Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

terça-feira, 24 de julho de 2012

A Situação...

- Niguém! - Claudete bradou furiosa. - Eu observo as coisas, minha filha! - Claudete apontou para os olhos, ao passo que Sonda olhava surpresa para a mãe. - E você tem muita sorte que seu pai está viajando e que o seu irmão não vai contar nada para ele, porque senão, a coisa ia ficar feia para você, minha filha! - Claudete olhou feio para a filha, que engoliu em seco, olhando feio para o irmão, que continuou sorridente.
- Eu pensei que fosse o fofoqueiro do Sandro, que não nega a prima que tem, que tinha falado alguma coisa! - Sonda respondeu, ainda olhando feio para o irmão, que nada dizia, apenas sorria.
- Você está agindo como uma vagabunda, minha filha! - Claudete disse furiosa, depois que o filho saiu da sala totalmente sem graça. - Uma garota a toa, que fica no baile, paquerando um e outro! - Claudete continuou furiosa com a filha, que nada respondia, apenas olhava feio para a mãe. - E os outros já pensam mal da nossa família, inclusive os Fontanni, que só ficam comentando! - Claudete olhou furiosa para a filha. - E agora você está agindo como uma garotinha de dezesseis anos moderníssima? - Claudete continuou revoltada com a filha, que engolia em seco. - Sendo que nem onze tem! - Claudete continuou furiosa, e Sonda, por sua vez, resolveu sair, para não escutar a mãe falar mais. - Espere aí! - Claudete gritou atrás da filha e Sonda, para não ouvir a mãe também em seu quarto, voltou - se furiosa. - Você está agindo como uma garota que não presta! - Claudete continuou na fúria e na sede de falar mais para a filha. - Você sabia que as suas atitudes são semelhantes a atitudes de vagabunda? - Claudete continuou furiosa, ao passo que Sonda a olhava com desdém. - Isso não se far com uma mãe! - Claudete continuou indignada. - E nenhuma garota faz esse tipo de coisa, Sonda! - Claudete olhou mais calma para a filha, que não tinha mais coragem de olhar para ela. - É raro uma garota fazer isso, ainda mais na frente dos pais! - Claudete continuou furiosa com a filha. - Eu nunca pensei que eu fosse ter uma filha assim, que agisse desse jeito! - Claudete começou a lamentar - se para a filha, que nada dizia. - Agindo como se fosse uma prostituta ou até mesmo uma garota que fica beijando um e outro no baile! - Claudete continuou indignada e furiosa com a filha.
- Prostituta não, mamãe! - Sonda conseguiu falar, só que agora ela estava apontando o dedo para o teto da sua casa, para mostrar indignação pela infeliz colocação que a mãe havia feito sobre o seu comportamento chulo. - Eu gostei do Herbert! - Sonda choramingou, chateada pela infeliz colocação feita pela mãe.
- Ah, e gostou do tal do Cosmo também? - Claudete perguntou, olhando furiosa para a filha, que ficou boquiaberta com a atitude da mãe. - Eu vou até levá - la ao médico, porque eu duvido muito que você ainda seja virgem! - Claudete continuou furiosa com a filha, que a encarou totalmente surpresa e indignada pela colocação feita pela mãe, a respeito da sua virgindade. - E não vai ser nada bom eu ter certas surpresinhas! - Claudete continuou maliciosa e agora falava em tom de ameaça.
- E o que a senhora está insinuando, mamãe? - Sonda perguntou com lágrimas nos olhos, ao passo que a mãe continuava olhando furiosa para ela. - Que eu transei com alguns desses garotos? - Sonda soluçou, furiosa com a mãe, ao passo que Claudete a pegou pelo braço e acertou - lhe um violento tapa na cara, para ver se a garota ficava mais calma e se tocava do que estava acontecendo. - Imagine só a cara do seu pai, se ele ficar sabendo que você deu encima de dois garotos de uma vez só, no baile que teve aqui em casa, minha filha! - Claudete continuou furiosa com Sonda, que chorava copiosamente, talvez pelo choque do tapa repentino que havia levado da mãe. - E tudo isso por causa do seu ciúme doentio por Acácio! - Claudete continuou furiosa com a filha, que nada respondia, apenas choramingava. - Isso não pode e não deve acontecer nunca mais, Sonda! - Claudete continuou colérica e agora ela safaneava a garota para surpreendê - la ainda mais e mostrar - lhe que ela estava falando sério. - E se ele ficasse sabendo disso, logicamente ele cancelaria a inauguração do Black Panther e com isso, nunca mais teria bailinhos aqui em casa, Sonda! - Claudete, por sua vez, começou a apelar para que a filha se comportasse ainda melhor. - E ainda por cima, você ficará presa como qualquer garotinha da sua idade, que nem pensa em sair de casa! - Claudete, por sua vez, a soltou com tudo e Sonda, por sua vez, foi ao chão e ficou ali, chorando feito uma desvairada.
- Não, mamãe, pelo amor de Deus! - Sonda continuou sentada no chão e chorando copiosamente. - Não conte nada para o papai! - Sonda soluçou. - Não conte nada sobre o que está acontecendo comigo, porque senão, quem vai levar bronca é a senhora, por não me olhar direito! - Sonda bradou, observando o olhar que a mãe lançou - lhe e observou também, que conseguiu virar o jogo, favorável para ela mesma.
- O que foi que eu fiz de mal, meu Deus! - Claudete bufou, sentindo a filha beijar - lhe os pés.
E depois disso, Claudete saiu da sala em prantos, deixando Sonda prostrada em seu divã, em seus devaneios...
Mas Claudete, por sua vez, mal sabia que o marido havia chegado de viagem àquela hora, pois, com seu nervoso todo, ela mal havia escutado o barulho do carro do marido, então... Ficou surpresa ao ver o marido entrando em casa triste, e sentando - se na cadeira em frente ao filho, que bebericava um refrigerante e também chorava copiosamente.
- Por quê você está chorando, meu bem? - Clóvis perguntou, olhando para o filho.
- O senhor não sabe de nada, papai! - Sandro soluçou, olhando para a mãe, que baixou a cabeça triste.
- Não é preciso contar mamãe, eu dou um jeito para contar tudo para o papai! - Sandro foi de encontro à mãe e abraçou - a, tentando confortá - la.
- O quê vocês dois estão falando por códigos? - Clóvis perguntou furioso, ao passo que os dois olhavam - se com  medo.
- Não é preciso me enganar, Claudete, porque eu ouvi a sua discussão com a Sonda, e sei mais ou menos do que se trata! - Clóvis encarou à mulher, que baixou a cabeça totalmente sem graça.
- Isso não é conversa para crianças, Sandro! - Claudete comentou, apontando para a porta, ao passo que o garoto olhava para ela de olhos arregalados e pronto para protestar.
- Mas por quê, mamãe? - Sandro perguntou, encarando - a. - Se eu fiquei a par do assunto o tempo todo! - Sandro continuou indignado com a mãe.
- Eu sempre quis um filho homem e você sabe muito bem disso! - Clóvis bradou ríspido com a mulher, que nada respondeu. - Porque filho homem dá pouco trabalho! - continuou no mesmo tom furioso.
- Então deixe que eu conto para o seu pai, meu filho! - Claudete bradou ríspida com o filho, já sabendo que viria uma tempestade feito fogo, pois não havia gostado nenhum pouco, do tom que o marido havia falado com ela a pouco. - Se você souber o que a sua queridinha anda fazendo, Clóvis, você vai me dar toda a razão! - Claudete continuou furiosa, ao passo que Clóvis a olhava com um olhar acusador.
- Ela está retida por sua culpa, Claudete! - Clóvis apontou o dedo para a mulher, que olhou furiosa para ele. - Eu sempre falei para você deixar o seu trabalho e cuidar direito dessa garota! - Clóvis continuou colérico, ao passo que Sandro, por sua vez, assustou - se com a reação do pai encima da mãe. - Desde o final do ano passado que ela anda ruim na escola e passou para a série seguinte, praticamente empurrada! - Clóvis continuou furioso com a mulher que nada respondia. - E para quê serviram os seus estudos, mulher? - perguntou furioso. - Os filhos sempre ficam estragados quando a mãe trabalha e quando a mãe gosta mais de um do que do outro! - Clóvis continuou furioso, enquanto Claudete, por sua vez, enxugava as suas lágrimas e Sonda, por sua vez, escutava toda a discussão que o pai estava tendo com a mãe, e continuava em seu divã. - E o quê foi que ela fez, além de brigar na rua? - Clóvis perguntou curioso.
- Ela paquerou dois garotos ao mesmo tempo, devido ao amor louco que ela sente por Acácio! - Claudete contou por fim, ao passo que o marido recebia a notícia de lábios crispados.
- A Sonda está agindo precocemente, talvez por medo de perder o primeiro namorado! - Clóvis bradou ansioso e ainda furioso com a mulher e com a atitude repentina da filha. - Eu falei para você que essa garota teria que namorar depois dos quinze! - Clóvis continuou furioso com a idéia da filha namorar tão precocemente. - Mas só que você ficou falando que eles são primos e que jamais ele abusaria dela pelo parentesco que eles têm! - Clóvis imitou a mulher, que estava cada vez mais indignada com a atitude do marido nervoso.
Enquanto Sonda, por sua vez, escutava tudo dali do seu divã mesmo, e a cada palavra proferida pelos pais, ela soluçava e juntando também o medo da bronca que poderia levar do pai e da mãe, bem mais tarde, acabou tomando todinho o seu corpo, pois ela tremia feito vara verde.
- Agora, não é só a Sonda que erra! - Claudete começou a falar furiosa e olhando para o filho, que engolia em seco. - Você disse que filho homem quase não dá trabalho! - continuou indignada com a situação, ao passo que Sandro a olhava assustado. - E o Sandro que fica atrás das empregadas que nós sempre contratamos? - Claudete continuou furiosa, ao passo que Clóvis olhava feio para o filho e levantava a mão para ele.
E de lá da sala, Sonda escutou um sonoro tapa e ficou com medo de que fosse o pai que tivesse levantado a mão para a mãe, por causa da discussão que estava tendo entre eles, por causa dela!
Era Sandro, que havia sentido um forte calor em seu rosto e de tão surpreso que ficou, até colocou a mão no local do tapa que o pai havia lhe dado, com o intuito de conter o calor que ele estava sentindo no rosto.
- Por quê isso, papai? - Sandro perguntou indignado, ao passo que o pai continuava olhando feio para ele.
- Porque você está me dando muito trabalho, por ser filho homem! - Clóvis continuou furioso com o filho e agora olhava apenas para a mulher.
E Sandro, por sua vez, estava louco para ir para o seu quarto, a fim de chorar as suas mágoas de arrependimento por ter paquerado desde a primeira empregada até a última, que ainda não havia saído da sua casa.
- Esse bofetão que você levou na cara, fica apenas para você lembrar que a cada empregada que entrar aqui e você avançar o sinal novamente, porque se você avançar o sinal novamente, você levará muitos bofetões iguais a esse ou até piores! - Clóvis continuou furioso com o filho, e Sandro, por sua vez, ainda estava furioso com a atitude do pai que era calmo... E agora ele só esperava a sentença final... Não teria mais bailinhos na casa deles, e nem tampouco o Black Panther seria inaugurado... Mas... Sorte do Sandro que o pai não comentou nada sobre os dois assuntos que ele tanto temia. - Vocês ainda são duas crianças, portanto, vocês não podem ser precoces, você paquerando as empregadas e a Sonda batendo nas garotas, provocando a Marion, namorando o primo e agora mais uma... - olhou para a mulher, com muita raiva. - Agindo como uma vadia! - gritou furioso, ao passo que Claudete assustava - se com tamanho nervoso do marido. - Paquerando dois garotos ao mesmo tempo e ainda por cima... - continuou furioso. - Na minha casa, no bailinho do irmão! - olhou para Sandro, que ainda soluçava de tanto chorar. - Ah, essa não! - Clóvis coçou a cabeça ainda nervoso. - Isso não dá para engolir! - olhou feio para a mulher, que nada respondia, apenas engolia em seco, ainda olhando para o marido. - A Sonda está muito avançada para o meu gosto! - Clóvis continuou furioso. - Era para vocês dois estarem jogando Banco Imobiliário, brincando de amarelinha, e não, querendo namorar, jogando charminho para cima dos demais! - Clóvis continuou indignado com as atitudes dos dois filhos. - Por isso que agora eu estou começando a entender a reprovação dos Fontanni, quanto à nossa família! - Clóvis continuou furioso e agora ele olhava para a mulher e para o filho.
Clóvis era alto, de bigode, e cabelos pretos, lisos e espessos, bem mais forte do que Acamir, o irmão mais velho, pois era mais jovem.
- Sonda! - chamou furioso e entrando com tudo na sala, sendo seguido pelos dois, a mulher e o filho, que temiam a surra que o homem furioso poderia dar na filha.
E Sonda, por sua vez, levantou - se toda assustada e com medo da ação do pai encima dela, ela recuou.
- Não, papai, por favor, não me bata! - Sonda implorou com lágrimas nos olhos. - Eu não fiz nada demais, eu  só estava paquerando! - Sonda continuou choramingando, ao passo que o homem a olhava furioso. - O que tem demais paquerar, papai? - Sonda perguntou, ainda com a voz falhada e ninguém ali queria estar na pele dela, que chorava copiosamente,
- Tem tudo! - Clóvis respondeu ríspido, intimidando a filha. - Porque você está agindo como as piores das rampeiras! - Clóvis bradou, ainda com muita raiva da filha. - Além de provocar a Marion, bater nas garotas da sua sala, e ficar de paquera com dois garotos ao mesmo tempo só para provocar ciúmes no Cacio! - Clóvis continuou furioso com a filha e chegou mais perto dela, em tom ameaçador, transtornado com a atitude da filha.
- Deixe - a, papai! - Sandro correu até o pai para salvar a irmã de um suposto e sonoro tapa que ela levaria, mas acabou levando um empurrão do pai, quase caiu, titubeou e foi correndo para os braços da mãe, e os dois choraram copiosamente, sabendo que Sonda levaria a primeira surra da vida dela.
- Eu não vou deixá - la! - Clóvis olhou feio para o filho. - Agora o meu negócio aqui é com a sua irmã que desrespeita a moral e os bons costumes! - continuou furioso e chegando bem pertinho da filha, que encolheu - se e ninguém jamais tinha visto Sonda nessa situação, totalmente acuada e trêmula de tanto medo que estava sentindo da suposta surra que levaria do pai.
- Papai, não me bata, pelo amor de Deus! - Sonda pediu, juntando as mãos, como se fosse rezar e sentiu vários bofetões sonoros em seu delicado rosto de garota bem cuidada.
- Eu te mato, sua desgraçada! - Clóvis continuou colérico, e chacoalhando a garota, que agarrava - se em seus braços, e quando Clóvis viu sangue saindo do nariz da garota, a soltou com toda a força do mundo e essa, por sua vez, caiu inerte em seu divã e lá ficou absorta em seus pensamentos e totalmente dura, sem ao menos se mexer.
E Sonda, por sua vez, gritou ao sentir que do seu nariz saia sangue e Claudete e Sandro, continuavam abraçados e chorando copiosamente, um ainda abraçado ao outro, ao passo que Clóvis ainda estava observando a cena com remorso de ter feito todo aquele escândalo em sua família, mas... Precisava de mostrar braveza, autoridade e não podia se tornar um banana diante da família, tinha que ser forte e mostrar para eles, que eles não podiam jamais fazer o que bem entendiam, e que com isso, ele tinha atitude de homem...
E alguns vizinhos curiosos, aglomeravam - se na porta deles, a fim de escutar e comentar a confusão que estava acontecendo ali, na casa de Sonda, em um dia, acontecia uma festa e no outro dia, comentários sobre a suposta confusão...
- Pelo amor de Deus! - Claudete pediu, ao ver o homem, aproximando - se mais ainda da filha. - Não vá bater mais nela! - Claudete continuou nervosa e indo até o marido, arriscando - se também. - Ela vai te pedir desculpas! - Claudete continuou nervosa, ao ver que o muque do marido ficou parado no ar, ao escutar a palavra "desculpas".
- Ai meu Deus! - Claudete benzeu - se. - Eu não sei porque eu fui discutir com você justo agora, minha filha! - Claudete choramingou, arrependendo - se, por ver a filha com o nariz sangrando de tanto levar diversos tapas na cara.
- Sua desgraçada! - Clóvis resolver descontar na mulher, xingando - a, totalmente colérico. - Por sua culpa, essa garota está agindo desse jeito! - Clóvis continuou furioso com a mulher, e apontando o dedo para ela.
- Aonde você vai? - Claudete perguntou, ao ver o marido dar as costas para ela e para os filhos e pegar a chave do carro, pronto para abrir a porta.
- O quê vocês estão fazendo aqui? - Clóvis perguntou, ao ver aquele aglomerado de gente bem na porta da sua casa. - Seus bandos de curiosos e fofoqueiros! - Clóvis continuou furioso com as pessoas que dispersavam - se caladas, e Olívia também estava ali, de mãos dadas com Dorise e cochichando com a filha.
- Eu não sei aonde eu estava com a cabeça! - Claudete pegou no ombro da filha que ainda chorava copiosamente, com o nariz sangrando muito. - De brigar com você justo agora, minha filha! - Claudete choramingou, passando a mão no rosto da pobre filha, que continuava chorando copiosamente.
- A senhora não teve culpa, mamãe! - Sandro comentou, ainda chateado com a situação pela qual a irmã se encontrava.
- Oh, meu filho, você me perdoa? - Claudete perguntou, abraçando ao garoto, que chorava copiosamente.
- Mas é claro, mamãe, a senhora fez tudo isso para defender a Sonda! - Sandro continuou chorando nos ombros da mãe, ao passo que Sonda, por sua vez, via os dois abraçando - se e chorando copiosamente.
- Mamãe, eu ainda falei que não queria que o pai soubesse! - Sonda soluçou, ao passo que Claudete a olhava com pena.
- Mas quem ia saber que seu pai estava chegando do Rio? - Claudete perguntou ainda chateada com a situação que tinha acontecido com a filha.
- Eu assumo todas essas coisas terríveis que a senhora mencionou para o papai, mamãe! - Sonda bradou, limpando o nariz com o lenço dado pela mãe.
- Engraçado, quando descobriram que você dá encima das empregadas, ninguém mencionou a sua idade! - Sonda encarou o irmão chateada com a situação. - Agora eu, com esse lance de ser mulher, que tem que se casar casta, e eu não concordo com isso não, direitos iguais para homens e mulheres! - Sonda bradou com o dedo para cima, ao passo que Claudete, por sua vez, arrepiava - se toda, só em pensar nas idéias da filha. - Não esquenta não, Sonda! - Sandro passou a mão pelos cabelos da irmã. - O pai estava nervoso, isso passa! - sorriu, tentando consolá - la.

E Clóvis, por sua vez, saiu de carro para dar uma volta, pois precisava de espairecer a cabeça um pouco, depois do que havia acontecido em sua casa, com sua família.

- Sonda, eu preciso de falar com você! - Eleomara apareceu bem na frente da garota, na hora do intervalo.
- Pode falar, Eleomara! - Sonda bradou feliz.
- É que, no baile que teve na sua casa, você paquerou o Cosmo, o irmão da Nina! - Eleomara começou a falar, em tom de fofoca.
- E o que tem isso, Eleomara? - Sonda perguntou surpresa. - O garoto nem se importou comigo, oras! - Sonda deu de ombros. - E além do mais, eu fiz isso, só para fazer ciúmes para o Cacio! - Sonda comentou chateada.
- Sério? - Eleomara perguntou surpresa.
- Sério! - Sonda confirmou, olhando surpresa para a garota.
- E eu comentei com a Nina que você estava paquerando o irmão dela e ela me falou que se você ficar com o namorado dela, ela rouba o seu namorado! - Eleomara comentou logo, ao passo que Sonda olhava furiosa para a garota.
- Mas que filha da puta, aquela loira aguada oferecida! - Sonda continuou furiosa com a garota, ao passo que Eleomara ria da situação, esquecendo - se que havia chamado Sonda de "oportunista".
- Nina, eu preciso de falar com você! - Sonda chamou a garota, que voltou - se, com seu lanche na mão.
- O que foi, Sonda? - Nina perguntou com desdém, observando a risadinha de Eleomara.
- Não me pergunte "o que foi", com essa cara amarela, porque eu já estou louca para dar na sua cara, garota! - Sonda bradou furiosa e chamando a atenção de quem passava por perto delas.
- Mas o que foi que eu fiz, dessa vez? - Nina perguntou furiosa.
- Você disse para Eleomara que se eu ficasse com o seu irmão, você iria roubar o meu namorado! - Sonda bradou indignada, ao passo que Nina dava sonoras gargalhadas.
- Mas é claro! - Nina deu de ombros, sob os olhares furiosos de Sonda. - Logicamente, se você ficasse com o meu irmão, eu iria roubar o seu namorado, porque você não ia poder ficar com dois garotos ao mesmo tempo! - Nina explicou, não convencendo a garota furiosa.
- É mesmo? - Sonda perguntou com pouco caso. - Eu sei muito bem que você também quer o Cacio! - Sonda olhou furiosa para Nina, que ficou indignada com a situação.
- E a Eleomara também não te contou que ela falou que você é oportunista por estar paquerando dois garotos? - Nina perguntou furiosa, ao passo que Sonda, por sua vez, olhou furiosa para Eleomara que engoliu em seco, esquecendo - se de que havia chamado Sonda de "oportunista".
- E você que não paquerou ninguém, Eleomara? - Sonda perguntou, indignada, ao passo que Eleomara engolia em seco e olhava feio para Nina que exibia um sorriso triunfante.
- Mas é claro que eu não paquerei ninguém, Sonda! - Eleomara bradou sorridente, já sabendo que o que ela falaria para Sonda, a colocaria em fúria. - Eu não paquerei nenhum garoto, simplesmente porque eu estou feliz com o Dudu e ele também está feliz comigo e porque nós também não estamos em pé de guerra como você e o Cacio estão! - Eleomara bradou bem furiosa, ao passo que Sonda olhava para ela e bufava, enquanto Nina, por sua vez, ria da situação pela qual Eleomara estava passando.
- Você engoliu o seu próprio veneno, queridinha! - Nina bradou, olhando feio para Eleomara, que olhou furiosa para ela, ao passo que Sonda, olhava furiosa para as duas.
- Olha aqui! - Sonda apontou o dedo para as duas garotas, que olharam furiosas para ela. - Eu prefiro estar presa num poço com duas cobras, do que estar conversando com vocês, suas duas cobras peçonhentas! - Sonda bradou, olhando para as duas garotas, que olharam - se também furiosas, enquanto Sonda, por sua vez, retirava - se de perto das duas, bufando de tanta raiva que estava sentindo das duas garotas insuportáveis.

- Você quis me ferrar e no final acabou se ferrando também, Eleomara! - Nina bradou, olhando feio para Eleomara, que também bufava de raiva.
- Você não presta, Nina! - Eleomara olhou feio para Nina. - Aposto que se Sonda deixar Acácio, você vai correndo para os braços do pobre garotos! - Eleomara continuou furiosa. - E se ela não deixar, você vai acabar indo para os braços de Dudu, se caso aconteça alguma coisa entre nós dois! - Eleomara continuou olhando feio para a garota, que sorria feliz.
- Se cuida, Eleomara, se cuida! - Nina retirou - se rebolando, ao passo que Eleomara olhava furiosa para ela.

- Sandro, o quê você acha de eu fazer um bailinho em casa? - Herbert aproximou -se do amigo todo ansioso e feliz.
- Pra mim está ótimo! - Sandro bradou todo sorridente.
- Ótimo, então! - Herbert bradou ansioso. - Eu vou falar com os meus pais e logicamente eles permitirão e aí faremos o baile! - Herbert bradou feliz. - E com isso já vamos comemorar o aniversário da minha irmã para não passar em branco! - Herbert continuou ansioso e feliz.
- Ah, então quer dizer que a sua irmã faz aniversário? - Sandro perguntou sorridente.
- Exatamente! - Herbert respondeu observando sua irmã de cara feia. - Ih, eu acho que a Eleomara deve ter brigado com o Dudu! - Herbert comentou baixinho.
- Com certeza! - Sandro comentou ansioso.
- Convida a sua irmã, porque agora eu vou falar com a minha! - Herbert retirou - se rapidamente e foi encontrar - se com a sua irmã.

- O quê está acontecendo, Eleomara? - Herbert perguntou ansioso.
- Nada não, Herbert! - Eleomara bradou ainda furiosa.
- Como não aconteceu nada, Eleomara? - Herbert perguntou ansioso.
- Diz respeito à Sonda, que ficou paquerando você e o Cosmo no bailinho e eu fui falar para ela o que a Nina falou que ia fazer, caso ela ficasse com o Cosmo e a Nina comentou com ela também, que eu falei que ela é oportunista! - Eleomara contou chateada, ao passo que Herbert olhava feio para ela.
- Eu já falei para você, que não é para você ficar fazendo intrigas entre Sonda e Nina, deixa que elas se entendam! - Herbert chamou a atenção da irmã, que nada respondeu. - Senão sempre sobra para você, porque aquela Nina é muito falsa e só quer as coisas para ela! - Herbert reclamou chateado. - Não vê? - Herbert continuou furioso com a atitude de Nina. - Ela quer por que quer o seu namorado e agora está querendo o namorado da Sonda também! - Herbert observou ainda furioso.
- Isso mesmo! - Eleomara bradou feliz, pela observação do irmão. - Ela falou que se a Sonda ficasse com o irmão dela, com certeza ela roubaria o Cacio da Sonda! - Eleomara comentou ainda chateada.
- Anime - se e não toque mais nesse assunto, porque você sabe muito bem que a Sonda é explosiva! - Herbert comentou, para tranquilizar a irmã. - E se caso a Sonda terminar o namoro com o Cacio, ela não vai querer o Cosmo não, porque eu vou namorar com ela! - Herbert bradou certo de que namoraria Sonda.
- Sério? - Eleomara perguntou benzendo - se. - Mas e o Fred? - Eleomara perguntou curiosa, vendo que o irmão ficou furioso com a pergunta que ela havia feito.
- No mínimo o Sandro não vai permitir com que os dois namorem! - Herbert bradou certo de que o namoro entre Sonda e Fred não aconteceria.
- Por quê? - Eleomara perguntou ansiosa.
- Porque a família do Sandro não se entende muito bem com a família do Fred! - Herbert explicou para a garota, que olhou - o surpresa.
- Mas como os dois ainda são amigos? - Eleomara continuou curiosa.
- Isso é um fato inexplicável! - Herbert sorriu, ao passo que Eleomara ainda ficou olhando curiosa para ele. - E por falar em amizade, eu já falei para o Sandro que eu estou pensando em fazer um bailinho em casa, em comemoração ao seu aniversário e ele adorou a idéia! - Herbert anunciou feliz.
- Ele adorou a idéia? - Eleomara perguntou feliz e ansiosa. - Mas e se os nossos pais não permitirem? - Eleomara perguntou curiosa.
- Não esquenta não, que os nossos pais vão permitir, sim! - Herbert deu um sorriso confiante.
- Ah, você falando com eles, no mínimo, eles vão aceitar! - Eleomara bradou feliz. - Mas só que esse clima entre eu, Sonda e Nina, não está bom para que aconteçam mais festas! - Eleomara reclamou chateada.
- Ah, isso com o tempo se resolve! - Herbert replicou feliz. - A Nina tem que sair do caminho entre vocês duas, porque antes dela, a Sonda não tinha o que reclamar de você! - Herbert concluiu, vendo a irmã chateada com a situação. - Sabe, eu acho que a Nina teria que procurar amizade com a Bunnie, porque as duas tem praticamente o mesmo estilo! - Herbert acabou concluindo o que era a verdade.
- Isso é verdade! - Eleomara sorriu e os dois foram, ambos, cada um para a sua sala, porque o sinal do final do intervalo, havia tocado.

- Sonda, o Herbert vai fazer um baile na casa dele e pediu para eu te convidar! - Sandro apareceu na porta do quarto da irmã, que estava fazendo lição.
- Sério? - Sonda perguntou com desdém. - Mas já está tudo certo? - Sonda perguntou, ainda chateada com a situação do dia anterior e com a situação que tinha acontecido entre ela e as amigas no intervalo da escola.
- Só falta ele falar com os pais dele e esses permitirem! - Sandro explicou confiante.
- Ah, mas então não está certo ainda, Sandro! - Sonda disse desanimada.
- Ele convence aos pais dele e tem também um ótimo motivo para se ter um baile lá na casa do Herbert, Sonda! - Sandro anunciou feliz.
- E qual é o motivo, Sandro? - Sonda perguntou curiosa.
- O aniversário da Eleomara! - Sandro comentou feliz.
- Ah, bem provável que os pais dele permitam que o baile aconteça, devido ao aniversário daquela cobra peçonhenta! - Sonda bradou furiosa.
- O quê aconteceu entre vocês, Sonda? - Sandro perguntou curioso, ao passo que Sonda olhava chateada para o irmão.
- Ah! - Sonda deu de ombros. - Desde quando aquela maldita daquela Nina apareceu em nossas vidas, as coisas não andam bem! - Sonda reclamou chateada.
- Eu percebi! - Sandro bradou chateado com a situação pela qual a irmã estava passando.
- Surgiu fofoca, bem na hora que eu estava paquerando o Cosmo e o Herbert ao mesmo tempo, somente para fazer ciúmes para o Cacio! - Sonda comentou chateada, ao passo que Sandro, por sua vez, olhava atento para ela.
- E quem fofocou? - Sandro perguntou curioso.
- As duas! - Sonda deu de ombros, ainda chateada. - A Eleomara veio toda cheia de razão me contar que a Nina havia dito que se eu ficasse com o irmão dela, ela roubaria o meu namorado e a Nina veio me dizendo, quando eu fui tirar satisfações com ela, bem na frente da Eleomara, que a mesma disse que eu sou oportunista por estar paquerando dois garotos ao mesmo tempo! - Sonda comentou chateada. - E eu disse logo para as duas, que elas são duas cobras peçonhentas! - Sonda comentou furiosa. - Eu tenho certeza que a Eleomara não é minha amiga! - Sonda continuou chateada com a situação. - E para eu descobrir isso, precisou da presença da Nina, porque senão, jamais eu descobriria! - Sonda continuou chateada.
- Nem sempre as pessoas que pensamos que são nossos amigos, correspondem como nossos amigos mesmo! - Sandro explicou chateado com a situação que a irmã estava vivendo.
- Como o Fred com você, Sandro! - Sonda explicou, olhando sério para o irmão, que nada disse.
- Está melhor, Sonda? - Sandro perguntou, mudando o assunto, para não estender mais o mesmo.
- Seja o que for... - Sonda deu de ombros. - Nada nesse mundo me abala! - Sonda gargalhou feliz. - Me chateia, mas não me abala! - Sonda levantou - se positiva e feliz.
- Então, assim que tiver o baile, nós dois vamos juntos, certo? - Sandro perguntou ansioso e feliz.
- Pode até ser... - Sonda bradou desanimada. - Só que os nossos pais ainda estão com raiva de mim, pelo fato que ocorreu no bailinho aqui em casa! - Sonda continuou desanimada.
- Ainda que o pai não ficou sabendo do fato de você ficar escolhendo as pessoas que vão entrar no Black Panther! - Sandro bradou chateado com a situação e o enrosco que ele havia ficado na hora em que a irmã havia proibido as garotas de irem à inauguração do Black Panther. - Não esquenta não, Sonda! - Sandro sorriu simpático. - Com o tempo, tudo isso passa! - Sandro tentou consolar a irmã, que deu um sorrisinho sem graça para ele.
- Mas será que eles vão permitir que eu vá ao bailinho com você, Sandro? - Sonda perguntou, coçando a cabeça de preocupação.
- Ah, e você sabe muito bem, que se você não for ao baile, eu também não vou poder ir! - Sandro comentou o que era a verdade. - Um olha o outro, sabe? - Sandro olhou para Sonda, às gargalhadas.
- É! - Sonda concordou arrumando - se. - Mas você sabe muito bem que você me olha mais do que eu olho você! - Sonda concluiu sorridente, ao passo que o irmão riu também do que ela havia comentado.

- Meninas! - Deda aproximou - se ansiosa da rodinha de fofoqueiras que estava quase em frente à casa de Olívia. - Vocês ficaram sabendo o que aconteceu com a Sonda? - Deda perguntou toda esbaforida, ainda olhando para as fofoqueiras, e uma cutucou à outra, prontas para confirmar o que souberam, sobre o ocorrido na casa de Sonda. - Ela apanhou do pai dela, porque aconteceu o bailinho aí na casa deles, no sábado, e ela ficou se oferecendo para dois garotos, e depois o Cacio, filho da Olívia... - apontou para a casa de Olívia com a cabeça e falando bem alto, ao passo que as demais baixavam a cabeça revoltadas pela situação que Deda estava aplaudindo toda feliz. - Namorado e primo de Sonda, foi lá na casa dela, e quase quebrou a cara dela! - Deda bradou, às gargalhadas. - E à noite, sobrou para ela novamente! - Deda continuou sorridente e feliz. - O Clóvis chegou de viagem e pegou a Claudete discutindo com a Sonda, sobre o que ela havia feito no baile, tudo isso porque o Cacio ficou paquerando a minha filha! - Deda continuou ansiosa e feliz, ao contar que Acácio estava dando encima de Bunnie. - Sabe como é, não é? - continuou sorridente e feliz. - Tudo isso por ciúmes! - sorriu. - Mas ela mesma acabou se ferrando com isso tudo! - terminou de comentar toda feliz e ansiosa e viu Olívia furiosa bem na sua frente.
- É mesmo? - Olívia perguntou, furiosa com a atitude da mulher. - Olha aqui! - Olívia bradou furiosa. - Por quê você não vai olhar a sua filha, que estava com uma sainha bem curtinha e escandalosa, no bailinho do meu sobrinho, ao invés de ficar falando da pobre da Sonda? - Olívia, por sua vez, perguntou, encarando a mulher, e Deda, por sua vez, deu um sorrisinho maroto e deixando a mulher ainda mais furiosa.
- Mas a Bunnie não precisa de ficar paquerando dois garotos ao mesmo tempo! - Deda bradou furiosa, na defesa da filha. - Porque os garotos é que a paqueram! - Deda continuou feliz e ansiosa, ao passo que Olívia, por sua vez, a olhava de cara feia, pronta para engolir Deda. - E não são só dois que a paquera não, são vários! - Deda continuou sorridente e gabando - se da beleza da filha. - Ela é muito bonita! - sorriu, vendo que iria apanhar de Olívia novamente. - Ela não precisa se oferecer não! - Deda continuou num meio sorriso, ao passo que Olívia, ficou mais furiosa ainda, com a atitude brusca da mulher.
- O que está acontecendo agora, Olívia? - Claudete perguntou, aproximando - se das mulheres, ao passo que Olívia e Deda enfrentavam - se com os olhares.
- Nada não! - Olívia sorriu sem graça, ao passo que todas as mulheres da roda, olhavam surpresas para Claudete. - A única coisa aqui, é que essa invejosa aqui... - apontou para Deda, que logo sorriu sem graça. - Está falando da sua filha, e contou tudinho o que aconteceu na sua casa e ainda por cima, fica difamando a Sonda, sendo que a filha dela é que não presta! - Olívia continuou furiosa com Deda, que nada disse, apenas engoliu em seco.
- Não acredito! - Claudete bradou furiosa. - Deixa ela falar! - deu de ombros, encarando Deda e Olívia, por sua vez, ficou sem graça pela reação da cunhada. - É que ela não tem muito o que fazer! - sorriu sarcástica. - O jeito é falar da vida alheia, não é, Deda? - explodiu furiosa, enquanto Deda disfarçava e as demais riam da situação pela qual Deda estava passando.
- A verdade dói, não dói? - Deda perguntou, furiosa com a mulher, que estava encarando - a também furiosa.
- E precisa fofocar para a rua toda? - Claudete perguntou furiosa. - Deda, eu acho que você não tem, nunca teve e nunca terá vergonha na cara! - Claudete continuou furiosa com a mulher, que engolia em seco, pensando que também apanharia da mãe de Sonda. - Você só sabe falar mal das vidas alheias e cantar as músicas do Roberto Leal, sem nem ser portuguesa! - Claudete, por sua vez, apontou o dedo na cara da mulher, que somente sorriu, sem ao menos replicar, pois Claudete encontrava - se bastante furiosa.
- Olha aqui! - Deda resolveu dizer alguma coisa, no mesmo tom de Claudete, ao passo que Olívia, por sua vez, ria da situação. - O Robertinho não tem nada a ver com isso não! - Deda retrucou furiosa, ao passo que Olívia resolveu dar uma tremenda gargalhada da reação de Deda, que também apontou o dedo na cara de Claudete, feito duas maloqueiras.
- O Robertinho? - Olívia, por sua vez, continuou rindo da mulher, que agora olhava furiosa para ela. - Ainda vem chamando o Roberto Leal de "Robertinho"! - Olívia ainda observou às gargalhadas. - Sendo que ele nem te conhece e nem sabe sequer, que você existe! - continuou rindo da cara da pobre mulher, que bufava de raiva.
- E se ele souber de alguma coisa, com certeza nem vai querer saber da sua existência, Deda! - Claudete bradou furiosa, ao passo que Deda continuava rangendo os dentes de tanta raiva que sentia.
E Deda, por sua vez, sem nem ter mais o que argumentar, diante da mãe de Sonda, retirou - se calma e sorrateiramente, sob os olhares furiosos de Olívia.
- Olha lá! - Olívia apontou, ao ver Bunnie sair para fora. - A Bunnie saiu para fora! - Olívia continuou admirada com a situação. - E ela foi ao encontro da bela filha! - Olívia continuou falando alto para provocar Deda, que nem se importou e Claudete, por sua vez, achou estranha a reação da mulher.
- Ela que começasse a falar muito, que eu ia descer do salto e ia dar na cara dela! - Claudete bradou ainda furiosa com a situação, ao passo que todas as fofoqueiras do bairro, olhavam para os pés de Claudete e concluíram que ela calçava um salto bem alto.
- Isso mesmo, Claudete! - Olívia aplaudiu feliz. - Você botou aquela mulher para correr daqui! - Olívia continuou feliz, ao passo que Claudete ficou olhando feio para a cara dela.
- Eu pensei que você estivesse metida em confusão novamente! - Claudete continuou olhando feio para Olívia. - E eu falei para você deixar essa gente para lá! - Claudete continuou olhando furiosa para Deda, que agora conversava com a sua bela filha, e as duas pareciam até estar alteradas uma com a outra.

- Mãe, o que estava acontecendo ali? - Bunnie perguntou apontando para a rodinha das fofoqueiras, que agora estavam se dispersando.
- Nada não, minha filha! - Deda deu de ombros, ao passo que Bunnie, por sua vez, bufava de raiva. - Eu só fui falar umas verdades para a Olívia e para a Claudete que também apareceu furiosa e eu acabei falando tudo o que tinha direito e o que não tinha também! - mentiu com a cara mais deslavada do mundo. - Mas aí eu te vi me procurando e eu resolvi vir até você, minha filha! - Deda comentou sorridente, ao passo que Bunnie a olhava totalmente incrédula e duvidando das palavras da mãe. - Pelo amor de Deus, mamãe, eu não quero mais ver a senhora rolando no chão com a dona Olívia! - Bunnie bradou bastante alterada com a mãe, que a olhava surpresa. - Eu já disse para a senhora não se meter com esse tipo de gente que não vale a pena! - Bunnie continuou furiosa e olhando ainda para a rua de Acácio, e percebendo que a rodinha das fofoqueiras, já estava totalmente desfeita e Claudete, por sua vez, ia para a sua casa, ainda olhando feio para as duas. - E o Zinho também não está gostando de ver a senhora metida nisso tudo! - Bunnie continuou  furiosa com a mãe, que nada respondeu.
- Pode deixar, minha filha! - Deda sorriu feliz. - Mas eu vou para aquela rodinha apenas com o intuito de defendê - la! - Deda bradou, olhando para a filha, que continuava furiosa com ela. - Não que eu faça a fofoca toda, a Dorise, aquela coisa pequena e insuportável, é pior do que todas aquelas fofoqueiras juntas! - Deda continuou olhando para a filha, que ainda estava furiosa com a mãe.
- É verdade, mamãe? - Bunnie perguntou na dúvida. - Mas é só a gente ficar aqui e não se misturar, e também não ligarmos para elas, que nada vai dar errado! - Bunnie continuou olhando para a mãe, ainda na dúvida de que não era a mãe que começava as fofocas.

- Sonda! - Claudete chamou a filha. - Pelo amor de Deus, é bom você não sair mais na rua! - Claudete comentou, encarando a filha, furiosa.
- Mas por quê, mamãe? - Sonda perguntou indignada.
- Porque o comentário sobre você está grande! - Claudete continuou furiosa com a filha, que por sua vez, recebeu a notícia indignada. - Acabei de sair de lá da rua, e da rodinha das fofoqueiras, porque a Deda estava descendo a lenha em você! - Claudete continuou indignada com a situação pela qual a filha estava passando e Sonda, por sua vez, ficou revoltada com a situação. - Ela estava contando para todo mundo que  você paquerou os dois garotos aqui no bailinho que aconteceu no sábado! - Claudete continuou anunciando o que estava acontecendo para a filha. - Olha só a confusão que você se meteu, Sonda! - Claudete continuou alertando à filha, que por sua vez, estava furiosa. - E se não fosse a Bunnie aparecer no portão, com certeza o negócio iria piorar! - Claudete arrepiou - se toda, só de pensar na discussão. - Ela saiu até quieta da rodinha das fofoqueiras, depois que eu falei umas verdades para ela! - Claudete, por sua vez, continuou olhando sério para a filha, que nada dizia em relação à discussão e à fofoca da dona Deda.
- Mãe, como eu vou fazer, então? - Sandro levantou - se do sofá, ainda assustado com a situação, deixando seu Atari de lado.
- Por quê, meu filho? - Claudete perguntou, olhando para o garoto, que ainda estava indignado com a situação que estava se formando.
- Porque, para todos os efeitos eu sou irmão dela! - Sandro apontou para Sonda, que também olhou indignada para ele. - E vai ter um bailinho na casa do Herbert, e eu quero muito ir, e a Sonda ia comigo! - Sandro choramingou chateado, ao passo que Claudete, por sua vez, ficou olhando furiosa para o filho. - E a Sonda ia comigo! - Sandro continuou implorando para a mãe, que continuava olhando feio para ela.
- Isso eu preciso ver com o seu pai, filho! - Claudete disse determinada, ao passo que Sandro, por sua vez, baixou a cabeça triste, despertando pena em Claudete. - Porque ele falou que quando um não pode, o outro também não! - Claudete continuou olhando penalizada para o filho. - Então, você já sabe, Sandro! - Claudete olhou para o filho, dando a sentença para ele, que, por sua vez, ficou chateado com a situação e olhou furioso para Sonda, que nada disse.
- Eu fico boba, de como essa dona Deda, não tem o que fazer! - Sonda bradou furiosa. - Ela fica falando mal dos outros, enchendo o saco de todo mundo! - Sonda continuou furiosa com a situação pela qual ela estava passando. - A vida dela só não vai parar no jornalzinho do Fred, porque o jornalzinho do Fred é feito somente para a escola! - Sonda continuou indignada com a situação. - E se esse maldito desse jornalzinho fosse feito para o bairro, com certeza a dona Deda seria o Nelson Rubens do pedaço! - Sonda bradou mais furiosa ainda. - E o pior que temos duas na família desse jeito! - Sonda meneou a cabeça em negativa. - A tia Olívia e a minha prima Dorise, que até podem dar as mãos para a dona Deda, se fossem amigas, é claro! - Sonda bufou de raiva de lembrar da situação mencionada. - E o bailinho vai ser na casa do Herbert mesmo? - Sonda perguntou curiosa e mudando de assunto, ao passo que Claudete olhava feio para a filha.
- Sim, será na casa do Herbert mesmo! - Sandro respondeu simpático e louco para ir.
- Na casa do Herbert? - Sonda perguntou ainda feliz, ao passo que a mãe e o irmão olhavam surpresos para ela.
- Minha filha, esse é um dos motivos pelo qual nem você e nem o seu irmão, vão poder ir a esse baile! - Claudete bradou, entristecendo aos dois irmãos, que olharam - se tristes e entediados. - A Deda já saiu por aí fofocando... - Claudete começou a andar de um lado a outro. - E a sua tia que também não fica atrás! - Claudete continuou furiosa com a situação pela qual a filha estava metida. - A Olívia já estava se metendo em confusão com a Deda novamente, logo para te defender! - Claudete, por sua vez, olhou para a filha. - Foi quando eu cheguei e aproveitei para descascar a batatinha em Deda também! - Claudete, por sua vez, sorriu vitoriosa. - E olha que eu só fiz isso, com o intuito de não deixar as duas se pegarem novamente! - Claudete comentou, surpreendendo - os. - E os comentários sobre os que aconteceu com você, Sonda, deve estar no bairro inteiro! - Claudete choramingou, observando que Sonda havia ficado muito chateada com a situação.
- Mas que comentários que nada, mãe! - Sonda, por sua vez, deu de ombros, surpreendendo a mãe, que a olhou surpresa. - Eles é que se danem! - Sonda continuou furiosa, e louca para ir ao suposto bailinho, assim, ela veria Herbert novamente e lindo como um Deus...

Deda, por sua vez, acabou entrando em casa, e ligando assim, o disco do Roberto Leal e por sua vez, também, cantando as suas músicas, a fim de espantar todas as tristezas, assim como ela sempre dizia para os seus dois filhos.
- Mãe, pelo amor de Deus! - Zinho choramingou e assim, desligou a TV. - Tudo, menos esse homem! - Zinho continuou choramingou e indo até a mãe, que olhava furiosa para ele.

- Ih, olha lá! - Olívia apontou para a casa de Deda, enquanto as fofoqueiras entravam em suas casas. - Tampem os ouvidos, porque a Deda está com a vitrola ligada e nela está tocando o disco do Roberto Leal! - bradou, dando estrondosas gargalhadas, ao passo que todas voltavam num uníssono só e olhavam atentas para a casa da pobre da mulher e tampavam seus preciosos ouvidos, em obediência à Olívia, que ria feliz.



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