- Muito bem, Zinho! - Bunnie olhou furiosa para o irmão. - Se você não contar tudo para mim, eu vou inventar para a Marion, que você está escrevendo cartas para outra garota, porque você não a quer mais! - Bunnie chantageou, observando o sorriso sarcástico do irmão.
- E daí? - Zinho deu de ombros. - Pode falar o que você quiser, porque a Marion jamais acreditará! - Zinho continuou sarcástico, enquanto Bunnie, por sua vez, crispava os lábios de raiva do irmão, louca para ver o que ele tinha escrito na carta para Marion. - Porque ela sabe que a minha vida é só ela! - Zinho suspirou romântico. - E mais ninguém... - Zinho continuou romântico, enquanto Bunnie, por sua vez, sorria totalmente vitoriosa.
- É mesmo? - Bunnie gargalhou maldosa. - Você não conhece mesmo as mulheres, mano! - Bunnie continuou às gargalhadas. - E vai ser até bom para você, porque se ela se sentir ameaçada, logicamente, ela vai correr atrás do que ela perdeu! - Bunnie continuou sorridente e feliz, enquanto Zinho, por sua vez, observava a irmã toda sorridente e feliz, tentando convencê - lo do contrário!
E Zinho, por sua vez, acabou convencendo - se sobre a idéia da irmã dele, e até teve a impressão de que tudo daria certo, pois se ele a enganasse, logicamente, ela largaria Acácio e viria atrás do que ela perdeu, assim como Bunnie havia dito para ele!
- Tudo bem, então! - Zinho bradou, dando de ombros, enquanto Bunnie sorria feliz, louca para aprontar com o irmão e vê - lo totalmente longe de Marion, pois nem a sua mãe queria que Zinho se relacionasse com aquela garota maldita! - Você pode falar, Bunnie, porque eu quero isso mesmo! - Zinho bradou ansioso e feliz com a idéia de ver Marion correndo atrás dele, e continuou escrevendo a carta, afinal de contas, ele estava tentando diversas coisas para conquistar a Marion e percebeu também que agora Bunnie disputaria com Cleide na conquista da Marion somente para ele!
- A carta está aqui comigo! - Zinho aproximou - se de Cleide, todo feliz e ansioso, enquanto Cleide, por sua vez, olhava feliz para ele.
- Ah, ótimo! - Cleide bradou toda ansiosa e feliz, por ver o garoto com um envelope na mão. - E agora eu vou até a Marion, entrego - lhe a carta, falando para ela que foi o Cacio quem escreveu! - Cleide tomou a carta da mão do garoto, que por sua vez, ainda ficou pensando se aquilo tudo daria certo ou não.
- Isso Cleide! - Zinho aplaudiu sem entusiasmo. - E será que depois disso ela vai querer marcar um encontro comigo? - Zinho perguntou ainda sem fé no poder que Cleide tinha nas mãos dela.
- Com você não, Zinho! - Cleide bradou sorridente, e decepcionando o garoto totalmente. - Mas com o Cacio ela vai marcar o encontro, mas daí aparece você! - Cleide bradou feliz, enquanto o garoto ria de tanta ansiedade que estava sentindo. - Mas só que eu tenho que ver a reação dela primeiro! - Cleide continuou ansiosa e segurando a carta próximo a seu peito, enquanto Zinho a olhava curioso. - Eu vou falar que o Cacio quer a resposta logo e que ela poderá até responder para mim! - Cleide sorriu ansiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela totalmente curioso com a sugestão dada pela garota ansiosa. - O quê você acha, Zinho? - Cleide continuou sorridente.
- Mas aí ela vai dar a resposta somente para você, não vai marcar nenhum encontro com o Cacio! - Zinho bradou triste.
- Eu estou fazendo isso, porque eu não sei qual será a reação dela! - Cleide bradou nervosa, enquanto Zinho, por sua vez, achava totalmente estranho o nervosismo da garota.
- Então, vá até ela e faça como você achar conveniente! - Zinho bradou desanimado, enquanto Cleide, por sua vez, retirava - se feliz e ansiosa, deixando assim, o garoto sozinho e absorto em seus pensamentos.
- Como é, maninho? - Bunnie perguntou, bem alto, atrás de Zinho, assustando - o. - Eu escutei tudo! - Bunnie continuou provocante.
- Você escutou "tudo" o quê, Bunnie? - Zinho perguntou furioso.
- Você pensa que eu sou idiota? - Bunnie perguntou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava feio para ela. - Você estava escrevendo uma carta para a Marion e ainda por cima estava se passando por Acácio? - Bunnie gargalhou, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela, de lábios crispados. - E agora não me adianta olhar desse jeito, Zinho! - Bunnie continuou furiosa com o irmão. - Porque você está na minha mão! - fez o gesto com a mão, enquanto Zinho, por sua vez, continuava olhando furioso para a irmã sorridente e feliz.
- Não foi nada disso que você ouviu, Bunnie! - Zinho tentou concertar, enquanto a irmã coçava a mão, para mostrar - lhe que agora sim, ele estava na mão dela. - Ouça - me! - Zinho continuou implorando, enquanto a irmã jogava seus cabelos para trás, fazendo pouco do garoto.
- Ih, o quê será que está acontecendo entre o Zinho e a Bunnie? - Marion perguntou, observando Zinho correndo atrás da sua irmã, feito um louco.
- Não sei não! - Cleide aproximou - se das duas garotas que andavam felizes e sorridentes pelo pátio da escola, enquanto escondia o seu grande trunfo, que era a carta que Zinho tinha escrito para Marion. - Marion, eu tenho uma carta para você! - Cleide anunciou, toda sorridente e feliz.
- Carta? - Marion perguntou curiosa, enquanto Cleide, por sua vez, soltava um sorrizinho totalmente sem graça.
- Exatamente! - Cleide exibiu o envelope fechado que estava em sua mão.
- Essa carta é de quem, Cleide? - Marion perguntou curiosa. - Por acaso é do Zinho? - Marion continuou curiosa e desvanecendo totalmente o sorriso triunfante da garota.
- Mas é claro que não! - Cleide negou, fingindo - se surpresa. - E por quê você acha que o Zinho teria que te escrever uma carta, Marion? - Cleide perguntou um pouco descontrolada, enquanto Rafaela e Marion, olhavam surpresas para a garota furiosa. - Se tudo que ele tem para te falar, ele já te fala! - Cleide continuou, só que um pouco mais calma, enquanto Marion, por sua vez, olhava estranho para ela.
- Então essa carta é de quem? - Marion perguntou curiosa. - Por acaso essa carta é do Cacio? - Marion perguntou furiosa, enquanto Cleide, por sua vez, respondia com um sorriso afirmativo e coração de Marion, por sua vez, acelerou, de tão feliz que ela estava em saber que Acácio havia lhe escrito uma carta, agora, ela não havia entendido o "porque" da carta estar na mão de Cleide.
- E por acaso você tem tantas intimidades assim com o Cacio, Cleide? - Marion perguntou, ainda tentando conter seu coração que estava aos pulos.
- Intimidade eu não tenho com ele! - Cleide foi logo respondendo. - Mas ele deve ter achado melhor eu entregar - lhe a carta, porque ele deve ter pensado que eu conheço você com mais profundidade! - Cleide mentiu de cara lavada, tentando convencer a pobre da Marion, enquanto Rafaela, por sua vez, a olhava desconvencida.
- Nossa, eu não entendi o "porque" do Cacio entregar logo essa carta para você, Cleide! - Marion bradou sem ao menos entender a situação que estava ficando totalmente complicada.
- Não diga nada, Rafaela! - Cleide cortou a garota que ia dizendo alguma coisa e essa, por sua vez, logo calou - se.
- Ótimo! - Marion bradou, pegando a carta da mão de Cleide, que estava toda sorridente e feliz. - Eu vou ler a carta e depois eu dou a resposta para você! - Marion bradou satisfeita, sob os olhares ansiosos de Cleide.
- Eu só quero que você leia a carta e passe a resposta para mim, não é preciso escrever nada, Marion! - Cleide bradou ansiosa, enquanto Marion e Rafaela olhavam - se curiosas, não entendendo o que Cleide queria com aquela carta.
- Eu não entendi, Cleide! - Marion olhou admirada para a garota sorridente, enquanto Zinho, por sua vez, observava tudo de longe, próximo a Bunnie, que ria de tudo aquilo.
- Porque ele não quer perder o tempo dele, lendo cartas, Marion! - Cleide continuou firme em suas respostas, enquanto Marion, por sua vez, achava estranha a atitude de Acácio, que também observava aquela cena ridícula ao longe.
- Ahn... - Marion suspirou feliz. - Ele me escreveu uma carta, mas quer que eu dê a resposta por você, não é? - Marion continuou sonhadora, enquanto Cleide, por sua vez, continuava sorridente e feliz, mas rindo por dentro, e pensando em como Marion era trouxa para acreditar em suas palavras que iam com o vento...
E enquanto Acácio passava por Sandro, e continuava sorridente, contemplando sua amada, Cleide observou - o e achou que ali, nas palavras de Cleide, havia algo de estranho e até pensou que não fosse Acácio que tivesse escrito aquela carta, e sim, o Zinho, que fazia tudo pela Marion e o que ela pensou, era toda a verdade!
- Marion, você não quer logo ler essa carta e me dar a resposta em seguida? - Cleide perguntou, observando a garota guardar a carta no pouco de seios que tinha e observando também Acácio ali, parado, ao lado de Sandro, contemplando aquela cena...
- Ah, mas se ele quer, eu leio a carta logo! - Marion bradou, retirando - se de fininho, enquanto Acácio e Zinho, observavam tudo atentos.
- Marion, isso tudo está me cheirando a mentira! - Rafaela bradou, indo atrás da garota e deixando Cleide sozinha, contemplando - as, com um enorme sorriso nos lábios.
- Mas como você pode achar que isso tudo é mentira, Rafaela? - Marion perguntou furiosa, enquanto a garota a olhava chateada.
- E você também estava duvidando da conversa da Cleide! - Rafaela bradou com certeza de que Marion também estava duvidando da garota.
- E por acaso você também acha que eu não posso ser feliz? - Marion perguntou nervosa, enquanto Rafaela olhava surpresa para ela.
- Não é nada disso, Marion! - Rafaela bradou ansiosa. - É que parecia que a Cleide estava mentindo para você! - Rafaela bradou com pena de Marion, que a olhava com desdém.
- E por quê você age como as outras pessoas, Rafaela? - Marion perguntou furiosa. - Você acha que o Cacio não pode me amar? - Marion perguntou ainda furiosa, enquanto a garota nada respondia, apenas a olhava ainda nervosa com a situação provocada por Cleide.
- Eu estou achando que o Zinho escreveu essa carta, passando - se por Acácio, apenas para te iludir, Marion! - Rafaela bradou, tirando as conclusões certas sobre a carta escrita por Zinho.
- O Zinho? - Marion perguntou admirada. - E você acha que o Zinho perderia o tempo dele, escrevendo uma carta para mim, sendo que ele pode muito bem falar tudo o que sente por mim, assim como a Cleide disse? - Marion perguntou ainda nervosa com a garota.
- Eu tenho certeza, Marion! - Rafaela bradou furiosa.
- E por quê você tem tanta certeza assim, Rafaela? - Marion insistiu.
- Porque a Cleide não conversa com o Cacio, Marion! - Rafaela continuou lutando para convencer a garota assustada. - Ela conversa muito com o Zinho, isso sim! - Rafaela olhou para o lado da garota, que esperava ansiosa por ver Marion lendo a carta. - O Acácio não tem amizades com ela, afinal de contas, ele também não deve ir com a cara dela, já que ela e a Sonda saíram rolando no chão, por causa de um lápis! - Rafaela continuou furiosa com Cleide.
- Isso é verdade, Rafaela! - Marion bradou ansiosa e olhando para o envelope. - E eles ainda namoravam na época! - Marion bradou ansiosa. - E isso que você falou agora tem lógica e muita lógica! - Marion sorriu para Rafaela, deixando - a satisfeita e feliz. - Mas eu acho que ele deve ter até se esquecido disso! - Marion deu de ombros, decepcionando Cleide, que ficou novamente sem graça.
- Cleide, de quem é aquela carta que a Marion está segurando tanto? - Acácio perguntou, segurando no braço da garota, que engoliu em seco e arregalou os olhos para encará - lo.
- Aquela carta que a Marion está segurando na mão é do Zinho! - Cleide foi logo falando, e sendo observada pelas duas garotas, por Zinho, que ficou gelado de medo, por Sandro, que sorria feliz e por Bunnie, que estava pronta para atacar...
- Do Zinho? - Acácio perguntou soltando a garota com toda a força do mundo, enquanto essa, por sua vez, tentava segurar - se para não cair e para ela foi a glória, Acácio segurá - la com toda a violência do mundo!
Pois pelo menos ela sentiu o que todas as garotas tinham vontade de sentir... Aquele perfume adocicado e maravilhoso, que quase nenhum garoto tinha a ousadia de usar... Aqueles belos olhos verdes a encarando, aquele belo rosto, tingido de um rosa suave e aqueles belos cabelos encaracolados de ruivo... Parecia mais um anjinho prestes a cair do céu... - Ah, mas eu não acredito que a Marion vai ler uma carta escrita pelo Zinho? - Acácio continuou indignado com a situação.
- Para você ver, Acácio! - Cleide bradou suspirando ainda, pois o garoto mais belo da escola, havia segurado seu braço com toda a violência do mundo. - As coisas mudam e às vezes, a Marion nem está mais a fim de você! - Cleide aproveitou para soltar seu veneno, enquanto Acácio, por sua vez, a olhava com desdém, e Zinho, por sua vez, estava adorando o que a garota estava fazendo e quem sabe isso o ajudaria em relação à Marion?
E ao ouvir aquilo, Acácio, por sua vez, retirou - se cabisbaixo e triste, enquanto Sandro, por sua vez, olhava chateado para o primo e furioso para Cleide, que virava as costas e retirava - se, ainda sonhando com a beleza de Acácio e já descartando todas as suas chances que poderia ter com ele, pois sabia muito bem, que não tinha porte para namorar um garoto tão lindo como aquele, então, ela preferia encarar um garoto mais simples...
- Muito bem, mocinha! - Bunnie resolveu atacar, segurando a carta que estava na mão de Marion, que a olhava surpresa e de olhos arregalados. - Você está com essa carta na mão, não está? - Bunnie perguntou às gargalhadas, enquanto Marion, por sua vez, a olhava surpresa e temerosa.
- Pode passar essa carta para a mão da Bunnie! - Nina ordenou com o olhar ameaçador, enquanto Marion, por sua vez, olhava surpresa para Rafaela, que engolia em seco, ao ver as duas garotas furiosas bem na sua frente.
- Cala a boca, sua louca! - Bunnie deu um safanão em Nina, que quase caiu, mas equilibrou - se novamente. - Você nem sabe do que se trata! - Bunnie continuou furiosa com Nina, que olhava furiosa para ela. - E nem tão pouco sabe quem escreveu essa carta para a Marion! - Bunnie continuou no mesmo tom de fúria.
- Mas, como você sabe sobre a carta, Bunnie? - Marion perguntou curiosa, enquanto Rafaela, por sua vez, confirmava todas as suas suspeitas e Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para Marion, querendo engoli - la.
- Porque o Cacio estava comigo, oras! - Bunnie mentiu com um sorriso provocante, decepcionando a pobre da garota apaixonada. - E além do mais, as palavras que estão escritas aí, fui eu quem as ditei! - Bunnie continuou provocante e jogando seus cabelos para trás, enquanto Rafaela, por sua vez, a olhava furiosa e Nina, por sua vez, olhava furiosa para Bunnie, pensando que ela tinha conseguido Acácio primeiro do que ela.
- Como é que é? - Marion perguntou totalmente assustada, enquanto Bunnie, por sua vez, continuava sorridente e feliz por ter conseguido enganar a garota.
- Isso mesmo, Marion! - Bunnie continuou feliz e ansiosa. - Fui eu quem ditei a carta para ele te iludir, depois de nos beijarmos muito! - gargalhou maliciosa, enquanto Marion a olhava boquiaberta e surpresa pela atitude da garota. - Mas só que aí eu me arrependi, sabe? - Bunnie continuou sorridente.
- É! - Nina concordou, sob os olhares furiosos de Bunnie. - Depois ela se arrependeu, porque ela se sentiu totalmente insegura, com medo de você correr atrás do Cacio e dela perdê - lo para você, Marion! - Nina bradou, sentindo um violento tapa no braço.
- Cale - se sua nojenta! - Bunnie olhou furiosa para a garota, que continuava surpresa com o violento tapa.
- Agora você vai me dizer que homem é falso, não é mesmo? - Bunnie continuou provocando a garota, enquanto Zinho, por sua vez, sentia - se nervoso com aquela cena que estava observando, mas não observava Acácio olhando furioso para ele. - Eu até ia deixar quieto, assim como a Nina queria! - Bunnie olhou furiosa para Nina, somente para sustentar a mentira. - Mas eu achei por bem te falar logo, porque assim você fica a par de tudo! - Bunnie gargalhou. - E procura a ficar logo com o meu irmão, porque ele sim, gosta de você, apesar da minha mãe não te querer e nem eu! - Bunnie continuou furiosa com Marion, que não tinha nem forças para responder, pois afinal de contas, seu coração estava totalmente descompassado e ela estava até sentindo vontade de desmaiar, tamanha desilusão que estava sentindo!
- Eu não acredito! - Marion bradou com lágrimas nos olhos, enquanto Bunnie, por sua vez, a olhava, exibindo - lhe um sorriso vitorioso e feliz. - Você ditou as palavras para ele, depois de se beijarem muito? - Marion continuou furiosa e choramingando, enquanto Bunnie, por sua vez, divertia - se com toda aquela cena que ela contemplava na sua frente.
- Pois é minha querida! - Bunnie bradou, jogando novamente seus cabelos. - Enquanto ele diz que pensa em você, ele fica comigo! - Bunnie gargalhou mais ainda, humilhando - a totalmente.
E Marion, por sua vez, chorou mais ainda, só em pensar em contemplar Bunnie e Acácio beijando - se felizes no quarto da casa dela ou da casa dele...
- Ah não! - Marion soluçou, enquanto Bunnie, por sua vez, ria da desgraça dela. - Eu nem vou ler essa carta! - continuou aos soluços.
- Eu estou achando que tudo isso que você está falando para a Marion, é mentira, Bunnie! - Rafaela desafiou a garota, que deu - lhe um empurrão e essa, quase foi ao chão, mas logo equilibrou - se.
- Você está achando o quê, sua fedida? - Bunnie gritou furiosa com a garota, que tremia feito vara verde, enquanto alguns já juntavam - se prontos para ver a suposta briga. - Você, que nem tem higiene nenhuma, não tem que achar nada! - Bunnie continuou apontando o dedo para a garota trêmula e retirou - se junto com Nina.
- Você está pensando o quê, Nina? - Bunnie perguntou furiosa. - Você está querendo colocar tudo a perder? - Bunnie gargalhou, enquanto Nina a olhava furiosa.
- Eu quero ver mesmo se você está saindo com o Cacio! - Nina bradou com uma ponta de inveja, enquanto Bunnie, por sua vez, ria da garota furiosa.
- Não é preciso, minha querida! - Bunnie continuou provocante. - Não é preciso, porque eu não minto! - Bunnie passou por Acácio e piscou para o garoto, que a olhou com desdém, sem ao menos entender o que estava acontecendo.
- Ele nem se importou com você, Bunnie! - Nina bradou sorridente.
- Vai ver é porque ele está cansado de tanto me beijar! - Bunnie bradou confiante, enquanto Nina, por sua vez, olhava duvidosa para a garota. - E uma maldadezinha não vai abalar a minha reputação, garota! - Bunnie confessou - se logo em seguida, enquanto Nina, por sua vez, entendia tudo e sentia - se mais aliviada pela situação provocada pela bela garota.
- E o quê foi que você fez com a Marion, maninha? - Zinho perguntou, aproximando - se das duas garotas.
- Nada não, Zinho! - Bunnie tentou desvencilhar - se do irmão, enquanto Nina, por sua vez, olhava sorridente para Zinho. - Por quê você não vai lá perguntar para a sua queridinha? - Bunnie continuou provocante, enquanto Zinho, por sua vez, olhava incrédulo para a irmã.
- O quê foi que vocês dois fizeram para a Marion? - Acácio perguntou, furioso, encarando os dois garotos, que olhavam surpresos para ele e agora, Nina teria certeza de que se era verdade ou não, que Bunnie tinha se visto aos beijos com Acácio...
- É que o Zinho aprontou tudo primeiro do que eu! - Bunnie começou a falar, vendo Sandro ao lado do primo. - E eu achei melhor terminar com o serviço! - Bunnie sorriu feliz, enquanto Acácio, por sua vez, olhava furioso para a garota e Nina, por sua vez, olhava para o belo garoto, comprovando assim, que a conversa que Bunnie teve com a Marion, era uma tremenda mentira.
- Eu não estou entendendo? - Acácio perguntou, meneando a cabeça em negativa e olhando para os dois irmãos, enquanto Zinho, por sua vez, engolia em seco, sabendo que seria pego. - Eu acho que você está ocultando muito, Bunnie! - Acácio olhou furioso para a garota, que ajeitava seus cabelos, fazendo charminho para o garoto nervoso.
- Eu acho bom você perguntar para o Zinho, que ele vai te explicar melhor! - Bunnie aconselhou, retirando - se junto com Nina, que não parava de olhar para Acácio, que nem se importava com ela.
- Zinho, a Cleide me disse que você escreveu uma carta para a Marion. - Acácio comentou, olhando furioso para o garoto, que por sua vez, engoliu em seco, achando que Cleide havia contado toda a verdade para Acácio.
- E o quê mais ela te contou? - Zinho perguntou trêmulo.
- Mais nada, ela só me falou isso! - Acácio olhou furioso para o garoto. - Por quê? - Acácio perguntou curioso. - Ela tinha que me contar mais alguma coisa que você aprontou? - Acácio perguntou curioso.
- Não, imagina se eu iria aprontar mais alguma coisa, oras! - Zinho deu de ombros.
- Espero mesmo, que você não tenha se passado por mim, porque se você tiver se passado por mim, aí, com certeza, você vai pagar caro pelo crime! - Acácio ameaçou com o dedo em riste, enquanto Zinho, por sua vez, retirava - se nervoso.
- Nossa, cara! - Sandro bradou furioso. - Como esse Zinho é sujo! - Sandro arrepiou - se.
- Agora eu quero ver o que a Bunnie fez com a Marion! - Acácio caminhou até a porta do banheiro, sendo observado por Bunnie e Nina.
- Eu acho que ele vai entrar no banheiro para saber da própria Marion! - Bunnie bradou com um pouco de medo.
- É mesmo? - Nina gargalhou. - E se eu fosse você, eu ia atrás para se defender! - Nina bradou sorridente, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para a garota sorridente.
- Você viu os dois conversando? - Rafaela perguntou, ajudando Marion a enxugar suas lágrimas. - Ela é bonita! - Rafaela continuou tentando consolar Marion, que chorava copiosamente. - E com certeza os dois devem estar saindo mesmo! - Rafaela continuou, chateada pela amiga estar chorando copiosamente.
- E por quê será que a Marion entrou chorando no banheiro? - Sonda perguntou, segurando Nina, que passava para ir ao banheiro.
- A Marion está chorando? - Nina perguntou com desdém, sob os olhares furiosos de Sonda.
- Ah, não me venha com teatrinho, Nina! - Sonda bradou furiosa, enquanto Eleomara, por sua vez, também olhava furiosa para a garota sorridente. - Você esteve o tempo todo na companhia da Bunnie e agora me vem fingindo que não sabe de nada? - Sonda continuou, olhando furiosa para a garota.
- Ah, não foi nada não! - Nina deu de ombros, sob os olhares furiosos de Sonda e Eleomara. - É que a Bunnie aprontou com a Marion! - Nina continuou sorridente e tentando desvencilhar - se de Sonda, sob os olhares furiosos de Bunnie, mas Sonda, por sua vez, a segurou novamente e ainda mais forte e Nina, por sua vez, voltou - se novamente.
- E o quê foi que ela fez, para a Marion entrar chorando no banheiro? - Sonda continuou curiosa.
- Eu acho bom você falar! - Eleomara bradou em tom ameaçador, enquanto Nina, por sua vez, olhava para Sonda, Bunnie e Eleomara e não sabia se confessava o erro de Bunnie ou se apanhava no lugar da garota, apenas para salvar a barra dela.
- É que a Bunnie inventou que ditou a carta para o Cacio, depois que os dois se beijaram muito! - Nina acabou confessando, enquanto Sonda, por sua vez, olhava surpresa para Eleomara, que ria da cara de Nina, que, por sua vez, estava tremendo feito uma vara verde.
- Dispensa a garota, Sonda, que nós vamos resolver isso agora! - Eleomara ordenou, olhando furiosa para Bunnie, que disfarçava, sorridente e sem graça.
- Com certeza! - Sonda soltou Nina, que foi corrrendo para o banheiro e entrou com tudo, observando Marion chorando e Rafaela ajudando - a a secar suas lágrimas.
- Por sua culpa, Marion, a Bunnie vai agora se ver com a Sonda! - Nina bradou furiosa, despertando a atenção das demais garotas que usavam o banheiro.
- E o quê foi que eu fiz? - Marion perguntou furiosa.
- Você não tinha nada que chorar, para não despertar a dó e compaixão dos outros! - Nina bradou com desdém e retirou - se com o intuito de usar o banheiro, enquanto Marion e Rafaela retiravam - se do mesmo, ainda surpresas e furiosas com a situação.
- Agora eu quero saber que carta é essa, Eleomara! - Sonda bradou curiosa.
- Eu não sei que carta é! - Eleomara respondeu surpresa também.
- Que carta é essa, Zinho? - Sonda aproximou - se do garoto, que até assustou - se com a pergunta da parte de Sonda.
- A carta que eu escrevi para a Marion! - Zinho respondeu ríspido.
- A carta que você escreveu para a Marion está dando toda essa confusão? - Eleomara perguntou surpresa.
- Ela deve ter pensado que fosse o Cacio quem escreveu a carta! - Zinho deu de ombros.
- E a Bunnie foi inventar que ela ditou as palavras para o Cacio depois que eles se beijaram muito? - Sonda perguntou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para Sonda, que ria da cara dele.
- Isso aí é com a minha irmã, Sonda! - Zinho bradou sorridente e retirou - se, sob os olhares das duas garotas duvidosas e já pensando em bolar um plano melhor para que sua irmã saísse logo com Acácio e concretizasse toda essa mentira...
E logo que Marion saiu do banheiro com Cleide, ela pegou a carta que estava afixada em seus seios e a jogou no latão de lixo, nem querendo saber sobre as malditas palavras que estavam naquela carta e que foram ditadas por Bunnie!
- Cara, ela jogou a carta fora! - Acácio bradou, indo direto para o latão de lixo.
- E sem ler! - Sandro também foi atrás do primo, que pegou a carta e começou a abri - la.
- Ah, essa não, Zinho! - Cleide foi correndo atrás do garoto e apontou para Acácio. - Ele pegou a carta que a Marion jogou no lixo e agora vai lê - la e depois ele vai acabar com você! - Cleide bradou surpresa, enquanto Zinho, por sua vez, contemplava aquela cena, totalmente assustado com a situação que se seguia.
- Ah, não! - Zinho sussurrou, totalmente nervoso e desacreditando no que seus olhos estavam contemplando.
E resolveu adiantar a situação, indo atrás de Marion, que passava por eles furiosa.
- O quê foi que aconteceu, Marion? - Zinho perguntou ansioso, enquanto Cleide afastava - se de ambos.
- A Cleide me deu uma carta, falando que o Cacio me escreveu, e aí a Bunnie veio me falando que foi ela quem ditou as palavras da carta, depois que eles se beijaram muito! - Marion soluçou, observando que a carta agora estava nas mãos de Acácio.
- Filha da puta! - Zinho olhou para Acácio, que lia a carta furioso. - A Bunnie me paga! - Zinho bradou furioso. - E bem que ela me falou, que agora eu estava nas mãos dela! - Zinho continuou furioso, depois de confirmar o que sabia sobre a irmã, mas isso já era um ponto para ele conseguir o que ele queria, só faltava concretizar agora!
- Nossa! - Cleide admirou - se ao ver Zinho novamente, depois que ele deixou as duas garotas. - Eu não imaginava que a situação ia chegar nesse pé! - Cleide continuou comentando ansiosa. - Mas como a sua irmã é, Zinho! - Cleide comentou, logo após escutar a conversa entre Marion e Zinho.
- Pois é! - Zinho concordou nervoso. - A Bunnie me pegou escrevendo a carta, e me ameaçou, porque eu não quis dividir com ela o que eu estava fazendo, aí ela resolveu se vingar, Cleide! - Zinho bradou desanimado, ao ver Acácio olhar furioso para ele. - E eu até achei bom o que ela fez, porque assim, fica até mais fácil de eu conquistar a Marion! - Zinho bradou sorridente, mas por dentro, com um tremendo medo do que Acácio poderia fazer com ele!
- E se eu tivesse uma irmã dessas, no mínimo eu a enforcaria! - Cleide comentou furiosa.
- E antes de eu enforcar a Bunnie, o Cacio vem vindo aqui, acertar os ponteiros comigo, como ele me prometeu! - Zinho bradou desanimado, enquanto Cleide, por sua vez, olhava surpresa para Zinho e para o belo garoto furioso.
- Bunnie, por quê você mentiu para a Marion? - Sonda perguntou, aproximando - se da garota, junto com Eleomara.
- Foi você quem contou, não é, Nina? - Bunnie perguntou furiosa.
- Eu contei porque eu fui obrigada, mas já falei para a Marion, que se não fosse por causa dela, você não estava passando por isso! - Nina confessou - se, ainda furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para ela.
- E o quê adianta isso, Nina? - Bunnie perguntou furiosa.
- E por quê você mentiu para a Marion, Bunnie? - Sonda olhou furiosa para a garota.
- Porque eu quis mentir, oras! - Bunnie deu de ombros. - Eu vi o Zinho escrevendo uma carta e ele não quis compartilhar comigo! - Bunnie continuou furiosa, enquanto Sonda a olhava com mais raiva ainda. - E por quê você está defendendo a Marion, agora? - Bunnie perguntou com desdém, enquanto Sonda, por sua vez, olhava surpresa para Eleomara.
- Eu não estou defendendo a Marion! - Sonda negou. - Eu estou defendendo o meu primo, porque o nome dele está no meio dessa sujeira toda! - Sonda apontou para Bunnie, que gelou da cabeça aos pés, enquanto todos comentavam sobre a suposta briga que poderia acontecer entre as duas garotas novamente.
- Você está querendo se aparecer, falando que beijou o Cacio só para provocar a Marion! - Eleomara bradou furiosa com a situação.
- Eu não estou entendendo o "porque" de vocês duas estarem defendendo aquela garota! - Bunnie bradou com desdém, enquanto o inspetor, por sua vez, aparecia no pátio da escola e todos dispersavam - se, com medo do que poderia acontecer.
- Cara, ele fez o que eu temia! - Acácio olhou furioso para Sandro, e logo apareceram Herbert e Dudu.
- O quê foi que aconteceu, mano? - Dudu perguntou curioso.
- O Zinho escreveu uma carta para a Marion e agiu com falsidade idelógica, querendo se passar por mim! - Acácio queixou - se, enquanto Dudu e Herbert, olhavam surpresos para ele.
- Eu não acredito que o Zinho seria capaz disso, cara! - Herbert bradou assustado.
- Pois é! - Acácio concordou furioso. - E ele está com a maldita da Cleide, que nem tão pouco me conhece! - Acácio bradou furioso.
- No mínimo a idéia foi dos dois! - Sandro bradou furioso, enquanto Acácio, por sua vez, olhava surpreso para o primo e os dois foram atrás de Zinho, ainda acompanhados por Dudu e Herbert.
- E aí, cara? - Acácio aproximou - se, dando um violento tapa no peito de Zinho, que quase caiu, ao desequilibrar - se. - Você tem algo a me dizer? - Acácio perguntou, olhando furioso para Zinho, que continuava olhando surpreso para ele e com os lábios secos e trêmulo.
- Ah... - Zinho enfim sorriu, morrendo de medo, por dentro. - E você nunca vem sozinho, não é, Cacio? - Zinho continuou nervoso, mas apresentava paciência e não muita calma. - Só faltou o Fred, aqui! - Zinho comentou, olhando para os outros três garotos que estavam acompanhando Acácio. - Mas o Fred só não está aqui, porque ele não gosta de você! - Zinho apontou para Acácio, que por sua vez, riu da cara dele.
- Por quê você escreveu essa carta e assinou o meu nome, cara? - Acácio foi logo no assunto.
- Eu acho bom você não disfarçar e falar logo do crime que você acabou de cometer, cara! - Dudu comentou furioso e pronto para atacá - lo.
- E por quê você está com a carta na mão? - Zinho perguntou para disfarçar.
- Porque a Marion jogou no latão do lixo! - Acácio respondeu furioso.
- E você, como lixeiro que é, pegou a carta e tratou logo de ler, não é? - Zinho perguntou, desafiando Acácio, que já estava de lábios crispados.
- Eu só vou te avisar uma coisa, cara! - Acácio começou a falar em tom ameaçador e apontando o dedo para Zinho, que até estremeceu. - Se isso acontecer novamente, o pau vai quebrar mais ainda, cara! - Acácio continuou furioso com o garoto que engolia em seco.
- Olha... - Zinho pigarreou com um meio sorriso. - Isso tudo foi idéia da Cleide! - Zinho confessou - se ainda nervoso, enquanto Acácio, por sua vez, olhava para o lado de Cleide, não totalmente convencido do que o garoto havia afirmado - lhe. - Ela falou para eu escrever uma carta de amor para a Marion e assinar o seu nome embaixo, como se fosse você que tivesse escrito a carta para ela! - Zinho continuou confessando, enquanto Acácio, por sua vez, continuava furioso e vermelho de raiva, enquanto Acácio, por sua vez, acertava - lhe um violento murro na boca do estômago e todos estavam observando a suposta briga e comentando, sempre observando com medo do inspetor aparecer do nada, assim como ele sempre fazia, enquanto Zinho, por sua vez, encolhia - se de tanta dor que estava sentindo.
- Agora você resolveu confessar, seu calhorda? - Acácio bradou furioso e ainda vermelho de tanta raiva que estava sentindo de Zinho, enquanto Zinho chorava feito um bebê, porque a dor que sentia era tanta, que ele só via estrelinhas azuis, de tanto que doía. - E a sua irmã, que é da mesma laia sua, aproveitou - se dessa maldita história e fez a Marion chorar! - Acácio continuou furioso com o garoto, que chorava copiosamente pelo murro que havia levado de Acácio, que ainda estava furioso e cheio de razão. - E será que você não sabe o motivo pelo qual a sua irmã fez a Marion chorar? - Acácio continuou colérico.
- Se ele não sabe ou não quer falar, eu sei e quero falar, Cacio! - Sonda aproximou - se do primo, totalmente furiosa com o que havia acontecido.
- Então diga logo, Sonda! - Acácio ordenou, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- A Bunnie mentiu para a Marion, apenas para fazê - la chorar, já que todo mundo sabe que ela ama você! - Sonda olhou furiosa para o primo, que continuou olhando para ela de olhos arregalados.
- E o quê foi que ela disse, Sonda? - Acácio perguntou mais calmo.
- Ela disse que ditou as palavras da carta para você, logo depois que vocês se beijaram muito! - Sonda comentou, enquanto Acácio, por sua vez, olhava surpreso para Sonda.
- Meu Deus do céu! - Acácio benzeu - se, mais furioso ainda. - A Bunnie é louca! - Acácio bradou furioso e olhando para a cara da garota, que também estava presente ali, segurando o ombro do irmão que encolhia - se de dor.
- E por causa disso você precisa esmurrar o meu irmão desse jeito? - Bunnie perguntou furiosa.
- Preciso sim! - Acácio respondeu, olhando furiosa para a garota, enquanto Marion e Rafaela, assistiam à briga ansiosas e Marion, por sua vez, sentia - se chateada por ver Zinho encolher - se daquele jeito.
- Olha aí, Zinho! - Bunnie bradou, ao olhar furiosa para a Marion, enquanto Zinho, por sua vez, também olhava para Marion. - A Marion está bem ali, vendo tudo e não está nem aí para você! - Bunnie falou bem alto, enquanto Acácio, por sua vez, também olhava na direção onde Bunnie apontava e observava Marion com um olhar encantado...
- Você é uma vagabunda, Bunnie! - Acácio bradou furioso, olhando para Bunnie, que nada dizia, apenas baixava a cabeça triste e olhava em direção a Fred, que nada fazia para defender aquele que ele dizia ser seu futuro cunhado e nem tão pouco a Bunnie, que o amava demais!!!
- Não fale assim com a minha irmã! - Zinho gemeu, ainda com a mão na boca do estômago, enquanto Acácio, por sua vez, exibia - lhe um sorriso sarcástico.
- E por acaso você acha que eu devo xingá - la do quê? - Acácio perguntou com desdém. - De "santa"? - Acácio perguntou com pouco caso, enquanto Zinho, por sua vez, crispava os lábios, de tanta raiva que tinha ficado do garoto fútil. - A sua irmã não presta cara! - Acácio bradou colérico. - E todo mundo do bairro e da escola, sabem disso! - Acácio continuou apontando o dedo para Bunnie, que chorava cabisbaixa, enquanto Nina, por sua vez, compadecia - se dela e Sonda ria muito da cara da garota. - E depois disso, o quê você vai fazer contra mim, Zinho? - Acácio perguntou com o olhar desafiador. - E se você tentar fazer algo contra mim, você sabe muito bem, que você vai acabar perdendo! - Acácio novamente apontou o dedo para o garoto, deixando - o com mais medo ainda. - Porque eu estou acompanhado de mais três e você não, você está sozinho! - Acácio quase gritou na cara do garoto, que tremia de medo, pois sabia que dali, ele não tinha muita escapatória.
- E o quê está acontecendo aqui? - Gomes apareceu, novamente com aquela pranchetinha na mão, dispersando a todos que comentavam sobre a suposta briga, enquanto Zinho, por sua vez, encolhia - se de dor. - O quê foi que aconteceu com o Zinho? - Gomes perguntou, olhando para Acácio, que dava um sorriso sarcástico.
- A minha mão deu um murro na boca do estômago dele, porque ele fez a Marion chorar! - Acácio bradou ainda firme. - E a vagabunda da Bunnie ficou inventando coisinhas por aí, somente para fazer a Marion chorar! - Acácio continuou furioso com os dois irmãos.
- Eu não quero saber de brigas aqui, já avisei! - Gomes disse furioso. - Vamos para a diretoria! - ordenou, apontando para as escadarias que levavam ao corredor, onde ficava a tão temida "diretoria"!
- Não, seu Gomes, aqui ninguém quer ir para a diretoria! - Zinho bradou, ainda gemendo, de tanta dor que sentia.
- Mas, meu garoto, você foi lesado! - Gomes admirou - se da atitude nobre do garoto.
- Ele não foi lesado, seu Gomes! - Acácio bradou ríspido. - Ele me lesou, e lesou a Marion! - Acácio comentou ainda furioso, enquanto Gomes, por sua vez, olhava para Acácio e para Zinho, que continuava chorando, ainda com a mão na boca do estômago.
- E se o meu irmão for prejudicado por causa desse Zinho, com certeza, esse cara aí vai morrer de tanto apanhar! - Dudu ameaçou, apontando o dedo para Zinho, que se estremecia ainda mais.
- Ele está errado, seu Gomes! - Acácio apontou o dedo para o garoto. - Levou o que mereceu! - Acácio continuou furioso com a situação. - Usou de falsidade ideológica, escrevendo belas palavras de amor para a garota que eu amo e ainda por cima assinando o meu nome! - Acácio continuou furioso com a situação, enquanto Gomes, por sua vez, olhava boquiaberto para Zinho, que continuava chorando e gemendo de dor.
- Ah! - Gomes olhou furioso para Zinho, dando razão para Acácio, que agora estava todo sorridente e feliz. - Assim não tem condições, Zinho! - Gomes olhou feio para o garoto. - E quando você crescer, você vai acabar passando cheques sem fundo e sendo um tremendo de um estelionatário! - Gomes bradou furioso com o garoto que chorava copiosamente, pois ele mal sabia, que mais tarde, as palavras do inspetor Gomes virariam realidade em sua vida! - Eu só não quero mais que vocês briguem, pelo menos aqui na escola! - Gomes bradou, dispersando todo mundo, com a sua pranchetinha, pois logo saíram fora, sabendo que seriam anotados ali, e se fossem... Seria tarde demais!!!
- Você nem para me defender, Fred? - Bunnie perguntou ao deparar - se com o garoto, na porta da sala de aula de Fred.
- E por quê eu deveria, Bunnie? - Fred perguntou, com um sorriso sarcástico.
- Porque você já considera o meu irmão como cunhado e também porque eu amo você e você sabe muito bem disso! - Bunnie bradou colérica, despertando os comentários de todos os que observavam.
- Mas não é por causa dessas duas coisinhas que eu preciso defender dois errados, não é? - Fred gargalhou sarcástico, enquanto Bunnie, por sua vez, ficava totalmente sem graça e Fred, por sua vez, retirou - se e foi sentar - se em seu lugar enquanto Bunnie, por sua vez, retirava - se totalmente sem graça.
- Qual foi o seu acordo com o Zinho, Cleide? - Acácio perguntou ao trombar com a garota, bem na hora da saída.
- Sobre o quê você está falando? - Cleide fez - se de besta.
- Ah, vai me dizer que você não sabe? - Acácio gargalhou.
- E por acaso você está defendendo a Marion? - Cleide perguntou com desdém, ao passo que Acácio, por sua vez, olhava furioso para a garota desdenhosa.
- Mas é claro que estou! - Acácio respondeu furioso. - E por acaso você está achando ruim, porque você não tem quem a defenda, Cleide? - Acácio perguntou ríspido, enquanto a garota, por sua vez, olhava assustada para o belo garoto. - E por acaso, em troca de magoar a Marion, você pediu um namorado para você, Cleide? - Acácio perguntou com pouco caso, enquanto Cleide, por sua vez, olhava surpresa para o garoto. - Espero que essa namorado não seja eu! - Acácio bradou benzendo - se e magoando mais ainda a pobre garota, que ficou triste e cabisbaixa. - Pois é melhor que você se esqueça desse tal namorado que você pediu em troca de magoar a pobre da Marion! - Acácio continuou furioso com a garota. - Porque ninguém vai querer uma garota feia, bisbilhoteira e briguenta assim como você! - Acácio bradou, furioso e apontando o dedo para a garota, que nada respondia, apenas engolia em seco. - E não foi à toa que a Sonda bateu em você, eu acho que ela deveria ter te batido mais, assim quem sabe você aprenderia a ser gente! - Acácio continuou furioso com a garota, que estava olhando - o de olhos arregalados. - E deveria também ter arrancado esses seus cabelos malditos fora, assim quem sabe nasceriam mais bonitos para não combinar com essa sua cara feia! - Acácio continuou furioso com a garota, que ao ser magoada ao extremo, começou a chorar copiosamente, e Acácio, por sua vez, ficou satisfeito ao vê - la chorar, assim como sua amada Marion havia chorado por causa da mesma!
Enquanto Acácio, por sua vez, retirava - se furioso e Sandro, por sua vez, sentiu pena da pobre garota, enquanto Herbert e Dudu riam da cara dela.
- Coitada, cara! - Sandro bradou, ainda olhando para trás, enquanto Cleide, por sua vez, muito magoada, chorava copiosamente, enquanto andava sentido sua casa.
- Não gostou? - Acácio deu de ombros e ainda olhou para trás, às gargalhadas. - Leva ela para casa, cara, assim quem sabe você se esquece a Bunnie! - Acácio comentou gargalhando, enquanto Sandro, por sua vez, olhava furioso para ele e não dizia mais nada em relação a Cleide.
- Acácio, eu preciso de falar com você! - Bunnie começou a correr atrás do garoto.
- Sua idiota! - Nina praguejou furiosa e com ciúmes da garota. - Você não precisa de correr atrás dele! - Nina continuou furiosa com a garota.
- E você, Bunnie? - Acácio perguntou sarcástico. - Por quê você vem correndo atrás de mim? - Acácio perguntou às gargalhadas, decepcionando totalmente a garota. - Você adora se aparecer, não é? - Acácio continuou sarcástico com a garota, que mascava aquele chiclete horroroso, feito uma cabrita no cio, toda provocante, e louca para beijar Acácio! - Você não presta mesmo, hein, Bunnie? - Acácio olhou furioso para a garota, que continuava provocante e olhando sensualmente para ele.
- Eu não presto mas todos me desejam, inclusive você! - Bunnie apontou o dedo para Acácio, surpreendendo Sandro. - Que também deve suspirar por mim, às escondidas! - Bunnie continuou desdenhosa, enquanto Acácio, por sua vez, ria da cara dela e não respondia nada do que ela havia dito para ele, enquanto Bunnie, por sua vez, ria totalmente convencida.
- Não falei? - Bunnie perguntou, toda sorridente e olhando feliz para Nina, que nada disse, apenas baixou a cabeça triste, pois Bunnie também estava querendo Acácio, assim como ela...
- O pior é que é mesmo, Bunnie! - Acácio admitiu baixinho, enquanto Herbert, por sua vez, abria seu sorriso e Sandro, por sua vez, olhava furioso para o primo, por saber que ele também desejava Bunnie, assim como ele!
- Ela é linda mesmo! - Herbert suspirou, olhando para Bunnie, que continuava sorridente e totalmente convencida de que era bonita e admirada por todos os garotos da escola e Sandro, por sua vez, também não gostou do comentário sórdido do futuro cunhado.
- E você não vai dizer mais nada, Acácio? - Bunnie perguntou, com a voz doce, enquanto Acácio, por sua vez, nada dizia, apenas olhava furioso para a garota. - Depois que o Herbert sentiu os meus lábios encima dos lábios dele, ele sabe o que dizer sobre mim... - Bunnie suspirou ao lado do garoto, que até afastou - se, sob os olhares furiosos de Sandro.
- Vá embora, Bunnie! - Acácio bradou furioso, enquanto Nina, por sua vez, a puxava para si e as duas saíram rapidinho da frente do garoto furioso.
- Você agora resolveu atacar para cima do Cacio, Bunnie? - Nina perguntou furiosa, enquanto a garota, por sua vez, olhou furiosa para ela.
- Eu não preciso atacar para cima dele, Nina, assim como você ataca! - Bunnie comentou, olhando furiosa para a garota ciumenta. - Porque ele já atacou para cima de mim! - Bunnie comentou totalmente convencida de que Acácio estava totalmente balançado por ela.
- Sonda, você estava defendendo a Marion? - Eleomara perguntou curiosa, sob os olhares furiosos de Sonda.
- E por quê você está perguntando isso? - Sonda perguntou furiosa.
- Porque era o que me parecia! - Eleomara respondeu com desdém.
- Pois isso só parecia para você, Eleomara! - Sonda respondeu ríspida. - Porque na verdade eu estava defendendo era o meu primo! - Sonda comentou furiosa, negando tudo. - Das garras daquele crápula do Zinho e da vagabunda da Bunnie! - Sonda bradou com muita raiva dos dois garotos.
- Mas algumas pessoas comentaram ao contrário, Sonda! - Eleomara continuou a insistir.
- "Algumas pessoas", quem, Eleomara? - Sonda perguntou, num tom desafiador. - Eu quero nomes! - Sonda continuou furiosa com a garota, que olhava surpresa para ela.
- Mas eu não sou obrigada a saber o nome de todo mundo! - Eleomara respondeu no mesmo tom de Sonda.
- Olha ela ali! - Sonda correu atrás de Cleide, sendo seguida por Eleomara e colocando um fim no assunto.
- Sonda? - Cleide perguntou surpresa, ao ver que a garota furiosa estava bem na sua frente. - O quê você quer? - Cleide perguntou nervosa.
- Você aprontou para cima do meu primo, não foi? - Sonda perguntou sem fôlego, e louca para esmurrar a cara da garota maldosa. - Sua cachorra! - Sonda gritou furiosa, aproximando - se de Cleide, que até deu uns passinhos para trás, de tanto medo que ficou da garota furiosa. - Uma hora, quando você menos esperar, eu te pego novamente, e arrebento essa sua cara safada! - Sonda bradou totalmente colérica, enquanto Cleide, por sua vez, olhava com medo para ela. - Mas eu vou te dar um pau tão grande que a rua vai até ficar pequena e o Fred vai ganhar rios de dinheiro nas apostas da nossa briga! - Sonda continuou colérica, enquanto alguns paravam e já comentavam sobre a suposta briga entre as duas garotas, enquanto Sonda, por sua vez, puxava Eleomara e as duas saíam rapidinho, deixando Cleide, totalmente nervosa e as demais pessoas, totalmente decepcionadas com o que ela havia feito, sem ao menos dar um tapinha leve em Cleide.
- Não esquenta não, Zinho! - Fred bateu no ombro do garoto, que olhou surpreso para ele. - Eu só não pude te ajudar naquela hora, porque eu já sabia que também sobraria para mim! - Fred justificou - se, enquanto Zinho, por sua vez, continuava olhando incrédulo para ele. - Mas das próximas, eu estarei com você no que der e vier! - Fred sorriu simpático, enquanto Zinho, por sua vez, olhava ainda nervoso com ele e ainda sentindo muita dor na boca do estômago.
- Tudo bem, cara! - Zinho bradou totalmente insatisfeito. - Eu até te entendo! - mentiu, ainda chateado com a reação do amigo, enquanto Acácio brigava furioso com ele. - Depois daquela que você levou, é bom que você não abuse muito! - Zinho bradou sorridente, mas ainda sentindo dor na boca do estômago.
- E por quê você fez tudo isso, Zinho? - Fred mudou o assunto.
- Eu fiz tudo isso apenas para conseguir a sua irmã mais rápido, cara! - Zinho confessou - se desanimado, enquanto Fred, por sua vez, olhava para ele com pena.
- Não se preocupe com isso e não confie mais em ninguém, cara! - Fred aconselhou ao futuro cunhado, que olhou surpreso para ele. - Você foi logo confiando, olha aí no que deu, cara! - Fred comentou sorridente, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ele, totalmente sem graça. - E eu prometo que você e a minha irmã ainda vão namorar! - Fred bradou totalmente confiante, enquanto Zinho, por sua vez, ria sem graça.
- O pior foi a Bunnie ter me chantageado, somente porque eu não quis dividir com ela sobre a carta! - Zinho lamentou - se para o garoto, que sorriu com desdém.
- A sua irmã é muito diabólica, cara! - Fred bradou chateado com Bunnie.
- Isso é verdade! - Zinho concordou ainda chateado e pegou a rua da sua casa, seguindo em direção à mesma, enquanto Fred, por sua vez, fez o mesmo.
E Zinho, por sua vez, chegou em sua casa e viu Bunnie, no portão, toda sorridente e com cara de maldosa e já preparou - se para o pior que viria logo a seguir...
- Boa tarde, irmãozinho! - Bunnie bradou toda sorridente, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para a garota maldosa. - A mãe vai ficar sabendo de tudo que aconteceu na escola e ela não vai gostar nada, nada, do que ela vai ficar sabendo! - Bunnie ameaçou com um enorme sorriso maldoso, enquanto Zinho, por sua vez, olhava incrédulo para ela.
- E não pense que você vai ficar impune dessa, Bunnie! - Zinho ameaçou, apontando para a irmã, que continuava sorridente.
- O quê está acontecendo aqui, entre vocês dois? - Deda perguntou, chegando bem atrás de Zinho e segurando todas as sacolas das compras para o almoço deles.
- Nada não, mamãe! - Zinho respondeu, sob o sorriso maldoso de Bunnie.
- O Zinho não vai falar, mamãe, então quem fala sou eu! - Bunnie bradou, olhando furiosa para o irmão e entrando na sua casa, seguindo a mãe, enquanto Zinho, por sua vez, as seguia furioso e fechando o portão atrás de si.
- Mamãe, o Cacio deu um violento murro na boca do estômago do Zinho! - Bunnie começou a falar, já tirando a mesa do café da manhã e preparando a mesa do almoço.
- Como é que é? - Deda perguntou, encarando ao filho, que colocava a mão no estômago, em menção de dor.
- Por quê você não fala as coisas direito, hein, Bunnie? - Zinho perguntou furioso. - Você só conta o que acontece comigo e não o que você provoca! - Fred bradou furioso, enquanto Bunnie, por sua vez, continuava com aquele sorriso safado.
- Então, conta desde o início, Bunnie! - Deda bradou furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava para a mãe, totalmente sem graça e Zinho, por sua vez, ria da cara da irmã.
- Ah, então você quer que eu conte as coisas desde o início, Zinho? - Bunnie perguntou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a irmã, duvidando que ela viraria o jogo a favor dela. - E a senhora quer mesmo saber "por quê" mamãe? - Bunnie perguntou com pouco caso.
- Ah, mas se vocês dois começaram a história, então contem logo que eu quero saber! - Deda bradou ansiosa. - Mas eu não gostei que aquele nojentinho te deu um murro na boca do estômago, meu filho! - Deda bradou nervosa.
- Mas se a senhora souber o "porque" do violento murro que o Zinho levou na boca do estômago, até a senhora vai dar razão a ele, mamãe! - Bunnie olhou sério para a mãe, que olhou desconfiada para ela.
- Então, comecem a falar logo! - Deda ordenou ansiosa e sentando - se em uma cadeira para ouvir o que os dois filhos tinham a dizer sobre o ocorrido na escola.
- O Zinho escreveu uma carta para a Marion, passando - se pelo Cacio, mamãe! - Bunnie começou a falar, olhando furiosa para o irmão.
- O quê? - Deda perguntou olhando furiosa para o filho.
- E por acaso eu te ensino esse tipo de coisa, Zinho? - Deda perguntou furiosa.
- Mas é claro que não, mamãe! - Zinho bradou nervoso.
- Então por quê você fez isso, meu filho? - Deda continuou nervosa com o filho.
- Porque ele quer a Marion a qualquer custo, mamãe! - Bunnie respondeu pelo irmão, que olhou furioso para ela.
- O meu desespero é tão grande, mamãe, que eu acabei caindo nos encantos da Cleide que falou que ia me ajudar a conquistar a Marion! - Zinho reclamou chateado, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para o filho.
- É, pelo visto você mereceu mesmo, tomar um violento murro na boca do estômago! - Deda continuou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a mãe.
- Mas, mamãe! - Zinho continuou admirado, enquanto Bunnie, por sua vez, ria feliz por ver o irmão levar bronca da mãe.
- Eu não vou te defender dessa vez, meu filho! - Deda continuou furiosa com o garoto, que não olhava mais para ela, pois estava cabisbaixo e triste. - E aonde entra a Bunnie? - Deda perguntou curiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para a irmã e olhava para a mãe, todo sorridente, sabendo que a irmã também tomaria uma violenta bronca da mãe nervosa.
- A Bunnie falou para a Marion que ditou a carta para o Cacio depois deles se beijarem muito! - Zinho bradou furioso, enquanto Bunnie, por sua vez, até baixou a cabeça, sabendo que levaria uma violenta bronca da mãe.
- Ah, eu não acredito! - Deda meneou a cabeça em negativa. - Eu tenho um filho pior do que o outro! - lamentou - se ainda chateada com a situação provocada pelos dois filhos.
- Não é bem assim, mamãe! - Bunnie tentou explicar - se, sob os olhares furiosos da mãe, enquanto Zinho, por sua vez, a olhava com um enorme sorriso vitorioso nos lábios. - Eu falei para o Zinho, que ele estava em minhas mãos, já que ele não dividiu o que ele estava fazendo em relação à carta, na tarde anterior! - Bunnie bradou furiosa com o irmão, que olhava divertido para ela.
- Olha, minha filha! - Deda olhou para Bunnie com um olhar ameaçador, enquanto Zinho, por sua vez, continuava divertindo - se com a desgraça da irmã. - Você está me saindo pior do que a encomenda! - Deda continuou furiosa com Bunnie, que ainda estava surpresa com a reação da mãe. - Eu acho que vou acabar te mandando para o seu pai! - Deda ameaçou, enquanto Bunnie, por sua vez, a olhava com um olhar de pedido de misericórdia, pois não queria jamais, ficar longe de Fred! - Quem sabe o seu pai dá um jeito em você, ou você mesma dá um jeito nele! - Deda bradou ainda furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, a olhava sem ter nada o que dizer, pois a ameaça que a mãe estava fazendo para ela, era uma ameaça muito difícil e que poderia acabar se concretizando, se ela não se comportasse adequadamente.
- E o Zinho não leva a bronca, mamãe? - Bunnie cobrou furiosa, enquanto Deda, por sua vez, voltava seus olhares para o filho mal educado, que a olhava com toda a atenção do mundo.
- O Zinho também errou e muito feio! - Deda olhou furiosa para o filho. - Essa Marion está acabando com a sua vida, meu filho! - Deda continuou furiosa com o garoto. - Eu já falei para você que eu não quero saber dessa garota, nem que você gosta dela ou não! - Deda continuou no mesmo tom com o garoto, que baixava a cabeça triste. - E nem você com esse Fred, Bunnie! - Deda bradou, olhando furiosa para a filha. - Essa família é negativa! - Deda continuou com o seu sermão. - Se não fosse, era só uma pessoa que dava trabalho para nós, mas o pior de tudo é que eles são uma família negativa! - Deda continuou no mesmo tom de fúria, enquanto ambos olhavam sérios para ela. - E onde está essa tal carta? - Deda perguntou, querendo ler a bendita carta.
- A carta está com a Marion! - Zinho bradou todo sorridente.
- Engano seu, maninho! - Bunnie olhou furiosa para o irmão. - A carta está com o Cacio! - Bunnie bradou ainda furiosa. - Você se esqueceu que a Marion jogou a carta no latão do lixo e o Cacio pegou? - Bunnie perguntou sarcástica, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ela. - A Cleide até deu a carta para a Marion, mas ela a jogou fora! - Bunnie continuou com desdém, enquanto Zinho, por sua vez, baixava a cabeça triste.
- Zinho, eu acho que quando você ficar adulto, eu vou ter que te pegar na porta da cadeia, porque você será preso por ser um grande falsificador de cheques, estelionatário! - Deda gritou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela com os olhos arregalados, enquanto Deda profetizava o futuro do filho. - E a tal da Cleide envolveu a sua irmã na historinha dela, envolveu você, que é um tremendo de um idiota, envolveu a desgraçada da Marion e ainda por cima quem era o pivô disso tudo, o Cacio! - Deda continuou colérica, enquanto o coração de Zinho acelerava, com medo de apanhar da mãe, que estava muito nervosa com a situação pela qual os dois filhos estavam passando. - Isso serve para você aprender a não ser um Maria vai com as outras! - Deda apontou para o filho, ainda colérica, enquanto Bunnie, por sua vez, dirigia - se para o seu quarto, toda sorridente e feliz, com ar de vitoriosa.
- Marion, você se lembra que eu falei para você que essa história poderia ser mentira? - Rafaela perguntou, ao aproximar - se da pobre garota triste.
- Foi tudo uma tremenda armação! - Marion bradou cabisbaixa. - E eu juro para você que eu não esperava isso do Zinho! - Marion continuou chateada com a ação do garoto.
- Para você ver como o Zinho é! - Rafaela bradou furiosa. - Ele é um tremendo de um Maria vai com as outras! - Rafaela bradou chateada com o que Zinho havia feito com sua amiga tristonha.
- Mamãe, eu fiquei sabendo que o Zinho escreveu uma carta para a Marion, passando - se pelo Cacio! - Dorise começou a falar, logo que a família já estava reunida para o almoço e Acácio, por sua vez, olhou furioso para a irmã. - E isso tudo deu um rolo tremendo, que o Cacio teve até que resolver com o Zinho, dando - lhe um violento murro na boca do estômago! - Dorise comentou, sob os olhares furiosos do pai.
- Como é que é, Acácio? - Acamir perguntou furioso, enquanto Acácio, por sua vez, olhava mais furioso ainda para a irmã.
- Pai, eu tive que resolver isso assim, porque eu já estava desconfiando que o Zinho estava fazendo alguma coisa errada e que estava envolvendo o meu nome! - Acácio defendeu - se, ainda nervoso, enquanto Olívia, por sua vez, já rezava para o pai não pesar a sua mão sobre o filho.
- E por acaso você levou suspensão? - Acamir perguntou furioso.
- Não, pai! - Acácio tentou defender - se, percebendo que o pai já estava totalmente alterado. - A diretora não estava na escola! - Acácio bradou mais calmo.
- Não? - Acamir perguntou quase que aos gritos. - E que diabos aquela maldita foi fazer que não estava na escola no momento do ocorrido? - Acamir continuou nervoso e assustando a todos os presentes que estavam almoçando.
- Ela estava em uma reunião! - Dudu foi logo acudindo, com o intuito de acalmar ao pai e foi isso que acabou acontecendo, para o alívio de todos os presentes.
- Eu não quero que você fique com a Marion, já te falei sobre isso, filho! - Acamir bradou um pouco mais calmo. - Apesar de você se dizer apaixonado por ela, eu já disse que não quero! - Acamir continuou no mesmo tom, mais calmo e sereno, enquanto Acácio, por sua vez, levantava - se chateado deixando seu prato de comida lotado e dirigiu - se para o seu quarto, enquanto a família toda comia em paz, ele chorava copiosamente, com o rosto colado em seu travesseiro. - E vê se você não guarda o prato dele! - Acamir olhou furioso para a mulher, que nem saiu do seu lugar, apenas ficou olhando para o prato do filho, enquanto comia em paz, sem ao menos dizer uma só palavra, pois estava com muito medo da fúria do marido.
- E ainda tem mais! - Dorise começou a falar novamente. - A Bunnie falou que ditou a carta para o Cacio, depois que os dois se beijaram muito! - Dorise bradou às gargalhadas, enquanto o pai olhava furioso para ela e Olívia olhava para a filha com muita dó, pois ainda ela era uma criança e não entendia ainda sobre as coisas.
- Eu não acredito! - Acamir bradou largando o seu guardanapo e retirando - se da mesa, totalmente furioso, enquanto Olívia, mais que depressa, ao ver o marido retirar - se, guardou o prato lotado do filho, para que ele pudesse comer mais tarde, depois que passasse a raiva.
- A senhora não vai guardar a comida do papai? - Dorise perguntou sorridente, enquanto Olívia, por sua vez, olhava furiosa para ela.
- Dorise, quando você morrer, e se eu estiver vivo ainda, eu vou mandar fazer dois caixões para você! - Dudu bradou furioso, enquanto Dorise, por sua vez, olhava para o irmão, sem ao menos entender o que o irmão estava querendo dizer com aquilo tudo.
- Mas por quê dois caixões, Dudu? - Dorise resolveu perguntar, enquanto o irmão exibia - lhe um sorriso faceiro.
- Você é burra demais, Dorise! - Dudu bradou furioso, enquanto Dorise, por sua vez, olhava para ele com desdém. - Um caixão é para você e outro é para a sua enorme língua! - Dudu bradou às gargalhadas, enquanto Dorise, por sua vez, olhava furiosa para ele e retirava - se aos prantos.
- Por quê você fez isso, Dudu? - Olívia perguntou com pena da filha.
- Porque ela fala as coisas sem pensar, só sabe fazer fofoca, mamãe! - Dudu respondeu furioso, enquanto a mãe também guardava o prato da filha, para que ela pudesse comer quando sentisse fome e passasse o nervoso.
- Ah, ótimo! - Cleide bradou toda ansiosa e feliz, por ver o garoto com um envelope na mão. - E agora eu vou até a Marion, entrego - lhe a carta, falando para ela que foi o Cacio quem escreveu! - Cleide tomou a carta da mão do garoto, que por sua vez, ainda ficou pensando se aquilo tudo daria certo ou não.
- Isso Cleide! - Zinho aplaudiu sem entusiasmo. - E será que depois disso ela vai querer marcar um encontro comigo? - Zinho perguntou ainda sem fé no poder que Cleide tinha nas mãos dela.
- Com você não, Zinho! - Cleide bradou sorridente, e decepcionando o garoto totalmente. - Mas com o Cacio ela vai marcar o encontro, mas daí aparece você! - Cleide bradou feliz, enquanto o garoto ria de tanta ansiedade que estava sentindo. - Mas só que eu tenho que ver a reação dela primeiro! - Cleide continuou ansiosa e segurando a carta próximo a seu peito, enquanto Zinho a olhava curioso. - Eu vou falar que o Cacio quer a resposta logo e que ela poderá até responder para mim! - Cleide sorriu ansiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela totalmente curioso com a sugestão dada pela garota ansiosa. - O quê você acha, Zinho? - Cleide continuou sorridente.
- Mas aí ela vai dar a resposta somente para você, não vai marcar nenhum encontro com o Cacio! - Zinho bradou triste.
- Eu estou fazendo isso, porque eu não sei qual será a reação dela! - Cleide bradou nervosa, enquanto Zinho, por sua vez, achava totalmente estranho o nervosismo da garota.
- Então, vá até ela e faça como você achar conveniente! - Zinho bradou desanimado, enquanto Cleide, por sua vez, retirava - se feliz e ansiosa, deixando assim, o garoto sozinho e absorto em seus pensamentos.
- Como é, maninho? - Bunnie perguntou, bem alto, atrás de Zinho, assustando - o. - Eu escutei tudo! - Bunnie continuou provocante.
- Você escutou "tudo" o quê, Bunnie? - Zinho perguntou furioso.
- Você pensa que eu sou idiota? - Bunnie perguntou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava feio para ela. - Você estava escrevendo uma carta para a Marion e ainda por cima estava se passando por Acácio? - Bunnie gargalhou, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela, de lábios crispados. - E agora não me adianta olhar desse jeito, Zinho! - Bunnie continuou furiosa com o irmão. - Porque você está na minha mão! - fez o gesto com a mão, enquanto Zinho, por sua vez, continuava olhando furioso para a irmã sorridente e feliz.
- Não foi nada disso que você ouviu, Bunnie! - Zinho tentou concertar, enquanto a irmã coçava a mão, para mostrar - lhe que agora sim, ele estava na mão dela. - Ouça - me! - Zinho continuou implorando, enquanto a irmã jogava seus cabelos para trás, fazendo pouco do garoto.
- Ih, o quê será que está acontecendo entre o Zinho e a Bunnie? - Marion perguntou, observando Zinho correndo atrás da sua irmã, feito um louco.
- Não sei não! - Cleide aproximou - se das duas garotas que andavam felizes e sorridentes pelo pátio da escola, enquanto escondia o seu grande trunfo, que era a carta que Zinho tinha escrito para Marion. - Marion, eu tenho uma carta para você! - Cleide anunciou, toda sorridente e feliz.
- Carta? - Marion perguntou curiosa, enquanto Cleide, por sua vez, soltava um sorrizinho totalmente sem graça.
- Exatamente! - Cleide exibiu o envelope fechado que estava em sua mão.
- Essa carta é de quem, Cleide? - Marion perguntou curiosa. - Por acaso é do Zinho? - Marion continuou curiosa e desvanecendo totalmente o sorriso triunfante da garota.
- Mas é claro que não! - Cleide negou, fingindo - se surpresa. - E por quê você acha que o Zinho teria que te escrever uma carta, Marion? - Cleide perguntou um pouco descontrolada, enquanto Rafaela e Marion, olhavam surpresas para a garota furiosa. - Se tudo que ele tem para te falar, ele já te fala! - Cleide continuou, só que um pouco mais calma, enquanto Marion, por sua vez, olhava estranho para ela.
- Então essa carta é de quem? - Marion perguntou curiosa. - Por acaso essa carta é do Cacio? - Marion perguntou furiosa, enquanto Cleide, por sua vez, respondia com um sorriso afirmativo e coração de Marion, por sua vez, acelerou, de tão feliz que ela estava em saber que Acácio havia lhe escrito uma carta, agora, ela não havia entendido o "porque" da carta estar na mão de Cleide.
- E por acaso você tem tantas intimidades assim com o Cacio, Cleide? - Marion perguntou, ainda tentando conter seu coração que estava aos pulos.
- Intimidade eu não tenho com ele! - Cleide foi logo respondendo. - Mas ele deve ter achado melhor eu entregar - lhe a carta, porque ele deve ter pensado que eu conheço você com mais profundidade! - Cleide mentiu de cara lavada, tentando convencer a pobre da Marion, enquanto Rafaela, por sua vez, a olhava desconvencida.
- Nossa, eu não entendi o "porque" do Cacio entregar logo essa carta para você, Cleide! - Marion bradou sem ao menos entender a situação que estava ficando totalmente complicada.
- Não diga nada, Rafaela! - Cleide cortou a garota que ia dizendo alguma coisa e essa, por sua vez, logo calou - se.
- Ótimo! - Marion bradou, pegando a carta da mão de Cleide, que estava toda sorridente e feliz. - Eu vou ler a carta e depois eu dou a resposta para você! - Marion bradou satisfeita, sob os olhares ansiosos de Cleide.
- Eu só quero que você leia a carta e passe a resposta para mim, não é preciso escrever nada, Marion! - Cleide bradou ansiosa, enquanto Marion e Rafaela olhavam - se curiosas, não entendendo o que Cleide queria com aquela carta.
- Eu não entendi, Cleide! - Marion olhou admirada para a garota sorridente, enquanto Zinho, por sua vez, observava tudo de longe, próximo a Bunnie, que ria de tudo aquilo.
- Porque ele não quer perder o tempo dele, lendo cartas, Marion! - Cleide continuou firme em suas respostas, enquanto Marion, por sua vez, achava estranha a atitude de Acácio, que também observava aquela cena ridícula ao longe.
- Ahn... - Marion suspirou feliz. - Ele me escreveu uma carta, mas quer que eu dê a resposta por você, não é? - Marion continuou sonhadora, enquanto Cleide, por sua vez, continuava sorridente e feliz, mas rindo por dentro, e pensando em como Marion era trouxa para acreditar em suas palavras que iam com o vento...
E enquanto Acácio passava por Sandro, e continuava sorridente, contemplando sua amada, Cleide observou - o e achou que ali, nas palavras de Cleide, havia algo de estranho e até pensou que não fosse Acácio que tivesse escrito aquela carta, e sim, o Zinho, que fazia tudo pela Marion e o que ela pensou, era toda a verdade!
- Marion, você não quer logo ler essa carta e me dar a resposta em seguida? - Cleide perguntou, observando a garota guardar a carta no pouco de seios que tinha e observando também Acácio ali, parado, ao lado de Sandro, contemplando aquela cena...
- Ah, mas se ele quer, eu leio a carta logo! - Marion bradou, retirando - se de fininho, enquanto Acácio e Zinho, observavam tudo atentos.
- Marion, isso tudo está me cheirando a mentira! - Rafaela bradou, indo atrás da garota e deixando Cleide sozinha, contemplando - as, com um enorme sorriso nos lábios.
- Mas como você pode achar que isso tudo é mentira, Rafaela? - Marion perguntou furiosa, enquanto a garota a olhava chateada.
- E você também estava duvidando da conversa da Cleide! - Rafaela bradou com certeza de que Marion também estava duvidando da garota.
- E por acaso você também acha que eu não posso ser feliz? - Marion perguntou nervosa, enquanto Rafaela olhava surpresa para ela.
- Não é nada disso, Marion! - Rafaela bradou ansiosa. - É que parecia que a Cleide estava mentindo para você! - Rafaela bradou com pena de Marion, que a olhava com desdém.
- E por quê você age como as outras pessoas, Rafaela? - Marion perguntou furiosa. - Você acha que o Cacio não pode me amar? - Marion perguntou ainda furiosa, enquanto a garota nada respondia, apenas a olhava ainda nervosa com a situação provocada por Cleide.
- Eu estou achando que o Zinho escreveu essa carta, passando - se por Acácio, apenas para te iludir, Marion! - Rafaela bradou, tirando as conclusões certas sobre a carta escrita por Zinho.
- O Zinho? - Marion perguntou admirada. - E você acha que o Zinho perderia o tempo dele, escrevendo uma carta para mim, sendo que ele pode muito bem falar tudo o que sente por mim, assim como a Cleide disse? - Marion perguntou ainda nervosa com a garota.
- Eu tenho certeza, Marion! - Rafaela bradou furiosa.
- E por quê você tem tanta certeza assim, Rafaela? - Marion insistiu.
- Porque a Cleide não conversa com o Cacio, Marion! - Rafaela continuou lutando para convencer a garota assustada. - Ela conversa muito com o Zinho, isso sim! - Rafaela olhou para o lado da garota, que esperava ansiosa por ver Marion lendo a carta. - O Acácio não tem amizades com ela, afinal de contas, ele também não deve ir com a cara dela, já que ela e a Sonda saíram rolando no chão, por causa de um lápis! - Rafaela continuou furiosa com Cleide.
- Isso é verdade, Rafaela! - Marion bradou ansiosa e olhando para o envelope. - E eles ainda namoravam na época! - Marion bradou ansiosa. - E isso que você falou agora tem lógica e muita lógica! - Marion sorriu para Rafaela, deixando - a satisfeita e feliz. - Mas eu acho que ele deve ter até se esquecido disso! - Marion deu de ombros, decepcionando Cleide, que ficou novamente sem graça.
- Cleide, de quem é aquela carta que a Marion está segurando tanto? - Acácio perguntou, segurando no braço da garota, que engoliu em seco e arregalou os olhos para encará - lo.
- Aquela carta que a Marion está segurando na mão é do Zinho! - Cleide foi logo falando, e sendo observada pelas duas garotas, por Zinho, que ficou gelado de medo, por Sandro, que sorria feliz e por Bunnie, que estava pronta para atacar...
- Do Zinho? - Acácio perguntou soltando a garota com toda a força do mundo, enquanto essa, por sua vez, tentava segurar - se para não cair e para ela foi a glória, Acácio segurá - la com toda a violência do mundo!
Pois pelo menos ela sentiu o que todas as garotas tinham vontade de sentir... Aquele perfume adocicado e maravilhoso, que quase nenhum garoto tinha a ousadia de usar... Aqueles belos olhos verdes a encarando, aquele belo rosto, tingido de um rosa suave e aqueles belos cabelos encaracolados de ruivo... Parecia mais um anjinho prestes a cair do céu... - Ah, mas eu não acredito que a Marion vai ler uma carta escrita pelo Zinho? - Acácio continuou indignado com a situação.
- Para você ver, Acácio! - Cleide bradou suspirando ainda, pois o garoto mais belo da escola, havia segurado seu braço com toda a violência do mundo. - As coisas mudam e às vezes, a Marion nem está mais a fim de você! - Cleide aproveitou para soltar seu veneno, enquanto Acácio, por sua vez, a olhava com desdém, e Zinho, por sua vez, estava adorando o que a garota estava fazendo e quem sabe isso o ajudaria em relação à Marion?
E ao ouvir aquilo, Acácio, por sua vez, retirou - se cabisbaixo e triste, enquanto Sandro, por sua vez, olhava chateado para o primo e furioso para Cleide, que virava as costas e retirava - se, ainda sonhando com a beleza de Acácio e já descartando todas as suas chances que poderia ter com ele, pois sabia muito bem, que não tinha porte para namorar um garoto tão lindo como aquele, então, ela preferia encarar um garoto mais simples...
- Muito bem, mocinha! - Bunnie resolveu atacar, segurando a carta que estava na mão de Marion, que a olhava surpresa e de olhos arregalados. - Você está com essa carta na mão, não está? - Bunnie perguntou às gargalhadas, enquanto Marion, por sua vez, a olhava surpresa e temerosa.
- Pode passar essa carta para a mão da Bunnie! - Nina ordenou com o olhar ameaçador, enquanto Marion, por sua vez, olhava surpresa para Rafaela, que engolia em seco, ao ver as duas garotas furiosas bem na sua frente.
- Cala a boca, sua louca! - Bunnie deu um safanão em Nina, que quase caiu, mas equilibrou - se novamente. - Você nem sabe do que se trata! - Bunnie continuou furiosa com Nina, que olhava furiosa para ela. - E nem tão pouco sabe quem escreveu essa carta para a Marion! - Bunnie continuou no mesmo tom de fúria.
- Mas, como você sabe sobre a carta, Bunnie? - Marion perguntou curiosa, enquanto Rafaela, por sua vez, confirmava todas as suas suspeitas e Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para Marion, querendo engoli - la.
- Porque o Cacio estava comigo, oras! - Bunnie mentiu com um sorriso provocante, decepcionando a pobre da garota apaixonada. - E além do mais, as palavras que estão escritas aí, fui eu quem as ditei! - Bunnie continuou provocante e jogando seus cabelos para trás, enquanto Rafaela, por sua vez, a olhava furiosa e Nina, por sua vez, olhava furiosa para Bunnie, pensando que ela tinha conseguido Acácio primeiro do que ela.
- Como é que é? - Marion perguntou totalmente assustada, enquanto Bunnie, por sua vez, continuava sorridente e feliz por ter conseguido enganar a garota.
- Isso mesmo, Marion! - Bunnie continuou feliz e ansiosa. - Fui eu quem ditei a carta para ele te iludir, depois de nos beijarmos muito! - gargalhou maliciosa, enquanto Marion a olhava boquiaberta e surpresa pela atitude da garota. - Mas só que aí eu me arrependi, sabe? - Bunnie continuou sorridente.
- É! - Nina concordou, sob os olhares furiosos de Bunnie. - Depois ela se arrependeu, porque ela se sentiu totalmente insegura, com medo de você correr atrás do Cacio e dela perdê - lo para você, Marion! - Nina bradou, sentindo um violento tapa no braço.
- Cale - se sua nojenta! - Bunnie olhou furiosa para a garota, que continuava surpresa com o violento tapa.
- Agora você vai me dizer que homem é falso, não é mesmo? - Bunnie continuou provocando a garota, enquanto Zinho, por sua vez, sentia - se nervoso com aquela cena que estava observando, mas não observava Acácio olhando furioso para ele. - Eu até ia deixar quieto, assim como a Nina queria! - Bunnie olhou furiosa para Nina, somente para sustentar a mentira. - Mas eu achei por bem te falar logo, porque assim você fica a par de tudo! - Bunnie gargalhou. - E procura a ficar logo com o meu irmão, porque ele sim, gosta de você, apesar da minha mãe não te querer e nem eu! - Bunnie continuou furiosa com Marion, que não tinha nem forças para responder, pois afinal de contas, seu coração estava totalmente descompassado e ela estava até sentindo vontade de desmaiar, tamanha desilusão que estava sentindo!
- Eu não acredito! - Marion bradou com lágrimas nos olhos, enquanto Bunnie, por sua vez, a olhava, exibindo - lhe um sorriso vitorioso e feliz. - Você ditou as palavras para ele, depois de se beijarem muito? - Marion continuou furiosa e choramingando, enquanto Bunnie, por sua vez, divertia - se com toda aquela cena que ela contemplava na sua frente.
- Pois é minha querida! - Bunnie bradou, jogando novamente seus cabelos. - Enquanto ele diz que pensa em você, ele fica comigo! - Bunnie gargalhou mais ainda, humilhando - a totalmente.
E Marion, por sua vez, chorou mais ainda, só em pensar em contemplar Bunnie e Acácio beijando - se felizes no quarto da casa dela ou da casa dele...
- Ah não! - Marion soluçou, enquanto Bunnie, por sua vez, ria da desgraça dela. - Eu nem vou ler essa carta! - continuou aos soluços.
- Eu estou achando que tudo isso que você está falando para a Marion, é mentira, Bunnie! - Rafaela desafiou a garota, que deu - lhe um empurrão e essa, quase foi ao chão, mas logo equilibrou - se.
- Você está achando o quê, sua fedida? - Bunnie gritou furiosa com a garota, que tremia feito vara verde, enquanto alguns já juntavam - se prontos para ver a suposta briga. - Você, que nem tem higiene nenhuma, não tem que achar nada! - Bunnie continuou apontando o dedo para a garota trêmula e retirou - se junto com Nina.
- Você está pensando o quê, Nina? - Bunnie perguntou furiosa. - Você está querendo colocar tudo a perder? - Bunnie gargalhou, enquanto Nina a olhava furiosa.
- Eu quero ver mesmo se você está saindo com o Cacio! - Nina bradou com uma ponta de inveja, enquanto Bunnie, por sua vez, ria da garota furiosa.
- Não é preciso, minha querida! - Bunnie continuou provocante. - Não é preciso, porque eu não minto! - Bunnie passou por Acácio e piscou para o garoto, que a olhou com desdém, sem ao menos entender o que estava acontecendo.
- Ele nem se importou com você, Bunnie! - Nina bradou sorridente.
- Vai ver é porque ele está cansado de tanto me beijar! - Bunnie bradou confiante, enquanto Nina, por sua vez, olhava duvidosa para a garota. - E uma maldadezinha não vai abalar a minha reputação, garota! - Bunnie confessou - se logo em seguida, enquanto Nina, por sua vez, entendia tudo e sentia - se mais aliviada pela situação provocada pela bela garota.
- E o quê foi que você fez com a Marion, maninha? - Zinho perguntou, aproximando - se das duas garotas.
- Nada não, Zinho! - Bunnie tentou desvencilhar - se do irmão, enquanto Nina, por sua vez, olhava sorridente para Zinho. - Por quê você não vai lá perguntar para a sua queridinha? - Bunnie continuou provocante, enquanto Zinho, por sua vez, olhava incrédulo para a irmã.
- O quê foi que vocês dois fizeram para a Marion? - Acácio perguntou, furioso, encarando os dois garotos, que olhavam surpresos para ele e agora, Nina teria certeza de que se era verdade ou não, que Bunnie tinha se visto aos beijos com Acácio...
- É que o Zinho aprontou tudo primeiro do que eu! - Bunnie começou a falar, vendo Sandro ao lado do primo. - E eu achei melhor terminar com o serviço! - Bunnie sorriu feliz, enquanto Acácio, por sua vez, olhava furioso para a garota e Nina, por sua vez, olhava para o belo garoto, comprovando assim, que a conversa que Bunnie teve com a Marion, era uma tremenda mentira.
- Eu não estou entendendo? - Acácio perguntou, meneando a cabeça em negativa e olhando para os dois irmãos, enquanto Zinho, por sua vez, engolia em seco, sabendo que seria pego. - Eu acho que você está ocultando muito, Bunnie! - Acácio olhou furioso para a garota, que ajeitava seus cabelos, fazendo charminho para o garoto nervoso.
- Eu acho bom você perguntar para o Zinho, que ele vai te explicar melhor! - Bunnie aconselhou, retirando - se junto com Nina, que não parava de olhar para Acácio, que nem se importava com ela.
- Zinho, a Cleide me disse que você escreveu uma carta para a Marion. - Acácio comentou, olhando furioso para o garoto, que por sua vez, engoliu em seco, achando que Cleide havia contado toda a verdade para Acácio.
- E o quê mais ela te contou? - Zinho perguntou trêmulo.
- Mais nada, ela só me falou isso! - Acácio olhou furioso para o garoto. - Por quê? - Acácio perguntou curioso. - Ela tinha que me contar mais alguma coisa que você aprontou? - Acácio perguntou curioso.
- Não, imagina se eu iria aprontar mais alguma coisa, oras! - Zinho deu de ombros.
- Espero mesmo, que você não tenha se passado por mim, porque se você tiver se passado por mim, aí, com certeza, você vai pagar caro pelo crime! - Acácio ameaçou com o dedo em riste, enquanto Zinho, por sua vez, retirava - se nervoso.
- Nossa, cara! - Sandro bradou furioso. - Como esse Zinho é sujo! - Sandro arrepiou - se.
- Agora eu quero ver o que a Bunnie fez com a Marion! - Acácio caminhou até a porta do banheiro, sendo observado por Bunnie e Nina.
- Eu acho que ele vai entrar no banheiro para saber da própria Marion! - Bunnie bradou com um pouco de medo.
- É mesmo? - Nina gargalhou. - E se eu fosse você, eu ia atrás para se defender! - Nina bradou sorridente, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para a garota sorridente.
- Você viu os dois conversando? - Rafaela perguntou, ajudando Marion a enxugar suas lágrimas. - Ela é bonita! - Rafaela continuou tentando consolar Marion, que chorava copiosamente. - E com certeza os dois devem estar saindo mesmo! - Rafaela continuou, chateada pela amiga estar chorando copiosamente.
- E por quê será que a Marion entrou chorando no banheiro? - Sonda perguntou, segurando Nina, que passava para ir ao banheiro.
- A Marion está chorando? - Nina perguntou com desdém, sob os olhares furiosos de Sonda.
- Ah, não me venha com teatrinho, Nina! - Sonda bradou furiosa, enquanto Eleomara, por sua vez, também olhava furiosa para a garota sorridente. - Você esteve o tempo todo na companhia da Bunnie e agora me vem fingindo que não sabe de nada? - Sonda continuou, olhando furiosa para a garota.
- Ah, não foi nada não! - Nina deu de ombros, sob os olhares furiosos de Sonda e Eleomara. - É que a Bunnie aprontou com a Marion! - Nina continuou sorridente e tentando desvencilhar - se de Sonda, sob os olhares furiosos de Bunnie, mas Sonda, por sua vez, a segurou novamente e ainda mais forte e Nina, por sua vez, voltou - se novamente.
- E o quê foi que ela fez, para a Marion entrar chorando no banheiro? - Sonda continuou curiosa.
- Eu acho bom você falar! - Eleomara bradou em tom ameaçador, enquanto Nina, por sua vez, olhava para Sonda, Bunnie e Eleomara e não sabia se confessava o erro de Bunnie ou se apanhava no lugar da garota, apenas para salvar a barra dela.
- É que a Bunnie inventou que ditou a carta para o Cacio, depois que os dois se beijaram muito! - Nina acabou confessando, enquanto Sonda, por sua vez, olhava surpresa para Eleomara, que ria da cara de Nina, que, por sua vez, estava tremendo feito uma vara verde.
- Dispensa a garota, Sonda, que nós vamos resolver isso agora! - Eleomara ordenou, olhando furiosa para Bunnie, que disfarçava, sorridente e sem graça.
- Com certeza! - Sonda soltou Nina, que foi corrrendo para o banheiro e entrou com tudo, observando Marion chorando e Rafaela ajudando - a a secar suas lágrimas.
- Por sua culpa, Marion, a Bunnie vai agora se ver com a Sonda! - Nina bradou furiosa, despertando a atenção das demais garotas que usavam o banheiro.
- E o quê foi que eu fiz? - Marion perguntou furiosa.
- Você não tinha nada que chorar, para não despertar a dó e compaixão dos outros! - Nina bradou com desdém e retirou - se com o intuito de usar o banheiro, enquanto Marion e Rafaela retiravam - se do mesmo, ainda surpresas e furiosas com a situação.
- Agora eu quero saber que carta é essa, Eleomara! - Sonda bradou curiosa.
- Eu não sei que carta é! - Eleomara respondeu surpresa também.
- Que carta é essa, Zinho? - Sonda aproximou - se do garoto, que até assustou - se com a pergunta da parte de Sonda.
- A carta que eu escrevi para a Marion! - Zinho respondeu ríspido.
- A carta que você escreveu para a Marion está dando toda essa confusão? - Eleomara perguntou surpresa.
- Ela deve ter pensado que fosse o Cacio quem escreveu a carta! - Zinho deu de ombros.
- E a Bunnie foi inventar que ela ditou as palavras para o Cacio depois que eles se beijaram muito? - Sonda perguntou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para Sonda, que ria da cara dele.
- Isso aí é com a minha irmã, Sonda! - Zinho bradou sorridente e retirou - se, sob os olhares das duas garotas duvidosas e já pensando em bolar um plano melhor para que sua irmã saísse logo com Acácio e concretizasse toda essa mentira...
E logo que Marion saiu do banheiro com Cleide, ela pegou a carta que estava afixada em seus seios e a jogou no latão de lixo, nem querendo saber sobre as malditas palavras que estavam naquela carta e que foram ditadas por Bunnie!
- Cara, ela jogou a carta fora! - Acácio bradou, indo direto para o latão de lixo.
- E sem ler! - Sandro também foi atrás do primo, que pegou a carta e começou a abri - la.
- Ah, essa não, Zinho! - Cleide foi correndo atrás do garoto e apontou para Acácio. - Ele pegou a carta que a Marion jogou no lixo e agora vai lê - la e depois ele vai acabar com você! - Cleide bradou surpresa, enquanto Zinho, por sua vez, contemplava aquela cena, totalmente assustado com a situação que se seguia.
- Ah, não! - Zinho sussurrou, totalmente nervoso e desacreditando no que seus olhos estavam contemplando.
E resolveu adiantar a situação, indo atrás de Marion, que passava por eles furiosa.
- O quê foi que aconteceu, Marion? - Zinho perguntou ansioso, enquanto Cleide afastava - se de ambos.
- A Cleide me deu uma carta, falando que o Cacio me escreveu, e aí a Bunnie veio me falando que foi ela quem ditou as palavras da carta, depois que eles se beijaram muito! - Marion soluçou, observando que a carta agora estava nas mãos de Acácio.
- Filha da puta! - Zinho olhou para Acácio, que lia a carta furioso. - A Bunnie me paga! - Zinho bradou furioso. - E bem que ela me falou, que agora eu estava nas mãos dela! - Zinho continuou furioso, depois de confirmar o que sabia sobre a irmã, mas isso já era um ponto para ele conseguir o que ele queria, só faltava concretizar agora!
- Nossa! - Cleide admirou - se ao ver Zinho novamente, depois que ele deixou as duas garotas. - Eu não imaginava que a situação ia chegar nesse pé! - Cleide continuou comentando ansiosa. - Mas como a sua irmã é, Zinho! - Cleide comentou, logo após escutar a conversa entre Marion e Zinho.
- Pois é! - Zinho concordou nervoso. - A Bunnie me pegou escrevendo a carta, e me ameaçou, porque eu não quis dividir com ela o que eu estava fazendo, aí ela resolveu se vingar, Cleide! - Zinho bradou desanimado, ao ver Acácio olhar furioso para ele. - E eu até achei bom o que ela fez, porque assim, fica até mais fácil de eu conquistar a Marion! - Zinho bradou sorridente, mas por dentro, com um tremendo medo do que Acácio poderia fazer com ele!
- E se eu tivesse uma irmã dessas, no mínimo eu a enforcaria! - Cleide comentou furiosa.
- E antes de eu enforcar a Bunnie, o Cacio vem vindo aqui, acertar os ponteiros comigo, como ele me prometeu! - Zinho bradou desanimado, enquanto Cleide, por sua vez, olhava surpresa para Zinho e para o belo garoto furioso.
- Bunnie, por quê você mentiu para a Marion? - Sonda perguntou, aproximando - se da garota, junto com Eleomara.
- Foi você quem contou, não é, Nina? - Bunnie perguntou furiosa.
- Eu contei porque eu fui obrigada, mas já falei para a Marion, que se não fosse por causa dela, você não estava passando por isso! - Nina confessou - se, ainda furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para ela.
- E o quê adianta isso, Nina? - Bunnie perguntou furiosa.
- E por quê você mentiu para a Marion, Bunnie? - Sonda olhou furiosa para a garota.
- Porque eu quis mentir, oras! - Bunnie deu de ombros. - Eu vi o Zinho escrevendo uma carta e ele não quis compartilhar comigo! - Bunnie continuou furiosa, enquanto Sonda a olhava com mais raiva ainda. - E por quê você está defendendo a Marion, agora? - Bunnie perguntou com desdém, enquanto Sonda, por sua vez, olhava surpresa para Eleomara.
- Eu não estou defendendo a Marion! - Sonda negou. - Eu estou defendendo o meu primo, porque o nome dele está no meio dessa sujeira toda! - Sonda apontou para Bunnie, que gelou da cabeça aos pés, enquanto todos comentavam sobre a suposta briga que poderia acontecer entre as duas garotas novamente.
- Você está querendo se aparecer, falando que beijou o Cacio só para provocar a Marion! - Eleomara bradou furiosa com a situação.
- Eu não estou entendendo o "porque" de vocês duas estarem defendendo aquela garota! - Bunnie bradou com desdém, enquanto o inspetor, por sua vez, aparecia no pátio da escola e todos dispersavam - se, com medo do que poderia acontecer.
- Cara, ele fez o que eu temia! - Acácio olhou furioso para Sandro, e logo apareceram Herbert e Dudu.
- O quê foi que aconteceu, mano? - Dudu perguntou curioso.
- O Zinho escreveu uma carta para a Marion e agiu com falsidade idelógica, querendo se passar por mim! - Acácio queixou - se, enquanto Dudu e Herbert, olhavam surpresos para ele.
- Eu não acredito que o Zinho seria capaz disso, cara! - Herbert bradou assustado.
- Pois é! - Acácio concordou furioso. - E ele está com a maldita da Cleide, que nem tão pouco me conhece! - Acácio bradou furioso.
- No mínimo a idéia foi dos dois! - Sandro bradou furioso, enquanto Acácio, por sua vez, olhava surpreso para o primo e os dois foram atrás de Zinho, ainda acompanhados por Dudu e Herbert.
- E aí, cara? - Acácio aproximou - se, dando um violento tapa no peito de Zinho, que quase caiu, ao desequilibrar - se. - Você tem algo a me dizer? - Acácio perguntou, olhando furioso para Zinho, que continuava olhando surpreso para ele e com os lábios secos e trêmulo.
- Ah... - Zinho enfim sorriu, morrendo de medo, por dentro. - E você nunca vem sozinho, não é, Cacio? - Zinho continuou nervoso, mas apresentava paciência e não muita calma. - Só faltou o Fred, aqui! - Zinho comentou, olhando para os outros três garotos que estavam acompanhando Acácio. - Mas o Fred só não está aqui, porque ele não gosta de você! - Zinho apontou para Acácio, que por sua vez, riu da cara dele.
- Por quê você escreveu essa carta e assinou o meu nome, cara? - Acácio foi logo no assunto.
- Eu acho bom você não disfarçar e falar logo do crime que você acabou de cometer, cara! - Dudu comentou furioso e pronto para atacá - lo.
- E por quê você está com a carta na mão? - Zinho perguntou para disfarçar.
- Porque a Marion jogou no latão do lixo! - Acácio respondeu furioso.
- E você, como lixeiro que é, pegou a carta e tratou logo de ler, não é? - Zinho perguntou, desafiando Acácio, que já estava de lábios crispados.
- Eu só vou te avisar uma coisa, cara! - Acácio começou a falar em tom ameaçador e apontando o dedo para Zinho, que até estremeceu. - Se isso acontecer novamente, o pau vai quebrar mais ainda, cara! - Acácio continuou furioso com o garoto que engolia em seco.
- Olha... - Zinho pigarreou com um meio sorriso. - Isso tudo foi idéia da Cleide! - Zinho confessou - se ainda nervoso, enquanto Acácio, por sua vez, olhava para o lado de Cleide, não totalmente convencido do que o garoto havia afirmado - lhe. - Ela falou para eu escrever uma carta de amor para a Marion e assinar o seu nome embaixo, como se fosse você que tivesse escrito a carta para ela! - Zinho continuou confessando, enquanto Acácio, por sua vez, continuava furioso e vermelho de raiva, enquanto Acácio, por sua vez, acertava - lhe um violento murro na boca do estômago e todos estavam observando a suposta briga e comentando, sempre observando com medo do inspetor aparecer do nada, assim como ele sempre fazia, enquanto Zinho, por sua vez, encolhia - se de tanta dor que estava sentindo.
- Agora você resolveu confessar, seu calhorda? - Acácio bradou furioso e ainda vermelho de tanta raiva que estava sentindo de Zinho, enquanto Zinho chorava feito um bebê, porque a dor que sentia era tanta, que ele só via estrelinhas azuis, de tanto que doía. - E a sua irmã, que é da mesma laia sua, aproveitou - se dessa maldita história e fez a Marion chorar! - Acácio continuou furioso com o garoto, que chorava copiosamente pelo murro que havia levado de Acácio, que ainda estava furioso e cheio de razão. - E será que você não sabe o motivo pelo qual a sua irmã fez a Marion chorar? - Acácio continuou colérico.
- Se ele não sabe ou não quer falar, eu sei e quero falar, Cacio! - Sonda aproximou - se do primo, totalmente furiosa com o que havia acontecido.
- Então diga logo, Sonda! - Acácio ordenou, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- A Bunnie mentiu para a Marion, apenas para fazê - la chorar, já que todo mundo sabe que ela ama você! - Sonda olhou furiosa para o primo, que continuou olhando para ela de olhos arregalados.
- E o quê foi que ela disse, Sonda? - Acácio perguntou mais calmo.
- Ela disse que ditou as palavras da carta para você, logo depois que vocês se beijaram muito! - Sonda comentou, enquanto Acácio, por sua vez, olhava surpreso para Sonda.
- Meu Deus do céu! - Acácio benzeu - se, mais furioso ainda. - A Bunnie é louca! - Acácio bradou furioso e olhando para a cara da garota, que também estava presente ali, segurando o ombro do irmão que encolhia - se de dor.
- E por causa disso você precisa esmurrar o meu irmão desse jeito? - Bunnie perguntou furiosa.
- Preciso sim! - Acácio respondeu, olhando furiosa para a garota, enquanto Marion e Rafaela, assistiam à briga ansiosas e Marion, por sua vez, sentia - se chateada por ver Zinho encolher - se daquele jeito.
- Olha aí, Zinho! - Bunnie bradou, ao olhar furiosa para a Marion, enquanto Zinho, por sua vez, também olhava para Marion. - A Marion está bem ali, vendo tudo e não está nem aí para você! - Bunnie falou bem alto, enquanto Acácio, por sua vez, também olhava na direção onde Bunnie apontava e observava Marion com um olhar encantado...
- Você é uma vagabunda, Bunnie! - Acácio bradou furioso, olhando para Bunnie, que nada dizia, apenas baixava a cabeça triste e olhava em direção a Fred, que nada fazia para defender aquele que ele dizia ser seu futuro cunhado e nem tão pouco a Bunnie, que o amava demais!!!
- Não fale assim com a minha irmã! - Zinho gemeu, ainda com a mão na boca do estômago, enquanto Acácio, por sua vez, exibia - lhe um sorriso sarcástico.
- E por acaso você acha que eu devo xingá - la do quê? - Acácio perguntou com desdém. - De "santa"? - Acácio perguntou com pouco caso, enquanto Zinho, por sua vez, crispava os lábios, de tanta raiva que tinha ficado do garoto fútil. - A sua irmã não presta cara! - Acácio bradou colérico. - E todo mundo do bairro e da escola, sabem disso! - Acácio continuou apontando o dedo para Bunnie, que chorava cabisbaixa, enquanto Nina, por sua vez, compadecia - se dela e Sonda ria muito da cara da garota. - E depois disso, o quê você vai fazer contra mim, Zinho? - Acácio perguntou com o olhar desafiador. - E se você tentar fazer algo contra mim, você sabe muito bem, que você vai acabar perdendo! - Acácio novamente apontou o dedo para o garoto, deixando - o com mais medo ainda. - Porque eu estou acompanhado de mais três e você não, você está sozinho! - Acácio quase gritou na cara do garoto, que tremia de medo, pois sabia que dali, ele não tinha muita escapatória.
- E o quê está acontecendo aqui? - Gomes apareceu, novamente com aquela pranchetinha na mão, dispersando a todos que comentavam sobre a suposta briga, enquanto Zinho, por sua vez, encolhia - se de dor. - O quê foi que aconteceu com o Zinho? - Gomes perguntou, olhando para Acácio, que dava um sorriso sarcástico.
- A minha mão deu um murro na boca do estômago dele, porque ele fez a Marion chorar! - Acácio bradou ainda firme. - E a vagabunda da Bunnie ficou inventando coisinhas por aí, somente para fazer a Marion chorar! - Acácio continuou furioso com os dois irmãos.
- Eu não quero saber de brigas aqui, já avisei! - Gomes disse furioso. - Vamos para a diretoria! - ordenou, apontando para as escadarias que levavam ao corredor, onde ficava a tão temida "diretoria"!
- Não, seu Gomes, aqui ninguém quer ir para a diretoria! - Zinho bradou, ainda gemendo, de tanta dor que sentia.
- Mas, meu garoto, você foi lesado! - Gomes admirou - se da atitude nobre do garoto.
- Ele não foi lesado, seu Gomes! - Acácio bradou ríspido. - Ele me lesou, e lesou a Marion! - Acácio comentou ainda furioso, enquanto Gomes, por sua vez, olhava para Acácio e para Zinho, que continuava chorando, ainda com a mão na boca do estômago.
- E se o meu irmão for prejudicado por causa desse Zinho, com certeza, esse cara aí vai morrer de tanto apanhar! - Dudu ameaçou, apontando o dedo para Zinho, que se estremecia ainda mais.
- Ele está errado, seu Gomes! - Acácio apontou o dedo para o garoto. - Levou o que mereceu! - Acácio continuou furioso com a situação. - Usou de falsidade ideológica, escrevendo belas palavras de amor para a garota que eu amo e ainda por cima assinando o meu nome! - Acácio continuou furioso com a situação, enquanto Gomes, por sua vez, olhava boquiaberto para Zinho, que continuava chorando e gemendo de dor.
- Ah! - Gomes olhou furioso para Zinho, dando razão para Acácio, que agora estava todo sorridente e feliz. - Assim não tem condições, Zinho! - Gomes olhou feio para o garoto. - E quando você crescer, você vai acabar passando cheques sem fundo e sendo um tremendo de um estelionatário! - Gomes bradou furioso com o garoto que chorava copiosamente, pois ele mal sabia, que mais tarde, as palavras do inspetor Gomes virariam realidade em sua vida! - Eu só não quero mais que vocês briguem, pelo menos aqui na escola! - Gomes bradou, dispersando todo mundo, com a sua pranchetinha, pois logo saíram fora, sabendo que seriam anotados ali, e se fossem... Seria tarde demais!!!
- Você nem para me defender, Fred? - Bunnie perguntou ao deparar - se com o garoto, na porta da sala de aula de Fred.
- E por quê eu deveria, Bunnie? - Fred perguntou, com um sorriso sarcástico.
- Porque você já considera o meu irmão como cunhado e também porque eu amo você e você sabe muito bem disso! - Bunnie bradou colérica, despertando os comentários de todos os que observavam.
- Mas não é por causa dessas duas coisinhas que eu preciso defender dois errados, não é? - Fred gargalhou sarcástico, enquanto Bunnie, por sua vez, ficava totalmente sem graça e Fred, por sua vez, retirou - se e foi sentar - se em seu lugar enquanto Bunnie, por sua vez, retirava - se totalmente sem graça.
- Qual foi o seu acordo com o Zinho, Cleide? - Acácio perguntou ao trombar com a garota, bem na hora da saída.
- Sobre o quê você está falando? - Cleide fez - se de besta.
- Ah, vai me dizer que você não sabe? - Acácio gargalhou.
- E por acaso você está defendendo a Marion? - Cleide perguntou com desdém, ao passo que Acácio, por sua vez, olhava furioso para a garota desdenhosa.
- Mas é claro que estou! - Acácio respondeu furioso. - E por acaso você está achando ruim, porque você não tem quem a defenda, Cleide? - Acácio perguntou ríspido, enquanto a garota, por sua vez, olhava assustada para o belo garoto. - E por acaso, em troca de magoar a Marion, você pediu um namorado para você, Cleide? - Acácio perguntou com pouco caso, enquanto Cleide, por sua vez, olhava surpresa para o garoto. - Espero que essa namorado não seja eu! - Acácio bradou benzendo - se e magoando mais ainda a pobre garota, que ficou triste e cabisbaixa. - Pois é melhor que você se esqueça desse tal namorado que você pediu em troca de magoar a pobre da Marion! - Acácio continuou furioso com a garota. - Porque ninguém vai querer uma garota feia, bisbilhoteira e briguenta assim como você! - Acácio bradou, furioso e apontando o dedo para a garota, que nada respondia, apenas engolia em seco. - E não foi à toa que a Sonda bateu em você, eu acho que ela deveria ter te batido mais, assim quem sabe você aprenderia a ser gente! - Acácio continuou furioso com a garota, que estava olhando - o de olhos arregalados. - E deveria também ter arrancado esses seus cabelos malditos fora, assim quem sabe nasceriam mais bonitos para não combinar com essa sua cara feia! - Acácio continuou furioso com a garota, que ao ser magoada ao extremo, começou a chorar copiosamente, e Acácio, por sua vez, ficou satisfeito ao vê - la chorar, assim como sua amada Marion havia chorado por causa da mesma!
Enquanto Acácio, por sua vez, retirava - se furioso e Sandro, por sua vez, sentiu pena da pobre garota, enquanto Herbert e Dudu riam da cara dela.
- Coitada, cara! - Sandro bradou, ainda olhando para trás, enquanto Cleide, por sua vez, muito magoada, chorava copiosamente, enquanto andava sentido sua casa.
- Não gostou? - Acácio deu de ombros e ainda olhou para trás, às gargalhadas. - Leva ela para casa, cara, assim quem sabe você se esquece a Bunnie! - Acácio comentou gargalhando, enquanto Sandro, por sua vez, olhava furioso para ele e não dizia mais nada em relação a Cleide.
- Acácio, eu preciso de falar com você! - Bunnie começou a correr atrás do garoto.
- Sua idiota! - Nina praguejou furiosa e com ciúmes da garota. - Você não precisa de correr atrás dele! - Nina continuou furiosa com a garota.
- E você, Bunnie? - Acácio perguntou sarcástico. - Por quê você vem correndo atrás de mim? - Acácio perguntou às gargalhadas, decepcionando totalmente a garota. - Você adora se aparecer, não é? - Acácio continuou sarcástico com a garota, que mascava aquele chiclete horroroso, feito uma cabrita no cio, toda provocante, e louca para beijar Acácio! - Você não presta mesmo, hein, Bunnie? - Acácio olhou furioso para a garota, que continuava provocante e olhando sensualmente para ele.
- Eu não presto mas todos me desejam, inclusive você! - Bunnie apontou o dedo para Acácio, surpreendendo Sandro. - Que também deve suspirar por mim, às escondidas! - Bunnie continuou desdenhosa, enquanto Acácio, por sua vez, ria da cara dela e não respondia nada do que ela havia dito para ele, enquanto Bunnie, por sua vez, ria totalmente convencida.
- Não falei? - Bunnie perguntou, toda sorridente e olhando feliz para Nina, que nada disse, apenas baixou a cabeça triste, pois Bunnie também estava querendo Acácio, assim como ela...
- O pior é que é mesmo, Bunnie! - Acácio admitiu baixinho, enquanto Herbert, por sua vez, abria seu sorriso e Sandro, por sua vez, olhava furioso para o primo, por saber que ele também desejava Bunnie, assim como ele!
- Ela é linda mesmo! - Herbert suspirou, olhando para Bunnie, que continuava sorridente e totalmente convencida de que era bonita e admirada por todos os garotos da escola e Sandro, por sua vez, também não gostou do comentário sórdido do futuro cunhado.
- E você não vai dizer mais nada, Acácio? - Bunnie perguntou, com a voz doce, enquanto Acácio, por sua vez, nada dizia, apenas olhava furioso para a garota. - Depois que o Herbert sentiu os meus lábios encima dos lábios dele, ele sabe o que dizer sobre mim... - Bunnie suspirou ao lado do garoto, que até afastou - se, sob os olhares furiosos de Sandro.
- Vá embora, Bunnie! - Acácio bradou furioso, enquanto Nina, por sua vez, a puxava para si e as duas saíram rapidinho da frente do garoto furioso.
- Você agora resolveu atacar para cima do Cacio, Bunnie? - Nina perguntou furiosa, enquanto a garota, por sua vez, olhou furiosa para ela.
- Eu não preciso atacar para cima dele, Nina, assim como você ataca! - Bunnie comentou, olhando furiosa para a garota ciumenta. - Porque ele já atacou para cima de mim! - Bunnie comentou totalmente convencida de que Acácio estava totalmente balançado por ela.
- Sonda, você estava defendendo a Marion? - Eleomara perguntou curiosa, sob os olhares furiosos de Sonda.
- E por quê você está perguntando isso? - Sonda perguntou furiosa.
- Porque era o que me parecia! - Eleomara respondeu com desdém.
- Pois isso só parecia para você, Eleomara! - Sonda respondeu ríspida. - Porque na verdade eu estava defendendo era o meu primo! - Sonda comentou furiosa, negando tudo. - Das garras daquele crápula do Zinho e da vagabunda da Bunnie! - Sonda bradou com muita raiva dos dois garotos.
- Mas algumas pessoas comentaram ao contrário, Sonda! - Eleomara continuou a insistir.
- "Algumas pessoas", quem, Eleomara? - Sonda perguntou, num tom desafiador. - Eu quero nomes! - Sonda continuou furiosa com a garota, que olhava surpresa para ela.
- Mas eu não sou obrigada a saber o nome de todo mundo! - Eleomara respondeu no mesmo tom de Sonda.
- Olha ela ali! - Sonda correu atrás de Cleide, sendo seguida por Eleomara e colocando um fim no assunto.
- Sonda? - Cleide perguntou surpresa, ao ver que a garota furiosa estava bem na sua frente. - O quê você quer? - Cleide perguntou nervosa.
- Você aprontou para cima do meu primo, não foi? - Sonda perguntou sem fôlego, e louca para esmurrar a cara da garota maldosa. - Sua cachorra! - Sonda gritou furiosa, aproximando - se de Cleide, que até deu uns passinhos para trás, de tanto medo que ficou da garota furiosa. - Uma hora, quando você menos esperar, eu te pego novamente, e arrebento essa sua cara safada! - Sonda bradou totalmente colérica, enquanto Cleide, por sua vez, olhava com medo para ela. - Mas eu vou te dar um pau tão grande que a rua vai até ficar pequena e o Fred vai ganhar rios de dinheiro nas apostas da nossa briga! - Sonda continuou colérica, enquanto alguns paravam e já comentavam sobre a suposta briga entre as duas garotas, enquanto Sonda, por sua vez, puxava Eleomara e as duas saíam rapidinho, deixando Cleide, totalmente nervosa e as demais pessoas, totalmente decepcionadas com o que ela havia feito, sem ao menos dar um tapinha leve em Cleide.
- Não esquenta não, Zinho! - Fred bateu no ombro do garoto, que olhou surpreso para ele. - Eu só não pude te ajudar naquela hora, porque eu já sabia que também sobraria para mim! - Fred justificou - se, enquanto Zinho, por sua vez, continuava olhando incrédulo para ele. - Mas das próximas, eu estarei com você no que der e vier! - Fred sorriu simpático, enquanto Zinho, por sua vez, olhava ainda nervoso com ele e ainda sentindo muita dor na boca do estômago.
- Tudo bem, cara! - Zinho bradou totalmente insatisfeito. - Eu até te entendo! - mentiu, ainda chateado com a reação do amigo, enquanto Acácio brigava furioso com ele. - Depois daquela que você levou, é bom que você não abuse muito! - Zinho bradou sorridente, mas ainda sentindo dor na boca do estômago.
- E por quê você fez tudo isso, Zinho? - Fred mudou o assunto.
- Eu fiz tudo isso apenas para conseguir a sua irmã mais rápido, cara! - Zinho confessou - se desanimado, enquanto Fred, por sua vez, olhava para ele com pena.
- Não se preocupe com isso e não confie mais em ninguém, cara! - Fred aconselhou ao futuro cunhado, que olhou surpreso para ele. - Você foi logo confiando, olha aí no que deu, cara! - Fred comentou sorridente, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ele, totalmente sem graça. - E eu prometo que você e a minha irmã ainda vão namorar! - Fred bradou totalmente confiante, enquanto Zinho, por sua vez, ria sem graça.
- O pior foi a Bunnie ter me chantageado, somente porque eu não quis dividir com ela sobre a carta! - Zinho lamentou - se para o garoto, que sorriu com desdém.
- A sua irmã é muito diabólica, cara! - Fred bradou chateado com Bunnie.
- Isso é verdade! - Zinho concordou ainda chateado e pegou a rua da sua casa, seguindo em direção à mesma, enquanto Fred, por sua vez, fez o mesmo.
E Zinho, por sua vez, chegou em sua casa e viu Bunnie, no portão, toda sorridente e com cara de maldosa e já preparou - se para o pior que viria logo a seguir...
- Boa tarde, irmãozinho! - Bunnie bradou toda sorridente, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para a garota maldosa. - A mãe vai ficar sabendo de tudo que aconteceu na escola e ela não vai gostar nada, nada, do que ela vai ficar sabendo! - Bunnie ameaçou com um enorme sorriso maldoso, enquanto Zinho, por sua vez, olhava incrédulo para ela.
- E não pense que você vai ficar impune dessa, Bunnie! - Zinho ameaçou, apontando para a irmã, que continuava sorridente.
- O quê está acontecendo aqui, entre vocês dois? - Deda perguntou, chegando bem atrás de Zinho e segurando todas as sacolas das compras para o almoço deles.
- Nada não, mamãe! - Zinho respondeu, sob o sorriso maldoso de Bunnie.
- O Zinho não vai falar, mamãe, então quem fala sou eu! - Bunnie bradou, olhando furiosa para o irmão e entrando na sua casa, seguindo a mãe, enquanto Zinho, por sua vez, as seguia furioso e fechando o portão atrás de si.
- Mamãe, o Cacio deu um violento murro na boca do estômago do Zinho! - Bunnie começou a falar, já tirando a mesa do café da manhã e preparando a mesa do almoço.
- Como é que é? - Deda perguntou, encarando ao filho, que colocava a mão no estômago, em menção de dor.
- Por quê você não fala as coisas direito, hein, Bunnie? - Zinho perguntou furioso. - Você só conta o que acontece comigo e não o que você provoca! - Fred bradou furioso, enquanto Bunnie, por sua vez, continuava com aquele sorriso safado.
- Então, conta desde o início, Bunnie! - Deda bradou furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava para a mãe, totalmente sem graça e Zinho, por sua vez, ria da cara da irmã.
- Ah, então você quer que eu conte as coisas desde o início, Zinho? - Bunnie perguntou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a irmã, duvidando que ela viraria o jogo a favor dela. - E a senhora quer mesmo saber "por quê" mamãe? - Bunnie perguntou com pouco caso.
- Ah, mas se vocês dois começaram a história, então contem logo que eu quero saber! - Deda bradou ansiosa. - Mas eu não gostei que aquele nojentinho te deu um murro na boca do estômago, meu filho! - Deda bradou nervosa.
- Mas se a senhora souber o "porque" do violento murro que o Zinho levou na boca do estômago, até a senhora vai dar razão a ele, mamãe! - Bunnie olhou sério para a mãe, que olhou desconfiada para ela.
- Então, comecem a falar logo! - Deda ordenou ansiosa e sentando - se em uma cadeira para ouvir o que os dois filhos tinham a dizer sobre o ocorrido na escola.
- O Zinho escreveu uma carta para a Marion, passando - se pelo Cacio, mamãe! - Bunnie começou a falar, olhando furiosa para o irmão.
- O quê? - Deda perguntou olhando furiosa para o filho.
- E por acaso eu te ensino esse tipo de coisa, Zinho? - Deda perguntou furiosa.
- Mas é claro que não, mamãe! - Zinho bradou nervoso.
- Então por quê você fez isso, meu filho? - Deda continuou nervosa com o filho.
- Porque ele quer a Marion a qualquer custo, mamãe! - Bunnie respondeu pelo irmão, que olhou furioso para ela.
- O meu desespero é tão grande, mamãe, que eu acabei caindo nos encantos da Cleide que falou que ia me ajudar a conquistar a Marion! - Zinho reclamou chateado, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para o filho.
- É, pelo visto você mereceu mesmo, tomar um violento murro na boca do estômago! - Deda continuou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a mãe.
- Mas, mamãe! - Zinho continuou admirado, enquanto Bunnie, por sua vez, ria feliz por ver o irmão levar bronca da mãe.
- Eu não vou te defender dessa vez, meu filho! - Deda continuou furiosa com o garoto, que não olhava mais para ela, pois estava cabisbaixo e triste. - E aonde entra a Bunnie? - Deda perguntou curiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para a irmã e olhava para a mãe, todo sorridente, sabendo que a irmã também tomaria uma violenta bronca da mãe nervosa.
- A Bunnie falou para a Marion que ditou a carta para o Cacio depois deles se beijarem muito! - Zinho bradou furioso, enquanto Bunnie, por sua vez, até baixou a cabeça, sabendo que levaria uma violenta bronca da mãe.
- Ah, eu não acredito! - Deda meneou a cabeça em negativa. - Eu tenho um filho pior do que o outro! - lamentou - se ainda chateada com a situação provocada pelos dois filhos.
- Não é bem assim, mamãe! - Bunnie tentou explicar - se, sob os olhares furiosos da mãe, enquanto Zinho, por sua vez, a olhava com um enorme sorriso vitorioso nos lábios. - Eu falei para o Zinho, que ele estava em minhas mãos, já que ele não dividiu o que ele estava fazendo em relação à carta, na tarde anterior! - Bunnie bradou furiosa com o irmão, que olhava divertido para ela.
- Olha, minha filha! - Deda olhou para Bunnie com um olhar ameaçador, enquanto Zinho, por sua vez, continuava divertindo - se com a desgraça da irmã. - Você está me saindo pior do que a encomenda! - Deda continuou furiosa com Bunnie, que ainda estava surpresa com a reação da mãe. - Eu acho que vou acabar te mandando para o seu pai! - Deda ameaçou, enquanto Bunnie, por sua vez, a olhava com um olhar de pedido de misericórdia, pois não queria jamais, ficar longe de Fred! - Quem sabe o seu pai dá um jeito em você, ou você mesma dá um jeito nele! - Deda bradou ainda furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, a olhava sem ter nada o que dizer, pois a ameaça que a mãe estava fazendo para ela, era uma ameaça muito difícil e que poderia acabar se concretizando, se ela não se comportasse adequadamente.
- E o Zinho não leva a bronca, mamãe? - Bunnie cobrou furiosa, enquanto Deda, por sua vez, voltava seus olhares para o filho mal educado, que a olhava com toda a atenção do mundo.
- O Zinho também errou e muito feio! - Deda olhou furiosa para o filho. - Essa Marion está acabando com a sua vida, meu filho! - Deda continuou furiosa com o garoto. - Eu já falei para você que eu não quero saber dessa garota, nem que você gosta dela ou não! - Deda continuou no mesmo tom com o garoto, que baixava a cabeça triste. - E nem você com esse Fred, Bunnie! - Deda bradou, olhando furiosa para a filha. - Essa família é negativa! - Deda continuou com o seu sermão. - Se não fosse, era só uma pessoa que dava trabalho para nós, mas o pior de tudo é que eles são uma família negativa! - Deda continuou no mesmo tom de fúria, enquanto ambos olhavam sérios para ela. - E onde está essa tal carta? - Deda perguntou, querendo ler a bendita carta.
- A carta está com a Marion! - Zinho bradou todo sorridente.
- Engano seu, maninho! - Bunnie olhou furiosa para o irmão. - A carta está com o Cacio! - Bunnie bradou ainda furiosa. - Você se esqueceu que a Marion jogou a carta no latão do lixo e o Cacio pegou? - Bunnie perguntou sarcástica, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ela. - A Cleide até deu a carta para a Marion, mas ela a jogou fora! - Bunnie continuou com desdém, enquanto Zinho, por sua vez, baixava a cabeça triste.
- Zinho, eu acho que quando você ficar adulto, eu vou ter que te pegar na porta da cadeia, porque você será preso por ser um grande falsificador de cheques, estelionatário! - Deda gritou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela com os olhos arregalados, enquanto Deda profetizava o futuro do filho. - E a tal da Cleide envolveu a sua irmã na historinha dela, envolveu você, que é um tremendo de um idiota, envolveu a desgraçada da Marion e ainda por cima quem era o pivô disso tudo, o Cacio! - Deda continuou colérica, enquanto o coração de Zinho acelerava, com medo de apanhar da mãe, que estava muito nervosa com a situação pela qual os dois filhos estavam passando. - Isso serve para você aprender a não ser um Maria vai com as outras! - Deda apontou para o filho, ainda colérica, enquanto Bunnie, por sua vez, dirigia - se para o seu quarto, toda sorridente e feliz, com ar de vitoriosa.
- Marion, você se lembra que eu falei para você que essa história poderia ser mentira? - Rafaela perguntou, ao aproximar - se da pobre garota triste.
- Foi tudo uma tremenda armação! - Marion bradou cabisbaixa. - E eu juro para você que eu não esperava isso do Zinho! - Marion continuou chateada com a ação do garoto.
- Para você ver como o Zinho é! - Rafaela bradou furiosa. - Ele é um tremendo de um Maria vai com as outras! - Rafaela bradou chateada com o que Zinho havia feito com sua amiga tristonha.
- Mamãe, eu fiquei sabendo que o Zinho escreveu uma carta para a Marion, passando - se pelo Cacio! - Dorise começou a falar, logo que a família já estava reunida para o almoço e Acácio, por sua vez, olhou furioso para a irmã. - E isso tudo deu um rolo tremendo, que o Cacio teve até que resolver com o Zinho, dando - lhe um violento murro na boca do estômago! - Dorise comentou, sob os olhares furiosos do pai.
- Como é que é, Acácio? - Acamir perguntou furioso, enquanto Acácio, por sua vez, olhava mais furioso ainda para a irmã.
- Pai, eu tive que resolver isso assim, porque eu já estava desconfiando que o Zinho estava fazendo alguma coisa errada e que estava envolvendo o meu nome! - Acácio defendeu - se, ainda nervoso, enquanto Olívia, por sua vez, já rezava para o pai não pesar a sua mão sobre o filho.
- E por acaso você levou suspensão? - Acamir perguntou furioso.
- Não, pai! - Acácio tentou defender - se, percebendo que o pai já estava totalmente alterado. - A diretora não estava na escola! - Acácio bradou mais calmo.
- Não? - Acamir perguntou quase que aos gritos. - E que diabos aquela maldita foi fazer que não estava na escola no momento do ocorrido? - Acamir continuou nervoso e assustando a todos os presentes que estavam almoçando.
- Ela estava em uma reunião! - Dudu foi logo acudindo, com o intuito de acalmar ao pai e foi isso que acabou acontecendo, para o alívio de todos os presentes.
- Eu não quero que você fique com a Marion, já te falei sobre isso, filho! - Acamir bradou um pouco mais calmo. - Apesar de você se dizer apaixonado por ela, eu já disse que não quero! - Acamir continuou no mesmo tom, mais calmo e sereno, enquanto Acácio, por sua vez, levantava - se chateado deixando seu prato de comida lotado e dirigiu - se para o seu quarto, enquanto a família toda comia em paz, ele chorava copiosamente, com o rosto colado em seu travesseiro. - E vê se você não guarda o prato dele! - Acamir olhou furioso para a mulher, que nem saiu do seu lugar, apenas ficou olhando para o prato do filho, enquanto comia em paz, sem ao menos dizer uma só palavra, pois estava com muito medo da fúria do marido.
- E ainda tem mais! - Dorise começou a falar novamente. - A Bunnie falou que ditou a carta para o Cacio, depois que os dois se beijaram muito! - Dorise bradou às gargalhadas, enquanto o pai olhava furioso para ela e Olívia olhava para a filha com muita dó, pois ainda ela era uma criança e não entendia ainda sobre as coisas.
- Eu não acredito! - Acamir bradou largando o seu guardanapo e retirando - se da mesa, totalmente furioso, enquanto Olívia, mais que depressa, ao ver o marido retirar - se, guardou o prato lotado do filho, para que ele pudesse comer mais tarde, depois que passasse a raiva.
- A senhora não vai guardar a comida do papai? - Dorise perguntou sorridente, enquanto Olívia, por sua vez, olhava furiosa para ela.
- Dorise, quando você morrer, e se eu estiver vivo ainda, eu vou mandar fazer dois caixões para você! - Dudu bradou furioso, enquanto Dorise, por sua vez, olhava para o irmão, sem ao menos entender o que o irmão estava querendo dizer com aquilo tudo.
- Mas por quê dois caixões, Dudu? - Dorise resolveu perguntar, enquanto o irmão exibia - lhe um sorriso faceiro.
- Você é burra demais, Dorise! - Dudu bradou furioso, enquanto Dorise, por sua vez, olhava para ele com desdém. - Um caixão é para você e outro é para a sua enorme língua! - Dudu bradou às gargalhadas, enquanto Dorise, por sua vez, olhava furiosa para ele e retirava - se aos prantos.
- Por quê você fez isso, Dudu? - Olívia perguntou com pena da filha.
- Porque ela fala as coisas sem pensar, só sabe fazer fofoca, mamãe! - Dudu respondeu furioso, enquanto a mãe também guardava o prato da filha, para que ela pudesse comer quando sentisse fome e passasse o nervoso.