- Sua nojenta! - Fred ofendeu Marion, ao chegarem em casa, e Marion, por sua vez, ficou quieta, pois não adiantaria nada, se ela retrucasse. - Você não presta! - Fred continuou, com raiva da irmã. - No meio da roda, só com o Zinho de cuecas? - continuou furioso e olhando feio para Marion, que nada respondia, pois engolia em seco, de tanto medo que estava sentindo do irmão. - Você merece mesmo é uma boa surra, isso sim! - Fred continuou com raiva da irmã. - Vê se você me olha, quando eu falo com você, sua sem educação! - continuou furioso com Marion, que de tanto medo que estava sentindo, nem sequer olhava para Fred. - Eu juro para você, que eu vou contar tudo para a mãe, só para ela saber a espécie de filha que ela tem! - Fred continuou ofegante, de tanta raiva que estava sentindo da pobre da Marion. - Eu já disse, olha para mim! - Fred gritou furioso com a irmã, que levou um violento susto e encarou - o, totalmente nervosa, depois, que já na calçada de casa, ele a segurou pelo queixo, forçando - a a encará - lo e o coração da pobre palpitava, faltava só sair pela boca.
- Mãe! - Fred chamou, entrando em casa, seguido por Marion, que já estava apavorada com a situação. - O Dudu começou a provocar o Zinho e esse só ficou de cuecas cor de rosa, no meio da rua! - Fred continuou contando com tamanha indignação, enquanto, Zoraide, por sua vez, olhava para o filho, boquiaberta.
- O quê? - Zoraide continuou escandalizada e já olhando para Marion. - E o quê foi que aconteceu com a Marion? - Zoraide perguntou, encarando Marion, que engolia em seco, enquanto Fred, por sua vez, ria sarcástico.
- A Marion ficou lá no meio da roda, atrás do Zinho e dando risada da situação. - Fred comentou furioso, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava furiosa para a pobre garota, que baixava a cabeça triste e vermelha de vergonha.
- E por quê você riu, sua safada? - Zoraide perguntou furiosa, enquanto Marion, por sua vez, olhava chorosa para a mãe.
- Porque as cuecas do Zinho estavam com rajo de bosta, mamãe! - Marion respondeu trêmula.
- Rajo de bosta? - Zoraide perguntou furiosa. - E o quê você quer dizer com "rajo de bosta", minha filha? - Zoraide continuou furiosa com a garota, enquanto Fred, por sua vez, gargalhava das palavras mal ditas da irmã.
- É freada de caminhão, mamãe! - Fred continuou às gargalhadas, enquanto Marion, por sua vez, continuou cabisbaixa e triste.
- A Marion não sabe nem o que fala! - Zoraide censurou a garota, que nada respondeu.
- E o pior do que o "rajo de bosta" é que a Marion estava no meio da roda, bem pertinho de Sonda! - Fred comentou, observando a mudança no comportamento da mãe.
- Como é que é? - Zoraide perguntou, encarando a filha, com muita fúria, enquanto Marion, por sua vez, engolia em seco. - Mas as duas não são inimigas? - Zoraide perguntou, achando estranho o comentário sórdido do filho.
- Exatamente, mamãe! - Fred aplaudiu feliz. - Mas na hora da cueca do Zinho, todo mundo se juntou e se esqueceu das rinchas e um monte de garotas ficaram tentando agarrá - lo, inclusive a Dorise! - Fred observou, olhando furioso para Marion.
- A Dorise? - Zoraide perguntou surpresa. - Mas aquela garota ainda é um bebê e já está querendo aprontar? - Zoraide continuou escandalizada com a situação.
- Pois é, mamãe, para a senhora ver como as coisas estão modernas e adiantadas! - Fred comentou em tom de críticas.
- E por acaso a Marion tentou agarrar o safado do Zinho? - Zoraide perguntou curiosa e olhando furiosa para a filha, que nada dizia, apenas escutava o que os dois tinham a dizer sobre si mesma.
- Não, a Marion não! - Fred respondeu, aliviando o coração da mãe. - Mas se fosse o Cacio, com certeza, ela tentaria tirar uma casquinha, assim como todas as garotas que estavam ali! - Fred criticou furioso, enquanto Marion, por sua vez, sentia uma ponta de inveja na declaração feita pelo irmão.
- E por quê você está todo arranhado, meu filho? - Zoraide perguntou, observando o rosto do garoto furioso.
- Eu e o Zinho brigamos! - Fred baixou a cabeça triste.
- Mas por quê vocês dois brigaram, meu filho? - Zoraide perguntou, acudindo ao pobre do filho.
- Porque eu achei um absurdo o Zinho tentar provar para todo mundo que estava ali, que é macho! - Fred respondeu furioso. - Ele quase desceu as cuecas cor de rosa que ele estava usando, mamãe! - Fred bradou furioso e escandalizado com a situação provocada pelo outro garoto.
- E você ainda quer que a sua irmã namore aquele garoto safado, meu filho? - Zoraide perguntou furiosa.
- Entre ele e o Cacio, eu prefiro ele, mamãe! - Fred respondeu, observando a cara feia da mãe. - E infelizmente nós dois pegamos suspensão por causa disso tudo que aconteceu! - Fred comentou, por fim, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava escandalizada para os dois filhos.
- O quê? - Zoraide explodiu furiosa. - Mas que escola é essa? - continuou escandalizada com a atitude tomada pela direção. - Por causa dessa pantomina do Zinho, todo mundo que estava ali, tomou suspensão? - Zoraide perguntou furiosa.
- Mamãe, o Fred bateu no Zinho! - Marion criou coragem para falar, mas logo arrependeu - se, pois a mãe olhou furiosa para ela, faltando só engoli - la. - E a senhora ainda achou pouco? - Marion perguntou furiosa.
- Cale - se, sua maldita! - Zoraide gritou furiosa, calando a garota, que engoliu em seco. - Aqui você não tem voz nenhuma! - Zoraide continuou no mesmo tom de fúria, ao passo que Marion, por sua vez, baixou a cabeça triste e solitária, sem ninguém para apoia - la ali, naquele presente momento, pois o pai a apoiava em tudo e no presente momento, ele estava ausente.
- O único que não tomou suspensão ali foi o inspetor Gomes! - Marion resolveu dizer, mesmo depois daquela bronca que havia tomado e Fred e Zoraide, olharam - se, sem ao menos entender o que estava acontecendo.
- Se ele é inspetor, é claro que ele não toma suspensão, Marion! - Zoraide respondeu sarcástica, enquanto Marion, por sua vez, baixava a cabeça triste novamente.
- Ela não se liga nas coisas, mamãe! - Fred respondeu furioso, enquanto Marion, por sua vez, nada mais dizia, por falta de coragem.
E quando Marion era criança, ela sonhava que era a Branca de Neve e sua mãe, Zoraide, era a bruxa que lhe oferecia uma maçã verde ao invés de vermelha, envenenada, e ela sempre acordava assustada, e isso só acontecia, quando o pai lhe contava as histórias de conto de fadas, para ela dormir.
- O quê? - Zoraide continuou escandalizada com a situação. - Logo você, dona Marion, que está quase para perder o ano? - Zoraide perguntou furiosa.
- Quase para perder o ano não, mamãe! - Fred respondeu furioso. - Eu fiquei sabendo pelo próprio Zinho, que a maioria da sala dele, tirou "E" em Matemática! - Zinho respondeu furioso.
- É mesmo, meu filho? - Zoraide perguntou furiosa. - Ultimamente a sua irmã não quer nada com nada! - Zoraide bradou, olhando furiosa para a filha, que engolia em seco.
- Ultimamente não, mamãe! - Fred bradou, com vontade de dar um violento tapa na cara da irmã. - Ela nunca quis nada com nada! - Fred continuou furioso com a irmã que nada respondia. - E a senhora não vai dar uma surra nela, mamãe? - Fred perguntou, colocando fogo na mãe, que também estava com vontade de bater em Marion.
- Não, meu filho! - Zoraide bradou chateada com a situação que não podia ser resolvida do jeito que ela queria que fosse. - Você sabe muito bem que eu fui proibida de bater nela! - Zoraide apontou furiosa para Marion.
E Marion, por sua vez, achou melhor ir para o seu quarto, triste e cabisbaixa, pois ela esperava uma família normal, onde todos gostassem dela e ela fosse muito bem vinda entre os demais integrantes, mas infelizmente, não era assim, como ela queria!
E sua mãe, que nunca se importava com ela, nunca afagava seus cabelos e nem tampouco, não dava apoio para ela, apenas acreditava em tudo o que o mal elemento do seu irmão dizia e não se importava com nado do que ele aprontava, a culpa sempre caia por cima dela!
E do seu quarto, ela podia ouvir as sonoras gargalhadas de ambos, e o sonho dela, era que a mãe fosse do mesmo jeito com ela, assim como era com o mal elemento do seu irmão.
Mas Marion não precisava do amor da sua mãe e nem tampouco do amor do mal elemento do seu irmão, porque ela tinha apenas o amor do pai e somente para ela, onde os dois nem tampouco importavam - se com Jardel, Marion importava - se muito!
E tinha também o amor do bondoso homem, o seu Acamir, que fazia algum tempo que ela nao o via!
- O que aconteceu, Dudu? - Olívia perguntou ao ver o filho chegar triste em casa e Dorise, por sua vez, toda sorridente e vitoriosa, olhando feliz para o seu irmao.
- Nada não, mamãe! - Dudu respondeu, quase que chorando e Olivia, por sua vez, desconfiou que fosse uma briguinha entre irmãos.
E Dudu sabia muito bem, que podia confiar na mae, pois ela sempre o apoiava e compreendia seus erros e ajudava para que ele nunca tomasse nenhuma bronca do pai, que so sabia brigar, bater e nunca compreendia e nem ajudava aos seus filhos, e parecia ate que ele tinha odio dos filhos.
- Eu estava falando com você, meu filho! - Olivia olhou para o filho, que estava quieto e cabisbaixo e sentado à mesa, esperando seu almoço delicioso.
- Ele levou suspensao por tres dias, mamae! - Dorise começou a falar, feito uma tagarela, sentando - se à mesa tambem.
Enquanto Acacio e Dudu olhavam furiosos para ela.
- O que? - Olivia perguntou nervosa e sentindo ate uma ligeira moleza. - Eu nao estou ouvindo direito? - Olivia perguntou ainda nervosa e pensando que ia cair.
- A senhora ouviu sim, mamãe! - Dudu respondeu com a voz sumida, enquanto Olivia, por sua vez, olhava surpresa para ele. - E ainda por cima, por tres dias, mamae, do jeito que a apressada da Dorise contou! - Dudu bufou, olhando furioso para a irma que continuava toda sorridente e feliz pela desgraça do irmao.
- O quê? - Olivia continuou surpresa com a situaçao e apavorada so em pensar na desgraça que seria se o marido soubesse da suspensao que Dudu havia tomado. - E justo nesses dias de provas, meu filho? - Olivia choramingou nervosa. - Ai, meu Deus do céu, eu acho que vou desmaiar! - jogou - se no chao e os tres filhos foram ao encontro da mae, agaixando - se para acudi - la, e abanaram o pano de prato na cara de Olivia, e Dorise, por sua vez, pegou uma folha de caderno e fez um leque urgente para abanar a pobre da mae que estava apavorada fazendo as suas pantominas apenas para impressionar aos pobres dos tres filhos apavorados. - Mas tudo isso foi por causa do que, meu filho? - Olivia continuou nervosa com a situaçao e perguntou, ao ser erguida pelos tres filhos, pois seu peso era muito.
- Ah, mas foi muito gozado, mamãe! - Acacio começou a falar sorridente, enquanto sentavam a pobre da mae em uma cadeira. - A senhora sabe que o Zinho passou blush para chamar a atençao da Marion e o Dudu se travestiu de loira do banheiro apenas para assustar ao idiota do Zinho, que morre de medo dessas coisas! - Acacio comentou, observando Dudu olhar furioso para ele.
- Meu filho, ainda continua aquela historia da loira do banheiro e do blush do Zinho? - Olivia perguntou horrorizada com a situação.
- Mamae, uma historia puxa a outra e a encrenca nao foi exatamente com o Dudu! - Acacio continuou contando para alivio de Dudu.
- Não? - Olivia perguntou incredula.
- Não, mamae, a encrenca foi com o Fred e o Zinho, mas so que acabaram levando tudo à tona novamente! - Acacio explicou furioso com a situaçao.
- Quer dizer entao que a encrenca foi com os dois belezas e quem levou a pior foi o Dudu? - Olivia perguntou furiosa e batendo à mesa.
- Exatamente, mamae! - Acacio confirmou, deixando a mae mais nervosa ainda. - Mas nao foi somente o Dudu que levou suspensao! - Acacio continuou falando para tentar aliviar o pobre coração da mae.
- Entao voce tambem levou suspensao? - Olivia perguntou furiosa. - Ah, eu acho que vou desmaiar novamente! - Olivia fez mençao de virar - se para o lado, com o intuito de fingir desmaio.
- Não, mamae, nao desmaie agora nao, porque nao vai adiantar! - Acacio olhou sério para a mãe, que continuou surpresa pela atitude do filho. - Todos os que eram os "motivos" da discussao e da briga que rolou entre o Zinho e o Fred, levaram suspensao, menos eu e a Dorise! - Acacio explicou, aliviando a mae.
- Ate a Marion levou suspensao, mamae! - Dorise bradou sorridente e feliz, sob os olhares furiosos de Acacio.
- E quem está perguntando daquela garota nojenta, Dorise? - Olivia perguntou furiosa, enquanto Dorise, por sua vez, calava - se.
- Eu acho que você foi infeliz em seu comentario, Dorise! - Acacio olhou furioso para a irma.
- Por quê, Cacio? - Dorise perguntou furiosa. - Só porque eu falei que ate a sua amada tomou suspensao? - Dorise perguntou em sinal de provocação, enquanto Acacio olhava furioso para ela.
- Eu acho bom essa discussão idiota entre voces parar por aqui! - Olivia olhou furiosa para ambos, que logo calaram - se.
- E como foi essa maldita dessa discussão, meu filho? - Olivia perguntou, olhando serio para Dudu, que limpou a garganta para contar tudo para a mãe, já que confiava na mesma.
- Mamãe, eu e a minha turma começamos a chamar o Zinho de bicha, devido à historinha do blush que ele inventou, alegando que a Marion gosta de caras de bochechas vermelhinhas e esse e o motivo do cara usar blush sempre! - Dudu bradou às gargalhadas e sob os olhares furiosos da mae.
- Meu filho, voce nao podia fazer isso com o Zinho! - Olivia continuou furiosa com o garoto.
- Por quê mamãe? - Dudu perguntou furioso. - Por acaso a senhora esta defendendo o cara agora? - Dudu perguntou indignado.
- Não meu filho! - Olivia respondeu estupida. - E que eu te ensinei a ser um garoto bom, pacifico e nao um garoto ruim e briguento, assim como aquele Zinho! - Olivia fez careta ao falar em Zinho.
- Mas a gente so quer se divertir na cara dele, mamae! - Dudu bradou às gargalhadas.
- E melhor voce parar, porque voce sabe muito bem o pai que tem, meu filho! - Olivia alertou, observando a reação do filho, que logo ficou cabisbaixo e triste.
- E no fim voce se deu muito mal, Dudu, porque agora a mae vai ter que esconder o que voce fez para o pai! - Acacio comentou chateado, enquanto Dudu, por sua vez, engolia em seco, ainda cabisbaixo e triste.
- Conte - me mais sobre o que aconteceu, meu filho! - Olivia dirigiu - se a Acacio, que deu um sorriso de satisfação para a mae, enquanto Dudu, por sua vez, olhava chateado para ele.
- O Zinho ate baixou as suas calças, revelando suas cuecas cor de rosa para todo mundo ver! - Acacio comentou sob os olhares arregalados da mae.
- Jura meu filho? - Olivia perguntou assustada. - E a Dorise viu tudo isso, meu filho? - Olivia perguntou, olhando para a filha, enquanto Acacio, por sua vez, ria da situação e Dorise, por sua vez, olhava furiosa para o irmao.
- Nao so viu como se aproveitou da situação, mamae! - Acacio bradou, olhando furioso para a irma.
- Como e que e? - Olivia perguntou furiosa. - A sua irma estava no meio daquelas garotas pervertidas? - Olivia continuou escandalizada com a atitude da filha, que olhava furiosa para Acacio.
- Infelizmente, sinto em dizer isso para a senhora, mamae! - Acacio bradou chateado pela atitude da irma.
- Nao era so eu, mamae, tinha umas garotas que tambem se aproveitaram da situaçao e ficaram passando a mao na bunda do Zinho! - Dorise olhou furiosa para o irmao e para a mae, que continuava de cara feia.
- Se fossem so aquelas garotas, tudo bem, Dorise, o pior e que voce tambem estava no meio delas! - Olivia olhou furiosa para a filha, que engoliu em seco.
- Isso que o Cacio esta falando e tudo mentira, mamae! - Dorise anunciou sob as gargalhadas sarcasticas do irmao.
- Mentira? - Dudu perguntou furioso. - Como "mentira", Dorise? - Dudu perguntou furioso. - Se eu estava presente e vi tudo o que voce fez com o Zinho! - Dudu olhou furioso para a irma, que tambem olhou furiosa para ele.
- O Zinho estava com dor no lado e eu fiz massagem nele, somente isso, mamae! - Dorise respondeu, olhando furiosa para o irmao.
- Ah, e voce acha que a mae vai engolir essa historia esfarrapada, Dorise? - Acacio perguntou furioso.
- Nem bem idade tem, ja esta aprontando poucas e boas! - Olivia olhou furiosa para a filha, que engoliu em seco, sem tem mais nada a dizer.
- As outras garotas sim estavam na sacanagem, eu nao! - Dorise bradou chorando copiosamente, apenas para se defender, enquanto todos olhavam furiosos para ela, inclusive a mae.
- E quase o Zinho tirou as cuecas cor de rosa no meio da rua, mamae! - Acacio continuou, ignorando os soluços insatisfeitos da irma. - Voce apronta as coisas, gosta de rir das desgraças alheias e quando chega a sua vez, voce fica ai chorando e dando desculpas esfarrapadas para a mae! - Acacio olhou furioso para a irma que continuava chorando copiosamente, na frente de todo mundo.
- Desculpas esfarrapadas, Cacio? - Dorise continuo chorando copiosamente e soluçando. - A mae acredita em mim! - Dorise bradou, na certeza que de que a mae estava acreditando na conversa dele.
- Ah, mas agora eu nao estou acreditando em voce nao, Dorise! - Olivia olhou furiosa para a filha, que olhou estatica para ela.
E ao ouvir isso, Dorise chorou mais ainda, pois agora sabia que a mae nao estava mais acreditando nela!
- E aí, mae? - Dudu perguntou ansioso, tentando cortar o choro da irma. - Como eu vou fazer para o pai nao ficar sabendo disso? - Dudu perguntou preocupado. - A dona Virginia falou que vai ligar pra ca! - Dudu bradou ansioso e nervoso com a situaçao provocada pela diretora.
- Voce continua indo normalmente para a escola, meu filho! - Olivia olhou seria para o filho, que sorriu feliz, sabendo que a mae o ajudaria. - E vê se voce nao abre a boca Dorise, porque voce sabe muito bem o que pode acontecer com voce, se voce falar alguma coisa sobre o seu irmao! - Olivia ameaçou a filha, que olhou para ela com cara de raiva e os olhos inchados de tanto chorar.
- O que foi? - Dudu perguntou olhando furioso para a irma. - Voce tem medo de eu descobrir algum namorado seu? - Dudu continuou furioso com a irma que nada respondia.
- Eu nao tenho namorado nenhum, Dudu! - Dorise respondeu firme e furiosa com a atitude do irmao.
- E eu te aconselho a ir todos os dias pra escola, porque voce sabe que algumas garotas da escola tem raiva da sua irma e podem dar um pau nela a qualquer hora dessas! - Olivia benzeu - se, so em pensar em ver a filha chegar em casa toda machucada por causa de briga na rua.
- Eu so quero ver, o ano que vem, se eu quiser mudar de escola ou ate se eles resolverem fazer outro horario! - Dudu comentou furioso com a irma, que continuava chorando copiosamente.
- Ela vai apanhar a torto e a direito, porque ninguem na escola aguenta mais essa lingua ferina! - Acacio olhou furioso para a irma. - So tem lingua, porque força ela nao tem! - Acacio continuou furioso com a irma.
- E como e que voce vai fazer essas provas, filho? - Olivia perguntou curiosa.
- Eu nao sei ainda, mamae! - Dudu respondeu chateado com a situação.
- Seja macho mesmo, meu filho! - Olivia olhou ansiosa para o garoto que sorriu feliz, enquanto Acacio, por sua vez, olhou surpreso para a mae, nao entendendo a situaçao. - Se mexerem com voce, bata, nao faça como a sua irma, que mexe e depois nao aguenta! - Olivia continuou incentivando ao filho.
- Mamae, nao foi a senhora que disse para o Dudu, a pouco tempo, que nao o criou para ser galo de briga? - Acacio perguntou achando estranha a situação.
- Exatamente, Acacio! - Olivia olhou para o filho, ainda surpresa com a pergunta dele. - Mas o Dudu tem que se defender, nao puxar briga, mas se defender das situações sim! - Olivia explicou - se para o filho, que continuou surpreso com a atitude da mae.
- Ainda bem que nao fui eu quem pulou no pescoço dele! - Dudu bradou todo sorridente e feliz, sabendo que teria apoio da mae.
- O Zinho so apanha mesmo! - Olivia bradou com entusiasmo. - Ele e um saco de pancadas! - Olivia bradou sorridente. - Eu so espero que a Deda nao me venha com reclamaçoes! - Olivia bradou furiosa.
- Ela nao vem com reclamçoes com a senhora, mamae! - Dudu bradou certo de que nao teria reclamaçoes nenhuma da parte da mulher.
- Por que voce esta falando isso, meu filho? - Olivia perguntou ansiosa.
- Porque nao fui eu quem bateu nele, mamae, eu apenas o provoquei e o levei a tirar as calças no meio da rua! - Dudu bradou as gargalhadas.
- Filho, voce ainda continua com amizades com aquela turma desordeira? - Olivia perguntou, reprovando a atitude do filho, que logo calou - se.
- Não, mamae! - Dudu sorriu e Olivia ja sabia que as amizades do filho nao eram duradouras. - Como a senhora ja sabe, eu nao nasci para ter amizades duradouras! - Dudu reclamou chateado, enquanto Dorise, por sua vez, ria da desgraça do irmao.
- Ainda que os seus amigos se vao numa boa! - Acacio bradou sorridente.
- Eu so espero que quando voce crescer e se casar, as suas mulheres nao vao embora numa boa e que voce nao tenha muitos divorcios na vida, meu filho! - Olivia comentou chateada com a situação do filho.
- E nao e a toa que a Marion te chama de Gasparzinho, Dudu! - Acacio comentou, vendo que o irmao ficou totalmente sem graça com o comentario feito pelo irmao.
- E a senhora sabe que a Sonda tambem defendeu a Marion? - Dudu perguntou, mudando o assunto e deixando a mae boquiaberta com o comentario feito por ele.
- Como e que e? - Olivia perguntou assustada com o comentario do filho. - A Sonda defendeu aquela garota insuportavel? - Olivia continuou incredula.
- Exatamente, mamae! - Dudu concordou, ainda olhando para o rosto surpreso da mae. - A Sonda defendeu a Marion, bem na hora em que nos todos fomos para a diretoria! - Dudu comentou, enquanto Acacio olhava furioso para o irmao, por ele ter contado o que nao era para contar para a mae.
- Mae, nao foi exatamente a Marion que ela defendeu! - Acacio bradou, olhando feio para o irmao. - Ela estava defendendo mesmo, era o Zinho! - Acacio continuou, vendo que a mae, agora olhava furiosa para ele.
- Defendeu o Zinho, defendeu a Marion! - Olivia comentou furiosa. - A Sonda esta ficando totalmente maluca! - Olivia comentou chateada.
- As coisas mudam, mamae! - Dorise observou mais calma.
- Dudu, voce esta feliz, so porque voce vai ficar tres dias sem ir para a escola? - Olivia perguntou observando que logo o filho olhou para ela totalmente sem graça.
- Se a senhora estudasse como nos estudamos, garanto que a senhora tambem ficaria feliz por poder ficar tres dias longe da escola! - Dudu bradou chateado com a pergunta feita pela mae, que olhou furiosa para ele.
- Dudu! - Olivia chamou o garoto novamente, vendo que ele dava as costas para ela, pronto para dirigir - se para o seu quarto. - Volte aqui, por favor! - Olivia continuou toda educada com o filho, que voltou - se crispando os labios de raiva.
- Diga, mamae! - Dudu bradou desanimado.
- De hoje em diante, voce esta proibido de falar com a sua prima Sonda! - Olivia bradou, olhando para Dudu, que ficou surpreso com a atitude da mae.
- Mas por que, mamae? - Dudu perguntou furioso com a situação.
- Porque ela defendeu o Zinho! - Olivia continuou furiosa com o filho. - Ela nao defendeu voce, que e o primo dela, meu filho! - Olivia bradou ainda desconsolada com a atitude da sobrinha. - Ela nao e digna nem de olhar para voce, meu filho! - Olivia continuou acudindo ao filho, que continuou surpreso.
- Tudo nem, mamae! - Dudu concordou com a mae, pois precisava da ajuda dela, entao, jamais ela a contrariaria. - Como a senhora disse, eu vou evitar a Sonda, ja que ela nao me defendeu mesmo! - Dudu comentou chateado pela atitude da prima.
- Ainda bem que voce concordou comigo, meu filho! - Olivia bradou feliz, enquanto Dorise, por sua vez, sorria de felicidade, pois queria ver - se livre da prima!
- Eu tenho certeza de que o Dudu nao percebeu a situaçao, mamae, a senhora precisou apontar para ele os pros e os contras! - Acacio observou sorridente.
- Vamos ficar calados, porque o seu pai ja vem chegando para o almoço! - Olivia rapidamente começou a colocar os pratos na mesa, pois ainda nao havia arrumado a mesa como o marido gostava, enquanto os tres filhos dispersavam - se rapidamente para lavar as maos e arrumarem - se para almoçar a comida deliciosa da mae.
- Mamãe, a senhora ficou sabendo que o Zinho quase tirou as cuecas no meio da rua? - Bunnie perguntou, surpreendendo a mae, que preparava o almoço toda esbaforida.
- Mas é claro que não, minha filha! - Deda olhou assustada para a filha sorridente. - E isso é verdade, minha filha? - Deda perguntou curiosa.
- Mas é claro que sim, mamãe! - Bunnie olhou sorridente para a mae. - E a senhora acha que eu iria mentir apenas para ter a atençao da senhora, mamae? - Bunnie perguntou, encarando a mae.
- E por que o Zinho fez isso, minha filha? - Deda quis saber.
- Porque o Dudu o provocou, novamente, duvidando da masculinidade dele! - Bunnie comentou, sentando - se.
- Sempre aquele maldito Dudu! - Deda bradou furiosa.
- Mas isso nao foi nada, mamae! - Bunnie continuou toda sorridente.
- Ainda tem mais, minha filha? - Deda perguntou assustada.
- Mas é claro que tem, mamae! - Bunnie continuou ansiosa.
- Entao conta logo, minha filha! - Deda olhou furiosa para a filha sorridente.
- O Fred bateu no Zinho! - Bunnie contou por fim, enquanto Deda, por sua vez, olhava assustada para a filha.
- Como é que é, minha filha? - Deda perguntou totalmente assustada com o que Bunnie havia lhe contado.
- Isso mesmo que a senhora ouviu, mamãe, o Fred bateu no Zinho! - Bunnie continuou ansiosa e feliz, por ser a primeira a contar a notícia para a mae.
- Mas por que aquele crapula fez isso com o seu irmao, minha filha? - Deda perguntou nervosa.
- Porque o Zinho estava tentando tirar as cuecas na rua e o Fred fez tudo isso para defender a honra da maioria das garotas que estavam gostando da ideia de ver o Zinho sem cuecas, inclusive a irmã dele! - Bunnie comentou por fim.
- Ah, a santinha da Marion? - Deda perguntou com raiva.
- Exatamente, mamãe, a santinha da Marion! - Bunnie comentou toda sorridente e feliz pela mae estar sabendo da situação ocorrida com o irmao na porta da escola.
- Ai meu Deus do ceu, o que o Zinho tem naquele miolo mole, hein? - Deda perguntou, olhando para cima.
- Miolo mole, mamae! - Bunnie comentou sorridente, enquanto Zinho adentrava - se todo nervoso.
- Como é que é, Zinho? - Deda perguntou furiosa, enquanto o pobre garoto voltava - se e olhava furioso para Bunnie, que estava toda sorridente e feliz pela desgraça do irmao. - Voce nao vai me contar que voce quase tirou as cuecas no meio da rua, para se exibir para as garotas da escola, Zinho? - Deda perguntou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para Bunnie.
- Contar para que, mamãe? - Zinho deu de ombros. - Se a Dorise dois ja contou tudo para a senhora? - Zinho perguntou, com um olhar acusador para Bunnie, que continuava sorridente e feliz.
- Mas agora eu quero saber de voce, Zinho! - Deda olhou furiosa para o filho, que estava furioso com Bunnie. - E quero saber tambem o que foi que aconteceu, para voce vir para casa com essa cara toda arranhada! - Deda bradou, olhando furiosa para o filho, que baixou os olhos tristes.
- Mamae, tudo o que a fofoqueira da Bunnie falou é verdade, se é que ela nao inventou mais alguma coisa! - Zinho olhou furioso para a irma que continuava sorridente e feliz.
- Eu nao inventei nada nao, apenas falei o que eu vi e o que era totalmente a verdade! - Bunnie bradou furiosa com o irmao.
- Apenas o que voce acha que e a verdade, nao e, Bunnie? - Zinho perguntou furioso.
- Eu nao acho, e a verdade e se a mae parar qualquer um que viu a cena ridicula que voce fez, todo mundo vai falar a mesma coisa que eu falei! - Bunnie continuou no mesmo tom de furia do irmao. - E se voce nao quiser que eu fale mais nada sobre isso, conte entao para a mamae! - Bunnie bradou, desafiando ao irmao.
- Eu fiquei de cuecas na rua, arriei as calças para provar para todo mundo que eu sou macho e que eu nao sou o que o Dudu fica falando toda hora! - Zinho comentou com lagrimas nos olhos, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para o filho.
- E voce fez isso mesmo, Zinho? - Deda perguntou abobada.
- Eu nao falei, mamae? - Bunnie perguntou ainda sorridente.
- Eu tive que fazer isso, mamae, porque o Dudu e seus novos amigos ficam me provocando direto, mamae! - Zinho reclamou nervoso.
- Se voce nao tivesse feito os gostos daquela maldita daquela garota assanhada, com certeza, hoje, voce nao estaria passando por isso, Zinho! - Deda bradou furiosa com o filho, que nada disse, apenas baixou a cabeça triste, enquanto Bunnie, por sua vez, continuava com seu sorriso largo e maroto. - E no que deu toda essa confusao, Zinho? - Deda perguntou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, engolia em seco para preparar - se para responder.
- A dona Virginia nos deu tres dias de suspensao! - Zinho revelou, deixando a mae furiosa e intacta, desacreditando totalmente no que tinha ouvido da boca do filho prodigo.
- Eu nao estou acreditando, Zinho! - Deda bateu furiosa na mesa.
- Isso tudo é uma pouca vergonha, Zinho! - Bunnie bradou escandalizada com a situação pela qual seu irmao estava passando.
- Pouca vergonha? - Zinho perguntou, encarando Bunnie com furia. - Pouca vergonha é o que voce pinta por ai, Bunnie! - Zinho bradou furioso, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para o irmao e Deda, tambem, olhava furiosa para a filha.
- E ja pensou se eu fosse como voce, Zinho? - Bunnie perguntou furiosa. - Ao inves de usar blush, eu poderia ate usar perfume masculino! - Bunnie respondeu furiosa, enquanto Zinho, por sua vez olhava sorridente para ela. - Pelo menos eu saio com as minhas amigas, para dançar na Toco e no Black Panther e nao sou como voce que arria as calças no meio da rua, apenas para provar para os outros, que voce e macho sem ser! - Bunnie bradou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, levantava - se pronto a dar na cara dela e Deda, por sua vez, levantava - se tambem preocupada com a atitude do filho furioso.
- Bunnie, para o seu governo, eu so passei aquele blush porque a Marion acha bonito homem de bochechas rosadas! - Zinho respondeu sentando - se novamente, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para o filho.
- Entao se o Fred achasse gostoso o cheiro do perfume de homem, voce acha que eu deveria passar tambem para conquista - lo? - Bunnie perguntou com pouco caso, enquanto Fred, por sua vez, olhava sorridente e surpreso para Bunnie.
- Esta ai uma otima ideia, Bunnie! - Zinho estralou os dedos sorridente, enquanto Bunnie e Deda olhavam - se surpresas. - Voce tambem pode fazer isso, se o Fred achar interessante perfume masculino em mulher! - Zinho continuou ansioso, enquanto Bunnie, por sua vez, arregalava os olhos de tao ansiosa que ficou com a ideia de conquistar o Fred, usando perfume masculino.
- Voce e louco, Zinho? - Deda perguntou furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava surpresa para a mae. - E voce acha que eu vou ficar satisfeita de ter um filho que todo mundo chama de bicha e agora uma filha que todo mundo chama de Maria Joao? - Deda explodiu furiosa e de olhos vermelhos, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a mae furiosa. - Eu ja falei para voce se esquecer esse Fred, minha filha, porque ele nao e o garoto ideal para voce! - Deda aconselhou Bunnie, que olhou surpresa para a mae.
- E quem e o garoto ideal para mim, mamae? - Bunnie perguntou furiosa. - Por acaso e o filho do Silvio Santos, que vai me coroar a Miss Brasil? - Bunnie perguntou sarcastica.
- Se ele tivesse um filho, sim! - Deda respondeu furiosa com a filha.
- Mamae. a Bunnie, com todo esse jeito dela ai, jamais sera coroada a Miss Brasil! - Zinho bradou furioso.
- E voce com todo esse jeitao ai, nunca vai ser convocado para jogar no time oficial do Corinthians, quanto fara para jogar numa copa do mundo, na seleçao brasileira! - Deda replicou furiosa, deixando o filho totalmente sem graça.
- A senhora sonha muito alto com a Bunnie! - Zinho bradou furioso.
- E por acaso sonhar com uma filha Miss Brasil e sonhar muito alto, filho? - Deda perguntou no mesmo tom do filho.
- Mas e claro, mamae, nesse pais enorme, quantas maes nao sonham isso para as filhas e quantas garotas mais bonitas do que a Bunnie, mais altas e mais charmosas tem por ai? - Zinho perguntou, observando a mae vermelha de furia. - Ate mesmo na nossa escola tem garotas mais belas e mais charmosas do que a Bunnie, que so nao chamam a atençao por nao serem tao galinhas quanto ela! - Zinho bradou sorridente, enquanto Bunnie, por sua vez, crispava os labios de odio do irmao faceiro.
- Meu filho, nao fale desse jeito da sua irma! - Deda repreendeu ao filho sorridente.
- A Marion nunca vai dar bola pra voce, Zinho, nunca! - Bunnie bradou com toda a ira do mundo, enquanto Zinho, por sua vez, ria da cara dela.
- E nem o Fred e nem tampouco o Cacio nao vao dar bola pra voce, maninha! - Zinho bradou furioso, bem pertinho da irma, que bufou de odio.
- Voce tem tanta certeza disso, maninho? - Bunnie perguntou bem pertinho do irmao, enquanto Deda, por sua vez, olhava assustada para os dois, com medo dos dois se atracarem ali mesmo na frente dela e ela nao ter como separa - los.
- Pode ate ser que eu nao tenha tanta certeza assim, maninha, porque eu sei muito bem quais sao suas tecnicas com os caras! - Zinho piscou para Bunnie, que bufou furiosa. - Vaca, voce e uma vaca mesmo, Bunnie! - Zinho continuou furioso com a irma, que olhava para ele furiosa e bufando.
- Vamos parar com essa discussao tola, meus filhos! - Deda tentou apazigua - los, enquanto um olhava furioso para o outro.
- Mamae, aonde a senhora vai? - Bunnie perguntou, indo atras da mae. - Disco do Roberto Leal nao, mae, pelo amor de Deus! - Bunnie correu ate a mae, que foi atre a vitrola, pronta para tocar o disco do Roberto Leal.
- Olha mae, a senhora sabe muito bem como os nossos vizinhos sao! - Zinho replicou nervoso e chegando bem pertinho da mae, que nao estava nem tampouco se importando com o que o filho estava falando.
- Eu nao estou nem ai para os nossos vizinhos malditos, filho! - Deda replicou, ajeitando o disco na vitrola. - O problema todo e que eu tenho um filho bicha, que leva suspensao porque alega que esta usando blush apenas para conquistar uma maldita de uma assanhada que nao tem o que fazer da vida! - Deda choramingou, ao passo que a musica do Roberto Leal começou a tocar, para a tristeza dos dois filhos, que começaram a tampar os ouvidos para nao escutar. - Ouvir as musicas do Roberto Leal, para voces, serve como um tremendo castigo, apenas para ver se voces dois aprontam menos e me deixam um pouco menos nervosa, porque essas musicas todas relaxam o meu espirito! - Deda continuou furiosa com ambos os filhos, que olhavam - se chateados e ainda com os ouvidos tapados.
- E voce fez com que eu tomasse suspensao, sem ter nada a ver com o que aconteceu com voce! - Bunnie, por sua vez, apontou furiosa para o irmao, que nada disse, apenas deu de ombros, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para Zinho.
- Eu? - Zinho gargalhou, deixando Bunnie mais furiosa ainda. - E voce nao tem nada a ver com isso? - Zinho continuou às gargalhadas. - Entao quer dizer que voce me empresta o blush e quer tirar o corpinho fora? - Zinho continuou furioso com Bunnie, que continuava olhando feio para ele.
- Eu emprestei porque eu tenho certeza de que voce iria usar de chantagem comigo! - Bunnie continuou furiosa com a situaçao provocada pelo irmao. - Voce esta parecendo mais e politico, quando esta em campanha, almejando ganhar a eleiçao, promete, promete e nunca cumpre e que nem homem quando esta querendo amarrar mulher, promete usos e fundos e depois nao cumpre! - Bunnie continuou no mesmo tom de furia. - Sabe o que ele me prometeu, mamae? - Bunnie perguntou, apontando para o irmao, enquanto a mae olhava furiosa para o filho e o disco continuava tocando. - Ele me prometeu nunca mais me seguir e que eu poderia ir ate para os quintos, que ele nao iria atras! - Bunnie continuou falando, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ela e Deda, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- E voce nao ia mais vigiar a sua irma, para mim, Zinho? - Deda perguntou, deixando Bunnie surpresa com a situação.
- Mae, entra no que ela falou, mas e claro que eu nao iria cumprir o que eu prometi! - Zinho gargalhou, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para Zinho. - E se ela fosse tao esperta o quanto parece, no minimo ela se ligaria que o que eu prometi a ela, e como mentira de politico e de homem conquistador, como ela mesma sabe! - Zinho continuou às gargalhadas, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava para Zinho e bufava de tanta raiva que estava sentindo do garoto.
- O Zinho usa blush! - os tres ouviram Olivia gritando bem em frente à casa deles.
- Mamae, a dona Olivia veio aqui nos provocar! - Bunnie bradou, olhando pela janela.
- Voce esta vendo a vergonha que voce me faz passar, Zinho? - Deda olhou furiosa para o filho, que baixou a cabeça triste.
- Mamae, foi por culpa do Zinho, que muita gente tomou suspensao! - Bunnie choramingou, ao passo que Zinho, por sua vez, olhava furioso para a irma.
- Por causa da maldita da Marion, que gosta de garotos de bochechas vermelhas, que voce levou muita gente ao fundo do poço, Zinho? - Deda aproximou - se ainda mais do filho e com um tremendo odio do pobre garoto, que encolheu - se todo, a medida que a mae aproximava - se dele.
E Olivia, por sua vez, que estava pronta a se atracar com Deda no meio da rua, novamente, desistiu, pois viu que ninguem saia de casa mesmo, acabou voltando para a sua casa, toda revoltada.
- Olivia, o que voce esta fazendo ai, em frente, à casa da Deda? - Claudete perguntou, estacionando seu carro, em frente à sua casa.
- Nada não, eu so estava chamando - a para conversar, mas como ninguem saiu do lado de fora, eu resolvi voltar para casa! - Olivia mentiu toda sorridente, enquanto Claudete, por sua vez, olhava furiosa para a mulher.
- Ah, eu pensei que voce estava procurando briga com a dona Deda novamente, Olivia! - Claudete bradou duro com a mulher, que sorriu encabulada e feliz.
- O Zinho fez todo mundo tomar suspensao, se eu nao me engane ate a Sonda acabou tomando suspensao tambem! - Olivia cochichou, enquanto Claudete, por sua vez, olhava assustada para a mulher.
- O que? - Claudete perguntou admirada. - Mas sera que a Sonda tomou suspensao por bobeira? - Claudete perguntou assustada.
- No minimo sim! - Olivia respondeu feliz, por contar a noticia para a cunhada, que nem sequer sabia do assunnto.
- Eu acho que a escola ate ia te ligar, mas como nem voce e nem o seu marido tem tempo para nada, entao, eles acabaram deixando voces de lado! - Olivia comentou sarcastica, sob os olhares furiosos da mulher.
- Mas o que foi que aconteceu para eles tomarem suspensao, Olivia? - Claudete perguntou curiosa.
- O Zinho quase tirou as cuecas na frente de todo mundo! - Olivia replicou inojada e olhando furiosa para a casa da vizinha Deda.
- Ah, eu nao acredito! - Claudete tapou a boca, toda preocupada com a situaçao. - E a Sonda estava no meio? - Claudete continuou assustada.
- E ainda por cima defendeu o Zinho e nao defendeu o meu filho, o primo dela, para defender ao Zinho! - Olivia bradou colerica, enquanto Sonda, por sua vez, viu o carro da mae pela janela e escutou a tia fazendo o maldito comentario, e resolveu assim, ficar escutando tudo, para quando a mae cobrasse dela, ela ja tinha como se defender!
- Eu vou falar com a Sonda! - Claudete olhou para a sua casa totalmente nervosa e transtornada e Sonda ja sabia que vinha bomba para o lado dela, pois sabia muito bem que a mae estava nervosa com ela, por ela nao ter defendido ao seu primo, assim como sua tia Olivia queria!
- Eu acho bom mesmo voce falar com ela, porque so assim eu vou dormir sossegada! - Olivia retirou - se, ainda furiosa e Claudete, por sua vez, mal esperou Olivia sair, fechou o portao da sua casa atras de si, com toda a ira do mundo.
- Sonda, eu preciso de falar com voce! - entrou em casa com tudo, e viu que a filha a olhava assustada e de olhos arregalados.
- Nem precisa de falar nada, mamae, porque eu ja escutei tudo! - Sonda respondeu firme, enquanto a mae a olhava com os labios crispados.
- Minha filha, pelo amor de Deus, o que foi que aconteceu? - Claudete perguntou ainda furiosa.
- Mamae, nos tomamos suspensao de tres dias! - Sonda comentou por fim, enquanto Claudete, por sua vez, olhava furiosa para ela.
- Suspensao de tres dias so por causa de uma briga? - Claudete perguntou furiosa.
- Nao foi bem uma briga, mamae! - Sonda acudiu.
- Ah nao? - Claudete perguntou furiosa. - Pelo que a sua tia me disse, foi uma tremenda briga! - Claudete continuou furiosa com a filha, que olhava para ela com desdem.
- Mamae, eu escutei tudo o que a minha tia disse, relaxa! - Sonda alertou a mae, que a olhava ainda furiosa. - E pelo visto a tia Olivia foi la na porta da dona Deda, apenas para provoca - la! - Sonda comentou mais calma.
- E como voce sabe disso tudo, minha filha? - Claudete perguntou furiosa.
- Eu vi tudo daqui, mamae! - Sonda comentou, observando o olhar furioso da mae.
- Voce vive bisbilhotando a vida dos outros, nao e? - Claudete perguntou sarcastica, enquanto Sonda, por sua vez, olhava sorridente para a mae.
- Nao se trata disso, mamae, eu estava na outra janela e vi que a tia Olivia foi la na porta da dona Deda gritar que o Zinho usa blush! - Sonda gargalhou, enquanto a mae, por sua vez, continuava olhando para ela de cara feia.
- A sua tia e louca, Sonda! - Claudete comentou ainda furiosa.
- Eu sei mamae, mas ela deveria manter a calma, afinal de contas, a briga nao foi nem com o filho dela! - Sonda comentou sorridente.
- Foi entre quem entao, minha filha? - Claudete perguntou ansiosa.
- A briga foi entre o Fred e o Zinho e é claro que quem entrou em desvantagem, foi o Zinho! - Sonda comentou sorridente.
- Como sempre! - Claudete comentou baixinho. - E por que os dois brigaram, minha filha? - Claudete perguntou ansiosa.
- Porque o Zinho estava querendo arriar as calças para provar para todo mundo, inclusive para o Dudu, que mesmo que ele usa blush ele é macho! - Sonda comentou às gargalhadas, enquanto Claudete, por sua vez, tentava imaginar a cena e ria tambem, junto com a filha.
- E o Zinho nao arriou as calças, minha filha? - Claudete perguntou ansiosa.
- Mas e claro que nao, mamae! - Sonda olhou surpresa para a mae.
- Mas por que isso nao aconteceu, minha filha? - Claudete perguntou insistentemente, enquanto Sonda a olhava surpresa.
- Mamae, por que a senhora queria que o Zinho arriasse as calças? - Sonda perguntou ansiosa.
- Porque seria muito engraçado, minha filha! - Claudete foi logo dizendo, toda desconcertada com a situação, enquanto a filha, por sua vez, continuava achando totalmente esquisito o comportamento da mae.
- Ainda bem que o Fred nao deixou, senao ai sim, iriamos parar ate na policia! - Sonda comentou cabisbaixa.
- Mas os dois brigaram muito, minha filha? - Claudete perguntou, tentando mudar o rumo da conversa.
- Sim, o Zinho saiu todo unhado e machucado! - Sonda comentou sério.
- Mas, minha filha, voce teria que ter defendido o seu primo e nao o Zinho! - Claudete comentou ainda nervosa.
- Mamae, eu nao defendi somente o Zinho, eu defendi todo mundo, porque eu nao queria me meter em briga novamente! - Sonda comentou para a surpresa da mae.
- Minha filha, eu acho que voce esta com febre! - Claudete comentou indo ate a testa da filha, com o intuito de medir a febre da garota.
- Mas por que a senhora acha que eu estou com febre, mamae? - Sonda perguntou indignada.
- Porque voce nao quer se meter em brigas, oras! - Claudete respondeu ainda surpresa com a situaçao, enquanto Sonda, por sua vez, retirava - se sem nada a dizer.
- Pena que amanha eu vou perder a minha aula de ciencias! - Bunnie bradou furiosa e olhando feio para o irmao.
- Voce tem prova de ciencias amanha, filha? - Deda perguntou com muita pena da filha.
- Nada disso, mamae! - Zinho olhou todo sorridente para a mae. - É que o professor de ciencias dela e todo bonitao e as garotas da escola suspiram por ele, inclusive ela! - Zinho bradou com raiva de Bunnie e apontando para a irma, que olhava furiosa para ele.
- Ah, Bunnie, eu odeio esse seu comportamento, filha! - Deda olhou furiosa para a filha, que nada disse, apenas olhou furiosa para o irmao. - Bunnie, pelo amor de Deus, dê preferencia ao homem rico, inteligente, nao a um professor, que nao ganha nem para comer, filha! - Deda continuou olhando para a filha, com um olhar reprovador. - Deixa isso para as feias pobretonas, nao voce, uma futura Miss Brasil! - Deda bradou com orgulho, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para Bunnie, com ar debochado. - Eu quero que voce se case com um artista de televisao, ate mesmo um cantor que cante tao bem quanto o Roberto Leal! - Deda suspirou. - Eu quero alguem famoso como genro e nao um pe de chinelo desses que estudam com voce! - Deda bradou com desprezo, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava surpresa para a mae.
- Quem sabe um dia, mamae! - Bunnie bradou toda sorridente e feliz. - Pelo visto a senhora quer um principe para mim, nao e? - Bunnie continuou simpatica e sorridente com a mae, enquanto Zinho, por sua vez, continuava sorridente, faceiro e debochado com a irma.
- Coisa de mae, minha filha! - Deda continuou sorridente, e na mesma simpatia da filha. - Todas as maes sonham esse tipo de coisas para as suas filhas! - Deda piscou para Bunnie, que entendeu que a mae so queria o melhor para ela.
- Mamae, isso so vai acontecer se ela participar do concurso Miss Brasil! - Zinho continuou zombando da irma, enquanto Bunnie, por sua vez, bufava e olhava furiosa para o irmao zombeteiro.
- Ah... Ja pensou, minha filha? - Deda perguntou de olhos fechados. - Voce desfilando, logo depois que ganhar o concurso, portando aquela coroa linda e aquela faixa maravilhosa? - Deda suspirou, tentando visualizar a filha no futuro, mas em sua visualizaçao, ela viu a filha de Miss Brasil, vestido de gala, desfilando com a bela coroa, a faixa, mas no lugar da elegancia, ela trazia uma enorme barriga de gravida. - E voce pensa que esta zombando da sua irma, Zinho? - Deda perguntou, acordando logo daquele sonho maldito, que ela nao gostou de ver a filha gravida e desfilando de Miss Brasil. - A sua irma é muito bonita e eu tenho certeza de que todos os garotos da redondeza e da escola onde voces estudam, morrem de inveja de voce, por voce ter uma irma tao bela assim! - Deda bradou, apontando para a bela filha sorridente e convencida.
- Graças a Deus eu tenho a minha beleza e a Marion que nem isso tem? - Bunnie perguntou furiosa e de saco cheio da provocação do irmao, que olhou furioso para ela, ao falar de Marion.
- Graças a Deus, digo eu! - Deda bradou, com a mao para cima, enquanto Zinho fechava a boca, pois ele ia responder à altura e Bunnie, por sua vez, continuava sorridente para ele, vendo que a mae o desarmou completamente e que ela nao escutaria resposta mal criada da boca dele. - Eu dou graças a Deus tambem por ter me casado com um homem lindo, e de ter dois filhos lindos, assim como voces dois! - Deda foi de encontro aos filhos e abraçou - os num unissono so. - Garanto que se eu tivesse mais filhos, com certeza, todos eles seriam tao lindos quanto voces dois! - Deda continuou amavel e simpatica com os dois, que sorriam sem graça.
- E a senhora vai deixar o insulto do Zinho por isso mesmo, mamae? - Bunnie perguntou furiosa. - Se eu fosse a senhora, eu contava tudo para o papai! - Bunnie bradou furiosa, sendo detida pela mae, ao pegar o fone.
- Minha filha, uma bela mulher nao faz fofocas! - Deda colocou novamente o telefone no gancho, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para a mae. - Voce sera o que eu sempre quis, minha filha e o que eu sempre sonhei em ser! - Deda confessou - se sorridente e feliz, enquanto Bunnie e Zinho, olhavam - se surpresos. - Uma Miss Brasil e quem sabe ate uma futura Miss Universo! - Deda continuou suspirando toda sorridente e feliz.
- Isso se ela nao aprontar com o primeiro que aparecer, nao e, Bunnie? - Zinho gargalhou da desgraça da irma, que olhava furiosa para ele, enquanto Deda, por sua vez, fechava os olhos e via novamente a filha desfilando com a coroa e a faixa de Miss Brasil e no lugar da elegancia de Miss, aquela enorme barriga de gravida!
- Mas quanta implicancia com a sua irma, meu filho? - Deda repreendeu o filho, logo apos abrir os olhos.
- Mas isso e a pura verdade, mamae! - Zinho olhou serio para a mae, que ainda estava furiosa com ele. - Filhos nao planejados nao faz parte de nenhum sonho! - Zinho bradou sorridente, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para ele e continuava bufando de tanta raiva que ficou do irmao.
- Quanto a amolar o seu pai, minha filha... - Deda olhou seria para a filha, que olhava atenta para ela. - Eu nao vou amola - lo nao, minha filha, porque ele anda muito ocupado, escrevendo o livro sobre o Silvio Santos! - Deda suspirou feliz. - Ah... - Deda suspirou novamente. - Tomara que seu pai consiga ser um bom escritor e assim a gente fica rico logo e nos mudamos daqui! - Deda continuou sonhadora e romantica, enquanto os dois filhos olhavam admirados para ela.
- Ai sim, eu vou poder usar as roupas de marca que o Sandro usa! - Zinho comentou ansioso e sonhador, vendo - se em todas as lojas de marca, comprando aquele mundareu de roupas e desfilando para cima e para baixo com elas.
- E os Sandolli vao morrer de inveja de mim, quando eu receber a coroa de Miss Universo! - Bunnie suspirou ansiosa, pensando ate que o sonho seria um dia realidade!
- E se o pai conseguir ganhar grana com os livros do Silvio Santos, jamais voce recebera a coroa de Miss Universo, Bunnie! - Zinho bradou sarcastico, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- Mas por que essa implicancia toda comigo, Zinho? - Bunnie perguntou furiosa.
- Porque o Silvio Santos vai te expulsar do concurso Miss Brasil, ao saber que voce e a filha do escritor que escreveu o livro sobre ele e ganhou toda a grana nas costas dele! - Zinho respondeu nervoso, enquanto Bunnie e Deda olhavam surpresas para ele. - Isso se ele nao descobrir antes e nao mandar tirar todos os livros de circulaçao! - Zinho continuou furioso, enquanto Bunnie e Deda olhavam para ele sem acreditar na conversa que ele estava falando.
- Eu vou resolver essa conversa toda, Zinho! - Deda bradou furiosa e tirando o fone do gancho, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a mae, com medo dela falar sobre ele com o pai.
- A senhora vai ligar mesmo para o Bob Barken, mamae? - Bunnie suspirou feliz, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para a filha, que estava ansiosa em participar logo do concurso Miss Brasil.
- Nada disso, Bunnie! - Deda respondeu nervosa. - Eu vou ligar é para o seu pai! - Deda respondeu, olhando de cara feia para Zinho, que ficou totalmente sem graça com a situação.
- Mamae, como o pai conseguiu a biografia do Silvio Santos? - Zinho perguntou, tentando disfarçar a situaçao constrangedora.
- Nao sei! - Deda deu de ombros, desistindo da ligaçao e colocando o fone novamente no gancho, para o alivio de Zinho. - Eu acho que foi do mesmo jeito que ele vai descobrir os seus podres, meu filho! - Deda continuou rispida com o filho, que engoliu em seco, pois percebeu que a mae estava totalmente nervosa com ele.
- Pelo amor de Deus, mamae, nao comenta nada com ele nao, do que aconteceu hoje na escola! - Zinho pediu com as maos juntas, em sinal de reza. - Eu acho que se o pai se atrever a editar o livro da biografia do Silvio Santos, com certeza os assessores dele, pega a gente e nos faz picadinho! - Zinho bradou nervoso, so em pensar no que seria feito deles se os assessores do apresentador pegassem a sua famila.
- Oh, meu Deus! - Deda agarrou - se ao filho, ja passando mal, enquanto esse, por sua vez, a abraçava tambem, mas nao sabia o "porque" da mae estar agarrando - o daquele jeito e apertando - o feito um brinquedo que alguem ia tomar dela.
- O que foi, mae, o que foi? - Zinho perguntou apavorado e com medo da mae morrer, enquanto Bunnie, por sua vez, tambem olhava nervosa para o irmao, com o mesmo medo que o irmao estava sentindo.
- Voce nao sacou ainda, Zinho? - Bunnie perguntou, tentando tirar a mae dos braços do irmao, enquanto Deda, por sua vez, chorava copiosamente.
- Meu filho é bicha, meu Deus, eu tenho um filho bicha! - Deda choramingou, enquanto Zinho, por sua vez, ficou preocupado com a situação pela qual a mae estava passando. - Meu filho, saia desse caminho, enquanto é tempo! - Deda continuou choramingando copiosamente, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava preocupada para o irmao, sabendo o que poderia acontecer com a mae, pois ela estava tendo um tremendo de um piripaque.
- Mas por que a senhora esta me falando isso, mamae? - Zinho perguntou ainda nervoso, tentando soltar - se da mae.
- Zinho, é serio! - Bunnie implorou tentando tirar a mae decima do irmao, enquanto Deda, por sua vez, ja estava dando sonoras gargalhadas, vendo que a mae jamais soltava dele e Bunnie, por sua vez, tentava copiosamente a tirar a mae decima do irmao, que nada fazia para tirar a mae decima dele, pois ja havia tentando e sem nenhum sucesso.
- Pode deixar, mamae! - Zinho bradou, batendo bem de levinho nas costas da mae, com o intuito de acalma - la. - Quando eu for um grande jogador e ainda por cima, convocado pela seleçao brasileira, eu falo com o Silvio Santos para ele deixar o pai na condicional! - Zinho brincou às gargalhadas, sem perceber a gravidade da situação pela qual a mae se encontrava.
- Meu filho é bicha! Bicha! - Deda continuou falando e totalmente descontrolada e sem noçao do que estava acontecendo com ela, e nao soltava do filho, nem por decreto, e por mais que Bunnie tentasse, a mae colocava mais força ainda e Bunnie ficava cada vez mais fraca e nao conseguia tirar a mae decima do irmao.
- A mae esta com aquele piripaque denovo? - Bunnie perguntou nervosa e com um copo de agua na mao, com o intuito de acalmar a mae. - Mamae, a senhora engoliu um gravador? - Bunnie perguntou assustada, ao passo que Zinho, por sua vez, percebia que o negocio ja estava ficando serio e muito serio!
- Ue, piorou? - Zinho perguntou, batendo de leve nas costas da mae, que nao dizia mais nada, apenas soluçava.
- Zinho, a mae parou de falar e agora tambem, parou de soluçar! - Bunnie bradou, olhando apavorada para o irmao, que nao sabia o que fazer com a mae, ali encima dele, apenas abraçada a ele.
- A mamae sempre foi assim! - Zinho comentou, olhando para a cara da mae, que ja estava de olhos fechados. - E voce se lembra aquele dia que o pai jogou o bichano morto no rio? - Zinho perguntou de olhos arregalados. - Entao, ela ficou desse jeitinho e ainda eu acho que foi bem pior, porque ela falava assim, olha: "-bi... bichano, meu bichano agora e bicha! Bi... Bichano!" - Zinho sorriu ao lembrar - se das peripecias da mae.
- Verdade! - Bunnie concordou, com um menear positivo de cabeça. - E voce sabe imitar a mae direitinho, nao e? - Bunnie encarou o irmao, em tom de critica, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela e sorria feliz. - Tudo isso porque o pai nao quis enterrar o gato que ja havia morrido ha uma semana e a mae ainda guardava o bichano morto dentro da gaveta! - Bunnie continuou comentando, enquanto Zinho, por sua vez, meneava a cabeça em negativa.
- E voce se lembra quando ela descobriu, Bunnie? - Zinho perguntou de olhos arregalados, enquanto Bunnie, por sua vez, ria do jeito do irmao lembrar - se das coisas.
- Foi um berreiro só que ela fez! - Bunnie lembrou - se, às gargalhadas, e sendo acompanhada por seu irmao Zinho. - "Eih, e o meu gato?" - Bunnie imitou - a tambem, enquanto Zinho, por sua vez, ria do jeito que a irma imitava a mae.
- E voce se lembra da matematica maluca da mae? - Zinho começou a lembrar - se de mais coisas ainda, enquanto Bunnie, por sua vez, ria tambem, enquanto Deda acordava de repente e sentava - se na cadeira da cozinha, observando os dois garotos lembrando - se de suas peripecias, como se ela nao estivesse mais la, entre eles.
- Quando ela ainda estava delirando? - Bunnie perguntou sorridente, nem notando que a mae havia melhorado do seu piripaque.
- A conta que ela fazia era assim... "- Bi mais chano é igual a Bichano!"- Zinho comentou às gargalhadas, enquanto Bunnie, por sua vez, tambem ria ao lembrar - se daquele dia fatidico.
- Ate que a mae dizia que era a conta que ela estava fazendo ia cair no vestibular, entao, a gente tinha que saber, se quisessemos entrar em uma boa faculdade! - Bunnie comentou, perdendo o folego de tanto rir das peripecias da mae, enquanto Deda, por sua vez, so ficava observando os dois filhos conversarem e pedia a Deus para que sempre fosse assim, sempre eles se dessem bem.
- A mae sempre foi maluca asssim, Bunnie! - Zinho comentou todo sorridente.
- E nao é a toa que voce e desse jeito, nao e, Zinho? - Bunnie perguntou com pouco caso, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ela e Deda, por sua vez, temeu, que os dois começassem novamente a discutir.
- Eu ainda nao morri, para voces dois estarem recordando essas coisas malucas! - Deda bradou furiosa com os filhos, enquanto os dois despertavam para a realidade e olharam assustados para ela.
- Mas e claro que nao, mamae! - Bunnie olhou assustada para a mae, que ainda olhava para ela de cara feia. - E se a senhora tivesse morrido, a senhora estaria bem no inferno, beijando a boca do diabo! - Bunnie bradou as gargalhadas e os dois tocaram a mao do outro, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para os dois, com vontade de esgana - los.
- Nos estamos lembrando muito das façanhas malucas da mae! - Zinho comentou sorridente.
- A mae nao vai morrer nao, Zinho, ela ja esta bem! - Bunnie bradou feliz e ficou encarando a mae, que continuava olhando furiosa para ela.
- Com certeza minha filha! - Deda comentou furiosa. - Com certeza eu nao irei para o inferno tao ja e nao beijarei a boca do capeta! - Deda comentou de cara feia, enquanto Zinho e Bunnie, olhavam - se surpresos e totalmente sem graça e retiravam - se da cozinha, deixando a mae sozinha.
Sendo assim, Dudu começou a ir para a escola normalmente, sem levantar suspeitas.
E sempre os encontros entre os demais, que tambem escondiam dos seus pais, que estavam em suspensao, eram sempre na porta da escola ou nas imediaçoes, entao, ficavam diversos grupinhos ali, um quase encostado ao outro.
E Dudu, por sua vez, hora ficava sentado no murinho da escola, conversando e rindo sem parar, hora nas escadarias, os dois locais mais frequentes que ele e sua turma da bagunça costumavam ficar.
- Isso daqui é melhor do que dentro da escola, aguentando a chatice daqueles professores idiotas que nao sabem nada! - Dudu comentou, fazendo careta.
- Acácio, já corrigiram as suas provas? - Acamir perguntou enquanto jantavam sossegados, e Dorise, por sua vez, começou a olhar serio para Dudu, que nada disse a respeito, apenas engoliu em seco, e começou a ficar nervoso pelo alarme que Dorise estava dando.
- Nao, papai, o senhor sabe muito bem que no ginasio os professores demoram para corrigir as provas! - Acacio foi logo respondendo e ja sabendo que o pai nao estava satisfeito com a sua resposta e nem tampouco engolindo - a.
- Muito bem, filha! - Acamir bradou feliz, ao examinar a prova da filha. - Fico muito feliz e satisfeito por voce ter aprendido a tabuada do cinco! - Acamir continuou comentando feliz e entregando - lhe a prova, enquanto Dorise, por sua vez, olhava par ao pai, totalmente sem graça e Acacio, por sua vez, ria da cara da irma, mas mesmo assim ficou feliz pelo "A" que ela havia tirado na prova de matematica.
- Obrigada, papai! - mesmo constrangida, Dorise agradeceu ao pai, por ter assinado a sua prova e retirou - se feliz, depois de dar um beijo estralado na testa do pai.
- E voce, Dudu? - Acamir apontou para o filho, que sobressaltou - se e seu coraçao foi a mil. - Onde estao as suas provas? - Acamir continuou curioso, enquanto Dudu, por sua vez, engoliu em seco.
- Vai cara, responde! - Acacio ordenou baixinho, mas mesmo assim, Acamir escutou a ordem de Acacio, e olhou furioso para ele, que logo baixou a cabeça triste, louco para sair daquela mesa farta.
- Nao, pai, o senhor sabe que no primario os professores demoram para corrigir as provas! - Dudu conseguiu responder, depois de um silencio profundo, e Olivia, por sua vez, engoliu em seco, ja sabendo que o marido descobriria tudo!
- Ue, eu nao entendi, Dudu! - Acamir meneou a cabeça em negativa, enquanto Dudu, por sua vez, mudava de cor e varias cores e aquele calor profundo que ele sentia, por estar falando mentira para o pai. - A Dorise tambem esta no primario e no entanto, ela me trouxe as provas! - Acamir falou manso com o filho, pronto a explodir. - O que esta acontecendo, Dudu? - Acamir gritou, acuando o filho, que mal olhava para a cara do pai.
- E que a professora da Dorise e muito apressada, papai! - Dudu foi logo respondendo, aliviando o pobre coraçao da mae. - Ela quer se ver livre de tudo! - Dudu continuou sorridente e disfarçando a sua afliçao, enquanto Acamir, por sua vez, continuava olhando feio para o filho.
- Ela e muito apressada, Dudu? - Acamir pigarreou, enquanto Dorise, por sua vez, sentava - se novamente à mesa, toda feliz e sorridente. - Eu so quero a verdade, Dudu, nada mais! - Acamir continuou desconfiado, enquanto Dudu, por sua vez, continuava olhando para o pai e engolindo em seco, com medo de dizer a verdade, somente a verdade, assim como o pai queria. - E voce sabe muito bem o que acontece, quando um filho meu mente! - Acamir continuou em tom de ameaça, enquanto Olivia, por sua vez, torcia para que aquele momento do jantar passasse logo. - Antes de mais nada, Olivia! - Acamir bradou, erguendo um bolinho de carne. - Seus bolinhos estao divinos! - elogiou os bolinhos de Olivia, que sorriu feliz e ansiosa e Dudu teve uma grande ideia em relaçao a esses benditos bolinhos, que vieram cair numa hora boa.
- Eu sai mais cedo para buscar a carne para a mame fazer esses bolinhos divinos que o senhor agora esta elogiando, papai! - Dudu comentou todo feliz e sorridente, por ter conseguido se sair, e Olivia, por sua vez, sorriu toda satisfeita e feliz pela grande ideia do filho.
- Ah, sim! - Acamir gargalhou, nao engolindo a mentira do filho. - Os famosos bolinhos da dona Olivia! - Acamir continuou sarcastico com o filho, e assustou a pobre da mulher, que olhou surpresa para ele. - E por que voce nao me disse isso antes, filho? - Acamir passou a mao no cabelo sedoso do filho, que sorriu feliz e aliviado, aliviando tambem a mulher que tambem sorriu feliz, mas mal os dois sabiam que aquela seninha era um joguinho de Acamir.
- Porque eu fiquei com medo do senhor achar que a mae esta me incentivando a cabular aula! - Dudu falou mais que depressa, enquanto Acamir, por sua vez, olhava surpreso para ele, sem nada a comentar.
- Eu so espero que essa historia nao se repita novamente, meu filho e que amanha sem falta, voce me traga as suas provas, porque eu preciso verifica - las! - Acamir ordenou, olhando serio para o filho e para a mulher, enquanto Dudu, por sua vez, nem sentia mais vontade de comer e retirava - se ansioso da mesa, enquanto Acamir, por sua vez, olhava surpreso para o filho, que abandonava o seu prato e dirigia - se para o seu quarto. - Ai tem coisa! - Acamir comentou, vendo o filho andando corredor a fora.
Dudu, por sua vez, foi para o seu quarto e sentou - se em sua cama e começou a chorar copiosamente, enquanto, Acacio, por sua vez, entrava todo nervos no quarto e fechava a porta atras de si.
- Dudu, aquilo que voce fez nao foi certo! - Acacio começou a falar sentando - se em sua cama.
- O que foi que eu fiz, cara? - Dudu perguntou chorando.
- Voce falou que foi buscar a carne para a mae fazer o bolinho de carne para o pai e depois voce ainda retirou - se da mesa, deixando seu prato la, sem quase toca - lo! - Acacio reclamou para o irmao, que continuou chorando, com o rosto coberto.
- Eu nao sei nem o que eu ia falar a respeito dessas malditas provas, cara! - Dudu reclamou ainda chorando. - E quando o pai começou a elogiar os bolinhos da mae, essa ideia que eu achei esplendida veio na minha cabeça e eu acabei soltando tudo logo de uma vez para ver se ele acreditava! - Dudu comentou ainda chorando, em meias palavras.
- Dudu, o pai esta desconfiado! - Acacio comentou, enquanto Dudu, por sua vez, olhava assustado para o seu irmao.
- Como voce sabe, Cacio? - Dudu perguntou nervoso.
- Depois que voce saiu, ele falou "- Ai tem coisa!" e ficou olhando voce andando corredor a fora! - Acacio continuou comentando para o irmao, que chorava mais ainda.
- Cara, eu estou morrendo de medo! - Dudu comentou tremendo. - E o pior de tudo e que eu tenho ate amanha para mostrar essas provas! - Dudu queixou - se, enquanto Acacio, por sua vez, olhava com do para o seu irmao que continuava chorando copiosamente, ao passo que Dorise, por sua vez, estava em seu quarto, às gargalhadas, feliz por estar acontecendo toda aquela atrocidade com o seu irmao.
- Eu nao engoli aquela historia do seu filho nao, Olivia! - Acamir comentou ao estar sentado com a mulher na sala, assistindo televisao.
- Historia? - Olivia perguntou, fazendo - se de desentendida. - Mas que historia, Acamir? - Olivia continuou, sob os olhares furiosos do marido.
- E voce esta junto, apoiando os erros do seu filho! - Acamir acusou a mulher, que olhou para ele furiosa, mas disfarçando muito bem o seu medo.
- Eu nao estou apoiando os erros de ninguem, porque ate aqui, pelo que eu saiba, ninguem esta fazendo nada de errado! - Olivia bradou furiosa, defendendo ao pobre do filho.
- Veremos Olivia, veremos! - Acamir bradou, olhando furioso para a mulher. - Voce sabe muito bem que a mentira tem perna curta e bem curta! - Acamir continuou olhando furioso para a mulher, que nada respondeu, apenas levantou - se bufando e foi ver a televisao no quarto da filha, junto com ela, ja que com o marido, nao dava para ver nada!
E Olivia passou a noite praticamente em claro, pensando no que ela iria fazer, se no caso, o marido descobrisse toda a verdade sobre o filho...
- Olivia! - Acamir aproximou - se da mulher, todo esbaforido e o coração de Olivia foi a mil, suas pernas ficaram bambas, de tanto medo que ela estava do marido descobrir a verdade sobre o filho Dudu.
- Sua comida? - Olivia perguntou assustada, somente para disfarçar. - Sua comida ainda nao esta pronta, homem! - Olivia continuou afobada e assustada com a presença do marido, fora de hora e Acamir, por sua vez, desconfiou do estado que a mulher se encontrava ao vê - lo naquela hora do dia.
- Nao e nada do que voce esta pensando, Olivia! - Acamir encarou a mulher, que ainda estava toda desconcertada, pois as suas panelas ainda estavam no fogo e a pia estava cheia de louça!
- Entao o que é, Acamir? - Olivia perguntou afobada, enquanto o homem, por sua vez, estava mais desconfiado ainda, de que a mulher estava lhe escondendo alguma coisa a respeito do filho.
- O seu filho Dudu, Olivia! - Acamir bradou sério, enquanto a pobre mulher, por sua vez, engolia em seco. - O Cacio e a Dorise ja me mostraram as provas, e so ele que nao! - Acamir ficou encarnado a pobre da mulher, que continuava nervosa e o sangue fugindo do seu corpo, gelando todo o seu corpo, principalmente suas pernas. - E eu tenho certeza de que aquele maldito garoto aprontou alguma e esta mentindo pra mim e ja estou certo de que voce esta encobrindo tudo isso, Olivia! - Acamir apontou para a mulher, que continuou nervosa e engolindo em seco e o jeito era ela acabar revelando tudo, mesmo que o marido brigasse com ela, batesse no filho, ela teria que revelar a verdade, porque senao ela se torturaria mais ainda, mas por outro lado, ela ficaria com remorso ao ver o filho sofrendo na mao do pai. - O pior de tudo que o Dudu ate falou dos bolinhos de carne para eu nao brigar com ele, Olivia! - Acamir continuou indignado com a situação provocada pelo filho. - Mas so que eu nao sei nao, estou completamente desconfiado daquele garoto maldito! - Acamir bradou furioso, e Olivia logo pensou que a furia do marido se transformaria em odio, encima do filho e resolver ostentar mais um pouco a mentira, para ver ate onde daria! E Olivia ate gelou de tanto medo que estava sentindo do marido descobrir sobre a suspensao que o filho havia tomado e ainda por cima bem na epoca das provas...
- O Dudu saiu novamente mais cedo para buscar a carne moida para eu fazer mais bolinhos de carne para voce, amor! - Olivia piscou para o marido, que olhou desconfiado para ela.
- Novamente essa mesma conversa, Olivia! - Acamir queixou - se, ainda nervoso com a situaçao, deixando a mulher totalmente sem graça e Olivia, novamente escorou - se na pia, a fim de nao cair na frente do marido, ai sim, tudo estaria totalmente perdido! - Ah, eu nao estou nem acreditando em voce e nem tampouco nele, porque eu tenho certeza de que voce esta encobrindo novamente os erros do seu filho! - Acamir bradou furioso, apontando o dedo na cara da mulher, que ate fechou os olhos, pois seus olhos denunciavam que ela estava mentindo para proteger seu filho! - E agora, todos esses dias, esse maldito moleque sai mais cedo da escola, para comprar carnes para a fofoqueira da mae dele, fazer deliciosos bolinhos para o gostoso do pai dele! - Acamir esfregou a barriga ao dizer a palavra "gostoso!", enquanto Olivia, por sua vez, rosnava para ele, de tao nervosa que havia ficado com a colocaçao que o marido havia feito sobre a sua pessoa. - Eu acho bom voce ir no açougue, buscar as carnes agora, mulher! - Acamir olhou furioso para a mulher e apontou para a porta, enquanto Olivia, por sua vez, olhava assustada para a porta da saida da cozinha. - E deixe o seu filho estudar na santa paz de Deus! - Acamir continuou colerico com Olivia, que continuou assustada e engolindo em seco, nervosa com a atitude brusca do marido.
- Mãe! - Fred chamou, entrando em casa, seguido por Marion, que já estava apavorada com a situação. - O Dudu começou a provocar o Zinho e esse só ficou de cuecas cor de rosa, no meio da rua! - Fred continuou contando com tamanha indignação, enquanto, Zoraide, por sua vez, olhava para o filho, boquiaberta.
- O quê? - Zoraide continuou escandalizada e já olhando para Marion. - E o quê foi que aconteceu com a Marion? - Zoraide perguntou, encarando Marion, que engolia em seco, enquanto Fred, por sua vez, ria sarcástico.
- A Marion ficou lá no meio da roda, atrás do Zinho e dando risada da situação. - Fred comentou furioso, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava furiosa para a pobre garota, que baixava a cabeça triste e vermelha de vergonha.
- E por quê você riu, sua safada? - Zoraide perguntou furiosa, enquanto Marion, por sua vez, olhava chorosa para a mãe.
- Porque as cuecas do Zinho estavam com rajo de bosta, mamãe! - Marion respondeu trêmula.
- Rajo de bosta? - Zoraide perguntou furiosa. - E o quê você quer dizer com "rajo de bosta", minha filha? - Zoraide continuou furiosa com a garota, enquanto Fred, por sua vez, gargalhava das palavras mal ditas da irmã.
- É freada de caminhão, mamãe! - Fred continuou às gargalhadas, enquanto Marion, por sua vez, continuou cabisbaixa e triste.
- A Marion não sabe nem o que fala! - Zoraide censurou a garota, que nada respondeu.
- E o pior do que o "rajo de bosta" é que a Marion estava no meio da roda, bem pertinho de Sonda! - Fred comentou, observando a mudança no comportamento da mãe.
- Como é que é? - Zoraide perguntou, encarando a filha, com muita fúria, enquanto Marion, por sua vez, engolia em seco. - Mas as duas não são inimigas? - Zoraide perguntou, achando estranho o comentário sórdido do filho.
- Exatamente, mamãe! - Fred aplaudiu feliz. - Mas na hora da cueca do Zinho, todo mundo se juntou e se esqueceu das rinchas e um monte de garotas ficaram tentando agarrá - lo, inclusive a Dorise! - Fred observou, olhando furioso para Marion.
- A Dorise? - Zoraide perguntou surpresa. - Mas aquela garota ainda é um bebê e já está querendo aprontar? - Zoraide continuou escandalizada com a situação.
- Pois é, mamãe, para a senhora ver como as coisas estão modernas e adiantadas! - Fred comentou em tom de críticas.
- E por acaso a Marion tentou agarrar o safado do Zinho? - Zoraide perguntou curiosa e olhando furiosa para a filha, que nada dizia, apenas escutava o que os dois tinham a dizer sobre si mesma.
- Não, a Marion não! - Fred respondeu, aliviando o coração da mãe. - Mas se fosse o Cacio, com certeza, ela tentaria tirar uma casquinha, assim como todas as garotas que estavam ali! - Fred criticou furioso, enquanto Marion, por sua vez, sentia uma ponta de inveja na declaração feita pelo irmão.
- E por quê você está todo arranhado, meu filho? - Zoraide perguntou, observando o rosto do garoto furioso.
- Eu e o Zinho brigamos! - Fred baixou a cabeça triste.
- Mas por quê vocês dois brigaram, meu filho? - Zoraide perguntou, acudindo ao pobre do filho.
- Porque eu achei um absurdo o Zinho tentar provar para todo mundo que estava ali, que é macho! - Fred respondeu furioso. - Ele quase desceu as cuecas cor de rosa que ele estava usando, mamãe! - Fred bradou furioso e escandalizado com a situação provocada pelo outro garoto.
- E você ainda quer que a sua irmã namore aquele garoto safado, meu filho? - Zoraide perguntou furiosa.
- Entre ele e o Cacio, eu prefiro ele, mamãe! - Fred respondeu, observando a cara feia da mãe. - E infelizmente nós dois pegamos suspensão por causa disso tudo que aconteceu! - Fred comentou, por fim, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava escandalizada para os dois filhos.
- O quê? - Zoraide explodiu furiosa. - Mas que escola é essa? - continuou escandalizada com a atitude tomada pela direção. - Por causa dessa pantomina do Zinho, todo mundo que estava ali, tomou suspensão? - Zoraide perguntou furiosa.
- Mamãe, o Fred bateu no Zinho! - Marion criou coragem para falar, mas logo arrependeu - se, pois a mãe olhou furiosa para ela, faltando só engoli - la. - E a senhora ainda achou pouco? - Marion perguntou furiosa.
- Cale - se, sua maldita! - Zoraide gritou furiosa, calando a garota, que engoliu em seco. - Aqui você não tem voz nenhuma! - Zoraide continuou no mesmo tom de fúria, ao passo que Marion, por sua vez, baixou a cabeça triste e solitária, sem ninguém para apoia - la ali, naquele presente momento, pois o pai a apoiava em tudo e no presente momento, ele estava ausente.
- O único que não tomou suspensão ali foi o inspetor Gomes! - Marion resolveu dizer, mesmo depois daquela bronca que havia tomado e Fred e Zoraide, olharam - se, sem ao menos entender o que estava acontecendo.
- Se ele é inspetor, é claro que ele não toma suspensão, Marion! - Zoraide respondeu sarcástica, enquanto Marion, por sua vez, baixava a cabeça triste novamente.
- Ela não se liga nas coisas, mamãe! - Fred respondeu furioso, enquanto Marion, por sua vez, nada mais dizia, por falta de coragem.
E quando Marion era criança, ela sonhava que era a Branca de Neve e sua mãe, Zoraide, era a bruxa que lhe oferecia uma maçã verde ao invés de vermelha, envenenada, e ela sempre acordava assustada, e isso só acontecia, quando o pai lhe contava as histórias de conto de fadas, para ela dormir.
- O quê? - Zoraide continuou escandalizada com a situação. - Logo você, dona Marion, que está quase para perder o ano? - Zoraide perguntou furiosa.
- Quase para perder o ano não, mamãe! - Fred respondeu furioso. - Eu fiquei sabendo pelo próprio Zinho, que a maioria da sala dele, tirou "E" em Matemática! - Zinho respondeu furioso.
- É mesmo, meu filho? - Zoraide perguntou furiosa. - Ultimamente a sua irmã não quer nada com nada! - Zoraide bradou, olhando furiosa para a filha, que engolia em seco.
- Ultimamente não, mamãe! - Fred bradou, com vontade de dar um violento tapa na cara da irmã. - Ela nunca quis nada com nada! - Fred continuou furioso com a irmã que nada respondia. - E a senhora não vai dar uma surra nela, mamãe? - Fred perguntou, colocando fogo na mãe, que também estava com vontade de bater em Marion.
- Não, meu filho! - Zoraide bradou chateada com a situação que não podia ser resolvida do jeito que ela queria que fosse. - Você sabe muito bem que eu fui proibida de bater nela! - Zoraide apontou furiosa para Marion.
E Marion, por sua vez, achou melhor ir para o seu quarto, triste e cabisbaixa, pois ela esperava uma família normal, onde todos gostassem dela e ela fosse muito bem vinda entre os demais integrantes, mas infelizmente, não era assim, como ela queria!
E sua mãe, que nunca se importava com ela, nunca afagava seus cabelos e nem tampouco, não dava apoio para ela, apenas acreditava em tudo o que o mal elemento do seu irmão dizia e não se importava com nado do que ele aprontava, a culpa sempre caia por cima dela!
E do seu quarto, ela podia ouvir as sonoras gargalhadas de ambos, e o sonho dela, era que a mãe fosse do mesmo jeito com ela, assim como era com o mal elemento do seu irmão.
Mas Marion não precisava do amor da sua mãe e nem tampouco do amor do mal elemento do seu irmão, porque ela tinha apenas o amor do pai e somente para ela, onde os dois nem tampouco importavam - se com Jardel, Marion importava - se muito!
E tinha também o amor do bondoso homem, o seu Acamir, que fazia algum tempo que ela nao o via!
- O que aconteceu, Dudu? - Olívia perguntou ao ver o filho chegar triste em casa e Dorise, por sua vez, toda sorridente e vitoriosa, olhando feliz para o seu irmao.
- Nada não, mamãe! - Dudu respondeu, quase que chorando e Olivia, por sua vez, desconfiou que fosse uma briguinha entre irmãos.
E Dudu sabia muito bem, que podia confiar na mae, pois ela sempre o apoiava e compreendia seus erros e ajudava para que ele nunca tomasse nenhuma bronca do pai, que so sabia brigar, bater e nunca compreendia e nem ajudava aos seus filhos, e parecia ate que ele tinha odio dos filhos.
- Eu estava falando com você, meu filho! - Olivia olhou para o filho, que estava quieto e cabisbaixo e sentado à mesa, esperando seu almoço delicioso.
- Ele levou suspensao por tres dias, mamae! - Dorise começou a falar, feito uma tagarela, sentando - se à mesa tambem.
Enquanto Acacio e Dudu olhavam furiosos para ela.
- O que? - Olivia perguntou nervosa e sentindo ate uma ligeira moleza. - Eu nao estou ouvindo direito? - Olivia perguntou ainda nervosa e pensando que ia cair.
- A senhora ouviu sim, mamãe! - Dudu respondeu com a voz sumida, enquanto Olivia, por sua vez, olhava surpresa para ele. - E ainda por cima, por tres dias, mamae, do jeito que a apressada da Dorise contou! - Dudu bufou, olhando furioso para a irma que continuava toda sorridente e feliz pela desgraça do irmao.
- O quê? - Olivia continuou surpresa com a situaçao e apavorada so em pensar na desgraça que seria se o marido soubesse da suspensao que Dudu havia tomado. - E justo nesses dias de provas, meu filho? - Olivia choramingou nervosa. - Ai, meu Deus do céu, eu acho que vou desmaiar! - jogou - se no chao e os tres filhos foram ao encontro da mae, agaixando - se para acudi - la, e abanaram o pano de prato na cara de Olivia, e Dorise, por sua vez, pegou uma folha de caderno e fez um leque urgente para abanar a pobre da mae que estava apavorada fazendo as suas pantominas apenas para impressionar aos pobres dos tres filhos apavorados. - Mas tudo isso foi por causa do que, meu filho? - Olivia continuou nervosa com a situaçao e perguntou, ao ser erguida pelos tres filhos, pois seu peso era muito.
- Ah, mas foi muito gozado, mamãe! - Acacio começou a falar sorridente, enquanto sentavam a pobre da mae em uma cadeira. - A senhora sabe que o Zinho passou blush para chamar a atençao da Marion e o Dudu se travestiu de loira do banheiro apenas para assustar ao idiota do Zinho, que morre de medo dessas coisas! - Acacio comentou, observando Dudu olhar furioso para ele.
- Meu filho, ainda continua aquela historia da loira do banheiro e do blush do Zinho? - Olivia perguntou horrorizada com a situação.
- Mamae, uma historia puxa a outra e a encrenca nao foi exatamente com o Dudu! - Acacio continuou contando para alivio de Dudu.
- Não? - Olivia perguntou incredula.
- Não, mamae, a encrenca foi com o Fred e o Zinho, mas so que acabaram levando tudo à tona novamente! - Acacio explicou furioso com a situaçao.
- Quer dizer entao que a encrenca foi com os dois belezas e quem levou a pior foi o Dudu? - Olivia perguntou furiosa e batendo à mesa.
- Exatamente, mamae! - Acacio confirmou, deixando a mae mais nervosa ainda. - Mas nao foi somente o Dudu que levou suspensao! - Acacio continuou falando para tentar aliviar o pobre coração da mae.
- Entao voce tambem levou suspensao? - Olivia perguntou furiosa. - Ah, eu acho que vou desmaiar novamente! - Olivia fez mençao de virar - se para o lado, com o intuito de fingir desmaio.
- Não, mamae, nao desmaie agora nao, porque nao vai adiantar! - Acacio olhou sério para a mãe, que continuou surpresa pela atitude do filho. - Todos os que eram os "motivos" da discussao e da briga que rolou entre o Zinho e o Fred, levaram suspensao, menos eu e a Dorise! - Acacio explicou, aliviando a mae.
- Ate a Marion levou suspensao, mamae! - Dorise bradou sorridente e feliz, sob os olhares furiosos de Acacio.
- E quem está perguntando daquela garota nojenta, Dorise? - Olivia perguntou furiosa, enquanto Dorise, por sua vez, calava - se.
- Eu acho que você foi infeliz em seu comentario, Dorise! - Acacio olhou furioso para a irma.
- Por quê, Cacio? - Dorise perguntou furiosa. - Só porque eu falei que ate a sua amada tomou suspensao? - Dorise perguntou em sinal de provocação, enquanto Acacio olhava furioso para ela.
- Eu acho bom essa discussão idiota entre voces parar por aqui! - Olivia olhou furiosa para ambos, que logo calaram - se.
- E como foi essa maldita dessa discussão, meu filho? - Olivia perguntou, olhando serio para Dudu, que limpou a garganta para contar tudo para a mãe, já que confiava na mesma.
- Mamãe, eu e a minha turma começamos a chamar o Zinho de bicha, devido à historinha do blush que ele inventou, alegando que a Marion gosta de caras de bochechas vermelhinhas e esse e o motivo do cara usar blush sempre! - Dudu bradou às gargalhadas e sob os olhares furiosos da mae.
- Meu filho, voce nao podia fazer isso com o Zinho! - Olivia continuou furiosa com o garoto.
- Por quê mamãe? - Dudu perguntou furioso. - Por acaso a senhora esta defendendo o cara agora? - Dudu perguntou indignado.
- Não meu filho! - Olivia respondeu estupida. - E que eu te ensinei a ser um garoto bom, pacifico e nao um garoto ruim e briguento, assim como aquele Zinho! - Olivia fez careta ao falar em Zinho.
- Mas a gente so quer se divertir na cara dele, mamae! - Dudu bradou às gargalhadas.
- E melhor voce parar, porque voce sabe muito bem o pai que tem, meu filho! - Olivia alertou, observando a reação do filho, que logo ficou cabisbaixo e triste.
- E no fim voce se deu muito mal, Dudu, porque agora a mae vai ter que esconder o que voce fez para o pai! - Acacio comentou chateado, enquanto Dudu, por sua vez, engolia em seco, ainda cabisbaixo e triste.
- Conte - me mais sobre o que aconteceu, meu filho! - Olivia dirigiu - se a Acacio, que deu um sorriso de satisfação para a mae, enquanto Dudu, por sua vez, olhava chateado para ele.
- O Zinho ate baixou as suas calças, revelando suas cuecas cor de rosa para todo mundo ver! - Acacio comentou sob os olhares arregalados da mae.
- Jura meu filho? - Olivia perguntou assustada. - E a Dorise viu tudo isso, meu filho? - Olivia perguntou, olhando para a filha, enquanto Acacio, por sua vez, ria da situação e Dorise, por sua vez, olhava furiosa para o irmao.
- Nao so viu como se aproveitou da situação, mamae! - Acacio bradou, olhando furioso para a irma.
- Como e que e? - Olivia perguntou furiosa. - A sua irma estava no meio daquelas garotas pervertidas? - Olivia continuou escandalizada com a atitude da filha, que olhava furiosa para Acacio.
- Infelizmente, sinto em dizer isso para a senhora, mamae! - Acacio bradou chateado pela atitude da irma.
- Nao era so eu, mamae, tinha umas garotas que tambem se aproveitaram da situaçao e ficaram passando a mao na bunda do Zinho! - Dorise olhou furiosa para o irmao e para a mae, que continuava de cara feia.
- Se fossem so aquelas garotas, tudo bem, Dorise, o pior e que voce tambem estava no meio delas! - Olivia olhou furiosa para a filha, que engoliu em seco.
- Isso que o Cacio esta falando e tudo mentira, mamae! - Dorise anunciou sob as gargalhadas sarcasticas do irmao.
- Mentira? - Dudu perguntou furioso. - Como "mentira", Dorise? - Dudu perguntou furioso. - Se eu estava presente e vi tudo o que voce fez com o Zinho! - Dudu olhou furioso para a irma, que tambem olhou furiosa para ele.
- O Zinho estava com dor no lado e eu fiz massagem nele, somente isso, mamae! - Dorise respondeu, olhando furiosa para o irmao.
- Ah, e voce acha que a mae vai engolir essa historia esfarrapada, Dorise? - Acacio perguntou furioso.
- Nem bem idade tem, ja esta aprontando poucas e boas! - Olivia olhou furiosa para a filha, que engoliu em seco, sem tem mais nada a dizer.
- As outras garotas sim estavam na sacanagem, eu nao! - Dorise bradou chorando copiosamente, apenas para se defender, enquanto todos olhavam furiosos para ela, inclusive a mae.
- E quase o Zinho tirou as cuecas cor de rosa no meio da rua, mamae! - Acacio continuou, ignorando os soluços insatisfeitos da irma. - Voce apronta as coisas, gosta de rir das desgraças alheias e quando chega a sua vez, voce fica ai chorando e dando desculpas esfarrapadas para a mae! - Acacio olhou furioso para a irma que continuava chorando copiosamente, na frente de todo mundo.
- Desculpas esfarrapadas, Cacio? - Dorise continuo chorando copiosamente e soluçando. - A mae acredita em mim! - Dorise bradou, na certeza que de que a mae estava acreditando na conversa dele.
- Ah, mas agora eu nao estou acreditando em voce nao, Dorise! - Olivia olhou furiosa para a filha, que olhou estatica para ela.
E ao ouvir isso, Dorise chorou mais ainda, pois agora sabia que a mae nao estava mais acreditando nela!
- E aí, mae? - Dudu perguntou ansioso, tentando cortar o choro da irma. - Como eu vou fazer para o pai nao ficar sabendo disso? - Dudu perguntou preocupado. - A dona Virginia falou que vai ligar pra ca! - Dudu bradou ansioso e nervoso com a situaçao provocada pela diretora.
- Voce continua indo normalmente para a escola, meu filho! - Olivia olhou seria para o filho, que sorriu feliz, sabendo que a mae o ajudaria. - E vê se voce nao abre a boca Dorise, porque voce sabe muito bem o que pode acontecer com voce, se voce falar alguma coisa sobre o seu irmao! - Olivia ameaçou a filha, que olhou para ela com cara de raiva e os olhos inchados de tanto chorar.
- O que foi? - Dudu perguntou olhando furioso para a irma. - Voce tem medo de eu descobrir algum namorado seu? - Dudu continuou furioso com a irma que nada respondia.
- Eu nao tenho namorado nenhum, Dudu! - Dorise respondeu firme e furiosa com a atitude do irmao.
- E eu te aconselho a ir todos os dias pra escola, porque voce sabe que algumas garotas da escola tem raiva da sua irma e podem dar um pau nela a qualquer hora dessas! - Olivia benzeu - se, so em pensar em ver a filha chegar em casa toda machucada por causa de briga na rua.
- Eu so quero ver, o ano que vem, se eu quiser mudar de escola ou ate se eles resolverem fazer outro horario! - Dudu comentou furioso com a irma, que continuava chorando copiosamente.
- Ela vai apanhar a torto e a direito, porque ninguem na escola aguenta mais essa lingua ferina! - Acacio olhou furioso para a irma. - So tem lingua, porque força ela nao tem! - Acacio continuou furioso com a irma.
- E como e que voce vai fazer essas provas, filho? - Olivia perguntou curiosa.
- Eu nao sei ainda, mamae! - Dudu respondeu chateado com a situação.
- Seja macho mesmo, meu filho! - Olivia olhou ansiosa para o garoto que sorriu feliz, enquanto Acacio, por sua vez, olhou surpreso para a mae, nao entendendo a situaçao. - Se mexerem com voce, bata, nao faça como a sua irma, que mexe e depois nao aguenta! - Olivia continuou incentivando ao filho.
- Mamae, nao foi a senhora que disse para o Dudu, a pouco tempo, que nao o criou para ser galo de briga? - Acacio perguntou achando estranha a situação.
- Exatamente, Acacio! - Olivia olhou para o filho, ainda surpresa com a pergunta dele. - Mas o Dudu tem que se defender, nao puxar briga, mas se defender das situações sim! - Olivia explicou - se para o filho, que continuou surpreso com a atitude da mae.
- Ainda bem que nao fui eu quem pulou no pescoço dele! - Dudu bradou todo sorridente e feliz, sabendo que teria apoio da mae.
- O Zinho so apanha mesmo! - Olivia bradou com entusiasmo. - Ele e um saco de pancadas! - Olivia bradou sorridente. - Eu so espero que a Deda nao me venha com reclamaçoes! - Olivia bradou furiosa.
- Ela nao vem com reclamçoes com a senhora, mamae! - Dudu bradou certo de que nao teria reclamaçoes nenhuma da parte da mulher.
- Por que voce esta falando isso, meu filho? - Olivia perguntou ansiosa.
- Porque nao fui eu quem bateu nele, mamae, eu apenas o provoquei e o levei a tirar as calças no meio da rua! - Dudu bradou as gargalhadas.
- Filho, voce ainda continua com amizades com aquela turma desordeira? - Olivia perguntou, reprovando a atitude do filho, que logo calou - se.
- Não, mamae! - Dudu sorriu e Olivia ja sabia que as amizades do filho nao eram duradouras. - Como a senhora ja sabe, eu nao nasci para ter amizades duradouras! - Dudu reclamou chateado, enquanto Dorise, por sua vez, ria da desgraça do irmao.
- Ainda que os seus amigos se vao numa boa! - Acacio bradou sorridente.
- Eu so espero que quando voce crescer e se casar, as suas mulheres nao vao embora numa boa e que voce nao tenha muitos divorcios na vida, meu filho! - Olivia comentou chateada com a situação do filho.
- E nao e a toa que a Marion te chama de Gasparzinho, Dudu! - Acacio comentou, vendo que o irmao ficou totalmente sem graça com o comentario feito pelo irmao.
- E a senhora sabe que a Sonda tambem defendeu a Marion? - Dudu perguntou, mudando o assunto e deixando a mae boquiaberta com o comentario feito por ele.
- Como e que e? - Olivia perguntou assustada com o comentario do filho. - A Sonda defendeu aquela garota insuportavel? - Olivia continuou incredula.
- Exatamente, mamae! - Dudu concordou, ainda olhando para o rosto surpreso da mae. - A Sonda defendeu a Marion, bem na hora em que nos todos fomos para a diretoria! - Dudu comentou, enquanto Acacio olhava furioso para o irmao, por ele ter contado o que nao era para contar para a mae.
- Mae, nao foi exatamente a Marion que ela defendeu! - Acacio bradou, olhando feio para o irmao. - Ela estava defendendo mesmo, era o Zinho! - Acacio continuou, vendo que a mae, agora olhava furiosa para ele.
- Defendeu o Zinho, defendeu a Marion! - Olivia comentou furiosa. - A Sonda esta ficando totalmente maluca! - Olivia comentou chateada.
- As coisas mudam, mamae! - Dorise observou mais calma.
- Dudu, voce esta feliz, so porque voce vai ficar tres dias sem ir para a escola? - Olivia perguntou observando que logo o filho olhou para ela totalmente sem graça.
- Se a senhora estudasse como nos estudamos, garanto que a senhora tambem ficaria feliz por poder ficar tres dias longe da escola! - Dudu bradou chateado com a pergunta feita pela mae, que olhou furiosa para ele.
- Dudu! - Olivia chamou o garoto novamente, vendo que ele dava as costas para ela, pronto para dirigir - se para o seu quarto. - Volte aqui, por favor! - Olivia continuou toda educada com o filho, que voltou - se crispando os labios de raiva.
- Diga, mamae! - Dudu bradou desanimado.
- De hoje em diante, voce esta proibido de falar com a sua prima Sonda! - Olivia bradou, olhando para Dudu, que ficou surpreso com a atitude da mae.
- Mas por que, mamae? - Dudu perguntou furioso com a situação.
- Porque ela defendeu o Zinho! - Olivia continuou furiosa com o filho. - Ela nao defendeu voce, que e o primo dela, meu filho! - Olivia bradou ainda desconsolada com a atitude da sobrinha. - Ela nao e digna nem de olhar para voce, meu filho! - Olivia continuou acudindo ao filho, que continuou surpreso.
- Tudo nem, mamae! - Dudu concordou com a mae, pois precisava da ajuda dela, entao, jamais ela a contrariaria. - Como a senhora disse, eu vou evitar a Sonda, ja que ela nao me defendeu mesmo! - Dudu comentou chateado pela atitude da prima.
- Ainda bem que voce concordou comigo, meu filho! - Olivia bradou feliz, enquanto Dorise, por sua vez, sorria de felicidade, pois queria ver - se livre da prima!
- Eu tenho certeza de que o Dudu nao percebeu a situaçao, mamae, a senhora precisou apontar para ele os pros e os contras! - Acacio observou sorridente.
- Vamos ficar calados, porque o seu pai ja vem chegando para o almoço! - Olivia rapidamente começou a colocar os pratos na mesa, pois ainda nao havia arrumado a mesa como o marido gostava, enquanto os tres filhos dispersavam - se rapidamente para lavar as maos e arrumarem - se para almoçar a comida deliciosa da mae.
- Mamãe, a senhora ficou sabendo que o Zinho quase tirou as cuecas no meio da rua? - Bunnie perguntou, surpreendendo a mae, que preparava o almoço toda esbaforida.
- Mas é claro que não, minha filha! - Deda olhou assustada para a filha sorridente. - E isso é verdade, minha filha? - Deda perguntou curiosa.
- Mas é claro que sim, mamãe! - Bunnie olhou sorridente para a mae. - E a senhora acha que eu iria mentir apenas para ter a atençao da senhora, mamae? - Bunnie perguntou, encarando a mae.
- E por que o Zinho fez isso, minha filha? - Deda quis saber.
- Porque o Dudu o provocou, novamente, duvidando da masculinidade dele! - Bunnie comentou, sentando - se.
- Sempre aquele maldito Dudu! - Deda bradou furiosa.
- Mas isso nao foi nada, mamae! - Bunnie continuou toda sorridente.
- Ainda tem mais, minha filha? - Deda perguntou assustada.
- Mas é claro que tem, mamae! - Bunnie continuou ansiosa.
- Entao conta logo, minha filha! - Deda olhou furiosa para a filha sorridente.
- O Fred bateu no Zinho! - Bunnie contou por fim, enquanto Deda, por sua vez, olhava assustada para a filha.
- Como é que é, minha filha? - Deda perguntou totalmente assustada com o que Bunnie havia lhe contado.
- Isso mesmo que a senhora ouviu, mamãe, o Fred bateu no Zinho! - Bunnie continuou ansiosa e feliz, por ser a primeira a contar a notícia para a mae.
- Mas por que aquele crapula fez isso com o seu irmao, minha filha? - Deda perguntou nervosa.
- Porque o Zinho estava tentando tirar as cuecas na rua e o Fred fez tudo isso para defender a honra da maioria das garotas que estavam gostando da ideia de ver o Zinho sem cuecas, inclusive a irmã dele! - Bunnie comentou por fim.
- Ah, a santinha da Marion? - Deda perguntou com raiva.
- Exatamente, mamãe, a santinha da Marion! - Bunnie comentou toda sorridente e feliz pela mae estar sabendo da situação ocorrida com o irmao na porta da escola.
- Ai meu Deus do ceu, o que o Zinho tem naquele miolo mole, hein? - Deda perguntou, olhando para cima.
- Miolo mole, mamae! - Bunnie comentou sorridente, enquanto Zinho adentrava - se todo nervoso.
- Como é que é, Zinho? - Deda perguntou furiosa, enquanto o pobre garoto voltava - se e olhava furioso para Bunnie, que estava toda sorridente e feliz pela desgraça do irmao. - Voce nao vai me contar que voce quase tirou as cuecas no meio da rua, para se exibir para as garotas da escola, Zinho? - Deda perguntou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para Bunnie.
- Contar para que, mamãe? - Zinho deu de ombros. - Se a Dorise dois ja contou tudo para a senhora? - Zinho perguntou, com um olhar acusador para Bunnie, que continuava sorridente e feliz.
- Mas agora eu quero saber de voce, Zinho! - Deda olhou furiosa para o filho, que estava furioso com Bunnie. - E quero saber tambem o que foi que aconteceu, para voce vir para casa com essa cara toda arranhada! - Deda bradou, olhando furiosa para o filho, que baixou os olhos tristes.
- Mamae, tudo o que a fofoqueira da Bunnie falou é verdade, se é que ela nao inventou mais alguma coisa! - Zinho olhou furioso para a irma que continuava sorridente e feliz.
- Eu nao inventei nada nao, apenas falei o que eu vi e o que era totalmente a verdade! - Bunnie bradou furiosa com o irmao.
- Apenas o que voce acha que e a verdade, nao e, Bunnie? - Zinho perguntou furioso.
- Eu nao acho, e a verdade e se a mae parar qualquer um que viu a cena ridicula que voce fez, todo mundo vai falar a mesma coisa que eu falei! - Bunnie continuou no mesmo tom de furia do irmao. - E se voce nao quiser que eu fale mais nada sobre isso, conte entao para a mamae! - Bunnie bradou, desafiando ao irmao.
- Eu fiquei de cuecas na rua, arriei as calças para provar para todo mundo que eu sou macho e que eu nao sou o que o Dudu fica falando toda hora! - Zinho comentou com lagrimas nos olhos, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para o filho.
- E voce fez isso mesmo, Zinho? - Deda perguntou abobada.
- Eu nao falei, mamae? - Bunnie perguntou ainda sorridente.
- Eu tive que fazer isso, mamae, porque o Dudu e seus novos amigos ficam me provocando direto, mamae! - Zinho reclamou nervoso.
- Se voce nao tivesse feito os gostos daquela maldita daquela garota assanhada, com certeza, hoje, voce nao estaria passando por isso, Zinho! - Deda bradou furiosa com o filho, que nada disse, apenas baixou a cabeça triste, enquanto Bunnie, por sua vez, continuava com seu sorriso largo e maroto. - E no que deu toda essa confusao, Zinho? - Deda perguntou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, engolia em seco para preparar - se para responder.
- A dona Virginia nos deu tres dias de suspensao! - Zinho revelou, deixando a mae furiosa e intacta, desacreditando totalmente no que tinha ouvido da boca do filho prodigo.
- Eu nao estou acreditando, Zinho! - Deda bateu furiosa na mesa.
- Isso tudo é uma pouca vergonha, Zinho! - Bunnie bradou escandalizada com a situação pela qual seu irmao estava passando.
- Pouca vergonha? - Zinho perguntou, encarando Bunnie com furia. - Pouca vergonha é o que voce pinta por ai, Bunnie! - Zinho bradou furioso, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para o irmao e Deda, tambem, olhava furiosa para a filha.
- E ja pensou se eu fosse como voce, Zinho? - Bunnie perguntou furiosa. - Ao inves de usar blush, eu poderia ate usar perfume masculino! - Bunnie respondeu furiosa, enquanto Zinho, por sua vez olhava sorridente para ela. - Pelo menos eu saio com as minhas amigas, para dançar na Toco e no Black Panther e nao sou como voce que arria as calças no meio da rua, apenas para provar para os outros, que voce e macho sem ser! - Bunnie bradou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, levantava - se pronto a dar na cara dela e Deda, por sua vez, levantava - se tambem preocupada com a atitude do filho furioso.
- Bunnie, para o seu governo, eu so passei aquele blush porque a Marion acha bonito homem de bochechas rosadas! - Zinho respondeu sentando - se novamente, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para o filho.
- Entao se o Fred achasse gostoso o cheiro do perfume de homem, voce acha que eu deveria passar tambem para conquista - lo? - Bunnie perguntou com pouco caso, enquanto Fred, por sua vez, olhava sorridente e surpreso para Bunnie.
- Esta ai uma otima ideia, Bunnie! - Zinho estralou os dedos sorridente, enquanto Bunnie e Deda olhavam - se surpresas. - Voce tambem pode fazer isso, se o Fred achar interessante perfume masculino em mulher! - Zinho continuou ansioso, enquanto Bunnie, por sua vez, arregalava os olhos de tao ansiosa que ficou com a ideia de conquistar o Fred, usando perfume masculino.
- Voce e louco, Zinho? - Deda perguntou furiosa, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava surpresa para a mae. - E voce acha que eu vou ficar satisfeita de ter um filho que todo mundo chama de bicha e agora uma filha que todo mundo chama de Maria Joao? - Deda explodiu furiosa e de olhos vermelhos, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a mae furiosa. - Eu ja falei para voce se esquecer esse Fred, minha filha, porque ele nao e o garoto ideal para voce! - Deda aconselhou Bunnie, que olhou surpresa para a mae.
- E quem e o garoto ideal para mim, mamae? - Bunnie perguntou furiosa. - Por acaso e o filho do Silvio Santos, que vai me coroar a Miss Brasil? - Bunnie perguntou sarcastica.
- Se ele tivesse um filho, sim! - Deda respondeu furiosa com a filha.
- Mamae. a Bunnie, com todo esse jeito dela ai, jamais sera coroada a Miss Brasil! - Zinho bradou furioso.
- E voce com todo esse jeitao ai, nunca vai ser convocado para jogar no time oficial do Corinthians, quanto fara para jogar numa copa do mundo, na seleçao brasileira! - Deda replicou furiosa, deixando o filho totalmente sem graça.
- A senhora sonha muito alto com a Bunnie! - Zinho bradou furioso.
- E por acaso sonhar com uma filha Miss Brasil e sonhar muito alto, filho? - Deda perguntou no mesmo tom do filho.
- Mas e claro, mamae, nesse pais enorme, quantas maes nao sonham isso para as filhas e quantas garotas mais bonitas do que a Bunnie, mais altas e mais charmosas tem por ai? - Zinho perguntou, observando a mae vermelha de furia. - Ate mesmo na nossa escola tem garotas mais belas e mais charmosas do que a Bunnie, que so nao chamam a atençao por nao serem tao galinhas quanto ela! - Zinho bradou sorridente, enquanto Bunnie, por sua vez, crispava os labios de odio do irmao faceiro.
- Meu filho, nao fale desse jeito da sua irma! - Deda repreendeu ao filho sorridente.
- A Marion nunca vai dar bola pra voce, Zinho, nunca! - Bunnie bradou com toda a ira do mundo, enquanto Zinho, por sua vez, ria da cara dela.
- E nem o Fred e nem tampouco o Cacio nao vao dar bola pra voce, maninha! - Zinho bradou furioso, bem pertinho da irma, que bufou de odio.
- Voce tem tanta certeza disso, maninho? - Bunnie perguntou bem pertinho do irmao, enquanto Deda, por sua vez, olhava assustada para os dois, com medo dos dois se atracarem ali mesmo na frente dela e ela nao ter como separa - los.
- Pode ate ser que eu nao tenha tanta certeza assim, maninha, porque eu sei muito bem quais sao suas tecnicas com os caras! - Zinho piscou para Bunnie, que bufou furiosa. - Vaca, voce e uma vaca mesmo, Bunnie! - Zinho continuou furioso com a irma, que olhava para ele furiosa e bufando.
- Vamos parar com essa discussao tola, meus filhos! - Deda tentou apazigua - los, enquanto um olhava furioso para o outro.
- Mamae, aonde a senhora vai? - Bunnie perguntou, indo atras da mae. - Disco do Roberto Leal nao, mae, pelo amor de Deus! - Bunnie correu ate a mae, que foi atre a vitrola, pronta para tocar o disco do Roberto Leal.
- Olha mae, a senhora sabe muito bem como os nossos vizinhos sao! - Zinho replicou nervoso e chegando bem pertinho da mae, que nao estava nem tampouco se importando com o que o filho estava falando.
- Eu nao estou nem ai para os nossos vizinhos malditos, filho! - Deda replicou, ajeitando o disco na vitrola. - O problema todo e que eu tenho um filho bicha, que leva suspensao porque alega que esta usando blush apenas para conquistar uma maldita de uma assanhada que nao tem o que fazer da vida! - Deda choramingou, ao passo que a musica do Roberto Leal começou a tocar, para a tristeza dos dois filhos, que começaram a tampar os ouvidos para nao escutar. - Ouvir as musicas do Roberto Leal, para voces, serve como um tremendo castigo, apenas para ver se voces dois aprontam menos e me deixam um pouco menos nervosa, porque essas musicas todas relaxam o meu espirito! - Deda continuou furiosa com ambos os filhos, que olhavam - se chateados e ainda com os ouvidos tapados.
- E voce fez com que eu tomasse suspensao, sem ter nada a ver com o que aconteceu com voce! - Bunnie, por sua vez, apontou furiosa para o irmao, que nada disse, apenas deu de ombros, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para Zinho.
- Eu? - Zinho gargalhou, deixando Bunnie mais furiosa ainda. - E voce nao tem nada a ver com isso? - Zinho continuou às gargalhadas. - Entao quer dizer que voce me empresta o blush e quer tirar o corpinho fora? - Zinho continuou furioso com Bunnie, que continuava olhando feio para ele.
- Eu emprestei porque eu tenho certeza de que voce iria usar de chantagem comigo! - Bunnie continuou furiosa com a situaçao provocada pelo irmao. - Voce esta parecendo mais e politico, quando esta em campanha, almejando ganhar a eleiçao, promete, promete e nunca cumpre e que nem homem quando esta querendo amarrar mulher, promete usos e fundos e depois nao cumpre! - Bunnie continuou no mesmo tom de furia. - Sabe o que ele me prometeu, mamae? - Bunnie perguntou, apontando para o irmao, enquanto a mae olhava furiosa para o filho e o disco continuava tocando. - Ele me prometeu nunca mais me seguir e que eu poderia ir ate para os quintos, que ele nao iria atras! - Bunnie continuou falando, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ela e Deda, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- E voce nao ia mais vigiar a sua irma, para mim, Zinho? - Deda perguntou, deixando Bunnie surpresa com a situação.
- Mae, entra no que ela falou, mas e claro que eu nao iria cumprir o que eu prometi! - Zinho gargalhou, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para Zinho. - E se ela fosse tao esperta o quanto parece, no minimo ela se ligaria que o que eu prometi a ela, e como mentira de politico e de homem conquistador, como ela mesma sabe! - Zinho continuou às gargalhadas, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava para Zinho e bufava de tanta raiva que estava sentindo do garoto.
- O Zinho usa blush! - os tres ouviram Olivia gritando bem em frente à casa deles.
- Mamae, a dona Olivia veio aqui nos provocar! - Bunnie bradou, olhando pela janela.
- Voce esta vendo a vergonha que voce me faz passar, Zinho? - Deda olhou furiosa para o filho, que baixou a cabeça triste.
- Mamae, foi por culpa do Zinho, que muita gente tomou suspensao! - Bunnie choramingou, ao passo que Zinho, por sua vez, olhava furioso para a irma.
- Por causa da maldita da Marion, que gosta de garotos de bochechas vermelhas, que voce levou muita gente ao fundo do poço, Zinho? - Deda aproximou - se ainda mais do filho e com um tremendo odio do pobre garoto, que encolheu - se todo, a medida que a mae aproximava - se dele.
E Olivia, por sua vez, que estava pronta a se atracar com Deda no meio da rua, novamente, desistiu, pois viu que ninguem saia de casa mesmo, acabou voltando para a sua casa, toda revoltada.
- Olivia, o que voce esta fazendo ai, em frente, à casa da Deda? - Claudete perguntou, estacionando seu carro, em frente à sua casa.
- Nada não, eu so estava chamando - a para conversar, mas como ninguem saiu do lado de fora, eu resolvi voltar para casa! - Olivia mentiu toda sorridente, enquanto Claudete, por sua vez, olhava furiosa para a mulher.
- Ah, eu pensei que voce estava procurando briga com a dona Deda novamente, Olivia! - Claudete bradou duro com a mulher, que sorriu encabulada e feliz.
- O Zinho fez todo mundo tomar suspensao, se eu nao me engane ate a Sonda acabou tomando suspensao tambem! - Olivia cochichou, enquanto Claudete, por sua vez, olhava assustada para a mulher.
- O que? - Claudete perguntou admirada. - Mas sera que a Sonda tomou suspensao por bobeira? - Claudete perguntou assustada.
- No minimo sim! - Olivia respondeu feliz, por contar a noticia para a cunhada, que nem sequer sabia do assunnto.
- Eu acho que a escola ate ia te ligar, mas como nem voce e nem o seu marido tem tempo para nada, entao, eles acabaram deixando voces de lado! - Olivia comentou sarcastica, sob os olhares furiosos da mulher.
- Mas o que foi que aconteceu para eles tomarem suspensao, Olivia? - Claudete perguntou curiosa.
- O Zinho quase tirou as cuecas na frente de todo mundo! - Olivia replicou inojada e olhando furiosa para a casa da vizinha Deda.
- Ah, eu nao acredito! - Claudete tapou a boca, toda preocupada com a situaçao. - E a Sonda estava no meio? - Claudete continuou assustada.
- E ainda por cima defendeu o Zinho e nao defendeu o meu filho, o primo dela, para defender ao Zinho! - Olivia bradou colerica, enquanto Sonda, por sua vez, viu o carro da mae pela janela e escutou a tia fazendo o maldito comentario, e resolveu assim, ficar escutando tudo, para quando a mae cobrasse dela, ela ja tinha como se defender!
- Eu vou falar com a Sonda! - Claudete olhou para a sua casa totalmente nervosa e transtornada e Sonda ja sabia que vinha bomba para o lado dela, pois sabia muito bem que a mae estava nervosa com ela, por ela nao ter defendido ao seu primo, assim como sua tia Olivia queria!
- Eu acho bom mesmo voce falar com ela, porque so assim eu vou dormir sossegada! - Olivia retirou - se, ainda furiosa e Claudete, por sua vez, mal esperou Olivia sair, fechou o portao da sua casa atras de si, com toda a ira do mundo.
- Sonda, eu preciso de falar com voce! - entrou em casa com tudo, e viu que a filha a olhava assustada e de olhos arregalados.
- Nem precisa de falar nada, mamae, porque eu ja escutei tudo! - Sonda respondeu firme, enquanto a mae a olhava com os labios crispados.
- Minha filha, pelo amor de Deus, o que foi que aconteceu? - Claudete perguntou ainda furiosa.
- Mamae, nos tomamos suspensao de tres dias! - Sonda comentou por fim, enquanto Claudete, por sua vez, olhava furiosa para ela.
- Suspensao de tres dias so por causa de uma briga? - Claudete perguntou furiosa.
- Nao foi bem uma briga, mamae! - Sonda acudiu.
- Ah nao? - Claudete perguntou furiosa. - Pelo que a sua tia me disse, foi uma tremenda briga! - Claudete continuou furiosa com a filha, que olhava para ela com desdem.
- Mamae, eu escutei tudo o que a minha tia disse, relaxa! - Sonda alertou a mae, que a olhava ainda furiosa. - E pelo visto a tia Olivia foi la na porta da dona Deda, apenas para provoca - la! - Sonda comentou mais calma.
- E como voce sabe disso tudo, minha filha? - Claudete perguntou furiosa.
- Eu vi tudo daqui, mamae! - Sonda comentou, observando o olhar furioso da mae.
- Voce vive bisbilhotando a vida dos outros, nao e? - Claudete perguntou sarcastica, enquanto Sonda, por sua vez, olhava sorridente para a mae.
- Nao se trata disso, mamae, eu estava na outra janela e vi que a tia Olivia foi la na porta da dona Deda gritar que o Zinho usa blush! - Sonda gargalhou, enquanto a mae, por sua vez, continuava olhando para ela de cara feia.
- A sua tia e louca, Sonda! - Claudete comentou ainda furiosa.
- Eu sei mamae, mas ela deveria manter a calma, afinal de contas, a briga nao foi nem com o filho dela! - Sonda comentou sorridente.
- Foi entre quem entao, minha filha? - Claudete perguntou ansiosa.
- A briga foi entre o Fred e o Zinho e é claro que quem entrou em desvantagem, foi o Zinho! - Sonda comentou sorridente.
- Como sempre! - Claudete comentou baixinho. - E por que os dois brigaram, minha filha? - Claudete perguntou ansiosa.
- Porque o Zinho estava querendo arriar as calças para provar para todo mundo, inclusive para o Dudu, que mesmo que ele usa blush ele é macho! - Sonda comentou às gargalhadas, enquanto Claudete, por sua vez, tentava imaginar a cena e ria tambem, junto com a filha.
- E o Zinho nao arriou as calças, minha filha? - Claudete perguntou ansiosa.
- Mas e claro que nao, mamae! - Sonda olhou surpresa para a mae.
- Mas por que isso nao aconteceu, minha filha? - Claudete perguntou insistentemente, enquanto Sonda a olhava surpresa.
- Mamae, por que a senhora queria que o Zinho arriasse as calças? - Sonda perguntou ansiosa.
- Porque seria muito engraçado, minha filha! - Claudete foi logo dizendo, toda desconcertada com a situação, enquanto a filha, por sua vez, continuava achando totalmente esquisito o comportamento da mae.
- Ainda bem que o Fred nao deixou, senao ai sim, iriamos parar ate na policia! - Sonda comentou cabisbaixa.
- Mas os dois brigaram muito, minha filha? - Claudete perguntou, tentando mudar o rumo da conversa.
- Sim, o Zinho saiu todo unhado e machucado! - Sonda comentou sério.
- Mas, minha filha, voce teria que ter defendido o seu primo e nao o Zinho! - Claudete comentou ainda nervosa.
- Mamae, eu nao defendi somente o Zinho, eu defendi todo mundo, porque eu nao queria me meter em briga novamente! - Sonda comentou para a surpresa da mae.
- Minha filha, eu acho que voce esta com febre! - Claudete comentou indo ate a testa da filha, com o intuito de medir a febre da garota.
- Mas por que a senhora acha que eu estou com febre, mamae? - Sonda perguntou indignada.
- Porque voce nao quer se meter em brigas, oras! - Claudete respondeu ainda surpresa com a situaçao, enquanto Sonda, por sua vez, retirava - se sem nada a dizer.
- Pena que amanha eu vou perder a minha aula de ciencias! - Bunnie bradou furiosa e olhando feio para o irmao.
- Voce tem prova de ciencias amanha, filha? - Deda perguntou com muita pena da filha.
- Nada disso, mamae! - Zinho olhou todo sorridente para a mae. - É que o professor de ciencias dela e todo bonitao e as garotas da escola suspiram por ele, inclusive ela! - Zinho bradou com raiva de Bunnie e apontando para a irma, que olhava furiosa para ele.
- Ah, Bunnie, eu odeio esse seu comportamento, filha! - Deda olhou furiosa para a filha, que nada disse, apenas olhou furiosa para o irmao. - Bunnie, pelo amor de Deus, dê preferencia ao homem rico, inteligente, nao a um professor, que nao ganha nem para comer, filha! - Deda continuou olhando para a filha, com um olhar reprovador. - Deixa isso para as feias pobretonas, nao voce, uma futura Miss Brasil! - Deda bradou com orgulho, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para Bunnie, com ar debochado. - Eu quero que voce se case com um artista de televisao, ate mesmo um cantor que cante tao bem quanto o Roberto Leal! - Deda suspirou. - Eu quero alguem famoso como genro e nao um pe de chinelo desses que estudam com voce! - Deda bradou com desprezo, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava surpresa para a mae.
- Quem sabe um dia, mamae! - Bunnie bradou toda sorridente e feliz. - Pelo visto a senhora quer um principe para mim, nao e? - Bunnie continuou simpatica e sorridente com a mae, enquanto Zinho, por sua vez, continuava sorridente, faceiro e debochado com a irma.
- Coisa de mae, minha filha! - Deda continuou sorridente, e na mesma simpatia da filha. - Todas as maes sonham esse tipo de coisas para as suas filhas! - Deda piscou para Bunnie, que entendeu que a mae so queria o melhor para ela.
- Mamae, isso so vai acontecer se ela participar do concurso Miss Brasil! - Zinho continuou zombando da irma, enquanto Bunnie, por sua vez, bufava e olhava furiosa para o irmao zombeteiro.
- Ah... Ja pensou, minha filha? - Deda perguntou de olhos fechados. - Voce desfilando, logo depois que ganhar o concurso, portando aquela coroa linda e aquela faixa maravilhosa? - Deda suspirou, tentando visualizar a filha no futuro, mas em sua visualizaçao, ela viu a filha de Miss Brasil, vestido de gala, desfilando com a bela coroa, a faixa, mas no lugar da elegancia, ela trazia uma enorme barriga de gravida. - E voce pensa que esta zombando da sua irma, Zinho? - Deda perguntou, acordando logo daquele sonho maldito, que ela nao gostou de ver a filha gravida e desfilando de Miss Brasil. - A sua irma é muito bonita e eu tenho certeza de que todos os garotos da redondeza e da escola onde voces estudam, morrem de inveja de voce, por voce ter uma irma tao bela assim! - Deda bradou, apontando para a bela filha sorridente e convencida.
- Graças a Deus eu tenho a minha beleza e a Marion que nem isso tem? - Bunnie perguntou furiosa e de saco cheio da provocação do irmao, que olhou furioso para ela, ao falar de Marion.
- Graças a Deus, digo eu! - Deda bradou, com a mao para cima, enquanto Zinho fechava a boca, pois ele ia responder à altura e Bunnie, por sua vez, continuava sorridente para ele, vendo que a mae o desarmou completamente e que ela nao escutaria resposta mal criada da boca dele. - Eu dou graças a Deus tambem por ter me casado com um homem lindo, e de ter dois filhos lindos, assim como voces dois! - Deda foi de encontro aos filhos e abraçou - os num unissono so. - Garanto que se eu tivesse mais filhos, com certeza, todos eles seriam tao lindos quanto voces dois! - Deda continuou amavel e simpatica com os dois, que sorriam sem graça.
- E a senhora vai deixar o insulto do Zinho por isso mesmo, mamae? - Bunnie perguntou furiosa. - Se eu fosse a senhora, eu contava tudo para o papai! - Bunnie bradou furiosa, sendo detida pela mae, ao pegar o fone.
- Minha filha, uma bela mulher nao faz fofocas! - Deda colocou novamente o telefone no gancho, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para a mae. - Voce sera o que eu sempre quis, minha filha e o que eu sempre sonhei em ser! - Deda confessou - se sorridente e feliz, enquanto Bunnie e Zinho, olhavam - se surpresos. - Uma Miss Brasil e quem sabe ate uma futura Miss Universo! - Deda continuou suspirando toda sorridente e feliz.
- Isso se ela nao aprontar com o primeiro que aparecer, nao e, Bunnie? - Zinho gargalhou da desgraça da irma, que olhava furiosa para ele, enquanto Deda, por sua vez, fechava os olhos e via novamente a filha desfilando com a coroa e a faixa de Miss Brasil e no lugar da elegancia de Miss, aquela enorme barriga de gravida!
- Mas quanta implicancia com a sua irma, meu filho? - Deda repreendeu o filho, logo apos abrir os olhos.
- Mas isso e a pura verdade, mamae! - Zinho olhou serio para a mae, que ainda estava furiosa com ele. - Filhos nao planejados nao faz parte de nenhum sonho! - Zinho bradou sorridente, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para ele e continuava bufando de tanta raiva que ficou do irmao.
- Quanto a amolar o seu pai, minha filha... - Deda olhou seria para a filha, que olhava atenta para ela. - Eu nao vou amola - lo nao, minha filha, porque ele anda muito ocupado, escrevendo o livro sobre o Silvio Santos! - Deda suspirou feliz. - Ah... - Deda suspirou novamente. - Tomara que seu pai consiga ser um bom escritor e assim a gente fica rico logo e nos mudamos daqui! - Deda continuou sonhadora e romantica, enquanto os dois filhos olhavam admirados para ela.
- Ai sim, eu vou poder usar as roupas de marca que o Sandro usa! - Zinho comentou ansioso e sonhador, vendo - se em todas as lojas de marca, comprando aquele mundareu de roupas e desfilando para cima e para baixo com elas.
- E os Sandolli vao morrer de inveja de mim, quando eu receber a coroa de Miss Universo! - Bunnie suspirou ansiosa, pensando ate que o sonho seria um dia realidade!
- E se o pai conseguir ganhar grana com os livros do Silvio Santos, jamais voce recebera a coroa de Miss Universo, Bunnie! - Zinho bradou sarcastico, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- Mas por que essa implicancia toda comigo, Zinho? - Bunnie perguntou furiosa.
- Porque o Silvio Santos vai te expulsar do concurso Miss Brasil, ao saber que voce e a filha do escritor que escreveu o livro sobre ele e ganhou toda a grana nas costas dele! - Zinho respondeu nervoso, enquanto Bunnie e Deda olhavam surpresas para ele. - Isso se ele nao descobrir antes e nao mandar tirar todos os livros de circulaçao! - Zinho continuou furioso, enquanto Bunnie e Deda olhavam para ele sem acreditar na conversa que ele estava falando.
- Eu vou resolver essa conversa toda, Zinho! - Deda bradou furiosa e tirando o fone do gancho, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a mae, com medo dela falar sobre ele com o pai.
- A senhora vai ligar mesmo para o Bob Barken, mamae? - Bunnie suspirou feliz, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para a filha, que estava ansiosa em participar logo do concurso Miss Brasil.
- Nada disso, Bunnie! - Deda respondeu nervosa. - Eu vou ligar é para o seu pai! - Deda respondeu, olhando de cara feia para Zinho, que ficou totalmente sem graça com a situação.
- Mamae, como o pai conseguiu a biografia do Silvio Santos? - Zinho perguntou, tentando disfarçar a situaçao constrangedora.
- Nao sei! - Deda deu de ombros, desistindo da ligaçao e colocando o fone novamente no gancho, para o alivio de Zinho. - Eu acho que foi do mesmo jeito que ele vai descobrir os seus podres, meu filho! - Deda continuou rispida com o filho, que engoliu em seco, pois percebeu que a mae estava totalmente nervosa com ele.
- Pelo amor de Deus, mamae, nao comenta nada com ele nao, do que aconteceu hoje na escola! - Zinho pediu com as maos juntas, em sinal de reza. - Eu acho que se o pai se atrever a editar o livro da biografia do Silvio Santos, com certeza os assessores dele, pega a gente e nos faz picadinho! - Zinho bradou nervoso, so em pensar no que seria feito deles se os assessores do apresentador pegassem a sua famila.
- Oh, meu Deus! - Deda agarrou - se ao filho, ja passando mal, enquanto esse, por sua vez, a abraçava tambem, mas nao sabia o "porque" da mae estar agarrando - o daquele jeito e apertando - o feito um brinquedo que alguem ia tomar dela.
- O que foi, mae, o que foi? - Zinho perguntou apavorado e com medo da mae morrer, enquanto Bunnie, por sua vez, tambem olhava nervosa para o irmao, com o mesmo medo que o irmao estava sentindo.
- Voce nao sacou ainda, Zinho? - Bunnie perguntou, tentando tirar a mae dos braços do irmao, enquanto Deda, por sua vez, chorava copiosamente.
- Meu filho é bicha, meu Deus, eu tenho um filho bicha! - Deda choramingou, enquanto Zinho, por sua vez, ficou preocupado com a situação pela qual a mae estava passando. - Meu filho, saia desse caminho, enquanto é tempo! - Deda continuou choramingando copiosamente, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava preocupada para o irmao, sabendo o que poderia acontecer com a mae, pois ela estava tendo um tremendo de um piripaque.
- Mas por que a senhora esta me falando isso, mamae? - Zinho perguntou ainda nervoso, tentando soltar - se da mae.
- Zinho, é serio! - Bunnie implorou tentando tirar a mae decima do irmao, enquanto Deda, por sua vez, ja estava dando sonoras gargalhadas, vendo que a mae jamais soltava dele e Bunnie, por sua vez, tentava copiosamente a tirar a mae decima do irmao, que nada fazia para tirar a mae decima dele, pois ja havia tentando e sem nenhum sucesso.
- Pode deixar, mamae! - Zinho bradou, batendo bem de levinho nas costas da mae, com o intuito de acalma - la. - Quando eu for um grande jogador e ainda por cima, convocado pela seleçao brasileira, eu falo com o Silvio Santos para ele deixar o pai na condicional! - Zinho brincou às gargalhadas, sem perceber a gravidade da situação pela qual a mae se encontrava.
- Meu filho é bicha! Bicha! - Deda continuou falando e totalmente descontrolada e sem noçao do que estava acontecendo com ela, e nao soltava do filho, nem por decreto, e por mais que Bunnie tentasse, a mae colocava mais força ainda e Bunnie ficava cada vez mais fraca e nao conseguia tirar a mae decima do irmao.
- A mae esta com aquele piripaque denovo? - Bunnie perguntou nervosa e com um copo de agua na mao, com o intuito de acalmar a mae. - Mamae, a senhora engoliu um gravador? - Bunnie perguntou assustada, ao passo que Zinho, por sua vez, percebia que o negocio ja estava ficando serio e muito serio!
- Ue, piorou? - Zinho perguntou, batendo de leve nas costas da mae, que nao dizia mais nada, apenas soluçava.
- Zinho, a mae parou de falar e agora tambem, parou de soluçar! - Bunnie bradou, olhando apavorada para o irmao, que nao sabia o que fazer com a mae, ali encima dele, apenas abraçada a ele.
- A mamae sempre foi assim! - Zinho comentou, olhando para a cara da mae, que ja estava de olhos fechados. - E voce se lembra aquele dia que o pai jogou o bichano morto no rio? - Zinho perguntou de olhos arregalados. - Entao, ela ficou desse jeitinho e ainda eu acho que foi bem pior, porque ela falava assim, olha: "-bi... bichano, meu bichano agora e bicha! Bi... Bichano!" - Zinho sorriu ao lembrar - se das peripecias da mae.
- Verdade! - Bunnie concordou, com um menear positivo de cabeça. - E voce sabe imitar a mae direitinho, nao e? - Bunnie encarou o irmao, em tom de critica, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela e sorria feliz. - Tudo isso porque o pai nao quis enterrar o gato que ja havia morrido ha uma semana e a mae ainda guardava o bichano morto dentro da gaveta! - Bunnie continuou comentando, enquanto Zinho, por sua vez, meneava a cabeça em negativa.
- E voce se lembra quando ela descobriu, Bunnie? - Zinho perguntou de olhos arregalados, enquanto Bunnie, por sua vez, ria do jeito do irmao lembrar - se das coisas.
- Foi um berreiro só que ela fez! - Bunnie lembrou - se, às gargalhadas, e sendo acompanhada por seu irmao Zinho. - "Eih, e o meu gato?" - Bunnie imitou - a tambem, enquanto Zinho, por sua vez, ria do jeito que a irma imitava a mae.
- E voce se lembra da matematica maluca da mae? - Zinho começou a lembrar - se de mais coisas ainda, enquanto Bunnie, por sua vez, ria tambem, enquanto Deda acordava de repente e sentava - se na cadeira da cozinha, observando os dois garotos lembrando - se de suas peripecias, como se ela nao estivesse mais la, entre eles.
- Quando ela ainda estava delirando? - Bunnie perguntou sorridente, nem notando que a mae havia melhorado do seu piripaque.
- A conta que ela fazia era assim... "- Bi mais chano é igual a Bichano!"- Zinho comentou às gargalhadas, enquanto Bunnie, por sua vez, tambem ria ao lembrar - se daquele dia fatidico.
- Ate que a mae dizia que era a conta que ela estava fazendo ia cair no vestibular, entao, a gente tinha que saber, se quisessemos entrar em uma boa faculdade! - Bunnie comentou, perdendo o folego de tanto rir das peripecias da mae, enquanto Deda, por sua vez, so ficava observando os dois filhos conversarem e pedia a Deus para que sempre fosse assim, sempre eles se dessem bem.
- A mae sempre foi maluca asssim, Bunnie! - Zinho comentou todo sorridente.
- E nao é a toa que voce e desse jeito, nao e, Zinho? - Bunnie perguntou com pouco caso, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ela e Deda, por sua vez, temeu, que os dois começassem novamente a discutir.
- Eu ainda nao morri, para voces dois estarem recordando essas coisas malucas! - Deda bradou furiosa com os filhos, enquanto os dois despertavam para a realidade e olharam assustados para ela.
- Mas e claro que nao, mamae! - Bunnie olhou assustada para a mae, que ainda olhava para ela de cara feia. - E se a senhora tivesse morrido, a senhora estaria bem no inferno, beijando a boca do diabo! - Bunnie bradou as gargalhadas e os dois tocaram a mao do outro, enquanto Deda, por sua vez, olhava furiosa para os dois, com vontade de esgana - los.
- Nos estamos lembrando muito das façanhas malucas da mae! - Zinho comentou sorridente.
- A mae nao vai morrer nao, Zinho, ela ja esta bem! - Bunnie bradou feliz e ficou encarando a mae, que continuava olhando furiosa para ela.
- Com certeza minha filha! - Deda comentou furiosa. - Com certeza eu nao irei para o inferno tao ja e nao beijarei a boca do capeta! - Deda comentou de cara feia, enquanto Zinho e Bunnie, olhavam - se surpresos e totalmente sem graça e retiravam - se da cozinha, deixando a mae sozinha.
Sendo assim, Dudu começou a ir para a escola normalmente, sem levantar suspeitas.
E sempre os encontros entre os demais, que tambem escondiam dos seus pais, que estavam em suspensao, eram sempre na porta da escola ou nas imediaçoes, entao, ficavam diversos grupinhos ali, um quase encostado ao outro.
E Dudu, por sua vez, hora ficava sentado no murinho da escola, conversando e rindo sem parar, hora nas escadarias, os dois locais mais frequentes que ele e sua turma da bagunça costumavam ficar.
- Isso daqui é melhor do que dentro da escola, aguentando a chatice daqueles professores idiotas que nao sabem nada! - Dudu comentou, fazendo careta.
- Acácio, já corrigiram as suas provas? - Acamir perguntou enquanto jantavam sossegados, e Dorise, por sua vez, começou a olhar serio para Dudu, que nada disse a respeito, apenas engoliu em seco, e começou a ficar nervoso pelo alarme que Dorise estava dando.
- Nao, papai, o senhor sabe muito bem que no ginasio os professores demoram para corrigir as provas! - Acacio foi logo respondendo e ja sabendo que o pai nao estava satisfeito com a sua resposta e nem tampouco engolindo - a.
- Muito bem, filha! - Acamir bradou feliz, ao examinar a prova da filha. - Fico muito feliz e satisfeito por voce ter aprendido a tabuada do cinco! - Acamir continuou comentando feliz e entregando - lhe a prova, enquanto Dorise, por sua vez, olhava par ao pai, totalmente sem graça e Acacio, por sua vez, ria da cara da irma, mas mesmo assim ficou feliz pelo "A" que ela havia tirado na prova de matematica.
- Obrigada, papai! - mesmo constrangida, Dorise agradeceu ao pai, por ter assinado a sua prova e retirou - se feliz, depois de dar um beijo estralado na testa do pai.
- E voce, Dudu? - Acamir apontou para o filho, que sobressaltou - se e seu coraçao foi a mil. - Onde estao as suas provas? - Acamir continuou curioso, enquanto Dudu, por sua vez, engoliu em seco.
- Vai cara, responde! - Acacio ordenou baixinho, mas mesmo assim, Acamir escutou a ordem de Acacio, e olhou furioso para ele, que logo baixou a cabeça triste, louco para sair daquela mesa farta.
- Nao, pai, o senhor sabe que no primario os professores demoram para corrigir as provas! - Dudu conseguiu responder, depois de um silencio profundo, e Olivia, por sua vez, engoliu em seco, ja sabendo que o marido descobriria tudo!
- Ue, eu nao entendi, Dudu! - Acamir meneou a cabeça em negativa, enquanto Dudu, por sua vez, mudava de cor e varias cores e aquele calor profundo que ele sentia, por estar falando mentira para o pai. - A Dorise tambem esta no primario e no entanto, ela me trouxe as provas! - Acamir falou manso com o filho, pronto a explodir. - O que esta acontecendo, Dudu? - Acamir gritou, acuando o filho, que mal olhava para a cara do pai.
- E que a professora da Dorise e muito apressada, papai! - Dudu foi logo respondendo, aliviando o pobre coraçao da mae. - Ela quer se ver livre de tudo! - Dudu continuou sorridente e disfarçando a sua afliçao, enquanto Acamir, por sua vez, continuava olhando feio para o filho.
- Ela e muito apressada, Dudu? - Acamir pigarreou, enquanto Dorise, por sua vez, sentava - se novamente à mesa, toda feliz e sorridente. - Eu so quero a verdade, Dudu, nada mais! - Acamir continuou desconfiado, enquanto Dudu, por sua vez, continuava olhando para o pai e engolindo em seco, com medo de dizer a verdade, somente a verdade, assim como o pai queria. - E voce sabe muito bem o que acontece, quando um filho meu mente! - Acamir continuou em tom de ameaça, enquanto Olivia, por sua vez, torcia para que aquele momento do jantar passasse logo. - Antes de mais nada, Olivia! - Acamir bradou, erguendo um bolinho de carne. - Seus bolinhos estao divinos! - elogiou os bolinhos de Olivia, que sorriu feliz e ansiosa e Dudu teve uma grande ideia em relaçao a esses benditos bolinhos, que vieram cair numa hora boa.
- Eu sai mais cedo para buscar a carne para a mame fazer esses bolinhos divinos que o senhor agora esta elogiando, papai! - Dudu comentou todo feliz e sorridente, por ter conseguido se sair, e Olivia, por sua vez, sorriu toda satisfeita e feliz pela grande ideia do filho.
- Ah, sim! - Acamir gargalhou, nao engolindo a mentira do filho. - Os famosos bolinhos da dona Olivia! - Acamir continuou sarcastico com o filho, e assustou a pobre da mulher, que olhou surpresa para ele. - E por que voce nao me disse isso antes, filho? - Acamir passou a mao no cabelo sedoso do filho, que sorriu feliz e aliviado, aliviando tambem a mulher que tambem sorriu feliz, mas mal os dois sabiam que aquela seninha era um joguinho de Acamir.
- Porque eu fiquei com medo do senhor achar que a mae esta me incentivando a cabular aula! - Dudu falou mais que depressa, enquanto Acamir, por sua vez, olhava surpreso para ele, sem nada a comentar.
- Eu so espero que essa historia nao se repita novamente, meu filho e que amanha sem falta, voce me traga as suas provas, porque eu preciso verifica - las! - Acamir ordenou, olhando serio para o filho e para a mulher, enquanto Dudu, por sua vez, nem sentia mais vontade de comer e retirava - se ansioso da mesa, enquanto Acamir, por sua vez, olhava surpreso para o filho, que abandonava o seu prato e dirigia - se para o seu quarto. - Ai tem coisa! - Acamir comentou, vendo o filho andando corredor a fora.
Dudu, por sua vez, foi para o seu quarto e sentou - se em sua cama e começou a chorar copiosamente, enquanto, Acacio, por sua vez, entrava todo nervos no quarto e fechava a porta atras de si.
- Dudu, aquilo que voce fez nao foi certo! - Acacio começou a falar sentando - se em sua cama.
- O que foi que eu fiz, cara? - Dudu perguntou chorando.
- Voce falou que foi buscar a carne para a mae fazer o bolinho de carne para o pai e depois voce ainda retirou - se da mesa, deixando seu prato la, sem quase toca - lo! - Acacio reclamou para o irmao, que continuou chorando, com o rosto coberto.
- Eu nao sei nem o que eu ia falar a respeito dessas malditas provas, cara! - Dudu reclamou ainda chorando. - E quando o pai começou a elogiar os bolinhos da mae, essa ideia que eu achei esplendida veio na minha cabeça e eu acabei soltando tudo logo de uma vez para ver se ele acreditava! - Dudu comentou ainda chorando, em meias palavras.
- Dudu, o pai esta desconfiado! - Acacio comentou, enquanto Dudu, por sua vez, olhava assustado para o seu irmao.
- Como voce sabe, Cacio? - Dudu perguntou nervoso.
- Depois que voce saiu, ele falou "- Ai tem coisa!" e ficou olhando voce andando corredor a fora! - Acacio continuou comentando para o irmao, que chorava mais ainda.
- Cara, eu estou morrendo de medo! - Dudu comentou tremendo. - E o pior de tudo e que eu tenho ate amanha para mostrar essas provas! - Dudu queixou - se, enquanto Acacio, por sua vez, olhava com do para o seu irmao que continuava chorando copiosamente, ao passo que Dorise, por sua vez, estava em seu quarto, às gargalhadas, feliz por estar acontecendo toda aquela atrocidade com o seu irmao.
- Eu nao engoli aquela historia do seu filho nao, Olivia! - Acamir comentou ao estar sentado com a mulher na sala, assistindo televisao.
- Historia? - Olivia perguntou, fazendo - se de desentendida. - Mas que historia, Acamir? - Olivia continuou, sob os olhares furiosos do marido.
- E voce esta junto, apoiando os erros do seu filho! - Acamir acusou a mulher, que olhou para ele furiosa, mas disfarçando muito bem o seu medo.
- Eu nao estou apoiando os erros de ninguem, porque ate aqui, pelo que eu saiba, ninguem esta fazendo nada de errado! - Olivia bradou furiosa, defendendo ao pobre do filho.
- Veremos Olivia, veremos! - Acamir bradou, olhando furioso para a mulher. - Voce sabe muito bem que a mentira tem perna curta e bem curta! - Acamir continuou olhando furioso para a mulher, que nada respondeu, apenas levantou - se bufando e foi ver a televisao no quarto da filha, junto com ela, ja que com o marido, nao dava para ver nada!
E Olivia passou a noite praticamente em claro, pensando no que ela iria fazer, se no caso, o marido descobrisse toda a verdade sobre o filho...
- Olivia! - Acamir aproximou - se da mulher, todo esbaforido e o coração de Olivia foi a mil, suas pernas ficaram bambas, de tanto medo que ela estava do marido descobrir a verdade sobre o filho Dudu.
- Sua comida? - Olivia perguntou assustada, somente para disfarçar. - Sua comida ainda nao esta pronta, homem! - Olivia continuou afobada e assustada com a presença do marido, fora de hora e Acamir, por sua vez, desconfiou do estado que a mulher se encontrava ao vê - lo naquela hora do dia.
- Nao e nada do que voce esta pensando, Olivia! - Acamir encarou a mulher, que ainda estava toda desconcertada, pois as suas panelas ainda estavam no fogo e a pia estava cheia de louça!
- Entao o que é, Acamir? - Olivia perguntou afobada, enquanto o homem, por sua vez, estava mais desconfiado ainda, de que a mulher estava lhe escondendo alguma coisa a respeito do filho.
- O seu filho Dudu, Olivia! - Acamir bradou sério, enquanto a pobre mulher, por sua vez, engolia em seco. - O Cacio e a Dorise ja me mostraram as provas, e so ele que nao! - Acamir ficou encarnado a pobre da mulher, que continuava nervosa e o sangue fugindo do seu corpo, gelando todo o seu corpo, principalmente suas pernas. - E eu tenho certeza de que aquele maldito garoto aprontou alguma e esta mentindo pra mim e ja estou certo de que voce esta encobrindo tudo isso, Olivia! - Acamir apontou para a mulher, que continuou nervosa e engolindo em seco e o jeito era ela acabar revelando tudo, mesmo que o marido brigasse com ela, batesse no filho, ela teria que revelar a verdade, porque senao ela se torturaria mais ainda, mas por outro lado, ela ficaria com remorso ao ver o filho sofrendo na mao do pai. - O pior de tudo que o Dudu ate falou dos bolinhos de carne para eu nao brigar com ele, Olivia! - Acamir continuou indignado com a situação provocada pelo filho. - Mas so que eu nao sei nao, estou completamente desconfiado daquele garoto maldito! - Acamir bradou furioso, e Olivia logo pensou que a furia do marido se transformaria em odio, encima do filho e resolver ostentar mais um pouco a mentira, para ver ate onde daria! E Olivia ate gelou de tanto medo que estava sentindo do marido descobrir sobre a suspensao que o filho havia tomado e ainda por cima bem na epoca das provas...
- O Dudu saiu novamente mais cedo para buscar a carne moida para eu fazer mais bolinhos de carne para voce, amor! - Olivia piscou para o marido, que olhou desconfiado para ela.
- Novamente essa mesma conversa, Olivia! - Acamir queixou - se, ainda nervoso com a situaçao, deixando a mulher totalmente sem graça e Olivia, novamente escorou - se na pia, a fim de nao cair na frente do marido, ai sim, tudo estaria totalmente perdido! - Ah, eu nao estou nem acreditando em voce e nem tampouco nele, porque eu tenho certeza de que voce esta encobrindo novamente os erros do seu filho! - Acamir bradou furioso, apontando o dedo na cara da mulher, que ate fechou os olhos, pois seus olhos denunciavam que ela estava mentindo para proteger seu filho! - E agora, todos esses dias, esse maldito moleque sai mais cedo da escola, para comprar carnes para a fofoqueira da mae dele, fazer deliciosos bolinhos para o gostoso do pai dele! - Acamir esfregou a barriga ao dizer a palavra "gostoso!", enquanto Olivia, por sua vez, rosnava para ele, de tao nervosa que havia ficado com a colocaçao que o marido havia feito sobre a sua pessoa. - Eu acho bom voce ir no açougue, buscar as carnes agora, mulher! - Acamir olhou furioso para a mulher e apontou para a porta, enquanto Olivia, por sua vez, olhava assustada para a porta da saida da cozinha. - E deixe o seu filho estudar na santa paz de Deus! - Acamir continuou colerico com Olivia, que continuou assustada e engolindo em seco, nervosa com a atitude brusca do marido.
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