonda e Herbert, que olhavam em direção à eles e riam feito dois loucos e até tinham parado de dançar. - No mínimo eles estão falando em você, Marion! - Rafaela bradou indignada, ao passo que Marion, por sua vez, nada dizia, apena bebericava seu refrigerante e baixava a cabeça triste.
- E se eles estão às gargalhadas, no mínimo estão falando de mim! - Marion bradou desanimada, ao passo que os demais olhavam para as três garotas e comentavam das ridículas e esquisitas da festa.
- É! - Cleide concordou. - Mas não é só de você que estão falando, Marion! - Cleide continuou furiosa com a situação. - Estão falando de mim e da Rafaela também! - Cleide comentou observando Rafaela dar um sorrisinho amarelo. - E no mínimo falam da sua higiene, Rafaela! - Cleide fez caretas. - Pelo amor de Deus, escove os dentes ao sair de casa! - Cleide continuou, repelindo - se, ao passo que Rafaela a olhava com desdém e sem nada responder sobre o caso.
- E o quê falam de você, Cleide? - Rafaela perguntou furiosa com a situação.
- Falam que eu sou sapatão! - Cleide respondeu furiosa e Marion, por sua vez, foi logo olhando para os pés dela e achando - os normais, de tamanho bom e viu que não tinha como ninguém criticar sobre os pezinhos da garota.
- O quê? - Marion admirou - se, ainda olhando para os pés da pobre garota, que até assustou - se com sua admiração e foi logo olhando para os seus pés também. - Mas você não tem os pés grandes! - Marion continuou admirando - se, ao passo que as duas garotas gargalhavam do jeitinho simples de Marion. - E como eles podem falar isso de você, garota? - Marion continuou admirada com a situação, ao passo que as duas garotas gargalhavam ainda mais e Marion, por sua vez, ficou sem ao menos entender o "porque" das duas garotas rirem tanto da cara dela.
- Sapatão não quer dizer pessoas de pés grandes, Marion! - Cleide olhou para Marion com pena, ainda rindo do seu jeito simples. - Quer dizer, mulher que gosta de mulher! - Cleide continuou às gargalhadas, e sendo acompanhada por Rafaela.
- Ahn, eu pensei que fosse gente de pés grandes! - Marion bradou totalmente sem graça, sob as risadinhas das duas garotas.
- Herbert, me espera aqui, que eu tenho que resolver um problema! - Sonda bradou, deixando o garoto plantado na pista improvisada, quase no final do baile e foi até Bunnie, resolver o problema que ela achava que tinha que resolver.
- Espere aí, Sonda! - Herbert a chamou, sem ao menos Sonda olhar para trás.
- Você beijou o meu namorado, Bunnie? - Sonda perguntou, aproximando - se da garota que a olhou admirada.
- O quê? - Bunnie perguntou assustada com a pergunta impertinente da garota. - Quem foi que te falou isso? - Bunnie continuou surpresa.
- O Cacio falou para o meu irmão que vocês se beijaram! - Sonda continuou furiosa, ao passo que a bela garota olhava para trás, em direção a Acácio, que continuava conversando animadamente com Sandro.
- O Cacio está mentindo! - Bunnie olhou bem nos olhos de Sonda, para poder falar a verdade, ao passo que Sonda a encarava com um sorriso cínico e furioso.
- O Cacio está mentindo, Bunnie? - Sonda perguntou furiosa. - Ou você está querendo esconder a verdade? - Sonda continuou furiosa, em sinal de cobrança, ao passo que a bela garota a olhava surpresa.
- Ele mente, Sonda, ele mente somente para se aparecer para o seu primo Sandro! - Bunnie continuou falando a verdade, ao passo que Sonda, por sua vez. crispava os lábios de raiva da garota.
- E você acha que eu vou acreditar em você, Bunnie? - Sonda perguntou furiosa, ao passo que Bunnie não estava acreditando no que estava acontecendo.
- O quê está acontecendo aqui? - Herbert perguntou indo ao socorro de Sonda.
- A Bunnie beijou o Cacio e está negando tudo, Herbert! - Sonda começou a falar furiosa, ao passo que Herbert, por sua vez, olhava furioso para Bunnie.
- Ordinária! - Herbert bradou furioso, ao passo que Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para Herbert, que não tinha nada a ver com a situação provocada por Sonda. - Você vem aqui na minha festa somente para arrumar confusão com a Sonda:? - Herbert continuou furioso com a garota que continuava surpresa com a stiuação provocada por Sonda.
- Mas eu não beijei ninguém, o Cacio está mentindo! - Bunnie continuou defendendo - se da situação provocada por Sonda que continuava olhando furiosa para a garota.
- Eu acho que já está na hora de irmos embora, Sonda! - Sandro aproximou - se da irmã e a abraçou pelas costas, ao passo que essa olhava para ele assustada.
- A Bunnie beijou o Cacio e eu preciso de acertar as contas com ela, Sandro! - Sonda olhou furiosa para o irmão, que deu um meio sorriso para ela.
- Nada disso, Sonda! - Sandro olhou furioso para a irmã, que continuou olhando furiosa para ele. - E você prometeu que não ia mais brigar com ninguém, Sonda! - Sandro anunciou somente para lembrar a irmã furiosa.
- Eu prometi, mas não vou cumprir! - Sonda continuou furiosa.
- Mas por quê você não vai cumprir o que você prometeu para o pai, Sonda? - Sandro perguntou curioso.
- Porque ela provocou então, quem provocou leva! - Sonda bradou partindo para cima de Bunnie, ao passo que Sandro a segurava pela cintura e começava a puxá - la para si, ao passo que Herbert, por sua vez, colocou - se na frente de Bunnie, que até esquivou - se, por temer levar um tapa injusto de Sonda.
- Seu maldito! - Bunnie praguejou ao ver Acácio todo sorridente, bem na sua frente.
- O quê foi que eu fiz, Bunnie? - Acácio perguntou com cara de cínico.
- E você não se lembra? - Bunnie perguntou furiosa, ao passo que Sandro retirava Sonda da festa, que ainda debatia - se, louca para bater em Bunnie. - Você falou que nós nos beijamos, Cacio! - Bunnie bradou furiosa.
- Ah, vontade é que não me falta, Bunnie! - Acácio sorriu, ao passo que Bunnie olhou surpresa para o garoto, que continuou com seu sorriso safado.
- Seu safado! - Bunnie continuou furiosa, ao ver o sorriso safado do garoto. - Você só falou para o Sandro que me beijou, somente para se aparecer, não foi? - Bunnie continuou furiosa com o garoto, que, por sua vez, sorriu ainda com ar de safadeza.
- Deixa isso para lá e vamos embora, Bunnie! - Zinho olhou para a irmã, que ainda estava furiosa e depois olhou feio para Acácio. - E por quê você inventou que beijou a minha irmã, cara? - Zinho perguntou furioso.
- Somente para fazer ciúmes para a Sonda! - Acácio respondeu, dando de ombros, ao passo que Zinho ainda olhava feio para ele.
- E precisava colocar a minha irmã no meio dos seus planos, Cacio? - Zinho perguntou com pouco caso.
- E você precisava ficar na cola da Marion, a festa inteira, Zinho? - Acácio perguntou no mesmo tom de fúria do garoto que sorriu irônico.
- Fazer o quê! - Zinho deu de ombros, exibindo um enorme sorriso de satisfação. - Eu não tenho culpa de ser o predileto, enquanto que você não é nada para o irmão dela! - Zinho bradou, puxando Bunnie para si e retirando - se, ao passo que Acácio, por sua vez, ficou olhando furioso para ele, até vê - los sumir.
- Droga! - Acácio bradou, ao ver Herbert aproximando - se dele.
- O quê foi, cara? - Herbert perguntou admirado.
- O Zinho não saiu da cola da Marion, o baile todo e agora veio me cobrando quanto a eu ter inventado para o Sandro que eu e Bunnie nos beijamos! - Acácio, por sua vez, comentou com o amigo, ainda furioso.
- Mas é claro, Cacio! - Herbert bradou furioso, ao passo que Acácio, por sua vez, olhava furioso para ele. - Você colocou a irmã dele no meio da confusão e além do mais a difamou! - Herbert continuou furioso com o modo de agir do amigo, que olhava surpreso para ele. - E você gostaria que alguém fizesse isso com a Dorise? - Herbert perguntou, tendo como resposta um menear negativo de cabeça. - Então, coloque - se no lugar do Zinho! - Herbert continuou furioso com o amigo.
- É! - Acácio concordou chateado. - Você tem razão! - Acácio continuou chateado com o que havia feito com Bunnie. - Já difamam demais a Bunnie, agora, eu também contribuí com o mesmo! - Acácio continuou chateado com a situação.
- Agora, só falta você a sair da festa! - Herbert bradou sorridente, ao passo que Acácio retirou - se sem graça. - Eu preciso de fechar a casa, porque senão os meus pais vão ficar furiosos comigo e nunca mais eu vou poder dar festas aqui em casa! - Herbert, por sua vez, continuou sorridente, ao passo que Acácio retirava - se da casa do garoto, totalmente sem graça.
- E como foi a festa, Sandro? - Clóvis perguntou, surpreendendo os dois garotos que chegavam escondidos e com o intuito de não fazer barulho para não acordar aos pais.
- Papai! - Sandro bradou surpreso, enquanto Clóvis, por sua vez, ria da cara do filho, ao passo que Sonda dava meia volta e ia correndo para o seu quarto, pois estava com medo de levar bronca do pai, afinal de contas, já estava quase amanhecendo!
- Não precisa se preocupar, porque eu não vou dar bronca em você, filho! - Clóvis bradou, encarando ao filho, que sentiu - se mais aliviado. - Vamos lá! - Clóvis bradou ansioso. - Eu quero saber como foi a festa, filho! - Clóvis cobrou ansioso, ao passo que Sandro, por sua vez, ainda estava surpreso com a pergunta do pai e ficou com medo de contar - lhe, mas sabia que o pai iria buscar a verdade até o fim e se ele descobrisse, não confiaria mais nele!
- Foi boa, pai! - Sandro começou a falar cabisbaixo, ao passo que o pai, por sua vez, desconfiava de algo que podia ter acontecido.
- Foi boa até qual momento, meu filho? - Clóvis olhou sério para o filho.
- Até o momento que a Bunnie começou a cobrar de Sonda, a presença dela no baile e as duas discutiram, mas eu consegui separá - las antes que houvesse coisa pior, papai! - Sandro bradou, num sorriso disfarçado, ao passo que o pai olhava para ele com cara desconfiada.
- Eu sei, a sua irmã não suporta ser provocada, filho! - Clóvis olhou para o filho, que já ia retirando - se, até o momento que o pai pigarreou e esse voltou - se assustado. - Mas até aí tudo bem, não foi? - Clóvis continuou cobrando mais explicações de Sandro, que por sua vez, engoliu em seco, assustado com a desconfiança do pai.
- Não, até o Cacio inventar para mim, que beijou a Bunnie! - Sandro comentou com medo.
- O quê? - Clóvis escandalizou - se com a notícia, mal sabendo o que iria por vir mais à frente. - Mas esse garoto está me saindo pior do que a encomenda, filho! - Clóvis bradou furioso com a suposta reação do sobrinho e genro. - E tem mais alguma coisa, meu filho? - Clóvis perguntou ansioso por saber mais, ao passo que Sandro, por sua vez, engolia em seco e com medo da suposta reação do pai.
- Sim! - Sandro, por sua vez, resolveu confessar logo, assim quem sabe, o pai o deixaria em paz.
- E o quê aconteceu dessa vez, filho? - Clóvis perguntou ansioso.
- O Cacio também a jogou para cima do Herbert, quando o mesmo pediu para dançar com ela, papai! - Sandro bradou nervoso e consciente de que estava sendo desleal com a sua irmã, que mais tarde, no mínimo, brigaria com ele.
- Ah, não! - Clóvis bradou furioso com a ação do sobrinho e genro. - Isso já foi demais, meu filho! - continuou nervoso, ao passo que Sandro, por sua vez, olhava surpreso para o pai. - Esse Cacio está tão ousado assim? - Clóvis, por sua vez, continuou nervoso e furioso com o sobrinho. - Eu vou acabar logo com essa palhaçada entre ele e a sua irmã, já que a sua mãe não faz nada mesmo! - Clóvis continuou furioso pela notícia dada pelo filho. - E a Sonda dançou com ele, filho? - Clóvis perguntou ansioso.
- Os dois dançaram, mas não se beijaram não, apesar dos olhares, eles não se beijaram! - Sandro continuou contando, ao passo que Clóvis, por sua vez, bufou, de tão nervoso que ficou.
- O quê? - Clóvis perguntou escandalizado. - E você não interviu para que isso não acontecesse, filho? - Clóvis perguntou, escandalizado, ao passo que Sandro, por sua vez, assustava - se com o tom de voz do pai e dava três passinhos para trás.
- Não, papai! - Sandro bradou com a voz trêmula.
- Mas por quê, Sandro? - Clóvis perguntou, no mesmo tom de fúria.
- Porque eu fiquei com medo do Fred atacar! - Sandro respondeu ríspido.
- O quê? - Clóvis perguntou assustado. - Mas a sua irmã, ainda é uma criança, está despertando amor em tantos corações assim? - Clóvis continuou, no mesmo tom de fúria.
- Exatamente, papai! - Sandro, por sua vez, concordou com um menear positivo de cabeça. - E o senhor não quer o Fred, não é? - Sandro perguntou em tom de provocação, ao passo que o pai olhava furioso para ele.
- Mas é claro que eu não vou querer um garoto de má índole para a minha filha! - Clóvis respondeu furioso, ao passo que Sandro, por sua vez, sorria aliviado.
- Então, e eu estava pensando, se o Cacio e ela terminarem o namoro, eu posso até tirar o Fred do caminho de Sonda, papai! - Sandro começou a falar, ao passo que Clóvis, por sua vez, continuava olhando sério para o filho, em busca de uma resposta convincente do mesmo.
- E como você vai tirar esse garoto de má índole do caminho da sua irmã, meu filho? - Clóvis, por sua vez, perguntou ansioso por uma resposta convincente.
- É fácil papai! - Sandro bradou às gargalhadas, ao passo que o pai olhava feio para ele, reprovando seu comportamento chulo.
- E como é fácil, meu filho? - Clóvis perguntou furioso.
- É só permitir com que os dois namorem, antes dos ataques de Fred encima de Sonda! - Sandro continuou sorridente, ao passo que Clóvis, por sua vez, crispava os lábios de raiva do filho.
- O quê? - Clóvis perguntou furioso. - Eu não acredito que você vai fazer isso, meu filho! - Clóvis continuou furioso com o filho, que olhava surpreso para ele. - A sua irmã mal doze anos tem e você também a incentiva a namorar, assim como a sua mãe! - Clóvis reclamou furioso com o filho, ao passo que Sandro, por sua vez, olhava admirado para o pai.
- Papai, o senhor quer ver o Fred de mãos dadas com a Sonda, ao invés do Herbert? - Sandro perguntou furioso, ao passo que Clóvis, por sua vez, olhava furioso para ele.
- Mas é claro que eu prefiro esse tal de Herbert, do que aquele maldito Fred! - Clóvis bradou ainda furioso com a ideia absurda do filho.
- Então papai, além de eu fazer favor para a nossa família e também para a Sonda, eu vou unir o útil ao agradável! - Sandro bradou feliz e ansioso.
- A Sonda não quer o tal do Fred? - Clóvis perguntou ansioso.
- Não, ela detesta aquele indivíduo! - Sandro bradou ansioso, ao passo que Clóvis, por sua vez, olhava furioso para o filho.
- Então, faça o que for possível para aquele insuportável não aproximar - se da sua imã, nem em pensamentos! - Clóvis bradou furioso, ao passo que Sandro, por sua vez, olhava sério para o seu pai. - E mais alguma coisa aconteceu, meu filho? - Clóvis perguntou ansioso.
- Sim, papai! - Sandro respondeu sério.
- Então diga o que a sua irmã aprontou dessa vez, meu filho! - Clóvis pediu mais calmo, já sabendo que viria mais coisas negativas sobre a sua filha.
- O Cacio ficou falando o tempo todo na Marion, ele quer a garota de qualquer jeito! - Sandro comentou furioso.
- O quê? - Clóvis perguntou furioso. - Mas eu não acredito que o Cacio vai trocar a Sonda por uma Fontanni! - - Clóvis comentou furioso. - Ah, deixa o Acamir saber disso, ele vai acabar com a raça do filho dele! - Clóvis continuou furioso e agora ele estava em tom de vingança.
- Papai, o quê o senhor vai fazer? - Sandro perguntou furioso.
- Eu vou falar com o seu tio amanhã! - Clóvis prometeu, sob os olhares surpresos de Sandro.
- Papai, o senhor não pode nem pensar em fazer isso! - Sandro censurou o pai, com medo do primo ficar com raiva dele.
- Mas por quê, meu filho? - Clóvis perguntou ansioso.
- Porque senão o Cacio vai ficar morrendo de raiva de mim, papai! - Sandro arrepiou - se, só em pensar no primo com raiva dele.
- Ah, isso aí é entre você e ele! - Clóvis, por sua vez, deu de ombros, ao passo que Sandro, por sua vez, olhava assustado para o pai.
- Mas papai, o Cacio já teve o que merecia! - Sandro começou a falar, com o intuito do pai não ir falar com o tio.
- O quê aconteceu com o seu primo, então, filho? - Clóvis perguntou ansioso.
- O Fred falou para ele, que ele só ficaria com a Marion, se fosse por cima do cadáver dele, pai! - Sandro comentou ainda nervoso com a situação.
- Ah, mas isso não vai me impedir de fazer o que eu quero fazer, em relação ao atrevimento do seu primo, em relação à Sonda! - Clóvis continuou furioso com a atitude do sobrinho e genro.
- E para completar papai, no final do baile a Sonda foi atrás da Bunnie para tirar satisfações, por causa da mentira de Acácio! - Sandro bradou furioso, enquanto Clóvis, por sua vez, olhava furioso para o filho que sorria sem graça.
- E o quê você fez em relação a essa baixaria, meu filho? - Clóvis perguntou em sinal de cobrança.
- Eu separei a suposta discussão, antes que a Sonda enfiasse a mão na cara da pobre garota! - Sandro bradou ainda chateado, com a situação pela qual Acácio estava enfiando a sua amada.
- Meu Deus do céu! - Clóvis elevou as mãos aos céus. - Tudo isso por causa de um falso beijo! - Clóvis bradou furioso com a atitude da filha. - Amanhã, antes de eu ir falar com o seu tio, eu falo com a sua irmã, assim, eu já coloco algumas coisas em ordem! - Clóvis bradou sério, indo para o seu quarto.
- Ih, só na segunda, papai? - Sandro perguntou, vendo o pai voltar - se furioso.
- Daqui a pouco, hoje pela manhã, meu filho! - Clóvis bufou furioso e assim, foi para o seu quarto, ao passo que Sandro, por sua vez, ainda coçou a cabeça furioso com a situação pela qual havia metido o primo.
E Herbert, por sua vez, nem dormia, só em pensar em sua amada Sonda.
O dia amanheceu para aqueles que dormiram a noite toda, menos para a galera que foi à festa na casa do Herbert, que ainda dormiu até um pouco mais tarde, e Clóvis, que estava furioso com a atitude da filha, que ao ver a mulher levantar - se, toda feliz e cantarolando, por ser final de semana, levantou - se logo atrás dela, pois queria era acabar com toda aquela felicidade tola que a mulher estava sentindo, sem ao menos se importar com a pobre filha.
- Claudete, eu preciso de falar com você, agora! - Clóvis bradou nervoso, atrás da mulher, que ainda ajeitava sem penhoir e cantarolava, de tão feliz que estava.
- O quê foi, Clóvis? - Claudete perguntou, dirigindo - se à cozinha, sem ao menos olhar para trás, e isso deixou Clóvis louco de raiva.
- Como você pode deixar a sua filha a vontade e amanhecer o dia cantarolando? - Clóvis explodiu, ao passo que Claudete, por sua vez, olhou furiosa para o marido.
- Aconteceu alguma coisa de errado com ela, Clóvis? - Claudete perguntou com pouco caso.
- Não, mas poderia ter acontecido! - Clóvis bradou furioso.
- E por quê poderia ter acontecido algo de errado com a Sonda, homem? - Claudete perguntou com desdém.
- Você sabe muito bem como a sua filha é e o que ela apronta sempre! - Clóvis bradou furioso, ao passo que Claudete, por sua vez, olhava furiosa para ele. - O Sandro me contou que a Bunnie a provocou e que a Sonda quase bateu na garota! - Clóvis comentou ainda furioso, ao passo que Claudete, por sua vez, olhava furiosa para o marido.
- Bem feito para aquela garota metida a besta, oras! - Claudete deu de ombros.
- Mas a Sonda prometeu que não iria brigar com ninguém, Claudete! - Clóvis bradou furioso.
- Mas só que a outra a provocou e ela não iria deixar para lá, por conta de uma promessinha tola, oras! - Claudete bradou sorridente, ao passo que Clóvis, por sua vez, crispava os lábios de raiva.
- Promessinha tola? - Clóvis gargalhou maldoso, enquanto Claudete, por sua vez, olhava furiosa para o marido. - E o Cacio que também a provocou, falando que tinha saído com a Bunnie e a beijado? - Clóvis perguntou furioso, ao passo que Claudete, por sua vez, olhava surpresa para ele.
- Uhn, aposto que aquela garota safada gostou da idéia de sair com o namorado da minha filha! - Claudete resmungou ainda furiosa, sob os olhares furiosos do marido.
- O Cacio a entregou de bandeja para o suposto dono da festa e os dois dançaram várias lentas! - Clóvis bradou, imaginando - se ali, naquela festa, dançando uma lenta com a sua esposa Claudete.
- Jura? - Claudete perguntou surpresa, enquanto Clóvis, por sua vez, olhava furioso para ela.
- O Sandro me contou, eu não posso jurar, porque eu não vi nada! - Clóvis bradou revoltado com a situação, ao passo que Claudete, por sua vez, olhava assustada para o marido. - E eu vou falar com aquele safado do meu sobrinho, que está enrolando a minha filha! - Clóvis continuou furioso.
- Não, não vá, Clóvis! - Claudete pediu calma.
- E qual é o motivo de eu não falar com o safado do meu sobrinho que está enrolando a minha filha? - Clóvis perguntou furioso, sob os olhares assustados da mulher e Sonda, por sua vez, escutava aquela discussão calorosa entre os pais, mas só que não entendia nada e nem sabia o porque da discussão entre os dois, levantou - se e arrumou - se para tentar participar da discussão, com o intuito de salvar a mãe, e mal sabia ela que a discussão era sobre ela e o primo e que ela só pioraria as coisas.
- Deixe, eles são crianças ainda! - Claudete bradou tentando acalmar o marido, que continuava furioso com ela.
- Crianças? - Clóvis gargalhou. - E desde quando crianças vão para a Toco e namoram? - Clóvis perguntou furioso, calando a mulher. - Você sempre deu liberdade demais para essa garota! - Clóvis bradou furioso, ao passo que Claudete, por sua vez, olhava surpresa para ele. - E tem outro agravante, Claudete! - Clóvis bradou olhando feio para a mulher.
- E qual é o outro agravante, Clóvis? - Claudete perguntou furiosa.
- O Fred está na disputa por Sonda, além do tal do Herbert! - Clóvis bradou, ao passo que Claudete, teve um violento choque ao saber que Fred também estava na disputa por Sonda.
- O quê? - Claudete perguntou de olhos arregalados. - O Fred está disputando a nossa filha com o Herbert e o Cacio? - Claudete continuou escandalizada com a situação.
- O Cacio não quer mais nada com ela, mulher! - Clóvis continuou furioso com Claudete, que continuava olhando para ele com desdém. - Porque, se ele a quisesse ainda, no mínimo, ele não teria entregado a nossa filha de bandeja para dançar com o Herbert! - Clóvis continuou furioso com a situação pela qual a filha estava passando. - Ele ficou o tempo todo na Marion! - Clóvis reclamou, sob os olhares furiosos da mulher.
- O quê? - Claudete admirou - se da situação. - O Cacio quer colocar uma Fontanni em nossa família, assim como o Fred quer entrar? - Claudete continuou admirada com a situação.
- Exatamente, Claudete! - Clóvis respondeu sério, sob os olhares da mulher. - Mas o Sandro vai correr contra o tempo para que o Fred não entre em nossa família, assim como ele pensa que vai conseguir! - Clóvis bradou, aliviando a mulher.
- Mas e quanto ao Cacio e a Marion? - Claudete perguntou curiosa.
- Aí, fica nas mãos do Dudu ou até mesmo do Acamir! - Clóvis bradou ainda chateado.
- Mas você sabe muito bem que o Acamir defende aquela garota com unhas e dentes! - Claudete bradou ainda nervosa com a situação.
- Não somos nós que vamos aturá - la Claudete! - Clóvis bradou mais calmo.
- Nós vamos aturá - la em nossas reuniões de família! - Claudete bradou ainda chateada com a situação que se seguia.
- Se isso acontecer, o Cacio vai se sentir tão mal e ela também não vai ter clima nenhum para juntar - se conosco, Claudete! - Clóvis bradou sorridente.
- E a nossa família vai se desmantelar toda por conta de uma Fontanni? - Claudete perguntou ainda furiosa.
- Não pense no futuro, porque isso talvez nem aconteça, o Acamir pode até querer mudar daqui para que a nossa família não entre em desgraça! - Clóvis bradou mais calmo, e ficou triste só em pensar que poderia ficar longe do irmão por conta de uma Fontanni.
- E em relação ao falso beijo? - Claudete perguntou ansiosa por saber.
- A Sonda quase bateu em Bunnie, só não bateu, porque o seu filho não deixou! - Clóvis bradou ainda chateado com a situação.
- O quê está acontecendo aqui? - Sonda perguntou nervosa e aproximou - se dos pais, que ainda olhavam - se surpresos.
- Estávamos falando sobre o seu comportamento, filha! - Clóvis olhou sério para Sonda, que sentiu vontade de voltar para o seu quarto.
- O quê? - Sonda perguntou, sentindo o sangue subir em suas faces.
- Exatamente, minha filha! - Clóvis bradou em tom de cobrança. - Agora eu quero saber o que foi que aconteceu na festa, Sonda? - Clóvis continuou em tom de cobrança.
- E por acaso o Sandro já não contou, papai? - Sonda perguntou ríspida.
- Sim, ele contou, mas eu queria saber da sua boca, porque eu vou lá falar com o crápula do seu primo daqui a pouco, depois do café! - Clóvis bradou furioso, ao passo que Sonda olhava furiosa para o pai.
- Ih, eu acho bom o senhor falar com ele amanhã, antes da missa, porque hoje, no mínimo ele deve estar dormindo! - Sonda replicou, querendo fazer o pai mudar de idéia em relação à conversa com o primo e namorado.
- Mas mesmo assim eu vou arriscar, porque eu conheço muito bem o meu irmão, ele não vai permitir com que seus filhos durmam a manhã inteira, assim como eu, logo depois de uma festinha idiota! - Clóvis bradou com raiva da situação, ao passo que Sonda, por sua vez, olhava altiva para o pai.
- E sobre o quê o senhor vai falar com ele, papai? - Sonda perguntou com desdém.
- Sobre tudo o que ele fez com você naquela suposta festa, que você não deveria ter ido! - Clóvis bradou furioso com a filha, que deu um sorriso sem graça.
- Sobre ele tem me jogado para cima do Herbert? - Sonda perguntou furiosa. - Sobre ele ter falado na Marion o tempo todo? - Sonda continuou nervosa com a situação. - E sobre ele ter contado para o Sandro, que ele e Bunnie saíram e trocaram um beijo? - Sonda perguntou engasgando - se para não chorar:
- Ora, deixe disso, minha filha! - Clóvis bradou, em tom de aconselhamento, enquanto Sonda, por sua vez, chorava lágrimas de sangue para o seu primo Acácio. - Aquele garoto não te merece! - Clóvis continuou aconselhando - a, ao passo que Sonda chorava a valer.
- Eu sabia que ia dar nisso! - Claudete bradou, abraçando a filha e retirando - se com ela dali, ao passo que Clóvis, por sua vez, ficou sentado em sua cadeira, esperando a coragem chegar para ele ir até o açougue, falar com o seu irmão e resolver a situação com o seu sobrinho Acácio.
- Acácio, vem aqui! - Clóvis chamou o garoto, logo após avistá - lo limpando a bancada do açougue do pai.
- O senhor quer carne, tio? - Acácio perguntou inocentemente, sob os olhares furiosos do tio, mas logo entendeu que ali tinha coisa.
- Não, eu quero a sua cabeça! - Clóvis bradou em tom ameaçador, ao passo que Acamir, por sua vez, veio de encontro ao seu filho, a fim de salvá - lo de qualquer agressão por parte do seu irmão.
E ao ouvir aquela ameaça da boca do tio, Acácio, por sua vez, tremeu de medo e engoliu em seco, notando assim, a presença salvadora do pai.
- Você tem certeza de que você quer a cabeça do Cacio e não a cabeça do Dudu? - Acamir perguntou, apontando para o filho mais novo, que também olhava assustado para o tio.
- Os filhinhos da mamãe sempre são os mais problemáticos! - Clóvis continuou furioso e olhando feio para Acácio, que continuava engolindo em seco.
- E o que aconteceu entre o Cacio e a Sonda? - Acamir perguntou bem rápido no gatilho.
- É que eu já estou de saco cheio desse namoro dos dois! - Clóvis bradou furioso, ao passo que Acácio estava totalmente sem graça, já lembrando - se do que havia aprontado na noite anterior. - Eu não quero mais que a Sonda namore esse garoto! - Clóvis apontou o dedo para o sobrinho que nada dizia, apenas tremia de medo do tio.
- Que bom! - Acamir benzeu - se. - Eu sempre achei namoro entre primos, a coisa mais errada do mundo! - Acamir comentou furioso, ao passo que Clóvis, por sua vez, dava um sorriso irônico para o irmão. - Preciso ver se o Cacio também pensa o mesmo! - Acamir virou - se em direção ao filho, que nada dizia, pois estava morrendo de medo de falar alguma coisa e o tio brigar com ele.
- O Cacio não precisa dar opinião de nada! - Clóvis bradou ríspido.
- Mas por quê, Clóvis? - Acamir perguntou assustado.
- Porque, o que ele fez com a Sonda, ontem, naquela festa, já dá provas de que ele não quer mais nada com ela! - Clóvis sentenciou, ao passo que Acácio, por sua vez, olhava assustado para o pai, já sabendo que tudo viraria contra ele.
- E o que foi que ele fez? - Acamir perguntou asssutado.
- Ele praticamente entregou a Sonda para o dono da festa e ficou falando o tempo todo em Marion! - Clóvis comentou, olhando feio para Acácio, que continuava engolindo em seco, agora, de medo do que o pai podia fazer - lhe.
- Como é que é, Cacio? - Acamir perguntou furioso, ao passo que Acácio, por sua vez, nem sabia o que fazia, pois estava muito agitado, tamanho o medo que sentia do pai.
- E ainda tem mais! - Clóvis continuou furioso com a situação. - Ele inventou que saiu com a Bunnie e que os dois trocaram um beijo! - Clóvis continuou olhando furioso para o sobrinho, que nada dizia para defender - se, pois havia errado mesmo. - Tudo isso para a minha filha ficar furiosa com ele e isso até despertou briga na festa, quase a Sonda bateu na pobre da garota! - Clóvis continuou furioso com a situação, ao passo que Acamir olhava feio para o filho e Dudu, por sua vez, ria da desgraça do irmão, que nada dizia, apenas encontrava - se cabisbaixo e triste pela repreensão que estava tomando dos dois homens mais velhos.
- O Sandro me paga! - Acácio conseguiu dizer, ainda com os dentes semicerrados.
- Ah, agora quem vai pagar é o meu filho? - Clóvis perguntou encarando Acácio com muita fúria.
- Ele contou o que não tinha que contar, tio! - Acácio continuou furioso com a situação. - Resumindo! - Acácio baixou a cabeça triste. - O Sandro é um dedo duro, contou o que não tinha que contar! - Acácio continuou chateado com a situação, sob os olhares furiosos do tio.
- Dedo duro? - Clóvis perguntou furioso. - Você queria que ele te apoiasse? - Clóvis continuou no mesmo tom. - Pois se ele te apoiasse e eu descobrisse, te juro que quebraria a cara dele! - Clóvis continuou furioso com o sobrinho, que apenas olhava assustado para ele. - A Claudete até duvida da virgindade de Sonda, pois ela acha que vocês dois já andaram aprontando! - Clóvis apontou o dedo para o sobrinho que nada dizia, apenas olhava para ele com medo.
- Eu e a Sonda nunca fizemos nada de errado, tio, disso o senhor pode ter certeza! - Acácio conseguiu libertar - se e defender - se de tamanha acusação proferida pelo seu tio.
- E eu não estou acreditando que você quer mesmo a Marion, filho! - Acamir bradou calmo, ao passo que Acácio olhou assustado para o pai. - A Marion não, tudo menos ela! - Acamir continuou furioso e olhando feio para o filho. - Eu não quero que você namore aquela garota, filho! - Acamir bradou furioso, ao passo que Acácio, por sua vez, dava um sorriso vazio para o pai. - Pelo amor de Deus, não vale a pena você namorar com aquela garota, filho! - Acamir continuou aconselhando - o, ao passo que Acácio, por sua vez, sentia vontade de tapar os ouvidos, somente para não ouvir os conselhos do pai.
- Mas por quê não, pai? - Acácio perguntou assustado. - Eu gosto dela e eu também sei que ela gosta de mim! - Acácio bradou desanimado, sob os olhares furiosos do tio e do pai.
- Não, eu já disse não, só se for por cima do meu cadáver! - Acamir bradou furioso, o que Fred havia dito para ele naquela festa.
- Engraçado, o Fred me disse o mesmo, na festa! - Acácio bradou coçando a cabeça em sinal de preocupação.
- Ah, é mesmo? - Acamir gargalhou. - Então isso quer dizer, que ele também é contra essa tolice! - Acamir continuou furioso com a idéia de ver Marion namorando seu filho.
- Papai, então por que o senhor a defende tanto? - Acácio perguntou curioso, sob os olhares furiosos do tio e do pai.
- Eu a defendo tanto, porque eu tenho dó dela e vejo como ela é tratada pela família dela e pelas pessoas da escola e eu estou defendendo você disso tudo que você poderá passar no futuro com ela, filho! - Acamir respondeu, saindo - se muito bem e tentando convencer o filho, que olhou para ele, nem tão convencido assim.
- Então pai, o senhor gosta tanto dela! - Acácio olhou surpreso para o pai. - Por quê o senhor não apóia? - Acácio perguntou curioso.
- Eu não apoio você e ela como namorados, porque eu não a quero como nora, devido a ela ser uma Fontanni! - Acamir explicou, olhando furioso para o filho que ficou surpreso com o que o pai lhe disse.
- Mas papai, eu não entendo essa idéia de só porque ela é uma Fontanni, ela não pode também ser da nossa família! - Acácio bradou chateado, sob os olhares furiosos do pai.
- O nosso sangue não pode se misturar com o sangue deles, só isso! - Acamir bradou furioso, ainda sob os olhares incompreensivos do filho.
- Eu não apoio você e ela como namorados, porque eu não a quero como nora, devido a ela ser uma Fontanni! - Acamir explicou, olhando furioso para o filho que ficou surpreso com o que o pai lhe disse.
- Mas papai, eu não entendo essa idéia de só porque ela é uma Fontanni, ela não pode também ser da nossa família! - Acácio bradou chateado, sob os olhares furiosos do pai.
- O nosso sangue não pode se misturar com o sangue deles, só isso! - Acamir bradou furioso, ainda sob os olhares incompreensivos do filho.