E quando eles chegaram no meio da roda, Acácio, por sua vez, não acreditou no que estava vendo, e até apertou a mão de Bunnie, tamanho o nervoso que sentiu, e Bunnie, por sua vez, adorou a situação, pois Acácio protegia - se, segurando em suas mãos.
Sua mãe estava rolando no chão com a mãe de Bunnie, que ficou totalmente desesperada com a cena que via... Duas mulheres engalfinhando - se no chão, parecendo até duas cadelas no cio...
- Mãe!!! - bradou Acácio, desesperado com a cena que via. - Páre com isso, pelo amor de Deus! - continuou apavorado com o que via e tentou agarrar na roupa da mãe, mas sem sucesso, pois Claudete o puxou, para que ele não fizesse nada para detê - las e deixasse assim, as duas mulheres se resolverem.
- Deixe - as! - Claudete bradou ainda nervosa, enquanto Acácio olhava assustado para a tia.
- Tia, a senhora vai deixar a minha mãe se matar ou matar a dona Deda? - Acácio, por sua vez, ficou olhando para a tia que também olhou furiosa para ele e olhou também para Bunnie, que continuava apavorada com a situação que se seguia.
- Não, pelo amor de Deus, pelo amor de São Vito, párem com essa baixaria! - Bunnie bradou num sotaque italiano e com a mão na cabeça, em sinal de apavoramento, enquanto Acácio, por sua vez, olhava encantado para a bela garota.
Sonda e Dudu passaram pela roda, com muito sufoco e chegaram ao meio muito ofegantes e ninguém separava as duas mulheres que estavam se engalfinhando no chão e grunhindo com muita fúria.
- Mamãe! - Sonda chamou a mãe ofegante. - O quê está acontecendo? - continuou perguntando nervosa, sem ao menos perceber a Bunnie, ao lado de seu namorado.
- Sonda! - Dudu bradou ainda assustado e de olhos arregalados, ao ver que era sua mãe que estava brigando. - Uma catástrofe! - continuou nervoso, enquanto Sonda olhava surpresa para ele. - Venha ver! - continuou, puxando Sonda, desanimado, e quase querendo chorar.
- Não! - Claudete gritou, chamando a filha, que ia aproximando - se das duas mulheres que estavam brigando. - Ela vai para casa estudar! - Claudete interviu, olhando feio para a filha, que olhava surpresa para a mãe. - Ela vai para casa estudar, porque ela não está indo bem na escola, ao contrário de você e de seus dois irmãos! - Claudete apontou furiosa para a filha, que também olhou furiosa para ela.
- Sinto muito, mamãe, você não mandou em mim o tempo todo e não é agora que você vai mandar! - Sonda retrucou, deixando a mãe espantada e pegou na mão do primo, que ainda estava apavorado com a situação e foi até o meio da roda, onde as duas mulheres ainda estavam brigando.
- Não, eu não acredito no que está acontecendo! - Sonda bradou colérica, ao ver as duas mulheres já de pé, ainda retalhadas pela briga.
- Pelo amor de São Vito! - Bunnie continuou apavorada e ainda de mãos dadas com Acácio que chorava apavorado com a situação, enquanto Sonda olhava feio para a garota, e seu olhar era aquele de quem ia matar e Bunnie, por sua vez, nem se importava, Acácio chorava apavorado e ela também estava apavorada com a situação que se seguia.
- Eu não acredito no que está acontecendo! - Sonda bufou furiosa. - Mas isso tudo é por culpa da porca da Marion, eu juro que amanhã ela me paga!!! - Sonda bradou entre os dentes e ainda olhando feio para Bunnie, que nem estava se importando com a situação. - Você está ouvindo o que eu estou falando, Dudu? - Sonda perguntou ainda apavorada, enquanto Dudu respondia com um aceno positivo de cabeça.
- Você vai começar uma briga com a Bunnie? - Dudu perguntou, contemplando os dois de mãos dadas, enquanto Sonda olhava furiosa para a garota oferecida.
- Daqui a pouco, deixa acalmar a situação aqui, entre a sua mãe e a mãe dela, que depois nós vamos conversar bem alto e em bom tom, sobre essa maldita dessa situação! - Sonda bradou furiosa e olhando feio para a garota, que chorava feito uma vaca louca.
- Acácio, pelo amor de São Vito, eu vou desmaiar, e você vai me segurar, porque eu nunca vi mamãe metida em baixaria assim, desse jeito! - Bunnie continuou chorando sem parar e olhou para Sonda, que continuava olhando furiosa para ela.
- Pois desmaie! - bradou Sonda, indo para cima da garota, que olhou surpresa para ela.
- Sonda! - Claudete chamou a filha, ao pressentir o que estaria por vir. - Ai meu Deus, outra confusão não! - bradou preocupada e percebendo o que a filha iria fazer contra a outra garota.
- Solta o meu namorado agora, sua vagabunda! - Sonda bradou furiosa e com os lábios crispados de raiva da garota, que olhava para ela com um sorriso provocante, pois tinha parado de chorar. - Eu vou desmanchar esse seu sorriso de piranha! - Sonda bradou, acertando um violento tapa na cara da garota, que com o impacto, foi ao chão e assim, soltou da mão de Acácio, que olhou surpreso para ela e Sandro por sua vez, a pegou do chão e a amparou, ainda sob os olhares furiosos de sua irmã Sonda. - E se você não tem possibilidades de arrumar um namorado, não encosta as suas barbatanas de piranha encima do meu namorado não! - e todos que estavam prestando a atenção na briga entre as duas mulheres, já prestavam a atenção na briga entre as duas garotas.
Bunnie ficou lá ainda chorando, e sendo amparada por Sandro, que resolveu deixá - la ali para amparar a tia que ainda olhava furiosa para Deda.
- Sonda, minha filha, pelo amor de Deus, eu pensei que você fosse criar outro caso! - Claudete bradou ainda olhando feio para a filha que nada respondeu.
- Eu só não criei caso, mamãe, porque ela não criou, porque se ela tivesse criado, aí sim, a coisa ia ficar feia! - Sonda continuou olhando feio para Bunnie, que nada dizia, pois tinha levado a pior.
E a briga já ia começar novamente, porque Olívia foi logo dando uma rasteira em Deda, vendo que Deda devolvia novamente, pois a confusão já tinha acabado, mas Olívia queria continuar com a briga, e Olívia, por sua vez, que era mais pesada, foi ao chão e Deda, com mais vantagem, pulou encima de Olívia e as duas começaram a briga novamente, enquanto Bunnie e Dorise começaram a gritar e a chorar feito duas loucas de pedra.
- O quê está acontecendo aqui? - Zinho perguntou entrando no meio da roda com tudo e levantando a mãe que estava encima de Olívia, enquanto a última, por sua vez, levantava - se sozinha.
- Tudo por culpa do assaltante do Zinho! - bradou Olívia, olhando feio para o garoto que olhava de olhos arregalados para ela, que também estava lambusada de ovos e tomates, fora os arranhões e beliscões que tomou da mulher gorda, mas também devolveu e os devolveu bem devolvidos.
Mas Olívia estava bem pior, além do banho de ovos e tomates, ela trazia as roupas bem surradas e rasgadas, com o rosto todo arranhado e ensanguentado e logo Zinho constatou com um enorme sorriso, que estava vingado de Dudu, pela sua mãe, e olhou sorridente para Dudu, que por sua vez, fechou a cara para ele.
E Deda, por sua vez, só trazia a blusa rasgada e um pedacinho da bermuda também, pela violência dos chutes de Olívia.
- E você tem filhos insuportáveis e metidos a rico, que ninguém do bairro os suporta! - bradou Deda olhando com ódio para a mulher e pensando que estiva pior do que ela.
- Pelo menos os meus filhos são inteligentes! - Olívia bradou ainda furiosa com Deda, e sentiu uma coisa quente escorrendo por sua face, mas achou que fosse o suco do tamate que Deda havia tacado nela, no calor da briga, e jamais pensou que fosse sangue.
- E daí? - Deda deu de ombros, ainda furiosa com Olívia. - Os meus filhos podem ser o que for, mas não precisam da mamãezinha para defendê - los! - Deda continuou furiosa com a mulher, que olhava sarcástica para ela. - Porque eles sabem muito bem se defender, ao contrário dos seus, Olívia! - Deda continuou furiosa, vendo que Olívia olhava provocante para ela, e essa última, sentiu vontade de bater mais ainda na mulher gorda.
- É mesmo? - Olívia bradou com pouco caso. - Mas que interessante! - continuou fazendo pouco caso da outra mulher. - Você cria um futuro assaltante e uma futura prostituta! - Olívia continuou no mesmo tom de fúria, sob os olhares furiosos de Deda.
- Olha aqui, dona Olívia, tudo menos isso! - Deda apontou o dedo na cara da mulher, que olhava para ela com um enorme sorriso sarcástico. - Fale de mim e não dos meus dois filhos! - continuou furiosa com a outra mulher, que olhava para ela com sarcasmo e nem tampouco incomodando - se com a fúria da rival.
- "Tudo menos isso", o quê? - gritou Sonda aproximando - se ao ver que a tia iria continuar a discussão e logo Deda amarelou, vendo que Sonda havia entrado na discussão.
- Ninguém aqui, está falando com você, Sonda! - bradou Bunnie, indo para o meio da roda, sem medo algum de Sonda, que por sua vez, ficou olhando furiosa para a garota que resolveu enfrentá - la naquele momento.
- Mas eu estou falando com a sua mãe, Bunnie! - Sonda bradou furiosa, enquanto a garota olhava no mesmo tom para ela. - E desde quando você entra na roda para interromper a discussão entre a minha tia e a sua mãe? - Sonda segurou nos braços da garota, com muita fúria, enquanto essa a encarava também no mesmo tom de fúria.
- E então, por quê você está defendendo a sua tia, se eu não posso nem defender a minha mãe? - Bunnie soltou - se de Sonda, ainda indignada com a situação que ela estava vendo a sua mãe passar. - E desde quando a sua tia pode falar assim da gente? - Bunnie perguntou, ainda indignada com a situação.
- Desde já! - Sonda bradou ainda furiosa. - Você se dói, não gosta que ninguém fale da sua profissão, não é, Bunnie? - Sonda perguntou sarcástica, enquanto Bunnie olhava furiosa para ela.
E todos os presentes já não prestavam mais a atenção na discussão, entre as duas mulheres, agora prestavam a atenção na briga entre as duas garotas, ao passo que as duas mulheres olhavam preocupadas com as duas garotas.
- E você também não pode falar nada sobre isso, Sonda! - bradou Bunnie devolvendo para Sonda.
- Mas eu sou de um garoto só e você que é de tantos? - Sonda bradou, olhando sério para Acácio, que acabou fazendo uma cara estranha. - E você ainda pede dinheiro para os caras, que aceitam aos seus favores, apenas para se manter e ainda por cima tenta roubar os namorados das outras! - Sonda continuou furiosa com a garota, que estava do mesmo jeito que ela. - Os garotos desse bairro, já sabem como você é, por isso que você não consegue os namorados que você quer roubar das outras! - Sonda continuou furiosa com a garota, que olhava para ela boquiaberta, e para a surpresa de Sonda, Bunnie acertou um violento tapa na cara dela, que por sua vez, foi para cima de Bunnie, atacando com violentos tapas, beliscões, e Bunnie, por sua vez, também reagia, devolvendo - lhe também os violentos tapas e beliscões.
E enquanto Claudete estava apavorada pelo fato de a filha estar brigando na rua, Acácio dava violentas gargalhadas no meio da rua e muita gente achava estranha essa atitude do garoto.
- Acácio! - Claudete chamou - o ainda nervosa. - Separe - as! - ordenou, vendo que o garoto nem se importava com a briga entre as duas garotas.
E Acácio, por sua vez, obedeceu a tia, e acabou por separar a briga entre as duas garotas, que estavam tentando uma derrubar à outra no chão, junto com seu primo Sandro, que sempre separava as brigas dos outros.
E as duas mulheres começaram a brigar novamente, causando um caos total na rua, ao passo que as duas garotas ainda viam a suposta briga entre as mulheres ainda ofegantes, pois tinham acabado de brigar.
E ao perceber que estava acontecendo alguma coisa errada, Sandro foi ate o meio da roda, todo assustado, pois estava com medo do negócio ter virado contra a sua mãe.
- Será que elas estão brigando novamente? - Acácio perguntou apavorado, e deixando as duas garotas paradas, uma de frente para a outra.
- A Sonda e a Bunnie já brigaram e agora a minha mãe novamente com a dona Deda! - Acácio reclamou acompanhando ao primo que ia para o meio da roda, tentar separar a mãe e a vizinha.
- Então vamos separá - las, cara! - Sandro bradou assustado, enquanto Acácio também o seguia.
Acácio e Sandro foram separar as duas mulheres, que já estavam no chão novamente, brigando.
E um agarrou na cintura gorda de Olívia e o outro, agarrou na cintura gorda de Deda e Zinho, por sua vez, somente para garantir, que as duas não se pegassem novamente, acabou enfiando - se no meio das duas, arriscando a tomar uns bons tapas, mas de nada adiantou, pois acabou levando tapas das duas mulheres que tentavam estapear - se novamente.
- Mamãe, amanhã a Marion me paga! - Sonda olhou furiosa para a mãe, que olhava surpresa para ela.
- Não se preocupe, minha filha, porque amanhã, essa garota aí não vai mexer com você! - Claudete bradou, não entendendo a quem Sonda estava se referindo.
- Não, não é de Bunnie, que eu estou falando, mamãe, eu estou falando da Marion! - Sonda bradou entre dentes, enquanto Claudete olhava surpresa para ela.
- Minha filha, não vá brigar novamente! - Claudete aconselhou, ainda nervosa, e Sonda, por sua vez, não deu ouvidos para os conselhos da mãe, pois sabia que a mãe só queria o seu bem, mas ela queria era quebrar a cara de Marion, assim como ela tinha quebrado a cara de Bunnie.
E Claudete, por sua vez, foi para o meio da rua, não suportando mais o que estava acontecendo entre as duas mulheres, foi lá tirar Zinho, que apanhava das duas mulheres, feito um louco, e dava risadas, pois os tapinhas que davam nele, para ele, não doiam e até Dudu foi ao meio da roda, para tentar acabar com aquela maldita briga entre as duas mulheres.
- Sua desgraçada! - bradou Olívia ainda debatendo - se e tentando soltar - se do filho, que a segurava com muita força, pois já não aguentava mais, pelo peso da mãe.
- Desgraçada é você, que não sabe nem educar aos seus filhos! - bradou Deda também debatendo - se e tentando soltar - se de Sandro, que praticamente era levado pela mulher, de um lado a outro, afinal de contas, eles não tinham força de homens adultos, pois eram apenas garotos.
- Mamãe, vamos entrar, porque o pai já está para chegar e ele não vai gostar dessa situação! - Acácio, por sua vez, tentou aconselhar a mãe que ainda debatia - se nervosa pela situação, na qual se encontrava.
E Dorise, por sua vez, já tinha pegado a chave que havia caído no chão, por causa da briga, e abriu o portão de casa, enquanto Acácio, por sua vez, tentava puxar a mãe para dentro, a fim de acabar logo com aquela briga, ao passo que as pessoas, aos poucos, iam dispersando - se por causa do término da briga entre as duas mulheres e ainda por cima saíam comentando sobre a briga entre as duas mulheres.
E enfim, Deda foi para sua casa, com seus dois filhos, Bunnie e Zinho, que ficaram curando suas poucas ataduras.
- Ai, meu Deus, como arde! - reclamou Deda, sentada na cadeira da cozinha, ao passo que os filhos curavam suas poucas ataduras.
- Como começou essa briga, mamãe? - Bunnie perguntou mais calma, limpando os machucados da perna da mãe, que reclamava da dor com muita raiva.
- Foi a Olívia quem começou, eu a convidei para vir aqui amanhã à noite, mais agora eu nem sei como eu vou fazer! - Deda bradou desanimada, enquanto Bunnie sorria, compreendendo a situação pela qual a mãe estava passando.
- Não se preocupe não, mamãe! - Bunnie bradou amável, enquanto a mãe olhava satisfeita para ela. - Isso passa e o ano que vem, quando eu fizer aniversário novamente, a senhora me dá outra festa! - Bunnie continou sorridente e feliz, enquanto Deda olhava surpresa para ela. - E a senhora não precisa nem ficar nervosa, pois eu dou um jeito, no domingo, eu vou à matinê da Toco, com algumas amigas e está tudo resolvido! - explicou Bunnie, deixando a mãe mais satifeita e mais calma.
- O Dudu mexeu com a Marion novamente, e eu, como sempre, a defendi, discutimos e eu deduzo que foi o Cacio quem acabou contando para a mãe dele, porque só tinha ele e o Sandro ali, separando a nossa suposta briga! - Zinho comentou chateado, enquanto a mãe e a irmã olhavam supresas para ele.
- Pelo amor de Deus, Zinho, estude e páre com essas briguinhas! - Deda bradou com lágrimas nos olhos e Zinho, por sua vez, só olhava para a mãe, que estava naquela situação, e o seu coração até doeu e ele nunca aprendia mesmo!
- É sim, Zinho, e foi por sua culpa que a nossa mãe entrou nessa baixaria! - bradou Bunnie, olhando furiosa para o irmão que não gostou dela ter se metido no meio da conversa entre ele e a mãe.
- Cale - se, Bunnie! - Zinho bradou ainda furioso com a irmã que olhava incrédula para ele. - Você também rolou na rua com a Sonda, por causa do Cacio, o namorado dela! - Zinho continuou furioso com a irmã dele, que continuava olhando incrédula para ele. - Ou você pensa que eu não te vi de mãos dadas com ele? - Zinho a condenou com o olhar acusador, ao passo que Bunnie olhava para ele boquiaberta.
- É, mas a mãe não brigou por minha causa! - Bunnie bradou sarcástica, indo para o seu quarto, ainda furiosa, ao passo que Zinho também ficou furioso com a atitude da irmã.
- E daí que ela não brigou por sua causa, Bunnie? - Zinho bradou furioso, e querendo continuar a discussão com a irmã, que voltou - se furiosa.
- Você só sabe defender aquela garota horrorosa! - Bunnie voltou - se e colocou a sua cabeça na porta do seu quarto, ainda furiosa com o irmão.
- Garota horrosa, não! - Zinho bradou com o dedo para cima. - A Marion é uma coitada, que todo mundo mexe com ela! - Zinho continuou furioso com a irmã.
- E daí? - Bunnie deu de ombros. - Ela tem irmão e não precisa de você para defendê - la! - Bunnie continuou furiosa.
- Tem irmão, mas o irmão dela não é de nada não, porque ele não a defende e nem nunca a defendeu! - Zinho continuou furioso com a irmã.
- E você quer fazer as vezes do Fred, Zinho? - Bunnie continuou furiosa com o irmão que olhava incrédulo para ela. - Ao invés de você me defender, você a defende? - Bunnie continuou furiosa com o irmão.
- Ah, você está com ciúmes! - Zinho bradou sorridente, enquanto Bunnie continuava furiosa com ele.
- Não, não se trata de ciúmes, Zinho! - Bunnie continuou no mesmo tom de fúria. - Se trata de bom senso! - Bunnie continuou furiosa e olhando para o irmão.
- Defender você do quê, Bunnie? - Zinho perguntou às gargalhadas. - Das garras dos caras que querem sair com você? - Zinho continuou às gargalhadas, ao passo que Bunnie olhava para ele de lábios crispados e fechando a porta atrás de si, em seu quarto.
Enquanto isso, Sonda curava as ataduras da tia, que chorava copiosamente e Dudu e Dorise, choravam histericamente, por causa da situação pela qual a mãe estava passando.
- Foi tudo por minha culpa, mãe! - Dudu continuou choramingando. - Perdoa - me, mamãe! - Dudu bradou, humilhando - se diante da mãe que olhava para ele com o olhar de misericórdia, enquanto Dudu levantava - se e ia até a cozinha, sob os olhares de Acácio, que também estava sentindo - se culpado por ter contado o fato à mãe da suposta briga entre o irmão e Zinho, mas ele não sabia o que fazia, se contava ou não, porque se ele não falasse, no mínimo Dorise falaria, já que a língua dela não parava mesmo em sua boca.
E Dudu, por sua vez, era o filho mais carinhoso de Olívia, mas a sua adoração, infelizmente era por Dorise, a filha ingrata e fofoqueira, pois ela era a garota que ela sempre quis.
- Não adianta você se desculpar Dudu! - Olívia bradou, sob os olhares surpresos de Sonda. - Não sinta - se o culpado pelo que aconteceu, pois, pelo que aconteceu, pois pelos meus três filhos, eu viro uma leoa! - bradou firme, ao passo que o garoto chorava copiosamente sentindo - se totalmente o culpado pelo que aconteceu com a mãe.
Olívia já estava na cozinha, preparando o jantar para todos, depois de toda aquela confusão, e quando ouviu o carro do marido chegando, até gelou, porque não tinha como explicar todos aqueles arranhões que ela havia levado no rosto, o olho roxo, por um soco bem dado e tentou imaginar diversas situações, para poder contar para o marido nervoso, mas nenhuma das situações pensadas, talvez colasse...
Um assalto, alguém que bateu nela por engano, enfim... Diversas idéias passaram pela cabeça da pobre mulher, mas o jeito seria falar a verdade, totalmente a verdade!
Acamir entrou e notou que a casa estava num clima estranho e queria entender o "porque" de tudo aquilo.
Até então, Olívia sempre o recebera em casa com festa, confetes e tudo mais, como nos primeiros tempos de casados...
Beijos e mais beijos, abraços e mais abraços... E agora... Agora ela estava cabisbaixa, lavando a louça e ele achou aquilo tudo muito estranho.
E logo veio na cabeça do homem, que observava a mulher gorda e praticamente sem cintura, naquele vestido vermelho e gordo que ela também usava, lavando a louça e mexendo no fogão... E o homem ficou pensando que Olívia deveria estar assim, com raiva, por causa de Zulma, mas a muito tempo, ele não via Zulma, e a saudade da outra mulher, cada vez mais aumentava, mas ele nada podia fazer em relação a isso... Pois não sabia onde estava Zulma e nem o que tinha acontecido com ela... E talvez a mulher soubesse algo sobre a bela Zulma, que sumiu do mapa mesmo, como se ela nunca tivesse existido no mundo...
- O quê está acontecendo, Olívia? - Acamir resolveu perguntar, aproximando - se da mulher, bem preocupado.
- Nada não, Acamir! - Olívia bradou, escondendo o rosto, e com medo do homem perguntar alguma coisa, sobre os arranhões que ela tinha em seu rosto.
- Nenhum beijinho? - perguntou, fazendo beicinho ainda atrás da mulher e vendo que Olívia virava a cara para ele, e esse, por sua vez, foi obrigado a virá - la e viu o aspecto do rosto da mulher e acabou dando um pulo para trás, assustando - se e Olívia, por sua vez, ficou nervosa, com a atitude do marido, olhando - o seriamente e com os olhos arregalados.
- Deixe -me! - bradou Olívia, escondendo - se do marido, e olhando aqueles enormes olhos verdes, que estavam indo para cima dos seus, ainda assustados com o que via.
- O quê foi isso no seu rosto, Olívia? - Acamir perguntou assustado, e olhando nervoso para a mulher, que ainda estava olhando intacta para ele e seu coração acelerando - se de tão nervosa que havia ficado.
- Eu e Deda acabamos brigando, Acamir! - Olívia respondeu com a voz sumida.
- O quê? - Acamir perguntou assustado. - Como é que é, Olívia? - perguntou assustado e furioso. - Na rua, vocês duas brigaram na rua? - perguntou curioso e nervoso com a mulher. - Por isso então eu vi que estava uma tremenda bagunça na rua, ovos, tomates e mais papéis picados! - Acamir continuou surpreso, enquanto Olívia olhava para ele com os lábios trêmulos.
- E aonde você acha que seria, Acamir? - Olívia perguntou, olhando - o perplexa, e agora que o marido já havia descoberto, nada mais ela podia fazer em relação a isso, então, o jeito era mesmo contar logo. - Ela tem um filho sem educação, que brigou com o Dudu! - revelou ainda nervosa, enquanto Acamir olhava incrédulo para a mulher e até sentou - se, de tão nervoso que estava, até sentou - se.
- É mesmo? - Acamir perguntou ainda nervoso com a situação, pela qual sua mulher havia passado e até cruzou as pernas ao sentar - se.
- E o filho dela brigou com o Dudu, sem ao menos ele fazer nada! - Olívia continuou contando ao marido, enquanto essa a olhava surpreso, e Olívia, por sua vez, achava que o marido estava satisfeito com a situação.
- E você tem tanta confiança assim, em seus filhos, mulher? - Acamir perguntou ainda nervoso, vendo que Olívia ainda olhava surpresa para ele.
- Ih, papai chegou! - Dudu bradou nervoso, dando um enorme salto da cama e Acácio, por sua vez, estava se arrumando para jantar com Sonda.
- Não esquenta não, cara, mamãe vai acabar te entregando! - bradou Acácio terminando de se arrumar.
- Você vai para a casa de Sonda, mano? - Dudu perguntou surpreso e com malícia, enquanto Acácio dava um sorrisinho para ele, que logo baixou a cabeça quieto.
- Vou e é só você não falar nada para o pai, você encobre aí e fala que eu estou no quarto e não é preciso falar aonde eu fui! - Acácio bradou retirando - se nas pontas dos pés, para que seu pai não desconfiasse de nada.
- E a mãe? - Dudu perguntou, vendo que o irmão já havia pulado a janela.
- A mãe já sabe de tudo! - Acácio bradou, piscando - lhe os olhos e saindo na ponta dos pés.
- O Dudu é um coitado! - Olívia bradou, ao ver o marido furioso com a situação.
E Dudu, por sua vez, escutava tudo em silêncio, pois seus pais falavam alto, tão alto, que dava para ele escutar do seu quarto.
- Coitado? - Acamir gargalhou. - Aquele seu filho? - continuou às gargalhadas, pois conhecia muito bem os filhos que tinha, ao contrário da mulher, que só os defendia, sem saber ao menos se eles aprontavam ou não... - Dudu, venha cá! - Acamir bradou furioso, ao passo que o coração de Dudu quase parou, de tão nervoso que ele ficou com a situação que poderia seguir diante dele e foi rapidinho até o pai, pois podia aprontar uma confusão se não fosse rapidinho, como ele foi.
- Não bata nele, por favor, Acamir! - Olívia choramingou preocupada, enquanto o marido a olhava de cara feia.
- Eu sou o pai dele e faço o que bem entender com ele! - Acamir respondeu estúpido e Dudu, por sua vez, tremeu de tão nervoso que ele ficou e tanto medo que ele sentiu do pai.
- Conte - me o que foi que aconteceu! - Acamir bradou, sarcástico e olhando para o garoto que até gelou quando viu o pai bem na sua frente e falando todo autoritário com ele.
E Dudu, por sua vez, estremeceu e não teve nem coragem de olhar para o pai, tamanho medo que sentia, e até baixou a cabeça e trêmulo, começou a tentar falar, enquanto Olívia, por sua vez, olhava com pena para o filho.
- Olhando para mim, Dudu! - Acamir ordenou furioso e quase deslocou o queixo do garoto, ao passo que a mãe rezava com muita fé para que o pai não batesse no filho.
- Eu e o Zinho discutimos na porta da escola, papai! - começou a falar com a boca seca, e tentava engolir a saliva que já era pouca, tamanho o medo que estava sentindo do pai bater nele, o que era bem provável, e até queria a ajuda do irmão mais velho, mas Acácio, por sua vez, não estava ali, no momento, para ajudá - lo.
- Já entendi que vocês dois brigaram na rua, e agora eu quero saber o motivo! - Acamir olhou furioso para o filho, que engoliu em seco.
- Foi por causa de uma garota, papai! - Dudu respondeu, por fim, e só conseguiu dizer "garota", sem ao menos falar o nome de Marion.
- É? - Acamir sorriu sarcástico, para alívio de Olívia, que também sorriu feliz, pensando que o marido não iria falar mais nada sobre o ocorrido, afinal de contas, Dudu havia brigado por causa de uma garota e não precisava nem falar quem era! - Filho, não vale a pena brigar com os amigos, por causa de garotas! - Acamir, por sua vez, olhou para a mulher, que bufou furiosa. - Não vê a sua mãe? - Acamir olhou furioso para a mulher e deu um sorriso sarcástico para ela. - Engordou! - bradou, olhando a cara feia de Olívia com tamanho descaso.
- É, mas eu provoquei a garota e ele veio logo tirando satisfações comigo e já nos pegamos uma vez na rua! - Dudu comentou o que não devia ter comentado para o pai, que ficou olhando incrédulo para ele e Olívia, por sua vez, achou que o filho não ia tão longe assim, como ele foi, no momento.
- A sua mãe não me contou isso! - bradou furioso, olhando para a mulher, que ainda estava surpresa, pelo fato de Dudu ter ido longe demais e esse, por sua vez, percebeu e ficou cabisbaixo e triste por sua atitude impensada.
- É que, é que... - Olívia gaguejou, diante do marido que exibia um enorme sorriso para o filho, e que já não se importava mais com a mulher.
- Não, espera, espera! - Acamir pediu, ao ver o filho retirando - se o mais rápido possível. - E quem é a garota que você provocou, meu filho? - Acamir perguntou, olhando diretamente nos olhos de Dudu que não tinha como mentir, ou tinha? Se ele quisesse, tinha...
- MM... - Dudu começou a falar, mas engoliu o restante do nome da garota, ao olhar para os olhos castanhos intensos da mãe que olhava furiosa para ele.
- E você gosta dela, e não quer falar para o pai, é isso? - Acamir já estava de joelhos perto do filho, que já estava de pé, pronto para retirar - se e trancar - se em seu quarto.
E Acamir por sua vez, estava totalmente calmo, e já não estava nervoso e isso trouxe confiança em Dudu e ele achou que deveria falar para o pai, sorriu mais calmo também, e o medo desapareceu por completo, então, ele não via o "porque" de não falar para o pai o nome da suposta garota que ele odiava tanto assim...
- Eu e o Zinho brigamos por causa da Marion Fontanni! - Dudu bradou por fim e viu que sua mãe havia levado a mãe à cabeça e o pai até suou ao ouvir o suposto nome e sua fisionomia mudou totalmente, para pior novamente, e isso fez com que Dudu se afastasse do pai, estremecendo, pois o medo havia voltado novamente.
- O que foi que aconteceu, Acamir? - Olívia perguntou, percebendo que o homem havia ficado totalmente transtornado com a revelação feita pelo filho.
- Nada, nada não, mulher! - Acamir bufou, retirando - se da cozinha estupidamente e Olívia por sua vez, ainda ficou parada ali e apoiada na pia para não cair, ao passo que Dudu também saiu, deixando - a completamente só, em seus pensamentos...
Sua mãe estava rolando no chão com a mãe de Bunnie, que ficou totalmente desesperada com a cena que via... Duas mulheres engalfinhando - se no chão, parecendo até duas cadelas no cio...
- Mãe!!! - bradou Acácio, desesperado com a cena que via. - Páre com isso, pelo amor de Deus! - continuou apavorado com o que via e tentou agarrar na roupa da mãe, mas sem sucesso, pois Claudete o puxou, para que ele não fizesse nada para detê - las e deixasse assim, as duas mulheres se resolverem.
- Deixe - as! - Claudete bradou ainda nervosa, enquanto Acácio olhava assustado para a tia.
- Tia, a senhora vai deixar a minha mãe se matar ou matar a dona Deda? - Acácio, por sua vez, ficou olhando para a tia que também olhou furiosa para ele e olhou também para Bunnie, que continuava apavorada com a situação que se seguia.
- Não, pelo amor de Deus, pelo amor de São Vito, párem com essa baixaria! - Bunnie bradou num sotaque italiano e com a mão na cabeça, em sinal de apavoramento, enquanto Acácio, por sua vez, olhava encantado para a bela garota.
Sonda e Dudu passaram pela roda, com muito sufoco e chegaram ao meio muito ofegantes e ninguém separava as duas mulheres que estavam se engalfinhando no chão e grunhindo com muita fúria.
- Mamãe! - Sonda chamou a mãe ofegante. - O quê está acontecendo? - continuou perguntando nervosa, sem ao menos perceber a Bunnie, ao lado de seu namorado.
- Sonda! - Dudu bradou ainda assustado e de olhos arregalados, ao ver que era sua mãe que estava brigando. - Uma catástrofe! - continuou nervoso, enquanto Sonda olhava surpresa para ele. - Venha ver! - continuou, puxando Sonda, desanimado, e quase querendo chorar.
- Não! - Claudete gritou, chamando a filha, que ia aproximando - se das duas mulheres que estavam brigando. - Ela vai para casa estudar! - Claudete interviu, olhando feio para a filha, que olhava surpresa para a mãe. - Ela vai para casa estudar, porque ela não está indo bem na escola, ao contrário de você e de seus dois irmãos! - Claudete apontou furiosa para a filha, que também olhou furiosa para ela.
- Sinto muito, mamãe, você não mandou em mim o tempo todo e não é agora que você vai mandar! - Sonda retrucou, deixando a mãe espantada e pegou na mão do primo, que ainda estava apavorado com a situação e foi até o meio da roda, onde as duas mulheres ainda estavam brigando.
- Não, eu não acredito no que está acontecendo! - Sonda bradou colérica, ao ver as duas mulheres já de pé, ainda retalhadas pela briga.
- Pelo amor de São Vito! - Bunnie continuou apavorada e ainda de mãos dadas com Acácio que chorava apavorado com a situação, enquanto Sonda olhava feio para a garota, e seu olhar era aquele de quem ia matar e Bunnie, por sua vez, nem se importava, Acácio chorava apavorado e ela também estava apavorada com a situação que se seguia.
- Eu não acredito no que está acontecendo! - Sonda bufou furiosa. - Mas isso tudo é por culpa da porca da Marion, eu juro que amanhã ela me paga!!! - Sonda bradou entre os dentes e ainda olhando feio para Bunnie, que nem estava se importando com a situação. - Você está ouvindo o que eu estou falando, Dudu? - Sonda perguntou ainda apavorada, enquanto Dudu respondia com um aceno positivo de cabeça.
- Você vai começar uma briga com a Bunnie? - Dudu perguntou, contemplando os dois de mãos dadas, enquanto Sonda olhava furiosa para a garota oferecida.
- Daqui a pouco, deixa acalmar a situação aqui, entre a sua mãe e a mãe dela, que depois nós vamos conversar bem alto e em bom tom, sobre essa maldita dessa situação! - Sonda bradou furiosa e olhando feio para a garota, que chorava feito uma vaca louca.
- Acácio, pelo amor de São Vito, eu vou desmaiar, e você vai me segurar, porque eu nunca vi mamãe metida em baixaria assim, desse jeito! - Bunnie continuou chorando sem parar e olhou para Sonda, que continuava olhando furiosa para ela.
- Pois desmaie! - bradou Sonda, indo para cima da garota, que olhou surpresa para ela.
- Sonda! - Claudete chamou a filha, ao pressentir o que estaria por vir. - Ai meu Deus, outra confusão não! - bradou preocupada e percebendo o que a filha iria fazer contra a outra garota.
- Solta o meu namorado agora, sua vagabunda! - Sonda bradou furiosa e com os lábios crispados de raiva da garota, que olhava para ela com um sorriso provocante, pois tinha parado de chorar. - Eu vou desmanchar esse seu sorriso de piranha! - Sonda bradou, acertando um violento tapa na cara da garota, que com o impacto, foi ao chão e assim, soltou da mão de Acácio, que olhou surpreso para ela e Sandro por sua vez, a pegou do chão e a amparou, ainda sob os olhares furiosos de sua irmã Sonda. - E se você não tem possibilidades de arrumar um namorado, não encosta as suas barbatanas de piranha encima do meu namorado não! - e todos que estavam prestando a atenção na briga entre as duas mulheres, já prestavam a atenção na briga entre as duas garotas.
Bunnie ficou lá ainda chorando, e sendo amparada por Sandro, que resolveu deixá - la ali para amparar a tia que ainda olhava furiosa para Deda.
- Sonda, minha filha, pelo amor de Deus, eu pensei que você fosse criar outro caso! - Claudete bradou ainda olhando feio para a filha que nada respondeu.
- Eu só não criei caso, mamãe, porque ela não criou, porque se ela tivesse criado, aí sim, a coisa ia ficar feia! - Sonda continuou olhando feio para Bunnie, que nada dizia, pois tinha levado a pior.
E a briga já ia começar novamente, porque Olívia foi logo dando uma rasteira em Deda, vendo que Deda devolvia novamente, pois a confusão já tinha acabado, mas Olívia queria continuar com a briga, e Olívia, por sua vez, que era mais pesada, foi ao chão e Deda, com mais vantagem, pulou encima de Olívia e as duas começaram a briga novamente, enquanto Bunnie e Dorise começaram a gritar e a chorar feito duas loucas de pedra.
- O quê está acontecendo aqui? - Zinho perguntou entrando no meio da roda com tudo e levantando a mãe que estava encima de Olívia, enquanto a última, por sua vez, levantava - se sozinha.
- Tudo por culpa do assaltante do Zinho! - bradou Olívia, olhando feio para o garoto que olhava de olhos arregalados para ela, que também estava lambusada de ovos e tomates, fora os arranhões e beliscões que tomou da mulher gorda, mas também devolveu e os devolveu bem devolvidos.
Mas Olívia estava bem pior, além do banho de ovos e tomates, ela trazia as roupas bem surradas e rasgadas, com o rosto todo arranhado e ensanguentado e logo Zinho constatou com um enorme sorriso, que estava vingado de Dudu, pela sua mãe, e olhou sorridente para Dudu, que por sua vez, fechou a cara para ele.
E Deda, por sua vez, só trazia a blusa rasgada e um pedacinho da bermuda também, pela violência dos chutes de Olívia.
- E você tem filhos insuportáveis e metidos a rico, que ninguém do bairro os suporta! - bradou Deda olhando com ódio para a mulher e pensando que estiva pior do que ela.
- Pelo menos os meus filhos são inteligentes! - Olívia bradou ainda furiosa com Deda, e sentiu uma coisa quente escorrendo por sua face, mas achou que fosse o suco do tamate que Deda havia tacado nela, no calor da briga, e jamais pensou que fosse sangue.
- E daí? - Deda deu de ombros, ainda furiosa com Olívia. - Os meus filhos podem ser o que for, mas não precisam da mamãezinha para defendê - los! - Deda continuou furiosa com a mulher, que olhava sarcástica para ela. - Porque eles sabem muito bem se defender, ao contrário dos seus, Olívia! - Deda continuou furiosa, vendo que Olívia olhava provocante para ela, e essa última, sentiu vontade de bater mais ainda na mulher gorda.
- É mesmo? - Olívia bradou com pouco caso. - Mas que interessante! - continuou fazendo pouco caso da outra mulher. - Você cria um futuro assaltante e uma futura prostituta! - Olívia continuou no mesmo tom de fúria, sob os olhares furiosos de Deda.
- Olha aqui, dona Olívia, tudo menos isso! - Deda apontou o dedo na cara da mulher, que olhava para ela com um enorme sorriso sarcástico. - Fale de mim e não dos meus dois filhos! - continuou furiosa com a outra mulher, que olhava para ela com sarcasmo e nem tampouco incomodando - se com a fúria da rival.
- "Tudo menos isso", o quê? - gritou Sonda aproximando - se ao ver que a tia iria continuar a discussão e logo Deda amarelou, vendo que Sonda havia entrado na discussão.
- Ninguém aqui, está falando com você, Sonda! - bradou Bunnie, indo para o meio da roda, sem medo algum de Sonda, que por sua vez, ficou olhando furiosa para a garota que resolveu enfrentá - la naquele momento.
- Mas eu estou falando com a sua mãe, Bunnie! - Sonda bradou furiosa, enquanto a garota olhava no mesmo tom para ela. - E desde quando você entra na roda para interromper a discussão entre a minha tia e a sua mãe? - Sonda segurou nos braços da garota, com muita fúria, enquanto essa a encarava também no mesmo tom de fúria.
- E então, por quê você está defendendo a sua tia, se eu não posso nem defender a minha mãe? - Bunnie soltou - se de Sonda, ainda indignada com a situação que ela estava vendo a sua mãe passar. - E desde quando a sua tia pode falar assim da gente? - Bunnie perguntou, ainda indignada com a situação.
- Desde já! - Sonda bradou ainda furiosa. - Você se dói, não gosta que ninguém fale da sua profissão, não é, Bunnie? - Sonda perguntou sarcástica, enquanto Bunnie olhava furiosa para ela.
E todos os presentes já não prestavam mais a atenção na discussão, entre as duas mulheres, agora prestavam a atenção na briga entre as duas garotas, ao passo que as duas mulheres olhavam preocupadas com as duas garotas.
- E você também não pode falar nada sobre isso, Sonda! - bradou Bunnie devolvendo para Sonda.
- Mas eu sou de um garoto só e você que é de tantos? - Sonda bradou, olhando sério para Acácio, que acabou fazendo uma cara estranha. - E você ainda pede dinheiro para os caras, que aceitam aos seus favores, apenas para se manter e ainda por cima tenta roubar os namorados das outras! - Sonda continuou furiosa com a garota, que estava do mesmo jeito que ela. - Os garotos desse bairro, já sabem como você é, por isso que você não consegue os namorados que você quer roubar das outras! - Sonda continuou furiosa com a garota, que olhava para ela boquiaberta, e para a surpresa de Sonda, Bunnie acertou um violento tapa na cara dela, que por sua vez, foi para cima de Bunnie, atacando com violentos tapas, beliscões, e Bunnie, por sua vez, também reagia, devolvendo - lhe também os violentos tapas e beliscões.
E enquanto Claudete estava apavorada pelo fato de a filha estar brigando na rua, Acácio dava violentas gargalhadas no meio da rua e muita gente achava estranha essa atitude do garoto.
- Acácio! - Claudete chamou - o ainda nervosa. - Separe - as! - ordenou, vendo que o garoto nem se importava com a briga entre as duas garotas.
E Acácio, por sua vez, obedeceu a tia, e acabou por separar a briga entre as duas garotas, que estavam tentando uma derrubar à outra no chão, junto com seu primo Sandro, que sempre separava as brigas dos outros.
E as duas mulheres começaram a brigar novamente, causando um caos total na rua, ao passo que as duas garotas ainda viam a suposta briga entre as mulheres ainda ofegantes, pois tinham acabado de brigar.
E ao perceber que estava acontecendo alguma coisa errada, Sandro foi ate o meio da roda, todo assustado, pois estava com medo do negócio ter virado contra a sua mãe.
- Será que elas estão brigando novamente? - Acácio perguntou apavorado, e deixando as duas garotas paradas, uma de frente para a outra.
- A Sonda e a Bunnie já brigaram e agora a minha mãe novamente com a dona Deda! - Acácio reclamou acompanhando ao primo que ia para o meio da roda, tentar separar a mãe e a vizinha.
- Então vamos separá - las, cara! - Sandro bradou assustado, enquanto Acácio também o seguia.
Acácio e Sandro foram separar as duas mulheres, que já estavam no chão novamente, brigando.
E um agarrou na cintura gorda de Olívia e o outro, agarrou na cintura gorda de Deda e Zinho, por sua vez, somente para garantir, que as duas não se pegassem novamente, acabou enfiando - se no meio das duas, arriscando a tomar uns bons tapas, mas de nada adiantou, pois acabou levando tapas das duas mulheres que tentavam estapear - se novamente.
- Mamãe, amanhã a Marion me paga! - Sonda olhou furiosa para a mãe, que olhava surpresa para ela.
- Não se preocupe, minha filha, porque amanhã, essa garota aí não vai mexer com você! - Claudete bradou, não entendendo a quem Sonda estava se referindo.
- Não, não é de Bunnie, que eu estou falando, mamãe, eu estou falando da Marion! - Sonda bradou entre dentes, enquanto Claudete olhava surpresa para ela.
- Minha filha, não vá brigar novamente! - Claudete aconselhou, ainda nervosa, e Sonda, por sua vez, não deu ouvidos para os conselhos da mãe, pois sabia que a mãe só queria o seu bem, mas ela queria era quebrar a cara de Marion, assim como ela tinha quebrado a cara de Bunnie.
E Claudete, por sua vez, foi para o meio da rua, não suportando mais o que estava acontecendo entre as duas mulheres, foi lá tirar Zinho, que apanhava das duas mulheres, feito um louco, e dava risadas, pois os tapinhas que davam nele, para ele, não doiam e até Dudu foi ao meio da roda, para tentar acabar com aquela maldita briga entre as duas mulheres.
- Sua desgraçada! - bradou Olívia ainda debatendo - se e tentando soltar - se do filho, que a segurava com muita força, pois já não aguentava mais, pelo peso da mãe.
- Desgraçada é você, que não sabe nem educar aos seus filhos! - bradou Deda também debatendo - se e tentando soltar - se de Sandro, que praticamente era levado pela mulher, de um lado a outro, afinal de contas, eles não tinham força de homens adultos, pois eram apenas garotos.
- Mamãe, vamos entrar, porque o pai já está para chegar e ele não vai gostar dessa situação! - Acácio, por sua vez, tentou aconselhar a mãe que ainda debatia - se nervosa pela situação, na qual se encontrava.
E Dorise, por sua vez, já tinha pegado a chave que havia caído no chão, por causa da briga, e abriu o portão de casa, enquanto Acácio, por sua vez, tentava puxar a mãe para dentro, a fim de acabar logo com aquela briga, ao passo que as pessoas, aos poucos, iam dispersando - se por causa do término da briga entre as duas mulheres e ainda por cima saíam comentando sobre a briga entre as duas mulheres.
E enfim, Deda foi para sua casa, com seus dois filhos, Bunnie e Zinho, que ficaram curando suas poucas ataduras.
- Ai, meu Deus, como arde! - reclamou Deda, sentada na cadeira da cozinha, ao passo que os filhos curavam suas poucas ataduras.
- Como começou essa briga, mamãe? - Bunnie perguntou mais calma, limpando os machucados da perna da mãe, que reclamava da dor com muita raiva.
- Foi a Olívia quem começou, eu a convidei para vir aqui amanhã à noite, mais agora eu nem sei como eu vou fazer! - Deda bradou desanimada, enquanto Bunnie sorria, compreendendo a situação pela qual a mãe estava passando.
- Não se preocupe não, mamãe! - Bunnie bradou amável, enquanto a mãe olhava satisfeita para ela. - Isso passa e o ano que vem, quando eu fizer aniversário novamente, a senhora me dá outra festa! - Bunnie continou sorridente e feliz, enquanto Deda olhava surpresa para ela. - E a senhora não precisa nem ficar nervosa, pois eu dou um jeito, no domingo, eu vou à matinê da Toco, com algumas amigas e está tudo resolvido! - explicou Bunnie, deixando a mãe mais satifeita e mais calma.
- O Dudu mexeu com a Marion novamente, e eu, como sempre, a defendi, discutimos e eu deduzo que foi o Cacio quem acabou contando para a mãe dele, porque só tinha ele e o Sandro ali, separando a nossa suposta briga! - Zinho comentou chateado, enquanto a mãe e a irmã olhavam supresas para ele.
- Pelo amor de Deus, Zinho, estude e páre com essas briguinhas! - Deda bradou com lágrimas nos olhos e Zinho, por sua vez, só olhava para a mãe, que estava naquela situação, e o seu coração até doeu e ele nunca aprendia mesmo!
- É sim, Zinho, e foi por sua culpa que a nossa mãe entrou nessa baixaria! - bradou Bunnie, olhando furiosa para o irmão que não gostou dela ter se metido no meio da conversa entre ele e a mãe.
- Cale - se, Bunnie! - Zinho bradou ainda furioso com a irmã que olhava incrédula para ele. - Você também rolou na rua com a Sonda, por causa do Cacio, o namorado dela! - Zinho continuou furioso com a irmã dele, que continuava olhando incrédula para ele. - Ou você pensa que eu não te vi de mãos dadas com ele? - Zinho a condenou com o olhar acusador, ao passo que Bunnie olhava para ele boquiaberta.
- É, mas a mãe não brigou por minha causa! - Bunnie bradou sarcástica, indo para o seu quarto, ainda furiosa, ao passo que Zinho também ficou furioso com a atitude da irmã.
- E daí que ela não brigou por sua causa, Bunnie? - Zinho bradou furioso, e querendo continuar a discussão com a irmã, que voltou - se furiosa.
- Você só sabe defender aquela garota horrorosa! - Bunnie voltou - se e colocou a sua cabeça na porta do seu quarto, ainda furiosa com o irmão.
- Garota horrosa, não! - Zinho bradou com o dedo para cima. - A Marion é uma coitada, que todo mundo mexe com ela! - Zinho continuou furioso com a irmã.
- E daí? - Bunnie deu de ombros. - Ela tem irmão e não precisa de você para defendê - la! - Bunnie continuou furiosa.
- Tem irmão, mas o irmão dela não é de nada não, porque ele não a defende e nem nunca a defendeu! - Zinho continuou furioso com a irmã.
- E você quer fazer as vezes do Fred, Zinho? - Bunnie continuou furiosa com o irmão que olhava incrédulo para ela. - Ao invés de você me defender, você a defende? - Bunnie continuou furiosa com o irmão.
- Ah, você está com ciúmes! - Zinho bradou sorridente, enquanto Bunnie continuava furiosa com ele.
- Não, não se trata de ciúmes, Zinho! - Bunnie continuou no mesmo tom de fúria. - Se trata de bom senso! - Bunnie continuou furiosa e olhando para o irmão.
- Defender você do quê, Bunnie? - Zinho perguntou às gargalhadas. - Das garras dos caras que querem sair com você? - Zinho continuou às gargalhadas, ao passo que Bunnie olhava para ele de lábios crispados e fechando a porta atrás de si, em seu quarto.
Enquanto isso, Sonda curava as ataduras da tia, que chorava copiosamente e Dudu e Dorise, choravam histericamente, por causa da situação pela qual a mãe estava passando.
- Foi tudo por minha culpa, mãe! - Dudu continuou choramingando. - Perdoa - me, mamãe! - Dudu bradou, humilhando - se diante da mãe que olhava para ele com o olhar de misericórdia, enquanto Dudu levantava - se e ia até a cozinha, sob os olhares de Acácio, que também estava sentindo - se culpado por ter contado o fato à mãe da suposta briga entre o irmão e Zinho, mas ele não sabia o que fazia, se contava ou não, porque se ele não falasse, no mínimo Dorise falaria, já que a língua dela não parava mesmo em sua boca.
E Dudu, por sua vez, era o filho mais carinhoso de Olívia, mas a sua adoração, infelizmente era por Dorise, a filha ingrata e fofoqueira, pois ela era a garota que ela sempre quis.
- Não adianta você se desculpar Dudu! - Olívia bradou, sob os olhares surpresos de Sonda. - Não sinta - se o culpado pelo que aconteceu, pois, pelo que aconteceu, pois pelos meus três filhos, eu viro uma leoa! - bradou firme, ao passo que o garoto chorava copiosamente sentindo - se totalmente o culpado pelo que aconteceu com a mãe.
Olívia já estava na cozinha, preparando o jantar para todos, depois de toda aquela confusão, e quando ouviu o carro do marido chegando, até gelou, porque não tinha como explicar todos aqueles arranhões que ela havia levado no rosto, o olho roxo, por um soco bem dado e tentou imaginar diversas situações, para poder contar para o marido nervoso, mas nenhuma das situações pensadas, talvez colasse...
Um assalto, alguém que bateu nela por engano, enfim... Diversas idéias passaram pela cabeça da pobre mulher, mas o jeito seria falar a verdade, totalmente a verdade!
Acamir entrou e notou que a casa estava num clima estranho e queria entender o "porque" de tudo aquilo.
Até então, Olívia sempre o recebera em casa com festa, confetes e tudo mais, como nos primeiros tempos de casados...
Beijos e mais beijos, abraços e mais abraços... E agora... Agora ela estava cabisbaixa, lavando a louça e ele achou aquilo tudo muito estranho.
E logo veio na cabeça do homem, que observava a mulher gorda e praticamente sem cintura, naquele vestido vermelho e gordo que ela também usava, lavando a louça e mexendo no fogão... E o homem ficou pensando que Olívia deveria estar assim, com raiva, por causa de Zulma, mas a muito tempo, ele não via Zulma, e a saudade da outra mulher, cada vez mais aumentava, mas ele nada podia fazer em relação a isso... Pois não sabia onde estava Zulma e nem o que tinha acontecido com ela... E talvez a mulher soubesse algo sobre a bela Zulma, que sumiu do mapa mesmo, como se ela nunca tivesse existido no mundo...
- O quê está acontecendo, Olívia? - Acamir resolveu perguntar, aproximando - se da mulher, bem preocupado.
- Nada não, Acamir! - Olívia bradou, escondendo o rosto, e com medo do homem perguntar alguma coisa, sobre os arranhões que ela tinha em seu rosto.
- Nenhum beijinho? - perguntou, fazendo beicinho ainda atrás da mulher e vendo que Olívia virava a cara para ele, e esse, por sua vez, foi obrigado a virá - la e viu o aspecto do rosto da mulher e acabou dando um pulo para trás, assustando - se e Olívia, por sua vez, ficou nervosa, com a atitude do marido, olhando - o seriamente e com os olhos arregalados.
- Deixe -me! - bradou Olívia, escondendo - se do marido, e olhando aqueles enormes olhos verdes, que estavam indo para cima dos seus, ainda assustados com o que via.
- O quê foi isso no seu rosto, Olívia? - Acamir perguntou assustado, e olhando nervoso para a mulher, que ainda estava olhando intacta para ele e seu coração acelerando - se de tão nervosa que havia ficado.
- Eu e Deda acabamos brigando, Acamir! - Olívia respondeu com a voz sumida.
- O quê? - Acamir perguntou assustado. - Como é que é, Olívia? - perguntou assustado e furioso. - Na rua, vocês duas brigaram na rua? - perguntou curioso e nervoso com a mulher. - Por isso então eu vi que estava uma tremenda bagunça na rua, ovos, tomates e mais papéis picados! - Acamir continuou surpreso, enquanto Olívia olhava para ele com os lábios trêmulos.
- E aonde você acha que seria, Acamir? - Olívia perguntou, olhando - o perplexa, e agora que o marido já havia descoberto, nada mais ela podia fazer em relação a isso, então, o jeito era mesmo contar logo. - Ela tem um filho sem educação, que brigou com o Dudu! - revelou ainda nervosa, enquanto Acamir olhava incrédulo para a mulher e até sentou - se, de tão nervoso que estava, até sentou - se.
- É mesmo? - Acamir perguntou ainda nervoso com a situação, pela qual sua mulher havia passado e até cruzou as pernas ao sentar - se.
- E o filho dela brigou com o Dudu, sem ao menos ele fazer nada! - Olívia continuou contando ao marido, enquanto essa a olhava surpreso, e Olívia, por sua vez, achava que o marido estava satisfeito com a situação.
- E você tem tanta confiança assim, em seus filhos, mulher? - Acamir perguntou ainda nervoso, vendo que Olívia ainda olhava surpresa para ele.
- Ih, papai chegou! - Dudu bradou nervoso, dando um enorme salto da cama e Acácio, por sua vez, estava se arrumando para jantar com Sonda.
- Não esquenta não, cara, mamãe vai acabar te entregando! - bradou Acácio terminando de se arrumar.
- Você vai para a casa de Sonda, mano? - Dudu perguntou surpreso e com malícia, enquanto Acácio dava um sorrisinho para ele, que logo baixou a cabeça quieto.
- Vou e é só você não falar nada para o pai, você encobre aí e fala que eu estou no quarto e não é preciso falar aonde eu fui! - Acácio bradou retirando - se nas pontas dos pés, para que seu pai não desconfiasse de nada.
- E a mãe? - Dudu perguntou, vendo que o irmão já havia pulado a janela.
- A mãe já sabe de tudo! - Acácio bradou, piscando - lhe os olhos e saindo na ponta dos pés.
- O Dudu é um coitado! - Olívia bradou, ao ver o marido furioso com a situação.
E Dudu, por sua vez, escutava tudo em silêncio, pois seus pais falavam alto, tão alto, que dava para ele escutar do seu quarto.
- Coitado? - Acamir gargalhou. - Aquele seu filho? - continuou às gargalhadas, pois conhecia muito bem os filhos que tinha, ao contrário da mulher, que só os defendia, sem saber ao menos se eles aprontavam ou não... - Dudu, venha cá! - Acamir bradou furioso, ao passo que o coração de Dudu quase parou, de tão nervoso que ele ficou com a situação que poderia seguir diante dele e foi rapidinho até o pai, pois podia aprontar uma confusão se não fosse rapidinho, como ele foi.
- Não bata nele, por favor, Acamir! - Olívia choramingou preocupada, enquanto o marido a olhava de cara feia.
- Eu sou o pai dele e faço o que bem entender com ele! - Acamir respondeu estúpido e Dudu, por sua vez, tremeu de tão nervoso que ele ficou e tanto medo que ele sentiu do pai.
- Conte - me o que foi que aconteceu! - Acamir bradou, sarcástico e olhando para o garoto que até gelou quando viu o pai bem na sua frente e falando todo autoritário com ele.
E Dudu, por sua vez, estremeceu e não teve nem coragem de olhar para o pai, tamanho medo que sentia, e até baixou a cabeça e trêmulo, começou a tentar falar, enquanto Olívia, por sua vez, olhava com pena para o filho.
- Olhando para mim, Dudu! - Acamir ordenou furioso e quase deslocou o queixo do garoto, ao passo que a mãe rezava com muita fé para que o pai não batesse no filho.
- Eu e o Zinho discutimos na porta da escola, papai! - começou a falar com a boca seca, e tentava engolir a saliva que já era pouca, tamanho o medo que estava sentindo do pai bater nele, o que era bem provável, e até queria a ajuda do irmão mais velho, mas Acácio, por sua vez, não estava ali, no momento, para ajudá - lo.
- Já entendi que vocês dois brigaram na rua, e agora eu quero saber o motivo! - Acamir olhou furioso para o filho, que engoliu em seco.
- Foi por causa de uma garota, papai! - Dudu respondeu, por fim, e só conseguiu dizer "garota", sem ao menos falar o nome de Marion.
- É? - Acamir sorriu sarcástico, para alívio de Olívia, que também sorriu feliz, pensando que o marido não iria falar mais nada sobre o ocorrido, afinal de contas, Dudu havia brigado por causa de uma garota e não precisava nem falar quem era! - Filho, não vale a pena brigar com os amigos, por causa de garotas! - Acamir, por sua vez, olhou para a mulher, que bufou furiosa. - Não vê a sua mãe? - Acamir olhou furioso para a mulher e deu um sorriso sarcástico para ela. - Engordou! - bradou, olhando a cara feia de Olívia com tamanho descaso.
- É, mas eu provoquei a garota e ele veio logo tirando satisfações comigo e já nos pegamos uma vez na rua! - Dudu comentou o que não devia ter comentado para o pai, que ficou olhando incrédulo para ele e Olívia, por sua vez, achou que o filho não ia tão longe assim, como ele foi, no momento.
- A sua mãe não me contou isso! - bradou furioso, olhando para a mulher, que ainda estava surpresa, pelo fato de Dudu ter ido longe demais e esse, por sua vez, percebeu e ficou cabisbaixo e triste por sua atitude impensada.
- É que, é que... - Olívia gaguejou, diante do marido que exibia um enorme sorriso para o filho, e que já não se importava mais com a mulher.
- Não, espera, espera! - Acamir pediu, ao ver o filho retirando - se o mais rápido possível. - E quem é a garota que você provocou, meu filho? - Acamir perguntou, olhando diretamente nos olhos de Dudu que não tinha como mentir, ou tinha? Se ele quisesse, tinha...
- MM... - Dudu começou a falar, mas engoliu o restante do nome da garota, ao olhar para os olhos castanhos intensos da mãe que olhava furiosa para ele.
- E você gosta dela, e não quer falar para o pai, é isso? - Acamir já estava de joelhos perto do filho, que já estava de pé, pronto para retirar - se e trancar - se em seu quarto.
E Acamir por sua vez, estava totalmente calmo, e já não estava nervoso e isso trouxe confiança em Dudu e ele achou que deveria falar para o pai, sorriu mais calmo também, e o medo desapareceu por completo, então, ele não via o "porque" de não falar para o pai o nome da suposta garota que ele odiava tanto assim...
- Eu e o Zinho brigamos por causa da Marion Fontanni! - Dudu bradou por fim e viu que sua mãe havia levado a mãe à cabeça e o pai até suou ao ouvir o suposto nome e sua fisionomia mudou totalmente, para pior novamente, e isso fez com que Dudu se afastasse do pai, estremecendo, pois o medo havia voltado novamente.
- O que foi que aconteceu, Acamir? - Olívia perguntou, percebendo que o homem havia ficado totalmente transtornado com a revelação feita pelo filho.
- Nada, nada não, mulher! - Acamir bufou, retirando - se da cozinha estupidamente e Olívia por sua vez, ainda ficou parada ali e apoiada na pia para não cair, ao passo que Dudu também saiu, deixando - a completamente só, em seus pensamentos...
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