Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Conversa...

- Essa mina aí apronta com todo mundo! - Zinho bradou dando as costas para Cleide, que olhava surpresa para ele, enquanto ele puxava Marion que olhava furiosa para a mesma. -E olha que eu não estava com tanta raiva de você, Cleide! - Zinho continuou olhando furioso para a garota que chorava copiosamente. - Mas a minha raiva de você, Cleide, aflorou mais ainda, depois que eu vi a minha irmã furiosa com você! - Zinho continuou no mesmo tom de fúria e num meio sorriso maroto. - A raiva que eu tinha de você, Cleide, infelizmente transformou - se em ódio! - Zinho deu uma gargalhada maldosa, assustando a garota chorosa.
- Ódio? - Marion perguntou, cutucando Zinho, que olhou surpreso para ela. - Mas um cirstão não pode sentir ódio de ninguém, Zinho! - Marion repreendeu o garoto, que olhou para ela todo sorridente.
- E desde quando eu sou um cristão fervoroso, Marion? - Zinho perguntou, olhando carinhoso para a garota sorridente, enquanto Cleide, por sua vez, observava tudo calada.
- Mas só me deixa saber uma coisa, Zinho... - Marion olhou sério para o garoto sorridente.
- Pode perguntar! - Zinho deu de ombros, olhando feliz para a amada.
- Esse ódio todo que você diz está sentindo por ela, foi porque ela aprontou comigo? - Marion perguntou curiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para o irmão.

- Ele vai acabar caindo na dela novamente e vai acabar respondendo que "sim"! - Bunnie comentou furiosa.
- É verdade! - Sandro, que passou por ela, junto com Acácio, comentou, enquanto Bunnie, por sua vez, olhou surpresa para o garoto sorridente.

- Também! - Zinho respondeu feliz, aliviando a irmã, enquanto Marion, por sua vez, sorria satisfeita e convencida de que Zinho gostava mesmo dela!
- Mas por quê isso tudo, Zinho? - Marino quis saber, enquanto Bunnie, por sua vez, sorria aliviada para Sandro,  convencendo ao garoto, de que eles podiam ter uma chance no futuro.

-  Calma, cara, calma! - Acácio aconselhou ao primo, que ficou totalmente sem graça.

- Porque você é muito especial para mim, Marion! - Zinho sussurrou bem baixinho, recebendo em troca, o belo sorriso da garota convencida, enquanto Bunnie, por sua vez, observava tudo furiosa, e olhando - o de canto. - E você sabe muito bem o "porque" de você ser tão especial para mim, Marion! - Zinho continuou aos suspiros e chegando cada vez mais perto da garota sorridente.
- Sabe de uma coisa, Zinho? - Marion arregalou os olhos para o garoto que já fechava os olhos pronto a beijá - la bem no intervalo da escola. - Para mim, você nunca foi tímido! - Marion afastou - se um pouco, para não ser beijada por ele, totalmente encabulada, enquanto o garoto, por sua vez, olhava para ela totalmente decepcionado. - Mas agora eu percebo que você é muito tímido Zinho! - Marion continuou encabulada, enquanto o garoto apaixonado, por sua vez, suspirava desanimado com a situação.
- Mas por quê você agora está achando que eu sou tímido, Marion? - Zinho perguntou curioso. - Porque eu quase te dei um beijo? - Zinho continuou ansioso para beijá - la.
- Não, Zinho! - Marion bradou furiosa, quebrando todo o encanto apaixonado entre os dois.
- Então por quê você me acha tímido, Marion? - Zinho perguntou, também alterado.
- Porque você está vermelhinho! - Marion explicou, apontando para o rosto do garoto, que logo cobriu - o com as mãos. - E você fica lindo assim, todo vermelhinho! - Marion continuou romântica e sorridente, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para ela, como uma vontade louca de dar - lhe um beijo apaixonado!
E ele faria qualquer coisa para ela esquecer - se de Acácio!

- Que peruca é essa, sua louca? - Bunnie perguntou, às gargalhadas, trombando em Eleomara que passava por ela e a olhava surpresa e assustada.
- Essa peruca aqui é da minha mãe! - Eleomara respondeu sorridente, e parando para conversar com a bela garota, já que não tinha mais a amizade de Sonda, porque a mesma estava muito grudada no namorado Herbert.
- Eih, Eleomara! - Bunnie cutucou a garota, que ia retirando - se da sua frente e apontou para Zinho e Marion, que estavam conversando felizes e ansiosos.
- Todo mundo fala que aqueles dois estão namorando - Eleomara comentou, deixando Bunnie totalmente sem graça e furiosa com o comentário sórdido da garota.
- Só falam! - Bunnie, por sua vez, comentou furiosa. - Porque o meu irmão não está namorando com aquela coisa esquisita! - Bunnie respondeu revoltada e com certa repulsa de Marion, enquanto Eleomara percebeu o tom furioso da bela garota e logo calou - se. - Mas eu tenho uma idéia em relação a essa peruca esquisita, Eleomara! - Bunnie puxou a garota pela mão, enquanto essa, por sua vez, a companhou, sem resistência alguma.

- Olha lá, Herbert! - Sonda cochichou cutucando o namorado, que olhou bem na direção que ela estava apontando. - A Eleomara deixou de ter amizade comigo, somente para andar com aquela galinha! - Sonda comentou revoltada com a situação, enquanto Herbert, por sua vez, observava as duas garotas correrem para o lado de Zinho e Marion.
- Mas ela terminou a amizade com você, Sonda? - Herbert perguntou surpreso.
- Não necessariamente! - Sonda olhou furiosa para o namorado.
- Então, ela dever ter deixado de conversar com você, pelo fato de estarmos namorando, oras! - Herbert bradou sorridente, enquanto Sonda, por sua vez, calou - se, pois o namorado há havia convencido de que Eleomara não tinha terminado a amizade com ela, mas estava dando um tempo para o namoro deles engrenar, e era a pura verdade!

- Eu tenho que me aproximar o mais rápido possível de Marion! - Acácio cochichou com Sandro, que observava toda a situação entre as duas garotas, Marion e Zinho.
- Por quê você está falando isso agora, primo? - Sandro perguntou curioso.
- Porque a amizade entre a Marion e o Zinho  está muito aproximada! - Acácio respondeu chateado com a situação que ele estava observando entre os dois garotos sorridentes. - E isso tudo vai acabar dando em namoro, daí eu perco tudo, oras! - Acácio deu de ombros, ainda furioso com a situação e sendo observado por Sandro, que sentiu pena dele.
- Nunca pense nisso, cara! - Sandro censurou ao primo, que olhou surpreso para ele.
- E por quê você está me dando esse conselho, agora: - Acácio perguntou curioso.
- Porque quem ama não esquece, vai por mim, Cacio! - Sandro piscou para Acácio, que por sua vez, sorriu, entendendo ao recado que o primo estava dando para ele.

- E qual é a sua idéia a respeito da peruca da minha mãe, Bunnie? - Eleomara perguntou ansiosa.
- Você verá! - Bunnie bradou ansiosa e aproximou - se de Zinho e Marion, sendo seguida por Eleomara que estava ansiosa por saber qual era a idéia que Bunnie teve a respeito da peruca da sua mãe. - A Marion adora quando o Zinho fica vermelhinho! - Bunnie gargalhou maldosa, enquanto Eleomara, por sua vez, olhava para a bela garota com uma imensa curiosidade. - Então vamos fazê - lo ficar ainda mais vermelho! - Bunnie continuou sorridente e feliz.
- E que peruca esquisita é essa, Eleomara? - Zinho perguntou ao ver as duas garotas aproximarem - se dele e de Marion, felizes e ansiosas.
- Essa peruca esquisita aqui, é da minha mãe, Zinho! - Eleomara respondeu de mal humor, não gostando da colocação feita por Zinho a respeito da peruca da sua mãe.
- E como você vai na escola, Zinho? - Bunnie perguntou toda provocante, para ganhar tempo, quebrando a rincha entre Zinho e Eleomara, que continuavam olhando feio um para o outro.
- Você nunca se interessou por isso, Bunnie! - Zinho olhou irritado para a irmã, que sorriu lisonjeada e feliz.
- Ah, mas agora eu estou me interessando, horas! - Bunnie deu de ombros. - E não custa nada você me responder, porque, afinal de contas, Zinho, eu sou sua irmã mais velha! - Bunnie respondeu às gargalhadas, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela sem ao menos entender o comportamento da sua irmã.
- Espere aí, Bunnie! - Zinho reclamou nervoso, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava surpresa para o irmã. - O quê vocês duas vão aprontar, hein? - Zinho continuou surpreso e curioso, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava para ele com um enorme e provocante sorriso.
- E a aula de Educação Física estava legal, Zinho? - Bunnie continuou simpática com o irmão, que não estava entendendo nada sobre o que estava acontecendo.
- Bunnie, você está muito estranha para o meu gosto! - Zinho olhou surpreso para a irmã, e reprovando a atitude que Bunnie estava tendo em relação a ele. - Mas... Respondendo a sua pergunta, Bunnie, nós jogamos volei! - Zinho respondeu de cara amarrada, e Bunnie, por sua vez, ficou totalmente satisfeita, pois havia recebido a resposta educada da qual ela mais ansiava da parte do irmão.
E Zinho por sua vez, ainda olhava surpreso para Bunnie e Eleomara, que estavam observando os dois de mãos dadas e mal sabiam que estavam sendo observados por Acácio, que por sua vez, olhava furioso para Zinho.
- Marion, eu quero o seu blush emprestado! - Bunnie ordenou, enquanto Marion, por sua vez, a olhava assustada e Eleomara, por sua vez, ria da cara da pobre garota constrangida, enquanto essa, por sua vez, toda desajeitada, começava a procurar o acessório pedido por Bunnie, que estava escondido em meio às suas coisas, pois Marion escondia muito bem o acessório, para que sua mãe não descobrisse um dia, que ela levava blush para passar na escola, e assim, ganhar um tom mais corado às suas faces pálidas.
- Mas para qual motivo você quer o meu blush emprestado, Bunnie? - Marion perguntou curiosa, enquanto procurava seu acessório em meio ao seu material escolar e Bunnie por sua vez, ria do jeito da pobre garota desesperada por conseguir o que a outra pedia.
 - Não pergunte, Marion! - Bunnie ordenou ansiosa e sem paciência, pois Marion estava procurando demais pelo blush com toda a ansiedade do mundo! - Passe - o para cá que depois eu te devolvo! - Bunnie ordenou, tomando o blush da mão da pobre garota, que a olhou surpresa e totalmente sem ação, enquanto Zinho, por sua vez, observava a atitude furiosa da irmã, que retirava - se ansiosa e feliz, junto com Eleomara, que ainda olhava ansiosa para trás.
- Veja lá o quê você vai fazer com o blush da Marion, hein? - Zinho olhou para a irmã que já  estava um pouco longe, e sendo acompanhada por Eleomara, que ainda olhava para trás, toda sorridente e satisfeita pelo feito de Bunnie.
- No mínimo a sua irmã não vai devolver o meu blush, Zinho! - Marion bradou totalmente desanimada e triste com a garota que havia agido daquela forma brusca com ela.
- Ora, não se preocupe, Marion! - Zinho sorriu amável e percebendo que Marion estava aflita. - Se ela não devolver, eu vou te dar logo um estojo de maquiagem, pode ser? - Zinho olhou amável para a pobre garota, que sorriu feliz e satisfeita pela promessa feita pelo garoto.

- Agora nós precisamos pedir para alguém chamar o Zinho! - Eleomara bradou ansiosa pelo feito.
- Você já sabe o que eu quero fazer, não é? - Bunnie perguntou às gargalhadas.
- Mas é claro que eu sei, Bunnie! - Eleomara respondeu feliz.
- Então vá até o Cacio, que está aflito em ver o meu irmão de mãos dadas com a Marion e peça para chamá - lo! - Bunnie gargalhou ansiosa. - E nós o levamos para um canto e faremos o que tem que ser feito, Eleomara! - Bunnie ordenou ansiosa, enquanto Eleomara, mais que depressa aproximava - se de Acácio, que estava observando o casalzinho feliz.
- Acácio! - Eleomara aproximou - se feliz, do belo garoto, que olhou surpreso para ela. - Já que você está aí sentindo - se tão incomodado com a presença do Zinho, junto à Marion, vá lá chamá - lo, porque a Bunnie tem que falar com ele, e não me pergunte o que a Bunnie tem a falar com ele, porque eu não sei e nem imagino o que é! - Eleomara pediu toda sorridente e com jeitinho, enquanto Acácio, por sua vez, sentia - se aliviado com o pedido da garota ansiosa e dirigiu - se até Zinho e Marion, e Sandro ficou observando o primo, para salvá - lo de qualquer suposta encrenca.

- O Cacio já foi chamá - lo, Bunnie! - Eleomara aproximou - se toda ofegante de Bunnie, enquanto a mesma, por sua vez, a olhava sorridente e feliz.
- Bom trabalho, garota! - Bunnie a parabenizou toda simpática e feliz, enquanto Eleomara, por sua vez, imaginava o que Bunnie e ela iriam fazer em Zinho.

- Zinho, a Bunnie está te chamando! - Acácio aproximou - se dos dois garotos, olhando diretamente para Marion, que por sua vez, ficou surpresa com a presença do amado ali, bem na sua frente e seu coração até acelerou, junto com o coração do seu amado.
- Será que a Bunnie não está com coragem de devolver o blush para você, Marion? - Zinho perguntou, olhando surpreso para a amada, que respondeu com um sorriso feliz e satisfeito.
- No mínimo deve ser isso mesmo, Zinho! - Marion continuou sorridente e feliz. - Ela deve achar mais seguro devolvê - lo para você do que devolvê - lo para mim! - Marion explicou, enquanto Zinho, por sua vez, sorria feliz para ela e retirava - se feliz, ainda olhando para trás, enquanto Acácio, por sua vez, continuava olhando furioso para ele.
- Eu vou pegá - lo então, Marion! - Zinho resmungou, retirando - se cabisbaixo.

E Acácio, por sua vez, aproveitou - se da ausência de Zinho e ficou ali, parado, em frente à sua amada Marion, trocando olhares ousados com a garota, enquanto Fred, por sua vez, aproximava - se furioso e Sandro, por sua vez, aproximou - se rapidinho do primo, em sua defesa, pronto para conter qualquer suposta briga.
- Como vai, Fred? - Sandro aproximou - se todo sorridente e feliz, decepcionando o garoto furioso.
- Eu não vou muito bem! - Fred respondeu ríspido e ficou parado bem na frente de Acácio, encarando - o, e esse, por sua vez, mal havia percebido o que estava acontecendo e continuou olhando para Marion, que por sua vez, estava estasiada com os olhares apaixonados e ousados do amado.
- Marion, eu acho bom você se mandar daqui o mais rápido possível! - Fred ordenou colérico, enquanto Marion, por sua vez, assustava - se e nervosa com a atitude brusca do irmão, retirava - se do local e descia as escadas correndo e esbaforida, em direção à sua sala, enquanto Acácio, por sua vez, olhava furioso para Fred, que sorria com maldade.
- Primo, vamos sair daqui? - Sandro perguntou amável e pegando no ombro do pobre garoto triste e cabisbaixo, sob os olhares e sorrisos maldosos de Fred.

- No mínimo o Fred aterrorizou a Marion! - Sonda comentou às gargalhadas, enquanto Herbert, por sua vez, afagava a cabeça da namorada maldosa.

- O quê você quer, Bunnie? - Zinho perguntou aproximando - se da garota sorridente e que estava acompanhada por Eleomara.
- Falar com você, Zinho! - Bunnie o puxou para si e pela lateral do banheiro masculino e enquanto Eleomara, por sua vez, tentava passar o blush nas bochechas de Zinho, que ainda estava estasiado, porém lutando para que isso não acontecesse, Bunnie tentava segurá - lo, sem muito sucesso.
- Mas o quê é isso? - Zinho perguntou lutando, enquanto Bunnie o segurava.
- A Marion não gosta de te ver vermelhinho? - Bunnie perguntou segurando - o enquanto Eleomara, por sua vez, tentava passar o blush no rosto de Zinho, mas não conseguia ao certo, borrando todo o garoto ansioso. - Agora, coloque a sua peruca nele, Eleomara! - Bunnie ordenou nervosa, enquanto Eleomara, por sua vez, colocava a peruca na cabeça do garoto, sem sucesso, pois essa caía novamente. - Agora, você está perfeito, Zinho! - Bunnie olhou para o irmão, depois que Eleomara pegou a peruca do chão e deu uma tremenda gargalhada, enquanto Zinho, por sua vez, devencilhava - se das duas garotas sorridentes, ainda assustado.
- O quê vocês duas fizeram comigo, garotas? - Zinho perguntou com cara de bobo, enquanto as duas riam da cara dele.
- Você não percebeu ainda? - Bunnie perguntou puxando Eleomara e as duas retiraram - se dali rapidinho, enquanto Zinho, por sua vez, via o blush da amada e o pegava novamente, dirigindo - se ao banheiro dos garotos e olhando - se no espelho e retocando ainda o blush que foi passado em seu rosto.
E para fazer mais graça, Zinho passou mais blush ainda, e era isso o que ele mais gostava de fazer, chamar a atenção com as suas graças, e assim todos rirem e comentarem, mas, mal sabia ele, que o negócio pioraria para o seu lado...

- Ih, cara! - Dudu, logo após observar Zinho passando blush no espelho do banheiro dos garotos, retirou - se resmungando.
- O quê foi que aconteceu? - Sandro perguntou ansioso.
- Eu acho que o Zinho está jogando no outro time! - Dudu continuou sorridente.
- Como assim, Dudu? - Sandro perguntou ansioso.
- O Zinho estava passando blush no espelho do nosso banheiro, cara! - Dudu comentou chateado, enquanto Sandro, por sua vez, olhava ansioso para ele.
- Jura? - Sandro perguntou surpreso, enquanto Dudu, por sua vez, meneava a cabeça em sinal de positivo e com um enorme sorriso nos lábios.
- Meu Deus do céu! - Sandro benzeu - se ao ver Zinho saindo do banheiro dos garotos todo desconfiado e cabisbaixo e ainda com o blush da Marion na mão.
- E eu acho que ele não está nem aí para o disparate que ele acabou de cometer, cara! - Dudu ainda continuou comentando, surpreso pela atitude do garoto, que descia as escadas para a sua sala, totalmente alvoroçado.

- Atrasado por quê, Zinho? - a professora perguntou segurando a porta e rindo da atitude do garoto desconcertado.
- Como "atrasado", professora? - Zinho perguntou nervoso, enquanto a professora olhava para a sua cara, confirmando que realmente seu rosto estava num vermelho totalmente acentuado. - Pelo que eu saiba, é a senhora que está adiantada demais para o meu gosto! - Zinho continuou nervoso e surpreso pela atitude da professora! - Zinho bradou, passando pela professora, enquanto todos os demais colegas da sua sala, olhavam para ele e riam do jeito que ele estava se apresentando na sala.
- Você passou blush, Zinho? - Sonda perguntou, dando risada da cara do garoto, que olhou sério para ela.
- Essa é a nova moda, Sonda! - Zinho respondeu sorridente, imitando gay e com todos os mesmos trejeitos apresentados pelos mesmos.
- É mesmo, Zinho? - Sonda perguntou, mordendo os lábios, em sinal de provocação. - E de qual lugar é essa moda? - Sonda perguntou curiosa.
- De Paris! - Zinho respondeu sem saber.
- Cuidado com as doenças venérias, hein? - Sonda gargalhou, enquanto os demais gargalhavam também e Zinho, por sua vez, fazia caretas furiosas para a garota nojenta.
E Zinho sentou - se, cruzando as pernas apenas para provocar a garota e começou a mexer na sua peruca, enquanto todos os demais gargalhavam e comentavam a situação e Sonda, por sua vez, bufava, de tanta raiva que ela tinha ficado do garoto.
- Não se preocupe comigo, Sonda! - Zinho continuou imitando gay, sob as gargalhadas dos demais. - Eu não sou como você, que tem qualquer amizade, então, pode ficar tranquila, querida! - Zinho continuou com suas imitações, enquanto Sonda, por sua vez, bufava e mexia nos cabelos, totalmente furiosa e olhando para um lado só, apenas para não encarar ao garoto que se fazia de gay.
E Sonda, por sua vez, ficou totalmente cabisbaixa, com medo da reação dos demais, e ficou o tempo todo assim, enquanto todos riam e comentavam sobre as rebatidas de Zinho encima dela.
- Zinho, se você fosse tão inteligente nos estudos, assim como você é, para fazer comédia, garanto que você teria tirado nota boa na prova! - a professora começou a falar, olhando furiosa para ele. - Venha! - a professora chamou o garoto, que olhou surpreso para ela. - Venha aqui, pegar a sua prova, Zinho! - a professora continuou furiosa com o garoto, que olhava para ela surpreso.
E Zinho, por sua vez, levantou - se e foi até a professora furiosa, com o intuito de pegar a sua prova e ainda estava com os seus trejeitos de bicha.
E pensando que o garoto estava triste e sem graça, a professora entregou - lhe a prova e Zinho, por sua vez, a pegou, olhou a sua nota e voltou para a sua carteira, totalmente sem graça.
- Não tem vergonha na cara mesmo, não é? - Miú perguntou furiosa. - Você tirou "E" e não tirou "A" como deveria! - a professora continuou furiosa com o garoto e Marion, por sua vez, ficou com pena do garoto.
- Não fique chateado, Zinho! - Marion tentou consolar o garoto.
- O seu blush está aqui! - Zinho tirou o blush do bolso da sua calça e entregou - lhe à Marion, que o recebeu totalmente ansiosa e feliz.
- A sua irmã o entregou direitinho, Zinho? - Marion perguntou feliz.
- Não! - Zinho respondeu, decepcionando a pobre garota. - Ela o deixou no beiralzinho do bebedouro dos garotos e eu o peguei de volta somente para entregar - lhe! - Zinho explicou, observando a decepção de Marion.
- Então quer dizer que ela o deixou como se fosse um lixo? - Marion perguntou olhando para o seu blush, enquanto Zinho, por sua vez, olhava chateado para a pobre garota.
- Exatamente! - Zinho bradou chateado, enquanto Marion olhava surpresa para ele.

- Sonda, a sua prova! - a professora chamou a garota, que mais que depressa, levantou - se toda ansiosa e sendo observada por todos os seus colegas de sala.  - É o cúmulo, Sonda! - a professora olhou furiosa para a garota que a olhou surpresa. - Você só pinta e borda, só pensa em namorar e brigar com as garotas da escola! - a professora continuou indignada com a nota que a garota tinha tirado. - Agora, na hora de estudar, você não se importa! - meneou a cabeça em negativa, sendo acompanhada por Sonda, que olhava furiosa para ela. - E principalmente quando é prova de matemática! - a professora comentou indignada. - E eu estou vendo que terá muito repetente aqui nessa sala, inclusive quem já repetiu o ano passado! - olhou furiosa para Zinho, que nada disse, apenas olhou chateado para a mulher furiosa.
E todos os repetentes, ficaram com medo da situação, inclusive Marion, que já nem queria ver mais o resultado da sua prova de matemática, pois já tinha imaginado que tinha tirado uma péssima nota!
E Sonda, por sua vez, começou a chorar copiosamente e sentou - se em sua carteira e limpou seus olhos ao ver a sua tremenda nota "E" estampada em sua prova e ao ouvir a tremenda sentença dada pela professora maldosa e furiosa, que poderia reprovar pela segunda vez a quarta séria, quem já tinha reprovado, e era tudo que ninguém ali queria!
- Qual foi a sua nota mesmo, Zinho? - Marion cutuou o garoto, totalmente curiosa. - Foi um "E" também? - Marion cochichou ainda curiosa.
- Não! - Zinho respondeu com estupidez, surpreendendo a pobre da Marion. - Foi um "A" japonês" - Zinho continuou furioso, ao passo que todos riam da resposta dada pelo garoto, enquanto Marion, por sua vez, virava - se totalmente sem graça e chateada pela resposta dada pelo garoto. - Repetir mais uma vez a quarta série, meu? - Zinho perguntou para ele mesmo, batendo em sua cabeça, em sinal de nervosismo. - Isso vai ser totalmente demais quando a minha mãe souber! - Zinho meneou a cabeça em negativa. - O pobre coração da minha mãe não vai suportar a idéia de ter um filho repetente duplamente a mesma série! - Zinho continuou desanimado com a notícia dada pela professora furiosa.
- No mínimo ela vai te matar, não é, Zinho? - Sonda perguntou sarcástica. - Zinho, por quê você passou blush nas bochechas? - Sonda perguntou curiosa.
- Porque a Marion falou que acha bonito quando ele fica vermelhinho! - Eleomara respondeu sorridente, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ela.
- Foi por isso mesmo, Eleomara! - Zinho respondeu ríspido. - Porque eu quero que a Marion sempre me ache bonito e sempre tenha olhos para mim! - Zinho respondeu romântico e olhando diretamente para Marion, que olhou furiosa para ele.
- Esquecendo - se totalmente de Acácio? - Eleomara perguntou às gargalhadas, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para a garota atrevida.
- E para quê a Bunnie queria o meu blush? - Marion perguntou ainda chateada.
- Acho que no mínimo era para passar em mim! - Zinho continuou sorridente e ansioso.
- Eu não acredito que a Bunnie precisa de pegar o blush das outras! - Sonda olhou furiosa para Marion.
- Logo ela que anda toda maquiada! - Eleomara começou a falar toda sorridente.

- Dudu, eu preciso te contar uma novidade! - Sonda puxou o primo, sem olhar para a cara dele, bem na hora da saída.
- E qual é a novidade, Sonda? - Dudu perguntou sorridente e virando o seu rosto para trás, para que a prima não percebesse nada de estranho nele.
- O Zinho passou blush! - Sonda continuou sorridente e querendo olhar para a cara do primo e Dudu, por sua vez, olhou surpreso para a prima, sem perceber que estava mostrando - lhe o que havia feito em seu rosto. - Dudu, eu não acredito! - Sonda tampou os lábios, totalmente admirada com a situação, enquanto Dudu, por sua vez, olhava nervoso para ela, pois a prima havia descobrido o seu segredo. - E que moda absurda é essa que vocês dois estão lançando na escola? - Sonda perguntou dando três passinhos para trás, de tão horrorizada que ficou.
- Isso aqui não é nada não, Sonda! - Dudu respondeu totalmente nervoso com a situação provocada por ele. - Você sabe aquela peruca loira que estava com o Zinho? - Dudu perguntou feliz e ansioso, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para ele, sem compreendê - lo.
- A peruca que estava com o Zinho? - Sonda continuou horrorizada com a situação.
- Exatamente! - Dudu concordou feliz. - É só uma brincadeirinha, Sonda! - Dudu continuou sorridente, e exibindo seu rosto corado pelo blush.
- Ah, mas você ficou linda, prima! - Sonda viu o primo agora fazendo pose de gay no meio da rua. - Só quero ver a cara do tio, quando ele te ver assim! - Sonda gargalhou e afastou - se do primo, deixando - o totalmente sem graça e com medo do pai vê - lo assim, pois não podia confiar na língua da prima que já tinha saído correndo da frente dele.
- Não, Sonda! - Dudu começou a correr feito um louco, a fim de alcançar a prima, que corria feito uma louca desvairada. - Você não vai cometer a loucura de contar esse episódio para o meu pai, não é? - Dudu perguntou bem alto e totalmente ofegante, pois corria muito, para alcançar a prima.
- Ah, mas nem é preciso primo! - Sonda continuou às gargalhadas e temendo que o primo a alcançasse. - Eu conto tudo para a Dorise e ela mesma se encarrega de fazer o resto! - Sonda continuou às gargalhadas, enquanto Dudu, por sua vez, até mudava de cor, de tão nervoso que ele tinha ficado com a situação provocada pela prima, visto no que ele havia aprontado. - A Dorise não vai medir esforços para repassar a notícia para os seus pais, Dudu! - Sonda continuou ansiosa e feliz, louca para ver o primo na berlinda.
- Por quê o Dudu está correndo tanto, prima? - Dorise perguntou, aproximando - se da prima, que logo parou toda sorridente e Dudu, por sua vez, avistou sua irmã ao longe, indo de encontro com a sua prima Sonda.
- Ah, e pelo visto você estava escutando toda a conversa, não é, Dorise? - Sonda perguntou provocante, ao passo que Dudu, por sua vez, até parava e olhava desanimado para a prima e a irmã. - E você continua se fazendo de idiota para escutar o restante, não é? - Sonda perguntou, quase tropeçando na prima e olhando - a furiosa. - Pois é! - Sonda pigarreou, ansiosa, depois do último menear de cabeça positivo de Dorise. - O seu irmão resolveu seguir uma moda ridícula inventada pelo Zinho, na escola! - Sonda começou a falar, enquanto Dorise, por sua vez, olhava surpresa para a prima, já sabendo do que se tratava. - E agora ele vai colocar uma peruca loira a fim de cantar o Zinho! - Sonda continuou furiosa, enquanto Dorise, por sua vez, olhava para o irmão, furiosa.
- O quê? - Dorise perguntou furiosa. - O Dudu vai colocar uma peruca loira para conquistar o Zinho? - Dorise continuou surpresa, enquanto Sonda, por sua vez, meneava a cabeça positivamente. - Mas o Dudu não é bicha! - Dorise continuou ansiosa e curiosa por saber mais. - Agora que eu não arrumo nenhum namorado mesmo! - Dorise choramingou cabisbaixa, enquanto Sonda, por sua vez, olhava admirada para a prima. - Só porque o meu irmão está se fazendo de bicha, nenhum garotinho bonitinho vai se aproximar de mim! - Dorise continuou lamentando - se e surpreendendo a prima.
- Ai, eu estou com peninha de você, priminha! - Sonda ironizou, pegando nas bochechas da prima, que bufou furiosa e vermelha e Dorise, por sua vez, retirou - se furiosa de lá e Sonda, por sua vez, ficou observando a prima entrar em sua casa toda chateada com a situação provocada por ela.
- Olha aí o que você fez, Sonda! - Dudu aproximou - se furioso da prima, que olhou para ele, com um enorme sorriso largo.
- Eu nem precisei falar muita coisa, porque a Dorise estava na nossa frente, escutando toda a nossa conversa, Dudu! - Sonda continuou furiosa com o primo. - Ela só confirmou a situação. - Sonda deu de ombros e sendo observada por Dudu, que estava totalmente furioso com ela.
E Sonda, por sua vez retirou - se e passou por Bunnie e Eleomara que estava com a peruca loira na mão e Sonda, por sua vez, ainda olhou para as duas garotas, que também olharam furiosas para ela.

- Ih, o quê será que aconteceu? - Eleomara olhou furiosa para Bunnie, que ainda observava Sonda entrar em sua casa.
- No mínimo ela contou tudo para a Dorise, e vai dar a maior confusão! - Bunnie bradou, tentando puxar Eleomara, enquanto Dudu, por sua vez, olhava para elas com um pedido de socorro preso na garganta.

- Vamos, passa essa peruca para cá, porque eu vou zuar o Zinho! - Dudu ordenou, tentando pegar a peruca da mão da namorada.
- E por quê você quer zuar o Zinho? - Eleomara perguntou furiosa.
- Porque o Zinho também passou blush e ele não vai poder falar nada de mim! - Dudu explicou - se para a namorada furiosa.
- A Sonda entrou furiosa para a casa dela, e no mínimo a Dorise deve estar contando tudo para os seus pais! - Eleomara concluiu furiosa, enquanto Dudu, por sua vez, olhava sorridente para ela.
- E o meu pai vai me bater! - Dudu choramingou, chateado com a situação, enquanto Eleomara e Bunnie riam da cara dele.
- Mas você tem certeza que o seu pai vai te bater por causa de uma brincadeira, Dudu? - Eleomara perguntou curiosa.
- Ele me bateu por bem menos, Eleomara! - Dudu comentou chateado com a situação.
- E mesmo assim você vai dar um de bicha para cima do Zinho? - Eleomara perguntou curiosa. - Não vem querendo desistir não, porque você topou a brincadeira e o Zinho até te olhou surpreso! - Eleomara apontou o dedo para a cara do namorado, que ficou surpreso com a atitude da garota.
- Tira esse blush, porque amanhã nós vamos passar novamente e você vai investir no Zinho, lá no banheiro dos garotos! - Bunnie ordenou, olhando furiosa para Dudu, que retirou - se nervoso e com medo de alguém vê - lo assim em casa.

- Dorise, eu te dou quantos doces você quiser, para você não falar nada nem para a mãe e nem para o pai! - Dudu segurou o braço da irmã e tirou o dinheiro da sua mesada para entregar - lhe todinho para a sua irmã.
- Isso daqui é o suficiente para um dia só, mano! - Dorise bradou, pulando de alegria, enquanto Dudu, por sua vez, olhava furioso para a irmã e retirava - se, a fim de ir até a lavanderia e tirar toda aquela parafernália que estava no seu rosto.

- Cara, o quê é isso na sua cara? - Acácio perguntou, surpreendendo ao irmão, que olhou - o assustado e de boca aberta.
- Pelo amor de Deus, não conte nada para os nossos pais, que você me viu assim, mano! - Dudu bradou de boca seca, enquanto Acácio, por sua vez, ria da cara desesperada do irmão. - Pena que eu já dei todas as minhas economias de hoje para a Dorise! - Dudu resmungou chateado.
- O quê? - Acácio perguntou surpreso. - Você estorquiu a Dorise somente para ela não contar nada para o papai e para a mamãe? - Acácio perguntou curioso.
- Fazer o quê? - Dudu deu de ombros, chateado com o ocorrido.
- E você acha que a Dorise vai se segurar e não vai contar nada para ninguém? - Acácio perguntou sorridente, enquanto Dudu, por sua vez, olhava surpreso para ele.
- E por quê ela contaria, Cacio? - Dudu perguntou ansioso. - Se ela vai estar comendo tantos doces, que seus dentes vão doer tanto depois, que ela nem vai se lembrar o que foi que aconteceu direito! - Dudu comentou, observando Dorise aproximando - se deles, com um saco imenso de doces e retirando - se, ainda mastigando um, sem ter coragem de oferecer - lhes.

- Nossa, minha filha! - Olívia admirou - se, ao ver a filha passando bem na sua frente, com um enorme saco de doces e ainda com sua mochila nas costas. - Mas quem foi que te deu todos esses doces? - Olívia perguntou ansiosa e admirada pela quantidade de doces que a filha tinha naquele saquinho.
- O Dudu, mamãe! - Dorise respondeu sorridente, enquanto Dudu e Acácio escondiam - se para que a mãe não os visse.
- O Dudu? - Olívia perguntou totalmente admirada com a situação. - E por quê o seu irmão te daria tantos doces assim, minha filha? - Olívia continuou curiosa, enquanto Dudu, por sua vez, levava um violento empurrão de Acácio e seguia para o seu quarto, cobrindo o seu rosto, para que sua mãe não o visse daquele jeito.
- Porque ele quis me dar, mamãe! - Dorise respondeu dando de ombros e observando o irmão passar com o rosto coberto pelas mãos, enquanto Dorise, por sua vez, ria da cara do irmão.
- Alguma coisa de errado o seu irmão me aprontou, minha filha! - Olívia resmungou furiosa e observando o filho passar rapidinho por ela.
- Não, mamãe, o Dudu não aprontou nada não! - Acácio respondeu na defesa do irmão e da irmã.
- Você tem certeza, Acácio? - Olívia perguntou ansiosa. - Você tem certeza que o seu irmão não aprontou nada? - Olívia continuou curiosa, enquanto Acácio, por sua vez, meneava a cabeça em sinal positivo. - Então, por quê a sua irmã ganhou tantos doces assim e está comendo tudo antes do almoço? - Olívia continuou furiosa com a atitude da filha.
- Mamãe, a Dorise tirou dez na prova de matemática, por isso o Dudu deu doces para ela! - Acácio mentiu para socorrer os dois irmãos, falou o que lhe veio de primeira mão na cabeça.
- Aé? - Olívia perguntou olhando feliz para a filha, que deu um sorriso encantador, adorando a mentira do irmão e sonhando em ser realidade, tirar dez em matemática! - E aonde está essa prova, minha filha? - Olívia perguntou feliz.
- Ah, a Dorise ficou tão feliz que amassou a prova e jogou no riozinho, mamãe! - Acácio foi logo falando, antes que a irmã abrisse a boca para falar besteira e Dorise, por sua vez, olhou furiosa para o irmão, que continuou sorridente e feliz com a situação.
- Jura? - Olívia perguntou, olhando surpresa para a filha.
- Mamãe, foi sem querer, eu pensei que a senhora não fosse se importar com isso! - Dorise bradou, sustentando a mentira, enquanto Dudu, por sua vez, ganhava tempo, limpando o blush do seu rosto, coisa que era muito difícil, pois não tinha muitos recursos na época que fizessem uma boa limpeza de maquiagem no rosto, ainda mais o blush barato que as garotas da escola usavam para se enfeitar para os garotos da escola.

- O quê foi que aconteceu? - Acamir perguntou, adentrando - se em sua casa e observando a felicidade da mulher e da filha.
- A Dorise tirou dez em matemática! - Olívia contou para o marido, com um sorriso de canto a canto dos lábios.
- Mas que milagre foi esse, minha filha? - Acamir perguntou, decepcionando a pobre da mulher, que esperava que o marido elogiasse a filha, assim como ela o fez.
- Nenhum! - Dorise deu de ombros, enquanto Acácio, por sua vez, olhava apreensivo para o pai, pois estava com medo do mesmo descobrir sobre a mentira do dez tirado pela Dorise, ainda mais na prova de matemática!
- E então, você trouxe a prova para o papai ver e pendurá - la em um quadro? - Acamir perguntou, olhando sarcástico para a filha, que estava totalmente sem graça e com medo de ostentar a mesma mentira para o pai.
- Homem, não faça isso com a sua filha! - Olívia implorou, sob os olhares furiosos do marido.
- Mulher, você acredita nessa garota? - Acamir perguntou furioso.
- A Dorise amassou a prova e jogou - a no riozinho, papai! - Acácio foi logo em socorro da irmã.
- Amassou a prova e jogou - a no riozinho? - Acamir perguntou furioso. - E por quê você não foi pegar a prova da sua irmãzinha, Acácio? - Acamir continuou furioso com o filho, que olhou surpreso para ele.
- Eu ia ficar fedido com todo aquele lamaçal que tem naquele rio, papai! - Acácio bradou nervoso.
- É mesmo? - Acamir continuou sarcástico e foi para o seu canto na mesa. - E por acaso os dois mentirosos não vem sentar à mesa? - Acamir perguntou já desconfiado, enquanto Dorise e Acamir sentavam - se em seus devidos lugares e Olívia, por sua vez, servia o almoço calada. - E por acaso essa mentirada toda foi por causa desses doces que estão na sua mão, Dorise? - Acamir perguntou sarcástico, enquanto Dorise, por sua vez, olhava surpresa para o pai.
- Exatamente! - Dorise olhou sorridente para o pai, que continuava olhando desconfiado para ela. - E aonde está o Dudu? - Acamir perguntou, olhando para a mulher.
- Está no banheiro, papai! - Acácio foi logo respondendo, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para o filho. - Essa mentirada toda tem alguma coisa a ver com o Dudu, não é? - Acamir perguntou ainda mais furioso, enquanto Acácio e Dorise engoliam em seco.
- Não, papai, não tem nenhuma mentira aqui, é tudo verdade! - Acácio respondeu ansioso e querendo aliviar a situação, enquanto isso, Dudu, por sua vez, aproximava - se da mesa, com seu rosto ainda vermelho e Olívia, por sua vez, olhava surpresa para o filho, não entendendo toda aquela vermelhidão do rosto do filho.
- E você acha que se a sua irmã tivesse tirado dez em matemática, ela não teria guardado a maldita da prova para colocar num quadro, filho? - Acamir perguntou furioso, enquanto Acácio, por sua vez, olhava surpreso para o pai.
- É, mas pode acontecer dela ter ficado tão feliz, mas tão feliz, que sem querer, num acidente, ela amassou a prova e jogou fora! - Acácio continuou defendendo a irmã.
- Dudu, o que foi isso no rosto? - Acamir perguntou mais calmo, não importando - se com os dois filhos mentirosos.
- Alergia de alguma coisa, papai! - Dudu respondeu coçando o rosto, enquanto Dorise, por sua vez, olhava para a cara do irmão, toda sorridente.
- Alergia? - Acamir perguntou, achando estranho. - Ah, mas se isso fosse alergia, no mínimo você estaria com enormes vergões no rosto, meu filho! - Acamir olhou para o filho, ainda duvidando da palavra dele.
- Acamir, almoce e deixe os garotos em paz, depois eu passo um remedinho no rosto do Dudu e amanhã ele vai amanhecer pronto para outra! - Olívia bradou, olhando sorridente para o filho, que também correspondeu ao seu sorriso.
- Só quero ver! - Acamir bradou desconfiado dos filhos e almoçaram em paz!

- O quê foi que aconteceu com o seu rosto, Dudu? - Olívia perguntou depois que Acamir saiu de casa.
- Foi uma alergia que eu tive, mamãe! - Dudu continuou sustentando a mentira, enquanto Olívia, por sua vez, olhava ansiosa para o filho, desacreditando nele.
- O pior é que eu não tenho nenhum remedinho para passar no seu rostinho, meu filho! - Olívia continuou olhando com pena para Dudu, que sorriu sem graça.
- Mamãe, isso vai passar, e a senhora não precisa nem se preocupar! - Dudu aconselhou a mãe e retirou - se rapidinho, em direção a seu quarto, enquanto Olívia, por sua vez, ficou observando o filho sumir, corredor a fora.

- Eu quase não escapava da mãe! - Dudu reclamou, fechando a porta atrás de si.
- Eu sei! - Acácio respondeu, olhando sério para o irmão.
- Mas só que eu tenho que salvar a minha pele! - Dudu continuou nervoso.
- Ah, se você quer salvar a sua pele, dê mais grana pra Dorise, porque senão ela vai abrir a boca! - Acácio aconselhou ao irmão, que foi logo na gavetinha da escrivaninha, contar as suas economias que ganhava de mesada.
- Eu tenho medo dela contar de qualquer jeito, Cacio! - Dudu resmungou, ainda nervoso.
- Eu também! - Acácio concordou ainda chateado.
E ouviram bater na porta, logo Dudu abriu e viu Dorise toda sorridente e satisfeita e logo, Dudu, por sua vez, entregou - lhe todas as suas economias, e observou a irmã retirando - se feliz.

- O quê foi isso? - Olívia perguntou, detendo a filha, que olhou para ela assustada.
- Dinheiro, mamãe! - Dorise respondeu sorridente.
- Eu sei que é dinheiro, filhinha! - Olívia respondeu sarcástica. - Mas por quê você pegou dinheiro do seu irmão? - Olívia perguntou curiosa.
- O Dudu me fez um empréstimo! - Dorise respondeu ansiosa.
- Empréstimo? - Olívia perguntou surpresa. - Mas por quê você faz empréstimo com o seu irmão, ao invés de pedir dinheiro ao seu pai? - Olívia perguntou desconfiada.
- Porque eu não acho justo pedir toda vez ao papai, já que ele me dá todo mês! - Dorise respondeu furiosa.
- É, quem não sabe matemática, também não sabe economia, Dorise! - Olívia olhou para a filha, censurando - a de sua atitude.

Como todos os dias, Zinho, no final da aula, ia ao banheiro, já que os professores não permitiam que ele fosse durante as aulas, eram poucos os alunos que iam ao banheiro, somente os que tinham necessidades obrigatórias, no caso problemas médicos.
- E aí, gatinho? - Zinho escutou uma voz doce atrás dele. - Passou blush? - essa voz continuou atrás dele.
E Zinho, por sua vez, olhou para trás e viu uma loira que ele nunca tinha visto na escola antes e surpreendeu - se, com a imagem que estava bem à sua frente.
- Passei! - Zinho respondeu sério e ainda olhando para a garota sorridente e logo ele achou que a garota parecia - se muito com uma pessoa que ele conhecia, mas não lembrava - se com quem a nova loira da escola parecia! - Mas por quê você está me perguntando isso? - Zinho perguntou curioso e medindo a loira de cima embaixo. - E o quê você está fazendo aqui no banheiro dos meninos? - Zinho perguntou de olhos arregalados.
- Eu? - a loira gargalhou, apontando - se feliz, enquanto Zinho, por sua vez, afastava - se de medo. - Eu sou a loira do banheiro! - a loira continuou falando, enquanto Zinho, por sua vez, dava dois passinhos para trás, pronto para correr. - Você conhece a loira do banheiro? - a loira perguntou provocante, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ele assustado e nervoso.
- O quê? - Zinho continuou de olhos arregalados, enquanto a loira aproximava - se dele, de acordo com o combinado entre as garotas. - A loira do banheiro? - Zinho continuou assustado, enquanto a loira continuava sorrindo - lhe e provocando - o, com uma camisola branquinha e bem curtinha, e a loira mais parecia um anjinho, com mãos de garoto, deslizando - se pelo corpo esguio de Zinho, em sinal provocante e a loira ainda estava com um batom vermelho sangue e uma sombra verde para combinar com seus olhos. - Socorro! - Zinho gritou sem sucesso, pois ninguém encontrava - se por ali, no presente momento. - A loira do banheiro quer me beijar! - Zinho continuou nervoso com a situação e conseguiu retirar - se e safar - se das mãos provocantes da loira do banheiro e trombou até em Acácio, que ia entrando no banheiro também.
- Como é? - Acácio perguntou boquiaberto, enquanto Zinho, por sua vez, olhava assustado para Acácio, que continuava surpreso com a situação. - E que loira do banheiro é essa, cara? - Acácio continuou olhando sério para Zinho, que engolia em seco. - Você ficou louco, cara? - Acácio continuou olhando feio para Zinho, que continuava olhando surpreso para ele. - Olha aí! - Acácio apontou para Zinho. - Você passou blush e esse subiu para a sua cabeça! - Acácio continuou falando sério com o garoto assustado, enquanto Zinho, por sua vez, nem percebeu que estava com as mãos nos ombros de Acácio e que todos os demais curiosos, observavam aquela cena grotesca e comentavam baixinho, enquanto todos os professores, apavorados, retiravam - se de suas salas e iam atrás de seus alunos, a fim de resgatá - los. -Eih! - Acácio reclamou, desvencilhando - se de Dudu. - Sai pra lá, sua bicha desgraçada! - Acácio continuou furioso com o garoto, que sorriu totalmente sem graça e disfarçou, ao ver todos olhando para ele e comentando sobre a situação, enquanto Acácio, por sua vez, ia ao banheiro e Zinho o observava ainda sorridente, parecendo até uma garota apaixonada.

- O quê aconteceu, cara? - Sandro aproximou - se de Zinho, olhando - o surpreso. - Você estava parecendo mais uma bicha apaixonada, agarrando o meu primo! - Sandro continuou sorridente, e observando Zinho na sua frente, feito uma bicha faceira.

- Tem alguma loira aqui? - Acácio perguntou, olhando para todas as paredes do banheiro. - Se tem, responda! - Acácio ordenou, com voz trêmula. - Eu vou esperar aqui, e você, loira, vai ter que sair desse banheiro que está fechado, senão eu vou denunciar você para a dona Virgínia! - Acácio ameaçou, olhando para o banheiro que estava fechado.
- Nem precisa falar nada, Acácio! - Virgínia entrou logo em seguida, no banheiro dos meninos, assustando ao pobre do Acácio, que, por sua vez, olhou para ela, de olhos arregalados, enquanto Dudu, por sua vez, saia do banheiro que estava fechado e olhava surpreso para o irmão.
- Ah, eu não acredito, Dudu! - Virgínia olhou furiosa para o garoto, que ainda estava todo maquiado e com a peruca loira na mão. - Eu fiquei sabendo que o Zinho passou blush, mas eu não esperava que você ia fazer pior! - Virgínia continuou com a mão na boca, de tão surpresa que ficou, enquanto Dudu, por sua vez, olhava para ela com medo e com os olhos arregalados. - Por você ser um aluno excelente, jamais eu esperaria isso de você, meu filho! - Virgínia bradou, ainda escandalizada com a situação provocada pelo garoto, que lavava o rosto na lavatório do banheiro, enquanto Acácio, por sua vez, continuava surpreso com a atitude do irmão.
- Eu posso explicar, dona Virgínia! - Dudu começou a falar, ainda nervoso, enquanto Virgínia, por sua vez, continuava olhando surpresa para o garoto nervoso. - Isso tudo foi uma brincadeira que resolvemos fazer com o Zinho! - Dudu continuou explicando, sob os olhares reprovadores da mulher furiosa.
- E por quê você resolveu fazer essa brincadeira idiota com o Zinho? - Virgínia continuou seu interrogatório, tentando intimidar Dudu.
- Somente para assustá - lo, dona Virgínia, e eu acho que ele caiu! - Dudu continuou limpando o rosto com papel higiênico, enquanto Acácio, por sua vez, olhava para o irmão, sem ao menos acreditar no que estava ouvindo.
- E você aceitou ser a loira do banheiro, mano? - Acácio perguntou nervoso.
- Sim! - Dudu respondeu sério.
- E você achou que ninguém ia te pegar, Dudu? - Virgínia perguntou furiosa.
- Temos que correr riscos, dona Virgínia, mas eu achei sim, achei que jamais seria pego e que todo mundo acreditaria que a loira do banheiro existe mesmo! - Dudu explicou sorridente. - Mas agora, eu tenho certeza de que até a Dorise está sabendo! - Dudu bradou desanimado, enquanto Acácio, por sua vez, sorriu, ao saber que a irmã também poderia estar sabendo da situação provocada por Dudu.
- E se a Dorise está sabendo, com certeza, a torcida do Corínthians em peso também está sabendo! - Acácio resmungou chateado.
- Agora nós vamos para a diretoria! - Virgínia bradou, apontando para a porta do banheiro.
- Eu também dona Virgínia? - Acácio perguntou com medo.
- Sim! - Virgínia respondeu furiosa, enquanto Acácio, por sua vez, olhava furioso para a mulher.
- Mas eu não fiz nada, dona Virgínia, eu só entrei no banheiro na hora errada! - Acácio continuou chateado com a situação, enquanto a diretora, por sua vez, continuava furiosa com ele.
- Mas você é irmão dele e agora você vai ter que ir para a diretoria, para poder falar para o seu pai ou para a sua mãe, quem vier aqui na escola, que você viu o seu irmão travestido aqui no banheiro! - Virgínia explicou para o garoto nervoso.
- Mas deixa o meu pai de lado, dona Virgínia! - Dudu protestou, ainda nervoso e com medo do pai.
- Medo de fazer as coisas erradas você não tem? - Virgínia perguntou, encarando ao pobre garoto, que quase chorava. - E eu quero saber quem está por trás disso, porque eu sei muito bem que não foi você quem aprontou sozinho! - Virgínia continuou furiosa com o garoto cabisbaixo e que engolia em seco.
- Está bem, dona Virgínia! - Dudu concordou, seguindo a diretora.
- Quem foi que chamou a senhora no banheiro dos meninos, dona Virgínia? - Acácio perguntou curioso.
- Ninguém, oras! - Virgínia deu de ombros. - A escola é minha e eu passo para todos os lugares, na hora que eu bem entendo! - Virgínia respondeu seca, enquanto Acácio engolia em seco e ficava totalmente sem graça, pela bela resposta dada pela diretora mal educada. - E eu passei pelo banheiro dos meninos, na hora certa! - gargalhou feliz, enquanto os dois garotos, entravam chateados e cabisbaixos na sala da diretora.
- E você se fantasiou de menina, Dudu? - Gomes perguntou com a prancheta na mão, enquanto Dudu, por sua vez, olhava furioso para o homem sorridente.
- Sim, eu me fantasiei de menina para comer a sua filha! - Dudu respondeu ríspido, enquanto Gomes, por sua vez, olhava furioso para ele.
- Não precisava me dar essa resposta, seu crápula! - Gomes respondeu entre dentes. - E a minha filha não vai querer um fedelho assim como você, porque ela já está na faculdade! - Gomes continuou furioso com Dudu, que nada respondeu.
- O filho do seu Acamir e da dona Olívia está muito saidinho mesmo! - Virgínia comentou, com o fone na mão.

O telefone tocou e Olívia atendeu toda esbaforida e nervosa, pois estava com o almoço atrasado e os meninos já iam chegar da escola.
- Aqui é do colégio, dona Olívia! - Virgínia começou a falar, logo após o "alô" meloso e apressado de Olívia.
- Do colégio? - Olívia perguntou com o coração aos pulos. - Mas o que foi que aconteceu com a Dorise, dona Virgínia? - Olívia perguntou assustada.
- Com a Dorise? - Virgínia perguntou às gargalhadas. - Mas será possível, dona Olívia? - Virgínia perguntou furiosa. - A senhora só tem uma filha? - Virgínia continuou a perguntar.
- Não, mas eu penso que sempre aconteceu algo com ela, pois a minha menina é tão frágil! - Olívia resmungou chateada.
- De frágil a Dorise não tem nada, dona Olívia! - Virgínia continuou seca.
- Mas com qual dos meus filhos aconteceu algo, dona Virgínia? - Olívia perguntou preocupada, e com medo de queimar o feijão.
- Com o Dudu! - Virgínia anunciou, enquanto Dudu esvaia - se em choro e o inspetor Gomes olhava maldoso para o garoto desesperado.
- Com o Dudu? - Olívia perguntou esbaforida.
- Sim, com o Dudu, minha filha! - Virgínia respondeu furiosa.
- E o que foi que aconteceu com o meu filho, dona Virgínia? - Olívia perguntou nervosa.
- É mais fácil a senhora perguntar o que foi que o Dudu aprontou, dona Olívia! - Virgínia respondeu furiosa.
- Então, o que foi que o Dudu aprontou, dona Virgínia? - Olívia bufou furiosa.
- Simples, dona Olívia! - Virgínia bradou às gargalhadas. - O seu filho se fantasiou de mulher! - Virgínia bradou ansiosa.
- O quê? - Olívia desacreditou. - O meu filho se fantasiou de mulher? - Olívia perguntou surpresa. - Eu acho que a senhora se enganou, dona Virgínia! - Olívia continuou incrédula com a situação.
- Não, não me enganei não, dona Olívia! - Virgínia bradou totalmente ríspida. - Eu entrei no banheiro dos meninos, como eu faço sempre e o vi saindo todo fantasiado de loira do banheiro! - Virgínia revelou, deixando Olívia mais nervosa ainda.
- Desgraçado!  - Olívia praguejou furiosa. - Ele nem imagina o que eu pai dele vai fazer com ele! - Olívia choramingou nervosa. - E o que eu posso fazer? - Olívia perguntou ainda nervosa.
- A senhora vem aqui na escola, pegar seus dois filhos, porque o Acácio também está aqui apenas para testemunhar, porque ele já estava no banheiro quando eu cheguei! - Virgínia explicou ansiosa.
- Mas, dona Virgínia, a senhora não tem medo de nenhum menino atacar a senhora não? - Olívia perguntou curiosa.
- Por quê a senhora está me perguntando isso, dona Olívia? - Virgínia perguntou curiosa.
- Porque a senhora entrou no banheiro dos meninos, sem nem avisá - los! - Olívia respondeu na inocência.
- Dona Olívia, a escola é minha e eu circulo para onde eu quiser! - Virgínia respondeu em tom malcriado.
- Ah, mas é claro, dona Virgínia, eu me esqueci, que enquanto a senhora estiver aí, no posto de diretora, a escola é sua por direito! - Olívia respondeu furiosa. - Mas pode deixar que eu vou parar o almoço e vou dar um pulo aí na escola para pegar os meus filhos! - Olívia respondeu, desligando o telefone na orelha da mulher furiosa.

- Eu não acredito! - Virgínia bufou furiosa. - A família inteirinha é sem educação! - continuou no mesmo tom de fúria, enquanto Gomes, por sua vez, olhava surpreso para ela. - Meu rapaz, quem foi que te ajudou a se fantasiar de loira do banheiro? - Virgínia perguntou furiosa.
- A Eleomara e a Bunnie quem tiveram a idéia! - Dudu confessou, ainda cabisbaixo.
- Ahn, logo vi! - Virgínia bradou ansiosa. - Vá lá nas salas dessas duas e traga - as aqui, Gomes! - Virgínia ordenou ainda furiosa com a situação que ela teria que enfrentar com as respectivas famílias de ambas as garotas.
E obedecendo às ordens de Virgínia, Gomes retirou - se rapidinho da diretoria, ainda com a sua pranchetinha na mão e dirigiu - se até as respectivas salas de ambas as garotas.
- Eu gostaria que a senhora deixasse os meus pais em paz, dona Virgínia! - Acácio comentou doce como o doce mais doce que existia no mundo, enquanto Virgínia, por sua vez, olhava para o garoto bondoso, com um enorme sorriso sarcástico nos lábios, enquanto Dudu, por sua vez, chorava copiosamente. - A senhora nem imagina o que o meu pai seria capaz de fazer com o Dudu! - Acácio reclamou.
- Aí é ele com o seu pai, Acácio! - Virgínia olhou furiosa para Acácio, que baixou a cabeça triste.

- Olívia, aonde você pensa que vai? - Acamir perguntou, ao ver a mulher saindo de casa totalmente esbaforida.
- Eu vou até a escola! - Olívia anunciou, com medo de confessar ao marido, os erros cometidos por Dudu.
- Fazer o quê, mulher? - Acamir perguntou furioso.
- A dona Virgínia me telefonou! - Olívia começou a falar, mas não teve coragem de terminar, pois sabia como o marido iria se comportar diante a uma notícia bombástica daquela.
- E o que a dona Virgínia quer com você, mulher? - Acamir perguntou, achando a história mal contada, um tanto quanto estranha.
- Sei lá! - Olívia deu de ombros. - Vai ver ela quer se distrair, oras! - Olívia deu de ombros e avistaram Dorise correndo toda ansiosa e feliz.
- Mamãe, papai! - Dorise começou a chamá - los, indo em direção aos dois.
- O quê foi que aconteceu, minha filha? - Acamir perguntou, achando estranha a atitude da filha.
- Vocês ainda não estão sabendo? - Dorise perguntou toda sorridente e feliz.
- Do quê? - Olívia perguntou primeiro e assustada com a reação do marido.
- Que o Dudu se travestiu de mulher e fez de conta que era a loira do banheiro, apenas para assustar ao Zinho e fazer com que todos da escola acreditassem que a loira do banheiro existe mesmo! - Dorise começou a falar empolgada em ser a primeira a contar a notícia quentinha para os pais.
- Como é que é? - Acamir perguntou, olhando furioso para a mulher, que engolia em seco. - E a dona Virgínia só queria se distrair, Olívia? - Acamir perguntou sarcástico. - Por quê você não me contou, Olívia? - Acamir explodiu, assustando à mulher, que olhou para ele transtornada e anestesiada, pois estava com medo da reação do marido.
- Mas eu não sabia, homem! - Olívia respondeu choramingando.
- Ah, agora vem me dizendo que não sabia? - Acamir explodiu furioso.
- Mas eu não sabia mesmo, homem! - Olívia mentiu assustada.
- Eu vou com você, mas acabo com aquele moleque safado! - Acamir bradou ainda furioso com a mulher, que nada disse, apenas baixou a cabeça triste.
- Pelo amor de Deus, não faça nada contra o seu filho! - Olívia implorou, sem ao menos obter alguma resposta do marido mal humorado.
- Aquele moleque safado acabou com o meu dia! - Acamir resmungou, já na direção, enquanto a gorda Olívia sentava - se no banco da frente.

- Bunnie, por favor, a diretora está te chamando na sala dela! - Gomes apareceu na porta da sala da garota, que olhou assustada para o inspetor sorridente e com cara de maldoso.
- Você é o dono da escola, Gomes? - Adjalmas perguntou furiosa.
- Não, dona Adjalmas! - Gomes respondeu, olhando para a cara feia da mulher.
- Então, por quê você não bate à porta? - a mulher rosnou, deixando o homem totalmente sem graça. - É esse o tipo de postura que você mostra para os nossos alunos? - Adjalmas continuou num desabafo só. - E é esse o tipo de postura que você ensina aos seus filhos, Gomes? - Adjalmas continuou furiosa com o homem, que nada respondeu. - Vá Bunnie! - ordenou furiosa. - O quê você andou aprontando? - Adjalmas perguntou para a garota, que não sabia responder, até chegar à diretoria e saber o assunto pelo qual estava sendo chamada e viu a garota retirar - se, junto com o inspetor, admirando sua beleza e a sua feminilidade.
- Antes, eu vou buscar a Eleomara! - Gomes parou em frente à sala da garota, enquanto Adjalmas entrava novamente e continuava a sua aula.
- Mas qual é o assunto, seu Gomes? - Bunnie perguntou curiosa.
- O Dudu! - Gomes respondeu com um meio sorriso, enquanto Bunnie, por sua vez, entendia todo o assunto que seria falado. - Eleomara, por favor! - Gomes bradou, depois de ter batido à porta, assim como Adjalmas o havia alertado.
- O quê foi dessa vez? - Eleomara levantou - se com pouco caso, enquanto Sonda, por sua vez, ria da desgraça da garota.
- A diretora quer ver você na sala dela! - Gomes anunciou, enquanto a garota, por sua vez, retirava - se da sua sala, totalmente desanimada.
- E qual é o assunto, dessa vez? - Eleomara perguntou com pouco caso.
- O Dudu! - Gomes repetiu a mesma coisa que havia repetido para Bunnie.
- Será que pegaram o Dudu? - Eleomara cochichou, enquanto Bunnie, por sua vez, consentia com um menear positivo de cabeça. - Meu Deus do céu! - Eleomara benzeu - se e logo chegaram na diretoria.
- Aqui estão as duas, dona Virgínia! - Gomes resmungou, entrando com ambas as garotas, que olharam com medo para a diretora furiosa.
- Peguei o Dudu no banheiro, fantasiado de mulher e ele disse que vocês duas estavam com ele, na idéia de assustar ao Zinho e de promover a loira do banheiro! - Virgínia comentou bem ríspida, enquanto as duas engoliram em seco.
- Dona Virgínia, a idéia foi minha! - Bunnie confessou - se chateada.
- E o Dudu aceitou, não foi? - Virgínia perguntou ainda furiosa.
- Pois é, dona Virgínia! - Bunnie concordou sorridente. - Ele aceitou mais para provocar ao Zinho! - Bunnie olhou para Dudu e deu uma risadinha.
- Eu já chamei os pais dele, só falta eu chamar a sua mãe! - Virgínia pegou a agenda da escola e começou a discar o número do serviço da mãe de Bunnie. - Eu tenho muita dó da sua mãe! - Virgínia começou a falar. - Porque ela é uma mulher muito esforçada, que não tem tempo nem para ela, enquanto a filha apronta na escola, logo para cima do próprio irmão! - Virgínia gritou furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, assustou - se com o grito da mulher e até encolheu - se.
- Já que a senhora tem tanta dó assim da minha mãe, não dá para poupá - la? - Bunnie perguntou com um meio sorriso.
- Mas é claro que não, dona Bunnie! - Virgínia continuou furiosa com a garota, enquanto o telefone chamava insistentemente. - Você teria que pensar nisso antes de aprontar! - Virgínia continuou furiosa com a garota que nada respondeu. - Dona Deda? - Virgínia perguntou, enquanto o coração de Bunnie disparava.
- Sim, é ela mesma! - Deda respondeu mais que depressa.
- Dona Deda, aqui é a Virgínia! - Virgínia começou a falar, assustando à pobre da mulher.
- Algum problema com o Zinho, dona Virgínia? - Deda perguntou apreensiva.
- Não exatamente! - Virgínia começou a falar, enquanto a pobre da mulher escutava tudo apreensiva. - O Zinho está envolvido sim, mas não foi ele quem criou o problema! - Virgínia começou a aliviar o pobre coração da mulher, que já estava cansado de tanto receber reclamação do pobre filho.
- Então dessa vez foi a Bunnie quem aprontou? - Deda perguntou ainda mais aliviada, por saber que o Zinho estava no meio, mas não tinha sido ele quem tinha aprontado.
- Exatamente! - Virgínia concordou. - E eu estou ligando para convocá - la, para vir assinar ao livro de ocorrências e levar a sua filha de volta para casa! - Virgínia ordenou, enquanto Deda, por sua vez, engolia em seco.
- Pode deixar que eu vou aí! - Deda desligou mais que depressa, enquanto Virgínia, por sua vez, olhava feio para Bunnie, que nada dizia, apenas estava sem graça com a situação.

- E o quê você tem a dizer, Eleomara? - Virgínia voltou - se para a garota, que estava trêmula, de tão nervosa que estava.
- A peruca loira era da minha mãe! - Eleomara choramingou.
- Ah, a peruca da loira do banheiro era da sua mãe? - Virgínia perguntou furiosa.
- Exatamente! - Eleomara concordou séria.
- Eu também vou ligar para a sua mãe vir buscar a peruca dela!
E foi o que ela fez, enquanto as duas garotas esperavam seus respectivos pais chegarem, os pais de Dudu apareceram todos ofegantes e furiosos, acompanhados por Dorise que estava sorridente e feliz.
- Como vai, dona Virgínia? - Olívia perguntou sorridente, enquanto a mulher abria - lhe um sorriso bem largo e satisfeito.
- Vou bem, Olívia! - a mulher respondeu ansiosa e feliz. - A única pessoa que não vai bem é o Dudu! - Virgínia sorriu simpática para a mulher, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para o filho, que nada dizia, apenas baixava a cabeça triste, já sabendo que apanharia do pai.
- Dudu, o quê você aprontou? - Olívia perguntou furiosa.
- E não vai me dizer que a senhora já não sabe? - Dudu perguntou, olhando furioso para Dorise, que sorriu feliz para ele. - Além de eu ter te enchido de doces, ainda você me faz isso, Dorise? - Dudu perguntou, furioso, deixando a irmão totalmente sem graça e sem ação.
- Como é que é? - Acamir perguntou furioso. - Você estorquiu a sua irmã para ela encobrir as suas bichices? - Acamir continuou furioso com o filho, que nada respondeu, apenas engoliu em seco.
- Isso mesmo, papai! - Dorise respondeu sorridente e vingativa, enquanto Dudu, olhava furioso para ela e louco para dar - lhe uns tapas.
- Mas que belo safado que eu estou criando! - Acamir bradou entre os dentes, enquanto Dudu, por sua vez, baixava a cabeça triste, ao ouvir os desabafos furiosos do pai.
- Acamir, por favor, deixa para falar com ele depois! - Olívia pediu mansinha, enquanto o homem, por sua vez, olhava furioso para ela.
- É só vocês assinarem aqui para levá - lo para casa! - Virgínia bradou, sentindo toda a estupidez de Acamir, que pegou a canela da mão dela, com toda a força do mundo. - E o quê o Cacio está fazendo aqui? - Acamir perguntou furioso.
- Nada não, seu Acamir! - Virgínia respondeu ríspida. - Ele só pegou o irmão no banheiro, fantasiado de loira do banheiro! - Virgínia bradou furiosa com o homem, que olhava surpreso para ela.
- Vamos então, Dudu? - Acamir perguntou furioso e sem receber resposta do filho, seguiu atrás dele, dando violentos tapas nas costas do pobre garoto e enquanto saíam, Deda chegava toda esbaforida e assustada.

- O quê a senhora está fazendo aqui, mamãe? - Zinho perguntou com a boca seca.
- Eu vim buscar a sua irmã que andou aprontando com você, meu filho! - Deda respondeu ríspida e ambos viram Dudu gritando e levando violentos tapas nas costas, dados pelo pai.
- Como é que é? - Zinho perguntou assustado. - O negócio da loira do banheiro foi a Bunnie quem aprontou? - Zinho perguntou, ainda olhando para trás e observando Dudu apanhando do pai.
- Exatamente! - Deda respondeu, entrando na diretoria, e sendo recebida calorosamente por Virgínia.
- Bunnie, o negócio da loira do banheiro foi você quem me aprontou:? - Zinho perguntou assustado.
- É, mas não foi só eu não! - Bunnie apontou para Eleomara que estava sorridente, pois sua mãe não estava em casa, então, Virgínia não podia fazer nada em relação a ela, pelo menos naquele momento.
- Suas cadelas! - Zinho praguejou furioso. - Vocês duas induziram ao Dudu a aprontar comigo? - Zinho perguntou furioso e revoltado com a situação, enquanto as duas garotas olhavam sorridentes para ele.
- Não chingue a sua irmã desse jeito, meu filho! - Deda aconselhou ao garoto, que ainda estava furioso com a irmã.
- Já foi Zinho, já foi! - Bunnie deu de ombros, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para a irmã, que continuava sorridente e feliz.

- E você pensa que eu vou parar de te bater, seu desgraçado? - Acamir perguntou, descendo do carro e olhando furioso para o filho, que nada dizia, apenas baixava a cabeça humilhado.
- Acamir, eu acho que já foi o suficiente a vergonha que você fez o Dudu passar! - Olívia tentou intervir.
- Aé? - Acamir gargalhou furioso. - E você acha isso mesmo, Olívia? - Acamir continuou fazendo pouco da mulher, que olhava surpresa para ele. - E a vergonha que ele nos fez passar, não conta? - Acamir continuou furioso com a mulher, que olhou furiosa para ele.
- Acamir, eu vou falar com ele e ele não vai mais aprontar esse tipo de coisa. - Olívia continuou acudindo ao filho, que escondia - se atrás dela.
- Papai, eu não tive idéia de nada, quem teve toda a idéia foi a Bunnie e a Eleomara! - Dudu explicou - se ainda nervoso.
- E você acatou, não foi? - Acamir continuou em tom de cobrança.
- Acatei, mas foi para tirar uma com a cara do Zinho, não foi nada demais! - Dudu continuou nervoso.
- Ahn e não foi nada demais, meu filho? - Acamir perguntou com pouco caso, enquanto entravam em casa e Dorise, por sua vez, estava toda sorridente e feliz, sabendo que mais cedo ou mais tarde, o irmão iria apanhar. - E por acaso você acha bonito ser bicha? - Acamir gritou, assustando ao filho, que engoliu em seco, enquanto Acácio, por sua vez, olhava apavorado para o irmão.
- Papai, eu não sou bicha, eu só me fantasiei de loira do banheiro! - Dudu choramingou.
- Se você não é bicha, então você vai ser palhaço e eu não estou educando filho meu para ser palhaço! - Acamir continuou furioso com o filho, que nada respondeu, apenas engoliu em seco.
- Papai, a Dorise também tem culpa nisso! - Acácio apontou para a irmã que ria feito uma boba da cara de Dudu.
- Eu? - Dorise perguntou com a mão em seus futuros seios.
- Sim, você, Dorise! - Acácio apontou furioso para a irmã que nada disse, apenas engoliu em seco e com medo do pai que olhou furioso para ela.
- E o quê foi que você fez, minha filha? - Acamir perguntou ríspido.
- Nada papai, nada! - Dorise respondeu, olhando feio para Acácio, que olhou feio para ela também.
- Nada? - Acácio gargalhou furioso. - E aceitar dinheiro várias vezes do Dudu, para você ficar quieta, não é fazer nada? - Acácio continuou furioso com a irmã, que ficou totalmente sem graça.
- Como é que é? - Acamir perguntou ríspido. - Voce subornou a sua irmã, para ela não contar nada para nós? - Acamir perguntou ríspido.
- Não negue Dorise, porque eu vi muito bem, você sair do quarto do Dudu, contando dinheiro e eu até falei para você que quem não sabe matemática também não sabe economia! - Olívia olhou furiosa para a filha, que nada disse, apenas engoliu em seco e calou - se.
- E aquela sua alergia Dudu? - Acamir olhou provocante para o filho, que nada disse, apenas engoliu em seco e ficou cabisbaixo. - Por acaso você sarou? - Acamir perguntou, provocando ao filho, que nada disse.
- E aqueles doces todos que você estava comendo, Dorise? - Olívia continuou furiosa com a filha, que nada respondeu, apenas deu um sorrisinho maroto e logo calou - se.
- Bem que eu estava desconfiado daquele maldito dez que a Dorise havia tirado na prova de matemática! - Acamir continuou ríspido. - Eu sabia que isso tudo era mentira! - Acamir bradou, fixando bem seus olhos nos olhos da filha. - E o Acácio também está nessa! - Acamir apontou para o filho, que olhou surpreso para ele.
- Eu, papai? - Acácio perguntou com a voz sumida. - Mas o que foi que eu fiz dessa vez? - Acácio continuou apavorado, sabendo que também tinha sobrado para ele.
- Você ajudou a mentir, somente para salvar a honra do seu irmão! - Acamir explicou, ainda olhando para a cara do filho, que sorriu encabulado.
- Irmãos não prestam somente para condenar, eles prestam também para salvar a barra dos outros irmãos! - Acácio explicou sorridente, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para o filho.
- Mas nunca aconteceu isso entre eu e o meu irmão! - Acamir resmungou, retirando - se furioso da cozinha. - Pode vir aqui, Dudu, porque a conversa entre nós ainda não terminou! - chamou o garoto, em tom de ameaça, enquanto Dudu, por sua vez, retirava - se cabisbaixo, e Olívia, por sua vez, apavorada, começava a rezar o terço, e Acácio, por sua vez, olhava também apavorado para a mãe.
- Eu não vou te bater dessa vez, Dudu, vou fazer o que um amigo meu faz com os filhos! - Acamir olhou ameaçador para o filho, que engoliu em seco, esperando o pior. - Eu vou colocar você de castigo, sem almoço e sem janta! - Acamir bradou, dando o veredito final para Dudu, que por sua vez, ficou totalmente sem graça. - Vá para o seu quarto e fique trancado lá o dia todo, estudando e só abra a porta para o Cacio, na hora que ele for dormir! - Acamir sentenciou, apontando para o corredor e Dudu, mais que depressa, foi para o seu quarto, antes que seu pai mudasse de idéia e resolvesse dar - lhe uma violenta surra.

- O quê você fez com o menino? - Olívia perguntou, olhando furiosa para o marido, logo após alguns minutos de um silencio tediante.
- Nada! - Acamir deu de ombros. - Eu apenas sumi com ele! - Acamir gargalhou maldoso.
- O quê? - Olívia perguntou apavorada. - Mas como você sumiu com o Dudu? - Olívia perguntou apavorada, enquanto Acácio, por sua vez, aparecia em frente aos pais, com olhar apavorado.
- O seu filho está lá no quarto dele de castigo e só vai abrir a porta para o Cacio, quando for a hora de dormir! - Acamir explicou ainda furioso.
- Pai, mas eu tenho que fazer as minhas lições! - Acácio comentou apavorado.
- Problema seu, meu filho! - Acamir respondeu dando de ombros e assistindo à televisão. - Quem mandou você deixar as suas coisas no seu quarto? - Acamir continuou não importando - se com o filho. - Vá até a porta do quarto e dê a ordem para o Dudu fazer a sua lição e aí você ficará livre de todas as tarefas do dia! - Acamir continuou sorridente, enquanto Acácio, por sua vez, olhava surpreso para a sua mãe.
- Mas pai, o senhor está me ensinando a passar todas as minhas responsabilidades para o meu irmão! - Acácio protestou, observando a fúria do pai e mais que depressa foi fazer o que o pai lhe ordenou.
- Eu também concordou com o Cacio, Acamir! - Olívia comentou furiosa.
- E quem te perguntou, Olívia? - Acamir respondeu ríspido, enquanto Olívia, por sua vez, retirava - se furiosa da sala e ia para a cozinha, terminar o almoço, já que tudo estava atrasado.

- Dudu! - Acácio começou a bater à porta do seu quarto.
- O quê foi, cara? - Dudu perguntou, quase que aos sussurros.
- O pai mandou você fazer todos os meus deveres de casa! - Acácio cochichou, com medo do pai estar observando atrás dele.
- O quê? - Dudu perguntou perplexo. - Mas o pai está nos ensinando a passar as nossas responsabilidades de um para o outro, Cacio! - Dudu reclamou furioso.
- Eu sei! - Acácio concordou. - E eu também falei isso para ele! - Acácio comentou no mesmo tom de fúria.
- E o quê foi que ele te disse? - Dudu perguntou ansioso.
- Ele não disse nada, como resposta, apenas me olhou feio e eu já entendi o que eu tinha que fazer e como eu tinha que fazer! - Acácio bradou furioso.
- Mas isso é um absurdo! - Dudu bradou desanimado, e Acácio, por sua vez, retirou - se de frente da porta do quarto e foi almoçar.
Olívia, por sua vez, colocou o almoço na mesa e fez um prato para o filho comer, escondido do marido, pois depois que ele saísse, ela daria a comida para o filho comer, sem que Dorise visse, porque ela já sabia que a filha contaria tudo para o pai, se ela o visse.