- Nossa!!! - Nina admirou - se, ainda surpresa. - Então você é descendente de Português e Italiano? - Nina continuou curiosa.
- Sim! - Sonda concordou feliz. - O meu pai nasceu em Roma! - Sonda explicou simpática.
- Uau! - Nina suspirou ansiosa. - Roma é a capital do amor... - Nina continuou feliz e ansiosa, ao passo que Sonda, por sua vez, ficou surpresa com a reação da garota feliz e deu um sorrisinho sem graça.
- Nem tanto, Nina! - Sonda continuou totalmente sem graça, ao passo que Nina, por sua vez, olhava ainda surpresa para ela e as duas dirigiram - se até o portão, pois Nina, por sua vez, ficou totalmente sem graça, quando Sonda a conduziu até o portão de sua casa, como quem não estava mais querendo a sua visita.
- Bom dia, dona Deda! - Sonda bradou em tom de provocação, ao ver a mulher gorda passando em frente à sua casa e Nina, por sua vez, deu um enorme sorriso de satisfação. - Como tem passado? - Sonda continuou provocando a mulher, que olhava feio para ela e parava bem em frente à sua casa, furiosa.
- Não adianta disfarçar não, Sonda! - Deda bradou furiosa, ao ver Nina já fora da casa de Sonda. - Porque eu sei muito bem, que você está querendo bater em minha filha! - Deda continuou no mesmo tom de fúria de Sonda.
- Ah, deixa disso, dona Deda! - Sonda deu um sorrisinho sem graça. - Olha a política da boa vizinhança! - Sonda continuou fingindo camaradagem com a mulher, que olhava furiosa para ela.
- Engraçado! - Deda bradou furiosa e com um sorriso falso estampado no rosto, assim como Sonda estava. - Você nunca usou a política da boa vizinhança com a minha filha, não é? - Deda cruzou os braços, em sinal de desafio e Sonda, por sua vez, não gostou da pose da mulher e abriu o portão que ela já havia fechado e foi correndo para a rua, surpreendendo Nina, que por sua vez, a seguiu, preocupada e com medo de Sonda bater na mulher e para defender sua mãe, Bunnie, que estava no portão, viu que Sonda havia saído como uma louca para o meio da rua, e foi correndo atrás salvar a mãe das garras de Sonda.
- Fica tranquila, dona Deda! - Sonda bradou acalmando - se, e ao ver Bunnie na defesa da sua mãe.
- E por quê de furiosa você passou para a calmaria, Sonda? - Deda perguntou provocante, ao passo que Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para ela.
- Eu não mudei de furiosa para calma, dona Deda! - Sonda bradou furiosa, ao passo que Deda, por sua vez, olhava feio para ela.
- Você estava discutindo com a minha mãe, Sonda? - Bunnie perguntou furiosa.
- Imagine! - Sonda bradou, num sorriso falso. - Eu estava apenas fazendo a política da boa vizinhança com a sua mãe, cumprimentando - a e ela não gostou do meu gesto! - Sonda explicou - se na calmaria, ao passo que Bunnie, por sua vez, continuava olhando furiosa para Sonda.
- Eu não acredito que você possa ser tão falsa assim, Sonda! - Bunnie replicou furiosa.
- E eu também não acredito que a sua mãe fica contando vantagens sobre você, sendo que você mesmo não é nada disso! - Sonda bradou medindo Bunnie de cima em baixo, ao passo que essa, por sua vez, deu um sorriso vitorioso para a garota.
- Ah, já entendi tudo, mamãe! - Bunnie olhou para a mãe, que olhou para ela sorridente. - Eu já entendi que tudo isso é inveja, mamãe! - Bunnie continuou sorridente e feliz.
- Inveja? - Sonda gargalhou furiosa. - Inveja do quê, Bunnie? - Sonda continuou furiosa e às gargalhadas. - Só porque você anda com esses shorts curtos e essas roupas escandalosas, e pega carona com os garotos que andam de motoca, toda metida, querendo se aparecer para todo mundo! - Sonda criticou a garota, bem na frente da mãe dela, que a olhou furiosa.
- Mamãe, não acredite no que ela está falando, porque isso tudo é inveja! - Bunnie bradou vermelha, querendo esconder a verdade da mãe, ao passo que Nina e Sonda riam do jeito furiosa pelo qual a garota se encontrava. - E a inveja faz isso! - Bunnie continuou furiosa com a garota. - A inveja faz as pessoas inventarem coisas absurdas! - Bunnie continuou furiosa com a garota.
- E você acha que nós não vimos o garoto buzinar em frente à sua casa e você abrir o portão e pular encima da motoca dele, Bunnie? - Sonda perguntou em tom de provocação, ao passo que Bunnie, por sua vez, bufava de raiva e soltava chispas de ódio no olhar.
- E nem a sua mãe e nem o Zinho estavam em casa, Bunnie! - Nina replicou sorridente, ao passo que Bunnie, por sua vez, engolia em seco.
- Isso é mentira, mamãe! - Bunnie bradou ainda furiosa com a situação provocada por Sonda.
- Ah, qual é a sua, Bunnie! - Nina gargalhou furiosa. - Nós duas vimos! - Nina continuou desafiando Bunnie, que até sentiu vontade de bater em Nina.
- Vocês viram? - Bunnie gargalhou com cinismo, ao passo que Deda, por sua vez, a olhava furiosa. - Então, vocês duas precisam de usar óculos com urgência! - Bunnie continuou furiosa com as duas garotas, que riam provocantes para ela.
- Eu sabia que nem a sua mãe e nem o Zinho sabiam dessa situação, Bunnie! - Sonda continuou provocando a garota, que nada dizia, apenas bufava de raiva.
- E o quê vocês duas tem a ver com a minha vida? - Bunnie explodiu ainda furiosa com a situação provocada por Sonda, que continuava rindo da cara dela. - Eu não conheço nenhum garoto de motoca! - Bunnie continuou furiosa com as duas garotas, que continuavam rindo com cinismo.
- Minha filha, não perca o seu tempo discutindo com essas duas invejosas e vamos logo ao mercado comigo! - Deda, por sua vez, puxou Bunnie, que começou a seguir a sua mãe, e ainda ficou olhando furiosa para as duas garotas, que continuavam sorridentes e felizes demais por terem ferrado com a Bunnie.
- E não adianta você mentir, Bunnie! - Sonda gritou bem em alto e bom tom. - Conta logo para a sua mãe, quem é o garoto que tem uma motoca e que você está saindo escondido! - Sonda continuou provocando a garota, às gargalhadas, ao passo que essa, por sua vez, ainda olhava para trás, segurando na mão da mãe, que a puxava apavorada, com medo da filha apanhar de Sonda.
- Você está é com dor de cotovelo, Sonda! - Bunnie gritou furiosa. - E fica inventando coisas, isso tudo só porque eu ganhei o concurso Miss Primavera e você ficou chupando dedo! - Bunnie continuou às gargalhadas.
- Miss Primavera? - Sonda bradou às gargalhadas. - Que recebeu uma coroa de flores de papel crepom? - Sonda continuou às gargalhadas, ao passo que Bunnie, por sua vez, bufava de tão furiosa que estava, enquanto os vizinhos todos saíam para fora, a fim de contemplarem a discussão entre Sonda e Bunnie, sabendo que haveria tapas, puxões de cabelo e empurrões da parte das duas garotas furiosas. - Que eu acabei destruindo todinha, Bunnie? - Sonda continuou às gargalhadas, ao passo que Bunnie, por sua vez, ia até a garota, a fim de enfrentá - la e apanhando ou não, ela estava disposta a enfrentá - la.
- E quem sabe um dia ela poderá ser uma Miss Brasil, Sonda? - Deda perguntou, puxando a filha novamente para si. - E você, como uma reles mortal, vai engolir todas essas suas palavras de inveja! - Deda continuou furiosa com Sonda, que até deu de ombros e continuou às gargalhadas.
- Mãe, ela está se doendo de inveja! - Bunnie replicou ainda furiosa. - Ah, como eu queria que o pai dela ou a mãe dela vissem o que está acontecendo aqui! - Bunnie bradou, olhando para os céus e Deda, por sua vez, viu o gesto repentino da filha e sentiu pena da garota, embora depois, ela queria saber quem era o garoto de motoca que a levou para passear, assim como a Sonda e a Nina confirmaram para ela. - Porque ela está sendo vigiada, mamãe, ela não pode mais brigar com ninguém! - Bunnie continuou furiosa, ao passo que Sonda, por sua vez, continuava sorridente e provocante para o lado de Bunnie, que a olhava nervosa ainda.
- E seu pedido foi atendido, minha filha! - Deda bradou, apontando para o carro da mãe de Sonda, que estava chegando e Sonda, por sua vez, ao ver a mãe, foi correndo disfarçando e entrando para a sua casa, com medo da mãe brigar com ela, no meio da rua, ao passo que Nina, por sua vez, retirou - se rapidinho e atravessou a rua, em direção às sua casa, que era vizinha à casa de Bunnie.
- E aí, mãe? - Bunnie perguntou bem alto e ainda no meio da rua, ao passo que Claudete, por sua vez, olhava surpresa para as duas, ao sair do carro. - Conto ou não conto? - Bunnie continuou furiosa com a atitude de Sonda, que estava influenciando Nina a detestá - la.
- Conta sim, minha filha! - Deda também começou a falar, com raiva de Sonda e Nina.
- O quê está acontecendo, que vocês duas estão com medo de contar? - Claudete perguntou ainda curiosa.
- A Sonda provocou a minha mãe e também me provocou, inventando coisas sobre mim! - Bunnie comentou furiosa, ao passo que Claudete, por sua vez, olhava para dentro da sua casa, sem ao menos ver a sua filha por ali por perto.
- Sonda, pode vir aqui pra fora! - Claudete gritou furiosa, ao passo que Sonda, por sua vez, aparecia cabisbaixa, na porta da sala da sua casa. - Agora leve todos esses materiais para o meu escritório e depois nós vamos conversar! - Claudete bradou em tom ameaçador, ao passo que Sonda, por sua vez, ia até o carro da mãe e começava a levar as coisas da mãe para dentro da casa, para depois levá - las ao escritório da mãe, ao passo que Bunnie e Deda, contemplavam toda aquela cena com um enorme sorriso vitorioso nos lábios.
- O que está acontecendo aqui? - Clóvis perguntou, dirigindo - se até a sala.
- A sua filha novamente, está provocando a Deda e a Bunnie e elas vieram aqui reclamar! - Claudete comentou furiosa, ao passo que Bunnie, por sua vez, jogava o seu charme para cima de Clóvis, que nem tampouco importava - se com a presença da garota a toa, enquanto Deda e Claudete, olhavam furiosas para a garota safada.
- Eu fiz de tudo, falei com você, mas estou vendo que não adianta, Sonda! - Clóvis comentou furioso, ao passo que Sonda, por sua vez, olhava chateada para o pai e nada respondia e isso foi a glória para Deda e Bunnie. - Você gosta mesmo é de ter a fama de briguenta, não é, Sonda? - Clóvis continuou furioso com a garota, que não respondia as suas provocações.
- Nós pedimos desculpas para a explosão da nossa filha! - Clóvis bradou, ainda olhando para a safada da Bunnie, que estava toda provocante, como se fosse uma cadela no cio. - Ela está assim, porque perdeu o namorado! - Clóvis comentou o que não devia ter comentado e Claudete, por sua vez, olhou furiosa para ele. - O Cacio veio aqui desmanchar o namoro com ela! - Clóvis continuou comentando o que não deveria comentar, sob os olhares furiosos de Claudete.
- Nossa? - Bunnie perguntou surpresa e com um sorriso de orelha a orelha, pronta para atacar. - Ele veio aqui terminar com ela? - continuou curiosa e surpresa e sua felicidade ia a mil, só em pensar que ela poderia ter Acácio somente para ela!
- Eu não acredito que o senhor contou! - Sonda bradou furiosa e retirou - se com o intuito de chorar em seu quarto, de tão furiosa que ficou com o pai, olhou furiosa para ele e retirou - se bufando. - O senhor foi contar justo para quem, papai? - Sonda choramingou, ao passo que Bunnie e Deda, olharam - se surpresas e retiraram - se satisfeitas para irem ao mercado.
- Nossa, mamãe! - Bunnie cochichou surpresa. - Eu não acredito que o Cacio foi na casa dela para terminar com ela? - Bunnie perguntou ansiosa e feliz.
- E eu não acredito que você está saindo com um garoto de motoca, minha filha! - Deda bradou furiosa, ao passo que Bunnie a olhava fingindo - se surpresa.
- Mamãe, isso tudo são intrigas da Sonda! - Bunnie mentiu para ganhar tempo. - A senhora acredita ainda, mamãe? - Bunnie continuou ganhando tempo.
- Minha filha, eu não tenho nem o que falar, porque você não é nenhuma santa! - Deda bradou furiosa ao entrarem no mercadinho do pai de Acácio. - Eu vi muito bem que você ficou jogando seu charme para o pai da Sonda! - Deda continuou furiosa com a situação provocada pela filha que a olhou, fingindo surpresa.
- Eu, mamãe? - Bunnie perguntou fingindo - se de nervosa.
- Você mesma, minha filha! - Deda continuou furiosa com a filha. - Por isso que eu não duvido nada dessa história de você estar saindo com um garoto que tem uma motoca! - Deda continuou furiosa com a filha que nada respondeu.
- Mamãe, a senhora não sabe como a Sonda e a Nina se mordem de inveja de mim, e eu já disse que isso são intrigas delas, principalmente da Sonda, que vive me desafiando! - Bunnie continuou fazendo - se de vítima, sob os olhares furiosos da mãe, que nada mais disse, pois sabia que de nada adiantava, porque Bunnie não iria endireitar mesmo!
- Que história é essa de você ficar se engraçando para aquela vagabundinha, hein, Clóvis? - Claudete perguntou ao marido, logo que os dois entraram em casa, depois de terminarem de carregar o carro.
- Ela que olhou primeiro, Claudete! - Clóvis tentou defender - se.
- E você gostou, não foi? - Claudete perguntou furiosa.
- Mulher, o quê você quer que eu faça? - Clóvis perguntou nervoso, ao passo que Claudete, por sua vez, bufava de raiva do marido.
- Nada, só não olhe mais, oras! - Claudete bradou retirando - se furiosa, pois não queria nem olhar para a cara do marido, que acabou ficando quieto, pois havia percebido que a mulher ainda estava nervosa com a situação provocada pela filha.
- E cadê a Sonda? - Clóvis perguntou bem alto, para que a mulher escutasse.
- Ela foi correndo para o seu quarto chorar! - Claudete também respondeu bem alto para que o marido escutasse. - Tudo isso porque você foi contar o que não devia para a Bunnie! - Claudete apareceu novamente e olhou feio para o marido que nada disse.
- Mas ela ia saber mesmo, porque nós somos muito conhecidos aqui no bairro! - Clóvis bradou ainda furioso com a situação. - Ela chora por isso mas não chora pelo que ela anda fazendo por aí! - Clóvis observou ainda furioso.
- Nina! - Bunnie começou a chamar a garota loira, no portão da casa dela e a garota, por sua vez, saiu de dentro de sua casa, totalmente sem graça e de lábios crispados. - Você não viu o que eu vi, depois que a mãe da Sonda chegou! - Bunnie comentou feliz e ansiosa.
- Uhn, e o quê foi que você viu, Bunnie? - Nina perguntou com desdém.
- O pai da Sonda veio falando que o Cacio foi lá para desmanchar com ela e até agora eu não estou acreditando nessa história, Nina! - Bunnie bradou feliz e ansiosa.
- E agora você vai desmanchar do garoto da motoca para tentar investir no Cacio? - Nina perguntou em tom provocante, ao passo que Bunnie, por sua vez, a olhava furiosa.
- Não eu não vou desmanchar de ninguém, porque para começo de conversa eu não estou namorando ninguém, Nina! - Bunnie bradou furiosa, ao passo que Nina, por sua vez, ria com desdém.
- Ah, então desculpe - me, aquele garoto da motoca não era ninguém, não é mesmo, Bunnie? - Nina continuou em tom provocante, ao passo que Bunnie, por sua vez, havia percebido que a garota chata não queria mesmo papo com ela.
- Um dia você vai perceber que a Sonda não é amizade para você e vai vir correndo atrás de mim! - Bunnie apontou o dedo para ela, com muita fúria.
- E por quê você faz tanta questão da minha amizade, Bunnie? - Nina perguntou com desdém.
- Porque você nós somos vizinhas e podemos ser cúmplices uma da outra, oras! - Bunnie deu de ombros, ao passo que Nina, por sua vez, ria da cara da garota que retirava - se toda sorridente e feliz.
- Você já foi se jogar para cima do Cacio, Bunnie? - Deda perguntou, ao ver a filha, entrando em casa.
- Eu? - Bunnie perguntou, fingindo - se de inocente. - Imagine mamãe! - Bunnie benzeu - se, sob os olhares duvidosos da mãe. - Eu odeio esse negócio de ficar se jogando para cima dos homens! - Bunnie comentou, sob as gargalhadas de Zinho. - Os garotos é que se jogam para mim, mamãe, eu não tenho culpa de ser tão irresistível! - Bunnie continuou, ainda sob as gargalhadas de Zinho.
- Sei, Bunnie, eu vi muito bem o seu comportamento e a sua felicidade extrema ao saber que o Cacio foi lá na casa da Sonda para terminar o namoro com ela! - Deda revelou, sob os olhares surpresos de Zinho.
- O quê? - Zinho perguntou ainda surpreso. - O Cacio foi lá na casa da Sonda para terminar o namoro com ela, mamãe? - Zinho continuou surpreso.
- Foi! - Deda confirmou, ao passo que Zinho, por sua vez, olhava surpreso para ela.
- Então, não adianta a senhora falar com a Bunnie, porque agora ela vai mesmo investir encima do Cacio! - Zinho alertou a mãe, sob os olhares furiosos da irmã.
- E a Sonda e a Nina comentaram que viram a Bunnie subindo numa motoca de um garoto, com essas roupinhas provocantes que ela anda, num dia que nem eu e nem você estávamos em casa! - Deda comentou para Zinho, que olhou furioso para a irmã.
- Me diga quem é esse crápula, sua desgraçada! - Zinho olhou furioso para a irmã que engoliu em seco.
- Eu já disse que é intriga da Sonda e da Nina, mamãe! - Bunnie choramingou, sob os olhares duvidosos de Zinho e Deda.
- Ninguém aqui acredita em suas conversas, Bunnie! - Zinho bradou furioso, sob os olhares furiosos de Bunnie.
- Você também faz coisas erradas e ninguém te põe contra a parede, como vocês dois estão fazendo aqui! - Bunnie apontou furiosa para o irmão, que deu um sorriso cínico.
- E que tipos de coisas erradas que eu faço, Bunnie? - Zinho perguntou ríspido.
- Um exemplo, são esses amigos que você tem, que fumam não sei o quê e bebem não sei o que lá! - Bunnie respondeu cínica, sob os olhares furiosos de Zinho.
- Você está insinuando que todos os meus amigos são maconheiros? - Zinho perguntou furioso.
- E de marca maior! - Bunnie respondeu furiosa.
- Por quê? - Zinho perguntou ainda furioso com a irmã. - Você já beijou a boca de alguns deles, para sentir o gosto de maconha? - Zinho perguntou em tom de provocação.
- Não é preciso beijar a boca de nenhum deles para sentir o cheiro de maconha, basta olhar para a cara deles e sentir o cheiro de longe, Zinho! - Bunnie bradou ríspida, ao passo que Zinho, por sua vez, olhava furioso para a irmã, pronto para dar uma surra nela.
- Eih, vamos parar com essa discussão, porque isso não leva a nada! - Deda olhou feio para os dois filhos, que continuavam desafiando - se com o olhar. - O fato é que a Bunnie gostou que o Cacio desmanchou o namoro com a Sonda e essa festa que teve aqui em casa, estava realmente fedendo a maconha pura! - Deda comentou, olhando feio para Zinho, logo após olhar feio para Bunnie. - E eu só espero que você não esteja usando essa ervinha maldita, meu filho! - Deda continuou repreendendo o filho com o olhar. - E espero também, Bunnie, que você tome juízo e páre de dar encima dos homens casados e de desejar o Cacio, que mal terminou o namoro com a Sonda! - Deda o aconselhou e só aí Zinho sacou que Acácio iria correr atrás de Marion e que ele perderia a sua amada e então, pensou que a única solução para ele, seria apoiar a irmã a namorar o garoto, assim, ele ganharia Marion de uma vez para ele!
- Homens casados? - Zinho perguntou furioso. - Como assim, mamãe? - Zinho perguntou ainda furioso.
- Ela jogou um charminho para o pai da Sonda, que também acabou gostando! - Deda comentou, olhando sério para o filho, ao passo que Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para a mãe, pois ela não queria que Zinho soubesse do fato ocorrido.
- Mas você é muito safada mesmo, não é, Bunnie? - Zinho olhou furioso para a irmã, que retirou - se furiosa, rumo ao seu quarto, sabendo que Zinho ainda discutiria mais com ela, ao saber desse novo fato.
- A Sonda e a Nina falam das minhas roupas mas também me imitam! - Bunnie bradou de lá do seu quarto, ao passo que Zinho e Deda ficaram olhando - se, sem nada dizer.
- Vai ter a inauguração do Black Panther! - Sandro comentou jogando futebol com seus amigos, ao passo que Dorise, que estava na porta da sua casa, brincando com suas bonecas e suas personagens imaginárias, olhava surpresa para ele.
- Sandro! - Dorise chamou - o ansiosa, ao passo que o garoto, por sua vez, voltava - se ansioso para ela.
- O quê foi, Dorise? - Sandro perguntou delicado, ao passo que a garota sorria toda feliz para ele.
- Com qual roupa é para ir na inauguração do Black Panther? - Dorise perguntou ansiosa, ao passo que Acácio, por sua vez, olhou surpreso para o primo.
- Roupa? - Sandro perguntou surpreso e olhou para Acácio em tom de interrogação. - E por acaso você foi convidada, Dorise? - Sandro perguntou com desdém.
- Não, mas o convite não está sendo estendido para a escola inteira, primo? - Dorise perguntou ansiosa.
- Dorise, isso não é para crianças! - Sandro começou a falar calmo para a sua prima. - Mas em todo caso, você pode ir com a sua camisola, o quê você acha? - Sandro perguntou com desdém e despertando gargalhadas em todos os seus colegas, ao passo que Dorise, por sua vez, bufava de raiva do primo e logo Acamir apareceu na janela, observando Acácio, que também se matava de rir, disfarçar, para que o pai não percebesse que ele estava rindo da cara da irmã.
E assim, todos pararam de rir aos poucos, conforme viam Acamir ainda olhando feio e debruçado na janela do seu quarto, e somente o palhaço do Zinho, que não percebeu que Acamir estava debruçado na janela de seu quarto, com a cara bem vermelha de tanta raiva que estava sentindo por todos rirem da cara da sua queridinha.
- Ah, você viu, Cacio? - Zinho perguntou, batendo nas costas do garoto, que quase caiu de tamanho o safanão que havia recebido do garoto palhaço. - Todo mundo ficou quieto! - Zinho continuou às gargalhadas.
- Só você que não se mancou ainda, Zinho! - Acácio comentou, fazendo sinal com a cabeça e aí sim, o idiota do Zinho percebeu que Acamir estava furioso, debruçado na janela do seu quarto.
- Acácio, desgraçado! - Acamir começou a gritar feito um louco, ao passo que Olívia, por sua vez, assustou - se com a reação do marido, e Acácio, por sua vez, lembrou - se do que o pai havia dito para ele: "Eu vou fazer você passar vergonha em frente aos seus colegas!" e gelou, pois agora seria a hora da bronca que ele iria tomar do pai, e até lembrou - se que poderia levar uma surra.
E Sonda, que passava triste e cabisbaixa pela rua, até parou para ver a bronca que Acácio iria tomar em frente aos seus amigos.
- O quê foi agora, papai? - Acácio perguntou, engolindo em seco, poisa sabia que se não desse confiança para o pai, no mínimo ele sairia dali de onde ele estava e pegaria uma cinta e daria nele em frente de quem fosse, até mesmo do presidente!
- O quê foi agora? - Acamir perguntou, imitando ao filho, que olhava engolindo em seco para ele. - Eu quero que você entre agora, seu desgraçado! - Acamir continuou furioso com o filho, que jogou a bola para o primo Sandro, que ficou olhando para o primo com desdém.
- Ih, o Cacio não vai escapar dessa, cara! - Herbert olhou para Sandro, enquanto Acácio, por sua vez, entrava em sua casa, morrendo de medo do pai, sob as risadinhas de Dorise.
- Eu tenho certeza que ele não escapará mesmo, Herbert! - Sandro respondeu com dó do primo que entrava cabisbaixo para dentro da sua casa, pronto para levar bronca do pai e apanhar também.
- Mas, por quê será que o pai dele vai brigar com ele, Sandro? - Herbert perguntou ansioso.
- Porque o meu pai o levou até a minha casa para ele terminar com a Sonda e também por causa dessa palhaçada aí que nós todos cometemos de rirmos da cara da Dorise! - Sandro explicou, deixando Herbert surpreso e boquiaberto com a situação que havia acontecido com a pobre da Sonda.
- O quê? - Herbert perguntou ansioso e feliz. - O Cacio foi forçado pelo seu pai a terminar com a Sonda? - perguntou feliz, ao passo que Dorise, por sua vez, escutava a conversa e já guardava as suas bonecas, pronta para contar a nova fofoca para a mãe.
- Exatamente! - Sandro concordou dando um tapinha nas costas do amigo, que ficou até anestesiado, de tão feliz que ficou.
- Cara, você não sabe como eu estou feliz em saber disso! - Herbert bradou, dando seus pulinhos de felicidade, ao passo que Sonda, por sua vez, observava tudo com um brilho no olhar.
- E não fique todo feliz e radiante não, porque o meu pai não quer vê - la mais de namoricos por aí com ninguém! - Sandro respondeu altivo, ao passo que Herbert, por sua vez, ficou triste pela segunda notícia.
- De namoricos por aí, Sandro? - Herbert perguntou chateado com a situação. - Imagine! - Herbert benzeu - se. - Eu e a Sonda vamos namorar de mãos dadas, sentados no sofá da sua casa, oras! - Herbert deu de ombros, sob os olhares ansiosos de Sandro, que aprovava o namoro entre Herbert e Sonda, somente para não ver Fred na cola da sua irmã.
- Isso é sério mesmo, Herbert? - Sandro perguntou ainda surpreso com a decisão repentina do amigo.
- É sério! - Herbert respondeu olhando feliz para o amigo. -Eu vou namorar a sua irmã, você verá! - Herbert bradou certo de que namoraria Sonda e Herbert, por sua vez, mal sabia que Sonda escutava a conversa entre os dois garotos, toda ansiosa e feliz, e Sandro, que estava todo sorridente, olhou para trás e contemplou o belo sorriso da irmã e cutucou o garoto sonhador, para que ele também olhasse para trás e contemplasse o belo sorriso da garota afoita e ansiosa.
- Mamãe, a senhora ficou sabendo que o Cacio foi forçado pelo tio a terminar com a Sonda? - Dorise perguntou entrando ofegante, diretamente na cozinha, onde a sua mãe estava preparando a carne.
- O quê? - Olívia perguntou ansiosa. - Quem foi que te contou isso, minha filha? - Olívia continuou ansiosa.
- Eu ouvi o Sandro comentando isso para o Herbert, aquele que quer namorar a Sonda! - Dorise comentou ansiosa.
- Mal o Cacio termina com a Sonda, ela já arruma outro para colocar em seu lugar! - Olívia comentou furiosa. - E eu até acho que a Sonda deve estar desconfiada que a próxima garota que o Cacio vai arrumar é a Bunnie, minha filha! - Olívia olhou sério para a filha, que era criança ainda para entender as conversas da mãe.
- O quê, como assim, mamãe? - Dorise perguntou ansiosa.
- Eu vi as duas discutindo feio hoje pela manhã, minha filha! - Olívia comentou benzendo - se. - Pelo amor de Deus, eu só espero que o Cacio tenha juízo naquela cabecinha e não me traga aquela garota maldita aqui para dentro de casa! - Olívia comentou, olhando sério para a filha, que sorriu também, sem ao menos entender a situação que a mãe tanto falava.
- O quê foi que eu fiz dessa vez, papai? - Acácio perguntou, dirigindo - se ao pai, que já estava sentado em sua poltrona.
- O quê foi que você fez, Acácio? - Acamir perguntou furioso. - Seu desgraçado! - Acamir continuou xingando ao filho, que engolia em seco, ao passo que os demais, que estavam aguardando Acácio, do lado de fora, para jogar, saíram rapidinho, ao ouvir os gritos de Acamir, pois sabiam que Acácio não sairia mais de lá sã e salvo.
- Você vai bater no Cacio agora, Acamir? - Olívia aproximou - se nervosa do filho e do marido e Acácio, por sua vez, estava totalmente vermelho de nervoso e pedindo socorro em silêncio para a mãe, sabendo que dali não escaparia.
- Não, eu vou bater o mês que vem! - Acamir respondeu ríspido e olhou feio para a mulher, que até afastou - se, com medo de apanhar também.
- Mas por quê você vai bater no Cacio? - Olívia perguntou ansiosa e com medo da próxima resposta, mas tinha que perguntar para mostrar serviço para o filho, que poderia até pensar que ela não estava nem aí com ele.
- Ora, você sabe muito bem, mulher! - Acamir largou o braço com estupidez e ficou olhando furioso para a mulher, que engoliu em seco, com medo de levar mais bronca ainda do marido. - Vá para a cozinha temperar a carne que eu vou acertar Acácio aqui mesmo! - Acamir ordenou, ao passo que Acácio, por sua vez, olhava para a mãe, pedindo socorro com os olhos, mas essa, por sua vez, não podia fazer nada em relação ao filho.
- Não! - Olívia gritou furiosa, ao ver o marido tirando a sua cinta para bater no pobre do filho, que olhava para ele assustado e com medo, Dudu e Dorise observavam tudo calados e apreensivos.
- Mulher! - Acamir gritou furioso com a mulher que estava bem na sua frente. - O que foi que eu falei para você fazer? - Acamir continuou no mesmo tom de fúria, ao passo que Acácio, por sua vez, olhava ainda assustado para o pai.
- Acamir, eu não vou sair daqui! - Olívia continuou no mesmo tom de fúria do marido, e bateu seu pé no chão e Acamir, por sua vez, deu um sorrisinho maldoso, disfarçando para não descer a cinta na mulher, com o intuito de não traumatizar as crianças, apenas exibiu o seu sorrisinho maldoso para a mulher, que continuou olhando furiosa para ele.
- Aé? - Acamir perguntou colérico. - Você não vai sair daqui, Olívia? - Acamir continuou furioso, mandando um tremendo bofetão na cara de Acácio, somente para não bater na mulher, coisa que ele jamais queria, e Acácio, por sua vez, recebeu o violento bofetão, ainda surpreso, pois jamais imaginava que seu pai iria fazer aquilo num momento inoportuno, tanto é que a reação de Acácio, foi simplesmente um choro abafado e meio em silêncio, ao passo que Acamir, por sua vez, olhava colérico para o filho.
- Ai, não, Acamir! - Olívia gritou colérica e apavorada pela reação abrupta do marido. - Ao invés de bater no Cacio, por quê você não bateu na maldita da Marion? - Olívia continuou aos gritos, ao passo que Acamir, ficou olhando incrédulo para a mulher, e Olívia, por sua vez, acabou sentindo que não deveria de ter feito aquele tipo de pergunta para o seu marido em uma hora tão inoportuna, a hora da surra que o filho iria levar e isso só serviria para multiplicar a raiva do marido e para piorar as coisas...
- Vá para o quarto, sua nojenta! - Acamir continuou furioso com a mulher que logo retirou - se, tamanho medo que sentiu da fúria do marido.
- Acamir, pelo amor de Deus, o garoto nem sabe o "porque" ele está para levar uma violenta surra! - Olívia bradou, penalizando - se do filho, já próxima ao quarto, ao passo que, Acamir rangia os dentes de raiva da mulher, por ela estar defendendo o filho que estava errado.
- Ele não sabe? - Acamir perguntou às gargalhadas. - É claro que ele sabe! - continuou no mesmo tom de fúria. - Sabe e muito! - Acamir gargalhou sarcástico. - O motivo foi o que aconteceu lá fora! - Acamir continuou furioso com o filho. - E também tem outro motivo, Acácio! - Acamir olhou furioso para o filho, que nada dizia, apenas engolia em seco. - O motivo é a Sonda, que estava bisbilhotando toda a situação e você nem percebeu, seu trouxa! - Acamir continuou furioso com o filho, que desejava estar morto aquela hora, para não levar aquela violenta surra do pai que estava nadando na fúria incontrolada de um pai traído.
E Olívia achou melhor não defender mais o filho, sabendo que ele levaria essa surra inevitável do pai, e ficou disfarçando para não ver a cena horrorosa, com muita dor no coração, comparada à dor que ela sentiu ao ver Dudu apanhar do pai pela primeira vez.
E Acácio, por sua vez, levava violentas cintadas do pai furioso, chutes, ao cair no chão, murros na boca do estômago, quando estava encolhido e indefesa, recebia também violentas bordoadas no rosto, e chorava copiosamente e Acamir, por sua vez, nada dizia, apenas reagia batendo no pobre filho indefeso.
- Pai! - Acácio sussurrou bem no meio da surra, pois não aguentava mais aquilo. - Por quê o senhor está fazendo isso tudo comigo? - Acácio perguntou choramingando, e Acamir, por sua vez, batia ainda mais no garoto, com o sorriso maldoso, sem nem ao menos se importar com o sofrimento do filho, e Olívia, por sua vez, chorava copiosamente pela desgraça que se sucedia com o filho mais velho, sem nada poder fazer...
E Dorise, por sua vez, já sentia muita dó do irmão, e até estava perdoando o pobre, pela risada irônica que ele deu, quando ela perguntou com qual roupa ela poderia ir na inauguração do Black Panther.
- Porque eu quero! - Acamir respondeu furioso e batendo no pobre do garoto. - Porque eu gosto de fazer isso, oras! - deu de ombros e puxou o garoto para si, para poder fazê - lo sofrer ainda mais. - Você não vê que eu faço isso todos os dias com você, Cacio? - Acamir perguntou sarcástico e furioso. - E por acaso você sabe o que a gente faz com garotos assanhados e namoradores, que vão atrás das filhas dos outros? - Acamir perguntou irônico, enquanto Acácio soluçava furioso. - Se não sabe, está sabendo agora! - Acamir continuou furioso com o garoto, que nada dizia, apenas chorava e soluçava, enquanto o pai continuava a bater nele com toda a fúria do mundo e agora ele não apanhava mais na cara, apanhava nas costas, pois estava achando muito humilhante apanhar na cara!
- Pai, mas é por causa disso que o senhor está me batendo? - Acácio perguntou ainda na inocência.
- E você acha que está apanhando por causa do quê, então? - Acamir perguntou furioso para o filho. - Você pensa que eu estou satisfeito e acho bonito ter um filho que nem saiu dos cueiros ainda namorando com a prima dele? - Acamir continuou no mesmo tom de fúria, ao passo que Acácio, por sua vez, ainda olhava para o pai e soluçava.
- Mas pai, eu não sou mais criança! - Acácio soluçou, olhando sério para o pai, que nada dizia, apenas crispava os lábios de raiva do filho.
- Ah, você não é mais criança? - Acamir gargalhou com satisfação. - E por isso você aproveitou todo esse tempo da sua prima, não é? - Acamir continuou furioso com o filho, que engolia em seco.
- Acamir, pelo amor de Deus! - Olívia bradou, bem próxima ao marido. - Olha como fala com o seu filho e vê se pára de castigá - lo! - Olívia bradou, penalizando - se do filho, que olhou para ela com um pedido de socorro nos olhos, ao passo que Acamir, por sua vez, lascava mais cintadas ainda nas costas do pobre garoto indefeso...
- E daí? - Acamir deu de ombros, olhando furioso para a mulher, e assim, Acácio podia aproveitar e escapar dali, mas... De tão bobão e medroso que ele era, acabou ficando ali mesmo, e na mesma posição, esperando o pai bater mais, ao passo que Olívia, por sua vez, olhava furiosa para ele, não entendendo a situação do filho. - Eu não estou falando com o presidente da república mesmo! - Acamir continuou fazendo desaforo para a mulher, que continuava olhando para ele indignada. - Estou falando com o meu filho, oras! - Acamir continuou fazendo gestos mal criados para a mulher, que olhava furiosa para ele, e continuou dando violentas cintadas no garoto e Olívia, por sua vez, viu seu filho apanhar feito um escravo acorrentado, e no tronco, por ter desobedecido o seu feitor.
- Deixa de ser besta, homem! - Olívia olhou furiosa para o marido. - Com o presidente você poderá falar até pior se você quiser! - Olívia deu de ombros, ao passo que Acamir, por sua vez, olhava feio para ela. - Mas com o nosso filho, não! - Olívia continuou furiosa com o marido, que nada dizia, pois Olívia não gostava mesmo do presidente da república da época, pois ele dizia que preferia sentir o cheiro dos cavalos dele, do que do próprio povo! - Chega de bater! - Olívia ordenou, puxando Acácio para si, que não fazia nenhum esforço para ir até a mãe. - E você quer ficar aí apanhando do seu pai? - Olívia continuou furiosa, com a reação do filho.
- Não! - Acácio choramingou sem forças para levantar - se.
- Volte aqui com esse garoto, Olívia! - Acamir continuou furioso com a mulher, e deu uma violenta cintada no sofá, apenas para não dar a violenta cintada na mulher, que era sua vontade.
- E você não vai mais bater no seu filho, Acamir! - Olívia continuou furiosa e abriu a porta do quarto do garoto, quase machucando os outros dois filhos, que escutavam tudo atrás da porta.
E Olívia, por sua vez, entrou no quarto com os seus três filhos e trancou a porta do mesmo, para que seu violento marido não forçasse a porta para entrar, e curou as ataduras do filho, que chorava copiosamente, e lamentava - se pela violenta surra que havia levado do pai, ao passo que a casa ficou totalmente em silêncio, porque Acamir, de tão nervoso que estava, pegou seu carro e foi dar umas voltas, para poder se acalmar um pouco ou bater o carro logo de uma vez...
- Por quê você bateu em nosso filho, Acamir? - Olívia perguntou, servindo o jantar para os garotos, enquanto o marido entrava de cara amarrada em casa.
- Porque o seu filho não tem vergonha na cara! - Acamir disse furioso.
- E o quê ele fez para não ter vergonha na cara, homem? - Olívia perguntou ainda mais furiosa.
- Ele estava namorando a Sonda, e o meu irmão fez logo ele terminar com ela, mas o Cacio não sossega! - Acamir reclamou ainda nervoso e olhando feio para o filho, que baixou os olhos sem graça.
- Mas por quê ele não sossega, homem? - Olívia perguntou ainda furiosa.
- Porque ele quer namorar a Marion, agora! - Acamir continuou no mesmo tom de fúria, ao passo que Olívia, por sua vez, olhou furiosa para o filho e ainda de lábios crispados.
- O quê? - Olívia perguntou admirada, logo após um tempinho. - Então ele merecia outra surra! - Olívia continuou olhando feio para o filho, ao passo que Acácio, por sua vez, engolia em seco, ao ver a cara feia da mãe e Acamir ria da cara do filho, que também estava com medo de levar uma violenta surra da mãe.
- Não, espere aí! - Acamir bradou ríspido. - Agora sou eu quem não quer que ele apanhe mais! - Acamir bradou, olhando furioso para a mulher, que olhava para ele indignada. - Deixe - o, que a vida vai ensiná - lo a viver! - Acamir olhou furioso para o filho. - E também vai ensiná - lo a não se meter aonde ele não foi chamado! - Acamir continuou no mesmo tom de fúria, ao passo que Olívia, por sua vez, ria mais aliviada e lembrava - se dos seus folguedos de adolescente, e pelas coisas que ela havia passado, antes de conhecer seu marido e jamais poderia reprovar as idéias absurdas do filho!
- Ah, então foi por causa da Marion que você bateu nele? - Olívia perguntou furiosa. - Não foi por causa da Sonda, como eu estava pensando? - Olívia perguntou totalmente indignada com a situação, ao passo que Acamir, por sua vez, olhava furioso para a mulher.
- Ninguém me tira da cabeça e eu sempre pensei, que quando a mãe cria os filhos sozinha, esses ficam ainda mais estragados do que são! - Acamir olhou furioso para a mulher, que olhou surpresa para ele. - Eu nunca devia ter deixado esses garotos em suas mãos, como eu sempre deixei e me arrependo hoje! - Acamir continuou olhando com o olhar acusador para a pobre da mulher, que nada dizia, apenas escutava a opinião chula do marido. - E se eu tivesse criado os meus três filhos, do jeito que o meu pai me criou, junto com o meu irmão, teria sido tudo diferente! - Acamir olhou para os três garotos, que nada diziam, apenas comiam calados, devido ao medo que tinham do pai. - Hoje eles teriam mais respeito, mais educação e não se meteriam em tanta confusão, como se metem! - Acamir continuou furioso, ao passo que Olívia, por sua vez, olhava furiosa para o marido. - O meu pai deixava a minha mãe em casa, fazendo a macarronada de domingo, e levava a gente para trabalhar com ele, na cantina! - Acamir olhou furioso para Acácio, vendo - se trabalhando, servindo as mesas, na idade dele! - E é por isso que nós somos bem educados! - Acamir olhou sério para Olívia, que estava furiosa com as idéias ultrapassadas do marido. - Agora, quando eu cismo de levar o Cacio para ajudar na padaria ou no açougue do mercadinho, você acha ruim! - Acamir fez careta para a mulher. - Fala que ele ainda não sabe trabalhar, mas é de pequeno que se aprende, mulher! - continuou furioso com a mulher, que olhava para ele, com desdém. - E o meu pai nunca precisou bater na gente, assim como eu já bati no Dudu e no Acácio! - Acamir bradou, vendo a mulher chorar copiosamente, sentindo - se culpada pelos filhos serem mal criados.
- Aé, belo? - Olívia reagiu, imitando o italiano arrastado do marido. - Por isso é que vocês dois são tão bem educados, não é? - Olívia continuou no mesmo tom do marido, que olhava bufando para ela.
- E somos mesmo, Olívia! - Acamir bradou, tentando desarmar a mulher. - Não existia você em minha vida! - benzeu - se, olhando furioso para a mulher. - Se naquela época, existisse em todas as casas, uma "Olívia", o mundo, com certeza, estaria mais perdido do que hoje! - continuou furioso, e Olívia, por sua vez, continuava chorando, copiosamente, e a cada palavra áspera e grosseira do marido, ela chorava copiosamente.
Olívia, por sua vez, ficou chorando todas as lágrimas do mundo, ao passo que Acamir, por sua vez, retirava - se novamente, com seu carro último tipo, e saía, sem importar - se com a desespero da mulher por não saber educar seus filhos.
E a grande inauguração chegou!!!
Já estava quase no final do ano, para a alegria de alguns e para a tristeza de outros...
As mesas da danceteria estavam lotadas de jovens na grande matinê anunciada por Sandro!
E todos os presentes ali, receberam flayers de cortesia para curtirem a mais nova matinê dançante de São Paulo!
E muita gente pequena ainda, disputava seus lugares do lado de fora, com o intuito de entrar na mais nova danceteria que estava sendo inaugurada naquela estrondosa e ensolarada tarde de sábado!
Seria bom, porque a nova danceteria concorreria com a lendária Toco, que não ficava muito longe dali, então...
Os jovens poderiam dividir - se entre uma danceteria e outra...
- Nossa, mamãe! - Bunnie cochichou surpresa. - Eu não acredito que o Cacio foi na casa dela para terminar com ela? - Bunnie perguntou ansiosa e feliz.
- E eu não acredito que você está saindo com um garoto de motoca, minha filha! - Deda bradou furiosa, ao passo que Bunnie a olhava fingindo - se surpresa.
- Mamãe, isso tudo são intrigas da Sonda! - Bunnie mentiu para ganhar tempo. - A senhora acredita ainda, mamãe? - Bunnie continuou ganhando tempo.
- Minha filha, eu não tenho nem o que falar, porque você não é nenhuma santa! - Deda bradou furiosa ao entrarem no mercadinho do pai de Acácio. - Eu vi muito bem que você ficou jogando seu charme para o pai da Sonda! - Deda continuou furiosa com a situação provocada pela filha que a olhou, fingindo surpresa.
- Eu, mamãe? - Bunnie perguntou fingindo - se de nervosa.
- Você mesma, minha filha! - Deda continuou furiosa com a filha. - Por isso que eu não duvido nada dessa história de você estar saindo com um garoto que tem uma motoca! - Deda continuou furiosa com a filha que nada respondeu.
- Mamãe, a senhora não sabe como a Sonda e a Nina se mordem de inveja de mim, e eu já disse que isso são intrigas delas, principalmente da Sonda, que vive me desafiando! - Bunnie continuou fazendo - se de vítima, sob os olhares furiosos da mãe, que nada mais disse, pois sabia que de nada adiantava, porque Bunnie não iria endireitar mesmo!
- Que história é essa de você ficar se engraçando para aquela vagabundinha, hein, Clóvis? - Claudete perguntou ao marido, logo que os dois entraram em casa, depois de terminarem de carregar o carro.
- Ela que olhou primeiro, Claudete! - Clóvis tentou defender - se.
- E você gostou, não foi? - Claudete perguntou furiosa.
- Mulher, o quê você quer que eu faça? - Clóvis perguntou nervoso, ao passo que Claudete, por sua vez, bufava de raiva do marido.
- Nada, só não olhe mais, oras! - Claudete bradou retirando - se furiosa, pois não queria nem olhar para a cara do marido, que acabou ficando quieto, pois havia percebido que a mulher ainda estava nervosa com a situação provocada pela filha.
- E cadê a Sonda? - Clóvis perguntou bem alto, para que a mulher escutasse.
- Ela foi correndo para o seu quarto chorar! - Claudete também respondeu bem alto para que o marido escutasse. - Tudo isso porque você foi contar o que não devia para a Bunnie! - Claudete apareceu novamente e olhou feio para o marido que nada disse.
- Mas ela ia saber mesmo, porque nós somos muito conhecidos aqui no bairro! - Clóvis bradou ainda furioso com a situação. - Ela chora por isso mas não chora pelo que ela anda fazendo por aí! - Clóvis observou ainda furioso.
- Nina! - Bunnie começou a chamar a garota loira, no portão da casa dela e a garota, por sua vez, saiu de dentro de sua casa, totalmente sem graça e de lábios crispados. - Você não viu o que eu vi, depois que a mãe da Sonda chegou! - Bunnie comentou feliz e ansiosa.
- Uhn, e o quê foi que você viu, Bunnie? - Nina perguntou com desdém.
- O pai da Sonda veio falando que o Cacio foi lá para desmanchar com ela e até agora eu não estou acreditando nessa história, Nina! - Bunnie bradou feliz e ansiosa.
- E agora você vai desmanchar do garoto da motoca para tentar investir no Cacio? - Nina perguntou em tom provocante, ao passo que Bunnie, por sua vez, a olhava furiosa.
- Não eu não vou desmanchar de ninguém, porque para começo de conversa eu não estou namorando ninguém, Nina! - Bunnie bradou furiosa, ao passo que Nina, por sua vez, ria com desdém.
- Ah, então desculpe - me, aquele garoto da motoca não era ninguém, não é mesmo, Bunnie? - Nina continuou em tom provocante, ao passo que Bunnie, por sua vez, havia percebido que a garota chata não queria mesmo papo com ela.
- Um dia você vai perceber que a Sonda não é amizade para você e vai vir correndo atrás de mim! - Bunnie apontou o dedo para ela, com muita fúria.
- E por quê você faz tanta questão da minha amizade, Bunnie? - Nina perguntou com desdém.
- Porque você nós somos vizinhas e podemos ser cúmplices uma da outra, oras! - Bunnie deu de ombros, ao passo que Nina, por sua vez, ria da cara da garota que retirava - se toda sorridente e feliz.
- Você já foi se jogar para cima do Cacio, Bunnie? - Deda perguntou, ao ver a filha, entrando em casa.
- Eu? - Bunnie perguntou, fingindo - se de inocente. - Imagine mamãe! - Bunnie benzeu - se, sob os olhares duvidosos da mãe. - Eu odeio esse negócio de ficar se jogando para cima dos homens! - Bunnie comentou, sob as gargalhadas de Zinho. - Os garotos é que se jogam para mim, mamãe, eu não tenho culpa de ser tão irresistível! - Bunnie continuou, ainda sob as gargalhadas de Zinho.
- Sei, Bunnie, eu vi muito bem o seu comportamento e a sua felicidade extrema ao saber que o Cacio foi lá na casa da Sonda para terminar o namoro com ela! - Deda revelou, sob os olhares surpresos de Zinho.
- O quê? - Zinho perguntou ainda surpreso. - O Cacio foi lá na casa da Sonda para terminar o namoro com ela, mamãe? - Zinho continuou surpreso.
- Foi! - Deda confirmou, ao passo que Zinho, por sua vez, olhava surpreso para ela.
- Então, não adianta a senhora falar com a Bunnie, porque agora ela vai mesmo investir encima do Cacio! - Zinho alertou a mãe, sob os olhares furiosos da irmã.
- E a Sonda e a Nina comentaram que viram a Bunnie subindo numa motoca de um garoto, com essas roupinhas provocantes que ela anda, num dia que nem eu e nem você estávamos em casa! - Deda comentou para Zinho, que olhou furioso para a irmã.
- Me diga quem é esse crápula, sua desgraçada! - Zinho olhou furioso para a irmã que engoliu em seco.
- Eu já disse que é intriga da Sonda e da Nina, mamãe! - Bunnie choramingou, sob os olhares duvidosos de Zinho e Deda.
- Ninguém aqui acredita em suas conversas, Bunnie! - Zinho bradou furioso, sob os olhares furiosos de Bunnie.
- Você também faz coisas erradas e ninguém te põe contra a parede, como vocês dois estão fazendo aqui! - Bunnie apontou furiosa para o irmão, que deu um sorriso cínico.
- E que tipos de coisas erradas que eu faço, Bunnie? - Zinho perguntou ríspido.
- Um exemplo, são esses amigos que você tem, que fumam não sei o quê e bebem não sei o que lá! - Bunnie respondeu cínica, sob os olhares furiosos de Zinho.
- Você está insinuando que todos os meus amigos são maconheiros? - Zinho perguntou furioso.
- E de marca maior! - Bunnie respondeu furiosa.
- Por quê? - Zinho perguntou ainda furioso com a irmã. - Você já beijou a boca de alguns deles, para sentir o gosto de maconha? - Zinho perguntou em tom de provocação.
- Não é preciso beijar a boca de nenhum deles para sentir o cheiro de maconha, basta olhar para a cara deles e sentir o cheiro de longe, Zinho! - Bunnie bradou ríspida, ao passo que Zinho, por sua vez, olhava furioso para a irmã, pronto para dar uma surra nela.
- Eih, vamos parar com essa discussão, porque isso não leva a nada! - Deda olhou feio para os dois filhos, que continuavam desafiando - se com o olhar. - O fato é que a Bunnie gostou que o Cacio desmanchou o namoro com a Sonda e essa festa que teve aqui em casa, estava realmente fedendo a maconha pura! - Deda comentou, olhando feio para Zinho, logo após olhar feio para Bunnie. - E eu só espero que você não esteja usando essa ervinha maldita, meu filho! - Deda continuou repreendendo o filho com o olhar. - E espero também, Bunnie, que você tome juízo e páre de dar encima dos homens casados e de desejar o Cacio, que mal terminou o namoro com a Sonda! - Deda o aconselhou e só aí Zinho sacou que Acácio iria correr atrás de Marion e que ele perderia a sua amada e então, pensou que a única solução para ele, seria apoiar a irmã a namorar o garoto, assim, ele ganharia Marion de uma vez para ele!
- Homens casados? - Zinho perguntou furioso. - Como assim, mamãe? - Zinho perguntou ainda furioso.
- Ela jogou um charminho para o pai da Sonda, que também acabou gostando! - Deda comentou, olhando sério para o filho, ao passo que Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para a mãe, pois ela não queria que Zinho soubesse do fato ocorrido.
- Mas você é muito safada mesmo, não é, Bunnie? - Zinho olhou furioso para a irmã, que retirou - se furiosa, rumo ao seu quarto, sabendo que Zinho ainda discutiria mais com ela, ao saber desse novo fato.
- A Sonda e a Nina falam das minhas roupas mas também me imitam! - Bunnie bradou de lá do seu quarto, ao passo que Zinho e Deda ficaram olhando - se, sem nada dizer.
- Vai ter a inauguração do Black Panther! - Sandro comentou jogando futebol com seus amigos, ao passo que Dorise, que estava na porta da sua casa, brincando com suas bonecas e suas personagens imaginárias, olhava surpresa para ele.
- Sandro! - Dorise chamou - o ansiosa, ao passo que o garoto, por sua vez, voltava - se ansioso para ela.
- O quê foi, Dorise? - Sandro perguntou delicado, ao passo que a garota sorria toda feliz para ele.
- Com qual roupa é para ir na inauguração do Black Panther? - Dorise perguntou ansiosa, ao passo que Acácio, por sua vez, olhou surpreso para o primo.
- Roupa? - Sandro perguntou surpreso e olhou para Acácio em tom de interrogação. - E por acaso você foi convidada, Dorise? - Sandro perguntou com desdém.
- Não, mas o convite não está sendo estendido para a escola inteira, primo? - Dorise perguntou ansiosa.
- Dorise, isso não é para crianças! - Sandro começou a falar calmo para a sua prima. - Mas em todo caso, você pode ir com a sua camisola, o quê você acha? - Sandro perguntou com desdém e despertando gargalhadas em todos os seus colegas, ao passo que Dorise, por sua vez, bufava de raiva do primo e logo Acamir apareceu na janela, observando Acácio, que também se matava de rir, disfarçar, para que o pai não percebesse que ele estava rindo da cara da irmã.
E assim, todos pararam de rir aos poucos, conforme viam Acamir ainda olhando feio e debruçado na janela do seu quarto, e somente o palhaço do Zinho, que não percebeu que Acamir estava debruçado na janela de seu quarto, com a cara bem vermelha de tanta raiva que estava sentindo por todos rirem da cara da sua queridinha.
- Ah, você viu, Cacio? - Zinho perguntou, batendo nas costas do garoto, que quase caiu de tamanho o safanão que havia recebido do garoto palhaço. - Todo mundo ficou quieto! - Zinho continuou às gargalhadas.
- Só você que não se mancou ainda, Zinho! - Acácio comentou, fazendo sinal com a cabeça e aí sim, o idiota do Zinho percebeu que Acamir estava furioso, debruçado na janela do seu quarto.
- Acácio, desgraçado! - Acamir começou a gritar feito um louco, ao passo que Olívia, por sua vez, assustou - se com a reação do marido, e Acácio, por sua vez, lembrou - se do que o pai havia dito para ele: "Eu vou fazer você passar vergonha em frente aos seus colegas!" e gelou, pois agora seria a hora da bronca que ele iria tomar do pai, e até lembrou - se que poderia levar uma surra.
E Sonda, que passava triste e cabisbaixa pela rua, até parou para ver a bronca que Acácio iria tomar em frente aos seus amigos.
- O quê foi agora, papai? - Acácio perguntou, engolindo em seco, poisa sabia que se não desse confiança para o pai, no mínimo ele sairia dali de onde ele estava e pegaria uma cinta e daria nele em frente de quem fosse, até mesmo do presidente!
- O quê foi agora? - Acamir perguntou, imitando ao filho, que olhava engolindo em seco para ele. - Eu quero que você entre agora, seu desgraçado! - Acamir continuou furioso com o filho, que jogou a bola para o primo Sandro, que ficou olhando para o primo com desdém.
- Ih, o Cacio não vai escapar dessa, cara! - Herbert olhou para Sandro, enquanto Acácio, por sua vez, entrava em sua casa, morrendo de medo do pai, sob as risadinhas de Dorise.
- Eu tenho certeza que ele não escapará mesmo, Herbert! - Sandro respondeu com dó do primo que entrava cabisbaixo para dentro da sua casa, pronto para levar bronca do pai e apanhar também.
- Mas, por quê será que o pai dele vai brigar com ele, Sandro? - Herbert perguntou ansioso.
- Porque o meu pai o levou até a minha casa para ele terminar com a Sonda e também por causa dessa palhaçada aí que nós todos cometemos de rirmos da cara da Dorise! - Sandro explicou, deixando Herbert surpreso e boquiaberto com a situação que havia acontecido com a pobre da Sonda.
- O quê? - Herbert perguntou ansioso e feliz. - O Cacio foi forçado pelo seu pai a terminar com a Sonda? - perguntou feliz, ao passo que Dorise, por sua vez, escutava a conversa e já guardava as suas bonecas, pronta para contar a nova fofoca para a mãe.
- Exatamente! - Sandro concordou dando um tapinha nas costas do amigo, que ficou até anestesiado, de tão feliz que ficou.
- Cara, você não sabe como eu estou feliz em saber disso! - Herbert bradou, dando seus pulinhos de felicidade, ao passo que Sonda, por sua vez, observava tudo com um brilho no olhar.
- E não fique todo feliz e radiante não, porque o meu pai não quer vê - la mais de namoricos por aí com ninguém! - Sandro respondeu altivo, ao passo que Herbert, por sua vez, ficou triste pela segunda notícia.
- De namoricos por aí, Sandro? - Herbert perguntou chateado com a situação. - Imagine! - Herbert benzeu - se. - Eu e a Sonda vamos namorar de mãos dadas, sentados no sofá da sua casa, oras! - Herbert deu de ombros, sob os olhares ansiosos de Sandro, que aprovava o namoro entre Herbert e Sonda, somente para não ver Fred na cola da sua irmã.
- Isso é sério mesmo, Herbert? - Sandro perguntou ainda surpreso com a decisão repentina do amigo.
- É sério! - Herbert respondeu olhando feliz para o amigo. -Eu vou namorar a sua irmã, você verá! - Herbert bradou certo de que namoraria Sonda e Herbert, por sua vez, mal sabia que Sonda escutava a conversa entre os dois garotos, toda ansiosa e feliz, e Sandro, que estava todo sorridente, olhou para trás e contemplou o belo sorriso da irmã e cutucou o garoto sonhador, para que ele também olhasse para trás e contemplasse o belo sorriso da garota afoita e ansiosa.
- Mamãe, a senhora ficou sabendo que o Cacio foi forçado pelo tio a terminar com a Sonda? - Dorise perguntou entrando ofegante, diretamente na cozinha, onde a sua mãe estava preparando a carne.
- O quê? - Olívia perguntou ansiosa. - Quem foi que te contou isso, minha filha? - Olívia continuou ansiosa.
- Eu ouvi o Sandro comentando isso para o Herbert, aquele que quer namorar a Sonda! - Dorise comentou ansiosa.
- Mal o Cacio termina com a Sonda, ela já arruma outro para colocar em seu lugar! - Olívia comentou furiosa. - E eu até acho que a Sonda deve estar desconfiada que a próxima garota que o Cacio vai arrumar é a Bunnie, minha filha! - Olívia olhou sério para a filha, que era criança ainda para entender as conversas da mãe.
- O quê, como assim, mamãe? - Dorise perguntou ansiosa.
- Eu vi as duas discutindo feio hoje pela manhã, minha filha! - Olívia comentou benzendo - se. - Pelo amor de Deus, eu só espero que o Cacio tenha juízo naquela cabecinha e não me traga aquela garota maldita aqui para dentro de casa! - Olívia comentou, olhando sério para a filha, que sorriu também, sem ao menos entender a situação que a mãe tanto falava.
- O quê foi que eu fiz dessa vez, papai? - Acácio perguntou, dirigindo - se ao pai, que já estava sentado em sua poltrona.
- O quê foi que você fez, Acácio? - Acamir perguntou furioso. - Seu desgraçado! - Acamir continuou xingando ao filho, que engolia em seco, ao passo que os demais, que estavam aguardando Acácio, do lado de fora, para jogar, saíram rapidinho, ao ouvir os gritos de Acamir, pois sabiam que Acácio não sairia mais de lá sã e salvo.
- Você vai bater no Cacio agora, Acamir? - Olívia aproximou - se nervosa do filho e do marido e Acácio, por sua vez, estava totalmente vermelho de nervoso e pedindo socorro em silêncio para a mãe, sabendo que dali não escaparia.
- Não, eu vou bater o mês que vem! - Acamir respondeu ríspido e olhou feio para a mulher, que até afastou - se, com medo de apanhar também.
- Mas por quê você vai bater no Cacio? - Olívia perguntou ansiosa e com medo da próxima resposta, mas tinha que perguntar para mostrar serviço para o filho, que poderia até pensar que ela não estava nem aí com ele.
- Ora, você sabe muito bem, mulher! - Acamir largou o braço com estupidez e ficou olhando furioso para a mulher, que engoliu em seco, com medo de levar mais bronca ainda do marido. - Vá para a cozinha temperar a carne que eu vou acertar Acácio aqui mesmo! - Acamir ordenou, ao passo que Acácio, por sua vez, olhava para a mãe, pedindo socorro com os olhos, mas essa, por sua vez, não podia fazer nada em relação ao filho.
- Não! - Olívia gritou furiosa, ao ver o marido tirando a sua cinta para bater no pobre do filho, que olhava para ele assustado e com medo, Dudu e Dorise observavam tudo calados e apreensivos.
- Mulher! - Acamir gritou furioso com a mulher que estava bem na sua frente. - O que foi que eu falei para você fazer? - Acamir continuou no mesmo tom de fúria, ao passo que Acácio, por sua vez, olhava ainda assustado para o pai.
- Acamir, eu não vou sair daqui! - Olívia continuou no mesmo tom de fúria do marido, e bateu seu pé no chão e Acamir, por sua vez, deu um sorrisinho maldoso, disfarçando para não descer a cinta na mulher, com o intuito de não traumatizar as crianças, apenas exibiu o seu sorrisinho maldoso para a mulher, que continuou olhando furiosa para ele.
- Aé? - Acamir perguntou colérico. - Você não vai sair daqui, Olívia? - Acamir continuou furioso, mandando um tremendo bofetão na cara de Acácio, somente para não bater na mulher, coisa que ele jamais queria, e Acácio, por sua vez, recebeu o violento bofetão, ainda surpreso, pois jamais imaginava que seu pai iria fazer aquilo num momento inoportuno, tanto é que a reação de Acácio, foi simplesmente um choro abafado e meio em silêncio, ao passo que Acamir, por sua vez, olhava colérico para o filho.
- Ai, não, Acamir! - Olívia gritou colérica e apavorada pela reação abrupta do marido. - Ao invés de bater no Cacio, por quê você não bateu na maldita da Marion? - Olívia continuou aos gritos, ao passo que Acamir, ficou olhando incrédulo para a mulher, e Olívia, por sua vez, acabou sentindo que não deveria de ter feito aquele tipo de pergunta para o seu marido em uma hora tão inoportuna, a hora da surra que o filho iria levar e isso só serviria para multiplicar a raiva do marido e para piorar as coisas...
- Vá para o quarto, sua nojenta! - Acamir continuou furioso com a mulher que logo retirou - se, tamanho medo que sentiu da fúria do marido.
- Acamir, pelo amor de Deus, o garoto nem sabe o "porque" ele está para levar uma violenta surra! - Olívia bradou, penalizando - se do filho, já próxima ao quarto, ao passo que, Acamir rangia os dentes de raiva da mulher, por ela estar defendendo o filho que estava errado.
- Ele não sabe? - Acamir perguntou às gargalhadas. - É claro que ele sabe! - continuou no mesmo tom de fúria. - Sabe e muito! - Acamir gargalhou sarcástico. - O motivo foi o que aconteceu lá fora! - Acamir continuou furioso com o filho. - E também tem outro motivo, Acácio! - Acamir olhou furioso para o filho, que nada dizia, apenas engolia em seco. - O motivo é a Sonda, que estava bisbilhotando toda a situação e você nem percebeu, seu trouxa! - Acamir continuou furioso com o filho, que desejava estar morto aquela hora, para não levar aquela violenta surra do pai que estava nadando na fúria incontrolada de um pai traído.
E Olívia achou melhor não defender mais o filho, sabendo que ele levaria essa surra inevitável do pai, e ficou disfarçando para não ver a cena horrorosa, com muita dor no coração, comparada à dor que ela sentiu ao ver Dudu apanhar do pai pela primeira vez.
E Acácio, por sua vez, levava violentas cintadas do pai furioso, chutes, ao cair no chão, murros na boca do estômago, quando estava encolhido e indefesa, recebia também violentas bordoadas no rosto, e chorava copiosamente e Acamir, por sua vez, nada dizia, apenas reagia batendo no pobre filho indefeso.
- Pai! - Acácio sussurrou bem no meio da surra, pois não aguentava mais aquilo. - Por quê o senhor está fazendo isso tudo comigo? - Acácio perguntou choramingando, e Acamir, por sua vez, batia ainda mais no garoto, com o sorriso maldoso, sem nem ao menos se importar com o sofrimento do filho, e Olívia, por sua vez, chorava copiosamente pela desgraça que se sucedia com o filho mais velho, sem nada poder fazer...
E Dorise, por sua vez, já sentia muita dó do irmão, e até estava perdoando o pobre, pela risada irônica que ele deu, quando ela perguntou com qual roupa ela poderia ir na inauguração do Black Panther.
- Porque eu quero! - Acamir respondeu furioso e batendo no pobre do garoto. - Porque eu gosto de fazer isso, oras! - deu de ombros e puxou o garoto para si, para poder fazê - lo sofrer ainda mais. - Você não vê que eu faço isso todos os dias com você, Cacio? - Acamir perguntou sarcástico e furioso. - E por acaso você sabe o que a gente faz com garotos assanhados e namoradores, que vão atrás das filhas dos outros? - Acamir perguntou irônico, enquanto Acácio soluçava furioso. - Se não sabe, está sabendo agora! - Acamir continuou furioso com o garoto, que nada dizia, apenas chorava e soluçava, enquanto o pai continuava a bater nele com toda a fúria do mundo e agora ele não apanhava mais na cara, apanhava nas costas, pois estava achando muito humilhante apanhar na cara!
- Pai, mas é por causa disso que o senhor está me batendo? - Acácio perguntou ainda na inocência.
- E você acha que está apanhando por causa do quê, então? - Acamir perguntou furioso para o filho. - Você pensa que eu estou satisfeito e acho bonito ter um filho que nem saiu dos cueiros ainda namorando com a prima dele? - Acamir continuou no mesmo tom de fúria, ao passo que Acácio, por sua vez, ainda olhava para o pai e soluçava.
- Mas pai, eu não sou mais criança! - Acácio soluçou, olhando sério para o pai, que nada dizia, apenas crispava os lábios de raiva do filho.
- Ah, você não é mais criança? - Acamir gargalhou com satisfação. - E por isso você aproveitou todo esse tempo da sua prima, não é? - Acamir continuou furioso com o filho, que engolia em seco.
- Acamir, pelo amor de Deus! - Olívia bradou, bem próxima ao marido. - Olha como fala com o seu filho e vê se pára de castigá - lo! - Olívia bradou, penalizando - se do filho, que olhou para ela com um pedido de socorro nos olhos, ao passo que Acamir, por sua vez, lascava mais cintadas ainda nas costas do pobre garoto indefeso...
- E daí? - Acamir deu de ombros, olhando furioso para a mulher, e assim, Acácio podia aproveitar e escapar dali, mas... De tão bobão e medroso que ele era, acabou ficando ali mesmo, e na mesma posição, esperando o pai bater mais, ao passo que Olívia, por sua vez, olhava furiosa para ele, não entendendo a situação do filho. - Eu não estou falando com o presidente da república mesmo! - Acamir continuou fazendo desaforo para a mulher, que continuava olhando para ele indignada. - Estou falando com o meu filho, oras! - Acamir continuou fazendo gestos mal criados para a mulher, que olhava furiosa para ele, e continuou dando violentas cintadas no garoto e Olívia, por sua vez, viu seu filho apanhar feito um escravo acorrentado, e no tronco, por ter desobedecido o seu feitor.
- Deixa de ser besta, homem! - Olívia olhou furiosa para o marido. - Com o presidente você poderá falar até pior se você quiser! - Olívia deu de ombros, ao passo que Acamir, por sua vez, olhava feio para ela. - Mas com o nosso filho, não! - Olívia continuou furiosa com o marido, que nada dizia, pois Olívia não gostava mesmo do presidente da república da época, pois ele dizia que preferia sentir o cheiro dos cavalos dele, do que do próprio povo! - Chega de bater! - Olívia ordenou, puxando Acácio para si, que não fazia nenhum esforço para ir até a mãe. - E você quer ficar aí apanhando do seu pai? - Olívia continuou furiosa, com a reação do filho.
- Não! - Acácio choramingou sem forças para levantar - se.
- Volte aqui com esse garoto, Olívia! - Acamir continuou furioso com a mulher, e deu uma violenta cintada no sofá, apenas para não dar a violenta cintada na mulher, que era sua vontade.
- E você não vai mais bater no seu filho, Acamir! - Olívia continuou furiosa e abriu a porta do quarto do garoto, quase machucando os outros dois filhos, que escutavam tudo atrás da porta.
E Olívia, por sua vez, entrou no quarto com os seus três filhos e trancou a porta do mesmo, para que seu violento marido não forçasse a porta para entrar, e curou as ataduras do filho, que chorava copiosamente, e lamentava - se pela violenta surra que havia levado do pai, ao passo que a casa ficou totalmente em silêncio, porque Acamir, de tão nervoso que estava, pegou seu carro e foi dar umas voltas, para poder se acalmar um pouco ou bater o carro logo de uma vez...
- Por quê você bateu em nosso filho, Acamir? - Olívia perguntou, servindo o jantar para os garotos, enquanto o marido entrava de cara amarrada em casa.
- Porque o seu filho não tem vergonha na cara! - Acamir disse furioso.
- E o quê ele fez para não ter vergonha na cara, homem? - Olívia perguntou ainda mais furiosa.
- Ele estava namorando a Sonda, e o meu irmão fez logo ele terminar com ela, mas o Cacio não sossega! - Acamir reclamou ainda nervoso e olhando feio para o filho, que baixou os olhos sem graça.
- Mas por quê ele não sossega, homem? - Olívia perguntou ainda furiosa.
- Porque ele quer namorar a Marion, agora! - Acamir continuou no mesmo tom de fúria, ao passo que Olívia, por sua vez, olhou furiosa para o filho e ainda de lábios crispados.
- O quê? - Olívia perguntou admirada, logo após um tempinho. - Então ele merecia outra surra! - Olívia continuou olhando feio para o filho, ao passo que Acácio, por sua vez, engolia em seco, ao ver a cara feia da mãe e Acamir ria da cara do filho, que também estava com medo de levar uma violenta surra da mãe.
- Não, espere aí! - Acamir bradou ríspido. - Agora sou eu quem não quer que ele apanhe mais! - Acamir bradou, olhando furioso para a mulher, que olhava para ele indignada. - Deixe - o, que a vida vai ensiná - lo a viver! - Acamir olhou furioso para o filho. - E também vai ensiná - lo a não se meter aonde ele não foi chamado! - Acamir continuou no mesmo tom de fúria, ao passo que Olívia, por sua vez, ria mais aliviada e lembrava - se dos seus folguedos de adolescente, e pelas coisas que ela havia passado, antes de conhecer seu marido e jamais poderia reprovar as idéias absurdas do filho!
- Ah, então foi por causa da Marion que você bateu nele? - Olívia perguntou furiosa. - Não foi por causa da Sonda, como eu estava pensando? - Olívia perguntou totalmente indignada com a situação, ao passo que Acamir, por sua vez, olhava furioso para a mulher.
- Ninguém me tira da cabeça e eu sempre pensei, que quando a mãe cria os filhos sozinha, esses ficam ainda mais estragados do que são! - Acamir olhou furioso para a mulher, que olhou surpresa para ele. - Eu nunca devia ter deixado esses garotos em suas mãos, como eu sempre deixei e me arrependo hoje! - Acamir continuou olhando com o olhar acusador para a pobre da mulher, que nada dizia, apenas escutava a opinião chula do marido. - E se eu tivesse criado os meus três filhos, do jeito que o meu pai me criou, junto com o meu irmão, teria sido tudo diferente! - Acamir olhou para os três garotos, que nada diziam, apenas comiam calados, devido ao medo que tinham do pai. - Hoje eles teriam mais respeito, mais educação e não se meteriam em tanta confusão, como se metem! - Acamir continuou furioso, ao passo que Olívia, por sua vez, olhava furiosa para o marido. - O meu pai deixava a minha mãe em casa, fazendo a macarronada de domingo, e levava a gente para trabalhar com ele, na cantina! - Acamir olhou furioso para Acácio, vendo - se trabalhando, servindo as mesas, na idade dele! - E é por isso que nós somos bem educados! - Acamir olhou sério para Olívia, que estava furiosa com as idéias ultrapassadas do marido. - Agora, quando eu cismo de levar o Cacio para ajudar na padaria ou no açougue do mercadinho, você acha ruim! - Acamir fez careta para a mulher. - Fala que ele ainda não sabe trabalhar, mas é de pequeno que se aprende, mulher! - continuou furioso com a mulher, que olhava para ele, com desdém. - E o meu pai nunca precisou bater na gente, assim como eu já bati no Dudu e no Acácio! - Acamir bradou, vendo a mulher chorar copiosamente, sentindo - se culpada pelos filhos serem mal criados.
- Aé, belo? - Olívia reagiu, imitando o italiano arrastado do marido. - Por isso é que vocês dois são tão bem educados, não é? - Olívia continuou no mesmo tom do marido, que olhava bufando para ela.
- E somos mesmo, Olívia! - Acamir bradou, tentando desarmar a mulher. - Não existia você em minha vida! - benzeu - se, olhando furioso para a mulher. - Se naquela época, existisse em todas as casas, uma "Olívia", o mundo, com certeza, estaria mais perdido do que hoje! - continuou furioso, e Olívia, por sua vez, continuava chorando, copiosamente, e a cada palavra áspera e grosseira do marido, ela chorava copiosamente.
Olívia, por sua vez, ficou chorando todas as lágrimas do mundo, ao passo que Acamir, por sua vez, retirava - se novamente, com seu carro último tipo, e saía, sem importar - se com a desespero da mulher por não saber educar seus filhos.
E a grande inauguração chegou!!!
Já estava quase no final do ano, para a alegria de alguns e para a tristeza de outros...
As mesas da danceteria estavam lotadas de jovens na grande matinê anunciada por Sandro!
E todos os presentes ali, receberam flayers de cortesia para curtirem a mais nova matinê dançante de São Paulo!
E muita gente pequena ainda, disputava seus lugares do lado de fora, com o intuito de entrar na mais nova danceteria que estava sendo inaugurada naquela estrondosa e ensolarada tarde de sábado!
Seria bom, porque a nova danceteria concorreria com a lendária Toco, que não ficava muito longe dali, então...
Os jovens poderiam dividir - se entre uma danceteria e outra...
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