Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

terça-feira, 17 de abril de 2012

A Notícia...

- Besteira! - Acácio respondeu furioso.
- Mas eu estava defendendo a Dorise, que ficou com medo de brigar com a Coelhinho! - Sonda replicou furiosa, enquanto Acácio olhava feio para ela.
- A minha irmã não precisa da sua defesa, Sonda! - Acácio continuou furioso. - Qualquer coisa ela tem a minha mãe que a defende! - Acácio continuou, olhando feio para Sonda, que nada respondia. - E no mínimo a minha mãe já está sabendo de tudo! - Acácio continuou no mesmo tom de fúria. - Tudo por causa da bobeira da cola da tabuada do cinco! - Acácio ficou encarando Sonda, que ficou furiosa com a situação que se seguia diante dele. - A Dorise vai acabar repetindo de ano, se ela continuar bobeando do jeito que ela está! - Acácio bradou, encarando Sonda, que continuava surpresa com a atitude do namorado. - E a retenção de Dorise, vai ser o fim para a nossa família! - Acácio bradou, esperando uma resposta lógica de Sonda, coisa que ele não iria conseguir da prima.
- E por acaso você está me culpando, Acácio? - Sonda perguntou, em tom de cobrança.
- Não pela besteira da cola da tabuada do cinco, por que isso é culpa exclusiva de Dorise! - Acácio, por sua vez, continuou ríspido. - Mas pela besteira da briga com a Coelhinho, sim! - Acácio afirmou furioso, enquanto Sonda, por sua vez, tirava conclusões erradas da situação.
- Eu não tenho culpa de nada, Acácio! - Sonda bradou ríspida e retirou - se, enquanto Acácio ficou contemplando a namorada sumir, furiosa com a situação.

E Sonda, por sua vez, chegou da escola e nem notou a cara feia da mãe, que estava sentada em seu divã, e quando a mãe sentava - se em seu divã, alguma coisa de errado tinha...
- Mãe, o que a senhora está fazendo aí, sentada em meu divã? - Sonda perguntou, olhando para a mãe, que logo levantou - se furiosa. - Mamãe, isso não está me cheirando bem! - Sonda bradou, encarando a mãe, que olhava furiosa para ela.
- Você está muito perturbada, minha filha? - Claudete perguntou ignorando o protesto da filha.
- Não, mamãe! - Sonda bradou, ainda nervosa. - E por que eu deveria estar perturbada? - Sonda perguntou ainda indignada com a atitude da mãe.
- Ainda você não se tocou, Sonda? - Claudete perguntou, furiosa, ao passo que Sonda estava boquiaberta com a reação da mãe. - Você bateu em uma garota, e quebrou os óculos dela! - Claudete bradou, apontando o dedo para a filha, acusando - a, enquanto Sonda olhava surpresa para ela. - Agora... Agora nós vamos ter que pagar os óculos da garota que você arrebentou a cara dela e acabou também, de quebra, arrebentando os óculos dela também! - Claudete continuou desafiadora. - Nós vamos ter que pagar por uma coisa que nós não fizemos! - Claudete continuou furiosa com a situação, pela qual Sonda estava fazendo todos da família passarem. - E por causa disso tudo, minha filha, a sua mesada será cortada até cobrir o valor todinho dos óculos da pobre garota! - Claudete continuou estúpida com a filha, que nada respondia, pois não tinha condições de responder para a mãe, afinal de contas, ela estava totalmente errada! - Se os óculos custarem dois meses de suspensão da sua mesada, assim será feito! - Claudete bradou ainda furiosa com a filha. - E nada de comprar doces na porta da escola e nem tampouco, gastar todinha a sua mesada, na matinê da Toco com as suas amiguinhas da escola! - Claudete bradou, em tom de crítica, enquanto Sonda estava triste e cabisbaixa pela sentença dura que a mãe estava lhe aplicando. - Eu e o teu pai, nos matamos o mês todo, para darmos uma mesada razoável para você e para o seu irmão! - Claudete continuou, olhando furiosa para a filha, que nada respondia, pois estava com vergonha daquilo tudo e pela primeira vez, Sonda encontrava - se na berlinda, assim, como ela fazia com as garotas que eram suas vítimas. - O seu irmão sabe gastar o que damos, agora, você! - Claudete apontou para a filha, ainda furiosa. - Gasta tanto, que ainda fica pedindo mais dinheiro para poder pagar as contas que deve! - bradou ainda furiosa, enquanto Sonda, por sua vez, engolia em seco, sem ter nada o que responder para a mãe furiosa.
- Mãe, não tem outra maneira de pagar esse maldito óculos que eu quebrei ao dar um murro na cara da Coelhinho Sujo? - Sonda perguntou furiosa, enquanto Claudete a olhava com mais fúria ainda.
- Não, Sonda! - Claudete deu o ultimato. - Você vai ter que pagar! - Claudete continuou furiosa com a filha, que nada dizia, pois estava procurando palavras. - E quem mandou você arrebentar a cara daquela pobre coitada? - Claudete perguntou, apontando o dedo para a filha, com muita fúria.
- Mas, mãe... - Sonda protestou, vendo que a mãe nem olhava para ela.
- E não adianta você tentar protestar contra as minhas medidas drásticas, minha filha! - Claudete bradou, com pouco caso, enquanto Sonda baixava a cabeça triste. - Aliás, Sonda, eu acho que eu deveria era de ter cortado logo a sua mesada, quando eu vi suas notas ruins, não deixar até agora, assim, quem sabe você pensaria duas vezes, antes de quebrar a cara daquela pobre coitada! - Claudete continuou furiosa com a filha, que estava triste e cabisbaixa ainda. - E você, com essa idéia de garota moderna, sempre acaba indo pelas idéias dos outros e prejudicando a si mesma! - Claudete concluiu por fim, ao passo que Sonda, já escutava tudo, sentada em seu divã.
- Quem foi que ligou para cá? - Sonda perguntou furiosa, só em pensar em ter que ficar sem a sua preciosa mesada.
- A dona Virgínia, minha filha! - Claudete continuou ríspida com a filha. - Ela já tinha dito que ligaria para cá, se acaso, você aprontasse! - Claudete continuou furiosa com a filha.
- Mas por quê ela ligou, mamãe? - Sonda insistiu em perguntar. - Eu achei que não era sério! - Sonda bradou chorosa. - Eu achei que ela iria colocar culpa em outra pessoa, menos em mim! - Sonda continuou indignada com a situação.
- A dona Virgínia prometeu que me ligaria e ela jamais colocaria a culpa em outra pessoa, somente para te deixar ilesa, minha filha! - Claudete continuou furiosa, já sabendo que Sonda queria colocar a culpa em qualquer outra pessoa, para sair - se bem, novamente. - E amanhã eu vou lá na sua escola, pegar a garota para mandar fazer óculos novos para ela! - Claudete prometeu, olhando bem no fundo dos olhos da filha, que estava furiosa com a idéia da mãe dar óculos novos para a Rafaela com o custo da sua preciosa mesada.
- Maldita Coelhinho! - Sonda praguejou entre dentes.
- E agora você está chamando a garota de "maldita", por causa de uma tremenda falha sua? - Claudete continuou furiosa com a filha. - E outra coisa... - Claudete bradou furiosa com Sonda, que apenas a olhava com toda a atenção do mundo. - Eu não quero mais saber de briguinhas idiotas suas, com as demais garotas da escola! - Claudete bradou em tom de ameaça. - Eu até acho que estou criando uma mulher selvagem que no futuro, vai arrancar o couro de todo mundo, e com as mesmas atitudes que tem na escola! - Claudete continuou no mesmo tom, ao passo que Sonda, pela primeira vez, a olhava assustada, e Claudete nunca tinha agido dessa maneira com a filha, e Sonda, por sua vez, achava que a mãe estava estrapolando um pouco com ela, pois ela sempre agira assim, e nunca... Nunca ninguém dizia nada!
E Sonda, por sua vez, até achou que tinha estrapolado um pouco, em relação à briga com a Coelhinho, mas ainda... Ainda tinha que acertar a cara de Marion, de Nina e de Bunnie, e enquanto ela não conseeguisse, ela não sossegaria, principalmente em relação a acertar a cara de Marion, pois seu ódio crescia cada vez mais, pela bela garota.
Sonda, por sua vez, saiu correndo de perto da mãe e foi trancar - se em seu quarto, ao passo que Claudete sentava - se novamente em seu divã a fim de meditar sobre os famosos erros da filha.
Sonda, por sua vez, agiu dessa maneira, pela primeira vez em toda a sua vida, já que sempre chegava toda feliz e energética, por ter batido em uma garota e extravasado todas as suas energias ruins.
Agora, ela deitou - se em sua cama e chorou copiosamente, arrependida por tudo o que tinha feito, afinal de contas... Isso tinha mexido com a sua mesada e mexeu com a sua mesada, mexeu com a sua vida econômica!

- Muito bem, meus filhos! - Olivia bradou furiosa, ao ver seus três filhos chegarem da escola, e de uma vez só e Dorise, por sua vez, ficou fazendo ora na casa de uma amiga, porque estava morrendo de medo de chegar em casa e de levar bronca da sua mãe, pelo que aconteceu na escola com ela. - Eu não acredito que por causa de uma maldita cola da tabuada do cinco, veio trazer tantas desavenças assim, não é, Dorise? - Olívia perguntou, olhando feio para a filha, que nada respondeu. - E o que você tem a dizer sobre isso, minha filha? - Olivia, por sua vez, perguntou bem firme para a filha, que baixou a cabeça rapidinho, por tamanha vergonha que sentiu. - Fez a sua prima comprar a briga e arrebentar os óculos de uma pobre garota que não tem dinheiro para comprar um novo! - Olivia continuou indignada com a filha, que nada dizia, ao passo, que Acacio e Dudu olhavam - se, loucos para dar sonoras gargalhadas da cara da irmã que olhava para a mãe, feito besta, e sem ação nenhuma, como ela costumava ficar, para tentar defender - se de seus erros. - E dessa vez, dona Dorise, você não vai abrir a boca para se defender, porque eu não vou te perdoar, nem eu e nem seu pai, que já está sabendo, que tem uma filha burra, que cola a tabuada do cinco para tentar passar de ano! - Olivia continuou, toda ressentida, enquanto Dorise, baixava a cabeça triste. - Dorise, tente se esforçar, para não levar rótulos de burra, você é mais burra do que a própria Marion! - Olivia fez careta, enquanto Acacio olhava furioso para a mãe, enquanto seu pobre coração acelerava - se e sua face tingia - se de carmesim e Dudu, por sua vez, percebeu a reação do irmão e concluiu rapidamente, que o irmão estava apaixonado pela garota em questão. - E se você repetir de ano, eu e seu pai, que sempre detestamos esse tipo de coisas, vamos ficar tristes e revoltados contra você, minha filha, e não vamos nunca mais falar de ninguém, porque vamos ter em casa também, um exemplar de filha repetente que nem tampouco sabe a tabuada do cinco! - Olivia, por sua vez, apontou para Dorise, que nada respondeu, pois estava com medo da mãe. - Agora, eu espero que aquele maldito daquele Fred, não coloque isso no maldito do jornalzinho da escola! - Olivia, por sua vez, continuou nervosa, com a situação, pela qual a filha estava passando e colocando a família também, enquanto Acácio e Dudu, por sua vez, riam da bronca que Dorise estava levando da mãe. - Olha, meus filhos, eu detesto estar chamando a atenção de vocês, porque se um leva bronca, outros ficam aí, cochichando e rindo da cara daquele que está levando a bronca! - Olívia, por sua vez, continuou furiosa pela atitude dos dois filhos, que logo calaram - se e retiraram - se, indo para o respectivo quarto, para comentar sobre a suposta bronca que Dorise estava levando, dando muitas gargalhadas, gostando da bronca que a irmã estava levando da mãe. - Ih, eu não sei não, minha filha, mas é bem capaz do seu pai dar aquela violenta surra que deu em Dudu, em você! - Olivia, por sua vez, benzeu - se, enquanto Dorise, sentiu vontade de chorar e esconder - se. - E infelizmente eu não vou poder interceder por você, minha filha! - Olivia bradou penalizada, enquanto Dorise, só de imaginar que levaria a mesma surra que o irmão levou, arrepiou - se e quis fugir dali naquele momento, sua boca secou e ela até sentou - se, ainda nervosa pela situação, que havia ocorrido com ela, e arrependeu - se, de não saber a tabuada do cinco.
- Mamãe, eu prometo para a senhora, que vou estudar a tabuada do cinco, se a senhora desmentir tudo para o papai! - Dorise prometeu, olhando sério para a mãe, que olhava surpresa para ela.
- O quê? - Olivia perguntou indignada. - Como é, minha filha? - Olívia continuou no mesmo tom. - Você está querendo que eu minta para te safar de uma tremenda surra? - Olívia continuou furiosa com a idéia absurda da filha e Dorise, que ia caminhando para o seu quarto, até voltou - se preocupada e com a boca seca, de tanto medo que ela estava de levar aquela violenta surra que Dudu levou.

E não demorou muito, Acamir, por sua vez, chegou em casa, todo cabisbaixo e triste, derrotado pelo destino que sua filha mais nova teria.
Enfim, passou a mão pelos cabelos, como Acácio, seu filho primigênito sempre fez, e Dorise, por sua vez, até arrepiou - se ao ouvir o barulho do pai, entrando na garagem da sua casa, e começou a chorar antecipadamente, pois seu medo era muito, e esse choro antecipado, era para que seu pai tivesse pena dela e não batesse nela, como deveria ser...
- Onde está a Dorise? - Acamir perguntou entrando com tudo, dentro de casa.
- Ela está no quarto dela, Acamir! - Olivia respondeu com medo do que poderia acontecer com a filha. - Mas veja bem o que você vai fazer com a garota, hein? - Olivia bradou, até largando a faca que cortava a carne encima da pia e foi atrás do marido, que estava dirigindo - se para o quarto da filha.
- Ih, papai chegou e agora a Dorise toma um tremendo de um pau! - Acácio bradou, levantando - se e indo até a porta do seu quarto, para escutar o que estava acontecendo com a sua irmã.
- Papai, perdoe - me! - Dorise pediu, implorando, e olhando para o pai, com cara de pena. - Foi sem querer, é que eu não sabia direito a tabuada do cinco! - Dorise tentou desculpar - se com o pai, quando o viu apontando na porta do seu quarto, e Acamir, por sua vez, não se comovia, pelo jeito meigo que a filha apresentava - lhe, pois olhava para ela com seriedade e raiva.
- Como você pode participar de uma encrenca dessa, Dorise? - Acamir perguntou ríspido, vendo que Dorise logo sentou - se, calada. - Eu fiquei sabendo que os pais de Sonda cortaram a mesada dela, até cobrir as despesas dos óculos, e isso vai acontecer com você também! - Acamir, por sua vez, deu o ultimato, enquanto Dorise estava cabisbaixa e triste, por perder a sua mesada, não tanto pelos óculos da pobre garota.
- E só a minha mesada será cortada? - Dorise perguntou furiosa.
- Mas é claro, minha filha! - Acamir respondeu seco. - Ou você quer que eu corte também a mesada do Cacio e do Dudu? - Acamir perguntou ainda ríspido com a filha, que nada respondia no presente momento.
- Sim, eu gostaria! - Dorise, por sua vez, respondeu ríspida, enquanto Acamir, olhava surpreso para a filha, sem ao menos acreditar nas palavras que ela proferia no presente momento.
- Jamais seus irmãos vão pagar pelos seus erros! - Acamir, por sua vez, respondeu ríspido e com um sorriso sarcástico nos lábios. - Porque quem errou foi você! - continuou furioso, enquanto Dorise baixava a cabeça triste. - Eu nunca pensei que eu, um dia, eu passaria por isso! - continuou reprovando a atitude perversa da filha, que estava cabisbaixa e triste. - Que vergonha, Dorise! - Acamir, por sua vez, baixou a cabeça, em ponto de chorar, e Olivia, por sua vez, sentiu pena do marido. - Eu saio para trabalhar todos os dias, e um belo dia eu estou no meu serviço, tranquilo, quando a sua mãe me liga falando que a minha única filha, que eu achava que era tão inteligente, está colando a tabuada do cinco, e até a prima entrou na confusão para interceder por ela! - Acamir continuou falando, para que Dorise sentisse pena dele. - Tudo por causa desse seu maldito medo de enfrentar aos outros! - continuou furioso com a filha, que nada dizia. - A garota achou a folha que o Cacio quis se livrar para te ajudar, mas o seu irmão também errou! - bradou, olhando para Olivia, que ainda estava na porta do seu quarto. - Porque ele tinha que trazer a cola para nos mostrar, assim, pelo menos nós tentaríamos resolver essa maldita situação, entre nós e ninguém precisava de ficar sabendo, minha filha! - Acamir olhou penalisado pela atitude da filha e Dorise, por sua vez, quis esconder - se do mundo, pois seu pai sentia pena da sua atitude e isso, para ela, foi pior do que levar aquela violenta surra que Dudu levou. - E nada disso poderia cair na boca do povo! - Acamir continuou olhando sério para a filha, que ainda estava cabisbaixa. - Agora... Agora vai sair até no maldito jornalzinho da escola! - Acamir coçou a cabeça, de tão preocupado que ficou com a história sobre a cola da tabuada do cinco. - Escrita por aquele maldito daquele Fred! - Acamir bradou furioso, assustando a filha, que não havia pensado sobre isso. - Filha... Se você reprovar, vai ser o nosso fim!!! - Acamir bradou, fazendo suspense, enquanto Dorise chorava copiosamente. - Já pensou, Dorise! - Acamir continuou assustando a filha, que nada respondia, pois ela só chorava. - No meio dos Sandolli, uma garota repetente? - continuou falando para que a filha se arrependesse enquanto era tempo. - Agora, minha filha, não adianta você chorar, porque eu não vou te bater, como você e sua mãe estão pensando! - Acamir, por sua vez, olhou para a filha e para a mulher, quase que ao mesmo tempo. - Mas você vai ficar sem mesada o mesmo tempo que a sua prima! - Acamir, por sua vez, continuou, furioso e o coração de Olivia aliviou - se, ao saber que Dorise, sua amada filha, não levaria a violenta surra que Dudu levou! - E se você repetir de ano, minha filha, aí sim, a promessa de ficar sem mesada, será durante um ano! - Acamir apontou o dedo para a filha, qeu calou - se na hora, com medo da promessa que o pai estava fazendo, concretizar - se. - Isso, até você aprender a tabuada do cinco e passar com dez em matemática! - Acamir continuou furioso com a filha, que nada respondia. - E se você não passar com dez em matemática, a sua mesada será cortada para sempre, minha filha! - Acamir prometeu, vendo que a filha esfregava os olhos e chorava ainda mais, de tanto medo que estava da desgraça que o pai anunciava, concretizar - se.

E o dia seguinte amanheceu, e as mães e os pais já se faziam apostos na diretoria da escola, com suas respectivas filhas e Dorise, por sua vez, estava de olhos inchados de tanto chorar e com medo da extensão do problema que havia criado.
- Ela não tem dinheiro para comprar óculos novos! - Virgínia anunciou, olhando feio para Sonda, que engolia em seco e Claudete, por sua vez, prontificou - se em ir com a garota e sua respectiva mãe, que também estava suja e mal cuidada como a filha, por também não tomar banho.
- Para mim, tudo bem! - Claudete bradou simpática e conforme ela se mexia, exalava seu perfume gostoso, suave e importado, enquanto a mãe da Coelhinho, olhava feliz para ela, sorridente, e sem os dentes da frente. - Independente do preço dos óculos, pode deixar que eu pago e desconto da mesada da minha filha! - Claudete, por sua vez, apontou para Sonda, que ainda engolia em seco e começou a chorar, totalmente imune e Rafaela, por sua vez, em sua inocencia, não entendia o "porque" de Sonda estar totalmente desprotegida em frente à sua mãe. - Olha só o que você fez na cara da coitada da garota, minha filha! - Claudete, por sua vez, apontou para Rafaela, enquanto Sonda, por sua vez, olhava de rabo de olhos e constatava que tinha deixado a garota em frangalhos. - Você até parece demoníaca! - Claudete bradou indignada com o feito da filha. - Por quê você faz isso com as pessoas, minha filha? - Claudete perguntou ainda furiosa com a filha, que nada respondia, pois estava com medo e vergonha.
E a mãe de Rafaela, nada dizia, por medo de falar errado, mas ria, olhando para Sonda e Dorise, mostrando aquela boca sem dente.
- Tudo por causa de uma maldita cola de matemática, não é Dorise? - Virgínia perguntou, olhando feio para a garota que nada respondeu. - Você acabou colocando a sua prima em confusão, junto com essas garotas aí! - apontou para Eleomara e Nina. - E se não fosse a Bunnie ver, logicamente, sem dúvida, esta garota estaria morta! - depois apontou com a caneta para Rafaela, que ainda estava cabisbaixa. - Porque a Sonda bateria nela até matá - la! - concluiu ainda furiosa e olhou bem feio para Sonda, que nada dizia a respeito da situação pela qual ela estava passando. - Já que a Sonda é boa de briga mesmo, só não é boa de boletim! - bradou ainda furiosa com a garota que nada respondia.
Acamir e Olivia, ainda estavam envergonhados com a atitude extrema da filha, que chorava copiosamente, e ainda cabisbaixa, com medo de levar uma violenta surra dos pais, e Sonda, por sua vez, só olhava para a cara da prima, ainda furiosa com o que havia acontecido.
- Bom... - Claudete bradou ainda sem pensar. - Eu vou reparar o erro da minha filha! - Claudete bradou, retirando - se da sala, junto com a mãe de Rafaela, saíram em busca de um bom oculista que passasse óculos descentes para a pobre da garota. - Vá para a sua sala estudar, Sonda, e não pense mais em brigas, pelo amor de Deus! - Claudete ainda pediu, com a cabeça na porta da diretoria, enquanto Sonda nada dizia, apenas olhava chateada para a mãe, e logicamente, temendo por perder o seu bem mais precioso... A sua mesada!!!
- E eu não quero notas ruins, filha, pelo amor de Deus! - Clóvis ainda pediu chateado e os pais retiraram - se.
Claudete, em busca dos óculos novos da garota e Clóvis foi para o seu consultório atender aos seus pacientes.
- Desculpe - nos, dona Virgínia! - Acamir pediu chateado. - A senhora sabe que além de Dorise, eu tenho mais dois filhos aqui! - Acamir, por sua vez, continuou falando, para que a diretora soubesse que ele, além de Dorise, tinha mais dois filhos brilhantes.
- Mas é claro, seu Acamir! - Virgínia olhou feliz para ele. - E como eu sei... - continuou sorridente e simpática, enquanto Olívia a olhava de cara feia. - O Cacio e o Dudu são garotos excelentes! - continuou feliz. - Não tem nada a ver com a Dorise, só a aparência física, é claro! - bradou, olhando para Olívia, que ainda olhava de cara feia para ela. - Garanto que eles sabem a tabuada do cinco de cor e salteado! - continuou sorridente e apertou a mão de Acamir e depois a mão de Olívia, que ainda estava furiosa com a situação pela qual a mulher estava fazendo - a passar. - Não é Dorise? - perguntou, olhando furiosa para a garota, que nada dizia, enquanto seus pais saíam cabisbaixos da sala.

- Aquela desgraçada daquela mulher, estava dando bola para você, Acamir! - Olívia bradou ao entrar no carro.
- Ah, então é por isso que você está me olhando de cara feia, Olívia? - Acamir perguntou furioso. - Que nada! - continuou chateado, enquanto Olívia, continuava de cara feia. - A dona Virgínia vai dar bola é para o supervisor de ensino, não para mim, que sou um reles mortal, dono de padaria! - Acamir continuou furioso com a mulher. - Eu não sei o "porque" dessa insegurança toda, Olívia! - Acamir continuou ríspido com a mulher, que nada respondia. - A Dorise nos dá mais trabalho do que os nossos dois garotos! - continuou furioso e Olívia, por sua vez, não disse mais nada, para não provocar mais discórdias entre ela e o marido.

E Rafaela, por sua vez, ganhou óculos novos e caríssimos!
Adorou a armação dos seus óculos novos, e também tinha um óculos aprovado pelo oculista, e de armação novíssima!!!
E isso custou muito para Sonda, quatro meses da sua mesada e ponto final... E também, ao receber a sentença de Claudete, Acamir por sua vez, aderou, deixando Dorise também, quatro meses sem sua preciosa mesada...

E no dia seguinte, todos ficaram admirando os óculos novos de Rafaela, até mesmo Dorise e Sonda, que ficaram olhando de longe, enquanto algumas garotas cercavam Rafaela para admirar os óculos novos e caríssimos da pobre coitada, enquanto Sonda e Dorise ainda não sabiam que tinham perdido quatro meses de suas respectivas mesadas.
E Rafaela percebeu que na sua vida, ela teria que apanhar muito na cara, para poder trocar seus óculos velhos por óculos novos e ainda ter um dinheirinho a mais para o seu bolso tão pobre assim...
E Sonda e Dorise, até sentiram inveja, pois a garota estava sendo muito paparicada por algumas garotas que não gostavam nem dela e nem de Dorise, inclusive Bunnie, que estava toda sorridente e satisfeita, fazendo festa para a pobre garota, que ficou feliz e surpresa.

- Quanto custaram aqueles malditos óculos, mamãe? - Sonda perguntou chegando em casa toda esbaforida.
- Quatro meses da sua mesada, minha filha! - Claudete respondeu ríspida, enquanto Sonda crispava os lábios de raiva da mãe. - Mas não será só você que vai ficar sem mesada, filha! - Claudete bradou, olhando sério para a filha, que bufava de raiva.
- A Dorise também vai ficar sem mesada, o mesmo tempo que eu, mamãe? - Sonda perguntou ainda furiosa.
- Sim, porque eu já comuniquei ao Acamir e ele vai providenciar o mesmo castigo seu! - Claudete continuou olhando sério para a filha que nada dizia.
- E a Dorise vai ficar sabendo disso somente quando o tio chegar em casa! - Sonda bradou, dando as costas para a mãe e indo para o seu quarto, louca para poder averiguar se Dorise iria ou não ficar sem a sua mesada, mas teria que esperar seu tio chegar, dar o veredito para Dorise e ir embora aí sim, aí ela ligaria para a prima e ficaria sabendo se o mesmo castigo que foi aplicado a ela, foi também aplicado para a prima.
E Sonda sentou - se em sua cama e suspirou triste, porque os óculos caros e novos de Rafaela, não custaram só dois meses de sua mesada, como era de previsto, mas sim, longos quatro meses de sua mesada!

- A Claudete me ligou, falando que os óculos da garota, custaram quatro meses da mesada de Sonda! - Acamir bradou entrando em casa e sentando - se em seu lugar, enquanto Olívia colocava o restante da mesa do almoço e Dorise, por sua vez, já estava sentada em seu lugar de costume.
- O quê? - Dorise perguntou surpresa. - Quatro meses da mesada dela? - perguntou já sabendo que o mesmo castigo aplicado em Sonda, seria aplicado nela também.
- Acamir, você deveria relevar e deixar a Dorise apenas dois meses sem a mesada! - Olívia, por sua vez, tentou intervir pela filha, deixando - a sorridente e feliz, enquanto ele a olhava sarcástico e furioso.
- Não senhora! - Acamir explodiu, assustando Olívia e Dorise. - A Dorise vai ficar os quatro meses que Sonda vai ficar sem mesada! - Acamir continuou furioso, entristecendo a garota, que ficou cabisbaixa. - E eu não vou aliviar o castigo de ninguém não, porque ela tem que aprender a ser gente! - Acamir bradou, apontando o dedo para a filha que nada respondeu, apenas ficou cabsibaixa, com medo de levar uma violenta surra do pai e Acácio e Dudu riram do veredito final que o pai havia dado para ela.
Almoçaram em silêncio e Dorise, por sua vez, sentiu vontade de chorar, mas acabou segurando - se e depois que o pai saiu, ela foi chorar em seu quarto em silêncio para que ninguém percebesse.

E Sonda, por sua vez, sentada em seu divã, logo após o almoço, estava coçando as mãos para ligar para a prima e calculou mais ou menos o horário da saída do tio e pegou o fone e começou a discar para a casa de Dorise, com o intuito de averiguar, se ela ficaria ou não sem a sua mesada.
- Quatro meses sem mesada, prima? - Sonda perguntou, ao ouvir o "alô" desmilinguido da prima.
- Sim! - Dorise confirmou chateada, enquanto Acácio, por sua vez, passava pela sala e parava para escutar a conversa da irmã. - Você ficou sabendo agora, também, Sonda? - Dorise, por sua vez, perguntou ansiosa.
- Não, eu fiquei sabendo primeiro do que você! - Sonda bradou ainda chateada.
- A minha mãe tentou aliviar o meu castigo, mas o meu pai não concordou! - Dorise bradou chateada.
- A tia Olívia é mais do que mãe, valorize muito ela! - Sonda aconselhou - a.
- Então nós estamos juntas nessa, não é? - Dorise perguntou, ansiosa por uma resposta positiva da prima.
- Sim, infelizmente estamos juntas nesse castigo horrível que vai me custar quatro meses sem meus luxos! - Sonda bradou desanimada.
- Eu também, Sonda! - Dorise, bradou chateada.
E ambas desligaram o telefone juntas.

- Olha só! - Sonda bradou ao comprar o jornalzinho e viu que nele estava exposta a cola que Dorise havia feito da tabuada do cinco e a mensagem era bem significante e dizia assim... "Dorise cola a tabuada do cinco na prova de matemática e Sonda quebra a cara de Rafaela por causa disso!" e a foto de Rafaela estava estampada com a cara toda arranhada e ainda por cima ela estava chorosa por causa da situação que acabou sendo submetida. - Dorise, você está chorando aqui no jornalzinho, olha! - Sonda mostrou a página que estava estampado o choro de Dorise e essa, por sua vez, nem tampouco queria olhar enquanto cada pessoa passava para entrar na escola olhava para o jornalzinho e via a notícia estampada e depois comentava uma com a outra, e enquanto as pessoas comentavam, elas olhavam para as duas garotas e ainda riam da cara delas, e Sonda, por sua vez, ficava furiosa com a situação que estava ocorrendo com elas, e enquanto as pessoas comentavam que Dorise nem tampouco sabia a tabuada do cinco e que Sonda tinha quebrado a cara de Rafaela, a fim de defender a prima do mal entendido, pois a tal nem ao menos sabia defender - se sozinha.
- Filho da puta daquele Fred! - Dorise praguejou furiosa e entre lágrimas. - Aquele maldito deixou para publicar essa notícia, depois de dois dias do ocorrido! - continuou furiosa com aquela publicação indesejada, que ela mal esperava que pudesse acontecer, mas no fim, acabou acontecendo.
- Ele esperou sentar a poeira para depois a notícia fazer sucesso novamente, isso daí é marketing daquele crápula! - Sonda comentou com raiva, enquanto Dorise olhava para ela, enxugando as suas lágrimas, satisfeita pela defesa da prima.
- Aí, vocês duas! - Acácio, por sua vez, bradou, aproximando - se da prima e da irmã, com outro exemplar do jornalzinho na mão, enquanto as duas olhavam surpresas para ele, inclusive Sonda. - A mãe e a tia vão ficar sabendo que a maldita notícia foi publicada pelo jornalzinho da escola! - Acácio bradou furioso, enquanto as duas olhavam surpresas para ele. - O Sandro também comprou um jornalzinho e vai falar com o Fred, porque ele ficou furioso com o que o cara fez com a nossa família! - Acácio anunciou com desdém e indignado por Fred ter publicado a notícia maldita, e retirou - se rapidamente, antes que Sonda aproximasse dele e começasse a falar qualquer outra coisa sobre a notícia publicada pelo jornalzinho da escola.

- O quê foi isso, cara? - Sandro perguntou, aproximando - se de Fred, ainda com o jornalzinho na mão e mostrando - lhe a notícia publicada. - Você se esqueceu que eu sou seu amigo, cara? - Sandro continuou indignado, enquanto Fred dava aquele sorriso sarcástico, bem típico dele.
- Cara, tudo que acontece na escola, sendo sobre a sua família ou não, eu tenho que publicar, senão o pessoal reclama e vai até achar que é proteção! - Fred deu de ombros e depois tentou defender - se.
- Eu agora estou acabando de crer que sua amizade não me serve, assim como os meus pais sempre me disseram. - Sandro continuou olhando sério para o garoto falso, que continuava exibindo - lhe aquele maldito sorriso sarcástico. - Eu acho que você que diz ser meu amigo, deveria não ter publicado essa maldita notícia! - Sandro continuou chateado com o garoto, que olhou para ele com desdém, enquanto aglomeravam - se em busca de uma nova briga, o famoso "pau" que todos diziam na época.
- E você não acha que se eu não publicasse a notícia, as pessoas não julgariam como proteção? - Fred perguntou sério.
- Não, simplesmente soaria como lealdade a um amigo, oras! - Sandro, por sua vez, deu de ombros, enquanto Fred continuava olhando - o com desdém.
- Lealdade sim, falsidade não! - Fred bradou ríspido. - As pessoas querem saber de todos os acontecimentos que ocorrem na escola! - Fred continuou ríspido e furioso, vendo a hora que Sandro acertaria um violento murro em sua cara, e esse vendo - se obrigado a revidar também.
Mas Sandro acabou segurando - se para não acontecer mais baixaria, porque se ele fosse como Sonda, com certeza, já teria rendido ao Fred um estridente tapa na cara que até arrancaria sangue do seu nariz, e foi o que Sonda, que assistia à discussão dos dois garotos, de longe, pensou que o irmão iria fazer, mas logo decepcionou - se com a atitude pacífica do irmão.

- O Sandro tem sangue de barata! - Sonda bradou furiosa. - Eu acho que ele não é gente não! - Sonda continuou furiosa com a situação que ela estava contemplando entre os dois garotos. - Porque se fosse eu, no mínimo arrancaria sangue do nariz dele e não deixaria isso barato não! - Sonda continuou furiosa. - E se ele revidasse, eu rolaria no chão com ele e daria tremendos arranhões na cara dele para render mais uma noticiazinha para esse jornalzinho de merda aí! - Sonda bradou ainda mais furiosa, enquanto Dorise só olhava para ela, temendo que ela fosse até o primo e tentasse resolver a situação com Fred.

- Eu vou deixar para lá, porque eu estou começando a te conhecer, cara! - Sandro continuou furioso com Fred, que só olhava para ele com desdém, enquanto ele retirava - se furioso, deixando Fred ali, absorto em seus pensamentos e Acácio, que estava junto com Sandro, ainda olhou feio para Fred, e Sonda, por sua vez, retirou - se com Dorise, e todos foram para a sala, comentando sobre a situação ocorrida entre os dois garotos.

- A minha mãe vai ficar furiosa, quando ela ler esse maldito desse jornalzinho! - Acácio bradou, indo para a sala, junto com seu primo Sandro, que nada dizia, apenas engolia em seco, chateado com a situação ocorrida.

- Mamãe, venha ver! - Sandro bradou, ignorando Sonda e mostrando o jornalzinho para a mãe, que olhou - o surpresa. - A briga da Sonda com a Coelhinho, rendeu uma página inteira no jornalzinho da escola! - Sandro anunciou, mostrando o jornalzinho para a mãe, que pegou - o assustada, depois de ter visto a primeira página.
- Meu Deus do céu! - Claudete admirou - se e olhou feio para Sonda, que nada dizia. - Olha só o que você e sua prima fizeram! - continuou indignada. - E ainda por cima, a sua prima está levando fama de burra, porque colou a tabuada do cinco, na prova de matemática! - Claudete continuou indignada e furiosa. - Mas que vergonha! - continuou chateada e envergonhando - se do que tinha acontecido, largou o jornalzinho na mesa e foi correndo para o seu quarto, chorar de vergonha da filha briguenta e da sobrinha burra!

- Você está vendo no que dá, você resolver tudo na mão, Sonda? - Sandro olhou furioso para a irmã que também ficou furiosa com ele.
- E você está vendo no que dá andar com o Fred e ainda por cima ter sangue de barata? - Sonda perguntou, atacando ao irmão, que olhou surpreso para ela.
- Sangue de barata? - Sandro perguntou furioso.
- É, sangue de barata, sim! - Sonda replicou, no mesmo tom do irmão, que continuava olhando surpreso para ela. - Se fosse eu, no mínimo daria um tremendo de um bofetão na cara daquele maldito Fred, e ainda por cima arrancaria sangue do nariz dele, mas você não! - Sonda apontou furiosa para o irmão, que nada respondia, pois ainda estava surpreso pela atitude da irmã. - Seu sangue de barata! - Sonda apontou o dedo para a cara do irmão, que continuava olhando surpreso para ele. - Você é um tremendo de um bichona mesmo! - Sonda continuou furiosa, enquanto Sandro até mudava de cor e disfarçava para não acertar um violento murro na cara da irmã.
- Bichona? - Sandro perguntou furioso e louco para dar um murro na cara da irmã. - Como ousa falar assim de mim? - Sandro continuou furioso com Sonda, que nada respondia, apenas olhava feio para ele.
- É mesmo! - Sonda concordou com pouco caso. - Pelo que eu vi lá, só faltou você agarrar o Fred e dar um tremendo beijo de língua nele! - Sonda, por sua vez, continuou desafiando ao irmão, que continuava surpreso com a atitude da irmã. - Você saiu até de perto para não fazer isso, pelo menos foi o que eu e Dorise notamos! - Sonda continuou furiosa com a atitude do irmão.
- Eu vou te partir ao meio, sua desgraçada! - Sandro bradou, correndo atrás de Sonda, que começou a correr também, a fim de não ser pega pelo irmão. - Como você ousa me chamar de "bichona", só porque eu não quis dar um pau no cara? - continuou furioso com a irmã que oferecia - lhe um sorriso sarcástico. - Eu deixei para lá, a fim de não ter outro escândalo! - Sandro defendeu - se, ainda furioso, ao parar de correr atrás da irmã, que ainda estava com medo dele retomar a corrida atrás dela. - A nossa família já está cheia de escândalos! - Sandro continuou furioso com a irmã, que continuava olhando furiosa para ele.
- Ah, agora eu entendi! - Sonda olhou furiosa para ele, meneando a cabeça positivo. - Então quer dizer que você prefere dar um pau em mim, do que dar um pau em Fred? - Sonda perguntou, ainda indignada. - Somente porque você quer descontar em mim, tudo que você teve medo de descontar em Fred! - Sonda continuou furiosa com o irmão que olhava também furioso para ela, e engolindo em seco, pronto para atacá - la.
- O quê está acontecendo aqui? - Claudete, por sua vez, apareceu, para limpar a barra de Sonda. - Sonda, pelo amor de Deus, você não vai mais se meter em confusão! - Claudete bradou ainda nervosa com a filha.
- Mas mamãe, eu fiquei indignada com a atitude do Sandro, ele não bateu em Fred, tudo isso, porque ele é um tremendo sangue de barata! - Sonda bradou ainda furiosa. - E seu filho é uma bichona! - Sonda bradou, desvencilhando - se do irmão, que estava pronto para bater nela, enquanto, Claudete, a pobre mãe, estava servindo de escudo entre os dois filhos.
- Eu não acredito! - Claudete bradou, sentindo a filha passar por ela com tudo, como se fosse um foguete indo à lua!
- Mamãe, eu vou bater nessa garota, se ela começar a me provocar assim, desse jeito! - Sandro bradou, ainda furioso com Sonda, que olhava para ele, já da porta do seu quarto. - Ela pensa que eu sou da laia dela que dá sonoros tapas na cara das outras pessoas, para arrancar sangue do nariz dela e dizer depois que ganhou a briga! - Sandro bradou ainda furioso com a atitude de Sonda.
- Eu gostaria mesmo de saber o que fazer com a Sonda, mas infelizmente eu ainda não sei o que fazer com ela! - Claudete bradou, olhando sincera para o filho, que olhava para ela, com toda a atenção do mundo, colocando - se no lugar da sua mãe. - Eu tenho até vontade de colocá - la em um colégio interno, mas só de imaginar que ela pode até bater nas freiras, eu tenho um tremendo desgosto! - Claudete bateu a cabeça triste e Sandro, por sua vez, até sentiu dó da mãe. - Eu não estou criando uma moça delicada, estou criando uma tremenda de uma nocauteadora! - Claudete continuou olhando furiosa para Sonda, que nada dizia, enquanto Sandro, por sua vez, ria de Sonda, que olhava furiosa para ele. - Se você visse a cara da garota que apanhou dela, era de se assustar! - Claudete arrepiou - se só em lembrar - se do estado que estava a cara de Rafaela. - Eu até conclui essa noite, que Sonda faz parte do demo! - Claudete, por sua vez, benzeu - se, enquanto Sonda, por sua vez, baixava a cabeça triste, enquanto Sandro ria.
- Eu vi, mamãe, aqui no jornalzinho! - Sandro apontou bem na página que mostrava Rafaela chorando e com o rosto todo arranhado pelas unhas finas de Sonda.
- Pelo amor de Deus! - Claudete benzeu - se, ao ver novamente o jeitinho triste de Rafaela, por ter sido nocauteada por Sonda. - Guarde esse maldito jornalzinho e não o mostre ao seu pai! - aconselhou -o, enquanto Sandro olhava surpreso para ela. - Eu não estou disposta a ver essa cena maldita novamente, nunca mais! - Claudete bradou nervosa. - Esses óculos quebrados pela sua irmãzinha, me rendeu um bom dinheiro! - continuou chateada com a situação, pela qual Sonda tinha colocado sua família. - E ainda rendeu quatro meses sem mesada para Sonda e para Dorise! - Claudete bradou, apontando para a filha, que ainda estava cabisbaixa e triste.
- Gostei da atitude da senhora e do tio Acamir! - Sandro bradou feliz e retirou - se, indo para o seu quarto e deixando a mãe sozinha ali, sentada no divã de Sonda.




- Olha aqui, mamãe, a sua filha está mais famosa do que a própria Miss Universo! - Acácio bradou, mostrando o jornalzinho para a mãe, que olhou - o surpresa.


- Dorise, vá para o seu quarto! - Olívia bradou, apontando para o quarto da filha que levantou - se rapidinho, pronta para ir até seu quarto. - Castigo para você, porque você e sua prima estão envergonhando muito a nossa família! - Olívia, por sua vez, continuou nervosa com a filha, que estava cabisbaixa e triste. - E todo mundo deve estar dizendo por aí, que você nem parece irmã do Acácio e do Dudu, porque você é pobre de inteligência, minha filha! - Olívia bradou furiosa, chamando - a de burra e Dorise, por sua vez, ficou triste com a colocação furiosa da mãe e foi para o seu quarto cabisbaixa e triste. - E tudo isso porque você estava fazendo cola, justo da tabuada do cinco, minha filha! - Olívia bradou, choramingando. - A tabuada mais fácil do mundo! - continuou choramingando, enquanto Dorise nada respondia.


- É assim que se fala, mamãe! - Acácio bradou vendo a mãe coçar o rosto, sentada em frente à mesa, preocupada, e escutou o carro do marido aproximando - se da garagem da sua casa, enquanto Acácio mais que depressa retirou - se rapidinho, em direção ao seu quarto, pois estava evitando ao pai, desde a carona proibida que o pai havia dado para sua amada Marion e todos ficaram pensando coisas feias de Marion, menos ele, que pois a culpa no pai, é claro!




- Olha aqui, Acamir, o que a sua filha sempre nos apronta! - Olívia bradou, ao ver o marido entrar e mostrou - lhe o jornalzinho, enquanto Acamir olhava - o indignado.


- Eu não acredito, Olívia! - Acamir bradou, com o olhar reprovador. - A sua filha é muito burra mesmo! - continuou furioso com a atitude da filha. - Eu até tenho vergonha em dizer que a Dorise é minha filha! - Acamir bradou, deixando a mulher triste com o que ele havia dito sobre a filha, e Acamir, por sua vez, até soltou o jornalzinho no chão, e foi para o quarto do casal, ao passo que Olívia, ainda pegava o jornalzinho do chão, e escondia - o de todo mundo, para que ninguém mais pudesse vê - lo e comentar sobre a sua filha, que estava estampada ali no jornalzinho da escola e logo na primeira página!


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