Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Discussão...

- Eu ouvi bem, dona Olívia? - Deda apareceu novamente na janela, enquanto a outra a encarava com fúria, ali do seu portão. - A senhora está mesmo me chamando para a briga? - continuou num tom de fúria, e abriu a porta da sua casa, assim saindo para fora, e Olívia, por sua vez, arrepiou - se, de ver a mulher furiosa, como se fosse um caminhão correndo em uma estrada.
- Vamos parar com isso? - Zinho bradou furioso, saindo para fora da casa, antes da mãe, para que a mãe não tivesse oportunidade de enfrentar a outra mulher, que a olhava furiosa, como se fosse num ringue.
- O bom entendedor, sabe, dona Deda! - Olívia bradou ainda furiosa com a mulher, que a encarava.
- Dona Olívia, se a senhora encostar um dedo em minha mãe, eu juro que eu reúno uma tropa grande para brigar com a senhora! - Zinho jurou furioso, enquanto a mulher o encarava com um arrepiando - se de medo, enquanto Deda a olhava furiosa e pronta para brigar.
- Muito bem, então, Zinho! - Olívia continuou furiosa com o garoto. - Então vá pedir desculpas para o meu filho! - continuou furiosa, olhando para Zinho, que ria surpreso para a mulher furiosa.
- Não peço não, dona Olívia! - Zinho respondeu seco. - Seu filho mexeu com a Marion, e ela não sabe nem se defender, caí na defesa dela e ele acabou batendo em mim, e agora a senhora quer que eu vá pedir desculpas para ele? - Zinho perguntou furioso. - Justo ele que mebateu? - continuou encarando Olívia que nada dizia.
- Você já está avisado que não é para encostar o seu dedo sujo em meu filho! - Olívia olhou para Zinho, em tom de ameaça, enquanto esse oferecia - lhe um sorriso sarcástico e furioso. - Você não é o pai dele, Zinho! - Olívia continuou furiosa com o garoto que olhava sorridente para ela.
- Ah, encosto, quantas vezes ele provocar a Marion, eu encosto! - Zinho respondeu furioso com a mulher, que olhava com ódio para ele e se ela pudesse e tivesse força o suficiente, ela bateria mais ainda em Zinho.
- E quantas vezes que você tentar encostar o dedo em meu filho, quantas vezes você vai apanhar dele! - Olívia continuou furiosa com o garoto, que continuava sorridente.
- Isso mesmo, dona Olívia! - Deda bradou, furiosa. - Vá descascar tomates, vá descascar cebolas! - Deda continuou furiosa com a mulher que crispava os lábios de raiva da outra e do filho dela.

- Por causa de quem foi essa briga mesmo, meu filho? - Deda perguntou, ao entrar em casa, depois que viram Olívia sumir, sem ao menos olhar para trás.
- Por causa de uma garota, mamãe! - Zinho respondeu cabisbaixo, enquanto Bunnie aproximava - se da cozinha.
- Garota? - Deda perguntou furiosa. - Mas que garota tão especial é essa, meu filho? - Deda continuou furiosa.
- Para o Zinho até a catadora de lixo serve! - Bunnie respondeu no lugar do irmão.
- Cale - se, Bunnie! - Zinho ordenou furioso. - Mãe, o Fred a chamou de galinha no meio da discussão, quando ele estava falando comigo! - Zinho reclamou furioso, enquanto Deda olhava furiosa para a filha.
- Eu já falei para você parar com esse comportamento horrível que você tem, Bunnie! - Deda olhou furiosa para a filha, que nada dizia, pois estava de cabeça baixa.
- O Zinho está falando demais, mamãe! - Bunnie bradou, olhando feio para o irmão, que bufou de tão furioso que ficou. - Foi você quem brigou e quem apanhou, Zinho, porque todo mundo na escola está comentando sobre o feito! - Bunnie olhou feio para o irmão, que continuava desafiando - a com os olhos. - E pelo que eu vi, a garota que foi a causadora disso tudo, não vale um tostão furado! - Bunnie continuou furiosa com o irmão.
- Olha aqui! - Zinho a ameaçou, apontando o dedo na cara da irmã. - Não fale assim da Marion, porque você não chega nem aos pés dela! - Zinho bradou ainda furioso.
- Jura? - Bunnie gargalhou. - Pois eu tenho certeza que é o contrário, hein? - Bunnie continuou às gargalhadas. - Ele não tem olhos na cara, mamãe, a garota que ele defendeu, é uma esquisita, a irmã do Fred e ninguém gosta dela! - Bunnie continuou furiosa com o irmão.
- Então, por que você foi brigar com o Dudu por causa de uma garota dessas, meu filho? - Deda perguntou preocupada com o filho, que olhou feio para ela.
- Porque ela pode não valer para ninguém, mas para mim, ela vale muito! - Zinho olhou furioso para a irmã que continuava com seu sorriso debochado. - E ela também não sabe se defender, tem medo! - Zinho continuou no mesmo tom.
- Tem medo? - Bunnie gargalhou furiosa. - Ela tem medo do quê? - continuou com pouco caso. - De apanhar dos outros, só porque ninguém gosta dela? - Bunnie continuou às gargalhadas, enquanto Zinho olhava feio para ela.
- Chega, eu não quero mais saber de discussões tolas por causa dos outros, aqui nessa casa! - Deda bradou furiosa e calando aos dois filhos, que ficaram olhando - se ainda furiosos.

E quando Olívia chegou em casa, viu Sonda terminando de curar as ataduras de Dudu que só reclamava de dor.
- E aí, titia, conseguiu resolver? - Sonda perguntou, terminando os curativos no primo, enquanto Olívia observava tudo.
- Mais ou menos, minha filha, só não consegui, por que o idiota do Zinho se enfiou no meio da briga! - Olívia contou furiosa.
- Mamãe, a senhora foi brigar com a dona Deda por minha causa? - Dudu perguntou nervoso.
- Fui defender não só a sua honra, meu filho, mas também a honra da nossa família! - Olívia bradou ainda furiosa.
- Mas, mamãe, a briga é entre eu e o Zinho! - Dudu protestou furioso.
- Você não é de qualquer família não, Dudu! - Olívia bradou ríspida. - A nossa família é diferente! - Olívia continuou furiosa com o filho, que olhava feio para a mãe. - E não adianta você reclamar! - Olívia bradou, dando tudo por finalizado, enquanto Dudu ainda ficava olhando feio para a mãe.
- Eu vou indo para casa, titia! - Sonda bradou sem graça e retirou - se, enquanto Olívia a cunprimentava com um aceno de cabeça.

- E aí, Sonda? - Sandro perguntou, ao ver a irmã correndo para a sua casa.
- A tia Olívia foi lá na casa do Zinho! - Sonda bradou nervosa.
- Fazer o quê, Sonda? - Sandro perguntou preocupado.
- Ela disse que foi defender a honra da família! - Sonda bradou ainda nervosa.
- Meu Deus! - Sandro benzeu - se, olhando para a casa do garoto briguento. - Olha só no que foi dar! - Sandro continuou admirado.
- Para você ver! - Sonda bradou entrando e deixando o irmão ainda sozinho, olhando fielmente para a casa e Zinho.

- Mãe! - Fred bradou entrando em casa eufórico. - Teve uma briga na escola e a senhora nem imagina por causa de quem? - Fred perguntou ansioso, pronto para ver Marion tomar uma boa bronca, ou talvez até tomar uma boa surra da mãe.
E Marion, por sua vez, olhava para ele nervosa, mordendo os lábios furiosa.
- E por causa de quem, meu filho? - Zoraide perguntou, olhando furiosa para Marion, que estava ansiosa e ainda nervosa, enquanto Fred colocava seus materiais da escola, encima da mesinha de centro.
- E não adianta você querer fugir da sala, Marion! - Fred bradou furioso, vendo a irmã esforçando - se para sair da sala, enquanto Zoraide continuava olhando furiosa para a garota. - Foi você quem foi a responsável pela desavença entre Zinho e Dudu! - Fred olhou feio para a irmã que engolia em seco, e baixava a cabeça triste pelo triste episódio que viu naquela tarde, dois garotos massacrando - se até quase se matarem!
- O quê? - Zoraide perguntou, olhando ainda furiosa para a filha, que não conseguia nem levantar a cabeça, de tamanhas lembranças que estavam passando pela sua mente. - Eu não acredito! - Zoraide continuou furiosa com a filha, que nada dizia, pois não conseguia.
- Mamãe, eu posso explicar tudo! - Marion conseguiu falar, com o intuito de defender - se, enquanto o irmão a olhava com um tremendo ódio no coração. - O Dudu me xingou e o Zinho me defendeu, oras! - Marion deu de ombros, enquanto Fred crispava os lábios de tanto ódio que estava sentindo da irmã, naquele momento. - Já que você, Fred, nunca me defendeu! - Marion retrucou, encarando ao irmão que ficou com mais ódio ainda, ao ouvir aquela maldita frase da boca da irmã.
- Você não precisa de estranhos para te defender, minha filha! - Zoraide bradou ríspida. - Teu irmão te defende, oras! - Zoraide só faltou dar de ombros, mas como era adulta, sabia que aquele gesto era um tremendo sinal de desaforo, enquanto Fred ria da frase que a mãe tinha acabado de dizer à irmã.
- Irmão? - perguntou Marion, ainda furiosa, ao passo que Fred aproximava - se dela com tanta fúria e com uma louca vontade de bater na irmã, que olhava para ele com um tremendo medo e arrependendo - se do que havia falado.
- Irmão! - Zoraide bradou ainda furiosa com ela. - Afinal de contas, ele é o quê seu, mesmo? - Zoraide continuou com pouco caso.
- Eu não sei! - Marion meneou a cabeça triste. - Ele defende aos estranhos, e não a mim! - Marion comentou ainda ressentida com o irmão que a olhava com um tremendo ódio. - Ele estava com os papéis de apostas, circulando, para ver quem apostava mais, em quem iria ganhar ou perder! - Marion bradou vendo que Fred estava boquiaberto.
- Maldita!!! - praguejou Fred 0lhando com ódio para Marion. - Você um dia vai pagar por tudo isso que você está me fazendo passar! - Fred bradou entre dentes, causando medo em Marion.
- Eu estou falando simplesmente a verdade, não estou mentindo em relação ao que aconteceu! - Marion bradou ainda na defesa. - E quem foi lá separar a briga, foi o Cacio, enquanto você!!! - Marion deu uma leve risadinha, enquanto Fred continuava olhando furioso para ela. - Você ficou lá, somente olhando, até levou uma bronca do Cácio! - Marion continuou falando na inocência, enquanto Fred a olhava de lábios crispados e furiosa com tudo aquilo que estava lhe acontecendo em frente à mãe e com vergonha de tudo aquilo que aconteceu, Fred engoliu em seco, olhou furioso para a mãe e foi correndo para o seu quarto, enquanto Zoraide, também olhava feio para a filha e retirava - se, indo atrás do seu querido filho.

- Mamãe, a Marion está me saindo pior do que a encomenda! - Fred bradou deitando - se em sua cama, enquanto Zoraide olhava o filho, pela porta do seu quarto, admirando a virilidade do garoto.
- Eu sei, meu filho! - Zoraide bradou ainda nervosa com a situação. - Mas eu não posso fazer nada, porque o seu pai não aceita que nós fazemos alguma coisa em relação à Marion! - Zoraide bradou ainda nervosa com a situação pela qual estavam passando.

E no dia seguinte, Dudu e Zinho foram para a escola, e Fred, por sua vez, com o papelzinho das apostas na mão, todo sorridente e feliz, pelo feito realizado.
- E aí, Fred? - Dudu perguntou aproximando - se do garoto que estava mantendo sua presença ali, no pátio para se aparecer para os demais. - Quem foi que ganhou a briga? - Dudu perguntou ansioso com o garoto que olhava sério para ele.
- E como estão as suas ataduras, meu rapaz? - perguntou Fred, desfalecendo 0 sorriso do garoto. - Quer dizer então que o belo rapaz está preocupado com o resultado da briga? - gargalhou, olhando furioso para Dudu, que olhava assustado para ele. - E quando você descobriu que eu sou um Fontanni, você não queria mais falar comigo, não é? - Fred continuou sarcástico com o garoto que engolia em seco, com medo de Fred armar uma tremenda briga com ele.
- Não, sabe o quê é... - sorriu sem graça, enquanto Fred o encarava furioso. - É que eu não gosto de Fontanni, acho um sobrenome muito estranho! - Dudu tentou desculpar - se com o garoto, que agora oferecia - lhe um sorriso sarcástico.
- Agora você acha que o meu sobrenome é muito estranho? - Fred gargalhou furioso. - E você quer saber o resultado da briga? - continuou sarcástico e medindo o garoto que ainda estava desconcertado.
- Sim, eu quero! - Dudu continuou insistindo, enquanto Fred sorria sarcástico.
- Pois você só vai saber quando eu quiser! - Fred gargalhou, deixando Dudu totalmente decepcionado, enquanto Marion passava por eles e os dois olhavam para a garota e para Rafaela que passava também por eles, correndo atrás de Marion. - Ontem houve uma tremenda discussão em casa e eu confesso que eu tive até vontade de matar a Marion! - Fred continuou olhando furioso para a irmã que sumia páteo a fora. - Porque ela me dedou, falando dos papeizinhos das apostas e que eu não a defendo nunca e também, que eu não fui separar a briga entre vocês dois! - Fred comentou ainda furioso só em lembrar da situação pela qual havia passado com a mãe que o apoiou depois. - E quais foram os danos da briga, meu rapaz? - Fred perguntou, examinando - o.
- Bem... - Dudu começou a falar, como se fosse um jogador de futebol em final de partida, que seu time havia sagrado - se campeão. - Foram alguns arranhões, da parte dele, algumas mordidas no pescoço, uns dois dentes trincados, e o meu rosto está todo arranhado! - bradou, mostrando os arranhões em seu rosto, deixados por Zinho e conforme ele falava, dos estragos causados por Zinho, ele ia apontando. - Você está vendo, cara? - Dudu perguntou olhando feio para Fred, que crispava os lábios de raiva do garoto. - E o quê você quer mais? - continuou furioso com Fred que o encarava incrédulo.
- Estou vendo tudo! - Fred respondeu ríspido. - Seu tórax tem um tremendo de um arranhão! - olhou sarcástico para Fred. - Que ainda por cima é do cumprimento das unhas do Zé do Caixão! - gargalhou, vendo que Dudu estava totalmente sem graça, pelo fato da comparação das unhas de Zinho, com as unhas do Zé do Caixão. - terminou de anotar tudo o que Dudu havia falado para ele, em relação à briga e retirou - se, assim, deixando o garoto ali sozinho, plantado como se fosse um idiota e todos os que passavam por ele viam o jeito que ele tinha ficado, após a briga do dia anterior, enquanto Dudu ficava mais sem graça ainda.

- Olha só quem está aí? - Fred perguntou ao trombar com Zinho, que por sua vez, ficou totalmente desconcertado.
- Olá, Fred! - Zinho bradou, ainda sem graça e passou pelo garoto, sem querer conversa.
- Eih, espere aí, meu rapaz! - Fred puxou Zinho que foi até ele, totalmente sem graça e não querendo nem falar sobre o assunto.
- O quê você quer, Fred? - Zinho perguntou ainda nervoso.
- Eu só quero reparar os danos da briga! - Fred respondeu sério, já com um caderninho na mão, para fazer as devidas anotações, e sagrar um dos dois como o campeão da briga do dia anterior.
- E o quê o Dudu disse a respeito? - Zinho perguntou curioso, tenando ler o que o rival havia dito sobre a briga do dia anterior e Fred, por sua vez, sorria.
- Calma, cara, você está com medo dele ter vencido você? - Fred perguntou às gargalhadas, enquanto Zinho olhava sem graça para ele.
- Eu já sei que perdi essa briga! - Zinho respondeu ríspido, enquanto Fred olhava surpreso para ele e Dudu, por sua vez, passava todo sorridente para ele, sabendo que havia vencido a briga, pois observou como o rosto do rival ficou. - E quem você acha que ganhou essa briga agora, Zinho? - Fred perguntou, depois que Dudu havia passado em frente a eles, todo sorridente e feliz.
- De perto, foi ele, é claro! - Zinho respondeu sem graça.
- Então, está aí! - Fred bradou todo sorridente e sarcástico, enquanto Zinho olhava furioso para ele. - E é bom você assumir! - Fred gargalhou maldoso, enquanto Zinho não via jeito e assumiu tudo, contando tudo o que aconteceu durante a briga, mostrando - lhe as marcas deixadas por Dudu, em seu corpo, enquanto Fred anotava tudo com precisão e destreza.
- Eu acho que está ótimo! - Zinho bradou ainda chateado. - Agora, olhe em meu rosto e repare quantos arranhões o Dudu me fez! - Zinho bradou ainda sem graça pelo fato do dia anterior. - Repare também no soco que ele me deu no olho! - mostrou seu olho roxo. - E anote aí tudo bonitinho, pois eu já até sei que todo mundo vai ler no jornalzinho da escola mesmo! - Zinho continuou desanimado com o que tinha acontecido com ele.
- O Dudu também tem murro no olho e relatou isso! - bradou sorridente e riscando ao lado do que Dudu havia falado para ele.
- Cara, eu não sei com que intuito tudo isso! - Zinho reclamou furioso. - Todas as brigas que acontecem aqui na escola, vai para esse maldito jornalzinho! - Zinho continuou reclamando e encarando ao fundador do jornalzinho da escola. - E o pior de tudo, são as apostas feitas em sua mão, de quem vai ganhar e de quem vai perder! - Zinho continuou reclamando e desconfiando do cara. - E para quê isso tudo, Fred? - continuou nervoso com a situação, enquanto Fred nada respondia, apenas olhava para a cara dele.
- Só você que está reclamando! - Fred bradou furioso. - Ninguém reclama disso! - bradou Fred ainda furioso.
- Então, sempre tem um para reclamar das coisas, oras! - Zinho deu de ombros, enquanto Fred ria da situação pela qual o garoto havia passado no dia anterior.
- Quantos dentes quebrados? - Fred perguntou olhando para a boca do garoto e pronto para anotar. - Do Dudu você rachou dois! - Fred concluiu feliz e esperou a resposta do garoto, que olhava surpreso para ele.
- Três dentes, eu quebrei, não rechei! - Zinho bradou ainda furioso, enquanto Fred olhava incrédulo para ele.
- Muito bem cara, é só isso! - Fred deu a entrevista por fim, enquanto Zinho ainda o encarava furioso. - O resto você nem precisa de relatar, porque está bem visível aos meus olhos e aos olhos de todo mundo! - Fred sorriu sarcástico. - Aliás, todo mundo está te olhando agora! - bradou ainda apontando as pessoas que estavam olhando e comentando e logo elas se dispersaram, depois que Zinho olhou também. - E você tem que se conformar, porque infelizmente você é o perdedor da briga! - declarou Fred, retirando - se, ao passo que Zinho crispou os lábios e ficou contemplando o cara sair naquele gingado de malandro e todas as garotas presentes ficaram olhando para ele e também comentando sobre ele.
Zinho, por sua vez, ainda ficou ali, parado e boquiaberto, vendo como as garotas ficavam olhando para Fred e não entendia o "porque" de tudo aquilo, se todo mundo sabia que Fred não prestava, era um enganador e um mentiroso, e também gostava de levar vantagens sobre os demais... "- Mulher gosta de homem assim!" - suspirou totalmente desanimado com a situação.
E ele ainda não acreditava que tinha perdido a briga, ele, que sempre ganhava todas as brigas, daquela vez, havia perdido...
Mas tinha sido melhor para Marion, assim, ela não apanharia mais de Sonda!
E Marion, por sua vez, foi de encontro ao garoto e ao ver o rosto dele, observou que esse tinha muitas marcas.
- Zinho, pelo que estão falando por aí, foi você quem perdeu a briga! - Marion bradou sorridente e entusiasmada, lembrando - se que veria - se livre da suposta surra que levaria de Sonda.
- E isso tudo te livra da suposta surra que você levaria de Sonda, não é? - Zinho perguntou chateado.
- Isso mesmo! - Marion bradou ainda feliz. - E eu vim aqui para te agradecer! - Marion continuou ansiosa e feliz.
- Não é preciso agradecer - me pelo fato de eu ter perdido uma briga, Marion! - Zinho bradou desanimado, enquanto a garota olhava totalmente sem graça para ele e esse retirava - se, deixando - a sozinha e absorta em seus pensamentos.

- Livrou - se de uma, hein, garota? - Sonda a provocou, segurando - a pelo braço, e Marion, que ia retirando - se, foi obrigada a voltar - se para a inimiga e olhá - la, observando aquele enorme sorriso sarcástico e observou também que ela não estava sozinha, estava acompanhada também pelas duas desordeiras. - Enfim, o meu primo ganhou a briga e o Zinho perdeu! - soltou - a e retirou - se, enquanto as duas garotas ainda olhavam para trás e riam da cara dela, e Marion, por sua vez, ficou ainda olhando surpresa para elas.

- Você foi o campeão, cara! - Fred bradou aproximando - se todo feliz do garoto que já sabia que tinha vencido a briga. - Quebrou três dentes do Zinho! - Fred declarou, bem pertinho de Sonda, Nina e a outra desordeira, que ficaram felizes. - Embora ele tenha declarado que quebrou três dentes seus, sendo que você só tem dente trincado! - Fred explicou, olhando sério para Dudu, que crispava os lábios de raiva do rival.
- Que maravilha! - Nina bradou feliz e ansiosa, e as demais garotas olharam para a cara dela incrédulas e não entendendo qual era a surpresa da garota, que acabou agarrando Dudu, que por sua vez, tentava soltar - se, olhando para a outra loira, que olhava furiosa para tudo aquilo. - Você é tão fofinho, meu herói! - Nina bradou com uma vozinha de criança, enquanto Sonda arregalava os olhos surpresa e Dudu tentava soltar - se, já ficando nervoso com toda aquela cena.
- E você não vai fazer nada, Eleomara? - Sonda perguntou ainda surpresa, vendo que Nina queria até beijar na boca do garoto.
- Você gostaria que eu agarrasse o seu namorado, garota? - Eleomara perguntou, soltando os dois com toda a força do mundo, só soltou os dois, porque Nina, com medo, acabaou afrouxando os braços.
- Não! - Nina respondeu, encarando a outra com muita fúria, enquanto Sonda observava tudo, com medo dela agarrar Acácio. - E por acaso ele tem dona? - Nina continuou provocando Eleomara que olhava furiosa para ela e Dudu, por sua vez, ainda estava surpreso, pois estava presenciando uma briga entre duas garotas, por sua causa!
- Tem, e para o seu governo a dona dele, sou eu! - Eleomara respondeu furiosa com Nina, que ainda a encarava, enfrentando - a. - Então, não agarre ao meu namorado! - Eleomara continuou falando estúpida com a garota, que a olhava furiosa. - Se você não quiser que eu agarre o seu! - Eleomara bradou ainda furiosa com o que estava acontecendo em sua frente, uma garota agarrando o seu namorado!
- Eu não tenho namorado mesmo! - Nina deu de ombros, ainda furiosa com Eleomara, que sabia que qualquer sinal de provocação mais forte de Nina, Sonda viria encima dela e a colocaria no lugar dela. - Então, você não pode agarrá - lo! - Ninda deu de ombros, em sinal de desaforo.
- Então, já que você não tem, por quê você não vai procurar um? - Eleomara continuou furiosa para a garota que a olhava desafiadora. - Ao invés de agarrar aos namorados das outras e tentar beijá - los na boca? - continuou bufando de raiva da outra garota que a olhava agora toda sorridente, enquanto Dudu observava tudo chateado.
- Ah, desculpe - me, mas eu não sabia que ele era o seu namorado! - Nina bradou com pouco caso, enquanto Eleomara fazia uma careta furiosa para ela.
- Eu vi, logo no primeiro dia de aula, que você ficou olhando para o meu namorado, e eu só não falei nada, porque eu achei que você só ia olhá - lo e não ia fazer mais nada! - Eleomara continuou furiosa com a garota que continuava enfrentando - a e Sonda, por sua vez, sentiu vontade de enfiar a mão na cara daquela ladra de namorados, e Dudu, por sua vez, sentia - se o rei da cocada preta, por ter duas garotas discutindo por causa dele, e uma rodinha já estava formando - se próximo à eles. - E da próxima vez, vê se você se enxerga, olha para os lados, para a frente e para trás, e não fica agarrando aos namorados das outras, assim como você quer fazer com o Cacio, o namorado da minha amiga! - Eleomara apontou para Sonda, com a maior fúria do mundo, e louca para acertar um tapão na cara daquela garota debochada.
- Não vai haver a próxima vez! - Nina olhou furiosa para a Eleomara e toda cheia de razão, mesmo sem tê - la. - Porque eu não gostei do apertão dele! - Nina continuou debochada, enquanto a outra garota a olhava furiosa. - Sabe, ele não aperta legal! - olhou para Dudu, que estava totalmente decepcionado com a garota loira e estava preferindo agora, a sua garota ruiva msmo.
- O quê? - Dudu perguntou furioso. - Eu não aperto legal? - continuou furioso com a garota, que continuava com seu sorriso sarcástico.
- Não, você não aperta legal! - Nina olhou para ele e usou a sua franqueza, enquanto Eleomara crispava os lábios de tanta raiva dela e sentia uma tremenda vontade de dar uma violenta surra naquela garota falsa e de acabar logo com a raça dela.
- E é bom mesmo que não haja a próxima vez! - Eleomara bradou furiosa com a garota falsa, que a olhava com desdém. - Porque se houver, eu juro que quebro a sua cara! - Eleomara continuou nervosa com a garota que agora dava um sorriso sarcástico. - E também não é preciso com que você se desfaça do meu namorado! - Eleomara bradou furiosa, fazendo um gesto de dar um violento murro na cara de Nina que até esquivou - se, pensando que iria levar um violento murro da rival, e Sonda, por sua vez, ria da situação interessante a qual Eleomara estava passando, no pátio da escola. - E você só se desfez do meu namorado, porque eu te abordei aqui, porque senão, bem que você ia gostar! - Eleomara continuou furiosa. - E ele só não te apertou legal, minha querida, porque eu estou aqui, porque senão ele iria te mostrar o que um garoto faz com uma garota de verdade! - Eleomara continuou falando, ao passo que a outra continuava com aquele sorriso sarcástico.
Até então, Dudu sorria largamente, de tão convencido que estava, mas, logo que Eleomara olhou para ele, esse ficou sem graça e voltou - se novamente a sua atenção à suposta discussão entre as duas garotas briguentas.
- Tudo bem, não está mais aqui quem mexeu com o seu namorado! - Nina bradou sem graça, enquanto a outra bufava de raiva, e retirou - se rapidamente, vendo que o negócio podia engrossar mais ainda para ela, ao passo que todos comentavam sobre a suposta discussão entre as duas garotas.
- Se eu fosse você, não deixava barato mesmo, Eleomara! - Sonda continuou furiosa com a atitude de Nina. - E não ia ficar só na ameaça não! - Sonda continuou furiosa, ao passo que a outra garota ainda a olhava furiosa. - Eu marcava briga com ela lá fora e esfolava todinha a cara dela! - continuou no mesmo tom de fúria e falando bem alto para que todos pudessem escutar e Nina, por sua vez, ficar sabendo que com Acácio, ela jamais podia mexer! - E ela ficou morrendo de medo, bem naquela hora, que você fez menção de dar um murro na cara dela! - Sonda bradou, vendo que a garota estava entrando na fila, desconfiada.
- Cuidado, Sonda! - Eleomara alertou a amiga, que olhou sério para ela. - Cuidado que ela pode dar encima o Cacio! - Eleomara continuou preocupada com a amiga que a encarava nervosa.
- Eu tenho até dó dela! - Sonda deu de ombros, em sinal de desaforo. - Se ela o agarrar, eu juro que a solto a poder de puxões de cabelos, tapas, empurrões e beliscões e você sabe muito bem como eu sou! - Sonda bradou ainda nervosa com aquela situação e as duas avistaram Acácio na fila da quinta série. - Ai dela se tentar roubá - lo de mim, ai dela! - Sonda ameaçou, vendo a garota, olhá - la com um enorme sorriso sarcástico nos lábios. - Porque eu vou mostrar para ela, com quantos paus se faz uma canoa! - Sonda continuou furiosa e olhou para a frente, só para não encarar o sorriso falso e cínico de Nina.
E Marion, por sua vez, presenciou toda a discussão entre Eleomara e Nina, e a Rafaela, sempre grudada com ela, nunca a deixava em paz!
- Olha ela ali! - Eleomara apontou para Marion, que já estava na fila, calada. - A causadora de toda a briga de ontem! - continuou, olhando feio para Marion, que nada disse.
- Outra que eu estou com vontade de acertar as contas, é a Marion! - Sonda bradou furiosa, para que Marion escutasse. - Não só pela briga de ontem não, é por ela ser uma Fontanni mesmo! - Sonda continuou encarando Marion, que baixou a cabeça com medo.
- Eu sei como é! - Eleomara bradou furiosa.
E Marion, por sua vez, ainda na fila, acabou estremecendo, ao ouvir seu sobrenome entre as duas desordeiras da escola, realmente, ela tinha muito medo daquela duas, assim como várias garotas que nem ousavam a olhar em direção à elas.

- Dá licença, professora! - Fred abriu a porta da sala de Marion, após dar duas batidinhas e Marion, por sua vez, estremeceu, ao ver o irmão ali bem na porta da sua sala. - O vencedor da aposta da briga de ontem, é daqui dessa sala, e vocês nem imaginam como é a ironia do destino! - Fred bradou sorridente, enquanto Zinho, por sua vez, já sabendo que tratava - se dele, apenas aguardou ao anúncio sorridente. - E o vencedor da aposta foi você, Zinho! - bradou às gargalhadas, enquanto alguns batiam palmas de felicidade e outros agiam com surpresa e o garoto foi até Fred para resgatar seu prêmio de consolo por ter perdido a briga. - Você apostou contra você mesmo e ainda queria ter vencido a briga? - Fred perguntou, achando estranha a situação pela qual o garoto estava passando e Zinho, por sua vez, pegou seu prêmio totalmente sem graça.
- Manda esse pessoal calar a boca! - Zinho bradou nervoso, ouvindo comentários sórdidos a seu respeito.
- Pode deixar! - Fred comentou alto e com um sorriso sarcástico nos lábios. - Pessoal, o Zinho está mandando vocês calarem a boca! - bradou em alto e bom tom, enquanto Zinho contava o dinheiro e surpreso por ter ganhado uma boa grana, enquanto todos faziam silêncio. - Pronto! - sorriu, dando tapinhas nas costas do garoto surpreso pelo prêmio que havia ganhado pela aposta na briga. - Seu drama está resolvido! - continuou simpático.
- Cara, mas foi só isso que eu recebi? - Zinho perguntou ainda surpreso, e com umas moedinhas na mão.
- Sim, e o resto ficou para o jornalzinho da escola, e para a festinha que vai ter na casa do Sandro! - Fred explicou, vendo a cara feia do garoto. - Para o grêmio, sabe como é, não? Água, luz e telefone! - sorriu, sem graça, enquanto Zinho continuava olhando desconfiado para Fred.
- Tudo bem então, eu já entendi! - Zinho bradou furioso com o garoto, que continuava olhando surpreso para ele. - Mas você recolheu tanto dinheiro, cara! - Eu fiquei sabendo que muita gente apostou, até mesmo pessoas de outros períodos apostaram na briga! - Zinho comentou ainda chateado com a situação. - Água, luz e telefone se paga com essa mensalidade injusta que você cobra dos assinantes do jornalzinho da escola! - apontou para cada um dos alunos que estavam presentes na sala, enquanto Fred olhava para cada um deles.
- Deixa disso, cara! - Fred discordou falso. - Pra quê você quer tirar uma bolada? - perguntou nervoso. - Você já venceu a aposta mesmo e ainda vai dar uma entrevista como o vencedor da aposta, olha só! - sorriu feliz, como se isso fosse uma grande vantagem. - E já que você perdeu a briga mesmo, você pode muito bem dar uma entrevista como vencedor da aposta! - continuou, mostrando - lhe que esse fato poderia ser tentador para o pobre garoto. - Que maravilha! - sorriu feliz. - Aí todo mundo vai pensar que você ganhou uma bolada! - continuou sorridente, enquanto Fred olhava incrédulo para ele. - É só você guardar segredo, cara! - Fred cochichou, enquanto Zinho olhava incrédulo para ele, sorriu, por fim e retirou - se, deixando Zinho ali, plantado e com algumas moedinhas na mão, e enfiou - as em seu bolso para que ninguém visse a sua decepção e guardou o papelzinho com o nome do Dudu e o seu nome de apostador no meio do seu caderno.
- E quanto foi que você ganhou na aposta, Zinho? - Sonda perguntou, de lá do seu lugar, enquanto Zinho olhava incrédulo para ela.
- Ele ganhou foi muita grana! - Eleomara falou sorridente, enquanto Zinho olhava furioso para ela.
- Não interessa a ninguém! - Zinho deu de ombros, sentando - se, enquanto a professora olhava furiosa para ele.
- Ele apostou contra ele mesmo! - Sonda bradou às gargalhadas, enquanto Zinho olhava furioso para ela.

- É verdade que a Eleomara brigou com a Nina por causa do Dudu? - Sandro perguntou ansioso, enquanto Sonda ainda estava de mãos dadas com Acácio.
- A briga foi feia, quase teve pau, só não teve mesmo, porque a Eleomara é uma tonta! - Sonda bradou furiosa, enquanto Acácio não dizia nada, apenas sorria.

E o comentário sobre a discussão entre as duas garotas continuou escola a fora e no dia seguinte, as fotos das duas apareceram estampadas no jornalzinho também, inclusive as fotos de Dudu e Zinho.
- Não me diga, meu rapaz? - Acácio perguntou, olhando para a foto de Dudu, estampada no jornalzinho, todo sorridente de tão feliz que estava. - O meu irmão ganhou a briga? - continuou lendo e só faltava saltitar, de tão feliz que ficou. - E o tonto do Zinho apostou contra ele mesmo! - gargalhou. - Não, eu não acredito! - Acácio admirou - se ao ler mais um pedacinho da notícia dada pelo jornalzinho. - A briga foi por causa disso que está escrito aqui? - perguntou com o coração acelerado. - "E a briga foi por causa de uma garota chamada Marion Fontanni!" - leu bem alto e suspirou chateado, soltando o jornalzinho de boca aberta, perante a Sandro e a Herbert, que logo pegou o jornal para ler também.
- Cacio, o quê foi que aconteceu? - Sandro perguntou preocupado.
- Cara, eu vou matar o meu irmão, sabia? - Acácio olhou furioso para Sandro, que não estava entendendo nada.
Mas, Sandro que não estava a par de nada, pegou o jornalzinho da mão de Herbert e o leu atônito e descobriu sobre o que o primo estava falando.
- Calma, cara, tudo se resolve! - Sandro aconselhou, passando as mãos nas costas do primo, que já estava sentado no chão, todo triste e encabulado, e seu coração doía...
- O que aconteceu, que os dois brigaram por causa dela? - Acácio perguntou ainda preocupado.
- Não sei! - Sandro deu de ombros. - Você sabe como é o seu irmão, deve ter mexido com a garota, eu já falei para ele parar com isso! - Sandro bradou nervoso, enquanto Acácio, por sua vez, passava a mão pelos cabelos, em sinal de nervosismo, característico dele. - Mas o Fred também gosta de provocar! - Sandro bradou chateado. - Coloca coisas inadequadas no jornalzinho da escola, não sei como a professora de português deixou isso passar, e você sabe muito bem que ela não gosta! - Sandro comentou, vendo o primo vermelho de raiva.
- Eu acho que ela nem viu, cara! - Acácio bradou ainda chateado. - E você acha que tudo que o Fred manda publicar no jornalzinho da escola, vai para a supervisão da dona Adjalmas? - Acácio perguntou, ainda querendo chorar, e Sandro, por sua vez, não estava entendendo o que estava acontecendo com o primo. - Eu não vou assistir aula, cara! - Acácio colocou a mão no cabelo ainda nervoso.
- Mas que exagero, cara! - Sandro bradou ainda nervoso. - Por quê? - Sandro continuou curioso.
- Porque eu vou tirar isso a limpo! - Acácio retirou - se, deixando Sandro sozinho.
- Você vai fazer o quê? - Sandro perguntou, vendo que Acácio voltava - se para escutá - lo. - Vai falar com a Marion? - continuou sorridente, enquanto Acácio olhava furioso para ele. - E você também não vai fazer drama por causa dessa noticiazinha, não é? - Sandro continuou, vendo que o primo já estava vermelho e ainda mais nervoso com o que estava acontecendo com o irmão.
Acácio, por sua vez, sorriu, voltou - se e resolveu não mais tirar satisfação sobre o assunto, pois viu que não adiantava mesmo, depois ele falaria com o irmão.
- Salvei a pátria, meu Deus! - Sandro, por sua vez, elevou as mãos aos céus todo feliz, enquanto Acácio olhava surpreso para ele.

Acácio, por sua vez, nem falou com ninguém no intervalo e nem tampouco na sala de aula, porque o jornalzinho era o comentário do dia!!!
E a sua professora de português até deu análise de textos sobre o maldito jornalzinho e eles tiveram que fazer os exercícios das frases escritas ali.
E até na sala de Marion, a professora dela, também fez o mesmo, para que os alunos lessem e fizessem a análise daquelas malditas frases.

E Acácio chegou exausto em casa e bem nervoso, e ele só passava a mão pelos cabelos e Olívia, por sua vez, percebeu que o filho estava nervoso, porque ela conhecia muito bem o gênio do filho.
Viu a mãe e nada falou, foi direto para o seu quarto, e lá estava Dudu, que também tinha acabado de chegar, só que com seus novos amigos de sala, ele estava sentado em sua cama, pensativo e triste.
- Por quê não usa a escrivaninha? - Acácio perguntou, aproximando - se do irmão, que escrevia em seu caderno, com um semblante ainda triste.
- Fui declarado o campeão da briga e quase surgiu outra briga por causa disso também! - Dudu suspirou desanimado.
- Eu vi a Eleomara discutindo com a Nina por sua causa, cara! - Acácio comentou todo sorridente e feliz. - Mas, por quê a tristeza, então? - perguntou Acácio, colocando a sua mochila encima da escrivaninha. - Você já está sabendo que a causa da briga também saiu no jornalzinho da escola, também? - Acácio perguntou, tentando ir direto ao assunto.
- Eu sei! - Dudu respondeu, ainda com vergonha do fato ocorrido. - E é por isso que eu estou triste! - Dudu bradou desanimado, enquanto Acácio olhava com pena para ele. - Pelo motivo que eu briguei e não pela briga em si! - Dudu explicou, observando a cara do irmão.
- O motivo foi fútil mesmo, cara! - Acácio bradou, com o coração acelerando e o motivo pelo qual ocorria isso, quando ele falava de Marion, ele ainda o desconhecia.
- Você gosta da Marion, Acácio? - Dudu perguntou de sopetão e Acácio, por sua vez, quase afogou - se de tanto tossir e Dudu, por sua vez, observou o comportamento do irmão e assustou - se com aquilo, arrependendo - se de ter perguntado isso a ele.
- O quê? - Acácio perguntou, ainda sem fôlego. - Como assim, cara? - insistiu na pergunta, ainda apavorado. - Você está louco, cara? - continuou nervoso, enquanto Dudu sorria desconfiado.
- Confessa logo, Acácio, confessa que você gosta da Marion e não quer mais ficar com a Sonda! - Dudu continuou sorridente, enquanto Acácio olhava para ele, passando a mão pelos cabelos em sinal de nervosismo, pegou nos ombros dele, e o chacoalhou e esse, por sua vez, até ficou mole, ao perceber que o irmão desconfiava de seus sentimentos por Marion.
- E... Eu... Eu... Eu não gosto dela! - Acácio bradou, ainda suando, de tão nervoso que estava e ficou trêmulo e disfarçando ainda, para que Dudu não o percebesse.
- Não? - Dudu levantou - se furioso e num sobressalto. - Você está mentindo, cara, mentindo! - apontou para a cara do irmão e deu uma gargalhada do jeito apavorado que Acácio estava, quase jogado no chão de tão mole que ele estava, Acácio, por sua vez, nem conseguia sustentar as próprias pernas. - Eu descobri isso, porque você não parava de olhar para ela ontem, fazia tempo que eu desconfiava, mas eu não quis falar nada, sabe? - olhou sério para ele, desarmando - o. - Porque você sabe como é, não é? - pigarreou, enquanto Acácio tentava recompor - se, mas ainda estava mole, parecia até que ele tinha bebido um litro de pinga. - O pai e a mãe não iam gostar nada, nada, de ficar sabendo sobre isso! - bradou sorridente, enquanto Acácio olhava sério para ele.
- Cara, eu não estou entendendo nada, sobre o quê você está falando! - Acácio bradou, tentando disfarçar. - Eu não sei, cara, eu não sei! - bufou nervoso e levantou - se, vendo que o irmão ria da sua cara, parecia até que ele estava bêbado, pois não estava conseguindo segurar - se de pé. - Para mim, quem gosta dela é você! - Acácio apontou furioso para Dudu, que continuava rindo da cara dele.
- Eu? - Dudu bradou sério. - Eu não! - Dudu continuou nervoso com o irmão que sorria feliz, tentando sair - se do sufoco pelo qual estava passando.
- Não gosta? - Acácio perguntou, com o olhar reprovador. - Então, por quê você brigou? - continuou virando o jogo e viu que estava conseguindo o que tanto queria.


- Porque eu a xinguei de Fantasminha e o Zinho não gostou e marcou pau lá fora, e foi isso o que aconteceu! - explicou Dudu, vendo o olhar de ciúme do irmão. - Cara! - Dudu sorriu. - Até parece que você sente ciúmes! - continuou rindo da cena.


- Eu? - Acácio gargalhou. - Ciúmes? - continuou, Acácio apavorado, vendo que não estava conseguindo se sair daquela teia de aranha.


- Meninos, vocês estão brigando? - perguntou Olívia, bem na porta do quarto.


- Não, nós estávamos apenas discutindo, mãe! - confessou Acácio, dando graças a Deus pela mãe ter aparecido bem na porta do quarto, ainda preocupada, com uma concha na mão, pronta para atacar. - Eu espero que vocês parem com esse tipo de discussão! - Olívia bradou ainda preocupada, não querendo que os filhos discutissem.




- Papai, o Dudu brigou na escola! - Dorise começou a falar, enquanto todos jantavam.


- Brigou na escola? - Acamir perguntou, olhando feio para o filho que baixava a cabeça triste, enquanto Acácio, olhava feio para a irmã, que o enfrentava com o olhar. - E por quê você brigou na escola, Dudu? - Acamir perguntou furioso, enquanto Dudu encarava ao pai, engolindo em seco.


- Ele não vai falar, papai! - Dorise bradou, olhando para o pai que olhava feio para ela.


- E por quê ele não vai falar, Dorise? - Acamir perguntou nervoso.


- Porque a briga foi por causa da Marion! - Dorise revelou sorridente, enquanto Dudu ficou vermelho de raiva da irmã.


- Por causa da Marion, Dudu? - Acamir perguntou furioso. - E com quem você brigou por causa da Marion? - Acamir continuou curioso, enquanto Dudu suava, com medo de responder as perguntas que o pai estava fazendo.


- Eu briguei com o Zinho! - Dudu bradou cabisbaixo. - Mas não se preocupe, papai, que eu ganhei essa briga! - Dudu comentou feliz, enquanto o pai olhava para ele, com os olhos analíticos.


- Brigou com o Zinho e ganhou a briga? - Acamir perguntou furioso, enquanto Dudu concordava com um menear positivo de cabeça. - Mas qual foi o motivo da briga, meu filho? - Acamir continuou curioso, enquanto Dorise olhava para o irmão e ria da cara dele.


- Você não vai falar, Dudu? - Dorise perguntou sorridente, enquanto Dudu olhava furioso para ela e bufava.


- Fale logo! - Acamir gritou, olhando feio para o filho, que engoliu em seco.


- É que eu xinguei a Marion de Fantasminha e o Zinho me chamou para o pau! - Dudu respondeu sem graça, enquanto Acamir crispava os lábios de raiva do filho.


- Eu não te eduquei para ficar por aí, agarrando - se com os garotos, em meio a socos e empurrões e nem tampouco para ficar xingando aos outros e maltratando - os! - Acamir continuou furioso com o filho, que escutava tudo de cabeça baixa e triste.


- E depois, quando o Dudu chegou e mamãe o viu machucado, ainda teve mais briga! - Dorise bradou feliz, enquanto Olívia olhava furiosa para a filha.


- E quem foi que brigou dessa vez, Dorise? - Acamir perguntou, já de saco cheio das fofocas da filha.


- A mamãe, que foi tirar satisfações com a mãe do Zinho! - Dorise bradou olhando para a mãe, toda sorridente, enquanto Olívia olhava furiosa para a filha.


- O quê? - Acamir perguntou furioso. - Você brigou com a Deda por causa do delinquente do seu filho? - Acamir explodiu, batendo na mesa, enquanto todos assustavam - se com a reação do pai, ao saber a verdade. - Olha aqui! - Acamir bradou, olhando feio para a mulher que também engolia em seco. - Eu não suporto esse tipo de coisa! - continuou furioso com a mulher. - Então, é por isso que a Dorise é fofoqueira desse jeito! - Acamir encarou a mulher. - É por isso que o seu filho é briguento desse jeito! - continuou no mesmo tom de fúria. - Niguém saiu a mim, todos saíram a você, Olívia! - gritou furioso e retirou - se efulzivo da mesa, enquanto Olívia e os filhos, ficaram contemplando a cena do pai retirar - se furioso da cozinha.




Sonda estava sossegada, sentada na cadeira da mesa, da sala de jantar, quando a campainha tocou.


- Deixa que eu atendo! - Sandro adiantou - se ansioso.


- Não!!! - Sonda gritou, detendo o irmão, que olhou assustado para ela voltando - se.


- Por quê você não quer que eu atenda, Sonda? - Sandro perguntou calmo.


- Porque papai só paga empregadas para você apalpá - las! - Sonda reclamou, olhando furiosa para o irmão que ficou surpreso porque Sonda sabia de tudo.


- Dona Sonda, para a senhora! - bradou a empregada sob os olhares de Sandro.


- Eu nunca apalpei uma empregada! - Sandro defendeu - se olhando as pernas da moça, que passava pela sala.


- Você não, Sandro, mas a sua mão sim! - Sonda bradou irônica, vendo a cara furiosa do irmão. - E me dá licença, porque eu tenho que atender à porta! - Sonda bradou ainda irônica. - Porque eu tenho visitas! - Sonda continuou furiosa com o irmão e atravessou a sala e foi até a porta. - Ah, sabia que ele vinha, porque ele falou em meus sonhos! - continuou sonhadora e Sandro, por sua vez, voltou - se, para ver quem era o príncipe encantado da irmã.


- "Ele" quem, sonda? - Sandro perguntou preocupado.


- Ele falou que viria como um ladrão! - Sonda continuou indo até o portão.


- "Ele" quem, Jesus Cristo? - continuou Sandro, interessado na bobeira da irmã.


E o sorriso de Sonda foi desfalecendo - se aos poucos, não era "Ele", era o Fred!


- É Jesus Cristo, patroa? - perguntou a empregada, aparecendo na sala. - Se for... Se for, fala para "Ele" que eu ainda não estou pronta! - a empregada bradou toda sorridente, já sabendo que era Fred que estava lá e decepcionando - se também.


- Que Jesus Cristo, mina, se liga! - Sonda bradou olhando furiosa para a empregada, que acabou levando um tremendo susto e dando três pulinhos para trás, ao ver Fred ali, parado bem na sua frente.


- John... - Sonda suspirou de olhos fechados. - Pensei que fosse o John... - Sonda olhou para Fred, querendo chorar, enquanto esse se divertia, rindo da cara dela.


- Que John é esse, Sonda? - Fred perguntou com pouco caso, enquanto Sandro olhava surpreso para ele.


- O John Lennon, oras!!! - Sonda deu de ombros, furiosa.


- O quê? - Fred gargalhou. - E o quê aquela figura viria fazer aqui, Sonda? - perguntou com pouco caso.


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