No dia seguinte ao episódio sinistro do concurso Miss Primavera, Eleomara foi até a casa de Sonda, que ainda estava chateada com o que havia ocorrido com ela, pela sua derrota no concurso Miss Primavera...
- Sonda, eu preciso te contar uma coisa chata! - Eleomara apareceu toda ansiosa e esbaforida, ao passo que Sonda ainda estava chateada e desanimada da vida.
- O quê você quer, Eleomara? - Sonda perguntou estúpida. - Já até sei que é fofoca! - bradou Sonda com os lábios crispados.
- Fofoca não, Sonda! - Eleomara replicou com raiva. - É que eu sempre te alertei sobre a safada da Nina! - Eleomara bradou nervosa, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ela. - Ela não é sua amiga! - Eleomara continuou furiosa. - Ela só está com a gente, por causa do Cacio! - Eleomara bradou, encarando Sonda, que a olhou de olhos arregalados. - Ela quer todos os garotos da escola, inclusive o Cacio e o Dudu! - Eleomara continuou desafiadora, enquanto Sonda, por sua vez, bufava de raiva.
- Cale - se, Eleomara! - Sonda ordenou, interrompendo a garota e olhando feio para ela. - Diga logo o que eu preciso de saber sobre a Nina! - Sonda bradou firme, e a garota logo calou - se e ficou olhando surpresa para ela.
- É que a Nina me falou que você não serve nem para ser a Miss Simpatia! - Eleomara contou por fim, enquanto Sonda a encarava de boca aberta.
- O quê? - Sonda perguntou incrédula. - Aquela filha da puta falou isso? - Sonda continuou escandalizada com o que Eleomara havia dito sobre Nina.
- Inveja! - Eleomara deu de ombros. - Eu tenho certeza de que ela queria era estar em seu lugar e no mínimo você ainda a cumprimentaria! - Eleomara bradou furiosa. - Você percebeu que ela nem veio te cumprimentar? - Eleomara perguntou ainda furiosa. - E toda hora ela torcia contra você, Sonda! - Eleomara bradou feliz por Sonda ter ficado surpresa pela atitude de Nina.
- Ah, mas amanhã ela me paga! - Sonda bradou entre dentes. - E me paga com todas as forças que ela não deve ter! - Sonda continuou ofegante e furiosa. - Vou pegá - la aonde ele estiver! - Sonda ameaçou, contemplando o belo sorriso vingativo de Eleomara.
- Isso! - Eleomara aplaudiu feliz. - É assim que se fala! - continuou ofegante de felicidade. - Eu nunca gostei mesmo daquela garota! - Eleomara bradou ansiosa por vingança. - E desde o primeiro dia que eu a vi! - Eleomara continuou feliz pela fúria da amiga.
- Eu posso saber o quê está acontecendo aqui? - Sandro apareceu bem na porta da sua casa, observando a fúria entre as duas garotas que estavam no portão.
- Nada! - as duas responderam em uníssono.
- Nada? - Sandro perguntou com pouco caso. - Como "nada"? - Sandro continuou furioso com as duas garotas, que olhavam surpresas para ele. -
Eu ouvi tudo o que vocês duas estavam falando! - Sandro bradou, olhando feio para as duas garotas. - E você veio aqui, Eleomara, somente para fazer fofoca para a Sonda! - Sandro bradou, apontando o dedo para Eleomara, que ficou surpresa com o que o garoto estava fazendo com ela. - Eu eu ainda ouvi a Sonda jurando que vai pegar alguém na rua! - Sandro continuou, olhando feio para Sonda, que ainda estava surpresa com o que ele estava falando. - Acho que é a Nina, não é? - Sandro perguntou curioso.
- Oras! - Sonda deu de ombros, ainda furiosa com o irmão, que olhava feio para ela. - E se fosse? - desafiou Sandro, que continuou furioso com ela. - A briga é minha e você sabe muito bem como eu me saio nas brigas e como as minhas rivais se saem! - Sonda respondeu com dureza, ouvindo a enorme risada sarcástica do irmão, que não duvidava nada das loucuras e peripécias da irmã.
- E mais! - Sandro apontou o dedo para a irmã, que continuava olhando incrédula para ele. Você sabe como a mãe fica nervosa a cada briga sua! - Sandro continuou furioso e com sarcasmo.
- Eu não estou nem aí! - Sonda deu de ombros. - Eu só quero é me vingar! - Sonda continuou furiosa com o irmão, que continuava olhando feio para ela.
- O quê você está falando, Sonda? - Claudete apareceu toda nervosa, na porta da sala, empurrando Sandro para que ele saísse de lá e desse um espaço para ela brigar com a filha.
- Ela quer se vingar mãe! - Sandro bradou, apontando para a irmã e olhando feio. - Ela vai bater na Nina só porque a Nina falou que a Sonda não servia nem para ser Miss Simpatia! - Sandro bradou furioso, observando Sonda boquiaberta.
- E foi você quem veio com essa fofoca, Eleomara? - Claudete perguntou, olhando feio para a garota que até gaguejou e nem conseguiu responder.
- Não falei, mãe? - Sandro olhou sério para a mãe. - Tem gente que adora ver o circo pegar fogo! - Sandro bradou, olhando feio para Eleomara, que disfarçava.
- Até logo, Sonda! - Eleomara despediu - se, olhando somente para Sonda. - Eu vou lá na casa do seu primo! - Eleomara retirou - se sem mais nada a dizer, e deixou Sonda lá, plantada e olhando para o seu irmão e a sua mãe, que olhavam para ela indignados com o comportamento chulo da garota.
- O quê foi isso, minha filha? - Claudete perguntou ainda incrédula, logo depois que Eleomara retirou - se totalmente sem graça. - Você está agindo igual àquelas garotas da favela, que vivem tirando satisfações com as outras e que vivem perturbando quem está quieto! - Claudete bradou furiosa, olhando bem nos olhos da filha, que logo baixou a cabeça triste e retirou - se furiosa.
- Mãe, assim não está dando! - Sandro reclamou furioso, ao ver a irmã retirar - se cabisbaixa. - A Sonda está nos fazendo passar muita vergonha! - Sandro continuou chateado com o que estava acontecendo. - Ela apronta muita confusão e ainda mais os outros a ajudam! - Sandro continuou furioso.
- Fazer o quê, meu filho! - Claudete bradou ainda chateada. - E não adianta nós falarmos com ela não, porque amanhã, com certeza ela vai bater na pobre da garota linguaruda! - Claudete bradou, por fim.
- Como eu tinha te dito, Bunnie, eu sou o primeiro prêmio! - Acácio bradou do outro lado da linha, enquanto Bunnie derretia - se toda por ele.
- Mas ninguém te anunciou como prêmio principal, Cacio! - Bunnie replicou com a voz meiga e deitada no sofá, e Zinho, por sua vez, achou estranho o comportamento da irmã que estava de namorico pelo telefone, porque ela nunca dava o telefone de casa para ninguém e no mínimo ele achou que era brincadeira que ela estava fazendo.
- É! - Acácio gargalhou malicioso. - Eu sou o prêmio, me ofereço todinha para você, amor! - Acácio suspirou, do outro lado da linha e mal podia ver o belo sorriso da Miss Primavera.
A voz dele... A voz dele totalmente delicada, que todas as garotas queriam ouvir em seus ouvidos e ele estava com água na boca e louco para beijar a Miss Primavera...
Mas só que ele não podia!
Não podia por causa da namorada Sonda, que todas as garotas temiam, inclusive Bunnie!
- Qual é que é, cara! - Zinho bradou furioso. - Ela é a minha irmã, não é qualquer mina que você encontra por aí, nos becos! - Zinho continuou falando furioso, na extensão do telefone, surpreendendo - os e logo Acácio, por sua vez, assustou - se e desligou o telefone com a boca seca.
- Se liga! - Bunnie, ao ouvir o telefone na sua orelha, foi até o quarto da mãe e gritou furiosa com o irmão. - Por quê você fez isso, Zinho? - Bunnie continuou colérica com o irmão.
- E com quem você estava conversando, Bunnie? - Zinho perguntou curioso. - Quem era aquele maldito cara? - Zinho continuou curioso e desconfiado de que o cara com o qual Bunnie falava, era Acácio. - Eu fiquei o tempo todo na sua cola, no baile, como a mãe mandou. - Zinho olhou furioso para Bunnie, que nada dizia, apenas olhava para o irmão com muita fúria. - E depois do meu sacrifício todo, você ainda me apronta? - Zinho continuou furioso.
- Eu não aprontei nada, Zinho! - Bunnie defendeu - se ainda furiosa. - Eu estava falando com o Cacio, oras! - Bunnie suspirou, olhando furiosa para o irmão.
- Ah, então foi naquela hora, antes de começar o baile, que o Cacio foi lá e pegou o número do nosso telefone! - Zinho olhou para Bunnie, todo desconfiado. - E eu, querendo imaginar o quê você tanto escrevia ali naquele maldito papelzinho! - Zinho continuou indignado com o feito de Bunnie, que olhava incrédula para ele. - E eu fiquei até de te perguntar, mas aí eu acabei me esquecendo! - Zinho disse mais calmo.
- Pensando naquela garota esquisita, não é? - Bunnie perguntou maliciosa.
- Como "pensando naquela garota esquisita"? - Zinho perguntou furioso. - Eu já disse para você que ela é a minha Marion! - Zinho bradou, batendo no peito, enquanto Bunnie, por sua vez, ria maliciosa. - E que negócio é esse de você ficar falando no telefone com o namorado da Sonda? - Zinho perguntou furioso.
- Negócio nenhum, oras! - Bunnie bradou furiosa e deu de ombros em sinal de mal criação. - Ele prometeu que ia me ligar e pronto! - Bunnie continuou mal criada e tentou sair, logo, sendo agarrada pelo irmão.
- Olha aqui! - Zinho ameaçou. - Eu não quero confusão com a Sonda e nem com nenhum deles! - Zinho continuou furioso, forçando Bunnie a encará - lo. - Já chega a confusão que houve, quando a mãe brigou com a dona Olívia! - Zinho continuou furioso com a irmã, que tentava soltar - se, mas não conseguia, tamanha a sua força. - E você sabe muito bem como é aquela família maldita! - Zinho conseguiu o que queria... Que Bunnie o encarasse.
- Calma, Zinho! - Bunnie pediu quase chorando. - Você está me agredindo! - continuou choramingando, enquanto Zinho, por sua vez, encarava a irmã com os lábios crispados de ódio. - Eu vou contar tudo para a mãe! - Bunnie ameaçou furiosa.
- Aé? - Zinho perguntou estúpido. - E eu vou contar para a mãe, que você estava falando coisas indecentes com o Cacio no telefone! - Zinho continuou furioso.
- Coisas indecentes? - Bunnie perguntou quase que aos berros. - Mas não era eu quem falava esse tipo de coisa no telefone, era ele! - Bunnie defendeu - se, enquanto Zinho, por sua vez, lançava - lhe um sorriso maldoso.
- Não interessa! - Zinho gritou furioso. - Era ele quem estava do outro lado da linha! - Zinho continuou furioso. - E você, como sempre, estava gostando! - concluiu Zinho, ainda furioso.
- Com quem você estava falando, Cacio? - Dorise perguntou aproximando - se do irmão, que estava na sala, pensativo.
- Com ninguém, oras! - Acácio deu de ombros, enquanto Dorise, por sua vez, ria da cara dele.
- Ahn, então você ficou bobo, agora? - Dorise perguntou sorridente. - Porque eu ouvi tudo, Cacio! - Dorise bradou ansiosa. - Ouvi muito bem que você estava cantando a Bunnie no telefone! - Dorise bradou em tom ameaçador, enquanto Acácio, por sua vez, a olhava com o olhar ameaçador. - E eu não sou nem boba e nem tampouco surda! - Dorise continuou intimidando ao irmão, que continuava furioso com ela.
- Sua fofoqueira, estúpida! - Acácio bradou furioso. - Eu sou homem, e você sabe muito bem que homem pode fazer tudo o que quer! - Acácio continuou furioso com a irmã, que olhava sorridente para ele.
- Homem? - Dorise gargalhou, apontando para a cara do irmão que ficou olhando furioso para ela. - E desde quando você é homem? - Dorise perguntou furiosa.
- E o quê você sabe de homem? - Acácio perguntou, levantando - se e pegando a irmã pelo braço, em sinal de agressão.
- Ai! - Dorise gritou furiosa. - Mãe! - Dorise começou a chamar a mãe, surtindo logo efeito, e Acácio, rapidamente soltou - a, pois sabia que levaria bronca da mãe. - Suma daqui, sua fofoqueira! - Acácio continuou furioso e Dorise, por sua vez, saiu rapidinho da frente do irmão.
- O quê foi que aconteceu, filha? - Olívia perguntou, indo até a filha.
- É que o Cacio estava falando coisas indescentes para a Bunnie no telefone, mamãe! - Dorise apontou para o irmão com toda a fúria do mundo. - E eu ouvi tudo! - Dorise continuou furiosa, enquanto Olívia, por sua vez, olhava feio para o filho. - Mas só que ele ainda não admitiu que estava falando coisas indescentes para a Bunnie! - Dorise continuou furiosa com o irmão.
- Todos os homens são iguais! - Olívia encarou o filho, que estava escorado na porta, soltando chispas de ódio no olhar para Dorise. - Não é, meu filho? - Olívia continuou furiosa com o filho que nada dizia, apenas saiu de perto da mãe, pois sabia muito bem que a mãe estava furiosa com o pai e que podia descontar seu ódio todinho nele!
E além disso, a mãe ainda estava com uma faca na mão, então, era bem perigoso ele ficar por ali, pois a mãe podia muito bem reverter seu ódio que estava sentindo do seu pai para ele.
- Mamãe, não foi nada disso! - Acácio tentou defender - se da situação pela qual ele se encontrava.
- Ah, não? - Olívia perguntou estúpida. - E você ainda tem namorada e vai logo colocar um galho nela? - Olívia continuou furiosa com o filho que nada dizia, apenas olhava assustado para a mãe.
No calor da discussão, Dorise retirou - se da cozinha, com uma idéia esplêndida!
Já que fofoca era com ela mesma, então... Como ela adorava fazer confusão, e se falasse em confusão com a prima Sonda, iria dar um enorme reboliço!
- Sonda! - Dorise bradou baixinho, ao escutar o "alô" desanimado da prima.
- Fala Dorise! - Sonda bradou desanimada. - O quê você quer? - Sonda perguntou no mesmo tom de fúria, e já esperando ansiosa por mais fofoca, pois quando a prima ligava, ela tinha certeza que o negócio era fofoca!
- É que o Cacio estava falando coisas indescentes para a Bunnie no telefone! - Dorise anunciou, despertando uma enorme raiva em Sonda.
- O quê? - Sonda perguntou colérica.
- E no mínimo, a Bunnie estava se derretendo toda! - Dorise gargalhou maldosa, enquanto Sonda, por sua vez, crispava os lábios de raiva do namorado. - E eu ouvi mesmo o Cacio comentando com o Dudu, que tinha pegado o número do telefone da Bunnie, logo no início do baile! - Dorise bradou furiosa. - E o meu pai não o deixou ir ao baile, porque senão eu ia querer ir também e criança não pode ir nesses lugares, pelo menos foi o que o meu pai me disse! - Dorise bradou ansiosa e Sonda que já estava furiosa com a situação, ficou mais furiosa ainda.
- Mas pode fazer fofocas e deixar as pessoas mais nervosas do que estão, não é, Dorise? - Sonda perguntou estúpida.
- Ai, desculpe! - Dorise pediu sem graça. - Mas isso não foi uma fofoca, Sonda! - Dorise mentiu ainda furiosa com a colocação da prima.
- Não foi? - Sonda perguntou colérica. - Mas é claro que foi, Dorise! - Sonda continuou ríspida com a prima.
- O quê você está fazendo aí? - Acácio aproximou - se da irmã, que olhou para ele de olhos arregalados. - E com quem você está falando? - Acácio perguntou, tomando o fone da mão da irmã, com toda a estupidez do mundo, e Dorise, mais que depressa foi correndo chorar no ombro da mãe.
- Filho? - Olívia perguntou surpresa com a atitude do garoto. - O quê você fez com a sua irmã? - Olívia continuou alisando a cabeça da filha, que chorava copiosamente, abraçada à mãe. - Que grosseria é essa, meu filho? - Olívia continuou escandalizada, ao passo que, Acácio, por sua vez, só olhava para a mãe, segurando o fone na mão.
- Ela deve ter ligado para a Sonda, e no mínimo fez fofoca para ela! - Acácio disse firme, e colocou o fone no ouvido.
- Quem é que está do outro lado da linha? - Acácio perguntou assustado e ouvindo o tremendo desaforo de Sonda.
- Seu cachorro, seu desgraçado! - Sonda gritou furiosa. - Agora você anda ligando para a Bunnie e falando coisas indescentes no telefone para ela? - Sonda perguntou colérica. - Tudo isso só porque ela venceu esse maldito concurso? - soluçou e Acácio, por sua vez, emudeceu, pois não conseguia responder à tremenda fúria da namorada.
- Depois a gente se fala, Sonda! - Acácio bradou, desligando o telefone no ouvido de Sonda, sem ao menos ouvir os demais desaforos que Sonda tinha para dizer - lhe, e... Quando Sonda percebeu, o telefone estava mudo e ela também colocou - o no gancho com toda a brutalidade do mundo e foi correndo chorar em seu quarto.
- Aquela vagabunda! - Sonda praguejou furiosa. - Venceu o concurso e agora, de quebra, quer tirar o Cacio de mim! - Sonda continuou furiosa, enquanto o irmão e a mãe a olhavam surpresos.
- Pronto! - Sandro bufou furioso, ao ver Sonda fechar a porta atrás de si. - Mais uma confusão! - Sandro encarou a mãe.
- A Sonda até parece um carrapato! - Acácio reclamou, coçando a cabeça e olhando para Dorise que ainda chorava e a mãe olhava sério para ele. - Foi por sua culpa, Dorise! - Acácio olhou furioso para a irmã, que continuava chorando feito uma louca. - Você é uma tremenda fofoqueira mesmo! - Acácio continuou furioso com ela. - Fofoqueira! - gritou olhando - a com o olhar acusador. - A maior fofoqueira do mundo! - Acácio continuou furioso e retirou - se da sala furioso, ouvindo o choro estridente da irmã manhosa.
- Ah, eu já te falei, minha filha! - Olívia começou a falar, dando conselhos à pobre filha descabeçada. - Você sabe muito bem como a sua prima é! - Olívia continuou furiosa com a filha. - E ainda por cima vai fazer fofocas para ela? - Olívia continuou acariciando a filha, que chorava copiosamente.
- O povo do bairro está até engolindo sangue e cuspindo fogo! - Deda bradou entrando em casa, cheia de pacotes do mercado. - Tudo porque já ficaram sabendo que a Bunnie é Miss! - Deda continuou falando e olhando para os dois filhos que estavam bem esquisitos. - O quê aconteceu entre vocês dois? - Olívia perguntou curiosa. - Vocês dois brigaram? - perguntou, olhando feio para os dois garotos, que nada diziam, enquanto Bunnie, por sua vez, colocava as compras na pequena dispensa que eles tinham.
- Você prefere contar, ou prefere que eu conte, Bunnie? - Zinho perguntou e Bunnie quase deixou cair o açúcar.
- Nenhum dos dois! - Bunnie respondeu ríspida. - Eu gostaria que a mãe não ficasse sabendo de nada, Zinho! - Bunnie continuou ríspida, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a mãe. - E se eu quisesse que a mãe ficasse sabendo, é claro que eu logo contaria! - Bunnie bradou, olhando feio para o irmão, que estava totalmente sem graça. - E outra coisa... - Bunnie continuou altiva. - Se eu quisesse que ela ficasse sabendo, eu iria correndo encontrá - la no mercado e contaria todo o feito para ela! - Bunnie continuou no mesmo tom de fúria.
- É mesmo? - Zinho perguntou às gargalhadas. - Pois então, eu estou vendo que você não vai contar nada para a mãe, e vai deixar as coisas como estão! - Zinho olhou feio para a irmã, que nada dizia, apenas o encarava furiosa e altiva. - E aí, quando for amanhã, você vai chegar em casa com a cara toda arranhada e vai inventar qualquer história! - Zinho apontou o dedo para Bunnie, que nada disse, apenas olhou furiosa para o irmão.
- Eu acho melhor você falar logo, filha! - Deda olhou furiosa para Bunnie, que engoliu em seco. - Porque agora, já que o Zinho começou, é melhor que você mesma termine, porque eu quero saber! - Deda olhou sério para a filha, que baixou os olhos tristes.
- Sonda, eu preciso te contar uma coisa chata! - Eleomara apareceu toda ansiosa e esbaforida, ao passo que Sonda ainda estava chateada e desanimada da vida.
- O quê você quer, Eleomara? - Sonda perguntou estúpida. - Já até sei que é fofoca! - bradou Sonda com os lábios crispados.
- Fofoca não, Sonda! - Eleomara replicou com raiva. - É que eu sempre te alertei sobre a safada da Nina! - Eleomara bradou nervosa, enquanto Sonda, por sua vez, olhava furiosa para ela. - Ela não é sua amiga! - Eleomara continuou furiosa. - Ela só está com a gente, por causa do Cacio! - Eleomara bradou, encarando Sonda, que a olhou de olhos arregalados. - Ela quer todos os garotos da escola, inclusive o Cacio e o Dudu! - Eleomara continuou desafiadora, enquanto Sonda, por sua vez, bufava de raiva.
- Cale - se, Eleomara! - Sonda ordenou, interrompendo a garota e olhando feio para ela. - Diga logo o que eu preciso de saber sobre a Nina! - Sonda bradou firme, e a garota logo calou - se e ficou olhando surpresa para ela.
- É que a Nina me falou que você não serve nem para ser a Miss Simpatia! - Eleomara contou por fim, enquanto Sonda a encarava de boca aberta.
- O quê? - Sonda perguntou incrédula. - Aquela filha da puta falou isso? - Sonda continuou escandalizada com o que Eleomara havia dito sobre Nina.
- Inveja! - Eleomara deu de ombros. - Eu tenho certeza de que ela queria era estar em seu lugar e no mínimo você ainda a cumprimentaria! - Eleomara bradou furiosa. - Você percebeu que ela nem veio te cumprimentar? - Eleomara perguntou ainda furiosa. - E toda hora ela torcia contra você, Sonda! - Eleomara bradou feliz por Sonda ter ficado surpresa pela atitude de Nina.
- Ah, mas amanhã ela me paga! - Sonda bradou entre dentes. - E me paga com todas as forças que ela não deve ter! - Sonda continuou ofegante e furiosa. - Vou pegá - la aonde ele estiver! - Sonda ameaçou, contemplando o belo sorriso vingativo de Eleomara.
- Isso! - Eleomara aplaudiu feliz. - É assim que se fala! - continuou ofegante de felicidade. - Eu nunca gostei mesmo daquela garota! - Eleomara bradou ansiosa por vingança. - E desde o primeiro dia que eu a vi! - Eleomara continuou feliz pela fúria da amiga.
- Eu posso saber o quê está acontecendo aqui? - Sandro apareceu bem na porta da sua casa, observando a fúria entre as duas garotas que estavam no portão.
- Nada! - as duas responderam em uníssono.
- Nada? - Sandro perguntou com pouco caso. - Como "nada"? - Sandro continuou furioso com as duas garotas, que olhavam surpresas para ele. -
Eu ouvi tudo o que vocês duas estavam falando! - Sandro bradou, olhando feio para as duas garotas. - E você veio aqui, Eleomara, somente para fazer fofoca para a Sonda! - Sandro bradou, apontando o dedo para Eleomara, que ficou surpresa com o que o garoto estava fazendo com ela. - Eu eu ainda ouvi a Sonda jurando que vai pegar alguém na rua! - Sandro continuou, olhando feio para Sonda, que ainda estava surpresa com o que ele estava falando. - Acho que é a Nina, não é? - Sandro perguntou curioso.
- Oras! - Sonda deu de ombros, ainda furiosa com o irmão, que olhava feio para ela. - E se fosse? - desafiou Sandro, que continuou furioso com ela. - A briga é minha e você sabe muito bem como eu me saio nas brigas e como as minhas rivais se saem! - Sonda respondeu com dureza, ouvindo a enorme risada sarcástica do irmão, que não duvidava nada das loucuras e peripécias da irmã.
- E mais! - Sandro apontou o dedo para a irmã, que continuava olhando incrédula para ele. Você sabe como a mãe fica nervosa a cada briga sua! - Sandro continuou furioso e com sarcasmo.
- Eu não estou nem aí! - Sonda deu de ombros. - Eu só quero é me vingar! - Sonda continuou furiosa com o irmão, que continuava olhando feio para ela.
- O quê você está falando, Sonda? - Claudete apareceu toda nervosa, na porta da sala, empurrando Sandro para que ele saísse de lá e desse um espaço para ela brigar com a filha.
- Ela quer se vingar mãe! - Sandro bradou, apontando para a irmã e olhando feio. - Ela vai bater na Nina só porque a Nina falou que a Sonda não servia nem para ser Miss Simpatia! - Sandro bradou furioso, observando Sonda boquiaberta.
- E foi você quem veio com essa fofoca, Eleomara? - Claudete perguntou, olhando feio para a garota que até gaguejou e nem conseguiu responder.
- Não falei, mãe? - Sandro olhou sério para a mãe. - Tem gente que adora ver o circo pegar fogo! - Sandro bradou, olhando feio para Eleomara, que disfarçava.
- Até logo, Sonda! - Eleomara despediu - se, olhando somente para Sonda. - Eu vou lá na casa do seu primo! - Eleomara retirou - se sem mais nada a dizer, e deixou Sonda lá, plantada e olhando para o seu irmão e a sua mãe, que olhavam para ela indignados com o comportamento chulo da garota.
- O quê foi isso, minha filha? - Claudete perguntou ainda incrédula, logo depois que Eleomara retirou - se totalmente sem graça. - Você está agindo igual àquelas garotas da favela, que vivem tirando satisfações com as outras e que vivem perturbando quem está quieto! - Claudete bradou furiosa, olhando bem nos olhos da filha, que logo baixou a cabeça triste e retirou - se furiosa.
- Mãe, assim não está dando! - Sandro reclamou furioso, ao ver a irmã retirar - se cabisbaixa. - A Sonda está nos fazendo passar muita vergonha! - Sandro continuou chateado com o que estava acontecendo. - Ela apronta muita confusão e ainda mais os outros a ajudam! - Sandro continuou furioso.
- Fazer o quê, meu filho! - Claudete bradou ainda chateada. - E não adianta nós falarmos com ela não, porque amanhã, com certeza ela vai bater na pobre da garota linguaruda! - Claudete bradou, por fim.
- Como eu tinha te dito, Bunnie, eu sou o primeiro prêmio! - Acácio bradou do outro lado da linha, enquanto Bunnie derretia - se toda por ele.
- Mas ninguém te anunciou como prêmio principal, Cacio! - Bunnie replicou com a voz meiga e deitada no sofá, e Zinho, por sua vez, achou estranho o comportamento da irmã que estava de namorico pelo telefone, porque ela nunca dava o telefone de casa para ninguém e no mínimo ele achou que era brincadeira que ela estava fazendo.
- É! - Acácio gargalhou malicioso. - Eu sou o prêmio, me ofereço todinha para você, amor! - Acácio suspirou, do outro lado da linha e mal podia ver o belo sorriso da Miss Primavera.
A voz dele... A voz dele totalmente delicada, que todas as garotas queriam ouvir em seus ouvidos e ele estava com água na boca e louco para beijar a Miss Primavera...
Mas só que ele não podia!
Não podia por causa da namorada Sonda, que todas as garotas temiam, inclusive Bunnie!
- Qual é que é, cara! - Zinho bradou furioso. - Ela é a minha irmã, não é qualquer mina que você encontra por aí, nos becos! - Zinho continuou falando furioso, na extensão do telefone, surpreendendo - os e logo Acácio, por sua vez, assustou - se e desligou o telefone com a boca seca.
- Se liga! - Bunnie, ao ouvir o telefone na sua orelha, foi até o quarto da mãe e gritou furiosa com o irmão. - Por quê você fez isso, Zinho? - Bunnie continuou colérica com o irmão.
- E com quem você estava conversando, Bunnie? - Zinho perguntou curioso. - Quem era aquele maldito cara? - Zinho continuou curioso e desconfiado de que o cara com o qual Bunnie falava, era Acácio. - Eu fiquei o tempo todo na sua cola, no baile, como a mãe mandou. - Zinho olhou furioso para Bunnie, que nada dizia, apenas olhava para o irmão com muita fúria. - E depois do meu sacrifício todo, você ainda me apronta? - Zinho continuou furioso.
- Eu não aprontei nada, Zinho! - Bunnie defendeu - se ainda furiosa. - Eu estava falando com o Cacio, oras! - Bunnie suspirou, olhando furiosa para o irmão.
- Ah, então foi naquela hora, antes de começar o baile, que o Cacio foi lá e pegou o número do nosso telefone! - Zinho olhou para Bunnie, todo desconfiado. - E eu, querendo imaginar o quê você tanto escrevia ali naquele maldito papelzinho! - Zinho continuou indignado com o feito de Bunnie, que olhava incrédula para ele. - E eu fiquei até de te perguntar, mas aí eu acabei me esquecendo! - Zinho disse mais calmo.
- Pensando naquela garota esquisita, não é? - Bunnie perguntou maliciosa.
- Como "pensando naquela garota esquisita"? - Zinho perguntou furioso. - Eu já disse para você que ela é a minha Marion! - Zinho bradou, batendo no peito, enquanto Bunnie, por sua vez, ria maliciosa. - E que negócio é esse de você ficar falando no telefone com o namorado da Sonda? - Zinho perguntou furioso.
- Negócio nenhum, oras! - Bunnie bradou furiosa e deu de ombros em sinal de mal criação. - Ele prometeu que ia me ligar e pronto! - Bunnie continuou mal criada e tentou sair, logo, sendo agarrada pelo irmão.
- Olha aqui! - Zinho ameaçou. - Eu não quero confusão com a Sonda e nem com nenhum deles! - Zinho continuou furioso, forçando Bunnie a encará - lo. - Já chega a confusão que houve, quando a mãe brigou com a dona Olívia! - Zinho continuou furioso com a irmã, que tentava soltar - se, mas não conseguia, tamanha a sua força. - E você sabe muito bem como é aquela família maldita! - Zinho conseguiu o que queria... Que Bunnie o encarasse.
- Calma, Zinho! - Bunnie pediu quase chorando. - Você está me agredindo! - continuou choramingando, enquanto Zinho, por sua vez, encarava a irmã com os lábios crispados de ódio. - Eu vou contar tudo para a mãe! - Bunnie ameaçou furiosa.
- Aé? - Zinho perguntou estúpido. - E eu vou contar para a mãe, que você estava falando coisas indecentes com o Cacio no telefone! - Zinho continuou furioso.
- Coisas indecentes? - Bunnie perguntou quase que aos berros. - Mas não era eu quem falava esse tipo de coisa no telefone, era ele! - Bunnie defendeu - se, enquanto Zinho, por sua vez, lançava - lhe um sorriso maldoso.
- Não interessa! - Zinho gritou furioso. - Era ele quem estava do outro lado da linha! - Zinho continuou furioso. - E você, como sempre, estava gostando! - concluiu Zinho, ainda furioso.
- Com quem você estava falando, Cacio? - Dorise perguntou aproximando - se do irmão, que estava na sala, pensativo.
- Com ninguém, oras! - Acácio deu de ombros, enquanto Dorise, por sua vez, ria da cara dele.
- Ahn, então você ficou bobo, agora? - Dorise perguntou sorridente. - Porque eu ouvi tudo, Cacio! - Dorise bradou ansiosa. - Ouvi muito bem que você estava cantando a Bunnie no telefone! - Dorise bradou em tom ameaçador, enquanto Acácio, por sua vez, a olhava com o olhar ameaçador. - E eu não sou nem boba e nem tampouco surda! - Dorise continuou intimidando ao irmão, que continuava furioso com ela.
- Sua fofoqueira, estúpida! - Acácio bradou furioso. - Eu sou homem, e você sabe muito bem que homem pode fazer tudo o que quer! - Acácio continuou furioso com a irmã, que olhava sorridente para ele.
- Homem? - Dorise gargalhou, apontando para a cara do irmão que ficou olhando furioso para ela. - E desde quando você é homem? - Dorise perguntou furiosa.
- E o quê você sabe de homem? - Acácio perguntou, levantando - se e pegando a irmã pelo braço, em sinal de agressão.
- Ai! - Dorise gritou furiosa. - Mãe! - Dorise começou a chamar a mãe, surtindo logo efeito, e Acácio, rapidamente soltou - a, pois sabia que levaria bronca da mãe. - Suma daqui, sua fofoqueira! - Acácio continuou furioso e Dorise, por sua vez, saiu rapidinho da frente do irmão.
- O quê foi que aconteceu, filha? - Olívia perguntou, indo até a filha.
- É que o Cacio estava falando coisas indescentes para a Bunnie no telefone, mamãe! - Dorise apontou para o irmão com toda a fúria do mundo. - E eu ouvi tudo! - Dorise continuou furiosa, enquanto Olívia, por sua vez, olhava feio para o filho. - Mas só que ele ainda não admitiu que estava falando coisas indescentes para a Bunnie! - Dorise continuou furiosa com o irmão.
- Todos os homens são iguais! - Olívia encarou o filho, que estava escorado na porta, soltando chispas de ódio no olhar para Dorise. - Não é, meu filho? - Olívia continuou furiosa com o filho que nada dizia, apenas saiu de perto da mãe, pois sabia muito bem que a mãe estava furiosa com o pai e que podia descontar seu ódio todinho nele!
E além disso, a mãe ainda estava com uma faca na mão, então, era bem perigoso ele ficar por ali, pois a mãe podia muito bem reverter seu ódio que estava sentindo do seu pai para ele.
- Mamãe, não foi nada disso! - Acácio tentou defender - se da situação pela qual ele se encontrava.
- Ah, não? - Olívia perguntou estúpida. - E você ainda tem namorada e vai logo colocar um galho nela? - Olívia continuou furiosa com o filho que nada dizia, apenas olhava assustado para a mãe.
No calor da discussão, Dorise retirou - se da cozinha, com uma idéia esplêndida!
Já que fofoca era com ela mesma, então... Como ela adorava fazer confusão, e se falasse em confusão com a prima Sonda, iria dar um enorme reboliço!
- Sonda! - Dorise bradou baixinho, ao escutar o "alô" desanimado da prima.
- Fala Dorise! - Sonda bradou desanimada. - O quê você quer? - Sonda perguntou no mesmo tom de fúria, e já esperando ansiosa por mais fofoca, pois quando a prima ligava, ela tinha certeza que o negócio era fofoca!
- É que o Cacio estava falando coisas indescentes para a Bunnie no telefone! - Dorise anunciou, despertando uma enorme raiva em Sonda.
- O quê? - Sonda perguntou colérica.
- E no mínimo, a Bunnie estava se derretendo toda! - Dorise gargalhou maldosa, enquanto Sonda, por sua vez, crispava os lábios de raiva do namorado. - E eu ouvi mesmo o Cacio comentando com o Dudu, que tinha pegado o número do telefone da Bunnie, logo no início do baile! - Dorise bradou furiosa. - E o meu pai não o deixou ir ao baile, porque senão eu ia querer ir também e criança não pode ir nesses lugares, pelo menos foi o que o meu pai me disse! - Dorise bradou ansiosa e Sonda que já estava furiosa com a situação, ficou mais furiosa ainda.
- Mas pode fazer fofocas e deixar as pessoas mais nervosas do que estão, não é, Dorise? - Sonda perguntou estúpida.
- Ai, desculpe! - Dorise pediu sem graça. - Mas isso não foi uma fofoca, Sonda! - Dorise mentiu ainda furiosa com a colocação da prima.
- Não foi? - Sonda perguntou colérica. - Mas é claro que foi, Dorise! - Sonda continuou ríspida com a prima.
- O quê você está fazendo aí? - Acácio aproximou - se da irmã, que olhou para ele de olhos arregalados. - E com quem você está falando? - Acácio perguntou, tomando o fone da mão da irmã, com toda a estupidez do mundo, e Dorise, mais que depressa foi correndo chorar no ombro da mãe.
- Filho? - Olívia perguntou surpresa com a atitude do garoto. - O quê você fez com a sua irmã? - Olívia continuou alisando a cabeça da filha, que chorava copiosamente, abraçada à mãe. - Que grosseria é essa, meu filho? - Olívia continuou escandalizada, ao passo que, Acácio, por sua vez, só olhava para a mãe, segurando o fone na mão.
- Ela deve ter ligado para a Sonda, e no mínimo fez fofoca para ela! - Acácio disse firme, e colocou o fone no ouvido.
- Quem é que está do outro lado da linha? - Acácio perguntou assustado e ouvindo o tremendo desaforo de Sonda.
- Seu cachorro, seu desgraçado! - Sonda gritou furiosa. - Agora você anda ligando para a Bunnie e falando coisas indescentes no telefone para ela? - Sonda perguntou colérica. - Tudo isso só porque ela venceu esse maldito concurso? - soluçou e Acácio, por sua vez, emudeceu, pois não conseguia responder à tremenda fúria da namorada.
- Depois a gente se fala, Sonda! - Acácio bradou, desligando o telefone no ouvido de Sonda, sem ao menos ouvir os demais desaforos que Sonda tinha para dizer - lhe, e... Quando Sonda percebeu, o telefone estava mudo e ela também colocou - o no gancho com toda a brutalidade do mundo e foi correndo chorar em seu quarto.
- Aquela vagabunda! - Sonda praguejou furiosa. - Venceu o concurso e agora, de quebra, quer tirar o Cacio de mim! - Sonda continuou furiosa, enquanto o irmão e a mãe a olhavam surpresos.
- Pronto! - Sandro bufou furioso, ao ver Sonda fechar a porta atrás de si. - Mais uma confusão! - Sandro encarou a mãe.
- A Sonda até parece um carrapato! - Acácio reclamou, coçando a cabeça e olhando para Dorise que ainda chorava e a mãe olhava sério para ele. - Foi por sua culpa, Dorise! - Acácio olhou furioso para a irmã, que continuava chorando feito uma louca. - Você é uma tremenda fofoqueira mesmo! - Acácio continuou furioso com ela. - Fofoqueira! - gritou olhando - a com o olhar acusador. - A maior fofoqueira do mundo! - Acácio continuou furioso e retirou - se da sala furioso, ouvindo o choro estridente da irmã manhosa.
- Ah, eu já te falei, minha filha! - Olívia começou a falar, dando conselhos à pobre filha descabeçada. - Você sabe muito bem como a sua prima é! - Olívia continuou furiosa com a filha. - E ainda por cima vai fazer fofocas para ela? - Olívia continuou acariciando a filha, que chorava copiosamente.
- O povo do bairro está até engolindo sangue e cuspindo fogo! - Deda bradou entrando em casa, cheia de pacotes do mercado. - Tudo porque já ficaram sabendo que a Bunnie é Miss! - Deda continuou falando e olhando para os dois filhos que estavam bem esquisitos. - O quê aconteceu entre vocês dois? - Olívia perguntou curiosa. - Vocês dois brigaram? - perguntou, olhando feio para os dois garotos, que nada diziam, enquanto Bunnie, por sua vez, colocava as compras na pequena dispensa que eles tinham.
- Você prefere contar, ou prefere que eu conte, Bunnie? - Zinho perguntou e Bunnie quase deixou cair o açúcar.
- Nenhum dos dois! - Bunnie respondeu ríspida. - Eu gostaria que a mãe não ficasse sabendo de nada, Zinho! - Bunnie continuou ríspida, enquanto Zinho, por sua vez, olhava surpreso para a mãe. - E se eu quisesse que a mãe ficasse sabendo, é claro que eu logo contaria! - Bunnie bradou, olhando feio para o irmão, que estava totalmente sem graça. - E outra coisa... - Bunnie continuou altiva. - Se eu quisesse que ela ficasse sabendo, eu iria correndo encontrá - la no mercado e contaria todo o feito para ela! - Bunnie continuou no mesmo tom de fúria.
- É mesmo? - Zinho perguntou às gargalhadas. - Pois então, eu estou vendo que você não vai contar nada para a mãe, e vai deixar as coisas como estão! - Zinho olhou feio para a irmã, que nada dizia, apenas o encarava furiosa e altiva. - E aí, quando for amanhã, você vai chegar em casa com a cara toda arranhada e vai inventar qualquer história! - Zinho apontou o dedo para Bunnie, que nada disse, apenas olhou furiosa para o irmão.
- Eu acho melhor você falar logo, filha! - Deda olhou furiosa para Bunnie, que engoliu em seco. - Porque agora, já que o Zinho começou, é melhor que você mesma termine, porque eu quero saber! - Deda olhou sério para a filha, que baixou os olhos tristes.
- Está bem! - Bunnie concordou furiosa. - É que antes de iniciar o baile, o Cacio foi lá na porta e pegou o número do nosso telefone comigo, falando que depois me ligaria, pois ele não podia ficar no baile, por conta da confusão da Sonda comigo! - Bunnie disse devagar, sob o sorriso sarcástico de Zinho.
- E o Cacio ligou para cá e ficou falando coisas indescentes para a Bunnie que não é nada boba! - Zinho bradou furioso, enquanto Bunnie, por sua vez, olhava furiosa para ele. - E eu fui até a extensão, porque eu achei que a Bunnie estava brincando! - Zinho foi logo justificando o seu erro, sob os olhares reprovadores da mãe. - E eu não percebi que era o Cacio, mas logo a Bunnie me contou que era ele! - Zinho completou, o que Bunnie não queria contar.
- Pelo amor de Deus, minha filha! - Deda começou a alertar Bunnie, ainda nervosa. - Confusão com aquele gente não! - Deda até arrepiou - se em pensar na situação pela qual a filha estava passando. - Ontem, de inveja de você, a Sonda quase te arrebentou! - Deda continuou nervosa. - E agora, ela tem razão em fazer isso! - Deda continuou nervosa com a situação.
- Mãe, eu juro para a senhora que não vai acontecer nada não! - Bunnie apelou ainda nervosa e olhou furiosa para o irmão que estava furioso com a situação.
- E você tem tanta certeza disso, filha? - Deda perguntou furiosa. - Você ainda não sabe como é a Dorise? - Deda continuou furiosa. - Ela fica de olho e de ouvido em tudo! - Deda até benzeu - se. - E é fofoqueira como a mãe e no mínimo a Sonda já deve estar sabendo e você não tem como se defender contra essa família maldita! - Deda continuou furiosa com a filha, que olhava nervosa para ela.
- Foi o que eu falei para ela, mãe! - Zinho acudiu, nervoso com a situação que se seguia.
- Você tem poder para desmanchar todas as minhas conquistas, não é, Zinho? - Bunnie perguntou colérica, enquanto Zinho, por sua vez, olhava para ela com um sorriso zombeteiro. - Seu jogador de meia pataca repetente! - Bunnie continuou furiosa com o irmão, que agora, olhava surpreso para ela.
- E você também não fica atrás, Bunnie! - Zinho replicou furioso. - Aposto que você ficou nervosa quando eu comecei a contar para a mamãe sobre as peripécias suas e de Acácio! - Zinho continuou falando com Bunnie e com o olhar acusador. - Sua vaca! - Zinho olhou bem nos olhos da irmã, que ficou surpresa com o xingamento do irmão.
- Você tem inveja de mim, Zinho! - Bunnie bradou furiosa e ofegante, pronta para tacar o que tivesse na mão, em direção ao irmão. - Porque você sabe que eu tenho mais condições de subir na vida do que você, Zinho! - Bunnie continuou furiosa com o irmão, que nada dizia, apenas escutava, com um sorriso zombeteiro nos lábios. - Você não vai ter condições nunca, de ser um jogador da seleção brasileira, porque lá, eles não aceitam jogadores repetentes! - Bunnie continuou furiosa e deu uma tremenda gargalhada na cara do irmão, deixando o irmão totalmente desconcertado com a situação que ele mesmo havia provocado para ela. - E tem mais uma coisa! - Bunnie apontou o dedo para Zinho. - Isso é para quem pode e não para quem quer, maninho! - Bunnie olhou bem na cara de Zinho. - E a sua mina que é tão esquisita! - benzeu - se e retirou - se furiosa da cozinha, observando que Zinho corria atrás dela para bater.
- Não, Zinho! - Deda também corria atrás do filho, para detê - lo. - Você não vai bater nela! - Deda, num italiano arrastado, puxou o filho para si e esse, por sua vez, quase caiu.
- Mamãe, por quê a senhor ainda imita o papai? - Zinho perguntou curioso.
- Oras! - Deda deu de ombros. - Você sempre me pergunta isso, filho! - Deda olhou feio para o filho. - Já me perguntou várias vezes e por quê pergunta de novo, filho? - Deda perguntou furiosa com a insistência do garoto, que olhava surpreso para ela. - E você vai passar de ano ou não vai? - Deda desviou o assunto, dando três tapinhas na bunda do filho, que deu um sorrisinho malicioso, tentando afastar - se da mãe, para não responder.
- Mamãe, pelo amor de Deus, não fique falando para todo mundo que a Bunnie é Miss, porque ela não merece tanta coisa assim! - Zinho aconselhou a mãe, que olhava furiosa para ele. - A senhora percebeu que ela vai nos prejudicar novamente! - Zinho olhou sério para a mãe. - Aquela vez foi a briga da senhora com a dona Olívia e da Bunnie com a Sonda e agora, novamente acontece tudo de novo! - Zinho olhou para a mãe, que olhava para ele sem nada dizer.
- E eu estou pouco me importando com o que aqueles invejosos dizem e pensam! - Deda bradou furiosa. - E eu vou continuar falando que a Bunnie é Miss e pronto! - Deda olhou bem nos olhos do filho, e Zinho, por sua vez, ainda passou em frente ao quarto de Bunnie e deu um aceno provocante, junto com um enorme e sarcástico sorriso e levando uma tremenda portada na cara.
- Você viu, Olívia? - Deda perguntou, logo depois do almoço, passando pelas ruas do bairro e provocando quem ela queria provocar.
- O quê? - Olívia perguntou seca, lavando o quintal da casa e a mangueira ligada, esguichando água em abundância.
- A minha filha é Miss! - bradou toda orgulhosa, enquanto Olívia olhava para ela com a cara de deboche.
- Grandes coisas! - Olívia deu de ombros, em sinal de desaforo. - E a minha sobrinha ficou em segundo lugar! - bradou Olívia satisfeita, também fazendo pouco da mulher.
- É mesmo, Olívia? - Deda perguntou com pouco caso. - A sua sobrinha ficou em segundo lugar e a minha filha ficou em primeiro lugar! - Deda bateu no peito, toda orgulhosa, enquanto Olívia, por sua vez, olhava para ela com pouco caso. - Então... Significa que a minha filha é muito mais bonita do que a sua sobrinha! - Deda continuou feliz, por ter ganhado alguma coisa, pelo menos dessa vez.
- Orgulho se acaba com água fria! - Olívia bradou furiosa e esguichando a mangueira de água abundante para o lado de Deda, e essa, por sua vez, começou a correr, tomando banho de água fria, ao passo que Olívia ria da situação e continuava com a mangueira apontada para a rival, toda surpresa e furiosa com o que estava acontecendo.
- Não acredito! - Sonda saiu para fora e Eleomara, que passava na rua, veio ao encontro dela.
- Nossa, o quê está acontecendo? - Eleomara perguntou olhando surpresa para Sonda.
- A minha tia está tacando água fria em Deda! - Sonda bradou às gargalhadas e Eleomara, por sua vez, também acompanhou - a nas gargalhadas.
- Não, Olívia! - Deda gritou, dando gritinhos e correndo pela rua e Olívia, por sua vez, fez questão de sair com a mangueira do lado de fora, e ficou dando banho na mulher, até ela sumir, com as roupas todas molhadas e dando pulinhos e gritinhos pela água fria estar batendo em seu corpo quente.
E todos os vizinhos e os demais que passavam, riam da situação, pela qual Deda estava passando novamente.
- Vem me provocar? - Olívia perguntou furiosa, sem perceber que agora jogava água no carro do marido que tinha chegado e nem percebeu ainda, que jogava água no próprio marido!
- Eu avisei, mamãe! - Zinho bradou, ao ver a mãe chegando furiosa e com as roupas todas molhadas.
- O quê foi que aconteceu, mãe? - Bunnie perguntou, ao ver a mãe chegando toda molhada e observando Sonda e Eleomara rirem do portão da casa de Sonda.
- A vaca está ali, olha! - Sonda apontou para Bunnie que olhava furiosa para as duas garotas.
- O quê aquela vagabunda está falando e apontando para cá? - Bunnie perguntou furiosa.
- No mínimo ela está te chamando de vaca e está dando risada, mas... - Zinho gargalhou maldoso. - Furiosa por dentro, por ter que aturar você e querer te dar um pau! - Zinho gargalhou ainda mais. - E eu vou achar bem feito, quando isso acontecer! - Zinho continuou às gargalhadas, ao passo que a irmã virava a cara e entrava junto com a mãe que estava toda molhada e tinha que se trocar rapidinho, para não chegar atrasada no serviço.
- O quê está acontecendo, mulher? - Acamir perguntou, encarando Olívia, totalmente incrédulo. - Você resolveu lavar a rua, o meu carro e me lavar também? - Acamir continuou furioso e com as roupas todas molhadas e Olívia, por sua vez, estava totalmente sem graça e foi baixando a mangueira até que a desligou.
- Nada a ver, Acamir! - Olívia bradou furiosa. - É que a Deda veio aqui me provocar! - Olívia explicou furiosa.
- E o quê a pobre da Deda veio te falar, dessa vez, Olívia? - Acamir perguntou ainda furioso.
- Ela veio me provocar, falando que a filha dela é Miss e eu falei que a Sonda tinha ficado em segundo lugar e ela ficou me provocando, falando que primeiro lugar é melhor do que segundo lugar e eu falei para ela que orgulho se acaba com água fria e esguichei a mangueira nela, oras! - Olívia bradou, observando Dorise rindo muito da situação pela qual o pai se encontrava.
- Você está mais parecendo mulher de favela, Olívia! - Acamir encarou a mulher, que ficou surpresa com a atitude dele. - Mulher de favela é que fica brigando por coisas tolas! - Acamir continuou furioso. - Deixa todos esses vizinhos pra lá, Olívia! - Acamir continuou furioso com a mulher, que ficou novamente surpresa porque ele não deu apoio para ela.
- Olha aqui! - Olívia apontou o dedo para o marido, com muita fúria. - Se fosse a Marion, você ia lá, dar o maior apoio para ela! - Olívia continuou, no mesmo tom de fúria, enquanto Acamir, por sua vez, olhava furioso para ela. - Só que como as coisas aconteceram comigo, você fica com esses desaforos idiotas! - Olívia continuou no mesmo tom de fúria. - E o seu filho é um safado igualzinho a você! - Olívia bradou, entrando atrás do marido que ainda estava todo molhado, pelo banho que havia tomado de mangueira.
- E o quê foi que aconteceu dessa vez, mulher? - Acamir perguntou incrédulo, e dirigindo - se ao banheiro, a fim de trocar de roupas.
- Ele pegou o número do telefone da Bunnie, naquela escapadela que ele deu ontem para ir até a porta da escola, falar com o Herbert e ficou ligando para ela, falando coisas indescentes para ela, e iludindo - a! - Olívia disse furiosa, ainda na porta do banheiro, ao passo que Acácio, por sua vez, comia sua macarronada rapidinho para poder sair dali, e não levar bronca do pai, mas só que não deu tempo, pois o pai saiu sem camisa do banheiro e dirigiu - se a ele, pronto para brigar com o filho.
- O quê foi que aconteceu, Acácio? - Acamir perguntou furioso. - Você está namorando a Sonda e quer a Bunnie agora? - Acamir continuou estúpido, ao passo que Acácio, por sua vez, nada respondia, pois engolia a macarronada em seco.
- Puxou a você, Acamir! - Olívia apontou furiosa para o marido, que olhava para ela com desdém. - Está com uma mulher e vai atrás de outra! - Olívia bradou, sob os olhares de ódio do marido.
- Cale a sua boca, mulher! - Acamir bradou ríspido. - Que agora o meu negócio é com o seu filho e não com você! - Olívia continuou no mesmo tom.
- E a mãe também não contou que a Dorise também fez fofoca para a Sonda? - Acácio perguntou, não querendo levar a bronca sozinho. - Quando a mãe estava me dando bronca, a Dorise foi lá no telefone e contou a fofoca todinha para a Sonda! - Acácio acusou, apontando para a irmã que começou a chorar, de medo de apanhar do pai, que a olhou furioso.
- Leve essa garota fofoqueira daqui, Olívia! - Acamir gritou, olhando feio para a filha, que chorava copiosamente. - Porque ela também não presta igual à você! - Acamir continuou furioso com a filha e com a mulher. - Ela adora uma fofoca! - bradou, vendo Olívia amparando a filha nos braços e retirando - a dali, ao passo que Acamir servia - se do suculento macarrão preparado pela mulher.
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