Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

terça-feira, 29 de maio de 2012

A Rincha...

- Quem foi que inventou esse tipo de calúnia, Olívia? - Acamir por sua vez, perguntou furioso.
- Acamir, todo mundo está falando por aí! - Olívia bradou impaciente. - E o seu filho Acácio não ia sair por aí inventando coisas sobre você, Acamir, já que você é o pai dele! - Olívia continuou impaciente com seu marido, que olhava feio para ela.
- Olha aqui! - Acamir, por sua vez, apontou o dedo para a mulher, que olhou feio para ele. - É verdade sim! - Acamir encarou a mulher. - E daí? - deu de ombros, enquanto Olívia, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- Não, eu não acredito! - Olívia, por sua vez, bradou olhando furiosa para o marido. - A garota não tem nem treze anos! - Olívia continuou indignada. - E que pouca vergonha é essa, homem? - Olívia, por sua vez, continuou furiosa com o marido, que engolia em seco. - Aonde você está com essa cabeça, Acamir? - Olívia, por sua vez, explodiu com o marido, que continuou calado.

- Shi, o pai e a mãe estão discutindo! - Dudu cochichou baixinho, ao ver o irmão pular pela janela como se fosse um gato.
- Shi! - Acácio, por sua vez, coçou a cabeça ainda nervoso. - Então eu não vou poder ir até a cozinha? - Acácio, perguntou sentando - se encima da sua cama, desanimado. - Por qual motivos eles estão discutindo, Dudu? - Acácio, por sua vez, perguntou curioso.

- O mesmo assunto, a mesma pessoa! - Dudu, respondeu desanimado e Acácio, por sua vez, ficou olhando para o irmão que estava bem abalado com a situação que se seguia na cozinha.

- Então quer dizer que isso tudo é verdade? - Olívia perguntou colérica.
- Sim! - Acamir respondeu ríspido. - Mais só que não é exatamente o quê você está pensando! - Acamir, por sua vez, continuou furioso com a mulher, que olhava curiosa para ele.
- Não? - Olívia perguntou, ainda mais furiosa com a situação. - Então, o quê foi que aconteceu, homem? - Olívia, por sua vez, perguntou furiosa.
- Nós só conversamos feito pai e filha! - Acamir bradou furioso e Olívia, por sua vez, crispou os lábios de raiva do marido. - Há algo de errado nisso, Olívia? - Acamir perguntou em tom de crítica. - É como se eu pegasse a Dorise e ficasse conversando com ela dentro do carro, oras! - Acamir deu de ombros, sob os olhares furiosos da mulher.
- A sua filha não! - Olívia sensurou, em tom de fúria. - Não coloque a sua filha no meio dessa nojeira, Acamir! - Olívia continuou sarcástica com o marido, que olhava surpreso para ela. - Não compare a Dorise com a nojenta da Marion! - continuou furiosa, e Acamir, por sua vez, ficou mais nervoso ainda com a mulher.
- Dá licença, porque eu não tenho mais nada a falar com você, Olívia! - Acamir retirou - se, deixando a mulher curtindo a sua fúria sozinha. - E vocês? - Acamir perguntou furioso. - Por quê me olham? - Acamir continuou furioso, ao passar pelos filhos, que olhavam curiosos para ele. - Saiam do meio, porque eu quero ir para a sala, assistir ao Jornal Nacional e não quero saber de conversinhas paralelas! - Acamir, por sua vez, sensurou aos filhos, que ficaram olhando curiosos para ele, e esses saíram de mansinho com o intuito de não fazer barulho, para que o pai se acalmasse, e ao chegarem na cozinha, encontraram a mãe debruçada na pia, chorando copiosamente.
- Calma, mamãe! - Dorise, por sua vez, apoiou - se na mãe, com o intuito de acalmá - la, enquanto isso, Acácio e Dudu olhavam para a mãe com muita pena.

- Marion! - Zoraide começou a chamar a filha, batendo na porta do seu quarto. - Eu preciso de falar com você, minha filha! - Zoraide, por sua vez, continuou firme com a filha.
E Marion, por sua vez, amarelou ao ouvir aquela voz dura que só a mãe tinha, quando ia falar com ela e essa frase da mãe a deixava preocupada.

- O quê foi que aconteceu dessa vez, mamãe? - Marion perguntou desanimada e caminhando até a cozinha, ao encontro da mãe.
- O crápula do seu anjo protetor veio aqui e olha só o que ele fez em meu pescoço! - Zoraide continuou furiosa com a garota e mostrou - lhe o pescoço machucado, enquanto Marion, observava o machucado e ficava assustada com o que via.
- Nossa! - Marion admirou - se, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava feio para ela. - Quase te mataram, mamãe! - Marion disse com pouco caso. - E quem é o meu protetor, mamãe? - Marion perguntou, fazendo - se de idiota, enquanto a mãe crispava os lábios de raiva da filha.
- Você não sabe, Marion? - Zoraide perguntou ríspida. - Ora, você se faz de burra mesmo! - Zoraide continuou em tom de crítica, enquanto Marion, por sua vez, olhava sem graça para a mãe. - E você sabe muito bem que o seu anjo protetor é o Acamir! - Zoraide, por sua vez, continuou em tom de crítica, enquanto Marion a encarava querendo rir da cara da mãe, mas sabendo que não podia.
- O seu Acamir? - Marion perguntou, fazendo - se de besta. - Mas, então, o quê ele veio fazer aqui, mamãe? - Marion perguntou assustada, enquanto Zoraide, por sua vez, a olhava de lábios crispados.
- Ora... - Zoraide gargalhou. - O "seu Acamir"! - Zoraide, por sua vez, a imitou com voz de bêbada. - E você sabe muito bem do que se trata, Marion! - Zoraide, por sua vez, gritou com a garota, que até assustou - se com o tremendo grito que ela deu. - Para quê tanta formalidade com esse homem maldito que quase me levou para o cemitério e que te difama todas as vezes, Marion? - Zoraide continuou indignada com a situação que se seguia, enquanto Marion, por sua vez, a escutava calada, porque afinal de contas, ela era apenas uma vítima nessa história toda. - Ele veio aqui para te defender, minha filha! - Zoraide continuou ríspida com a garota, que nada dizia. - E você sabe muito bem disso, Marion! - Zoraide, por sua vez, continuou furiosa com a filha que nada dizia, pois estava com medo da mãe discontar tudo nela. - E além dele te defender, ele ficou perguntando sobre a sua irmã mais velha, com o intuito de falar que ela não toma nenhuma providência em relação à você, Marion! - Zoraide, por sua vez, continuou indignada com a situação que estava se seguindo. - E você, sua mal educada, só faz coisas erradas! - Zoraide continuou furiosa com a garota, que nada dizia, apenas escutava tudo o que a mãe tinha a lhe dizer. - E você fica por aí dentro do carro daquele safado! - Zoraide continuou colérica com a filha que estava nervosa com as palavras ríspidas da mãe. - E eu te bati no meio da rua, porque você mereceu! - Zoraide continuou furiosa e colérica com a garota que olhava surpresa para ela. - E você ainda merece levar outra surra, garota safada! - Zoraide bradou ainda furiosa e não se conformando com o que havia acontecido com ela. - E ele ainda prometeu em matar o seu irmão e que eu só vou encontrar a carcaça fedorenta dele! - Zoraide, por sua vez, benzeu - se. - Imagine só, Marion! - Zoraide, por sua vez, elevou as mãos aos céus. - Olha só o que você só me apronta! - Zoraide continuou olhando feio para a filha, que nada dizia, apenas escutava tudo calada e com medo da mãe vingar - se dela novamente e depois, para sensibilizá - la, Zoraide, por sua vez, sentou - se e choramingou, ao passo que Marion observava a reação falsa da mãe. - Foi você que mandou aquele crápula vir aqui, não foi? - Zoraide, por sua vez, desafiou Marion, que olhou surpresa para ela. - Responda, Marion? - Zoraide, por sua vez, começou a cobrar, olhando feio para a filha.
- Mas é claro que eu não mandei aquele homem vir aqui, mamãe! - Marion defendeu - se, ainda nervosa, enquanto Zoraide a olhava com os lábios crispados e Marion, por sua vez, sentiu ainda mais medo da reação da mãe. - E a senhora sabe muito bem que eu não sou capaz de fazer isso, mamãe! - Marion, por sua vez, choramingou, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava furiosa para ela.
- Desgraçada, cínica! - Zoraide bradou furiosa, e com muito ódio da filha, que, por sua vez, olhava furiosa para ela. - E você acha que eu sei de alguma coisa sobre você, minha filha? - Zoraide continuou furiosa, despejando toda a sua raiva para cima da filha, e Marion, por sua vez, ficou rezando para que o pai chegasse e a salvasse dessa tremenda situação de loucura e de fúria que a mãe estava possuída. - Aquele crápula veio aqui me enforcou e não contente, ainda deu na minha cara e tudo isso para te defender, sua cadela mal lavada! - Zoraide bradou furiosa, e Marion, por sua vez, não tinha para onde escapar, senão escutar aos desaforos da mãe, que estava lavando sua alma encima da desgraça da pobre garota.
- E tinha alguém vendo, mamãe? - Marion, por sua vez, perguntou com pouco caso, enquanto Zoraide crispava os lábios de raiva da filha.
- Não! - Zoraide bradou bem na cara da garota, que até assustou - se, devido à reação abrupta da mãe. - Era o quê vocês dois queriam, não é, Marion? - Zoraide, por sua vez, continuou colérica com a filha, que ainda a olhava surpresa e com medo. - Eu odeio você e aquele maldito homem que ainda vem te defender, Marion! - Zoraide bradou, observando Marion baixar a cabeça triste e desiludida.
- Eu já sabia disso, mamãe! - Marion bradou ríspida. - Da senhora e do Fred eu espero tudo isso e muito mais! - Marion, por sua vez, estralou o dedo para cima, ainda furiosa com a situação que se seguia. - E o problema é de vocês dois que me odeiam! - Marion, por sua vez, deu de ombros. - Porque eu não posso fazer nada quanto a isso! - Marion continuou colérica, enquanto Zoraide, por sua vez, a olhava surpresa e de olhos arregalados.
- Ah, então a donzela dos homens de quarenta, já chegou da escola, não é? - Fred entrou na cozinha, em tom de provocação. - E o quê você tem a dizer, quanto à situação da sua mãe, Marion? - Fred perguntou ainda furioso com a irmã, que olhava para ele com desdém. - E eu ouvi o meu nome nessa discussão idiota, Marion! - Fred a olhou furioso. - E veio da sua parte, minha filha! - bradou em tom de cobrança, enquanto Marion, por sua vez, nada dizia, apenas engolia em seco, pois agora o seu irmão também a pegava para cristo e aproximava - se mais ainda dela, enquanto essa, por sua vez, gelava de medo da proximidade do irmão.
- Vocês me odeiam mesmo, não é? - Marion perguntou em tom ameaçador. - Mamãe já me confirmou isso e eu apenas disse - lhe que você também está nessa, Fred! - Marion, por sua vez, explicou - se furiosa para o irmão, que olhava para ela incrédulo e por sua vez, deu um sorriso sarcástico.
- É verdade! - Fred bradou todo sorridente e feliz. - Concordo plenamente com você, Marion! - Fred, por sua vez, continuou ansioso e feliz, enquant0 Marion olhava furiosa para ele, enquanto esse, ia para o lado da mãe, e Marion, por sua vez, observou os dois abraçadinhos e sorridentes. - Esse seu adorado e idolatrado, quase matou a minha mãe, jogou - a no sofá e ainda deu na cara dela! - Fred bradou colérico. - E tudo isso por sua culpa, Marion! - Fred, por sua vez, apontou para a irmã que olhava furiosa para ele. - E você não presta, Marion! - Fred bradou, entre os dentes, enquanto Marion, por sua vez, olhava furiosa para ele. - E ainda aqueles dois idiotas correm atrás de você! - continuou no mesmo tom de fúria. - E eu não acredito! - Fred, por sua vez, exibiu um sorriso sarcástico para a garota, que, por sua vez, ficou furiosa com ele. - Tem gosto para tudo, não é? - continuou furioso e olhando - a com despreso, e Marion, por sua vez, não acreditava que seu irmão era tão asqueroso e mesquinho daquele jeito! - Aqui, a única pessoa que te engole, é o idiota do nosso pai! - Fred gritou ainda colérico, assustando assim, a pobre da garota apavorada. - E ele também não está nem aí com nada mesmo! - Fred continuou, olhando com ódio para ela. - Porque se a mãe contar para ele que o crápula do seu anjo protetor veio aqui em casa, a enforcou e a jogou no sofá e ainda deu na cara dela, ele não vai fazer nada em relação a isso! - continuou furioso com Marion. - E ainda é capaz dele aplaudir o seu anjo protetor! - bradou ainda furioso, enquanto Marion, por sua vez, engolia em seco, com medo do que poderia vir a acontecer - lhe.
- O pai é o único sensato aqui nessa casa! - Marion conseguiu falar, despertando ainda, por sua vez, uma tremenda fúria no irmão e na mãe, enquanto ela retirou - se e foi para o seu quarto, trancando a porta atrás de si, e sabendo que viria ainda mais discussão.

- Abra essa maldita porta, sua desgraçada! - Fred, por sua vez, começou a bater na porta do quarto da garota. - Você vai pagar caro, Marion! - continuou socando a porta do quarto de Marion, que estava muito nervosa e chorando copiosamente, sentada encima da sua cama, e ainda com medo da mãe e do irmão, que estavam furiosos com ela.

- O quê está acontecendo aqui? - Jardel perguntou, entrando assustado. - Você está querendo agredir a sua irmã, Fred? - Jardel olhou furioso para Fred, que nada respondeu, apenas parou de esmurrar a porta do quarto da irmã, para ficar encarando ao pai e com muita fúria.
- E por acaso o senhor já viu a garganta da minha mãe? - Fred perguntou, indo até a mãe, apontando a garganta machucada da mãe, para que o pai olhasse logo e fizesse alguma coisa contra o homem que fez isso com a sua mãe, pelo menos essa era a atitude que ele esperava do pai.
- É? - Jardel perguntou, exibindo um enorme sorriso de satisfação e felicidade, enquanto Fred, por sua vez, olhava furioso para o pai. - E quem foi que bateu em você, Zoraide? - Jardel perguntou sarcástico. - Quem foi a corajosa que resolveu te dar um pau no meio da rua, Zoraide? - Jardel, por sua vez, começou a perguntou com tremendo pouco caso.
- Corajosa, pai? - Fred, por sua vez, perguntou, ainda escandalizado. - E o senhor acha que isso tem cara de ser briga de mulher? - Fred, por sua vez, continuou furioso com o pai, enquanto Jardel olhava surpreso para ele.
- Mas é claro, meu filho! - Jardel bradou furioso, enquanto Marion, por sua vez, escutava tudo do seu quarto. - Ninguém gosta da sua mãe! - Jardel gargalhou maldoso. - Só você mesmo! - continuou às gargalhadas. - E eu, que tenho que aturar essa mulher maldita! - bradou entre os dentes, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava para ele com ódio.
- Não, não foi mulher nenhuma papai! - Fred, por sua vez, bradou com pouco caso. - Sabe quem foi? - Fred perguntou, indo de encontro ao pai e desafiando - o com o olhar, sem nenhum respeito pelo próprio.
E Zoraide, por sua vez, chorava copiosamente, e não tinha nem condições de falar devido ao seu choro sufocado, pelas palavras pesadas que o marido dirigia à sua pessoa.
- Não, meu filho, eu não sei quem foi que fez essa proeza na sua mãe, não! - Jardel, por sua vez, continuou ríspido.
- Não? - Fred gargalhou nervoso. - Foi o anjo protetor da Marion! - Fred bradou, vendo o enorme sorriso vitorioso do pai, por entender quem era o anjo protetor da filha.
- Ah, o Acamir? - Jardel, por sua vez, soltou uma tremenda gargalhada, despertando mais fúria ainda em Fred, que por sua vez, olhou feio para ele. - Já não era sem tempo! - continuou às gargalhadas. - Eu acho que ele demorou muito em vir acertar as contas com a sua mãe! - Jardel bradou ainda sorridente. - Era o que eu esperava, depois da surra que a sua mãe deu em Marion! - comentou, ainda com um meio sorriso. - Eu acho que ele não veio antes, porque ele estava esperando a poeira abaixar! - Jardel continuou sorridente, enquanto Fred, por sua vez, crispava os lábios de ódio do pai.
- Não! - Fred bradou furioso com o pai. - Eu não acredito no que eu estou ouvindo da parte do senhor, pai! - Fred, por sua vez, continuou indignado, enquanto Jardel, por sua vez, ria feito um bobo. - Eu não acredito que o senhor está aprovando a atitude daquele homem! - Jardel bradou ainda furioso com a atitude do pai. - E o senhor não vai fazer nada em favor da minha mãe? - Fred, por sua vez, continuou indignado com a situação. - Porque em uma família normal... - Fred começou a falar, mas logo foi interrompido pelo pai furioso.
- Em uma família normal, as filhas não apanham das mães, no meio da rua! - Jardel, por sua vez, bradou furioso. - E já que nós não somos uma família normal, eu até posso, se eu estiver afins, ir até a casa dele, dar os "meus parabéns" por ele ter tentado matar a sua mãe e ainda perguntar para ele, "o porque" dele não tê - la matado também! - Jardel bradou às gargalhadas, enquanto Zoraide, por sua vez, chorava copiosamente, e o Fred, olhava furioso para o pai.
- Papai, o senhor está acabando com a mamãe! - Fred reclamou ainda colérico.
- Ótimo! - Jardel, por sua vez, deu de ombros. - Pena que ele ainda não acabou com ela! - continuou às gargalhadas. - E o jantar? - cobrou, ainda olhando para a mesa e para o fogão, enquanto a mulher chorava copiosamente, e sentou - se na cadeira, em frente à mesa, ao passo que mãe e filho, ainda olhavam - se incrédulos, e Marion, de lá de dentro do seu quarto, se matava de rir da atitude do pai, perante à sua mãe, que tinha acabado de levar uma violenta surra de seu anjo protetor.
- Como é? - Zoraide perguntou colérica. - Eu apanho do homem e você ainda ri e pergunta do jantar? - Zoraide explodiu, ainda indignada. - Eu não estou acreditando no que eu estou ouvindo! - continuou chorosa. - Jardel, você é capaz disso mesmo? - perguntou irônica.
- Minha querida! - Jardel começou a falar, como quem ia responder a pergunta da mulher. - No mínimo você sabe que o seu maridinho chega cansado do serviço e quer jantar, não é? - Jardel perguntou sarcástico e sorridente, ao passo que Zoraide e Fred olhavam para ele com desdém.
- Olha!- Zoraide começou a falar. - Você tinha que no mínimo ir lá, na casa daquele homem, e tirar satisfações com ele! - Zoraide continuou indignada, enquanto Jardel, por sua vez, olhava para ela, com um enorme sorriso sarcástico. - O homem não é nem meu marido e eu apanhei dele, oras! - Zoraide continuou reclamando furiosa, enquanto Jardel, por sua vez, só olhava para ela com um olhar divertido, despertando assim, mais fúria em Fred. - E você ainda fica aí sentado, rindo da minha desgraça? - Zoraide perguntou ainda indignada com a situação que se seguia.
- Bem feito! - Jardel explodiu, batendo a mão uma na outra. - Um dia é da caça e outro é do caçador, meu bem! - bradou, em tom de pouco caso. - Agora eu quero o meu jantar! - Jardel cobrou num tom brincalhão, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- Olha aqui! - Zoraide, por sua vez, apontou o dedo para o marido, em tom de ameaça. - Pegue e faça! - voltou - se furiosa e olhando feio para o marido. - Ou então, coma pão com mortadela e me deixe em paz! - Zoraide, explodiu, deixando o pano de prato encima da mesa, e retirando - se e dirigindo -se para o seu quarto e sendo seguida pelo seu filhinho querido, que ao passar pelo pai, olhou - o furioso e com muito mais raiva ainda.

- Marion, abra a porta, é o papai! - Jardel bateu com delicadeza na porta do quarto da filha, que logo destrancou, abrindo a porta com calma, oferecendo um enorme sorriso e abraçando - lhe com lágrimas nos olhos. - Não importe - se com eles, porque enquanto o papai estiver aqui, nada de mal vai acontecer com você! - Jardel, por sua vez, sorriu feliz e abraçou a filha e afagou - lhe os cabelos e Marion, por sua vez, chorava copiosamente.

E no dia seguinte, na escola, Fred encontrou - se indignado com o que havia acontecido com a mãe, e aquele maldito homem...
Aquele maldito homem tinha batido em sua mãe e seu pai, que também era outro maldito asqueroso, tinha deixado pra lá e até falado que ia cumprimentar o homem pela atitude que ele teve em relação à sua mãe.
E Fred ainda encontrava - se chateado, nem havia tomado o café da manhã, que sua mãe preparou com tanto zelo e carinho, só viu Marion desfrutando do pão quentinho que o pai tinha trazido da padaria do seu Acamir, e ainda o pai, conversava e dava enormes gargalhadas, ao passo que a mãe estava lá, como se fosse uma escrava, próxima à pia, lavando as louças que restavam do almoço do dia anterior, já que ninguém havia jantado, por causa da sua raiva.
Então... Fred decidiu tirar satisfações com Acácio, já que não podia com o pai, então, ele podia com o filho, e... Andando, ele ficou procurando ansioso pelo rival e grande amor da vida da sua odiada irmã e enfim... Enfim avistou o garoto aproximando - se todo sorridente, bonito e faceiro, próximo ao seu primo Sandro.
- Fred! - Sandro chamou ao avistá - lo e Acácio, por sua vez, fez cara feia ao ver o garoto correndo, mas Fred não estava correndo porque Sandro o havia chamado, mas estava correndo porque queria falar logo com Acácio, e quem sabe até arrebentar a cara dele para defender a sua preciosa mãe.
- Olá, Acácio! - Fred aproximou - se dando um forte tapa no ombro do garoto, chamando - o para brigar.

- Ih, briga! - Dudu aproximou - se do irmão e ao ouvirem a palavra "briga", algumas pessoas aproximaram - se e outras já avisaram as demais e logo formou - se uma roda enorme e Acácio, por sua vez, viu - se junto ao Fred, Sandro e Dudu, no meio da enorme roda.

- Espere aí! - Sandro ordenou preocupado, enquanto Fred encarava Acácio com muita fúria. - O quê está acontecendo aqui, Fred? - Sandro continuou preocupado com a reação do amigo em relação ao pobre do seu primo.
- E ele não sabe? - Fred gritou no calor da discussão, e apontando para Acácio, que ainda estava surpreso e assustado com a situação que se passava bem na sua frente.
- Não! - Acácio negou ainda preocupado com a situação que se seguia. - Eu não sei de nada não! - Acácio, por sua vez, engoliu em seco e Marion e Zinho já conseguiram ver - se no meio da roda, observando a discussão entre Acácio e Fred.

- Agora a briga é entre Acácio e Fred! - Herbert anunciou feliz. - Então, eu me sinto na obrigação de dar os papeizinhos das supostas apostas! - bradou Herbert fazendo menção de buscar os papeizinhos das apostas de cada um dos dois que estavam brigando, e foi quando Fred, por sua vez, olhou feio para ele, e logo ele acabou ficando aonde estava.

- Como você não sabe? - Fred perguntou ainda furioso com o rival, que olhava para ele ainda assustado. - Você estava todo feliz, conversando com o seu primo e no mínimo eu deduzi que você estava contando tudo o que aconteceu com a minha mãe, para o seu priminho querido! - Fred bradou com pouco caso e ainda por cima com uma ponta de inveja do amigo em relação ao primo.
- E o quê foi que aconteceu com a sua mãe, cara? - Acácio perguntou preocupado, enquanto Fred, por sua vez, lançava - lhe um enorme sorriso sarcástico.
- E você não sabe que o seu pai foi lá na minha casa e deu uns tapas em minha mãe? - Fred perguntou amargurado, enquanto Acácio, por sua vez, olhava surpreso para o garoto.
- Não, eu não sabia não! - Acácio, que no fundo sabia, pelos comentários, negou, pois temia o pior, pois Fred estava colérico e só pelo seu olhar, ele já sabia que o garoto acabaria com a vida dele ali mesmo no pátio da escola.
- Eu acho bom você não brigar com o Cacio, porque ele não tem culpa do que aconteceu entre o meu tio e a sua mãe! - Sandro olhou furioso para Fred, que deu um sorriso sarcástico para o amigo.
- O Cacio não tem culpa de nada, Fred! - Marion choramingou, sob os olhares furiosos do irmão. - Quem tem culpa disso tudo é você e a mãe! - Marion continuou choramingando, enquanto Fred, por sua vez, crispava os lábios de raiva por tamanha acusação feita pela irmã chorosa. - O seu Acamir só cometeu isso tudo, por minha defesa, já que lá em casa eu não tenho quem me defenda, a não ser o pai! - Marion continuou intervindo por Acácio, que olhava surpreso para ela e seu coração cada vez mais acelerado, enquanto Sonda, furiosa, observava toda aquela cena maldita, mordendo seus dedos, a fim de comer suas unhas, de tão nervosa que estava.
- Essa desgraçada! - Sonda gritou furiosa, pronta para bater em Marion. - Essa desgraçada de novo não! - Sonda continuou furiosa, sendo seguida por Nina e Eleomara, que estavam com medo de Sonda bater em Marion. - Ela está aprontando todas com a minha família! - Sonda continuou colérica, olhando furiosa para Marion, que nada dizia em relação à ela.
- Ah, cala a sua boca, Sonda! - Fred bradou furioso, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ele. - Você não sabe de nada! - Fred continuou colérico. - Só sabe aprontar encrencas! - continuou furioso, enquanto Sonda, por sua vez, crispava os lábios de raiva do garoto e louca para bater nele também.
- E você não vai vingar a surra que a sua mãe tomou do meu tio, em meu primo não! - Sandro olhou furioso para Fred, pronto para defender seu primo e sua irmã, que estava furiosa com a situação, e enquanto Sandro colocava - se em frente ao seu primo, Acácio aproveitou a situação e ficou olhando para Marion e sorrindo todo feliz e ansioso por ter sido salvo pela sua amada, e Marion, por sua vez, suspirou e sorriu feliz com a situação pela qual ela se encontrava, e Sonda, por sua vez, já passava por uma outra situação, ao observar tudo, mordendo os seus lábios de tanta fúria que estava sentindo...
- Eu não vou bater em você, Sandro, porque nós somos amigos e eu não quero perder a sua amizade! - Fred bradou desanimado com a situação e totalmente desarmado, vendo que o amigo estava pronto para brigar com ele, se esse mexesse com seu primo. - E já que eu não posso quebrar a cara dele, eu também não vou quebrar a cara do meu melhor amigo! - Fred bradou ainda desanimado, e totalmente desarmado, e agora ele já estava bem mais calmo, porém... Desanimado com a situação que havia criado. - Só que não se esqueça de uma coisa, Acácio! - Fred apontou o dedo para o rival, que olhava sério para ele. - De você eu tenho ódio e nunca vou permitir que você e a minha irmã fiquem juntos! - bradou, deixando Acácio chateado e Sonda e Zinho, felizes por ambos não perderem seus amados.

- Melhor amigo e único amigo que você tem, não é, Fred? - Sonda provocou em alto e bom tom, enquanto Fred, por sua vez, olhava furioso para ele.
- Isso é verdade! - Nina concordou furiosa, enquanto Fred, por sua vez, também olhava furioso para a garota.
- Crápula! - Marion praguejou furiosa, referindo - se a seu irmão, que também olhava furioso para ela, enquanto a roda se desfazia.

E Zinho, por sua vez, estava todo radiante e feliz, ao saber que Marion nunca ficaria com Acácio, devido à raiva de Fred.
- Então, já que você e o Cacio  não podem ficar juntos, segundo o seu irmão! - Zinho começou a cochichar nos ouvidos de Marion, que olhava furiosa para ele. - Então, nós podemos ficar juntos! - Zinho suspirou, pegando forçado na mão da amada Marion, que logo soltou sua mão da mão dele, ao ver seu irmão passar e olhar com olhar de fúria.
- Você com o Zinho, eu ainda apóio! - Fred, por sua vez, voltou - se, deixando - os surpresos. - Agora, eu só apóio isso, porque eu não quero te ver com aquele almofadinha daquele Acácio! - Fred bradou ainda colérico. - Porque o Cacio não presta e nem tampouco você, Zinho! - Fred apontou para o garoto, que baixou a cabeça triste e envergonhado, e passou pelos dois ainda furioso, e todos estavam comentando sobre a suposta briga que não houve, e alguns até falavam que Fred era o valentão covarde.


-Tá aí! - Sandro tocou na mão de Acácio, todo feliz e sorridente. - Te salvei dessa, cara! - Sandro continuou apertando a mão do primo que estava bem mais calmo e sorridente e feliz. - E não se esqueça que você me deve essa! - Sandro continuou sorridente e feliz e bem mais aliviado, por não ver o primo apanhar do amigo Fred.
- Valeu, cara! - Acácio agradeceu, coçando a cabeça, ainda nervoso com a situação que ainda estava mexendo com o seu pobre coraçãozinho. - Mas dessa eu não sabia! - Acácio bradou ainda chateado com a situação.
- Nem eu! - Sandro deu de ombros, ainda surpreso com a situação. - Jamais eu aprovaria essa atitude do seu pai, que está me saindo muito pior nessa história! - Eu apenas ouvi alguns comentários, mas acabei ignorando - os! - Sandro continuou explicando - se para o seu primo que ainda estava chateado com a situação.
- Mamãe tem que saber por mim, e eu vou correndo para casa, assim que sairmos da escola, porque senão a Dorise vai contar do jeito dela e aí você já sabe, não é? - Acácio sorriu, só em pensar na irmã distorcendo toda a situação para o lado que ela achava ainda mais convincente. - Ela vai distorcer tudo e a minha mãe vai ficar ainda mais nervosa com a situação! - Acácio explodiu furioso.
- Não é que a Dorise distorce tudo, é que você quer ser o primeiro a contar a fofoca quentinha, não é? - Sandro gargalhou, enquanto Acácio, por sua vez, olhava furioso para ele. - Porque a Dorise sabe muito bem contar uma fofoca, ela só não sabe a tabuada do cinco, não é? - Sandro deu uma enorme gargalhada, junto com Acácio.


E na hora do intervalo Fred só ficava observando Acácio com Sonda e seus colegas, louco para bater nele logo.
- Quer dizer então, que o seu pai foi até a casa da Marion, para bater na mãe dela, a fim de defendê - la? - Sonda perguntou furiosa.
- Como eu já disse, eu não estava sabendo de nada, apenas tinha ouvido alguns comentários! - Acácio bradou ainda desanimado com a situação, ao passo que Sonda ainda olhava feio para ele.
- Olha aqui, Acácio! - Sonda apontou o dedo para o namorado. - Essa garota está me saindo pior do que a encomenda! - Sonda bradou ainda rancorosa. - Todo mundo só fala nela aqui nessa escola e eu já estou ficando nervosa com essa situação! - Sonda continuou furiosa com o namorado, que ainda olhava feio para ela. - Porque ela nem me dá tempo de agir para eu ser comentada, porque logo ela age primeiro, arrastando todos os comentários que seriam ao meu favor, para ela! - Sonda bradou com muita fúria, enquanto Acácio, por sua vez, ria da cara dela, deixando - a ainda mais furiosa com a situação que se seguia. - E eu já estou com ódio de morte dela e estou com vontade de aprontar uma para ela ficar esperta comigo! - Sonda bradou, vendo Marion passar, acompanhada de Rafaela. - Olha aí! - apontou para a garota, enquanto Acácio a olhava com toda a ternura do mundo. - Falei do bicho, e o bicho apareceu! - continuou furiosa e nem prestando a atenção no namorado, que até esticava o pescoço para olhar Marion. - Eu estou falando para você? - Sonda perguntou ainda com desdém. - Ela não presta! - bradou com toda a raiva do mundo. - E bem que a minha mãe fala, que mulher que não presta, o homem sente o cheiro de longe e fica louco! - Sonda continuou, olhando furiosa para Acácio e só assim, ela percebeu que o namorado até esticava o pescoço para olhar para Marion, que já ia ao longe, acompanhada de Rafaela.
- Ah, não é bem assim, Sonda! - Acácio bradou, sorridente, e ainda acompanhando Marion com os olhos, enquanto Sonda, por sua vez, crispava os lábios de raiva.
- Páre de olhar para essa maldita, Acácio! - Sonda bradou furiosa, com um tremendo ciúme e Acácio, por sua vez, só ficou olhando para ela. - Assim está melhor! - Sonda continuou no mesmo tom de fúria. - E se o Sandro não tivesse te defendido, no mínimo agora, o Fred já teria te quebrado a cara! - Sonda concluiu furiosa, e Acácio, por sua vez, coçava a cabeça ainda nervoso com a situação.
- E quando eu contar tudo para a minha mãe, e que também o Fred queria brigar comigo, para defender a honra da mãe dele, no mínimo ela não vai gostar da situação! - bradou Acácio, ainda desanimado com a situação que se seguia.
- E você tem que contar tudo logo, porque senão a Dorise vai fazer a festa, e vai contar as coisas do jeito dela, bem do jeito que ela já está contando para as amigas dela! - Sonda apontou para Dorise, que estava quase que no meio do pátio, rodeada por várias garotas.
- Como é que é? - Acácio viu a irmã às gargalhadas com várias garotas e não gostou do que viu.
- É sim! - Sonda concordou feliz. - Ela está contando até que viu a briga entre seu pai e a dona Zoraide! - Sonda bradou sorridente e observando a cara surpresa do namorado.
- O quê? - Acácio, por sua vez, meneou a cabeça ainda chateado. - Eu não acredito! - Acácio continuou furioso com o que estava vendo bem na sua frente.
- Pois é! - Sonda gargalhou, também não acreditando na proeza da prima. - Ela está contando que estava lá e todo mundo que está ouvindo, também está caindo na dela, como se fossem patinhos! - Sonda continuou às gargalhadas.
- A Dorise está louca! - Acácio bradou ainda furioso. - Quer se aparecer nas costas dos outros! - Acácio continuou indignado e vendo a irmã contando o que não aconteceu, toda entusiasmada com as garotas que a rodeavam ansiosas por saber mais sobre o assunto. - Dorise, eu não acredito que você está fazendo isso! - Acácio a pegou pelo braço, depois que todas as garotas se dispersaram, comentando sobre o que Dorise havia falado.
- O quê foi, Acácio? - Dorise perguntou, tentando desvencilhar - se, enquanto observava Sonda toda sorridente e feliz.
- Você fica contando mentiras para as pessoas, Dorise! - Acácio, por sua vez, continuou repreendendo a irmã, que por sua vez, conseguiu soltar - se e retirar - se, para não ouvir mais os conselhos do irmão. - Ela está me saindo pior do que a encomenda! - Acácio bufou, olhando para Sonda, que ainda sorria feliz. - E você também, Sonda! - Acácio, por sua vez, olhou feio para a namorada, que ficou totalmente sem graça, devido ao comentário sórdido do namorado.
- E por quê a coisa virou contra mim, agora, Acácio? - Sonda perguntou furiosa.
- Porque você quer as atenções de todo mundo! - Acácio retirou - se furioso, deixando - a sozinha e furiosa.

E assim que bateu o sinal, Acácio saiu acelerado, sem que ninguém o percebesse e assim seria uma oportunidade boa para Fred descontar em Acácio, mas esse estava tão preocupado com a fofoca que iria contar para a mãe, que nem tampouco percebeu, que seu inimigo havia saído rapidinho para se vingar dele, e deixando todos para trás.
Mas Fred, por sua vez, não conseguiu alcançar ao seu rival, pois ele estava correndo muito para chegar em sua  casa.
- Mamãe, eu preciso contar uma bomba enorme para a senhora! - Acácio chegou em casa todo esbaforido e nem deu tempo dele ver a sua amada indo embora junto com Zinho, Rafaela e Cleide, a nova amiga deles.
- O quê foi, dessa vez, meu filho? - Olívia perguntou, com a faca na mão, pois cortava carne.
- A senhora não sabe da missa nem a metade! - Acácio sentou - se sendo acompanhado pela mãe.
- E o quê eu não sei dessa vez, meu filho? - Olívia perguntou ainda preocupada. - Hoje eu não fui à missa! - Olívia bradou ainda preocupada com o filho, que olhava sério para ela. - E não me diga que você cabulou aula somente para ir para a igreja, meu filho? - Olívia perguntou furiosa, enquanto Acácio, por sua vez, olhava surpreso para a mãe e dava - lhe um sorrisinho sem graça.
- Ah, não, mamãe! - Acácio continuou sorridente. - Preste a atenção! - Acácio olhou ainda sorridente para a mãe. - A mãe da Marion levou uma surra do pai e o Fred veio tirar satisfações comigo para defender a honra da mãe dele! - Acácio reclamou chateado, enquanto Olívia, por sua vez, olhava para ele de boca aberta.
- Mas ainda você me vem com aquela conversa mole, meu filho? - Olívia continuou furiosa com o filho. - Só porque o seu Jardel bateu nela, o Fred vem brigando com você? - Olívia, por sua vez, continuou indignada.
- Não, mamãe, não foi o seu Jardel quem bateu na mãe da Marion! - Acácio olhou surpreso para a mãe. - Foi o meu pai que bateu na mãe da Marion! - Acácio revelou por fim, observando a cara furiosa da mãe.
- Como é que é, meu filho? - Olívia perguntou furiosa. - Eu não acredito que o seu pai bateu naquela mulher! - Olívia continuou incrédula com a situação que se seguia. - O que o seu pai tem com a Zoraide, meu filho? - Olívia continuou preocupada, enquanto Acácio, por sua vez, olhava surpreso para a mãe, e também querendo saber sobre o assunto.
- Nada não, mamãe! - Acácio meneou a cabeça em negativa, e já arrependendo - se de ter sido o primeiro a contar a fofoca para a mãe, que ainda olhava surpresa para ele. - Ele apenas bateu nela, para defender a honra da Marion! - Acácio revelou por fim, vendo que a mãe, de repente tinha ficado vermelha de raiva da atitude do marido.
- Eu não acredito! - Olívia meneou a cabeça em negativa. - Ele foi defender a surra merecida que a Marion levou da mãe dela, no meio da rua? - Olívia continuou indignada com a situação.
- Mamãe! - Dorise entrou feliz e ansiosa e logo decepcionou - se ao ver o irmão todo sorridente para ela.
- Já contei a fofoca, Dorise! - Acácio explodiu, enquanto a irmã olhava furiosa para ele.
- Eu não acredito que você agiu primeiro do que eu, Acácio! - Dorise, por sua vez, explodiu furiosa. - Como você foi capaz disso, Acácio? - Dorise continuou colérica com o irmão, enquanto Olívia, por sua vez, olhava apreensiva para a filha.
- Ah! - Acácio deu de ombros, sob os olhares furiosos da irmã. - Você estava lá, no meio do pátio, inventando para todo mundo, que até viu a briga, então eu achei por bem, vir primeiro e contar para a mãe a verdade, apenas a verdade! - Acácio explicou furioso, enquanto Dorise mostrava - lhe a língua, num gesto de malcriação.
- Depois você me conta outra fofoca, filha! - Olívia disse, acalmando a filha, que chorava copiosamente, e não suportando mais aquilo, Dorise, por sua vez, retirou - se furiosa para o seu quarto.

- Não falei? - Dudu aproximou - se da mãe, que estava sentada em frente à mesa. - Eu sempre falei que a mamãe se decepciona com as atitudes do pai! - Dudu continuou chateado com a situação pela qual a mãe se encontrava.
- Eu não sei mais o que eu faço, meus filhos! - Olívia bradou ainda desanimada. - O pai de vocês só me dá desgosto! - Olívia choramingou, enquanto Acácio, por sua vez, acalentava a mãe, passando a mão em seus braços gordos. - E como você soube disso, meu filho? - Olívia, por sua vez, olhou curiosa para o filho.
- Mamãe, eu contei para a senhora que o Fred veio tirar satisfações comigo, pronto a defender a honra da mãe dele! - Acácio continuou chateado, ao lembrar - se do ocorrido. - E eu também já tinha ouvido alguns comentários antes, mamãe! - Acácio comentou furioso.
- E se não fosse o Sandro, com certeza, o Fred teria acertado a cara dele! - Dudu bradou ainda chateado, enquanto Acácio, por sua vez, olhava feio para o irmão.
- Meu Deus! - Olívia choramingou, com a mão na cabeça. - Olha o que aquela garota e o seu pai, andam nos aprontando! - Olívia continuou furiosa, enquanto Dudu e Acácio olhavam - se chateados, e Dudu, por sua vez, saiu da cozinha e entrou em seu quarto, porque o pai havia chegado e ele já sabia que teria uma discussão entre os pais, pois a mãe não deixaria nada barato.
- O quê está acontecendo agora, Olívia? - Acamir entrou com tudo, enquanto Acácio, por sua vez, levantava - se pronto para tomar as dores da mãe.
- O quê está acontecendo, papai? - Acácio perguntou furioso. - Eu quase apanhei do Fred por sua causa! - Acácio apontou para o pai, que continuou olhando furioso para ele.
- Por minha causa? - Acamir perguntou ríspido.
- Sim, por sua causa, papai! - Acácio continuou ríspido com o pai, que continuava olhando furioso para ele. - O Fred veio defendendo a honra da mãe dele! - Acácio continuou nervoso com o pai, que deu um sorriso sarcástico para ele.
- E quem foi que te contou isso, meu filho? - Acamir continuou ríspido com o filho.
- Eu já tinha ouvido comentários sobre o caso, mas acabei deixando pra lá, até o momento em que o Fred veio pronto para defender a honra da mãe dele encima de mim! - Acácio continuou furioso com o pai que nada dizia, apenas escutava o que o filho tinha a dizer - lhe. - E se não fosse o Sandro me defender, com certeza, eu teria apanhado do Fred! - Acácio continuou furioso, enquanto Acamir, por sua vez, exibia - lhe um sorriso sem graça.
- Eu não acredito que o Fred foi capaz disso! - Acamir bradou assustado.
- O Fred é capaz de tudo, papai! - Dudu apareceu na cozinha. - Eu até vi quando o Fred saiu atrás do Cacio na disparada, hoje, na hora da saída! - Dudu comentou, o que ninguém na escola tinha visto.
- Como é que é? - Acácio perguntou surpreso.
- É! - Dudu concordou. - E eu acho que o Fred só não te pegou na rua mesmo, porque ele não te alcançou e num dado momento, eu tive medo, mas aí eu vi que você corria feito um papa - léguas, para contar a suposta fofoca para a mamãe, antes da chorona da Dorise! - Dudu comentou sorridente, enquanto Acácio, por sua vez, também riu da situação.
- Olívia, eu tive que bater em Zoraide, porque ela deu aquela tremenda surra em Marion, no meio da rua, e eu não tive como deixar a situação fluir, porque a Marion sofre muito nas mãos daqueles dois! - Acamir bradou chateado com a situação, enquanto Olívia, por sua vez, olhava furiosa para o marido.
- E você não tem medo do Jardel se rebelar contra você para defender a mulher dele, homem? - Olívia perguntou furiosa, enquanto Acamir meneava a cabeça em negativa.










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