- Ah, assim não dá, Sonda! - Claudete apareceu toda esbaforida, fechando a porta do quarto de Sonda atrás de si.
- Mas o que foi dessa vez, mamãe? - Sonda perguntou surpresa.
- Você vai acabar perdendo o namorado! - Claudete bradou, olhando feio para a filha, que nada dizia. - E depois não diga que eu não avisei! - Claudete continuou preocupada e apontando o dedo para a filha, que apenas olhava surpresa para ela.
- Perder o meu namorado? - Sonda perguntou começando a chorar novamente, enquanto Claudete a olhava com muita pena.
- Infelizmente, minha filha, infelizmente! - Claudete bradou, retirando - se e fechando a porta do quarto da filha atrás de si, vendo que não daria para confortá - la.
E Sonda, por sua vez, chorou a tarde toda, pelo seu futuro sem Acácio!
- Aqui estão os papeizinhos das apostas da briga entre a Marion e a Sonda! - Fred bradou aproximando - se do pai e mostrando as mãos cheias de papeizinhos de apostas da briga entre as duas garotas.
- É? - Jardel perguntou sentado em sua poltrona, vendo o Jornal Nacional e não importando - se com os papeizinhos das apostas que o filho lhe mostrava todo ansioso. - Vá mostrar isso para a sua mãe, já que ela te apoia tanto! - Jardel bradou com pouco caso, enquanto Fred, por sua vez, olhava furioso para ele. - Só que tem uma coisa... - Jardel olhou feio para o garoto, que também olhava para ele no mesmo tom. - Eu não quero mais que ninguém maltrate a Marion! - Jardel bradou, apontando o dedo para o garoto que continuava olhando feio para ele. - Porque se eu pegar, quem maltratou a garota, eu pico em pedacinhos! - jurou, enquanto Fred dava um sorrisinho sem graça para o pai, que continuava ignorando - o, enquanto o garoto retirava - se bufando, de tão furioso que ficou.
- Mamãe, eu fui mostrar os papeizinhos das apostas entre a briga de Marion e Sonda e o pai me ignorou e ainda por cima me ameaçou! - Fred começou a falar, aproximando - se da mãe, que estava terminando de lavar a louça do jantar.
- Aquele crápula do Jardel além de te ignorar, ainda te ameaçou? - Zoraide perguntou surpresa, enquanto Fred meneava a cabeça concordando.
- E ainda por cima, ele falou para eu mostrar tudo para a senhora, já que a senhora me apoia! - Fred continuou falando furioso, enquanto Zoraide o encarava totalmente corada.
- Quem ele pensa que é, para falar desse jeito comigo? - Zoraide continuou exaltada, enquanto Fred somente olhava surpreso para a mãe. - E eu já estou de saco cheio dele e da sua irmã! - Zoraide bradou, observando os papeizinhos nas mãos de Fred, que dava um sorriso sarcástico, ao perceber que a mãe dava - lhe toda a atenção do mundo. - E jogue essa porcaria fora! - Zoraide bradou furiosa com o filho, que olhou surpreso para ela. - Você não tem mais nada o que fazer, meu filho! - Zoraide continuou olhando furiosa para o garoto, que nada dizia e nem tampouco se mexia para jogar as provas malditas que ele tinha sobre a briga de Marion e Sonda. - Tudo o que tinha que acontecer com ela, já aconteceu! - continuou furiosa com o filho. - E ainda por cima eu levei um violento bofetão, por causa daquela desgraçada! - Zoraide, por sua vez, praguejou olhando para a porta do quarto de Marion que estava fechada e Fred, por sua vez, também olhou para a mesma direção que a mãe olhava.
- A Marion está andando com gente estranha, aquele Zinho lá, que eu nem sei o que ela viu naquele cara! - Fred, por sua vez, benzeu - se, enquanto Zoraide olhava surpresa para ele.
- E você também não sabe o que aquele Zinho lá viu nela! - Zoraide bradou, olhando ainda para a porta do quarto da filha, com muita raiva.
- Fora que eu fiquei sabendo por cima, que o almofadinha do Cacio gosta dela! - Fred bradou, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava assustada para ele.
- O quê? - Zoraide sobressaltou - se com a notícia transmitida pelo seu filho querido. - Aquele Acácio gosta dela? - continuou admirada com a notícia dada pelo filho, ao passo que Fred, por sua vez, nada respondia, apena meneava a cabeça concordando com o que a mãe perguntava.
- Gosta mãe, e o pior de tudo, é que ela também gosta dele! - Fred bradou furioso com a maldita idéia de ter Acácio como cunhado. - E pelo jeito ela descobriu que gosta dele primeiro e ele descobriu depois! - Fred continuou comentando com a sua mãe, que não estava acreditando no que o filho estava falando.
- Meu filho, isso jamais vai acontecer! - Zoraide bradou nervosa, ainda não acreditando que o destino havia pregado uma grande peça para ela. - Jamais esses dois poderão ficar juntos, pelo amor de Deus! - Zoraide bradou, elevando as mãos aos céus.
E Fred, por sua vez, ficou sem ao menos entender sobre o que a mãe estava falando.
- Mas por quê essa história, mamãe? - Fred perguntou admirado. - Porque eles não podem ficar juntos, mamãe? - Fred continuou enchendo a mãe de perguntas.
- Ora, deixe de me encher de perguntas, garoto! - Zoraide bradou furiosa, enquanto Fred olhava surpreso para ela.
- Mas por quê a senhora ficou tão apavorada quando eu dei essa notícia para a senhora, mamãe? - Fred continuou surpreso, enquanto Zoraide, por sua vez, crispava os lábios de raiva.
- Bom, meu filho, isso é uma longa história que você jamais poderá saber! - Zoraide olhou séria para o filho, que continuava curioso. - Nem você e nem ninguém, meu filho! - Zoraide continuou nervosa, enquanto Fred, por sua vez, não entendia nada do que a mãe estava dizendo - lhe sobre Acácio e Marion.
- Mas, mamãe, a senhora deve revelar! - Fred continuou insistente, enquanto a mãe olhava furiosa para ele.
- Só te peço uma coisa, meu filho... - Zoraide olhou para Fred, com o olhar de misericórdia, aí sm, o garoto ficou mais preocupado ainda e pode observar que o assunto era sério e bem sério. - Nunca deixe esses dois ficarem juntos, pelo amor de Deus, meu filho! - Zoraide bradou, encarando ao filho, que sentiu que a mãe falava bem sério com ele. - Apronte bastante confusão para eles nunca ficarem juntos, porque isso não deve acontecer! - Zoraide continuou suplicando para o filho, que continuava olhando para ela surpreso e ansioso por saber a verdade. - Isso não pode acontecer, ouviu bem? - Zoraide já segurava os ombros do garoto, que ficou sem entender, mas achou melhor fazer o que a mãe havia dito para ele... "Não permitir com que Acácio e Marion ficassem juntos!" E era isso que ele teria que fazer...
E no dia seguinte à surra que Marion havia levado da mãe, lá estava Acamir, andando de carro pelo bairro e bem devagarzinho, e resolveu passar pela porta da escola, pronto para ver Marion e ajudá - la no que fosse preciso, mas viu que ali ele não poderia encontrar a garota, pois ela já estava com a vida bastante comprometida e podia causar mais raiva ainda nas pessoas que já tinham raiva dela, inclusive Sonda!
Então, desanimado, deu meia volta e procurou ver se tinha outra oportunidade de falar com a pobre garota, talvez na hora da saída ele até voltasse para falar com ela, e poderia até levá - la para tomar um sorvete e conversar mais com ela, ver como ela estava, e se ela precisava de alguma ajuda como médico, dinheiro, e tudo o que ela necessitasse.
Mas... De repente, encontrou a oportunidade!
Ali estava ela!!!
E pelo jeito ela não iria para a escola, estava atravessando a rua com o intuito de ir para algum lugar, desceu do carro como um louco e correu atrás até que alcançou a pobre garota, e Marion, por sua vez, olhou - o assustada e observou que o carrão importado do homem estava parado bem ao seu lado, e olhou toda assustada, como se fosse um passarinho que tinha saído do seu ninho abandonado pela mãe.
- O quê o senhor quer, seu Acamir? - Marion perguntou asssustada e de olhos arregalados. - O senhor já me fez passar muita coisa! - Marion, por sua vez, baixou a cabeça triste, enquanto o homem a olhava penalizado. - E a minha mãe, não quer mais que nós conversemos, ela já me bateu por causa disso! - Marion comentou, ao passo que o homem só olhava para ela surpreso.
- Como é que é? - Acamir perguntou de olhos arregalados, enquanto Marion olhava surpresa para ele.
- A minha mãe me bateu ontem! - Marion confessou - se cabisbaixa.
- Marion, você está muito machucada! - Acamir bradou, admirando - a, enquanto a garota olhava chateada para o homem, que, por sua vez, ficou furioso com a situação.
- Então, eu já não falei para o senhor que me causou muitos problemas? - Marion, por sua vez, perguntou para o homem, que ficou triste com a pergunta feita por ela.
E ainda, Marion, por sua vez, olhou para os lados a fim de certificar - se de que não passava ninguém suspeito.
- E você não vai para a escola, por conta da surra que você levou da sua mãe? - Acamir perguntou curioso.
- Exatamente! - Marion bradou, ainda sem condições de encarar ao bondoso homem, que estava furioso com Zoraide.
- Mas, se eu fosse você, eu iria para a escola sim, Marion! - Acamir bradou, tentando insentivar a garota que mal olhava para ele.
- Para quê, seu Acamir? - Marion perguntou, dando de ombros. - Para que todos comentem sobre a surra que a minha mãe me deu ontem na rua e depois fiquem rindo da minha cara? - Marion, por sua vez, perguntou furiosa.
- Não, mas é claro que não! - Acamir bradou furioso. - Seria somente para você mostrar que é corajosa e forte! - Acamir olhou surpreso para a garota, que nada dizia.
- Eu não vou para a escola porque eu sou covarde e fraca! - Marion bradou, convicta, enquanto o bondoso homem olhava surpreso para ela.
- E você não quer algum dinheiro para você comprar remédio a fim de curar as suas ataduras, Marion? - Acamir perguntou sério, enquanto a garota ria da cara dele.
- Não, obrigada! - Marion bradou, já observando que o homem mexia em seu bolso fundo, a fim de procurar alguma grana para oferecer a ela. - Eu não quero mais nenhum contato com o senhor, seu Acamir! - Marion, por sua vez, bradou com raiva, pois sabia que era por causa dele, que havia levado aquela violenta surra da mãe.
- Mas por quê, Marion? - Acamir perguntou assustado com a idéia de ficar sem vê - la.
- Porque eu estou sofrendo muito, seu Acamir! - Marion bradou ainda furiosa com o homem.
E vendo que o bondoso homem a olhava surpreso e que ele queria especular mais, Marion retirou - se rapidinho, deixando - o absorto em seus pensamentos.
E Acamir, por sua vez, viu Marion sumir ao longe e nada fez, para aproximá - la novamente.
E depois que acabaram as aulas, Zinho que ainda estava preocupado com a situação de Marion, foi bater lá na casa dela, porque Marion, sua amada, havia faltado na escola, e ainda preocupado, tocou a campainha da casa de Marion, com muita raiva da mãe dela e ainda com medo da mulher atender ou de Fred chegar naquele momento, afinal de contas, ele havia ido para a escola!
- O quê foi dessa vez, Zinho? - Marion apareceu atrás do garoto, que olhou para ela surpreso.
- Não vai me chamar para entrar? - Zinho perguntou, apontando para a casa de Marion, que olhou para ele com desdém.
- Não, Zinho! - Marion respondeu estúpida, quebrando todo o encanto entre ela e o garoto.
- Mas por quê, Marion? - Zinho insistiu, querendo entrar na casa da garota para poder conversar melhor com ela.
- Porque eu não quero confusão para o meu lado, Zinho! - Marion respondeu furiosa. - É melhor você sair daqui! - Marion apontou para a rua. - Porque se a minha mãe aparecer na janela, é capaz dela me dar outra surra daquelas! - Marion estralou os dedos, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela e ria.
- Tudo bem, então! - Zinho bradou chateado. - Eu só vim ver como você está! - Zinho explicou - se chateado, enquanto Marion olhava também chateada para ele.
- E agora você está vendo como eu estou? - Marion perguntou ainda furiosa. - Agora vê se você se manda, Zinho! - Marion bradou, ainda mandando o garoto indesejável embora. - Espere aí, Zinho! - Marion chamou - o, vendo que o garoto ia embora.
- O quê você quer agora, Marion? - Zinho perguntou, ainda chateado com a garota, que aproximava - se dele, ansiosa para contar - lhe algo.
- O seu Acamir, me viu na pracinha e falou o mesmo que você! - Marion começou a cochichar, enquanto o garoto olhava surpreso para ela. - "Que queria ver como eu estava!" - Marion sorriu encabulada. - Me ofereceu até grana para eu ir ao médico tratar das minhas ataduras e ainda me aconselhou a ir para a escola e também para não ligar para o que os outros dizem, mas eu já estou cansada! - Marion suspirou chateada, ao passo que o garoto a olhava incrédulo.
- É! - Zinho deu de ombros. - De novo o cara está procurando coisa errada! - Zinho coçou a cabeça preocupado com a situação que estava se seguindo em relação a Marion. - O quê será que esse velhote quer com você, Marion? - Zinho perguntou furioso.
- O quê será que ele quer comigo? - Marion deu de ombros. - Eu também gostaria de saber, Zinho! - Marion, por sua vez, continuou furiosa. - Porque ontem, depois da surra que eu levei da minha mãe, ela ficou falando coisas do tipo que ela não quer que eu e o Cacio ficamos juntos porque nós não podemos e o meu pai também falou para ela, que era a minha irmã quem tinha que cuidar de mim! - Marion bradou triste e cabisbaixa, enquanto Zinho olhava para ela com atenção, também não entendendo o que se passava pela cabecinha da pobre coitada da Marion.
- Ah, isso são coisas inexplicáveis que acontecem, Marion! - Zinho bradou ansioso por saber mais da vida da garota.
- Coisas que nem eu entendo, Zinho! - Marion bradou ansiosa e Zinho, por sua vez, só ficou olhando para a garota, sem saber o que responder, para ajudá - la.
- Se eu pudesse, Marion, eu te ajudaria! - Zinho bradou ansioso, enquanto Marion, por sua vez, olhava surpresa para o garoto. - Mas nem eu sei do que se trata, e não tem como eu, ao menos descobrir sobre a situação que se segue! - Zinho explicou retirando - se, e Marion, por sua vez, ficou observando o garoto sumir e com medo de que Fred aparecesse do nada, e o visse e foi o que acabou acontecendo e logo ela entrou, porque Fred, por sua vez, parou para conversar com Zinho, e os dois nem eram amigos, e para quê conversar?
- O quê você anda fazendo na minha rua, Zinho? - Fred perguntou, segurando no braço do garoto, que tentou ignorá - lo e também desvencilhando - se do mesmo.
- Eu? - Zinho, por sua vez, sorriu sarcástico, enquanto Fred, por sua vez, olhava feio para ele. - Eu estou passando por aqui, porque eu fui na casa de um colega meu, que mora na outra rua! - Zinho, por sua vez, achou por bem mentir, com direito a sorriso amarelo e tudo. - Então, eu achei por bem, passar por aqui, oras! - Zinho, por sua vez, deu de ombros, ainda com o mesmo sorriso amarelo. - A rua é pública mesmo, ou não é? - Zinho perguntou, e logo ficou sério, pois Fred, por sua vez, não estava gostando nada, nada da conversa do garoto.
- A rua pode até ser pública, mas você não me cai nos gostos de amigo, e nem tampouco de cunhado! - Fred respondeu sarcástico, ao passo que Fred olhava triste para ele. - Sei, sei... - Fred, por sua vez, deu risada. - Você passou em casa, não foi? - Fred perguntou observando a risada amarela do garoto.
- Não! - Zinho, por sua vez negou. - Eu nem pensei em passar na sua casa, para falar a verdade! - Zinho bradou, vendo o sorriso sarcástico de Fred.
- Ah! Conta outra, cara! - Fred bradou, dando três tapinhas nas costas de Zinho e retirando - se furioso e Zinho, por sua vez, ainda suspirou e olhou para trás, aliviado, mas já sabendo que teria interrogatório para Marion e quais seriam as perguntas impertinentes de Fred, ficou até com pena dela, mas... Não pôde fazer nada...
E foi para a sua casa, triste e cabisbaixo, e ainda com dó da pobre coitada!
- Recebeu visitas, Marion? - Fred perguntou em tom de provocação, enquanto Marion olhava corada para ele.
- Visitas? - Marion perguntou fingindo - se surpresa, enquanto Fred, por sua vez, olhava furioso para ela.
- Ah, não se faça de sonsa, Marion! - Zinho, por sua vez, bradou estúpido e furioso com a garota, que olhava para ele ainda nervosa e com o coração aos pulos. - Eu sei muito bem que o Zinho esteve aqui no portão! - Fred continuou furioso, enquanto Marion, por sua vez, engoliu em seco. - Não foi Marion? - Fred, por sua vez, a pressionou.
- Eu ouvi algumas conversinhas, tentei aguçar meus ouvidos, para ouvir melhor, mas não consegui! - Zoraide, por sua vez, apareceu furiosa. - Então, você recebeu visitas, Marion? - Zoraide perguntou curiosa, vendo a filha amarelar.
- E não adianta você negar, Marion, porque eu encontrei com o Zinho e você viu, porque você ainda estava no portão, contemplando o garoto sumir! - Fred bradou ainda furioso com a garota, que nada dizia, apenas engolia em seco, com medo do irmão e da mãe. - Dá muito bem para deduzir o que o crápula do Zinho veio fazer aqui em casa! - Fred continuou furioso com a irmã.
- Você tem inveja Fred, porque você não tem ninguém que se preocupe com você! - Marion conseguiu falar, depois de umedecer seus lábios, ao passo que seu irmão exibia um sorriso sarcástico.
- Você que pensa, Marion! - Fred deu um sorriso sarcástico, enquanto Marion, por sua vez, olhava feio para o irmão, que nada mais falou, e Zoraide, por sua vez, logo tentou mudar o clima entre os dois, enquanto Marion resolveu sair da cozinha, onde mãe e filho começavam a conversar amigavelmete.
- Como foi na escola, meu filho? - Zoraide começou a perguntar, ignorando Marion, que logo retirou - se. - Ela vai negar até o fim, deixa essa garota para lá, porque eu sei muito bem que aquele garoto esquisito esteve aqui! - Zoraide bradou, vendo que Fred também olhava para a porta do quarto de Marion, que já estava novamente fechada, pois Marion, por sua vez, tentava aguçar seus ouvidos para escutar o que ambos falavam sobre ela.
Zinho, por sua vez, foi para a casa de Sonda, com muita raiva e tocou a campainha, a fim de brigar com a garota insuportável.
- O quê você quer dessa vez, Zinho? - Sonda apareceu furiosa, enquanto Zinho olhava feio para ela.
- Você não vai me chamar para entrar, Sonda? - Zinho perguntou, com um sorriso falso.
- Pra quê, Zinho? - Sonda deu de ombros, enquanto Zinho, por sua vez, olhava sorridente para ela. - Para você contar para a sua amiguinha como é a minha casa? - Sonda perguntou fazendo pouco do garoto, e Zinho por sua vez, estava totalmente sem graça pela ação da garota.
- Ultimamente, vocês estão caprichando na contratação das empregadas, hein, Sonda? - Zinho provocou, olhando as pernas da bela moça que logo sorriu e suspirou, ao passo que Sonda olhava feio e ao mesmo tempo surpresa pela ação do garoto.
- Vem aqui! - Sonda puxou Zinho com fúria. - Você não gosta da Marion? - Sonda perguntou curiosa com o comportamento do garoto. - Vá para dentro! - Sonda gritou furiosa com a moça, que largou a pasinha e foi logo para dentro de casa.
- Ficou com ciúmes, Sonda? - Zinho provocou, deixando a garota extremamente furiosa. - Você não gosta que ninguém elogia às outras garotas, não é? - Zinho continuou em tom de provocação, enquanto Sonda, por sua vez, bufava de raiva do garoto. - Fere o seu ego, não é, Sonda? - Zinho continuou com o olhar provocador, enquanto Sonda engolia em seco.
- Fere o ego de qualquer mulher, Zinho! - Sonda respondeu ríspida, enquanto o garoto ainda ria da cara dela.
- Pelo visto, Sonda, você quer que as atenções sejam voltadas completamente para você, não é? - Zinho, por sua vez, continuou provocando à garota que bufava de raiva.
- E você veio aqui somente para me ofender, Zinho? - Sonda perguntou ainda com raiva, enquanto Zinho continuava oferecendo seu sorriso zombeteiro.
- Não, eu vim aqui também com outro intuito, Sonda! - Zinho, por sua vez, continuou ríspido com a garota.
- Ah, já até sei sobre o que você veio falar, Zinho! - Sonda continuou furiosa com o garoto.
- É mesmo? - Zinho gargalhou. - Então fale, Sonda! - Zinho sussurrou.
- Você veio aqui defender a sua amiguinha Marion, não é, Zinho? - Sonda perguntou estúpida.
- Sonda, eu não aceito mais ofensas suas quanto a Marion e nem quanto a mim! - Zinho bradou em tom de ameaça, enquanto Sonda, por sua vez, exibia seu sorriso sarcástico.
- Olha aqui, Zinho! - Sonda apontou o dedo para o garoto, em tom de fúria. - Não adianta você me ameaçar, porque as coisas não são bem assim! - Sonda continuou no mesmo tom de fúria.
- E se eu fosse você, pediria desculpas para a Marion e ficaria logo amiga dela! - Zinho bradou, ouvindo as sonoras gargalhadas de Sonda.
- O quê? - Sonda perguntou ainda às gargalhadas. - Você bebeu, Zinho? - continuou às gargalhadas, enquanto o garoto, olhava furioso para ela. - É, tudo para você é muito fácil, Zinho! - bradou, Sonda, cruzando os braços com pouco caso. - E você já pediu desculpas para o Dudu? - Sonda perguntou curiosa, enquanto Zinho olhava para ela e estava ainda mudo. - Ficou amigo dele? - Sonda continuou furiosa com o garoto, que nada respondia.
- Não! - Zinho respondeu com rispidez. - Eu não pedi e nem vou pedir! - Zinho continuou furioso com a atitude da garota, que agora ria da cara dele.
- Então, por quê você está querendo me dar lição de moral, Zinho? - Sonda perguntou ríspida e logo depoois cheirou uma margarida.
- Você não vai mais brigar com a Marion, Sonda! - Zinho bradou furioso e retirou - se, deixando a garota ainda sorridente e observando o garoto sumir.
- Mãe! - Acácio chamou dirigindo - se até a cozinha, assim que levantou - se.
- Café, Acácio? - Olívia perguntou furiosa com o filho que tinha acordado àquela hora do dia. - Justo agora que eu tirei a mesa você vem levantar? - Olívia, por sua vez, continuou furiosa com o filho, que olhava para ela surpreso.
- Não, não é isso não, mamãe! - Acácio, por sua vez, olhou ainda surpreso para a mãe. - O pai ainda está aí? - perguntou curioso e engolindo um copo de café com leite.
- O seu pai foi trabalhar, Acácio! - Olívia, por sua vez, olhou furiosa para a mãe. - Ou você se esqueceu que ele não tem tempo nem para cuspir? - Olívia sentou - se sendo observada pelo filho que ainda estava em pé, em frente à pia.
- Então, já que o pai não está aqui mesmo, mamãe, eu preciso de contar uma coisa para a senhora! - Acácio bradou, olhando sério para a mãe, que, por sua vez, olhava para ele de olhos arregalados.
- O quê foi que aconteceu dessa vez, Acácio? - Olívia perguntou em tom de desânimo. - Além desse roque pesado que você ligou bem alto lá na sala! - Olívia reclamou, vendo que o filho ria feliz.
- Isso é coisa do Dudu e da Dorise, mamãe! - Acácio mentiu, vendo a mãe de cara feia. - Porque eu acabei de me levantar agora, mamãe! - Acácio continuou sorridente. - E eu que estava dormindo tão gostoso, acordei por causa desse maldito barulho! - Acácio reclamou, fingindo - se furioso. - E o que eu tenho para dizer para a senhora, mamãe, é pior do que a Bomba de Hiroshima! - Acácio bradou ainda sorridente.
- O quê? - Olívia perguntou nervosa. - Pior do que a Bomba de Hiroshima? - Olívia, por sua vez, continuou admirada.
- Fala logo, então, Acácio! - Olívia perguntou bufando de raiva do filho, que ainda continuava sorridente. - E desse jeito também não dá, porque o açúcar está muito caro, meu filho! - Olivia, por sua vez, reclamou, vendo o filho colocar três colheradas bem cheias em seu copo de café com leite.
- Ah, mãe! - Acácio reclamou furioso. - Nem açúcar a gente pode pegar nessa casa! - Acácio bradou ainda chateado.
- Filho, não reclame, porque eu estou apenas te corrigindo! - Olívia bradou ainda furiosa com o filho. - E você está assim, cheio de liberdades, porque você está andando muito com o seu primo Sandro! - Olívia reclamou encarando ao filho, que nada disse. - Ele tem uma boca muito suja, meu filho! - Olívia continuou reclamando da amizade do filho com o primo. - E esse roque maldito que você deu de escutar agora e seu pai também não gosta da idéia de você gostar de roque, meu filho! - Olívia, por sua vez, continuou na reclamação, enquanto Acácio, por sua vez, nada dizia, apenas escutava a reclamação da mãe. - E se o seu pai estivesse aqui hoje, no mínimo ele já teria desligado esse maldito rádio! - Olívia, por sua vez, continuou reclamando, enquanto Acácio nada dizia, apenas escutava quieto.
- Mãe, virão a Marion conversando com o papai lá na pracinha! - Acácio começou a falar, para ver se a mãe se calava um pouco em relação a ele.
E Olívia, por sua vez, ficou de boca aberta, não acreditando no que o filho havia contado para ela.
- Eu não acredito! - Olívia elevou as mãos aos céus, bem nervosa com a situação. - E quem foi que te contou, meu filho? - Olívia perguntou furiosa.
- Não sei, mamãe! - Acácio deu de ombros. - Só sei que estão comentando por aí e eu ouvi dois caras comentando e saquei tudo! - Acácio explicou para a mãe, que engolia em seco.
- Ai meu Deus do céu! - Olívia, por sua vez, reclamou, elevando as mãos para os céus. - O quê será que aquele velho quer com aquela garota? - Olívia continuou furiosa e no fundo, no fundo, ela sabia muito bem o que Acamir queria com a Marion.
- Saber a senhora sabe, mamãe! - Acácio bradou, olhando sério para a mãe, que, por sua vez, engolia em seco. - O problema é que a senhora não fala para ninguém e nem tampouco faz alguma coisa contra o que está acontecendo! - Acácio bradou, olhando sério para a mãe.
- Acácio, eu não sei de nada e nem tampouco sei o que eu posso fazer quanto a isso tudo! - Olívia mentiu para defender - se, enquanto Acácio, por sua vez, continuava olhando desconfiado para a mãe.
- E quanto ao que aconteceu com a Marion? - Olívia perguntou, encarando ao filho.
- Mamãe, a Sonda propôs um linchamento contra a Marion! - Acácio comentou furioso, enquanto Olívia olhava curiosa para o filho.
- Um linchamento? - Olívia perguntou curiosa.
- Todo mundo perseguiu a Marion até a porta da casa dela e a mãe dela deu uma violenta surra nela! - Acácio comentou ainda chateado, só de lembrar - se do que havia acontecido com a pobre da garota. - E quem contou isso para a senhora, mamãe? - Acácio perguntou curioso.
- Eu ouvi vocês dois comentarem lá dentro do quarto de vocês! - Olívia comentou, observando o filho olhar para ela de cara feia.
- Mamãe, logo a senhora que sempre nos diz que não é para ficarmos escutando as conversas dos outros? - Acácio, por sua vez, perguntou indignado com a mãe, que olhou furiosa para ele. - Nós fomos até a porta da casa dela e vimos toda aquela confusão! - Acácio continuou chateado e desanimado com a situação, enquanto Olívia, por sua vez, ficou observando o filho que estava preocupado com a garota e não gostou da reação do filho.
- Aquele velho desgraçado me paga! - Olívia bradou entre os dentes, enquanto Acácio, por sua vez, a observava a mãe surtando e esmurrando a mesa da cozinha. - E a safada da Marion que está ganhando em disparada os corações dos velhinhos do pinto caído também um dia há de pagar! - Olívia continuou furiosa, vendo o filho dar risada do palavreado da mãe e depois Olívia olhou feio para o filho que ainda ria e mordeu a língua, arrependendo - se de ter falado aquela tremenda besteira para o filho.
- A senhora é um gênio, mamãe! - Acácio bradou feliz, dando um beijo no rosto da mãe, e retirando - se da cozinha todo feliz, deixando sua mãe, ainda furiosa com a história que ela havia ouvido do filho.
- Sonda! - Acácio chamou, apertando a campainha da casa da garota, ansioso e a viu desanimada na janela da sala. - Venha logo que eu preciso falar com você! - Acácio pediu delicado, enquanto Sonda, por sua vez, o atendeu furiosa.
- Deixa que eu atendo, patroa! - a empregada mais que depressa, pegou na maçaneta da porta e Sonda, por sua vez, tentou abrir primeiro.
- Sai pra lá! - Sonda empurrou a moça com tudo, enquanto essa, por sua vez, equilibrava - se para não ir ao chão.
- Sonda, por quê você não bateu logo na Marion? - Acácio perguntou, ao ver a namorada aproximar - se bufando de raiva. - Ficou fazendo - a passar por toda aquela humilhação. - Acácio olhou furioso para Sonda, que ficou olhando feio para ele.
- O quê? - Sonda perguntou furiosa.- Foi para isso quê você veio aqui me chamar, Acácio? - Sonda perguntou cruzando os braços com muita fúria. - Veio aqui somente para cobrar o que eu fiz ou não fiz com a Marion? - Sonda continuou indignada com o namorado e a única coisa que os separava era o portão da casa dela, que estava fechado e Sonda, por sua vez, não fazia questão nem de abrir para o namorado e nem para ninguém. - E o Zinho também veio aqui para me cobrar a mesma coisa, sabe? - Sonda continuou furiosa, enquanto Acácio, por sua vez, ria da cara da namorada, pois ela estava sendo criticada pela segunda vez! - E ainda por cima aquele crápula me ameaçou e eu já estou cansada disso! - Sonda bradou furiosa com a situação. - E o Sandro também discutiu comigo, questionando o meu comportamento diante dos outros! - Sonda continuou furiosa, enquanto Acácio olhava para ela com um olhar zombeteiro.
- É mesmo, Sonda? - Acácio, por sua vez, gargalhou. - Então, se eu sou o terceiro a te criticar, significa que você tem que rever seus próprios conceitos! - Acácio, por sua vez, explodiu, vendo a namorada boquiaberta e surpresa pela bronca que estava levando do namorado. - E sabe de uma coisa... - Acácio olhou furioso para ela. - Eu acho que você até ficou com medo dela, porque ela acabou revidando o tapa que você deu nela! - Acácio, por sua vez, ficou olhando feio para ela. - E depois que você levou o tapa, você ainda ficou ali, parada, sem nada fazer, e você não está acostumada com esse tipo de coisa! - Acácio continuou em tom de crítica. - Você costuma massacrar todas as garotas que você enfrenta, nunca perdeu nenhuma briga, até então! - Acácio, por sua vez, continuou provocando Sonda, que estava furiosa com ele. - E todo mundo tem medo de você e sempre comenta isso! - Acácio continuou furioso com ela. - Mas só que agora os comentários entre o pessoal é outro, Sonda! - Acácio olhou furioso para a garota, que nada dizia, apenas escutava tudo o que o namorado falava. - Estão falando que depois disso tudo, você está muito estranha! - Acácio gargalhou, vendo que a namorada ainda estava furiosa.
- Olha aqui! - Sonda bradou apontando o dedo para o namorado. - Se as pessoas estão comentando, elas estão comentando longe de mim, porque eu não estou ouvindo nada em relação a isso, e nem tampouco estou vendo nada em relação a isso! - Sonda continuou furiosa com o namorado. - E outra coisa... - Sonda continuou furiosa com o namorado. - Eu não tenho medo daquela covarde! - Sonda bufou furiosa.- A covardia chegou ali e parou, ela só teve coragem de me dar um tapa na cara, porque o Zinho estava ali, bem na frente dela e aquela garota nova também estava defendendo ela! - Sonda continuou furiosa, enquanto Acácio, por sua vez, ria da cara dela.
- Então, Sonda, já está tudo explicado! - Acácio continuou sorridente, enquanto Sonda olhava feio para ela. - Você ficou com medo do Zinho e da garota nova e não da Marion! - Acácio, por sua vez, continuou sorridente, concluindo o "porque" de Sonda não ter se defendido de Marion, como ela fazia com todas as garotas que cruzavam o caminho dela.
- Acácio, por favor, escute - me! - Sonda implorou, olhando para o namorado, que ainda estava sorridente e feliz. - Eu já estou sofrendo porque você está estranho comigo e porque você gosta dela! - reclamou chorando e Acácio, por sua vez, ficou sério, observando que a namorada estava chateada com ele. - Não fui falar com você, porque eu segui o conselho da minha mãe, que me falou que é o homem quem tem que vir atrás da mulher, e não a mulher ter que vir atrás do homem! - Sonda explicou o que a mãe um dia, havia dito a ela, quando a viu chorando por ele.
- Sonda, ainda é muito cedo para eu tomar uma decisão brusca, eu ainda preciso pensar muito sobre isso! - Acácio explicou confuso e ainda nervoso, vendo que Sonda ficou olhando para ele. - Olha... - bradou Acácio ainda calmo, segurando no queixo da namorada, para que ela o encarasse também. - Eu não sou o único cara do mundo, existem outros caras também! - Acácio continuou nervoso com a namorada. - E se você quiser, Sonda, você está livre para fazer as suas escolhas! - Acácio bradou, tentando livrar - se da namorada, que olhou admirada para ele e não acreditando no que ele estava falando para ela.
- O quê? - Sonda, por sua vez, explodiu desvencilhando - se do namorado, que, por sua vez, ficou surpreso com a atitude da namorada. - Primeiro você fala que é cedo para eu tomar uma decisão e agora acaba decidindo tudo por mim, e bem rapidinho, não é, Acácio? - Sonda perguntou sarcástica, enquanto Acácio olhava furioso para ela. - Eu não estou acreditando ainda, no que você está dizendo para mim e nem tampouco que se eu quiser escolher, eu estou livre para isso! - Sonda continuou furiosa e com os olhos ainda marejados de lágrimas, enquanto Acácio observava a namorada atento. - Então quer dizer que um dia nós vamos nos separar? - Sonda perguntou ainda na dúvida.
- Talvez sim, amor! - Acácio, por sua vez, sorriu encabulado, enquanto Sonda, olhava furiosa para ele e esse, por sua vez, passava as mãos pelos cabelos da namorada, ainda através do portão fechado, enquanto essa, desvencilhava - se dele, furiosa.
- O único que sabe disso, Acácio, é o criador! - Sonda, por sua vez, apontou para o céu, enquanto Acácio, seguia seu dedo.
- Deus? - Acácio desacreditou, com um sorriso zombeteiro. - Agora você coloca Deus no meio de tudo, Sonda? - Acácio perguntou nervoso. - Eu sempre fui quase ateu, mas mamãe ainda quer que eu entre na Comunidade Batista, apesar dela ser Católica! - Acácio, por sua vez, bradou sorridente, enquanto Sonda ria da cara dele.
- Logo você, Acácio, que gosta de baile, na Comunidade Batista? - Sonda perguntou às gargalhadas.
- E a sua mãe está pensando o mesmo sobre você também, Sonda! - Acácio bradou, vendo que a namorada olhava furiosa para ele.
- O que? - Sonda perguntou sarcástica. - Eu não estou acreditando! - continuou no mesmo tom e agora era a vez de Acácio rir da cara dela. - Crentes? - Sonda gargalhou nervosa. - Nós dois crentes? - continuou furiosa. - Eu acho que a Marion deve pertencer a esse grupo de ignorantes e se eu não me casar com você, eu vou acabar entrando nessa tal comunidade também, ou senão eu vou virar uma piruona, assim como muitas garotas falam! - Sonda choramingou, enquanto Acácio, por sua vez, ria da cara da namorada, que olhava furiosa para ele. - Acácio, por favor, case - se comigo logo! - Sonda implorou, sob as gargalhadas do namorado. - Mamãe tem até o vestido de noiva! - bradou, segurando o garoto pelas mãos e esse, logo soltou - se.
- Casar? - Acácio desacreditou. - Logo agora que eu estou entrando na adolescência? - continuou incrédulo. - Você está louca, Sonda! - benzeu - se, ainda furioso com a idéia de estar casado, logo na época em que ele podia curtir os bailes da vida.
- Se você não se casar comigo, Cacio, eu vou ficar louca! - Sonda implorou ainda nervosa e começou a beliscar - se para torturar - se, enquanto Acácio, por sua vez, ainda assustado, ficou observando aquela maldita cena da namorada se auto flagelar, apenas para ele casar - se com ela e ficou preocupado com a reação da garota. - Eu falo para todas as outras garotas que nós vamos nos casar e todas elas acreditam! - Sonda disse ainda nervosa, e com o intuito de convercer ao namorado a se casar com ela.
- O quê? - Acácio, por sua vez, perguntou, todo nervoso. - Você fala isso para as outras garotas? - perguntou ainda indignado com a reação da namorada.
- Mas é claro, Acácio! - Sonda bradou sorridente e ansiosa, pensando que agora, o namorado a aceitaria. - E você também não conta para os outros garotos? - Sonda perguntou, ansiosa por uma resposta positiva do namorado que olhava para ela feito um idiota. - Você também não conta que nós vamos nos casar? - Sonda continuou romântica, enquanto Acácio, por sua vez, ria da cara da namorada.
- Mas é claro que eu não faço isso, Sonda! - Acácio bradou nervoso, enquanto Sonda, por sua vez, ficava totalmente sem graça, pois o namorado havia acabado com todos os seus sonhos e esperanças. - Isso nunca se passou pela minha cabeça, Sonda! - Acácio continuou matando as últimas esperanças da namorada.
- Gosta mãe, e o pior de tudo, é que ela também gosta dele! - Fred bradou furioso com a maldita idéia de ter Acácio como cunhado. - E pelo jeito ela descobriu que gosta dele primeiro e ele descobriu depois! - Fred continuou comentando com a sua mãe, que não estava acreditando no que o filho estava falando.
- Meu filho, isso jamais vai acontecer! - Zoraide bradou nervosa, ainda não acreditando que o destino havia pregado uma grande peça para ela. - Jamais esses dois poderão ficar juntos, pelo amor de Deus! - Zoraide bradou, elevando as mãos aos céus.
E Fred, por sua vez, ficou sem ao menos entender sobre o que a mãe estava falando.
- Mas por quê essa história, mamãe? - Fred perguntou admirado. - Porque eles não podem ficar juntos, mamãe? - Fred continuou enchendo a mãe de perguntas.
- Ora, deixe de me encher de perguntas, garoto! - Zoraide bradou furiosa, enquanto Fred olhava surpreso para ela.
- Mas por quê a senhora ficou tão apavorada quando eu dei essa notícia para a senhora, mamãe? - Fred continuou surpreso, enquanto Zoraide, por sua vez, crispava os lábios de raiva.
- Bom, meu filho, isso é uma longa história que você jamais poderá saber! - Zoraide olhou séria para o filho, que continuava curioso. - Nem você e nem ninguém, meu filho! - Zoraide continuou nervosa, enquanto Fred, por sua vez, não entendia nada do que a mãe estava dizendo - lhe sobre Acácio e Marion.
- Mas, mamãe, a senhora deve revelar! - Fred continuou insistente, enquanto a mãe olhava furiosa para ele.
- Só te peço uma coisa, meu filho... - Zoraide olhou para Fred, com o olhar de misericórdia, aí sm, o garoto ficou mais preocupado ainda e pode observar que o assunto era sério e bem sério. - Nunca deixe esses dois ficarem juntos, pelo amor de Deus, meu filho! - Zoraide bradou, encarando ao filho, que sentiu que a mãe falava bem sério com ele. - Apronte bastante confusão para eles nunca ficarem juntos, porque isso não deve acontecer! - Zoraide continuou suplicando para o filho, que continuava olhando para ela surpreso e ansioso por saber a verdade. - Isso não pode acontecer, ouviu bem? - Zoraide já segurava os ombros do garoto, que ficou sem entender, mas achou melhor fazer o que a mãe havia dito para ele... "Não permitir com que Acácio e Marion ficassem juntos!" E era isso que ele teria que fazer...
E no dia seguinte à surra que Marion havia levado da mãe, lá estava Acamir, andando de carro pelo bairro e bem devagarzinho, e resolveu passar pela porta da escola, pronto para ver Marion e ajudá - la no que fosse preciso, mas viu que ali ele não poderia encontrar a garota, pois ela já estava com a vida bastante comprometida e podia causar mais raiva ainda nas pessoas que já tinham raiva dela, inclusive Sonda!
Então, desanimado, deu meia volta e procurou ver se tinha outra oportunidade de falar com a pobre garota, talvez na hora da saída ele até voltasse para falar com ela, e poderia até levá - la para tomar um sorvete e conversar mais com ela, ver como ela estava, e se ela precisava de alguma ajuda como médico, dinheiro, e tudo o que ela necessitasse.
Mas... De repente, encontrou a oportunidade!
Ali estava ela!!!
E pelo jeito ela não iria para a escola, estava atravessando a rua com o intuito de ir para algum lugar, desceu do carro como um louco e correu atrás até que alcançou a pobre garota, e Marion, por sua vez, olhou - o assustada e observou que o carrão importado do homem estava parado bem ao seu lado, e olhou toda assustada, como se fosse um passarinho que tinha saído do seu ninho abandonado pela mãe.
- O quê o senhor quer, seu Acamir? - Marion perguntou asssustada e de olhos arregalados. - O senhor já me fez passar muita coisa! - Marion, por sua vez, baixou a cabeça triste, enquanto o homem a olhava penalizado. - E a minha mãe, não quer mais que nós conversemos, ela já me bateu por causa disso! - Marion comentou, ao passo que o homem só olhava para ela surpreso.
- Como é que é? - Acamir perguntou de olhos arregalados, enquanto Marion olhava surpresa para ele.
- A minha mãe me bateu ontem! - Marion confessou - se cabisbaixa.
- Marion, você está muito machucada! - Acamir bradou, admirando - a, enquanto a garota olhava chateada para o homem, que, por sua vez, ficou furioso com a situação.
- Então, eu já não falei para o senhor que me causou muitos problemas? - Marion, por sua vez, perguntou para o homem, que ficou triste com a pergunta feita por ela.
E ainda, Marion, por sua vez, olhou para os lados a fim de certificar - se de que não passava ninguém suspeito.
- E você não vai para a escola, por conta da surra que você levou da sua mãe? - Acamir perguntou curioso.
- Exatamente! - Marion bradou, ainda sem condições de encarar ao bondoso homem, que estava furioso com Zoraide.
- Mas, se eu fosse você, eu iria para a escola sim, Marion! - Acamir bradou, tentando insentivar a garota que mal olhava para ele.
- Para quê, seu Acamir? - Marion perguntou, dando de ombros. - Para que todos comentem sobre a surra que a minha mãe me deu ontem na rua e depois fiquem rindo da minha cara? - Marion, por sua vez, perguntou furiosa.
- Não, mas é claro que não! - Acamir bradou furioso. - Seria somente para você mostrar que é corajosa e forte! - Acamir olhou surpreso para a garota, que nada dizia.
- Eu não vou para a escola porque eu sou covarde e fraca! - Marion bradou, convicta, enquanto o bondoso homem olhava surpreso para ela.
- E você não quer algum dinheiro para você comprar remédio a fim de curar as suas ataduras, Marion? - Acamir perguntou sério, enquanto a garota ria da cara dele.
- Não, obrigada! - Marion bradou, já observando que o homem mexia em seu bolso fundo, a fim de procurar alguma grana para oferecer a ela. - Eu não quero mais nenhum contato com o senhor, seu Acamir! - Marion, por sua vez, bradou com raiva, pois sabia que era por causa dele, que havia levado aquela violenta surra da mãe.
- Mas por quê, Marion? - Acamir perguntou assustado com a idéia de ficar sem vê - la.
- Porque eu estou sofrendo muito, seu Acamir! - Marion bradou ainda furiosa com o homem.
E vendo que o bondoso homem a olhava surpreso e que ele queria especular mais, Marion retirou - se rapidinho, deixando - o absorto em seus pensamentos.
E Acamir, por sua vez, viu Marion sumir ao longe e nada fez, para aproximá - la novamente.
E depois que acabaram as aulas, Zinho que ainda estava preocupado com a situação de Marion, foi bater lá na casa dela, porque Marion, sua amada, havia faltado na escola, e ainda preocupado, tocou a campainha da casa de Marion, com muita raiva da mãe dela e ainda com medo da mulher atender ou de Fred chegar naquele momento, afinal de contas, ele havia ido para a escola!
- O quê foi dessa vez, Zinho? - Marion apareceu atrás do garoto, que olhou para ela surpreso.
- Não vai me chamar para entrar? - Zinho perguntou, apontando para a casa de Marion, que olhou para ele com desdém.
- Não, Zinho! - Marion respondeu estúpida, quebrando todo o encanto entre ela e o garoto.
- Mas por quê, Marion? - Zinho insistiu, querendo entrar na casa da garota para poder conversar melhor com ela.
- Porque eu não quero confusão para o meu lado, Zinho! - Marion respondeu furiosa. - É melhor você sair daqui! - Marion apontou para a rua. - Porque se a minha mãe aparecer na janela, é capaz dela me dar outra surra daquelas! - Marion estralou os dedos, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela e ria.
- Tudo bem, então! - Zinho bradou chateado. - Eu só vim ver como você está! - Zinho explicou - se chateado, enquanto Marion olhava também chateada para ele.
- E agora você está vendo como eu estou? - Marion perguntou ainda furiosa. - Agora vê se você se manda, Zinho! - Marion bradou, ainda mandando o garoto indesejável embora. - Espere aí, Zinho! - Marion chamou - o, vendo que o garoto ia embora.
- O quê você quer agora, Marion? - Zinho perguntou, ainda chateado com a garota, que aproximava - se dele, ansiosa para contar - lhe algo.
- O seu Acamir, me viu na pracinha e falou o mesmo que você! - Marion começou a cochichar, enquanto o garoto olhava surpreso para ela. - "Que queria ver como eu estava!" - Marion sorriu encabulada. - Me ofereceu até grana para eu ir ao médico tratar das minhas ataduras e ainda me aconselhou a ir para a escola e também para não ligar para o que os outros dizem, mas eu já estou cansada! - Marion suspirou chateada, ao passo que o garoto a olhava incrédulo.
- É! - Zinho deu de ombros. - De novo o cara está procurando coisa errada! - Zinho coçou a cabeça preocupado com a situação que estava se seguindo em relação a Marion. - O quê será que esse velhote quer com você, Marion? - Zinho perguntou furioso.
- O quê será que ele quer comigo? - Marion deu de ombros. - Eu também gostaria de saber, Zinho! - Marion, por sua vez, continuou furiosa. - Porque ontem, depois da surra que eu levei da minha mãe, ela ficou falando coisas do tipo que ela não quer que eu e o Cacio ficamos juntos porque nós não podemos e o meu pai também falou para ela, que era a minha irmã quem tinha que cuidar de mim! - Marion bradou triste e cabisbaixa, enquanto Zinho olhava para ela com atenção, também não entendendo o que se passava pela cabecinha da pobre coitada da Marion.
- Ah, isso são coisas inexplicáveis que acontecem, Marion! - Zinho bradou ansioso por saber mais da vida da garota.
- Coisas que nem eu entendo, Zinho! - Marion bradou ansiosa e Zinho, por sua vez, só ficou olhando para a garota, sem saber o que responder, para ajudá - la.
- Se eu pudesse, Marion, eu te ajudaria! - Zinho bradou ansioso, enquanto Marion, por sua vez, olhava surpresa para o garoto. - Mas nem eu sei do que se trata, e não tem como eu, ao menos descobrir sobre a situação que se segue! - Zinho explicou retirando - se, e Marion, por sua vez, ficou observando o garoto sumir e com medo de que Fred aparecesse do nada, e o visse e foi o que acabou acontecendo e logo ela entrou, porque Fred, por sua vez, parou para conversar com Zinho, e os dois nem eram amigos, e para quê conversar?
- O quê você anda fazendo na minha rua, Zinho? - Fred perguntou, segurando no braço do garoto, que tentou ignorá - lo e também desvencilhando - se do mesmo.
- Eu? - Zinho, por sua vez, sorriu sarcástico, enquanto Fred, por sua vez, olhava feio para ele. - Eu estou passando por aqui, porque eu fui na casa de um colega meu, que mora na outra rua! - Zinho, por sua vez, achou por bem mentir, com direito a sorriso amarelo e tudo. - Então, eu achei por bem, passar por aqui, oras! - Zinho, por sua vez, deu de ombros, ainda com o mesmo sorriso amarelo. - A rua é pública mesmo, ou não é? - Zinho perguntou, e logo ficou sério, pois Fred, por sua vez, não estava gostando nada, nada da conversa do garoto.
- A rua pode até ser pública, mas você não me cai nos gostos de amigo, e nem tampouco de cunhado! - Fred respondeu sarcástico, ao passo que Fred olhava triste para ele. - Sei, sei... - Fred, por sua vez, deu risada. - Você passou em casa, não foi? - Fred perguntou observando a risada amarela do garoto.
- Não! - Zinho, por sua vez negou. - Eu nem pensei em passar na sua casa, para falar a verdade! - Zinho bradou, vendo o sorriso sarcástico de Fred.
- Ah! Conta outra, cara! - Fred bradou, dando três tapinhas nas costas de Zinho e retirando - se furioso e Zinho, por sua vez, ainda suspirou e olhou para trás, aliviado, mas já sabendo que teria interrogatório para Marion e quais seriam as perguntas impertinentes de Fred, ficou até com pena dela, mas... Não pôde fazer nada...
E foi para a sua casa, triste e cabisbaixo, e ainda com dó da pobre coitada!
- Recebeu visitas, Marion? - Fred perguntou em tom de provocação, enquanto Marion olhava corada para ele.
- Visitas? - Marion perguntou fingindo - se surpresa, enquanto Fred, por sua vez, olhava furioso para ela.
- Ah, não se faça de sonsa, Marion! - Zinho, por sua vez, bradou estúpido e furioso com a garota, que olhava para ele ainda nervosa e com o coração aos pulos. - Eu sei muito bem que o Zinho esteve aqui no portão! - Fred continuou furioso, enquanto Marion, por sua vez, engoliu em seco. - Não foi Marion? - Fred, por sua vez, a pressionou.
- Eu ouvi algumas conversinhas, tentei aguçar meus ouvidos, para ouvir melhor, mas não consegui! - Zoraide, por sua vez, apareceu furiosa. - Então, você recebeu visitas, Marion? - Zoraide perguntou curiosa, vendo a filha amarelar.
- E não adianta você negar, Marion, porque eu encontrei com o Zinho e você viu, porque você ainda estava no portão, contemplando o garoto sumir! - Fred bradou ainda furioso com a garota, que nada dizia, apenas engolia em seco, com medo do irmão e da mãe. - Dá muito bem para deduzir o que o crápula do Zinho veio fazer aqui em casa! - Fred continuou furioso com a irmã.
- Você tem inveja Fred, porque você não tem ninguém que se preocupe com você! - Marion conseguiu falar, depois de umedecer seus lábios, ao passo que seu irmão exibia um sorriso sarcástico.
- Você que pensa, Marion! - Fred deu um sorriso sarcástico, enquanto Marion, por sua vez, olhava feio para o irmão, que nada mais falou, e Zoraide, por sua vez, logo tentou mudar o clima entre os dois, enquanto Marion resolveu sair da cozinha, onde mãe e filho começavam a conversar amigavelmete.
- Como foi na escola, meu filho? - Zoraide começou a perguntar, ignorando Marion, que logo retirou - se. - Ela vai negar até o fim, deixa essa garota para lá, porque eu sei muito bem que aquele garoto esquisito esteve aqui! - Zoraide bradou, vendo que Fred também olhava para a porta do quarto de Marion, que já estava novamente fechada, pois Marion, por sua vez, tentava aguçar seus ouvidos para escutar o que ambos falavam sobre ela.
Zinho, por sua vez, foi para a casa de Sonda, com muita raiva e tocou a campainha, a fim de brigar com a garota insuportável.
- O quê você quer dessa vez, Zinho? - Sonda apareceu furiosa, enquanto Zinho olhava feio para ela.
- Você não vai me chamar para entrar, Sonda? - Zinho perguntou, com um sorriso falso.
- Pra quê, Zinho? - Sonda deu de ombros, enquanto Zinho, por sua vez, olhava sorridente para ela. - Para você contar para a sua amiguinha como é a minha casa? - Sonda perguntou fazendo pouco do garoto, e Zinho por sua vez, estava totalmente sem graça pela ação da garota.
- Ultimamente, vocês estão caprichando na contratação das empregadas, hein, Sonda? - Zinho provocou, olhando as pernas da bela moça que logo sorriu e suspirou, ao passo que Sonda olhava feio e ao mesmo tempo surpresa pela ação do garoto.
- Vem aqui! - Sonda puxou Zinho com fúria. - Você não gosta da Marion? - Sonda perguntou curiosa com o comportamento do garoto. - Vá para dentro! - Sonda gritou furiosa com a moça, que largou a pasinha e foi logo para dentro de casa.
- Ficou com ciúmes, Sonda? - Zinho provocou, deixando a garota extremamente furiosa. - Você não gosta que ninguém elogia às outras garotas, não é? - Zinho continuou em tom de provocação, enquanto Sonda, por sua vez, bufava de raiva do garoto. - Fere o seu ego, não é, Sonda? - Zinho continuou com o olhar provocador, enquanto Sonda engolia em seco.
- Fere o ego de qualquer mulher, Zinho! - Sonda respondeu ríspida, enquanto o garoto ainda ria da cara dela.
- Pelo visto, Sonda, você quer que as atenções sejam voltadas completamente para você, não é? - Zinho, por sua vez, continuou provocando à garota que bufava de raiva.
- E você veio aqui somente para me ofender, Zinho? - Sonda perguntou ainda com raiva, enquanto Zinho continuava oferecendo seu sorriso zombeteiro.
- Não, eu vim aqui também com outro intuito, Sonda! - Zinho, por sua vez, continuou ríspido com a garota.
- Ah, já até sei sobre o que você veio falar, Zinho! - Sonda continuou furiosa com o garoto.
- É mesmo? - Zinho gargalhou. - Então fale, Sonda! - Zinho sussurrou.
- Você veio aqui defender a sua amiguinha Marion, não é, Zinho? - Sonda perguntou estúpida.
- Sonda, eu não aceito mais ofensas suas quanto a Marion e nem quanto a mim! - Zinho bradou em tom de ameaça, enquanto Sonda, por sua vez, exibia seu sorriso sarcástico.
- Olha aqui, Zinho! - Sonda apontou o dedo para o garoto, em tom de fúria. - Não adianta você me ameaçar, porque as coisas não são bem assim! - Sonda continuou no mesmo tom de fúria.
- E se eu fosse você, pediria desculpas para a Marion e ficaria logo amiga dela! - Zinho bradou, ouvindo as sonoras gargalhadas de Sonda.
- O quê? - Sonda perguntou ainda às gargalhadas. - Você bebeu, Zinho? - continuou às gargalhadas, enquanto o garoto, olhava furioso para ela. - É, tudo para você é muito fácil, Zinho! - bradou, Sonda, cruzando os braços com pouco caso. - E você já pediu desculpas para o Dudu? - Sonda perguntou curiosa, enquanto Zinho olhava para ela e estava ainda mudo. - Ficou amigo dele? - Sonda continuou furiosa com o garoto, que nada respondia.
- Não! - Zinho respondeu com rispidez. - Eu não pedi e nem vou pedir! - Zinho continuou furioso com a atitude da garota, que agora ria da cara dele.
- Então, por quê você está querendo me dar lição de moral, Zinho? - Sonda perguntou ríspida e logo depoois cheirou uma margarida.
- Você não vai mais brigar com a Marion, Sonda! - Zinho bradou furioso e retirou - se, deixando a garota ainda sorridente e observando o garoto sumir.
- Mãe! - Acácio chamou dirigindo - se até a cozinha, assim que levantou - se.
- Café, Acácio? - Olívia perguntou furiosa com o filho que tinha acordado àquela hora do dia. - Justo agora que eu tirei a mesa você vem levantar? - Olívia, por sua vez, continuou furiosa com o filho, que olhava para ela surpreso.
- Não, não é isso não, mamãe! - Acácio, por sua vez, olhou ainda surpreso para a mãe. - O pai ainda está aí? - perguntou curioso e engolindo um copo de café com leite.
- O seu pai foi trabalhar, Acácio! - Olívia, por sua vez, olhou furiosa para a mãe. - Ou você se esqueceu que ele não tem tempo nem para cuspir? - Olívia sentou - se sendo observada pelo filho que ainda estava em pé, em frente à pia.
- Então, já que o pai não está aqui mesmo, mamãe, eu preciso de contar uma coisa para a senhora! - Acácio bradou, olhando sério para a mãe, que, por sua vez, olhava para ele de olhos arregalados.
- O quê foi que aconteceu dessa vez, Acácio? - Olívia perguntou em tom de desânimo. - Além desse roque pesado que você ligou bem alto lá na sala! - Olívia reclamou, vendo que o filho ria feliz.
- Isso é coisa do Dudu e da Dorise, mamãe! - Acácio mentiu, vendo a mãe de cara feia. - Porque eu acabei de me levantar agora, mamãe! - Acácio continuou sorridente. - E eu que estava dormindo tão gostoso, acordei por causa desse maldito barulho! - Acácio reclamou, fingindo - se furioso. - E o que eu tenho para dizer para a senhora, mamãe, é pior do que a Bomba de Hiroshima! - Acácio bradou ainda sorridente.
- O quê? - Olívia perguntou nervosa. - Pior do que a Bomba de Hiroshima? - Olívia, por sua vez, continuou admirada.
- Fala logo, então, Acácio! - Olívia perguntou bufando de raiva do filho, que ainda continuava sorridente. - E desse jeito também não dá, porque o açúcar está muito caro, meu filho! - Olivia, por sua vez, reclamou, vendo o filho colocar três colheradas bem cheias em seu copo de café com leite.
- Ah, mãe! - Acácio reclamou furioso. - Nem açúcar a gente pode pegar nessa casa! - Acácio bradou ainda chateado.
- Filho, não reclame, porque eu estou apenas te corrigindo! - Olívia bradou ainda furiosa com o filho. - E você está assim, cheio de liberdades, porque você está andando muito com o seu primo Sandro! - Olívia reclamou encarando ao filho, que nada disse. - Ele tem uma boca muito suja, meu filho! - Olívia continuou reclamando da amizade do filho com o primo. - E esse roque maldito que você deu de escutar agora e seu pai também não gosta da idéia de você gostar de roque, meu filho! - Olívia, por sua vez, continuou na reclamação, enquanto Acácio, por sua vez, nada dizia, apenas escutava a reclamação da mãe. - E se o seu pai estivesse aqui hoje, no mínimo ele já teria desligado esse maldito rádio! - Olívia, por sua vez, continuou reclamando, enquanto Acácio nada dizia, apenas escutava quieto.
- Mãe, virão a Marion conversando com o papai lá na pracinha! - Acácio começou a falar, para ver se a mãe se calava um pouco em relação a ele.
E Olívia, por sua vez, ficou de boca aberta, não acreditando no que o filho havia contado para ela.
- Eu não acredito! - Olívia elevou as mãos aos céus, bem nervosa com a situação. - E quem foi que te contou, meu filho? - Olívia perguntou furiosa.
- Não sei, mamãe! - Acácio deu de ombros. - Só sei que estão comentando por aí e eu ouvi dois caras comentando e saquei tudo! - Acácio explicou para a mãe, que engolia em seco.
- Ai meu Deus do céu! - Olívia, por sua vez, reclamou, elevando as mãos para os céus. - O quê será que aquele velho quer com aquela garota? - Olívia continuou furiosa e no fundo, no fundo, ela sabia muito bem o que Acamir queria com a Marion.
- Saber a senhora sabe, mamãe! - Acácio bradou, olhando sério para a mãe, que, por sua vez, engolia em seco. - O problema é que a senhora não fala para ninguém e nem tampouco faz alguma coisa contra o que está acontecendo! - Acácio bradou, olhando sério para a mãe.
- Acácio, eu não sei de nada e nem tampouco sei o que eu posso fazer quanto a isso tudo! - Olívia mentiu para defender - se, enquanto Acácio, por sua vez, continuava olhando desconfiado para a mãe.
- E quanto ao que aconteceu com a Marion? - Olívia perguntou, encarando ao filho.
- Mamãe, a Sonda propôs um linchamento contra a Marion! - Acácio comentou furioso, enquanto Olívia olhava curiosa para o filho.
- Um linchamento? - Olívia perguntou curiosa.
- Todo mundo perseguiu a Marion até a porta da casa dela e a mãe dela deu uma violenta surra nela! - Acácio comentou ainda chateado, só de lembrar - se do que havia acontecido com a pobre da garota. - E quem contou isso para a senhora, mamãe? - Acácio perguntou curioso.
- Eu ouvi vocês dois comentarem lá dentro do quarto de vocês! - Olívia comentou, observando o filho olhar para ela de cara feia.
- Mamãe, logo a senhora que sempre nos diz que não é para ficarmos escutando as conversas dos outros? - Acácio, por sua vez, perguntou indignado com a mãe, que olhou furiosa para ele. - Nós fomos até a porta da casa dela e vimos toda aquela confusão! - Acácio continuou chateado e desanimado com a situação, enquanto Olívia, por sua vez, ficou observando o filho que estava preocupado com a garota e não gostou da reação do filho.
- Aquele velho desgraçado me paga! - Olívia bradou entre os dentes, enquanto Acácio, por sua vez, a observava a mãe surtando e esmurrando a mesa da cozinha. - E a safada da Marion que está ganhando em disparada os corações dos velhinhos do pinto caído também um dia há de pagar! - Olívia continuou furiosa, vendo o filho dar risada do palavreado da mãe e depois Olívia olhou feio para o filho que ainda ria e mordeu a língua, arrependendo - se de ter falado aquela tremenda besteira para o filho.
- A senhora é um gênio, mamãe! - Acácio bradou feliz, dando um beijo no rosto da mãe, e retirando - se da cozinha todo feliz, deixando sua mãe, ainda furiosa com a história que ela havia ouvido do filho.
- Sonda! - Acácio chamou, apertando a campainha da casa da garota, ansioso e a viu desanimada na janela da sala. - Venha logo que eu preciso falar com você! - Acácio pediu delicado, enquanto Sonda, por sua vez, o atendeu furiosa.
- Deixa que eu atendo, patroa! - a empregada mais que depressa, pegou na maçaneta da porta e Sonda, por sua vez, tentou abrir primeiro.
- Sai pra lá! - Sonda empurrou a moça com tudo, enquanto essa, por sua vez, equilibrava - se para não ir ao chão.
- Sonda, por quê você não bateu logo na Marion? - Acácio perguntou, ao ver a namorada aproximar - se bufando de raiva. - Ficou fazendo - a passar por toda aquela humilhação. - Acácio olhou furioso para Sonda, que ficou olhando feio para ele.
- O quê? - Sonda perguntou furiosa.- Foi para isso quê você veio aqui me chamar, Acácio? - Sonda perguntou cruzando os braços com muita fúria. - Veio aqui somente para cobrar o que eu fiz ou não fiz com a Marion? - Sonda continuou indignada com o namorado e a única coisa que os separava era o portão da casa dela, que estava fechado e Sonda, por sua vez, não fazia questão nem de abrir para o namorado e nem para ninguém. - E o Zinho também veio aqui para me cobrar a mesma coisa, sabe? - Sonda continuou furiosa, enquanto Acácio, por sua vez, ria da cara da namorada, pois ela estava sendo criticada pela segunda vez! - E ainda por cima aquele crápula me ameaçou e eu já estou cansada disso! - Sonda bradou furiosa com a situação. - E o Sandro também discutiu comigo, questionando o meu comportamento diante dos outros! - Sonda continuou furiosa, enquanto Acácio olhava para ela com um olhar zombeteiro.
- É mesmo, Sonda? - Acácio, por sua vez, gargalhou. - Então, se eu sou o terceiro a te criticar, significa que você tem que rever seus próprios conceitos! - Acácio, por sua vez, explodiu, vendo a namorada boquiaberta e surpresa pela bronca que estava levando do namorado. - E sabe de uma coisa... - Acácio olhou furioso para ela. - Eu acho que você até ficou com medo dela, porque ela acabou revidando o tapa que você deu nela! - Acácio, por sua vez, ficou olhando feio para ela. - E depois que você levou o tapa, você ainda ficou ali, parada, sem nada fazer, e você não está acostumada com esse tipo de coisa! - Acácio continuou em tom de crítica. - Você costuma massacrar todas as garotas que você enfrenta, nunca perdeu nenhuma briga, até então! - Acácio, por sua vez, continuou provocando Sonda, que estava furiosa com ele. - E todo mundo tem medo de você e sempre comenta isso! - Acácio continuou furioso com ela. - Mas só que agora os comentários entre o pessoal é outro, Sonda! - Acácio olhou furioso para a garota, que nada dizia, apenas escutava tudo o que o namorado falava. - Estão falando que depois disso tudo, você está muito estranha! - Acácio gargalhou, vendo que a namorada ainda estava furiosa.
- Olha aqui! - Sonda bradou apontando o dedo para o namorado. - Se as pessoas estão comentando, elas estão comentando longe de mim, porque eu não estou ouvindo nada em relação a isso, e nem tampouco estou vendo nada em relação a isso! - Sonda continuou furiosa com o namorado. - E outra coisa... - Sonda continuou furiosa com o namorado. - Eu não tenho medo daquela covarde! - Sonda bufou furiosa.- A covardia chegou ali e parou, ela só teve coragem de me dar um tapa na cara, porque o Zinho estava ali, bem na frente dela e aquela garota nova também estava defendendo ela! - Sonda continuou furiosa, enquanto Acácio, por sua vez, ria da cara dela.
- Então, Sonda, já está tudo explicado! - Acácio continuou sorridente, enquanto Sonda olhava feio para ela. - Você ficou com medo do Zinho e da garota nova e não da Marion! - Acácio, por sua vez, continuou sorridente, concluindo o "porque" de Sonda não ter se defendido de Marion, como ela fazia com todas as garotas que cruzavam o caminho dela.
- Acácio, por favor, escute - me! - Sonda implorou, olhando para o namorado, que ainda estava sorridente e feliz. - Eu já estou sofrendo porque você está estranho comigo e porque você gosta dela! - reclamou chorando e Acácio, por sua vez, ficou sério, observando que a namorada estava chateada com ele. - Não fui falar com você, porque eu segui o conselho da minha mãe, que me falou que é o homem quem tem que vir atrás da mulher, e não a mulher ter que vir atrás do homem! - Sonda explicou o que a mãe um dia, havia dito a ela, quando a viu chorando por ele.
- Sonda, ainda é muito cedo para eu tomar uma decisão brusca, eu ainda preciso pensar muito sobre isso! - Acácio explicou confuso e ainda nervoso, vendo que Sonda ficou olhando para ele. - Olha... - bradou Acácio ainda calmo, segurando no queixo da namorada, para que ela o encarasse também. - Eu não sou o único cara do mundo, existem outros caras também! - Acácio continuou nervoso com a namorada. - E se você quiser, Sonda, você está livre para fazer as suas escolhas! - Acácio bradou, tentando livrar - se da namorada, que olhou admirada para ele e não acreditando no que ele estava falando para ela.
- O quê? - Sonda, por sua vez, explodiu desvencilhando - se do namorado, que, por sua vez, ficou surpreso com a atitude da namorada. - Primeiro você fala que é cedo para eu tomar uma decisão e agora acaba decidindo tudo por mim, e bem rapidinho, não é, Acácio? - Sonda perguntou sarcástica, enquanto Acácio olhava furioso para ela. - Eu não estou acreditando ainda, no que você está dizendo para mim e nem tampouco que se eu quiser escolher, eu estou livre para isso! - Sonda continuou furiosa e com os olhos ainda marejados de lágrimas, enquanto Acácio observava a namorada atento. - Então quer dizer que um dia nós vamos nos separar? - Sonda perguntou ainda na dúvida.
- Talvez sim, amor! - Acácio, por sua vez, sorriu encabulado, enquanto Sonda, olhava furiosa para ele e esse, por sua vez, passava as mãos pelos cabelos da namorada, ainda através do portão fechado, enquanto essa, desvencilhava - se dele, furiosa.
- O único que sabe disso, Acácio, é o criador! - Sonda, por sua vez, apontou para o céu, enquanto Acácio, seguia seu dedo.
- Deus? - Acácio desacreditou, com um sorriso zombeteiro. - Agora você coloca Deus no meio de tudo, Sonda? - Acácio perguntou nervoso. - Eu sempre fui quase ateu, mas mamãe ainda quer que eu entre na Comunidade Batista, apesar dela ser Católica! - Acácio, por sua vez, bradou sorridente, enquanto Sonda ria da cara dele.
- Logo você, Acácio, que gosta de baile, na Comunidade Batista? - Sonda perguntou às gargalhadas.
- E a sua mãe está pensando o mesmo sobre você também, Sonda! - Acácio bradou, vendo que a namorada olhava furiosa para ele.
- O que? - Sonda perguntou sarcástica. - Eu não estou acreditando! - continuou no mesmo tom e agora era a vez de Acácio rir da cara dela. - Crentes? - Sonda gargalhou nervosa. - Nós dois crentes? - continuou furiosa. - Eu acho que a Marion deve pertencer a esse grupo de ignorantes e se eu não me casar com você, eu vou acabar entrando nessa tal comunidade também, ou senão eu vou virar uma piruona, assim como muitas garotas falam! - Sonda choramingou, enquanto Acácio, por sua vez, ria da cara da namorada, que olhava furiosa para ele. - Acácio, por favor, case - se comigo logo! - Sonda implorou, sob as gargalhadas do namorado. - Mamãe tem até o vestido de noiva! - bradou, segurando o garoto pelas mãos e esse, logo soltou - se.
- Casar? - Acácio desacreditou. - Logo agora que eu estou entrando na adolescência? - continuou incrédulo. - Você está louca, Sonda! - benzeu - se, ainda furioso com a idéia de estar casado, logo na época em que ele podia curtir os bailes da vida.
- Se você não se casar comigo, Cacio, eu vou ficar louca! - Sonda implorou ainda nervosa e começou a beliscar - se para torturar - se, enquanto Acácio, por sua vez, ainda assustado, ficou observando aquela maldita cena da namorada se auto flagelar, apenas para ele casar - se com ela e ficou preocupado com a reação da garota. - Eu falo para todas as outras garotas que nós vamos nos casar e todas elas acreditam! - Sonda disse ainda nervosa, e com o intuito de convercer ao namorado a se casar com ela.
- O quê? - Acácio, por sua vez, perguntou, todo nervoso. - Você fala isso para as outras garotas? - perguntou ainda indignado com a reação da namorada.
- Mas é claro, Acácio! - Sonda bradou sorridente e ansiosa, pensando que agora, o namorado a aceitaria. - E você também não conta para os outros garotos? - Sonda perguntou, ansiosa por uma resposta positiva do namorado que olhava para ela feito um idiota. - Você também não conta que nós vamos nos casar? - Sonda continuou romântica, enquanto Acácio, por sua vez, ria da cara da namorada.
- Mas é claro que eu não faço isso, Sonda! - Acácio bradou nervoso, enquanto Sonda, por sua vez, ficava totalmente sem graça, pois o namorado havia acabado com todos os seus sonhos e esperanças. - Isso nunca se passou pela minha cabeça, Sonda! - Acácio continuou matando as últimas esperanças da namorada.
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