- Cleide dá uma de direita em Sonda! - Zinho continuou narrando a briga entre as duas garotas, sem ao menos se importar com as palavras proferidas por sua amada Marion, enquanto os tapas sonoros rolavam entre as duas.
- Párem, párem! - a professora continuou nervosa e gritando sem parar, apavorada, sem ser atendida pelas duas garotas e ninguém nem aí para separar aquela maldita briga entre as duas garotas.
E as duas garotas continuaram, sem ao menos dar ouvidos à professora, andavam pela classe toda, ainda trocando tapas entre elas, empurrões, murros, puxões de cabelo, e tudo o que se tinha direito ou não em uma briga entre duas garotas e Cleide, por sua vez, lutava à altura da furiosa Sonda e todos da sala estavam totalmente espantados com o que estava acontecendo entre as duas garotas furiosas, enquanto Nina e Eleomara, por suas vezes, arrepiavam - se, pois nunca haviam brigado assim antes.
- Cuidado! - Zinho bradou, parando de narrar a briga, observando que as duas garotas que estavam brigando, estavam bem próximas às duas que assistiam à briga atentas, dando gritinhos de pavor...
E Sonda, por sua vez, fazia de tudo para sair - se melhor do que Cleide, naquela maldita daquela situação provocada por ela mesma!
E as carteiras da sala de aula, já estavam todas fora do lugar, e conforme as duas aproximavam - se das pessoas que assistiam à briga, os demais afastavam - se com medo de levar qualquer bordoada de ambas.
E enfim, Cleide derrubou Sonda no chão, e começou a reagir com mais destreza, mas Sonda, que era mais esperta, segurou as duas mãos de Cleide, e acabou dando um violento murro na boca do estômago de Cleide, que quase vomitou a merenda que ela havia tomado de graça na escola, gritou furiosa e tentou morder Sonda, sem nenhum sucesso.
- E a italiana dá murros na boca do estômago da africana! - Zinho bradou, imitando agora, um narrador de jogo de futebol, bem daqueles que narravam futebol no rádio.
E as duas levantaram - se ofegantes, ainda trocando socos, murros e pontapés, em todas as regiões do corpo.
- Segundo raund! - Zinho continuou narrando a briga, imitando agora um narrador de luta livre, e foi separá - las, arriscando assim seu pêlo, pois estava vendo que a briga entre as duas garotas estava ficando mais sério do que ele pensava e depois que uma sineta que um outro engraçadinho tocou, ele fez com que as duas lutassem novamente e com mais fúria ainda, como se elas fossem duas bonecas em sua mão, e todos da sala gargalhavam das palhaçadas idiotas do Zinho. - Atenção, Sonda, o raund já acabou! - Zinho alertou todo sorridente e faceiro, ainda segurando a garota ofegante, que estava pronta para dar - lhe um violento murro na cara. - E agora, o quê você tem a dizer? - encarou - a e Sonda, por sua vez, ainda estava vermelha de ódio do garoto sapeca, e só faltava Sonda acertar - lhe um violento murro na cara, mas só que sabia muito bem que não podia com ele!
- Eu vou acabar com você também, se você não sair logo de perto de mim! - Sonda jurou ainda furiosa e fazendo gesto de murro com o punho.
- Tudo bem, Sonda! - Zinho bradou num meio sorriso e recuou, pois já sabia que Sonda viria mesmo para cima dele. - E vamos ao segundo raund novamente, já que a suposta vencedora do primeiro raund, não quis dar a entrevista, ameaçando ainda ao narrador e nós estamos ainda numa partida sensacional, pois as duas ainda estão brigando para valer! - Zinho continuou todo sorridente e feliz, enquanto as duas garotas lutavam feito duas gatas no cio.
E Zinho, por sua vez, sentiu um forte impacto no rosto, era uma das duas que havia batido nele, mas só que esse, não havia conseguido ver qual das duas garotas havia batido no rosto dele e todos os demais presentes no momento, jamais iriam falar quem foi que acertou um violento murro na cara dele.
E a classe toda deu risada, ao ver Zinho ainda com a mão no rosto e olhando para todos, feito um bobo da corte, e quando Zinho tirou a mão do rosto, puderam observar que uma parte de seu rosto estava vermelho pelo tapa que havia levado e a outra parte de seu rosto ainda estava normal.
- E no grande ringue do box, a lutadora Sonda dá um murro de esquerda em Cleide e Cleide, uau!!! - Zinho continuou admirado. - Nocaute e vamos para o terceiro raund! - e alguns garotos engraçadinhos, que começaram a participar da palhaçada idiota de Zinho, seguraram as duas garotas que ainda estavam furiosas , como se fosse luta livre mesmo, e a maioria da sala só dava risada das duas idiotas que brigavam sem parar, e a professora, lá na frente, olhando tudo apavorada, só que sem iniciativa para chamar o inspetor Gomes, pois os demais que queriam ver a briga sem ninguém interromper, fecharam a porta da sala, com muitas carteiras para segurar, para que ninguém se atrevesse a chamar o inspetor Gomes, que daria logo um jeito de terminar logo com aquela situação.
Sonda e Cleide bufavam e olhavam - se feito duas locomotivas prontas para sair...
- Meu Deus do céu! - Marion elevou as mãos aos céus, com medo de acontecer algo de pior entre as duas garotas furiosas.
- E... Não, Sonda, a grande vencedora de tantas lutas, derrubou Cleide no chão! - bradou, observando Cleide ir ao chão feito uma batata mole.
- Ah, não dá mais! - a professora bradou assustada, vendo que a situação ficaria pior entre as duas garotas. - Eu vou derrubar todas essas carteiras e chamar o inspetor Gomes! - a professora começou a dar um jeito naquelas carteiras, sendo observada por alguns alunos que não queriam mais a briga entre as duas garotas esbaforidas.
E Cleide, por sua vez, puxou Sonda pelos pés, que por sua vez ainda, caiu encima dela, e as duas começaram a lutar ferozmente, debatiam - se no chão, feito duas diabas descabelando - se.
E Sonda, por sua vez, levantou - se e Cleide ainda derrotada, ficou no chão, toda arrebentada e o lápis ali perto dela, todo despedaçado e foi aquele maldito lápis italiano despedaçado, que provocou toda aquela tremenda confusão entre as duas garotas.
E elas mal haviam notado, mas lutaram encima do suposto lápis de Sonda, o tempo todo, sem ao menos perceberem encima do que as duas garotas ferozes lutavam e com cada atrito causado pela fúria das duas, o lápis quebrava - se mais um pouco sem ao menos desgrudar delas nenhum momento sequer...
Zinho e todos da sala, sem exceção de ninguém, começaram a contar até dez, pausadamente, para que Cleide, que estava no chão, totalmente exausta, se levantasse e se recuperasse logo, a fim de continuar o quarto raund...
E com o braço de Sonda no alto, Zinho sorria ansioso, ao passo que Sonda estava totalmente ofegante, e alguns lá, tentando socorrer Cleide, que ainda estava largada no chão.
- Eu Zinho, o narrador dessa luta incessante, declaro Sonda, a campeã da luta de hoje! - Zinho bradou ansioso, ainda segurando a mão da garota ofegante e ainda sorridente por ter sido declarada a vencedora de mais uma briga e todos a aplaudiam sem cessar, e todos, por suas vezes, ainda estavam adorando a disputa entre as duas garotas e até queriam mais...
Mas só que Cleide jazia no chão, cansada e derrotada por Sonda...
Então... A única que podia lutar com Sonda para satisfazer a ansiedade de todos os presentes ali, era Marion, mas essa...
Essa, Zinho não iria jamais permitir que ninguém pusesse a mão, então...
Ninguém naquela sala podia nem pensar em Marion lutando com Sonda...
E a festa só parou, quando todos assustaram - se com um tremendo estrondo e a porta abriu - se com tudo, e ali estava o tão temido inspetor Gomes, olhando a todos com o olhar frio e furioso, e todos ainda olharam para Zinho, que estava todo ofegante e sorridente, e falando até mesmo o que não devia, sem ao menos perceber o perigo que estava bem à sua frente.
- Como você se sente, sendo a campeã da luta de hoje? - Zinho continuou todo sorridente, e com aquele maldito telefone de papel de caderno.
- Eu acho bom você parar, Zinho! - Marion aconselhou, percebendo o perigo que Zinho estava correndo e somente Zinho não percebia a presença do inspetor Gomes que continuava olhando furioso para ele e Zinho, por sua vez, nem percebia o silêncio que estava na sala. - E o quê você vai fazer depois que você sair daqui, Sonda? - Zinho continuou curioso, ao passo que a garota crispava os lábios de raiva do garoto e de suas perguntas incovenientes.
- Ela vai para a diretoria, junto com você e a vítima de tudo isso, Zinho! - o inspetor Gomes gritou furioso, ao passo que Zinho arregalou os olhos, de tão assustado que ficou.
- Mas eu? - Zinho perguntou assustado. - Eu não vou para a diretoria coisa nenhuma! - Zinho bradou furioso. - Eu não fiz nada! - Zinho continuou indignado. - Eu estava simplesmente narrando a briga, oras! - deu de ombros, fazendo pouco caso do inspetor, que continuava olhando sério para ele. - Não é mesmo pessoal? - perguntou, ainda olhando para todos os que viram a briga, sem ao menos obter resposta.
E alguns dos presentes até davam sorrisinhos paralelos, chamando - o de "trouxa", por ter tomado a frente da briga entre as duas garotas insanas e até mesmo comentavam sobre o espetáculo que Zinho e as duas garotas insanas haviam dado.
- Vamos logo, Zinho! - Gomes continuou furioso com o garoto, que continuava paralizado no mesmo lugar.
- E inclusive.... - Zinho continuou com os seus argumentos, a fim de não ir para a diretoria.
- Não tem "inclusive"! - o inspetor Gomes pegou no braço de Zinho, forçando - o sair e a professora pegou Cleide que ainda estava deitada no chão, sem forças para levantar - se, ainda exausta pela briga e furiosa por ter sido declarada por Zinho a derrotada da vez.
E Sonda, por sua vez, acabou indo para a diretoria, por vontade própria mesmo, sabendo que agora sim, teria uma suspensão de três dias, e também estaria arriscada a ser expulsa da escola, numa próxima briga que tivesse com mais alguém...
E depois que os três desordeiros saíram, a professora pegou os restos do lápis que ainda estava no chão, e percebeu também, que nenhuma das garotas brigonas perceberam que o lápis estava o tempo todo no chão, e percebeu também que o lápis estava todo arrebentado, igual à cara de Cleide.
- Bem feito! - Sonda gritou ao sair da sala, toda furiosa, enquanto Cleide, por sua vez, chorava copiosamente. - E se você não abrir os olhos, ainda te pego lá fora! - Sonda ameaçou, ainda furiosa, ao passo que alguns engraçadinhos ainda saíam da sala para ver se tinha mais briga entre as duas garotas furiosas.
- Você é muito covarde, Sonda! - Gomes bradou furioso, ao passo que Sonda olhava para ele com desdém. - Pessoas assim como você só sabem demonstrar seu poder através da surra! - Gomes continuou furioso com a garota que nada respondia, apenas ficava olhando furiosa para ele.
- Inclusive... - Zinho continuou tentando explicar - se, enquanto era puxado pelo inspetor furioso. - Inclusive a classe toda ajudou - me a contar até dez para ver se a Cleide se levantava! - confessou sob as vaias do pessoal que ainda estava lá fora, a fim de ver mais alguma briga entre as duas garotas brigonas.
- Então... - voltou - se o inspetor, com toda a fúria do mundo, ao passo que Zinho ria do seu tremendo feito maldoso. - Todo mundo de volta para a diretoria! - gritou bem na porta da sala, assustando aos demais alunos, que olharam surpresos para ele.
- Tudo isso foi por sua culpa, Zinho! - Marion bradou furiosa, já pensando na sentença que levaria da mãe e do irmão, logo após chegar em casa.
- É sim! - um punk fedorento, encarou Zinho. - Meu irmão, me espera lá fora, que a gente vai bater um lero! - o mesmo ameaçou Zinho, ainda encarando ao garoto que estava com medo de brigar com o punk furioso.
- Não foi bem assim! - Zinho tentou contornar a situação, enquanto o punk fedorento cruzava seus braços e o encarava com muita fúria. - Eu disse "toda a classe" e não especificamente "você", entendeu? - continuou sorridente, mas morrendo de medo de ter que enfrentar ao garoto, do lado de fora, e agora precisava de pensar em um plano bom para poder fugir do maldito do punk, que parecia bater bem e temia também todos os punks que sempre o esperavam na porta da escola.
- Aí galera! - bradou o punk, todo sorridente, e indo para a diretoria, acompanhando aos demais. - Ele disse "toda a classe" e não exclusivamente "eu"! - continuou todo sorridente e todos os demais despejavam a sua atenção toda para o punk fedorento. - E o quê vocês acham, galera? - continuou sorridente e olhando para todos. - Vamos pegá - lo lá fora? - continuou ansioso e feliz, ao passo que Zinho estava estremecendo de medo do garoto e da sua turma toda.
- Vamos! - todos responderam num uníssono só, e Marion, por sua vez, ficou de fora, sem saída e todos os demais, olharam para Marion, que ficou de boca seca, sem ter nada a dizer.
O inspetor Gomes e a diretora observavam toda a cena e Sonda, por sua vez, ainda estava de cara amarrada e também não tinha aderido à idéia absurda do punk de pegar Zinho na rua e nem tampouco Cleide, que chorava copiosamente, teve coragem de responder se pegava ou não Zinho na rua.
E Cleide, por sua vez, ainda estava em pandarecos, com o seu rosto arranhado e ainda minando sangue, e Sonda, por sua vez, também se encontrava na mesma situação, um pouco menos, é claro, pois era mais ágil nas brigas.
- Vamos, então, acabaram de discutir? - Gomes perguntou furioso e logo todos ficaram quietos em respeito à diretora.
E já estavam no corredor, quando a professora trouxe uma garota que debatia - se feito uma louca, teimando em ir para a diretoria e essa garota era Nina.
- Eu já te disse professora! - Nina bradava totalmente ofegante. - Eu não sou obrigada a obedecer ordens aqui nessa espelunca! - continuou furiosa. - Porque eu sou sobrinha da diretora! - Nina gritou, dando ênfase em ser sobrinha da diretora.
- Você tem que obedecer, Nina! - Gomes continuou olhando feio para a garota que debatia - se feito louca. - Mesmo você sendo a sobrinha da Virgínia, você tem que obedecer as ordens! - Gomes continuou olhando furioso para a garota que acabou calando - se sob as ordens do inspetor furioso.
E chegando na diretoria, Virgínia até espantou - se ao ver toda a sala ali, ela girava tranquila em sua cadeira giratória, sem estar nem aí para a Hora do Brasil, e quando viu aquela multidão dirigindo - se à sua sala, até largou seu cigarro de cano longo.
- Aquela briga?- perguntou ainda surpresa e segurando novamente seu cigarro. - A classe toda se envolveu? - continuou incrédula e observando todos apertando - se em sua minúscula sala. - E pelo barulho, dá mesmo para desconfiar como se comportam esses alunos! - Virgínia olhou para todos, criticando - os, enquanto todos, por suas vezes, calavam - se.
- Só brigaram duas garotas, professora, mas a classe toda também se envolveu! - Marion conseguiu falar, sob os olhares furiosos de Sonda.
- Uhn... Sei! - Virgínia olhou para Marion. - E principalmente você, não é, mocinha? - Virgínia perguntou, encarando Marion e assim, intimidando - a.
- Eu, professora? - Marion perguntou ainda envergonhada e despertando gargalhadas nos demais.
- É, você sim, dona Marion! - Virgínia bradou, acendendo outro cigarro, porque aquele tinha ido ao chão. - E não me chame de "professora" porque eu já saí desse posto! - Virgínia continuou furiosa com Marion, que nada dizia, apenas olhava assustada para ela. - E para quê você acha que eu estudei para ser diretora? - Virgínia, por sua vez, ficou encarando Marion, para intimidá - la cada vez mais. - Para ser chamada de "professora"? - continuou furiosa com a garota, que nada respondia, apenas engolia em seco.
- Para poder tomar conta dessa escola, professora! - disse Marion, toda gentil, sob os olhares furiosos de Virgínia, e todos riram do jeitinho que Marion dirigiu - se à mulher furiosa.
- Muito bem! - gritou Virgínia, assustando aos demais e sem levantar - se da sua cadeira, ainda fumando seu longo cigarro cuja fumaça irritava a todos os presentes ali naquela saleta, inclusive o inspetor Gomes que detestava cigarro. - O quê os trouxe aqui? - perguntou curiosa e ainda olhando para os demais e curiosa, olhou para a mão da professora, que ainda estava com o lápis na mão, o causador de toda aquela briga entre Cleide e Sonda. - O quê? - perguntou ainda incrédula. - A confusão toda foi por causa desse lápis? - Virgínia continuou surpresa com a situação que havia se formado em sua frente.
- Pode dar suspensão para todo mundo, porque assim eu não dou aula! - a professora bradou, desesperada com toda aquela situação.
- Foi o Zinho que colocou a gente nessa fria! - bradou o punk todo furioso.
- É, lincha ele, lincha! - todo mundo bradou em uníssono, ao passo que a diretora olhava surpresa para todos os demais.
- É mesmo, Zinho? - Virgínia olhou furiosa para o garoto, que engoliu em seco, tamanho medo de ser linchado por todos os seus colegas de sala, com exceção de Sonda, Marion e Cleide que estavam na pior. - Acalmem - se! - gritou furiosa com os demais, que falavam todos de uma só vez. - Esse problema aí, vocês vão resolver entre vocês e mais tarde! - continuou no mesmo tom de fúria, enquanto o punk, por sua vez, ainda olhava furioso para Zinho, que nada dizia, apenas engolia em seco.
E Zinho, por sua vez, sentiu vontade de ajoelhar - se nos pés do punk e de todos os seus colegas da sala, para pedir perdão, pois estava temendo que iria apanhar do punk e de quase todos os seus colegas da sala, menos Marion.
E será que Marion teria coragem de bater nele, ou não teria?
- É lá fora! - o punk jurou olhando feio para Zinho, que arrepiou - se todo nervoso e com medo do punk furioso.
- Eu quero o depoimento de todos vocês agora! -Virgínia fez -se de simpática, e com um sorriso bem sarcástico.
Pegou um caderninho e começou a anotar tudo o que ouvia dos demais presentes ali em sua sala.
- Calma! - bradou, batendo furiosa na mesa, a fim de contê - los.
E todos, por suas vezes, calaram - se para a alegria da diretora e da professora, e também para a alegria do inspetor Gomes, que ainda olhava feio para todo mundo.
- Eu não vou punir ninguém! - Virgínia bradou, ainda nervosa. - Mas... - fez suspense, olhando para a cara de cada um. - Quarta série problema, eu vou puni - los, sim, se houver algum problema entre vocês, ou qualquer uma outra situação similar! - olhou feio para Sonda, que baixou a cabeça totalmente sem graça. - E você Zinho! - apontou para Zinho, em tom de ameaça. - Você não vai dar mais palpites nas brigas alheias! - continuou olhando furiosa para Zinho, ao passo que esse baixou a cabeça triste.
- Sim senhora, dona Virgínia! - sussurrou Zinho, nervoso, pois o punk continuava olhando para ele com muita raiva da situação provocada pelo mesmo.
- É! - o punk concordou baixinho, ao ver Zinho passando bem na sua frente. - Mas não vai ficar só nisso não, cara! - continuou olhando feio para Zinho, que baixou a cabeça triste.
- É isso aí, garoto! - Nina bradou feliz, querendo ver o circo pegar fogo entre os dois garotos, já que para ela, nada demais aconteceu.
E quando deu o sinal, Zinho já sabia que ia ter briga, e não importou - se em esperar Marion, pois não queria que ela apanhasse também, pois os punks não perdoavam nem as garotas.
- Cuidado! - bradou o punk empurrando Marion, que dirigia - se ao encontro de Zinho e aquela avalanche de gente também empurrou Marion e quase a pisotearam, todos prontos para ver a briga entre os dois garotos.
- E aí, mina? - o punk parou bem na frente de Marion e a encarou com um sorriso maldoso. - Você também quer levar uma bordoada? - continuou provocando Marion, que nada respondeu, pois sentiu um violento medo do garoto maldoso.
- Não, imagine! - Marion conseguiu responder com a voz sumida. - É que foi sem querer! - Marion continuou com voz de suplício e medo de apanhar.
- Foi sem querer que você me botou nessa confusão, Zinho? - perguntou o punk aproximando - se do garoto, que já estava no meio de uma enorme roda, com diversos punks de mobilete, que já sabiam da briga e esperavam o outro punk na hora da saída.
- Ninguém aqui vai encostar a mão nele! - Marion bradou, colocando - se na frente de Zinho, que por sua vez, ficou totalmente assustado com a idéia de ver Marion apanhando no lugar dele, enquanto o punk ria sarcástico da cara de Marion.
- Olha só quem fala! - o punk balançou a cabeça em negativa e com um enorme sorriso sarcástico. - A defensora dos pobres coitados que causam confusão na sala de aula! - gargalhou ainda em tom de maldade.
- Dá logo nele! - Dudu bradou furioso e com um sorriso sarcástico, ao passo que Zinho olhava para Dudu com muita fúria.
E Bunnie, por sua vez, olhava nervosa para Dudu e para o punk, com medo de um dos dois baterem em seu pobre irmão.
- Dudu, meu irmão! - bradou o punk, apertando a mão do garoto sorridente, pois ele estava feliz em ter o apoio do punk, por isso que também o retribuia.
- Aí cara? - Dudu continuou sorridente, já soltando da mão do garoto, pois pegava mal, dois garotos assim, tão jovens e de mãos dadas. - Como vai o Rio? - Dudu continuou sorridente, como se estivesse sentado no banco de uma praça e o garoto passasse por lá e os dois começassem a conversar.
- O Rio vai bem, cara! - o punk respondeu todo sorridente e ansioso.
O punk era um cara totalmente esquisito, totalmente estranho, e era o avesso de Dudu, só usava roupas pretas, pintava os cabelos de cores fortes e usava vasssourinha, todo violentão e cheio de pose.
- O ano que vem eu pretendo voltar para o Rio, cara! - sorriu simpático.
- Mas por quê você vai nos deixar, cara? - Dudu perguntou ansioso.
- Porque eu não me adaptei com isso aqui, cara! - o punk fez careta, olhando feio para Zinho e com medo dele aproveitar que ele estava tendo uma conversa séria e afetiva com seu amigo Dudu e escapar. - São Paulo tem muito corinthiano falso! - olhou furioso para Zinho, medindo - o de cima em baixo. - Aposto que esse cara aí, é corinthiano roxo! - apontou Zinho com a cabeça, enquanto esse, sorria totalmente sem graça.
E Zinho, por sua vez sorriu, sem nem poder defender o seu time do coração.
- Zinho! - Marion o chamou, tentando tirá - lo daquela maldita situação. - Dá para você fugir agora comigo! - Marion bradou com uma idéia brilhante, enquanto Zinho, por sua vez, observava os dois garotos conversarem.
- Mas é claro, meu bem! - Zinho respondeu, derretendo - se pelo convite da amada, pensando que o convite seria para fugir para sempre, coisa que não era!
- Não é isso que você está pensando, Zinho! - Marion cochichou furiosa com o garoto, que logo desvaneceu seu sorriso, ficando totalmente sem graça.
Marion, por sua vez, deu a mão para ele, toda atrapalhada, sob os olhares de alguns, que nem tampouco se importaram em estarem observando a cena dos dois garotos fugindo de mansinho, a fim de ninguém percebem, inclusive os punks.
- Depois a gente conversa, cara! - o punk bradou, dando dois tapinhas nas costas de Dudu, que ainda estava todo sorridente. - Porque agora eu preciso de resolver umas paradas aqui! - bradou, olhando para o local onde Zinho estava e já não o encontrou mais e olhou assustado para todos os presentes, com um enorme ponto de interrogação na cara. - Ih, evaporou! - bradou, olhando para os demais, que desmancharam - se em gargalhadas.
- Ele fugiu, enquanto você e o Dudu estavam aí, conversando feito dois idiotas! - Sonda dedurou, vermelha de raiva. - A Marion veio aqui e fez uma proposta indescente para ele, e como ele é apaixonado por ela, pegou na mão dela e os dois saíram rapidinho, sem que nenhum de vocês dois percebessem! - Sonda, por sua vez, continuou criticando os dois garotos, que ainda olhavam surpresos para ela. - Mas eu acho que ainda dá para alcançá - los! - Sonda bradou, olhando para os lados, a fim de localizá - los e acabou observando Marion, Zinho e Bunnie correndo feito loucos, a fim de que ninguém os alcançasse.
- Ih, vamos correr, porque eles perceberam que você fugiu com a gente, Zinho! - Bunnie bradou desesperada e acabaram entrando em um quintal de uma casa bem antiga que havia ali, próximo às imediações da escola e acabaram escondendo - se atrás das árvores e todos passaram pela casa, sem ao menos perceberem o local onde os três haviam se escondido, e nem mesmo o dono da casa antiga, percebeu que havia gente escondida ali, ainda mais, que se tratavam de três garotos medrosos.
E até que a multidão voltou, por sugestão de um espectador da briga, que observou onde os três haviam se escondido e enfim, a multidão acabou entrando no quintal da casa a fim de pegá - los e puderam constatar que a casa estava totalmente abandonada.
- Bate nele agora, cara! - Dudu ordenou, vendo o punk dirigir - se para Zinho indo para cima do garoto assustado.
- E aí, cara? - o punk encarou Zinho, com o olhar ameaçador. - Aonde você e sua turma pensam que vão? - continuou curioso com a situação que se seguia.
- Em lugar nenhum, cara! - Zinho respondeu, engolindo em seco, tamanho medo que estava sentindo dos punks que estavam presentes ali, enquanto o punk olhava para ele com um enorme sorriso vitorioso.
- E faz muito bem, cara! - o punk continuou com um sorriso sarcástico. - Porque nós temos algo a acertar! - continuou encarando Zinho, que ainda tremia de medo. - Isso é só para nós dois! - bradou acertando um violento murro no olho de Zinho, que viu tudo escuro, apenas na vista acertada pelo murro e o garoto quase foi ao chão, tamanho o impacto causado pelo soco forte do seu rival, mas logo recuperou - se e acabou revidando o punk, que com o impacto, acabou indo ao chão, e Zinho, por sua vez, pulou encima do punk, mesmo com medo dos demais, que ainda olhavam sorridentes para ele.
E a confusão foi geral, até que todos começaram a brigar também...
- Olha lá! - Acácio, que saia da escola, apontou para uma multidão que brigava feito loucos. - Uma classe brigando! - continuou admirado com a confusão que se seguia, sem ao menos saber que a briga era na sala da sua amada Marion.
- Uma classe inteira? - Herbert perguntou ansioso para ver a briga entre os garotos. - Vamos lá ver? - Herbert perguntou curioso e puxando Acácio, que não estava querendo ver a briga, apenas apontou de curioso.
- Você é muito língua grande! - Acácio bradou furioso, ainda sendo puxado pelo amigo ansioso e viram uma multidão de gente indo atrás deles também, a fim de verem a briga que estava acontecendo entre os demais.
E aquela confusão toda atrás deles, que também começaram a correr, pois estavam sendo empurrados e se ficassem parados, logicamente seriam pisoteados pela multidão que se seguia atrás deles.
Acácio e Herbert aproximaram - se da briga e viram todos os demais atracando - se e só assim, Acácio observou que era a classe de Marion, sua amada, que brigava em peso com uns punks e ficou procurando com os olhos, para ver se Marion também estava no meio da confusão, porque, se ela estivesse, no mínimo, ele iria socorre - la.
- Vamos parar com essa palhaçada? - Gomes aproximou - se apitando um apito estrondoso e Virgínia logo em seguida, apitando atrás e assustando aos demais e até chegando a trocar de pares para continuarem a brigar.
Só Zinho e o punk que ainda continuaram se atracando e rolando no chão...
- Seu fedorento, nojento! - Zinho debatia - se ainda ofegante, ao ser separado do punk sorridente e sarcástico.
- Ah, não é possível! - Virgínia praguejou furiosa. - O que foi que eu falei? - Virgínia continuou furiosa com os demais, que olhavam surpresos para ela. - Eu dei uma chance para vocês e agora vocês estão brigando novamente? - continuou indignada. - E pior ainda, agora a sala inteira está na confusão! - continuou no mesmo tom de indignação. - Suspensão de três dias para essa sala! - Virgínia bradou furiosa, enquanto a sala toda, por sua vez, olhavam assustados para ela e sem ter nada o que responder, pois a palavra da diretora era lei!
Uns pensavam em como dizer aos pais sobre o ocorrido e outros?
Outros, até como Marion, pensavam em fugir de casa para nunca mais voltar...
E Fred, por sua vez, registrava tudo, com sua máquina fotográfica, e louco para contar para a mãe, da suspensão que Marion e a classe dela haviam tomado.
Pois sabia muito bem que se fosse da parte de Marion, com certeza, ela não contaria, pois ela iria para qualquer lugar, alegando que ia para a escola, apenas para a mãe não saber das suas peripécias infantis.
- E se amanhã eu ver um de vocês aqui, na porta dessa escola, eu juro que vou encaminhar para a expulsão! - Virgínia continuou apontando, vermelha de tão furiosa que havia ficado e houve um burburinho de comentários, deixando - a mais ainda furiosa. - Calem - se! - continuou furiosa com os demais, que olhavam com medo para ela. - Vocês ainda querem ter razão? - continuou olhando para os demais, que nada respondiam. - Vocês não tem razão de nada! - continuou no mesmo tom de fúria.
- Mas a senhora não pode suspender todo mundo, por causa de uma briga na rua! - Marion bradou calma, enquanto todos os demais, olhavam surpresos para ela.
- A escola é minha e eu faço o que eu quiser! - Virgínia bradou em tom mal criado, enquanto Marion, por sua vez, olhava surpresa para ela. - E tratem de me obedecer, se vocês não quiserem ser suspensos! - Virgínia continuou furiosa com todos os alunos daquela sala mal feitora, e enquanto Marion assustava - se com o grito da diretora, Sonda, por sua vez, dava um sorriso vitorioso, enquanto Acácio, por sua vez, ficou com pena de Marion, pois viu que ela trajava o vestido rasgado, por ter entrado na briga também.
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