Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Vergonha...

- Mãe!!! - Marion implorou quase que de joelhos. - Pelo amor de Deus, mãe, prometo e juro para a senhora, em nunca mais, colocar o nariz para fora dessa casa! - Marion continuou implorando clemência para a mãe, ao passo que algumas pessoas que estavam assistindo à briga, tinham dó dela, inclusive Acácio.
- Olha aqui! - Zoraide apontou o dedo na cara de Marion, totalmente colérica. - Essa surra que eu estou te dando, é para você a aprender a ser gente! - continuou colérica e batendo ainda mais nas costas da filha, que gritava feito louca. - Vamos, levante - se, sua vagabunda! - Zoraide bradou furiosa, enquanto Marion, por sua vez, fazia força para levantar - se, enquanto a mãe a erguia pelos cabelos e com toda a fúria do mundo.
E Marion, por sua vez, grunhia de tanta dor que sentia, e sendo levantada pela mãe, pois era melhor que ela colaborasse, para não sofrer ainda mais dor.
- Acácio!!! - Sonda começou a chamá - lo, percebendo que o namorado olhava boquiaberto para a situação que ocorria bem na sua frente, mas ele não podia fazer nada, e Sonda, por sua vez, estava ali sentindo aflição pelo que estava ocorrendo com a sua inimiga Marion, e também policiando - o para que ele não pudesse socorre - la, e nem tampouco tomar decisão precipitada, quanto ao que estava acontecendo com Marion, mas Acácio sabia de uma coisa... Não queria jamais estar na pele de Marion naquela hora, pois sua mãe a pegava com muito ódio, e a humilhava muito e ainda... Fred nem se importava, olhava a cena com um enorme sorriso sarcástico no lábios, e sem nada fazer em relação à sua irmã. E o ódio por Fred aflorou ainda mais...
- Manda a mãe dela parar, porque eu acho que ela já foi muito humilhada! - Sonda bradou indignada, para a surpresa de Nina e Eleomara que olharam - se assustadas.
- Ah!!! Qual é Sonda? - Dudu olhou furioso para a prima, que estava visivelmente nervosa. - Agora você está com dozinha dela? - Dudu continuou sarcástico, ao passo que Sonda olhava diretamente para o primo, reprovando o que o primo estava falando.
- E você não queria que ela apanhasse? - Acácio perguntou sarcástico. - Não queria que ela fosse humilhada? - Acácio continuou com ar de cobrança, enquanto Sonda olhava furiosa para ele.
- A Sonda está ficando louca! - Nina bradou olhando feio para Sonda, que também devolvia o olhar para ela.
- O quê? - Dorise olhou furiosa para Sonda. - E você ainda quer que a mãe dela pare de bater nela, Sonda? - Dorise perguntou furiosa. - Ela tem mais é que apanhar! - Dorise continuou furiosa, enquanto Sonda a olhava no mesmo tom, enquanto Marion estava sendo sacudida pelos cabelos. - Depois de tudo o que ela nos fez! - Dorise deu de ombros, ainda furiosa. - A sua mãe precisa saber disso, Sonda! - Dorise bradou com um olhar acusador. - Ela precisa saber que você está morrendo de dó da Marion! - Dorise continuou com voz afetada, mas agora ela mordia os lábios, de tanta raiva que ela estava sentindo, enquanto Sonda continuava olhando furiosa para ela, e sem ao menos entender o "porque" da prima estar agindo daquele modo.
- Você está louca! - Sonda bradou furiosa, enquanto Dorise a encarava no mesmo tom desafiador. - Se você abrir a boca para falar para a minha mãe, eu acabo com a sua raça, aqui no meio da rua, e arrebento todos esses seus dentes branquinhos, que você tem nessa sua boca podre! - Sonda ameaçou a prima, apontando o dedo para ela e fez gesto de quem ia dar um muro na cara de Dorise, com a mão fechada, enquanto a garota esquivava - se, não duvidando da raiva da prima.
- E se eu falar para a minha mãe que você está ameaçando a Dorise e além de tudo, está com dó de Marion? - Dudu perguntou, tirando Dorise da berlinda e enfiando - se no meio, coisa que Dorise não merecia que fizessem por ela.
- Aí, quem entra na dança é você, Dudu! - Sonda bradou furiosa. - E a sua mãe é esquentadinha demais! - Sonda recriminou - a e sentiu arrepios, só em pensar na confusão que a sua tia faria para defender a sua filhinha querida.
- Bom, assim a minha mãe pode até ressuscitar o Hitler, o Mussolini, o Diabo, e todos os amiguinhos e anjos do mal, com canhões, metralhadoras, três oitão e tudo  que é coisa para acabar com esses malditos Fontanni aí! - Dudu bradou, fazendo sinal com a cabeça para o lado da família de Marion, e viu a cara feia de Fred, e começou a olhar para trás, quando eles começaram a falar sobre o assunto. - E isso vale para você também, Fred! - Dudu olhou feio para o garoto, que, como em troca, ofereceu - lhe um sorriso sarcástico. - Porque depois que você entrou na minha família, é que começaram todas essas confusões! - Dudu continuou furioso com o garoto, que nada dizia, apenas sorria aquele sorriso sarcástico.
E Fred, por sua vez, não respondeu nada, apenas continuou a olhar para Dudu e a concluir que o garoto era muito folgado, e folgado mesmo, e que ele merecia levar uma violenta surra dele, porque ele não era trouxa como o Zinho não, que só tinha tamanho, mas... Na hora da briga... Nunca batia!
- Isso é para você aprender, Marion! - Zoraide continuou dando tapas nas costas de Marion, que gritava e chorava copiosamente e estava vermelha de tanta vergonha que ela estava passando.
- O que significa isso? - gritou um homem de cabelos brancos, que chegava aquela hora e tinha sido muito difícil para ele passar naquela enorme roda que se fazia em frente à sua casa.
E foi vaiado!
Foi vaiado o homem alto de cabelos brancos que chegava naquela hora e gritou com Zoraide que humilhava Marion, e esse homem, esse homem pegou Marion das garras de Zoraide com todas as forças do mundo e deu um violento tapa na cara da mulher, que o recebeu com uma exclamação e viram que Fred ainda correu para ajudar a mãe a não tomar aquele violento tapa na cara e Zoraide por sua vez, quase caiu, tamanha força do tapa que ela levou.
- Papai, papai, que bom que o senhor chegou! - Marion exclamou, aliviada e sendo abraçada pelo pai, ao passo que todos observavam a cena milagrosa, e o salvador a abraçava com muito amor e carinho.
- E você Fred? - Jardel perguntou colérico. - Não fez nada? - continuou colérico com o filho, que olhava furioso para ele. - Só quis defender a sua mãe do tapa que eu dei nela? - Jardel continuou furioso com Fred, que nada respondia. - Você só ficou olhando a atrocidade que a sua mãe estava fazendo com a sua irmã! - Jardel continuou indignado com a situação pela qual sua filha estava passando e segurando Marion, em sinal de proteção. - Até parece que você está gostando! - Jardel continuou furioso e segurando Marion contra o peito.
- Parece não, ele está gostando! - Marion soluçou de raiva do irmão estar olhando - a tão sarcástico e com um meio sorriso nos lábios. - Foi ele quem trouxe essa turma para me ver apanhar! - Marion acusou, apontando Fred, que olhou surpreso para ela e com mais raiva ainda dela, e todos observavam a cena com toda a atenção e Marion, por sua vez, escondeu seu rosto para que ninguém visse o estrago que a mãe havia feito em seu rosto, pobre Marion...
- Sua filha da puta! - Jardel bradou, encarando Zoraide, com mais raiva ainda. - Batendo na garota em público! - Jardel continuou furioso e Zoraide, por sua vez, até assustou - se, tamanha fúria do homem, que segurava a filha com dó e ódio do filho e da mulher.
- Ela fica aprontando por aí! - Zoraide retrucou com ódio e chorando pelo sonoro tapa que havia levado do marido.
- Mais erros do que você cometeu? - Jardel gargalhou sarcástico. - Ninguém ousa cometer no mundo! - continuou, encarando a mulher, com fúria.
- Ah, pelo amor de Deus, homem! - Zoraide bradou furiosa. - Roupa suja a gente se lava em casa! - Zoraide apontou para a casa onde eles moravam, enquanto todos vaiavam.
- Ah, agora que eu toquei na sua ferida, você quer lavar as roupas sujas em casa? - Jardel perguntou indignado. - E por acaso você está com medo de ser humilhada, assim como você humilhou a sua filha? - Jardel perguntou, olhando para os demais que continuavam assistindo à discussão entre eles. - Eu tenho muita vontade de contar para todo mundo o que você aprontava! - Jardel continuou  furioso com Zoraide, que nada dizia, apenas tinha medo do homem revelar seu passado para todos os presentes ali, enquanto Jardel partia para cima de Zoraide, deixando Marion do lado.
- Não, pelo amor de Deus! - Fred interrompeu, colocando - se na frente da mãe, para que o pai não partisse para cima dela. - Não rele um dedo em minha mãe! - Fred continuou furioso, ao passo que o homem soltava Marion de vez, e a deixava visivelmente para que todos a vissem o jeito que Zoraide havia deixado a garota, visivelmente derrotada e marcada pelos violentos arranhões.
- Você e sua mãe, são da mesma laia, isso sim! - Jardel continuou furioso com os dois, que olhavam surpresos para ele. - Eu deveria de ter te matado, Zoraide! - Jardel chegou bem pertinho da mulher e ameaçou - a, olhando - a bem nos fundos dos olhos, enquanto Zoraide olhava para ele assustada e com medo da ameaça acontecer mesmo. - E olha que eu sempre quis fazer isso, desde o primeiro momento que eu te conheci! - Jardel continuou em tom ameaçador, enquanto Zoraide, por sua vez, engolia em seco, com medo de ser morta pelo marido ali mesmo, na frente de todo mundo. - Podia até ter sido na lua de mel, já que você não era mais virgem mesmo! - bradou bem alto e em bom tom para que todos os presentes ali, no momento ouvissem que a moralista da Zoraide, mãe de Marion, não era mais virgem.
E Zoraide ali, com a mão na boca, e trêmula de nervoso e medo...
- Chega! - Fred gritou furioso. - O senhor já ofendeu demais a minha mãe! - Fred continuou furioso e soltando chispas de ódio no olhar.
- Eu não disse? - Jardel perguntou, olhando para os demais presentes. - Os dois são da mesma laia! - continuou olhando para todos os que estavam admirados com a reação do homem e Marion, por sua vez, chorava copiosamente pela situação e a vegonha que ela estava passando diante de todos aqueles presentes da escola. - E vocês aí? - Jardel perguntou furioso com as pessoas que continuavam paradas e contemplando a situação pela qual Marion estava passando. - O quê você estão olhando? - Jardel continuou furioso. - Vão embora, cada um para a sua casa e nunca mais falem da minha filha, e nem tampouco aproveitem dessa situação tola! - Jardel ainda aconselhou ao pessoal que já estava tentando se dispersar. - E quem sabe amanhã, o próximo a passar por essa situação ridícula, pode ser um de vocês! - continuou em tom de conselhos, enquanto todos se dispersavam, resmungando baixinho e alguns até se benziam com medo do que Jardel estava dizendo, virar uma praga para eles.
Jardel, o pai de Marion, homem alto, que aparentava seus cinquenta anos, os cabelos híper grisalhos espessos e lisos, e olhos cinzas, não tinha nenhuma ruga, sorte ele teve, pois de pele alva, moço e ainda forte, magro, o oposto de Acamir...
Calmo, o único sensato naquela casa, o único justo, e que compreendia a situação que Marion passava, a não ser Zulma, que já não morava mais entre eles, por ter se casado.
- E você nem nos perguntou o "porque" da discussão, não é mesmo, meu bem? - Zoraide chegou bem perto do homem, que pegava Marion pelos braços e a levava para dentro de casa, ao passo que a enorme roda estava sendo desfeita.
- E eu nem preciso perder o meu precioso tempo em perguntar, porque eu já sei, Zoraide! - Jardel desvencilhou - se da mulher que acariciava as suas costas com falsidade.
- Então, você sabe mesmo, Jardel? - Zoraide perguntou, enquanto ele colocava a filha na cama e Fred ia para a sala ligar a televisão e já pensava na matéria que ele iria colocar no maldito do jornalzinho da escola no dia seguinte, já que havia tirado algumas fotos. - Diga - me, então, porque eu dei essa surra na Marion! - Zoraide bradou ainda furiosa com o marido, que olhava no mesmo tom para ela.
- Como o de sempre, Zoraide! - Jardel, por sua vez, deu de ombros, ainda furioso. - Nada! - continuou no mesmo tom. - Você sempre bate na Marion por nada, mas só que agora você foi longe demais! - Jardel, por sua vez, continuou furioso com a mulher. - Vou levá - la para Zulma! - deu o ultimato, enquanto Zoraide olhava assustada para o marido. - Afinal de contas, ela vai ter que cuidar de Marion! - explodiu Jardel, enquanto Marion que escutava tudo do seu quarto, não entendia o "porque" da irmã mais velha ter responsabilidades por ela e assim, ficou com aquilo tudo na cabeça, e que tipo de responsabilidades Zulma tinha sobre ela?
- E você nem se atreva, porque o marido dela não vai querer, ainda mais quando ele ficar sabendo a verdade sobre Marion! - Zoraide continuou no mesmo tom de fúria.
- Eu acho bom você não abusar, porque eu já estou de saco cheio de ficar escondendo as coisas, estou de saco cheio de mentiras, para proteger o milagroso casamento da sua filha com aquele... Aquele ricaço calhorda que ela encontrou na noite! - explodiu Jardel, ao passo que Marion escutava tudo e ficava com mais confusão ainda na cabeça.
- E você sabe muito bem o "porque" eu bati na Marion, você sabe que eu estava para explodir com ela, desde o dia que ela foi pega por Fred e pelo Sandolli, dentro do carro do Acamir! - Zoraide continuou furiosa, e agora ela já lavava a louça com muita pressa e fúria.
- É, e você sabe muito bem que o Acamir não seria capaz de fazer mal algum para a Marion! - Jardel continuou furioso com a mulher, que nada respondia. - Ou vai me dizer que você não sabe? - Jardel gritou pronto para entregar a verdade e Zoraide, por sua vez, olhou para o marido furioso e nem Fred estava entendendo a discussão entre os pais e ficou também pensando várias coisas referentes ao que os pais estavam falando.
- Qualquer Sandolli tem capacidade de cometer qualquer atrocidade com qualquer Fontanni! - Zoraide continuou furiosa com Jardel, que por sua vez, olhava com raiva para ela.
- É! - Jardel concordou, olhando sério para Zoraide. - Mas o Acamir não faria nada de ruim para Marion! - Jardel continuou no mesmo tom de fúria.
- E por quê será que o Acamir não quer e nem vai fazer nada de mal para Marion? - Zoraide perguntou furiosa, enquanto, Marion, por sua vez, pensava no assunto, de bruços na sua cama, e ainda nervosa com a situação e a vergonha que ela passou durante o dia.
- Bom, eu não vou responder, porque você já sabe a resposta! - Jardel bradou retirando - se e deixando dúvidas no ar.
- Mamãe, sobre o quê vocês estão discutindo tanto? - Fred perguntou curioso.
- Você vai saber um dia, Fred! - Zoraide bradou, retirando - se também e deixando - o sozinho, absorto em seus pensamentos.

- Está feliz, Sonda? - Sandro perguntou, aproximando - se da irmã que estava na porta de sua casa, falando com Nina e Eleomara, sobre o assunto da suposta surra que Marion havia levado da mãe no meio da rua.
- Sem dúvida! - Sonda sorriu feliz, pegando uma margarida que estava no chão e colocando - a em sua orelha, para prender seu cabelo que caía em seu olho.
- A Marion apanhou bastante! - Nina bradou feliz, sob os olhares reprovadores de Sandro.
- É! - Sonda concordou, encarando Nina, que sorria a valer. - E eu tenho a impressão de que você gostou mais do que eu! - Sonda bradou maliciosa, ao passo que Nina a olhava surpresa. - Não foi? - provocou a garota, que engoliu em seco, sem nada para responder.
- E você não gostou da surra que a Marion levou da mãe dela? - Nina provocou Sonda, no mesmo tom dela, sem obter respostas da amiga, pois essa havia ficado muda.
- Eu acho que isso foi uma vergonha! - Sandro bradou furioso. - A pior vergonha que Marion já passou na vida dela! - Sandro, por sua vez, continuou indignado. - Uma vergonha, que talvez ela nunca se esqueça! - Sandro continuou furioso, enquanto as três garotas olhavam surpresas para ela, enquanto Sandro segurava no ombro de Sonda, que olhava para ele com os olhos assustados, pois ela temia o pior. - E você ainda quer que ela leve outra surra, Sonda? - Sandro perguntou colérico e chacoalhando a irmã com toda a força do mundo, ao passo que as duas garotas olhavam assustadas para ele.
E temendo que Sonda levasse uma violenta surra do irmão, as duas garotas saíram rapidinho de lá do portão da amiga e foram, cada uma para as suas casas, sem nem sequer uma comentar qualquer coisa com a outra, a respeito da suposta surra que Sonda levaria do irmão dela.

- O que foi isso, Sandro? - Claudete, perguntou assustada e correndo até Sonda e pegando - a da mão do filho da mão do filho, com toda a força do mundo.
- A senhora não sabe mãe, e nem tampouco imagina! - Sandro bradou, apontando furioso para a irmã, enquanto Claudete olhava incrédula para ele.
- E o que foi que Sonda aprontou novamente, meu filho? - Claudete perguntou assustada.
- Ela fez a Marion levar uma violenta surra da mãe dela, mãe! - Sandro bradou ainda nervoso e furioso com a irmã, enquanto Claudete olhava feio para a filha e não acreditando no que estava ouvina parte do filho.

- O que? - Claudete perguntou admirada, enquanto Sonda olhava para ela e engolia em seco.
- E se não fosse o pai de Marion chegar, garanto que a mãe dela teria matado a pobre! - Sandro olhou furioso para a irmã, que estava com muito medo do que poderia acontecer, logo após a mãe ficar sabendo de toda a situação que tinha ocorrido com a pobre da garota.
- O que? - Claudete continuou estática. - Eu não estou acreditando, minha filha! - Claudete continuou indignada com a situação que Sonda havia aprontado. - Eu não acredito que você fez a pobre da garota apanhar! - Claudete continuou furiosa com a filha, que nada dizia, apenas engolia em seco, pois estava com medo do que poderia vir.
- Ela está demais, mamãe! - Sandro reclamou ainda colérico. - Primeiro discutiu com a Marion, e deu um violento tapa na cara dela, mas ela acabou levando um também! - Sandro bradou sorridente. - Dessa vez eu gostei, porque ela acabou levando também! - Sandro, por sua vez, continuou indignado com a situação pela qual Sonda havia feito Marion passar.
A mãe de Sonda, mulher bonita, jovem, baixinha, de cabelos ruivos e lisos, até os ombros e encaracolados nas pontas.
Andava como uma madame do Morumbi.
De olhos castanhos escuros e amendoados, pele clara, rosto ovalado, lábios carnudos, uma linda mulher que aparentava seus trinta e poucos anos, não passava disso!
- E o Sandro também estava no rolo! - Sonda reclamou, voltando do seu quarto, e revelando, enquanto o irmão crispava os lábios de raiva da irmã.
- Sandro, você sabe que a sua irmã é nervosa! - Claudete bradou, olhando feio para o filho, que olhou surpreso para ela. - E você ainda fica dedurando ela? - Claudete perguntou ainda furiosa e olhando para o filho, que engolia em seco, enquanto Sonda sorria feliz por tudo ter se voltado contra o irmão novamente, e Claudete, por sua vez, saiu de perto dos filhos, deixando - os sozinhos e olhando - se furiosos.
- Mas, mãe! - Sandro  defendeu - se furioso. - Eu não sou o culpado, ela só é corajosa na rua, porque aqui em casa, ela perde totalmente a coragem! - Sandro continuou furioso com a irmã, que também olhava feio para ele.
- E você, Sandro, que nem tampouco do lado de dentro como do lado de fora de casa, tem coragem! - Sonda replicou com pouco caso, enquanto Sandro olhava para ela, vermelho de raiva.
- Eu juro mesmo, mamãe, se ela fosse um garoto, eu iria entrar em luta com ela! - Sandro bradou, ainda apontando para a irmã que dava de ombros, furiosa, enquanto Claudete, por sua vez, olhava tudo de longe e com a concha do feijão na mão, enquanto Sonda retirava - se furiosa e ia para o seu quarto, pois ela estava errada e não queria ouvir o restante do que o irmão tinha a dizer dela para a mãe.
- Meu filho, não esquenta a sua cabeça! - Claudete olhou para Sandro, que ainda estava furioso com a irmã. - E não faça nada contra ela! - Claudete continuou olhando furiosa para o filho. - Porque ela é sua irmã e está passando por uma fase difícil na vida! - Claudete continuou aconselhando ao filho, que deu um sorrisinho debochado para ela.
- É sempre assim, mamãe! - Sandro ainda protestou. - Ela sempre passa por fases difíceis! - Sandro deu de ombros, ainda furioso e retirou - se furioso, saindo de fininho, observando a mãe olhar fuiosa para ele.
E Claudete, por sua vez, ficou também ficou observando seu filho saindo de fininho e em direção à rua, ainda com a concha do feijão na mão, foi para a cozinha e quando passou em frente ao quarto da filha, ainda olhou para dentro do quarto dela, a fim de ver se tudo estava bem com a filha, sem mexer na porta e encontrou a empregada na porta, pegando - a no flagra!
Ela estava escutando toda a conversa entre eles!
- Sabe? - Claudete perguntou, olhando furiosa para a moça, que engolia em seco. - Aqui em minha casa, nunca houve uma empregada descente! - bradou furiosa e olhando feio para a moça, que nada dizia. - Todas as empregadas que vem trabalhar aqui, ficam bisbilhotando a vida dos patrões! - bradou, olhando firme para a moça que logo baixou a cabeça triste e retirou - se rapidinho para ajudá - la na cozinha, enquanto Claudete continuava olhando feio para ela e indignada com toda aquela situação pela qual sua família estava passando.
- Perdoe - me, dona Claudete! - a moça tentou desculpar - se, enquanto Claudete continuava indignada com a moça. - Mas o Sandro estava alterado demais e eu vim ver o que estava acontecendo! - a moça continuou desculpando - se com um sorriso maroto, ao passo que Claudete ainda a olhava feio.
- A dona Sonda está com estafa! - Claudete, por sua vez, continuou furiosa com a moça. - Você está satisfeita? - Claudete perguntou sarcástica, ao passo que a moça baixava a cabeça ainda triste.
- Dona Claudete! - a moça admirou - se, com a mão na boca, enquanto Claudete, por sua vez, a encarava furiosa. - A senhora precisa levá - la ao médico! - a moça bradou, sob os olhares furiosos de Claudete.
- No médico vai você! - Claudete apontou furiosa para a moça, que até assustou - se. - Se você não calar a boca e resolver me ajudar a cuidar logo do jantar! - Claudete continuou furiosa com a moça. - Os meus filhos estão em fase de crescimento e eles precisam de comer! - Claudete, por sua vez, reclamou com a moça, que nada respondeu, apenas foi ajudá - la a preparar o jantar para que todos comessem.

- E aí, Dudu? - Eleomara aproximou - se do namorado, que olhou surpreso para ela. - Você estava gostando daquelas vadias que estavam conversando com você? - Eleomara perguntou exaltada, enquanto Dudu sorria sarcástico para ela
- Vadias? - Dudu perguntou, ainda sentado na escadinha da sua casa com ela. - Que vadias, Eleomara? - Dudu continuou furioso com a namorada, que engolia em seco.
- Ora, como "que vadias"? - Eleomara perguntou furiosa e ainda imitando ao namorado.
- Você nunca se importou comigo e agora quer dar uma de quem está com ciúmes?- Dudu perguntou furioso, e Dorise, por sua vez, escutava tudo ali da sala, enquanto Acácio, por sua vez, chorava em seu quarto, por pena de Marion.
- Não me importo com você, Dudu? - Eleomara explodiu furiosa. - Mas é claro que eu me importo com você! - Eleomara continuou indignada com o namorado que olhava surpreso para ela.
- Mamãe, a Eleomara está discutindo com o Dudu! - Dorise foi correndo para a cozinha contar o que estava acontecendo entre o irmão e a namorada, enquanto Olívia, por sua vez, largava as panelas com toda a raiva do mundo, a fim de ir até ao filho, defendê - lo da namorada ciumenta.
- Eleomara, eu só deixo você namorar o meu filho, se você não discutir com ele! - Olívia bradou furiosa e indo até a garota, que olhou surpresa para ela, enquanto Dorise a olhava sorridente.
- Eu estou discutindo com o seu filho, porque antes da briga que houve entre a Sonda e a Marion, eu o vi conversando com um monte de vadias, lá no murinho da escola e só dava ele no meio daquelas vadias! - Eleomara levantou - se furiosa, enquanto Olívia, por sua vez, olhava feio para a garota.
- Mas que coisa feia, Dudu! - Olívia bradou, olhando furiosa para o filho, que baixava a cabeça triste e envergonhado.
- Mas não tem nada de feio, mamãe! - Dudu bradou ainda furioso. - Seria feio se fosse a Dorise, que contou a fofoca, estivesse lá no murinho da escola, conversando com um monte de caras safados! - Dudu bradou, olhando furioso para a mãe, que, por sua vez, olhava incrédula para ele. - Mas eu sou homem! - Dudu bradou, sob as gargalhadas sonoras da mãe. - E como eu sou homem, não é nada feio conversar com um monte de gatinhas! - Dudu defendeu - se, furioso com as gargalhadas que a mãe estava dando referentes ao que ele havia dito de ser homem.
- Eu não contei fofoca nenhuma! - Dorise defendeu - se furiosa e sob os olhares da mãe.
- Dorise, quantas vezes eu te disse, que não é para você ficar se metendo na vida dos outros! - Olívia bradou furiosa com a filha, que olhava feio para ela. - Eu te defendi hoje, mas não é sempre que eu vou te defender não! - Olívia continuou furiosa com a filha, que nada dizia, apenas continuava olhando feio para ela.
- Isso porque eu a defendi de Sonda, mamãe! - Dudu bradou furioso, enquanto Dorise olhava furiosa para ele.
- Você a defendeu de Sonda? - Olívia, por sua vez, perguntou, olhando indignada para o filho.
- Mamãe, teve uma briga na casa da Marion e nós todos fomos para lá, e a Dorise falou para a Sonda, que ia contar para a tia Claudete que a Sonda foi a causadora da briga e a Sonda, por sua vez, ameaçou de bater em Dorise e eu a defendi e agora ela vem me colocando na berlinda! - Dudu continuou reclamando, ao passo que Olívia, olhava feio para a filha, que nada dizia, apenas bufava, de tanta raiva que estava sentindo da mãe.
- Ah, mas você fez muito bem em defendê - la, meu filho! - Olívia bradou sorridente, enquanto Dudu e Dorise olhavam - se furiosos. - Afinal de contas, ela é a sua irmã! - Olívia continuou olhando para Dorise.
- Mas depois ela me ameaçou também, mamãe! - Dudu bradou deixando a mãe totalmente sem graça.
- Ah, meu filho, mas eu já disse para você não mexer com a sua prima, porque ela é muito estourada e a Claudete vai muito a favor dela! - Olívia alertou ao filho, que nada disse, apenas escutou a mãe. - E eu já te disse, que com a família, eu só brigo se for o extremo! - Olívia, olhou furiosa para o filho, e observou que o filho também estava furioso com a notícia da briga que veio à tona. - E como foi essa briga? - Olívia perguntou ansiosa.
- A Sonda deu um tapa na cara da Marion e acabou recebendo um outro em troca, e depois a briga foi parar lá na porta da casa da Marion com a mãe dela batendo nela no meio da rua, mamãe! - Dudu bradou, dando emoção ao assunto, enquanto Olívia, por sua vez, ainda ficava boquiaberta e surpresa com a notícia dada pela mãe. - E a senhora precisava de ver que espetáculo, mamãe! - Dudu continuou sorridente e ansioso, ao passo que Dorise e Eleomara ainda olhavam furiosas para ele.
- O quê? - Olívia perguntou ainda admirada com a notícia que o filho havia dado sobre Marion. - Não deixa o seu pai saber nada sobre isso, pelo amor de Deus! - bradou, erguendo as mãos aos céus.
- Mas, mamãe, por quê o papai não pode saber sobre esse assunto? - Dorise perguntou perplexa.
- Porque senão ele briga com a mamãe! - Olívia mentiu, vendo que Dorise não estava entendendo nada sobre a ligação do pai saber sobre a surra que Marion havia levado da mãe dela e brigar com ela. - E você quer que o papai brigue com a mamãe? - Olívia, por sua vez, perguntou, olhando nos olhos da filha, que ainda não estava entendendo o assunto que a mãe estava falando.
- Mamãe, eu não estou entendendo, qual é a relação da surra que a Marion levou da mãe dela e do pai brigar com a senhora! - Dorise bradou, olhando surpresa para a mãe que crispava os lábios de raiva da filha.
- Então, fica sem entender, meu bem! - Dudu mostrou - lhe a língua, enquanto Dorise bufava de raiva, fazendo caretas para ele. - Fofoqueira! - Dudu bradou furioso. - Você é uma fofoqueira de marca maior! - Dudu bradou olhando furioso para Dorise, e essa continuou mostrando a língua para ele e fazendo - lhe caretas, e foi atrás da mãe, porque qualquer coisa a mãe a defendia!
- Vamos entrar, minha filha! - Olívia bradou furiosa e retiraram - se, as duas sozinhas.

- Ela é muito fofoqueira, dona Olívia! - Eleomara bradou furiosa, depois que os dois ficaram sozinhos. - Eu vou embora! - bradou, retirando - se e deixando Dudu sozinho.

- Afinal de contas, aonde estava Acácio, que não defendeu a sua irmã? - Dorise perguntou ao ver o filho entrar chateado.
- Mamãe, ele não pôde fazer nada nem em relação à Marion! - Dudu bradou ainda chateado.
- Como "ele não pode fazer nada em relação à Marion"? - Olívia, por sua vez, perguntou incrédula.
- É que ele estava com dó da Marion e foi obrigado a ir até a porta da casa dela, liderando o suposto linchamento que a Sonda estava querendo que acontecesse! - Dudu contou, deixando a mãe surpresa.
- Como é que é? - Olívia perguntou assustada. - A Sonda estava querendo que linchassem a Marion? - Olívia, por sua vez, perguntou furiosa.
- Sim, ela obrigou o Cacio a liderar o suposto linchamento, mas só que o Cacio estava com muita dó de Marion! - Dudu olhou para a mãe, que ficou furiosa com o que tinha acontecido.
- Mas o Cacio tinha que ajudar a você defender a sua irmã e não ficar com dó da Marion, que deveria de ter morrido linchada pelo mundo inteiro! - Olívia bradou, olhando feio para o filho, que nada disse.
- Mas ele não ajudou, mamãe, porque ele estava com o pensamento no suposto linchamento de Marion! - Dudu explicou, olhando furioso para a mãe.

- Acácio, você esteve chorando? - Olívia perguntou, bem quando eles jantavam sossegados e Acácio, por sua vez, olhou para a mãe e tentou disfarçar, mas não conseguiu.
- É, vai ver ele estava chorando, por pena da Marion! - Dorise acabou soltando o que Olívia não queria que ela soltasse.
- Pena da Marion? - Acamir perguntou, enquanto Olívia e Dudu olhavam furiosos para Dorise, que nada dizia, apenas comia, encarando aos dois. - Então, o quê foi que aconteceu com a Marion? - Acamir perguntou tranquilo, bebericando seu vinho.
- Nada, nada não, papai! - Dorise bradou rapidinho, tentando concertar o erro que havia cometido, enquanto Acamir continuava olhando surpreso para ela.
- Mas como "nada"? - Acamir perguntou furioso. - Se o Cacio estava chorando! - olhou furioso para o filho, que comia cabisbaixo.
- É que, a Marion apanhou da mãe dela no meio da rua, e na frente de todo mundo! - Dorise acabou contando o que já havia começado, sob os olhares furiosos do irmão da e da mãe, enquanto Acamir, por sua vez, cuspia o seu vinho e tossia feito um maconheiro engasgando - se com a maconha mal fumada.
- Como é? - Acamir perguntou recompondo - se do susto. - A Zoraide bateu na Marion, no meio da rua, para todo mundo ver? - Acamir perguntou indignado com a notícia dada pela filha que sorria maldosa.
- Isso mesmo, papai! - Dorise concluiu sob os olhares furiosos da mãe e do irmão, enquanto Acácio, por sua vez, chorava mais ainda, só em lembrar - se de ver a amada levando aquela violenta surra da inescrupulosa da Zoraide.
- Não, eu ainda não estou acreditando no que eu estou ouvindo! - Acamir meneou a cabeça em negativa e ainda furioso com a notícia dada pela filha, que continuava orgulhosa e feliz, pelo pai estar sabendo primeiro por ela. - Como esses nojentos humilham a Marion desse jeito! - Acamir bradou ainda compadecendo - se da pobre garota, enquanto, Olívia, por sua vez, olhava feio para ele. - E é por isso mesmo que você está chorando novamente, Acácio? - Acamir perguntou, encarando ao filho, que meneou a cabeça em sinal positivo.
- Mas é claro que não, papai! - Acácio, por sua vez, negou, encarando o pai, que olhava para ele com dúvidas. - Essa vermelhidão que o senhor está vendo em meus olhos, são grânulos de poeira acompanhados por dois ciscos grandes, que até foi difícil de tirá - los! - Acácio, por sua vez, bradou, tentando convercer ao pai que olhou para ele, nada convencido. - A mãe e todo mundo ficam pensando coisas erradas a respeito do assunto! - Acácio bradou ainda chateado com a idéia de ver a amada toda arrebentada pela nojenta da mãe dela.
E Acamir, por sua vez, engoliu numa boa a mentira deslavada do filho, ao passo que Dorise e Dudu olhavam sorridentes para Acácio, já sabendo o "porque" do irmão ter chorado e como Dorise sempre foi fofoqueira, não era de se esperar que depois do jantar ela ligasse para Sonda para contar o fato que ela suspeitava e foi o que acabou acontecendo...

- Dois ciscos grandes que caíram em seus olhos, Acácio? - Dorise apareceu bem na porta do quarto do irmão, que olhou furioso para ela, que deu estrondosas gargalhadas, antes de ir para o seu quarto.
- Cale - se sua nojenta! - Acácio bradou furioso e tacou um sapato que quase foi em Dorise, mas ela, mais esperta, esquivou - se e retirou - se furiosa, enquanto Acácio, por sua vez, continuava triste e abatido.

Acamir, por sua vez, ao saber daquela maldita surra que Marion havia levado de Zoraide, ficou pensando em vários planos para abordá - la e comprar remédios para a garota, enquanto a deixava na porta da escola e ia até a casa de Marion e descontava tudo o que Zoraide havia feito com ela!
E foi mais ou menos isso que aconteceu...

E Dorise, por sua vez, do seu quarto, em sua extensão particular, que ela fez o pai colocar, devido à prima ter uma em seu quarto, discou o número do telefone da prima e estava pronta para fazer uma violenta fofoca para a garota.
- Telefone para você, Sonda! - Claudete apareceu na porta do quarto da filha, que ainda estava sentada em sua cama, logo após o jantar. - E eu acho que é a sua prima Dorise! - Claudete bradou achando estranho Dorise ligar para Sonda, que era bem mais velha do que ela, e as duas não tinham nada em comum.
- O quê você quer, Dorise? - Sonda perguntou, ao ouvir a voz melosa da prima do outro lado da linha.
- O Cacio estava chorando no quarto dele, por causa da surra que a Marion levou da mãe dela! - Dorise contou logo em seguida, sem dó da pobre da prima, que crispava os lábios de ódio, do outro lado da linha. - Você ouviu o que eu te contei agora, Sonda? - Dorise insistiu ao ouvir o silêncio insistente da prima.
- Ouvi, sua fofoqueira! - Sonda bradou furiosa e bateu o telefone no ouvido de Dorise, com toda a raiva do mundo e ficou chorando em sua cama, enquanto Dorise, por sua vez, toda mimada, bufava, olhando para o telefone.
- O quê foi dessa vez? - Claudete perguntou, indo até a porta do quarto da filha, que chorava copiosamente, encima da sua cama.
- A Dorise me contou que viu o Cacio chorando no quarto e no mínimo ela perguntou para ele, o "porque" daquele choro e ele deve ter respondido para ela que estava chorando por causa da surra que a mãe da Marion deu nela! - Sonda bradou, em meio aos soluços, enquanto Claudete sentia pena da filha, que estava chorando um choro tão magoado, que era de cortar seu coração.

- O quê está acontecendo com essa garota, Claudete? - Clovis perguntou, indo até a porta do quarto da filha.
- Ah, o senhor chegou atrasado, pai! - Sandro bradou furioso.
- Cheguei atrasado? - Clovis perguntou achando a conversa do filho estranha.
- Sim, o senhor chegou atrasado! - Sandro concordou, olhando para o pai.
- Mas o que você está querendo dizer com "chegar atrasado", meu filho? - Clovis perguntou curioso, enquanto Sandro exibia um sorriso vitorioso para o pai.
- É que a Sonda aprontou novamente, papai! - Sandro bradou, olhando para o pai, que ficou surpreso com o que ele estava dizendo.
- O quê? - Clovis perguntou curioso.
- Ela fez a mãe da Marion dar uma violenta surra nela na frente de muita gente! - Sandro começou a contar, ainda com raiva da irmã, ao passo que Clovis olhava incrédulo para Sonda, que chorava cabisbaixa encima da sua cama.
- Ah, não, eu não estou acreditando no que eu estou ouvindo! - Clovis bufou desanimado. - A Sonda aprontou novamente! - bradou ainda com desânimo.
- Para o senhor ver, papai! - Sandro bradou em tom de vingança, enquanto Claudete olhava furiosa para ele. - E ainda tem mais, papai! - Sandro começou a contar, ignorando aos olhares de misericórdia da mãe. - A Sonda queria que todos os presentes ali linchassem a pobre da Marion! - Sandro bradou, vendo o olhar decepcionado do pai.
- Meu Deus do céu! - Clovis bradou, elevando as mãos aos céus. - Eu não tenho uma filha, mas sim uma futura presidiária! - Clovis bradou nervoso, enquanto Sandro olhava para a irmã com um sorriso vitorioso. - E ela brigou com a Marion no meio da rua e ainda deu um tapa na cara dela! - Sandro continuou contando, enquanto a mãe olhava furiosa para ela. - Mas eu gostei quando a Marion fez o mesmo com ela! - Sandro bradou com um enorme sorriso, enquanto Sonda bufava de tão furiosa que estava!
- O quê? - Clovis perguntou surpreso. - A Marion, aquela garota medrosa, que não bate nem em mosquito, acabou dando um tapa na cara da corajosa da sua irmã? - Clovis perguntou também divertindo - se com aquela situação, ao passo que Claudete olhava feio para os dois e Sonda, por sua vez, bufava de tão furiosa que estava com o irmão.
- Isso é para o senhor ver, papai! - Sandro bradou ainda sorridente.
- Eu não acredito que você foi capaz de liderar o linchamento daquela pobre coitada, Sonda! - Clovis bradou ainda surpreso pela atitude da filha.
- E eu acho que o senhor não deveria estar surpreso por isso não, papai! - Sandro bradou, olhando sério para o pai, que , por sua vez, olhou surpreso para ele.
- Mas por quê você está me dizendo isso, meu filho? - Clovis perguntou ansioso.
- Porque a sua filha é capaz de tudo! - Sandro apontou para a irmã que ainda estava sentada em sua cama, chorando por tudo aquilo que estava acontecendo com ela. - E além disso tudo, ela obrigou o namorado dela a liderar o linchamento e a não se compadecer pela pobre coitada! - Sandro continuou furioso com a irmã.
- E você deveria defender a sua irmã, ao invés de estar colocando - a na berlinda, meu filho! - Claudete bradou furiosa, enquanto Clovis a olhava feio.
- Não senhora, Claudete! - Clovis bradou furioso. - O Sandro jamais pode defender quem está errado! - Clovis continuou furioso com a mulher, que olhou feio para ele.
- E mesmo ela estando errada, ela é irmã dele! - Claudete rebateu ainda furiosa. - Agora, vamos deixar a Sonda descansar, porque amanhã ela tem que ir para a escola! - Claudete bradou, olhando feio para os dois.
- Mas eu ainda não acredito que a Sonda foi capaz de tudo isso, Claudete! - Clovis bradou retirando - se da porta do quarto da filha, ao passo que, Claudete entrava no quarto da filha para apoiá - la e fechava a porta para ver - se livre dos dois.

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