Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

terça-feira, 3 de abril de 2012

A Carona...

E Marion acabou de descer do carro, toda feliz e satisfeita por saber que Dudu não mexeria mais com ela...
- Marion? - Marion, por sua vez, escutou chamar e até arrepiou - se de pensar que era seu irmão que estava chamando. - O quê você está fazendo? - Fred perguntou furioso, olhando feio para sua irmã que ainda olhava surpresa para ele.
- Tio? - Sandro surpreendeu - se ao ver o tio vermelho como um pimentão.
- Sua vagabunda! - Fred gritou furioso, acertando - lhe um violento tapa, e Marion, por sua vez, quase caiu com o impacto do bofetão dado pelo irmão.
E Marion, por sua vez, nada falou, pois nem tinha o que falar... Pois ninguém acreditaria nela mesmo!
Entrou na escola chorando e com o rosto todo vermelho, principalmente o lado que o seu irmão havia acertado o violento bofetão.
- Espere aí!!! - Fred gritou furioso, e indo atrás do carro importado do homem, que saiu correndo e todo desconcertado, pisando no freio, assustando a todos! - Seu cachorro!!! - continuou furioso e ainda gritando, sem ao menos alcançar o carro. - Safado!!! - continuou desiludido, por não ter alcançado o carro do maldito homem.
E o coração de Acamir voava alto, e só faltava sair fora do peito!!!

- Sonda! - Nina apareceu correndo por trás da garota, que ainda estava surpresa com a situação que estava vendo. - Você viu? - Nina perguntou, ainda puxando Sonda.
- Vi! - Sonda, por sua vez, respondeu ríspida.
- O Fred deu na cara da Marion, aqui, bem na porta da escola!!! - Nina continuou narrando o que tinha visto. - E foi correndo atrás de um carro importado que arrancou com tudo! - Nina continuou toda ansiosa e feliz, enquanto Sonda olhava sério para ela.
- Eu vi tudo, Nina! - Sonda respondeu com pouco caso. - Não é preciso que você narre o que aconteceu, como se fosse uma partida de futebol, porque eu também vi o que você viu! - Sonda continuou furiosa com a garota, que nada respondeu. - E eu também preciso de saber melhor sobre essa história, porque eu, sinceramente, não sei o que o meu tio viu nessa lambisgóia! - Sonda bradou ressentida, mas ao mesmo tempo, vingada de Marion, pelo tapa que o Fred havia dado nela, bem na porta da escola.
E Marion, por sua vez, trancou - se no banheiro das meninas e pôs - se a chorar, enquanto todos os demais comentavam sobre a suposta briga que tinham visto na porta da escola.

- Olha lá!!! - Nina apontou para Marion que saia do banheiro, ainda aos soluços.
- E ela vai chorar ainda mais, depois que eu for falar com ela! - Sonda bradou com ódio da garota e ainda por cima, olhando aquela cena da garota enxugando o rosto e ainda chorando muito...
- Ela está com a marca dos cinco dedos do irmão, bem na cara dela!!! - bradou Nina às gargalhadas, enquanto Sonda olhava sorridente para ela.
E Marion, por sua vez, percebeu, que as duas riam da cara dela, e olhavam muito para ela, comentando, e isso fez com ela, ela se sentisse humilhada e foi diretamente para a sala de aula, e nem sequer importou - se em ficar na fila, que era o que teria que ser, arriscando - se também a levar uma violenta bronca da professora por entrar na sala de aula, sem ao menos ir para a fila, junto com os demais.
- O quê foi que aconteceu? - Rafaela perguntou, puxando Marion, que já estava dentro da sala.
- Nada não! - Marion olhou para a garota que agia com falsidade, apenas para entregar tudo o que Marion falava à Sonda. - Foi o meu irmão, o "porque" você deve ter ouvido por aí! - Marion bradou furiosa.
- Então é por isso mesmo, Marion? - Rafaela perguntou surpresa. - Logo você, que eu pensava que fosse das minhas? - continuou surpresa com o suposto comportamento da garota, que olhava surpresa para ela. - Saindo de um carro importado e de último tipo? - Rafaela continuou admirada, enquanto Marion a olhava surpresa.
- Não é o que você e a maioria estão pensando, Rafaela! - Marion bradou ríspida.
- Mas segundo o que estão dizendo escola a fora, foi o Fred e o Sandro que te viram saindo daquele carrão último tipo! - Rafaela continuou furiosa com a garota, que continuou olhando - a incrédula.
- Pense como quiser, Rafaela e me deixe em paz! - Marion pediu furiosa, ao passo, que a garota saía furiosa.
E a sala entrou e todos viram Marion e Rafaela, sentadas em seus respectivos lugares e as duas observaram as gargalhadas estridentes entre Sonda e Nina, que estavam muito felizes, com a situação ocorrida!
- E o ódio aumentou mais, Sonda? - Nina perguntou, encarando Marion, que baixou a cabeça triste.
- Com certeza o ódio aumentou muito mais do que deveria! - Sonda replicou furiosa, enquanto Marion continuava cabisbaixa e Nina, por sua vez, ria da desgraça da garota. - Por outros motivos que eu ainda não sei quais, mas um dia eu os descobrirei! - Sonda continuou furiosa. - E também porque o meu primo Dudu levou uma violenta surra do meu tio, por causa dela! - Sonda explicou olhando furiosa para Marion, e essa ficou mais triste ainda, pois o assunto era ela!
- É? - Nina perguntou ansiosa. - Então foi por isso que ele escondeu a cara de mim? - Nina, por sua vez, perguntou um pouco triste, pelo fato do garoto ter escondido a cara dela, enquanto, Eleomara, namorada de Dudu, estava bem atenta ao assunto e furiosa pela atitude da garota.
- Não foi na cara que ele levou a violenta surra, sua idiota! - Eleomara interviu furiosa, ao passo que Nina ficou surpresa e olhando feio para ela. - E não fica triste não, porque eu falo para ele te dar um beijinho amanhã! - Eleomara gargalhou sarcástica, enquanto Sonda, por sua vez, acompanhava também a garota nas gargalhadas sarcásticas e Nina, por sua vez, as olhava furiosa.
- É mesmo, queridinha? - Nina perguntou com pouco caso, enquanto Eleomara parava de rir e olhava furiosa para ela. - Então quer dizer que você vai me emprestar o seu namorado por um dia? - Nina continuou com pouco caso, enquanto Eleomara olhava furiosa para ela.
- E é esse o seu sonho, não é, Nina? - Eleomara perguntou furiosa, enquanto Nina a olhava com sarcasmo.
- Vamos deixar de discussões tolas, porque senão, daqui a pouco, a professora vai estar nos chamando a atenção! - Sonda bradou preocupada com o que a professora pudesse fazer, enquanto as duas garotas ainda olhavam - se furiosas. - E a minha tia brigou feio com a mãe do Zinho, por causa da suposta discussão que o Zinho e o Dudu tiveram ante - ontem, por causa dessa lambisgóia! - Sonda bradou furiosa para as duas garotas, que olhavam para ela, com toda a atenção do mundo.
- Fiquei sabendo! - Nina tomou partido, não dando chances de respostas para Eleomara, que apenas ficou olhando atenta para ela. - Eu vi tudo pela laje de casa e tinha muita gente aglomeradas na sua rua, escutei até gritos e tudo! - Nina continuou feliz, ignorando Eleomara que continuava furiosa com ela.
- E a minha tia levou vantagens encima da mãe do Zinho! - Sonda comentou toda orgulhosa e feliz pelo fato ter acontecido. - Tudo por causa daquela lambisgóia! - Sonda bradou olhando furiosa para Marion, que novamente baixou a cabeça triste, querendo até sumir do mundo, pois já estava de saco cheio daquela vida e daquela escola!
- Não! - Zinho, por sua vez, censurou Marion. - Não abaixe a cabeça para elas não! - continuou, censurando a garota, que nada disse, apenas ficou cabisbaixa, enquanto o garoto a aconselhava, bem baixinho, em seus ouvidos e Marion, por sua vez, levantou a cabeça imediatamente, e enchendo - se de coragem, encarou - as e viu um sorriso maldoso, estampado no rosto de cada uma das garotas.
- Ah, olha lá! - Nina apontou para Marion, que as encarava cheia de coragem. - Ela está ouvindo os conselhos do idiota do Zinho, para enfrentar a gente! - continuou com desdém, enquanto Sonda e Eleomara também encaravam Marion com muita fúria.
- É, mas só que ali, ela está sozinha, e aqui, nós estamos em três! - Eleomara bradou às gargalhadas, enquanto as duas a acompanhavam também.
- E só o Zinho mesmo! - Sonda bradou furiosa. - Ele que pensa que vai se meter em briga de garotas, que ele está muito enganado! - Sonda continuou encarando Zinho, no mesmo tom de fúria. - E quem essa lambisgóia pensa que é, para se meter a besta comigo? - Sonda continuou furiosa, enquanto Marion continuava encarando - a, com aval de Zinho, enquanto as duas demais gargalhavam de tudo o que Sonda dizia.
E até a professora, que passava lição na lousa parou para ouvir o que Sonda tinha a dizer e ficou observando tudo, com o giz na mão.
- E se você quer brigar com ela, briga lá fora, aqui não! - bradou a professora, furiosa com a atitude de Sonda e suas duas amigas.
- É isso mesmo que eu vou fazer, professora! - Sonda bradou ríspida. - E essa foi a melhor lição que a senhora me deu até hoje! - Sonda continuou furiosa com Marion e surpresa pela atitude da professora, que sorriu feliz para ela, enquanto todos gargalhavam da cara de Marion, essa ia baixando a cabeça triste, quando lembrou - se das palavras de Zinho: "Não abaixe a cabeça para ninguém!"
- Vamos ver então! - bradou Marion, com toda a coragem do mundo, surpreendendo Sonda e suas duas amigas, que ficaram boquiabertas com a violenta reação de Marion, enquanto que os demais da sala, a aplaudiam ansiosos e felizes e alguns vaiavam ao mesmo tempo, causando aquela tremenda bagunça na sala, batendo nas carteiras e gritando... "pau, pau, pau..."
- Muito bem, Marion! - Zinho bradou baixinho, incentivando - a, a ter mais coragem ainda. - Você as deixou totalmente desconcertadas com a situação provocada por elas mesmas! - Zinho continuou feliz, enquanto as três olhavam furiosas para Marion e Zinho.
- É, mas eu preciso ver se agora eu vou ter coragem lá fora! - Marion cochichou baixinho e o medo tomava conta da sua alma.
- Não esquenta não, porque elas ainda não marcaram nada! - Zinho tentou acalmá - la, mas Marion já tremia de tanto nervoso que sentia, só em pensar na briga que teria lá fora. - E se elas marcarem, você enfrenta, oras! - Zinho, por sua vez, deu de ombros, enquanto Marion olhava surpresa para ele.
- Ela só está falando essas coisas absurdas, por causa do Zinho! - Sonda bradou ainda furiosa com o que Marion havia dito para ela.
- E na hora de enfrentar, eu quero ver se ela enfrenta mesmo! - Nina bradou com pouco caso, enquanto Zinho olhava feio para ela. - E essa coragem acaba, na hora que ela tiver que enfrentar a gente lá fora! - Nina continuou desafiando Marion, que nada mais dizia em relação à suposta briga que teria lá fora. - E na hora que o Zinho sair de perto dela e ficar somente nós, a coragem dela acaba! - Nina continuou furiosa, enquanto Sonda e Eleomara riam da cara de Marion, que estava morrendo de medo da situação e no fundo, no fundo, essas garotas sabiam.
- E aí, Sonda? - Eleomara cutucou a garota, ao ver que Marion não se importava mais com elas e só copiava a lição que a professora estava passando na lousa. - Você vai marcar pau lá fora? - Eleomara perguntou para Sonda, somente para provocar Marion.
- Ainda não! - Sonda bradou furiosa. - Deixa o momento chegar, e de surpresa, e no dia que ela estiver tranquila, sem menos ela esperar, eu vou dar o meu bote! - Sonda bradou furiosa e como se fosse uma tigresa pronta para atacar a sua presa.
- E quando vai ser o momento certo, Sonda? - Nina perguntou curiosa. - Quando alguém da família dela matar alguém da sua? - Nina provocou furiosa, olhando fixamente para Sonda, que a olhou furiosa também.
- Deus me livre! - Sonda benzeu - se ainda nervosa.
E Marion estava com muito medo, tanto é, que quando bateu o sinal para irem embora para casa, ela não saiu da sala, ficou ali, sendo a última a sair, junto com Zinho.

- Mãe! - Fred bradou entrando todo entusiasmado, louco para contar tudo para a mãe.
- O que foi que aconteceu, Fred? - Zoraide perguntou enxugando as mãos, enquanto o filho adentrava - se na cozinha.
- Eu vou logo contando para a senhora, porque a Marion não vai contar mesmo! - Fred bradou, dando de ombros, enquanto Zoraide olhava assustada para ele.
- E o que foi que aconteceu com a Marion, dessa vez? - Zoraide perguntou, cruzando os braços.
- Mãe, eu nem sei como começar! - Fred reclamou nervoso. - Eu e um amigo, vimos a Marion descendo de um carrão importado, de último tipo, na porta da escola! - Fred começou a contar, causando um tremendo impacto na mãe.
- O quê? - Zoraide perguntou ainda assustada. - A sua irmã está assim, meu filho? - continuou escandalizada pela atitude da filha.
- Se a senhora está assim, imagine depois, quando eu contar com quem a Marion estava! - Fred comentou surpreso pela atitude da mãe.
- E então, conte com quem ela estava, meu filho? - Zoraide bradou curiosa.
- Com o seu Acamir, mamãe, o seu Acamir! - Fred bradou nervoso, enquanto a mãe olhava para ele surpresa e com a boca seca, pois o baque da notícia recebida, foi muito forte!
- O quê? - Zoraide conseguiu perguntar, depois de algum tempo muda. - Não acredito! - Zoraide continuou incrédula e até sentou - se, pois o baque foi muito forte e ela sentiu sensação de queda! - Aquele safado novamente? - Zoraide continuou nervosa. - Aquele papador de criancinhas? - continuou, mas agora estava totalmente indignada pelo fato ocorrido.
- Ele está invadindo novamente a nossa família, mamãe! - Fred reclamou furioso.
- Aquele sedutor de menores novamente não! - Zoraide continuou nervosa. - E quando essa garota chegar em casa, ela vai levar uma violenta surra! - Zoraide continuou revoltada, enquanto Fred abriu um sorriso vitorioso, por saber que a irmã levaria uma surra violenta.
- A senhora quem sabe, mamãe! - Fred deu de ombros, sob os olhares da mãe. - Porque eu já dei um violento tapa na cara dela, que a escola toda comentou e isso vai ficar na boca do povo, por mais um mês! - Fred continuou vitorioso, enquanto Zoraide sorria aprovando a atitude esdrúchula do filho. - Eu só quero saber de uma coisa, mamãe! - Fred olhou sério para a mãe.
- Sobre o quê você quer saber, meu filho? - Zoraide perguntou feliz.
- Sobre Acamir, mamãe! - Fred bradou, olhando sério para a mãe, que logo ficou sem graça. - O quê foi que aconteceu, mamãe? - Fred continuou curioso, e com o olhar inquisidor.
- Meu filho, essa é uma longa história que não cabe a você saber! - Zoraide bradou nervosa e louca para que Marion chegasse e ela pudesse dar - lhe aquela violenta surra que havia prometido ao filho que o faria, somente para satisfazer seu ego e o ego de seu amado filho também.
Mulher de boa altura, de cabelos e olhos castanhos claros e curtos, robusta, essa era Zoraide!
Muito enérgica em relação à educação de Marion, e também criticava seu marido Jardel que era muito devagar e ela sempre dizia para ele que ele tinha era que "acordar para a vida!"

- Cacio! - Dorise chamou o irmão que já ia saindo para o curso de Inglês. - Eu fiquei sabendo que a Marion levou um violento bofetão do irmão dela! - bradou Dorise olhando para a cara de Acácio que baixou a cabeça triste.
- E o que eu tenho a ver com isso? - Acácio perguntou, fazendo de conta que não se importava com o ocorrido com a amada, mas seu coração deu um violento pulo, saltou e quase saiu pela boca.
- Ah, então você sabe de tudo, não é? - Dorise provocou ao irmão que olhou furioso para ela.
- Dorise, ao invés de você está se preocupando com fofocas, por quê você não se preocupa em estudar a tabuada do cinco, hein? - Acácio perguntou furioso, enquanto Dorise rosnava de raiva do irmão.
- Eu sei de tudo, Cacio, eu sei de tudo, porque me contaram, porque se dependesse de você e do Dudu, com certeza eu não ficaria sabendo de nada! - Dorise bradou com desdém, enquanto Acácio olhava furioso para ela.
- E o pior que todo mundo está falando que isso tudo foi por causa do nosso pai! - Dorise comentou, vendo que seu irmão estava vermelho de raiva e que se ela não se calasse, com certeza, ela levaria um violento bofetão do seu irmão e aí seriam duas a serem comentadas pela escola, ela e Marion!
E Dudu, por sua vez, saiu correndo para escutar a fofoca que a irmã contava para o irmão, enquanto que Olívia correu para esconder - se e ouvir o que a filha dizia para o irmão mais velho.
- Como é filha? - Olívia perguntou apavorada, enquanto Dorise olhava para a mãe ainda surpresa. - O quê você está falando mesmo? - Olívia continuou incrédula com o que tinha ouvido da boca da filha.
- Está vendo o que dá a gente não ir para a escola? - Dorise perguntou, encarando o irmão, com fúria. - Acontece coisas que a gente nem fica sabendo e depois vem saber pela boca dos outros, mas só que pela metade, pois as pessoas falam demais e acabam nos passando a fofoca errada! - Dorise comentou ainda furiosa com a mãe, que não havia deixado nenhum dos três irem para a escola no dia do ocorrido.
- Minha filha, não lamente! - Olívia bradou calma, enquanto Dorise continuava olhando feio para ela, pois não acreditava que tinha perdido uma cena daquelas entre Marion e Fred, mas queria mesmo saber se era verdade que Marion tinha andado no carro do seu pai e no banco da frente, bem no lugar que era da sua mãe.
- Lamento, eu lamento sim, mamãe! - Dorise bradou furiosa. - Eu lamento porque eu não vi o que foi que aconteceu e fiquei sabendo a fofoca pela metade! - Dorise continuou furiosa, enquanto Olívia, por sua vez, olhava feio para ela, e sentia - se a culpada, pela filha não ter visto o que foi que aconteceu, para poder contar também para ela.
- E o quê estão falando sobre o seu pai, minha filha? - Olívia, por sua vez, perguntou curiosa e ansiosa por saber, enquanto Dorise, por sua vez, a olhava surpresa, não querendo contar para a mãe, porque aí ela ficaria muito chateada com o pai e Dorise sabia disso e não queria que os pais brigassem por causa do que falaram para ela. - E por quê o seu pai está metido nessa história, minha filha? - Olívia continuou ansiosa, esperando uma resposta da filha.
- A garota que passou aqui para me contar de primeira mão, anda com a Marion! - Dorise começou a falar.
- A Rafaela, no caso! - Acácio comentou sério, enquanto todos olhavam surpresos para ele.
- Você está tão interessado Cacio, que até sabe o nome da garota que anda com a Marion! - Dorise, por sua vez, comentou sarcástica, despertando a fúria no irmão, que até bufou, de tão nervoso que ficou.
- Vai, minha filha, não se importe com o seu irmão, diga logo o que você tem a dizer! - Olívia bradou nervosa e curiosa para saber em que pé o marido estava metido nessa situação e somente a filha sabia de tudo!
- A Rafaela disse que a Marion estava no carro do papai e ainda, sentada no banco da frente, e no lugar que é somente da senhora, mamãe! - Dorise bradou, vendo a mãe vermelha de raiva e Acácio, por sua vez, até perdeu o fôlego de tão surpreso que ficou, de Marion, a sua amada, estar dentro do carro de seu pai e imaginou tudo o que o pai poderia ter feito com aquela pobre garota desiludida e sofredora, que ele tanto amava!
Sentiu raiva do pai e uma tremenda vontade de poder ser grande e forte para poder acertar - lhe um violento murro na cara, tudo pela sua amada Marion, que ele confiava tanto, que ele acreditava tanto!
- Mas só que eu não estou acreditando nisso não, mamãe! - Dorise bradou duvidosa, enquanto Olívia, por sua vez, crispava os lábios de raiva da situação.
- Que Marion estava dentro do carro do seu pai, minha filha? - Olívia perguntou ainda escandalizada com a notícia dada pela filha. - Se fosse a irmã mais velha dela, eu até que acreditava, mas ela não, minha filha! - Olívia continuou nervosa.
- Mas por quê a senhora não acredita que Marion seria capaz de entrar no carro do pai? - Dudu perguntou curioso, enquanto Olívia emudecia.
- Porque ela ainda é uma criança, meu filho! - Olívia respondeu, depois de algum tempo.
- Espere aí, mãe! - Acácio bradou, olhando sério para a mãe. - Eu vou saber sobre essa história rapidinho! - Acácio bradou nervoso e saiu correndo da sua casa, sob os olhares da mãe e dos dois irmãos, e foi até a casa de Sonda que estava chegando àquela hora com Eleomara e as duas viram Acácio aproximar - se, surpresas.
- E o Dudu está lá? - Eleomara perguntou vendo que Acácio aproximava - se todo esbaforido.
- Está! - Acácio respondeu ríspido, e nem olhando para a cara da garota, que ainda ficou olhando para ele, admirando sua beleza.
- Cácio, eu preciso te contar uma! - Sonda bradou ansiosa, ao ver Acácio olhando apavorado para ela.
- Eu fiquei sabendo pela Dorise! - Acácio foi logo falando, enquanto Sonda olhava para ele de cara feia. - É verdade então, Sonda? - Acácio perguntou surpreso, enquanto a garota olhava para ele de lábios crispados.
- Infelizmente é verdade, sim! - Sonda bradou ainda furiosa, enquanto Acácio olhava para ela pensativo. - E a sua irmã tinha era que trabalhar no programa do Nelson Rubens! - Sonda explodiu furiosa. - Olha que ela iria ganhar muito dinheiro, hein? - Sonda fez piada, observando a cara feia do namorado.
- Mas o que falaram do meu pai! - Acácio começou a falar ainda nervoso, enquanto Sonda olhava surpresa para ele. - Eu não acredito, Sonda! - Acácio bradou ainda nervoso. - Mas justo com a Marion? - Acácio coçou a cabeça apavorado pela atitude do pai e começou a sentir mais ódio do pai.
- Ela desceu do carro do seu pai e o Fred e o Sandro viram! - Sonda bradou ainda furiosa, só em lembrar da maldita cena que ela havia testemunhado bem na porta da escola. - Tanto é que o Fred, não suportando o baque, enfiou a mão na cara dela e ainda foi correndo atrás do carro do seu pai, xingando - o! - Sonda bradou ainda furiosa e ansiosa pelo namorado saber de toda a história. - Agora, não fique nervoso, Cacio, porque essa história aí, cabe ao seu pai e a sua mãe resolverem juntos! - Sonda aconselhou ao primo, que ainda ficou olhando nervoso para a cara dela.
- Então, eu vou para casa, para poder confirmar tudo para a minha mãe! - Acácio bradou ainda nervoso e chateado com a situação.
- E você não vai mais para o curso de Inglês, Cacio? - Sonda perguntou ansiosa e querendo acompanhá - lo até o ponto de ônibus, com medo de alguma garota roubá - lo dela e mal sabia que Marion já era dona do coração do seu namorado.
- Não sei, Sonda! - Acácio bradou desviando seu rosto do beijinho de Sonda e deixou sua namorada ali sozinha e chateada por ter sido rejeitada pelo amado.
E ficou ali parada, quase no meio da rua, contemplando o namorado entrar em sua casa, sem ao menos olhar para trás.

- E qual é a notícia, meu filho? - Olívia perguntou, ao ver o filho adentrar - se ainda mais nervoso.
- É verdade sim, mamãe! - Acácio revelou, coçando a cabeça transtornado, enquanto Olívia, ao receber a notícia, até mudava de cor.
- Nossa, meu filho! - Olívia bradou admirada e ainda sentando - se no sofá. - O seu pai está muito safado! - Olívia continuou nervosa. - Olha o mal exemplo que ele está dando para os filhos dele! - bradou, ainda nervosa e querendo chorar e até escondeu o rosto dos filhos, para que eles não a vissem chorar, mas não adiantou nada, pois os três perceberam e sentiram dó da mãe.
- Mamãe, não fique assim! - Acácio bradou, tentando aconselhar a mãe, que estava chorando copiosamente e para não ficar pior, Olívia levantou - se e foi para seu quarto rapidinho, enquanto os filhos ficaram ali, sentados no sofá da sala, olhando um para o outro, ainda surpresos.

- Como foi, Marion? - Zinho perguntou, com uma ponta de ciúmes da garota e acompanhando - a até a sua casa, com o intuito de protegê - la das garotas más que queriam bater nela. - O quê foi que aconteceu com você? - perguntou ansioso, e vendo a cara amarrada da garota.
- O seu Acamir me deu uma carona, só isso! - Marion deu de ombros despreocupada, enquanto Zinho a olhava surpreso. - E na carona, ele me prometeu que o Dudu nunca mais mexerá comigo! - Marion comentou toda sorridente e feliz, enquanto Zinho ainda olhava surpreso para ela.
- E você acredita, Marion? - Zinho perguntou, ainda com ciúmes da garota. - Esse homem é um sem vergonha! - Zinho continuou furioso e louco para ser um homem adulto e forte para poder estraçalhar a cara do homem safado! - Na verdade, ele queria outras coisas com você, Marion! - Zinho bradou, encarando Marion, que olhava surpresa para ele, não entendendo o que o Zinho estava querendo dizer em relação ao bondoso homem ainda querer "outras coisas" com ela!
- E que "outras coisas" são essas, Zinho? - Marion perguntou curiosa, enquanto o garoto olhava para ela surpreso e ainda de boca aberta, pois a garota era muito inocente para ele estar tendo esse tipo de conversas com ela.
- Deixa para lá, Marion! - Zinho bradou ainda chateado com a garota.
- Olha, Zinho, se você quer saber, nada de mal me aconteceu, ele não me bateu, se é disso que você está com medo! - Marion bradou, vendo que o garoto ainda ficou mais surpreso com as palavras que ela proferiu. - E não aconteceu nada entre eu e o seu Acamir, agora em minha casa, com certeza vai acontecer! - Marion bradou chateada e arrepiando - se de tanto medo que sentiu ao lembrar - se do que poderia acontecer com ela quando ela chegasse em casa.
- Já na sua casa, eu não posso intervir, Marion! - Zinho bradou chateado com a situação pela qual a amada iria passar.
- Eu tenho medo da minha mãe me bater, devido ao que aconteceu! - Marion suspirou ainda desanimada com a situação pela qual ela estava passando.
- A única coisa que eu posso te dizer, para te ajudar, Marion, é que você tenha muita coragem de agir até mesmo dentro da sua casa e não deixe ninguém te pisar de pé, nem mesmo a sua mãe e o seu irmão, Marion! - Zinho aconselhou - a e Marion, por sua vez, não sabia o que faria, se seguia mesmo aos conselhos de Zinho, ou então, se ficava quieta, pedindo a Deus, para que ninguém reagisse com ela com tamanha violência, pela qual ela imaginava passar, Zinho, ao ver a garota pensativa, deu - lhe um beijo estralado no rosto e dexou - a ali, sozinha, em frente ao portão da sua casa.

E Marion, por sua vez, obedeceu, pensando que nada de mal, poderia acontecer - lhe e desejou até, que isso tudo fosse um tremendo pesadelo, ao entrar em sua casa, desejando assim, acordar toda suada e aliviada porque tudo isso apenas não tinha passado de um pesadelo...
Mas não era bem assim...
- Oi, mãe! - Marion balbuciou, passando pela cozinha e vendo a mãe ali cabisbaixa, sentada em frente à mesa.
- "Oi" nada! - Zoraide bradou furiosa. - Eu só quero saber o que foi que aconteceu! - bradou Zoraide, ainda furiosa com a situação pela qual a filha mal educada havia passado.
- Mãe, o Fred já veio envenenando a cabeça da senhora, não é? - Marion perguntou, tentando contornar a situação, e vendo a cara feia da mãe, e Marion, por sua vez, ainda estava com o seu material na mão, quando viu Fred saindo de seu quarto todo furioso.
- Ah, conta outra, Marion! - Fred bradou, ainda furioso.
- Mas eu só peguei uma carona! - Marion tentou explicar - se, mas só que a secura na sua boca e seu medo não a deixaram explicar nada.
- Ah... - Zoraide zombou de Marion, que ficou quieta e até engoliu em seco, de tanto medo que ficou da mãe, que continuava olhando feio para ela. - Foi uma simples carona, não foi? - Zoraide explodiu, enquanto Marion nada respondia, pois não conseguia.
- Mãe, o seu Acamir me ofereceu uma carona e eu aceitei e não me aconteceu nada demais! - Marion bradou nervosa, ainda tentando explicar - se. - Só conversamos como se fôssemos pai e filha! - Marion comentou, ainda com muito medo da reação dos dois, que ainda olhavam feio para ela.
- Sua vagabunda! - Zoraide bradou colérica. - Repita "pai e filha" novamente, repita! - Zoraide ameaçou, largando o seu crochê. - Que você verá com quantos paus se faz uma canoa! - continuou furiosa, já pronta para bater em Marion, que esquivou - se da mãe, sob os olhares furiosos de Fred.
- O seu Acamir bateu em Dudu justamente por causa da Marion! - Fred bradou furioso, enquanto Marion ficou surpreso por saber que Dudu havia apanhado por sua causa. - E dona Olívia deu um pau na dona Déda por causa da própria Marion! - Fred continuou apontando para Marion que bufou furiosa por estar metida em uma grande situação mal resolvida.
- O quê? - Zoraide perguntou de olhos arregalados. - A mãe do Dudu bateu na mãe do Zinho por causa dessa garota aqui? - Zoraide perguntou, vendo que Marion estava muda pela situação que ela não sabia que tinha acontecido e tudo isso em nome dela!
- Sim, mamãe! - Fred bradou ainda furioso com a história ocorrida. - Eu fiquei sabendo tudo isso pelo Sandro! - continuou furioso com a idéia de saber que duas senhoras brigaram por causa de Marion.
- Pelo Sandro? - Zoraide fez careta, enquanto Fred arrependia - se de ter contado para a mãe, por quem ele ficou sabendo da confusão ocorrida entre as duas mulheres. - Você ficou sabendo pelo Sandro? - Zoraide continuou escandalizada e furiosa, enquanto Fred amarelava diante da mãe e Marion, por sua vez, ria da situação pela qual o irmão estava passando.
- Sua filha da puta! - Fred bradou, vendo Marion desmanchando - se em sorrisos vingativos. - Eu vou te catar agora! - Fred gritou furioso e começou a correr atrás da irmão, enquanto Zoraide, por sua vez, sentava - se e pegava seu crochê novamente para fazê - lo, enquanto Marion corria mais do que o irmão e entrava em seu quarto, fechando a porta atrás de si e aliviando - se por ver - se livre do irmão, enquanto esse esmurrava a porta do seu quarto com toda a força do mundo.
- Deixa essa desgraçada para lá, meu filho! - Zoraide bradou, vendo que o filho ficava cada vez mais nervoso. - O seu pai não faz nada em relação a ela mesmo! - Zoraide, por sua vez, deu de ombros. - E quem somos nós para tentarmos resolver? - Zoraide perguntou furiosa com a situação, pela qual os dois estavam passando.
Enquanto Marion, por sua vez, ainda estava sentada em sua cama, com o coração aos pulos!
- Eu já não aguento mais essa situação nojenta, mamãe! - Fred bradou, dando um violento murro na porta do quarto de Marion e essa até esquivou - se, com medo da porta cair e do irmão vir correndo para cima dela, mas graças a Deus, a porta não caiu e Fred, por sua vez, não tentou esmurrá - la novamente, pois não obteve nenhum sucesso em relação à isso!
- E você está aliando - se aos Sandolli, meu filho? - Zoraide perguntou, observando que Fred a olhava ainda incrédulo e nervoso.
E Fred, por sua vez, nada respondeu, retirou - se de perto da mãe, sozinha, em seus devaneios e foi correndo para o seu quarto, com o intuito de não ter que responder mais perguntas...

- Acamir, aconteceu alguma coisa hoje com você? - Olívia perguntou, colocando a mesa do jantar, enquanto o homem a olhava de olhos arregalados e surpreso.
- Não, mulher, imagine! - Acamir, por sua vez, deu de ombros, enquanto Olívia olhava para ele, com cara duvidosa.
- E você tem certeza, homem? - Olívia perguntou furiosa, e indo atrás do homem, que dirigia - se para o seu quarto, furioso.
- E por quê você está me perguntando isso, mulher? - Acamir perguntou, sem encará - la, enquanto Olívia, por sua vez, dirigia - se ao quarto do casal, junto com ele, enquanto os três garotos escutavam tudo, em silêncio.
- Porque a Dorise, sua filha, nos contou que te viram lá na porta da escola, descarregando a Marion! - Olívia explicou furiosa e encarou o marido, que engoliu em seco.
- E você acredita no que contaram para a Dorise, mulher? - Acamir explodiu, olhando Olívia com ódio. - A Dorise é simplesmente uma criança! - Acamir continuou nervoso com a mulher, que olhou para ele surpresa. - E você ainda acredita no que uma criança fala? - Acamir continuou furioso com a mulher, tentando defender - se da situação, pela qual ele havia passado e estava recordando no momento.
- Mas não foi somente a Dorise, que contou isso para nós! - Olívia, por sua vez, encarou ao marido, que nada dizia, apenas engolia em seco. - O Cacio foi perguntar para a Sonda, apenas para confirmar o que foi comentado e a Sonda, por sua vez, confirmou toda a história para ele! - Olívia bradou furiosa, e Acamir, por sua vez, amarelou, vendo que o comentário já havia crescido mais do que ele estava pensando. - E agora? - Olívia perguntou de braços cruzados e enfrentando ao marido que estava tentando recompor - se do susto que havia levado. - O quê você tem a dizer, Acamir? - Olívia perguntou com pouco caso, enquanto o homem nada respondia, pois não conseguia nem sequer engolir a sua saliva que a sua boca mal produzia, por causa do seu maldito nervoso e estava pronto a entregar todo o ouro, mas antes, ele tinha que defender - se! - E você vai dizer que Acácio também é uma criança e que eu também não devo acreditar nele? - Olívia perguntou mais furiosa ainda e colocando o marido contra a parede.
- O Cacio não pode ficar com a Sonda! - Acamir bradou impaciente, querendo fugir do assunto, enquanto Olívia olhava para ele, de braços cruzados e pronta para brigar. - A Marion é uma garota que precisa de ajuda e ela até parece que não tem família, pois todos a deixaram para lá! - Acamir bradou, encarando Olívia, que não estava engolindo a explicação do marido. - E eu vou até falar para o Cacio ir lá na casa dela, para ajudá - la em seus estudos, porque ela me falou que provavelmente repetirá de ano, mulher! - Acamir, por sua vez, explicou nervoso, enquanto Olívia engolia em seco, de tamanho nervoso que estava passando.
E aquilo tudo foi a glória para Acácio, que sem saber o "porque" seu coração acelerou e sua face esquentou, e seus dois irmãos, por sua vez, olharam desconfiados para ele.

- Uhn, você vai ajudá - la a passar de ano, Cacio? - Dorise perguntou com um enorme sorriso sarcástico e não obteve resposta, pois Acácio, por sua vez, mal conseguia falar alguma coisa.

- E você que pensa que eu vou permitir com que o meu filho vá até aquela maldita casa para ajudar àquela maldita garota a passar de ano! - Olívia bradou sob os olhares furiosos do homem que só faltava voar encima dela, para defender a sua querida Marion.
- Então, quem vai ajudá - la a passar de ano, Olívia? - Acamir perguntou nervoso. - Ela já perdeu um ano! - bradou, no mesmo tom, enquanto Olívia, olhava furiosa para ele.
- Ela tem irmão, homem e se eles quiserem, ele que ajudem! - Olívia continuou furiosa com o marido, que olhava também furioso para ela. - E no mínimo, lá, naquela maldita casa, eles já estão acostumados com o desleixo de Marion pelos estudos! - Olívia continuou furiosa com o marido, que olhava para ela, engolindo em seco. - E outra coisa! - Olívia encarou ao marido. - Ela está com outra família e você não tem nada a ver com isso! - Olívia gritou furiosa para que os três filhos escutassem, com o intuito de que eles pudessem descobrir todas as falcatruas feitas pelo pai.
- A Marion está com outra família? - Acácio perguntou baixinho, enquanto os dois irmãos olharam surpresos para ele.
- Essa eu não entendi! - Dudu bradou meneando a cabeça em negativa.

- Então, Olívia! - Acamir, olhou furioso para a mulher e com vontade de esganá - la, de tanta raiva que sentiu. - Eu vou trazê - la para a nossa casa! - Acamir bradou, vendo Olíva de boca aberta com o que ouviu do marido e o coração de Acácio, por sua vez, começou a acelerar - se mais ainda, ao pensar em Marion na sua casa, bem pertinho dele e Dorise, por sua vez, crispou os lábios de raiva só de pensar em ter que dividir as suas coisas com a garota que ela mais odiava!
- O quê, Acamir? - Olívia, por sua vez, perguntou furiosa, enquanto Acamir olhava para a mulher todo sorridente e feliz pela idéia que havia tido em relação à garota, que estava abandonada, ao ver dele. - Você está louco, Acamir? - Olívia continuou incrédula e não querendo acreditar no que tinha ouvido da boca maldita do marido. - E você acha que eu vou permitir que aquela garota, fruto de um amor proibido, entre aqui em minha casa e durma na mesma cama que os meus filhos dormem? - Olívia continuou indignada com o marido, que olhava furioso para ela. - E coma nos mesmos pratos que os meus filhos comem? - Olívia perguntou ainda mais indignada com a situação provocada pelo marido, que continuava furioso com ela.
- Fruto de um amor proibido? - Dudu perguntou de olhos arregalados, enquanto o coração de Acácio, acelerava - se ainda mais ao saber da situação pela qual sua mãe estava passando em relação à Marion.
- Agora, eu estou conseguindo ligar as coisas! - Dorise bradou, fazendo gestos de ligar um dedo no outro, enquanto os dois irmãos olhavam surpresos para a garota, que logo calou - se.
- Cale a sua boca, Olívia! - Acamir gritou bem mais alto do que a mulher, ao passo que os dois filhos levantavam - se para acudir a mãe, caso o pai batesse nela. - Você não pode ficar falando as coisas em alto e bom tom! - Acamir continuou furioso com Olívia, que nada respondeu, apenas, ficou olhando furiosa para o marido. - Olha as crianças, eles não precisam saber de nada! - Acamir continuou nervoso e Olívia, por sua vez, bufava de raiva do marido.
- Então, não faça nada que os faça saber, porque eu já estou cansada dessa história! - Olívia, por sua vez, olhou furiosa para o marido, que engolia em seco, com medo dela contar a verdade para os três filhos que ele tanto amava. - E eu estou cansada também, de ouvir brigas e desavenças entre os garotos, por causa dela! - Olívia reclamou, ainda nervosa com a situação, pela qual seus filhos passavam, por causa de Marion. - Agora, eu espero que você não tenha agido com ela, do jeito que você agiu com a Zulma! - Olívia bradou, ainda encarando ao marido, que ficou vermelho de raiva e louco para acertar - lhe um violento tapa na cara, mas só não fez isso, porque despertaria mais ódio ainda na mulher e também mais intrigas entre seus filhos, que poderiam odiá - lo, por causa de Marion.

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