- Ah, Dudu, Dudu, Dudu! - Olivia suspirou, ao ver o filho adentrando - se na cozinha. - Isso nao se faz com uma pobre mãe! - Olivia lamentou - se em tom de chantagem, olhando feio para o garoto, que baixava a cabeça triste, ao ver a cara desesperada da mae, ainda surpreso e triste com o que estava acontecendo com a mae, tudo isso por culpa dele!
Enquanto Olivia, por sua vez, batia um ovo, porque nao tinha carne para fazer os deliciosos bolinhos que Acamir tanto gostava, e ja que nao tinha carne, Acamir comeria ovo!
So fazendo um omelete de queijo e com muito queijo para enfiar nas goelas do chato do seu marido e com bastante queijo ainda, para que ele sentisse o sabor e nem tampouco reclamasse da sorte que Deus lhe deu de ter tido um filho como o Dudu!
E Dudu, por sua vez, nao queria ver a mae assim, triste e desolada, retirou - se e caminhou a duras penas para o seu quarto, nao sabendo que encontraria com o pai.
- Dudu! - Acamir chamou - o, ao vê - lo adentrar - se à sala, todo esbaforido e cabisbaixo, Dudu, por sua vez, ergueu a cabeça e olhou para o pai, com os olhos assustados e vermelhos de tanto chorar, e Acamir, por sua vez, olhou todo desconfiado para o filho.
- Sim, pai! - Dudu conseguiu balbuciar, delicadamente, parecendo aqueles gatos que nao sabem nem miar.
- Cadê as suas provas, filho? - Acamir perguntou ainda paciente com o pobre garoto, que baixou a cabeça e logo apos um breve silencio, olhou para ele.
- Sim, as provas! - Dudu repetiu o que o pai estava perguntando - lhe e continuou olhando - o assustado, sem nada dizer.
- As provas! - Acamir continuou paciente com o filho, com o intuito de arrancar algo de errado dele. - O Cacio e a Dorise ja me mostraram, agora voce, so fica com desculpinhas encima de mim! - Acamir olhou serio para o filho, que continuava cabisbaixo e triste. - O que esta acontecendo com voce, filho? - Acamir perguntou ainda delicado, pronto a arrancar algo do garoto. - Por acaso voce perdeu o ano, filho? - Acamir continuou curioso. - Da Dorise eu ate podia esperar isso, porque ela nao sabia a tabuada do cinco, mas de voce, Dudu, jamais! - Acamir explodiu, assustando ao pobre do garoto, que ficou boquiaberto com a explosao do pai.
- Nao, nao sao desculpas, papai! - Dudu balbuciou, mal conseguindo falar com o pai. - E que eu dei uma saidinha para comprar pimenta para a mae, e a professora entregou as provas para todo mundo, menos para mim, porque ela achou que eu tinha ido embora e que eu nao voltaria mais, e achou desaforo tambem, eu sair para comprar pimenta para a mae bem na hora da aula dela, ja que eu sempre saio para comprar carne! - Dudu explicou com um sorriso forçado, enquanto o pai, por sua vez, olhava totalmente desconfiado para ele.
- Pimenta, Dudu? - Acamir berrou furioso, assustando ao garoto, que deu tres passinhos para tras, tamanho o susto e o medo da reação do pai, encima da sua mentira.
- Pimenta, papai? - Dudu perguntou franzindo o cenho.- O senhor gritou "pimenta"? - perguntou Dudu, querendo salvar a situaçao, mas sem nenhum sucesso. - Eu falei "carne" papai! - Dudu continuou acudindo a sua mentira, sob a cara feia do pai, e Olivia, por sua vez, escutava a conversa dos dois, e tentava fazer sinais para o filho, sem que o marido visse, mas nem o Dudu estava vendo os sinais que a pobre mulher fazia!
- Nao senhor, eu escutei "pimenta", ainda nao estou louco! - Acamir continuou furioso com o filho, e a vontade dele era de avançar no filho e acabar com a raça dele, ate que ele confessasse o que ele desconfiava ser a verdade, porque para ele, o filho ainda estava mentindo.
- Calma, Acamir! - Olivia acudiu, aproximando - se do marido, e deu um empurrao em Dudu, para que o garoto saisse logo da sala e se livrasse da cobrança e do interrogatorio do pai. - Isso acontece, às vezes a gente escuta uma coisa e depois, quando vai ver, é outra! - Olivia continuou consolando ao marido, e acariciando a sua cabeça, para que ele acalmasse e nao cobrasse mais nada do pobre do filho.
- É, mas eu nao estou maluco, eu escutei "pimenta"! E nao "carne"! - Acamir continuou furioso com a mulher, que ainda continuava acariciando a cabeça dele, sem medo nenhum e Dudu ficou ali, estatico, contemplando a cena e foi bem de mansinho para o seu quarto preocupado com a situaçao, mas feliz, pela mae te - lo salvado de mais uma!
- Da um calmante para ele, mamae! - Dudu gritou do seu quarto e Acacio, que ja estava no quarto, deu risada do comentario sordido do irmao.
- Ate quando voce vai ficar enganando o pai, Dudu? - Dorise perguntou na porta do quarto dos dois, deixando - os furiosos, e Dudu viu nos olhos da sua irma, vingança, os olhos dela eram vingativos e Dudu rapidinho encontrou uma resposta que colocasse a garota maldita no lugar dela.
- Ate o dia que voce criar quatro peitos, sua filha da puta! - Dudu xingou furioso, enquanto Dorise mordiscava os labios e seus olhos logo se encheram de lagrimas e Dudu logo se arrependeu da resposta mal criada que havia dado para a irma, ja sabendo que ela iria contar tudo para o pai, dali mesmo da porta do seu quarto.
- Criar quatro peitos, seu louco? - Dorise bradou furiosa, enquanto Dudu e Acacio olhavam - se surpresos. - Como eu vou usar dois soutiens? - Dorise continuou furiosa com o irmao. - Eu me vingo seu desgraçado, eu me vingo! - Dorise bradou totalmente furiosa com o irmao, que continuou sorridente e maldoso. - Se voce pensa que vai se ver livre de mim, vai ser dificil, viu? - Dorise ameaçou furiosa e saiu pisando duro, sendo seguida por Acacio, que sabia que ela aprontaria alguma coisa.
- Ve se voce escolhe outro dia para se vingar, Dorise, porque o Dudu esta muito preocupado! - Acacio bradou, puxando Dorise pelo braço e a garota malvada continuava encarando - o com o olhar de vibora, olhar de vibora vingativa, pronta para dar o bote, e Dorise, por sua vez, nada respondeu, apenas ficou olhando furiosa para Acacio.
- Olivia, eu estou desconfiado de voce e do Dudu! - Acamor olhou furioso para a mulher, que nao tinha como escapar do marido que observava o jeito que a mulher estava se comportando, pois Olivia nao sabia onde enfiar a cara de tanto medo e terror, pois ficou rubra de tanto medo e terror que estava sentindo. - Pois voces dois andam escondendo alguma coisa seria de mim! - Acamir continuou furioso com a mulher, que engolia em seco.
- Que nada, Acamir, voce esta apenas desconfiando de algo que nao existe! - Olivia tentou disfarçar, enquanto o marido continuava olhando furioso para ela. - Aqui ninguem esta enganando ninguem, homem! - Olivia replicou, dando de ombros e bebericando o seu cafe, enquanto olhava furiosa para o filho, que olhava vermelho para ela.
- Eu tenho certeza que o Dudu esta fazendo algo de extremo, Olivia! - Acamir comentou, olhando furioso para o filho, que engolia em seco.
- Que nada, Acamir! - Olivia comentou com um sorriso forçado. - O Dudu nao esta fazendo nada de errado, coitado do seu filho! - Olivia comentou em voz forçada, enquanto Dudu, por sua vez, olhava nervoso para a mae. - E o que voce acha que o Dudu pode estar fazendo de errado? - Olivia perguntou, deixando o garoto mais nervoso ainda.
- Eu acho que o Dudu deve estar encontrando às escondidas com a Marion e voce esta apoiando o erro extremo do seu filho! - Acamir olhou furioso para a mulher, enquanto Dudu e Olivia respiravam aliviados pelo marido achar que o Dudu estava fazendo aquele absurdo.
Enquanto Acacio, por sua vez, olhava furioso para o irmao, tambem desconfiando de tal proeza.
- Quem dera se fosse isso, Acamir! - Olivia comentou, olhando para o filho, que estava cada vez mais furioso com a mae.
- Ah, entao ai tem coisa? - Acamir perguntou sorridente.
- O senhor continua imaginando coisas, papai! - Dudu bradou nervoso. - Nao é isso nao! - Dudu continuou, aliviando o coração apaixonado do pobre irmao. -Nos nao estamos escondendo nada do senhor, pode ficar sossegado, pai! - Dudu continuou falando com o pai, para tentar acalma - lo em relaçao às desconfianças do pai. - Tudo o que eu falo para o senhor é verdade, papai! - Dudu suplicou nervoso, enquanto Acamir, por sua vez, continuava olhando furioso para o filho.
- E voces dois ainda continuam me enganando! - Acamir olhou feio para Olivia e Dudu.
E Olivia nao conseguia mais se defender depois do olhar cinico do marido, que bebericava o seu chocolate quente, pois so era essa bebida que o marido bebia todas as manhas.
- Se é o que voce acha, Acamir, nos nao podemos mais fazer nada quanto à sua farta imaginaçao! - Olivia comentou furiosa e bebericando o seu cafe quente, enquanto Acamir a interrompia furioso.
- Como vai o Dudu na escola? - Acamir perguntou bem estupido. - É só isso que eu quero saber! - continuou nervoso com a mulher e com o filho, que baixava a cabeça triste e querendo chorar.
- Bem... - Olivia pigarreou, querendo encontrar as palavras que ela tinha que dizer ao marido a respeito do filho, enquanto olhava para o filho que estava cabisbaixo e Acamir so observava a movimentaçao do que estava acontecendo entre a mulher e o filho e mais desconfiado ainda das mentiras dos dois. - O Dudu vai bem na escola, homem! - Olivia conseguiu responder, ainda tirando uma com o marido furioso.
- Pode deixar que eu descubro tudo, mulher! - Acamir olhou furioso para a mulher. - Eu nao vou marcar nem data e nem hora, qualquer dia desses, eu dou um pulo na escola e falo com a professora dele e ai sim, ai sim, nos vamos ver com quantos paus se faz uma canoa! - Acamir ameaçou furioso, enquanto Dudu e Olivia olhavam - se ansiosos e engoliam em seco.
Acacio e Olivia olharam - se, um pedindo ajuda ao outro, mais Olivia, que estava mais tensa e nervosa, e Acacio, por sua vez, nada podia fazer, porque teve uma tremenda sorte em entrar logo na escola e estar livre dessa confusao, junto com Herbert, que tambem se safou da situaçao.
E Dorise estava mesmo disposta a se vingar e sua vingança seria perfeita!
Contaria toda a verdade para o pai, a respeito da sacanagem do irmao e envenenaria tambem ao tio, falando sobre a prima, que com certeza, estaria escondendo o mesmo dos pais...
Pois estava de saco cheio de ver o pai sendo enganado pelo irmaoe pela propria mae, que tambem estava encobrindo a mentira do irmao, entao... Resolveu escapar da mae, sem que ela ao menos percebesse e ja fazer o seu trabalho, que seria contar tudo para o tio, e como estava proximo do tio chegar, entao ela foi para fora, disfarçadamente e quem sabe ela pegaria os dois chegando do serviço?
O pai e o tio iam saber da mentira dos dois...
- Tio? - Dorise perguntou, saindo da sua casa, toda esbaforida.
- Ola, minha sobrinha! - Clovis respondeu, abraçando - a e achando estranho a presença da garota esbaforida e feliz, pronta para vingar - se e ansiedade de Dorise era tanta em fofocar sobre a prima, que ela nem viu o que a prima estava fazendo com o tio...
- Tudo bem, tio? - Dorise perguntou ansiosa, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para a prima, apertando os labios de furia, pois sabia que a prima fofocaria sobre ela!
- Tudo bem, filha! - Clovis a colocou no chao, enquanto Dorise, por sua vez, ajeitava - se toda esbaforida e feliz. - E o que voce quer com o seu tio? - Clovis perguntou amavel.
- Tio, a prima Sonda esta indo para a escola? - Dorise foi logo ao assunto.
- Nao sei, por que? - Clovis perguntou ansioso.
- Porque teve uma tremenda briga entre o Zinho, o Dudu e o Fred e eles acabaram tomando suspensao! - Dorise começou a falar, enquanto o tio olhava incredulo para a sobrinha.
- Como é que é? - Clovis perguntou ansioso.
- É isso mesmo, tio! - Dorise começou a falar ansiosa.
- O que voce esta falando, sua louca? - Sonda perguntou, saindo com tudo para fora e assustando a pobre Dorise.
- Minha filha, calma! - Clovis deteve a garota, que ja ia encima da prima.
- Ela ainda é pequena, nao sabe o que faz! - Clovis anunciou, furioso com a filha, que continuou olhando para Dorise, com os labios crispados de raiva.
- O senhor tem certeza, pai? - Sonda perguntou furiosa. - Ela é pequena mas a lingua dela e maior do que ela! - Sonda bradou furiosa, enquanto Clovis olhava furioso para ela. - Isso que ela falou de voce é verdade, Sonda? - Clovis perguntou furioso, enquanto Sonda, por sua vez, engolia em seco.
- Foram tres dias de suspensao, tio! - Dorise comentou, deixando o tio mais nervoso ainda.
- O que? - Clovis perguntou nervoso. - E voce ficou tres dias em casa sem eu saber? - Clovis perguntou escandalizado.
- Papai, eu vou voltar para a escola e vai estar tudo bem, o senhor vera! - Sonda tentou tranquilizar ao pai.
- Eu nao quero saber, Sonda! - Clovis bradou furioso e com raiva da filha, enquanto Dorise, por sua vez, ria feliz da situaçao pela qual a prima estava passando.
- O que esta acontecendo aqui? - Claudete perguntou, observando que alguma coisa estava errada.
- A Sonda pegou tres dias de suspensao por causa de uma briga entre o Fred, o Zinho e o Dudu! - Clovis explicou, observando a mulher surpresa com a situaçao.
- O que? - Claudete perguntou surpresa. - Mas por que isso, minha filha? - Claudete aproximou - se da garota, que ate gelou com a aproximaçao da mae.
- O Dudu e o Zinho estavam discutindo e o Fred nao gostou do que o Zinho estava fazendo e bateu nele! - Sonda explicou tremendo de medo da mae e do que poderia lhe acontecer.
- E onde entra voce, Sonda? - Claudete encarou a filha.
- Eu tentei defender, mamae! - Sonda explicou, enquanto Dorise ria da sua covardia.
- Ela ficou defendendo foi o Zinho, ao inves de defender o Dudu! - Dorise comentou, enquanto Sonda estava cabisbaixa.
- Ora, cale - se, sua maldita! - Sonda olhou furiosa para Dorise, que deu tres passinhos para tras. - E o que voce quer em troca da sua fofoca, Dorise? - Sonda perguntou furiosa, enquanto Dorise, por sua vez, olhava furiosa para a prima.
- Nada, eu nao quero nada em troca, Sonda! - Dorise respondeu baixinho.
- Eu duvido! - Sonda olhou furiosa para a prima, que engoliu em seco. - Voce se meteu em uma tremenda confusao! - Sonda apontou o dedo para a prima, ameaçando - a.
- Eu acho melhor voce nao aprontar mais confusao, Sonda! - Clovis olhou furioso para a filha, que tambem olhou furiosa para ele.
- Eu nao acredito que o senhor vai defender essa fofoqueira! - Sonda apontou para a prima, que nada disse.- E ela esta aprontando essa fofoca, so porque eu nao defendi o Dudu! - Sonda continuou colerica com a situaçao provocada por Dorise.
- Voce nao sabia que a Sonda estava com suspensao de tres dias, Claudete? - Clovis perguntou furioso.
- Mas e claro que nao, porque se eu soubesse de tal coisa, no minimo eu iria na escola para tomar as minhas devidas providencias com a Sonda! - Claudete olhou furiosa para o marido, sem faze - lo desconfiar da sua mentira.
E entraram para casa, ignorando Dorise, que deu as costas e retirou - se, e ainda Sonda olhou furiosa para a garota que acelerou seus passos, com medo da prima correr atras dela para aterroriza - la.
- Papai! - Dorise admirou - se, ao ver o pai, todo sorridente e feliz.
- O que voce estava fazendo la, minha filha? - Acamir perguntou, apontando para a casa do irmao.
- Nada nao, papai! - Dorise comentou toda feliz e sorridente. - So fui la, porque eu estava com saudades do tio e queria abraça - lo! - Dorise continuou ansiosa e feliz.
- Que bom, minha filha! - Acamir abraçou à filha, todo feliz. - Por isso que eu achei estranho que voce nao veio me esperar aqui no portao! - Acamir agaixou - se para abraçar a filha e percebeu que a filha tinha algo a lhe falar, mas nao sabia o que. - O que a minha boneca tem? - Acamir perguntou desconfiado que alguma coisa estava errada com a filha e colocou a mao na cintura da mesma, enquanto Dorise, por sua vez, fazia beicinho de manha e logo Dudu e Acacio foram para a janela escutar a conversa entre a irma e o pai. - Detesto ve - la aflita, minha filha! - Acamir continuou olhando para a filha, que nada dizia, apenas olhava para o pai. - Eu acho que ate sei sobre o que voce quer falar, minha filha! - Acamir olhou para casa, totalmente desconfiado do que a filha iria dizer - lhe, mas so que Dorise queria era chantagear ao pai, e sabia que conseguiria chantagea - lo, pois sabia que o pai estava sendo enganado tanto pelo irmao como pela mae, que estava apoiando aos erros do irmao, enquanto que Acamir, por sua vez, sabia que com a filha funcionava assim, chantagens encima de chantagens e que no minimo a garota iria querer algo em troca, para abrir a boca a respeito do que estava acontecendo com Dudu e Olivia.
- Sua falça, fofoqueira! - Sonda apareceu toda esbaforida, enquanto Dorise e Acamir olhavam surpresos para ela.
- O que esta acontecendo aqui, Sonda? - Acamir perguntou surpreso.
- A Dorise foi la na minha casa somente para fofocar sobre mim, no minimo ela inventou alguma coisa para o senhor pensar que ela foi la para nos visitar! - Sonda olhou furiosa para Dorise que engoliu em seco, mas o pai tambem teria que saber sobre a verdade, entao, ela achou que tinha que chantagea - lo primeiro para depois contar, mas Sonda estava estragando tudo.
- E sobre o que ela foi fofocar, Sonda? - Acamir peguntou furioso. - Porque para mim, ela disse que estava com saudades do seu pai, entao por isso que ela foi ate la, apenas para abraça - lo! - Acamir bradou furioso, enquanto Sonda, por sua vez, ria da cara da prima, porque agora era a sua vez de rir da garota maldita.
- Pergunta para ela titio, que ela sabe muito bem responder! - Sonda bradou furiosa e retirou - se, deixando tudo a cargo de Dorise, que bufou de raiva da prima.
- Minha filha, quantas vezes eu te disse, que nao e para voce ficar igual à sua mae, pelo amor de Deus! - Acamir elevou às maos aos ceus, enquanto Dorise, por sua vez, olhava surpresa para o pai.
- Eu vou dar uma dica para o senhor, mas eu quero uma outra coisa antes de dar a dica! - Dorise explicou para o pai, que olhou serio para o pai.
- E o que voce quer em troca da dica, filha? - Acamir perguntou ansioso por saber sobre a dica da filha. - Voce anda assistindo novelas com a sua mae, Dorise? - Acamir perguntou rispido.
- Eu vejo novelas com a mamae, papai, mas isso nao tem nada a ver com as novelas que eu vejo! - Dorise respondeu firme, enquanto Acamir, por sua vez, olhava surpreso para a filha. - E eu quero uma boneca em troca da dica que eu vou dar para o senhor seguir! - Dorise bradou seria e certa de que ela ganharia uma bela boneca do pai.
- Uma boneca? - Acamir perguntou sorridente e feliz porque a filha assistia novelas mas ainda brincava de boneca.
- Uma boneca, papai, e o senhor sabe muito bem o tipo de boneca que eu quero! - Dorise respondeu ansiosa pela bela boneca.
- Esta bem! - Acamir concordou, enquanto a filha exibia um belo sorriso. - E sobre o que voce sabe, minha filha? - Acamir perguntou ansioso.
- Eu quero essa boneca hoje a noite! - Dorise anunciou, enquanto Acamir, por sua vez, ficava surpreso com o anuncio da filha.
- Tudo bem, minha filha! - Acamir concordou feliz. - O seu pai vai procurar por essa boneca e vai traze - la ainda hoje para voce! - Acamir anunciou, observando o belo sorriso da filha.
- Que tal o senhor passar amanha na porta da escola, um pouquinho antes do almoço? - Dorise perguntou feliz, enquanto Acamir olhou surpreso para a filha, ja sabendo que havia algo de errado com Dudu, e nem perceberam que estavam sendo observados por Acacio e Dudu e o coraçao desse ultimo foi à mil, e ele tinha que comunicar o que o pai iria fazer, a mando de Dorise, sua irmazinha querida.
- Eu ja entendi, minha filha! - Acamir sorriu feliz e satisfeito pela sensibilidade da filha.
- E o senhor vai descobrir sobre a verdade que vai estar bem à sua frente, papai! - Dorise comentou sorridente e feliz. - O senhor descobrira uma parte da verdade e a outra, com o tempo o senhor descobrira! - Dorise comentou euforica por ter dado todas as dicas para o pai e tambem por ganhar o seu maravilhoso presente, o que ela mais queria!
- Pode deixar que eu vou la e vou pegar o seu irmao de calça curta, no minimo ele deve estar cabulando aulas e com a ajuda da sua mae! - Acamir comentou furioso.
- Mais ou menos isso, papai! - Dorise respondeu sorridente e feliz.
E Dorise observou o pai entrando todo sorrateiro e com medo dele comentar alguma coisa com a sua mae, sobre a verdade.
- E ai, Dorise, voce se vendeu por causa da maldita daquela boneca? - Acacio perguntou, aparecendo bem na frente de Dorise, que assustou - se com a presença do irmao.
- Nao e da sua conta! - Dorise respondeu furiosa.
- E voce pensa que eu e o Dudu somos idiotas? - Acacio perguntou furioso. - Nos vimos tudo da janela! - Acacio bradou furioso, enquanto Dorise, por sua vez, dava um sorrisinho cinico.
- Voce nao e minha irma coisa nenhuma, Dorise! - Dudu apareceu furioso bem na frente de Dorise, que continuou com o seu sorriso cinico, logo apos o pai sair de perto dela. - Eu prefiro ser irmao do capeta do que ser seu irmao, sua cobra cascavel! - Dudu continuou furioso e apontando o dedo na cara de Dorise, que nem tampouco importava - se com o gesto furioso do irmao colerico.
- Mas o que esta acontecendo aqui? - Olivia perguntou aflita, aproximando - se dos tres filhos.
- A Dorise se vendeu por causa de uma boneca, mamae! - Dudu respondeu indignado e furioso com a atitude da irma.
- Como assim, meu filho? - Olivia insistiu, olhando aflita para os tres filhos encrenqueiros.
- Ela mandou o pai passar la na porta da escola, porque assim ele descobriria toda a verdade, mamae! - Dudu choramingou, olhando com suplica para Olivia, que olhava furiosa para a filha.
- Eu nao acredito no que estou ouvindo! - Olivia meneou a cabeça em negativa.
- O pai quer saber a verdade, somente a verdade e voces dois estao enganando ele! - Dorise apontou para os dois que olharam para ela de boca aberta. - E outra coisa... Eu apenas dei uma dica para ele, nao contei a verdade, ele vai la e o resto ele descobrira oras! - Dorise deu de ombros, olhando para os tres que olharam para ela furiosos, loucos para esgana - la.
- Ah, muito lindo o que voce fez, Dorise! - Acacio bradou furioso. - Sua traira! - Acacio apontou o dedo para a irma, que começou a chorar feito uma boboca. - Voce deu a dica e logo cobrou a sua boneca, nao é? - Acacio continuou furioso com a irma.
- E quando o pai chegar com essa maldita boneca, a minha sentença vai estar assinada, e eu vou pegar essa maldita boneca e vou fazer com ela, o que eu tenho vontade de fazer com voce, Dorise! - Dudu bradou furioso, e com um tremendo odio da irma, louco para vira - la de ponta cabeça, ate ela desmaiar, mas nao fez isso porque a mae estava ali, bem na sua frente, e jamais Olivia deixaria que isso acontecesse com Dorise, mesmo ela estando errada!
- Aé? - Dorise perguntou com a mao na cintura. - E o que voce pretende fazer com a minha futura boneca, Dudu? - Dorise perguntou furiosa.
- Nao queira nem saber, Dorise! - Dudu respondeu furioso. - Voce vera o estado que a sua futura boneca vai ficar e voce vai chorar tanto, mas tanto... - Dudu comentou maldoso. - Que voce vai ate querer morrer! - Dudu continuou furioso com a irma, que olhava assustada para ele.
- Meu filho, acalme - se! - Olivia aconselhou, olhando diretamente para o pobre garoto apavorado. - Assim voce esta assustando a sua irma! - Olivia bradou, compadecendo - se de Dorise, que sorriu segura de si.
- Mas e para assustar mesmo, mamae, eu estou fazendo com ela, o mesmo que ela esta fazendo comigo! - Dudu continuou furioso com a irma que nada disse e retirou - se junto com Acacio, deixando a irma e a mae sozinhas e olhando - se surpresas com a situaçao que Dorise havia metido o irmao do meio.
- Zinho! - Bunnie gritou feliz e ansiosa.
- O que foi que aconteceu agora, hein? - Zinho perguntou furioso e saindo do banheiro, enrolado na toalha.
- Graças a Deus, mamae esta otima! - Bunnie anunciou toda radiante e feliz, enquanto Zinho, por sua vez, ficou olhando surpreso para a irma feliz.
- E por acaso é esse o motivo da sua felicidade, maninha? - Zinho perguntou rustico e revelando seus futuros musculos.
- Cade a bicha do meu filho? - Deda perguntou, colocando o cafe na mesa, e ouvindo a sua vitrola velha.
- A bicha do seu filho esta aqui, mamae! - Zinho respondeu desanimado.
- Foi por sua culpa que eu fiquei doente, seu nojento! - Deda olhou furiosa para o filho que fazia trejeitos de bicha, enquanto Bunnie, por sua vez, estava às gargalhadas.
- Mamae, por favor, nao va começar tudo novamente! - Bunnie bradou, logo apos rir do jeito engraçado do irmao.
- Nao, eu nao vou começar nao, ve se voces tomam logo esse maldito cafe e saiam logo daqui, porque senao eu vou acabar enlouquecendo, novamente! - Deda bradou furiosa e retirou - se da frente dos filhos, enquanto Zinho, por sua vez, ia para o seu quarto trocar de roupa e Bunnie, sentava - se para tomar o seu cafe tranquila e em paz.
- Mamae! - Dorise bradou baixinho e ainda nervosa. - Limpa a minha barra, vai! - começou a implorar para a mae, que ainda estava furiosa com ela, enquanto os dois irmaos voltavam somente para ouvir a conversa das duas.
- Nao, minha filha, eu sinto muito, mas eu nao vou limpar a sua barra nao! - Olivia bradou, olhando para os dois filhos, enquanto Dorise, por sua vez, olhava surpresa para os dois irmaos ainda furiosos.
- A senhora so esta falando assim, porque viu que os dois apareceram aqui novamente! - Dorise choramingou, enquanto Olivia, por sua vez, olhava furiosa para a filha.
- Agora, eu nem vou aparecer na escola, porque o pai vai me pegar la na porta! - Dudu bradou furioso, enquanto Dorise, por sua vez, ria da cara do irmao, que continuava olhando furioso para ela.
- Tudo isso por culpa da dedo dura ai, olha! - Acacio apontou furioso para Dorise, que nao disse nada, apenas engoliiu em seco, somente em pensar no que seria feito com a sua boneca, depois que ela chegasse.
- Nao adianta, meu filho! - Olivia socorreu, em tom de conselho. - Va para a escola e enfrente toda essa situaçao logo de uma vez! - Olivia bradou nervosa com a situaçao. - Seja homem e pronto, meu filho! - Olivia continuou aconselhando o garoto que ate estava emocionado com a ideia da mae, e com os olhos lacrimejantes.
E a ideia de Acacio era totalmente diferente, ele havia pensado que a mae encobriria o irmao em tudo ate o final, e nao mandar o irmao ir para a escola e ficar na berlinda, e Acacio sabia muito bem do que o pai seria capaz de fazer com o seu irmao, tudo por causa da dedo duro da Dorise!
Acamir dirigia sossegado pelas ruas do bairro, em busca de pegar Dudu no flagra, assim como sua filhinha querida havia dado as dicas...
E surpreendeu - se ao avistar Dudu na porta da escola conversando com seus amigos, todo entusiasmado e feliz...
A cada carro que passava, Dudu, mais que depressa, olhava...
- Pois é, meu! - Dudu continuou ansioso e feliz, e falando alto e pressentindo que algo de errado iria lhe acontecer, bem naquela tarde cabulativa. - E voce se lembra aquele dia em que o nosso time meteu de oito no time da oitava? - Dudu perguntou, olhando para Zinho, que sorria feliz, vendo que o garoto era mesmo legal...
E eles estavam sentados todos juntos, sorridentes, no degrauzinho que dava acesso à entrada do colégio, e que hoje, nos dias atuais, está totalmente interditado!
- Para você ver que tamanho não é documento! - Zinho olhou sorridente para Dudu e logo, ao avistar o carro do pai do garoto, lhe deu um tremendo cutucão, assustando o pobre, que para disfarçar, sem ainda visualizar o carro, mas pressentindo que ele estava bem próximo, gargalhou. - Sao todos marmanjoes e nós, que somos pequeninos, metemos oito neles! - bradou Zinho, feliz, ao passo que Dudu olhava o garoto e tremia de medo so em pensar no que deveria lhe acontecer ali, e principalmente, penalizou - se da sua mae.
Maldita Dorise!
- Filho da puta! - Acamir gritou furioso, ao avistar o filho ali, vagabundando. - Ao inves de estar estudando, esta ai e vagabundando! - Acamir continuou furioso com o filho, que nada disse, apenas engoliu em seco, e Dudu, por sua vez, olhou para o pai, com os olhos vermelho, prestes a chorar, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para o pobre.
- O que esta acontecendo, Dudu? - Zinho perguntou tentando disfarçar a situaçao, enquanto o silencio reinava entre os demais, e principalmente Dudu, que de tao nervoso, engolia em seco e olhava serio para o pai, que ja tinha descoberto parte da verdade. - O Zico é o melhor jogador do Brasil! - Zinho continuou, fazendo festa de tao feliz que estava, enquanto Acamir, por sua vez, sentia vontade de esmurrar a cara do Zinho e do filho. - Eu que sou eu, ate fiz um gol parecido com aquele gol do Zico! - Zinho continuou sorridente e feliz, percebendo muito bem, o que poderia acontecer com Dudu.
E Acamir nao queria acreditar, que aquele garoto que estava ali, cabulando aulas, era o seu filho Dudu, e o pior que era mesmo o Dudu, mas... Ate poderia ser outro garoto, a nao ser o Dudu, poderia ser ate mesmo um sosia dele!
Afinal de contas... Naquela epoca haviam mais garotos louros e ruivos, parecidos uns com os outros...
- Que nada, Zinho! - Dudu gargalhou para disfarçar a presença do pai ranzinza ali. - O melhor jogador do Brasil é o Sócrates! - Dudu bradou, mostrando - se forte, porque o pai estava furioso, olhando - o de dentro do carro.
E Dudu estava com medo do pai chama - lo para entrar no carro, para terem uma conversa franca e sincera, de pai para filho, com tapas e chingos, enfim... Vergonha total, em frente aos seus amigos... Nao! Isso ele nao queria nem pensar!!!
E Dudu começou a rezar por dentro, pois sabia que quando o pai o pegasse, ele bateria tanto nele, que ate tiraria sangue!
E Dudu agora, olhava fixamente para Zinho, sem tampouco importar - se com a presença cavernosa do pai, e Zinho, por sua vez, trajava o uniforme do Corinthians e ainda por cima, tinha uma bola na mao.
- O meu maior sonho é um dia entrar para o time oficial do Corinthians! - Zinho suspirou sorridente. - E de poder levar o meu nome la encima, marcando varios gols para o meu timao! - Zinho bradou, batendo no peito, enquanto Dudu, por sua vez, olhava para ele, todo sorridente e Acamir, mais que nervoso, observava toda aquela cena grotesca entre o filho e o seu pior inimigo. - E de quem sabe ate, eu poderei ser escalado para jogar na seleçao? - Zinho continuou sonhando e vendo - se com o uniforme da seleçao brasileira.
Para Dudu, Acamir parecia mais o bicho papao, do que o proprio bicho papao, se e que ele existe mesmo!
Pois o pai olhava para ele com uma cara assustadora, pronto para comer criancinhas e a primeira criancinha que ele ia comer, logicamente seria o Dudu!
- Se voce fizer bonito mesmo, Zinho, quem sabe! - Dudu o incentivou, deixando - o satisfeito, sorridente e feliz, enquanto Acamir olhava furioso para o filho e Dudu, por sua vez, resolveu encarar o pai, ja que ele o encarava, entao, logicamente ele encararia o pai tambem. - Mas voce ja joga no juvenil do Corinthians e ainda reclama, Zinho? - Dudu perguntou disfarçando, tirando o olhar do pai. - Quisera eu, ser tao bom quanto voce, cara! - Dudu bradou, dando um tapinha nas costas do inimigo, que sorriu feliz e todo cheio de atitude, enquanto Acamir, por sua vez, continuava furioso com a atitude promiscua do filho.
E Dudu acabou percebendo tambem, que seus amigos notaram a presença do seu pai ali e que eles tambem ficaram olhando para o carro do seu pai, preocupados com o que poderia lhe acontecer, sendo que eles tambem sabiam do que Acamir era capaz de fazer com o pobre do garoto, pois ja viram Dudu machucado por varias vezes.
- Ih! - Zinho menou a cabeça pensativo. - Eu estou pressentindo coisa errada aqui! - Zinho bradou, observando o clima tenso entre Dudu e o pai.
- E o que voce esta pressentindo que vai acontecer, cara? - Dudu perguntou, ja sabendo a resposta do garoto palhaço.
- Eu estou pressentindo que vai ter pau cara! - Zinho respondeu, olhando para a cara de Acamir, que olhava furioso para ele tambem.
- O que foi? - Dudu começou uma briga com Zinho, sem perceber que o pai estava aproximando - se dele aos poucos e Zinho, por sua vez, olhou surpreso para Dudu, que ja estava vindo para cima dele, pronto para brigar. - Voce quer folgar comigo, cara? - Dudu continuou ameaçador, enquanto Zinho, por sua vez, engolia em seco, por ter apanhado de Dudu. - Eu te parto em dois, cara! - Dudu bradou furioso. - E no dia seguinte, voce vai ao treino do seu timao, com perna de pau e moleta! - Dudu continuou furioso com Zinho, que ficou disfarçando, observando que Acamir estava cada vez mais perto de Dudu.
E Zinho ja estava com medo das ameaças de Dudu e rezou para que Acamir partisse para cima dele e o levasse para bem longe dali, para dar - lhe uma boa surra!
Que era o que ele merecia!
- Deixa o garoto em paz, Dudu! - Acamir pegou Dudu pelos colarinhos. - O garoto nao estava querendo te ameaçar, assim como voce esta pensando, seu machao de merda! - Acamir o encarou furioso, enquanto Dudu, por sua vez, encarava ao pai, engolindo em seco.
E seu odio era tanto, que ele ate queria tirar o filho dali e dar - lhe uma violenta surra, para que ele nunca mais se esquecesse de tamanha vergonha que o filho lhe fez passar!
- Nao folga nao, Zinho! - Dudu ainda ameaçou - o, olhando para tras, enquanto Acamir, por sua vez, o levava dali. - Nao folga nao, porque eu nao sou como os caras do Corinthians, que aguenta qualquer tipo de ameaça e ainda fica quieto, com medo de ser cortado do time! - Dudu continuou furioso e revoltado, enquanto Acamir, por sua vez, o puxava dali, com toda a furia do mundo.
- Deixe de ameaçar aos outros e vamos logo para casa, seu safado! - Acamir continuou furioso com Dudu, que olhava para ele com medo e engolia em seco.
E Dudu, por sua vez, queria era voltar ali, para quebrar a cara do Zinho e dividi - lo em mil pedacinhos!
Mas seu pai estava ali para atrapalha - lo a fazer o que ele queria com aquele garoto maldito que era metido porque jogava no juvenil do Corinthians!
E nem mesmo os amigos de Dudu estavam entendendo a sua reação abrupta encima de Zinho, que continuava olhando surpreso para ele.
- Por favor, pai! - Dudu pediu ao ser jogado no banco do passageiro. - Tudo bem com o senhor? - Dudu perguntou querendo disfarçar, enquanto Acamir, por sua vez, olhava para ele com os dentes semicerrados e louco para acabar com a raça do garoto, mas nao queria fazer nada ali na frente de todos aqueles garotos, pois queria passar uma boa impressao diante dos amigos do mau do filho. - Amanha a gente continua o ensaio para a peça "Garotos de Rua!" - Dudu bradou feliz e ansioso, numa felicidade falsa e tamanha, que ate Acamir se surpreendeu com a situação provocada pelo filho e sentiu mais vontade ainda de bater no garoto porco e criativo.
- Voces estao ensaiando para uma peça, é? - Acamir perguntou, dirigindo seu carro com toda a furia do mundo, e so nao dirigiu com mais furia, porque o transito começou a ficar lento.
- Eu posso explicar tudo, papai! - Dudu começou a falar com a voz mansa, enquanto seu pai, por sua vez, dava um sorriso bem falso e furioso para ele. - Nao teve aula, ai nos saimos mais cedo e ao inves de eu ir para a casa, fiquei aqui com os caras! - Dudu bradou todo sorridente e a vontade que Acamir tinha era de lascar a cara de Dudu e parti - la em varios pedacinhos, assim como ele estava ameaçando o pobre do Zinho.
- Ah, nao teve aula? - Acamir perguntou sarcastico. - E ao inves de cada um ir para a sua casa, voces ficaram ali no meio da rua cabulando as aulas que voce disse que nao tiveram? - Acamir continuou sarcastico e furioso com o filho.
- E isso mesmo pai! - Dudu bradou satisfeito, pensando que o pai havia entendido a sua mentira, mas... Ledo engano, Acamir estava cada vez mais furioso com a situaçao provocada pelo filho.
- Mentira! - Acamir gritou assustando ao filho e quase batendo o carro. - Que negocio é esse, Dudu? - Acamir perguntou indignado com a mentira do filho. - Conta logo o que esta acontecendo para o seu pai, que tudo ficara resolvido e voce nao precisara mais ficar ostentando a mentira que ate parece verdade! - Acamir continuou furioso com o filho. - Nem voce e nem a sua mae que esta apoiando seus passos errados! - Acamir bradou furioso e encarando o filho, que nada dizia para se defender, apenas engolia em seco. - Vamos, conta logo o que esta acontecendo e assuma logo os seus erros! - Acamir fingiu encorajar ao filho, que nada fazia para se confessar, pois estava tremendo de medo da reação do pai. - Seja homem e enfrente tudo logo, ja que voce e homem para ficar ameaçando o Zinho e depois pegando ele na rua e batendo nele, como voce ja fez! - Acamir continuou falando e com muito odio do filho, que nada dizia, apenas escutava o que o pai tinha a lhe dizer.
- Eu ainda parto aquele folgado em dois! - Dudu ameaçou ainda olhando para tras, e Zinho, por sua vez, ainda encontrava - se cabisbaixo e triste, enquanto, os demais colegas, ainda comentavam surpresos a reaçao de Dudu encima de Zinho. - Suma logo daqui, papai, suma logo daqui, porque senao eu abro a porta desse carro e salto daqui para avançar naquele cara desgraçado e acertar - lhe um violento murro na boca do estomago! - Dudu continuou colerico, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para ele.
- E voce nao vai contar tudo para o seu pai, Dudu? - Zinho perguntou, aparecendo bem em frente a Dudu, que olhou - o surpreso. - Voce nao vai contar para o seu pai que voce se travestiu de loira do banheiro e depois me chamou de "bicha" so por que eu passei blush para conquistar a Marion? - Zinho perguntou colerico, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso e incredulo para o seu filho maloqueiro, e Dudu, por sua vez, engolia em seco, sem ao menos ter nada o que fazer.
- Eu te parto em dois, seu desgraçado! - Dudu bradou furioso e tentou pegar Zinho pela janela do carro, que estava aberta, enquanto o mesmo afastava - se. - Ai um vai para o Corinthians e o outro vai para a Portuguesa de Desportes! - Dudu bradou furioso, enquanto o pai, que torcia para a Portuguesa, olhava furioso para ele e benzia - se com uma mao so.
- E voce ficou quase pelado no meio da rua, somente para provar o que voce nao é? - Dudu respondeu totalmente colerico, enquanto Zinho, por sua vez, ria da cara do garoto.
- E é por esse motivo que estamos aqui, seu Acamir! - Zinho continuou a falar, ignorando o comportamento furioso e chulo de Dudu, que mostrava - lhe a lingua, com toda a furia do mundo.
- Mas seria muito engraçado se eu te visse de blush e o bicha do meu filho travestido de loira do banheiro! - Acamir gargalhou apertando o volante, somente para nao bater no filho, mas resolveu, do nada, pegar - lhe pelo pulso e aperta - lo com toda a força do mundo, de tanta raiva que estava sentindo do filho e Dudu, por sua vez, sentiu - se sendo apertado por uma maquina gigante e forte que fazia barulho e tudo e essa maquina forte que agarrava o seu pulso, fazendo - o estremecer, era o seu proprio pai, que estava quase matando - o de susto e nervoso. - E por acaso voce e esses garotos estao aqui para bater em Dudu? - Acamir perguntou esperançoso, pois sua vontade era jogar o seu filho para fora do seu carro e deixar com que os garotos se encarregassem de acabar com ele, assim como ele tanto queria!
- Nao, seu Acamir! - Zinho respondeu sorridente. - Bem que poderia ser! - Zinho gargalhou ansioso. - A maioria sao amigos dele, naturalmente, e a maioria pegou suspensao junto comigo e com ele! - Zinho apontou para Dudu, que nada dizia, apenas engolia em seco e olhava furioso para Zinho. - Agora... A minha mae sabe e o Dudu nao e homem o suficiente para contar toda a verdade para o senhor! - Zinho continuou furioso, enquanto Dudu, por sua vez, olhava para ele com todo o odio do mundo, pronto para soltar - se dali e esmurrar o Zinho de ponta a ponta!
- Eu ouvi direito, Zinho? - Acamir perguntou furioso.
- Exatamente, seu Acamir! - Zinho olhou serio para o pai de Dudu, que olhava para o mesmo, totalmente colerico. - O Dudu tem mais amigos do que eu! - Zinho comentou sorridente, enquanto, Dudu, por sua vez, olhava furioso para Zinho.
- Nao, nao e sobre as amizades do meu filho que eu estou falando, seu palhaço! - Acamir respondeu furioso e assustando ao pobre garoto, que nunca teve um pai para gritar assim com ele. - E sobre a maldita da suspensao que voces tomaram! - Acamir bradou, olhando furioso para Dudu, que nada dizia, apenas engolia em seco e olhava furioso para Zinho.
- E o senhor nem sabia disso, nao e, seu Acamir? - Zinho perguntou sorridente, pronto para começar a falar novamente, contra o inimigo Dudu, que olhava para ele furioso, louco para avançar nele.
- Quem mandou voce contar, seu filho da puta! - Dudu praguejou furioso e colerico, enquanto Zinho, por sua vez, olhava satisfeito para Dudu, feliz, por ter conseguido vingar - se.
- Se os pais de todo mundo que esta aqui estao sabendo, o que voce tem de melhor que seu pai nao pode saber? - Zinho olhou furioso para Dudu, que debatia - se dos braços do seu pai, louco para vingar - se dele, atrraves de uma violenta surra.
- E melhor irmos para casa apanhar! - Acamir olhou furioso para Dudu, que olhou com medo para ele e ainda por cima, engolindo em seco.
E a vontade que Acamir estava, no presente momento, era de acabar com Dudu ali mesmo, na frente de seus colegas, para que ele aprendesse a ser gente logo de uma vez!
- Nao pai, pelo amor de Deus! - Dudu suplicou, debatendo - se para soltar - se e partir para cima de Zinho e acabar logo com a raça do garoto sorridente e provocador, que estava bem ali, na sua frente, sorridente e com os braços apoiados um no outro. - Eu nao vou para casa, enquanto eu nao acabar com a raça desse filho da puta ai! - Dudu bradou com odio, enquanto Zinho, pro sua vez, ria da cara do garoto, num grande deboche.
E Zinho, por sua vez, sabia que Dudu nao conseguiria soltar - se do pai, pois seu pai era muito forte para que o garoto fizesse essa proeza, entao, seguro de si, continuou ali, bem pertinho de Dudu, com o seu sorriso vitorioso e provocante.
- Nao, voce nao vai acabar com ele nao! - Acamir respondeu furioso. - Voce vai agora para casa, apanhar e depois voces dois se resolvam! - Acamir bradou furioso e olhando feio para Zinho, que continuava exibindo seu sorriso vitorioso.
- Eu vou te matar! - Dudu gritou furioso, logo apos ter aberto a janela do carro e Dudu, por sua vez, contemplou o sorriso sarcástico de Zinho, que por sua vez, estava todo feliz, ao ver que Dudu havia perdido, mas mesmo assim, Zinho sabia que Dudu não perderia por muito tempo...
- É melhor voce calar a sua boca e irmos embora! - Acamir continuou dirigindo aos poucos, conforme o transito andava.
- Pai, ja que o transito nao anda, deixa eu sair daqui! - Dudu choramingou, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para Dudu, do retrovisor do carro. - Eu preciso de acabar com o Zinho! - Dudu continuou nervoso com o pai, que continuava olhando furioso para ele.
- Calma Dudu, voce nao vai acabar com o Zinho! - Acamir bradou furioso com o filho. - Voce acaba com ele outra hora, agora nao, filho! - Acamir bradou, fingindo paciencia. - Porque quem vai acabar com voce, quando chegarmos em casa, sou eu! - Acamir bradou, batendo no peito e dirigindo mais rapido, pois o transito ja estava fluindo bem. - Agora sim, eu vou acabar com voce, seu desgraçado! - Acamir bradou com raiva do filho e avançou encima dele, dando - lhe violentos murros e socos.
- Nao pai, na cabeça nao, pelo amor de Deus! - suplicou Dudu, escondendo seu rosto, para que os violentos murros do pai, nao pegassem em seu rosto.
- Na cabeça sim, seu ignorante! - Acamir bradou furioso, e batendo mais ainda, pois tinha que aproveitar, antes que a mulher chegasse e começasse com os seus escandalos.
- Ah, voce esta vendo o que voce fez, Dorise? - Olivia perguntou furiosa para a filha, que nada respondeu, apenas sorriu, pois nem tinha ido para a escola, apenas para ver o grande espetaculo!
- Ai nao, pai! - Dudu choramingou mais ainda, a cada surra que o pai lhe dava. - Eu juro que nunca mais eu cabulo aulas por besteira! - Dudu continuou choramingando junto ao pai que lhe batia mais ainda.
- E ai, apanhando muito? - Zinho perguntou todo sorrateiro e feliz, ao ver Acamir batendo em Dudu, que logo soltou - se do pai e foi ate o garoto gozador.
- Ih, mas que vontade de ser espectador! - Zinho bradou recebendo o furioso Dudu de encontro a ele.
- Dudu! - Acamir começou a gritar, vendo que os dois engalfinhavam - se, bem no portao da sua casa e de tanto que os dois garotos lutavam, quase quebraram o portao da casa de Dudu e ai sim, Dudu começou a vingar - se dos violentos murros que havia levado do pai no pobre garoto que apanhava feito um cachorro louco, mas tambem conseguia defender - se das garras do furioso Dudu, e ai foi dado pelo mesmo um violento murro no nariz de Zinho, que com isso, acabou desmaiando com o impacto forte em seu nariz. - E melhor entrar Dudu! - Acamir continuou gritando ao ver que o outro garoto nao reagia aos fortes murros dados por seu filho e percebendo isso tambem, Dudu levantou - se, atendendo aos pedidos do pai.
- Esse cara filho da puta me paga! - gritou Dudu furioso e sendo levantado pelo pai e ainda debatendo - se de tao nervoso que estava, e so observou o rival estendido no chao e de olhos fechados.
- Ele desmaiou! - Acamir gritou impressionado com a situaçao provocada pelo filho. - Olha so o que voce fez, seu desgraçado! - Acamir continuou furioso com o filho, e apontando para o Zinho, que continuava estendido inerte no chao. - Se voce o matou, voce vai para a febem, porque eu nao vou me importar com voce nao! - Acamir bradou, dando - lhe um violento tapa na cara, e Dudu, por sua vez, ate virou o rosto para o outro lado, com o impacto do tapa levado do pai.
Compadecendo - se de Zinho, Acacio foi ate o garoto desmaiado e o levantou com muita do e piedade, olhando furioso para o irmao, que continuava colerico.
- O que foi que aconteceu? - Zinho perguntou ainda sendo amparado por Acacio, que olhava para ele surpreso e aliviado por ele ter acordado.
- Eu dei um murro na sua cara, seu filho da puta! - Dudu respondeu entre dentes, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para ele. - Mas eu fiz isso somente porque voce me dedou para o meu pai! - Dudu continuou com o seu olhar vingativo e furioso. - Voce quer que eu te de outro murro para refrescar a sua memoria? - Dudu perguntou tentando ir ate Zinho, mas sendo detido pelo pai.
- O que? - Acacio perguntou soltando Zinho com toda a furia do mundo, ao passo que o mesmo, quase ia ao chao. - Voce dedou o meu irmao para o meu pai, cara? - Acacio continuou indignado com a reação do garoto que ate entao era um coitado e que estava passando para vilao. - Entao voce fez o mesmo que a Dorise! - Acacio olhou furioso para o garoto que nada respondeu.
- Eu fiz isso porque o pai de todo mundo sabe, e o que o seu irmao tem de melhor que o seu pai nao pode saber? - Zinho perguntou furioso, enquanto Acacio, por sua vez, olhava furioso para o garoto que agora estava sorridente.
- Se todos os pais sabem, o meu pai nao tinha o direito de saber sobre o que aconteceu! - Acacio respondeu com o olhar gelado. - Porque agora o meu irmao vai morrer de tanto apanhar e fora os chingos que eu e a minha mae vamos tomar por causa disso tudo! - Acacio continuou furioso e revoltado com Zinho, que nada dizia, apenas olhava furioso para ela.
- E por que voce e a sua mae tambem vao tomar chingos? - Zinho perguntou curioso.
- Porque nem eu e nem a minha mae contamos para ele! - Acacio continuou furioso e olhou para o pai que crispou os labios de raiva e Acacio, por sua vez, mirou os olhos para o banco de tras do carro do pai e viu a boneca da irma ali e ele deu um sorriso de vitoria sabendo o que iria fazer com a pobre boneca da irma, somente para vingar - se dela.
- Trate de pedir perdao para o Zinho agora! - Acamir ordenou, olhando furioso para o filho, que engolia em seco.
- Entao me solta pai, me solta que eu peço! - Dudu pediu tentando soltar - se das garras do pai, que nao o soltou, muito pelo contrario, pegou nas orelhas do filho e o levou ate o garoto sorridente e feliz, por ter o pai de Dudu do seu lado. - Ajoelhe - se diante do Zinho! - Acamir cochichou em tom ameaçador bem na orelha que ele estava puxando, enquanto Dudu, por sua vez, fazia enormes caretas de tanta dor que sentia.
E Olivia, por sua vez, olhava furiosa para Dorise, que dava de ombros, ao ver aquela situaçao que ela estava amando acontecendo com o pobre do seu irmao. - Beije os pés do seu amigo e peça perdao para ele! - Acamir continuou com o objetivo de humilhar ao pobre do garoto, que chorava copiosamente, arrependendo - se ate do dia que nasceu! - Faça logo o que eu estou mandando, senao eu te arrebento aqui mesmo e bem na frente dele! - Acamir continuou cochichando, em tom de ameaça, enquanto Dorise, por sua vez, continuava com seu sorriso vitorioso e Acacio, por sua vez, olhava furioso para ela.
- Mas pai, o senhor nao acha que esta me humilhando demais? - Dudu perguntou engolindo em seco.
- Vamos logo, Dudu, eu nao tenho tempo a perder, faça o que eu estou mandando! - Acamir continuou ordenando ao pobre do garoto, que estava em prantos, chorando copiosamente.
- Entao solte a minha orelha papai, por favor! - Dudu implorou, ainda chorando, enquanto Acamir, por sua vez, continuava colerico.
E Acacio, por sua vez, observava a cena e observava tambem que o irmao estava passando muita vergonha e sendo muito humilhado pelo pai, bem no portao da sua casa para todo mundo ver e depois comentar, e ficou chateado com tudo aquilo e ainda olhou para Dorise, que observava tudo aquilo, com um enorme sorriso sarcastico e vitorioso nos labios.
- De... De... - Dudu balbuciou, sem olhar para a cara de Zinho.
- Ele nao esta olhando para a minha cara, seu Acamir! - Zinho bradou todo sorridente, aproveitando - se da situaçao e Dudu, por sua vez, ficou furioso com tudo aquilo, principalmente com Zinho e Dorise, que observavam aquela cena humilhante, com um enorme sorriso nos labios.
- Olhe direito para o Zinho e peça perdao para ele, com sinceridade, meu filho! - Acamir continuou furioso com o garoto, que engolia em seco, de tanto medo que estava sentindo do pai. - Se voce nao o fizer, voce ja sabe da sua sentença filho! - Acamir continuou furioso com o garoto que nada dizia para se defender.
- Perdao, Zinho! - Dudu olhou para a cara do garoto sorridente, chorando copiosamente.
- So falta voce se ajoelhar e beijar os meus pés, Dudu! - Zinho ordenou sorridente, e Dudu, por sua vez, abaixou - se e beijou - lhe os pés, ainda com um tremendo nojo, enquanto Zinho, por sua vez, sorria - lhe satisfeito e feliz, pois Dudu estava sendo tremendamente humilhado pelo pai, assim como ele tanto queria e havia sonhado.
E depois daquela cena chocante, Zinho, por sua vez, deu - lhe as costas e saiu de frente à casa de Dudu, com um enorme sorriso nos labios, pois o que ele sempre quis, havia acontecido ali, e bem na sua frente, e o melhor ainda... Em sua defesa!
- Voce viu Acacio? - Zinho apareceu bem em frente ao garoto furioso. - O seu irmao me pediu perdao e ainda beijou os meus pés! - contou - lhe todo feliz, enquanto Acacio, por sua vez, crispava os labios de odio do garoto safado.
- Seu filho da puta! - Acacio praguejou furioso, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para o garoto. - Voce fez o meu pai humilhar o meu irmao, e agora esta todo feliz e vitorioso? - Acacio continuou furioso com o garoto que continuava sorridente e feliz. - Ele só fez isso para nao apanhar mais do que ele apanhou, senao, eu garanto a voce que ele tinha acabado com a sua raça! - Acacio continuou com odio do garoto. - E se eu soubesse que voce ia sair daqui todo feliz e sorridente, eu teria te deixado lá, estendido no chao e ainda ia ajudar ao meu irmao chutar a sua cabeça ate te matar! - Acacio continuou colerico, enquanto Zinho, mais que depressa retirava - se da frente do garoto furioso, com medo de apanhar dele.
- Agora o Dudu vai ser virar com o seu pai, nao é? - Zinho perguntou um pouco longe de Acacio, que continuou olhando furioso para ele.
E Acacio, por sua vez, observou seu irmao derrotado, chorando copiosamente e Zinho, que por sua vez, retirava - se todo feliz e de cabeça erguida.
E pensou que Zinho tinha se aproveitado muito bem da situaçao ruim pela qual seu irmao Dudu estava passando e nunca na historia dos Sandolli, jamais um deles ajoelhou - se diante a um inimigo e pediu - lhe perdao, beijando - lhe os pés.
- Agora vamos apanhar dentro de casa, Dudu! - Acamir bradou, fazendo sinal com a cabeça e Dudu, por sua vez entrou dentro da sua casa, como um cachorrinho obedecendo às ordens do dono, subiu as escadas, olhando furioso para Dorise, que continuava sorridente pelo mal feito do irmao, enquanto Acacio, por sua vez, aproveitava a dispersao dos demais que ainda comentavam sobre a situaçao e ia ate o banco de tras do carro do pai, com o intuito de pegar - lhe a boneca da irma e Dorise, por sua vez, observou o que o irmao estava fazendo com a sua boneca e ficou furiosa com a situaçao.
- Eu nao acredito! - Dorise pos a mao na boca, em sinal apavorado, enquanto Acacio, por sua vez, entrava com a boneca dela na mao. - Cacio, por favor, o que voce vai fazer com a minha boneca? - Dorise olhou nervosa para o irmao, que olhava para ela, crispando os labios de raiva. - Foi prometido pelo pai, depois de tudo o que eu falei para ele! - continuou explicando - se e tentando pegar a boneca, enquanto Acacio, por sua vez, fazia como ela, exibindo um enorme sorriso maldoso. - Vai, o que voce vai fazer com ela? - Dorise choramingou, enquanto Acacio, por sua vez, sorria maldoso para a irma, igualzinho o que ela estava fazendo com o irmao e com ele.
- Transar, eu vou transar com a sua boneca! - Acacio continuou furioso com a irma, que olhava boquiaberta para ele. - Eu sou solidario com o meu irmao, vou acabar com a sua boneca, ja que eu nao posso acabar com voce, sua nojenta! - Acacio continuou furioso com a irma, que continuava surpresa com a atitude estupida do irmao, e ouviram os gritos do irmao, que doiam nos ouvidos de Acacio, e Dorise, por sua vez, olhou nervosa e querendo chorar para Acacio, que continuou exibindo o seu sorriso maldoso para ela. - Agora voce esta sentindo isso na pele, sua cadela? - Acacio perguntou maldoso. - Voce so pensa em si mesma, nao é? - Acacio perguntou em tom de provocação. - E voce nao tem dó do seu irmao? - Acacio continuou perguntando para ganhar tempo, enquanto Dudu, por sua vez, apanhava feito um cachorro, enquanto Dorise, por sua vez, olhava para a sua bela boneca e imaginava - se com ela, quase do seu tamanho, perfeita! Assim como ela queria, mas so que ela nao a teria!
- Não, pelo amor de Deus, pai! - Dudu bradou, levando violentas cintadas do pai. - Eu ja fiz tudo o que o senhor pediu! - Dudu continuou implorando ao pai, que nao o atendia. - E agora, depois de tudo, eu vou apanhar mais? - Dudu soluçou, protegendo - se das violentas cintadas que estava levando do pai e Olivia, por sua vez, sentia na pele ao escutar os gritos apavorados do filho, de lá do banheiro.
- Voce esta apanhando por cabular aulas e por induzir a sua mae e ao seu irmao a mentirem para mim! - Acamir continuou nervoso e dando - lhe violentas cintadas em seu lombo ferido, enquanto Dudu, por sua vez, gritava a cada cintava violenta que o pai dava nele.
- Nao, pai, nao fui eu quem induziu a mae e nem ao Cacio mentir, foi ela quem me ajudou por conta propria! - Dudu continuou aos soluços, enquanto Acamir, por sua vez, para vingar - se da mulher, deu - lhe mais uma violenta cintada, que o fez gritar e agonizar, de tanta dor que ele sentiu e Olivia, por sua vez, ate fechou os olhos e foi correndo para o banheiro da familia, com o intuito de tirar o pobre do filho das garras satanicas do marido cruel. - E a mae so fez isso por amor a mim, porque ela nao queria que o senhor me batesse! - Dudu explicou, de costas para o pai, pois era humilhante apanhar na cara e sabia muito bem que se ele virasse de frente para o pai, com certeza, apanharia na cara, e isso ele nao queria!
E Dorise, por sua vez, observou o irmao com a sua boneca na mao e com um sorriso maldoso nos labios, enquanto essa, por sua vez, ficava emputecida de raiva, pois queria que o irmao deixasse a sua boneca em paz, pois sabia que ele a estragaria totalmente!
- É mesmo, Dudu? - Acamir perguntou sarcastico. - Voce adorar zuar a cara dos outros, adora apontar os defeitos dos outros, por minimo que eles sejam! - Acamir continuou colerico com o pobre do garoto, que chorava copiosamente e aproveitou para dar - lhe mais cintadas e deixar - lhe ainda mais marcas, pois ele tinha certeza que Dudu merecia aquela violenta surra que ele estava dando, ao passo que Dorise, por sua vez, observava toda aquela cena, com um enorme sorriso maldoso nos labios. - E a partir de hoje, voce nunca mais vai reparar nos defeitos dos outros e nem tampouco comentar sobre eles! - Acamir continuou no mesmo tom de furia, enquanto Dudu, por sua vez, chorava copiosamente, pois suas costas estavam ardendo muito e Olivia, por sua vez, observou as costas do garoto vermelha em chamas e nem queria estar na pele do pobre coitado do filho indefeso.
- Pai, pelo amor de Deus, pare de me bater! - Dudu pediu novamente, enquanto Acamir, por sua vez, dava - lhe um sorriso maldoso e continuava erguendo a cinta para bater mais, enquanto Olivia, por sua vez, olhava assustada para o marido, sem poder fazer nada, pois tambem estava com medo de apanhar do marido furioso.
- Mamae! - Dorise gritou furiosa, ao ver que a mae nao fazia nada em relaçao à sua que o irmao estava levando do violento do pai.
- Meu Deus do céu! - Olivia elevou as maos aos ceus. - O que é isso, Acamir? - perguntou, autoritaria, tentando intervir. - Chega de bater no pobre do Dudu, ele ja entendeu tudo o que ele tem que fazer para nao apanhar mais de voce! - Olivia continuou autoritaria e nervosa com o marido furioso, que olhava para ela de olhos arregalados.
E sem ouvir as suplicas autoritarias da mulher, Acamir batia no garoto de mao aberta, abandonando a cinta no chao e dando - lhe violentos tapas de mao aberta.
- Dudu, voce e sua mae vao me pagar caro! - Acamir bradou furioso e dando - lhe mais violentos tapas de mao aberta, apesar da sua mao arder. - Voces vao me pagar caro por tudo o que voces me fizeram passar! - e Acamir continuava batendo incansavelmente, no pobre do filho e Olivia, por sua vez, sentiu vontade de pegar - lhe uma vassoura, para tacar - lhe nas costas do marido, assim quem sabe ele pararia de bater no pobre do filho?
Mas ficou com muito medo da força do marido e de sua agilidade, entao nao o fez, pois sabia que as coisas virariam totalmente contra ela.
- Mae, eu nao sei se a senhora viu, mas ele me humilhou, mandando - me ajoelhar - me perante ao Zinho e pedir - lhe perdao! - Dudu soluçou, ainda levando os violentos tapas nas costas.
E o coraçao de Olivia espedaçou - se mais uma vez, porque sentia dó do filho e nunca na vida, um Sandolli teve que passar tanta humilhação, assim como o pobre do filho.
- Voce humilhou o garoto, Acamir! - Olivia bradou, olhando furiosa para o marido. - Isso não é coisa que se faz com um filho homem! - Olivia continuou colerica, enquanto Acamir, por sua vez, olhava para ela, com um enorme sorriso maldoso nos labios.
- Ele fica mexendo com todo mundo, ameaçando de bater naquele pobre garoto, metido a besta, entao, ele merece ser humilhado sim e muito humilhado! - Acamir continuou furioso com o pobre do garoto, que chorava copiosamente.
- Acamir, pelo amor de Deus, deixa o garoto em paz! - Olivia pediu novamente, intercedendo pelo pobre garoto. - Eu ja conversei com ele, e fiz ele entender que ele estava totalmente errado! - Olivia bradou, tentando deter o marido, mas com medo da sua reação abrupta e quase levou uma maozada na cara, porque Acamir nao estava nem ai com a situaçao, e Olivia, se atrevesse a ajudar ao filho, com certeza levaria tambem!
- Olha aqui, sua maldita, mentirosa! - Acamir praguejou, olhando com odio para a mulher, que olhava assustada para ele. - Eu preciso de dar uma boa liçao nesse garoto, para que ele nunca mais se esqueça e seja um homem de vergonha na cara no futuro, porque se eu nao bater, a policia vai bater e eu nao quero o meu filho apanhando daqueles vermes! - Acamir bradou furioso e quase cuspiu na cara da mulher, que afastou - se calada e temendo levar uma violenta surra do marido.
- Mas voce sabe que bater so tras revolta! - Olivia continuou argumentando com toda a coragem do mundo, enquanto Acacio, por sua vez, olhava assustado para a mae.
- Eu prefiro ve - lo revoltado comigo do que com aqueles vermes! - Acamir bradou furioso e levantando a mao para bater em Olivia, que ate fechou os olhos, esperando o violento tapa que levaria do marido furioso.
- Nada disso! - Acacio segurou a mao do pai, com toda a força do mundo, enquanto Acamir, por sua vez, olhava para o filho mais velho de olhos arregalados. - O senhor nao vai bater na minha mae! - Acacio continuou furioso com o pai, que continuava olhando furioso para ele.
- Seu puxa saco de meia tigela! - Acamir bradou colerico e olhando feio para Acacio, que afastou - se do pai, sabendo que a mae estava livre da surra, pois ele agora estava na frente da mae, despertando raiva no pai. - E cuidado Acacio, cuidado que voce tambem pode entrar na dança! - Acamir olhou furioso para o filho, que tambem enfrentava o pai com o olhar desafiador.
- Nao pai, pelo amor de Deus! - Dudu pediu, ao ver que o pai ia retomando novamente a surra que estava dando nele. - Chega disso, pelo amor de Deus! - Dudu continuou implorando a misericordia do pai e foi levado pelas orelhas, enquanto Dorise, por sua vez, observava o irmao levando sua boneca para o quarto deles.
- Depois que o pai terminar com o Dudu, ele vai começar com voce! - Dorise comentou furiosa e olhando feio para o irmao, logo depois que ele saiu do quarto dos dois, enquanto Acacio, por sua vez, olhava furioso para a irma, sem nada a dizer.
- O que voce vai falar para o pai a meu respeito, sua maldita? - Acacio perguntou colerico, enquanto Dorise, por sua vez, desafiava o irmao com o olhar.
- Eu vou contar para o pai que voce pegou a minha boneca, falando que vai transar com ela! - Dorise continuou desafiando ao irmao, que a olhava com toda a furia do mundo.
E a cada tapa que Dudu levava, Dorise mordia os lábios para não dar risada da sina do irmao, e Acácio, por sua vez, olhava para a cara dela, com o intuito de observar algum arrependimento na face da garota, mas de nada adiantava...
Olivia, por sua vez, chorava copiosamente, e Acácio, furioso, só assistia à surra que o irmão levava do pai, sem ao menos poder ajudar, pois sabia a tamanha fúria do pai, e sabia também, que quando o pai ficava furioso, ele virava o capeta!
- Voce está vendo, Dorise? - Acácio perguntou colerico. - Era isso que voce queria? - Acácio continuou no mesmo tom, enquanto Dorise, por sua vez, olhava furiosa para o seu irmão e partia em direção a seu quarto, com o intuito de pegar a sua tão sonhada boneca e Acácio, mais que depressa, saiu na frente, para deter a irmã.
- Eu gostaria que nao fosse voce, filha! - Olivia foi atras, olhando furiosa para a garota, que engolia em seco. - E que o Cacio apenas te acusasse de uma coisa que voce nao fez! - Olivia continuou no mesmo tom de furia, enquanto Dorise, por sua vez, lamentava - se mentalmente, por ter a mae e o irmao contra ela. - Mas, infelizmente, sua maldosa, foi voce quem provocou tudo isso! - Olivia continuou olhando furiosa para a filha e a sua vontade era de esganá - la até matar.
E nisso, Dudu escapou do pai e foi encima de Dorise, que escondeu o rosto, para nao apanhar na cara, porque para ela, era muito humilhante, mas ja que nao podia dar na cara, Dudu a pegou pelos cabelos e começou a puxa - los e tamanha era sua força, que deu o que fazer para Olivia solta - lo dos cabelos de Dorise, e essa, por sua vez, gritava copiosamente, e Acacio, nada fazia, apenas dava sonoras gargalhadas, pois estava adorando ver a irma debater - se e gritar de tanta dor que sentia, e a vingança de Dudu estava ali, nos belos cabelos ruivos de Dorise.
- Solta, solta, solta! - Olivia gritava desesperadamente, batendo na mao do filho, com toda a força do mundo, e com muito custo Dudu soltou dos cabelos da irma, levando uma boa parte com ele e Olivia observou que o garoto havia se vingado da irma muito bem, pois tinha um monte de cabelo nas maos dele, que sorria feliz e satisfeito, enquanto a irma chorava copiosamente.
- Eu te odeio! - Dudu gritou colerico, enquanto Dorise, por sua vez, soluçava de tanta dor que sentia e olhava furiosa para o irmao, pronta para vingar - se novamente do mal feito de Dudu, e nao satisfeito, Dudu partiu novamente encima de Dorise, que ate recuou, escondendo - se atras da mae, com medo de levar mais puxao de cabelo.
E Dorise, por sua vez, viu - se reagindo aos puxoes de cabelo que o irmao lhe dava, e Acamir, por sua vez, via tudo, mas nada fazia, pois estava furioso demais, ao ver que o filho havia conseguido escapar de suas garras.
Pois agora era a vez de Dudu descontar a sua raiva encima de Dorise, ja que Acamir ja tinha descontado a sua raiva encima de Dudu.
Mas so que agora Dorise reagia, pegando nas orelhas do garoto, e chacoalhando a sua cabeça, com toda a furia do mundo, assim como ele estava fazendo com ela, e nos momentos de furia, os dois gemiam feito dois animais raivosos.
E para separar a briga, Acamir observando que Dorise estava em desvantagem, começou a dar os sonoros tapas de mao aberta nas costas do garoto raivoso.
- Parem pelo amor de Deus! - Acamir começou a ficar nervoso novamente, so que com a situaçao do filho atracado com a filha que gritava apavorada e copiosamente.
E Dorise, por sua vez, enfim, conseguiu livrar - se do irmao, e começou a correr pela casa, totalmente descabelada, empurrou Acacio e conseguiu entrar em seu quarto e trancar - se, para a tristeza de Acacio, que nao estava acreditando no que via e enfim... Dorise conseguiu pegar a sua boneca e usa - la como escudo, e se Dudu abrisse a porta, com certeza ela colocaria a boneca na frente, ja que Dudu socava a porta do seu quarto e dava furiosos pontapes.
E Acacio, por sua vez, achou que agora sim era a hora dos dois se vingarem de Dorise, pegando a boneca da mao dela e destruindo - a, assim como ele sonhava em fazer.
E Olivia, por sua vez, estava apavorada, pensando no que iria fazer, pois a sua casa estava num tremendo sufoco, totalmente bagunçada e Acacio, por sua vez, foi em direçao a Dorise, pegando a boneca da sua mao, com toda a brutalidade do mundo, e os dois divertiram - se, jogando a boneca um para o outro, e Dorise, no meio, feito o bobinho do jogo, tentando pegar a boneca, assim como o bobinho tentava pegar a bola no jogo e Acamir, por sua vez, parecia estar gostando da brincadeira entre os dois garotos, pois observava tudo, com um enorme sorriso nos labios, sem ao menos imaginar o que aconteceria com a boneca de Dorise, logo depois...
Acacio, por sua vez, começou a desmanchar os cabelos da boneca de Dorise, ao passo que Dorise, por sua vez, chorava copiosamente, apavorada com a situaçao que se formava na sua frente, o irmao dando sonoras gargalhadas de louco e bagunçando totalmente o cabelo de sua boneca nova.
- Olha só Dorise! - Acacio começou a falar em tom sarcastico. - Olha so o que nos vamos fazer com a sua bela boneca! - Acacio completou, rodopiando a boneca de Dorise, que gritava chorando copiosamente, tentando pegar a pobre boneca, ansiosa e nervosa com os dois irmaos que riam feito dois loucos na pura maldade.
- Isso é o que eu vou fazer! - Dudu completou, tomando a boneca da mao do irmao, que gargalhava maldoso e tirando a roupa da boneca da garota que chorava copiosamente e as roupas da boneca ja estavam completamente rasgadas e caidas no chao, enquanto Dorise, por sua vez, cobria seus olhos com as maos e continuava chorando copiosamente.
- Mae! - Dorise gritou apavorada. - Eles vao transar com a minha boneca! - Dorise continuou apavorada com a situaçao, ao passo que Olivia e Acamir, olharam - se apavorados e sem nada o que fazer em relaçao ao que a filha dizia.
- Mas como eles vao transar com a sua boneca, minha filha? - Olivia perguntou, esperando uma resposta convincente.
- É, mae! - Dorise bradou, olhando furiosa para a mae, enquanto os dois garotos acabavam totalmente com a sua bela boneca. - O Cacio falou que ia transar com a minha boneca! - Dorise explicou, enquanto os pais continuavam olhando - se perplexos. - E ele me disse isso quando eu o vi dentro do carro, tirando a minha boneca de lá, e eu perguntei o que ele ia fazer com ela e ele me respondeu isso, mamae! - Dorise continuou na inocencia, enquanto os pais continuavam olhando - se apavorados com as palavras proferidas pela pobre filha, enquanto os dois garotos acabavam com a sua boneca.
- Pelo amor de Deus, Acamir, faça alguma coisa! - Olivia implorou nervosa, e viu que o marido nem se importou com a situaçao, a unica coisa que ele fez foi ligar a teve para assistir ao seu jornal preferido.
- Depois eu compro outra boneca dessa pra ela! - Acamir resmungou, sentando - se no sofa e largando - se.
- Eu vou contar tudo o que eu ouvi a semana passada, bem debaixo da cama de voces dois! - Dorise ameaçou furiosa e de olhos vidrados, enquanto Acacio e Dudu pararam rapidamente para observar a ameaça feita pela irma furiosa e colerica. - Eu sei de tudo e voces dois nao me escapam agora! - Dorise continuou em tom de ameaça e recebeu o violento choque da boneca bem na sua cara e os pais ficaram perplexos com a ameaça feita pela filha colerica, enquanto que os dois filhos saiam de fininho para nao ouvir o que a irma tinha a contar sobre eles.
- O que voce tem a contar, Dorise? - Olivia perguntou, com um enorme sorriso nos labios.
- Nada nao, mamae, a verdade vai aparecer! - Dorise retirou - se de frente da mae e foi rumo ao seu quarto, segurando a sua boneca em frangalhos pelas pernas, enquanto que os dois irmaos olharam furiosos par ela, quando ela passou toda sorridente e maldosa em frente ao quarto dos dois.
Acacio, na maior cara de pau, sentou - se em sua cama, ao passo que Dorise, por sua vez, voltava furiosa e pegava as roupas da sua boneca que foram deixadas no chao e novamente foi para o seu quarto, tentando arrumar a sua boneca para ela ficar mais ou menos, ja que nao dava para ficar igualzinho ao que ela veio da loja.
- A vontade era de ter acabado com a maldita daquela boneca! - Acacio bradou, folheando uma revista playboy quase que na cara da mae, que apareceu bem na porta do quarto dos filhos, certificando - se de que eles estavam ou nao fazendo coisa errada, enquanto Dudu, por sua vez, ainda estava com lagrimas de emoçao em seus olhos e ria do comportamento grotesco do irmao.
- Deixe - me ver! - Dorise, na maior cara de pau, foi ate o quarto dos dois garotos e dirigiu - se ate a cama de Acacio e Olivia, por sua vez, so ficou observando a açao da filha, pois sabia que ali tinha algo errado e queria tambem descobrir. - Essa daqui eu ja vi! - Dorise bradou, folheando uma revista, ali no chao do quarto dos garotos mesmo, e a cara de pai deles era tanta, que os dois observavam o comportamento idiota da irma, e nao faziam nada, com medo de outra represaria. - Ah, essa daqui eu nao vi! - bradou Dorise, toda satisfeita e sorridente, pegando a tal revista na mao e ainda sorrindo para a mae, que continuava olhando furiosa para a filha safada.
- Obrigada, mano! - Dorise sorriu gargando a outra revista que ela ja havia visto e levantou - se toda satisfeita e feliz, enquanto os dois, olhavam surpresos para ela, porque bater eles nao podiam, pois a mae ainda estava ali, bem na porta do quarto deles, observando a atitude dos dois, pois Dorise havia dado uma pista que os condenava por um bom tempo.
- Sobre o que sao essas revistas, meus filhos? - Olivia perguntou desconfiada e curiosa, enquanto os dois garotos olhavam - se procurando uma explicaçao entre eles mesmos.
- Sao... Sao revistas religiosas, mamae! - Acacio respondeu, tentando convencer a mae que continuava olhando desconfiada para ele.
- Revistas religiosas com mulheres descrentes, com enormes decotes na capa, meu filho? - Olivia respondeu rispida, nao convencendo - se de tamanha mentira, enquanto Acacio, por sua vez, dava um sorrisinho amarelo para a mae.
- Sao ovelhas desgarradas que estao sendo evangelizadas, mamae! - Acacio respondeu sorridente, enquanto a mae, por sua vez, continuava olhando desconfiada para ele.
- Ah, evangelizadas? - Olivia sorriu com sarcasmo. - Sei! - meneou a cabeça em negativa. - Coitados do padre ou do pastor, que estao evangelizando essas mulheres vadias! - Olivia respondeu com odio, enqaunto Dudu ria do jeito furioso da mae. - E duvido que algum padre ou algum pastor consigam evangelizar essas mulheres que estao nas capas dessas revistas! - Olivia continuou no mesmo tom de furia. - Eles nao vao conseguir evangeliza - las nunca, muito pelo contrario! - Olivia sorriu ainda revoltada pelos filhos estarem vendo esse tipo de revista que nao era nem para a idade deles.
- Mae, por favor, manda o pai parar de escutar as lamurias da Dorise, porque eu nao quero mais apanhar! - Dudu recomendou furioso, enquanto Olivia, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- Voce quer estudar, é? - Olivia perguntou com pouco caso. - Entao estude e pare de ficar olhando esse tipo de revista que nao e para garotos da sua idade! - Olivia recomendou furiosa, enquanto Dudu, por sua vez, olhava surpreso para a mae. - E voce vai continuar estudando essas revistas de putaria, meu filho? - Olivia peguntou ao observar que o filho a ignorava, enquanto Acacio, por sua vez, fechava a sua revista, nervoso e Dudu fazia o mesmo, sentando - se por cima da mesma, que era o que o seu irmao mais velho havia feito, olharam apreensivos para a mae que continuou falando bem alto, para que Acamir ouvisse e viesse verificar o que os dois estavam aprontando de novo, mas nao foi isso que aconteceu, para a sorte dela, senao ela levaria a culpa de tudo novamente.
- Da proxima vez eu nao vou bater mais! - Acamir apareceu na porta do quarto dos dois garotos, que olharam apreensivos para o pai e ainda com medo do que pudesse acontecer com eles, se o pai os fizesse levantar. - Eu pego um facao e enfio goela a baixo de voces dois! - Acamir, por sua vez, apontou o dedo para os dois filhos que engoliram em seco e depois olharam - se surpresos, enquanto Olivia, por sua vez, olhava assustada para o marido furioso.
- Ai, e nos vamos perder esses garotos lindos, Acamir? - Olivia perguntou na inocencia e Acamir, por sua vez, ficou olhando furioso para a mulher e retirou - se e Olivia, por sua vez, arrependeu - se da pergunta idiota que havia feito ao marido, enquanto que os dois garotos tambem olhavam surpresos para a mae, pois sabiam muito bem que o pai ja nao gostava mais da mae e tambem nao a suportava.
- E dai? - Acamir gritou de la da sala. - Depois eu faço outros, nem que seja com outra mulher, Olivia! - Acamir continuou furioso com a mulher, que engoliu em seco, de tao revoltada que ficou com o marido.
Enquanto os dois irmaos estavam solidarios com a mae, Dorise deliciava - se em seu quarto com todas as revistas que havia pegado dos irmaos, imaginando - se ser como aquelas mulheres que posavam para a tal revista que os irmaos tanto gostavam.
- Filha! - Acamir chamou, indo ate o quarto da garota safada, e surpreendeu - se com as revistas encima da cama da pobre garota safada. - Esse nao e o tipo de revista que uma garota descente e criança nao pode ver, Dorise! - Acamir disse fingindo - se calmo, mas furioso por dentro, pois nao estava acreditando na safadeza da filha e foi logo tomando a revista da mao da filha e olhando as demais que estavam espalhadas encima da sua cama.
E Dorise, por sua vez, ficou surpresa e seu coraçao ficou aos pulos, pois tinha sido flagrada pelo pai furioso que estava fingindo - se de calmo, apenas para pega - la no flagra!
- Pai, eu juro que nao fui eu quem as trouxe aqui! - Dorise mentiu ainda palida, pois estava muito surpresa com o que estava acontecendo, mas o pai deu um sorriso cinico para ela e pegou todas as revistas que estavam encima da sua cama para ele.
- Entao vamos fazer assim, Dorise! - Acamir olhou bravo para a filha. - Se voce nao falar nada pra sua mae, que eu peguei essas revistas para mim, eu nao conto nada para ela, que eu peguei voce olhando - as! - Acamir chantageou, que era o que a filha mais gostava e Dorise, por sua vez, aceitou a proposta feita pelo pai e viu que ele levantou - se e levou todas aquelas revistas com ele, sendo que ela, acabou ficando sem nenhuma para se divertir.
- Cadê as suas provas, filho? - Acamir perguntou ainda paciente com o pobre garoto, que baixou a cabeça e logo apos um breve silencio, olhou para ele.
- Sim, as provas! - Dudu repetiu o que o pai estava perguntando - lhe e continuou olhando - o assustado, sem nada dizer.
- As provas! - Acamir continuou paciente com o filho, com o intuito de arrancar algo de errado dele. - O Cacio e a Dorise ja me mostraram, agora voce, so fica com desculpinhas encima de mim! - Acamir olhou serio para o filho, que continuava cabisbaixo e triste. - O que esta acontecendo com voce, filho? - Acamir perguntou ainda delicado, pronto a arrancar algo do garoto. - Por acaso voce perdeu o ano, filho? - Acamir continuou curioso. - Da Dorise eu ate podia esperar isso, porque ela nao sabia a tabuada do cinco, mas de voce, Dudu, jamais! - Acamir explodiu, assustando ao pobre do garoto, que ficou boquiaberto com a explosao do pai.
- Nao, nao sao desculpas, papai! - Dudu balbuciou, mal conseguindo falar com o pai. - E que eu dei uma saidinha para comprar pimenta para a mae, e a professora entregou as provas para todo mundo, menos para mim, porque ela achou que eu tinha ido embora e que eu nao voltaria mais, e achou desaforo tambem, eu sair para comprar pimenta para a mae bem na hora da aula dela, ja que eu sempre saio para comprar carne! - Dudu explicou com um sorriso forçado, enquanto o pai, por sua vez, olhava totalmente desconfiado para ele.
- Pimenta, Dudu? - Acamir berrou furioso, assustando ao garoto, que deu tres passinhos para tras, tamanho o susto e o medo da reação do pai, encima da sua mentira.
- Pimenta, papai? - Dudu perguntou franzindo o cenho.- O senhor gritou "pimenta"? - perguntou Dudu, querendo salvar a situaçao, mas sem nenhum sucesso. - Eu falei "carne" papai! - Dudu continuou acudindo a sua mentira, sob a cara feia do pai, e Olivia, por sua vez, escutava a conversa dos dois, e tentava fazer sinais para o filho, sem que o marido visse, mas nem o Dudu estava vendo os sinais que a pobre mulher fazia!
- Nao senhor, eu escutei "pimenta", ainda nao estou louco! - Acamir continuou furioso com o filho, e a vontade dele era de avançar no filho e acabar com a raça dele, ate que ele confessasse o que ele desconfiava ser a verdade, porque para ele, o filho ainda estava mentindo.
- Calma, Acamir! - Olivia acudiu, aproximando - se do marido, e deu um empurrao em Dudu, para que o garoto saisse logo da sala e se livrasse da cobrança e do interrogatorio do pai. - Isso acontece, às vezes a gente escuta uma coisa e depois, quando vai ver, é outra! - Olivia continuou consolando ao marido, e acariciando a sua cabeça, para que ele acalmasse e nao cobrasse mais nada do pobre do filho.
- É, mas eu nao estou maluco, eu escutei "pimenta"! E nao "carne"! - Acamir continuou furioso com a mulher, que ainda continuava acariciando a cabeça dele, sem medo nenhum e Dudu ficou ali, estatico, contemplando a cena e foi bem de mansinho para o seu quarto preocupado com a situaçao, mas feliz, pela mae te - lo salvado de mais uma!
- Da um calmante para ele, mamae! - Dudu gritou do seu quarto e Acacio, que ja estava no quarto, deu risada do comentario sordido do irmao.
- Ate quando voce vai ficar enganando o pai, Dudu? - Dorise perguntou na porta do quarto dos dois, deixando - os furiosos, e Dudu viu nos olhos da sua irma, vingança, os olhos dela eram vingativos e Dudu rapidinho encontrou uma resposta que colocasse a garota maldita no lugar dela.
- Ate o dia que voce criar quatro peitos, sua filha da puta! - Dudu xingou furioso, enquanto Dorise mordiscava os labios e seus olhos logo se encheram de lagrimas e Dudu logo se arrependeu da resposta mal criada que havia dado para a irma, ja sabendo que ela iria contar tudo para o pai, dali mesmo da porta do seu quarto.
- Criar quatro peitos, seu louco? - Dorise bradou furiosa, enquanto Dudu e Acacio olhavam - se surpresos. - Como eu vou usar dois soutiens? - Dorise continuou furiosa com o irmao. - Eu me vingo seu desgraçado, eu me vingo! - Dorise bradou totalmente furiosa com o irmao, que continuou sorridente e maldoso. - Se voce pensa que vai se ver livre de mim, vai ser dificil, viu? - Dorise ameaçou furiosa e saiu pisando duro, sendo seguida por Acacio, que sabia que ela aprontaria alguma coisa.
- Ve se voce escolhe outro dia para se vingar, Dorise, porque o Dudu esta muito preocupado! - Acacio bradou, puxando Dorise pelo braço e a garota malvada continuava encarando - o com o olhar de vibora, olhar de vibora vingativa, pronta para dar o bote, e Dorise, por sua vez, nada respondeu, apenas ficou olhando furiosa para Acacio.
- Olivia, eu estou desconfiado de voce e do Dudu! - Acamor olhou furioso para a mulher, que nao tinha como escapar do marido que observava o jeito que a mulher estava se comportando, pois Olivia nao sabia onde enfiar a cara de tanto medo e terror, pois ficou rubra de tanto medo e terror que estava sentindo. - Pois voces dois andam escondendo alguma coisa seria de mim! - Acamir continuou furioso com a mulher, que engolia em seco.
- Que nada, Acamir, voce esta apenas desconfiando de algo que nao existe! - Olivia tentou disfarçar, enquanto o marido continuava olhando furioso para ela. - Aqui ninguem esta enganando ninguem, homem! - Olivia replicou, dando de ombros e bebericando o seu cafe, enquanto olhava furiosa para o filho, que olhava vermelho para ela.
- Eu tenho certeza que o Dudu esta fazendo algo de extremo, Olivia! - Acamir comentou, olhando furioso para o filho, que engolia em seco.
- Que nada, Acamir! - Olivia comentou com um sorriso forçado. - O Dudu nao esta fazendo nada de errado, coitado do seu filho! - Olivia comentou em voz forçada, enquanto Dudu, por sua vez, olhava nervoso para a mae. - E o que voce acha que o Dudu pode estar fazendo de errado? - Olivia perguntou, deixando o garoto mais nervoso ainda.
- Eu acho que o Dudu deve estar encontrando às escondidas com a Marion e voce esta apoiando o erro extremo do seu filho! - Acamir olhou furioso para a mulher, enquanto Dudu e Olivia respiravam aliviados pelo marido achar que o Dudu estava fazendo aquele absurdo.
Enquanto Acacio, por sua vez, olhava furioso para o irmao, tambem desconfiando de tal proeza.
- Quem dera se fosse isso, Acamir! - Olivia comentou, olhando para o filho, que estava cada vez mais furioso com a mae.
- Ah, entao ai tem coisa? - Acamir perguntou sorridente.
- O senhor continua imaginando coisas, papai! - Dudu bradou nervoso. - Nao é isso nao! - Dudu continuou, aliviando o coração apaixonado do pobre irmao. -Nos nao estamos escondendo nada do senhor, pode ficar sossegado, pai! - Dudu continuou falando com o pai, para tentar acalma - lo em relaçao às desconfianças do pai. - Tudo o que eu falo para o senhor é verdade, papai! - Dudu suplicou nervoso, enquanto Acamir, por sua vez, continuava olhando furioso para o filho.
- E voces dois ainda continuam me enganando! - Acamir olhou feio para Olivia e Dudu.
E Olivia nao conseguia mais se defender depois do olhar cinico do marido, que bebericava o seu chocolate quente, pois so era essa bebida que o marido bebia todas as manhas.
- Se é o que voce acha, Acamir, nos nao podemos mais fazer nada quanto à sua farta imaginaçao! - Olivia comentou furiosa e bebericando o seu cafe quente, enquanto Acamir a interrompia furioso.
- Como vai o Dudu na escola? - Acamir perguntou bem estupido. - É só isso que eu quero saber! - continuou nervoso com a mulher e com o filho, que baixava a cabeça triste e querendo chorar.
- Bem... - Olivia pigarreou, querendo encontrar as palavras que ela tinha que dizer ao marido a respeito do filho, enquanto olhava para o filho que estava cabisbaixo e Acamir so observava a movimentaçao do que estava acontecendo entre a mulher e o filho e mais desconfiado ainda das mentiras dos dois. - O Dudu vai bem na escola, homem! - Olivia conseguiu responder, ainda tirando uma com o marido furioso.
- Pode deixar que eu descubro tudo, mulher! - Acamir olhou furioso para a mulher. - Eu nao vou marcar nem data e nem hora, qualquer dia desses, eu dou um pulo na escola e falo com a professora dele e ai sim, ai sim, nos vamos ver com quantos paus se faz uma canoa! - Acamir ameaçou furioso, enquanto Dudu e Olivia olhavam - se ansiosos e engoliam em seco.
Acacio e Olivia olharam - se, um pedindo ajuda ao outro, mais Olivia, que estava mais tensa e nervosa, e Acacio, por sua vez, nada podia fazer, porque teve uma tremenda sorte em entrar logo na escola e estar livre dessa confusao, junto com Herbert, que tambem se safou da situaçao.
E Dorise estava mesmo disposta a se vingar e sua vingança seria perfeita!
Contaria toda a verdade para o pai, a respeito da sacanagem do irmao e envenenaria tambem ao tio, falando sobre a prima, que com certeza, estaria escondendo o mesmo dos pais...
Pois estava de saco cheio de ver o pai sendo enganado pelo irmaoe pela propria mae, que tambem estava encobrindo a mentira do irmao, entao... Resolveu escapar da mae, sem que ela ao menos percebesse e ja fazer o seu trabalho, que seria contar tudo para o tio, e como estava proximo do tio chegar, entao ela foi para fora, disfarçadamente e quem sabe ela pegaria os dois chegando do serviço?
O pai e o tio iam saber da mentira dos dois...
- Tio? - Dorise perguntou, saindo da sua casa, toda esbaforida.
- Ola, minha sobrinha! - Clovis respondeu, abraçando - a e achando estranho a presença da garota esbaforida e feliz, pronta para vingar - se e ansiedade de Dorise era tanta em fofocar sobre a prima, que ela nem viu o que a prima estava fazendo com o tio...
- Tudo bem, tio? - Dorise perguntou ansiosa, enquanto Sonda, por sua vez, olhava para a prima, apertando os labios de furia, pois sabia que a prima fofocaria sobre ela!
- Tudo bem, filha! - Clovis a colocou no chao, enquanto Dorise, por sua vez, ajeitava - se toda esbaforida e feliz. - E o que voce quer com o seu tio? - Clovis perguntou amavel.
- Tio, a prima Sonda esta indo para a escola? - Dorise foi logo ao assunto.
- Nao sei, por que? - Clovis perguntou ansioso.
- Porque teve uma tremenda briga entre o Zinho, o Dudu e o Fred e eles acabaram tomando suspensao! - Dorise começou a falar, enquanto o tio olhava incredulo para a sobrinha.
- Como é que é? - Clovis perguntou ansioso.
- É isso mesmo, tio! - Dorise começou a falar ansiosa.
- O que voce esta falando, sua louca? - Sonda perguntou, saindo com tudo para fora e assustando a pobre Dorise.
- Minha filha, calma! - Clovis deteve a garota, que ja ia encima da prima.
- Ela ainda é pequena, nao sabe o que faz! - Clovis anunciou, furioso com a filha, que continuou olhando para Dorise, com os labios crispados de raiva.
- O senhor tem certeza, pai? - Sonda perguntou furiosa. - Ela é pequena mas a lingua dela e maior do que ela! - Sonda bradou furiosa, enquanto Clovis olhava furioso para ela. - Isso que ela falou de voce é verdade, Sonda? - Clovis perguntou furioso, enquanto Sonda, por sua vez, engolia em seco.
- Foram tres dias de suspensao, tio! - Dorise comentou, deixando o tio mais nervoso ainda.
- O que? - Clovis perguntou nervoso. - E voce ficou tres dias em casa sem eu saber? - Clovis perguntou escandalizado.
- Papai, eu vou voltar para a escola e vai estar tudo bem, o senhor vera! - Sonda tentou tranquilizar ao pai.
- Eu nao quero saber, Sonda! - Clovis bradou furioso e com raiva da filha, enquanto Dorise, por sua vez, ria feliz da situaçao pela qual a prima estava passando.
- O que esta acontecendo aqui? - Claudete perguntou, observando que alguma coisa estava errada.
- A Sonda pegou tres dias de suspensao por causa de uma briga entre o Fred, o Zinho e o Dudu! - Clovis explicou, observando a mulher surpresa com a situaçao.
- O que? - Claudete perguntou surpresa. - Mas por que isso, minha filha? - Claudete aproximou - se da garota, que ate gelou com a aproximaçao da mae.
- O Dudu e o Zinho estavam discutindo e o Fred nao gostou do que o Zinho estava fazendo e bateu nele! - Sonda explicou tremendo de medo da mae e do que poderia lhe acontecer.
- E onde entra voce, Sonda? - Claudete encarou a filha.
- Eu tentei defender, mamae! - Sonda explicou, enquanto Dorise ria da sua covardia.
- Ela ficou defendendo foi o Zinho, ao inves de defender o Dudu! - Dorise comentou, enquanto Sonda estava cabisbaixa.
- Ora, cale - se, sua maldita! - Sonda olhou furiosa para Dorise, que deu tres passinhos para tras. - E o que voce quer em troca da sua fofoca, Dorise? - Sonda perguntou furiosa, enquanto Dorise, por sua vez, olhava furiosa para a prima.
- Nada, eu nao quero nada em troca, Sonda! - Dorise respondeu baixinho.
- Eu duvido! - Sonda olhou furiosa para a prima, que engoliu em seco. - Voce se meteu em uma tremenda confusao! - Sonda apontou o dedo para a prima, ameaçando - a.
- Eu acho melhor voce nao aprontar mais confusao, Sonda! - Clovis olhou furioso para a filha, que tambem olhou furiosa para ele.
- Eu nao acredito que o senhor vai defender essa fofoqueira! - Sonda apontou para a prima, que nada disse.- E ela esta aprontando essa fofoca, so porque eu nao defendi o Dudu! - Sonda continuou colerica com a situaçao provocada por Dorise.
- Voce nao sabia que a Sonda estava com suspensao de tres dias, Claudete? - Clovis perguntou furioso.
- Mas e claro que nao, porque se eu soubesse de tal coisa, no minimo eu iria na escola para tomar as minhas devidas providencias com a Sonda! - Claudete olhou furiosa para o marido, sem faze - lo desconfiar da sua mentira.
E entraram para casa, ignorando Dorise, que deu as costas e retirou - se, e ainda Sonda olhou furiosa para a garota que acelerou seus passos, com medo da prima correr atras dela para aterroriza - la.
- Papai! - Dorise admirou - se, ao ver o pai, todo sorridente e feliz.
- O que voce estava fazendo la, minha filha? - Acamir perguntou, apontando para a casa do irmao.
- Nada nao, papai! - Dorise comentou toda feliz e sorridente. - So fui la, porque eu estava com saudades do tio e queria abraça - lo! - Dorise continuou ansiosa e feliz.
- Que bom, minha filha! - Acamir abraçou à filha, todo feliz. - Por isso que eu achei estranho que voce nao veio me esperar aqui no portao! - Acamir agaixou - se para abraçar a filha e percebeu que a filha tinha algo a lhe falar, mas nao sabia o que. - O que a minha boneca tem? - Acamir perguntou desconfiado que alguma coisa estava errada com a filha e colocou a mao na cintura da mesma, enquanto Dorise, por sua vez, fazia beicinho de manha e logo Dudu e Acacio foram para a janela escutar a conversa entre a irma e o pai. - Detesto ve - la aflita, minha filha! - Acamir continuou olhando para a filha, que nada dizia, apenas olhava para o pai. - Eu acho que ate sei sobre o que voce quer falar, minha filha! - Acamir olhou para casa, totalmente desconfiado do que a filha iria dizer - lhe, mas so que Dorise queria era chantagear ao pai, e sabia que conseguiria chantagea - lo, pois sabia que o pai estava sendo enganado tanto pelo irmao como pela mae, que estava apoiando aos erros do irmao, enquanto que Acamir, por sua vez, sabia que com a filha funcionava assim, chantagens encima de chantagens e que no minimo a garota iria querer algo em troca, para abrir a boca a respeito do que estava acontecendo com Dudu e Olivia.
- Sua falça, fofoqueira! - Sonda apareceu toda esbaforida, enquanto Dorise e Acamir olhavam surpresos para ela.
- O que esta acontecendo aqui, Sonda? - Acamir perguntou surpreso.
- A Dorise foi la na minha casa somente para fofocar sobre mim, no minimo ela inventou alguma coisa para o senhor pensar que ela foi la para nos visitar! - Sonda olhou furiosa para Dorise que engoliu em seco, mas o pai tambem teria que saber sobre a verdade, entao, ela achou que tinha que chantagea - lo primeiro para depois contar, mas Sonda estava estragando tudo.
- E sobre o que ela foi fofocar, Sonda? - Acamir peguntou furioso. - Porque para mim, ela disse que estava com saudades do seu pai, entao por isso que ela foi ate la, apenas para abraça - lo! - Acamir bradou furioso, enquanto Sonda, por sua vez, ria da cara da prima, porque agora era a sua vez de rir da garota maldita.
- Pergunta para ela titio, que ela sabe muito bem responder! - Sonda bradou furiosa e retirou - se, deixando tudo a cargo de Dorise, que bufou de raiva da prima.
- Minha filha, quantas vezes eu te disse, que nao e para voce ficar igual à sua mae, pelo amor de Deus! - Acamir elevou às maos aos ceus, enquanto Dorise, por sua vez, olhava surpresa para o pai.
- Eu vou dar uma dica para o senhor, mas eu quero uma outra coisa antes de dar a dica! - Dorise explicou para o pai, que olhou serio para o pai.
- E o que voce quer em troca da dica, filha? - Acamir perguntou ansioso por saber sobre a dica da filha. - Voce anda assistindo novelas com a sua mae, Dorise? - Acamir perguntou rispido.
- Eu vejo novelas com a mamae, papai, mas isso nao tem nada a ver com as novelas que eu vejo! - Dorise respondeu firme, enquanto Acamir, por sua vez, olhava surpreso para a filha. - E eu quero uma boneca em troca da dica que eu vou dar para o senhor seguir! - Dorise bradou seria e certa de que ela ganharia uma bela boneca do pai.
- Uma boneca? - Acamir perguntou sorridente e feliz porque a filha assistia novelas mas ainda brincava de boneca.
- Uma boneca, papai, e o senhor sabe muito bem o tipo de boneca que eu quero! - Dorise respondeu ansiosa pela bela boneca.
- Esta bem! - Acamir concordou, enquanto a filha exibia um belo sorriso. - E sobre o que voce sabe, minha filha? - Acamir perguntou ansioso.
- Eu quero essa boneca hoje a noite! - Dorise anunciou, enquanto Acamir, por sua vez, ficava surpreso com o anuncio da filha.
- Tudo bem, minha filha! - Acamir concordou feliz. - O seu pai vai procurar por essa boneca e vai traze - la ainda hoje para voce! - Acamir anunciou, observando o belo sorriso da filha.
- Que tal o senhor passar amanha na porta da escola, um pouquinho antes do almoço? - Dorise perguntou feliz, enquanto Acamir olhou surpreso para a filha, ja sabendo que havia algo de errado com Dudu, e nem perceberam que estavam sendo observados por Acacio e Dudu e o coraçao desse ultimo foi à mil, e ele tinha que comunicar o que o pai iria fazer, a mando de Dorise, sua irmazinha querida.
- Eu ja entendi, minha filha! - Acamir sorriu feliz e satisfeito pela sensibilidade da filha.
- E o senhor vai descobrir sobre a verdade que vai estar bem à sua frente, papai! - Dorise comentou sorridente e feliz. - O senhor descobrira uma parte da verdade e a outra, com o tempo o senhor descobrira! - Dorise comentou euforica por ter dado todas as dicas para o pai e tambem por ganhar o seu maravilhoso presente, o que ela mais queria!
- Pode deixar que eu vou la e vou pegar o seu irmao de calça curta, no minimo ele deve estar cabulando aulas e com a ajuda da sua mae! - Acamir comentou furioso.
- Mais ou menos isso, papai! - Dorise respondeu sorridente e feliz.
E Dorise observou o pai entrando todo sorrateiro e com medo dele comentar alguma coisa com a sua mae, sobre a verdade.
- E ai, Dorise, voce se vendeu por causa da maldita daquela boneca? - Acacio perguntou, aparecendo bem na frente de Dorise, que assustou - se com a presença do irmao.
- Nao e da sua conta! - Dorise respondeu furiosa.
- E voce pensa que eu e o Dudu somos idiotas? - Acacio perguntou furioso. - Nos vimos tudo da janela! - Acacio bradou furioso, enquanto Dorise, por sua vez, dava um sorrisinho cinico.
- Voce nao e minha irma coisa nenhuma, Dorise! - Dudu apareceu furioso bem na frente de Dorise, que continuou com o seu sorriso cinico, logo apos o pai sair de perto dela. - Eu prefiro ser irmao do capeta do que ser seu irmao, sua cobra cascavel! - Dudu continuou furioso e apontando o dedo na cara de Dorise, que nem tampouco importava - se com o gesto furioso do irmao colerico.
- Mas o que esta acontecendo aqui? - Olivia perguntou aflita, aproximando - se dos tres filhos.
- A Dorise se vendeu por causa de uma boneca, mamae! - Dudu respondeu indignado e furioso com a atitude da irma.
- Como assim, meu filho? - Olivia insistiu, olhando aflita para os tres filhos encrenqueiros.
- Ela mandou o pai passar la na porta da escola, porque assim ele descobriria toda a verdade, mamae! - Dudu choramingou, olhando com suplica para Olivia, que olhava furiosa para a filha.
- Eu nao acredito no que estou ouvindo! - Olivia meneou a cabeça em negativa.
- O pai quer saber a verdade, somente a verdade e voces dois estao enganando ele! - Dorise apontou para os dois que olharam para ela de boca aberta. - E outra coisa... Eu apenas dei uma dica para ele, nao contei a verdade, ele vai la e o resto ele descobrira oras! - Dorise deu de ombros, olhando para os tres que olharam para ela furiosos, loucos para esgana - la.
- Ah, muito lindo o que voce fez, Dorise! - Acacio bradou furioso. - Sua traira! - Acacio apontou o dedo para a irma, que começou a chorar feito uma boboca. - Voce deu a dica e logo cobrou a sua boneca, nao é? - Acacio continuou furioso com a irma.
- E quando o pai chegar com essa maldita boneca, a minha sentença vai estar assinada, e eu vou pegar essa maldita boneca e vou fazer com ela, o que eu tenho vontade de fazer com voce, Dorise! - Dudu bradou furioso, e com um tremendo odio da irma, louco para vira - la de ponta cabeça, ate ela desmaiar, mas nao fez isso porque a mae estava ali, bem na sua frente, e jamais Olivia deixaria que isso acontecesse com Dorise, mesmo ela estando errada!
- Aé? - Dorise perguntou com a mao na cintura. - E o que voce pretende fazer com a minha futura boneca, Dudu? - Dorise perguntou furiosa.
- Nao queira nem saber, Dorise! - Dudu respondeu furioso. - Voce vera o estado que a sua futura boneca vai ficar e voce vai chorar tanto, mas tanto... - Dudu comentou maldoso. - Que voce vai ate querer morrer! - Dudu continuou furioso com a irma, que olhava assustada para ele.
- Meu filho, acalme - se! - Olivia aconselhou, olhando diretamente para o pobre garoto apavorado. - Assim voce esta assustando a sua irma! - Olivia bradou, compadecendo - se de Dorise, que sorriu segura de si.
- Mas e para assustar mesmo, mamae, eu estou fazendo com ela, o mesmo que ela esta fazendo comigo! - Dudu continuou furioso com a irma que nada disse e retirou - se junto com Acacio, deixando a irma e a mae sozinhas e olhando - se surpresas com a situaçao que Dorise havia metido o irmao do meio.
- Zinho! - Bunnie gritou feliz e ansiosa.
- O que foi que aconteceu agora, hein? - Zinho perguntou furioso e saindo do banheiro, enrolado na toalha.
- Graças a Deus, mamae esta otima! - Bunnie anunciou toda radiante e feliz, enquanto Zinho, por sua vez, ficou olhando surpreso para a irma feliz.
- E por acaso é esse o motivo da sua felicidade, maninha? - Zinho perguntou rustico e revelando seus futuros musculos.
- Cade a bicha do meu filho? - Deda perguntou, colocando o cafe na mesa, e ouvindo a sua vitrola velha.
- A bicha do seu filho esta aqui, mamae! - Zinho respondeu desanimado.
- Foi por sua culpa que eu fiquei doente, seu nojento! - Deda olhou furiosa para o filho que fazia trejeitos de bicha, enquanto Bunnie, por sua vez, estava às gargalhadas.
- Mamae, por favor, nao va começar tudo novamente! - Bunnie bradou, logo apos rir do jeito engraçado do irmao.
- Nao, eu nao vou começar nao, ve se voces tomam logo esse maldito cafe e saiam logo daqui, porque senao eu vou acabar enlouquecendo, novamente! - Deda bradou furiosa e retirou - se da frente dos filhos, enquanto Zinho, por sua vez, ia para o seu quarto trocar de roupa e Bunnie, sentava - se para tomar o seu cafe tranquila e em paz.
- Mamae! - Dorise bradou baixinho e ainda nervosa. - Limpa a minha barra, vai! - começou a implorar para a mae, que ainda estava furiosa com ela, enquanto os dois irmaos voltavam somente para ouvir a conversa das duas.
- Nao, minha filha, eu sinto muito, mas eu nao vou limpar a sua barra nao! - Olivia bradou, olhando para os dois filhos, enquanto Dorise, por sua vez, olhava surpresa para os dois irmaos ainda furiosos.
- A senhora so esta falando assim, porque viu que os dois apareceram aqui novamente! - Dorise choramingou, enquanto Olivia, por sua vez, olhava furiosa para a filha.
- Agora, eu nem vou aparecer na escola, porque o pai vai me pegar la na porta! - Dudu bradou furioso, enquanto Dorise, por sua vez, ria da cara do irmao, que continuava olhando furioso para ela.
- Tudo isso por culpa da dedo dura ai, olha! - Acacio apontou furioso para Dorise, que nao disse nada, apenas engoliiu em seco, somente em pensar no que seria feito com a sua boneca, depois que ela chegasse.
- Nao adianta, meu filho! - Olivia socorreu, em tom de conselho. - Va para a escola e enfrente toda essa situaçao logo de uma vez! - Olivia bradou nervosa com a situaçao. - Seja homem e pronto, meu filho! - Olivia continuou aconselhando o garoto que ate estava emocionado com a ideia da mae, e com os olhos lacrimejantes.
E a ideia de Acacio era totalmente diferente, ele havia pensado que a mae encobriria o irmao em tudo ate o final, e nao mandar o irmao ir para a escola e ficar na berlinda, e Acacio sabia muito bem do que o pai seria capaz de fazer com o seu irmao, tudo por causa da dedo duro da Dorise!
Acamir dirigia sossegado pelas ruas do bairro, em busca de pegar Dudu no flagra, assim como sua filhinha querida havia dado as dicas...
E surpreendeu - se ao avistar Dudu na porta da escola conversando com seus amigos, todo entusiasmado e feliz...
A cada carro que passava, Dudu, mais que depressa, olhava...
- Pois é, meu! - Dudu continuou ansioso e feliz, e falando alto e pressentindo que algo de errado iria lhe acontecer, bem naquela tarde cabulativa. - E voce se lembra aquele dia em que o nosso time meteu de oito no time da oitava? - Dudu perguntou, olhando para Zinho, que sorria feliz, vendo que o garoto era mesmo legal...
E eles estavam sentados todos juntos, sorridentes, no degrauzinho que dava acesso à entrada do colégio, e que hoje, nos dias atuais, está totalmente interditado!
- Para você ver que tamanho não é documento! - Zinho olhou sorridente para Dudu e logo, ao avistar o carro do pai do garoto, lhe deu um tremendo cutucão, assustando o pobre, que para disfarçar, sem ainda visualizar o carro, mas pressentindo que ele estava bem próximo, gargalhou. - Sao todos marmanjoes e nós, que somos pequeninos, metemos oito neles! - bradou Zinho, feliz, ao passo que Dudu olhava o garoto e tremia de medo so em pensar no que deveria lhe acontecer ali, e principalmente, penalizou - se da sua mae.
Maldita Dorise!
- Filho da puta! - Acamir gritou furioso, ao avistar o filho ali, vagabundando. - Ao inves de estar estudando, esta ai e vagabundando! - Acamir continuou furioso com o filho, que nada disse, apenas engoliu em seco, e Dudu, por sua vez, olhou para o pai, com os olhos vermelho, prestes a chorar, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para o pobre.
- O que esta acontecendo, Dudu? - Zinho perguntou tentando disfarçar a situaçao, enquanto o silencio reinava entre os demais, e principalmente Dudu, que de tao nervoso, engolia em seco e olhava serio para o pai, que ja tinha descoberto parte da verdade. - O Zico é o melhor jogador do Brasil! - Zinho continuou, fazendo festa de tao feliz que estava, enquanto Acamir, por sua vez, sentia vontade de esmurrar a cara do Zinho e do filho. - Eu que sou eu, ate fiz um gol parecido com aquele gol do Zico! - Zinho continuou sorridente e feliz, percebendo muito bem, o que poderia acontecer com Dudu.
E Acamir nao queria acreditar, que aquele garoto que estava ali, cabulando aulas, era o seu filho Dudu, e o pior que era mesmo o Dudu, mas... Ate poderia ser outro garoto, a nao ser o Dudu, poderia ser ate mesmo um sosia dele!
Afinal de contas... Naquela epoca haviam mais garotos louros e ruivos, parecidos uns com os outros...
- Que nada, Zinho! - Dudu gargalhou para disfarçar a presença do pai ranzinza ali. - O melhor jogador do Brasil é o Sócrates! - Dudu bradou, mostrando - se forte, porque o pai estava furioso, olhando - o de dentro do carro.
E Dudu estava com medo do pai chama - lo para entrar no carro, para terem uma conversa franca e sincera, de pai para filho, com tapas e chingos, enfim... Vergonha total, em frente aos seus amigos... Nao! Isso ele nao queria nem pensar!!!
E Dudu começou a rezar por dentro, pois sabia que quando o pai o pegasse, ele bateria tanto nele, que ate tiraria sangue!
E Dudu agora, olhava fixamente para Zinho, sem tampouco importar - se com a presença cavernosa do pai, e Zinho, por sua vez, trajava o uniforme do Corinthians e ainda por cima, tinha uma bola na mao.
- O meu maior sonho é um dia entrar para o time oficial do Corinthians! - Zinho suspirou sorridente. - E de poder levar o meu nome la encima, marcando varios gols para o meu timao! - Zinho bradou, batendo no peito, enquanto Dudu, por sua vez, olhava para ele, todo sorridente e Acamir, mais que nervoso, observava toda aquela cena grotesca entre o filho e o seu pior inimigo. - E de quem sabe ate, eu poderei ser escalado para jogar na seleçao? - Zinho continuou sonhando e vendo - se com o uniforme da seleçao brasileira.
Para Dudu, Acamir parecia mais o bicho papao, do que o proprio bicho papao, se e que ele existe mesmo!
Pois o pai olhava para ele com uma cara assustadora, pronto para comer criancinhas e a primeira criancinha que ele ia comer, logicamente seria o Dudu!
- Se voce fizer bonito mesmo, Zinho, quem sabe! - Dudu o incentivou, deixando - o satisfeito, sorridente e feliz, enquanto Acamir olhava furioso para o filho e Dudu, por sua vez, resolveu encarar o pai, ja que ele o encarava, entao, logicamente ele encararia o pai tambem. - Mas voce ja joga no juvenil do Corinthians e ainda reclama, Zinho? - Dudu perguntou disfarçando, tirando o olhar do pai. - Quisera eu, ser tao bom quanto voce, cara! - Dudu bradou, dando um tapinha nas costas do inimigo, que sorriu feliz e todo cheio de atitude, enquanto Acamir, por sua vez, continuava furioso com a atitude promiscua do filho.
E Dudu acabou percebendo tambem, que seus amigos notaram a presença do seu pai ali e que eles tambem ficaram olhando para o carro do seu pai, preocupados com o que poderia lhe acontecer, sendo que eles tambem sabiam do que Acamir era capaz de fazer com o pobre do garoto, pois ja viram Dudu machucado por varias vezes.
- Ih! - Zinho menou a cabeça pensativo. - Eu estou pressentindo coisa errada aqui! - Zinho bradou, observando o clima tenso entre Dudu e o pai.
- E o que voce esta pressentindo que vai acontecer, cara? - Dudu perguntou, ja sabendo a resposta do garoto palhaço.
- Eu estou pressentindo que vai ter pau cara! - Zinho respondeu, olhando para a cara de Acamir, que olhava furioso para ele tambem.
- O que foi? - Dudu começou uma briga com Zinho, sem perceber que o pai estava aproximando - se dele aos poucos e Zinho, por sua vez, olhou surpreso para Dudu, que ja estava vindo para cima dele, pronto para brigar. - Voce quer folgar comigo, cara? - Dudu continuou ameaçador, enquanto Zinho, por sua vez, engolia em seco, por ter apanhado de Dudu. - Eu te parto em dois, cara! - Dudu bradou furioso. - E no dia seguinte, voce vai ao treino do seu timao, com perna de pau e moleta! - Dudu continuou furioso com Zinho, que ficou disfarçando, observando que Acamir estava cada vez mais perto de Dudu.
E Zinho ja estava com medo das ameaças de Dudu e rezou para que Acamir partisse para cima dele e o levasse para bem longe dali, para dar - lhe uma boa surra!
Que era o que ele merecia!
- Deixa o garoto em paz, Dudu! - Acamir pegou Dudu pelos colarinhos. - O garoto nao estava querendo te ameaçar, assim como voce esta pensando, seu machao de merda! - Acamir o encarou furioso, enquanto Dudu, por sua vez, encarava ao pai, engolindo em seco.
E seu odio era tanto, que ele ate queria tirar o filho dali e dar - lhe uma violenta surra, para que ele nunca mais se esquecesse de tamanha vergonha que o filho lhe fez passar!
- Nao folga nao, Zinho! - Dudu ainda ameaçou - o, olhando para tras, enquanto Acamir, por sua vez, o levava dali. - Nao folga nao, porque eu nao sou como os caras do Corinthians, que aguenta qualquer tipo de ameaça e ainda fica quieto, com medo de ser cortado do time! - Dudu continuou furioso e revoltado, enquanto Acamir, por sua vez, o puxava dali, com toda a furia do mundo.
- Deixe de ameaçar aos outros e vamos logo para casa, seu safado! - Acamir continuou furioso com Dudu, que olhava para ele com medo e engolia em seco.
E Dudu, por sua vez, queria era voltar ali, para quebrar a cara do Zinho e dividi - lo em mil pedacinhos!
Mas seu pai estava ali para atrapalha - lo a fazer o que ele queria com aquele garoto maldito que era metido porque jogava no juvenil do Corinthians!
E nem mesmo os amigos de Dudu estavam entendendo a sua reação abrupta encima de Zinho, que continuava olhando surpreso para ele.
- Por favor, pai! - Dudu pediu ao ser jogado no banco do passageiro. - Tudo bem com o senhor? - Dudu perguntou querendo disfarçar, enquanto Acamir, por sua vez, olhava para ele com os dentes semicerrados e louco para acabar com a raça do garoto, mas nao queria fazer nada ali na frente de todos aqueles garotos, pois queria passar uma boa impressao diante dos amigos do mau do filho. - Amanha a gente continua o ensaio para a peça "Garotos de Rua!" - Dudu bradou feliz e ansioso, numa felicidade falsa e tamanha, que ate Acamir se surpreendeu com a situação provocada pelo filho e sentiu mais vontade ainda de bater no garoto porco e criativo.
- Voces estao ensaiando para uma peça, é? - Acamir perguntou, dirigindo seu carro com toda a furia do mundo, e so nao dirigiu com mais furia, porque o transito começou a ficar lento.
- Eu posso explicar tudo, papai! - Dudu começou a falar com a voz mansa, enquanto seu pai, por sua vez, dava um sorriso bem falso e furioso para ele. - Nao teve aula, ai nos saimos mais cedo e ao inves de eu ir para a casa, fiquei aqui com os caras! - Dudu bradou todo sorridente e a vontade que Acamir tinha era de lascar a cara de Dudu e parti - la em varios pedacinhos, assim como ele estava ameaçando o pobre do Zinho.
- Ah, nao teve aula? - Acamir perguntou sarcastico. - E ao inves de cada um ir para a sua casa, voces ficaram ali no meio da rua cabulando as aulas que voce disse que nao tiveram? - Acamir continuou sarcastico e furioso com o filho.
- E isso mesmo pai! - Dudu bradou satisfeito, pensando que o pai havia entendido a sua mentira, mas... Ledo engano, Acamir estava cada vez mais furioso com a situaçao provocada pelo filho.
- Mentira! - Acamir gritou assustando ao filho e quase batendo o carro. - Que negocio é esse, Dudu? - Acamir perguntou indignado com a mentira do filho. - Conta logo o que esta acontecendo para o seu pai, que tudo ficara resolvido e voce nao precisara mais ficar ostentando a mentira que ate parece verdade! - Acamir continuou furioso com o filho. - Nem voce e nem a sua mae que esta apoiando seus passos errados! - Acamir bradou furioso e encarando o filho, que nada dizia para se defender, apenas engolia em seco. - Vamos, conta logo o que esta acontecendo e assuma logo os seus erros! - Acamir fingiu encorajar ao filho, que nada fazia para se confessar, pois estava tremendo de medo da reação do pai. - Seja homem e enfrente tudo logo, ja que voce e homem para ficar ameaçando o Zinho e depois pegando ele na rua e batendo nele, como voce ja fez! - Acamir continuou falando e com muito odio do filho, que nada dizia, apenas escutava o que o pai tinha a lhe dizer.
- Eu ainda parto aquele folgado em dois! - Dudu ameaçou ainda olhando para tras, e Zinho, por sua vez, ainda encontrava - se cabisbaixo e triste, enquanto, os demais colegas, ainda comentavam surpresos a reaçao de Dudu encima de Zinho. - Suma logo daqui, papai, suma logo daqui, porque senao eu abro a porta desse carro e salto daqui para avançar naquele cara desgraçado e acertar - lhe um violento murro na boca do estomago! - Dudu continuou colerico, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para ele.
- E voce nao vai contar tudo para o seu pai, Dudu? - Zinho perguntou, aparecendo bem em frente a Dudu, que olhou - o surpreso. - Voce nao vai contar para o seu pai que voce se travestiu de loira do banheiro e depois me chamou de "bicha" so por que eu passei blush para conquistar a Marion? - Zinho perguntou colerico, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso e incredulo para o seu filho maloqueiro, e Dudu, por sua vez, engolia em seco, sem ao menos ter nada o que fazer.
- Eu te parto em dois, seu desgraçado! - Dudu bradou furioso e tentou pegar Zinho pela janela do carro, que estava aberta, enquanto o mesmo afastava - se. - Ai um vai para o Corinthians e o outro vai para a Portuguesa de Desportes! - Dudu bradou furioso, enquanto o pai, que torcia para a Portuguesa, olhava furioso para ele e benzia - se com uma mao so.
- E voce ficou quase pelado no meio da rua, somente para provar o que voce nao é? - Dudu respondeu totalmente colerico, enquanto Zinho, por sua vez, ria da cara do garoto.
- E é por esse motivo que estamos aqui, seu Acamir! - Zinho continuou a falar, ignorando o comportamento furioso e chulo de Dudu, que mostrava - lhe a lingua, com toda a furia do mundo.
- Mas seria muito engraçado se eu te visse de blush e o bicha do meu filho travestido de loira do banheiro! - Acamir gargalhou apertando o volante, somente para nao bater no filho, mas resolveu, do nada, pegar - lhe pelo pulso e aperta - lo com toda a força do mundo, de tanta raiva que estava sentindo do filho e Dudu, por sua vez, sentiu - se sendo apertado por uma maquina gigante e forte que fazia barulho e tudo e essa maquina forte que agarrava o seu pulso, fazendo - o estremecer, era o seu proprio pai, que estava quase matando - o de susto e nervoso. - E por acaso voce e esses garotos estao aqui para bater em Dudu? - Acamir perguntou esperançoso, pois sua vontade era jogar o seu filho para fora do seu carro e deixar com que os garotos se encarregassem de acabar com ele, assim como ele tanto queria!
- Nao, seu Acamir! - Zinho respondeu sorridente. - Bem que poderia ser! - Zinho gargalhou ansioso. - A maioria sao amigos dele, naturalmente, e a maioria pegou suspensao junto comigo e com ele! - Zinho apontou para Dudu, que nada dizia, apenas engolia em seco e olhava furioso para Zinho. - Agora... A minha mae sabe e o Dudu nao e homem o suficiente para contar toda a verdade para o senhor! - Zinho continuou furioso, enquanto Dudu, por sua vez, olhava para ele com todo o odio do mundo, pronto para soltar - se dali e esmurrar o Zinho de ponta a ponta!
- Eu ouvi direito, Zinho? - Acamir perguntou furioso.
- Exatamente, seu Acamir! - Zinho olhou serio para o pai de Dudu, que olhava para o mesmo, totalmente colerico. - O Dudu tem mais amigos do que eu! - Zinho comentou sorridente, enquanto, Dudu, por sua vez, olhava furioso para Zinho.
- Nao, nao e sobre as amizades do meu filho que eu estou falando, seu palhaço! - Acamir respondeu furioso e assustando ao pobre garoto, que nunca teve um pai para gritar assim com ele. - E sobre a maldita da suspensao que voces tomaram! - Acamir bradou, olhando furioso para Dudu, que nada dizia, apenas engolia em seco e olhava furioso para Zinho.
- E o senhor nem sabia disso, nao e, seu Acamir? - Zinho perguntou sorridente, pronto para começar a falar novamente, contra o inimigo Dudu, que olhava para ele furioso, louco para avançar nele.
- Quem mandou voce contar, seu filho da puta! - Dudu praguejou furioso e colerico, enquanto Zinho, por sua vez, olhava satisfeito para Dudu, feliz, por ter conseguido vingar - se.
- Se os pais de todo mundo que esta aqui estao sabendo, o que voce tem de melhor que seu pai nao pode saber? - Zinho olhou furioso para Dudu, que debatia - se dos braços do seu pai, louco para vingar - se dele, atrraves de uma violenta surra.
- E melhor irmos para casa apanhar! - Acamir olhou furioso para Dudu, que olhou com medo para ele e ainda por cima, engolindo em seco.
E a vontade que Acamir estava, no presente momento, era de acabar com Dudu ali mesmo, na frente de seus colegas, para que ele aprendesse a ser gente logo de uma vez!
- Nao pai, pelo amor de Deus! - Dudu suplicou, debatendo - se para soltar - se e partir para cima de Zinho e acabar logo com a raça do garoto sorridente e provocador, que estava bem ali, na sua frente, sorridente e com os braços apoiados um no outro. - Eu nao vou para casa, enquanto eu nao acabar com a raça desse filho da puta ai! - Dudu bradou com odio, enquanto Zinho, pro sua vez, ria da cara do garoto, num grande deboche.
E Zinho, por sua vez, sabia que Dudu nao conseguiria soltar - se do pai, pois seu pai era muito forte para que o garoto fizesse essa proeza, entao, seguro de si, continuou ali, bem pertinho de Dudu, com o seu sorriso vitorioso e provocante.
- Nao, voce nao vai acabar com ele nao! - Acamir respondeu furioso. - Voce vai agora para casa, apanhar e depois voces dois se resolvam! - Acamir bradou furioso e olhando feio para Zinho, que continuava exibindo seu sorriso vitorioso.
- Eu vou te matar! - Dudu gritou furioso, logo apos ter aberto a janela do carro e Dudu, por sua vez, contemplou o sorriso sarcástico de Zinho, que por sua vez, estava todo feliz, ao ver que Dudu havia perdido, mas mesmo assim, Zinho sabia que Dudu não perderia por muito tempo...
- É melhor voce calar a sua boca e irmos embora! - Acamir continuou dirigindo aos poucos, conforme o transito andava.
- Pai, ja que o transito nao anda, deixa eu sair daqui! - Dudu choramingou, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para Dudu, do retrovisor do carro. - Eu preciso de acabar com o Zinho! - Dudu continuou nervoso com o pai, que continuava olhando furioso para ele.
- Calma Dudu, voce nao vai acabar com o Zinho! - Acamir bradou furioso com o filho. - Voce acaba com ele outra hora, agora nao, filho! - Acamir bradou, fingindo paciencia. - Porque quem vai acabar com voce, quando chegarmos em casa, sou eu! - Acamir bradou, batendo no peito e dirigindo mais rapido, pois o transito ja estava fluindo bem. - Agora sim, eu vou acabar com voce, seu desgraçado! - Acamir bradou com raiva do filho e avançou encima dele, dando - lhe violentos murros e socos.
- Nao pai, na cabeça nao, pelo amor de Deus! - suplicou Dudu, escondendo seu rosto, para que os violentos murros do pai, nao pegassem em seu rosto.
- Na cabeça sim, seu ignorante! - Acamir bradou furioso, e batendo mais ainda, pois tinha que aproveitar, antes que a mulher chegasse e começasse com os seus escandalos.
- Ah, voce esta vendo o que voce fez, Dorise? - Olivia perguntou furiosa para a filha, que nada respondeu, apenas sorriu, pois nem tinha ido para a escola, apenas para ver o grande espetaculo!
- Ai nao, pai! - Dudu choramingou mais ainda, a cada surra que o pai lhe dava. - Eu juro que nunca mais eu cabulo aulas por besteira! - Dudu continuou choramingando junto ao pai que lhe batia mais ainda.
- E ai, apanhando muito? - Zinho perguntou todo sorrateiro e feliz, ao ver Acamir batendo em Dudu, que logo soltou - se do pai e foi ate o garoto gozador.
- Ih, mas que vontade de ser espectador! - Zinho bradou recebendo o furioso Dudu de encontro a ele.
- Dudu! - Acamir começou a gritar, vendo que os dois engalfinhavam - se, bem no portao da sua casa e de tanto que os dois garotos lutavam, quase quebraram o portao da casa de Dudu e ai sim, Dudu começou a vingar - se dos violentos murros que havia levado do pai no pobre garoto que apanhava feito um cachorro louco, mas tambem conseguia defender - se das garras do furioso Dudu, e ai foi dado pelo mesmo um violento murro no nariz de Zinho, que com isso, acabou desmaiando com o impacto forte em seu nariz. - E melhor entrar Dudu! - Acamir continuou gritando ao ver que o outro garoto nao reagia aos fortes murros dados por seu filho e percebendo isso tambem, Dudu levantou - se, atendendo aos pedidos do pai.
- Esse cara filho da puta me paga! - gritou Dudu furioso e sendo levantado pelo pai e ainda debatendo - se de tao nervoso que estava, e so observou o rival estendido no chao e de olhos fechados.
- Ele desmaiou! - Acamir gritou impressionado com a situaçao provocada pelo filho. - Olha so o que voce fez, seu desgraçado! - Acamir continuou furioso com o filho, e apontando para o Zinho, que continuava estendido inerte no chao. - Se voce o matou, voce vai para a febem, porque eu nao vou me importar com voce nao! - Acamir bradou, dando - lhe um violento tapa na cara, e Dudu, por sua vez, ate virou o rosto para o outro lado, com o impacto do tapa levado do pai.
Compadecendo - se de Zinho, Acacio foi ate o garoto desmaiado e o levantou com muita do e piedade, olhando furioso para o irmao, que continuava colerico.
- O que foi que aconteceu? - Zinho perguntou ainda sendo amparado por Acacio, que olhava para ele surpreso e aliviado por ele ter acordado.
- Eu dei um murro na sua cara, seu filho da puta! - Dudu respondeu entre dentes, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para ele. - Mas eu fiz isso somente porque voce me dedou para o meu pai! - Dudu continuou com o seu olhar vingativo e furioso. - Voce quer que eu te de outro murro para refrescar a sua memoria? - Dudu perguntou tentando ir ate Zinho, mas sendo detido pelo pai.
- O que? - Acacio perguntou soltando Zinho com toda a furia do mundo, ao passo que o mesmo, quase ia ao chao. - Voce dedou o meu irmao para o meu pai, cara? - Acacio continuou indignado com a reação do garoto que ate entao era um coitado e que estava passando para vilao. - Entao voce fez o mesmo que a Dorise! - Acacio olhou furioso para o garoto que nada respondeu.
- Eu fiz isso porque o pai de todo mundo sabe, e o que o seu irmao tem de melhor que o seu pai nao pode saber? - Zinho perguntou furioso, enquanto Acacio, por sua vez, olhava furioso para o garoto que agora estava sorridente.
- Se todos os pais sabem, o meu pai nao tinha o direito de saber sobre o que aconteceu! - Acacio respondeu com o olhar gelado. - Porque agora o meu irmao vai morrer de tanto apanhar e fora os chingos que eu e a minha mae vamos tomar por causa disso tudo! - Acacio continuou furioso e revoltado com Zinho, que nada dizia, apenas olhava furioso para ela.
- E por que voce e a sua mae tambem vao tomar chingos? - Zinho perguntou curioso.
- Porque nem eu e nem a minha mae contamos para ele! - Acacio continuou furioso e olhou para o pai que crispou os labios de raiva e Acacio, por sua vez, mirou os olhos para o banco de tras do carro do pai e viu a boneca da irma ali e ele deu um sorriso de vitoria sabendo o que iria fazer com a pobre boneca da irma, somente para vingar - se dela.
- Trate de pedir perdao para o Zinho agora! - Acamir ordenou, olhando furioso para o filho, que engolia em seco.
- Entao me solta pai, me solta que eu peço! - Dudu pediu tentando soltar - se das garras do pai, que nao o soltou, muito pelo contrario, pegou nas orelhas do filho e o levou ate o garoto sorridente e feliz, por ter o pai de Dudu do seu lado. - Ajoelhe - se diante do Zinho! - Acamir cochichou em tom ameaçador bem na orelha que ele estava puxando, enquanto Dudu, por sua vez, fazia enormes caretas de tanta dor que sentia.
E Olivia, por sua vez, olhava furiosa para Dorise, que dava de ombros, ao ver aquela situaçao que ela estava amando acontecendo com o pobre do seu irmao. - Beije os pés do seu amigo e peça perdao para ele! - Acamir continuou com o objetivo de humilhar ao pobre do garoto, que chorava copiosamente, arrependendo - se ate do dia que nasceu! - Faça logo o que eu estou mandando, senao eu te arrebento aqui mesmo e bem na frente dele! - Acamir continuou cochichando, em tom de ameaça, enquanto Dorise, por sua vez, continuava com seu sorriso vitorioso e Acacio, por sua vez, olhava furioso para ela.
- Mas pai, o senhor nao acha que esta me humilhando demais? - Dudu perguntou engolindo em seco.
- Vamos logo, Dudu, eu nao tenho tempo a perder, faça o que eu estou mandando! - Acamir continuou ordenando ao pobre do garoto, que estava em prantos, chorando copiosamente.
- Entao solte a minha orelha papai, por favor! - Dudu implorou, ainda chorando, enquanto Acamir, por sua vez, continuava colerico.
E Acacio, por sua vez, observava a cena e observava tambem que o irmao estava passando muita vergonha e sendo muito humilhado pelo pai, bem no portao da sua casa para todo mundo ver e depois comentar, e ficou chateado com tudo aquilo e ainda olhou para Dorise, que observava tudo aquilo, com um enorme sorriso sarcastico e vitorioso nos labios.
- De... De... - Dudu balbuciou, sem olhar para a cara de Zinho.
- Ele nao esta olhando para a minha cara, seu Acamir! - Zinho bradou todo sorridente, aproveitando - se da situaçao e Dudu, por sua vez, ficou furioso com tudo aquilo, principalmente com Zinho e Dorise, que observavam aquela cena humilhante, com um enorme sorriso nos labios.
- Olhe direito para o Zinho e peça perdao para ele, com sinceridade, meu filho! - Acamir continuou furioso com o garoto, que engolia em seco, de tanto medo que estava sentindo do pai. - Se voce nao o fizer, voce ja sabe da sua sentença filho! - Acamir continuou furioso com o garoto que nada dizia para se defender.
- Perdao, Zinho! - Dudu olhou para a cara do garoto sorridente, chorando copiosamente.
- So falta voce se ajoelhar e beijar os meus pés, Dudu! - Zinho ordenou sorridente, e Dudu, por sua vez, abaixou - se e beijou - lhe os pés, ainda com um tremendo nojo, enquanto Zinho, por sua vez, sorria - lhe satisfeito e feliz, pois Dudu estava sendo tremendamente humilhado pelo pai, assim como ele tanto queria e havia sonhado.
E depois daquela cena chocante, Zinho, por sua vez, deu - lhe as costas e saiu de frente à casa de Dudu, com um enorme sorriso nos labios, pois o que ele sempre quis, havia acontecido ali, e bem na sua frente, e o melhor ainda... Em sua defesa!
- Voce viu Acacio? - Zinho apareceu bem em frente ao garoto furioso. - O seu irmao me pediu perdao e ainda beijou os meus pés! - contou - lhe todo feliz, enquanto Acacio, por sua vez, crispava os labios de odio do garoto safado.
- Seu filho da puta! - Acacio praguejou furioso, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para o garoto. - Voce fez o meu pai humilhar o meu irmao, e agora esta todo feliz e vitorioso? - Acacio continuou furioso com o garoto que continuava sorridente e feliz. - Ele só fez isso para nao apanhar mais do que ele apanhou, senao, eu garanto a voce que ele tinha acabado com a sua raça! - Acacio continuou com odio do garoto. - E se eu soubesse que voce ia sair daqui todo feliz e sorridente, eu teria te deixado lá, estendido no chao e ainda ia ajudar ao meu irmao chutar a sua cabeça ate te matar! - Acacio continuou colerico, enquanto Zinho, mais que depressa retirava - se da frente do garoto furioso, com medo de apanhar dele.
- Agora o Dudu vai ser virar com o seu pai, nao é? - Zinho perguntou um pouco longe de Acacio, que continuou olhando furioso para ele.
E Acacio, por sua vez, observou seu irmao derrotado, chorando copiosamente e Zinho, que por sua vez, retirava - se todo feliz e de cabeça erguida.
E pensou que Zinho tinha se aproveitado muito bem da situaçao ruim pela qual seu irmao Dudu estava passando e nunca na historia dos Sandolli, jamais um deles ajoelhou - se diante a um inimigo e pediu - lhe perdao, beijando - lhe os pés.
- Agora vamos apanhar dentro de casa, Dudu! - Acamir bradou, fazendo sinal com a cabeça e Dudu, por sua vez entrou dentro da sua casa, como um cachorrinho obedecendo às ordens do dono, subiu as escadas, olhando furioso para Dorise, que continuava sorridente pelo mal feito do irmao, enquanto Acacio, por sua vez, aproveitava a dispersao dos demais que ainda comentavam sobre a situaçao e ia ate o banco de tras do carro do pai, com o intuito de pegar - lhe a boneca da irma e Dorise, por sua vez, observou o que o irmao estava fazendo com a sua boneca e ficou furiosa com a situaçao.
- Eu nao acredito! - Dorise pos a mao na boca, em sinal apavorado, enquanto Acacio, por sua vez, entrava com a boneca dela na mao. - Cacio, por favor, o que voce vai fazer com a minha boneca? - Dorise olhou nervosa para o irmao, que olhava para ela, crispando os labios de raiva. - Foi prometido pelo pai, depois de tudo o que eu falei para ele! - continuou explicando - se e tentando pegar a boneca, enquanto Acacio, por sua vez, fazia como ela, exibindo um enorme sorriso maldoso. - Vai, o que voce vai fazer com ela? - Dorise choramingou, enquanto Acacio, por sua vez, sorria maldoso para a irma, igualzinho o que ela estava fazendo com o irmao e com ele.
- Transar, eu vou transar com a sua boneca! - Acacio continuou furioso com a irma, que olhava boquiaberta para ele. - Eu sou solidario com o meu irmao, vou acabar com a sua boneca, ja que eu nao posso acabar com voce, sua nojenta! - Acacio continuou furioso com a irma, que continuava surpresa com a atitude estupida do irmao, e ouviram os gritos do irmao, que doiam nos ouvidos de Acacio, e Dorise, por sua vez, olhou nervosa e querendo chorar para Acacio, que continuou exibindo o seu sorriso maldoso para ela. - Agora voce esta sentindo isso na pele, sua cadela? - Acacio perguntou maldoso. - Voce so pensa em si mesma, nao é? - Acacio perguntou em tom de provocação. - E voce nao tem dó do seu irmao? - Acacio continuou perguntando para ganhar tempo, enquanto Dudu, por sua vez, apanhava feito um cachorro, enquanto Dorise, por sua vez, olhava para a sua bela boneca e imaginava - se com ela, quase do seu tamanho, perfeita! Assim como ela queria, mas so que ela nao a teria!
- Não, pelo amor de Deus, pai! - Dudu bradou, levando violentas cintadas do pai. - Eu ja fiz tudo o que o senhor pediu! - Dudu continuou implorando ao pai, que nao o atendia. - E agora, depois de tudo, eu vou apanhar mais? - Dudu soluçou, protegendo - se das violentas cintadas que estava levando do pai e Olivia, por sua vez, sentia na pele ao escutar os gritos apavorados do filho, de lá do banheiro.
- Voce esta apanhando por cabular aulas e por induzir a sua mae e ao seu irmao a mentirem para mim! - Acamir continuou nervoso e dando - lhe violentas cintadas em seu lombo ferido, enquanto Dudu, por sua vez, gritava a cada cintava violenta que o pai dava nele.
- Nao, pai, nao fui eu quem induziu a mae e nem ao Cacio mentir, foi ela quem me ajudou por conta propria! - Dudu continuou aos soluços, enquanto Acamir, por sua vez, para vingar - se da mulher, deu - lhe mais uma violenta cintada, que o fez gritar e agonizar, de tanta dor que ele sentiu e Olivia, por sua vez, ate fechou os olhos e foi correndo para o banheiro da familia, com o intuito de tirar o pobre do filho das garras satanicas do marido cruel. - E a mae so fez isso por amor a mim, porque ela nao queria que o senhor me batesse! - Dudu explicou, de costas para o pai, pois era humilhante apanhar na cara e sabia muito bem que se ele virasse de frente para o pai, com certeza, apanharia na cara, e isso ele nao queria!
E Dorise, por sua vez, observou o irmao com a sua boneca na mao e com um sorriso maldoso nos labios, enquanto essa, por sua vez, ficava emputecida de raiva, pois queria que o irmao deixasse a sua boneca em paz, pois sabia que ele a estragaria totalmente!
- É mesmo, Dudu? - Acamir perguntou sarcastico. - Voce adorar zuar a cara dos outros, adora apontar os defeitos dos outros, por minimo que eles sejam! - Acamir continuou colerico com o pobre do garoto, que chorava copiosamente e aproveitou para dar - lhe mais cintadas e deixar - lhe ainda mais marcas, pois ele tinha certeza que Dudu merecia aquela violenta surra que ele estava dando, ao passo que Dorise, por sua vez, observava toda aquela cena, com um enorme sorriso maldoso nos labios. - E a partir de hoje, voce nunca mais vai reparar nos defeitos dos outros e nem tampouco comentar sobre eles! - Acamir continuou no mesmo tom de furia, enquanto Dudu, por sua vez, chorava copiosamente, pois suas costas estavam ardendo muito e Olivia, por sua vez, observou as costas do garoto vermelha em chamas e nem queria estar na pele do pobre coitado do filho indefeso.
- Pai, pelo amor de Deus, pare de me bater! - Dudu pediu novamente, enquanto Acamir, por sua vez, dava - lhe um sorriso maldoso e continuava erguendo a cinta para bater mais, enquanto Olivia, por sua vez, olhava assustada para o marido, sem poder fazer nada, pois tambem estava com medo de apanhar do marido furioso.
- Mamae! - Dorise gritou furiosa, ao ver que a mae nao fazia nada em relaçao à sua que o irmao estava levando do violento do pai.
- Meu Deus do céu! - Olivia elevou as maos aos ceus. - O que é isso, Acamir? - perguntou, autoritaria, tentando intervir. - Chega de bater no pobre do Dudu, ele ja entendeu tudo o que ele tem que fazer para nao apanhar mais de voce! - Olivia continuou autoritaria e nervosa com o marido furioso, que olhava para ela de olhos arregalados.
E sem ouvir as suplicas autoritarias da mulher, Acamir batia no garoto de mao aberta, abandonando a cinta no chao e dando - lhe violentos tapas de mao aberta.
- Dudu, voce e sua mae vao me pagar caro! - Acamir bradou furioso e dando - lhe mais violentos tapas de mao aberta, apesar da sua mao arder. - Voces vao me pagar caro por tudo o que voces me fizeram passar! - e Acamir continuava batendo incansavelmente, no pobre do filho e Olivia, por sua vez, sentiu vontade de pegar - lhe uma vassoura, para tacar - lhe nas costas do marido, assim quem sabe ele pararia de bater no pobre do filho?
Mas ficou com muito medo da força do marido e de sua agilidade, entao nao o fez, pois sabia que as coisas virariam totalmente contra ela.
- Mae, eu nao sei se a senhora viu, mas ele me humilhou, mandando - me ajoelhar - me perante ao Zinho e pedir - lhe perdao! - Dudu soluçou, ainda levando os violentos tapas nas costas.
E o coraçao de Olivia espedaçou - se mais uma vez, porque sentia dó do filho e nunca na vida, um Sandolli teve que passar tanta humilhação, assim como o pobre do filho.
- Voce humilhou o garoto, Acamir! - Olivia bradou, olhando furiosa para o marido. - Isso não é coisa que se faz com um filho homem! - Olivia continuou colerica, enquanto Acamir, por sua vez, olhava para ela, com um enorme sorriso maldoso nos labios.
- Ele fica mexendo com todo mundo, ameaçando de bater naquele pobre garoto, metido a besta, entao, ele merece ser humilhado sim e muito humilhado! - Acamir continuou furioso com o pobre do garoto, que chorava copiosamente.
- Acamir, pelo amor de Deus, deixa o garoto em paz! - Olivia pediu novamente, intercedendo pelo pobre garoto. - Eu ja conversei com ele, e fiz ele entender que ele estava totalmente errado! - Olivia bradou, tentando deter o marido, mas com medo da sua reação abrupta e quase levou uma maozada na cara, porque Acamir nao estava nem ai com a situaçao, e Olivia, se atrevesse a ajudar ao filho, com certeza levaria tambem!
- Olha aqui, sua maldita, mentirosa! - Acamir praguejou, olhando com odio para a mulher, que olhava assustada para ele. - Eu preciso de dar uma boa liçao nesse garoto, para que ele nunca mais se esqueça e seja um homem de vergonha na cara no futuro, porque se eu nao bater, a policia vai bater e eu nao quero o meu filho apanhando daqueles vermes! - Acamir bradou furioso e quase cuspiu na cara da mulher, que afastou - se calada e temendo levar uma violenta surra do marido.
- Mas voce sabe que bater so tras revolta! - Olivia continuou argumentando com toda a coragem do mundo, enquanto Acacio, por sua vez, olhava assustado para a mae.
- Eu prefiro ve - lo revoltado comigo do que com aqueles vermes! - Acamir bradou furioso e levantando a mao para bater em Olivia, que ate fechou os olhos, esperando o violento tapa que levaria do marido furioso.
- Nada disso! - Acacio segurou a mao do pai, com toda a força do mundo, enquanto Acamir, por sua vez, olhava para o filho mais velho de olhos arregalados. - O senhor nao vai bater na minha mae! - Acacio continuou furioso com o pai, que continuava olhando furioso para ele.
- Seu puxa saco de meia tigela! - Acamir bradou colerico e olhando feio para Acacio, que afastou - se do pai, sabendo que a mae estava livre da surra, pois ele agora estava na frente da mae, despertando raiva no pai. - E cuidado Acacio, cuidado que voce tambem pode entrar na dança! - Acamir olhou furioso para o filho, que tambem enfrentava o pai com o olhar desafiador.
- Nao pai, pelo amor de Deus! - Dudu pediu, ao ver que o pai ia retomando novamente a surra que estava dando nele. - Chega disso, pelo amor de Deus! - Dudu continuou implorando a misericordia do pai e foi levado pelas orelhas, enquanto Dorise, por sua vez, observava o irmao levando sua boneca para o quarto deles.
- Depois que o pai terminar com o Dudu, ele vai começar com voce! - Dorise comentou furiosa e olhando feio para o irmao, logo depois que ele saiu do quarto dos dois, enquanto Acacio, por sua vez, olhava furioso para a irma, sem nada a dizer.
- O que voce vai falar para o pai a meu respeito, sua maldita? - Acacio perguntou colerico, enquanto Dorise, por sua vez, desafiava o irmao com o olhar.
- Eu vou contar para o pai que voce pegou a minha boneca, falando que vai transar com ela! - Dorise continuou desafiando ao irmao, que a olhava com toda a furia do mundo.
E a cada tapa que Dudu levava, Dorise mordia os lábios para não dar risada da sina do irmao, e Acácio, por sua vez, olhava para a cara dela, com o intuito de observar algum arrependimento na face da garota, mas de nada adiantava...
Olivia, por sua vez, chorava copiosamente, e Acácio, furioso, só assistia à surra que o irmão levava do pai, sem ao menos poder ajudar, pois sabia a tamanha fúria do pai, e sabia também, que quando o pai ficava furioso, ele virava o capeta!
- Voce está vendo, Dorise? - Acácio perguntou colerico. - Era isso que voce queria? - Acácio continuou no mesmo tom, enquanto Dorise, por sua vez, olhava furiosa para o seu irmão e partia em direção a seu quarto, com o intuito de pegar a sua tão sonhada boneca e Acácio, mais que depressa, saiu na frente, para deter a irmã.
- Eu gostaria que nao fosse voce, filha! - Olivia foi atras, olhando furiosa para a garota, que engolia em seco. - E que o Cacio apenas te acusasse de uma coisa que voce nao fez! - Olivia continuou no mesmo tom de furia, enquanto Dorise, por sua vez, lamentava - se mentalmente, por ter a mae e o irmao contra ela. - Mas, infelizmente, sua maldosa, foi voce quem provocou tudo isso! - Olivia continuou olhando furiosa para a filha e a sua vontade era de esganá - la até matar.
E nisso, Dudu escapou do pai e foi encima de Dorise, que escondeu o rosto, para nao apanhar na cara, porque para ela, era muito humilhante, mas ja que nao podia dar na cara, Dudu a pegou pelos cabelos e começou a puxa - los e tamanha era sua força, que deu o que fazer para Olivia solta - lo dos cabelos de Dorise, e essa, por sua vez, gritava copiosamente, e Acacio, nada fazia, apenas dava sonoras gargalhadas, pois estava adorando ver a irma debater - se e gritar de tanta dor que sentia, e a vingança de Dudu estava ali, nos belos cabelos ruivos de Dorise.
- Solta, solta, solta! - Olivia gritava desesperadamente, batendo na mao do filho, com toda a força do mundo, e com muito custo Dudu soltou dos cabelos da irma, levando uma boa parte com ele e Olivia observou que o garoto havia se vingado da irma muito bem, pois tinha um monte de cabelo nas maos dele, que sorria feliz e satisfeito, enquanto a irma chorava copiosamente.
- Eu te odeio! - Dudu gritou colerico, enquanto Dorise, por sua vez, soluçava de tanta dor que sentia e olhava furiosa para o irmao, pronta para vingar - se novamente do mal feito de Dudu, e nao satisfeito, Dudu partiu novamente encima de Dorise, que ate recuou, escondendo - se atras da mae, com medo de levar mais puxao de cabelo.
E Dorise, por sua vez, viu - se reagindo aos puxoes de cabelo que o irmao lhe dava, e Acamir, por sua vez, via tudo, mas nada fazia, pois estava furioso demais, ao ver que o filho havia conseguido escapar de suas garras.
Pois agora era a vez de Dudu descontar a sua raiva encima de Dorise, ja que Acamir ja tinha descontado a sua raiva encima de Dudu.
Mas so que agora Dorise reagia, pegando nas orelhas do garoto, e chacoalhando a sua cabeça, com toda a furia do mundo, assim como ele estava fazendo com ela, e nos momentos de furia, os dois gemiam feito dois animais raivosos.
E para separar a briga, Acamir observando que Dorise estava em desvantagem, começou a dar os sonoros tapas de mao aberta nas costas do garoto raivoso.
- Parem pelo amor de Deus! - Acamir começou a ficar nervoso novamente, so que com a situaçao do filho atracado com a filha que gritava apavorada e copiosamente.
E Dorise, por sua vez, enfim, conseguiu livrar - se do irmao, e começou a correr pela casa, totalmente descabelada, empurrou Acacio e conseguiu entrar em seu quarto e trancar - se, para a tristeza de Acacio, que nao estava acreditando no que via e enfim... Dorise conseguiu pegar a sua boneca e usa - la como escudo, e se Dudu abrisse a porta, com certeza ela colocaria a boneca na frente, ja que Dudu socava a porta do seu quarto e dava furiosos pontapes.
E Acacio, por sua vez, achou que agora sim era a hora dos dois se vingarem de Dorise, pegando a boneca da mao dela e destruindo - a, assim como ele sonhava em fazer.
E Olivia, por sua vez, estava apavorada, pensando no que iria fazer, pois a sua casa estava num tremendo sufoco, totalmente bagunçada e Acacio, por sua vez, foi em direçao a Dorise, pegando a boneca da sua mao, com toda a brutalidade do mundo, e os dois divertiram - se, jogando a boneca um para o outro, e Dorise, no meio, feito o bobinho do jogo, tentando pegar a boneca, assim como o bobinho tentava pegar a bola no jogo e Acamir, por sua vez, parecia estar gostando da brincadeira entre os dois garotos, pois observava tudo, com um enorme sorriso nos labios, sem ao menos imaginar o que aconteceria com a boneca de Dorise, logo depois...
Acacio, por sua vez, começou a desmanchar os cabelos da boneca de Dorise, ao passo que Dorise, por sua vez, chorava copiosamente, apavorada com a situaçao que se formava na sua frente, o irmao dando sonoras gargalhadas de louco e bagunçando totalmente o cabelo de sua boneca nova.
- Olha só Dorise! - Acacio começou a falar em tom sarcastico. - Olha so o que nos vamos fazer com a sua bela boneca! - Acacio completou, rodopiando a boneca de Dorise, que gritava chorando copiosamente, tentando pegar a pobre boneca, ansiosa e nervosa com os dois irmaos que riam feito dois loucos na pura maldade.
- Isso é o que eu vou fazer! - Dudu completou, tomando a boneca da mao do irmao, que gargalhava maldoso e tirando a roupa da boneca da garota que chorava copiosamente e as roupas da boneca ja estavam completamente rasgadas e caidas no chao, enquanto Dorise, por sua vez, cobria seus olhos com as maos e continuava chorando copiosamente.
- Mae! - Dorise gritou apavorada. - Eles vao transar com a minha boneca! - Dorise continuou apavorada com a situaçao, ao passo que Olivia e Acamir, olharam - se apavorados e sem nada o que fazer em relaçao ao que a filha dizia.
- Mas como eles vao transar com a sua boneca, minha filha? - Olivia perguntou, esperando uma resposta convincente.
- É, mae! - Dorise bradou, olhando furiosa para a mae, enquanto os dois garotos acabavam totalmente com a sua bela boneca. - O Cacio falou que ia transar com a minha boneca! - Dorise explicou, enquanto os pais continuavam olhando - se perplexos. - E ele me disse isso quando eu o vi dentro do carro, tirando a minha boneca de lá, e eu perguntei o que ele ia fazer com ela e ele me respondeu isso, mamae! - Dorise continuou na inocencia, enquanto os pais continuavam olhando - se apavorados com as palavras proferidas pela pobre filha, enquanto os dois garotos acabavam com a sua boneca.
- Pelo amor de Deus, Acamir, faça alguma coisa! - Olivia implorou nervosa, e viu que o marido nem se importou com a situaçao, a unica coisa que ele fez foi ligar a teve para assistir ao seu jornal preferido.
- Depois eu compro outra boneca dessa pra ela! - Acamir resmungou, sentando - se no sofa e largando - se.
- Eu vou contar tudo o que eu ouvi a semana passada, bem debaixo da cama de voces dois! - Dorise ameaçou furiosa e de olhos vidrados, enquanto Acacio e Dudu pararam rapidamente para observar a ameaça feita pela irma furiosa e colerica. - Eu sei de tudo e voces dois nao me escapam agora! - Dorise continuou em tom de ameaça e recebeu o violento choque da boneca bem na sua cara e os pais ficaram perplexos com a ameaça feita pela filha colerica, enquanto que os dois filhos saiam de fininho para nao ouvir o que a irma tinha a contar sobre eles.
- O que voce tem a contar, Dorise? - Olivia perguntou, com um enorme sorriso nos labios.
- Nada nao, mamae, a verdade vai aparecer! - Dorise retirou - se de frente da mae e foi rumo ao seu quarto, segurando a sua boneca em frangalhos pelas pernas, enquanto que os dois irmaos olharam furiosos par ela, quando ela passou toda sorridente e maldosa em frente ao quarto dos dois.
Acacio, na maior cara de pau, sentou - se em sua cama, ao passo que Dorise, por sua vez, voltava furiosa e pegava as roupas da sua boneca que foram deixadas no chao e novamente foi para o seu quarto, tentando arrumar a sua boneca para ela ficar mais ou menos, ja que nao dava para ficar igualzinho ao que ela veio da loja.
- A vontade era de ter acabado com a maldita daquela boneca! - Acacio bradou, folheando uma revista playboy quase que na cara da mae, que apareceu bem na porta do quarto dos filhos, certificando - se de que eles estavam ou nao fazendo coisa errada, enquanto Dudu, por sua vez, ainda estava com lagrimas de emoçao em seus olhos e ria do comportamento grotesco do irmao.
- Deixe - me ver! - Dorise, na maior cara de pau, foi ate o quarto dos dois garotos e dirigiu - se ate a cama de Acacio e Olivia, por sua vez, so ficou observando a açao da filha, pois sabia que ali tinha algo errado e queria tambem descobrir. - Essa daqui eu ja vi! - Dorise bradou, folheando uma revista, ali no chao do quarto dos garotos mesmo, e a cara de pai deles era tanta, que os dois observavam o comportamento idiota da irma, e nao faziam nada, com medo de outra represaria. - Ah, essa daqui eu nao vi! - bradou Dorise, toda satisfeita e sorridente, pegando a tal revista na mao e ainda sorrindo para a mae, que continuava olhando furiosa para a filha safada.
- Obrigada, mano! - Dorise sorriu gargando a outra revista que ela ja havia visto e levantou - se toda satisfeita e feliz, enquanto os dois, olhavam surpresos para ela, porque bater eles nao podiam, pois a mae ainda estava ali, bem na porta do quarto deles, observando a atitude dos dois, pois Dorise havia dado uma pista que os condenava por um bom tempo.
- Sobre o que sao essas revistas, meus filhos? - Olivia perguntou desconfiada e curiosa, enquanto os dois garotos olhavam - se procurando uma explicaçao entre eles mesmos.
- Sao... Sao revistas religiosas, mamae! - Acacio respondeu, tentando convencer a mae que continuava olhando desconfiada para ele.
- Revistas religiosas com mulheres descrentes, com enormes decotes na capa, meu filho? - Olivia respondeu rispida, nao convencendo - se de tamanha mentira, enquanto Acacio, por sua vez, dava um sorrisinho amarelo para a mae.
- Sao ovelhas desgarradas que estao sendo evangelizadas, mamae! - Acacio respondeu sorridente, enquanto a mae, por sua vez, continuava olhando desconfiada para ele.
- Ah, evangelizadas? - Olivia sorriu com sarcasmo. - Sei! - meneou a cabeça em negativa. - Coitados do padre ou do pastor, que estao evangelizando essas mulheres vadias! - Olivia respondeu com odio, enqaunto Dudu ria do jeito furioso da mae. - E duvido que algum padre ou algum pastor consigam evangelizar essas mulheres que estao nas capas dessas revistas! - Olivia continuou no mesmo tom de furia. - Eles nao vao conseguir evangeliza - las nunca, muito pelo contrario! - Olivia sorriu ainda revoltada pelos filhos estarem vendo esse tipo de revista que nao era nem para a idade deles.
- Mae, por favor, manda o pai parar de escutar as lamurias da Dorise, porque eu nao quero mais apanhar! - Dudu recomendou furioso, enquanto Olivia, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- Voce quer estudar, é? - Olivia perguntou com pouco caso. - Entao estude e pare de ficar olhando esse tipo de revista que nao e para garotos da sua idade! - Olivia recomendou furiosa, enquanto Dudu, por sua vez, olhava surpreso para a mae. - E voce vai continuar estudando essas revistas de putaria, meu filho? - Olivia peguntou ao observar que o filho a ignorava, enquanto Acacio, por sua vez, fechava a sua revista, nervoso e Dudu fazia o mesmo, sentando - se por cima da mesma, que era o que o seu irmao mais velho havia feito, olharam apreensivos para a mae que continuou falando bem alto, para que Acamir ouvisse e viesse verificar o que os dois estavam aprontando de novo, mas nao foi isso que aconteceu, para a sorte dela, senao ela levaria a culpa de tudo novamente.
- Da proxima vez eu nao vou bater mais! - Acamir apareceu na porta do quarto dos dois garotos, que olharam apreensivos para o pai e ainda com medo do que pudesse acontecer com eles, se o pai os fizesse levantar. - Eu pego um facao e enfio goela a baixo de voces dois! - Acamir, por sua vez, apontou o dedo para os dois filhos que engoliram em seco e depois olharam - se surpresos, enquanto Olivia, por sua vez, olhava assustada para o marido furioso.
- Ai, e nos vamos perder esses garotos lindos, Acamir? - Olivia perguntou na inocencia e Acamir, por sua vez, ficou olhando furioso para a mulher e retirou - se e Olivia, por sua vez, arrependeu - se da pergunta idiota que havia feito ao marido, enquanto que os dois garotos tambem olhavam surpresos para a mae, pois sabiam muito bem que o pai ja nao gostava mais da mae e tambem nao a suportava.
- E dai? - Acamir gritou de la da sala. - Depois eu faço outros, nem que seja com outra mulher, Olivia! - Acamir continuou furioso com a mulher, que engoliu em seco, de tao revoltada que ficou com o marido.
Enquanto os dois irmaos estavam solidarios com a mae, Dorise deliciava - se em seu quarto com todas as revistas que havia pegado dos irmaos, imaginando - se ser como aquelas mulheres que posavam para a tal revista que os irmaos tanto gostavam.
- Filha! - Acamir chamou, indo ate o quarto da garota safada, e surpreendeu - se com as revistas encima da cama da pobre garota safada. - Esse nao e o tipo de revista que uma garota descente e criança nao pode ver, Dorise! - Acamir disse fingindo - se calmo, mas furioso por dentro, pois nao estava acreditando na safadeza da filha e foi logo tomando a revista da mao da filha e olhando as demais que estavam espalhadas encima da sua cama.
E Dorise, por sua vez, ficou surpresa e seu coraçao ficou aos pulos, pois tinha sido flagrada pelo pai furioso que estava fingindo - se de calmo, apenas para pega - la no flagra!
- Pai, eu juro que nao fui eu quem as trouxe aqui! - Dorise mentiu ainda palida, pois estava muito surpresa com o que estava acontecendo, mas o pai deu um sorriso cinico para ela e pegou todas as revistas que estavam encima da sua cama para ele.
- Entao vamos fazer assim, Dorise! - Acamir olhou bravo para a filha. - Se voce nao falar nada pra sua mae, que eu peguei essas revistas para mim, eu nao conto nada para ela, que eu peguei voce olhando - as! - Acamir chantageou, que era o que a filha mais gostava e Dorise, por sua vez, aceitou a proposta feita pelo pai e viu que ele levantou - se e levou todas aquelas revistas com ele, sendo que ela, acabou ficando sem nenhuma para se divertir.
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