Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

terça-feira, 1 de maio de 2012

O Linchamento...

- Por quê você quer brigar com o meu primo? - Sandro perguntou, aproximando - se de Fred.

- Porque ele gosta da minha irmã! - Fred revelou, ao passo que Sandro ficou de boca aberta, olhando para Acácio, que logo baixou a cabeça, sem ao menos querer confessar.

- Mas isso não é motivo de briga! - Sandro bradou ainda furioso. - Se puder evitar! - deu de ombros, enquanto Fred o encarava furioso. - Melhor! - sorriu para o garoto que não queria conversa com ele.

- Você está falando isso, porque ele é seu primo! - Fred bradou ainda furioso. - Porque se ele não fosse o seu primo, e se você estivesse em meu lugar, garanto que você faria o mesmo! - Fred continuou furioso e saiu de perto dos dois garotos, indo embora com os papeizinhos de apostas da briga entre Marion e Sonda.



- Esse cara é louco! - Acácio bradou desanimado, enquanto viam Fred sumir.



- Muito bem, Marion! - Zinho aproximou - se feliz da garota, que olhou feio para ele. - Você esteve maravilhosa! - Zinho continuou feliz, com a desenvoltura da garota na discussão com Sonda e Marion, por sua vez, sorriu feliz.

- Se você soubesse o quanto eu estou nervosa e com medo, você nem falaria isso! - Marion bradou em segredo, com Zinho, que logo ficou sem graça.

- Eu sei, Marion! - Zinho sorriu para ela. - No começo eu também tremia, mas agora... - continuou feliz. - Agora tudo ficou mais fácil para mim! - Zinho continuou sorridente, tentando melhorar o astral da garota.

- Mas, e se ela vier novamente, Zinho? - Marion perguntou, ainda trêmula.

- Ela não virá novamente! - Zinho continuou tentando tranquilizá - la. - E se ela vier... Se ela vier eu vou dar um violento murro na cara dela! - Zinho gargalhou, enquanto Marion olhava feio para ele.

E Marion, por sua vez, sorriu, ao imaginar Zinho dando um violento murro na cara de Sonda e essa, por sua vez, indo ao chão.

- Você é louco? - Marion perguntou depois de um tempo. - Bater em mulher? - continuou furiosa com Zinho que olhava surpreso para ela.

- É isso que vai acabar acontecendo, minha Marion! - Zinho bradou sorridente e suspirando por Marion, que olhava furiosa para ele. - Se ela aproximar - se de você, com certeza eu acabo com ela! - Zinho bradou furioso, fazendo sinal de murro com a mão e depois deu um beijinho no rosto de Marion, deixando - a encabulada.


- Desgraçada! - Sonda bradou observando Marion e Zinho conversando, enquanto as pessoas se locomoviam de um lado para o outro e com vários comentários sobre a suposta discussão entre as duas garotas.

- Briga, briga não foi mesmo! - bradou Dudu todo sorridente e feliz, em uma roda de garotas sorridentes que o admiravam, todas sentadas ali, no murinho da escola e Dudu no meio.

- Por quê você não sentou a mão na cara dela, Sonda? - Nina perguntou ao lado de Sonda, enquanto elas iam para a sala de aula.
- Porque não dá! - Sonda, por sua vez,respondeu ríspida.
- Mas por quê "não dá", Sonda? - Nina perguntou insistente.
- Porque ela tem um defensor muito forte, oras! - Sonda deu de ombros.
- Deixa o Zinho pra lá, Sonda! - Nina bradou furiosa, aconselhando Sonda, que estava andando muito rápido. - Estamos com você na hora da saída! - Nina continuou ansiosa por ver Marion apanhar de Sonda. - Se você quiser retomar a briga com a Marion, é claro! - Nina bradou e puxou Eleomara para si, que estava observando o namorado ali, conversando com aquelas garotas bem naquele maldito murinho que separava a entrada o pátio para a entrada das salas.
- Eu não quero ninguém na hora da saída comigo! - Sonda bradou colérica, segurando no ombro de Nina e forçando - a encará - la. - Eu não vou mais arrumar briga, porque nós já estamos mais que enrolados com essa gentinha! - Sonda bradou, soltando Nina e apertando a mão de tanta raiva que estava da situação pela qual ela estava passando, enquanto Nina olhava para seus ombros, apenas para ver as marcas das garras de Sonda.
E ninguém mais tocou no assunto, já que Sonda não queria mais brigar com ninguém mesmo!

- A Sonda estava muito esquisita quando estava discutindo com a Marion no pátio! - Nina, por sua vez, cochichou com Eleomara que, por sua vez, ficou olhando para Sonda, que copiava a lição que a professora passava na lousa.
- É verdade! - Eleomara bradou surpresa. - Eu até pensei que estava ficando louca, quando eu comecei a perceber isso! - Eleomara também cochichou baixinho, para que a garota não despertasse de seus devaneios em relação à Marion.
- E muita gente até comentou, depois da briga, que ela estava totalmente esquisita enquanto discutia com a Marion! - Nina comentou, o que ouviu da garota, após retirarem - se da roda da discussão entre elas.
- E eu que a conheço a tempos! - Eleomara, por sua vez, estralou os dedos. - Porque faz muito tempo que eu namoro o desgraçado do Dudu! - bradou furiosa, enquanto Nina a olhava sorridente, só que Eleomara não sabia que o sorriso de Nina era falso e sarcástico, que só queria vê - la pelas costas, totalmente a fim do seu namorado!
- Você só está com raiva dele, porque ele estava ali, no murinho da escola, conversando com aquelas garotas e sendo o centro das atenções, não é? - Nina, provocou, enquanto Eleomara a olhava surpresa.
- Exatamente! - Eleomara, por sua vez, concordou, não percebendo o sorriso sarcástico de Nina. - Depois eu vou falar com ele, porque ele cobra que eu dê todas as atenções para ele, e no fim, ele não faz isso comigo! - Eleomara bradou furiosa, pensando que Nina fosse sua amiga. - E eu dou toda a atenção do mundo para ele, mas do que ele gosta mesmo é de receber a atenção dos outros! - Eleomara continuou furiosa com o namorado, enquanto Nina, por sua vez, estava torcendo para que os dois terminassem logo o namoro e ela, por sua vez, ficasse com Dudu, pois ela o achava tão fofinho!
- Olha ela lá! - Nina apontou, ao ver Sonda passando e as duas foram lá falar com ela.

- Sonda, por quê você estava esquisita quando discutiu com a Marion, na hora do recreio? - Nina perguntou, aproximando - se e vendo a cara feia da garota.
- E você ficou o tempo todo séria, copiando a matéria que a professora estava passando na lousa! - Eleomara também comentou, ansiosa por uma resposta positiva, ao passo que Sonda olhava furiosa para Marion, Cleide e Zinho, saindo da escola, sem ao menos olhar para ela.
- Nem eu sei! - Sonda deu de ombros, ainda furiosa. - Nem eu sei, porque eu fiquei assim, se é que eu fiquei esquisita mesmo! - Sonda comentou furiosa e não querendo conversa com as duas garotas, o seu objetivo agora era Marion, que estava acompanhada pelos dois garotos.
Observando a pressa que Sonda estava, Eleomara analisou que ela queria pegar a Marion na rua e que a coisa não ficaria do jeito que estava não...

E Sonda, por sua vez, deixou as duas garotas e saiu correndo atrás de Marion para tirar satisfações com ela e lotar aquela maldita rua, porque fazia muito tempo que ela não pegava ninguém na porta da escola e ela adorava causar comentários entre os colegas de escola.
E Marion, por sua vez, estava andando despreocupada e sossegada acompanhada pelo Zinho, e sua amiga Cleide, quando sentiu um violento tapa em suas costas, e logo voltou - se para onde tinha vindo o tapa, já tendo certeza que era Sonda que estava querendo briga, e não era outra pessoa...
Era Sonda mesmo e Marion, por sua vez, pode observar Sonda, com seus próprios olhos, a raiva que a garota estava olhando para ela, e logo Zinho e Cleide voltaram - se para as duas garotas que olhavam - se feio, Marion com todo o medo do mundo e Sonda, por sua vez, munida de toda a coragem do mundo...
- Aí, mina, está a fim de brigar? - Sonda perguntou furiosa, naquela gíria estúpida, ao ver Marion bem na sua frente, com os olhos amedrontados e engolindo em seco.
- Não! - Marion respondeu ríspida. - Eu não sou moleca de rua não! - Marion respondeu na lata, deixando Sonda mais furiosa ainda. - Assim como você, jamais! - Marion, por sua vez, meneou o dedo na negativa, enquanto Sonda continuava espumando, de tanta raiva que estava dela e ao ver a fúria de Sonda, Zinho esboçou um enorme sorriso de vitória, ao passo que Sonda olhava para Marion, sem nenhuma resposta, e Nina e Eleomara já estavam aproximando - se da enorme roda que estava se formando e as duas garotas ainda no meio, só que Marion, por sua vez, ainda estava acompanhada de Zinho, e sua nova amiga Cleide.
- Dá nela, Sonda! - Dudu gritou furioso, enquanto Zinho olhava feio para ele, que por sua vez, mostrou a língua para ele e sorriu um sorriso maroto e sarcástico, que fez com que todas as garotas presentes sorrissem, inclusive Nina e Eleomara.
- Mas é moleca para encantar aos homens de quarenta, não é? - Sonda perguntou em tom de provocação e ainda furiosa com a garota, que olhava feio para ela, só que ainda estava com muito medo de apanhar de Sonda.
E as vaias surgiram geral, porque Marion não teve como responder a provocação de Sonda, e Zinho, por sua vez, ficou olhando para ela, esperando uma resposta convincente e que iria acabar com a Sonda, mas... Não houve resposta nenhuma da parte de Marion que continuou olhando com medo para a rival.
E de repente Marion ouviu e sentiu um forte ardou no rosto, e percebeu que era o violento tapa que Sonda estava dando em sua face.
- Nossa, mas que interessante! - Marion, por sua vez, balbuciou, devolvendo - o o mesmo tapa, enquanto Sonda olhava furiosa para ela, ainda com a mão na face.
E ninguém esperava a reação surpresa de Marion, e por isso, essa reação surpresa, foi recebida com sonoros aplausos e Sonda, por sua vez, ficou boquiaberta com a reação de Marion, que ficou olhando para ela, toda sorridente e vitoriosa, e Dudu, por sua vez, ficou reclamando com a garotas que o rodeavam e Eleomara, por sua vez, ainda estava com raiva pela reação de Dudu.
- E ninguém dá na minha cara! - bradou Sonda ainda furiosa, levantando a mão para devolver o tapa dado por Marion, que continuava olhando furiosa para ela.
- E ninguém recebe tapas sem devolver! - Marion retrucou ainda furiosa, mas com medo da reação de Sonda, que a olhava muito feio.
- Doeu, não foi? - Sonda perguntou furiosa. - E para quem não está acostumada, não suporta nenhum arranhão! - Sonda gargalhou com maldade e mostrou suas garras para que Marion tivesse ainda mais medo dela. - Eu só espero que você não se meta mais a besta comigo e nem tampouco com os meus! - Sonda continuou furiosa com a garota, que a olhava ainda com medo. - Eu só não acabo com você agora, porque...
- E "por quê" você não acaba logo com ela, Sonda? - Dudu perguntou furioso, ao passo que Sonda ficou olhando furiosa para o primo, que estava vermelho de raiva.
- É, acaba com ela! - Eleomara bradou bem próxima à Sonda.
E a rua estava lotada!!!
Acácio, por sua vez, também estava lá, com vontade de ir até o meio daquela roda enorme e tirar a sua amada daquele tremendo enrosco, mas... Só que não podia!
- Eu não posso! - Sonda bradou furiosa e ainda olhando para o Zinho, que por sua vez, sorriu sarcástico para ela, e estava ali parado, de braços cruzados, parecendo mais um segurança, do que um aluno em idade escolar.
- E quem está te impedindo de acabar com ela, Sonda? - Dudu perguntou, já sabendo a resposta da prima. - Foi ela quem se ofereceu para entrar no carro do meu pai! - Dudu bradou furioso e indo até o meio da roda, apontando o dedo na cara de Marion, acusando - a do que não era verdade. - É ela e a família dela que estão acabando com a nossa família! - Dudu continuou colérico. - E o quê vocês acham? - perguntou, olhando para todos os presentes naquela roda. - Lincha ou não lincha? - continuou sorridente e instigando a ira de todos que estavam cercando Marion, menos Cleide, Rafaela e Zinho.
- Lincha, lincha, lincha! - todo mundo começou a bradar, entre palmas ritimadas, enquanto Marion tremia de medo e olhava surpresa para todas aquelas pessoas que queriam linchá - la ali na porta da escola, e ela poderia até morrer ali, de tanto apanhar...
E mais que depressa, Zinho a puxou pelo braço, e os dois saíram correndo, com aquela tremenda multidão atrás deles.
- Acácio, você também não vai correr atrás, como todo mundo está fazendo? - Sonda perguntou furiosa, e com o olhar acusador, enquanto Acácio, por sua vez, olhava furioso para Sonda.
- E por quê você acha que eu deveria fazer isso, Sonda? - Acácio, por sua vez, perguntou furioso, enquanto Sonda crispava os lábios de raiva.
- Porque você sabe muito bem que eu não gosto dela e estou odiando - a mais ainda, pelo fato de você também gostar dela, Cacio! - Sonda continuou furiosa com o namorado, que olhava também no mesmo tom para ela.
- Vocês estão sendo muito ruins com ela, Sonda! - Acácio reclamou ainda furioso, e foi para o lado de Marion, com ímpetos de roubar Marion de Zinho e sair correndo dali, para bem longe!
- Corra e lidere tudo, porque senão eu vou contar tudo para os seus pais! - Sonda ameaçou ao namorado que ficou olhando assustado para ela, com muita raiva. - E você sabe muito bem o que te pode acontecer, se os seus pais ficarem sabendo que você gosta da Marion! - Sonda gargalhou, imaginando seu namorado sofrendo torturas psicológicas de seus pais, apenas por gostar de Marion.
E o jeito foi obedecer! Porque Acácio, sabia qual seria a reação dos pais,se eles soubessem que ele estava gostando de Marion, e sabia também como era Sonda, pois se ela contasse, como ela prometeu na ameaça feita para ele, seus pais com certeza, mudariam para bem longe e aí... Aí nunca mais ele veria a sua amada Marion!
E Acácio, viu - se levantando as mãos, assim como seu irmão Dudu, em sinal de "sigam - me" e a multidão, por sua vez, começou a seguir os dois, que lideravam o suposto linchamento de Marion.
- É só para assustar, Marion! - Zinho bradou, vendo que Marion até tinha perdido a cor. - Só para assustar, pois eles não são nem loucos de fazer isso com você, Marion! - Zinho tentou acalmar a amada e olhou para trás, observou Acácio e Dudu, liderando aos demais. - E nem olhe para trás, Marion! - Zinho bradou furioso, enquanto Marion o encarava e corria. - Esqueça esse cara, porque é ele quem está liderando tudo! - Zinho bradou, vendo que Marion, por sua vez, ficou surpresa, ao saber que Acácio liderava o seu futuro linchamento. - Ele e o Dudu estão liderando, Marion! - Zinho, por sua vez, continuou indignado, e assim mesmo, Marion não acreditou, achou que Zinho estava falando isso, apenas por inveja de Acácio gostar dela também.

- Sonda, o quê foi que aconteceu com o Cacio? - Sandro perguntou, correndo atrás da irmã, que olhou sorridente para ele.
- Nada! - Sonda respondeu ríspida. - Eu apenas falei para ele que eu ia contar para os tios que ele gosta da Marion, se ele não ajudasse na liderança do linchamento de Marion! - Sonda bradou às gargalhadas, enquanto Sandro olhava furioso para ela.
- As vezes, eu não acredito que eu tenho uma irmã tão maldosa e ruim, assim como você, Sonda! - Sandro bradou furioso. - Pode deixar que o pai e a mãe vão ficar sabendo disso! - Sandro prometeu ainda furioso, enquanto Sonda, por sua vez, dava de ombros, totalmente despreocupada com a promessa feita pelo irmão.
- Ah, tire o pai e a mãe dessa, Sandro! - Sonda bradou ainda furiosa e não obtendo resposta alguma do irmão que retirou - se de perto dela e foi tentar acalmar a situação.

E Marion, por sua vez, corria, não acreditando que Acácio, também estava participando do seu futuro linchamento e achando que era mentira de Zinho, mas mesmo assim, seu coração espedaçou - se pela notícia dada pelo Zinho e muita tristeza apoderou - se dela, sem ao menos confirmar que era Acácio, pois Zinho, olhava toda hora para trás, com muita fúria.
Acácio, Acácio, seu verdadeiro e único amor... Estava liderando seu suposto linchamento.
- Eu vou falar com aquele falso e desgraçado daquela Acácio! - Zinho bradou furioso, e olhando para Acácio, que sentiu vontade de chorar e de falar - lhe que estava fazendo isso, porque estava sofrendo ameaças da sua namorada Sonda.
- Você me leva até em casa? - Marion perguntou ainda ofegante.

- Mas é claro! - Zinho sorriu simpático. - Eu não vou te abandonar nunca! - Zinho bradou ainda ofegante, exibindo um enorme sorriso apaixonado para a garota, que por sua vez, ficou totalmente sem graça.


- Correndo atrás de quem? - Fred perguntou correndo também.

- Nem ele mesmo que corre, sabe o "porquê" de estarmos correndo! - Dudu comentou sorridente, olhando para o irmão que estava chateado e vermelho como um pimentão. - Estamos correndo atrás da sua irmãzinha! - Dudu respondeu com pouco caso.

- O quê? - Fred perguntou preocupado.

- Ele chegou bem tarde! - comentou Dudu olhando para o irmão que nem fazia conta da aproximação de Sandro e Fred.

- Sonda e Marion novamente tiveram uma pequena discussão a pouco tempo, e você não estava nem aqui para distribuir os papeizinhos de apostas, e veio à tona o fato da "beleza" da sua irmã ter sido pega dentro do carro do seu pai e a minha mãe e ele discutiram muito por causa disso! - Dudu explicou ainda olhando furioso para Fred que ficou boquiaberto com a situação descrita por Dudu.

- Essa Marion só trás problemas! - Fred bradou ainda furioso e correndo atrás também, seguindo à multidão.

- Párem de correr, gente! - Fred bradou, ainda olhando para trás e surpreendendo Dudu.

- Eih! - Dudu olhou furioso para ele. - Agora você está tentando deter todo mundo com uma simples frase? - Dudu perguntou, achando estranho o comportamento do garoto.

Muitos corriam por pura diversão e outros corriam também por ter raiva de Marion por ela estar causando muitos problemas e outros corriam ainda... Porque tinham inveja da situação pela qual Marion estava passando.

Parecia até a tradicional corrida de São Silvestre e todos os que observavam, comentavam sobre o fato e uns até achavam que era uma corrida especial, organizada pela escola, pois todos os alunos estavam devidamente uniformizados.

- Se você parar, logicamente, você será linchado no lugar da sua irmã! - Dudu bradou, divertindo - se com a situação pela qual Fred estava passando e esse, por sua vez, ficou olhando de boca aberta para Dudu.
- A minha mãe vai acabar com ela! - Fred bradou indignado e Dudu, por sua vez, ainda ficou olhando feio para ele. - E para vocês isso não basta? - Fred perguntou nervoso. - Faz o seguinte... - bradou, enquanto todos, automaticamente paravam e o zum, zum, zum entre eles, começava.
- Gente! - bradou Sandro, observando que Fred estava muito nervoso com a situação que se seguia. - O Fred apenas está pedindo "calma"! - continuou Sandro, falando alto e sendo ouvido, por todos os que estavam ali.
- Todos os que já tiveram aula, voltem para as suas casas e todos os que vão ter aula, voltem para a escola! - Fred continuou ordenando bem alto, para que todos ouvissem o que ele estava falando, e Acácio e Marion, por sua vez, ficaram se olhando, e Zinho, por sua vez, ao contemplar os dois garotos trocando olhares, ficou totalmente nervoso, com a situação que estava acontecendo bem na sua frente, um paquerando ao outro, naquela tremenda daquela situação...
- Oba, oba, oba! - todos os que tinham aula voltaram para a frente da escola, gritando, todos felizes. - Vamos cabular! Vamos cabular! - continuaram em frente da escola, repetindo a mesma frase e com palmas ritimadas, até que o inspetor Gomes apareceu, totalmente enfezado com a situação que se seguia.
- Voltem, seus nojentos! - Gomes bradou furioso, seguido logo de um silêncio pesado. - Só porque teve briga na porta da escola, vocês vão cabular? - o inspetor perguntou furioso e olhando para todos os presentes, enquanto o silêncio se seguia, e resolveu correr atrás, mas... de nada adiantou, porque a turma toda desceu correndo a vielinha, e... Se mandaram!
- Agora, vamos até a casa de Marion? - Sonda perguntou, dando idéia para todos e Marion, por sua vez, ficou vermelha de vergonha, sem saber como escapar daquela situação a qual foi metida, por Sonda... E agora ela sentia muito medo da mãe...
- É isso aí! - Acácio começou a liderar para a surpresa de Marion e de algumas pessoas que sabiam que ele gostava de Marion, inclusive Fred, que ficou olhando furioso para ele. - Vamos gente, vamos! - Acácio continuou insentivando só que isso soava muito falso nos ouvidos de Sonda, que olhava feio para ele, mas ela, mesmo assim, estava feliz, pelo namorado estar liderando o suposto linchamento de Marion.
E Marion, por sua vez, ficou observando a atitude do amado, bastante incrédula com a situação que se seguia.
- E se o Fred não soubesse de nada, também iríamos linchá - lo! - Sonda bradou encarando Fred, com muita fúria, que num dado momento, também sentiu medo da situação que estava acontecendo.

- Quem é aquele garotinho lindo ali? - Nina perguntou para Rafaela, referindo - se a Herbert que olhava tudo aquilo, assustado.
- Não sei! - respondeu Rafaela também olhando para Herbert, que nem se quer importava - se com as duas garotas. - Mas ele é lindo mesmo! - Rafaela concordou olhando mais intensamente, e Herbert, por sua vez, sabendo que estava sendo paquerado pelas duas garotas, disfarçou e ficou olhando para Sonda que ficou olhando para o amado Acácio, que, por sua vez, ficou olhando para Marion, que também disfarçou, encabulada e Zinho, por sua vez, não tinha ninguém que o olhasse. - Mais lindo até que o Dudu! - Rafaela bradou bem alto, enquanto Dudu, por sua vez, olhava feio para a garota, e logo olhou para Herbert que estava disfarçando por causa da situação causada pelas duas garotas que comentavam sobre ele, deixando - o para trás.
- Quem é mais lindo do que o Dudu? - Eleomara perguntou furiosa, deixando as duas garotas encabuladas.
- Não te interessa, figura! - Nina bradou furiosa, enquanto Eleomara, por sua vez, mordia os lábios em sinal da raiva.
- Interessa, sim! - Eleomara bradou colérica. - Se não me interessasse, eu não estaria te perguntando! - bradou ainda colérica e olhando feio para Nina.
- Opa! - Dudu bradou, enlaçando Eleomara pela cintura, enquanto Eleomara e Nina comiam - se com os olhos, e Herbert, por sua vez, ria da situação pela qual sua irmã Eleomara estava passando.
- Outra confusão, não! - Sandro sensurou, ainda nervoso.
- Não, primo, pode deixar que não vai ter outra confusão! - Dudu bradou sorridente, enquanto Sandro, por sua vez, continuava olhando feio para ele.

Zinho e Marion, por sua vez, andavam normalmente, sem medo da situação, quando viram aquele amontoado de gente correndo novamente atrás deles, e passaram a correr novamente, assustados com a situação que começou novamente.
- Ih, Zinho! - Marion bradou assustada. - Eles estão correndo novamente atrás da gente! - Marion choramingou ainda assustada com a nova situação. - Vamos acelerar? - Marion perguntou, assustada, enquanto Zinho a puxava para si e assim, começaram a correr novamente.
- Calma, fica fria, Marion! - Zinho cochichou bem baixinho no ouvido da garota, que até arrepiou - se com o contado de Zinho, enquanto Acácio, por sua vez, olhava furioso para ele.
- Olha lá! - Acácio, por sua vez, apontou nervoso para os dois, enquanto Dudu olhava furioso, sem ao menos saber o que fazer, pois seu irmão gostava de Marion, e não estava mais suportando aquela situação ridícula!
- Tchau, Zinho! - Marion, por sua vez, despediu - se ao chegar em sua casa correndo e ofegante e assustada, acabou entrando em sua casa.
- Até amanhã! - Zinho também despediu - se, sendo assim, barrado pelo pessoal que estava correndo atrás de Marion.
- Por quê você a deixou escapar? - Dudu perguntou aproximando - se de Zinho e cercando - o, sem obter nenhuma resposta.
- Queremos Marion, queremos Marion! - o pessoal bradava com palmas ritimadas.

- Eu preciso de falar com você, Marion! - Zoraide bradou, ao ver a filha entrar vermelha e ofegante e também achou que havia algo de estranho do lado de fora.
E Marion, por sua vez, viu a mãe largar o seu crochê e foi correndo para o seu quarto, sentar - se em sua cama, toda vermelha e sem graça e suas pernas até doíam de tanto correr!
- Por favor, espere um pouco, mamãe! - Marion bradou nervosa e colocando seu material em cima da sua cama, e assim, respirou um pouco ali sentada.
- O quê siginifica aquela zueira lá fora, Marion? - Zoraide perguntou furiosa e indo até a porta do quarto da filha.
- Zueira? - Marion, por sua vez, fez - se de besta. - Mas que zueira, mamãe? - Marion perguntou ainda assustada com a situação que se seguia lá fora.
 E Marion, por sua vez, saiu do seu quarto, para não ouvir o que a mãe ia falar - lhe e foi correndo para a sala, ouvindo tudo o que eles falavam do lado de fora, acompanhado de palmas ritimadas e tudo.
- Tem um monte de gente gritando por você! - Zoraide foi para a sala, e ficou olhando desconfiada para a filha, que nada dizia, apenas tremia feito vara verde.
E Zoraide por sua vez, nem podia desconfiar o que estava acontecendo com Marion, senão tudo pioraria para ela!
- Ah, não é nada não, mamãe! - Marion bradou ainda nervosa, vermelha e ainda com medo da reação da mãe. - Esse pessoal aí não tem nada a ver comigo! - Marion continuou aflita.
- Como "não"? - Zoraide, por sua vez, perguntou com pouco caso.
- A senhora não vai acreditar, mamãe! - Fred bradou, adentrando - se na sala, com toda a raiva do mundo, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava de olhos arregalados para o filho, de tão surpresa que ela ficou, com a entrada abrupta do garoto. - Eles estão correndo atrás de Marion, para linchá - la! - Fred anunciou furioso, vermelho e ofegante, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava furiosa para a filha.
- O quê? - Zoraide perguntou furiosa.
- Eles estão correndo atrás de Marion, porque a Sonda discutiu com ela na porta da escola e o assunto de eu tê - la pegado no carro do seu Acamir, veio à tona novamente! - Fred resmungou furioso e olhando feio para Marion, que, por sua vez, engolia em seco.
E Marion, por sua vez, ficou mais nervosa ainda e seu coração pulava mais desconpassado ainda, e saltitava em seu peito, parecendo até que ela teria um infarto do miocárdio, de tão nervosa que ela estava!
- Mãe, eu já expliquei para a senhora, que ele me ofereceu uma carona e eu aceitei e não aconteceu nada de anormal, como eu já expliquei para a senhora antes! - Marion bradou ainda trêmula. - Nós só conversamos feito pai e filha! - Marion resmungou baixinho, observando o sorriso sarcástico de Fred e a fúria translúcida da mãe, que olhou furiosa para ela.
- Repita novamente "pai e filha", sua desgraçada! - Zoraide bradou colérica. - Você não presta, sua filha da puta! - bradou Zoraide ainda com mais raiva, enquanto Marion, soluçava de tanto chorar. - Pois agora você vai apanhar na frente de toda aquela gente que te espera lá fora! - Zoraide, por sua vez, continuou colérica e apontando para o lado de fora, enquanto Marion, por sua vez, engolia em seco, de tanto medo que estava.
E a vontade que Zoraide tinha, no presente momento, era de jogá - la no meio da rua e ajudar toda aquela gente linchá - la também.
- Mamãe, me escute, por favor! - Marion implorou aos soluços, enquanto Fred, por sua vez, ria da cara dela.
- Você não presta! - Zoraide, por sua vez, continuou colérica. - E se eles te lincharem, como eles estão querendo, eu ajudo! - Zoraide continuou furiosa com a filha e seu ódio era tanto, que era capaz até dela pegar uma faca e degolar Marion de uma vez por todas, assim, ela acabava com tudo aquilo, embora depois ela fosse presa!
Zoraide, por sua vez, estava furiosa, e totalmente desconcertada, com a situação que todas aquelas pessoas causavam a Marion, mas ela não pensava assim, ela pensava que era Marion quem causava aquela situação para todas aquelas pessoas furiosas.
E Marion, por sua vez, se afastava, a cada palavra odiosa que a mãe proferia para ela e pensava em sua arqui inimiga Sonda, porque se não fosse por idéia dela, essa situação não estava acontecendo.
- Não mãe! - Marion gritou nervosa e foi correndo para fora.
- Vem aqui, sua desgraçada! - Zoraide, por sua vez, correu atrás de Marion, que corria mais ainda, para o lado de fora, para tentar salvar - se da mãe, mas só que não tinha como, ou ela se salvava da mãe que estava louca para dar - lhe uma violenta surra, ou então... Ela se salvava de todas aquelas pessoas maldosas que queriam linchá - la!
- O espetáculo vai começar! - Fred anunciou quase que no meio da rua, enquanto todos ficavam atentos e maldosos, loucos para ver Marion apanhar da mãe, assim, todos estariam totalmente vingados da garota, enquanto todos aplaudiram a desgraça de Marion, que chorava copiosamente, de tanto medo que estava sentindo da mãe, e das pessoas que se faziam presentes ali, e queria o pai, ou então... O bondoso homem que lhe deu a carona e que provocou grande parte dessa situação.
E Marion, por sua vez, ficou furiosa com o irmão, pois ele estava rindo da sua desgraça!
E Fred, por sua vez, exibia um sorriso largo e de satisfação.
E Marion, por sua vez, percebeu que Acácio, por sua vez, ainda estava liderando tudo aquilo e sentiu ainda mais raiva do garoto, e Acácio, por sua vez, ficou com mais pena ainda de Marion, mais não podia fazer nada a seu favor, pois Sonda estava ali, bem próxima a ele, ajudando - o a liderar o suposto linchamento.
- Não, mamãe! - Marion gritava a cada tapa violento que a mãe dava nas costas dela, enquanto todos olhavam e aplaudiam a surra violenta que Zoraide estava dando em Marion. - Pelo amor de Deus, mãe! - Marion, por sua vez, perguntou ainda nervosa e levando violentos tapas nas costas. - Mas o que foi que eu fiz de mal? - Marion, por sua vez, perguntou ainda nervosa, levando violentos puxões de cabelo e Sonda, por sua vez, via toda aquela cena e também sentia vontade de ajudar a mãe de Marion a bater nela!
E Zoraide, por sua vez, puxou os cabelos de Marion até chegar no portão de casa, porque Zoraide queria colocá - la para fora, para todo mundo poder bater um pouquinho e linchá - la também e ela não estava nem ligando para a situação que se seguia, e os vizinhos, todos no meio da rua, olhando a situação que a garota estava passando.
E muitos davam risada, e outros sentiam dó de Marion, e era uma grande e tremenda humilhação, pela qual Marion estava passando!
- Sua nojenta! - Zoraide, por sua vez, bradou furiosa e com um tremendo ódio de Marion. - Saindo com aquele velho nojento, que dava até para ser seu pai! - Zoraide, por sua vez, continuou arrastando - a até o portão, e Fred, por sua vez, nada fazia, apenas ria da situação pela qual a irmã estava passando.
E Zoraide agora, agarrava a garota pelo pescoço, e começava a arranhar o rosto da garota, com a outra mão que estava livre, e Marion, por sua vez, gritava de tanta dor que sentia.
E Marion e Zoraide, até rolaram no chão, sob os olhares de todos os presentes ali.
E Marion, por sua vez, mal conseguia levantar - se, pois levava violentos empurrões que a deixavam atordoada e faziam - na cair no chão.
Puxões de cabelo da parte da mãe, e as gargalhadas estrondosas de Sonda, e Acácio, por sua vez, olhava furioso para ela, e Marion, por sua vez, ficava com mais raiva ainda de Sonda, por ela ter colocado - a nessa situação e por Acácio não importar - se com ela.

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