Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A Explicação...

- Acamir, de quem sao aquelas revistas? - Olivia perguntou, olhando para as revistas que estavam na cabeceira do lado da cama do marido.
- Os meus amigos me emprestaram, Olivia! - Acamir mentiu, olhando furioso para a mulher, que nao engoliu tamanha mentira.
- Nao minta Acamir, eu sei muito bem que essas revistas sao dos nossos filhos! - Olivia bradou furiosa, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para a mulher. - Eu vi muito bem que essas malditas revistas estavam no quarto dos nossos filhos e no minimo tem mais la! - Olivia continuou furiosa com o marido.
- E voce novamente encobrindo os erros dos seus filhos! - Acamir bradou ainda furioso, enquanto Olivia, por sua vez, olhava no mesmo tom para o marido.
- Os erros dos meus filhos? - Olivia continuou furiosa com o marido que nada respondeu, apenas ficou olhando furioso para ela. - E voce quer ver essas revistas para que, homem? - Olivia perguntou ainda furiosa. - Se voce ja tem mulher, eu nao acho necessario voce continuar folheando essas revistas! - Olivia continuou indignada, enquanto Acamir, por sua vez, ria da sua cara.
- Voce quer mesmo saber o "porque" de eu olhar essas revistas, Olivia? - Acamir perguntou furioso, enquanto Olivia, por sua vez, nada respondia, apenas continuava olhando furiosa para o marido sarcastico. - Eu olho essas revistas porque a mulher que eu tenho ja esta toda tapada pela gordura e ela nao tem nada para ver e nem tampouco para sentir, entao eu tenho que me divertir apenas com o papel e a carne e fraca, mulher! - Acamir continuou furioso com a mulher, que olhava furiosa para ele e com os labios crispados de tanta raiva que estava sentindo do marido. 
- Acamir, ao inves de voce brigar com os nossos filhos, voce briga comigo, dando mais ponto ainda para eles! - Olivia bradou, engolindo em seco. - E se eu estou gorda assim, e porque o casamento me obriga a ficar desse jeito, porque o meu santo marido so pensa em comer coisas gostosas, entao a carne e fraca, meu bem, eu tambem como as coisas gostosas, do mesmo jeito que voce olha essas malditas revistas! - Olivia continuou furiosa com o marido, que continuava com o seu sorriso cinico.
- Voce quer que eu brigue com os pobres? - Acamir perguntou com aquele sorriso cinico. - Eu nao vou mais brigar por hoje, porque eu estou cansado de brigar tanto com voce e tanto com os nossos filhos! - Acamir bradou furioso com a mulher, que continuava olhando furiosa para ele.
Acamir, por sua vez, sentou - se em sua cama e deu as costas para a mulher, folheando as revistas na frente dela, enquanto Olivia, por sua vez, olhava furiosa para o marido e ainda com os labios crispados de tanta raiva que estava sentindo do homem.

- Pelo jeito o pai estava era falando das nossas revistas! - Dudu começou a falar, sentado em sua cama.
- Nossas revistas? - Acacio levantou - se preocupado e foi ver em qual local as revistas estavam. - Cara! - bradou assustado. - Onde foram parar as nossas revistas? - Acacio continuou preocupado.
- Ah... Pelo jeito o pai deve ter levado todas elas, porque elas estavam nas maos da Dorise! - Dudu respondeu chateado.
- Mas por que voce acha isso, cara? - Acacio continuou curioso.
- Porque eu vi muito bem o pai conversando com ela a respeito das nossas revistas, bem no quarto dela e ainda por cima, ele fez chantagem com ela! - Dudu comentou, observando a cara furiosa do irmao. - E eu ouvi tambem que nao era pra ela falar pra ninguem que ela estava com as revistas! - Dudu comentou todo chateado com a atitude do pai com a irma.
- Ai, eu nao acredito! - Acacio coçou a cabeça furioso. - Ele agora esta sabendo que nos curtimos esse tipo de revistas! - Acacio reclamou chateado e com medo da reaçao do pai por cima dele.
- E agora nos vamos apanhar feio! - Dudu bradou, sentindo arrepios so em pensar na hipotese de apanhar novamente do pai e ate coçou seus braços.
- Nao esquenta nao, cara! - Acacio tentou consolar o irmao que ja estava querendo chorar. - É só nós ficarmos quietos e pronto! - Acacio aconselhou Dudu, dando - lhe tres tapinhas nas costas do irmao que deu um meio sorriso sem graça e gemeu de dor, pois o pai havia lhe batido ali.

- Ai! - Dudu gemeu ao sentir uns tapinhas nas costas dele, bem na porta da escola.
- O que foi que aconteceu? - Herbert perguntou, circundando Dudu, que ainda fazia caretas, enquanto Acacio, por sua vez, ria do jeito do irmao. - Voce foi à praia, cara? - Herbert continuou encarando Dudu, que dava um sorriso amarelo para ele.
- Antes fosse, cara! - Dudu respondeu cabisbaixo e triste, enquanto Herbert, por sua vez, olhava para Acacio, pedindo uma explicaçao.
- Entao, o que foi que aconteceu, cara? - Herbert continuou insistindo na pergunta.
- É que, é que... - Dudu suspirou, enquanto Acacio, por sua vez, olhava para o irmao, que estava com medo de admitir que havia apanhado do pai. - Deixa pra la, cara! - Dudu deu de ombros, enquanto Acacio, por sua vez, olhava nervoso para o garoto curioso.
- É que o meu pai bateu nele, Herbert! - Acacio explicou, tomando a frente do irmao, que ficou cabisbaixo e triste com a situaçao enfrentada por ele no dia anterior.
- O seu pai bateu nele? - Herbert perguntou achando estranho. - Mas por quê o Dudu apanhou do seu pai, Cacio? - Herbert continuou curioso com a situaçao enfrentada pelo cunhadinho no dia anterior.
- Porque ele tomou tres dias de suspensao! - Acacio respondeu prontamente, enquanto Dudu, por sua vez, olhava para o chao, totalmente cabisbaixo e triste.
- Nossa!!! - Herbert benzeu - se. - Hoje em dia, os pais ainda batem nos filhos? - Herbert perguntou admirado com a situaçao.
- Infelizmente os mais esquentadinhos batem! - Acacio respondeu, observando o irmao chateado com a situaçao a qual o irmao estava enfrentando.
- Mas agora voce esta calmo, cara? - Herbert perguntou, dirigindo - se a Dudu, que deu um meio sorriso, sem ao menos levantar a cabeça.
- Agora estou! - Dudu continuou cabisbaixo, nao querendo bem lembrar - se do que havia acontecido com ele e o pai, no dia anterior. - Apesar de ontem, eu ter passado o maior vexame com o meu pai, por culpa do viado do Zinho, eu ate folheei um calmante que sobrou ainda em nosso quarto e tudo melhorou! - Dudu ergueu a cabeça todo sorridente, enquanto Acacio, por sua vez, tambem sorria da graça do irmao.
- Mas como os calmantes sao folheados, cara? - Herbert perguntou, achando totalmente estranho.
- Exatamente! - Acacio concordou totalmente feliz e ansioso com a situaçao. - As revistas, aquelas revistas que eu te emprestei, lembra? - Acacio cutucou Herbert que sorriu malicioso, enquanto algumas pessoas passavam por eles, comentando sobre o assunto da surra que Dudu havia tomado na frente de todo mundo, no meio da rua dele, deixando o garoto totalmente sem graça.

- Vamos ao baile? - Acacio perguntou, olhando ansioso para o irmao que ainda estava cabisbaixo e pensativo, devido à tremenda briga que havia tido com o pai, durante aquela semana.
- Ai, eu nao sei se devo, mano! - Dudu respondeu desanimado. - Vai que o safado do Zinho esteja la tambem, sabe como é, ele nao perde uma! - Dudu benzeu - se, so em pensar em ver o Zinho ali no baile.
- Deixa disso, cara! - Acacio olhou serio para o irmao, que olhou surpreso para ele. - Nos temos que aproveitar enquanto podemos e depois... Depois o tio vai estar la tambem, e eu acho que a presença da Marion esta totalmente confirmada no baile do Black Panther! - Acacio bradou, sem esconder o seu entusiasmo pela presença da amada. - E eu quero ir muito, mano e se voce nao for, no minimo, o pai vai ficar de frescurinha, pra cima de mim, pensando que eu vou para a Toco com outros caras e ai... Ai eu vou ficar de fora de tudo! - Acacio continuou tentando convencer ao irmao, com seus argumentos de cara apaixonado.
- Esta bem, voce venceu! - Dudu bufou, ainda desanimado, enquanto Acacio, por sua vez, dava um gritinho animado. - Eu vou me arrumar! - anunciou Dudu, pegando uma toalha a fim de tomar seu banho dominical.
- Bom, mano, estou satisfeito e muito feliz pela sua decisao! - Acacio continuou sorridente e ansioso pela decisao do irmao. - Agora eu vou escolher as minhas roupas, porque voce sabe muito bem que eu sou vaidoso pra caramba! - Acacio continuou animadissmo e feliz. - Eu tenho que escolher roupa por roupa, peça por peça e me perfumar todinho porque as garotinhas vao ficar louquinhas por mim! - Acacio continuou animado e ansioso, enquanto Dudu, por sua vez, olhava surpreso para ele, enquanto ele procurava combinar as suas peças de roupas para nao fazer feio no baile.
- E voce nao esta se arrumando exclusivamente para a Marion? - Dudu perguntou, deixando Acacio totalmente surpreso.
- Tambem! - Acacio respondeu prontamente. - Mas e se a Marion nao for? - Acacio perguntou indeciso, enquanto Dudu, por sua vez, olhava incredulo para ele.
- E voce sabe muito bem, que nao precisa passar tanto perfume assim, para as garotinhas cairem encima de voce, nao é, Cacio? - Dudu perguntou, olhando serio para o irmao, que olhou surpreso para ele. - Escuta! - Dudu pediu ao irmao, escutando a discussao exaltada entre os pais. - Aproveita bastante, cara, porque se o pai te pegar, cuidado que ele vai descontar tudo encima de voce! - Dudu bradou sorridente.
- Qual e que e, cara? - Acacio olhou furioso para Dudu. - Voce quer me deixar mal com o pai? - perguntou no mesmo tom de furia e ai sim, os dois calaram - se para escutar a discussao entre ambos, enquanto Dudu, por sua vez, dirigia - se ao banheiro, a fim de tomar um bom banho..

- Sabe Olivia, voltando àquela discussão, como sempre eu te digo e afirmo, assim como devo afirmar, que eu deveria mesmo era ter me casado com a... - Acamir pigarreou, enquanto Olivia, por sua vez, tapava os ouvidos para nao escutar o nome da maldita mulher. - Nao chora agora, Olivia! - Acamir pediu duro e furioso com a pobre mulher.
- Acamir, pelo amor de Deus, nao repita o nome daquela indescente, por favor! - Olivia pediu furiosa, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para a mulher. - Voce sabe muito bem que os nossos filhos estao em casa e jamais eu gostaria que eles ouvissem o nome daquela mulher, destruidora de lares! - Olivia bradou furiosa e soluçou chateada com o que o marido tinha a lhe dizer.
- Ela nao é indescente, Olivia! - Acamir bradou na defesa, enquanto Olivia, por sua vez, olhava para o marido, de olhos arregalados. - Ela é mais descente do que voce, Olivia! - Acamir, por sua vez, olhou furioso para a mulher, que engoliu em seco, do tamanho odio que sentiu do marido.
- Acamir, pelo amor de Deus, voce esta nervoso e nao sabe nem o que esta falando! - Olivia continuou soluçando e com um enorme aperto no peito, ao ser comparada com aquela mulher indescente.
- Nao sei o que estou falando, Olivia? - Acamir perguntou às gargalhadas, enquanto Olivia, por sua vez, olhava mais furiosa ainda para o marido. - Eu sei muito bem o que eu estou falando e voce tambem sabe! - Acamir continuou furioso com a mulher, que nada dizia, apenas soluçava de tanta raiva que estava sentindo do marido pois o marido insistia em falar daquela mulher... Daquela mulher que ele tanto amou...
- Sabe tanto, que voce esta ate cambaleando, de tao bebado que voce esta, Acamir! - Olivia continuou furiosa com o marido e com os olhos cheios de lagrimas de sentimentos de raiva e odio do marido que a queria colocar para tras, falando na outra mulher...
- Eu nao estou bebado, Olivia, muito pelo contrario! - Acamir bufou, olhando para a mulher, com muito odio e furia, louco para coloca - la no lugar dela, mas so nao o fazia, por respeito e amor aos filhos. - Eu estou completamente sobrio! - Acamir continuou exaltado e assustando à mulher. - Eu estou mais sobrio do que voce, Olivia! - Acamir estralou os dedos, com um sorriso maldoso nos labios. - Voce e uma super mae, Olivia! - Acamir continuou às gargalhadas. - Desde quando os nossos filhos eram pequenos, voce deixava de cuidar de mim, para cuidar deles! - Acamir continuou no mesmo tom de furia. - E no fim de tudo, esses tres garotos sao insuportaveis e totalmente mal educados, sao o seu espelho, olha ai! - Acamir bradou, como se estivesse querendo mostrar algo para a mulher furiosa.
- Muito bem, Acamir! - Olivia bradou furiosa, e limpando suas lagrimas, pois viu que nao conseguiu convencer o marido com suas lagrimas incessantes. - Entao, se voce acha que aquela maldita daquela mulher indescente criaria os nossos garotos bem melhor do que eu, entao, voce deveria ter dado os nossos filhos para ela criar! - bradou, andando pela sala e olhando furiosa para o marido que crispou os labios de furia e odio da mulher.
- E enquanto a gente discute, os dois filhos seus estao na gargalhada! - Acamir continuou furioso com a mulher, que olhava para ele com desdem. - Pessima mae voce é, não, Olivia? - Acamir continuou com pouco caso da mulher.
- Mas o que foi que eu fiz agora, Acamir? - Olivia perguntou furiosa com o marido, que deu um sorriso sarcastico para ela.
- Como "O que foi que eu fiz?" - Acamir continuou com pouco caso. - Voce continua dando cobertura para os seus filhos aprontarem, fazerem tudo de errado e no minimo esses dois estao aprontando ou vao aprontar muito no dia de hoje! - Acamir bradou furioso com a mulher, que continuou olhando para ele de cara feia. - E ainda por cima permite com que eles olhem aqueles tipos de revistas e principalmente a Dorise, que ainda é uma criança, tambem ve esse tipo de coisas! - Acamir continuou escandalizado com o que tinha visto em sua propria casa. - E eu peguei mesmo aquelas malditas revistas que estavam no quarto da sua pobre filha! -- Acamir continuou furioso com a mulher, que olhava para ele de olhos arregalados. - E no minimo a Dorise, de curiosa que é, pegou aquelas malditas revistas do quarto daqueles dois irresponsaveis que sao alçados pela mae que nao esta nem ai com nada na vida! - Acamir continuou no mesmo tom de furia. - E por acaso algum dia voce deu alguma cobertura a mim, Olivia? - Acamir perguntou mais furioso ainda, enquanto Olivia, por sua vez, olhava furiosa para o marido. - E voce me defendeu algum dia? - Acamir continuou perguntando e sem obter resposta. - Assim como voce defende os seus filhos queridos? - Acamir continuou olhando furioso para a mulher que continuava estatica e furiosa com a reclamaçao do marido. - Como eu sempre digo e continuo afirmando: "Eu me arrependi ate o dia em que eu nasci e continuo me arrependendo ate o dia que eu for morrer, de ter me casado com voce! - Acamir continuou furioso com a mulher, que olhava para ele, engolindo em seco, enquanto os dois garotos olhavam - se ainda do quarto, surpresos pela discussao boba dos pais estar chegando nesse nivel baixo. - E eu seria muito mais feliz com a... - pigarreou, enquanto Olivia, por sua vez, olhava para ele de olhos arregalados. - Do que eu ter me casado com voce, Olivia! - Acamir gritou ainda mais furioso com a mulher, que ate afastou - se dele, com medo de levar um violento bofetao na cara.
- Acamir, pelo amor de Deus, cale - se e me deixe em paz porque eu ja estou cansada de escutar voce falando e gritando nos meus ouvidos! - Olivia continuou estatica e de olhos arregalados, nao aceitando o que o marido estava lhe dizendo.

- A discussao esta muito seria, cara! - Acacio olhou nervoso para Dudu, que concordou com um menear de cabeça positivo, ao entrar no quarto, enrolando na toalha de banho,  enquanto Acacio, por sua vez, afinava os ouvidos para escutar sobre o motivo da discussao dos pais.
- Eu ouvi mais ou menos, o pai estava bem exaltado, ele falou ate que se arrependeu de ter se casado com a nossa mae! - Dudu relatou desanimado, vendo que Acacio ja estava todo pronto e todo cheirosao, e o perfume do irmao impregnava - lhe as narinas. - Acacio, voce nao acha que o seu perfume esta muito forte? - Dudu perguntou, achando o comportamento do irmao, um pouco estranho.
- Mas é claro que nao, mano! - Acacio respondeu todo sorridente e feliz. - O Zinho sempre usa esses perfumes fortes e ainda mais, ele passa bastante! - Acacio bradou todo sorridente, enquanto Dudu, por sua vez, fechava a cara para o irmao, ao ouvir falar em Zinho.
- É, mas acontece, que voce nao e o Zinho, voce e o Acacio! - Dudu bradou furioso, enquanto ele vestia - se, e Acacio, por sua vez, entendeu o recado, o irmao estava era com ciumes e raiva do garoto Zinho.
- Eu tenho certeza que todas elas vao gostar e vao cair encima! - Acacio suspirou feliz, enquanto Dudu, por sua vez, continuava com a cara fechada.
- Voce sabe que nao precisa de tanto perfume assim, para todas as garotas do baile cairem encima de voce, cara! - Dudu olhou serio para Acacio, que apenas sorriu concordando com o irmao.
- Ouça! - Dudu sussurrou, com o dedo para cima e os dois afinaram novamente os ouvidos, para poderem escutar a discussao extensa dos pais.

- Respeite a mim e a seus três filhos que estão ouvindo a nossa discussão,  Olivia! - Acamir bradou furioso, enquanto Olívia, por sua vez, olhava furiosa para o marido.
- Isso vale mesmo pra você, Acamir! - Olívia continuou furiosa com o marido, que olhava incrédulo para ela. - Porque não sou eu quem esta mencionando o nome de outro homem aqui! - Olívia continuou no mesmo tom de fúria com o marido.
- Eu não falei o nome dela, Olívia! - Acamir defendeu - se, deixando Olívia cada vez mais furiosa.
- Mas referiu - se a ela do jeito que eu não gosto! - Olívia bradou furiosa, enquanto Acamir, por sua vez, dava - lhe as costas e retirava - se do recinto.

-" Dela" quem, cara! - Acácio olhou furioso para Dudu, que deu de ombros.
- Não sei não, cara! - Dudu olhou sério para Acácio, que não estava entendendo nada sobre aquela discussão idiota entre os pais. - So sei que por trás disso tudo, há alguns mistérios que ainda não foram desvendados para nós! - Dudu comentou sorridente, enquanto Acácio, por sua vez, olhava preocupado para ele. - Às vezes, eles falam por código, so para nós não entendermos nada sobre o que eles estao falando! - Dudu comentou chateado com a situação.
- É melhor a gente não esquentar com isso, porque senão nós vamos acabar ficando é loucos! - Acácio, por sua vez, tranquilizou o irmão, que ao se vestir, ainda olhava as marcas das cintadas que havia levado do pai, no dia anterior.
- Tudo por culpa do bicha do Zinho! - Dudu suspirou totalmente desanimado com a situação causada pelo garoto.
- Será que o nosso pai andou pulando a cerca antes de se casar com a nossa mãe? - Acácio perguntou de olhos estatelados.
- Não, eu acho que não foi antes, Cacio! - Dudu olhou sério para o irmão, enquanto terminava de se arrumar. - Isso aí esta com cara de ser durante o casamento deles dois! - e Acácio, por sua vez, até emudeceu, ao ouvir a colocação feita pelo irmão.
Assim que Dudu ficou pronto, saíram de fininho para o baile, com o intuito dos pais nem perceberem que eles estavam saindo e foi o que acabou acontecendo, seus pais estavam tão intertidos com a situação que nem perceberam a saída dos dois garotos.

E chegando no baile, a fila estava imensa, afinal de contas era tarde de flash back, que tocaria o melhor dos anos setenta...
- E aí, cara, preparado para o flash back? - Herbert perguntou ao lado de Eleomara, que sorriu feliz para Dudu, que tambem correspondeu.
- Mas é claro que sim! - Acácio bradou feliz, respondendo à pergunta de Herbert. - As musicas que vao tocar hoje, sao as preferidas do meu pai, e isso foi ideia do meu tio, mas infelizmente o meu pai trocou a matine com o meu tio, e eu estou preocupado, porque eles estao em uma discussao acalorada! - Acacio comentou chateado, enquanto Herbert, por sua vez, olhava para ele com pena.
- Jura, cara? - Herbert perguntou penalizado. - Ah, mas isso nao e so na sua casa não, eu acho que é  na casa de todo mundo! - Herbert comentou, tentando tranquilizar ao pobre garoto, que avistou Marion ao longe, acompanhada por Fred e Zinho.
- Olha lá, cara, a sua amada esta acompanhada pelo insuportavel do Fred e pelo bicha do Zinho! - Dudu comentou, apontando para os dois que iam em direção à entrada.
- Por acaso eles sao vips? - Acacio perguntou curioso.
- No minimo não e? - Herbert perguntou, observando - os entrar. - Do jeito que o Fred é metido, no minimo o seu tio deixou eles entrarem primeiro e ainda por cima sem pagar! - Herbert continuou indignado com a situaçao.
- Verdade! - Acacio concordou chateado. - Mas com certeza isso serve para nos tambem, afinal de contas, eu e o meu irmao somos filhos do dono e voce e a sua irma sao nossos amigos! - Acacio bradou puxando aos demais e todos os que estavam na fila acharam a atitude deles bem ruim, pois estavam entrando na frente de todo mundo e inclusive de graça.
- Cara, nao faça isso, eu e a minha irma vamos pagar! - Herbert tentou resistir, mas Acacio, por sua vez, olhou sério para os dois.
- Voce ate paga mas a sua irma nao, porque ela e mulher e como em qualquer baile, mulher e de graça! - Acacio comentou sorridente.
- Tudo bem entao! - Herbert concordou, ja dentro da discoteca, e pronto para ser revistado, assim como Acacio e Dudu, estavam sendo revistados pelos seguranças do baile.
- Nao falei que a gente ia conseguir? - Acacio perguntou olhando para Herbert, que sorriu como resposta, enquanto Dudu e Eleomara foram para a pista dançar.
E Acacio, por sua vez, ficou procurando Marion com os olhos, ate que a encontrou e todo sorridente, ficou olhando para a garota, que estava intertida no jogo de luzes da discoteca, enquanto Fred, por sua vez, gesticulava nervoso com Clovis.
- O que sera que esta acontecendo entre aqueles dois, hein? - Dudu perguntou ansioso.
- Nao sei nao, o meu negocio e ver a Marion e nao ver aqueles dois, inclusive o Fred! - Acacio respondeu serio, enquanto Dudu, por sua vez, ria do jeito que o irmao tinha ficado.
E dançaram muito, se divertiram muito, e os olhares de ambos se encontraram sempre numa magia de sonhos, amor e felicidade...
E a desconfiança de Fred cada vez aumentava mais, ao ver Marion e seu rival Acacio sempre se olhando durante o baile, enquanto, em meio aos jogos de luzes, Acacio percebia que Fred nao estava gostando nada, nada, do que estava acontecendo entre Acacio e Marion...
- Vou falar pra mae, Marion! - Fred bradou quase no final do baile.
- E o que voce vai falar pra mae, Fred? - Marion perguntou furiosa.
- Eu vou falar que voce e o nojento do Acacio ficaram se olhando o baile inteiro! - Fred bradou furioso e olhando feio para Acacio, que tambem olhava serio para ele.
- Cuidado, Cacio, cuidado! - Sandro apareceu, dando tres tapinhas nas costas do primo.
- Eu nao tenho medo desse cara, primo! - Acacio disse em alto e bom tom, enquanto Fred, por sua vez, olhava para ele, com um sorriso maroto.
- Ele esta te desafiando para ver ate onde voce chega, cara! - Sandro explicou, olhando para Fred e retirando - se de perto do primo e dirigindo - se em direção a Fred. - Cara, deixa o meu primo em paz, ele nao esta fazendo nada de errado! - Acacio cochichou nos ouvidos de Fred, que continuou com seu sorriso sarcastico e olhando furioso para Acacio.
- E por acaso foi o seu priminho querido que disse que nao esta com medo de mim, mandou voce dizer isso? - Fred perguntou furioso, enquanto Sandro, por sua vez, olhava surpreso para ele, que continuava com seu sorriso sarcastico.
- Nao, nao foi ele quem mandou falar nada! - Sandro continuou chateado com o amigo. - Eu mesmo tomei a iniciativa, porque eu nao gosto de brigas! - Sandro comentou, olhando nos olhos do amigo, que continuou exibindo seu sorriso sarcastico.
- Voce e um cara de paz, um cara que so pensa em paz, se fosse por voce, garanto que o mundo todo teria paz! - Fred comentou sarcastico, enquanto Sandro, por sua vez, olhava surpreso para ele.
- Cara, eu pensei que voce fosse meu amigo, jamais imaginei que voce agiria desse jeito comigo, e que falaria comigo nesse tom! - Sandro reclamou chateado, deixando Fred sozinho.
- Marion, ta na hora da gente ir! - Fred puxou Marion pelo braço, com toda a brutalidade do mundo.
- Espera ai, o baile nem acabou! - Marion reclamou furiosa, enquanto Fred, por sua vez, puxava a garota com mais força ainda.
- Olha o que ele esta fazendo com ela! - Acacio bradou, apontando e fazendo menção de ir ate onde os dois estavam.
- Nao, nao se preocupe Cacio! - Sandro deteve o primo, que olhou furioso para ele.
- Mas por que eu nao devo me preocupar? - Acacio perguntou furioso.
- Porque os dois sao irmaos e a gente nao pode se meter em brigas de familia! - Sandro explicou, olhando para Acacio, que continuou chateado com a situaçao pela qual a amada estava passando.
- Eu nao me conformo com isso, Sandro! - Acacio bradou chateado, vendo Marion sendo puxada para fora do baile. - Falta pouco para acabar e nao custa nada ele deixa - la ficar ate o final! - Acacio continuou chateado com a situaçao que seus belos olhos observavam.
- Deixa isso pra la, cara! - Sandro deu tres tapinhas nas costas do primo desconsolado.

- Voce ouviu o que eu disse, Marion? - Fred perguntou furioso, enquanto a garota nada dizia, apenas engolia em seco, sempre cabisbaixa e sendo arrastada pelo irmao, sem nenhuma ajuda de ninguem para intervir. - Eu vou contar tudo pra mae! - Fred continuou sarcastico e furioso com a irma.

- Droga! - Acacio praguejou furioso. - Voce viu o Fred maltratando a Marion? - Acacio perguntou para Dudu, que olhou surpreso para ele.
- Vi, cara! - Dudu respondeu olhando para o irmao que ainda estava triste.
- E se o Herbert maltratasse a Eleomara? - Acacio perguntou, olhando para Dudu.
- Em primeiro lugar, eu nao maltraria a minha irma, Cacio! - Herbert defendeu - se indignado.
- Eu sei, cara! - Acacio olhou para o garoto que ja estava nervoso com a comparaçao feita por Acacio. - Eu apenas citei isso como um exemplo, cara! - Acacio continuou defendendo - se, enquanto Herbert, por sua vez, olhava serio para o amigo desesperado.

- Mamae, a Marion e o Acacio ficaram se olhando o tempo todo! - Fred bradou entrando em casa, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava furiosa para Marion.
- Eu ja falei que a Marion nao pode ir para esses lugares, onde sao dao maloqueiras e garotas prostitutas! - Zoraide olhou furiosa para a filha.
- E aonde a Marion foi? - Jardel perguntou ansioso, sob os olhares furiosos da mulher.
- A marion foi ao Black Panther com o Fred! - Zoraide tratou logo de responder, sem ao menos olhar nos olhos do marido.
- Ao Black Panther com o Fred? - Jardel perguntou todo sorridente. - Entao, isso nao tem nada demais, mulher! - Jardel continuou feliz.
- E por que voce acha que isso nao tem nada demais, homem? - Zoraide perguntou furiosa.
- Porque ela estava junto com o irmao dela, mulher! - Jardel respondeu furioso.
- É, mas eu gosto de sair para paquerar, nao gosto de sair com um peso atras de mim! - Fred olhou furioso para Marion.
- Mas se voce nao sair com a sua irma, meu filho, ela nunca podera sair, porque eu jamais permitirei que essa garota saia sozinha por ai, ainda mais para ir a bailes! - Jardel comentou furioso, enquanto Fred, por sua vez, olhava feio para o pai tambem.
Enquanto Marion, por sua vez, foi para o seu quarto, jogou - se em sua cama e chorou com o rosto no travesseiro, copiosamente.

E o dia amanheceu e no cafe da manha, Acamir nao se fez presente, pois a discussao acalorada do dia anterior, fez com que isso nao acontecesse.
- O pai nao esta aqui, Dorise, porque voce e a maior fofoqueira do mundo! - Dudu bradou furioso, observando seus machucados, ao passo que Dorise dava um sorriso sarcastico para ele.
- Eu nao falei nada, Dudu, apenas dei as dicas e o pai as seguiu porque ele quis e ja estava desconfiado de voce! - Dorise bradou sorridente, sob os olhares furiosos de Dudu.
- Quem foi que falou foi a sua boca, afirmando para o pai, voce praticamente mandou o pai seguir as suas dicas! - Dudu continuou furioso com a situaçao enfrentada por ele no sabado. - Ou foi a boca costurada do sapo que puseram o seu nome dentro? - Dudu continuou furioso, enquanto Acacio, por sua vez, ria da cara furiosa e vermelha da irma.
- Mamae, o Dudu esta falando que o sapo que costuraram a boca dele com o meu nome dentro, contou tudo para o pai! - Dorise olhou para a mae, na inocencia e começou a chorar copiosamente, ao passo que Dudu e Acacio davam gargalhadas bem altas e sonoras ao observarem o jeito que a irma ficou ao ouvir o relato de Dudu e Olivia, por sua vez, olhou furiosa para os dois, defendendo a pobre e inocente e perversa filha.
- Parem com isso! - Olivia bateu furiosa na mesa. - Voces dois sabem muito bem como é o pai de voces! - Olivia continuou olhando feio para os dois garotos, que ao lembrarem do pai, logo pararam de rir da irma, que logo parou de chorar, sob a admiraçao dos dois.
- E nao fui em que contou! - Dorise bradou, ainda enxugando suas lagrimas de crocodilo.
- Cala a boca, Dorise! - Olivia ordenou furiosa, ao passo que os dois garotos começavam a rir novamente da irma que se fazia de inocente.
- E a senhora tambem e cumplice da Dorise, mamae! - Dudu acusou, apontando para a mae, que por sua vez, olhou surpresa para ele.
- Ah, meu Deus do ceu, aqui a gente nao pode nem ajudar a um filho, que o outro ja vem achando que a gente e cumplice do outro! - Olivia reclamou, elevando as maos aos ceus, ao passo que Dudu, por sua vez, ficou mudo, sem nem ter o que argumentar, escutando o tilintar dos talheres mexendo nas respectivas xicaras. - Vao, vao pra escola logo, porque a minha paciencia ja se foi todinha! - Olivia bradou expulsando aos tres filhos, que sairam sorrateiramente, todos os dois garotos olhando feio para Dorise, que saiu bufando do recinto.

E na hora da entrada, Zinho misturava - se à multidao e todos lutavam para entrar pela mesma porta.
E de repente, Zinho sentiu alguem bater em suas costas e logo enlaçar a sua cintura, sentiu um enorme arrepio proximo aos cabelos, pensando ser a Marion, mas logo tirou esse hipotese da cabeça, pois sabia que jamais a timida garota agiria desse modo com ele.
- Ola! - Cleide anunciou - se bem proximo ao ouvido do garoto, anunciando - se como uma gata sorrateira e no cio, deixando Zinho totalmente sem graça e decepcionado com o sorriso contagiante e falso da garota feliz. - Que bom que tudo voltou ao normal e voce acabou voltando para a escola! - Cleide continuou feliz.
- E a professora ja falou que nao vai dar a prova para aqueles que ficaram de suspensao! - Cleide revelou toda sorrateira e feliz, observando Zinho ficar totalmente sem graça e chateado por perder mais um ano.
- É mesmo, Cleide? - Zinho perguntou dando de ombros, mas mal Cleide sabia a tristeza e o pesar que seu pobre coraçaozinho repetente estava sentindo. - Eu nao estou nem ai com essa porcaria! - Zinho continuou fingindo - se despreocupaçao. - Ja sei que vou levar bomba mesmo! - continuou fingindo - se de forte e encarando a garota sorridente e provocativa e Cleide, por sua vez, toda sorridente, pensou na maldade que seria ver o Zinho, a Marion e companhia limitada perderem o ano novamente!
- Voce vai deixar tudo pra la e vai perder o ano novamente, Zinho? - Cleide perguntou novamente com seu sorriso forçado, enquanto Zinho, por sua vez, olhava sorrateiro para ela.
- Vou fazer o que, Cleide? - Zinho perguntou, dando de ombros novamente e olhando para Cleide, que continuava com aquele tremendo sorriso forçado. - E dai? - Explodiu, dando de ombros. - É seu pai quem paga os meus estudos, Cleide? - Zinho perguntou mais furioso ainda, enquanto Cleide, por sua vez, olhava surpresa para o garoto furioso e seu sorriso desmanchava - se de imediato, como que por encanto.
- Nao, imagine! - Cleide benzeu - se. - O meu pai, coitado? - Cleide bradou desanimada. - Ele vive mais desempregado do que empregado! - Cleide baixou a cabeça triste.
- Entao, deixe a minha vida, Cleide! - Zinho bradou furioso, ao pensar que na casa de Cleide nem tinha pao direito! - Viva a sua vida que eu vivo a minha e pronto! - Zinho continuou furioso com a garota chateada e totalmente sem graça. - Voce sempre foi falsa comigo e com a Marion! - Zinho aproveitou para reclamar com a pobre garota, que baixou a cabeça triste. - Nos passou a perna com as suas mentiras, fazendo a Marion chorar! - Zinho continuou furioso com a pobre garota, que fazia - se triste e de cabeça baixa, nao querendo mais ouvir as lamurias do garoto furioso e arrependendo - se de tudo que havia feito.
- É? - Cleide perguntou, cruzando os braços furiosa. - E voce sabe de quem a Marion gosta, Zinho? - Cleide perguntou, em sinal de provocaçao, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para Cleide, ja sabendo do que se tratava.
- Mas é claro que eu sei, Cleide! - Zinho respondeu furioso. - Eu nao sou tao bobo assim, para descobrir agora que a Marion gosta do Cacio! - Zinho continuou furioso. - E se eu vou repetir de ano, nao e por burrice, mas sim por vagabundice! - Zinho continuou no mesmo tom de furia. - Nao e preciso repetir isso novamente, pensando que voce vai me atingir, ao me lembrar a desgraça amorosa pela qual eu estou passando! - Zinho bufou, enquanto Cleide, por sua vez, olhava furiosa para ele e Acacio, por sua vez, passava bem proximo a eles, e Cleide, por sua vez, sorriu, ao fazer o Zinho lembrar - se novamente, que a Marion gostava do Cacio e nao dele!
E lembrar que a Marion gostava do Cacio, para Zinho, foi como se fosse uma facada em seu pobre coraçao ferido e desiludido e isso ia matando - o aos poucos!
E naquela escola era somente Acacio que tinha essa sorte!
A sorte de todas as garotas da escola, mesmo com chances ou nao, suspirarem por ele, inclusive a garota que o seu pobre coraçaozinho desiludido e ferido, havia escolhido para amar!
Mas tinha certeza, absoluta certeza, de que um dia ficaria com a sua amada Marion, mesmo se ela nao o quisesse, mas ele ficaria com ela...
E nem Cleide e nem Zinho sabiam que Marion e Cleide observavam os dois, ouviam toda a conversa deles, atentas e absmadas com a situaçao pela qual Zinho encontrava - se.
Situaçao de desespero por um amor nao correspondido...
E Marion observou Zinho encolher - se e abaixar a cabeça e tambem observou o enorme sorriso vingativo surgindo dos labios vermelhos de Cleide, que sorria, tanto por dentro como por fora, a derrota daquele que ela dizia ser seu... Amigo?
E naquele momento, Cleide sentiu raiva de Marion, pois percebeu o tanto que Zinho gostava dela...
E Marion, por sua vez, sentiu - se lisonjeada por saber que Zinho gostava dela o tanto que ela nem percebia e pensou ate em se nao desse certo com Acacio, ela poderia tentar algo a mais com o pobre garoto apaixonado!
E Cleide, por sua vez, percebia que Marion e Rafaela olhavam para ela e para Zinho, e sentiu mais raiva ainda e inveja de Marion, pelo sentimento mais belo que Zinho sentia por Marion e olhou furiosa para a pobre garota, comendo - a com os olhos, de tao furiosa que ficou...
- Marion! - Zinho chamou, observando a garota e percebendo que algo havia de errado.
- Isso mesmo, Zinho, va atras mesmo! - Cleide bradou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ela. - E dai voce leva um tremendo pontape na bunda e é isso mesmo que voce merece, Zinho! - Cleide continuou furiosa com o garoto e ainda com muita raiva de Marion porque ela tinha a sorte de ter dois a seus pes, enquanto que Cleide, nao tinha nenhum a seus pes.
E Zinho, por sua vez, suspirou calmo e percebeu que Cleide realmente tinha razao, se Acacio estralasse os dedos para Marion, com certeza essa o deixaria de lado!
- Eu vou mesmo atras dela, Cleide! - Zinho bradou furiosa e retirando - se da frente da garota raivosa. - E nao se esqueça Cleide, que eu nao quero mais saber de voce e nem tampouco da sua maldita amizade! - Zinho ainda olhou para tras e feriu o coraçao da garota raivosa, com as palavras furiosas dessa frase bem dita para que todos ouvissem, inclusive Marion, que o esperava com um enorme sorriso nos labios.
- Va mesmo e seja feliz! - Cleide bradou com despeito. - So que depois que eu te ver chorando pelos cantos, eu nao vou nem me importar! - Cleide continuou furiosa. - E nunca mais me procure, Zinho! - Cleide bradou, retirando - se furiosa.
- Marion! - Zinho suspirou, ao aproximar - se da garota que continuava sorridente, enquanto Rafaela, por sua vez, seguia Cleide com o olhar, pensando que ela pudesse aprontar alguma com Marion, ja que essa, por sua vez, so olhava para tras, para certificar - se de que Zinho estava mesmo indo ate Marion.
- Ola, Zinho! - Marion continuou encabulada. - Como foi de descanso? - Marion continuou simpatica.
- Fui bem, perdi algumas provas, nao foi? - Zinho olhou chateado para Marion, que sorriu novamente com simpatia para ele.
- E o pior que a professora ja falou que como castigo, voces que pegaram a suspensao, nao vao mais fazer as provas novamente! - Marion anunciou chateada, enquanto Zinho, por sua vez, baixava a cabeça triste, pois sabia que nao teria chances de passar de ano, e que novamente, perderia o ano!
- Eu ate sei que nao tenho chances de passar de ano mesmo! - Zinho bradou chateado, enquanto Marion, por sua vez, compadecia - se da tristeza do amigo.
- Zinho, nao se preocupe que eu sei de tudo! - Marion anunciou, deixando o garoto totalmente surpreso e lisonjeado, pois sabia sobre o que Marion estava falando.
- Tudo? - Zinho sorriu lisonjeado e sonhando em algo de especial acontecendo entre eles. e se acontecesse, com certeza, ele seria o garoto mais feliz do mundo!
E quem via de longe, pensava que os dois realmente estavam namorando e ate Acacio olhou em direçao aos dois, com uma ponta de ciumes.
- Eu sei que voce gosta de mim! - Marion continuou sorridente e lisonjeada por ter um garoto mais ou menos bonito gostando dela. - E antigamente, eu nao dava nenhuma importancia para o seu sentimento, mas agora eu estou dando! - Marion continuou sorridente, enquanto o coraçao do pobre garoto dava pulos saltitantes de tao feliz que Zinho ficou!
E Marion, por sua vez, nem sabia, mas estava dando esperanças para um coraçao apaixonado e fraco demais!
- É? - Zinho balbuciou, pois ele nem conseguia falar, de tao emocionado que estava. - Mas voce ainda gosta do Cacio, nao é? - perguntou feliz, ao passo que Marion, por sua vez, exibiu um belo sorriso ao lembrar - se do amado, entristecendo novamente o coraçao apaixonado do pobre garoto.
E Zinho, por sua vez, sabia muito bem, que aquele belo sorriso nao era direcionado a ele, mas sim, ao lembrar - se dos belos olhos do amado!
- Zinho! - Marion balbuciou com a sua voz macia que encheu o pobre coraçao apaixonado do garoto que ficou ainda com mais esperança sobre a garota gostar dele. - Faz muito tempo que eu gosto dele! - Marion revelou, deixando Zinho totalmente desanimado em relaçao ao amor de Marion por Acacio, e Zinho, por sua vez, ate se arrependeu de ter lembrado Marion sobre o seu sentimento por Acacio. - Eu gosto do Cacio desde os meus sete anos de idade, desde a primeira serie! - revelou, deixando Zinho surpreso com a sua confiçao.
- Nossa Marion, voce gosta daquele cara desde o primeiro ano? - Zinho perguntou admirado e desanimado, ja sabendo que em relaçao ao tempo que Marion sentia algo por Acacio, ele nao teria chance nenhuma!
- Sim, desde o tempo da primeira serie! - Marion repetiu a frase, como se fosse um merito gostar de um garoto ha tanto tempo assim.
Sim... E esse era um verdadeiro merito!!!
Pois uma garota que caminhava para os doze anos, e ja tinha um amor de infancia cravado em seu peito, um amor misterioso, que a machucava , a cada vez que Marion descobria sobre uma historia apaixonada que envolvia Acacio com qualquer outra garota, inventada pelos demais que nao queriam que o amor deles fosse para frente!
- E por acaso o Cacio sabe disso, Marion? - Zinho perguntou curioso e querendo tirar vantagem da historia sobre si.
- Nao sei! - Marion deu de ombros. - Mas eu acho que deve acontecer o mesmo com ele! - Marion comentou na esperança de que Acacio tambem gostava dela o mesmo tempo que ela gostava dele!
- Mas o Cacio namorou a prima dele! - Zinho lembrou, deixando a garota chateada. - Voce se lembra disso, Marion? - Zinho continuou machucando o pobre coraçao apaixonado da garota. - E agora voce sabe que a Bunnie e a Nina tambem estao loucas por ele! - Zinho comentou ansioso, e sem saber que novamente machucaria o pobre coraçao apaixonado da garota que ele tanto amava!
- Nao e preciso voce me lembrar que o Cacio namorou a propria prima e nem tampouco me lembrar tambem que aquelas duas assanhadas estao loucas para rouba - lo novamente de mim! - Marion bradou chateada.
- E voce quer acabar logo com isso, Marion? - Zinho perguntou com um brilho no olhar, deixando Marion surpresa com a atitude do garoto. - Voce quer que ele namore logo com voce? - Zinho continuou dando esperança de ajudar Marion, que ficou ansiosa com todas aquelas perguntas feitas pelo garoto apaixonado. - Assim quem sabe voce se esquece logo dele, quando nao der certo! - Zinho bradou, sentindo arrepios so em pensar que Marion, um dia poderia estar em seus braços, como sua namorada oficial! - Porque namoro de adolescente raramente da certo mesmo! - Zinho continuou esperançoso de que Marion, um dia poderia estar em seus braços, amando - o loucamente, como sua namorada oficial!
- Pra que? - Marion perguntou furiosa, ja percebendo o que Zinho queria com toda aquela prestatividade falsa. - Pra voce entrar logo na fila? - Marion continuou furiosa, deixando Zinho totalmente sem graça.
- Pois heis uma otima oportunidade dele namorar logo com voce, Marion! - Zinho viu Acacio aproximando - se deles e logo chamou - o, fazendo um sinal com a mao, enquanto Marion, por sua vez, olhava admirada para Acacio, e seus olhares se encontraram, num misto de surpresa e seduçao, enquanto Zinho, por sua vez, baixava a cabeça triste e seu coraçao ficava do mesmo jeito que ele estava, triste e abatido...
- Nao, Zinho, pelo amor de Deus! - Marion pediu, puxando a camisa do garoto provocador e sorridente, enquanto Acacio, por sua vez, os observava furioso e louco de ciumes e pelo jeito que Zinho estava chamando, Acacio ate suspeitou de que ele tambem queria encrenca!
- Nada nao! - Zinho olhou sorridente para Acacio, que olhou de cara feia para ele. - Deixa pra la, Cacio! - Zinho disfarçou, piscando para o garoto, fazendo - se de legal e de intimo, enquanto Acacio, por sua vez, o encarava, faltando so come - lo vivo e Zinho, por sua vez, nem tampouco importava - se com o garoto furioso, encarando - o, como que querendo come - lo vivo!
Enquanto olhava para Marion, que por sua vez, escondia - se atras de Zinho, temendo acontecer algo entre os dois. - Eu disse pra voce, que era pra deixar pra la e que nao era nada nao, Cacio! - Zinho continuou sorridente, ao passo que Acacio, por sua vez, continuava olhando furioso para ele e aproximando - se mais, com toda a furia do mundo e sem ao menos se preocupar com a presença apavorada de Marion.
- O que foi que aconteceu, cara? - Acacio explodiu furioso, encarando Zinho. - Voce quer falar com o Dudu, cara? - Acacio continuou furioso, enquanto Zinho, por sua vez, sorriu encabulado, pois percebeu que Acacio nao estava querendo ser seu amigo nao e que a situaçao encresparia para o seu lado, se ele continuasse insistindo na conversa com o garoto, e Zinho, por sua vez, estava pronto para comunicar - lhe sobre o amor de Marion em relaçao a ele, mas nao lhe saia! - Cara, por que voce e a Marion nao assumem logo esse romance? - Acacio resolveu perguntar, para amenizar as coisas, ja que Zinho ja estava bem proximo a ele,e Acacio, por sua vez, estava pronto para acertar - lhe um violento murro na cara!
E encarou Marion, com todo o ciume do mundo, assustando - a, pois Marion estava ali, escondendo atras de Zinho e com medo nao sei do que, assim ele pensava e essa pergunta para Marion, ao ouvi - la da boca do amado, foi como se fosse uma punhalada em seu pobre coraçao apaixonado!
- A gente so nao assume um romance, porque a Marion te ama muito, cara! - Zinho respondeu sorridente, enquanto Acacio, por sua vez, tingia - se de vermelho e seu coraçao acelerava mais do que piloto de formula um, e enquanto Acacio se tingia de vermelho e exibia um enorme sorriso de satisfação, mudando totalmente seu comportamento ciumento, o coraçao de Zinho espedaçava - se todinho, como se fosse petalas em flor!
E Marion, por sua vez, tingiu - se de vermelho tambem, e olhando para o amado, nao sabia onde colocar a cara, enquanto Zinho, por sua vez, por fora, representava que estava feliz e satisfeito por estar tentando unir os dois pombinhos apaixonados...
- Zinho nao era assim que eu queria! - Marion gritou furiosa, puxando Zinho para si, enquanto Acacio, por sua vez, olhava curioso para amada que de repente estava mudando de humor.
E o ciume floresceu no semblante de Acacio, que olhou furioso para Zinho e apontou o dedo para ele, louco de raiva do garoto, que ainda estava sendo segurado por Marion.
- Olha aqui, cara! - Acacio balbuciou, apontando o dedo na cara do garoto que estava sentindo - se ameaçado, enquanto Acacio, por sua vez, estava com o rosto todo esfogueado e quente. - Se for pra voce falar da Bunnie, esqueça cara, esqueça! - Acacio continuou furioso, disfarçando a situaçao, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para ele, enquanto que algumas pessoas que passavam proximos à discussao, olhavam e comentavam sobre o assunto, assim espalhando para os demais, que juntavam - se meio longe, para nao dar alarme para o inspetor Gomes, pois estava tendo uma pre discussao entre Acacio e Zinho! - E va correndo para a sua sala, tentar estudar e fazer alguma coisa pra voce passar de ano, Zinho! - Acacio continuou furioso com o garoto, que nada respondia, apenas engolia em seco. - E isso que voce fez com o meu irmao, nao se faz com nenhum cachorro! - Acacio continuou indignado e sem ao menos olhar para Marion, que olhava surpresa para ele, pois ele estava humilhando Zinho! - E para o seu governo, o meu irmao apanhou muito por causa do que voce aprontou, Zinho! - Acacio continuou furioso, enquanto Zinho, por sua vez, sorria maldoso, ao saber que Dudu tinha apanhado muito mais, e a vontade que Acacio sentia, era de dar - lhe um violento soco na cara de Zinho!
- Nao esquenta nao, Marion! - Zinho sussurrou no ouvido da garota, envolvendo - a pela cintura, enquanto Acacio, por sua vez, retirava - se furioso e com lagrimas nos olhos e ainda por cima, sem olhar para tras. - Eu ainda nao sei o que esse cara pensa! - Zinho continuou chateado, observando lagrimas nos olhos da amada. - Marion, ao inves de eu estar chorando, e voce quem chora! - Zinho olhou para o rosto de Marion, e com suas maos, sem lenço algum, secou uma lagrima timida que caia na sua face!
- Mas e claro, Zinho! - Marion bradou chateada, enquanto Bunnie, por sua vez, cutucava Nina e as duas ficaram observando o casalzinho passar. - Voce viu como ele me olhou? - Marion perguntou furiosa com a situaçao. - Parece ate presidente quando olha para favelado! - Marion continuou triste e cabisbaixa. - O candidato a presidente faz campanha politica, abraça favelado, pega criança no colo e quando chega em casa, corre para a banheira para se desinfetar dos pobres a ainda por cima queima todas as roupas que ele usou naquele dia, e no presente momento, eu estou me sentindo assim... - Marion bradou, ainda com mais lagrimas nos olhos.
- Marion, voce foi escolher justo quem para gostar? - Zinho perguntou, olhando - a indignado, desejando que fosse ele, o grande amor da vida dela! - Ele nao e do seu mundo, Marion! - Zinho continuou indignado e furioso, por ela nao gostar dele, mas sim do rival Acacio.
- Nao e bem assim, Zinho! - Marion bradou indignada e surpresa, enquanto Zinho, por sua vez, olhava serio para ela. - Entao de que mundo voce acha que o Cacio é, Zinho? - Marion continuou furiosa com o garoto. - De Marte? - Marion continuou no mesmo tom. - Tambem pudera, tao lindo! - Marion bradou, fazendo Zinho gargalhar e todos que passavam por eles, admiravam - se pelo tom que a conversa estava indo.
- Esqueça esse cara, porque faz tanto tempo que voce gosta dele, Marion! - Zinho comentou triste pelos comentarios sordidos da amada. - E ele tambem gosta de voce, mas so que eu nao sei se faz o mesmo tempo! - Zinho continuou no mesmo tom de indignaçao. - E eu acho que se voces dois ficarem juntos um dia, nem vai dar certo! - Zinho continuou aconselhando a amada, que olhava surpresa para ele e sem ao menos entender o que Zinho estava tentando dizer - lhe, e ate pensou em colocar a mao dentro da cabeça da garota e puxar - lhe esse sentimento tao sordido e tao sofrido que ela estava sentindo por Acacio, que ele gostaria ate de convence - la a gostar dele e nao do bonitao...
- Zinho! - Marion chamou - o toda sorridente e feliz. - Se voce nao gostasse de mim, eu diria que voce esta me aconselhando a esquece - lo apenas porque é meu amigo. - Marion continuou com um sorriso forçado. - Mas como eu sei que voce gosta de mim, eu manjo tudo, Zinho! - Marion piscou desconfiada, enquanto Zinho, por sua vez, olhava todo sorridente para Marion. - E sei que voce esta querendo que eu me esqueça o Cacio para ficar com voce! - Marion olhou seria para Zinho, nao querendo nem tampouco pensar em tal hipotese. - Mas so que nao e tao facil assim, tentar esquecer o Cacio, para gostar de voce, afinal de contas faz tanto tempo que eu gosto dele, Zinho! - Marion anunciou desanimada, enquanto Zinho, por sua vez, olhava serio para ela.
E depois do que Marion havia dito para Zinho, isso acabou entristecendo - o e esse, por sua vez, acabou retirando - se de fininho, totalmente entristecido e Marion, por sua vez, se viu so novamente.
E retirando - se, Zinho se viu pensando em se valia a pena mesmo gostar de Marion, porque quando Acacio se decidisse, no minimo, Marion acabaria desistindo dele para correr para os braços do seu amado.

- Ola! - Marion escutou uma voz conhecida cumprimentando - a e ainda olhou para tras a fim de certificar - se se era ou nao a pessoa que ela estava pensando ser e viu Sonda sumir com Eleomara ao seu lado, e ainda as viu quietas, sem nada a falar e Marion, por sua vez, tinha certeza, de que o cumprimento vinha da parte de Sonda.
"- Ai meu Deus do ceu!" - Sonda suspirou aflita. "- Eu acho que estou ficando louca!" - recriminou - se ainda nervosa. "- Logo quem eu fui cumprimentar!" - mordeu os labios depois de sentir um violento arrepio pelo corpo, e lembrou - se dos olhos grandes e assustados de Marion ao ve - la cumprimenta - la e Eleomara, por sua vez, ainda continuava cheia de sorrisos falsos e provocantes.
- Sonda, voce esta legal? - Eleomara perguntou ansiosa.
- Estou! - Sonda suspirou feliz e ainda nervosa e Marion, por sua vez, de onde estava, percebeu que Sonda nao estava nada bem, ali, ao lado de Eleomara.
- Ah, bom! - Eleomara continuou feliz e ansiosa. - Porque ha meia hora que eu estou falando com voce e ainda por cima voce nao me responde! - Eleomara reclamou, fazendo beicinho. - Ah, olha so, eu ia me esquecendo! - Eleomara estralou os dedos. - E voce cumprimentou a Marion, Sonda? - Eleomara perguntou, passando pela Marion e dando as costas para a pobre garota e sendo seguida por Sonda, que ainda olhava para tras.
- Eu acho que nao estou muito boa mesmo, Eleomara! - Sonda admitiu desanimada, enquanto Eleomara, por sua vez, olhava para Marion, com um enorme sorriso largo e desaforado, desfeiteando - a.

E na hora do intervalo, em meio a muitos alunos, ali estavam Zinho e Marion, juntos, como sempre, ate que dessa vez, alem de estarem sendo observados por olhares furiosos da parte de Acacio, tambem estavam sob os olhares curiosos de Sonda e Herbert e esse ultimo, por sua vez, ficou sem entender o "porque" da estranheza da namorada.
- Sonda! - Dudu chamou bem baixinho e nos ouvidos da prima que logo voltou a si e olhou surpresa para ele.
- O que foi? - Sonda perguntou agoniada e furiosa com a surpresa do primo.
- Vou pedir perdao para o Zinho e vamos continuar a ser amigos! - Dudu anunciou, observando o comportamento da prima, que estava às gargalhadas.
- Como assim, Dudu? - Sonda perguntou indignada, logo apos ficar às gargalhadas. - Amigos? - Sonda continuou admirada. -  Voce vai pedir perdao a ele, como se fosse um pecador? - continuou no mesmo tom de furia. - Voce vai exalta - lo e se humilhar, Dudu! - Sonda acudiu rapidamente, enquanto Dudu, por sua vez, continuava olhando para a sua prima. - Isso nao e coisa de Sandolli, um verdadeiro Sandolli mesmo nunca pede perdao, nunca se humilha! - Sonda continuou furiosa com o primo, que nada dizia, apenas a olhava.
- Mas e dai, Sonda? - Dudu deu de ombros, surpreendendo à prima, que olhou surpresa para ele. - Eu sou o primeiro Sandolli, humilhado pelo pai, por causa de um cara que nao tem nada a ver! - Dudu argumentou e Sonda, por sua vez, arregalou os olhos para ele.
- Mas e dai, Dudu? - Agora era a vez de Sonda dar de ombros, fazendo o mesmo gesto do primo, enquanto a mesma, por sua vez, soltava da mao do namorado e Herbert, por sua vez, olhou surpreso para ela. - Nao e porque voce foi humilhado pelo seu pai, é que voce se acha no direito e no dever de perdoar o Zinho! - Sonda continuou indignada com a atitude do primo. - Quem tinha que te pedir perdao era ele e nao voce! - Sonda bradou furiosa e vermelha de raiva.
E Sonda e Herbert retiraram - se da frente de Dudu, deixando - o sozinho e o ultimo ainda olhou para tras, enquanto Dudu, por sua vez, nao entendia o "porque" de ter que ficar sozinho, ja que ele queria pedir perdao para o Zinho!
E Dudu, ainda, ficou observando Zinho e Marion conversarem sorridentes e felizes e sentiu receio de chegar ate os dois e de começar um papo amigavel, com a desculpa de fazer as pazes com Zinho, e se Dudu conseguisse mesmo, quem sabe ate poderia fazer amizade com a Marion e acha - la legal, podendo ate apoiar o futuro relacionamento entre ela e Acacio!

- Essa escola aqui esta cada vez mais cheia de gente, Marion! - Zinho começou a falar, observando o pessoal que transitava pelo patio.
- É mesmo! - Marion concordou com Zinho, observando o mesmo. - Sabe o que eu acho? - Marion sorriu feliz. - Eu acho que sao os retardatarios, aqueles que deixam para estudar bem no final do ano, almejando uma chance para passar, segurando assim, a vaga para o ano que vem, caso nao consigam ser aprovados! - Marion continuou sorridente e feliz, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a amada.
- E ai, cara? - Dudu cumprimentou Zinho, dando - lhe um violento tapa nas costas do garoto, que ate olhou surpreso e assustado e Marion, por sua vez, tambem ficou surpresa e de olhos arregalados, pois nao estava acreditando que Dudu iria iniciar uma nova briga com seu amigo Zinho, e esse, por sua vez, voltou - se e olhou furioso para Dudu, que continuou sorridente e amigavel, enquanto Marion, por sua vez, pensava outra coisa: Ela pensava que os dois começariam uma nova discussao, partindo para a agressao fisica, assim como Zinho, que por sua vez, tambem acreditava que apanharia muito de Dudu, sem nenhuma escapatoria, pois ninguem o ajudaria nao!
Enquanto Acacio, por sua vez, tambem observava tudo do seu lugar, alarmando - se para ajudar ao irmao a bater no inimigo e Sandro, por sua vez, tambem observava, pronto para apartar a briga.
- O que foi agora, Dudu? - Zinho perguntou, enfrentando o garoto sorridente e que parecia querer amizade.
- Calma cara, calma! - Dudu pediu com voz mansa. - Eu preciso de falar com voce! - Dudu continuou com a voz mansa e olhando serio para o garoto que continuava armado e furioso, pronto para a suposta briga e seus labios crispando de odio.
- Cara, eu sinto que eu nao tenho nada para tratar a mais com voce! - Zinho respondeu tambem na mesma calma de Dudu e logo, virou as costas para Dudu que ficou furioso pela atitude do garoto, mas sabia que Zinho nao queria briga e sabia tambem que o pobre do garoto estava com medo dele brigar novamente e apanhar feio como vinha acontecendo nos ultimos tempos.
- Bom... - Dudu limpou a garganta, pronto para iniciar a suposta conversa, ao passo que Zinho, por sua vez, virava - se e ainda furioso, encarava o garoto e Marion, por sua vez, gelava por dentro, pois sabia que Zinho nao sairia inteiro dali. - Voce pode nao ter nada a tratar comigo, mas eu tenho com voce, Zinho! - Dudu continuou falando, em sua coragem, enquanto Zinho, por sua vez, continuava encarando - o e pronto para a briga e Zinho, por sua vez, queria desviar o olhar, mas nao conseguia...
- Tem mesmo? - Zinho debochou, com um meio sorriso e viu Acacio e Sandro observando - os, prontos para brigar, para defender Dudu e ate engoliu em seco, so em pensar que poderia apanhar logo dos tres garotos!
- Tenho sim, cara! - Dudu continuou, nao se importando com o deboche de Zinho, e observou que Zinho tambem nao queria papo com ele, pois o garoto ria da cara dele. - Eu quero te pedir perdao por tudo aquilo que eu te fiz passar! - Dudu começou a falar calmo e sorrateiro, enquanto Marion, por sua vez, olhava para Zinho, com medo daquele papo maldito de Dudu, achando que ele iria bater em Dudu a qualquer custo, enquanto Acacio e Sandro olhavam - se preocupados, com aquela conversa entre os dois garotos, e os dois, tambem nao estavam querendo acreditar no que estavam vendo ali, e Acacio, por sua vez, começou a rir, debochando de Zinho, pois pensava que o irmao tambem estava aprontando com o garoto furioso.
- É mesmo? - Zinho gargalhou, tambem debochando de Dudu. - Pode pedir perdao entao, cara! - Zinho ordenou ainda tirando uma com Dudu, que olhava serio e surpreso para ele, e Marion, por sua vez, ainda nao acreditava no que estava acontecendo ali, diante de seus olhos.
-  Zinho, por favor! - Marion suplicou, olhando para ele, com olhos apavorados, com medo de uma suposta briga entre os dois garotos, que continuavam olhando - se serios e puxou Zinho pela camisa, e Zinho, mais que depressa, encarou Marion, causando mais ciumes ainda em Acacio, que sentia vontade de entrar no lugar do irmao e dar um violento soco na cara de Zinho!
- Eu concordo, cara! - Zinho balbuciou, para alivio de Marion, que logo soltou a sua camisa, para alivio de Acacio, e Zinho so concordou mesmo com o pedido de perdao de Dudu, porque ele nao queria ficar com uma blusa parada em casa, sem botao nenhum. - Mas so que voce vai ter que jurar algumas coisinhas! - Zinho bradou, olhando serio para Dudu que acabou concordando com um menear positivo de cabeça e mordendo os labios, com raiva de mais uma humilhaçao que ele teria que passar, apenas para aproximar - se novamente de Zinho, assim como o seu abençoado pai queria!
- Tudo bem, entao, cara! - Dudu concordou, totalmente humilhado, enquanto Acacio, por sua vez, olhava assustado para o irmao, nao acreditando que Dudu estava se humilhando mais uma vez, com o intuito de implorar mais ainda a amizade de Zinho, assim como o seu pai queria e nao como ele queria!
- Jura ter uma amizade sincera comigo? - Zinho começou a perguntar, assustando Dudu, que olhou surpreso para ele. - Jura ter uma amizade comigo, alem de sincera, limpa e transparente? - Zinho continuou todo sorridente, enquanto Dudu, por sua vez, ria para ele, observando que o garoto continuava em seu tom de brincadeira. - Alem de ser na saude, na doença, na riqueza, na pobreza, na tristeza e na alegria? - Zinho perguntou, todo sorridente, como se estivesse fazendo uma cerimonia de casamento oficial, enquanto que todos os que estavam à volta deles, esperando a suposta briga entre os dois, cairam na gargalhada.
- Juro! - Dudu respondeu, tambem entrando na brincadeira de Zinho. - Menos para beijar e para transar, ok? - Dudu olhou sorridente para Zinho, que acabou tambem aderindo à sua brincadeira e rindo muito.
- Pode deixar que voce estara livre dessas duas coisas, porque nos jogamos em times diferentes! - Zinho continuou todo sorridente e gentil, para alivio de Marion e Acacio, por sua vez, nao estava nada satisfeito com a reaçao do irmao para cima de Zinho, nada estava indo a favor do que ele pensava que seria.
E os dois deram - se as maos, num belo gesto de amizade, e os dois selaram a paz sob os aplausos dos demais, que observavam tudo atentos, e apesar do povo querer briga e nao houve briga!
Dudu agora tinha um novo e grande amigo e por sinal um grande amigo, e a paz foi selada com um grande abraço entre os dois, e mais aplausos e assovios, da parte dos demais que observavam... Apesar de quererem briga!
E assim Marion suspirou aliviada e feliz porque agora Zinho e Dudu podiam contar um com o outro, novamente, e para o que desse e viesse...
- Eu tambem juro nunca mais mexer com voce e nem tampouco com a sua mina ai, olha! - Dudu apontou Marion com a cabeça, entristecendo ainda mais o coraçao do irmao, que olhou para ele furioso.
- Bom... É isso aí, cara! - Zinho bradou satisfeito, tocando a mao de Dudu, e sendo observado por Acacio, que ainda mordia os labios de tanto ciume que ele estava sentindo. - Depois a gente se encontra por ai e vamos tomar uma Coca Cola gelada para selarmos mais ainda a nossa nova amizade! - Zinho continuou feliz e Acacio, por sua vez, ainda olhava furioso para ele e ainda com raiva, por mais uma vez, Zinho ter se safado dos socos nervosos do irmao e o que Acacio queria mesmo era quebrar a cara de Zinho e dividi - lo em dois logo, assim, ele livraria a Marion de sua maldosa companhia.
- E como prova disso, Zinho! - Dudu abriu os braços novamente, como se estivesse atuando em uma peça teatral. - Vou convidar voce e a Marion para irem em minha casa! - Dudu olhou para Zinho e Marion, enquanto Acacio, por sua vez, engolia em seco, pelo anuncio de Dudu, ja sabendo que o seu pai nao concordaria com a visita de Marion em sua casa, o Zinho ate podia ser... Mas a Marion talvez nao entraria la, pois tinha a sua mae tambem, que detestava a pobre garota!
E o convite foi como um golpe para Marion, uma bomba atomica, pois a pobre garota ate baixou a cabeça de tao triste que ficou.
- Voce fez a coisa errada, Dudu! - Acacio protestou, levantando a mao, para tomar a palavra, enquanto Dudu, por sua vez, olhava serio para o irmao, sem entender o que ele estava dizendo.
- Eu nao entendi, Cacio! - Dudu olhou serio para o irmao, nao querendo entender a historia, mas ja sabendo que Marion nao seria bem vinda em sua casa e que o Zinho ate podia ser, pois o pai estava querendo fazer graça, entao, ele ate aceitaria o seu novo amigo.
- Eu nao preciso de falar, porque voce sabe muito bem o que acontece la em casa! - Acacio continuou duro e firme com o irmao, enquanto Zinho, por sua vez, fazia graças para as pessoas que o aplaudiam por nao ter brigado com Dudu, parecia ate o final de uma peça teatral, onde Zinho tambem cumprimentava a plateia que o aplaudia.
E Marion, por sua vez, estava entendendo todos os codigos de Acacio e ele nem precisava falar as coisas por codigos, era so ele falar logo na cara dela, que a feriria menos do que ele estava ferindo naquela hora!
- Um dia a Marion vai ter que entrar em casa mesmo, Cacio! - Dudu bradou, olhando serio para o irmao, que logo ficou vermelho, so em pensar que a sua amada, um dia seria a sua namorada! - Entao, que ela entre logo em casa e seja feliz, te faça feliz e nos faça felizes! - Dudu bradou, olhando para Marion, que correspondeu com um sorriso encabulado e triste, ao passo que Acacio, por sua vez, nao acreditava no que estava acontecendo.

- Zinho! - Marion bradou admirada, logo depois que os dois viram - se a sós. - Que bom! - Marion continuou feliz, tentando abraçar Zinho, que esquivou - se do abraço de Marion, deixando - a totalmente sem graça, pois Acacio, ainda fazia - se presente e olhando para trás.
- É Marion! - Zinho suspirou em tom de queixume. - - Eu pensei que eu ia tomar era outro murro na cara, isso sim! - Zinho sorriu encabulado, enquanto Marion, por sua vez, olhava surpresa para ele.
- Ainda bem que nada disso aconteceu, Zinho! - Marion sorriu encabulada e feliz por dentro, enquanto Zinho, por sua vez, sorria encabulado com a situaçao ecada um seguiu o seu caminho.

- Preste a atençao no que voce vai dizer para o seu pai, Dorise! - Olivia olhou sorridente para Dorise. - É para voce falar para o seu pai que o açougueiro do Pari ligou dizendo que quer falar com ele e que é muito importante! - Olivia continuou falando e olhando para a filha, que ainda memorizava o recado que tinha que dar ao pai, enquanto elas passavam pela rua de Marion.
- Esta tudo bem, mamae! - Dorise sorriu feliz, depois de memorizar o recado que a mae havia lhe dito. - Pode deixar que assim que o papai chegar em casa, eu falo tudo para ele! - Dorise continuou feliz. - Mas por que a senhora nao dá o recado pra ele, mamae - Dorise perguntou ansiosa.
- Porque eu nao quero ficar falando muito com o seu pai e voce sabe muito bem o motivo! - Olivia bradou furiosa e logo depois, as duas olharam encantadas para a casa de Marion. - Veja! - exclamou Olivia, olhando para a casa de Marion e Dorise, por sua vez, tambem olhou surpresa. - Eu acho que ela vende plantas! - Dorise bradou admirada e pegou na mao de Dorise e as duas atravessaram a rua, ansiosas e loucas para ver as belas plantas da casa de Marion.
E Zoraide, por sua vez, estava cuidando das plantas como ela fazia todos os dias, adorava cuidar das suas plantas e nem as vendia e nem as dava para ninguem, nem mesmo para a mulher do presidente, se fosse o caso.
- Pois nao - Zoraide olhou serio para as duas, reconhecendo - as e nao gostando nada, nada da presença delas em sua porta.
E Olivia, por sua vez, continuava admirada, olhando as plantas da mulher.
- A senhora vende plantas - Olivia perguntou curiosa, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava furiosa para Olivia.
- Nao, eu nao vendo plantas! - Zoraide respondeu bem seca.
- Nossa!!! - admirou - se Olivia, pegando uma planta diferente na mao, sob os olhares furiosos de Zoraide. - Mas que planta mais engraçada! - continuou admirada, ao passo que Zoraide ja estava cansada daquela conversinha idiota de Olivia e das risadinhas soberbas de Dorise, que achava graça do jeito que Zoraide estava tratando sua mae, sem se importar com o jeito estranho da mulher e ate parecia que a qualquer momento, Zoraide lançaria mao da planta que estava nas maos de Olivia e tambem daria na cara dela!
- Olha mae! - Dorise bradou encantada com uma planta que ela pegou na mae, sob os olhares furiosos de Zoraide. - Parece ate rabo de gato, quando ve cachorro! - continuou alisando a samambaia.
- Ela chama rabo de gato mesmo! - Zoraide respondeu seria.
- Quando ve cachorro? - Dorise perguntou ansiosa por uma resposta positiva e Olivia, por sua vez riu simpatica para a filha, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava furiosa para ela.
- Não, a planta so chama rabo de gato e nao tem nada de ser quando ve cachorro nao! - Zoraide respondeu rispida para Dorise e Olivia, por sua vez, nao gostou nada, nada, do modo que a mulher estava tratando sua filha e a puxou para si, olhando furiosa para Zoraide, que nem se importou com o jeito protetor e futil de Olivia.
- Entao, a senhora me arruma uma muda bem grande dessa tal de rabo de gato? - Olivia perguntou ansiosa, e Zoraide, por sua vez, deu um sorriso nada simpatico para a mulher, que logo arrependeu - se do que havia pedido para a outra mulher.
- Apesar da minha casa nao ser casa de caridade, eu vou fazer a gentileza de arrumar uma muda bem grande para a senhora! - Zoraide continuou rispida e Olivia, por sua vez, crispou os labios de raiva daquela mulher tao petulante e insuportavel que estava bem na sua frente e logo imaginou ela ser uma Fontanni mesmo para agir assim com ela.
E Zoraide, por sua vez, nunca negava mudas de plantas para ninguem, mas ela nao estava com vontade de fazer esse tipo de gentileza para uma Sandolli, depois de todo o ocorrido entre as duas familias.
Mas tambem queria uma muda inedita das maos de Olivia, mesmo ela sendo uma Fontanni, ela teria que retribuir a sua gentileza forçada, ja que ela nunca negava nada para ninguem e amava as suas plantas, mais do que seu proprio marido!
- Entao, depois eu passo por aqui novamente e se a minha tao sonhada muda estiver pronta, eu a levo para a minha casa! - Olivia bradou toda afetada, sob os olhares furiosos de Zoraide. - E depois a senhora passa la em casa para ver as minhas plantas e aproveita e escolhe alguma muda da qual a senhora nao tenha! - Olivia continuou feliz e satisfeita pela mulher ter concordado com ela.
E era isso que Zoraide queria!
Ir ate a casa de Olivia para ver como as coisas iam por la e ja aproveitaria para levar alguma muda inedita para ela, desconfiada que ela ja tinha todas as plantas e que nem precisaria ir ate a casa da mulher para levar planta inedita, porque ela ja tinha varias plantas e duvidava de que Olivia tivesse alguma planta que ela nao tinha!
E Zoraide, por sua vez, deu um sorrisinho forçado para a mulher, deixando - a bem mais aliviada.
- Tudo bem! - Zoraide balbuciou, concordando com a outra mulher, que sorriu satisfeita.
Enquanto Zoraide, por sua vez, sentia - se satisfeita por ter mais uma muda inedita para a sua coleçao de plantas, era o que ela pensava...
E as duas tomaram o rumo de casa, enquanto Zoraide, por sua vez, fechou - se em sua casa, fechando a porta atras de si, com toda a brutalidade do mundo.

E ao cair da tarde, Jardel chegou em casa, totalmente cansado e feliz por mais um dia de trabalho, mas ansioso, porque iria descansar e comer o grude que a mulher mais tarde aprontaria para ele.
- A descarada da Olivia veio aqui, com a bruxinha da filha dela! - Zoraide contou com toda a raiva do mundo, enquanto mexia nas panelas.
- E voce a deixou entrar, Zoraide? - Jardel perguntou curioso, enquanto a mulher arrumava a mesa para o jantar.
- Mas e claro que nao, Jardel! - Zoraide respondeu furiosa. - Aqui nao entra qualquer pessoa e voce sabe muito bem disso, Jardel! - Zoraide bradou, colocando sua comida no prato e encarando o marido com furia. - Na verdade, eu acho que ela veio aqui a fim de ver como as coisas estao andando! - Zoraide explicou o que ela achava que a outra mulher tinha feito na sua casa.
- E por que voce acha isso, mulher? - Jardel perguntou ansioso.
- Porque ela veio aqui com a desculpa de ver se eu vendo plantas! - Zoraide sorriu, sendo acompanhada pelo marido.
- Mas e claro, Zoraide! - Jardel bradou admirado, enquanto a mulher, olhava surpresa para ele. - Pelo tanto de plantas que voce tem ai no quintal, ela deve ter desconfiado de alguma coisa, horas! - Jardel continuou em tom de pouco caso, enquanto Zoraide, por sua vez, continuava olhando surpresa para o marido.
E Jardel, por sua vez, fez um prato de pedreiro e começou a comer sua comida com toda a furia do mundo, nem sequer sentindo o sabor da comida, e nem tampouco percebia o gosto dos temperos que a mulher havia colocado na comida, pois o que ele queria mesmo, era saciar a sua fome! - E pelo tanto de plantas que voce tem ai no quintal, mulher, daria ate para voce se intitular a futura defensora da Floresta Amazonica!  - Jardel bradou ás gargalhadas, sob a cara feia da mulher, que engolia em seco para nao dar uma resposta mal criada.
- Eu prefiro me intitular a defensora da Floresta Amazonica, do que ser como certas mulheres que tem por ai! - Zoraide respondeu colerica, enquanto Jardel, por sua vez, olhava furioso para a mulher, e sabia que a mulher levantaria uma tempestade num copo d'água, entao resolveu calar - se, em proteçao à Marion, que seria o alvo da futura discussao, se ele levaria isso a diante.
Em uma casa normal, quem cantava de galo era o homem, mas na casa de Marion, quem cantava de galinha era a Zoraide!
E Jardel, por sua vez, calou - se e ficou cabisbaixo, sem saborear a comida que ele comia com tanta esganadice.
E Marion, por sua vez, observou tristeza nos pobres olhos castanhos do pai, mas nada disse, pois achava que o pai nao era daqueles homens que andava atras de outras mulheres, assim como a sua mae sempre lhe dizia.

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