E Fred, por sua vez, ao ouvir a explosão da mãe contra Marion, passou por perto delas e exibiu um enorme sorriso sarcástico para a garota, que olhou furiosa para ele. - Você saiu na capa desse maldito jornalzinho que o teu irmão inventou de fazer, naquela maldita escola! - Zoraide bradou, olhando furiosa para Fred, que nada disse, apenas respondeu com um sorriso sarcástico.
- O quê? - Marion perguntou admirada com a situação pela qual o irmão havia colocado ela. - Fred, quem mandou você fazer isso? - Marion continuou indignada com o irmão. - E com que direito você fez isso? - Marion continuou indignada com o irmão que continuava sarcástico com ela.
- Isso tudo foi para a mãe ver o que você sempre apronta na escola! - Fred bradou ríspido, enquanto Marion olhava surpresa para ele.
- Como é? - Marion perguntou em sua defesa, ainda admirada com a capacidade do irmão. - Eu não fui a culpada, eu apenas estava no lugar e na hora errada! - Marion continuou indignada com o irmão que nada dizia, apenas dava aquele sorriso sarcástico, que todo mundo conhecia tão bem.
- É, eu só queria entender o "porque" da dona Virgínia ter chamado a mãe dos demais e não ter chamado a mamãe! - Fred continuou sarcástico com a irmã, e olhando firme para ela, em busca de uma resposta que o convencesse.
- A dona Virgínia disse que eu já sofro demais e que eu sou bastante discriminada, então... - Marion pensou um pouco para falar, pois teria que colocar as palavras certas no lugar certo, para que não houvesse discussão, entre ela, a mãe e o irmão, como sempre ocorria. - Então, ela achou por bem não chamar ninguém da minha família! - Marion respondeu apenas a verdade e pode observar um sorriso bem sarcástico nos lábios do irmão dela que a odiava com toda a força do mundo!
- Mas, então, se a dona Virgínia acha isso, eu não acho! - Fred respondeu sarcástico. - Eu só acho que você gosta de provocar as pessoas e de ficar nos pés dos outros! - Fred continuou olhando sarcástico para Marion, que sentia nele um tremendo ódio. - E você pensa que eu não sei que o Zinho está louco por você? - Fred, por sua vez, fuzilou - a com o olhar e Marion, por sua vez, até engoliu em seco, tamanha atitude do irmão.
- O quê? - Zoraide perguntou surpresa e olhando feio para Marion. - Quem é esse tal de Zinho, filho? - Zoraide perguntou, ainda olhando feio para Marion, que nada dizia, apenas engolia em seco, com medo da mãe e do irmão.
- Um garoto lá, que já repetiu a quarta série e acabou sendo removido para a sala de Marion, em troca do nojento do Dudu, pois esse Zinho estava em sala errada, mamãe! - Fred comentou furioso, enquanto Marion olhava surpresa para ele, não acreditando na atitude do irmão. - E depois que ele chegou na sala de Marion, não demorou muito, apaixonou - se por ela! - bradou, apontando para Marion, enquanto Zoraide olhava feio para a filha. - E o pior que ele vai repetir novamente, se ele bobear! - Fred continuou em tom de crítica. - E o pior de tudo, mamãe, é que a Marion também vai repetir! - Fred, por sua vez acabou revelando o segredo que Marion gostaria que a mãe não soubesse ainda. "- Ih, será que ele já sabe do Acácio?" - Marion suspirou desanimada, enquanto a mãe olhava feio para ela.
- Ah, então quer dizer que você já está condenada a ficar mais um ano na quarta série, Marion? - Zoraide, por sua vez, explodiu olhando com ódio para a filha, que baixou a cabeça triste e querendo chorar.
- E fora o Zinho, ela tem outro cara que está no pé dela que eu não sei quem é! - Fred comentou com o olhar reprovador, enquanto Marion olhava assustada para ele. - Mas, dizem as mãs línguas que o cara sempre foi loucão por ela! - Fred bradou, medindo a irmã de cima em baixo, enquanto Marion, por sua vez, sentia - se totalmente constrangida com a ação do irmão. - Mas eu sei que se nós apertarmos a Marion, daí não sai nada! - Fred bradou, apontando para Marion e olhando feio para ela, que nada dizia, pois engolia em seco, de medo do irmão e da mãe, pois ambos olhavam feio para ela. - Mas eu prometo para a senhora, que eu vou descobrir tudo sobre o assunto e depois trago a informação completa para a senhora, mamãe! - Fred bradou, ainda olhando feio para Marion e pegando o jornalzinho que estava encima da mesa a fim de ir para o seu quarto.
- Isso se você não publicar no jornalzinho primeiro, não é, Fred? - Marion olhou furiosa para o irmão, que por sua vez, olhou sarcástico para ela.
- Se eu te der uma tremenda surra na frente de todo mundo, aí sim, vai sair publicado! - Fred bradou ríspido e retirou - se furioso, dirigindo - se para o seu quarto.
- Não mexa com o seu irmão! - Zoraide bradou, retirando - se furiosa e dirigindo - se até o quarto do filho, a fim de conversar melhor sobre ela, já que ela era o assunto do momento.
E Marion, por sua vez, também não queria ficar sozinha ali, naquela maldita cozinha e acabou retirando - se e também indo para o seu quarto também, esperando o almoço sair, porque não queria mais encontrar com aquela mãe que Deus havia lhe dado e que não gostava dela!
E o dia seguinte raiou e todos foram para a escola, uns felizes porque já sabiam que até o final do ano passariam de ano e outros... Amargurados, assim como Marion e Sonda que já sabiam que iam repetir, pois tinham até chances de passar, porém não se importavam...
E nesse dia, que havia raiado tranquilo, bateram na porta da sala de Sonda, e ela, como sempre, requisitada para abrir a porta, foi toda feliz, afinal de contas, ela era a monitora da sala e como a tal, tinha certas responsabilidades...
Pensando que fosse seu namorado Acácio, que estava querendo falar com ela, já que eles tinham discutido, por ele estar gostando de Marion.
- O inspetor Gomes com uma mina do lado! - Sonda bradou desanimada, enquanto a professora, foi logo atender à porta.
E Sonda, por sua vez, foi para o seu lugar, olhando feio para Marion, e Zinho, por sua vez, até arrepiou - se ao ver o jeito que a garota, comia Marion com os olhos, e seu olhar era tão forte, que podia até matar a pobre da Marion.
- Temos colega nova! - a professora bradou voltando - se para a sala, toda animada, recebendo em troca o silêncio dos alunos, que ficaram em silêncio, contemplando a nova garota e não satisfeitos com a mesma, os garotos, principalmente os garotos, começaram a vaia - la, e a nova garota, por sua vez, ficou totalmente sem graça, e o inspetor ficou surpreso, olhando para a sala, insatisfeito, com tamanha recepção, e Sonda, por sua vez, começou a rir da recepção, que estavam dando para a garota, com vaias totalmente estridentes de tão altas que estavam.
- Não liga não, filha! - a professora tentou tranquilizar a nova garota, passando a mão pelas costas da mesma, que deu um sorriso amarelo e inconformado pela recepção decepcionante dos futuros colegas.
- Caramba! - o inspetor Gomes admirou - se. - Vocês querem quem aqui? - perguntou ríspido com a sala. - Vocês querem a Miss Brasil? - continuou furioso, e vendo que a sala estava quieta, que até dava para ouvir o barulho dos mosquitos que circulavam por lá.
- Nós queremos a Bunnie! - todos os garotos responderam em uníssono, enquanto o inspetor olhava surpreso para Zinho, pois ele era o único que não havia falado o mesmo.
- Zinho, eu posso saber o "por quê" de você não querer a Bunnie? - Gomes perguntou, olhando bem no fundo dos olhos do garoto.
- Porque eu não a quero, seu Gomes! - Zinho respondeu sério. - A única pessoa que eu quero é a Marion e ela sabe disso! - bradou feliz e todos aplaudiram, enquanto Marion, por sua vez, ficou sem graça.
- Não liga não! - a professora olhou sério para a nova garota. - Eles são assim mesmo e nem todos te recepcionaram assim! - a professora bradou, vendo que a garota tinha ficado muito triste com a recepção dos novos colegas. - E qual é o seu nome, garota? - a professora perguntou olhando simpática para a garota.
- Cleide, o meu nome é Cleide! - a garota respondeu com a voz sumida, e mal conseguia erguer os olhos por causa da tremenda recepção da sala.
- Vocês estão vendo o que vocês fizeram com a garota? - Gomes perguntou olhando feio para os garotos, que novamente faziam um tremendo silêncio, respeitando à palavra do inspetor.
- Entre, procure um lugar para você e sinta - se à vontade! - a professora fez o gesto para que Cleide se acomodasse na sala, junto com os demais que não a receberam muito bem, e seu lugarzinho foi lá no fundo, já que na frente, os espertos, ou pelo menos os que diziam ser espertos, acomodaram - se.
Sentou - se perto de Zinho e de Marion, que não a receberam daquele modo.
- Aquelas garotas ali, não me toparam nenhum pouco! - Cleide comentou ao sentar - se perto de Marion e Zinho que olharam para ela com atenção.
- Ah... Elas são esquisitas assim mesmo! - Zinho comentou baixinho para que elas não escutassem, pois todas elas olhavam para eles.
- Vocês são namorados? - Cleide perguntou mal sabendo que o coração de Zinho ficou desconpassado com a pergunta feita por ela.
- Não, nós não somos namorados! - Marion foi logo respondendo, antes que Zinho falasse besteira.
- Não somos porque você não quer, Marion! - Zinho respondeu delicado, enquanto Cleide, por sua vez, olhava sorridente para os dois.
Cleide era uma bela mulata, de olhos e cabelos lisos e castanhos escuros, usava cabelos curtíssimos, ao contrário da maioria das garotas, seu rosto era oval, lábios grossos, voz grossa e forte, e seu temperamento era fortíssimo, como o de Sonda.
Bateu o sinal para o intervalo e todos saíram alvoroçados, pois tinha merenda boa, porque quando não tinha... Quando não tinha, ninguém corria!!!
- Eu acho melhor nós irmos atrás desse bando de covardes! - Sonda bradou furiosa, enquanto Eleomara e Nina, sorridentes, acataram a idéia.
- Sonda, por quê você não deixa para brigar lá fora? - Nina perguntou, querendo dispersar - se da briga, pois não queria levar culpa de nada.
- Olha aqui! - Sonda apontou o dedo para Nina, que até assustou - se, pensando que a briga se voltaria para o lado dela. - Desde o início do ano, quando eu a vi pela primeira vez, na nossa sala, que eu estou querendo pegá - la! - Sonda continuou furiosa com Nina, que a encarava surpresa e ainda com medo de levar uma tremenda de uma bordoada. - E agora você está querendo estragar tudo, Nina? - Sonda continuou furiosa com a garota, que continuava engolindo em seco, enquanto Eleomara ria feliz, e louca para que a briga voltasse contra Nina, assim, aquela garota nojenta, metida e insuportável, pararia de andar com elas, de uma vez por todas! - Se você quiser ir embora para ver tudo de longe, vá! - Sonda bradou, dando de ombros, para mostrar que não queria mesmo que Nina ficasse ali para a suposta briga. - Eu não preciso de você para brigar, porque eu me garanto sozinha! - continuou furiosa com Nina, que nada dizia, pois arrependia - se de tudo o que havia dito para Sonda.
- Não, Sonda, não foi isso que eu quis dizer! - Nina, por sua vez, conseguiu desculpar - se, enquanto a garota continuava olhando feio para ela. - Na escola você sabe que não pode ter brigas! - Nina bradou, tentando salvar - se de uma suposta suspensão.
- E se não pode, agora vai ficar podendo! - Sonda, por sua vez, deu de ombros, enquanto Nina a olhava surpresa e com medo de burlar as leis da dona Virgínia. - Qual é que é, sua destruidora de lares? - Sonda perguntou, aproximando - se de Marion, que a olhou surpresa para ela e seu coração acelerou - se, e seu corpo todo amoleceu e não tinha como escapar dali, pois o jeito era discutir!
- Destruidora do quê? - Marion perguntou, fingindo - se de desentendida. - Mas o quê foi que eu fiz? - Marion perguntou, tentando defender - se, pois sua boca estava seca e não criava nem saliva, nem tampouco para ela engolir.
Zinho, por sua vez sorria, e não saia de perto dela, nem tampouco Cleide, que estava ali, apenas para ajudar e não para atrapalhar!
- Você foi a responsável pela briga entre o Zinho e o meu primo! - Sonda, por sua vez, apontou para Zinho, que continuava sorridente. - Também é responsável pelo quebra pau entre a minha tia e a mãe do Zinho! - Sonda continuou colérica. - E agora vem querer dar uma de desentendida? - Sonda continuou no mesmo tom colérico. - Quem você pensa que é? - continuou furiosa e louca para dar logo um violento tapa na cara de Marion e voar encima dela logo, pois sabia muito bem que a garota iria apanhar feito uma mosca morta e jamais reagiria, de tanto medo que tinha de apanhar dela! - E você ainda é a responsável pela briga entre os meus tios! - continuou no mesmo tom. - E a maldita briga entre eles, foi porque você estava fazendo sei lá o quê, com o meu tio, dentro do carro dele a ainda por cima, sentada no lugar de honra da minha tia! - Sonda bradou, apontando o dedo para cima, enquanto a roda formava - se para ver a suposta briga e Fred, por sua vez, corria com as malditas apostas.
- Olha aqui! - Marion, por sua vez, criou coragem, pois estava possuída por uma força estranha, e começou a apontar o dedo na cara de Sonda, que olhou para ela de boca aberta. - Você está insinuando que eu estava namorando o seu tio, dentro do carro dele? - Marion perguntou indignada, vendo que Sonda ainda estava de olhos arregalados de tão surpresa que estava com a atitude dela, enquanto Nina e Eleomara olhavam - se ainda admiradas pelo que Marion estava fazendo com Sonda.
- Eu nunca pensei que o Zinho fosse te transformar assim, Marion! - Sonda bradou furiosa, enquanto Marion ria da cara dela, com muito sarcasmo. - Você ainda confia na amizade dela, Zinho? - Sonda voltou - se para Zinho, preocupada. - Depois do que ela fez entre você e o Dudu? - Sonda perguntou, ainda indignada e não acreditando no que estava acontecendo.
- Claro! - Zinho deu de ombros, não importando - se com a opinião de Sonda. - A amizade entre eu e a Marion, não vai interferir em nada em minha vida! - Zinho continuou furioso com Sonda, que continuava surpresa com a atitude dele. - E a minha briga com Dudu, foi porque eu estava defendendo a Marion! - Zinho continuou furioso com Sonda, enquanto essa ficava vermelha e furiosa, por ver que Marion tinha conseguido a amizade do garoto popular e brincalhão, que ela até achava legal!
- Você gostaria que eu fosse aquele cordeirinho do início do ano, somente para você me fazer de gato e sapato? - Marion perguntou furiosa com Sonda, que não estava acreditando no que estava ouvindo daquela garota medrosa.
- Eu? - Sonda perguntou indignada e às gargalhadas, e logo virou - se para Nina e Eleomara, porque não estava acreditando nas palavras de Marion.
E o pátio da escola já estava lotado!
Porque todos avisavam a todos, sobre a suposta briga, e com isso, a notícia crescia e acabou espalhando - se até a direção da escola, que deixou o pau rolar, sem saber que se tratava de Sonda!
- Briga meu!!! - Dudu bradou para os seus colegas de sala, ao menos, sem saber que era a sua prima que brigava e ele liderou o grupo de garotos, que foram junto com ele, sem ao menos saber quem era que estava discutindo, só sabiam que era briga entre duas garotas!
- É você mesmo! - Marion apontou para Sonda, que ficou totalmente sem graça e depois, ficou encarando - a com a maior fúria do mundo!
E Zinho, por sua vez, percebia que Marion, com todo aquele medo, estava saindo - se muito bem, perante Sonda, que ainda estava surpresa pelo que estava acontecendo.
Era a primeira briga da vida de Marion, e ela ainda não sabia brigar, como ela dizia a todos.
E as fotos eram tiradas, para serem publicadas no jornalzinho da escola, pois Fred aproveitava tudo, mas tudo mesmo, pois ele nem sabia quem era que estava brigando, pois os seus acessores tiravam as fotos, já que ele distribuía os papeizinhos de apostas e recebia o dinheiro, afinal de contas, quem tomava conta da parte financeira do jornalzinho era ele, pois ele não confiava em mais ninguém para isso!
- Eu não acredito! - Sonda meneou a cabeça em negativa, enquanto Marion olhava para ela, já sabendo que estava saindo - se muito bem na suposta briga.
- E não venha se fazendo de besta, não! - Marion bradou, meneando o dedo em negativa, enquanto Sonda olhava para o dedo dela. - Porque eu conheço muito bem você, pelo pouco tempo que estudamos na mesma sala! - Marion, por sua vez, continuou firme, enquanto Sonda, por sua vez, continuava surpresa com a reação da garota que não sabia brigar. - E dá muito bem para saber a sua fama! - Marion continuou furiosa, e olhando muito bem para a cara de Sonda, que ainda estava assustada com a reação da garota.
- É mesmo, Marion? - Sonda perguntou com pouco caso. - A garota mais pedante da escola reparando nas pessoas! - Sonda continuou, no mesmo tom de fúria e dando irônicas gargalhadas.
E Rafaela, que via a briga de longe, ficou satisfeita e sentiu - se vingada, pois Marion, que também não sabia brigar, estava conseguindo!
- Escuta aqui, sua perua! - Marion bradou furiosa, enquanto Sonda a olhava ainda mais surpresa. - Você não tem o senso do ridículo! - Marion continuou vermelha e furiosa, enquanto Sonda a encarava, esperando o momento que ela desistiria de tudo aquilo e começasse a chorar, mas só que não foi bem isso que aconteceu. - Acha que todo mundo tem medo de você! - Marion, por sua vez, continuou, no mesmo tom de fúria.
- É mesmo? - Sonda perguntou furiosa, não tendo palavras para responder para Marion, que continuava sorridente e feliz, pois Zinho, continuava olhando feliz para ela e gostando de seu desempenho na briga. - Você sabe que o Cacio gosta de você, não é? - Sonda perguntou, bem na hora que Acácio estava conseguindo entrar quase que no meio da roda para ver que sua namorada estava discutindo com sua amada Marion, e seu coração acelerou ao constatar o que era extremamente a verdade, e ficou nervoso e ansioso.
E aquela garota meiga que Sonda achava que para nada servia, estava proferindo - lhe palavras que a deixavam totalmente desconcertada, coisa que jamais tinha acontecido em outras brigas.
- Eu já desconfiava disso, Sonda! - Marion bradou sorridente e convencida com a situação que se seguia, enquanto Sonda a olhava com muita fúria e Acácio, por sua vez, ficou feliz, por saber que Marion tinha conhecimento do fato dele gostar dela. - E você também sabe que o Zinho brigou com o Dudu para me defender? - Marion perguntou, provocando Sonda, que estava mordendo os lábios de tanta raiva que sentia, e louca para voar encima de Marion e acabar logo com ela, só que Marion, por sua vez, não percebeu a situação de perigo, pela qual ela estava passando, e se Marion percebesse que Sonda estava querendo voar encima dela, logicamente, ela pararia com toda aquela discussão idiota, e sairia correndo a três dias de distância de Sonda e nunca mais voltaria para se encontrar com ela em nenhum lugar.
- Olha aqui! - Sonda apontou o dedo para Marion, com muita fúria. - Você tem causado muitos problemas para mim e para minha família e tem sido a culpada por tudo o que acontece e o que aconteceu, desde o primeiro dia que eu pisei naquela sala, e eu já não estou mais te suportando, eu quero que você suma daqui! - Sonda apontou para fora da roda, enquanto Marion, a olhava sorridente, pois sabia que tinha atingido Sonda no alvo. - E se dane lá, com os seus e nunca mais apareça aqui nessa escola! - Sonda bradou colérica. - E você não sabe se defender sozinha, querida? - Sonda perguntou, com um ódio colérico. - As pessoas acabam até rompendo amizades e se ferrando por sua causa! - Sonda continuou furiosa, enquanto Marion, continuava com seu sorriso sarcástico.
- Eu nunca tive amizade com o Dudu, Sonda! - Zinho bradou furioso. - E nem me ferrei por causa de Marion! - Zinho bradou descordando do que a garota estava dizendo para Marion, e Sonda, por sua vez, ficou encarando Zinho, que continuava com seu sorriso sarcástico.
- Eu não sei me defender mesmo! - Marion deu de ombros furiosa. - Mas eu tenho quem me defenda! - olhou feliz para Zinho, que logo sorriu para ela, todo feliz e convencido, por estar protegendo sua amada Marion.
E para estragar, Fred apareceu bem na sua frente, e continuou olhando feio para ela.
- Degraçada! - Fred bradou entre os dentes, vendo que Acácio olhava para ele, todo sorridente, enquanto esse, cuspia no chão, desprezando o garoto.
- Nossa, isso não é supresa nenhuma, Marion! - Sonda bradou ainda colérica. - Pois todo mundo já sabe que o Zinho morre de amores por você! - Sonda bradou no mesmo tom. - A pobre coitada não se defende, pois tem em quem se encostar! - Sonda gargalhou, vendo que Marion olhava furiosa para ela.
- E você é uma pobre coitada, porque tem inveja, pois não tem ninguém que a defenda! - Marion continuou furiosa, enquanto Fred ria das palavras burras da irmã, pois sabia que Sonda não precisava de defesa, pois ela sabia muito bem se defender, ao contrário de Marion. - Nem mesmo o seu namorado, que está bem ali, vem te defender! - Marion apontou para Acácio, que logo ficou vermelho de paixão, pois seu coração acelerou - se ainda mais. - Ele está lá, assistindo à nossa discussão todo sorridente sem ao menos vir aqui, para tomar as suas dores! - Marion gargalhou com maldade, enquanto Sonda, crispava os lábios de fúria, pronta para atacá - la.
Acácio, ao escutar aquilo, ficou sério, e Sonda, por sua vez, olhou furiosa para trás, acreditando piamente nas palavras proferidas por Marion, e Sonda, por sua vez, comprovou, que seu namorado estava bem ali, no palco que tinha no pátio para a apresentação de desfiles e teatros que tinham na escola.
- Uhn... - Sonda gargalhou ainda maldosa. - Eu pensei que a feiosa não tivesse ninguém que olhasse para ela, e nem tampouco que a defendesse! - Sonda bradou, querendo parar logo com aquela discussão idiota e resolver logo aquela maldita briga no muque, assim, ela bateria logo em Marion, e tudo ficaria resolvido, pelo menos a sua raiva passaria! - Mas... No entanto, eu posso ver que tem logo dois que suspiram por ela! - Sonda bradou, ainda com pouco caso, e mais inveja ainda da rival, por ter até seu namorado, gostando dela...
- Mais errada do que você, não existe no mundo, Sonda! - Marion bradou dando gargalhadas e Sonda, por sua vez, ficou furiosa e cabisbaixa, coisa que nunca acontecia, e até mesmo Nina e Eleomara estavam surpresas pela atitude da garota, que até ficou cabisbaixa com a situação provocada por Marion.
- A garota mais pedante da escola, vem dando lição de moral! - Sonda continuou furiosa com Marion, que apenas sorria com sarcasmo. - Que interessante! - Sonda continuou no mesmo tom de fúria.
- Engraçado! - Marion olhou ainda furiosa para Sonda. - Eu também acho bastante interessante, uma garota tão insuportável assim como você, ter um namorado tão lindo assim como o Cacio! - Marion bradou, apontando para Acácio, que sentiu - se feliz e satisfeito de ter sido elogiado pela garota que ele mais amava na vida!
E Acácio, por sua vez, sentia - se o rei dos gatos da escola, e todos que estavam ali no meio da roda, ficaram vaiando Sonda, porque ela não estava respondendo à altura as frases proferidas por Marion.
E isso fez com que a garota ficasse mais furiosa ainda e sentisse vergonha de não estar conduzindo tão bem uma discussão, e pela primeira vez, uma garota tirava vantagem sobre ela!
Pois Sonda só sabia bater e não discutir, e por isso, estava em desvantagem!
- Olha aqui, sua insuportável, destruidora de lares, causadora de discussões entre amigos, nenhuma sujeitinha assim, como você vai tentar roubar o meu namorado! - Sonda continuou furiosa com Marion, já percebendo que Marion e várias garotas, estavam com os olhos encima de Acácio. - Nem mesmo a Miss Brasil vai conseguir roubá - lo de mim! - Sonda continuou furiosa com a garota, que continuava exibindo seu sorriso sarcástico, enquanto isso Marion, começou a perceber que estava pisando em terreno de solo falso, pois Sonda estava olhando para ela ameaçadoramente.
- Quem sabe até um dia, eu posso roubá - lo de você, Sonda! - Marion gargalhou, vendo que Sonda estava furiosa com ela, mas resolveu arriscar e Zinho, por sua vez, também percebeu que Sonda estava pronta para atacar a sua amada Marion. - Ou até quem sabe outra, se no caso não for eu! - Marion olhou para Nina, pois sabia que ela também queria Acácio, assim como ela!
Nina, por sua vez, ficou sem graça com aquela situação, planejada por Marion, e logo Sonda olhou - a também e ficou mais furiosa ainda com a situação provocada por Marion.
- É mesmo, queridinha? - Sonda perguntou ainda furiosa. - Precisa ver se ele vai te querer mesmo ou se ele apenas falou isso, por estar inseguro quanto a... - Sonda, por sua vez, não sabia o que falar, e se perdeu...
- Quanto a você, Sonda? - Marion perguntou furiosa, dando mais uma cartada, onde todos novamente vaiaram Sonda, que ficou muito vermelha, e ainda mais colérica, pronta para atacar, mas só que não teve coragem, porque Marion estava ali com Zinho, e a nova garota perto dela, e estes estavam funcionando como escudos para ela e Zinho, por sua vez, já tinha brigado com o Dudu, por causa de Marion, e não custava nada, ele também defendê - la, esquecendo - se de que ela é uma garota frágil e sensível!
Não tinha gostado da garota nova, e por esse motivo não havia selecionado - a como sua amiga.
- O Cacio não é o Zinho para gostar de resto! - Sonda também deu sua cartada, ao passo que Marion dava risada da cara dela.
- A única resposta que você conseguiu dar foi essa? - Marion perguntou, escandalizada, enquanto Sonda olhava admirada para ela. - Pelo amor de Deus! - Marion meneou a cabeça em negativa. - Inventa outra coisa, ou então... Então não fala nada, oras! - Marion deu de ombros, ainda indignada pela resposta dada por Sonda, enquanto essa a olhava furiosa. - E outra coisa... - Marion pensou um pouco para falar. - Eu prefiro ser resto, do que ser uma vaca de presépio assim como você! - Marion bradou, vendo que Sonda havia ficado surpresa com a resposta dada por ela.
- E eu prefiro ser vaca de presépio, do que ser santa do pau oco, assim como você! - Sonda bradou colérica. - Que causa, com essa santidade toda aí, brigas nas famílias dos outros! - Sonda explodiu, querendo chorar, e nem Sandro, que estava ali, vendo a discussão entre as duas, não estava acreditando, no que estava acontecendo com a irmã, que sempre vinha munida de coragem, pois Sonda estava perdendo a discussão para Marion e isso era inacreditável.
Ah, mas é muito interessante e pouco provável, Sonda! - Marion bradou furiosa, enquanto Sonda estava engolindo o choro. - Você já está acostumada a rodar bolsinhas no Brás, e quando vê uma santa na sua frente, até mesmo aquelas que estão lá, presas na igreja, falta só tirar a roupa e anunciar para todas elas que você não é mais virgem! - Marion continuou dando a cartada mais forte que tinha, e Sonda, por sua vez, ficou ainda mais furiosa com a situação provocada por Marion.
- Rodar bolsinhas no Brás? - Sonda perguntou escandalizada com aquilo tudo. - E que eu não sou mais virgem? - Sonda perguntou, ainda ressentida com tudo aquilo. - Como você pode falar uma coisa dessas? - Sonda continuou escandalizada. - Sendo que você nem ao menos sabe da minha vida! - Sonda continuou furiosa. - Eu sou virgem sim, e nunca rodei bolsinha em lugar nenhum! -Sonda, por sua vez, continuou furiosa com Marion. - Só porque eu tenho namorado, não significa que eu não seja mais virgem! - Sonda continuou furiosa, anunciando para todo mundo, que tudo aquilo que Marion falava sobre ela, era uma tremenda mentira! - E você foi longe demais, Marion! - Sonda continuou furiosa, e partindo para cima de Marion, que acabou esquivando - se, pois sabia que apanharia muito da garota, pois ela estava visivelmente furiosa com ela, e Zinho, por sua vez, foi mais rápido, passando à frente de Marion e assim, segurando na mão de Sonda, que ficou suspensa no ar, para que Sonda não a atingisse e Cleide foi o escudo de Marion, além de Zinho, colocando - se na frente dela, para que Sonda a atingisse, e não atingisse Marion.
- E não se atreva a tocar um dedo nela, que eu te mato! - Zinho bradou colérico e olhando Sonda de olhos arregalados, ao passo que Sonda o encarava com muita fúria, e Sandro, que estava vendo a cena, não gostou do que Zinho estava fazendo com sua irmã, por causa de Marion, e realmente percebeu que o garoto era apaixonado mesmo por Marion.
Sandro, por sua vez, tentou ir para o meio da roda, com o intuito de defender a irmã, mas Fred, que estava gostando de ver Sonda na berlinda, não por causa da sua irmã, é claro, mas por causa da rejeição de Sonda com ele, então, enfiou - se no meio, detendo Sandro, que ficou furioso com a ação do garoto.
- Deixa Sandro, deixa! - Fred bradou, segurando - o com toda a força do mundo. - Se acaso ele fizer alguma coisa contra a Sonda, aí sim, nós vamos lá detê - lo! - Fred prometeu, enquanto Sandro olhava furioso para ele, e Acácio, por sua vez, ria da situação, pela qual a namorada estava passando, pois também sentia - se vingado por Marion!
- A corajosa e rainha das brigas, não vem mais me bater? - Marion insultou, sob os olhares apreensivos de Cleide.
- Ih, cara, ela quer mesmo briga! - Dudu bradou, vendo Acácio olhar furioso para ele, e todos começaram um tremendo alvoroço, ao ouvir a voz de Dudu.
- Chega Marion! - Zinho bradou, pegando na mão da garota, e puxando - a para si, vendo que não ia dar certo aquela discussão que só levaria à ira e ao ódio de Sonda, e ele detestava isso!
E Sonda, por sua vez, ficou ali plantada, pois todos dispersaram - se, até mesmo Nina e Eleomara, e assim, os papeizinhos das apostas foram devolvidos pelos que apostaram e todos estavam com o nome de Marion como a vencedora da situação, e quando Fred pegou os papeizinhos, viu que isso poderia ser usado contra a irmã, e Sonda, por sua vez, ainda estava de boca aberta, coração acelerado, e observando Marion sumir junto ao Zinho e à garota nova.
- Você, mesmo, seu safado! - Fred bradou furioso, vendo Acácio saindo de fininho e Acácio, por sua vez, voltou - se, sabendo que não iria poder escapar da conversa que Fred queria ter com ele, e já sabia, pois se Fred sabia de tudo agora... Agora seria a vez dele!
- O quê foi? - Acácio perguntou, encarando Fred com muita fúria.
- Você gosta mesmo da minha irmã? - Fred perguntou, fingindo - se amável, apenas para dar segurança ao garoto, que o encarava furioso.
- E eu preciso te dar satisfações dos meus atos? - Acácio perguntou nervoso e com medo de ter que brigar com o garoto.
- Eu só quero saber, porque você e a minha irmã nunca vão ficar juntos! - Fred bradou colérico. - Porque eu vou lutar contra e já que você nunca quis a minha amizade por eu ser um Fontanni, então... Eu jamais vou apoiar um futuro namoro entre vocês, porque você é um Sandolli e eu não quero Sandollis na minha família! - Fred encarou o rival, com chispas de ódio no olhar.
- Não tem problema Fred! - Acácio deu de ombros, totalmente despreocupado. - Porque você é o último que eu quero ter apoio! - Acácio bradou, vendo Sandro vir em seu socorro e logo saíram, sob os olhares reprovadores de Fred.
- O quê foi que aconteceu agora? - Sandro perguntou preocupado.
- O Fred veio tirando satisfações comigo, por saber que eu gosto de Marion! - Acácio bradou chateado.
- Ele queria brigar com você? - Sandro perguntou preocupado.
- Mais ou menos! - Acácio deu de ombros. - O que ele queria mesmo era me alertar pelo fato de ele não aprovar o nosso futuro relacionamento, por eu ser um Sandolli, já que eu não quero a amizade dele, por ele ser um Fontanni! - Acácio bradou chateado.
- E o quê você disse, primo? - Sandro perguntou ansioso.
- Eu disse para ele, que ele é o último que eu quero apoio! - Acácio bradou, sob as gargalhadas sonoras do primo, enquanto Fred também seguia para a sala, quase junto com eles, apenas para ouvir o que os dois falavam sobre ele.