Qualquer Semelhança...

Qualquer semelhança que houver com historias da sua vida ou da vida de pessoas que voce conhece, nao se esqueça que e apenas uma semelhança...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A Mentira...

- Zinho! - Marion chamou o garoto, que olhou surpreso para ela. - Eu nem li a carta que você escreveu para mim, passando - se pelo Cacio! - Marion bradou, dando um sorriso tímido para o garoto, que olhou para ela e logo baixou a cabeça triste.
- Pois é! - Zinho continuou cabisbaixo. - Eu fui influenciado a fazer esse tipo de coisa! - Zinho continuou triste.
- Influenciado? - Marion achou estranho. - Está todo mundo comentando por aí, que você é um Maria Vai com as Outras! - Marion anunciou ainda furiosa com o garoto triste e cabisbaixo.
- Eu posso ser um Maria Vai Com as Outras, como estão dizendo por aí! - Zinho olhou para Marion, ainda com os olhos vermelhos, pois estava querendo chorar. - Mas não se esqueça que eu faço tudo isso por você, Marion! - Zinho declarou - se para a garota, que olhou furiosa para ele. 
- Por mim? - Marion perguntou às gargalhadas. - Eu não acredito, Zinho! - Marion continuou furiosa com o garoto, que olhava surpreso para ela. - Você fez tudo isso! - Marion olhou furiosa para Zinho, que nada dizia. - Me fez chorar como uma louca somente para dizer que fez tudo isso por mim? - Marion perguntou furiosa com o garoto, que nada dizia, apenas a olhava, engolindo em seco, pois não acreditava na fúria da garota. - Aquela Cleide é louca! - Marion continuou olhando furiosa para o garoto. - Realmente, eu fiquei sabendo que foi ela quem planejou tudo isso! - Marion continuou olhando furiosa para o garoto, que nada dizia. - Agora, será que a Cleide fez tudo isso, porque ela também está na disputa pelo Cacio? - Marion perguntou de olhos arregalados, só em pensar na idéia de que a garota também estava na disputa pelo seu amado, assim como muitas...
- Não é nada disso que você está pensando, Marion! - Zinho olhou furioso para Marion, pois a conversa estava sendo desviada para o lado da pessoa que ele menos queria! - Eu fiz um trato com ela, de que eu iria arrumar um namorado para ela! - Zinho respondeu indignado com a proposta de Cleide.
- O quê? - Marion perguntou indignada com a proposta feita pela garota. - A Cleide nem consegue arrumar namorado sozinha? - Marion continuou surpresa e indignada.
- Mas eu achei essa idéia dela estranha! - Zinho olhou para Marion que olhava para ele indignada e surpresa com a conversa do garoto.
- Eu também achei essa idéia muito absurda e estranha, Zinho! - Marion olhou para Zinho surpresa.
- Então somos dois! - Zinho sorriu. - E ainda tem mais! - continuou olhando para a amada. - Ela me disse que não tem preferências, e que pode ser qualquer um, basta ser um cara ao qual ela possa chamar de "namorado"! - Zinho gargalhou junto com Marion.
- Qualquer cara? - Marion continuou às gargalhadas. - Mas essa garota é muito desiludida mesmo! - Marion concluiu, ainda às gargalhadas. - Então pode até ser um cachorro sarnento ou então um mendigo bem fedido que ela aceita! - Marion continuou recompondo - se das gargalhadas.
- É muito estranho uma mina agir desse jeito, Marion! - Zinho bradou ainda surpreso com a situação. - Geralmente todas as garotas tem preferências, até mesmo os caras! - Zinho explicou ainda mais calmo.
- É! - Marion concordou chateada. - Mas essa carta deu muito o que falar, Zinho! - Marion reclamou ainda chateada com a situação. - E poderia ter sido pior e bem pior! - Marion bradou furiosa com o garoto, que mudou novamente o seu comportamento, devido a fúria da garota. - E eu também não gostei do modo que o Cacio chegou em você, junto com o primo e o irmão! - Marion reclamou chateada. - Ele chegou em você com a tropinha para te pegar, inclusive o novo namorado da Sonda! - Marion continuou chateada e Zinho, por sua vez, percebeu visivelmente, que sua amada estava chateada pelo fato que havia acontecido com ele, no dia anterior. - E nem o meu irmão pôde te defender, pois ele já apanhou deles, devido às atrapalhadas dele! - Marion continuou chateada com a situação.
E Zinho sorriu feliz e não importou - se com o sumiço que a sua amada havia dado, bem na sua frente, e ele ficou contemplando a bela silhueta da garota que nem sequer olhava para trás, somente para satisfazer o seu ego!

E depois da aula, Fred foi até a casa de Sonda, entrando feliz e ansioso para vê - la, sem o namorado Herbert, é claro!
Mas... Infelizmente, ele os viu juntos, para a sua decepção e tristeza...
Os dois estavam de mãos dadas, sorridentes e felizes, e sem querer, também olhou para a parede da sala da casa de Sonda, e viu o belo quadro da garota ao lado de John Lennon, assim como ela queria, pendurado perto do sofá.
E aquilo tudo foi como se fosse um tiro no coração dele, deixando - o muito sufocado e triste...
- Senta e fica a vontade, cara! - Sandro bradou aparecendo de repente, quebrando o gelo e mostrando - lhe um dos sofás, enquanto Fred, por sua vez, escolhia o sofá que ia sentar - se, perto menos no sofá onde estava próximo ao quadro, e Sandro, por sua vez, observou tudo decepcionado e acabou sentando - se no sofá onde Fred não quis sentar - se.
E Fred, por sua vez, sentou - se e ficou olhando para o casal feliz, desejando estar com a sua amada Sonda...
- Eu acho que vou embora, cara! - de repente, Fred levantou - se agoniado e nervoso, ainda observando o casal sorridente e de mãos dadas. - Não é melhor eu ficar aqui, pois eu estou sobrando! - Fred bradou furioso e com um tremendo nó na garganta.
- Então, vamos conversar lá no meu quarto! - Sandro pegou no ombro do garoto, tentando conduzi - lo até seu precioso quarto. - Vamos ouvir música! - Sandro continuou insistindo. - O meu pai trouxe uns discos e umas fitas novas para os djs remixarem, para trocarem no próximo baile e eu sou obrigado a ouvi - las de primeira mão! - Sandro explicou ansioso e feliz, enquanto Fred, por sua vez, olhava surpreso para ele. - Pelo menos foi o que o meu pai me disse! - Sandro bradou sorridente, tentando tirar a tensão do amigo, que olhava chateado para ele, enquanto Sandro, por sua vez, o levou para dentro da sua casa e Fred, por sua vez, ainda olhava para trás, ansioso e chateado, pois os dois garotos conversavam animadamente e sorriam felizes e isso doeu para ele e muito!!!
- Você percebeu, Sonda? - Herbert perguntou ansioso, ao perceber que Sandro e Fred haviam sumido. - Ele ficou louco de raiva! - Herbert gargalhou maldoso, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ele.
- Deixe - o em paz, Herbert! - Sonda pediu ríspida, enquanto Herbert, por sua vez, olhava surpreso para ela, com medo da garota estar indecisa entre ele e o Fred, mas nada falou, deixou as coisas rolarem como estavam rolando...

- O Herbert passou a perna em mim, Sandro! - Fred bradou chateado, ao sentar - se na cama do garoto, enquanto esse, por sua vez, arrumava as fitas em seu toca fitas.
- Ah, deixa isso pra lá, cara! - Sandro deu de ombros, enquanto Fred, por sua vez, olhava surpreso para ele. - Tem tantas garotas por aí e você logo querendo a minha irmã que nem bunda tem! - Sandro gargalhou, despertando também gargalhadas em Fred.
- A única garota que é louca por mim é a Bunnie, cara! - Fred reclamou sob os olhares furiosos de Sandro.
- E jamais você vai tentar alguma coisa com ela, cara! - Sandro bradou determinado e olhando furioso para Fred, que continuava surpreso com ele. - Porque ela está sozinha e eu tenho chances com ela! - Sandro continuou ansioso e furioso com o amigo que nada dizia, apenas olhava chateado para ele.
- Você pode levar aquela galinha para onde você quiser cara! - Fred bradou ainda furioso com a atitude do amigo, que continuava olhando surpreso para ele. - Porque eu não a quero, apesar dela me querer! - Fred continuou com repulsa de Bunnie, enquanto Sandro, por sua vez, olhava surpreso para ele.
E os dois ouviram várias músicas novas e depois Fred sentiu vontade de ir embora e não havia o que o segurasse, nem as pernas da nova empregada, como Sandro havia dito para ele e o garoto acabou indo embora e passando pela sala, mas o casalzinho feliz, já não estava mais lá a tempo!

- Mãe, eu fui até a casa do Sandro e o quadro estava pendurado lá na sala! - Fred bradou, entrando em casa, quase chorando, enquanto Zoraide, por sua vez, olhou surpresa para ele, contemplando a sua tristeza velada.
- Quadro? - Zoraide perguntou sem entender a conversa do filho. - Mas que quadro, meu filho? - Zoraide continuou incrédula, e preocupada com o que estava acontecendo com o filho.
- O quadro que eu ia dar para a Sonda, mamãe! - Fred respondeu sem paciência. - Mas o Herbert tomou a minha frente, passando a perna em mim! - Fred baixou a cabeça triste.
- No mínimo o tal do Herbert passou a perna em você, com o consentimento do seu amiguinho! - Zoraide bradou com pouco caso, enquanto Fred, por sua vez, olhava surpreso para ela, sem nada dizer. - Não se meta com essa gente, meu filho! - Zoraide começou a aconselhar ao filho, que chorava copiosamente. - Esqueça essa garota, ela não é para você! - Zoraide continuou cobrindo o filho de conselhos. - Já não chega a Marion desejar aquele Acácio? - Zoraide perguntou furiosa.
- É! - Fred concordou esfregando os olhos. - Mas os dois não vão ficar juntos, mamãe, não vão! - Fred jurou furioso. - Eles ficam juntos só se for por cima do meu cadáver! - Fred continuou com muito rancor. Aí sim, ela fica com ele! - Fred continuou no mesmo tom, enquanto Zoraide, por sua vez, olhava surpresa para o filho, sentindo estranhos arrepios.
E Marion, por sua vez, só ouvia a conversa dos dois e até arrepiou - se ao ouvir as juras do irmão.

Passando pela escola, Marion encontrou um envelope e abriu o mesmo, ansiosa e viu que era a carta que Zinho havia escrito para ela e sentou - se na escada, não importando - se com o início das aulas, esperou todo mundo entrar, escondendo o envelope, para que ninguém visse e não acontecessem mais comentários.
E depois que todo mundo entrou, ela abriu a carta e começou a ler...
E a carta assim dizia...

"Amada Marion...

Você é como a estrela no firmamento do céu...
O sol que banha Copacabana...
A lua que banha minhas lágrimas...
Você é a luz mais divina do Universo...
A manhã sem o amanhecer...
O brilho forte das lâmpadas mais fortes...
Você parece o mundo girando no azul profundo do céu...
Você parece uma rosa...
A mais bela rosa que existe dentro do meu jardim..."

- Ah, se fosse o Cacio mesmo! - Marion suspirou baixinho, para si e novamente colocou a carta em seu seio  e apertou - a com toda a paixão do mundo, já sabendo que era Zinho que havia escrito e não Acácio, mas o seu desejo era tanto de que fosse Acácio que tivesse - lhe escrito aquela maldita carta, que ela apertou - a com paixão em seus seios fartos, fechou seus olhos, mal sentindo a carta sendo tomada de si e até assustou - se ao abri - los e contemplou o inspetor Gomes com um enorme sorriso sarcástico para ela e exibindo - lhe a carta em tom de vitória.
- Muito bem! - pigarreou. - Ao invés de estudar, a garota fica aí suspirando pelo seu amor? - Gomes continuou sarcástico com Marion, que olhava para ele com o rosto esfogueado e o coração à mil!
- Sim, seu Gomes! - Marion estendeu - lhe a mão, num gesto singelo, pedindo - lhe que devolvesse a carta, mas o homem não entendeu o seu gesto e ainda ficou segurando a mesma e com um enorme sorriso vitorioso nos lábios. - Por favor, dá para o senhor me devolver? - Marion perguntou, ainda piscando para o homem, que continuou olhando furioso para ela.
- E a aula, garota? - o inspetor Gomes perguntou, devolvendo - lhe a carta, para seu tremendo alívio.
- Seu Gomes, eu já vou! - Marion retirou - se nervosa e fechou a carta, colocando - a no meio das suas coisas, sendo observada pelo inspetor que agora a olhava bem amável.
E Marion foi para a sala de aula, e entrou sem a professora perceber, pois aquela mulher só passava lição na lousa e não ligava muito para os seus alunos, e assim, Marion resolveu reler a carta, sendo observada por Sonda e suas amigas bagunceiras que davam um enorme sorriso nos lábios de gozação da pobre garota que não importou - se muito com o que aquelas garotas pensavam dela.
E antes de fechar a dita carta, Marion leu novamente o nome, apenas para confirmar se Zinho havia escrito o nome do seu amado, corretamente... "Acácio Sandolli..."
Ah, estava sim... A grafia estava completamente certa, pelo menos nisso Zinho não havia pecado...
E todos os que a observavam, observavam atentamente, sem nem sequer desgrudar um olho só de Marion e seus suspiros românticos.
- Ah... Doce ilusão! - Sonda suspirou bem alto, com um enorme suspiro, provocando Marion, que resolveu logo guardar sua carta porque os demais, ao ouvirem o enorme suspiro de Sonda, a olhavam intensamente, até mesmo a professora a olhava totalmente surpresa com a atitude romântica da garota boba.
- O quê? - Eleomara perguntou admirada. - Depois da sua exclamação um tanto quanto escandalosa, Sonda, a Marion continua com a carta na mão? - Eleomara continuou admirada com a situação.
- Pra você ver como existe gente idiota e sonhadora, Eleomara! - Sonda replicou olhando duramente para Marion que baixou a cabeça triste, mas logo lembrou - se das palavras de Zinho e levantou a cabeça orgulhosa e feliz, sob as gargalhadas das demais garotas.

- Marion! - Cleide a chamou, ao vê - la passando em frente à sua casa.
- O quê você quer novamente, Cleide? - Marion perguntou olhando - a com pouco caso.
- Eu espero que você me perdoe por tudo, Marion! - Cleide começou a falar com um enorme sorriso nos lábios. - O Zinho me pediu para que eu fizesse isso, então, eu fiquei sem jeito, mas eu fiz tudo isso para ajudar e não para atrapalhar! - Cleide desculpou - se, mentindo sobre o ocorrido.
- Eu achei a carta maravilhosa, Cleide! - Marion suspirou feliz, enquanto a outra garota a olhava surpresa e com um enorme sorriso vitorioso nos lábios.
- Que bom! - Cleide sorriu com falsidade, enquanto Marion, por sua vez, a olhava sorridente. - E você sabe quem está aqui na minha casa, tomando banho? - Cleide perguntou, apontando para uma janelinha que estava com a luz acesa e Marion, por sua vez, olhou surpresa.
- Nem imagino, Cleide! - Marion deu de ombros. - Mas eu posso adivinhar? - Marion perguntou ansiosa, ao passo que a garota mentirosa meneava a cabeça em sinal positivo. - Por acaso que está tomando banho na sua casa é o presidente da república? - Marion perguntou ansiosa, enquanto Cleide, por sua vez, dava uma sonora gargalhada.
- Não, e por que razão o presidente da república tomaria banho em minha humilde casa, Marion? - Cleide perguntou estúpida, enquanto Marion, por sua vez, a olhava ansiosa por saber quem era que estava tomando banho na casa da Cleide, sem imaginar que fosse Acácio, seu grande amor...
- Sei lá! - Marion deu de ombros, ansiosa por saber quem era a figura que estava tomando banho na humilde casa da Cleide. - O suspense é tanto que eu pensei que se tratasse disso, oras! - Marion continuou dando de ombros e sendo observada pela garota que continuava sorridente e ansiosa por soltar mais uma de suas mentiras, já sabendo que Marion acreditaria no que ela diria para ela...
- O Cacio está aqui tomando banho! - Cleide bradou ansiosa e surpreendendo Marion, que olhou surpresa para ela.
- O Cacio? - Marion perguntou surpresa.
- Isso! - Cleide continuou mentindo e torcendo para que não desligassem o chuveiro e assim, ela poderia ostentar mais ainda a sua mentira...
- E por quê ele está tomando banho em sua casa, Cleide? - Marion perguntou curiosa.
- Porque nós vamos fazer um trabalho juntos, oras! - Cleide deu de ombros, enquanto Marion, por sua vez, continuava olhando desconfiada para a garota mentirosa.
- Um trabalho juntos? - Marion perguntou, achando estranha a conversa da garota. - Mas como vocês vão fazer um trabalho juntos, se nem na mesma série vocês estão? - Marion perguntou curiosa e percebeu que Cleide até mudou de cor.
- É que a mesma professora que dá aula pra ele, passou o mesmo trabalho pra nós! - Cleide foi logo achando uma saída.
- Eu não estou sabendo de trabalho nenhum, Cleide! - Marion bradou furiosa, enquanto Cleide, por sua vez, olhou ansiosa para a garota e sem saída para continuar sustentando a sua mentira.
- Eu vou ajudá - lo a fazer um trabalho que ele encontrou dificuldades para fazer, oras! - Cleide deu de ombros, sob as gargalhadas de Marion.
- O Cacio pedindo ajuda para você, Cleide? - Marion continuou às gargalhadas, enquanto Cleide, por sua vez, engolia em seco e só ficava olhando para a cara dela.
- Você quer escutar o barulho do chuveiro, Marion? - Cleide perguntou apontando para o banheiro, enquanto o coração de Marion ia aos pulos e essa também escutava atenta ao barulho do chuveiro, enquanto a outra garota, por sua vez, ria por dentro da cara da idiota da Marion, pois ela era tão  bobinha que acreditava em tudo o que diziam para ela...
- E por quê cargas d'água, o que o Cacio faz aqui em sua casa mesmo, Cleide? - Marion perguntou bem alto e o pai de Cleide, que estava desempregado, estava tomando banho para procurar outro emprego, que já estava prestes a ser aceito.
- Não sabe o quê é! - Cleide começou a falar, apavorada, pois não tinha como ostentar aquela tremenda mentira e até rezou baixinho, procurando uma saída para que ela pudesse continuar a mentir para a trouxinha da Marion que acreditava em tudo mesmo... - É que eles foram num jogo e o Cacio resolveu tomar banho aqui na minha casa, junto com o meu irmão! - Cleide bradou sorridente, sendo observada por Marion, que continuava olhando desconfiada para ela.
- E por acaso você tem irmão, Cleide? - Marion continuou desconfiada da garota.
- Mas é claro que eu tenho, Marion! - Cleide continuou mentindo. - E você também não tem um irmão, Marion? - Cleide respondeu com outra pergunta, enquanto Marion, por sua vez, continuava totalmente desconfiada da mentira grossa e deslavada da garota.
- Que não vale nada! - Marion respondeu rancorosa.
- Você quer falar com o Cacio, Marion? - Cleide perguntou, dando graças a Deus porque estava conseguindo ostentar aquela mentira grossa para Marion e até mesmo inventou um irmão para ela, coisa que ela também não tinha. - Quer esperar ele sair do banho para nós todos irmos juntos fazer o trabalho cujo qual ele está encontrando dificuldade? - Cleide continuou ansiosa, sob as gargalhadas de Marion.
- E por acaso o Cacio está encontrando dificuldade para fazer algum trabalho, Cleide? - Marion continuou às gargalhadas. - Só se for em seu sonho! - Marion apontou para a garota, que continuava olhando sério para ela e percebendo também que Marion não estava acreditando em sua mentira grossa e deslavada.
- E se você esperá - lo, com certeza, vocês vão se conhecer melhor! - Cleide deu uma piscadela para Marion. - Se você está duvidando de mim, Marion, eu chamo o Cacio! - Cleide fez menção de entrar, enquanto Marion olhava surpresa para ela, pois acabou achando que agora a garota não estava mentindo e que o Cacio podia mesmo estar tomando um banho para se refrescar na casa de Cleide. - E que tal você escrever uma carta e entregar para mim? - Cleide piscou para Marion, que olhou surpresa para ela. - Assim, eu entrego a carta para ele e vocês se conhecem logo! - Cleide continuou sonhadora, enquanto Marion, por sua vez, olhava para ela, com cara de idiota.
E com isso, Marion, teve uma grande idéia de escrever - lhe uma carta e entregar - lhe à Cleide, afinal de contas a garota o conhecia mesmo e não fazia mal ela entregar - lhe uma carta, respondendo à mesma que Zinho a escreveu, só que ela a escreveria de próprio punho e nem sequer precisaria falsificar a assinatura para passar - se por outra pessoa, assim como Zinho o fez!
- Não é preciso incomodar - se, Marion! - Cleide olhou novamente para o banheiro, enquanto seu pai terminava o banho. - Deixa o Cacio terminar o banho dele, porque se eles foram num jogo, no mínimo ele deve estar cansado e suado! - Cleide bradou toda sorridente e feliz, por Marion estar acreditando piamente em sua mentira grossa e deslavada.
E Cleide continuou sorridente e simpática, e Marion, por sua vez, caiu novamente como um patinho, nas garras de Cleide, que continuava exibindo aquele sorriso falso e mentiroso para ela.
- Eu vou indo, Cleide! - Marion bradou, ainda olhando para a janelinha do banheiro da casa da garota e retirou - se feliz e ansiosa, acreditando piamente na mentira grossa e deslavada da garota maldita.

- Zinho! - Cleide chamou baixinho, ao ver Marion sumir e Zinho, por sua vez, retirou - se da casa da garota, pois estava ali apenas para pegar uma pipa que havia caído na casa da mesma, enquanto sua família não havia autorizado aquele processo todo.
- O quê foi que aconteceu, dessa vez, Cleide? - Zinho perguntou retirando - se com o pipa na mão.
- Eu falei com a Marion,seu idiota! - Cleide bradou furiosa, enquanto Zinho, por sua vez, olhou surpreso para ela.
- Até aí eu sei, Cleide! - Zinho respondeu também estúpido. - E por acaso você inventou outra mentira grossa e deslavada pra ela, Cleide? - Zinho continuou no mesmo tom estúpido.
- A Marion passou por aqui para perguntar pra mim, o "porque" de eu ter faltado na escola ontem! - Cleide mentiu para Zinho, que sorriu feliz e desacreditando na garota.
- Mesmo? - Zinho gargalhou da mentira grossa e deslavada de Cleide. - Eu não falei para você que ela é muito boa e atenciosa? - Zinho continuou às gargalhadas. - E ainda por cima você faz isso tudo com ela? - Zinho perguntou indignado.
- Eu não fiz nada para ela, Zinho! - Cleide defendeu - se.
- Eu ouvi tudo, Cleide! - Zinho respondeu, olhando para o pai da garota e retirando - se rapidinho, enquanto o homem, por sua vez, olhava furioso para ela.

E no dia seguinte, Marion passou em frente à casa de Cleide, já com a carta na mão, que havia escrito escondido, em seu quarto, quando estava prestes a dormir, e colocou - a num envelope branco, para Cleide entregar - lhe ao seu amor, já que ela o conhecia...
- Eu trouxe a carta! - Marion anunciou, entregando o envelope branco nas mãos da garota sorridente e feliz e Zinho, que por sua vez, estava bem próximo à Marion, observou Cleide pegar a carta totalmente sem graça e guardá - la no meio de suas coisas, enquanto Marion, por sua vez, ria ansiosa e feliz, por ter cumprido mais uma missão em relação ao seu amor, seu grande amor...
- Ótimo! - Cleide bradou feliz, e só faltou chamar Marion de idiota por ela acreditar em sua mentira grossa e deslavada.
- Nos vemos lá na escola, Cleide! - Marion bradou saltitante e feliz, enquanto Cleide, por sua vez, continuava toda sorridente e feliz.
E Marion, por sua vez, estava certa de que Acácio leria as suas doces palavras, enquanto Acácio, por sua vez, atravessava a rua com seus dois irmãos do seu lado e começou a olhá - la, enquanto Dorise, por sua vez, a olhou com muita raiva, e Dudu deu risada do jeito esbaforido de Marion, que o viu e disfarçou e ninguém comentou nada sobre o assunto e Acácio, por sua vez, só observou Marion feliz e saltitante, ao longe, e todos olhavam admirados para ela, observando que ela corria e saltitava feito uma louca, de tão feliz que ela estava.

E Cleide, por sua vez, entrou no banheiro das meninas, picou a carta em pedacinhos  e saiu toda feliz e até assoviando, e Zinho, por sua vez, a pegou colocando a carta aos pedacinhos, dentro do envelope brando de Marion e achou tudo aquilo muito estranho.
- O quê está acontecendo, Cleide? - Zinho peguntou, detendo - a, enquanto Cleide, por sua vez, olhava nervosa para ele. - O quê você está fazendo com a Marion? - Zinho perguntou curioso.
- Nada oras! - Cleide deu de ombros. - Eu só piquei a carta que ela escreveu pro Cacio e coloquei no mesmo envelope novo e branco que ela mandou! - Cleide explicou - se toda sorridente, enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ela. - Foi ela quem teve a idéia de responder à carta, pensando que eu conheço o Cacio! - Cleide bradou, olhando para Zinho, que sorriu furioso para ela.
- Eu sei muito bem o que você acertou com a Marion, Cleide! - Zinho bradou sarcástico, ao passo que Cleide, por sua vez, engoliu em seco.
- E você se aproveita da inocência dela, Cleide? - Zinho perguntou furioso, enquanto Cleide, por sua vez, engolia em seco. - E mesmo assim você rasgou a carta, Cleide? - Zinho continuou indignado com a ação da garota. - E além do mais, você está louca em propor uma coisa dessas para uma garota inocente e boa como a Marion! - Zinho continuou furioso, enquanto Cleide, por sua vez, engolia em seco. - Ela escreveu com todo amor e carinho para o Cacio! - Zinho olhou furioso para a garota, que nada disse, apenas ficou olhando para ele toda sorridente e maldosa.
- Então, foi por isso mesmo que eu rasguei a carta que ela escreveu para o Cacio! - Cleide deu de ombros, sendo observada por Zinho.
- E sem ao menos me deixar ler? - Zinho perguntou furioso, enquanto Cleide, por sua vez, olhava furiosa para o garoto.
- Deixa de ser bobo, Zinho! - Cleide gargalhou. - Nós já sabíamos o que estava escrito nessa maldita carta!  - Cleide continuou furiosa com o garoto incrédulo e furioso.
- Então, o quê estava escrito, Cleide? - Zinho a desafiou.
- Palavras idiotas de amor, é claro! - Cleide gargalhou maldosa. - O quê você espera, Zinho? - Cleide continuou furiosa com o garoto enquanto caminhavam para casa. - Não é o que todas as minas da escola sonham? - Cleide gargalhou enquanto Zinho, por sua vez, olhava furioso para ela. - Fala a verdade, Zinho! - Cleide fez suspense. - Você não é como os outros garotos da escola! - Cleide olhou furiosa para o garoto, que continuava olhando furioso para ela.
- Eu não sou mesmo, Cleide! - Zinho olhou nos olhos da garota mentirosa. - Só não tenho os mesmos olhos verdes do Cacio! - Zinho bradou desanimado, enquanto Cleide, por sua vez, ria da cara do garoto. - E ainda bem que os meus olhos enxergam, não é? - Zinho perguntou feliz.
- Enxergam até o que não devem, não é:? - Cleide perguntou furiosa e olhando feio para Zinho, que ficou sem entender o que a garota estava querendo dizer naquele tom brusco de voz. - Detesto essas suas brincadeiras idiotas, Zinho! - Cleide continuou em tom de fúria. - Quando estamos tratando de um assunto sério, a conversa também tem que ser séria, Zinho! - Cleide continuou no mesmo tom de fúria. - E não uma conversa cheia de piadinhas como você sempre faz! - Cleide fechou as mãos em sinal de murro, enquanto Zinho, por sua vez, a olhava surpreso e incrédulo com a reação abrupta da garota mentirosa. - E você é como os outros caras da escola, Zinho! - Cleide apontou o dedo para i garoto decepcionado. - Você morre de inveja do Acácio e quer pisá - lo de pé, só porque ele é o garoto mais bonito da escola! - Cleide reclamou ainda furiosa com a ação do garoto em relação ao garoto mais bonito da escola.
- E como sempre, todas as defesas são para o Cacio! - Zinho reclamou furioso, enquanto Cleide, por sua vez, olhava furiosa para ele. - E você pensa que esse cara bonitão vai ligar para você um dia, Cleide? - Zinho provocou a garota, que bufou furiosa. - E se um dia passar um carro na rua e te atropelar, Cleide? - Zinho perguntou às gargalhadas. - Ele jamais vai se importar com você, Cleide, e se ele estiver de carro, é muito bem capaz de passar por cima de você! - Zinho continuou às gargalhadas, ao passo que Cleide, por sua vez, olhava furiosa para ele. - E principalmente se ele ver que é você, Cleide! - Zinho bradou às gargalhadas.
- Fora daqui, Zinho! - Cleide apontou para o portão, enquanto o garoto fechava os olhos para dar mais gargalhadas da garota furiosa.
- E se eu fosse ler essa maldita carta que a Marion escreveu para o Cacio, eu nem leria mesmo! - Zinho respondeu retirando - se e ainda olhando para a garota furiosa. - E se ao menos o Cacio ficar sabendo da existência dessa carta e que ele está no meio dessa mentirada toda inventada por você, no mínimo ele vai querer arrancar o seu fígado, Cleide! - Zinho bradou às gargalhadas, enquanto Cleide, por sua vez, bufava de raiva do garoto sorridente.
- Zinho, eu já disse para você cair fora daqui e me deixar em paz! - Cleide continuou colérica, enquanto Zinho, por sua vez, ria da cara da garota furiosa.
- Ah, deixa de ser mentirosa, Cleide! - Zinho continuou às gargalhadas. - Você nem conhece o cara e fica contando mentira para a Marion! - Zinho olhou furioso para a garota colérica.

E no dia seguinte, Zinho, foi à procura de Acácio, para contar - lhe tudo o que estava engasgado em sua garganta, pois Acácio tinha que saber de tudo, para ele não ficar surpreso quanto ao seu nome estar no meio de outra confusão feita pela estúpida da Cleide!
- Cacio, eu preciso te contar uma coisa... - Zinho aproximou - se do belo garoto, que olhou para ele com desdém.
- E o quê você quer me contar, Zinho? - Acácio perguntou sério.
- A Cleide fica inventando para a Marion que conhece você! - Zinho bradou deixando o garoto surpreso com a notícia dada.
- Vão para a escola que eu vou resolver um probleminha! - Acácio ordenou para Dudu e Dorise que foram subindo a rua em direção à escola, enquanto Acácio, por sua vez, dirigiu - se até a casa de Cleide, acompanhado por Acácio, que já estava furioso. - E o que essa mina ridícula quer em relação a isso? - Acácio perguntou nervoso.
- No mínimo ela quer um namorado em troca! - Zinho respondeu sorridente. - E ela disse que você estava tomando banho na casa dela, no dia anterior. - Zinho comentou por fim.
- O quê? - Acácio gargalhou com desdém. - Tomando banho na casa daquele capeta? - Acácio gargalhou nervoso com a situação apresentada por Zinho.
- E fez a Marion escrever uma carta para você, mas só que ela a picou todinha e guardou no envelope branco, e no mínimo ela vai falar que foi você quem picou a carta para desiludi - la logo! - Zinho comentou feliz, vendo a expressão de fúria do garoto.
- Eu não acredito que aquela mina horrorosa foi capaz de inventar essa mentira cabeluda! - Acácio bradou admirado com a façanha da garota. - Ela está mais para escritora de romances policiais do que a própria Agatha Christie! - Acácio bradou colérico e bateram palmas na casa de Cleide.
Cleide levantou - se furiosa, pois ainda chorava copiosamente, sem ao menos sentir vontade de ir para a escola, pois já havia aprontado demais para um dia só e quando olhou pela frestinha da porta e viu Acácio acompanhado de Zinho, seu coração acelerou - se e sentiu um tremendo medo, e a vontade de sair para fora da casa acabou, mas tinha que sair e enfrentar a confusão que havia planejado para a pobre Marion, sozinha!
- Eu já disse para você cair fora daqui, Zinho! - Cleide abriu a porta furiosa e olhou bem para a cara nervosa de Acácio e até sentiu medo do garoto querer bater nela, afinal de contas, o nome dele estava no meio de toda aquela confusão que ela havia planejado para Marion e não para ela.
- Agora a conversa que você vai ter não é com o Zinho! - Acácio falou bem estúpido e furioso por estar a par da verdade. - O quê você quer, hein? - Acácio perguntou colérico, enquanto Cleide, por sua vez, engolia em seco e Zinho, por sua vez, caia na gargalhada. - Você quer que eu seja seu namorado? - Acácio perguntou furioso. - O exército está de férias, minha querida! - Acácio continuou no mesmo tom de fúria.
- E o quê tem a ver o exército com a nossa conversa? - Cleide foi infeliz em perguntar.
- É que agora eles não estão precisando de canhão! - Acácio bradou sob as gargalhadas de Zinho.
- Você podia dormir sem essa, Cleide! - Zinho bradou ainda às gargalhadas. - Era só você não colocar o nome do Cacio no meio dessa confusão idiota que você inventou! - Zinho continuou às gargalhadas, ao passo que Cleide, por sua vez, bufava de raiva.
- Eu só não bato em você, Zinho, porque eu sou mulher e eu não tenho forças para isso! - Cleide continuou no mesmo tom de fúria.
- E eu só não bato em você, porque o meu pai me ensinou que homem que é homem não bate em mulher! - Acácio olhou furioso para a garota chorona. - Você vai dar papel picado para a Marion, falando que fui eu quem rasgou a carta que ela escreveu para mim, e depois vai desiludi - la, falando que eu  não quero mais nada com ela? - Acácio continuou colérico, enquanto Cleide, por sua vez, olhava para ele com medo e engolia em seco.
- Deixa, que do mesmo jeito que você ficou sabendo, a Marion também vai ficar sabendo! - Zinho bradou, olhando furioso para a garota mentirosa e colérica.
- E se você está querendo se aparecer, coloque uma melancia no pescoço e saia desfilando por aí até alguém te notar, Cleide! - Acácio continuou furioso com a garota, que nada respondia. - E vê se você pára de ficar colocando o meu nome no meio das suas tramas, porque da próxima vez, eu não me responsabilizo pelos meus atos, talvez até eu me esqueça do que o meu pai me ensinou certa vez, que homem que é homem, não bate em mulher! - Acácio continuou furioso e olhou para Cleide com desdém e essa, por sua vez, retirou - se furiosa do seu quintal, trancando a porta atrás de si, depois de ter recebido uma tremenda ameaça do garoto mais bonito da escola.

- Você fez muito bem em me contar, Zinho! - Acácio bradou mais calmo, enquanto Zinho, por sua vez, olhava satisfeito para ele.
- Cansei de vê - la contando mentiras para a Marion! - Zinho bradou chateado com a situação.
- Eu ainda não entendi o que aquela mina quer! - Acácio bradou, meneando a cabeça em negativa, enquanto ambos dirigiam - se em passadas largas, para não perder o horário da entrada.
- Ela só quer se aparecer, é do tipo que não é notada por ninguém! - Zinho bradou, dando de ombros.
- Pois por mim, ela deveria fazer qualquer outra coisa do que ficar inventando mentiras sobre mim, para a Marion! - Acácio bradou chateado. - Agora eu não entendi o "porque" de eu tomar banho na casa dela! - Acácio bradou, olhando sério para Zinho, que olhou - o com um meio sorriso.
- Ela disse que você foi jogar com o irmão que ela não tem! - Zinho bradou às gargalhadas, enquanto Acácio, por sua vez, também o acompanhava nas mesmas.
- Essa mina inventa muito, eu estou falando para você, que ela vai acabar virando uma escritora! - Acácio gargalhou, já aliviado por ter resolvido o seu problema.
- Agora eu preciso contar para a Marion! - Zinho bradou coçando a cabeça, ainda em sinal de preocupação.
- Eu acho que você já deve falar logo com ela, porque ela vem vindo ali! - Acácio apontou para Marion, que dirigia - se a Zinho, toda ansiosa e feliz.

- Ué, eu não entendi! - Marion bradou, olhando para Acácio, que retirava - se rapidinho da frente dela.
- O quê você não entendeu, Marion? - Zinho perguntou ansioso.
- O Cacio apontou para mim e retirou - se rapidinho! - Marion respondeu sem pensar.
- Marion, eu preciso te contar algo que você não vai gostar de saber! - Zinho começou a falar, decepcionando totalmente a garota, que ficou sem graça.
- O que foi dessa vez, Zinho? - Marion perguntou, com medo de ouvir a verdade.
- A Cleide inventou tudo aquilo e você caiu como um patinho novamente! - Zinho bradou, deixando Marion aflita.
- Eu já desconfiava que era mentira, Zinho! - Marion bradou cabisbaixa.
- Então por quê você caiu como um patinho, Marion? - Zinho perguntou encarando - a.
- Porque eu quero fazê - la de trouxa, e de qualquer jeito eu ia desarmá - la, Zinho! - Marion bradou desanimada com a situação que estava surgindo bem na sua frente.
- Ela nem veio para a escola hoje, acho que com medo de te encarar, Marion! - Zinho continuou chateado com a situação formada pela garota mentirosa. - E eu já contei tudo para o Cacio! - Zinho revelou, observando a cara de Marion.
- E o quê ele disse sobre isso, Zinho? -  Marion perguntou curiosa.
- Ele só faltou bater na Cleide, só não bateu nela porque ele disse que o pai dele ensinou que homem que é homem não bate em mulher! - Zinho respondeu sério, enquanto Marion, por sua vez, olhava para ele com um olhar sonhador, já sabendo que o seu futuro namorado não era um cara de origem violenta e vingativa, sabia muito bem que ele era de boa família!
- O seu Acamir? - Marion continuou sonhadora, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela de forma estranha. - Eu vou falar com a Cleide, Zinho! - Marion bradou caminhando mais rápido.
- Eu vou junto com você, porque você sozinha com ela, não vai dar certo! - Zinho bradou ansioso.
- Mas por quê você está dizendo isso, Zinho? - Marion perguntou sorridente.
- Porque ela pode aproveitar - se ainda mais da sua fragilidade e até te bater! - Zinho olhou sério para Marion, que olhou para ele decepcionada.
- Mas eu sei me defender sozinha, Zinho! - Marion protestou chateada.
- Eu já disse que vou lá com você, porque não vale a pena você falar com ela sozinha! - Zinho bradou ainda insistente, enquanto Marion, por sua vez, baixava a cabeça triste.

E depois da saída da escola, Marion que estava ansiosa por saber de tudo, passou na casa de Cleide, junto com o Zinho que a amava tanto, e não queria ver o mal da garota e Zinho, por sua vez, escondeu - se e Marion executou o que tinha em mente, sem ao menos Zinho saber o que era que a garota faceira estava planejando a respeito da mentira de Cleide.
- Marion! - Cleide a recebeu com um enorme sorriso falso e já com o envelope na mão. - O Cacio leu a carta e me disse que não quer saber mais de você! - Cleide explodiu, ostentando a sua mentira e o coração de Marion foi a mil, sabendo que era mentira, foi o mesmo que ouvir uma grande verdade da garota sorridente e feliz. - E olha só o que ele fez com a sua cartinha de amor, Marion! - Cleide bradou abrindo o envelope e derrubando todo o conteúdo do envelope no chão, deixando Marion estasiada e surpresa com a situação pela qual ela se encontrava. - Se bem que ele não queria picar a carta, ele leria e a devolveria por educação, mas só que a Bunnie estava aqui com ele e foi ela quem o incentivou a fazer isso! - Cleide bradou, envolvendo o nome da garota em sua mentira deslavada e Zinho, por sua vez, ria escondido da situação, vendo a sua irmã passar de saia curta pela rua, pronta para chegar em casa, aliás, ela guardaria seu material, trocaria de roupa, por uma mais escandalosa ainda e iria para a rua, para ser alvo de comentários das mulheres casadas com seus maridos insatisfeitos. - E ainda a Bunnie me explicou direitinho o que eu deveria fazer para te chatear mais ainda e do jeitinho que ela me falou, eu estou fazendo, Marion! - Cleide devolveu o envelope vazio, enquanto o conteúdo da carta voava de acordo com o vento, todo despedaçado e picadinho...
- Bom, Cleide, valeu a sua intenção! - Marion bradou fingindo - se chateada e pegando o envelope vazio da mão da garota feliz, que continuava sorridente e ostentando a sua mentira deslavada.

- Por quê você está rindo aí debaixo dessa árvore, Zinho? - Bunnie perguntou ao aproximar - se do irmão, que fez sinal para que ela ficasse quieta.
- Até o seu nome aquela idiota envolveu na mentira deslavada dela! - Zinho cochichou, observando a irmã olhar para Marion, que retirava - se fingindo - se de chateada.
- Como assim, Zinho? - Bunnie perguntou sem entender.
- Ela fez novamente aquele jogo da carta com a Marion, mentiu, falando que o Cacio havia chegado na casa dela depois de uma partida de futebol, com o suposto irmão dela! - Zinho comentou ansioso.
- O quê? - Bunnie perguntou surpresa. - Mas essa mina não tem irmão, pelo que eu saiba ela é filha única! - Bunnie bradou ansiosa.
- Então, mas ela inventou isso para a Marion! - Zinho bradou chateado.
- A Marion é uma idiota mesmo, fica perdendo tempo com o Cacio que fica fazendo hora com a cara dela! - Bunnie bradou furiosa. - E o quê essa mina falou de mim? - Bunnie quis saber.
- Ela falou que você estava com o Cacio na hora que ela entregou a carta para ele e que você o incentivou a picar a carta e a entregá - la com pouco caso e ela disse que fez certinho, do jeitinho que você mandou! - Zinho bradou às gargalhadas.
- Como é que é? - Bunnie perguntou indignada com a situação que surgia diante dela. - Eu vou lá falar com aquela nojenta e ensinar para ela que isso não se faz com nenhuma pessoa! - Bunnie fez menção em falar com a garota que estava toda sorridente e feliz no portão de sua casa, vendo Marion sumir, não em direção à sua casa, mas em direção à escola, onde Zinho estava escondido debaixo de uma árvore com a Bunnie e Cleide, por sua vez, achou estranha a reação da Marion, que nem sequer chorou na sua frente.
- Você não vai fazer nada, Bunnie! - Zinho a segurou bem forte, enquanto Bunnie o encarava furiosa. - Vamos esperar a Marion chegar para nós fazermos o que eu e ela temos em mente, aí sim, você vai aparecer junto com a gente! - Zinho continuou olhando sério para a irmã que olhava para ele com desdém.

- Marion, espere um pouco, que eu vou pegar as minhas coisas para irmos para a sua casa estudarmos juntas! - Cleide bradou, ansiosa, ao passo que Marion, por sua vez, olhava para trás, com muita fúria no olhar.
- Não, eu não quero ir para a minha casa, estudar  junto com você, Cleide! - Marion respondeu ríspida.
- Mas por quê, Marion? - Cleide perguntou surpresa. - Só porque o Cacio está namorando a Bunnie e não quer mais nada com você? - Cleide perguntou em sinal de provocação, sem ao menos saber que Bunnie estava por ali por perto, pronta para dar o bote, de lábios crispados e ofegante.
- Não é bem por isso! - Marion continuou furiosa com a garota, sabendo que teria a proteção de Zinho e surpresa por ver Bunnie ali ao lado dele, de lábios crispados e furiosa com a situação. - É que na verdade, Cleide, eu não quero mais a sua companhia! - Marion bradou furiosa, ao passo que a garota olhava surpresa para ela.
- Ah, então quer dizer que eu não sirvo mais para você, Marion? - Cleide perguntou indignada. - Eu só servia enquanto eu estava ajudando a você e ao Zinho? - Cleide continuou no mesmo tom de indignação.
- Você não estava ajudando a ninguém, Cleide! - Marion continuou ríspida. - Você estava era atrapalhando, isso, sim! - Marion continuou no mesmo tom de fúria.
- O quê? - Cleide continuou indignada.
- E você quase ia caindo na conversa dela novamente, não é, Marion? - Zinho perguntou, segurando a garota sorridente pelo braço, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava para Marion com cara de pena.
- Agora eu sei que a Cleide é falsa, ela só que encostar na dos outros! - Marion respondeu, olhando furiosa para a garota, que a olhou com um enorme sorriso falso nos lábios.
- Então, Cleide, fui eu quem picou a carta que a Marion escreveu para o Cacio? - Bunnie aproximou - se da garota e a encarou, enquanto essa, por sua vez, engolia em seco.
- Foi sem querer, Bunnie - Cleide explicou - se com medo da garota, pois agora tinha três contra ela e Zinho não era fino como Acácio, ele era diferente e podia muito bem sentar - lhe umas boa bordoadas, tamanha raiva que sentia da garota mentirosa, mas a bordoada partiu de Bunnie, pois Cleide, por sua vez, sentiu a mão pesada da garota, que deu - lhe a bordoada bem seca e bem estridente, para que ela aprendesse a nunca mais colocar o seu nome onde não lhe era permitido.
- Eu só espero que essa seja a última vez, garota! - Bunnie bradou entre os dentes e em tom de ameaça, enquanto Cleide, por sua vez, a olhava com os olhos marejados e ainda colocava a mão no rosto e o sentia quente, em brasas.
- E você não gostou da idéia de ser a mina do cara mais bonito da escola por alguns segundos, Bunnie? - Cleide perguntou em tom de provocação e com a mão pronta para devolver - lhe o tapa, mas Bunnie, por sua vez, foi mais esperta do que a garota mentirosa, segurando - lhe a sua mão no ar, enquanto alguns que observavam a discussão, comentavam sobre a briga e uma pequena rodinha se formava entre ambas.
- Nunca mais envolva o meu nome em nenhuma dessas suas besteiras! - Bunnie continuou altiva e furiosa com a situação provocada pela garota mentirosa e pela primeira vez, Cleide sentiu vergonha do que estava passando diante a todos e já não tinha mais credibilidade com mais ninguém, pois já estava totalmente desacreditada. - Não é à toa que a Sonda te deu uma lição na frente de todos os seus colegas de sala! - Bunnie continuou no mesmo tom de fúria, enquanto Cleide, por sua vez, a olhava ainda com lágrimas nos olhos.
- Por quê você está mencionando o meu nome, Bunnie? - Sonda perguntou aproximando - se das duas garotas que a olhavam com desdém e ainda de mãos dadas com Herbert.
- É melhor você deixar isso pra lá, Sonda! - Herbert pediu com delicadeza, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para Bunnie, que nada respondia, apenas a olhava desafiadoramente.
- A Cleide fica inventando mentiras sobre a Bunnie e o Cacio, somente para enganar a Marion! - Zinho começou a falar. - E a Bunnie falou que não foi à toa que você deu uma lição nela na frente de todos os colegas de classe! - Zinho continuou explicando e por fim, convencendo Sonda, que olhou furiosa para Cleide.
- Ela sabe com quem ela apronta! - Sonda olhou furiosa para Marion. - E ela apronta com a Marion, porque sabe que ela é fraquinha, franzininha e que se for ser peitada em uma briga, acaba sendo derrubada! - Sonda continuou provocando Marion, enquanto Zinho, por sua vez a pegava pela cintura e Herbert, por sua vez, permitia - se ao mesmo gesto com a namorada Sonda.
- Eu tenho certeza de que devemos ir embora, Sonda! - Herbert bradou, puxando a garota pela cintura e os dois sumiram, enquanto Sonda, por sua vez, ainda olhava para Marion, Bunnie e Cleide, com toda a fúria do  mundo.
- Ela está pronta a arrumar confusão com qualquer cristão! - Bunnie benzeu - se, logo após verem Sonda sumir.

E Cleide, por sua vez, viu - se humilhada, pois vários dias os comentários sobre a discussão e o tapa que ela havia levado de Bunnie, ficaram à tona, pois todos que a viam passar, comentavam bem alto sobre a situação que ela havia provocado, envolvendo vários nomes, e era essa a razão de que ninguém queria ser amiga dela, devido às suas intrigas.
E isso até rendeu a sua mudança de escola e o envolvimento com garotas bandidas...


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